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NR13 – Curso de Segurança na Operação de Vasos de

Pressão

1
Bibliografia

1. Silva Telles, Pedro Carlos. Vasos de Pressão. Ed.Livros Técnicos e


Científicos, 1991

2. Silva Telles, Pedro Carlos. Tubulações Industriais, Ed.Livros Técnicos e


Científicos, 1979.

3. Manual Técnico de caldeiras e Vasos de Pressão. FUNDACENTRO, 2001

4. Norma Regulamentar Nº13, 2007

2
Índice

1 Regras Algébricas e Medidas Físicas 04


2 Recordando os números 07
3 Sistema internacional – SI 13
4 Grandezas Físicas 25
5 Fluidos 42
6 Pressão 45
7 Equação dos Gases 54
8 Medição de Vazão 56
9 Medição e Controle dos Processos 64
10 Energia 69
11 Energia nas Tubulações 70
12 Potência 72
13 Influência da Pressão em Reservatórios 73
14 Introdução – Vasos de Pressão 75
15 Emprego dos Vasos de Pressão 78
16 Tubulações 83
17 Válvulas 87
18 Efeito da Temperatura na Estruturas 93
19 Suportes para Vasos de Pressão 98
20 Projeto, Fabricação e Montagem dos vasos de Pressão 99
21 Materiais para Vasos de Pressão 102
22 Normas Técnicas para Vasos de Pressão 110
23 Condições de Operação de Vasos de Pressão 111
24 Resistência dos Materiais para Vasos de Pressão 118
25 Documentos Técnicos 123
26 Fabricação, Montagem e Controle de Qualidade de Vasos de Pressão 123

3
1 - Regras Algébricas e Medidas Físicas

O efetivo operacional, operadores de processo, pessoal das manutenções, inspeção eletro-


mecânica e de instrumentação, precisam conhecer as rotinas e emergências e serem capazes
de interagir com as informações “on line”.
Neste sentido é necessário fortalecer os conhecimentos técnicos e legais de sua competência.
Os parâmetros das medições são fundamentais para que o processo produtivo seja
devidamente controlado.
Por isto, iniciaremos falando das medições nos processos produtivos.

Exemplos de Medições:
 A bomba tem capacidade de 25m³/h.
 O compressor envia 48m³/min.
 A densidade da areia seca é de 2,65 kg/L ou 2.650kg/m³.

Observamos que toda medição é composta por uma quantidade (parte numérica) e a respectiva
unidade (parte literal)

Número (quantidade) Unidades de medidas


2.650 Kg/m³
2,65 Kg/L

Para se trabalhar as unidades de medidas é necessário um bom domínio da álgebra que


aprendemos no 1º grau, por isto vamos recordar estes conceitos.

1.1 - Regra do Produto de mesma base

1.2 - Regra da Divisão de mesma base

Ex.:

4
1.3 - Regra para Expoente negativo

Ex.:

1.4 - Conceito do Expoente 0 (zero)


Qualquer número elevado ao expoente zero é igual a unidade
Ex.:

1.5 - O significado do expoente

(O 5 chama-se coeficiente, o é a base e o 3 é o expoente)

1.6 – Expoente fracionário

Ex.:

1.7 – Significado da radiciação

5
1.8 – Regra da potenciação

Potência numa Multiplicação

Ex.:

Potência numa Divisão

Ex.:

1.9 – Simplificação da grafia


Potenciação
A forma completa de se escrever uma potência é representando o coeficiente, a base e o
expoente. Quando o coeficiente e o expoente são unitários, são suprimidos da grafia.
Ex.:

Radiciação:
Não é obrigatório o índice do radical igual a 2, neste caso, suprime-se a indicação e se entende
que é raiz quadrada.
Ex.: =

Obs.: .

1.10 – Regra da soma algébrica

6
Somente podem ser somados
termos semelhantes, ou seja,
termos que tenham a mesma base
e o mesmo expoente

Exemplificando:
x+3x = 4x
7y – y = 6y
2 metros + 3 metros = 5 metros

1.11 - Soma e subtração de números negativos

1.12 - Multiplicando e dividindo com sinais


Ex:
;

Ex.:

2 - Recordando os Números
Os números quantificam os processos: Produção, consumo, propriedades etc

Inteiros Associados a contagens


Ex.:Núm
eros Fracionários Associados a medições

1) Quantos empregados tem determinada empresa? ( A resposta será o resultado de uma contagem)
2) Qual a pressão indicada em um manômetro instalado em uma bomba em operação?

7
2 2
(A resposta vai depender do resultado de uma medição que poderia ser: 9,1kgf/cm , ou 9,125kgf/cm , conforme a
precisão do instrumento ou da leitura.)

2.1 - Representações dos números inteiros


Ex.:
Formas de representar o número 5 e o número 10
5 = V (romanos) = 1x5 = 5/1 = 5,0 = 5,0000 = 00005,000
10 = X (romanos) = 1X10 = 10/1 = 10,0 = 10,00 = 00010,000

2.2 - Representação dos números Fracionários

Ex.:

2.3 - Formação dos números decimais

Seja o número [ 3.742,685 ], que lemos da seguinte forma:


Três mil, setecentos e quarenta e dois inteiros, seis décimos, oito centésimos e cinco
milésimo.
Em valores teremos:
(3.000 +700 + 40 + 2 + 0,6 + 0,08 + 0,005), ou :
3 x 1000 + 7 x 100 + 4 x 10 + 2 x 1 + 6/10 + 8/100 + 5/1000 ou ainda:
3 x 103 + 7 x 102 + 4 x 101 + 2 x 100 + 6 x 10-1 + 8 x 10-2 + 5 x 10-3

Esta é a estrutura decimal do número 3.742,685

Conclusão:
A base do sistema decimal é o 10
Pensamos e entendemos as medidas no sistema decimal

2.4 - Entendendo os números decimais


Seja por exemplo o número: 37,25

8
...00037,25000...

Observa-se que houve mudança de posição da vírgula, mas, o valor se manteve.


Generalizando:

2.5 – Sistemas de numeração


O computador opera com sistema binário ou seja a base é o número 2.
O nosso sistema de numeração é decimal, a base é 10.
Podemos resumir no quadro abaixo
Sistema decimal Sistema Binário
0,1,2,3,4,5,6,7,8,9 0,1
Dez Algarismos Dois Algarismos

2.5.1 - Equivalência entre os números nos sistemas decimais e binários


Números Sistema decimal Sistema binário
Zero 0 0
Um 1 1
Dois 2 10
Três 3 11
Quatro 4 100
Nove 9 1001
Onze 11 1011
Doze 12 1100
Treze 13 1101
Quatorze 14 1110
Quinze 15 1111
Dezesseis 16 10000
Dezessete 17 10001
. . .
. . .
. . .
2.5.2 - Correlação entre os sistemas decimal e binário
Ex.:
Qual o número binário corresponde ao decimal 13?
Resposta : 1101

9
Solução:

13 2

1 6 2

0 3 2

1 1

Ex.:
Representar o número binário 1101 na base decimal.

Solução
Na base decimal, poderemos ter os algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9
1101 = 1 x 23 +1 x 22 + 0 x 21 + 1 x 20
1101 = 1x8 +1x4 +0 x 2 +1 x 1
1101 = 8 + 4 + 0 + 1 = 13

2.6 – Números Fracionários


2.6.1 - Formas de apresentação das Frações

+ +

Ou seja: 2 inteiros +

2.6.2 - Operações com frações

Soma e subtração: Os denominadores das frações têm que ser comuns.


Ex.:

10
Produto:
Ex.:

Divisão
Ex.:

2.6.3 - Igualdade de Frações


Se:

(“O produto dos meios é igual ao produto dos extremos”)

Ex1:

Ex2:

2.6.4 – Cuidado na divisão de frações

11
2.6.5 – Transformações de Frações

Ao efetuarmos a divisão de uma fração ordinária, podemos obter um resultado exato, ou não
exato:

Neste caso, temos uma dízima periódica.

Dízima periódica simples

Dízima periódica composta

2.6.6 – Encontrando a fração ordinária


Ex.:

Dízima periódica simples

Observação: O numerador é o período e o denominador é composto de tantos 9’s quanto a quantidade de


algarismos do período.

12
Dízima periódica Composta

Observação: O numerador é a parte não periódica seguida do período menos a parte não periódica (“245-2”). O
denominador é composto por tantos 9’s quantos forem os algarismos do período (no caso, 2 noves), seguidos de
tantos zeros, quantos forem os algarismos da parte não periódica (no caso 1 zero).

3 – Sistema internacional de Medidas [SI]

A NR 13 exige que as medições em Vasos de Pressão, sejam feitas no SI.

