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SEFAZ-SC

SECRETARIA DE ESTADO DA FAZENDA DE SANTA CATARINA

contabilidade geral
Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de
Relatório Contábil-Financeiro aprovado pelo Conselho
Federal de Contabilidade
CLAUDIO ZORZO

Bacharel em Ciências Contábeis, pós-gradua-


do em Análise Gerencial, Docência para Nível
Superior, Auditoria e Perícia Contábil. É ex-ser-
vidor público do Executivo Federal – Ministério
do Exército e ex-servidor público do Legislativo
Federal – Assessor Parlamentar. Atualmente, é
professor de Contabilidade e Auditoria Pública e
Privada.

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CONTABILIDADE GERAL

Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório


Contábil-Financeiro aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade

Prof. Claudio Zorzo

SUMÁRIO
1. Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-
Financeiro Aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC)....................8
Origem da contabilidade moderna..................................................................8
Cenário Brasileiro atual.............................................................................. 10
Conceito de contabilidade........................................................................... 15
Objeto da contabilidade.............................................................................. 20
Objetivo da contabilidade .......................................................................... 33
Estrutura conceitual da Contabilidade de acordo com o Pronunciamento Técnico
CPC 00. Pronunciamentos Técnicos do CPC (Comitê de Pronunciamentos
Contábeis)................................................................................................ 41
Usuários das informações........................................................................... 51
Informação relevante................................................................................. 67
Representação fidedigna............................................................................. 70
Características de melhoria da informação.................................................... 75
Comparabilidade....................................................................................... 76
Verificabilidade.......................................................................................... 78
Tempestividade......................................................................................... 78
Compreensibilidade................................................................................... 79
Mensuração dos elementos......................................................................... 85
Conceito de manutenção de capital.............................................................. 94
Resumo.................................................................................................. 103
Questões Comentadas.............................................................................. 106
Gabarito................................................................................................. 126
Gabarito Comentado................................................................................ 127

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Contábil-Financeiro aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade

Prof. Claudio Zorzo

Prezado(a) Futuro(a) Auditor(a),

Tudo bem contigo?

Espero que sim. Espero que você esteja com saúde e com muita vontade de

estudar a bela contabilidade.

Sou o professor Claudio Zorzo. Ministro aulas de contabilidade, auditoria e mer-

cado financeiro para concursos públicos desde o ano de 2000, e com dedicação

exclusiva à docência desde 2007, quando deixei o serviço público.

Sou contador, com cursos de especialização em controladoria, auditoria e análi-

se das demonstrações contábeis e mestrando em contabilidade.

Neste curso em PDF para AUDITOR da SEFAZ-SC iriei trabalhar a disciplina de

contabilidade geral e avançada.

Como o concurso é para o cargo de auditor, o edital abarcou quase todos os tó-

picos possíveis da contabilidade geral e de contabilidade avançada.

Para atender o edital, optei por dividir o curso de contabilidade geral e avançada

em 12 aulas, da seguinte forma:

Aula 1 - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relató-

rio Contábil-Financeiro aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade

(CFC).

Aula 2 - Patrimônio: componentes patrimoniais, ativo passivo e situação

líquida. Equação fundamental do patrimônio. Despesas antecipadas, re-

ceitas antecipadas. Apuração do Resultado, incorporação e distribuição do

resultado, compensação de prejuízos.

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Aula 3 - Sistema de contas, contas patrimoniais e de resultado. Plano de

contas. Escrituração: conceito e métodos; partidas dobradas; lançamento

contábil - rotina, fórmulas; processos de escrituração. Fatos contábeis e

respectivas variações patrimoniais. Regimes de caixa e competência.

Aula 4 - Balancete de verificação: conceito, forma, apresentação, finalida-

de, elaboração. Conjunto das Demonstrações Contábeis, obrigatoriedade

de apresentação e elaboração de acordo com a Lei n. 6.404/1976 e suas

alterações e as Normas Brasileiras de Contabilidade atualizadas. Balanço

Patrimonial: obrigatoriedade, apresentação; conteúdo dos grupos e sub-

grupos. Provisões Ativas e Passivas, tratamento das Contingências Ativas

e Passivas. Patrimônio líquido: capital social, adiantamentos para aumen-

to de capital, ajustes de avaliação patrimonial, ações em tesouraria, pre-

juízos acumulados, reservas de capital e de lucros, cálculos, constituição,

utilização, reversão, registros contábeis e formas de evidenciação.

Aula 5 - Demonstração do Resultado do Exercício, estrutura, evidenciação,

características e elaboração. Apuração da receita líquida, do lucro bruto e

do resultado do exercício, antes e depois da provisão para o Imposto sobre

Renda, contribuição social e participações. Tratamento das partes benefi-

ciárias. Tratamento dos dividendos e juros sobre capital próprio, transfe-

rência do lucro líquido para reservas, forma de cálculo, utilização e rever-

são de Reservas. Operações com mercadorias, fatores que alteram valores

de compra e venda, forma de registro e apuração do custo das mercado-

rias ou dos serviços vendidos.

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Aula 6 - Demonstração do Resultado Abrangente, conceito, conteúdo e for-

ma de apresentação. Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido,

conceitos envolvidos, forma de apresentação e conteúdo. Demonstração

do Fluxo de Caixa: obrigatoriedade de apresentação, conceitos, métodos

de elaboração e forma de apresentação.

Aula 7 - Ativos: estrutura, grupamentos e classificações, conceitos, pro-

cessos de avaliação, registros contábeis e evidenciações. Operações finan-

ceiras ativas e passivas, tratamento contábil e cálculo das variações mo-

netárias, das receitas e Despesas financeiras. Ganhos ou perdas de capital:

alienação e baixa de itens do ativo. Tratamento das Participações Societá-

rias, conceito de coligadas e controladas, definição de influência significati-

va, métodos de avaliação, cálculos, apuração do resultado de equivalência

patrimonial, tratamento dos lucros não realizados, recebimento de lucros

ou dividendos de coligadas e controladas, contabilização. Tratamento das

Depreciações, amortização e exaustão, conceitos, determinação da vida

útil, forma de cálculo e registros. Tratamentos de Reparo e conservação de

bens do ativo, gastos de capital versus gastos do período.

Aula 8 - Passivos: conceitos, estrutura e classificação, conteúdo das con-

tas, processos de avaliação, registros contábeis e evidenciações. Emprés-

timos e financiamentos: apropriação de principal, juros transcorridos e a

transcorrer e tratamento técnico dos ajustes a valor presente. Operações

de Duplicatas descontadas, cálculos e registros contábeis. Folha de paga-

mentos: cálculos, tratamento de encargos e contabilização.

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CONTABILIDADE AVANÇADA

Aula 9 – AVP - Ajuste a valor presente: Objetivo, alcance, definições, pro-

cedimentos, divulgação e demais aspectos. Mensuração a Valor justo e

apuração dos ativos líquidos - conceitos envolvidos, cálculos e apuração e

tratamento contábil. Redução ao valor recuperável, mensuração, registro

contábil, reversão.

Aula 10 - Subvenção e Assistência Governamentais - conceitos, tratamento

contábil, avaliação e evidenciação. Políticas Contábeis, Mudança de Esti-

mativa e Retificação de Erro. Debêntures, conceito, avaliação e tratamento

contábil. Tratamento de operações de arrendamento mercantil.

Aula 11 - Ativo Não Circulante Mantido para Venda, Operação Desconti-

nuada e Propriedade para Investimento, conceitos e tratamento contábil.

Ativos Intangíveis, conceito, apropriação, forma de avaliação e registros

contábeis. Tratamento dos saldos existentes do ativo diferido e das Re-

servas de Reavaliação. Apuração e tratamento contábil da mais valia, do

goodwill e do deságio: cálculos, amortizações e forma de evidenciação.

Aula 12 - Reorganização e reestruturação de empresas: Incorporação, fu-

são, cisão e extinção de empresas - Aspectos contábeis, fiscais, legais e

societários da reestruturação social. Efeitos das mudanças nas taxas de

câmbio e conversão de demonstrações contábeis: Objetivo, alcance, defi-

nições, procedimentos, divulgação e demais aspectos. Conceitos e proce-

dimentos: Filiais, agências, sucursais ou dependências no exterior.

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Em cada aula irei trabalhar com no mínimo 40 questões de provas anteriores,

sendo que nas questões de provas que irei comentar vou utilizar questões de várias

bancas, contudo, sempre dando ênfase, nas últimas questões, para a banca FCC.

Está preparado(a) para a 1ª aula? Então vamos lá, conforme apresentado vou

tratar sobre os seguintes itens do edital:

1. Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relató-


rio Contábil-Financeiro Aprovado pelo Conselho Federal de Con-
tabilidade (CFC).

Vou começar aula tratando sobre a evolução da contabilidade moderna no Bra-

sil, em seguida apresento os conceitos básicos da contabilidade e depois passo para

o pronunciamento conceitual básico.

Desejo sucesso para você e que consiga atingir o seu objetivo final.

Origem da contabilidade moderna

Conceitualmente, a contabilidade é uma ciência social que estuda, controla,

administra e acompanha a evolução do patrimônio de qualquer pessoa, objeti-

vando representá-lo graficamente, evidenciando as suas mutações, por meio das

demonstrações contábeis.

A contabilidade moderna tem o seu início com a publicação de uma coleção de

conhecimentos de aritmética, geometria, proporção e proporcionalidade, em 1494,

por Luca Paccioli. Neste documento histórico, o monge franciscano Paccioli, que

era um matemático de formação, trata do mecanismo de partidas dobradas, como

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princípio básico da contabilidade, destacando a necessidade do inventário sobre o

patrimônio, de livros contábeis e do registro das contas; apresentando assim uma

base técnica, teórica e escrita para que a arte contábil começasse a ser tratada

como ciência.

O mecanismo de partidas dobradas que é o princípio basilar da contabilidade

estabelece que, para toda aplicação de recursos, deve haver uma origem, ou seja,

deve ser informado para onde foi o recurso e de onde ele veio, facilitando o con-

trole sobre o patrimônio. Assim, em cada fato contábil, deve haver no mínimo duas

contas envolvidas, sendo a aplicação debitada e a origem creditada.

O trabalho apresentado por Luca Paccioli foi a origem da primeira escola de

pensamento contábil – o Contismo. Esta escola estabeleceu que a contabilidade ti-

vesse como objeto a escrituração dos fatos, por meio de contas contábeis. Por isto

a essência do mecanismo de partidas dobradas é a identificação das contas que

representam, respectivamente, a aplicação e a origem dos recursos.

O patrimônio era representado por 5 contas, a saber: bens, direitos, obrigações,

ganhos e perdas. Bens e direitos eram as aplicações patrimoniais, as obrigações

representavam a origem dos bens e direitos. Os ganhos eram origens oriundas das

atividades, que de certa forma afetavam diretamente os bens ou direitos; já as

perdas, eram sacrifícios necessários para a geração de ganhos.

