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SERGIPE–BR | EDIÇÃO 1868 | ANO 37 | 28/1/2019

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A NOVA ERA DA NOTÍCIA

QUENTINHAS

ESCÂNDALO ENVOLVE
DIVULGAÇÃO

SECRETARIA NÃO COMPROVA DESPESA COM PAGAMENTO


DE REFEIÇÕES E SE ATRAPALHA EM NOTA À IMPRENSA
ACESSE P. 15

CASSAÇÃO P. 24

“MÃO AMIGA” PODE DERRUBAR BELIVALDO


A NOVA ERA DA NOTÍCIA

SERGIPE–BRASIL
t
ÍNDICE CADERNO 1 TOQUE E ACESSE

OPINIÃO
EDITORIAL – Por que atacam Damares Alves? 5

CHARGE 8

CINFORMANDO –
A tragédia recorrente em Minas Gerais 9

CINFORM em Brumadinho 14

POLÍTICA
Quentinhas: o novo escândalo
envolvendo a cúpula da SSP 15

GERAL
“Mão Amiga” pode derrubar Belivaldo 24

ARTIGO – “Já encomendei


minha arma de fogo” 33

Posse e porte de armas no Brasil 38

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 2


Nacionais 50

Pole Sport encanta e ganha força no Brasil 55

PRÓ SOLUÇÃO – Abandono e falta de


segurança na Orlinha do Bairro Industrial 64

ENCARTE – Guanabara 72

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ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 3
ÍNDICE TOQUE
t
E ACESSE

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 4


1/3

EDITORIAL

POR QUE ATACAM


DAMARES ALVES?
O crítico social americano Christopher Lasch
deixou um recado, utilizado em Olavo de Carvalho:
“Há uma nova elite dominante no mundo,
distinta da burguesia; ela não governa pela posse
dos meios de produção, mas pelo domínio da
informação[...]não se contenta em ter poder
sobre a riqueza material e a força de trabalho
das pessoas, mas quer moldar sua mente, seus
valores, sua vida e o sentido de sua vida[...]”.

Desde que a assessora foi anunciada ministra,


uma série de ataques, orquestrados pelas forças
que insistem em manter o país amarrado às
entranhas da velha politicalha, tomou conta da
chamada grande mídia, que, numa inversão de
valores, passou a ser mendicante caudatária das
onipresentes e impiedosas mídias sociais.

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| EDITORIAL 2/3

Esta semana, de uma palestra que deve ter


durado, pelo menos, uma hora, pinçaram um
trecho truncado de 38 segundos para atirar a
ministra contra holandeses tão imbecilizados
como a massa brasileira. Muita gente
“esclarecida” já a acusam até de pedofilia,
numa completa e perversa inversão do teor da
fala, que ocorreu há 6 anos, em 2013.

Damares Alves é uma mulher que não goza de


glamour fack e não frequenta as páginas da hy
society; jamais privou de relações perigosas com
os consagrados nomes da cúpula da República
e que, pelo contrário, leva uma vida consagrada
à sua atividade confessional, à labuta no serviço
público, aos trabalhos sociais e ao seu lar.

Resumindo, Damares não ostenta o perfil


esperado pelo circo midiático que assola o país
e não chegou ao ministério para exposição
gratuita de caras e bocas. Chegou para implantar
políticas públicas de onde se espera seriedade,
embalada que seja pelos acordes de sua fé
e movida pela convicção de que deve deixar
um legado de respeito e de avanços nas áreas

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| EDITORIAL 3/3

a que, desde muitos anos, tem dedicado a


vida. Descolada do viés ideológico tão caro
aos intelectuais eggheads, Damares sofreu
ataques de todos os lados, resistindo a
tudo com a serenidade esperada de uma
ministra de estado, estando, particularmente,
comprometida com uma gestão de excelência,
porque o patrulhamento não a deixará em paz
caso cometa qualquer equívoco administrativo,
por mais simples e compreensível que seja.

Atacam a ministra porque a imaginam


frágil, pensando, com isso, em atingir também
o Presidente Bolsonaro, que cometeu o crime
de indicar uma mulher simples para ocupar
um cargo, historicamente destinado à cúpula
da modorrenta e corrupta elite política, ou,
alternativamente, a algum pau-mandado
desonesto, indicado por partidos que se
notabilizaram pela lida criminosa.

Talvez a nova ministra não se deixe dominar por


essa nova elite dominante de que fala Christopher
Lasch nem lhe permita “moldar sua mente, seus
valores, sua vida e o sentido de sua vida”.

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| OPINIÃO

CHARGE | Percles

SOS BRUMADINHO...

ANO 37 - ED. 1868


1866 -28/1/2019
-14/1/2019 - 8
| OPINIÃO 1/5

Edvar Freire
CINFORMANDO

A TRAGÉDIA
RECORRENTE EM
MINAS GERAIS
Reportagens da última semana descrevem
a desgraça que, novamente, se abate sobre o
rico estado de Minas Gerais. Falar em tragédia
anunciada é redundante, revela-se lugar-
comum no dialeto da mídia mundial, então,
como classificar a abertura dessa nova ferida,
antes mesmo de a anterior cicatrizar?

Ontem vi, e ouvi, o presidente da Vale do

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| OPINIÃO | CINFORMANDO 2/5

Rio Doce falar, calmamente, da desgraça


que se abateu sobre Brumadinho. Ouvi, e vi,
também, internautas tresloucados acusando
as privatizações da era do ex-presidente
Fernando Henrique como culpadas pelo
fatídico rompimento da barragem.

A busca cega pelo lucro máximo


leva conselhos administrativos de
grandes conglomerados a adotarem
procedimentos irresponsáveis
e de alto risco

Ouvi, e vi, a cúpula do governo Bolsonaro, e o


próprio, falarem que vão sobrevoar a região, uma
fala que já escuto há mais de 50 anos: igualzinho!

Não serei imbecil a ponto de culpar o atual


governo, tampouco a política de privatizações, já
que os desastres previsíveis não naturais podem
acontecer por falhas de projeto e por falta de

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| OPINIÃO | CINFORMANDO 3/5

fiscalização e acompanhamento na sua execução.

Entretanto, tragédias desse porte


acontecem mesmo por conta da
irresponsabilidade de gestores, que,
no Brasil, são sempre indicados por
conveniências políticas, quando a empresa
é pública, ou por ganância exacerbada,
quando é da iniciativa privada.

A busca cega pelo lucro máximo leva


conselhos administrativos de grandes
conglomerados a adotarem procedimentos
de alto risco, uma vez que são convencidos
pelos seus executivos, altamente
remunerados e com altas participações
nos resultados, de que dá sempre para
economizar com prevenção.

Hoje, pais, mães, irmãos, cônjuges, o povo


de Brumadinho, de Minas Gerais, do Brasil e do
mundo choram pela morte trágica e gratuita
de seus entes queridos, enquanto o Brasil
passa a carregar no colo mais um peso da
irresponsabilidade da riquíssima Vale do Rio Doce.

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| OPINIÃO | CINFORMANDO 4/5

TRIPLO ASSASSINATO EM ITABAIANA (SE)


Nas primeiras horas da manhã do último
sábado, 26, Itabaiana, cidade localizada na
região do agreste sergipano, foi abalada
com a notícia de um duplo assassinato
seguido de suicídio, quando José Renivaldo
da Silva, 58 anos, sacou sua arma, por volta
das 6h, e atirou contra o próprio sobrinho
e o cunhado, Adelmo Silva Santos, 33 anos
e João Evangelista dos Santos, 67 anos,
respectivamente. Após assassiná-los, José
Renivaldo disparou contra si, falecendo
também no mesmo local.

ASSASSINATO EM ITABAIANA 2
Os familiares das vítimas estiveram no
Instituto Médico Legal (IML) na tarde
do dia dos assassinatos e reafirmaram
que José Renivaldo jamais apresentou
qualquer indício de insanidade psíquica.
Tampouco houvera qualquer briga ou
desentendimento anterior ao caso.

Os assassinatos ocorreram em um sítio


no povoado Serra, em Itabaiana, onde

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| OPINIÃO | CINFORMANDO 5/5

seu João Evangelista costumava ir bem


cedo para dar ração ao gado e cuidar dos
afazeres do sítio. Adelmo Silva estava junto
para ajudar ao tio, sendo assassinado sem
qualquer razão aparente.

Quem ouviu os tiros e avisou as pessoas


foi o caseiro do sítio, que percebeu os
disparos e correu. Segundo relato do irmão
do assassino e suicida, no dia anterior a
esse crime bárbaro, José Renivaldo deixou a
atirar em um vizinho.

No IML, os parentes dos três mortos – que


eram conhecidos – estiveram no mesmo
horário para prestar os esclarecimentos
necessários à liberação dos corpos.

Os sepultamentos foram programados para


ontem, domingo, sendo o dos assassinados
no cemitério de Santo Antônio e Almas,
enquanto o do assassino, que se matou
em seguida aos assassinatos foi no Campo
Grande, segundo relatos dos parentes.

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ARQUIVO PESSOAL

O jornal CINFORM, preocupado com a


veiculação de notícias geradas a partir da
sua origem, enviou a repórter investigativa
Paula Coutinho para estudar as verdadeiras
causas dessa tragédia repetida no município
de Brumadinho, em Minas Gerais. Com
isso, o jornal passa a informar, em primeira
mão, toda e qualquer notícia relacionada
com o desastre que provocou revolta e
solidariedade no Brasil e no Mundo.

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1/8

POLÍTICA
DENÚNCIA
DIVULGAÇÃO

Onde estão as quentinhas de R$ 1 milhão da SSP?

QUENTINHAS
O NOVO ESCÂNDALO
ENVOLVENDO A
CÚPULA DA SSP
lSecretaria não comprova
despesa com pagamento de refeições
e se atrapalha em nota à imprensa

PAULA COUTINHO | paula.coutinho@cinform.com.br

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| POLÍTICA | DENÚNCIA 2/8
ARQUIVO CINFORM

Contrato entre a secretaria e a segunda empresa prestadora de serviço

De setembro de 2014 a dezembro de 2018 a


Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP)
gastou aproximadamente 1 milhão de reais com
a compra de refeições para servidores lotados
no COPE, DIPOL, DENARC, IML, Criminalística
e Supci. Isto é o que revelam os contratos
de nºs 086/2014 e 046/2018, assinados
respectivamente com a Nutriserv Alimentação
e Serviços Ltda e com a Serbras Serviços de
Alimentação Eirelli firmados à época com a SSP.

De acordo com as publicações em Diário


Oficial, a secretaria contratou a Nutriserv, que
ficaria responsável por servir café da manhã,

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| POLÍTICA | DENÚNCIA 3/8

almoço e jantar aos policiais lotados no COPE,


DIPOL, DENARC, IML, Criminalística e Supci.
Durante os 12 primeiros meses de contratação,
segundo a documentação firmada entre a
Nutriserv e a SSP, a empresa de alimentação
recebeu o montante de R$ 13.350 mensalmente.

Após este período, o contrato foi estendido por


mais três anos, e o valor mensal pago à Nutriserv
chegou até a R$ 20.280. Mas, no dia 16 de julho
de 2018, a SSP rescindiu – amigavelmente – o
contrato com a Nutriserv. A rescisão foi publicada
em Diário Oficial no dia 23 de julho de 2018.

O curioso é que apenas um dia após o


cancelamento deste contrato da SSP com a
Nutriserv, a secretaria firmou contrato com
outro fornecedor de alimentos, a Serbras
Serviços de Alimentação Eirelli, conhecida
apenas por Serbras. O valor anual de gastos da
SSP com estas contratações é de R$243.360
pagos por serviços que, conforme cláusula
contratual, privilegiam alguns gatos pingados,
já que todos os outros policiais civis do interior
do estado não recebem nenhuma alimentação.

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| POLÍTICA | DENÚNCIA 4/8

ALGUÉM COMEU MINHAS QUENTINHAS


A reportagem do CINFORM conversou com
diretores e servidores da Superintendência,
IML e Instituto de Criminalística para saber
quem recebia as refeições (café da manhã,
almoço e jantar) e como era feito o controle, de
maneira a justificar uma despesa de mais de
200 mil reais por ano.

E é aí – a partir do momento em que os


policiais civis são ouvidos e relatam a versão
deles – que a história toda piora. Porque,
apesar de o valor desembolsado pela SSP nos
últimos quatro anos, os policiais civis lotados
no COPE, DENARC e DIPOL jamais receberam
uma única refeição em todo o período.

Quem revela os fatos são servidores públicos


como o escrivão de polícia Antônio Moraes.
Ex-presidente do Sindicato dos Policiais Civis
do Estado de Sergipe (Sinpol-SE), Moraes é
taxativo: “Sou escrivão há 16 anos. Fui dirigente
sindical do Sinpol por oito anos, e posso
assegurar, não há alimentação para a polícia
civil, não há quentinhas para policiais civis”.

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| POLÍTICA | DENÚNCIA 5/8
ARQUIVO CINFORM

Publicações em Diário Oficial confirmam


o fechamento contratual entre SSP e fornecedores

Moraes ainda aproveita a deixa e ironiza: “Se


este contrato existiu, alguém comeu as minhas
quentinhas”. E continua: “Os policiais não falam
disso abertamente porque temem perderem
algum privilégio ou temem perder uma chance
de serem privilegiados, em algum momento”.

RESPOSTA DA SSP
A própria SSP confirma que – apesar do
pagamento às empresas – e com exceção do
IML e Instituto de Criminalística, as refeições
não foram entregues nos locais previstos nos

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| POLÍTICA | DENÚNCIA 6/8

contratos, mas em outros setores, a pedido


da Superintendência da Polícia Civil. Em nota
à imprensa, “a secretaria esclarece que o
contrato 086/2014 prevê o fornecimento de
alimentação para algumas unidades da Polícia
Civil e da Coordenadoria Geral das Perícias,
no entanto, há uma previsão contratual que
não obriga a administração a fornecer para
todos os departamentos, divisões e setores
citados no contrato”.

Nos quatro anos do contrato, iniciado em


2014, foram fornecidas refeições diárias
pela empresa contratada para servidores
do Instituto Médico Legal (IML), Instituto de
Criminalística e para alguns setores, a pedido
da Superintendência da Polícia Civil. Não
houve fornecimento de alimentação para
Denarc, Dipol ou Cope.