3.1 – Medidas Físicas

Grandezas Fundamentais Nome Símbolo


Comprimento (distâncias, alturas, larguras, nível, espessuras, diâmetros...) Metro m
Massa Quilograma kg
Tempo Segundo s
Temperatura Kelvin K

Ex.:
 A velocidade da correia transportadora é 1,2 m/s
 A capacidade da ponte rolante é de 25.000kg
 O volume do reservatório é 25m3

3.2 - Múltiplos e submúltiplos decimais - SI

13
Ex.:
 A potência instalada da Termoelétrica é 95 Mw (noventa e cinco mega watts) ou 95 x
106 w ou 95.000.000 w ou 95.000 kw
O plano de produção da Usiminas é 5,3 MT aço/ano

3.3 - Medida de comprimento

O padrão de comprimento no SI é o [m]


Múltiplos e submúltiplos decimais do metro:
Múltiplos Unidade Sub-múltiplos
fundamental
Kilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
km Hm Dam m dm cm mm
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

352,7dm
3,527Dam
Ex.: 35,27m =
3.527cm
35.270mm
0,03527km

3.4 - Regras para Apresentação de Resultados de Cálculos de Medições


1. Arredondar mantendo pelo menos 2 casas decimais
2. Escrever a quantidade encontrada sempre que possível entre o intervalo de 1 a 10 .
3. Utilizar potência de 10 quando necessário
Ex.:
X = 438,7 kg deve ser escrito : 4,387 x 102 kg ou 4,39 x 102kg
Y = 0,001085s deve ser escrito : 1,085 x10-3 s ou 1,09 x 10-3s

14
3.5 – Tabela de conversão de unidades de medida

2 2 2
Pressão (1 Pa =1N/m ) (1 lbf/in = 1 psi) (1 Torr = 1mmHg) Força (1 N = 1kg x m/s )
2 2
Pa Kgf/cm Bar lbf/in atm Torr mmH2O mca lbf N kgf lbf
-5 -5 -4 -6 -3
1 1,02x 10 10 1,45 x 10 9,87 x 10 7,50 x 10 0,102 ************ 1 4,44822 0,45359 1
4 4
9,807 x 10 1 0,981 14,223 0,968 735,57 10 10 0,22481 1 0,10197 0,22481
5 4
10 1,02 1 14,504 0,987 750,061 1,02 x 10 10,2 2,20462 9,80665 1 2,20462
3
6,895 x 10 0,0703 0,069 1 0,068 51,715 703 **********
5 4
1,013 x 10 1,033 1,013 14,696 1 760 1,033 x 10 10,33
2
1,333 x 10 0,00136 0,00133 0,0193 0,00132 1 13,6 ************ Comprimento
-4 -3 -3 -4
9,807 10 9,81 x 10 1,42 x 10 0,968 x 10 0,0735 1 ************ ft. in m mm
1 12 0,3048 304,8
1 0,0254 25,4

Trabalho e Energia Potência Massa


kj kwh kcal BTU kw HP kcal cv lb Kg
-4
1 2,778 x 10 0,239 0,948 1 1,341 0,239 1,36 1 0,45359
-3 -6 -3 -3 -3 -2 -3 -2
9,81 x 10 2,72 x 10 2,34 x 10 9,295 x 10 9,81 x 10 1,32 x 10 2,34x10 1,33 x 10 2,20462 1
3 3
3,60 x 10 1 860,422 3,412 x 10 0,746 1 0,178 1,014
-3
4,184 1,16 x 10 1 3,966 4,184 5,611 1 5,689
-4
1,055 2,93 x 10 0,252 1 0,736 0,986 0,176 1
3
1.000 L = 1 m
3
1L= 1dm
0
K = C +273
0 0
C = 0,55 x ( F – 32)

15
Exercícios:
1- Determinar a altura h em [m], do piso até onde está conectado o manômetro no vaso de
pressão, conforme ilustrado na figura abaixo.

29,52"

4,5m
h=?

Piso 1.500mm

2- Um avião da Trip Linhas Aéreas, que faz o trajeto Ipa-BH, voando numa altura de 9.250 ft.
Qual o valor desta altura em:
a) [m]
b) [km]

h = 9.250 '

Nível do solo

16
3 – Determine o diâmetro do tambor em metros, levando em consideração as informações
constantes na figura abaixo..

Nível da Água
950 mm

Tambor
Ø=2xr

767,72"
62,5'

Motor Bomba

Poço

17
3.6 - Medidas de Áreas
O padrão de medida de área no SI é o [m2]

Figuras Geométricas Usuais Elementos Símbolos Fórmulas área

2
Quadrado Lados L A=L

Retângulo base e altura be h A=bxh

R,
Círculo ou Disco Raio ou Diâmetro
D (Ø)
D (Ø)

Em qualquer circunferência: ¶ = 3,141592654...,(usaremos ¶ = 3,14)


C / Ø = ¶ ou C = ¶ x Ø onde C é o comprimento da circunferência
Ø=2xR

Exercícios:
1 - Determine a área da figura abaixo em in2, m2, cm2.
0,203ft

A=?

2,63in

2 - Qual é a área da seção transversal de uma rede de água


cujo diâmetro mede 8”?
Dar a resposta em m2 e cm2.
8"

A=?

3.7 - Medidas de Volume

18
O padrão de medida de volume é o [m3]

Figuras Elementos Símbolo Fórmula do Volume

Cubo L lado L V = L3
L
L

Área da Base e
Paralelepípedo h
a a,beh V = (a x b) x h
b altura

Ø .
Área da base e
Cilindro h Aeh
altura
.

Esfera
Ø . Diâmetro Ø

Outras Unidades:
Unidade Símbolo Equivalências
3
Litro L 1000L = 1m
Galão Gal 1 Gal = 3,78L
Barril - 1 Barril = 42 Gal = 159L
Tambor - 1 tambor = 200L

Exercícios:
1 - Determine o volume ocupado pela caixa abaixo em m3 e em L.
10,08cm
6,
1c
m

19,08cm

2 - Determine o diâmetro de um reservatório esférico cujo volume mede 2.500 L.

19
Ø=?

3 – Qual é a altura do oleômetro (reservatório para armazenamento de óleo combustível) com


12.500 m3 de capacidade e cujo diâmetro da base mede 35 m?

h=?
V = 12.500m3

Ø=35m

20
4 – Quantos galões tem o volume de um tanque de um caminhão cuja capacidade é de
25.000 L?

5 – Quantos [m3] tem um reservatório capaz de estocar 75.000 barris de petróleo?

3.8 - Medida de Massa


Massa é a quantidade de matéria, podendo ser sólida, líquida ou gás.
No sistema internacional, a unidade padrão é o quilograma [kg], pois a grama é uma unidade
muito pequena
Escala decimal dos múltiplos e sub-múltiplos do grama [g]

10-12 10-9 10-6 10-3 100 103 106 109 1012


µ micro g
nano g

m mili g

g
p Pico g

Kg Mg Gg Tg

No sistema Inglês a unidade de massa e´o “Pound” que traduz-se libra:

1lb = 0,45359kg

Ex: Det ermine a capacidade de uma ponte rolante de 225000lb nas unidades abaixo?

a) [Kg]
b) [g]
c) [Mg]
d) [Ton]

2 – Quantas libras [lb] representa 45.359kg de cimento?

21
3.9 - Medição do Tempo
O padrão de medição do tempo no SI é o segundo [s]. Exemplos de unidades de medida do
tempo:
 Milênio (1.000 anos);
 Século (100 anos)
 Década (10 anos)
 Ano
 Semestre (6 meses)
 Trimestre (3 meses)
 Bimestre (2 meses)
 Mês
 Quinzena (15 dias)
 Decêndio (10 dias)
 Dia
 Turno (12; 8 ou 6 horas)
 Hora [h]
 Minuto [min.]
 Segundo [s]
 Frações de segundo:
- Décimo de segundo
- Centésimo de segundo
- Milésimo de segundo

A base de medição da hora é o sistema sexagesimal, isto é, a base é 60, ou seja:


1h = 60 min = 3.600 s
Atenção se deve ter, pois às vezes, se expressa as horas em frações decimais :
6,25h
6,25 h 6h 25 min
6,25h = 6h + (0,25)h = 6h + 0,25 x 60min = 6h + 15 min., portanto, 6,25 é diferente de 6h25min.

Hora digital
h min. s
8:25:37
8 25 37

22
O relógio digital informa separadamente as horas, os minutos e os segundos.

Exercícios:
1 - Um determinado teste começou às 09:48:12 , terminando às 11:41:53 .
- Qual foi o tempo digital gasto?
- Qual o gasto só em horas [h]?
- só em minutos [min] ?
- e só em segundos [s]?

2 - Escrever o tempo 8,258 h em notação digital.

