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BOLETIM TÉCNICO NQ 23 ISSN 0100-3054

AGOSTO/88

E ROsA
Inventário de áreas críticas no
Noroeste do Paraná 1

Pedra Jorge Fssoto (Coordenadorf


Alcides ceidoeo"
América Pereíra cerveuio"
De/cio Peres Hochmü/ler2
Moacir de Jesus Rauen2
Reina/do Oscar Pottel

di FUNDAÇÃO INSTITUTO AGRONÔMICO DO PARANÁ - LONDRINA, PR

~a..'lIJ WIa1II:ia<1opelo Convênio: Superintendência de Desenvolvimento da Regiao Sul - SUDESUL,


S;o;;r'!!õ;;r.a- de Estado da Agricultura e do Abastecimento·
SEAB e Fundação Instituto Agronômico do Paraná - IAPAR, 1981i86
~!!aI53li:Xlr'es tIO SHJCS-EMBRAP A • Redação do texto, identificação de mapaarnento e íotoqrafias.
Faria Bandeira, da Fundação IAPAR.
~
•••
FUNDAÇÃO INSTITUTO AGRONÔMICO DO PARANÁ
Aõilovla cefsO Gar<:la cid. Km 375- F(lRa {0432~2&- 1525 - CX. Postal 1331
88OlI1 • iONOR1NA ·PAI'lANA - BAASL

DIRETORIA

Diretor-Presidente: Luiz Ganassin


Secretál'io-Geral: Marcos José Vieira

COMITê EOJTORIAL
Sueli Martinez de Carvalho (Coordenadora)
Rui Gomes Carneiro
Edemar José Mariot
lAda Cecília de Assumpção
Rui Pereira Leite Jl1nior
Leodenir Ribeiro Pereira
DOTa Regina Seben de Siqueira
,Roberto Hauagge
Sérgio Roberto Postiglione

PRODuçÃO
Edição de texto: Sueli M. de Carvalho
Revisão, projeto gráfico e capa: Rui Pontedura
Foto de capa: Silas M. da Silva -
Coordenação gráfica: Silvio Cesar BOtalli
Arte-final, diagramação e ilustração; Francisco M. Arrabal
Neto e Tadeu K. Sakiyama
)mpresso na Área de Reproduções Gráficas
Tiragem: SOOexemplares

El1 Erosão; inventário de áreas críticas no No-


roeste do Paranã, coord, por Pedro Jorge
Fasolo.
Londrina, IAP AR. 1988.
2Op. ííust, (lAPAR. Boletim técnico. 23)

Financiado pelo Convênio; SUDESUU


SEABIlAPAR

1,Erosão-Brasil-P'R-Região Noroeste.
2.So1os-Conset'Vação-Bras~PR-Região No-
roeste. LFasol0. Pedro Jorge, coord. n. fun~
dação Instituto Agronômico do Paranã, Lon-
drina. PR.m. EMBRAiPA. Serviço Nacional
de Levantamento e Conservação de Solos,
Rio de Janeiro. Ri. IV ,Série

CDD63L45
AGRIS P36
G514
SUMÁRIO
Pãg.
lNTRODUÇÃO ••••••.•••••.••••.•••••. .• . •••••. ••. . . . . . •. . . • •. ••• . . •••• . . •. . •. .•. .• . . 5

DESCRIÇÃO GERAL DA ÁREA •.••..•.•••..... ~. . • . • . . . . . • . . . . . . . . . . . • . • . • . . • • . . . • . . . . . . . 5


SITUAÇÃO E EXTENSÃO ..••••. '. . . . .. . . . • • . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • . . . . . . . • . • . . • . • . . . • • . • . . . • . 5
GEOLOGIA. . . . . •• . . •. ..•• . . . .••. . • . . . . . .• . ... . . .. . . .. . . . . .•.•. .. . .• . . . . . . . . . . . . . . .. 6
RELEVO. . . • . . • .• . . . • . • • . . . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . • . . . . . . • . . . . . . . • . • . . . . . . . . 6
CLIMA •.••.....•.•..•....•. : ....•.• : ........................................•.... 1)
VEGETAÇÃO ..•.........•....•.•.••...•......•.......•.•............•.....•........ 6

MATERIAL E MÉTODOS •...•..••.•••...•.•.....•............ <. • . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • . . . .. 6


MÉTODOS DE TRABALHO 0'1:CAMPO. . . • • • . . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 6
MÉTODOS DE TRABALHO DE ESCRITÓRIO. . . . . . . . . . • . . . . . . . . . • . . . . . • . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 6
MÉTODOS DE TRABALHO DE LABORATÓRIO. . . . .• . . • . . < • ; • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •• 6

CRITÉRIOS ADOTADOS PARA SUBDIVISÃO DAS CLASSES DE SOLOS . . . . . . . . . . . . . . • • . . . . . .. . . . . . •. 6


CRITÉRIOS FísIcos............. . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 6
CRITÉRIOS QuíMIcos. . . . . . . • • . . . . . . • • . . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 6
CRITÊRIOS MORFOLÓGICOS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • . • . . . • . • . . • . . . . . . . . . . . • • . . . . . . . . . . . • . . . . . 7
CRITÉRIOS TOPOGRÁFICOS .••••••...........•....•.... <. • • • • • . • . • . . • • • . . • . • • • • • • • • • • • . . .• 7

LEGENDA DE IDENTtRCAÇAo DOS SOLOS. • • . . . • . . . . • • . . • . . . . . . . . . . . . . . • • . • . • . . . . . . . . • . . . .. 7

DESCRIÇÃO DAS CLASSES DE SOLOS E RESPECTIVAS UNIDADES. • . . • . . . . • • . . . . . . • . • . . . . . • • . • . .. 7


LA TOSSOlO VERMElHO-ESCURO.. . • • . . • . . • • . . • • . . • . • • • • • . . . . . . . . . . . . . . . • • . . . . . . . . . . . . . • .. 7
UTOSSOLOROXO ....•...••..•• : •.•...•• , •....•....... " • . . .. . • . • • • • •• . . . . • . . . . • . . .. 9
TERRA ROXA ESTRUTURAOA .•.•..... > • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •• 9
PODZÓLlCO VERMElHO-ESCURO E PODZÓUCO VERMELHO-AMARELO. •. . . . . . . . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . . . . . . .. 10
AREIAS QUA'RTZOSAS .•..•.•.••..•..••.••...• <. • • • . • • • • • • . . • . • • • • • . • • • • . • • • . • . . . . . • • • • •. 14
SOLOS HIDROMÓRACOS GLEtZADOS. • . . . • . . • . . . • . . . . . . . . . • . . . . . . . • . . . • . . . . . . . . . . . .. . . . . . . .. 15
SOLOS ALUVlAIS .•....•••.•....•..•...... '.' • . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • . . .. 16