Tendo como alicerce a orientação básica do mecanismo de partidas dobradas a

contabilidade foi objeto de vários estudos científicos, em especial os de Francesco

Villa, publicado em 1840, de Giuseppe Cerboni, apresentado em 1867, de Fábio

Besta, apresentado em 1880, e de Vicenzo Mais, divulgado em 1923, todos italia-

nos como Paccioli. Estes estudos deram origem e fortaleceram a escola Italiana,

que tinha como objeto da contabilidade o patrimônio e a premissa básica de que a

contabilidade tinha por objetivo o controle sobre o patrimônio.

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Com a expansão da economia mundial, especialmente a norte americana, em

1887 surgiu a escola Americana, que tinha como objetivo melhorar a qualidade

da informação contábil, de modo a torná-la mais útil para as empresas e para os

usuários das informações, sejam internos ou externos. Neste período ocorreu a

evolução da teoria para a prática contábil.

Como a escola Italiana era muito teórica, tanto que é a base da ciência contábil,

a escola Americana direcionou seus estudos para o fornecimento de informações

práticas para a tomada de decisão, padronizando a informação contábil, de modo

a facilitar a comparação entre o desempenho das várias empresas por parte dos

investidores. A essência da escola Americana é o fornecimento de informações con-

fiáveis, oportunas e compreensíveis. Foi esta escola a responsável pela divisão da

contabilidade em financeira e gerencial.

A contabilidade financeira é voltada para geração de informações que atendam

aos anseios do público externo, estas informações são apresentadas por meio das

demonstrações contábeis. A contabilidade gerencial visa fornecer informações aos

administradores da empresa, ou seja, ao público interno, por meio do fornecimento

de informações sobre os custos e despesas em geral.

As duas escolas, Italiana e Americana, se complementam, ou seja, uma não

contradiz a outra, o que existe é uma evolução do objetivo da contabilidade, pas-

sando de controlar o patrimônio para fornecer informações.

Cenário Brasileiro atual

A contabilidade brasileira inicialmente seguia as bases da escola Italiana, pois a

primeira lei das S/As - Sociedades Anônimas - editada no Brasil, o Decreto-Lei núme-

ro 2.627 de 1940, era nitidamente influenciada pela escola patrimonialista italiana.

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Com a expansão empresarial e a necessidade de fomentar o mercado com infor-


mações sobre a situação das empresas, o Brasil passou a adotar, na década de 50,
a escola Americana. Esta escola no Brasil foi a base da elaboração dos Princípios de
Contabilidade, apresentados pelo CFC – Conselho Federal de Contabilidade e da publi-
cação da lei 6.404/1976, conhecida como Lei Societária, que trata das demonstrações
financeiras. Por isto podemos entender que a legislação contábil no Brasil, com essa
Lei, passou a ser embasada na escola Americana, pois ela estabelece um padrão para
a estrutura das demonstrações contábeis de acordo com a forma norte-americana de
apresentação, destacando a apresentação do balanço patrimonial em ordem decres-
cente de liquidez para o ativo e de decrescente de exigibilidade para o passivo.
A Lei 6.404/1976 passou por uma grande atualização com a apresentação da lei
11.638/07 e com a lei 11.941/09. A lei 11.638 orienta, entre outros pontos, o equacio-
namento das normas contábeis brasileiras às normas internacionais emitidas pelo IASB
(International Accounting Standards Board). Estas normas destacam a necessidade de
fornecer relatórios com informações confiáveis e precisas que possam ser entendidas
pelos usuários e estejam de acordo com as normas aplicadas na maioria dos Países.
Com o advento da Lei 11.638/07, estabelece-se uma mudança de foco na le-
gislação contábil, onde o objetivo da contabilidade passa a ser a diminuição da as-
simetria informacional por meio do fornecimento de informações fidedignas, tendo
como base de sustentação os padrões contábeis do IASB.

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O Brasil vive hoje, portanto, um momento de nova transição e está norteando

seus rumos contábeis em direção às normas internacionais, afastando-se das nor-

mas norte americanas. Esta atualização na nossa legislação era necessária, pois o

Brasil é um país que recebe investimentos externos de todo o mundo e o seu mer-

cado mobiliário tem crescido consideravelmente.

A cada ano, muitas empresas nacionais estão captando recursos com investido-

res internacionais, por meio de parcerias, vendas de ações ou de outros instrumen-

tos financeiros, normalmente com taxas de juros baixas. O objetivo da captação de

recursos é melhorar a saúde financeira da empresa para conseguir atuar no merca-

do nacional e internacional com as mesmas condições dos concorrentes.

Para conseguir captar recursos, é necessário que uma empresa esteja prepa-

rada para fornecer não só produtos competitivos como também informações de

qualidade, seguras e fidedignas, o que atualmente é feito pela apresentação das

demonstrações contábeis e suas respectivas notas explicativas. As demonstrações

contábeis, que compõem o conjunto das informações contábeis, devem ser prepa-

radas em uma linguagem acessível ao maior número possível de usuários da infor-

mação contábil, especialmente aos usuários externos.

O grande problema da divulgação de informações para os interessados reside

no fato de que, em alguns países, as diferenças de normas contábeis são signi-

ficativas e, quando aplicadas, as demonstrações contábeis seguem estruturas e

critérios de avaliação diferentes, apresentando situações financeiras, econômicas

e patrimoniais diferentes. O resultado econômico informado por uma empresa no

Brasil pode ser diferente daquele informado pela empresa de acordo com as regras

internacionais, tendo como consequência uma dificuldade de análise quanto a com-

parabilidade das demonstrações contábeis.

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A importância de que todos os mercados utilizassem a mesma linguagem

contábil levou a criação de uma entidade conhecida como IASC (International

Accouting Standard Committee) em 1973 por representantes da Austrália, Ca-

nadá, França, Alemanha, Japão, México, Holanda, Reino Unido Irlanda e Estados

Unidos.

Em 2001, foi fundada em Londres a IASB (International Accounting Stan-

dards Board) entidade sucessora da IASC. Atualmente as normas emanadas

pela IASB são aceitas em mais de 160 países.

A IASB tem como compromisso principal desenvolver um modelo único de

normas contábeis internacionais de alta qualidade, que requeiram transparência

e comparabilidade na elaboração de demonstrações contábeis, e que atendam

ao público interessado nas informações contábeis, sejam eles investidores, ad-

ministradores, analistas, pesquisadores ou quaisquer outros usuários e leito-

res de tais demonstrações. A IASB emite pronunciamentos contábeis de abran-

gência internacional, que são denominados de International Financial Reporting

Standards, ou IFRS.

A equiparação das normas nacionais às normas internacionais requer um

destaque na importância do CPC (Comitê de Pronunciamento Contábil). O CPC

nasceu ao final de 2005 da união das seguintes entidades: CFC (Conselho Fe-

deral de Contabilidade), IBRACON (Instituto Brasileiro de Contadores), FIPE-

CAFI (Fundação Instituição de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras),

BOVESPA ( Bolsa de Valores de São Paulo), APIMEC (Associação dos Analistas e

Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais) e ABRASCA (Associação

Brasileira de Companhias abertas).

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O CPC tem como missão integrar as regras contábeis aos padrões internacio-

nais, por meio de uma participação no debate interno, de representantes de todos

os setores do mercado brasileiro como o governo, iniciativa privada e órgãos aca-

dêmicos, com o objetivo final de emitir Pronunciamentos Técnicos sobre contabi-

lidade para permitir a emissão de normas pelas entidades reguladoras brasileiras,

visando a centralização e a uniformização do seu processo de produção de infor-

mações, levando sempre em conta a convergência da Contabilidade brasileira aos

padrões internacionais emanados pelo IASB.

O CPC, respeitando as possíveis diferenças estruturais, tem o mesmo poder

orientador que o IASB, pois os pronunciamentos do CPC são orientações de cunho

técnico e não determinações legais.

Estes pronunciamentos são oficializados pelas normas emanadas pelos organis-

mos oficiais como a CVM, BACEN e o CFC, assim, é importante entender que um

pronunciamento do CPC pode ser normatizado por vários documentos oficiais. Por

exemplo, o pronunciamento conceitual básico do CPC, denominado de CPC 00 que

apresenta a Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contá-

bil-Financeiro foi aprovado pelos seguintes organismos:

CFC – NB TG Estrutura Conceitual

• CVM – deliberação 675/11

• SUSEP – circular SUSEP 517/15

• BACEN – resolução 4.144/12

• ANEEL – ofício circular 2.775/08

• ANTT – comunicado SUREG 1/09

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Conceito de contabilidade

O primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado no Rio de Janeiro em

agosto de 1924, estabeleceu e formulou alguns conceitos oficiais para a contabili-

dade, com o objetivo de dar uma formalidade oficial para a matéria. O interessante

é que estes conceitos têm sido cobrados em provas atualmente; os principais são:

• Contabilidade: é a ciência social que estuda a prática e as funções de orien-

tação, de controle e de registro, relativos aos atos e aos fatos de administra-

ção econômica.

• Escrituração: é o registro metódico dos fatos administrativos de ordem eco-

nômica.

• Contabilista: profissional versado nos estudos de Contabilidade, sendo

aquele que executa trabalhos de Contabilidade.

• Contabilizar: organizar o patrimônio e as informações de acordo com as

normas contábeis.

• Digrafia: escrituração por partidas dobradas.

Destes conceitos básicos podemos inferir algumas informações importantes que

estão sendo cobradas nas provas atuais, e que estudaremos nas nossas aulas, por

exemplo:

• A contabilidade é uma ciência social;

• O foco da contabilidade é administração econômica de atos e fatos;

• São escriturados somente os fatos;

• O profissional responsável deve ser um contabilista;

• Contabilizar é respeitar um sistema de informações contábeis;

• A digrafia contábil é aplicação do mecanismo de partidas dobradas.

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Quando a banca tratar deste assunto lembre-se do seguinte:

• Contabilidade = ciência social

• Digrafia = partidas dobradas

• Escrituração = fatos contábeis

• Profissional = contabilista

Como nosso objetivo nesta aula é tratar da ciência contábil, vou começar con-

ceituando ciência:

“é todo o conhecimento adquirido através do estudo ou da prática, ba-

seado em axiomas”. Mais simplesmente, expandindo os termos “estudo ou prática”

podemos dizer que Ciência é algo sistematizado, que tem um objeto, um objetivo,

uma finalidade, um campo de aplicação e um princípio básico.

Assim, a contabilidade é uma ciência porque possui objeto de estudo, que é o

patrimônio. Tem um método próprio de análise e prática, que é a escrituração e

possui um axioma básico, que é o mecanismo das partidas dobradas, onde “todo

débito possui um crédito correspondente.

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Dentro da classificação de ciência, a contabilidade faz parte das ciências sociais,

pois trata de relacionamentos entre pessoas. Estas pessoas representam a origem

e a aplicação no patrimônio, dentro de uma sociedade, com implicações internas e

externas dado que variações nesse patrimônio afetam de alguma forma o meio em

que ele está inserido.