INSTITUTO MÉDICO LEGAL


No IML, um dos diretores da instituição,
que é médico legista, assegura que, durante
o período de plantão, os servidores públicos
do IML recebem almoço e jantar. Acerca do

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| POLÍTICA | DENÚNCIA 7/8

contrato, o profissional não pôde falar porque a


parte financeira do instituto é tratada em outro
departamento da SSP.

No entanto, assim como os policiais civis do


COPE, DENARC e DIPOL, os servidores do IML e
do Instituto de Criminalística também não têm
conhecimento sobre o fornecimento dessas
refeições. Alguns dos servidores entrevistados
trabalham nos órgãos há mais de 20 anos. A
reportagem esteve no IML na tarde do último
sábado, dia 26, por volta das 15h.

Chegando lá, um dos papiloscopistas


foi questionado acerca da qualidade das
refeições, das quentinhas da SSP. O policial
(papiloscopistas fazem parte da polícia técnica
de acordo com o artigo 144) abaixou a cabeça e
começou a rir com o canto da boca, sem graça.

“A gente não pode falar, se a gente falar


qualquer coisa a gente é punido. Existe uma
coordenação aqui no IML que responde estes
assuntos. Venha aqui no período comercial,
durante a semana, e pergunte por Dona

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| POLÍTICA | DENÚNCIA 8/8

Lucimara”. Enquanto o papiloscopista falava,


um colega dele, também servidor público, se
aproximou. A reportagem questionou esse
segundo servidor público, prometendo não
publicar o nome deles como fonte: “Moça, o
que mais tem aqui (no IML) é informante”.

No dia anterior à ida da reportagem ao IML, na


sexta-feira, dia 25, o jornal também conversou
com o presidente do Sinpol, Adriano Bandeira.
Por telefone, Bandeira disse desconhecer o
fato, argumentou que durante a gestão dele
nenhuma denúncia acerca de refeições chegou
ao conhecimento do sindicato, acrescentou que
não falaria nada sem estar com o total domínio da
situação, quis saber do que se trataria, prometeu
analisar a situação, e chegou a soltar que, durante
plantões, comia refeições servidas. O Sinpol é o
sindicato que representa a categoria dos policiais,
exceto delegado. Nele se encaixa, também, toda a
polícia técnica, como os papiloscopistas.

Se as refeições não foram entregues,


onde foi parar a quantia de 1 milhão de reais
paga pelo contribuinte?

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1/9

GERAL

VIEIRA NETO
CASSAÇÃO

“MÃO AMIGA”
PODE DERRUBAR
BELIVALDO
lProcesso contra governador
de Sergipe cumpre prazo ritual e
aguarda decisão na Justiça

Talvez, quem sabe, algum incauto imagine


que foi esquecido o processo movido pelo
Ministério Público Eleitoral contra a eleição
– com robusta denúncia de ilegalidades – do
governador Belivaldo Chagas. Mas, não é o que
pensa o MPE e nem, tampouco, a Justiça.

O processo está andando, e segue o seu

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| GERAL 2/9
FOTOS VIEIRA NETO

Governador
eleito Belivaldo
Chagas corre risco
real de cassação

rito natural, apenas cumprindo os prazos


regulamentares, o que se estendeu em virtude
da folga forense que se prolongou até por volta
do último dia 20.

O princípio constitucional e que está,


também, inserido na Lei Geral das Eleições
trata da democratização da disputa, ou seja,
todos os candidatos devem possuir as mesmas
condições de igualdade, e este princípio não
pode ser desrespeitado se um candidato usa
abertamente a máquina do governo para

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| GERAL 3/9

impulsionar, artificialmente, ou aliciar, o seu


número de eleitores. Perante a Lei, isso é ato
nulo, ou seja, não existiu de direito.

Em casos como estes, devidamente


comprovados por ampla cobertura
fotográfica e de vídeo, além das testemunhas
arroladas e ouvidas, sem falar de que foram
acompanhados por toda a sociedade, como
ficam os demais candidatos, considerando-se
o princípio da democratização eleitoral?

REFRESCANDO A MEMÓRIA
Por isso, não causou espanto na população
quando o Ministério Público Eleitoral (MPE)
informou, no dia 27 de novembro, que ajuizara
duas ações por abuso de poder nas eleições
de 2018, em Sergipe. Uma delas foi contra
Belivaldo Chagas (PSD), eleito governador do
estado para uma segunda gestão.

Nesta ação, o eleito foi denunciado por


abuso de poder político e econômico, por usar
a estrutura do Governo do Estado em favor
da campanha eleitoral. A outra ação é contra

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| GERAL 4/9

Talysson de Valmir (PR), deputado estadual


mais votado das eleições de 2018.

Pelo volume das provas e do envolvimento


direto, chama mais a atenção o caso do
governador, acusado pela suposta prática de
crime eleitoral, onde é pedida a cassação do seu
mandato, bem como a sua inelegibilidade por
oito anos, tudo isso em caso de condenação.

Dentre as irregularidades detalhadas,


acompanhadas de documentos e imagens, a
acusação exibe a assinatura de dezenas de ordens
de serviços, em diversos municípios sergipanos,
em solenidades públicas, muitas delas com
cobertura midiática, e outras ainda exibidas na
programação do horário eleitoral gratuito.

Além disso, o candidato, na posição de


governador, utilizou-se do Programa ‘Mão
Amiga’ para atingir os expressivos resultados
alcançados na disputa eleitoral. A denúncia
chega a detalhar como o governador, por vezes
repetidas, organizou cerimônias públicas, nas
proximidades do período eleitoral, para entrega

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| GERAL 5/9

de cartões e senhas aos beneficiários do “Mão


Amiga”, sempre acompanhado de aliados e
contando com ampla cobertura de publicidade.

O MILAGRE DO DÉCIMO-TERCEIRO
A denúncia não fica por aí, pois o governador
ainda assinou medidas administrativas que se
aparentam de forte apelo eleitoral, como, por
exemplo, a antecipação do 13º salário do servidor
público estadual e a expedição de decretos
para redução do preço do gás de cozinha e,
inclusive, para flexibilização das condições de
parcelamento para dívidas com o Fisco estadual.

Essa coincidente antecipação do


décimo-terceiro salário chama a atenção,
particularmente, porque o que vinha ocorrendo
no Estado era exatamente o contrário, era
o parcelamento dessa regalia trabalhista
por insuficiência de caixa, o que coloca o
governador no seguinte dilema: ele mentia
quando dizia que não podia pagar, ou aconteceu
um milagre às vésperas das eleições?

Outra expressiva vantagem competitiva

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| GERAL 6/9

Procuradora
da República
Eunice Dantas

para o candidato, com claros indícios de


favorecimento para fins eleitorais, foi a redução
concedida no preço do botijão de gás, em um
período em que havia aumentos sucessivos
de todos os combustíveis, com uma pequena
concessão apenas no congelamento do preço
do Diesel, fruto da greve dos caminhoneiros.

CASSAÇÃO DE GOVERNADORES
No caso mais recente, ano passado, a Chapa
de Marcelo Miranda e Cláudia Lelis foi cassada
por captação irregular de recursos em 2014.
Em 2017, o Tribunal Superior Eleitoral cassou
os mandatos do governador do Amazonas,

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| GERAL 7/9

José Melo (Pros), e do seu vice, Henrique


Oliveira (Solidariedade). As acusações de
compra de votos foram reveladas no programa
Fantástico, da rede Globo de Televisão.

No caso de vitória do governante no


primeiro turno, ocorrem novas eleições,
mas, em segundo turno, o segundo colocado
assume o cargo. Vejam casos de cassação de
governadores, pelo Brasil afora.

– Cássio Cunha Lima (PSDB) – Paraíba


– fevereiro de 2009 – Acusado de abuso
de poder econômico e político e conduta
vedada a agente público nas eleições de
2006. Segundo a denúncia, Cunha Lima
distribuiu cerca de 3,5 milhões de reais a
eleitores através de programas assistenciais.
Foi substituído pelo segundo colocado, o
senador José Maranhão (PMDB). – Jackson
Lago (PDT) – Maranhão – abril de 2009
– Acusado de abuso de poder político e
compra de votos nas eleições de 2006.
Foi substituído pela segunda colocada,
a senadora Roseana Sarney (PMDB). –

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 30


| GERAL 8/9

Derrubar a necessidade do “trânsito


em julgado” – para a cassação e
realização de novas eleições, somente
após decisão do TSE – foi aceita por
unanimidade pelos 11 ministros do STF

Marcelo Miranda (PMDB) – Tocantins – junho


de 2009. Acusado de abuso de poder político
nas eleições de 2006. Segundo o processo,
Miranda teria usado programas sociais para
distribuir recursos a possíveis eleitores,
além de ter criado mais de 35 mil cargos e
realizado nomeações irregulares. Miranda
foi eleito em primeiro turno, portanto, foi
realizada eleição indireta, e o deputado
Carlos Gaguim (PMDB) foi eleito pela
Assembleia Legislativa estadual.

Acompanhando matéria publicada no site


G1, vê-se que a legislação de 2015 permitia
que um novo pleito e a escolha de um sucessor

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| GERAL 9/9

ocorressem somente após o “trânsito em


julgado” das ações que levam à perda do
mandato. Com isso, o político cassado só
deixaria o cargo após esgotamento de todas as
possibilidades de recurso na Justiça, decisão
que favorecia o corrupto pois concluía seu
mandato sem receber a punição.

Foi quando surgiu o pedido para derrubar


a necessidade do “trânsito em julgado” para
a cassação e realização de novas eleições
somente após decisão do TSE, o que foi
feito pela Procuradoria Geral da República
(PGR) em 2016. O pedido foi aceito por
unanimidade pelos 11 ministros do STF no
julgamento em caráter inicial.

No meio de todas essas entrelinhas


jurídicas, entretanto, há um precedente que
não ajuda governadores que praticam atos
de ilegalidade no processo eleitoral, em
cujas análises nenhum ministro segurou o
processo por mais de quatro meses, que,
aliás, é o tempo máximo entre a data do
pedido de vista e a decisão final do plenário.

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| GERAL 1/5

ARTIGO DA SEMANA
lDr. Jorge Luiz

“JÁ ENCOMENDEI
MINHA ARMA
DE FOGO”
l“Vou comprar logo duas, quem tem
sítio vai poder comprar até escopeta”.

Comentários assim inundaram as redes


sócias na última campanha presidencial. O
que os eleitores do atual presidente pregavam
é que no novo governo a compra de arma
seria liberada para a população. Eram tantas
notícias, algumas verdadeiras outras não, que
levou pessoas a acreditar em tal afirmação.

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| GERAL 2/5

Claro que armar população,


indiscriminadamente, nunca foi a pretensão do
presidente Jair Bolsonaro. Que, na contramão
de seus eleitores mais fervorosos, a proposta
do presidente é para garantir o direito da
legitima defesa ao cidadão, que deve, no
entanto, obedecer a critérios próprios para a
obtenção de uma arma de fogo.

No último dia 15, o presidente Jair


Bolsonaro assinou decreto que flexibiliza a
posse de armas de fogo no país. Atentem que o
decreto “facilita” e não libera a posse de armas
de fogo. Logo, não é bem como se lia em várias
“Fake News” divulgadas nas mídias sócias
durante a campanha presidencial.

Vamos esclarecer alguns pontos de como


essa flexibilização pode permitir que o cidadão
exerça seu direito à legítima defesa.

Antes de falar sobre o decreto em si preciso


esclarecer que o direito à posse de arma de
fogo é apenas para possuir e manter essa arma
em casa ou no local de trabalho, desde que o

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| GERAL 3/5

dono da arma seja também o responsável pelo


estabelecimento. A lei não concede o direito
de “andar armado” como se diz popularmente,
essa conduta continua sendo crime de porte
ilegal previsto na lei 9437/97, com pena de 2 a
4 anos de prisão.

Claro que armar população,


indiscriminadamente, nunca foi
a pretensão do presidente Jair
Bolsonaro[...] a proposta é para garantir
o direito da legitima defesa ao cidadão

Então não confunda, “porte de arma” com


“posse de arma”. O decreto assinado pelo
presidente visa facilitar a compra de arma
de fogo para a posse, ou seja, permitir que o
cidadão a tenha em sua residência, guardada
sob sua responsabilidade.

O primeiro passo para quem deseja


adquirir uma arma de fogo é ser maior de
25 anos, fazer um curso para manuseio e

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 35


| GERAL 4/5

tiro, e não ter antecedentes criminais. A


justificativa para a posse, que antes era
obrigatória e que podia ser rejeitada pelo
delegado de Polícia Federal, agora não é mais
necessária com o novo decreto.

Por fim, cabe-nos tranquilizar os


receosos e dizer que, ao contrário do que
se pregava, não serão vendidas armas em
qualquer mercearia do bairro

Para ter direito à posse o cidadão que reside


com criança, adolescente ou pessoa com
deficiência, deve atestar ter um local seguro
para armazenamento ou cofre. Cumprindo
esses requisitos, basta se dirigir à Polícia
Federal e realizar a solicitação.

O decreto autoriza a posse de arma de fogo


para militares da ativa ou da reserva, agentes
públicos da área de segurança, os moradores
de áreas rural e urbana com índices de mais

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 36


| GERAL 5/5

de 10 homicídios por 100 mil habitantes. Este


último critério engloba quase todas as capitais
do pais. Segundo próprio presidente, esse
decreto é fruto da vontade do povo. Em suas
palavras, assim se expressou no Twitter:

“Por muito tempo, coube ao Estado


determinar quem tinha ou não direito de
defender a si mesmo, a sua família e a sua
propriedade. Hoje, respeitando a vontade
popular manifestada no referendo de 2005,
devolvemos aos cidadãos brasileiros a
liberdade de decidir”

Por fim, cabe-nos tranquilizar os receosos


e dizer que, ao contrário do que se pregava,
não serão vendidas armas em qualquer
mercearia do bairro. De fato, com esse
decreto ficou mais fácil adquirir uma arma,
mas não antes de cumpridas todas as
exigências para nos garantir que esse direito
não será dado a qualquer um.

lDr. Jorge Luiz, advogado, pós-graduado em Direito


Previdenciário e Direito do Trabalho, conselheiro estadual
da jovem advocacia OAB/SE.