3.10 - Medida de Ângulos

Ângulo é uma abertura entre 2 direções.

Agudo < 90o Reto = 90o Obtuso > 90o

23
A medida de ângulo no SI é feita em [rad] ou [o]

Ângulo
Vértice Raio
Unitário

Circunferência
Unitária

Definições:

 ou seja: C = ¶Ø.
0 0
 2¶rad = 360 (Qualquer ponto que percorre toda a linha da circunferência faz um deslocamento de 360 )
Então:

Exercìcios:
1 – Quantos graus [º] representa um ângulo que mede

2 – Represente em [rad] o ângulo que mede 1350.

4 – Grandezas Físicas

4.1 - Velocidade
Definição:
Velocidade é a variação da distância percorrida por unidade de tempo.

24
Exercícios:
1 - Uma correia transportadora de minério percorre 378 m em 5min e 15 s. Qual a velocidade
desta correia?

2 - A velocidade de escoamento do ar no interior da tubulação é 20m/s. Quanto tempo levaria o


ar para percorrer 1,5 km dentro desta tubulação?

1,50km

4.2 - Rotação
Rotação é o número de voltas completadas pelo eixo girante, podendo ser por minuto ou por
segundo, [rpm] ou [rps] .

n
n

Ø
Acoplamento
eixo
Polia
n número de (rotações ou giros) n = f (freqüência) no movimento rotativo

O tempo gasto para uma única volta é:

25
4.3 – Outros Tipos de Freqüência

Oscilação pendular
c
Freqüência elétrica - Senóide Freqüência alternada –
(vai e vem)

mgh

½ mv2 mg

Exercícios:
1 - Determine o número de rotações em [rps] de um motor elétrico de uma bomba de água que
gira a 1800 RPM.

2 – Determine o tempo gasto para uma única volta do eixo do ventilador que gira a 600 rpm.

4.4 - Velocidade Angular

A velocidade angular é definida como:

A aplicação da velocidade
n angular ocorre no cálculo da
potência mecânica em um
eixo

Exercícios:
1 – Determine a velocidade angular do ventilador que gira a 900 rpm em [rad/s]
26
4.5 - Aceleração
Definição:
Aceleração é a variação da velocidade por unidade de tempo

4.6 – Força – 2ª Lei de Newton


Definição:
Força é aquilo capaz de alterar o estado de repouso, o estado de movimento, ou causar
deformações em um corpo.

[N] lê-se Newton

Exercícios:
1 - Um objeto de 0,5 Ton, modificou sua velocidade de 1m/s para 2,5m/s em 2,0 segundos.
Pergunta-se:
a) Determine a aceleração do objeto.
b) Calcule a força que atuou neste objeto.

2 - Uma correia transportadora desloca horizontalmente uma carga de 6,2 ton., inicialmente
numa velocidade de 0,75m/s. Sabendo-se que sua velocidade aumentou para 1,25m/s em 2,5
segundos.
a) Determine a aceleração que atuou na correia transportadora.
b) Calcule a força atuante na correia transportadora

27
4.7 – Princípio da Ação X Reação de uma Força – 3 ª Lei de Newton

"Toda força de ação provoca uma reação de igual intensidade, na mesma direção e em sentido
contrário".
Quando um corpo A exerce uma força sobre um corpo B, simultaneamente o corpo B exerce
uma força sobre o corpo A, de intensidade e direção iguais, mas em sentido oposto.

Força de Força de
Reação Ação
Reação Ação
F F

Fação = F Reação

4.8 - Peso dos Corpos - 4ª Lei de Newton


“Peso é a força de atração gravitacional exercida pela terra nos corpos próximos a ela.”
Esta força causa nos corpos ao redor da Terra uma aceleração que ao nível do mar tem o valor
de 9,8 m/s2 é representada pela letra “g”. Então g = 9,8 m/s2.
Esta força diminui à medida que os corpos se afastam do centro da terra.

Nível do mar g = 9,8m/s2


Polo Norte
Dados Sobre a Terra Dados Sobre a Lua Dados Sobre o Sol
Terra
Linha do Equador m = 6 x 1024kg m = 7,5 x 1022kg m = 2,0 x 1030kg

r = 6,37 x 106m r = 1,7 x 106m r = 6,95 x 108m (r médio)


Polo Sul
g = 9,8m/s2 g = 1,7m/s2 g = 2,79 x 102m/s2

Temperatura da superfície ≈ 6.000oC

Exercício:
O astronauta Louis Armstrong, primeiro homem a pisar na lua, tinha 78kg. Qual o seu peso?

28
a) Na terra em [N], e em [kgf]
b) Na lua em [N] e em [kgf]

4.9 – Temperatura e Calor


Temperatura é a grandeza física associada ao estado de movimento ou a agitação das
partículas (moléculas) que compõem os corpos (Energização).

Escalas de Medidas de Temperatura


 O físico alemão Daniel Gabriel Farenheit propôs em 1724 uma escala onde o ponto de
fusão da água equivaleria a 32 0F e o ponto de ebulição da água equivaleria a 212 0F.
 O astrônomo suíço Anders Celsius propôs no ano de 1742 a escala de temperatura
centígrada concebida de forma que o ponto de congelamento da água correspondesse a
0 0C, e o ponto de ebulição correspondesse 100 0C, observados à pressão atmosférica.
Em 1948 passou a chamar escala Celsius, em sua homenagem.
Obs.: A indicação destas temperaturas era obtida através da observação da dilatação de
uma coluna de mercúrio, colocada num tubo bem fino (capilar).
4.9.1 - Correspondência entre graus Farenheit e graus Celsius

100oC 212oF

0
C Graus
Graus Cesius
Farenheit

0oC 320F

Exercícios:
1 - A temperatura normal do corpo humano é de 36,5oC. Quantos graus Farenheit [ºF]
corresponde esta temperatura?

29
2 – No último inverno, foi registrado numa estação metereológica em Bariloche, Argentina, uma
temperatura de 14oF. A quantos graus Celsius [ºC] corresponde esta temperatura?

3- Qual a temperatura de vaporização do álcool etílico em graus Celsius [ºC], sabendo-se que
em graus Farenheit é 192oF?

4.9.2 - Escala Kelvin de Temperatura ou Absoluta

Existe
[m]
[V]
P[abs] [t]
Pressão Abs.

Pressão Man.

Não existe
matéria

T[abs. K]
Não existe Não existe
matéria matéria

0K 0oC Temperatura
Zero absoluto
273 K

Conversão: K = oC + 273
Exercícios:
1 - Passe para graus Kelvin, as seguintes temperaturas:

30
a) OoC
b) 23oC
c) 100oC
d) - 186oC

4.9.3 - Calor
Calor é energia térmica em transferência. O calor sempre flui de um corpo com temperatura
mais elevada, para outro com temperatura mais baixa.

CALOR

TA > TB

4.9.4 – Distinguindo calor de Temperatura

31
Temperatura ≠ Calor

Amostra de Gusa a 1.530oC


Panela de Gusa a 1.530oC
Transfere pouco Calor
Transfere muito Calor

Fórmulas para cálculo do calor transferido:

Calor é Energia Térmica

Onde : Q = Quantidade de energia térmica


m = massa
c = Calor específico (tabelado para cada material)
PC = Poder calorífico (tabelado para cada material)

4.9.5 - Unidades de Calor


Térmica : kcal
Refrigeração: BTU

Definição:
1 kcal é a energia necessária para elevar a temperatura de 1 kg de água de 15 oC para 16oC.