Veja um conceito completo e atual de contabilidade:


“É a ciência social que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no
patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração e a divulga-
ção desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a composição do
patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da
riqueza patrimonial aos usuários” (Hilário Franco).

Já sabemos que a contabilidade é uma ciência social. Social porque tem relacio-

namento envolvido; ciência porque tem um objeto, objetivo, finalidade, campo de

aplicação e um axioma básico. Agora vamos ver os seguintes pontos da excitante

contabilidade:

• Objeto – Patrimônio

• Objetivo – Fornecer informações

• Finalidade – Controlar o patrimônio

• Campo de aplicação – Qualquer pessoa

• Princípio básico – Partidas dobradas

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Prof. Claudio Zorzo

A seguir vou apresentar uns excertos de questões de provas, para que você

consiga visualizar como as bancas têm cobrado o assunto. Quando eu for tratar do

assunto, conforme a visão da banca, utilizarei a expressão “direto do concurso”.

Entenda que o objetivo principal do “direto do concurso” não é avaliar o conheci-

mento, mas sim, apresentar o assunto conforme ele foi cobrado nas provas. É para

você se familiarizar com a linguagem das bancas.

1. (ESAF/SMF-RJ/Fiscal de rendas/2010) Assinale abaixo a única opção que con-

tém uma afirmativa falsa.

c) A Contabilidade pode ser conceituada como sendo “a ciência que estuda, regis-

tra, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades”.

Certo.

A questão trata da contabilidade como ciência, e isto é uma verdade, ela é uma

ciência.

2. (CESPE/CGE-PE/Auditor/2010) Julgue os itens a seguir, relativos a contabilidade.

I – A contabilidade é uma ciência exata

Errado.

A assertiva é bem simples, pois basta saber que a contabilidade é uma ciência so-

cial e não exata.

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3. (AOCP/Sercomtel/Analista/2016) Assinale alternativa que apresenta o objetivo

da Contabilidade.

a) É uma ciência social que tem como propósito estudar o patrimônio de uma em-

presa com a finalidade de conhecer os seus bens, direitos e obrigações.

Errado.

Atente que a assertiva está correta em relação ao conceito de contabilidade, con-

tudo, não apresenta o que foi questionado, pois a pergunta era sobre o objetivo da

contabilidade.

Nós veremos nesta aula que o objetivo da contabilidade é o de fornecer infor-

mações.

Vimos que toda ciência social trata de relacionamentos. Na contabilidade não

é diferente, ela trata do relacionamento entre contas que compõem o patrimônio,

por meio de débitos e créditos; estes débitos e créditos representam a essência do

ato de registar o que a contabilidade está disposta a demonstrar. Por isto, é neces-

sário que você saiba que a contabilidade como ciência social trata do patrimônio

por meio de conhecimentos obtidos por metodologia racional, com as condições de

generalidade, certeza e busca das causas.

• Metodologia Racional, pois possui uma sistemática própria (objeto, objetivo e

finalidade) e aplica-se a algo prático.

• Generalidade, pois trata de informações para qualquer pessoa, não há um

usuário específico.

• Certeza, pois a informação deve ser fidedigna e factual, embasada em fatos.

• Busca de causas, pois deve ser provado cada fato com documentos que lhe

originaram.

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Estas qualidades que fazem com que contabilidade como ciência se distinga

da escrituração contábil, pois a escrituração é um meio técnico e disciplinado para

registrar a movimentação dos fatos patrimoniais e de evidenciá-los, enquanto que

a ciência se ocupa do fenômeno patrimonial e da explicação do que ocorre com o

patrimônio em suas muitas transformações, com lastro em teorias, teoremas, e de

um conjunto de conceitos.

Objeto da contabilidade

O objeto delimita o campo de abrangência de uma ciência, tanto nas ciências

formais quanto nas factuais, das quais fazem parte as ciências sociais. Na Contabili-

dade, que é uma ciência social, o objeto é sempre o PATRIMÔNIO de uma Entidade,

definido como um conjunto de bens, direitos e de obrigações para com terceiros.

Você deve saber, não esqueça, deixe a banca perguntar o que ela quiser e da

forma que ela quiser, o OBJETO DA CONTABILIDADE é sempre o PATRIMÔNIO.

Patrimônio, de forma simples, é denominado o conjunto dos RECURSOS

que representam os bens, direitos e obrigações de uma pessoa.

O Conselho Federal de Contabilidade apresentou um conceito mais completo

para o Patrimônio Público. Como a contabilidade é una, o conceito pode ser explo-

rado na contabilidade geral. Veja:

o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, adquiridos, for-


mados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades do setor público,
que seja portador ou represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à
prestação de serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor públi-
co e suas obrigações.

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Vou aproveitar a exuberância de detalhes neste conceito, e tratar de cada

uma das qualidades dos bens e direitos, pois elas se aplicam à contabilidade

geral também:

• Tangíveis – são os bens que possuem corpo, matéria.

• Intangíveis – são os bens incorpóreos.

• Onerados – bens e direitos que podem ser dados como garantia ou exigem

um pagamento.

• Não onerados – bens e direitos que não podem ser utilizados como garan-

tia ou não exigem pagamento.

• Adquiridos – são os bens e direitos comprados, a vista ou a prazo.

• Formados – foram criados pela empresa (por exemplo, a marca)

• Produzidos – bens industrializados (por exemplo a produção, a transfor-

mação dos insumos em produto)

• Recebidos – bens e direitos recebidos como doação

• Mantidos – bens e direitos sob o domínio da empresa (usufruto)

• Utilizados – bens e direitos de uso, fazem parte das atividades operacio-

nais (máquinas e equipamentos).

Por Bens, entende-se o conjunto de coisas que possuem valor econômico e

que podem ser convertidas em dinheiro. Normalmente são utilizadas na rea-

lização do objetivo principal da empresa. Esses bens podem ser tangíveis ou

intangíveis.

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Os bens tangíveis são de fácil identificação, querem ver? Levantem a cabe-

ça e olhem ao redor... Quantas coisas vocês estão vendo. Identifiquem cinco

coisas.

Eu fiz isto aqui no meu escritório e identifiquei:

Computador

Impressora

Mesa

Cadeira

2 cachorros, o Fredo e o Floqui.

Agora entenda que essas coisas fazem parte do meu patrimônio, indepen-

dentemente de já terem sido pagas ou não. São meus bens tangíveis.

O intangível é que tem apresentado complicação na sua identificação,

pois ele não tem corpo e assim não é identificado visualmente. A sua iden-

tificação é feita por meio de contratos, documentos ou outra forma que evi-

denciem a sua existência.

Contudo, quando identificado e controlado pela empresa, pode ser registra-

do. Como exemplo de bens intangíveis temos o capital intelectual, a marca, um

direito à exploração de um espaço comercial, direito de explorar uma franquia.

Direitos são os recursos que a empresa tem a receber ou a recuperar junto

a terceiros. Representam os créditos da empresa junto aos terceiros. Só existe

direito em uma empresa porque alguém deve alguma coisa para ela. Por exem-

plo, uma duplicata a receber, contas a receber, clientes, impostos a recuperar

entre outros.

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Já as obrigações representam as dívidas, isto é, os valores que devem ser

pagos pela empresa junto a terceiros. As obrigações representam os débitos,

é um exigível, aquilo que empresa terá que pagar para alguém. Por exemplo:

contas a pagar, duplicatas a pagar, fornecedores, impostos a recolher etc...

DÚVIDA DE SALA DE AULA

Eu estava ministrando uma aula em Goiânia, num curso que tinham alguns

alunos iniciantes, pessoas que estavam tendo o primeiro contato com a maté-

ria. Em certo momento da aula, uma jovem, toda receosa, perguntou:

- Professor, o senhor sempre fala de terceiros, quem são os primeiros e os

segundos?

A dúvida parece ser simples, contudo envolve um conhecimento muito apro-

fundado da teoria contábil, pois no estabelecimento da contabilidade como ciên-

cia, temos a teoria personalista que estabelece as relações da entidade. Assim

respondendo a dúvida:

• O primeiro é a empresa, a personalidade jurídica.

• O segundo são os sócios, aqueles que têm responsabilidade indireta pelas

negociações do primeiro.

• Os terceiros são os credores e devedores em relação ao primeiro, ou seja,

são as obrigações (fornecedores) e os direitos (clientes) da empresa.

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Não esqueça que o patrimônio é representado por contas contábeis. Abaixo

apresento uma pequena relação de contas com a sua identificação para que vocês

consigam visualizar a composição dos bens, direitos e obrigações:

Bens Direitos Obrigações


Caixa Banco conta-corrente Banco conta empréstimo

Estoque Duplicata a receber Duplicatas a pagar


Móveis Contas a receber Contas a pagar

Computadores Debêntures adquiridas Debêntures emitidas

Equipamentos Empréstimos a receber Empréstimos a pagar

Veículos Despesas antecipadas Receitas antecipadas


Imóveis Adiantamento a cliente Adiantamento de cliente

Terrenos Adiantamento a fornecedor Adiantamento de fornecedor

Obras em andamento Aplicações financeiras Derivativos a pagar

Marcas e patentes Empréstimos a sócios Empréstimos de sócios

Minas – jazidas Impostos a recuperar Impostos a recolher

A representação gráfica, para fins de divulgação, do patrimônio é feita em uma

demonstração denominada de Balanço Patrimonial. O Balanço é composto por gru-

po de contas que são: Ativo, passivo e patrimônio líquido.

• Os bens e direitos = formam lado ativo do patrimônio

• As obrigações = apresentam o lado passivo do patrimônio

Do conceito de patrimônio surge o patrimônio líquido. O patrimônio é diferente de

patrimônio líquido

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Contabilmente o patrimônio líquido é a situação líquida do patrimônio, ou seja, o

patrimônio líquido representa o valor residual dos ativos da entidade depois de de-

duzidos todos seus passivos.

PL = bens + direitos – obrigações

Notaram que contabilmente o PL é uma sobra. Veja que, do total dos bens e direitos

da empresa, são retiradas as dívidas, assim, o PL representa o que é mesmo da

empresa, por isso é denominado como o CAPITAL PRÓPRIO da entidade.

PARA NÃO ESQUECER

TUDO O QUE UMA EMPRESA TEM NO

ATIVO É DE TERCEIROS (PASSIVO) OU

É DOS SÓCIOS (PL)

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No entanto, o patrimônio também é objeto de outras ciências sociais – por

exemplo, da economia, da administração e do direito – que o estudam sob ângulos

diversos daquele da contabilidade, que o estuda nos seus aspectos quantitativos

(valores) e qualitativos (composição). O ponto de vista sob o qual esse objeto é

estudado difere de uma ciência para outra, e isso tem sido exigido em alguns con-

cursos.