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 37


| GERAL 1/12

As pessoas não
autorizadas não
podem circular com
armas de fogo
PIXABAY

POSSE E PORTE DE
ARMAS NO BRASIL
lNovo decreto permite que
cidadãos comuns possuam arma de fogo.
Saiba detalhes sobre os trâmites

Recentemente, foi assinado pelo presidente


Jair Bolsonaro um decreto que facilita a
aquisição e registro de armas de fogo no
país. Com isso, inúmeros questionamentos a
respeito do que é permitido foram levantados.
No texto do decreto é citada apenas a
posse e não é tratado o porte. Portanto,
pessoas comuns podem ter armas em suas

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 38


| GERAL 2/12
FOTOS ARQUIVOS PESSOAL

residências, mas incide em


crime por porte ilegal se
conduzi-las fora de casa.

A reportagem do CINFORM
conversou com especialistas
na área, a fim de esclarecer
possíveis dúvidas sobre
Jurista Bruno
o novo decreto e o que é Trindade
permitido por lei. De acordo
com o advogado criminalista Bruno Trindade
o entendimento jurisprudencial de nossos
Tribunais Superiores conceitua a “posse” de
arma como a permissão de ter uma arma de fogo
em sua residência, ou em suas dependências,
até mesmo em local de trabalho. Segundo
ele, é importante saber que no momento do
requerimento, a arma ficará registrada no local
que permitirá sua posse, não podendo ser
transportada para outro local sem a devida “guia
de trânsito de arma de fogo”, solicitada junto à
Policia Federal.

Ainda segundo o advogado, por outro lado,


o “porte” de arma de fogo possibilita que a

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 39


| GERAL 3/12

condução seja fora da residência ou do local de


trabalho. Ele explica que o agente não fica limitado
à residência/trabalho, nem precisa solicitar guia
de trânsito de arma de fogo para transportá-la.

“A Lei 10.826/2003, denominada Estatuto


do Desarmamento proíbe e tipifica (torna
crime) a posse/porte de arma de fogo sem a
devida permissão. Não é qualquer pessoa que
pode ter a posse de arma de fogo, há requisitos
a serem preenchidos para o deferimento da
permissão. Deve preencher algumas condições
como: ter idade mínima de 25 anos (exceção
das profissões definidas no art. 28 da Lei
10.826/2003); declaração escrita da efetiva
necessidade, expondo fatos e circunstâncias
que justifiquem o pedido; declaração de não
estar respondendo a inquérito policial ou a
processo criminal; comprovação de idoneidade,
com a apresentação de certidões negativas
de antecedentes criminais fornecidas pela
Justiça Federal, Estadual, Militar e Eleitoral;
comprovação de aptidão psicológica para o
manuseio de arma de fogo; que deverá ser
atestado por psicólogo credenciado pela Polícia

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 40


| GERAL 4/12

Federal; comprovação de capacidade técnica


para o manuseio de arma de fogo. Atualmente,
o Presidente Jair M. Bolsonaro assinou
Decreto que facilita a aquisição no sentido da
comprovação da efetiva necessidade. Segundo o
Presidente ‘isso beirava a subjetividade’ Também
foi dilatado o prazo de 05 para 10 anos da
validade do registro”, explica.

Questionado se é a favor ou contra a posse


de armas e se elas irão solucionar problemas,
o advogado declara que a criminalidade é algo
complexo, que no Brasil há um nítido contexto
de desigualdade social e graves problemas na
extrema violência e criminalidade. Esse cenário,
de acordo com Bruno Trindade, não se resolve
ou diminui com a facilitação na aquisição de
arma de fogo, muito pelo contrário, teoricamente
instiga ao aumento.

“Esses problemas sociais não se resolvem de


um dia para a noite, muito menos com a assinatura
de um decreto. Distante desse pensamento, penso
que atacar o problema da desigualdade social
e da falta de estrutura educacional seriam os

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 41


| GERAL 5/12

pontos chaves para, em longo prazo, ter condições


de aplicar modelos de segurança pública no
combate à desordem e à criminalidade, como,
por exemplo, a Teoria das Janelas Quebradas
(Broken Windows Theory). Por fim, acredito que
a facilitação da posse ou do porte de arma de
fogo induza um provável aumentar na violência,
ao invés de ser a solução para tal”, opina.

TEORIA DAS JANELAS QUEBRADAS


A teoria citada por Bruno Trindade é um
modelo de política norte-americano de
segurança pública, cujo objetivo é enfrentar e
combater o crime, tendo como responsável o
cientista político James Q. Wilson e o psicólogo
criminologista George Kelling.

“A Teoria das Janelas Quebradas publicada


em 1982 por uma revista norte-americana se
fundamentou no experimento de deixar dois
automóveis idênticos em bairros diferentes,
sendo um deles com o capô aberto, sem placas,
vidros quebrados ficando num bairro pobre
em Nova Iorque e foi em 24 horas destruído.
O outro carro sem nenhuma danificação

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 42


| GERAL 6/12

foi deixado num bairro de classe média e


permaneceu assim por duas semanas até que
um dos pesquisadores quebrou algumas janelas
e partes do automóvel e então, a partir daí, o
carro foi totalmente destruído. Observaram que
a diferença social que existia entre os bairros
não era a causadora das ações destruidoras e
sim que móveis abandonados e com sinais de
destruições é que eram um chamamento aos
vândalos até mesmo de classes sociais mais
altas, convidados pelo abandono. Kelling e
Wilson, criadores desta teoria, nos seus estudos
utilizaram o exemplo de uma janela quebrada
de uma fábrica ou escritório, verificando que
caso não haja imediato conserto, logo as
demais serão quebradas. Quando uma pessoa
se depara com esta janela quebrada por vários
dias, pensará que o imóvel está abandonado e
assim quebrará as demais janelas do local. Os
pesquisadores entenderam que há semelhança
entre essa experiência e o que ocorre com
a criminalidade, quando não há repressão,
combate, controle ao crime, até mesmo aos
de pequena potencialidade, haverá atração a
outros crimes”. Fonte: Jus.com.br.

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| GERAL 7/12

CLUBES DE TIROS
Pessoas associadas a clubes de tiro,
também são conhecidas como atiradores,
uma das atividades reguladas pelo Exército
Brasileiro e como este regula duas outras
atividades, as dos colecionadores e caçadores,
todos acabam por serem identificados como
“CAC”, que é a sigla de abreviação das três
atividades sob a égide do Exército.

De acordo com o advogado, economista


e instrutor de tiro Jorge Barreto Machado
Júnior, os atiradores possuem um tipo
de permissão concedida pelo seu órgão
regulador e fiscalizador denominada “porte de
trânsito”, válido em todo território nacional e
inclusive para participações de competições
internacionais. O porte de trânsito em nada
se assemelha ao porte federal previsto pela
lei 10.826/03 e que é regulado pela Polícia
Federal, pois não é pleno. Só é válido para
que o atirador transporte sua ou suas armas
do lugar de guarda, registrado no Certificado
de Registro – CR (documento expedido pelo
exército que concede a permissão da prática

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 44


| GERAL 8/12

Instrutor de tiro Jorge Barreto

das três atividades acima mencionadas) para


o local de treino ou competição e vice-versa.

“A portaria nº 28 do Comando Logístico


do Exército ainda permite que o atirador,
durante o trajeto, transporte uma arma de
porte (curta) a pronto emprego (municiada e
carregada) para sua proteção e proteção do
acervo durante o trajeto.

Só a título de conhecimento, o porte federal


dos atiradores desportivos está previsto no
Estatuto do desarmamento, porém carece de
regulamentação até hoje, objeto que poderia

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 45


| GERAL 9/12

ter sido pauta do último decreto de posse de


armas publicado neste ano, Decreto 9.685 de
15 de janeiro de 2019 e que frustrou a classe de
atiradores que, via de regra, gozam apenas do
precário porte de trânsito.

Basicamente, o objetivo de quem frequenta os


clubes de tiro é a prática do tiro esportivo e a vasta
gama de modalidades apresentadas, no entanto,
não necessariamente elide que a pessoa treine
para o exercício de sua própria defesa. É comum
vermos associados que também possuem o
porte de arma federal regulado pela Polícia
Federal, treinando nos clubes, e que, muitas vezes,
promovem cursos voltados especificamente para
este público. Afinal de contas, tendo o porte de
trânsito ou porte federal, de nada adianta se a
pessoa que porta uma arma não tiver a habilidade
de se defender numa eventual situação de
estresse ou combate”, informa.

Ainda segundo o advogado, para as pessoas


que querem possuir uma arma de fogo, tanto
regulada pelo Exército como pela Polícia Federal,
é preciso atestar, dentre outras coisas, sua

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 46


| GERAL 10/12

capacidade psicológica e técnica no manuseio de


armas. A capacidade psicológica se dá por uma
prova junto a um psicólogo credenciado junto à
Polícia Federal e a capacidade técnica se dá por
meio de um exame com instrutor de armamento
e tiro também credenciado junto à Polícia
Federal, onde o candidato se sujeitará a um teste
de caráter eliminatório dividido em três etapas.

“Primeiramente uma prova teórica consistida


de 20 questões, em que o interessado deverá
acertar, no mínimo 60% da mesma, depois uma
prova prática com 10 disparos a 5 metros em
alvo humanóide (silhueta de uma pessoa) em 40
segundos e, por último, 10 disparos no mesmo
alvo, também em 40 segundos só que a 7 metros
de distância. A pontuação mínima em cada
distância deve ser de 30 pontos e a reprovação,
em qualquer uma das etapas, implica na não
concessão do atestado de capacidade técnica
para o manuseio de arma de fogo. Alguns Clubes
oferecem cursos de iniciação ao tiro para que o
interessado conheça e assimile o conhecimento
necessário para lograr êxito na prova teórica e
prática, no entanto, importante deixar claro que

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 47


| GERAL 11/12

tal curso não é obrigatório e é indicado apenas


para as pessoas que realmente nunca tiveram
contato com uma arma de fogo ou que querem
se reciclar, haja vista que, no momento do exame
de capacidade técnica, nenhuma orientação
pode ser dada ou dúvida sanada. Há somente
a execução de comandos dados pelo instrutor
e avaliador, conclui o Advogado e também
Instrutor de Armamento e Tiro”.

FREQUENTADORES
O administrador Roberto Duarte Pereira
Santos é atirador desportivo. Ele explica sobre
como funciona um clube de tiro. “No local é
usado uma arma letal. Tem a federação estadual
e confederação nacional em que os atletas são
inscritos e participam de competições regionais
e nacionais. Por ser um esporte que utiliza
um equipamento letal, não é todo mundo que
pode praticar, pois o exército, que é o órgão
competente para autorizar o atleta a participar
do esporte, é bastante exigente na liberação de
um certificado de registro, que é a habilitação
para que ele possa participar e adquirir uma
arma. Ele precisa ter uma vida limpa, sem

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 48


| GERAL 12/12

nenhum antecedente
[criminal] e passar por um
teste psicológico junto aos
profissionais licenciados
pela Polícia Federal. Dessa
forma, o esporte tem uma
segurança primordial no
que se refere ao manuseio
do armamento. Não vemos
Roberto Duarte é
nenhum incidente envolvendo atirador esportivo
atiradores desportivos, pois eles têm o direito de
levar consigo uma arma municiada para pronto
uso do local de guarda para o clube onde faz os
treinamentos”, conclui.

O tenente Pedro Barcelos frequenta um


clube de tiro e possui certificado de registro
“Sou atirador por esporte. Porém, na lei, diz
que o atirador pode andar com a arma a
pronto emprego para a defesa da mesma e
não da vida, ou seja, não posso me defender,
mas tenho que defender minha arma, no
caso, o arsenal. Portanto, defendo minha vida.
Bolsonaro disse que irá dar porte para os
militares da reserva, vou aguardar”, fala.

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| GERAL 1/5

NACIONAIS
Por CANDISSE MATOS

lA função
FÁBIO PAMPLONA

de jornalista
cumpre um
papel social.
É através da
informação que
conscientizamos
o coletivo sobre
a dinâmica da
sociedade

Este exercício
cobra dos
jornalistas um
maior rigor no
seu método e
mais reflexão
sobre a sua
prática. Diante
disso, é uma
questão social

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 50


| GERAL | NACIONAIS 2/5

falarmos sobre as notícias que transbordam


nos jornais, tv’s e mídias eletrônicas que
questionam a escolha e a atuação do nosso
presidente neste início de mandato.

Sabemos que esta eleição foi uma situação


atípica. Apesar de grandes alquimistas
apresentarem estratégias e estratégias de
comunicação que foram infalíveis ao longo dos
anos, dessa vez foi diferente! Está sendo diferente.

Uma mobilização virtual e ao mesmo


tempo tão presencial na vida de todos nós
toma conta. Só que a interferência que
acontece chama a atenção pela polarização
das opiniões. Inclusive, o tema ocupa as
páginas de grandes veículos de comunicação
nacionais. “A polarização mata a democracia”.
A manchete define uma preocupação que
manifesto a partir de agora.

Quando cada lado só consegue enxergar


seus rivais políticos como inimigos, há
uma disposição para se fazer qualquer
coisa, inclusive esvaziar a consciência da

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 51


| GERAL | NACIONAIS 3/5

democracia e do interesse no coletivo. É um


verdadeiro vale tudo! Vale também violar
as normas da soberania popular apenas
pela necessidade da vitória, muitas vezes,
meramente pessoal.

A cegueira infelizmente impede a visão


crítica do povo que é quem decide. Havendo
uma desilusão por causa da corrupção que
existe desde os tempos romanos, aí, já era!
Tomamos partido de um lado ou de outro e
salve-se quem puder!

Esquecem que nesta polarização, os que


deveriam ser os guardiões da democracia (que
são os políticos!), alguns deles usam como
bandeira de conquista sentimentos primitivos
que mobilizam a sociedade para um retorno a
um conservadorismo que só limita e não leva
ninguém a lugar nenhum. Estou mentindo?