Equivalência: (Ver Tabela de conversão de unidades)


1,0 kcal = 3,966 BTU
1,0 BTU = 0,252 kcal

4.9.6 - Calor Específico de Alguns Sólidos e Líquidos [kcal/oC]

Aço doce 0,1165 Carvão de lenha 0,2415


Aço duro 0,1164 Carvão de pedra 0,2040
Ácido bórico 0,2374 Carvão de gasogênio 0,2036
Ácido nítrico 0,8614 Cinza de lenha 0,2000
Ácido sulfídrico 0,3550 Cimento Portland 0,1770

32
Ácido sulfuroso 0,1550 Cloreto de cálcio 0,1842
Ácido acético 0,5100 Chumbo sólido 0,0314
o o
Água a 15 C 1,0000 Chumbo fundido a 327 C 0,0340
o o
Água em média 1,0225 Cobre de 18 C a 100 C 0,0930
o o
Álcool absoluto (peso específico 0,81) 0,5730 Cobre de 18 C a 300 C 0,0960
o o
Álcool etílico a 20 C 0,5050 Cobre fundido a 1.083 C 0,1560
o
Álcool etílico a -20 C 0,5050 Coque 0,2133
Álcool metílico 0,5901 Cortiça 0,4900
Algodão 0,3200 Ebanite 0,3400
o o
Alumínio de 18 C a 100 C 0,2170 Enxofre sólido 0,1764
o o
Alumínio de 18 C a 500 C 0,2370 Enxofre fundido 0,2026
Alumínio fundido 0,3910 Estanho sólido 0,0562
Amoníaco 0,8400 Estanho fundido 0,0637
Anilina 0,4900 Estuque 0,2000
Antimônio 0,0512 Escória 0,1800
Areia 0,2000 Essência de terebentina 0,4200
Argila 0,2150 Feldspato 0,1910
o o
Arsênico 0,0814 Ferro de 0 C a 100 C 0,1180
o o
Argamassa de pietrisco 0,2100 Ferro de 0 C a 500 C 0,1340
o o
Asfalto 0,2230 Ferro de 0 C a 1.100 C 0,1840
Benzina 0,4200 Ferro fundido 0,2500
Bismuto 0,0305 Ferro forjado 0,1138
Blenda 0,1200 Ferro gusa 0,2298
Bronze 0,8800 Fósforo 0,1896
o o
Cal virgem de 18 C a 100 C 0,1900 Gasolina 0,4200
o o
Cal virgem de 18 C a 534 C 0,2200 Gesso comercial 0,2000
o o
Cálcio 0,1709 Gelo de -40 C a 0 C 0,4600

Calor Específico de Alguns Sólidos e Líquidos [kcal/oC] (continuação)


o
Caulim 0,2240 Gelo a 0 C 0,5050
Carbonato de cálcio 0,2149 Glicerina 0,5800
Carbonato de magnésio 0,2200 Grafite 0,0018
Carbonato sódio 0,2728 Magnésio 0,2500
Mármore branco 0,2099 Papel celulose 0,3200
Mármore cinzento 0,2099 Pedra em média 0,2100
Manganita 0,0970 Pirita de ferro 0,1301
o o
Mercúrio 0,0933 Platina de 0 C a 100 C 0,0320
o o
Metal monel 0,1270 Porcelana de 15 C a 1.000 C 0,2560
Níquel 0,1108 Prata 0,0570
Nitrato de potássio 0,2388 Querosene 0,5000
Nitrato de sódio 0,2782 Quartzo 0,1894
Nitrogênio 0,4300 Sulfato de potássio 0,1901
Oligisto 0,1700 Sulfato de sódio 0,2312
Óleo de oliva 0,3096 Tântalo 0,0360
Óleo de naftalina 0,4900 Terebentina 0,4672
Óleo de terebentina 0,4720 Terra (em média) 0,3 a 0,4
Óleo lubrificante 0,4000 Vidro 0,1920
Ouro 0,0324 Zinco 0,0958
o
Oxigênio líquido 0,3470 Zinco fundido a 419 C 0,1210
Óxido de chumbo 0,0612

33
4.9.7 – Lista de Poder Calorífico Superior de Alguns Combustíveis
Combustível [kcal/kg] Combustível [Kcal/Nm3]
Lenha 20% de umidade 2.500 a 3.000 BFG 800
Serragem 2.500 LDG 2.200
Cavacos 2.500
GN 9.000
Carvão de Pedra nacional beneficiado 5.000 a 7.000
Carvão de Pedra 1ª qualidade 7.500 COG 4.500
Briquetes (Carvão estrang., breu de picha) 6.700 GLP 27.000
Coque 6.000
Antracito 8.500
Bagaço de cana de açúcar (40% umidade) 2.300
Resíduo de borracha 4.000
Piche 8.500
Álcool etílico 7.200
Alcatrão 8.800
Gasolina 11.800
Querosene 10.800
Óleo Diesel 10.600
Óleo Combustível 10.500
Monóxido de carbono 2.400
Hidrogênio 34.500
Metano 12.900
GLP 11.950
Acetileno 9.800

Exercícios:
1 - Qual a energia liberada pelo gusa líquido a 1530 °C até atingir a temperatura ambiente, ou
seja, 30 °C ?
Dados:
massa do gusa: 20 ton.
Calor específico do gusa: 0,23 kcal / kg (Ver tabela 4.9.6 – ferro gusa)

2 - Determine a energia liberada na fornalha com a queima de 20 ton. de alcatrão na caldeira


Dados:
Poder calorífico do alcatrão: 8.800 kcal / kg (Ver tabela 4.9.7 – alcatrão)

34
4.10 – DENSIDADE
Definição:

A água é o líquido padrão para avaliar materiais sólidos ou líquidos.

O ar atmosférico é o gás padrão para avaliar só os materiais gasosos (não inclui o vapor).

4.10.1 - Densidade de alguns líquidos [kg/m3]

Amônia 600
Álcool 810
Óleo combustível 920
Água doce 1000
Água do mar 1050
Alcatrão 1100

35
4.10.2 - Densidade de alguns gases [kg/Nm3]

Hidrogênio 0,09
COG 0,45
Monóxido de carb.(CO) 0,92
Nitrogênio 1,11
Ar atmosférico 1,29
LDG 1,33
BFG 1,34
Oxigênio 1,43
Dióxido de carb. (CO2) 1,73
GLP 2,25
Cloro 3,22

4.10.3 - A densidade avalia o comportamento do material:


A água ( ) é usada como padrão.
Se o material é sólido:
O objeto [A] tem densidade < 1.000 kg/m3
Flutuando
O objeto [B] tem densidade > 1.000 kg/m3 A

Submerso

água B

Flutuando

Se o material é líquido:
O líquido [C] tem densidade < 1.000 kg/m3
Líquido Água
O líquido [D] tem densidade > 1.000 kg/m3 Líquido C
C Submerso

Líquido
Água D

36
A densidade do Ar Atmosférico, dar = 1,29 kg/Nm3

O gás tende a se dissipar na atmosfera


Se dgás < dar
Exemplos: Nitrogênio, CO

Se dgás > dar


O gás tende a se acumular nas partes baixa do local

Exemplos: Oxigênio, CO2, GLP etc.

4.11 - Densidade do Vapor d’Água

A densidade do vapor é muito variável em função da temperatura e pressão de trabalho, por


isto os valores são tabelados.

O volume específico , é o inverso da densidade;

Os físicos preferem trabalhar o vapor através do volume específico em vez da densidade.

4.12 - Valores obtidos na tabela de vapor d’água


(Tabela Resumida)
Entalpia Vapor
Pressão [kgf/cm2] Tempera- Volume
(kcal/kg) Densidade
tura Específico
Calor Calor (kg/m3)
Manométrica Absoluta (°C) (m3/kg)
latente total
0 1 99 540 639 1,727 0,579
0,5 1,5 111 533 644 1,182 0,846
1 2 120 527 647 0,903 1,107

37
2 3 133 518 652 0,618 1,618
4 5 151 505 657 0,382 2,614
6 7 164 495 661 0,278 3,591
8 9 174 487 663 0,219 4,556
10 11 183 479 665 0,181 5,516
12 13 190 473 667 0,154 6,474

38
4.13 - Tabelas de Vapor d’água saturado

Temperatura Calor de Calor Volume Temperatura Calor de Calor Volume


Pressão Pressão
de Vaporização Total de Específico de Vaporização Total de Específico
Absoluta Absoluta
2 Saturação (Latente) Vapor do Vapor 2 Saturação (Latente) Vapor do Vapor
(Kgf/cm ) o 3 (Kgf/cm ) o 3
( C) (kcal/kg) (kcal/kg) (m /kg) ( C) (kcal/kg) (kcal/kg) (m /kg)
0,010 6,6 591,4 598,0 131,6 0,900 96,2 541,7 637,8 1,906
0,015 12,7 588,2 600,9 89,64 1,00 99,1 539,9 639,0 1,727
0,020 17,1 585,8 602,9 68,27 1,100 101,8 538,3 660,1 1,580
0,025 20,7 583,9 604,6 55,28 1,200 104,2 536,7 641,1 1,457
0,030 23,7 582,3 606,0 46,53 1,300 106,6 535,3 642,0 1,352
0,040 28,6 579,6 608,2 35,46 1,400 108,7 533,9 642,8 1,261
0,050 32,5 577,5 610,0 28,73 1,500 110,8 532,7 643,5 1,182
0,060 35,3 575,8 611,3 24,19 1,600 112,7 531,4 644,3 1,113
0,080 41,1 572,8 614,0 18,45 1,800 116,3 529,1 645,7 0,997
0,100 45,4 570,5 615,9 14,96 2,00 119,6 527,0 646,9 0,903
0,120 49,0 568,5 617,5 12,60 2,200 122,6 525,0 648,0 0,825
0,150 53,6 566,0 619,6 10,22 2,400 125,5 523,1 649,0 0,7616
0,200 59,7 562,7 622,4 7,797 2,600 128,1 521,4 649,9 0,7066
0,250 64,8 559,9 624,5 6,325 2,800 130,5 519,7 650,8 0,6592
0,300 68,7 557,6 626,3 5,331 3,00 132,9 518,1 651,6 0,6180
0,400 75,4 553,3 629,2 4,072 3,200 135,1 516,6 652,3 0,5817
0,500 80,9 550,5 631,5 3,304 3,400 137,2 515,2 653,0 0,5495
0,600 85,5 548,0 633,4 2,785 3,600 139,2 513,8 653,7 0,5208
0,700 89,3 545,6 635,1 2,411 3,800 141,1 512,4 654,3 0,4951
0,800 93,0 543,8 636,5 2,123 4,00 142,9 511,1 654,9 0,4718