Para o Direito, o patrimônio é a representação econômica da pessoa, e a sua na-

tureza jurídica é a de universalidade de direitos e obrigações. Assim, denomina-se

patrimônio o complexo de direitos e obrigações pecuniariamente apreciáveis ine-

rentes a uma pessoa, compreendendo as coisas, os créditos e débitos, enfim, todas

as relações jurídicas de conteúdo econômico das quais participe ativa ou passiva-

mente a entidade.

A lei 6.404/1976, denominada “Lei das Sociedades Anônimas”, é muito cobrada

nas provas de concurso, pois trata da contabilidade societária, em seu artigo 178

apresenta o seguinte:

No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que re-


gistrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação finan-
ceira da companhia
§ 1º No ativo, as contas serão dispostas, nos seguintes grupos:
I – ativo circulante; e 
II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos,
imobilizado e intangível. 
§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos:
I – passivo circulante; 
II – passivo não circulante; e 
III – patrimônio líquido.

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O problema é o inciso III do § 2. Veja que, segundo a Lei das S/As, o patrimônio

líquido faz parte do passivo, como uma obrigação da empresa junto aos sócios.

Nós já vimos que, para as normas contábeis, o patrimônio líquido não representa

uma obrigação para a empresa, mas um Resíduo Patrimonial. A justificativa contá-

bil é a de que o sócio não empresta dinheiro para a empresa. Ele aplica no capital

social para que ocorra a maturação de seu investimento com a continuidade das

atividades, então, ele não quer receber o dinheiro de volta em um tempo pré-deter-

minado, como os terceiros querem, ele quer que seu investimento se valorize com

o crescimento da empresa.

Para não cair nas artimanhas da banca, fazendo uma relação entre a legislação

(código civil e lei 6.404) e as normas contábeis, podemos inferir que o passivo é

dividido em exigível (dívidas com terceiros) e não exigível (dívidas com os sócios).

Para contextualizar apresento a estrutura do patrimônio no Balanço Patrimonial:

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Um ponto que merece destaque em relação ao patrimônio é a confusão feita en-

tre patrimônio e capital. Entendo que a relação entre os conceitos de capital e

patrimônio é complementar, pois o patrimônio é originado do capital de alguém.

O capital é a origem do ativo, sendo que o ativo pode ser originado do capital

dos sócios (PL) ou do capital de terceiros (passivo).

É importantíssimo entender que, contabilmente, o capital representa uma ri-

queza de alguém, e este alguém decidiu aplicar esta riqueza em uma empresa.

Por isso surgem expressões como capital total aplicado, o capital de terceiros

ou o capital próprio. Todas estas expressões têm relação direta com o conceito

de patrimônio.

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As bancas gostam de confundir os concorrentes cobrando outras denominações

para os componentes do patrimônio e capital. Para evitar que vocês sejam “enga-

nados” apresento abaixo uma relação de sinônimos:

Da demonstração do patrimônio surge a equação patrimonial que é:

Ativo = Passivo + Patrimônio líquido

Bens + direitos = obrigações + capital próprio da empresa

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Esta equação é também apresentada com as seguintes denominações:


Patrimônio bruto = patrimônio alheio (+) patrimônio líquido
Capital total aplicado = capital de terceiros + capital próprio

1. (UFMT/ TJ-MT/ CONTADOR/2016) Patrimônio Bruto é o mesmo que:


a) Capital Aplicado.
b) Capital Fixo.
c) Capital Próprio.
d) Capital de Terceiros.

Letra a.
A questão trata de um sinônimo de ativo. Fica fácil demais responder se vocês se aten-
tarem que o ativo é o patrimônio bruto, que é o capital aplicado. Mole, mole, mole...

2. (COSEAC/UFF/ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO/2015) O objeto da Contabilida-


de é:
a) O capital
b) A empresa
c) A riqueza
d) O patrimônio
e) O dinheiro

Letra d.
A questão foi direto ao objeto da contabilidade e assim ficou muito fácil respondê-la,
todos nós sabemos que a contabilidade é uma ciência social que tem por objeto o

patrimônio de qualquer pessoa.

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Com relação à Ciência Contábil e suas características, julgue os itens que se se-

guem.

3. (CESPE/STM/CONTADOR/2011) O objeto da contabilidade é o patrimônio, cons-

tituído pelo conjunto de bens, direitos e obrigações próprios de determinado ente.

Certo.

A questão tratou do conceito de patrimônio e destacou que o patrimônio é da en-

tidade.

É bom lembrar que o patrimônio é da entidade, mas a entidade não é do patrimô-

nio, isto tem relação com a autonomia patrimonial.

Com referência a conceitos básicos de contabilidade, julgue os itens seguintes.

4. (CESPE/TRE-ES/CONTADOR/2011) A confusão normalmente feita entre os ter-

mos capital e patrimônio é causada pelo fato de, na contabilidade, o capital ser

constituído pelo patrimônio líquido, enquanto o patrimônio é formado pelo ativo

total das entidades.

Errado.

A questão tratou do conceito de patrimônio e de capital. Para responder, basta

lembrar que patrimônio é o conjunto dos bens, direitos e obrigações e o capital é

a origem do patrimônio.

O capital total é o patrimônio bruto da entidade, ou seja, o seu ativo, que foi origi-

nado pelo capital de terceiros (passivo) e pelo capital próprio (PL)

Assim a questão apresentou o conceito de forma invertida, pois o patrimônio líqui-

do é formado pelo capital próprio, e o patrimônio é formado pelo ativo e passivo.

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5. (CESPE/POLÍCIA CIENTÍFICA-CE/PERITO CONTADOR/2016) A contabilidade

como ciência do patrimônio é concepção da escola contábil

a) aziendalista.

b) patrimonialista.

c) contista.

d) personalista.

e) controlista.

Letra b.

Na contabilidade existem 3 escolas bases: a personalista, a materialista e a patri-

monialista.

A escola patrimonialista tem como alicerce o patrimônio e apresenta a classificação

das Contas em patrimoniais (estáticas) e em contas de resultado (dinâmicas).

A base da escola patrimonialista é a de que as contas de resultado alteram o pa-

trimônio de uma azienda, sendo que as receitas deixam a empresa mais rica e as

despesas deixam a empresa mais pobre.

6. (CESPE/PC-MA/PERITO CONTÁBIL/2018) De acordo com Max Weber, a moderna

organização racional da empresa capitalista foi viabilizada pela contabilidade racio-

nal. Esse pensamento foi corroborado, na ciência contábil, por Vicenzo Masi, que

identificou como objeto da contabilidade

a) as contas.

b) a azienda.

c) os réditos.

d) o patrimônio.

e) o lucro.

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Letra d.
Masi foi o criador da teoria patrimonialista, que divide a contas em patrimoniais e
de resultado, segundo esta teoria o objeto da contabilidade é o patrimônio.
O objetivo da contabilidade é fornecer informações e a sua finalidade é controlar o
patrimônio e sua evolução.

Objetivo da contabilidade

Antes de apresentar o objetivo da contabilidade, VAMOS LEMBRAR:


A contabilidade é uma ciência, isto quer dizer que tem objeto, objetivo, finali-
dade, usuários, campo de aplicação e um princípio básico. É uma ciência SOCIAL,
pois trata do relacionamento entre pessoas, que são as contas.
Como muitas pessoas dependem das informações que uma empresa levanta, o
objetivo da contabilidade é:

Fornecer informação de natureza econômica, financeira, operacional e social que seja


útil aos usuários internos e externos. 

• Econômica: informação que apresenta o resultado apurado, as receitas e as


despesas que ocorreram no exercício.
• Financeira: informação relacionada com o fluxo dinheiro e a capacidade de
pagamento da empresa.
• Operacional: informação vinculada às atividades rotineiras da empresa, nor-
malmente tem relação com o uso do imobilizado na produção (máquinas,
equipamentos) e as receitas e despesas operacionais. Ajuda os administrado-
res em suas decisões operacionais.

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• Social: Informação que apresenta quanto que a empresa contribuiu para o

desenvolvimento da sociedade/região onde está sediada, e como é sua polí-

tica de recursos humanos. Normalmente estas informações são apresentadas

em notas explicativas e na DVA (demonstração dos valores adicionados).

Atualmente as informações contábeis são divididas em gerenciais e financeiras/

econômicas. As informações gerenciais são de uso interno para tomada de decisão

operacional pela alta administração, e normalmente não são divulgadas aos usuá-

rios externos, pois estão vinculadas à expertise da empresa.

As informações financeiras/econômicas são apresentadas por meios de dados

sintéticos nas Demonstrações Contábeis. Elas caracterizam o término do processo

contábil, são elaboradas após as análises internas e, por isto, não atendem aos

interesses dos usuários internos, mas, objetivam atender aos usuários externos,

que até a divulgação das demonstrações contábeis não tinham informações sobre

a situação financeira, patrimonial e econômica da empresa.

Fique atento(a): a contabilidade fornece informações para usuários internos e ex-

ternos. As demonstrações contábeis são destinadas aos usuários externos.

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Em sua essência, o processo contábil consiste na obtenção, na análise e na

mensuração das mutações sofridas pelo patrimônio da entidade, para, por fim,

gerar informações e divulgá-las. Contudo, a natureza (qualidade) e a extensão

(amplitude) das informações que serão apresentadas vai depender das necessi-

dades específicas e, principalmente, de quem é o usuário, pois um investidor tem

interesse em saber sobre o resultado econômico da empresa. O fornecedor quer

saber a capacidade de pagamento da empresa, e os diretores querem informações

de caráter operacional, e assim por diante.

Para que atendam às necessidades, as informações contábeis são consideradas

de propósito geral (amplas), contudo, visam atender às necessidades específicas

de cada usuário; pois, segundo as normas contábeis, elas devem propiciar aos seus

usuários base segura para suas decisões pela compreensão do estado em que se

encontra a entidade, seu desempenho, sua evolução, riscos e oportunidades que

oferece.

AS INFORMAÇÕES SÃO DE PROPÓSITO GERAL. OS INTERESSES DOS USUÁRIOS

SÃO ESPECÍFICOS.

É importante entender que, devido a sua amplitude, a informação contábil se

expressa por diferentes meios, como demonstrações contábeis, escrituração ou

registros permanentes e sistemáticos, documentos, livros, planilhas, listagens, no-

tas explicativas, mapas, pareceres, laudos, diagnósticos, prognósticos, descrições

críticas ou quaisquer outros meios utilizados no exercício profissional ou previstos

em legislação.

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Para que sejam apresentadas as informações que atendam aos interesses da

coletividade, o pronunciamento conceitual básico da contabilidade determina que,

para ser útil, ela precisa ser relevante e representar com fidedignidade o que se

propõe a representar.

DÚVIDA DE SALA DE AULA

Estava ministrando aula em Porto Alegre é um aluno fez o seguinte questiona-

mento:

–– Professor, todas as informações da empresa estão apresentadas nas De-

monstrações Contábeis?

Veja que questionamento interessante. A resposta é não.

O normal para o estudante é achar que somente as demonstrações contábeis

apresentam informações, no entanto, existem várias formas de a contabilidade

apresentar uma informação. Pode ser por meio de relatório, por meio de planilhas,

por meio de extratos etc.