Onde já se viu, se importar se alguém


é preto ou branco, mulher, gay ou lésbica
ou esquerdista, petista, bolsonarista ou
indígena, pra quê? Essa restrição sistemática

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 52


| GERAL | NACIONAIS 4/5

que se multiplica através da política pode


sim matar a democracia.

O que trago aqui é um ponto de vista de


uma cidadã brasileira que acredita no país
e na política e se preocupa com os rumos
da democracia.

Vamos à prática! É ultrajante ver, por


exemplo, o que acontece com os índios.
Eles são os nossos verdadeiros guardiões,
heróis mesmo! E agora estão sendo

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| GERAL | NACIONAIS 5/5

vencidos pelo preconceito, pela ignorância.


E pouca gente se importa.

Sequer nós sergipanos lembramos que o


nosso Cacique Serigy é um Herói da Pátria,
com o nome inscrito num livro que está
no Senado Federal em páginas de aço que
homenageia aqueles que defenderam o Brasil.

O reconhecimento ao nosso cacique Serigy


veio através de um projeto de lei de autoria do
também sergipano Rogério Carvalho que soube
lembrar e fazer tamanha homenagem. E hoje
ocupa uma vaga no Senado. Sem esquecer que
a aprovação deste projeto, teve a participação
do nobre deputado Jean Willy’s, que hoje prefere
não viver no seu próprio país.

O Cacique Serigy lutou pela preservação


do seu povo, mas também pela justiça e pelo
direito à terra. A mesma perspectiva de luta de
hoje. Percebam que não é uma “birra” contra
um presidente. É algo muito maior! É com essa
consciência humana que devemos entender
que a nossa luta é pela democracia.

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| GERAL 1/8
FOTOS VIEIRA NETO

O esporte exige muito do corpo para a execução dos movimentos

POLE SPORT
ENCANTA E GANHA
FORÇA NO BRASIL
lModalidade esportiva que, como
o próprio nome sugere, conquista
adeptos pela sua variedade

JULIANA PAIXÃO | julianapaixao@cinform.com.br

Fazer exercício é uma das principais


recomendações para manter um corpo
saudável, mas muitos têm pavor de academia,

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 55


| GERAL 2/8

então, para não ficarem parados, buscam


outras modalidades, uma das recentes é o Pole
Sport, esporte em que você faz acrobacias
aéreas em uma barra que pode ser fixa ou
giratória. O esporte pode ser praticado desde
os cinco anos de idade e por todos os sexos.

A professora de Pole Sport, Grace di Tainá,


explica um pouco sobre a modalidade que
tem conquistado adeptos em todo o Brasil.
“Nós utilizamos a barra de aço inoxidável para
realizar acrobacias aéreas que necessitam
de habilidades e capacidades físicas, precisa
de muita flexibilidade, força, destreza, muita
coordenação motora, porque temos diversas
transições de elementos e utilizamos força
estática, como dinâmica, tem exercícios que
precisamos fazer força isométrica que é
manter a contração muscular durante muito
tempo. Parece que não estamos fazendo nada,
mas estamos fazendo muita força”

Os atletas mirins e adultos do Studio


AeroStar estão nos preparativos para o
campeonato brasileiro em Itajaí, Santa Catarina,

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 56


| GERAL 3/8

Grace di Tainá,
professora de
Pole Sport

em junho. “Nos campeonatos existem diversos


tipos de categorias desde criança, a partir de
6 anos de idade, até mais de 50 anos. Então
é um esporte que permite inclusive que o
atleta continue durante um longo período
de tempo, apesar de ser um esporte de alto
rendimento”, comenta Grace di Tainá.

Grace di Tainá explica que há sempre uma

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 57


| GERAL 4/8

busca por novos elementos


e desafios no dia a dia do
esporte e fala um pouco
sobre os benefícios para
o corpo e a mente da
modalidade. “O Pole Sport
traz diversos benefícios,
além do aumento da
habilidades e capacidades
físicas, ele traz também
uma autoestima muito
grande, é muito gratificante
você aprender um exercício
novo, uma habilidade que
você não tinha e que você
adquire. Cada vez que você
passa por uma progressão e
adquire uma habilidade nova
Elise Azevedo,
a pessoa começa a acreditar professora de Pole Sport
mais em si, a capacidade de
superação do esporte é muito grande”, destaca.

A professora de Pole Sport, Elise Azevedo,


conta que aluno da modalidade pode ou não
virar um atleta. “Muitas pessoas associam

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| GERAL 5/8

A dupla infantil, Arthur e Malu, está se preparando


para o Campeonato Brasileiro de Pole Sport

logo a ser atleta, mas ele é como qualquer


outro esporte, você pode se dedicar a ser um
atleta ou não. Porque ele envolve elementos
de dança, a gente usa muito do balé, muito da
consciência corporal de uma prática de ioga. É
apaixonante, você faz uma aula experimental
e descobre maneiras inimagináveis de como
movimentar o seu corpo”, conta.

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 59


| GERAL 6/8

Elise explica que é


necessário um tipo de
roupa para a prática da
modalidade. “Para prática
do Pole Sport é necessário
sim usar um short e um
top, onde você deixe uma
parte do corpo exposta,
porque é nela que você vai Arthur é destaque no Pole
fazer as travas, que a gente Sport, aos 12 anos
tem a aderência da pele na
barra que vai sustentar o corpo”, destaca.

Arthur Machado, de 12 anos, está ansioso


para seu primeiro campeonato de Pole
Sport e conta como começou no esporte e
a expectativa. “Minha irmã resolveu colocar
uma barra em casa para praticar, e o único
lugar que tinha espaço era o meu quarto,
e eu descobri que o pole era o esporte
que eu queria levar para minha vida. Eu
não imaginava logo no início que eu iria
para um campeonato brasileiro e eu fico
lisonjeado de representar o AeroStar em
uma competição tão grande”, conta.

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 60


| GERAL 7/8

Lara Haun,
fisioterapeuta

A fisioterapeuta, Lara Haun, descobriu o


Pole Sport tentando fugir da academia, que
ela não gostava, e já vai completar um ano na
modalidade. “Aqui é muito divertido, você se
sente bem consigo mesma, eu acho que meu
corpo ficou bem mais definido, eu tenho muito
mais força, antes eu mal conseguia levantar
um pesinho de academia e agora eu consigo
me sustentar em uma barra”, explica.

A advogada Paula Prado destaca que no


Studio do Pole Sport não há julgamentos e que
empodera as mulheres. “O pole como um todo é
um espaço de empoderamento feminino muito
grande, aqui dentro todo mundo comemora

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| GERAL 8/8

Paula Prado,
advogada

as conquistas de todo mundo, não existe


competição entre ninguém, ninguém vem pra ser
melhor que o outro. A gente não tem vergonha,
ninguém te julga, ninguém tá preocupado se
sua depilação está em dia, se sua barriga está
aparecendo, se o seu peito é grande ou pequeno,
se o seu corpo é definido ou não é, ninguém ta
nem aí, todo mundo só se preocupa em ficar
bonito naquele momento e fazer o movimento
que é visível, que é difícil”, esclarece.

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| GERAL 1/8

ABANDONO E FALTA DE
FOTOS JULIA FREITAS

SEGURANÇA NA ORLINHA
DO BAIRRO INDUSTRIAL

A antiga passarela de madeira já não existe mais, em muitos trechos

lEx-governador Marcelo Déda recuperou a


autoestima dos moradores da Zona Norte da
cidade, entretanto, os governos seguintes
abandonaram a velha Praia do Tecido

JULIA FREITAS | julia.freitas@cinform.com.br

Inaugurada em dezembro de 2003, pelo


então prefeito Marcelo Déda, a Orlinha do
Bairro Industrial mudou a cara da região e
trouxe turistas para a Zona Norte da cidade,

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| GERAL 2/8

Nem mesmo a placa com o nome da


Orla escapa da falta de manutenção

até então esquecida pelo poder público. No


entanto, quase 15 anos depois, o que podemos
ver é um cenário desolador de falta de
manutenção e de segurança.

Depois de Déda, os governos esqueceram


totalmente o projeto, cuidaram de fazer uma
expansão nos melhoramentos da Orlinha,
largando de lado, entretanto, a obrigação
básica de cuidar do que já estava feito e
necessitava apenas de manutenção.

A antiga passarela de madeira, que beirava o


Rio Sergipe, hoje quase não existe mais. Muitas
tábuas de madeira foram retiradas e as que
sobraram estão soltas, servindo de “guarda-

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| GERAL 3/8

WELLINGTO INSTITUTO MARCELO DÉDA

Marcelo Déda, primeiro prefeito a olhar para a Zona Norte da cidade

volumes” para alguns frequentadores assíduos


da região. Até mesmo a calçada de pedras
portuguesas passou a oferecer um risco a quem
passa por ali. Em diversos trechos da Orlinha é
possível ver grandes buracos, onde deveriam
estar as tradicionais pedras azuis e brancas.

Além de ter trazido turistas e, assim,


movimentado o comércio na região, a obra
também levou atrativos de esporte e lazer para
WELLINGTO INSTITUTO MARCELO DÉDA

Imagem da beleza da Orlinha do Bairro Industrial na inauguração

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| GERAL 4/8

Por falta de ação pública, populares tentaram remendar o alambrado

os moradores do Bairro Industrial. Mas, sem


manutenção, a quadra que fica próxima a uma
empresa de telemarketing está abandonada.
O alambrado está muito danificado e, em
algumas partes, a própria população tentou
fazer remendos.

A falta de segurança também afugenta do


local os turistas visitantes de outros estados,
bem como dos próprios aracajuanos.
Segundo moradores, os assaltos na região
são constantes, assim como o uso de drogas
ilícitas. Na última semana, uma moça foi

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 67


| GERAL 5/8

agredida e teve o seu maxilar quebrado ao


resistir a um assalto em uma das ruas que
dão acesso à Orla. Situação que poderia ter
sido evitada se o posto da Guarda Municipal
de Aracaju (GMA) ainda funcionasse na
região. O prédio que ficava bem próximo
ao Centro de Artesanato Chica Chaves foi
incendiado por vândalos duas vezes e hoje
está abandonado.

CADÊ OS TURISTAS?
Graças à falta de manutenção e de
segurança na Orlinha do Bairro Industrial,
os turistas só vão até o local às sextas-
feiras, praticamente, dia em que a Marinete
do Forró percorre os pontos turísticos da
capital. Essa situação prejudica muitas
artesãs e donos de bares da região.

As artesãs que trabalham no Centro de


Artesanato Chica Chaves, por exemplo,
precisam pagar somente à Empresa Municipal
de Serviços Urbanos (Emsurb) uma taxa
mensal de R$ 35. Sem falar no pagamento da
previdência, que lhes garante a aposentadoria,

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 68


| GERAL 6/8

o que as obriga a gastarem pelo menos R$ 110


por mês com taxas.

“Teve a reforma aqui no Chica Chaves, o


espaço ficou lindo, mas o que nos atrapalha é o
entorno. Aqui é um local turístico, estamos na
alta temporada, mas não conseguimos vender
nem no final de ano, por exemplo. Às vezes
ficamos o dia todo aqui e não conseguimos
vender nada. A Orlinha está toda destruída e
não tem segurança! Você não pode tirar uma
foto, porque corre o risco de ser assaltado”,
denuncia a artesã Denise Pereira.

Dos 15 boxes do Centro de Artesanato


14 funcionam, mas todos abrem somente
às sextas-feiras. No dia em que a nossa
equipe de reportagem foi até o local, última
quinta-feira, apenas quatro estavam abertos.
Segundo as permissionárias do local, a falta de
manutenção na Orlinha atrapalha o comércio
na região há pelo menos três anos.

A equipe do CINFORM, devido ao adiantado


do horário, decidiu almoçar em um restaurante

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| GERAL 7/8

Posto da GMA foi incendiado e está abandonado

do local. Excelente localização, uma bela vista


– se olharmos ao longe – às margens do Rio
Sergipe, ótimo atendimento, boas instalações,
um perfeito pirão de cação e a mesma
queixa: “A Orlinha está abandonada e sem
segurança, a passarela de madeira destruída,
os calçamentos todos quebrados, nenhum
policiamento, a Orlinha foi esquecida pelas
autoridades”, desabafou o garçon no Bar e
Restaurante do Peixe.

ESPERANDO RECURSOS
Segundo a Empresa Municipal de Obras
e Urbanização (Emurb), o projeto das obras

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| GERAL 8/8

Calçada de pedras portuguesas está destruída

de reurbanização da Orlinha do Bairro


Industrial já foi elaborado e orçado em R$
1,7 milhões. “Foi feita uma parceria com o
Governo do Estado, por meio da Secretaria
do Turismo, para que a obra fosse realizada
com recursos do Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID), através do Prodetur”,
informou por meio de nota.

Em nota enviada ao CINFORM, a Secretaria


de Estado do Turismo informou que o
documento para a obtenção dos recursos da
obra já está em fase de tramitação junto ao BID.

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1/6

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EDIÇÃO 1868- B

Como o lavrador
Carlos Eduardo
Pereira de Santana
chegou ao cenário
político

UM VISIONÁRIO NA
CÂMARA DE LAGARTO
|

ÍNDICE TOQUE

INTERIOR | Sem governo, sergipanos


E ACESSE

clamam por ajuda divina 80

POLÍTICA
Uma eleição unânime revigora
a Câmara de Lagarto 85

GERAL
Comunidades de Tomar do Geru sem água 89

Adema cumpre determinação judicial


e interdita matadouro de Muribeca 95

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ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 79
| | OPINIÃO 1/5

Paula Coutinho
INTERIOR

SEM GOVERNO,
SERGIPANOS
CLAMAM POR
AJUDA DIVINA
Ruidosa, de sentir na pele, de castigar o corpo,
de levar à morte animais, vegetação, de produzir
cenários de filme, de causar impacto nas imagens
televisivas, mas sem a capacidade de fazer com
que os governos reajam e tomem providências
efetivas para minimizar o sofrimento do povo.