39
Continuação - Tabelas de Vapor d’água saturado

Temperatura Calor de Calor Volume Temperatura Calor de Calor Volume


Pressão Pressão
de Vaporização Total de Específico de Vaporização Total de Específico
Absoluta Absoluta
2 Saturação (Latente) Vapor do Vapor 2 Saturação (Latente) Vapor do Vapor
(Kgf/cm ) o 3 (Kgf/cm ) o 3
( C) (kcal/kg) (kcal/kg) (m /kg) ( C) (kcal/kg) (kcal/kg) (m /kg)
4,500 147,2 508,0 656,2 0,4224 20,000 211,4 462,9 668,7 0,1017

5,000 151,1 505,2 657,3 0,3825 22,000 216,2 447,9 668,9 0,0987

5,500 154,7 502,5 658,4 0,3497 26,000 225,0 438,4 669,0 0,0785

6,000 158,1 499,9 659,3 0,3223 30,000 232,8 429,5 668,6 0,06802

6,500 161,2 497,5 660,2 0,2987 34,000 239,8 421,1 668,0 0,05991

7,000 164,2 495,2 660,9 0,2785 36,000 249,1 417,0 667,6 0,05851

7,500 167,0 493,0 661,7 0,2600 40,000 249,2 409,2 666,6 0,05049

8,000 169,6 490,9 662,3 0,2464 50,000 262,7 390,7 663,4 0,04007

8,500 172,1 488,8 663,9 0,2317 60,000 274,3 373,6 659,8 0,03289

9,000 174,5 486,8 663,4 0,2195 65,000 279,6 365,3 637,5 0,03009

9,500 176,8 484,9 663,9 0,2085 70,000 284,5 367,3 655,2 0,02769

10,000 179,0 483,1 664,4 0,1985 80,00 293,5 341,8 650,3 0,02374

11,000 183,2 479,5 665,2 0,1813 100,000 309,5 311,8 640,5 0,01815

12,000 187,1 476,1 665,9 0,1668 120,000 321,1 252,4 629,7 0,01437

13,000 190,4 472,8 666,6 0,1545 140,000 335,0 253,3 618,6 0,01164

14,000 194,1 469,7 667,0 0,1438 160,000 345,7 222,8 606,3 0,00986

15,000 197,1 466,7 667,4 0,1346 200,000 364,2 147,3 572,8 0,00614

16,000 200,4 463,3 667,8 0,1364 225,000 374,0 xxxx 501,1 0,00310

40
4.14 – Geração e Distribuição de Vapor
A ilustração a seguir, mostra um esquema simplificado da rede de geração e distribuição de
vapor da Usina.

Caldeiras de
Carboquímico Processo Nova Térnmica

6 12 12
6

Coqueria
Oficinas
6

12 11
8 Aciarias 11
6
Caldeiras de 0,5
Altos Fornos e LTF
130T/h
sinterizações Restaurante

X Pressões [kgf/cm2]

LTQ
6

LCG
6

5 – Fluidos

5.1 – Estados da Matéria


Dependendo das condições de Pressão e Temperatura a matéria se apresenta nos seguintes
estados:
Sólido; Fluido (Líquido ou vapor/gás).
“Fluido é toda matéria que não pode ser enquadrada como sólido”

 Líquido
Fluido não tem forma própria, depende do
Fluido =  Gás reservatório que o contém.
 Vapor

41
Vapor ≠ Gás
Vapor é um gás cuja pressão e temperatura estão muito próximo do ponto de saturação, ou
seja, na região de condensação.

5.2 - Formas de Obtenção de Vapor

O vapor pode ser obtido de três formas distintas:


EVAPORAÇÃO:
"Transformação da água líquida em vapor em temperatura abaixo da pressão de saturação."

Exemplo: Roupas secando no varal

CALEFAÇÃO:
"Transformação da água líquida em vapor
numa brusca e violenta mudança na
temperatura."

Exemplo:
Gota d`´agua em superfície superaquecida

EBULIÇÃO:
"Transformação da água líquida em vapor na temperatura de saturação.“
Esta é a forma industrial de geração de vapor.

Exemplo:
Água fervendo na chaleira à pressão atmosférica
5.3 - Reservatórios de líquido abertos para a

42
atmosfera
Os reservatórios abertos não são considerados Vasos de Pressão, pois não trabalham
pressurizados.

Tanque simples Tanque com respirador

5.4 - Reservatórios Pressurizados


5.4.1 – Reservatórios para líquidos Pressurizados
Como os líquidos não geram pressão interna os recipientes são pressurizados por um gás
inerte, geralmente N2.
Um Líquido só gera pressão num reservatório fechado quando o seu nível atinge 100% do
volume interno.

Os reservatórios de líquidos pressurizados


devem ser tratados como os reservatório de
vapor

43
5.4.2 – Reservatórios para gases puros (sem umidade)
Ex.: Ar seco, Nitrogênio, GLP

5.4.3 – Reservatórios para gases com umidade

Exemplo: Ar comprimido com umidade

Válvula de
Segurança
PI

Linha de Pressurização Controlada

Ar

Condensado

Dreno automático

44
5.4.4 – Reservatórios para vapor

Válvula de Segurança
O que gera pressão no interior dos vasos de
PI
pressão é a atmosfera de gás ou vapor.
Vapor

Visor de nível
O Vapor saturado e seu condensado estão à
mesma Pressão e Temperatura.

Um Líquido gera pressão somente devido a


sua coluna (altura):
Líquido

Pcoluna = dLíquido gh

Onde d é densidade do líquido, g aceleração da


Dreno automático 2
gravidade(9,8ms ) e h é altura da coluna do líquido.

6 – Pressão

6.1 - Pressão Mecânica Gás

+P
+P
Líquido

A pressão em qualquer ponto da


+ massa fluida é a mesma em qualquer
direção

Entrada de Fluido

Camisa ou Cilindro

Câmara de pressão

Cilindro Atuador transforma pressão em força e vice-versa

45
6.2 – Pressão Atmosférica

Polo norte
A terra é envolvida por diversas camadas de
gases, que recebem um nome conforme Terra
ilustrado na figura ao lado Linha do equador

Polo Sul

Camadas dos gases que envolvem a terra


Distância da Composição do ar Composição do ar
Nome Temperatura
superfície atmosférico % peso atmosférico % Volume
o
Troposfera Até 20 km até -40 C Oxigênio 23 Oxigênio 21
o
Estratosfera de 20 a 50 km até -60 C Nitrogênio e Nitrogênio e
o 77 79
Mesosfera de 50 a 80 km até -100 C demais Gases demais Gases
o
Termosfera de 80 a 450 km até 1.000 C
o
Exosfera de 450 a 900 km até 1.000 C

MEDIDA DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA - BARÔMETRO


Experiência de Torricelli medindo a pressão que a atmosférica exerce na superfície da terra.
Ausência de Hg líquido
760 mm Hg
altura de coluna
de líquido
Pressão atmosférica Pressão atmosférica
Hg

d Diferença de nível devido acréscimo de Hg

Hg Hg

Antes Depois

Conclusão: A pressão atmosférica se iguala à coluna de mercúrio líquido [Hg]


1,0 atm = 760 mm Hg
1,0mm de Hg = 1,0 Torr
Se esta experiência fosse feita com água, a coluna de líquido seria de 10,33m (veja na tabela
de conversão) ou seja 1,0atm = 10,33mH2O = 10,33 m.c.a.
6.3 – Medição de Pressão

46
1,5
Manômetro
Válvula de 0
2
Segurança kgf/cm
O equipamento é considerado
Pressurizado, quando sua pressão
interna (P.int.) > a pressão atmosférica

Pint. > Patm

Boca de
Visita
P.int.

Manômetro
Válvula de
Segurança kgf/cm2
0
O equipamento é considerado
despressurizado, quando sua pressão
interna (P.int.) = a pressão atmosférica

Pint. = P atm

Boca de
Visita
P.int.

kgf/cm2 Vacuômetro
Válvula de 0
Segurança
-0,21

O equipamento é considerado em vácuo,


quando sua pressão interna (Pint.) < a
pressão atmosférica

Pint. < P atm


Neste caso usa-se o vacuômetro para
medição.
Boca de
Visita
P.int.