AVALIAÇÃO DOS SOLOS PELA SUSCEPTfBK.IDADE À EROSÃO ••...•...........• , .....•.•.••..... 17

GRAUS DE UMlTAÇÃO PELA SUSCEPTIBILIDADE ÀEF!OSÃO •••..••.••.•••••••••••••••••.••••••• , • . • • • . •• 17

REFERÊNCIAS
B1BUOGRÁFtCAS......................................................... 19
fNDtCE DE FIGURAS

Pég.
Figura 1. Localização dos municípios mapeados • . . . . • . . . . . • . . . . . • . • • . . • • . . . • . • • • • . • . . . . . . . . . . 5
F'tgnra 2. Aspecto do relevo em área da unidade I,E, . . . • . . " . . . . . . . . . . . . • .. • . . • . • . . . . . . . . . . . . . .8
Figura 3. Relevo e uso da unidade LE3 • • • . • • . • . • • • • • . • . . . . • • • . • • • • . • . • . . . . • • . . • • . • • • • . • • • • . 9
FIgUra 4. Relevo da unidade TR • . . . . . . . . . .. . . . . . • . . • . • • .. . • • • . • . • . . . . . • . . . . • . . . . . . • • . . . . 10
Figura 5. Relevo e uso da unidade em PE, ..•.....••...•..............•.•.•...•....••..•.•. ' .. 11
F'lgura 6. Relevo e uso da unidade em PE2 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 12
Figura 7. Relevo e uso da unidade PE4 • • • • • •• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 12
Figura S. Pastagem em degradação na unidade PE. . • . . . . • . . • . • . . . . . . .. . . . . • . . . . . . • . • . . . . . . . . . . 13
Figura 9. Aspecto do contato d·e aRnila com o basalto e relevo da unidade PE5 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •• 13
Figura 10. Relevo e 'uso da unidade PV 3 • • • • • • • • • • • •• • • • • • • • • • • •• • •• •• • .• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 14
Figura 11. Voçoroca em área de AQl • . . . . • • • . . • • • .. . • • . . . . . . . . • • . . • • • . . . . • •. . • . . • . . . . . • • • 15
Figura 12. Aspecto de vale em que ocorrem solos da unidade AQz. • • . • • • . • . • • • . • • . • • . . • . . . • • • • • . • • . . 16
Figura 13. Relevo e vegetação em área da unidade AQ3 . . . . . . • • . . . • • . . . . • • . • . . . • • . . • • • . . . • • • • • • • .16
Figura 14. Classes e subetasses de susceptibilidade à erosão • • . • . • • . . . • • • . • • • • . • . • . . . . • • . • • • . . . . • • • . 18
introdução
o presente trabalho foi realizado visando detectar mente arenosa e de baixa capacidade de retenção de nutrientes,
áreas críticas de erosão em diversos municípios do Noroeste do bem como a destruição da matéria orgânica fizeram com que
Estado do Paraná e fornecer subsídios para implantação de uma estas culturas fossem sendo substituídas por pastagens que hoje
política de uso racional das terras. Visa também fornecer alter- cobrem quase toda a região.
nativas de produção a nível regional. objetivando a fixação do Com a paulatina diminuição na capacidade de suporte
homem à terra e permitindo o desenvolvimento integrado da de certas áreas. o próximo passo será o abandono total da terra.
região, simultaneamente à implantação de um programa de COD- O problema em questão é agravado também com
trole à erosão das terras agrícolas. obras de construção civil, principalmente rodovias.' e ainda por
Originários em sua quase totalidade de areaitos da cortes e aterros adjacentes não protegidos
Formação Caiuã os solos desta região apresentavam no início O trabalho foi executado pelo Serviço Nacional de
de sua exploração uma razoável fertilidade natural, tendo sido Levantamento e Conservação de Solos da EMBRAPA, através
usados por alguns anos inclusive com culturas de café e al- de contrato de prestaç-ão de serviços com a Fundação Instituto
godão. O uso inadequado destes solos de constituição extrema- Agronômico do Paraná - IAP AR.

DESCRiÇÃO GERAL DA ÁREA

SITUAÇÃO E EXTENSÃO

A área estudada situa-se no Noroeste do Estado do Paranã, Região Sul do Brasil,


compreendendo os municípios de Colorado, Guaporerna, Loanda, Nova Esperança,
Nova Londrina, Paranaeity, Paranavaí, Rondon, Santa Izabel do Ivaí
e São João do Caiaã, com extensão de 5.078km2 (Figura 1).

Figur,a 1. Localização dos munidpios mapeados.

5
GEOLOGIA MÉTODOS DE TRABALHO DE ESCRITÓRIO

o material geológico responsável pela formação da Mediante estereoscopia efetuou-se inicialmente uma
maioria dos solos da área em apreço é o arenito Caiuá, que ocu- fotoanálise preliminar da área, com posterior ajustamento no
pa a parte superior da Série São Bento (Cretãceo), assente dire- campo das delimitações fotointerpretadas. A seguir foi realiza-
tamente sobre as rochas básicas. da a cartografia dos solos, em fotos 1:25.000, para confecção
O areníto Caiuá caracteriza-se por apresentar sedi- do mapa final (escala 1:55.000). Para a descrição das classes de
mentação entrecruzada (eõlica) e pela coloração violãcea, man- solos e respectivas unidades, foram considerados as obser-
chas e pontos claros. Na área mapeada ocorrem ainda solos de- vações de campo, o estudo comparativo de perfis, a interpre-
senvoJvidos a partir de sedimentos fluviais nas várzeas dós rios taçãodedados analíticos e consulta bibliográfica.
e solos desenvolvidos de basalto, em mistura ou não com areni-
to. MÉTODOS DE TRABALHO DE LABORATÓRIO

RELEVO
Para a caracterização das classes de solos e respectivas
unidades de mapeamento, utilizaram-se os dados analíticos do
O relevo tema sua importância na formação e evo- Levantamento de Reconhecimento dos Solos do Estado do Pa-
lução dos solos, principalmente por ser a declividade responsá- raná, complementados com resultados de análises granulométri-
vel pela maior ou menor penetração das águas daschuvas, pois caso
quanto mais acentuada for a declividade maior será a velocidade As amostras foram processadas e analisadas nos labo-
da água que escorre, dificultando sua penetração e favorecendo ratórios do SNLCS/EMBRAPA, segundo o Manual de Méto-
a erosão. dos de Análise de Solo (EMBRAP A, 1979).
A área em estudo apresenta relevo pouco movimenta-
do, variando de praticamente plano a ondulado, ocorrendo ain- CRITÉRIOS ADOTADOS PARA SUBDIVISÃO DAS eLAS-
da em menor escala áreas de relevo forte ondulado. SESDESOLOS
CUMA Para a separação das unidades de mapeamento, além
A área situa-se no norte do paralelo de 230 e 45' de dos dados físicos e morfológicos, foram utilizados critérios ba-
latitude sul e estã sob a influência dos tipos climáticos Cwa e seados em fatores locais que determinam variações perceptíveis
Cfa. nas propriedades dos solos, tais como depressões fechadas no
Cwa - mesotérmico úmido com período seco no in- terreno, tipo de vertentes, declive do terreno e drenagem.
verno, precipitação média do mês mais seco in- No levantamento procurou-se identificar os solos em
ferior a 3finm e temperatura média do mês função do maior número de características importantes rela-
mais quente superior a 22°C. cionadas com a conservação de solos.
Cfa - mesotérmico úmido sem estação seca e com mé-
Os critérios utilizados para tais separações foram os
dia do mês mais quente superior a 22°C. seguintes:
Na área ocorrem geadas no período de inverno, prin-
cipalmente nos vales e depressões, podendo ocorrer ainda gea- CRITÉRIOS FísICOS
das tardias.
Textura -além da constituição granulométrica dos so-
VEGETAÇÃO los, ênfase especial foi dada à forma de distribuição da argila ao
longo do perfil, associada a nitidez ou contraste entre os hori-
A vegetação característica da área em estudo é do tipo zontes A e B.
floresta tropical subperenifólia, que se caracteriza pela perda Foram consideradas as seguintes classes de textura:
parcial das folhas do estrato superior durante a estação seca.
Textura muito argilosa - compreende a classe textural
com algumas ocorrências de floresta subcaducifélia, aparecendo
argila com mais de 60% de argila.
ainda nas várzeas dos rios, campos e florestas de várzeas. Na
região encontram-se apenas resquícios de mata remanescente Textura argilosa - compreende classes texturais ou
da vegetação primitiva. parte delas, tendo na composição granulornétrica de 35 a 60%
de argila.
MATERiAl E MÉTODOS
Textura média - compreende classes texturais ou par-
MtTooos Df TRABAl.HO DE CAMPO te delas, tendo na composição granulométrica menos de 35~ de
argila e mais de 15% de areia, o que corresponde às classes tex-
Inicialmente foi realizada uma prospecção geral da rurais franco-arenosa e franco-argilo-arenosa.
área, efetuando-se o exame das características morfológicas dos
Textura arenosa - compreende as classes tcxturais
diferentes perfis de solos, em cortes de estrada ou através de
areia e areia franca, arnbas com menos de 15% de argila.
tradagens, correlacionando-os principalmente com as variações
de relevo, geologia, vegetação e erosão. A partir destas obser- CRITÉRIOS QuíMICOS
vações foi elaborada uma legenda preliminar de identificação
dos solos. Fe203 - foi utilizado principalmente para caracterizar
Com a definição das classes de solos e suas respectivas a classe Latossolo Roxo, que se diferencia das outras classes de
unidades, foi realizada a verificação de seus limites no campo e Latossolos por apresentar entre outras características teores
o seu delineamento em fotografias aéreas na escala 1:25.000. elevados de ferro (> 18%).
CBITÉR10S MORFOLÓGlCOS PEG PODZÓLICO VERMELHO· ESCURO abrupto A
-