As demonstrações contábeis são denominadas de relatórios financeiros e apre-

sentam os dados apurados pela empresa. Estes dados interessam aos usuários

externos, pois os usuários internos (entendam a alta administração) se utilizam

de informações mais tempestivas e de fácil acesso, como um relatório de custo da

produção, um relatório de fluxo de caixa para a semana, um relatório de perdas no

estoque etc...

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De certa forma, seria algo fora da lógica a administração depender das demons-

trações contábeis para tomar suas decisões operacionais. Concordam comigo?

Vamos ver como tem sido cobrado o assunto em algumas provas:

1. (AOCP/SERCOMTEL/ANALISTA/2016) Assinale alternativa que apresenta o obje-

tivo da Contabilidade.

a) É uma ciência social que tem como propósito estudar o patrimônio de uma em-

presa com a finalidade de conhecer os seus bens, direitos e obrigações.

b) Com a finalidade de emitir relatórios contábeis, a Contabilidade tem a função de

analisar todo o trabalho desenvolvido no processo de escrituração contábil.

c) A Contabilidade tem o intuito de analisar as demonstrações contábeis que são

os resultados do processo de escrituração contábil que vêm refletir o patrimônio

das empresas.

d) Fornecer informações de natureza econômica, financeira e patrimonial para o

controle das operações e para o planejamento das empresas.

e) Com o propósito de analisar as informações geradas através dos relatórios con-

tábeis, a Contabilidade tem a meta de obter conhecimentos sobre as contas que

pertencem ao Patrimônio Líquido.

Letra d.

A questão tratou de vários conceitos relacionados com a contabilidade, contudo

como cobrava o objetivo, ficou fácil a resposta, pois vimos que o objetivo da conta-

bilidade é o fornecimento de informações, para usuários internos e externos.

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2. (NC-UFPR/COPEL/CONTADOR/2016) A contabilidade estuda e controla o patri-

mônio, registrando todos os eventos nele ocorridos, a fim de fornecer informações

sobre sua composição e variações. A afirmação se refere, respectivamente:

a) ao campo de aplicação e ao conceito de contabilidade.

b) ao campo de aplicação e ao objeto da contabilidade.

c) à finalidade e às técnicas contábeis.

d) à finalidade e ao conceito de contabilidade.

e) ao objeto e à finalidade da contabilidade.

Letra e.

As assertivas têm relação direta, respectivamente, com o OBJETO e com a FINALI-

DADE da contabilidade.

Objeto: Patrimônio

Finalidade: Registrando todos os eventos nele ocorridos, a fim de fornecer informa-

ções sobre sua composição e variações.

O campo de aplicação são as aziendas. O conceito é que a contabilidade é uma

ciência social que controla o patrimônio com o objetivo de fornecer informações.

3. (IF-CE/IF-CE/GESTÃO FINANCEIRA/2016) A finalidade da Contabilidade é

a) determinar o resultado das entidades.

b) atender a legislação comercial e fiscal, que exige das empresas a elaboração

das chamadas demonstrações contábeis.

c) controlar o patrimônio das entidades, apurar o resultado e prestar informações

sobre a situação patrimonial e o resultado das entidades aos usuários da informa-

ção contábil.

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d) registrar os custos, as despesas, as receitas e apurar resultado da entidade.

e) estabelecer as relações de débito e de crédito do proprietário com os agentes

consignatários e os agentes correspondentes.

Letra c.

O objeto da contabilidade é o patrimônio; o objetivo é fornecer informações aos

usuários, a FINALIDADE é controlar o patrimônio administrado, por meio das téc-

nicas contábeis.

Julgue os itens que se seguem, relativos a contabilidade.

4. (Cespe/FUB/SECRETÁRIO/2011) A finalidade da contabilidade é assegurar o

controle do patrimônio administrativo, devendo o administrador apoiar-se nos da-

dos por meio dela obtidos para tomar decisões que envolvam bens, direitos e obri-

gações da empresa, bem como para apurar os resultados positivos (lucros) ou

negativos (prejuízos).

Certo.

A finalidade da contabilidade é controlar o patrimônio para assim conseguir forne-

cer informações úteis aos usuários. Os usuários são internos e externos. Os usuá-

rios internos são representados pela alta administração, pessoas que têm acesso

tempestivo aos dados e informações. Assim a assertiva está correta, pois os ad-

ministradores devem apoiar-se nos dados apresentados pela contabilidade para

tomar as decisões operacionais da empresa.

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Com relação à Ciência Contábil e suas características, julgue os itens que se seguem.

5. (CespE/STM/ANALISTA CONTADOR/2011) O objeto da contabilidade é o patri-

mônio, constituído pelo conjunto de bens, direitos e obrigações próprios de deter-

minado ente.

Certo.

Questão simples que chega a causar dúvida nos alunos.

Está correta, pois o objeto da contabilidade é o patrimônio, que formado pelo con-

junto dos bens, direitos e obrigações de um ente. Lembre-se que o patrimônio é da

entidade, o capital é de terceiros ou dos sócios.

Com relação à Ciência Contábil e suas características, julgue os itens que se seguem.

6. (Cespe/STM/ANALISTA CONTADOR/2011) Todos os itens relevantes ao patrimô-

nio da entidade são apresentados em suas demonstrações contábeis.

As demonstrações contábeis são relatórios financeiros destinados aos usuários ex-

ternos. Tem se como premissa que as informações apresentadas nas “DC” devem

ser relevantes e fidedignas, para que assim sejam úteis.

Contudo, a contabilidade não se restringe a fornecer informações somente por

meio das demonstrações. Existem diversos outros meios, como, por exemplo, o re-

latório de uso interno ou externo, planilhas, tabelas de mensuração de ativos, listas

de inadimplentes, controle de custo da produção etc.

Guarde: todos os itens apresentados nas demonstrações são relevantes; contudo,

nem todos os itens relevantes estão nas demonstrações.

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Estrutura conceitual da Contabilidade de acordo com o Pronun-


ciamento Técnico CPC 00. Pronunciamentos Técnicos do CPC
(Comitê de Pronunciamentos Contábeis)

Antes de eu tratar sobre o pronunciamento conceitual propriamente dito, vou

falar um pouco sobre o CPC.

O CPC foi criado pela Resolução CFC n. 1.055/05, e tem como objetivo:

o estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de


Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza, para permitir a emissão de
normas pela entidade reguladora brasileira, visando à centralização e uniformização do
seu processo de produção, levando sempre em conta a convergência da Contabilidade
Brasileira aos padrões internacionais.

O CPC é um organismo não governamental que nasceu ao final de 2005 da

união de interesses das seguintes entidades:

• CFC – Conselho Federal de Contabilidade,

• IBRACON – Instituto Brasileiro de Contadores,

• FIPECAFI – representantes da academia – USP,

• BOVESPA – Bolsa de Valores de São Paulo,

• APIMEC – Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Merca-

do de Capitais e

• ABRASCA – Associação Brasileira de Companhias abertas.

O CPC é totalmente autônomo das entidades representadas, sendo que o Con-

selho Federal de Contabilidade fornece a estrutura necessária para as reuniões. Os

seus membros, na maioria contadores, não auferem remuneração.

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Foi idealizado em função das necessidades de:

• Convergência internacional das normas contábeis (redução de custo de ela-

boração de relatórios contábeis, redução de riscos e custo nas análises e de-

cisões, redução de custo de capital);

• Centralização da emissão de normas dessa natureza (no Brasil, diversas en-

tidades o fazem);

• Representação e processo democrático na produção dessas informações (pro-

dutores da informação contábil, auditor, usuário, intermediário, academia,

governo).

O CPC não emite normas.

O CPC emite Pronunciamentos Técnicos sobre contabilidade para permitir a emis-

são de normas pelas entidades reguladoras brasileiras, visando à centralização e à

uniformização do seu processo de produção de informações.

Os produtos do trabalho do CPC são: Pronunciamentos Técnicos, orientações

e interpretações, sendo que os Pronunciamentos Técnicos serão obrigatoriamente

submetidos à audiência pública. As orientações e interpretações poderão, também,

sofrer esse processo, mas não é obrigatório.

Atualmente, os pronunciamentos contábeis são os seguintes:

Data Data
Documento Título
Aprovação Divulgação
Estrutura Conceitual para Elaboração e Divul-
CPC 00 02/12/2011 15/12/2011
gação de Relatório Contábil-Financeiro
CPC 01 Redução ao Valor Recuperável de Ativos 06/08/2010 07/10/2010

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Efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e


CPC 02 03/09/2010 07/10/2010
conversão de demonstrações contábeis
CPC 03 Demonstração dos Fluxos de Caixa 03/09/2010 07/10/2010
CPC 04 Ativo Intangível 05/11/2010 02/12/2010
CPC 05 Divulgação sobre Partes Relacionadas 03/09/2010 07/10/2010
CPC 06 Operações de Arrendamento Mercantil 06/10/2017 21/12/2017
CPC 07 Subvenção e Assistência Governamentais 05/11/2010 02/12/2010
Custos de Transação e Prêmios na Emissão de
CPC 08 03/12/2010 16/12/2010
Títulos e Valores Mobiliários
CPC 09 Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 30/10/2008 12/11/2008
CPC 10 Pagamento Baseado em Ações 03/12/2010 16/12/2010
CPC 11 Contratos de Seguro 05/12/2008 17/12/2008
CPC 12 Ajuste a Valor Presente 05/12/2008 17/12/2008
Adoção Inicial da Lei n.. 11.638/07 e da
CPC 13 05/12/2008 17/12/2008
Medida Provisória n.. 449/08
Instrumentos Financeiros: Reconhecimento,
CPC 14 Mensuração e Evidenciação (Fase I) - Trans-
formado em OCPC 03
CPC 15 Combinação de Negócios 03/06/2011 04/08/2011
CPC 16 Estoques 08/05/2009 08/09/2009
Contratos de Construção (revogado a partir
CPC 17 19/10/2012 08/11/2012
de 1º/01/2018)
Investimento em Coligada, em Controlada e
CPC 18 07/12/2012 13/12/2012
em Empreendimento Controlado em Conjunto
CPC 19 Negócios em Conjunto 09/11/2012 23/11/2012
CPC 20 Custos de Empréstimos 02/09/2011 20/10/2011
CPC 21 Demonstração Intermediária 02/09/2011 20/10/2011
CPC 22 Informações por Segmento 26/06/2009 31/07/2009
Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e
CPC 23 26/06/2009 16/09/2009
Retificação de Erro
CPC 24 Evento Subsequente 17/07/2009 16/09/2009
Provisões, Passivos Contingentes e Ativos
CPC 25 26/06/2009 16/09/2009
Contingentes
CPC 26 Apresentação das Demonstrações Contábeis 02/12/2011 15/12/2011

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CPC 27 Ativo Imobilizado 26/06/2009 31/07/2009