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| | OPINIÃO | INTERIOR 2/5

Essa é a seca do Nordeste, no sertão,


no semiárido sergipano, que ano após ano
faz com que apenas os figurantes – os
personagens – desse cenário mudem de lugar;
mas que permanece a mesmíssima, aquela
que serve de barganha política na hora de
trocar ‘favores’ por votos, na hora de comprar
votos do povo em troca de água e/ou de
instalação de cisternas.

Eu sempre me emocionei com a seca no


Nordeste porque as imagens da TV em que
ela é retratada revelam uma região sofrida, de
gente muito humilde, sem perspectiva. Por vir
de regiões em que a água não é escassa, eu
achava impossível alguém sobreviver a tempos
de seca, e continuar ali, no mesmo local.

Vivendo no Nordeste desde 2012 aprendi a


amar cada pedacinho desta região belíssima,
onde falta água e sobra afeto, cordialidade,
onde a religiosidade é intensa e profunda,
e me apercebi de o quanto é importante
para muitos dos homens e mulheres que cá
vivem continuarem vivendo em seus próprios

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 81


| | OPINIÃO | INTERIOR 3/5

territórios, em suas cidades de nascença.

Mas sem água nada sobrevive. Aprendi


também, morando aqui, que a ‘política da
cerca’, e não da seca, é uma das coisas mais
naturalizadas em nosso país, porque aquela
velha prática do coronelismo, aquele conceito
que vem do dicionário, das épocas em que
os coronéis mandavam na vida das pessoas,
continua tão comum, tão enfronhada em nosso
imaginário, tão naturalizada em nosso cotidiano.

As pessoas ‘acham’ comum a falta de água,


pedem chuvas aos céus, clamam por uma
solução divina, quando, na realidade, se o
Brasil (e aí abre-se o diálogo para todos os
governos, sem exceção: federal, estaduais,
municipais) fosse um país sério, as pessoas
cobrariam medidas efetivas para solucionar
a questão da seca; cobrariam, por exemplo,
um planejamento prévio dos governos para os
meses e anos em que a seca se instala.

É um verdadeiro desgoverno. E sob esta


afirmação há quem vá dizer, certamente, que

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 82


| | OPINIÃO | INTERIOR 4/5

se falar em desgoverno é sensacionalismo. Mas


planejar não está nas ações do governo? O
planejamento prévio não deveria fazer parte –
efetivamente – das obrigações governamentais?
Deveria. Mas não é o que acontece por aqui.

Mapa do Turismo em Sergipe I


Gestores, fiquem atentos. O Ministério do
Turismo publicou uma cartilha atualizada
do Programa de Regionalização, na qual
constam novas exigências para que os
municípios possam fazer parte do Mapa
do Turismo em 2019. Por esse motivo, a
Secretaria de Estado do Turismo (Setur),
está desenvolvendo algumas ações que
visam dar apoio aos municípios sergipanos
no objetivo de atender essas diretrizes do
Ministério do Turismo (Mtur).

Dentre outros benefícios, ao atender as


novas determinações, as cidades poderão
ser agraciadas com recursos do Prodetur
+ Turismo (Programa de Desenvolvimento
do Turismo), reconhecido como programa
prioritário na obtenção de recursos com

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 83


| | OPINIÃO | INTERIOR 5/5

financiamento nacional e internacional por


estados e municípios.

Mapa do Turismo em Sergipe II


Durante esta última semana, os técnicos
da Setur enviaram ofícios para todos os
75 municípios sergipanos solicitando
informações para serem adicionadas junto
ao Ministério. De acordo com o secretário,
o órgão notificou os municípios por e-mail,
de forma bastante antecipada, a fim de
recolher, o mais rápido possível, estas
informações que são imprescindíveis para
constar no Mapa do Turismo.

Beleza no cenário político de Maruim


Charme e delicadeza e inteligência definem a
primeira dama de Maruim. Jovem, com apenas 29
anos, Girlaine de Santana Santos é a esposa de
Jeferson Santos de Santana, que já foi secretário
de esportes do município, vice-prefeito e que hoje
está exercendo o terceiro mandato como prefeito
de Maruim. Girlaine é bacharela em Administração
de empresas e estudante de Direito, e está
comandando a Secretaria Geral do município.

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| 1/4

POLÍTICA
Carlos Eduardo
FOTOS IAN SOUSA

Pereira de Santana,
presidente da
Câmara Municipal
de Lagarto

UMA ELEIÇÃO
UNÂNIME REVIGORA A
CÂMARA DE LAGARTO
lO vereador é um pequeno empresário que vê
na política uma real possibilidade de alavancar
iniciativas socioeconômicas para a sua região

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| | POLÍTICA 2/4

Um visionário, esta é a melhor definição


para Carlos Eduardo Pereira de Santana,
o atual presidente da Câmara Municipal
de Lagarto. Com apenas 35 anos, criado
desde os seis em um dos povoados mais
populosos da cidade – a Colônia 13 –,
lavrador, acostumado na lida diária com
o roçado, hoje o vereador é um pequeno
empresário que vê na política uma real
possibilidade de alavancar iniciativas
socioeconômicas para a sua região: a
cidade de Lagarto.

E esta visão arrochada de que ele


conseguirá, como vereador e presidente da
Câmara, parece ser também uma das certezas
dos correligionários dele, colegas vereadores.
Tanto que nestas últimas eleições para a
escolha de quem presidiria a Câmara nestes
próximos dois anos, 2019, 2020, a acolhida do
nome dele foi veemente e a vitória, unânime.

Carlos Eduardo obteve os 17 votos possíveis.


E os próximos passos do novo presidente já
sinalizam para uma transformação daquela

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 86


| | POLÍTICA 3/4

Casa. Um deles, conforme Carlos Eduardo, é a


construção de uma nova sede para o legislativo
municipal da cidade.

Acerca da entrada no cenário político,


o jovem presidente destaca que não veio
de uma tradição política: “De certa forma
algumas pessoas nem acreditavam que eu
conseguisse ser o presidente da Câmara.
Eu pretendo ter um bom relacionamento
com todos os parlamentares, com todos os
políticos. Essa é a minha maneira de agir”.
Este bom relacionamento está colocando o
parlamentar no pódio do cenário político. E,
com isso, movimentando a economia local
com projetos de incentivos aos povoados. Em
Lagarto existem 119 povoados.

“A maioria dos moradores das comunidades


da nossa cidade é lavrador, trabalha com
produção rural familiar e local. Penso que
incentivos rurais vindos dos bancos podem
ajudar essas pessoas a produzirem mais,
porque hoje faltam muitos incentivos na
área rural. E o que ocorre é que os bancos

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 87


| | POLÍTICA 4/4

emprestam dinheiro aos ricos, quanto uma


pessoa, mais pobre, atrasa o pagamento,
geralmente os bancos cortam os empréstimos
bancários. E existe muita inadimplência nos
bancos por causa desses não pagamentos de
pessoas mais humildes”.

Para o novo presidente, incentivar as


comunidades locais é a maneira mais
adequada de trazer o processo à cidade.
E este incentivo, segundo Carlos Eduardo,
não é somente financeiro ou para a
empregabilidade; o esporte seria igualmente
uma dessas maneira de melhorar a qualidade
de vida da região lagartense.

E, citando exemplos da própria


comunidade em que vive desde criança,
o vereador explicita o que pensa: “Aqui na
Colônia 13 os campeonatos de futebol são
disputadíssimos e tradicionais. Faz parte da
nossa história, da história da nossa região, da
nossa comunidade. Penso que o esporte deve
ser incentivado ao máximo, principalmente
para nossas crianças e adolescentes”.

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 88


| 1/5

GERAL

COMUNIDADES
DE TOMAR DO GERU
SEM ÁGUA
lA terra da antiga Nova Távora ou Geru está
num sacrifício, mas gestores viram as costas

PAULA COUTINHO | paula.coutinho@cinform.com.br


FOTOS IAN SOUSA

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 89


| | GERAL 2/5

Obra com tanques prometia trazer a água

Tomar do Geru está amargando uma seca


ruidosa. Localizada a 131Km da capital Aracaju,
Geru enfrenta uma calamidade pública que o
estado não acode. O povoado Estacada está
praticamente na berlinda. É de lá que o roçador
João Gilvânio dos Santos fala: “Estamos sem
água nos tanques tem mais de 6 meses. A
água que o prefeito mandava para cada casa
é 500 litros de água. Aqui tem uma obra, uma
construção, que foi feita pelo governo, que
diziam ser a solução. Era para a gente ter
água com abundância. Dizem que só falta
o prefeito autorizar a ligação da energia de
um transformador aqui do lado desta obra
para que a água chegue. Isso é o que disse o
pessoal da Cohidro, que veio aqui”.

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 90


| | GERAL 3/5

Na foto, a placa sinalizando o objetivo da construção


da obra, conseguir água. Mas, cadê a água?

João explica que há seis comunidades


naqueles arredores e que a obra do estado previa
colocar um transformador em uma rede baixa
para que a água salobra vinda dos dois poços
artesianos fosse tratada e pudesse abastecer a
localidade. Porém, o prometido não ocorreu. “É
um calor sem fim e sem água, estamos sofrendo
muito, essa é a realidade”.

O drama do João é o mesmo de outras


comunidades, de outros moradores, que
enfrentam a mesma seca. Como, por exemplo,
Honorato Soares dos Santos, 54 anos. Também
produtor rural, ele acrescenta que “o prefeito
não faz nada para melhorar a atual situação

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 91


| | GERAL 4/5

dos povoados. “Ele disse que ia pagar a conta


de energia. Mas, se alguém fosse tomar conta
[do empreendimento, da obra], a prefeitura
não iria se comprometer. E ele [o prefeito] disse
assim: ‘Agora o meu candidato perdeu, eu não
pago nem mais a conta de energia’”. Honorato
se lastima: “Só sei que quem sofre com isso é o
povo”. Em meio à falta de água, uma história mal
contada sobre uma obra.

Honorato desenrola a história e conta como a


obra – que prometia trazer a água – se iniciou: “Há
2 anos chegou um pessoal dos poços artesianos
aqui em nosso povoado pedindo um pedacinho
de terra para que eles construíssem uma obra. A
obra era cavar um tanque e construir três caixas
de água. Um rapaz daqui se comprometeu a doar
um pedacinho de terra. E como nós nunca temos
água de maneira nenhuma, nós concordamos. Na
época, com uns 15 dias, chegou um caminhão de
terra. Eles fizeram a obra. Uma obra muito bem-
feita. Fizeram uma base. Como a água desses
poços artesianos é salgada tem que ter um
dessalinizador. Eles disseram que nós íamos pagar
50 centavos por 20 litros de água. Mas essa obra

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 92


| | GERAL 5/5

Iniciativa iria desalinizar água de poços artesianos

foi feita, isso ainda em 2016, e foi entregue. Mas


agora o prefeito disse que não vai mais colocar
água, que não tem água nenhuma não. Agora a
água aqui para nós será de três em três semanas.
Aqui já faz parte do sertão, por ser um lugar muito
seco. A gente não tem água. A água não dá nem
para tomar banho. A gente até esperou que pelas
eleições eles (governo) iam fazer alguma coisa.
Que nada. Agora estamos chamando por Deus,
que é quem nos vale. A situação não é só para um
nem dois nem três, era para todo mundo. Aqui
moram mais ou menos umas 300 pessoas”.

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|

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| | GERAL 1/3
ASCOM/SEDURBS

Adema cumpre determinação judicial


e interdita matadouro de Muribeca

ADEMA CUMPRE
DETERMINAÇÃO
JUDICIAL E INTERDITA
MATADOURO DE
MURIBECA
lEmbora a lei tenha sido regulamentada no
ano de 1998, muitos municípios, a exemplo de
Muribeca, não se adequaram às exigências

Equipes técnicas da Administração


Estadual do Meio Ambiente (Adema)
atenderam, nesta última sexta-feira, dia
25, a uma determinação judicial relativa

ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 - 95


| | GERAL 2/3

ao fechamento do matadouro municipal


de Muribeca. O local, de acordo com
informações da própria Procuradoria
Municipal, se encontrava “inativo devido a
inviabilidade financeira de cumprimento
de todas as exigências de adequação das
instalações requisitadas pelos órgãos”.

Embora a lei tenha sido regulamentada no


ano de 1998, muitos municípios, a exemplo de
Muribeca, não se adequaram às exigências.
Por conta disso, teve as atividades ligadas a
matadouro encerradas. Segundo as normas
estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio
Ambiente (CONAMA), esses empreendimentos
deveriam seguir diversas regras que embasam a
funcionalidade deste tipo de atividade - a exemplo
de estrutura específica para o abate, descarte
adequado dos resíduos e abate humanizado (que
diminui o sofrimento do animal), mas, segundo a
decisão judicial, nenhuma dessas determinações
foram cumpridas pelo município.

Diante dessa complexidade – atrelada a


demanda que envolve o tema –, os técnicos

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| | GERAL 3/3

da Adema estiveram no local e interditaram


o matadouro. “A Adema atua de acordo
com o que preconiza a legislação vigente e
também atua conforme as determinações
da justiça. Por conta, disso tivemos que
encerrar as atividades do local”, explicou o
diretor-presidente, Gilvan Dias.

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EDIÇÃO 1868- B

Novo 600 LT Spider


DIVULGAÇÃO

Esportivo da McLaren
supreende em tudo
ÍNDICE TOQUE E ACESSE

Novos ventos 100

Detroit na caçamba 105

Poder atrás das grades 114

Uma clássica esportiva 120

Decisão na ponta dos dedos 128

NOTAS 139

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2/6

Novo McLaren 600LT Spider

FOTOS DIVULGAÇÃO
é desvendado na Inglaterra

Novos ventos
Conversível 600 LT Spider revela
os novos rumos da McLaren

Por António Pereira/Absolute Motors


especial para a Agência AutoMotrix

Acabam de ser reveladas pela McLaren


as primeiras imagens e especificações do
novíssimo 600 LT Spider, o terceiro modelo a ser
lançado pela marca britânica após a divulgação
do seu pano de atividade até 2025 e o quinto

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3/6

a receber a sigla LT (Longtail). Já disponível


para encomenda, será produzido, de forma
artesanal, em um volume limitado. Os preços
na Inglaterra, já com impostos, partem de
201.500 libras (cerca de R$ 975 mil).