TIPOS DE HORI2OHTE moderado textura areia ou areia franca/franco-


argilo-arenosa - 15 a 30% de declive,
Horizonte A moderado - corresponde aproximada-
rv, - PODZÓUCO VERMELHO-AMARELO A modera-
mente à definição dada ao "ochrie epipedon" da classificação
do textura areia ou areia franca/franco-arenosa
americana (Estados UnirloslDepartment of Agriculture, 1975).
ou franco-argilo-arenosa - 2 a 6% de declive.
Horizonte B latossélico (CNEPA/Comissão de Solos,
1960).
r-v, -PODZÓLICO VERMELHO-AMARELO abrupto A
moderado textura areia ou areia franca/franco-
Horizonte B textural {CNEPAlComissão de Solos,
arenosa ou franco-argilo-arenosa - 8a 15% de
1960).
declive.
laIDAMÇA TEXTUAAL ABRUPTA PV 3 - PODZÓLICO VERMELHO-AMARELO abrupto A
Consiste em um considerável aumento no conteúdo de moderado textura areia ou areia franca/franco-
argila dentro de urna pequena distância, na zona de transição arenosa ou franco-argíío-arenosa - 2 a 6% de
entre o horizonte A e o horizonte subjacente B. declive.
A transição abrupta entre os horizontes A e B provo- AQ, - AREIAS QUARTZOS AS VERMELHO-AMARELAS
ca uma quebra na velocidade de ínfiltração da água, ocasionan- A moderado textura areia ou areia franca - O a
do a rápida saturação da camada superficial e conseqüente for- 5% de declive.
mação de enxurrada .. AQ, - AREIAS QUARTZOSAS A moderado textura
areia - 2 a 6% de declive.
CRlTÉR10S TOPOGRÁFICOS
AQ3 - .,\RElAS QUARTZOSAS HIDROMÓRFICAS A mo-
Com a finalidade de se fornecerem subsídios para o derado textura areia ou areia franca - Oa 2% de
estabelecimento dos graus de limitação com relação a suscepti- declive.
bilidade à erosão, deu-se importância à posição que cada solo AQ. - AREIAS QUARTZOS AS VERMELHO-AMARE-
ocupa na paisagem. aliada à declívidade e formas de topos e LAS podzoíizadas A moderado textura areia ou
vertentes. areia franca - 5 a 10% de declive.
LEGENDA DE 1DENTIFICAÇÃO DOS SOLOS HGI', _ GLElPOUCO HÚMICO textura franco-argilosa
ou argilosa - O a 2% de declive.
LE, - LATOSSOLO VERMELHO-ESCURO A moderado
HGP 2 _ Associação de GLEI POUCO HÚMICO textura
textura areia ou areia franca/franco-arenosa - O
a 5% de declive. franco-argilosa ou argilosa + SOLOS ALU-
Vi AIS A moderado texturaargilosa + PLA-
LE, - LATOSSOLO VERMELHO-ESCURO A moderado NOSSOLO A moderado textura areia/franco-
textura areia franca ou franco-arenosa/franco- argilosa ou argilosa - O a 3% de declive.
argilo-arenosa - O a 5% de declive.
Al- Solosaluviais A moderado textura argilosa - O a
LE, - LATOSSOLO VERMELHO-ESCURO A moderado 3% de declive.
textura franco-argílc-arenosa ou argila areno-
sa/argila arenosa ou argila - O a 5% de declive. DESCRIÇÃO DAS CLASSES DE SOLOS E RESPECTIVAS
LR - LATOSSOLO ROXO A moderado textura muito UNIDADES
argilosa - O a 5% de declive.
LATOSSOLO VERMElHQ..ESCURO
TR - TERRA ROXA ESTRUTURA DA A moderado tex-
tura argilosa ou muito argilosa - 6 a 12% de de- Esta classe é constituída por solos muito profundos,
clive. com seqüência de horizontes A, B. C, sendo a espessura de A
PE, - PODZÓLICO VERMELHO-ESCURO latossõlíco + B superior a três metros. São solos de coloração vermelho-
A moderado textura areia ou areia franca/franco- escura, de textura média ou argilosa. muito porosos e muito
arenosa ou franco-argílo-arenosa - 4 a 8% de friáveis. .
declive. Oeorrêmnorrnalmente em ãreas de relevo suave on-
PEz- PODZÓUCO VERMELHO-ESCURO A moderado dulado, com declivesaté 5%, o que permite a mecanização em
textura areia ou areia franca/franco-arenosa ou toda a área de Sua ocorrência:
franco-argão-arenosa - 6 ~12~"dedeclive. Característica.marcante destes solos é a pequena dife-
PE, - PODZÓLICO VERMELHO-ESCtmOA moderado renciação .de horizontes, cuja distinção é muito pouco nítida,
. textura franco-arenosa 011 franeo-argiío-areno- devidoãpequcllavâ:riação de propriedades morfolégicas e às
sa/Iranco-ergílo-arenosa ou argilaarenosa - 5 a transiçôesarnplfts entre os mesmos. Constituem também carac-
10% de declive. terístjcl.\s.maiçtUl~s a absoluta ou virtual ausência de minerais
PE. - PODZÓUCO VERMELHO-ESCURO abrupto A . .,prim~ósfadJínente intemperizãveis e o baixo gradientetextu-
moderado textura areia ou areia franca/franca- .:ral,.evidenciando distríbaição de argila relativamente uniforme
arenosa ou franeo-argilo-arenosa - 8 a ·IS%de i'lOlongo do perfil.
declive. . . Embora os Latossolos em geral sejam tidos como os .
PE. - PODZÓLICO VERMELHO-ESCURO abrupto A . solos mais resistentes à erosão. na área em apreço os danos cau-
moderado textura areia franca ou franeo-areno- sados por estes fenômenos são notórios, quer pela textura bas-
sa/franco-argílo-arenosa ou argila arenosa - 3a . tante arenosa de alguns solos desta classe, quer pelo seu uso
6% de declive. inadequado.
Para fins de mapeamento esta classe foi subdividida rizonte B. A consistência no horizonte A como no B é macia
em três unidades, principalmente em função da textura dos seus quando seco, muito friável quando úmido e com solo molhado
horizontes: LE" LE2 e LEJ· varia de não plástica e não pegajosa até ligeiramente plástica e
ligeiramente pegajosa no A. sendo ligeiramente plástica ou plás-
LE, - LATOS SOLO VERMELHO-ESCURO A moderado textura tica e ligeiramente pegajosa ou pegajosa no B.
areia ou areia franca/franco-arenosa - O a 5% de declive. São de baixa fertilidade natural, moderada a forte-
mente ácidos, com teores muito baixos de matéria orgânica e
Os solos desta unidade de mapeamento são fortemente
relativamente baixos de alumínio trocável.
drenados, de textura areia ou areia franca no horizonte A e
O material de origem é o mesmo dos solos da unidade
franco-arenosa no B.
LE, e idêntica é sua posição na pai agem. bem como o tipo de
A estrutura é fracamente de envolvida, sendo do tipo
relevo.
granular, com presença de grãos simples no horizonte A e fraca
Apesar da capacidade de retenção de umidade destes
muito pequena granular com aspecto de maciça porosa no hori-
solos ser um pouco maior que a dos solos LE" os danos causa-
zonte B. A consistência tanto do horizonte A como do B é ma-
dos peja deficiência de água para as culturas podem ser de
cia quando seco, muito friável quando úmido e com o solo mo-
grande monta, dependendo da duração do período de estiagem e
lhado varia de não plástica e não pegajosa no A, a ligeiramente
da coincidência deste com a época de maior necessidade de água
plástica e ligeiramente pegajosa no B.
por parte das culturas.
São de baixa fertilidade natural, moderada a forte-
No que diz respeito aos teores de matéria orgânica e
mente ácidos, mas de médio a baixo teor de alumínio trocãvel.
destruição desta, as considerações feitas para a unidade LE, são
São formados a partir dos produtos provenientes da
perfeitamente válidas. porém como o conteúdo de argila é mais
intemperização doarenito Caiuá e ocorrem quase sempre em
elevado nos solos desta unidade. a estrutura da camada superfi-
relevo suave ondulado (Fig. 2), formado por colinas de topos
cial é pouco mais estável, com o. agregados não se desfazendo
aplainados, de pendentes longas e ligeiramente convexas, ocu-
com tanta facilidade.
pando geralmente as partes mais elevadas da paisagem.
A ocorrência de uma. estação seca pronunciada no in- Inclusões - as principais inclusões são representadas
verno, especialmente nas áreas de clima Cwa, aliada à baixa ca- por solos das unidades PEz, LE, e LEJ.
pacidade de retenção de umidade, determinada pela textura bas-
tante arenosa e pelos teores baixfssimos de matéria orgânica dos LE. - LATOSSOLO VERMELHO-ESCURO A moderado textura
horizontes superficiais desses solos, faz com que a deficiência franco-argilo-arenosa ou argila arenosa/argila arenosa ou
argila - O a 5% de declive.
de água se constitua no fator que mais restringe o uso agrícola
nessas áreas, seguido da deficiência de fertilidade-e da suscepti- Os solos desta unidade de mapeamento são acentua-
bilidade erosão.
â damente drenados e de textura franco-argilo-arenosa ou argila
Em estado natural estes solos possuem um conteúdo arenosa no horizonte A e argila arenosa ou argila no B.
razoável de matéria orgânica, responsável pela agregação das A estrutura, via de regra, varia de fraca a moderada-
partículas da camada superficial. Uma vez eliminada a cobertu- mente desenvolvida, sendo do tipo granular no horizonte A e
ra vegetal natural (floresta) e com o uso continuado e inade- em blocos subangulares no horizonte subjacente. A consistên-
quado do solo, a matéria orgânica é rapidamenredestruída, os cia no horizonte A como no horizonte B varia de macia a li-
agregados são desfeitos e as partículas que os constituem ficam geiramente dura com o solo seco. sendo muito friãvel quando
soltas. facilitando o seu arraste pela
ãgua e pelo vento.
Inclusões - além dos solos
com estas características, na área des-
ta unidade ocorrem pequenasin-
clusões de Podzólico Vermelho-És-
curo (PE~) e de Areia Quartzosa
Vermelho-Amarela (AQ,).
LE2 - LATOSSOLO VERMELHO·E -
CURO A moderado textura
areia franca 01:1 franco-areao-
sa/franco-argílo-areaosa - Oa
5% de declive.
Os solos desta unidade de
mapeamento são fortemente drena-
dos. de textura areia franca ou fran-
co-arenosa no horizonte A e franco-
argílo-arenosa no horizonte B.
A estrutura é fraca pequena
média granular no horizonte A e fra-
ca média a grande blocos subangula-
res e fraca muito pequena granular
Figura 2. Aspecto do rel~vo em área da unidade U·;,
com aspecto de maciça porosa no ho-