CPC 28 Propriedade para Investimento 26/06/2009 31/07/2009
CPC 29 Ativo Biológico e Produto Agrícola 07/08/2009 16/09/2009
CPC 30 Receitas (revogado a partir de 1º/01/2018) 19/10/2012 08/11/2012
Ativo Não Circulante Mantido para Venda e
CPC 31 17/07/2009 16/09/2009
Operação Descontinuada
CPC 32 Tributos sobre o Lucro 17/07/2009 16/09/2009
CPC 33 Benefícios a Empregados 07/12/2012 13/12/2012
Exploração e Avaliação de Recursos Minerais
CPC 34
(Não editado)
CPC 35 Demonstrações Separadas 31/10/2012 08/11/2012
CPC 36 Demonstrações Consolidadas 07/12/2012 20/12/2012
Adoção Inicial das Normas Internacionais de
CPC 37 05/11/2010 02/12/2010
Contabilidade
Instrumentos Financeiros: Reconheci-
CPC 38 mento e Mensuração (revogado a partir de 02/10/2009 19/11/2009
1º/01/2018)
CPC 39 Instrumentos Financeiros: Apresentação 02/10/2009 19/11/2009
CPC 40 Instrumentos Financeiros: Evidenciação 01/06/2012 30/08/2012
CPC 41 Resultado por Ação 08/07/2010 06/08/2010
Contabilidade e Evidenciação em Economia
CPC 42
Altamente Inflacionária (Não editado)
Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos
CPC 43 03/12/2010 16/12/2010
CPCs 15 a 41
CPC 44 Demonstrações Combinadas 02/12/2011 02/05/2013
Divulgação de Participações em outras Enti-
CPC 45 07/12/2012 13/12/2012
dades
CPC 46 Mensuração do Valor Justo 07/12/2012 20/12/2012
CPC 47 Receita de Contrato com Cliente 04/11/2016 22/12/2016
CPC 48 Instrumentos Financeiros 04/11/2016 22/12/2016
Contabilidade para Pequenas e Médias Empre-
CPC PME 04/12/2009 16/12/2009
sas com Glossário de Termos

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O Pronunciamento Conceitual Básico (R1) - Estrutura Conceitual para Elabora-

ção e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro é um pronunciamento que apre-

senta conceitos-base para a elaboração das Demonstrações Contábeis e outros

demonstrativos, trata-se de um referencial teórico da contabilidade e dos conceitos

que moldam a prática contábil, servindo de base para a elaboração dos demais pro-

nunciamentos. O complemento ao nome do pronunciamento “R1” informa quantas

vezes o pronunciamento foi revisado e atualizado.

É importante destacar que a estrutura conceitual não é um pronunciamento

técnico propriamente dito e, portanto, não define normas ou procedimentos para

qualquer questão particular sobre aspectos de mensuração ou divulgação. Ela é o

arcabouço conceitual para a elaboração dos demais pronunciamentos, devido a isto

é denominada de “CPC 00”.

Um pronunciamento técnico tem por objetivo definir conceitos doutrinários, es-

trutura técnica e procedimentos específicos que serão aplicados sobre um assunto,

enquanto que o pronunciamento básico dá subsídio conceitual para a elaboração

dos demais pronunciamentos.

Quando for observado um conflito entre a estrutura conceitual e um pronuncia-

mento técnico, as exigências do pronunciamento técnico devem prevalecer sobre a

estrutura conceitual. As bancas tentam enganar o aluno dizendo que o pronuncia-

mento básico se sobrepõe aos demais pronunciamentos técnicos.

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Este assunto é bastante explorado pelas bancas, veja:

1. (IF-PE/IF-PE/CONTADOR/2016) Sobre a estrutura conceitual estabelecida pelo

Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), está CORRETO afirmar que:

b) no caso de conflito entre a estrutura conceitual e um pronunciamento técnico do

CPC, o disposto na Estrutura Conceitual deve ter prevalência sobre as exigências

do pronunciamento técnico.

Errado.

Como a estrutura conceitual não é um procedimento técnico, não deve prevalecer,

ela tem um caráter de orientação. Guardem o seguinte: “quem manda são os pro-

nunciamentos técnicos”.

2. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA CONTÁBIL/2015) No que se refere ao Pronunciamento

Conceituai Básico CPC 00 (R1) - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação

de Relatório Contábil-Financeiro, assinale a alternativa correta.

a) É um Pronunciamento Técnico propriamente dito e, portanto, define normas e

procedimentos sobre aspectos relacionados à mensuração ou divulgação dos ele-

mentos patrimoniais.

d) Quando for observado um conflito entre essa Estrutura Conceitual e um Pronun-

ciamento Técnico, uma interpretação ou uma orientação, as exigências da Estrutu-

ra Conceitual devem prevalecer.

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Erradas.

Na letra “a” podemos ver que a banca tratou o “CPC 00” como um pronunciamento

técnico, o que não é verdade, assim, a assertiva está errada. Já na letra “d” tive-

mos o mesmo questionamento da questão anterior, onde o autor destacou que a

estrutura conceitual se sobrepõe aos pronunciamentos técnicos, o que sabemos

que não é verdade.

Com relação à estrutura conceitual do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC),

julgue os itens a seguir.

3. (CESPE/TCE-RO/Contador/2013) No caso de conflito entre a estrutura conceitual

e um pronunciamento técnico do CPC, o disposto na estrutura conceitual deve ter

prevalência sobre as exigências do pronunciamento técnico.

Errado.

Questão idêntica às demais, contudo, sabemos que a estrutura básica não prevale-

ce sobre os pronunciamentos técnicos.

Guarde o seguinte: A estrutura conceitual não é um pronunciamento técnico pro-

priamente dito.

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Se a estrutura conceitual não é um pronunciamento técnico propriamente

dito, qual é então a sua finalidade? Para responder isso, devemos entender que

ela busca suprir a necessidade de conceitos básicos para a contabilidade.

Com a apresentação destes conceitos ela atende as seguintes finalidades:

a) dar suporte ao desenvolvimento de novos Pronunciamentos Técnicos,

Interpretações e Orientações e à revisão dos já existentes, quando necessário;

b) dar suporte à promoção da harmonização das regulações, das normas

contábeis e dos procedimentos relacionados à apresentação das demonstrações

contábeis, provendo uma base para a redução do número de tratamentos con-

tábeis alternativos permitidos pelos Pronunciamentos, Interpretações e Orien-

tações;

c) dar suporte aos órgãos reguladores nacionais;

d) auxiliar os responsáveis pela elaboração das demonstrações contábeis

na aplicação dos Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e Orientações e no

tratamento de assuntos que ainda não tenham sido objeto desses documentos;

e) auxiliar os auditores independentes a formar sua opinião sobre a confor-

midade das demonstrações contábeis com os Pronunciamentos Técnicos, Inter-

pretações e Orientações;

f) auxiliar os usuários das demonstrações contábeis na interpretação de in-

formações nelas contidas, elaboradas em conformidade com os Pronunciamen-

tos Técnicos, Interpretações e Orientações; e

g) proporcionar aos interessados informações sobre o enfoque adotado na for-

mulação dos Pronunciamentos Técnicos, das Interpretações e das Orientações.

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Você viu que as finalidades estão diretamente vinculadas ao suporte e ao auxílio

na elaboração dos pronunciamentos e até mesmo de normas pelos organismos nor-

matizadores. Para atender estas finalidades, sendo essencialmente um arcabouço

conceitual, o CPC “00” é dividido nos seguintes tópicos:

a) O objetivo da elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro;

b) As características qualitativas da informação contábil-financeira útil;

c) A definição, o reconhecimento e a mensuração dos elementos a partir dos

quais as demonstrações contábeis são elaboradas; e

d) Os conceitos de capital e de manutenção de capital.

a) Objetivo da elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro

de propósito geral

O objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral é fornecer informa-

ções contábil-financeiras acerca da entidade que sejam úteis a investidores exis-

tentes e em potencial, a credores por empréstimos e a outros credores, quando da

tomada decisão ligada ao fornecimento de recursos para a entidade.

Informação é o conjunto de dados prontos para uso, obtido no registro,

processamento, análise e organização dos fatos contábeis, de forma que

exerça uma alteração (quantitativa ou qualitativa) no conhecimento de

quem a recebe, reduzindo incertezas e servindo de orientação.

Essas decisões envolvem comprar, vender ou manter participações em instru-

mentos patrimoniais e em instrumentos de dívida, e a oferecer ou disponibilizar

empréstimos ou outras formas de crédito.

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O pronunciamento “00” destaca que muitos investidores e credores por emprés-

timo, não podem requerer que as entidades que reportam a informação prestem a

eles diretamente as informações de que necessitam, devendo desse modo confiar

nos relatórios contábil-financeiros de propósito geral, para grande parte da infor-

mação contábil-financeira que buscam. Consequentemente, eles são os usuários

primários, sem hierarquia de prioridade; para quem relatórios contábil-financeiros

de propósito geral são direcionados.

Agora é lógico que os relatórios de “propósito geral” não atendem e não po-

dem atender a todas as informações de que estes usuários necessitam, por isto

eles precisam considerar informação pertinente de outras fontes, como, por exem-

plo, condições econômicas gerais e expectativas, eventos políticos e clima político,

perspectivas e panorama para a indústria e para a entidade, evolução do mercado,

concorrência etc.

Segundo o CPC, o foco das demonstrações contábeis-financeiras está nos usuá-

rios que aplicam dinheiro na empresa, ou seja, os fornecedores de capital, contudo,

devemos entender que eles não são os únicos usuários, já que o os clientes, os

fornecedores, o governo, os sindicados representando os funcionários e o governo

utilizam as informações contábeis apresentadas para atender suas necessidades

específicas.

Os relatórios contábil-financeiro de propósito geral englobam o conjunto das de-

monstrações contábeis. Ou seja, as demonstrações contábeis fazem parte dos re-

latórios apresentados.

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As Demonstrações Contábeis elaboradas dentro do que prescreve a Estrutura Con-

ceitual objetivam fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões econô-

micas e avaliações por parte dos usuários externos em geral, não tendo o propósito

de atender finalidade ou necessidade específica de determinados grupos de usuários.

Como as necessidades dos investidores satisfazem muitas das necessidades dos

demais usuários, as demonstrações contábeis são elaboradas e apresentadas para

usuários externos em geral, tendo em vista suas finalidades distintas e necessida-

des diversas, por isto são denominadas de relatórios de “propósito geral”.

Já, governos, órgãos reguladores ou autoridades tributárias, financiadores, por

exemplo, podem determinar especificamente exigências para atender a seus pró-

prios interesses. Daí surgem os relatórios de propósito específico. São relatórios

específicos por atenderem somente um usuário.

Usuários das informações

Antes de tratar sobre os usuários, VAMOS LEMBRAR:

A contabilidade é uma ciência, isto quer dizer que tem: Objeto, objetivo, finalidade,
usuários, campo de aplicação e um princípio básico. É uma ciência SOCIAL, pois trata
do relacionamento entre pessoas, que são as contas. O objeto é o patrimônio, o objetivo
fornecer informações aos usuários.