47
6.4 – Medidas de Pressão através de manômetro tipo “U”
São utilizados para medições de pressões próximas à Patm. (exemplos gases a baixa pressão:
BFG, COG e LDG)

Equipamento pressurizado
Sendo a pressão interna maior que a
pressão atmosférica, ela empurra a coluna
de líquido para fora.
“Diz-se pressão positiva”
Usa-se manômetro

Equipamento em vácuo
Sendo a pressão interna menor que a
pressão atmosférica, a pressão atmosférica
empurra a coluna de líquido para dentro.
“Diz-se pressão negativa”
Usa-se Vacuômetro

Equipamento sem Pressão Equipamento despressurizado


Sendo a pressão interna igual a pressão
Pressão Atm
atmosférica, há um equilíbrio e as colunas do
Pint
Nivelado líquido ficam niveladas
Pint = Patm “Diz-se equipamento sem pressão”

48
6.5 - Pressão Atmosférica Local
A pressão atmosférica local depende de:
 Altitude do local
 Condições climáticas no momento da leitura:
 Condições de vento
 Umidade do ar
 Estação do ano
Ex.:
Ao nível do mar = 760mmHg
Acima do nível do mar < 760mmHg
Abaixo do nível do mar > 760mmHg
Na área da usina em Ipatinga = 748mmHg (Altitude média ≈240m acima do nível do mar)

Pergunta: Quais são os pontos mais alto e o mais baixo em Ipatinga?


Pressão atmosférica padrão
Patm padrão = 760 mm Hg = 1,0 atm

As medições das Pressões locais são efetuadas pelas Estações Metereológicas

Exemplo: dados obtidos 03/09/2011 às 9:30h na estação metereológica da Usiminas

Direção vento 102,3 graus Temperatura 22,1ºC


Chuva do dia 0,0 mm Umidade relativa 62,5%
Radiação solar 0,8 KJ/m2 Pressão atmosférica 0,9873 Bar
Velocidade vento 1,2 m/s Temperatura interna 30,2ºC

49
6.6 - Pressão Absoluta

Definição: PAbs = PMan + PAtm Local


Logo:
PMan = 0 tem-se: PAbs = PAtm Local = PBarômetro
Pint. < 0 existe vácuo, neste caso: PAbs = Pvacuômetro

Ex.:
1 - O manômetro de um vaso de pressão contendo nitrogênio, marcava 10 kgf/cm 2. Qual é a
pressão absoluta deste Vaso de Pressão?

2 – O vacuômetro instalado no condensador de uma caldeira da termelétrica, indicava 0,25


kgf/cm2. Qual é a pressão absoluta deste condensador?
3 – Sabendo-se que a pressão atmosférica na Usina em Ipatinga é 740mmHg, qual a pressão
absoluta de um tanque de ar comprimido cujo manômetro indica 7,0 kgf/cm2?

6.7 - Pressão de Coluna de Líquido

Água Água
A pressão em um ponto
submerso, depende apenas
C da densidade do líquido e
da profundidade do ponto.
+
B A

+ +

Se o ponto A e o ponto B estão à mesma profundidade, então: PA = PB


Se o ponto C está a uma profundidade menor que a do ponto B, então: PC < PB

50
6.7.1 – Efeito da coluna de líquido
Furos iguais com uma broca de Ø10mm em profundidades distintas num tambor com líquido

h1
Tambor com Líquido

h2
h3

h4

Perguntas:
Onde o jato de água é maior?
Qual o valor da pressão no jato de
água? se transforma em Energia
Na ilustração acima a Energia de Pressão devido a coluna de líquido
Cinética (jato)

6.7.2 – Pressão da coluna de líquido – Reservatórios em diferentes níveis

200mm

100L

420mm

500L

200L
5.400mm
3.100mm

600mm
A B C
500mm

Ex.:
No esquema ilustrado acima, estando as válvulas A, B e C fechadas, em qual das válvulas
ocorrerá maior pressão?
A maior pressão irá ocorrer na válvula C, pois está submetida a uma coluna de líquido maior
que a de A ou a de B.

51
6.8 – Efeitos da Pressão

a) Reflexão sobre pressão no interior de um vaso


1 – Garrafa Vazia (contém ar atmosférico
2 – Garrafa Cheia de água
3 – Garrafa parcialmente Vazia com
Gargalo para Baixo. (Espaço vazio contém
vapor de água em vácuo)
Obs.: Quando a pressão diminui, facilita a
formação de vapor, mesmo mantendo-se a
Garrafa com gargalo
Garrafa Vazia Garrafa Cheia
Virado para Baixo temperatura constante.

b) Reflexão sobre sifonamento de reservatórios

Tubo Sifão

c) Aplicações da Coluna de Líquido na segurança – Válvula Selo d’água

52
Exercícios:
1- Determinar a pressão manométrica no tanque de amônia da figura abaixo nas seguintes
unidades:
Válvula de Segurança
Manômetro
10kgf/cm2

Amônia Vapor
a) Pa

b) kPa

c) MPa Visor de nível

4.120 mm
d) atm Amônia Líquida

e) Bar

f) m.c.a
Dreno

2 - Qual é a pressão absoluta, em [kgf/cm2], no reservatório?

3 - Qual é a pressão no fundo do recipiente, devido a coluna de líquido, em Pa, kPa e kgf/cm2
quando o nível está em 4.120mm?

4- Qual é a pressão total no fundo do tanque, em [kgf/cm2], quando o nível da amônia está a
4.120mm?

53
7- Equação dos Gases

7.1- Equação de Clapeyron

onde:

[atm]
[K],=2730C + 0C

Condição normal de temperatura e Pressão:

Temperatura Normal = 273K = 0oC


Pressão Absoluta Normal = 1,0 atm

7.2- Instalação Típica de Ar Comprimido

54
7.3 – Dados operacionais de um reservatório de ar comprimido

A linguagem internacional de volume de qualquer gás é feita a volume normal [Nm3]. Para
exemplificar este conceito, vamos analisar como exemplo um sistema de ar comprimido:

Reservatório para Gás Puro ou Ar Comprimido seco

Válvula de
Segurança
Manômetro
50oC
Pressão de Trabalho:7kgf/cm2
8Nm3/h
6Nm3/h
4Nm3/h 7,0kgf/cm2 - Desarma
Ajuste do pressostato: 5,0kgf/cm2 - Rearma
Coletor
3,0 m3

Temperatura de Trabalho: 50oC


Boca de
Visita

Volume do pulmão: 3,0m3

Purgador
Dreno

Exercícios:

1 - Qual o volume normal de Ar no reservatório acima?

2- Uma das esferas de oxigênio da Aciaria 2, tem um volume de 2.000m3. A pressão máxima de
operação nos convertedores é de 21,0Bar e a temperatura é de 40 oC. Qual o volume normal de
oxigênio nesta esfera?

55
3 - A caldeira da termelétrica consome um volume de 165.000Nm 3 de BFG por hora. Sabendo-
se que a pressão do BFG utilizado é 425mmH2O e sua temperatura é 45oC. Qual volume de
BFG será realmente gasto num turno de 8 horas de funcionamento?

8 – Medição de Vazão
8 .1 – Definição
Vazão é a variação do volume na unidade de tempo

A vazão pode também ser entendida como a variação da massa na unidade de tempo

Ex:
Uma bomba enche uma caixa de água de 7200L de capacidade, em 45 minutos.

Qual a vazão desta bomba em: [l/min], [l/h], [m3/h] e [m3/s]?

56
8.2 – Vazão em Tubulações

A
V
Ø int.
Fluido

A vazão numa tubulação é calculada pelo produto da velocidade do fluido e a área da secção
transversal da tubulação,conforme fórmula a seguir.

Definição:

Onde:
é o diâmetro interno da tubulação, padronizado por normas técnicas
internacionais

Vimos na definição de densidade:

Ex:
Comprou-se uma bomba de óleo cuja capacidade é de 1.750 kg/h. A densidade do óleo é 950
kg/m3.
a) Qual a vazão desta bomba em [m3/h].
b) Quanto tempo esta bomba levará para encher um tanque cuja capacidade é de 15.000L?

57
1 - O setor de escarfagem de placas consome 625.750Nm3 por mês de GLP (O GLP é estocado
na forma líquida, mas o seu consumo ocorre na forma gasosa).
A densidade do GLP é d= 2,25kg/Nm3. Determine:

1.1 – A vazão de GLP consumida no setor em:

a) [kg/mês]
b) [Nm3/h]
c) [Nm3/s]
d) [Kg/h]
e) [Kg/s]

58
1.2 – Sendo a temperatura do GLP na rede 35oC e a pressão 2,5kgf/cm2, qual a vazão real de
GLP em:

a) [m3/h]
b) [m3/s]

1.3 – Considerando-se que a velocidade do GLP na rede é 20,0m/s, determine o diâmetro da


tubulação.