8
úmido e plástica e pegajosa com o solo molhado. meabilidade, drenagem, friabilidade, plasticidade e pegajosidade
São de média a alta fertilidade natural, moderadamen- pouco acentuada em relação aos teores de argila e sua relativa
te ácidos, de baixo teor de alumínio trocãvel e média a alta satu- resistência à erosão, decorrem em grande parte do elevado grau
ração de bases. Os valores de matéria orgânica são normalmen- defloculação da argila e da constituição desta."
te baixos.
L.R - CATOSSOLO ROXO A moderado textura muito argilosa - O
Estes solos são desenvolvidos a partir de uma mistura
a 5% de declive.
em proporções variáveis de resíduos intemperizados de rochas
do derrame basãltíco e do arenito Caiuã e ocorrem quase sem- Possuem horizonte A pouco espesso, com baixo con-
pre em relevo praticamente plano e suave ondulado (Fig. 3). teúdo de matéria orgânica e ocorrem em áreas de relevo suave
Dentre os solos da classe Latossolo Vermelho-Escuro, ondulado ou praticamente plano, com declives inferiores a 5%.
o que favorece a mecanização em toda sua área de ocorrência.
estes são os que apresentam melhores condições para o uso
agrícola, uma vez que além de ocorrerem em área totalmente Estes solos, não só por possuírem boa capacidade de
mecanizáveJ, como os demais, os danos causados pela deficiên- retenção de umidade, como também por apresentarem uma ine-
cia de água são menores devido a uma maior capacidade de re- rente resistência à erosão e por ocorrerem em relevo altamente
tenção de umidade e as limitações pela deficiência de fertilidade favorável à mecanização, podem ser considerados como possui-
e pela suscetiblidade à erosão são facilmente contomãveís. dores das mais altas possibilidades. de utilização agrícola.
Por predominar na área desta unidade Q relevo prati- Inclusões - Pequenas ocorrências de TR e LE3 foram
camente plano com declives entre 2 e 3% e devido ãs proprie- constatadas durante o mapeamento na área desta unidade.
dades físicas altamente favoráveis, estes solos estão entre os
mais resistentes à erosão dentro da área em apreço. TERRA ROXA ESTRUTURADA

Inclusões - as principais inclusões são representadas Esta classe é constituída por solos com horizonte B
por solos das unidades LEz. LR e PEso textura] (CNEPAICQmissào de Solos, J960), não hidromórfi-
LATQSSOLO ROXO
cos, com argila de baixa capacidade de troca de cãtions e alta
saturação de bases.
Esta classe é constituída por solos com horizonte B la-
São profundos ou. muito profundos (130 a 250em),
rossólico, de coloração arroxeada e formados a partir de rochas
bem drenados, de coloração arroxeada. com seqüência de hori-
eruptivas básicas, São muito profundos, muito argilosos, muito
zontes A, Bt e C, sendo derivados de rochas eruptivas básicas.
porosos, muito friaveis e acentuadamente drenados.
A estrutura é fraca a moderada, pequena a média gra- A cor de tes solos é relativamente uniforme ao longo
nular no horizonte A, enquanto que no B é composta de fraca do perfil, com matiz entre 2, 5YR e J OYR, valor 3 e crema va-
média, blocos subangulares e forte ultrapequena granular. A riando de 3 a 6. A textura do horizonte A é argilo 'a ou muito
consistência ao longo do perfil é macia com o solo seco. muito argilosa, enquanto a do Bt é invariavelmente muito argilosa. A
friável ou friãvel quando úmido e plástica e pegajosa quando estrutura varia de moderada a fortemente desenvolvida, sendo
molhado. do tipo granular no horizonte A c. a prismãtica cornpo 'ta de
São de média a alta fertilidade natural. moderadamen- blocos subangulares e angulares no horizonte Bt. A consistência
te ácidos, de baixo teor de alumínio trocãvel e altasaturação de é em gera! ligeiramente dura ou dura quando o solo está seco.
bases. Os valores de matéria orgânica
são normalmente baixos.
Característica marcante
destes solos é a pequena diferen-
ciação de horizontes, assim como a
abundância de minerais pesados,
muitos dos quais facilmente atraídos
por um fmã comum e a efervescência
das amostras quando tratadas com
água oxigenada, devido aos altos teo-
res de manganês. Constituem
também características marcantes a
absoluta ou virtual ausência de mine-
rais primários facilmente internpe-
rizáveis, o baixo gradiente texrural,
evidenciando distribuição de argila
relativamente uniforme ao longodo
perfi] e o elevado grau de floculaçâo
das argilas (100% no horizonte B).
Portanto, no conjunto as-
características inerentes a estes solos,
no que se refere a porosidade, per-

•. Faso!o(i978) e Costa Lima(1979) constataram que a caulinita e a gibsita são os minerais predominantes nestes solos, seguidos pela vermiculita clori-
lixada e bematita.