A característica determinante do 600 LT


Spider é, naturalmente, o seu teto rígido
composto por três peças e removível

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4/6

eletricamente, que permite aos ocupantes,


se assim o desejarem, ficar de cabelos ao
vento a mais de 310 km/h. O sistema pode ser
operado com o carro em movimento. Existe
um defletor de vento que pode ser acionado
de forma independente, ficando a capota,
quando removida, alojada atrás dos bancos.
Outro trunfo do novo conversível britânico é
a plataforma Monocell II em fibra de carbono.
Graças ao chassi, a versão conversível tem
apenas 50 quilos a mais em comparação ao
600 LT com teto fixo. (esta frase é toda nova)

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5/6

O equipamento é, basicamente, igual ao


do 600LT Coupé. O motor é o 3.8 V8 biturbo
com eletrônica revista, sistema de refrigeração
melhorado e escape mais curto, para uma
sonoridade mais encorpada, e é capaz de
fornecer os mesmos 600 cavalos de potência
e 63,22 kgfm, acoplado à transmissão SSG
de dupla embreagem e 7 velocidades. Em
termos de performance, menção especial
para os 2,9 segundos para acelerar de zero a
100 km/h. A aceleração de zero a 200 km/h
é cumprida em 8,4 segundos. A velocidade
máxima é de 324 km/h com a capota fechada
e de 315 km/h na versão conversível.

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6/6

O aerofólio traseiro gera 100 quilos de


pressão aerodinâmica a 250 km/h. Os pneus
Pirelli PZero Trofeo R foram especificamente
desenvolvidos para o McLaren 600 LT Spider.
No interior, se destacam os revestimentos
em Alcântara e os bancos de competição em
fibra de carbono originados do McLaren P1 –
o primeiro modelo produzido pela fabricante
sediada em Woking. São opcionais os bancos
ultraleves, feitos também em carbono,
desenvolvidos para o McLaren Senna.

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1/9

Detroit
na caçamba
No salão da terra das grandes picapes, os
principais rivais do segmento se confrontam

Por Daniel Dias


Agência AutoMotrix

Em nenhum outro salão automotivo


mundial as picapes estão mais à vontade do
que em Detroit. Afinal, o veículo mais vendido
nos Estados Unidos, há muito tempo, é a Ford
F-150. A mostra, aberta ao público até o dia

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2/9

27 de janeiro, destaca novamente a picape


de porte grande da Ford, desta vez com a
versão Raptor preparada pela Shelby. Mas a
eterna rainha está muito bem acompanhada
em Detroit, a começar pela representante da
Chevrolet. A principal marca da General Motors
celebrou no ano passado seu centenário na
produção de picapes apresentando a nova
geração da Silverado, que deve servir de
inspiração das futuras linhas da Colorado, o
nome global da S10. A Ram mostra a versão
1500 equipada com tecnologia híbrida e
aposta na força dos modelos Heavy Duty 2500
e 3500, enquanto a Jeep – sua “colega” no
Grupo FCA – brilha no evento com a Gladiator,
picape originada do jipe Wrangler. Para
completar a tropa de elite das picapes do
Salão de Detroit, as demais integrantes vêm do
Japão. A Toyota ataca com a versão topo de
linha da Tacoma, a líder nos Estados Unidos
entre as picapes médias. A Honda responde
com a nova Ridgeline e a Nissan apresenta a
segunda geração da Titan XD.

Principais picapes do
Salão de Detroit 2019
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3/9

FOTOS DIVULGAÇÃO

Ford F-150 Raptor Shelby


A preparadora Shelby conseguiu aperfeiçoar
ainda mais a versão Raptor da F-150. Com
visual final mais aventureiro, a Baja Raptor tem
também o motor mais forte da família da picape
grande da Ford. O motor é um 3.5 Ecoboost V6
turbo com 525 cavalos de potência e torque
de 84,4 kgfm, tudo associado ao câmbio
automático de 10 velocidades e tração integral.
A Baja Raptor se diferencia pela suspensão
elevada em 7,5 centímetros, ângulos de ataque
e de saída maiores, tomada de ar no capô e
rodas de 18 polegadas com pneus BFGoodrich
KM2. Além de ser mais forte, a versão da Shelby
tem maior capacidade off-road.

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4/9

Chevrolet Silverado
Apresentada em dezembro do ano passado, a
nova geração da Silverado é o destaque do estande
da Chevrolet em Detroit. A picape grande tem
oito configurações. A nova Silverado tem na gama
de motores dois V8 a gasolina, 5.3 e 6.2, e um 3.0
turbodiesel de seis cilindros em linha, associados
ao novo câmbio automático de 10 velocidades. A
Chevrolet não divulgou os números de potência dos
motores. O propulsor a diesel deve ser utilizado em
outros veículos da GM, como na GMC Sierra 1500. A
Silverado 2019 ganhou linhas mais retas na carroceria
e “perdeu” 204 quilos devido ao uso de aço de alta
resistência na construção do chassi e de alumínio nas
portas e nas tampas do cofre do motor e da caçamba.

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5/9

Ram Heavy Duty 2500 e 3500


Graças ao motor 6.7 turbodiesel de seis
cilindros em linha, a Ram 3500 tornou-se a picape
mais potente e forte do mercado norte-americano.
Com 400 cavalos e, em especial, aos impensáveis
138 kgfm de torque, a Ram topo de linha tem
a capacidade de carga de 3,5 mil quilos e pode
rebocar até 16 toneladas. O “powertrain” trabalha
em conjunto com o câmbio automático Aisin
AS69RC de 6 velocidades, projetado para poder
suportar o altíssimo torque do veículo. O motor
standard das Ram 2500 e 3500 Heavy Duty 2019 é o
6.4 Hemi V8 de 410 cavalos e 59 kgfm de torque.

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Jeep Gladiator
Com todas as características de off-road de
seu veículo de origem, o Wrangler, a Gladiator
utiliza o motor 3.6 Pentastar V6 a gasolina de
289 cavalos de potência e 35,9 kgfm de torque,
associado ao câmbio manual de 6 velocidades e
à tração integral. Uma transmissão automática
de 8 marchas é oferecida como opcional.
Conhecido pela força e versatilidade, o motor
Pentastar V6 já teve mais de 8,6 milhões de
unidades produzidas desde o lançamento,
em 2010. Premiada várias vezes, a família de
propulsores é feita atualmente em três fábricas
– duas nos Estados Unidos e uma no México. Um
3.0 V6 a diesel estará disponível para a Gladiator
em 2020, com 260 cavalos e 61,1 kgfm de torque.

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Toyota Tacoma
A nova Tacoma faz as honras da casa no
estande da Toyota em Detroit. A picape tem
como motor básico um 2.4 de quatro cilindros
com 159 cavalos de potência, com câmbio
manual de 6 velocidades. Um 3.5 V6 está
disponível nas versões mais equipadas, com
potência de 278 cavalos. Todas as configurações
da picape japonesa têm entradas USB extras,
sistema multimídia, Bluetooth e contam com
espelhamento de smartphones. A Tacoma
tem ainda o Safety Sense P da Toyota, com
detecção de pedestre, alerta de mudança de
faixa, manutenção de velocidade de cruzeiro e
acendimento automático dos faróis.

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Honda Ridgeline
Desde sua estreia em 2016, também no
Salão de Detroit, a Honda promete estudar
a possibilidade de trazer a Ridgeline para o
mercado brasileiro, para concorrer com as
configurações topo de linha da Chevrolet S10,
da Toyota Hilux, da Ford Ranger, da Volkswagen
Amarok e da Nissan Frontier. Ao contrário da
maioria de suas rivais, a Ridgeline tem o chassi
monobloco no lugar das longarinas. Na segunda
geração, a picape oriental mudou o design, ficou
mais longa e recebeu novos recursos, como
bancos rebatíveis e um fundo falso na caçamba.
A Ridgeline tem motor 3.5 V6, câmbio automático
de 6 velocidades e tração 4x2 ou integral.

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Nissan Titan XD
Quando foi introduzida, em 2016, a Nissan
Titan XD sacudiu o segmento de picapes de
grande porte nos Estados Unidos e no Canadá,
com um design arrojado e grande capacidade
de carga. Agora, em seu terceiro ano, a Titan
XD inclui estilos de carroceria com cabine
simples e dupla e é equipada com o motor
5.0 V8 Cummins turbodiesel de 310 cavalos
e câmbio automático de 6 velocidades ou o
5.6 V8 Endurance a gasolina de 390 cavalos e
transmissão automática de 7 marchas.

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Poder atrás
das grades
Novo BMW Série 7 é apresentado
oficialmente, trazendo uma
impressionante grade dianteira e
novas opções de motorização
Por Daniel Dias
Agência AutoMotrix

Novo BMW Série 7

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A BMW não economizou grade na Série 7,


lançada na China já na linha 2020. A frente
do imponente sedã de luxo é toda nova, com
destaque inequívoco para a grade, 40% maior
em relação à versão anterior, vista antes no
SUV X7. De tão chamativa, a peça chamada
popularmente de “duplo rim” torna-se o
cartão de visita do carro alemão. O BMW Group
apresentou oficialmente o novo Série 7 em
Xangai, ressaltando a importância do mercado
chinês para o modelo topo de linha da empresa.
Em 2018, 44% das vendas globais do Série 7 foram
feitas para clientes na China, com 24.500 unidades
emplacadas no gigante asiático.

As novidades na Série 7 não se limitam aos


detalhes do design e mergulham fundo na

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motorização do sedã, incluindo uma configuração


híbrida. Os motores passaram por atualizações
para estarem de acordo com as rígidas normas
Euro 6 de emissões. A versão topo de linha M760
mantém o 6.6 V12 de 608 cavalos de potência
e 86,6 kgfm de torque. As outras configurações
ganharam o novo 4.4 V8 biturbo com 530 cavalos
e 76,4 kgfm de torque, associados à transmissão
Steptronic de 8 velocidades com tração traseira
e o sistema integral BMW xDrive. Na versão 750i,
o novo propulsor faz o carro acelerar de zero a
100 km/h em apenas 3,9 segundos, conforme
dados da fabricante alemã. O modelo híbrido
utiliza motor a combustão de seis cilindros em
linha com 284 cavalos somado a um elétrico de
114 cavalos, em uma potência combinada de 398
cavalos. Com autonomia no modo 100% elétrico

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para rodar 58 quilômetros, a versão híbrida


acelera de zero a 100 km/h em 4,9 segundos.

Conforme a BMW, as alterações no visual,


especialmente na grade e na frente do veículo,
foram promovidas para deixar o carro com
uma presença mais poderosa. São novos
também os faróis de leds mais afilados – dando
ainda mais evidência à grade megalômana
–, o capô com vincos e os para-lama mais
musculosos. Na parte de trás, uma faixa de luz
preenche toda a largura do veículo, ligando
as lanternas. O interior tem o novo painel de
instrumentos digitais da marca alemã com
tela de 12,3 polegadas, já utilizado no Série 8
e no X5, central multimídia com visor de 10,2’’,

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novos tipos de couro, atualizações no conforto


acústico e carga sem fio para smartphones.

O novo sistema operacional BMW 7.0 permite


acesso rápido a configurações e funções, telas
personalizáveis e operação multimodal via
tela touchscreen, controlador iDrive, botões no
volante e controles de voz e por gestos. O BMW
Intelligent Personal
Assistant atua como
uma espécie de
navegador de rali para
o piloto, controlado
por comando de
voz. Três modos de
experiência alteram a

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iluminação da cabine, ar-condicionado, aroma


interno, massagem pelo banco e aquecimento e
ventilação dos assentos. Há ainda um sistema de
condução autônomo capaz de assumir a direção,
o acelerador e o freio em determinadas situações.

Sedã mais luxuoso e sofisticado da BMW,


o Série 7 continua sendo oferecido em duas
variantes de carroceria. A maior tem 5,26 metros
de comprimento e a menor, 5,12 metros. A
topo de linha, equipada com o motor V12, tem
impressionantes 3,21 metros de entre-eixos. O
que garante espaço suficiente para conduzir egos
de todos os tamanhos no banco traseiro.

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Kawasaki Z900 RS

FOTOS DIVULGAÇÃO
Uma clássica
esportiva
Kawazaki Z900 RS une o charme e a
nostalgia da mítica Z1 com a tecnologia
e a eletrônica de última geração
Por Sidney Levy, do Motonline
especial para a Agência AutoMotrix

Depois de ser apresentada ao público brasileiro


no Salão Duas Rodas em novembro de 2017, em
São Paulo, a Kawazaki Z900 RS desembarcou por
aqui em julho do ano passado. Essa moto pode

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ser chamada de clássica, pois tem como base


um dos modelos que marcaram época no início
dos anos 70, a Kawasaki Z1. E como a onda da
releitura desses ícones de outrora está na moda,
a Kawasaki resolveu entrar na festa e trazer aos
tempos modernos sua clássica do passado, mas
com boas pitadas de esportividade e um enorme
pacote de tecnologia.

Claro, a maioria dos elementos clássicos estão


lá: farol redondo, dois instrumentos circulares no
painel, o tanque grande e pintado com requinte
em formato de gota e os dois retrovisores
redondos também. Mas o banco em dois níveis
com a rabeta curtinha, a lanterna embutida, as

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rodas de liga leve e a suspensão traseira com


um único amortecedor incluem na moto muitos
elementos das naked modernas e tiram da Z900
RS sua conexão com a Z1 histórica.

Uma traseira com o para-lama arredondado


acompanhando a roda, rodas raiadas e dois
amortecedores na suspensão reforçariam a sua
identidade clássica. Entretanto, a Z900 RS acabou
tornando-se uma moto esporte clássica ou clássica
esportiva para quem preferir. Essa mistura não
significa que a moto ficou feia, até porque a Kawasaki
tomou o cuidado de manter inclusive a mesma cor
da Z1 de 1972 (Candytone Brown), sem qualquer
grafismo especial, um requinte para poucas motos.