Por uma questão de lógica, se o objetivo contabilidade é fornecer informações,

estas informações devem ter um interessado. O pronunciamento conceitual básico

da contabilidade destaca que são usuários das informações as pessoas físicas ou

jurídicas com interesse na entidade, que utilizam estas informações contábeis para

seus próprios fins, de forma permanente ou transitória.

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Estes usuários podem ser os integrantes do mercado de capitais, investidores,

atuais ou potenciais, fornecedores, clientes, financiadores de qualquer natureza,

autoridades governamentais de diversos níveis, meios de comunicação, entidades

(como associações e sindicatos), empregados, controladores, acionistas ou sócios,

administradores da própria entidade, além do público em geral.

Notem que os usuários tanto podem ser internos como externos e, mais ainda,

com interesses diversificados, razão pela qual as informações geradas pela Entida-

de devem ser amplas e fidedignas e, pelo menos, suficientes para a avaliação da

sua situação patrimonial e das mutações sofridas pelo seu patrimônio, permitindo

a realização de inferências sobre o seu futuro.

Desta forma os usuários das informações contábeis podem ser divididos em dois

grupos distintos:

a) Usuários internos, e

b) Usuários externos.

Os usuários internos incluem os administradores de todos os níveis, que usual-

mente se valem de informações mais aprofundadas e específicas acerca da Entida-

de, notadamente aquelas relativas ao seu ciclo operacional. São todas as pessoas

ou grupos de pessoas relacionadas à administração da empresa e que têm facilida-

de de acesso às informações contábeis, como: assembleia dos sócios, conselho de

administração, presidente e gestores (alta administração). Destacam-se por conse-

guirem as informações de forma tempestiva, não necessitando das demonstrações

contábeis.

Já os usuários externos concentram suas atenções, de forma geral, em aspectos

mais genéricos, expressos nas demonstrações contábeis. Por isso compõem o gru-

po de pessoas que tem interesse direto ou indireto nas demonstrações contábeis

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divulgadas pela entidade. Normalmente, não podem requerer e nem tem acesso

direto às informações, mas as recebem por meio da divulgação das demonstrações

contábeis.

Devido à importância da informação e o interesse de cada usuário externo, esta

categoria se divide em usuários externos primários e secundários. Encaixam-se

como usuários primários os acionistas preferenciais, investidores, potenciais inves-

tidores e financiadores das empresas.

São as pessoas que aplicam dinheiro na empresa. Os usuários secundários são

os fornecedores, credores, clientes, entidades governamentais de fiscalização, sin-

dicatos e a sociedade em geral. Tem interesses diversos na entidade, normalmente

buscam informações relacionadas com as suas atividades operacionais.

Fique atento(a): as demonstrações contábeis são destinadas aos usuários exter-

nos, especialmente aos usuários externos primários.

Os usuários externos usam as demonstrações contábeis para satisfazer algumas

das suas diversas necessidades de informação. Essas necessidades incluem:

a) Investidores. Os provedores de capital de risco e seus analistas que se

preocupam com o risco inerente ao investimento e o retorno que ele produz. Eles

necessitam o acesso às informações para ajudá-los a decidir se devem comprar,

manter ou vender investimentos. Os acionistas também estão interessados em

informações que os habilitem a avaliar se a entidade tem capacidade de pagar

dividendos.

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b) Empregados. Os empregados e seus representantes estão interessados em


informações sobre a estabilidade e a lucratividade de seus empregadores. Também
se interessam por informações que lhes permitam avaliar a capacidade que tem
a entidade de prover sua remuneração, seus benefícios de aposentadoria e suas
oportunidades de emprego.
c) Credores por empréstimos. Estes estão interessados em informações que
lhes permitam determinar se os seus empréstimos e os correspondentes juros se-
rão pagos no vencimento.
d) Fornecedores e outros credores comerciais. Os fornecedores e outros credo-
res estão interessados em informações que lhes permitam avaliar se as importân-
cias que lhes são devidas serão pagas nos respectivos vencimentos. Os credores
comerciais provavelmente estarão interessados em uma entidade por um período
menor do que os credores por empréstimos, a não ser que dependam da continui-
dade da entidade como um cliente importante.
e) Clientes. Os clientes têm interesse em informações sobre a continuidade ope-
racional da entidade, especialmente quando têm um relacionamento a longo prazo
com ela, ou dela dependem como fornecedor importante.
f) Governo e suas agências. Os governos e suas agências estão interessados
na destinação de recursos e, portanto, nas atividades das entidades. Necessitam
também de informações a fim de regulamentar as atividades das entidades, esta-
belecer políticas fiscais (tributos pagos) e servir de base para determinar a renda

nacional e estatísticas semelhantes.


g) Público. As entidades exercem influência sobre o público de diversas manei-
ras. Elas podem, por exemplo, fazer contribuição substancial à economia local de
vários modos, inclusive empregando pessoas e utilizando fornecedores locais. As
demonstrações contábeis podem ajudar o público fornecendo informações sobre a
evolução do desempenho da entidade e os desenvolvimentos recentes.

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1. (MSGÁS/MSGÁS/ TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2015) A Contabilidade é um ins-

trumento que auxilia seus usuários a tomar decisões. Ela coleta todos os dados

econômicos, mensurando-os monetariamente, registrando-os e sumarizando-os

em forma de relatórios ou comunicados. Dessa forma, pode-se afirmar que o pro-

cesso decisório decorre de informações geradas pela Contabilidade. De acordo com

o objetivo de cada usuário, existe uma demanda diferenciada de informações con-

tábeis. Analise as sentenças abaixo e assinale a alternativa correta.

I – Fornecedores de bens e serviços a crédito: usam os relatórios contábeis para

analisar a capacidade de pagamento da empresa compradora.

II – Bancos: usam as informações geradas pela contabilidade para aprovar em-

préstimos, financiamentos e limite de crédito.

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III – Governo: não usam os relatórios contábeis só com a finalidade de arrecada-

ção de impostos, mas também para dados estatísticos, no sentido de melhor

redimensionar a economia.

IV – Empregados: utilizam as informações geradas pela contabilidade para verifi-

car a capacidade de pagamento dos salários, perspectivas de crescimento da

empresa, e participação nos lucros.

Assinale a alternativa correta:

a) Apenas as sentenças I e II estão corretas.

b) Todas as sentenças estão corretas.

c) Apenas as sentenças I, II e III estão corretas.

d) Apenas as sentenças I, II e IV estão corretas.

Letra b.

A questão é bem literal, trata dos usuários externos e suas necessidades especí-

ficas, se vocês analisarem com calma cada usuário e o objetivo das informações,

irão ver que todas as assertivas estão corretas.

Julgue o item subsecutivo, referente ao principal grupo de usuários das demonstra-

ções contábeis bem como às responsabilidades a elas relacionadas.

2. (CESPE/TCU/AFCE/2015) Se os objetivos de uma companhia brasileira de capital

aberto (S.A.) incluírem a exploração de serviços de energia elétrica, um dos prin-

cipais usuários da informação contábil dessa sociedade será a Agência Nacional de

Energia Elétrica.

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Certo.

A questão envolve os usuários das demonstrações contábeis. Uma S/A de capital

aberto é uma empresa que negocia suas ações no mercado de capital (bolsa de

valores ou mercado de balcão) então é fiscalizada pela CVM (comissão de Valores

Mobiliários). Como a empresa vai explorar os serviços de energia elétrica é claro

que a Agência Reguladora do serviço (ANEEL) deverá utilizar as demonstrações da

concessionária para avaliar a empresa. Questão relativamente fácil.

3. (UFG/AL-GO/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2015) É o grupo de interessados em

informações contábeis que usa, principalmente, os relatórios contábeis para deter

informações sobre lucratividade, rentabilidade e segurança de seus investimentos.

Esta afirmação refere-se a

a) pessoas físicas.

b) governos.

c) bancos.

d) sócios e acionistas.

Letra d.

As informações contábeis são utilizadas por vários tipos de usuários, por isso tem

um caráter genérico. Contudo, cada usuário tem um interesse específico nas in-

formações. Essa questão tratou dos usuários que tem interesse econômico na em-

presa, estes são representados pelos investidores, ou seja, sócios, acionistas e

compradores de títulos da empresa.

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Com referência a conceitos básicos de contabilidade, julgue os itens seguintes.

4. (Cespe/TCE-RO/CONTADOR/2013) As demonstrações contábeis devem ser

elaboradas para atender os interesses de investidores atuais e de investido-

res em potencial, bem como as necessidades de credores por empréstimos e

de outros credores, os quais utilizarão a informação contábil para decidir se

devem ou não fornecer recursos para financiar a entidade que divulga essas

demonstrações.

Certo.

As demonstrações são elaboradas com informações de propósito geral para

atender aos usuários externos. Contudo, o pronunciamento conceitual básico

deixa claro que os usuários primários das demonstrações contábeis são os in-

vestidores atuais e potenciais e os credores por empréstimos, ou seja, as de-

monstrações são paras pessoas que aplicam dinheiro na entidade.

Julgue os próximos itens no que concerne à legislação e à doutrina contábil

aplicáveis no âmbito da contabilidade comercial.

5. (CESPE/TJ-ES/ANALISTA/2011) Diversos são os tipos de usuários interes-

sados nas informações contidas nas demonstrações contábeis das entidades.

Um desses grupos é constituído pelos clientes, cujo interesse é tanto maior

quanto maior forem a sua dependência e a concentração nos fornecimentos de

algumas poucas entidades.

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Certo.
Os usuários das informações são internos (alta administração) e externos (pessoas
que dependem das informações fornecidas). Os usuários externos se dividem em
primários (investidores e credores de dinheiro) e secundários (todos os demais). Os
clientes, as pessoas que compram da empresa, fazem parte do grupo dos usuários
externos secundários.
Por questão de lógica, o interesse do cliente em relação às informações fornecidas
será maior na medida em que ele mais dependa da entrega da mercadoria pelo for-
necedor. É uma questão e estratégia operacional, pois se o fornecedor falir ou não
conseguir entregar as mercadorias, produtos ou matéria prima, a empresa (cliente)
pode ter problemas na entrega de suas vendas.

De acordo com o pronunciamento técnico CPC 00 (R1) —estrutura conceitual para


elaboração e divulgação de relatórios contábil-financeiros —, julgue o item a seguir,
referente a conceito, objetivos e usuários da contabilidade.

6. (CESPE/DPU/CONTADOR/2016) O objetivo do relatório contábil-financeiro de


propósito geral é fornecer informações contábil-financeiras úteis acerca da entida-
de para a tomada de decisão por parte de usuários internos, como os gerentes de
produção, e de usuários externos, como os acionistas.

Errado.
A assertiva destaca que os relatórios são destinados aos usuários internos e exter-
nos, o que não é verdade. Nós vimos que as demonstrações são direcionadas aos

usuários externos.