9
firme quando úmido e plástica e pegajosa quando molhado. Característica marcante destes solos é a diferença de
São características marcantes destes solos a abundân- textura entre o horizonte superficial A, mais arenoso, e o sub-
cia de minerais pesados, muitos dos quais atraídos por um ímã superficial Bt, mais argiloso (8 textural),
comum e a efervescência com água oxigenada ao longo do per- A classe Podzélico Vermelho-Escuro foi recentemen-
fil, devido aos teores relativamente elevados de manganês. Por te admitida ou incorporada na Classificação Brasileira para re-
outro lado, o gradiente textural B/ A entre 1,2 e 1,5 e a presen- presentar a contrapartida do Latossolo Vermelho-Escuro e
ça de cerosidade forte e abundante envolvendo os elementos es- substitui, em boa parte, solos anteriormente mapeados como
truturais no horizonte Bt, são indícios de translocação de argila Podzólico Vermelho-Amarelo, inclusive no Levantamento de
no perfil. Solos do Estado do Paranã,
Referindo-se exclusivamente a área do presente tra-
É marcaate a diferença de espessura dei horizonte A
dos solos sob cultivo intenso, em relação ao das áreas recém- balho, a classe Podzõlico Vermelho-Escuro é de cor normal-
mente Vermelha (2, 5YR 3/6) e predomina amplamente sobre o
desbravadas, podendo-se constatar entre os primeiros uma
Podzõlico Vermelho-Amarelo, que apresenta matiz em torno de
erosão laminar moderada, com alguns sulcos distribuídos oca-
7,5YR.
sionalmente.
A maior concentração de argila no horizonte Bt em
TR - TERRA ROXA ESTRUTURADA A moderado textura muito relação ao A, a textura extremamente arenosa da camada su-
argilosa - 6 a.12% de declive. perficial, aliada a valores muito baixos de matéria orgânica e a
alta percentagem de argila dispersãvel em água, são algumas das
Apresentam horizonte A pouco espesso, com baixo causas da grande susceptibilidade desses solos à erosão:
conteúdo de matéria orgânica. Ocorrem em áreas com declives Com a ocorrência de chuvas intensas a água penetra
compreendidos entre 6 a 12% e possuem alta saturação de bases rapidamente no horizonte A e mais lentamente no Bt, ocasio-
e baixos teores de alumínio trocãvel. nando um acumulo de água no topo deste horizonte, Parte dessa
A presença de um horizonte subsuperficial de acumu- água acumulada escorre lateralmente, facilitada pela declividade
lação de argila, a grande diferença nas percentagens .de argila do terreno. Quando todo o A ficar saturado de água, o excesso
dispersa em água entre os horizontes A e Bt e a situação topo- tende a escoar sobre a superfície. Assim, tanto o escoamento
gráfica que ocupam são algumas das causas relacionadas com superficial, como o subsuperficial são causadores da erosão, a
sua menor resistência à erosão comparativamente ao Latossolo qual será tanto mais intensa quanto mais arenosa for a parte su-
Roxo. perficial do solo em relação à subsuperficial; quanto mais solta
Inclusões - como principais inclusões deve-se men- estiverem as partículas desta.camada; quanto menor for o teor
cionar a presença de pequenas manchas de LR, ~E4 e PEg' de matéria orgânica e menos reeoberta estiver a superfície. seja
por culturas, pastagens ou vegetação natural. Os solos com
POOZÓLlCO VERMElHO-ESCURO E POOZÓLlCO transição abrupta entre os horizontes A e Bt são portanto, den-
VERMElHQ-AMARElO. tro da classe, os mais susceptíveis à erosão.
Para fins de mapeamento estas classes foram subdivi-
Estas classes são constituídas por solos profundos,
com seqüência de horizontes A, Bt e C, facilmente identificá- didas principalmente em função da textura dos horizontes A e
Bt, do gradiente textural e do grau de declividade nas unidades
veís, Ocorrem em relevo suave ondulado, ondulado e forte on-
dulado, PE,. PE a- PEJ• PE•. PE,. PE~,PV 1, PV 2 e PV).
PE, - PODZÓLICO VERMELHO-ES·
CURO latossõlíco A moderado
textura areia ou areia fran-
ca/franco-arenosa ou franco-
argilo-arenosa - 4a 8% de de-
clive.
Os solos desta unidade de
mapeamento são fortemente drena-
dos,.de textura variando entreareia e
<areia franca no horizonte Ae entre
;:'ifranco-arenosa e franco-argílo-are-
. nosa no Bt, Na classe franco-argiío-
.arenosa a percentagem de argila difi-
cilmente ultrapassa a 25.
. Apresentam gradiente tex-
tura! (diferença de textura entre o
horizonte Bt e o A) não muito nítido,
., o que lhes confere o carãterlatossõ-
. líco e ocorrem em relevo suave ou-
<(JuI~do. com declives normalmente
compreendidos entre 4 e 8% (Fig. 5).
O horizonte A apresenta
espessura entre 20 e 30cm, estrutura

10
fraca granular e grãos simples, consistência solta tanto com o entre franco-arenosa e franco-argilo-arenosa no horizonte A e
solo seco como úmido e não plástica e não pegajosa quando mo- franco-argilo-arenosa e argila arenosa no I3t.
lhado. O horizonte superficial A subdividido em A1 e AJ
O horizonte Bt apresenta estrutura fraca em forma de apresentaespessura em torno de 30em.
blocos subangulares, com tamanho compreendido entre peque- . .. A estrutura é fraca granular e grãos simples. ,A con-
no e médio, de consistência macia quandQ seco.meito friá~~la sistêndaquando úmido .é sempre friãvel, quando molhado é não
friãvel quando úmido, sendo ligeiramenteplãsticaehgeíramen- plásticaaligeJramente plástica e não pegajosa a ligeiramente
te pegajosa quando molhado, pegajosa. ' .
São solos formados a partir dos produtos provenientes Oh.orizouJeJ>t apresenta estrutura, via deregra, em
da intemperização do arenito Caiuã, São de baixa fertilidade blocos. sub~gulares,moderaàanlente desenvolvida. A con-
natural, moderada a fortemente ácidos, com baixos teores de sistêncla quando;;eço· varia de .macia a ligeiramente dura, sendo
alumínio trocável. friãve]. qUílildoÓmidoe varia deligeirarnente plástica a plástica
Em estado natural estes solos possuem um conteúdo e de ligeiramente pegajosa a pegaj.osa quando molhado,
razoável de matéria orgânica, principal responsável pela agre- Ocorrem' em relevo suave ondulado e ondulado, ocu-
gação das partículas da camada superficial. Uma vez eliminada paado normalmente o terço médioe inferior das encostas, com
a cobertura vegetal. natural (floresta) e com ouso .eontínuoe deelives variando de 5a 1 0%.
inadequado do solo, a matéria orgânica é rapidamente desrruída, Difersnciam-seda unidade anterior (PEz), principal-
os agregados são desfeitos e as partículas ficam soltas,' Este fa- 1'nentepor apresentarem teores de argila um pouco.mais eleva-
to, associado a uma topografia pouco.mais. movimentadaea um dos ao longo do perfil,
pequeno gradíente.textural, tornam estes solos mais susceptíveis , Inclusões - As principaisInclusões são representadas
à erosão do que os Larossolosem geral. por vaiiedades dePodzólicos abruptos(pE.e J?Es) e Latossolo
Inclusões - constituem inclusõesdesta unidade o La- Vermelho-Escuro (L.Ez) ,
tossolo Vermelho-Escuro (LE,), Areias Quattzosás Vermelhas
e Amarelas (AQ,) e Podzõtíco Vermelhc-Escaro (PE~). PE.-pópzóLIcó VERMELHO-ESCURO abrupto AIDoderado
texturaareia ou areia france/francc-arencsa 'Ou .francó-
PE2 - PODZÓLICO VERMELHO-ESCURO A moderado textura
argilo -arenosa> 8 a 15% de declive.
areia Ou areiafraacasfranco arenosaoufrllflcoargilo-
arenosa- 6 a 12% de declive. '
Sâobemdrenadcs, de textura variandoentre areia e
Estes solos são mOffOIOgicarnentes~~elhallte~fÍo'Sda arei~frall~a pohorizonte Ade franco-arenosaa franco-argi-
unidade anterior (FE,), diferíndoapenaspelq.maiorcontraste 'lo-arenosano Bí..
entre o horizonte A e Bt, devido a um gradientetextUi"al maís ApteSentai111TIudança tex turaluhrupta," que consiste
acentuado. .. . .eu)umeonsidetáYêl aurnento no conteúdo. de argila dentro de
Ocorrem em relevo suave onduladc.e.oadnlado.tccu- uma pequena distância na zon~lde,transiçãoelttre os horizontes
pando normalmente o terço inferior das encostas,podendo oca- , Ae,J>t.
síonalmeateocupar osjopos das elevações (Fig. 6). O horizonte superfícialsubdivididoel11,A,e A, apre-
A baixa capacidade de agregação das partículas da senta espessura em torno .de.7Ocm, sendo extremamerue areno-
camada superficial, condicionada pelos baixos teores de argila e 80, de estrutura fraca ou meSllW:;Cl11 estrutura. solto muito
matéria orgânica, em contraste com o
horizonte B t mais argiloso e aliado a
um relevo mais movimentado, fazem
com que estes solos sejam mais sus-
ceptíveis à erosão doque os.Latosso-
105 em geral e do que os solos da uni-
dade anterior (PE,),
Inclusões-as principais in-
clusões são: PodzólicoVermelho~Es ••
curo abrupto (PE.), Podzôlico Ver-
melho-Escuro latossélico .(PEj),La,.
tossolo Vermelbo':Escuró '(LE;),.·
além de solos como horiz()nteA
parcialmente erodido. . ' ..

PE. - PODZÓLICO VERMEL.fI():ÊS-


CURO Arnoderado textura fran.,;'
co-arenosa o\lfranco-argíló- .
arenosa I franco~atgilooiàfl!llosa/
ou argila areIlosa~5 a. iüo/Qde>··
declive . '.' .

Os solos desta unidáde. são


bem drenados e de textura variando

11
friãvel, não plástico e não pegajoso. Normalmente o At é de alumínio trocãvel,
pequena espessura (em tomo de 20cm), ao passo que o A~ é A baixa capacidade de agregação das partkulasda
bem mais espesso e de textura ainda mais arenosa. camada superficial, condicionada pelos baixos teores de argila e
O horizonte Bt contrasta nitidamente com o A pela de matéria orgâaica, em contraste com o horizonte Btmais ar-
cor mais avermelhada, pela textura mais argilosa, pela estrutura giloso e mais adensado (transição abrupta), aliado a um relevo
mais desenvolvida. composta de blocos rsúbangulares e pela ondulado, fazem com que estes solos sejam altamente susceptí;
consisténcia macia com o solo seco, friável quando úmido e veísà erosão.
plástica e ligeiramente pegajosa quando molhado. Inclusões - as principais inclusões são representadas
Ocorrem em relevoondulado, ocupando normalmente pelas Areias Quartzosas (AQ,), por variedade de Podzélices
o terço inferior das encostas (Figs, 7 é 8), cora declives varian- não abrupto (PE"ePE:l)' além de solos com o horizonte A par-
cialmente erodido,
do de 8 a 15%. São formados a partir de produtos provenientes
da intemperização do arenito Caiuá, sendo de média a alta ferti- PEs - PODZÓLICO VERMELHQ,ESCURO abrupto A moderado
Iidade natural. moderadamente ácidos mas com baixos teores de textura arda franca ou franco-arenosa/franco-argiío-are-
nosa ou argila arenosa - 3 a 6%
de declive.