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A despeito do motor ter ali alguns elementos


característicos de propulsores arrefecidos a
ar, coma as aletas para dissipação de calor
no cabeçote, a Z900 RS traz um “powertrain”
moderno, herdado da extinta naked Z900 e que
foi amansado para entregar um desempenho
também clássico, com mais torque em baixas
rotações e menos nervoso nas rotações mais
altas. Ele tem quatro cilindros em linha, duplo
comando no cabeçote (DOHC) com 16 válvulas e
948 cm³ que gera 9,7 kgfm de torque a 6.500 rpm
e 109 cavalos de potência a 8500 rpm. O preço
sugerido é de R$ 49.483.

Beleza e funcionalidade
Em uma cidade como São Paulo, onde a

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velocidade máxima permitida na maioria das vias


é de 50 km/h, a Z900 RS surpreende e roda com
aceleração mínima mesmo em sexta marcha, com a
rotação do motor não passando de 2 mil rpm, o que
na maioria das motos desse porte não seria possível.
E nessa condição, quando necessário, basta uma
virada no acelerador para a moto dar um salto e
chegar rapidamente em velocidades maiores.

Essa característica do motor mais elástico


se deve ao trabalho feito pela engenharia da
Kawasaki no cabeçote e também na caixa de
marchas, com as quatro primeiras bem curtas e a
quinta e a sexta mais alongadas, justamente para
não elevar as rotações em viagens a velocidades
mais altas. O câmbio é assistido pela embreagem

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deslizante, que ajuda nas reduções em altos giros


do motor, evitando o travamento da roda traseira
e reduzindo o esforço aplicado no manete.

A combinação do motor com menos


compressão com o câmbio mais curto resulta
em maior economia de combustível. Permitiu
rodar 576 quilômetros com 25,8 litros de gasolina,
média de 22,3 km/l, o que é uma excelente marca.
Falar do grande prazer que é pilotar essa moto é,
para usar um chavão, chover no molhado. Como
uma clássica, ela combina a posição de guidão,
pedaleiras e banco do piloto de forma perfeita,
propiciando a posição mais natural para a maioria
dos pilotos de estaturas e portes diferentes.

Ao contrário de outras clássicas presentes


no mercado, a Z900 RS abusa dos controles
e da tecnologia eletrônicos, incorporando
funcionalidades encontradas apenas nas
modernas naked e esportivas. Mas nem só
de tecnologia eletrônica vive essa moto. Sua
base é um chassi em treliça muito leve, mas
que garante rigidez e mantém as medidas da
moto bem compactas, com trail reduzido e

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concentração das massas mais à frente e abaixo


na moto, resultando em agilidade e rapidez nas
manobras. As suspensões definitivamente são de
moto esportiva, com garfo invertido na dianteira
com tubos de 41 milímetros de diâmetro com
10 ajustes de compressão e 12 de retorno, e
amortecedor único com link na traseira e ajuste
de pré-carga de mola. O detalhe da suspensão
traseira é que o link está acima do braço oscilante,
contribuindo para a centralização da massa.

Durante a avaliação, foi possível experimentar


os dois modos de pilotagem que a Z900 RS tem.
Na verdade, são três, pois é possível desligar
tudo e usar a moto no modo puro, sem controle

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de tração ou qualquer restrição de aceleração.


No modo 1, prioridade para aceleração e
performance dentro de limites mínimos de
segurança. No modo 2, preferência para a
segurança e indicado para pisos escorregadios
e situações de risco. A diferença básica é o nível
de intervenção que o sistema faz na condução,
permitindo mais ou menos ousadia por parte do
piloto. Um detalhe discreto, porém, importante:
a moto já vem preparada para receber as malas
laterais para viagens.

O painel é bonito e mantém a tradição com


dois instrumentos redondos – velocímetro
e conta-giros analógicos – e uma tela
LCD multifuncional com display negativo
(letras brancas em fundo preto). O display
traz o indicador de marcha engatada,
hodômetro total, dois parciais e as funções
do computador de bordo, com o medidor de
combustível, autonomia restante e consumo
de combustível instantâneo e médio, além
da indicação da temperatura do líquido de
arrefecimento, temperatura externa, relógio e
indicador de pilotagem econômica.

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LUIZA KREITLON/AGÊNCIA AUTOMOTRIX

Fiat Argo Drive 1.3 GSR

Decisão na ponta
dos dedos
Na versão Drive 1.3 GSR do Fiat Argo, caixa
automatizada é um diferencial de conforto em
relação ao câmbio manual, mas rende críticas
Por Luiz Humberto Monteiro Pereira
Agência AutoMotrix

Aposentar um velho sucesso e colocar um novo


carro em seu lugar pode ser complicado. Lançado
em maio de 2017, para substituir o veterano Palio,
o Argo demorou uns seis meses para embalar nas

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vendas. Em 2018, posicionou-se como o nono carro


mais vendido do país, com 63.017 emplacamentos
ou cerca de 5.500 unidades mensais. Não chega a
brigar pela liderança do segmento que disputa. Dos
hatches concorrentes, fica atrás do Chevrolet Onix,
do Hyundai HB20, do Ford Ka, do Volkswagen Gol,
do Volkswagen Polo e do Renault Kwid. Já na linha
Fiat, tornou-se o hatch mais vendido – deixou para
trás os “colegas de vitrine” Mobi, que emplacou
4.125 unidades mensais no ano passado, e Uno, que
vendeu 1.270 unidades mensais em 2018. Uma das
versões mais procuradas do Argo é a intermediária
Drive 1.3 GSR. Mais refinada e bem equipada do que
a básica Drive 1.0 e não tão cara quanto a Precision
1.8, ela se propõe a combinar bom desempenho

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com baixo consumo de combustível, somados


à comodidade do câmbio automatizado. Leva o
mesmo o câmbio GSR – sigla de Gear Smart Ride,
algo como “engrenagem de curso inteligente” –, no
qual a tradicional alavanca de câmbio dá lugar a
botões no console, também adotado no Uno, no
Mobi e no Cronos, o sedã derivado do Argo.

Na última década, o caos do trânsito nas grandes


cidades fez crescer no Brasil a demanda por câmbios
que dispensam o pedal de embreagem. Como
são mais baratos que os câmbios automáticos,
os automatizados foram a opção inicialmente
adotada nos modelos mais populares – na Fiat,
foi o Dualogic, na VW, o i-Motion, e na Chevrolet,
o Easytronic. Diferentemente dos automáticos,
os câmbios automatizados não têm conversor de
torque – o acionamento da embreagem e a troca
das marchas são feitos automaticamente por
atuadores hidráulicos. Nos câmbios automáticos, as
trocas de marchas são suaves devido ao conversor
de torque, que faz um acoplamento fluido. Já
nos automatizados, as mudanças de marchas
normalmente provocam “trancos” devido à perda
de aceleração que acontece durante a troca de

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marcha e a aceleração súbita quando a embreagem


é novamente acoplada. O desconforto causado
por esses “trancos” sempre rendeu críticas aos
câmbios automatizados. Tanto que a Chevrolet
e a Volkswagen desistiram deles, e a maioria dos
compactos já oferecem câmbios automáticos –
como o Onix, o Ka, o HB20, o Gol e o Polo.

A Fiat, ao contrário dos concorrentes, resolveu


dar mais uma oportunidade aos automatizados.
Apresentado em 2017, o câmbio GSR é uma
evolução do antigo Dualogic. O próprio Argo já
tem versões com câmbio automático nas variantes
Precision e HGT, sempre com motor 1.8. Mas a
Drive 1.3 GSR cumpre uma função estratégica na
linha Argo. Por ser R$ 7 mil mais barata que a 1.8
Precision automática, funciona uma espécie de
“introdução ao conforto” na linha Argo.

O design, que foi desenvolvido no Brasil, é um


dos pontos altos do Argo. A frente tem aspecto
robusto, com uma grade bem encorpada e os
faróis afilados. De lado, a musculatura dos vincos
e as linhas do perfil angulosas conferem um ar
esportivo. Na traseira, as lanternas em alto relevo

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dão personalidade ao hatch. Não há logotipos


identificando a presença da caixa GSR. Por dentro,
o inegável destaque é a tela de 7 polegadas com
aspecto “flutuante”. As saídas de ar redondas
reforçam o aspecto esportivo e jovial.

O motor flex Firefly 1.3 de quatro cilindros em


linha entrega 109/101 cavalos e torque máximo
de 14,2/13,7 kgfm a 3.500 rpm. Em termos de
consumo, o Argo Drive 1.3 GSR obteve médias de
8,9 km/l na cidade e de 10 km/l com etanol e de
12,7 km/l na cidade e 14,4 km/l na estrada com
gasolina nos testes do Inmetro, que lhe renderam
uma etiqueta “B” no segmento de hatches
compactos e “B” no geral. O dispositivo start-stop

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que desliga o motor quando o motorista mantém

FOTO DIVULGAÇÃO
o pé no freio, ajuda nesse aspecto.

O preço sugerido para o Fiat Argo Drive 1.3


GSR é R$ 61.990. São R$ 6 mil a mais do que a
versão 1.3 equipada com câmbio manual. Mas,
além da transmissão automatizada, a versão GSR
incorpora o controle de estabilidade de série,
indisponível na opção 1.3 Drive com câmbio
manual. Há dois kits de opcionais disponíveis,
presentes no modelo avaliado. O Kit Parking
incorpora sensor de estacionamento traseiro e
câmera de ré, por R$ 1.400, e o Kit Stile agrega
faróis de neblina, rodas de liga leve de 15
polegadas e pneus 185/65 R15, a R$ 1.900.

Experiência a bordo
Básico com privilégios
Os bancos do Argo têm boa ergonomia, a
posição de dirigir é boa e o espaço interno é
correto para o segmento. O volante tem ajuste de
altura, mas não de profundidade. Os comandos
são bem localizados e de fácil manuseio. São
poucos porta-objetos e o maior deles é o nicho
que fica sob o console dos botões da transmissão,

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que é adequado para guardar coisas que não se


queira deixar expostas aos “amigos do alheio”,
como bolsas ou celulares. A tela “touch” de 7
polegadas parece um tablet “pendurado” na
parte superior do console central e é de alta
definição – mostra bem as imagens da câmera
de ré opcional, presente no modelo testado. A
tela acessa a central multimídia, que interage
com smartphones. O volante é multifuncional e
traz botões para informações de computador de
bordo e som. O painel de instrumentos oferece
fácil visualização e uma tela de 3,5 polegadas,
posicionada entre os mostradores analógicos e
exibe as informações do computador de bordo.

Em termos de acabamento, as superfícies


são rígidas e o padrão de montagem não é
particularmente esmerado – falta precisão nos
encaixes de algumas peças. Entre os itens de série
estão assistente de partida em rampas, piloto
automático, coluna de direção com regulagem de
altura, segunda porta USB para o banco de trás, Isofix,
ar-condicionado analógico, banco do motorista com
regulagem de altura, central multimídia UConnect
de 7 polegadas, chave canivete, direção elétrica,

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volante multifuncional, repetidores de setas


nos retrovisores, sistema de monitoramento de
pressão dos pneus e sistema start-stop no motor.
O porta-malas leva 300 litros – está dentro da
média do segmento de hatches compactos.

Impressões ao dirigir
Câmbio oscilante
Quando substituiu o Dualogic pelo GSR,
a Fiat anunciou alterações na calibração do
câmbio automatizado para reduzir os trancos nas
trocas de marchas. Segundo a marca, uma das
principais mudanças foi a calibração da reserva
de torque nas trocas de marchas, elevando a
rotação antes da próxima marcha ser engatada
para minimizar os trancos que incomodam os
motoristas em carros automatizados. Os trancos
realmente estão mais discretos, mas o câmbio
GSR eventualmente se mostra indeciso para fazer
as trocas. Às vezes, reduz marchas em situações
desnecessárias. Em outras, o motor perde embalo
e o giro sobe, algo que costuma acontecer no
meio de subidas íngremes, aumentando o
barulho no habitáculo. A utilização do modo
Sport – acionado por meio do botão S no console

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– melhora um pouco a agilidade nas trocas,


que são feitas com giros mais elevados, porém,
sacrifica o consumo. A caixa com botões que
substitui a alavanca convencional pode até ser
uma solução esteticamente interessante, mas
não é ágil nem intuitiva quando é necessário
fazer manobras rápidas – ao “disputar vaga”
em um estacionamento de shopping, por
exemplo. Controlar o funcionamento da caixa
GSR manualmente pelos “paddle shifts” atrás do
volante ajuda a reduzir os problemas. Ao tirar o
pé do acelerador enquanto a marcha é engatada
manualmente, o motorista diminui as ocorrências
de trancos. Nas estradas, com o carro na quarta
ou quinta marchas, o câmbio não interfere e o
funcionamento se torna mais afável.

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O motor Firefly 1.3 de quatro cilindros em linha,


que entrega 109/101 cavalos e torque máximo de
14,2/13,7 mkgf a 3.500 rpm, dá conta de mover com
agilidade o hatch – quando não é um atrapalhado
pelas vacilações do câmbio. Contudo, se o câmbio
automatizado gera questionamentos, em termos de
calibragem da suspensão, a evolução do Argo em
relação ao velho Palio é inquestionável. Mais firme,
ela não deixa a carroceria inclinar tanto nas curvas e
transmite uma reconfortante sensação de segurança
ao motorista. Dá para entrar em curvas rápidas sem
maiores sustos. O controle de estabilidade, que
é de série na versão com câmbio GSR, aumenta
a percepção de confiabilidade do conjunto. A
direção com assistência elétrica é bastante precisa,
funcionando de forma leve nas manobras de
estacionamento e mais firme nas altas velocidades.

Talvez os câmbios automatizados já tenham


cumprido sua missão de “aposentar o pedal da
embreagem” nos compactos nacionais. Moderno e
bem equipado, o Argo Drive 1.3 GSR provavelmente
evoluirá no modelo 2020 para um câmbio
verdadeiramente automático, que tornará a versão
com motor 1.3 mais competitiva em relação às rivais.