2 – Com base nos dados do processo determine o diâmetro Ø[mm] e em [m] da rede de BFG
entre o AF3 e o gasômetro 150mil.

A
V = 30m/s Øint.

AF3
A = ¶Ø2
4
Gasômetro
Lavador de gás

Dados do Processo:

PR = 450mmH2O ; TR = 55oC e

Nota: a velocidade usual do BFG nas tubulações da Usina é de 30m/s.

59
8.3 - Tabela de Tubos Norma ANSI B.36.10 para Tubos de aço de baixa liga e B.36.19 para aço inoxidável
Diâmetro Nominal Espessura da Peso aprox.
Designação de Diâmetro Área da Secção Área da Secção de Superfície
(pol) parede (kg/m)
Espessura interno livre metal externa
Diâmetro externo (mm) Tubo Vazio
(Ver nota 2) (mm) (cm2) (cm2) (m2/m) Tubo com água
(mm) (Ver nota 3) (Ver nota 5)
10s 1,65 10,4 0,85 0,62 0,49 0,085
¼”
8 Std, 40, 40s 2,23 9,2 0,67 0,81 0,043 0,62 0,067
10,3
XS, 80, 80S 3,02 7,7 0,48 1,01 0,79 0,046
10S 1,65 13,8 1,50 0,81 0,63 0,150
3/8”
10 Std, 40, 40S 2,31 12,5 1,23 1,08 0,054 0,84 0,123
13,7
XS, 80, 80S 3,20 10,7 0,91 1,40 1,10 0,090
Std, 40, 40S 2,77 15,8 1,96 1,61 0,42 0,20
½” XS, 80, 80S 3,73 13,8 1,51 2,06 1,62 0,15
15 0,071
21” 160 4,75 11,8 1,10 2,47 1,94 0,11
XXS 7,47 6,4 0,32 3,52 2,55 0,03
Std, 40, 40S 2,87 20,9 3,44 2,15 1,68 0,34
¾” XS, 80, 80S 3,91 18,8 2,79 2,80 2,19 0,28
20 0,083
27 160 5,54 15,6 1,91 3,68 2,88 0,19
XXS 7,82 11,0 0,95 4,63 3,63 0,10
Std, 40, 40S 2,87 26,6 5,57 3,19 2,50 0,56
1” XS, 80, 80S 4,55 24,3 4,64 4,12 3,23 0,46
25 0,105
33 160 6,35 20,7 3,37 5,39 4,23 0,34
XXS 9,09 15,2 1,82 6,94 5,44 0,18
Std, 40, 40S 3,56 35,0 9,35 4,32 3,38 0,96
1 ¼” XS, 80, 80S 4,85 32,5 8,28 5,68 4,46 0,83
32 0,132
42 160 6,35 29,4 6,82 7,14 5,60 0,68
XXS 9,70 22,7 4,07 9,90 7,76 0,41
Std, 40, 40S 3,68 40,8 13,1 5,15 4,04 1,31
1 ½” XS, 80, 80S 5,08 38,1 11,4 6,89 5,40 1,14
40 0,151
48 160 7,14 33,9 9,07 9,22 7,23 0,91
XXS 10,16 27,9 6,13 12,2 9,53 0,61
Std, 40, 40S 3,91 52,5 21,7 6,93 5,44 2,17
2” XS, 80, 80S 5,54 49,2 19,0 9,53 7,47 1,90
50 0,196
60 160 8,17 42,9 14,4 14,1 11,08 1,44
XXS 11,07 38,2 11,4 17,1 13,44 1,14
Std, 40, 40S 5,16 62,7 30,9 11,0 8,62 3,09
2 ½” XS, 80, 80S 7,01 59,0 27,3 14,5 11,40 2,73
65 0,235
73 160 9,52 54,0 22,9 19,0 14,89 2,29
XXS 14,0 44,9 15,9 26,0 20,39 1,59
10S 3,05 82,8 53,9 8,22 6,44 5,39
Std, 40, 40S 5,48 77,9 47,7 14,4 11,28 4,77
3”
80 XS, 80, 80S 7,62 73,6 42,6 19,5 0,282 15,25 4,26
89
160 11,1 66,7 34,9 27,2 21,31 3,49
XXS 15,2 58,4 26,8 35,3 27,65 2,68

60
8.3 - Tabela de Tubos (CONTINUAÇÃO)
Diâmetro Nominal Espessura da Peso aprox.
Designação de Diâmetro Área da Secção Área da Secção de Superfície
(pol) parede (kg/m)
Espessura interno livre metal externa
Diâmetro externo (mm) Tubo Vazio
(Ver nota 2) (mm) (cm2) (cm2) (m2/m) Tubo com água
(mm) (Ver nota 3) (Ver nota 5)
10S 3,05 108,2 91,9 10,6 8,35 9,19
Std, 40, 40S 6,02 102,3 82,1 20,4 16,06 8,21
4”
100 XS, 80, 80S 8,56 97,2 74,2 28,4 0,361 22,29 7,42
114
160 13,5 87,3 59,9 42,7 33,49 5,99
XXS 17,1 80,1 50,3 52,3 40,98 5,03
10S 3,40 161,4 204,5 17,6 13,82 20,45
Std, 40, 40S 7,11 154,0 186,4 36,0 28,23 18,64
6” XS, 80, 80S 1097 146,3 168,2 54,2 42,51 16,82
150 0,535
168 120 14,3 139,7 153,4 69,0 54,15 15,34
160 18,2 131,8 136,4 86,0 67,41 13,64
XXS 21,9 124,4 121,5 100,9 79,10 12,15
10S 3,76 211,5 351,6 25,4 19,93 35,16
Std, 40, 40S 8,18 202,7 322,6 54,2 42,48 32,26
60 10,3 198,4 309,1 67,6 53,03 30,91
8”
200 XS, 80, 80S 12,7 193,7 294,8 82,3 0,692 64,56 29,48
219
120 18,2 182,6 261,9 115,1 90,22 26,19
XXS 22,2 174,6 239,4 137,4 107,8 23,94
160 23,0 173,1 235,5 141,7 111,1 23,55
5S 3,40 266,9 556,8 29,2 22,54 55,08
10S 4,19 264,7 550,3 35,4 27,83 55,03
Std, 40, 40S 9,27 254,5 509,1 76,8 60,23 50,91
10”
250 XS, 80, 80S 12,7 247,6 481,9 103,9 0,858 81,45 48,19
273
80 15,1 242,9 463,2 122,1 95,72 46,32
120 21,4 230,2 416,1 169,3 132,7 41,61
160 28,6 215,9 365,8 219,4 172,1 36,58
5S 4,19 315,5 782,0 42,1 29,11 78,20
10S 4,57 314,7 778,1 45,9 36,00 77,81
20 6,35 311,1 760,7 63,5 57,10 76,07
Std, , 40S 9,52 304,8 729,6 94,1 73,74 72,96
12”
300 40 10,3 303,2 722,0 101,5 1,018 79,65 72,20
324
XS, , 80S 12,7 298,4 699,4 124,1 97,34 69,94
60 14,3 295,3 685,2 138,8 108,8 68,52
80 17,4 288,9 655,5 168,0 131,7 65,55
120 25,4 273,0 585,8 238,1 186,7 58,58
10 6,35 342,9 923,3 69,7 54,62 92,33
Std, 30 9,52 336,5 889,7 103,5 81,20 88,97
40 11,1 333,4 872,9 120,1 94,29 87,20
14”
350 XS 12,7 330,2 856,2 136,8 1,118 107,3 85,62
356
60 15,1 325,5 832,3 161,2 126,3 83,23
80 19,0 317,5 791,7 201,3 157,9 79,17
100 23,8 308,0 745,2 248,4 194,5 74,52

61
8.3 - Tabela de Tubos (CONTINUAÇÃO)
Peso aprox.
Diâmetro Nominal Espessura da (kg/m)
Designação de Diâmetro Área da Secção Área da Secção de Superfície
(pol) parede
Espessura interno livre metal externa
Diâmetro externo (mm) Tubo Vazio
(Ver nota 2) (mm) (cm2) (cm2) (m2/m) Tubo com água
(mm) (Ver nota 3) (Ver nota 5)