Os solos desta unidade são


acentuadamente drenados. de textura
areia franca ou franco-arenosa no
horizonte A e franco-argilo-arenosa
ou argila arenosa no Bt.
Apresentam .muQunça tex-
abrupta e ocorrem' em relevo
"""':;;ú;,,,p ondulado, ocupando áreas pró.
··./:··it'i"""." aós vales dos rios.

>() borizQ~te A. apresenta


. espessura entre ZOe 30cm, estrutura
fraca granular e grãos simples, como
também em blocos subangulares com
tamanho compreendido entre peque.
no é médio; quanto à consistência é
quando seco, muito friável a
quando úmido e nãoplãstica a
:, ···lhl;l~iraktilenteplástica e não pegajosa a
!!!!~·<t.J~~~lra11Ji<!:nte pegajosa quando molha-

. O horizonte BI apresenta
estrutura fraca a moderadapequena
a' média blocos subengulares; quanto
à consistência varia de macia a ligei-
ramente dura quando .seco, sendo
friável quando amido e plástica e pe-
gajosa quando molhado.
" . São solos fomiados a partir
deuma mistura,ero proporçêesva-
·Ctiáveis.de resíduos intemperizados
J..dêllfemto Caiuáe rochaseruptivas
\idOdêrrame basáltico{Fig. 9). São de
médiààalta fertilidade naturale mo- .
deradamente ãcídos,
. Apesar de . ocorrerem em
relevo suaveond,ulado.com declives
entre3a60/fI, são bas~te~uscepH.
vei~àerOsão1 quer pelo grandeCQm-
pri~n,to das pendentes, quer
': ta:mbém e principalmente pelo eleva-
dogradiente rextura],

12
COIJStitDem inclusões nesta unidade
'2...z;0ilSS-m V:::I'lD:~!bc:}-Escu:ro ~ e variedades de
abreptes (P~ e PE3) e solos com hori-
devido ao intenso uso
,;:!:rci;WlCn:te erodido

- rooZÔLICO VERMELHO-ESCURO abrupto A mo-


te tura areia ou areia franca/franco.arg],
-arenosa - 15 a 30% de declive.
Estes solos são moríologicamente semelhantes
da unidade PE., diferindo pela menor espessura do
horizonte A e por ocorrerem em relevo ondulado e for-
e ondulado, com declives variando de 15 a 30%.
As considerações feitas para a unidade PE., no
que se refere a susceptibilidade à erosão, são válidas pa-
ra a presente unidade, embora no presente caso devido
ao relevo mais movimentado, a susceptibilidade a esse
fenômeno seja mais acentuada.
Inclusões - as principais inclusões são .repre-
sentadas pelas Areias Quartzosas (AQ.), Solos Litõlicos
. Figura 8. Pastagem em degradaçáo na unidade PE.
substrato arenito Caiuã e solos com horizonte A parcial
ou totalmente erodido.
PV, - PODZÓLICO VERMELHO-AMARELQ A moderado
textura areia ou areia franca/franco-arenosaou
franco-argilo-arenosa - 4 a 6% de declive.
moderadamen te a.bem drenados.
São
O horizonte A, com cerca de 40cm de espes-.
sura possui textura bastante arenosa, que determina
uma estrutura pouco desenvolvida, constituída predo-
minantemente de grãos soltos. A consistência .é. solta
quando seco, muito friãvel quando úmido e não plástica ,..
e não pegajosa quando molhado,
O horizonte Bt é de textura mais argilosa,
condicionando um <melhor desenvolvimento de estrutu-
ra. A consisténcía- é. macia como solo seco, friãve! .
quando úmido e plástica e ligeiramente pegajosa quando
molhado.
Ocorrem em relevo suave ondulado, bem pró-
ximo aos rios enachos, com declives variando de 2 a
6%.
São formades.a partir dos produtos de intem-
perização do arenito Caiuã, com alguma contribuição de
material.colúvio-ahroial. .
Em estado natural estesvsolos cpossuem ,UlIl
conteúdo razoável <.\0 matéria orgânica, mantendoagre-
gadas as partículas dacamada superficiaLEl~inadf1 a
cobertura vegetal naturale corn o uso contínuo do solo a ..
matéria orgânica édestruída, os agregados são desfeitos.
e as partículasque os constituíam ficam soltas; facili-
tando o seu arraste pela água c pelo vento ..
Inclusões . -: Ar~sQtlartz9sas (A-Qí),., s9Jó~\
Podzolizados (P~2éPV 3), a:lérpdepe.rtlS emque.o hot:i';<
zonte A foi parcia1meateei-ocflqo:e/~s.blos,-d~cp~9r<lç<\Ô
mais clara.' ... "'i ·,',c":,'>, ..... "'C'
";:,.,.;.0:'

PV 2 - PODZÓLJCO VERMELHQ..t\,MAREl:.O·:abr&ptÕ-:;
A moderado textura areia ou areia Pi'atíca/.franco-'
arenosaQufra~co.,.;argilo-atenosa .; 8 a,lS% d~·
declive: -
Os solos desta unidade são
moderadamente
a bem .drenados, com textura variando entre areia e Fi~lJra 9.Asp~ct~ d~ eon~ato d~arenito com~· basalto e relevo da uoidadeh:s