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FICHA TÉCNICA
Fiat Argo Drive 1.3 GSR
flex, transversal, 1.332 cm3, 4 cilindros em linha,
2 válvulas por cilindro, 109 cavalos a 6.250 rpm
MOTOR
e 14,2 kgfm a 3.500 (etanol), 101 cavalos a 6.000
rpm e 13,7 kgfm a 3.500 rpm (gasolina).

automatizado, 5 marchas,
CÂMBIO tração dianteira

McPherson (dianteira),
SUSPENSÃO eixo de torção (traseira)

FREIOS discos (dianteira), tambor (traseira)

DIREÇÃO elétrica

RODAS aço, 175/65 R14 (série), liga leve,


E PNEUS 185/60 R15 (opcional)

comprimento, 3,99 metros; altura, 1,50


DIMENSÕES metro; largura, 1,72 metro; entre-eixos, 2,52
metros; peso, 1.140 kg; tanque, 48 litros.

PREÇO R$ 61.990, sem opcionais.

PREÇO DA
R$ 65.290 – inclui o Kit Parking
VERSÃO (R$ 1.400) e o Kit Stile (R$ 1.900).
AVALIADA

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CARROCOP
Ford Police Interceptor Utility 2020
DIVULGAÇÃO

Por Daniel Dias


Agência AutoMotrix

A FORD ESTÁ APRESENTANDO NO SALÃO DE


DETROIT – com portas abertas ao público até
o dia 27 de janeiro – o Police Interceptor Utility
híbrido. A marca norte-americana tem uma
tradição de quase sete décadas equipando
as forças policiais dos Estados Unidos, com

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modelos especialmente construídos derivados


de algumas de suas linhas mais populares. Em
1950, a Ford tornou-se a primeira fabricante
a oferecer um pacote especial para esse
segmento, focado em segurança, durabilidade
e desempenho. As opções de motores do
Police Interceptor Utility são, além do elétrico,
o 3.3, o 3.0 EcoBoost e o 3.3 V6, todos com
transmissão automática de 10 marchas e
tração inteligente nas quatro rodas com
modo de controle para neve e areia. O Police
Interceptor traz várias inovações de segurança
para os agentes, como o Alerta de Perímetro
de Polícia, com sensores que monitoram
uma área de cerca de 270 graus ao redor
do veículo. Quando detecta um movimento
suspeito, o sistema liga automaticamente a
câmera traseira, gera um alerta sonoro, fecha
as janelas e tranca as portas. A movimentação
suspeita também é mostrada no painel digital.
Como opcional, oferece câmera traseira sob
demanda, vários pacotes de iluminação
e frenagem automática de emergência
com detecção de pedestres, que pode ser
desativada para manobras de interceptação.

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O LUXO DO LUXO

DIVULGAÇÃO
Rolls-Royce
Phantom

Por Daniel Dias


Agência AutoMotrix

A ROLLS-ROYCE teve a melhor temporada em


2018 de seus 115 anos de existência também no
chamado mercado de carros feitos “sob medida”,
ou seja, personalizados. Nesse nicho, cada veículo
é feito artesanalmente no Home of Rolls-Royce, em
Goodwood, West Sussex, na Inglaterra, conhecido
como um centro global de excelência em fabricação
de luxo. O Phantom Whispered Muse, por exemplo,
é uma obra-prima. O carro confirma a incontestável
liderança da Rolls-Royce na arte do luxo e da
personalização sobre quatro rodas. Cada cliente leva
para casa um veículo único, só dele. Em linhas gerais,
a Rolls-Royce Motor Cars – subsidiária do BMW Group
– teve 4.107 veículos “normais” vendidos no ano
passado, entregues em mais de 50 países.

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NOVA ESTRATÉGIA
Por Daniel Dias
Agência AutoMotrix

MARK REUSS, presidente da General Motors,


anunciou que a empresa lançará a partir deste ano
uma nova família global de veículos de alto volume
de vendas. Resultantes de investimentos anunciados
em 2015, os novos modelos pretendem otimizar o
complexo portfólio atual e contribuir para que a GM
expanda seus negócios em mercados considerados
estratégicos. A nova família de veículos será composta
por uma série de produtos, incluindo sedãs e SUVs
das marcas Chevrolet e Buick, desenvolvidos por uma
equipe mundial de engenheiros especializados nas
características de cada mercado. O primeiro modelo
a ser revelado será um Chevrolet projetado para
atender às peculiaridades do consumidor da China,
atualmente o maior mercado em volume de vendas
da companhia. A apresentação do veículo acontecerá
em março. Outros modelos da nova família chegarão
depois a 40 diferentes países da América do Sul e do
México, regiões em que a marca Chevrolet é líder de
vendas há anos
DIVULGAÇÃO

Sketch da nova linha global da GM


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CRIATURA DO FRIO
Nissan Altima
AWD 2019
DIVULGAÇÃO

Por Daniel Dias


Agência AutoMotrix

SE A TRAÇÃO INTEGRAL SUGERE SEMPRE UMA


SITUAÇÃO EXTREMA DE CONDUÇÃO, a Nissan
resolveu radicalizar de vez. Batizado de Altima-te AWD
e baseado no Altima com tração 4x4, o “abominável
sedã das neves” tem lagartas de tanque de guerra no
lugar dos pneus. Ao contrário de seu irmão “normal”
de fábrica, a aberração não terá pares, é um veículo
único, criado pela Motorsports in Action (MIA), de
Quebec, um dos cantos franceses do Canadá. E sua
aparição pública só poderia ter sido no Salão de
Montreal, que está sendo realizado sob o sempre
rigoroso inverno do país norte-americano até o
dia 27 de janeiro. As lagartas do Altima-te têm 1,22
metro de comprimento, 75 centímetros de altura e 38
centímetros de largura, cada uma. Para ser instalado,

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o sistema exigiu fortes modificações na carroceria e


no chassi. A mais visível está nos quatro para-lamas,
que receberam para-barros de 18 centímetros de
cada lado para acomodar as lagartas, aumentando a
largura do carro em 36 centímetros. A conversão do
Altima em “tanque de guerra” foi feito em 250 horas,
pouco mais de 10 dias ininterruptos de trabalhos.

CAIXA DE SURPRESAS

DIVULGAÇÃO

Ford Mondeo-Hybrid

Por Daniel Dias


Agência AutoMotrix

APRESENTADA NO SALÃO DE BRUXELAS, na


Bélgica, a perua Ford Mondeo Hybrid Wagon
começa a ser entregue na Europa a partir de
março. A nova transmissão automática de 8
velocidades, que trabalha em conjunto com os
motores 2.0 a diesel EcoBlue (turbo) de 150 e 190

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cavalos, foi projetada para aumentar a eficiência de


combustível, proporcionar um desempenho ágil e
mudanças de marchas suaves e rápidas. O sistema
de transmissão tem recursos como o Adaptive
Shift Scheduling – avalia os estilos de condução
individuais para melhorar os tempos de mudanças
de marchas – e o Controle de Qualidade de
Mudança Adaptativa – dá informações ambientais
para ajustar as pressões da embreagem para trocas
mais suaves. A tecnologia também se adapta ao
estilo de condução do motorista.

BARGANHA À ITALIANA
Por Edmundo Dantas
Agência AutoMotrix

EM JANEIRO, A DUCATI está dando descontos


na compra de alguns modelos da linha 2018.
A redução de valores varia de R$ 4 mil a R$ 9
mil. A Monster 797, porta de entrada para as
motocicletas da marca, sai por R$ 35.500 no
primeiro mês do ano. Já a Monster 1200S, topo
de linha da família, pode ser adquirida por R$
57.900. Outro modelo que aparece com preço
promocional é a Supersport S, que chegou ao
Brasil em setembro do ano passado. A esportiva

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DIVULGAÇÃO
Ducati
Supersport S

conta com itens como modos de pilotagem e


quickshifer bidirecional, entre outros recursos.
Para este mês, a Supersport S sai por R$ 55.900.
A 959 Panigale está sendo vendida por R$ 61
mil e a cruiser XDiavel S, com o Testastretta DVT
de 156 cavalos e mais de 13 kgfm de torque, é
oferecida por R$ 89.500 em janeiro. A Ducati
tem concessionárias nas cidades de São Paulo,
Campinas, Ribeirão Preto, Curitiba, Brasília,
Goiânia e Porto Alegre.

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Emprego
EDIÇÃO 1868 - B

CELEBRANTES LEIGOS
DE CASAMENTOS

É possível clebrar
o amor e lucrar
Emprego

ÍNDICE
TOQUE E ACESSE

Cresce a procura por


celebrantes de casamentos 149

Sergipe fecha 2018 com


saldo positivo de empregos 154

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ANO 37 - ED. 1868 -28/1/2019 148
Emprego 2/6

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POR CELEBRANTES
DE CASAMENTOS

Celebrar o amor e ganhar por isso

lÉ possível a alguém comum celebrar


casamentos fora de igrejas. Saiba mais sobre a
função que vem conquistando mais pessoas

THAYNÁ FERREIRA | thayna.santos@cinform.com.br

Você já pensou em casar e receber bênçãos


oficiais de um amigo, algum membro da família
ou de um mestre de cerimônias? Isto é possível
e é uma atividade que está cada vez mais em
ascensão. Inúmeras pessoas estão optando
por casarem fora das igrejas e convidam ou
contratam pessoas comuns para darem a elas os

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Emprego 3/6

seus votos. Mas,


para explicar

FOTOS ARQUIVO PESSOAL


mais detalhes
desse fenômeno,
o cerimonialista
Toni Sacramento
diz o porquê
desta procura.

“Não é
questão de
tendência,
mesmo porque
não são pessoas Ele conta sobre sua experiência
tão ‘comuns’.
O que ocorre é que quando um casal não é da
religião Católica, ele pode realizar a cerimônia em
qualquer local fora da Igreja. Assim ocorre com
quem ate é de igreja, mas que possuem alguns
desejos particulares que dentro do local não
são permitidos. Há cristãos que querem casar
em uma área aberta, verde, e acaba convidando
um irmão espírita para celebrar o momento, já
que os padres, por exemplo, não podem dar as
bênçãos religiosas fora da igreja”, explica.

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Emprego 4/6

Segundo o
cerimonialista, os
que contratam
os celebrantes
têm seus rituais
particulares que
desejam ver
aplicados para
celebrar um
casamento. Ele,
o cerimonialista,
não vê como
uma necessidade
a capacitação Ele também é mestre de cerimônias

através de cursos para realizar esta tarefa.


“Nós, assessores e organizadores de eventos,
acompanhamos, aconselhamos e executamos
o evento, fazemos as indicações, instruímos,

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Emprego 5/6

mas esta questão de celebrante, padre e afins,


geralmente, se não for definido pela questão
religiosa é decisão muito [pelo gosto] pessoal
do cliente. Não há regra para isso quando a
cerimônia é realizada fora da Igreja Católica ou
das demais religiões”, declara.

CELEBRANTES
O jornalista Daniel Rezende passou pela
experiência de celebrar um casamento e conta
como foi sua preparação. “Logo quando houve
o convite, eu topei e fui pesquisar como se
realizava. Fiz uma boa pesquisa, pois até então
eu não tinha muita noção de que casamentos
poderiam ser celebrados por pessoas normais,
fora da esfera religiosa. Mas durante a pesquisa
percebi que é muito comum, principalmente
fora do país, que pessoas convidem amigos
ou mestres de cerimônias para fazerem esse
tipo de serviço. Conversei com a noiva, que é
brasileira naturalizada italiana, e ela me deu as
coordenadas sobre a história deles e preparei
um texto com base nisso. A plateia era 90% de
italianos e creio que eles não entenderam muito,
mas acharam o máximo e agradeceram pela

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Emprego 6/6

celebração ao
final (risos)”, diz.

O também
jornalista
Leonardo Dias
se tornou mestre
de cerimônias
e já realizou
mais de 10
casamentos.
O jornalismo,
segundo ele,
abriu portas para
estes trabalhos. O jornalista Leonardo Dias em um dos
Ele conta como seus 10 casamentos celebrados
é o seu processo
para celebrar os casórios. “Antes de tudo você
precisa gostar da coisa, conversar com o casal,
ouvir um pouquinho deles para não sair algo muito
sério, pois eu tenho que interpretar bem, passar a
emoção para os convidados e só vou conseguir se
eu conhecê-los. A gente está celebrando o amor
e a união de um casal, temos que estar prontos e
sempre em contato com ele”, fala.

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Emprego 1/3

ARQUIVO AGÊNCIA BRASIL/TONY WINSTON


Na última semana, o Caged divulgou dados sobre emprego no Brasil

SERGIPE FECHA
2018 COM SALDO
POSITIVO DE
EMPREGOS
lOs destaques negativos no levantamento
feito pelo Caged foram os municípios de
Aracaju e Nossa Senhora das Dores

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Emprego 2/3

O estado de Sergipe fechou o ano de 2018


com um saldo positivo de 841 empregos
formais. Os dados foram divulgados
pelo Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), na última semana.
Com destaque para os municípios de
Carmópolis e Itabaiana que fecharam o último
ano com um saldo positivo de 485 e 445
empregos formais, respectivamente.

Em Sergipe, os destaques negativos no


levantamento feito pelo Caged foram os
municípios de Aracaju e Nossa Senhora das
Dores, que fecharam o ano com um saldo de
-1.324 e -544, respectivamente.

O setor da Indústria e Transformação foi um


dos que mais impactaram para na pequena
variação do número de postos de emprego
formal no Estado (0,30% no ano). Somente
no mês de dezembro, o setor foi responsável
por uma diminuição de 501 empregos formais
em Sergipe, e fechou o ano com 515 postos
a menos. Já o setor do Comércio, apesar da
leve recuperação no último mês do ano (+

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Emprego 3/3

84 empregos), fechou o ano com um saldo


negativo de 539 empregos formais.

EMPREGO NO BRASIL
Ainda segundo o Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados, o país
encerrou 2018 com saldo positivo de 529,5 mil
empregos formais. Esse foi o primeiro saldo
positivo desde 2014, quando houve geração de
420,6 mil empregos formais.

O setor que gerou o maior saldo positivo de


empregos formais foi o de serviços, com 398,6
mil, seguido pelo comércio (102 mil). Segundo
o levantamento, o setor da administração
pública foi o único que registrou saldo negativo,
4,19 mil. De acordo com a Secretaria Especial
de Previdência e Trabalho, do Ministério da
Economia, essas demissões no serviço público
aconteceram em decorrência da restrição
fiscal em estados e municípios e são referentes
apenas a trabalhadores celetistas.

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