10 6,35 393,7 1.217,5 79,8 62,57 121,7


Std, 30 9,52 387,3 1.178,1 118,8 93,12 117,8
16” XS 40 12,7 381,0 1.140,1 157,1 123,2 114,0
400 1,277
406 60 16,6 373,1 1.093,0 203,9 159,9 109,3
80 21,4 363,6 1.038,1 258,7 203,0 103,8
100 26,2 354,0 984,6 312,9 245,3 98,46
10 6,35 444,5 1.551,7 89,9 70,52 155,2
Std, 9,52 438,1 1.507,8 133,9 105,0 150,8
XS 12,7 431,8 1.464,6 177,4 139,0 146,5
18”
450 40 14,3 428,6 1.443,3 198,7 1,436 155,9 144,3
457
60 19,0 419,1 1.379,4 261,9 205,6 137,9
80 23,8 409,6 1.317,5 323,9 254,1 131,7
100 29,4 398,5 1.247,2 394,8 309,4 124,7
10 6,35 495,3 1.926,6 100,1 78,46 192,7
Std, 20 9,52 488,9 1.877,5 149,2 116,9 187,7
XS 30 12,7 482,6 1.829,1 197,4 154,9 182,9
20”
500 40 15,1 477,9 1.793,6 233,5 1,597 182,9 179,4
508
60 20,6 466,7 1.711,1 315,5 247,6 171,1
80 26,2 455,6 1.630,4 306,1 310,8 163,0
100 32,5 442,9 1.540,7 485,8 381,1 154,1
10 6,35 596,9 2.800,2 120,3 94,35 280,0
Std, 20 9,52 590,5 2.742,1 179,5 140,8 274,2
XS 12,7 584,2 2.677,6 238,1 186,7 267,8
24”
600 40 17,4 574,7 2.593,7 324,5 1,914 254,7 259,4
610
60 24,6 560,4 2.464,6 451,6 354,3 246,5
80 30,9 547,7 2.355,0 562,6 440,9 235,5
100 38,9 531,8 2.219,5 697,5 546,7 221,9
10 7,92 746,1 4.374,4 187,7 147,2 437,4
30”
750 20 12,7 736,6 4.264,8 298,7 2,398 234,4 426,5
762
30 15,9 730,2 4.187,3 371,6 291,8 418,7
Notas.:
1 – A norma ANSI B.36.19, só abrange tubos até diâmetro nominal de 12”
2 – As designações “STD”, “XS” e “XXS” correspondem às espessuras “normal”, “extra –forte” e duplo extra-forte” da norma ANSI B.36.10. As
denominações 10, 20, 30, 40, 60, 80, 100, 120 e 160 são os números de série (shedule nunmber) desta norma. As denominações 5S, 10S, 20S, 40S e
80S são da norma ANSI B.36.19.

62
8.4 - Velocidades Recomendadas Para Fluidos em Tubulações

Fluido Velocidade (m/s)


Água
- redes em cidades 1a3
- redes em instalações industriais 2a4
- alimentação de caldeiras 4a8
- sucção de bombas 1 a 2,5
Água salgada 1,5 a 2,5 (1 mínimo)
Ar comprimido 15 a 20
Vapor
- até 2 kg/cm2, saturado 20 a 40
- 2 a 10 kg/cm2 40 a 80
- mais de 10 kg/cm2 80 a 200
Hidrocarbonetos líquidos em instalações industriais:
- linhas de sucção 1a2
- linhas de recalque 1,5 a 2,5
Hidrocarbonetos gasosos em instalações industriais, COG,
25 a 30
BFG, LDG.
Acetileno, GLP, GN. 20 a 25
Amônia
- líquido 2
- - gás 25 a 35
Hidrogênio 20 a 25
Cloro
- líquido 1,5 a 2
- gás 15 a 30
- Soda cáustica 0 a 30% 2
- 30 a 50% 1,5
- 50 a 75% 1,2

63
9 – Medição e Controle dos Processos

9.1 - Equipamentos de Medição e Controle e Simbologia Utilizada

Aparelho Indicador Instrumento de controle


Função Denominação Símbolo Ilustração Denomina- Símbolo Ilustração
ção
Termômetro
Temperatura TI Fig. 1 Termostato TIC Fig. 1
Termopar

Manômetro

Pressão Barômetro PI Fig2 Pressostato PIC Fig2

Vacuômetro

LI Controlador LIC
Nível Indicador de nível Fig. 3 Fig. 3 eletrodo
de Nível

Fig. 4 Placa de Orifício


Controlador
Vazão Indicador de Vazão FI Fig. 4 FIC Fig. 4 Tubo de Pitot
de Vazão
Fig. 4 Tubo de Venturi

64
9.2 – Controle de Temperatura

Ex.:
Tanque de ácido da decapagem

Figura 1
Termopar é instalado num poço de proteção, não entra
em contato direto com o material cuja temperatura se
quer controlar

Indicador de temperatura Termopar

Termostato

Instalação de Termopar

65
9.3 - Controle de Pressão

Aplicação PIC Sistema de Ar Comprimido

Indicador de Pressão
Figura 2 VS
PI

Pressostato Pic

Motor

Reservatório
Resfriador
Compressor
de Ar
Barômetro
Água de refrigeração

Dreno

Dreno

P=7,0kgf/cm2 (comanda desligar motor)


Pic
P= 5,0kgf/cm2 (Comanda religar motor)

9.4 - Controle de Nível

Aplicação do LIC em Caldeiras

8
9
7
6 10

5
11
4

12
13
3
14
15
2
1

16

66
9.5 – Medidores de Vazão

Figura 4
Medidor de vazão tipo
palheta Placa de Orifício

Tubo de Venturi

Tubo dePitot

67
9.6 - Instalações Típicas de Manômetros e Termômetros

Manômetros

Luva
Válvula de Válvula de
Dreno 3 vias

Válvula de
Luva de ¾” rosca
bloqueio
soldada
Luvas
soldadas Curva para selo

Poço do
Termômetro

Tipos de instalação de Manômetros


Instalação de Termômetros

68
10 - Energia

É a capacidade de realizar Trabalho

Formas de Energia em [kJ]

 Mecânica:

 Cinética:

 Potencial:

 Elástica/Mola:

 Hidráulica/Pneumática:

 Entalpia:

 Térmica:

 Elétrica:

 Magnética

 Química ou dos combustíveis (C, H, S)

69
11 – Energia nas Tubulações

Melhor
Manômetro
Posição 1
Manômetro
Posição 2

Fluido Øm
ØM

Parcela Pressão Parcela Nível


P h

Exercícios

Volume
Área da secção
morto Camisa
transversal do pistão
haste
Ø = 600

F = 10 kN

200 800

Medidas em mm

Determine para a figura acima:

1 – A área do pistão em [cm2] e [m2];


2 – O volume deslocado em [L] e [m3];
3 – O trabalho realizado pela haste [kJ];

70
4 – A energia de pressão que foi acrescentada em [kJ];
5 – A pressão na câmara do cilindro em [kPa] e [kgf/cm2];
6 – Qual é o tipo de energia de pressão no cilindro atuador, sendo o fluido o nitrogênio gasoso?

71
12 - Potência:

Exercícios:
1 – O consumo de energia elétrica no mês numa residência foi de 300kwh. Sabendo-se que o
preço do kwh é R$0,59, determine:
a) O custo da energia elétrica consumida no mês.
b) A potência de consumo em [kw]

2 – A potência de um automóvel é de 50cv. Determinar esta potência em [kw]

3 – Quantos [kw] tem um compressor de 200 HP?

4 – O poder calorífico do BFG vale 800kcal/Nm3. Determine o Pc em [kj/Nm3]

72
Potência Tempo Energia envolvida Energia envolvida
[kw] [s] [ Mj ] [Gj]
1s 11 0,011

1min 660 0,66


Ex.:
Turbina de Topo AF3 hora 39.600 39,60

11 Mw 1 turno 316.880 316,880


11.000 kw 1 dia 950.400 950,400
11.000.000w
1 mês 28.512.000 28.512

1 ano 342.144.000 342.144

13 – Influência da Pressão em Reservatórios

2
2 Psi ou lb/in kPa Mpa m.c.a.
Bar ou kgf/cm
(libras) (Mil Pascal) (Mega Pascal) (metros coluna d’água)
1 15 100 0,1 10
5 70 500 0,5 50
7 100 700 0,7 70
8,5 120 850 0,85 85
10 150 1000 1 100
12 175 1200 1,2 120
13,3 200 1300 1,3 130
15 225 1500 1,5 150
17 250 1700 1,7 170

Energia acumulada:
Energia = P x V = 1000 kPa x 0,250 m3 = 250 kJ
Potência do Fluido Pressurizado Poder Destruidor de 250.000kw
Energia Tempo Potência
 Deslocamento violento de ar
 Desabamentos
250KJ 0,001s  Projeção de fragmentos
 Efeito dominó na vizinhança

73