13
areia franca no horizonte A e franco arenosa e franco argilo- poradicamente ocorrer em áreas com maior declividade.
arenosa no Bt. . São formados a partir de materiais derivadosdo areni-
Apresentam um considerável aumento no conteúdo de' to Caiuãou a partir das alterações ocorridas em material areno-
dentro de uma pequena dístânciana zona de transição en- so colúvio-aluvial, com seqüência de horizontes A e C, sendo
tre o horizonte A e Bt (transição abrupta). . muito porosos, soltos e excessivamente drenados. Em alguns
O horizontesuperficíal norma1me~te subdividido em casos pode ser constatada a presença de um horizonte B,
. , e A. apresentaespessura em torno de 6Ocm.ÉeXt~emamen-· porém ainda não muito bem expresso.
arenoso, comestrutura muito fraca' constituídaqlJ<l5Cqué A .pouca diferenciação entre os horizontes A e C é de-
excíusívamente por grãos.símples, sendo solto'quaridó seco, vida à pequena variação de suas características morfológicas,
muito friãvel quando úmido e não plástico e não pegajosoquan- podendo ser evidenciada apenas alguma diferença de cor, devi-
domclhado. do aos teores mais elevados de matéria orgância do horizonte
A,que embora baixos são suficientes para imprimir uma tona-
O horizonte Bt contrasta nitídamenrecom o A pela
lidade mais escura que contrasta com o C.
textura mais argilosa, pela estrutura mais desenvolvida e pela'
São facilmente reconhecidos no campo pela textura
consistência mais fume. A consistência com o solo secovaria de
extremamente arenosa da classe textura] areia ou areia franca
macia a ligeiramente dura, sendo friãvelquando umídoe.plãsri-
pela estrutura fraca pequena a muito pequena granular e grãos
ca e ligeiramente pegajosa quando molhado. . ,.
simples e pela consistência solta, não plástica e não pegajosa.
Estes solos ocupam as part~ maiS' baixas, ocorrendo
A espessura do horizonte A é em torno de 30 em,
em relevoonduladovpréximos aos rios, com declives que va- O horizonte e normalmente subdividido em e,. c, e
riam de g a 15%. '
C3 possuí -estrutura maciça pouco coerente que se desfaz em
São formados a partirdosprodútosde intemperização fraca pequena a média blocos subangulares e fraca pequena
do arenito Caiuã, com contribuição de material colüvio-aluvial.
, granular e grãos simples. Quanto ao grau de consistência é ma-
São altamente, susceptíveis à erosão pelo fato de apre~ doou solto quando seco,' muito friãvel quando úmido, e não
sentarem um horizonte A excessivamentearenoso, em contriú;te
plástico e não pegajoso quando molhado.
com o Bt mais argiloso e mais adensado, aííado.a'um.relevocn-
dulado. . .' '.. ..', , . " , . Estessólo~além de serem quimicamente muito pobres
possuem teores muito baixos de matéria orgânica, principal-
Inclusões - como inclusões aparecem as Areias Quarr-
mente nas áreas sob cultivo.
zosas, Podzólico Vermelho-Escuro (PE.) e perfis com horizon-
A textura extremamente arenosa, aliada aos baixos
te A parcialmenteerodido.
teores de.matéria orgânica, confere a estes solos uma estrutura
PV 3 - PODZÓLICO VERJYlELHO-AMARELO abrupto A moderado .muito fraca, formada por agregados pouco coerentes e por
textura areia ou areia, franca/franco-arenosa, ou franco- grãos simples de areia lavada,
argilo-arenosa- 2 a6% de declive. . Para fins de mapeamento esta classe foi subdividida
em quatro unidades, a saber: AQ" AQ2' AQ3 e AQ •.
Os solosdestaunidadesâo rnorfologicamente 'seme-
lhante ao .Podzélico Vermelho- Amarelo (PV~), :.di(eritido.por
, AO;; - AR ErAs QU ARTZOS AS VERMeLHO-AMARELAS A mo-
ocorrerem em relevo mais suave, comdeclives variando de.2 a . derado textura areia ou.areia franca - Oa 5% de declive.
6%. .
Estes solos, comoaunidade anterior.<lprcSCJ~t~llllmU- Ocorrem próximo às cabeceiras de drenagem. em rc-
dança textural abrupta" '
ocorrendo em relevo suave ondulado
normalmente préxímo aos rios (Fig,
10).
Apesar de ocorrerem em
relevo suave ondulado, são ainda
susceptíveis à erosão devídopriaci-
palmen1e ao elevado gradiente réxru-
ral,
Inclusões - como inclusões
aparecem solos de caráter 11,*0 abrup-
to (PV,); Areias Quartzosas (AQz e
<6) e Solos HidromõrficosGleiza-
dos (fIOP .), além de. perfis com ho-
rizonte A parcialmente erodido. '
AREIAS ,QUARTZOSAS
São solos minerais muito.".
profundos e com teores muito baixos
de argila (inferior a 1:5% até dois
tros de profundidade). Ocorrem
normalmente em relevosuave ondu-
lado e praticamente plano, com de- Figura 10. Relevo c uso da unidade I'V 3'
clives inferiores a 5%, podendo es-
14 ~
levo de vertentes Iigeiramente côncavas e apresentam tonalida- mente plano. É encontrada em áreas rebaixadas de pequenas
de bnmo-avermelhada-escura. várzeas, sujeitas a acréscimos de material (Fig. 13).
Pe-Ja coloração, pela espessura e pelos teores e distri- Estes solos são provenientes das alterações ocorridas
buição de argila ao longo do perfil, alguns destes solos podem em material .arenosoeohlvio-aluvial.
ser considerados como intermediários para Latossolo Verme- Dentro da classe esta unidade é a que apresenta menor
-Escuro textura média. susceptibilidade à erosão, pela situação que ocupa em relevo
Na área objeto do presente estudo, os solos desta uni- plano de várzea.
dade encontram-se quase que totalmente desprovidos de vege-
Inclusões - constituem inclusões nesta unidade pe·
tação natural (floresta), sendo muito susceptíveis à erosão (Fig,
quenas manchas de: AQze Solos Hidromórficos Gleizados
IJ • devido às propriedades físicas desfavoráveis e pela situação
(HGP,).
que ocupam na paisagem, próximo às cabeceiras de drenagem.
Inclusões - durante o mapeamento constatou-se a AO. - AREIAS QUARTZOSAS VERMELHO-AMARELAS podzoli-
ocorrência de inclusões de Latossolo Vermelho-Escuro (LE,) e zadas A moderado tex rura areia ou areia franca - 5 a 10%
Podzólico Vermelho-Escuro (PE?). de declive.
Além . das caracterfsticas
comuns à classe, os solos desta uni.
dade distinguem-se das demais pelo
fato de apresentaremum início de
formação de horizonte Bt, de colo-
ração . pouco mais viva que o hori-
zonte sobrejacente, Apesar de a tex-
tura deste .horizonte Ser da. classe
areia franca, o gradiente textura!
S/A é bem acentuado.inormalmente
~1l1torno de 2,0. ..
A textura extrein<l.tl1ente
arenosa de tes solos (mais.de 90% de
areia no horizonte superficial), aliada
ao relevo suave ondulado aondulado,
com declives entre 5 a 10%, faz com
que as áreas desta unidade sejam
consideradas críticas no que se refere
à erosão.
Como o próprio nome da
unidade. está a indicar, os solos em
questão podem ser considerados co-
mo intermediário entre Areias
Fígur.1 ll. Voçoroca em área de AQ,·
Ouartzosas (AQ,) e Podzólico Ver-
melho-Escuro (PEt),
.\02 - ARErAS QUARTZOSAS A moderado textura areia - 2 a Inclusões - constituem inclusões dentro da área desta
6% de declive. unidade, pequenas ocorrências de PE~. PE, e AQ,
Os solos desta unidade distinguem-se pela coloração
esbranquiçada ou amarelada, pela ausência de estrutura e pela SOLOS HIDROMÓRFIC.OS GLI;IZAOOS
textura mais arenosa, com cerca de 95% de areia. Esta classe compreende solos minerais cujas ca-
São desenvolvidos a partir de alterações ocorridas em racterísticas são devidas à grande influência do lençol freãtico
material arenoso. de origem colüvío-aluvial e são encontrados
na superfície ou próximo dela, por longo período de tempo.
normalmente próximo às margens dos rios, constituindo terra-
Sãocaracrerizados pelo acúmulo de matéria orgânica
ços recentes. nos horizontes superiores e pela forte gleização nos horizontes
Apesar de ocorrerem em áreas de topografia suave inferiores, em decorrência do regime de umidade.
(Fig, 12), estes solos são facilmente erodíveis devido à insufi- São solos mal ou muito mal drenados, podendo apre-
ciência de materiais responsáveis pela agregação das partículas;
tais como a matéria orgânica e a argila,
sentar seqüência de
horizontes A, Cg ou A, (B) g, Cg.
o horizonte A pode apresentar coloração que varia de
Inclusões - nesta unidade são encontradas áreas de 'preta a cinzento-escuro, corn teores médios a altos de carbono
acumulo de areia, desprovidas de vegetação. que são tidas mais orgânico.
como tipo de terreno do que propriamente como solo. O horizonte inferior, gleizado, possui cores cinzentas,
AQ, - AR.ErAs·QUARTZOSAS HIPROMÓRFfCAS A moderado com ou sem mosqueados. em decorrência de regime redutor que
textura areia.ou areia franca ~.O a 2% de declive. se processa em meio anaeróbio. com muita deficiência ou mes-
AléffidZíSc~acteríSticllS comuns à classe Areias mo ausência de oxizénio devido ao encharcamento do solo,
Quartzosas, esta unidade distingue-se por estar sob grande in- . São desenvolvidos de sedimentos recentes em áreas
fluência de hidromorfismo, condicíonada pelo relevo pratica- sujeitas a alagamentos periódicos ou constantes, nas proxirnida-

15
HGP. - ASSOCIAÇÃO DE GLEI POUCO HÚM1CO textura franco-
argilosa ou argilosa + SOLOS ALUVIAIS A moderado
textura argilosa + PLANOSSOLO A moderado textura
areia/franco.argilosa ou argilosa - O a 3% de declive.

Esta unidade de mapeamento resulta da combinação


de três unidades taxonôrnicas, as quais, dada a impossibilidade de
serem cartografieamente delimitadas. por ocorrerem segundo
um padrão de arranjamenro bastante intrincado, foram mapea-
dasemconjunto .•constituindo uma associação .
. Estes solos ocorrem- predominantemente nas várzeas
QOsrios Ivaí e Paranapanema e estima-se que os componentes
desta associação encontram-se numa proporção aproximada de
40, 40 e 20% respectivamente. Enquanto o primeiro e terceiro
componentes acham-se situados nas partes mais baixas das vár-
zeas, sob grande influência do lençol freãtico, o segundo com-
ponente. Solos Aluviais, ocupa os terraço mais elevados dos
rios.

SOLOS At..UVlAIS

Esta classe é constituída por solos pouco desenvolvi-


dos. formados-a partir de sedimentos não consolidados, com um
horizonte- A seguido de camadas estratificadas sem relação pe-
dogenéticaentre si:.Ocorrem em relevo plano, nos terraços
.próximos aos rios.Possuem.coloração variável, com predomínio
de cores brunadas, sendo em geralmoderadamente drenados.
Em geral são solos profundos. coro aproximadamente
150a 200cro.

Al- SOLOS ALUVIAlS A moderado textura argilosa - O a 3% de


declive
FigUT3Ü. A$~c~ócfe~ale em que ~é()rTl:;u$olo~lla u;lidadc .\Q,
Os solos desta unidade de mapeamento apresentam um
des OU mesmo às margens dos cursos d'água, em relevo plano,
horizonte, A moderado, sobre camadas usualmente estrariflca-
de cotas baixas e em áreas abaciadas e depressões.... . .
das, sem relaçãopedogenética-entre si.
HGP 1 - GLEI POUCO HÚMICO textura franco-argilosa ou.argila . .....O'horizónte A, com.·espessura de 20 em, é de textura
- O a 2% de declive. argilosaóu argílo-siltosa, Coro estrutura granular moderada-
Os solos desta unidade de mapeamento são mal drena- mente desenvolvida. !\ consistência é friávcl quando o solo se
dos a muito mal drenados e de textu-
ra variando de franco argilosa a argi-
tosa.
Normalmente apresentam
uma seqüência de horizontes do tipo
A. Cg ou A, (B)g' Cg com um hori-
zonte A moderado, com espessura
em tomo de 20cm e de coloração
brunado-escura.
O horizonte (B)g ou Cg
apresenta-se gleizado, que se carac-
teriza pela Intensa redução do' ferro
devido principalmente .âs condições
de hidromorfismo em que se encon-
tram, evidenciado por cores neutras.
Estes solos ocupam as .par-
tes mais baixas das várzeas dos rios,

Inclusões - as principais in-


clUSÕC5são representadas por Areias
Quartzosas Hidromérficas (A Qa),
Planossolos, SoJos Aluviais e solos
com textura mais leve.

16
encontra úmido, sendo plástica e pegajosa quando molhado. Moderada - Os solos enquadrados nesta classe são
As camadas estratificadas são de coloração brunada, moderadamente susceptíveis à erosão. Ocorrem normalmente
de textura variando de franco-siltosa a argila siltosa, e de coa- em relevo ondulado, com declividade de 8 a 2'0%, desde que
o • • firme com o solo úmido e plástica e pegajosa com o possuam boas propriedades físicas. No caso de possuírem óti-
solo molhado. mas propriedades físicas, o relevo poderá ir até forte ondulado,
Ocorrem em relevo praticamente plano, nos terraços com declividades de 2'0 a 40%. Também estão incluídos nesta
iajs recentes, originados a partir de sedimentos fluviais não classe, solos que embora ocorrendo em deelividades suaves, de
consofulados do Quatemário, provavelmente do Holoceno. Es- 3 a 8%, apresentam textura arenosa ao longo de todo o perfil,
tes solos, por estarem em relevo quase plano, estão praticamen-
ou textura arenosa ou média no horizonte A e argilosa no hori-
te livres dos danos causados pela erosão.
zonte B. Se usados para lavouras por período longo 0'0 a 2'0
Inclusões - Como inclusões são encontrados solos das
anos), a camada superficial original pode ser removida de 25 a
unidades Glei Pouco Hümico (HGP.) e solos com mudança tex-
75% na maior parte da área. Para o controle da erosão é ne-
tura! abrupta com indíces de gleização nos horizontes inferiores
cessária a aplicação de práticas conservacionistas intensivas
(Planossolo), bem como solos com textura mais leve.
desde o início da exploração agrícola, se bem que em alguns ca-
AVALIAÇÃO DOS SOLOS PELA SUSCEPTIBILIDADE À sos a proteção do solo pode ser realizada tomando-se medidas
EROSÃO simples, como lavouras anuais intercaladas com culturas de ci-
clo longo, ou sem a total remoção da vegetação natural.
A fim de atender ao objetivo proposto, qual seja o de
inventariar as áreas críticas em relação a erosão no Noroeste do Forte - Os solos enquadrados nesta classe são muito
Estado do Paranã, utilizou-se metodologia baseada nos graus de susceptíveis à erosão. Ocorrem em relevo forte ondulado, com
limitação peja susceptibilidade à erosão, constante do sistema de declividade de 20 a 40%, desde que possuam boas propriedades
interpretação da aptidão agrícola dos solos (Bennema & Ca- físicas; em caso de estas serem más, a declividade não po- derá
margo, 1964) com algumas modificações ditadas principalmente ultrapassaras 20%. Se usados para agricultura, a erosão cau-
pelo nível do mapeamento de solos utilizado. sará rápidos danos ao solo. A proteção e controle na maioria
No referido sistema foi tomado como referência para dos casos será muito difícil e dispendiosa.
a apreciação da susceptibilidade à erosão, o desgaste que a su- Muito forte - os solos enquadrados nesta classe são
perfície de um solo sofreria se usado para agricultura sem fortemente susceptíveis à erosão. Ocorrem em relevo monta-
adoção de medidas consetvacionístas, estando na dependência nhoso, com declives superiores a 40%. Não devem ser usados
das condições climáticas (especialmente do regime pluviométri-
para agricultura, sob pena de serem totalmenteerodidos em
co);das condições do solo (textura, estrutura, permeabilidade,
poucos anos, pois favorecem o rápido aparecimento de voçoro-
profundidade, capacidade de retenção de água e presença ou
caso
ausência de camadas compactas); das condições de relevo (de-
Por serem muito genéricas as conceituações das clas-
clividade, comprimento das vertentes e microrelevo) e da co-
bertura vegetal ses (foram estabelecidas para atender a interpretação de levan-
Nos locais onde a agricultura é inexistente estima-se a tamentos de reconhecimento), determinados solos da área em
susceptibilidade à erosão em função da declividade do terreno, estudo, de comportamento sensivelmente distinto quanto a re-
das características do perfi] do solo e da comparação com ou- sistência à erosão, ficam enquadrados na mesma classe.
tros seus similares cultivados. Por outro lado, a erosão eólica por não ter sido consi-
derada quando da conceituação das classes, cria uma certa difi-
GRAUS DE [UMAçAOPELA SUSCEPTIBILIDADE À EROSÃO:'
culdade na avaliação da susceptibilidade à erosão, pois nessa
Nula - Os solos enquadrados nesta classe não são sus- área ocorre tanto a erosão hídrica como a eólica, se bem que a
ceptíveis à erosão. Ocorrem geralmente em relevo plano ou influência desta é pequena em relação à erosão causada pela
praticamente plano e são de boa permeabilidade. Se usados para água.
agricultura por um período bastante longo (10 a 20 anos), quase Para atender a esses casos e para possibilitar uma me-
não apresentam erosão na maior parte da área, e quandopresen- Ihor avaliação dos diferentes solos da região é que se optou pelo
te, poderá ser facilmente controlada por meio de práticas sim- estabelecimento de subclasse de susceptibilidade à erosão (Fig.
ples de manejo. 14), ou seja, uma determinada classe de susceptibilidade pode
Ligeira - Os solos enquadrados nesta classe são pouco ser subdividida em duas ou mais subcíasses (tantas quantas fo-
susceptíveis à erosão. Ocorrem geralmente em declives suaves
rem necessárias para que os solos possam ser diferenciados em
(3 a 8%) e com propriedades físicas boas. No caso de possuírem
função da maior ou menor resistência à erosão).
propriedades físicas ótimas, a declividade poderá atingir 15%.
Se usados para agricultura por período bastante longo (10 a 20 Tentativamente neste trabalho consideram-se como
anos), terão perdido na maior parte da área aproximadamente áreas críticas aquelas onde os solos têm susceptibilidade à
25% da camada superficial. Para o controle da erosão são ne- erosão mais intensa do que a Moderada lI. Neste caso, in-
cessárias apenas práticas conservacionistas simples e em muitos cluem-se os seguintes solos, em ordem decrescente quanto à in-
casos a rotação com pastagens pode auxiliar o controle da tensidade do fenômeno: PE., PE., PV 2. AQ2, AQ •• AQ., PE2,
erosão. PEs e PV3•

• A expressão "grans de limitação pela susceptibilidade à erosão" seR


SIlbs.'Iimída por "classes de susceptibilidade à erosão".

17
MF

MUITO
FORTE: F.ll
I FJ
FO~TE
M.III
I M.II
j l MJ
MODERADA
L.II
L.I
LIGEIRA N
LE)
LR NULA
PE4 PE2 PEl AQ3
pv. AQl· PEs P~ PV1 HGPz
PEt; AQ. AQ4 PV3 TR LEI LE2 AI HGP1

Figura 14.CIasses e subdasses de susceptibilidade à erosão.

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