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No que diz respeito ao Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e à estrutura

conceitual para elaboração e divulgação do relatório contábil-financeiro, julgue os

itens que se seguem.

7. (Cespe/ANTAQ/Analista contábil/2015) O conjunto de relatórios contábil-fi-

nanceiros elaborados de acordo com a estrutura conceitual é adequado e sufi-

ciente para o atendimento a todas as informações de que os usuários externos

necessitem.

Errado.

Os relatórios são elaborados para atender as necessidades dos usuários externos,

especialmente os investidores. Em nossa aula vimos que estes relatórios não aten-

dem todas as necessidades dos usuários.

Agora é lógico que os relatórios de “propósito geral” não atendem e não podem

atender a todas as informações de que estes usuários necessitam, por isto eles

precisam considerar informação pertinente de outras fontes, como, por exemplo,

condições econômicas gerais e expectativas, eventos políticos e clima político,

perspectivas e panorama para a indústria e para a entidade, evolução do mercado,

concorrência etc.

8. (FGV/SENADO FEDERAL/Auditor/2012) Em relação aos interesses dos principais

usuários da informação contábil, assinale a afirmativa incorreta.

a) Os acionistas atuais da empresa têm grande interesse na sua rentabilidade atual.

b) Os investidores que podem se tornar acionistas futuros efetuam um confronto

da rentabilidade da empresa comparando com as diversas opções existentes no

mercado.

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c) O governo foca na análise do fluxo de caixa da empresa para determinar o

imposto a ser pago.

d) Os financiadores concentram-se na capacidade de a empresa pagar os va-

lores dos financiamentos e dos juros.

e) Os empregados analisam a capacidade da empresa em efetuar o pagamen-

to dos salários e em sua capacidade de expansão.

Letra c.

Os usuários externos usam as demonstrações contábeis para satisfazer algu-

mas das suas diversas necessidades de informação. Essas necessidades in-

cluem:

a) Investidores. Os provedores de capital de risco e seus analistas que se

preocupam com o risco inerente ao investimento e o retorno que ele produz.

Eles necessitam de informações para ajudá-los a decidir se devem comprar,

manter ou vender investimentos. Os acionistas também estão interessados em

informações que os habilitem a avaliar se a entidade tem capacidade de pagar

dividendos.

b) Empregados. Os empregados e seus representantes estão interessados em

informações sobre a estabilidade e a lucratividade de seus empregadores. Tam-

bém se interessam por informações que lhes permitam avaliar a capacidade

que tem a entidade de prover sua remuneração, seus benefícios de aposenta-

doria e suas oportunidades de emprego.

c) Credores por empréstimos. Estes estão interessados em informações que

lhes permitam determinar se os seus empréstimos e os correspondentes juros

serão pagos no vencimento.

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d) Fornecedores e outros credores comerciais. Os fornecedores e outros credores

estão interessados em informações que lhes permitam avaliar se as importâncias

que lhes são devidas serão pagas nos respectivos vencimentos. Os credores comer-

ciais provavelmente estarão interessados em uma entidade por um período menor

do que os credores por empréstimos, a não ser que dependam da continuidade da

entidade como um cliente importante.

e) Clientes. Os clientes têm interesse em informações sobre a continuidade opera-

cional da entidade, especialmente quando têm um relacionamento a longo prazo

com ela, ou dela dependem como fornecedor importante.

f) Governo e suas agências. Os governos e suas agências estão interessados na

destinação de recursos e, portanto, nas atividades das entidades. Necessitam tam-

bém de informações a fim de regulamentar as atividades das entidades, estabele-

cer políticas fiscais e servir de base para determinar a renda nacional e estatísticas

semelhantes; e

g) Público. As entidades exercem influência sobre o público de diversas maneiras.

Elas podem, por exemplo, fazer contribuição substancial à economia local de vários

modos, inclusive empregando pessoas e utilizando fornecedores locais. As demons-

trações contábeis podem ajudar o público fornecendo informações sobre a evolução

do desempenho da entidade e os desenvolvimentos recentes.

O governo, essencialmente, analisa as demonstrações para acompanhar as ativida-

des da empresa, é o caso das agências reguladoras; e verificar o resultado fiscal,

neste caso os fiscos federal, estadual e municipal.

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9. (FGV/SUSAN/CONTADOR/2014) Sobre a Estrutura Conceitual para Elaboração

e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, de acordo com o CPC 00, entre os

usuários primários dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral estão

a) os investidores.

b) os administradores.

c) os funcionários.

d) os consumidores.

e) o governo.

Letra b.

Os usuários das informações contábeis são internos (administração) e externos

(primários e secundários). As demonstrações são elaboradas para os usuários ex-

ternos, em especial aos externos primários, que são os investidores e credores da

empresa.

O CPC estabelece o seguinte:

O objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral é fornecer informações


contábil-financeiras acerca da entidade que reporta essa informação (reporting entity)
que sejam úteis a investidores existentes e em potencial, a credores por empréstimos
e a outros credores, quando da tomada decisão ligada ao fornecimento de recursos
para a entidade. Essas decisões envolvem comprar, vender ou manter participações em
instrumentos patrimoniais e em instrumentos de dívida, e a oferecer ou disponibilizar
empréstimos ou outras formas de crédito.

10. (FGV/TCM-SP/AGENTE DE FISCALIZAÇÃO/2015) Relatórios contábil-financei-

ros de propósito geral contêm informações de possível interesse a uma ampla

gama de usuários. Tendo em vista que a Estrutura Conceitual para Elaboração e

Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro tem como pilar a definição do objetivo

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da elaboração e divulgação desses relatórios, interessados em informações sobre

o enfoque adotado na formulação dos pronunciamentos técnicos, das interpreta-

ções e das orientações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis podem

concluir que o comitê procura atender aos desejos e necessidades de informação:

a) de todos os possíveis usuários dos relatórios contábil-financeiros de propósito

geral;

b) da administração da entidade que reporta a informação;

c) de investidores existentes e em potencial, de credores por empréstimos e de

outros credores da entidade que reporta a informação;

d) de órgãos reguladores da entidade que reporta a informação;

e) de todos os usuários que não possam requerer que as entidades que reportam

a informação prestem a eles diretamente as informações de que necessitam.

Letra c.

Os usuários das informações contábeis são internos (administração) e externos

(primários e secundários). As demonstrações são elaboradas para os usuários ex-

ternos, em especial aos externos primários, que são os investidores e credores da

empresa.

O CPC estabelece o seguinte:

O objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral é fornecer informações


contábil-financeiras acerca da entidade que reporta essa informação (reporting entity)
que sejam úteis a investidores existentes e em potencial, a credores por empréstimos
e a outros credores, quando da tomada decisão ligada ao fornecimento de recursos
para a entidade. Essas decisões envolvem comprar, vender ou manter participações em
instrumentos patrimoniais e em instrumentos de dívida, e a oferecer ou disponibilizar
empréstimos ou outras formas de crédito.

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b) As características qualitativas da informação contábil-financeira útil

O objetivo da contabilidade é fornecer informações. Para que as informações

produzam benefícios, elas precisam ser apresentadas com transparência, com com-

pletude e de forma verdadeira para aumentar a credibilidade entre os usuários, ou

seja, devem possuir algumas características básicas que as qualificam como úteis.

A estrutura básica passou por algumas mudanças na sua revisão “R1” de forma

que as características qualitativas da informação contábil-financeira passaram a ser

divididas em:

a) Características qualitativas fundamentais (fundamental qualitative charac-

teristics– relevância e representação fidedigna), as mais críticas; e

b) Características qualitativas de melhoria (enhancing qualitative characte-

ristics – comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade),

menos críticas, mas ainda assim altamente desejáveis.

Dentre as modificações estabelecidas destacam-se:

• A característica qualitativa da confiabilidade passou a ser denominada de Re-

presentação Fidedigna;

• A característica da “Essência sobre a Forma” foi retirada da condição de com-

ponente separado da Representação Fidedigna, uma vez que foi considerada

uma redundância, já que para ser fidedigna a informação deve priorizar o

controle sobre a propriedade;

• A característica da prudência (ou conservadorismo) foi retirada na revisão,

pois ela é inconsistente com o atributo da neutralidade.

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As características qualitativas são os atributos, as condições que devem ser aten-

didas para que a informação seja proveitosa para os usuários, e, assim, representam

as propriedades necessárias para dar utilidade às informações.

Para entender a importância das caraterísticas das informações que são apre-

sentadas nas demonstrações contábeis devemos lembrar que os usuários externos

dependem das informações que são fornecidas. Assim, se não houvesse uma padro-

nização na qualidade das informações cada administrador poderia decidir sobre o quê,

e como divulgar, criando, dessa forma, uma assimetria informacional.

Como as demonstrações servirão de base para a tomada de decisão pelos usuários

externos de forma geral, elas deverão conter informações relevantes e que represen-

tam corretamente a situação da empresa. Por isso, a estrutura básica destaca que tais

informações deverão ser úteis e na busca de uma padronização formal, as caracterís-

ticas qualitativas da informação apresentadas pelo “pronunciamento 00” identificam

os tipos de informação que muito provavelmente são reputadas como as mais úteis

para a tomada de decisões acerca da entidade.

Assim, se a informação é para ser útil, ela precisa ser relevante e representar com

fidedignidade o que se propõe; ela deve representar adequadamente a “fotografia” da

situação patrimonial e financeira da entidade, devendo ser confiável e sem vieses. Por

isso, as características qualitativas fundamentais das informações são relevância e repre-

sentação fidedigna, pois uma representação fidedigna de um acontecimento irrelevante

é tão inútil quanto uma representação não fidedigna de um acontecimento relevante.

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Informação relevante

Informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer diferença nas

decisões que possam ser tomadas pelos usuários. Podemos entender que é rele-

vante a informação que, se não for prestada, ou se for prestada de forma equivo-

cada, irá afetar a decisão dos usuários.

A informação pode ser capaz de fazer diferença em uma decisão mesmo no

caso do usuário decidir não a levar em consideração ou até mesmo se já tiver

tomado ciência de sua existência por outras fontes, contudo a decisão pela impor-

tância da informação deve ser do usuário, a empresa tem a obrigação de prestar

a informação.

Uma interpretação interessante para relevância é no sentido de que se o usuário

tivesse tido a informação em momento hábil, ele teria tomada uma decisão dife-

rente. Por exemplo:

Um gestor de fundos de investimento decide aplicar nas debêntures de uma

empresa, pois ela está distribuindo um lucro acima do esperado. Para tomar a sua

decisão, ele considera somente os dados apresentados nas Demonstrações e nas

notas explicativas.

Após a compra dos títulos, é divulgado pela administração da empresa que ela

irá reconhecer uma despesa por dano ambiental em relação a um sinistro ocorrido

no ano anterior.

Sabe-se que o fato gerador da despesa foi um vazamento, que causou um dano

ambiental, ocorrido anteriormente e a administração não divulgou esta informação.

Note que, se o gestor do fundo tivesse esta informação, ele não teria comprado

as debentures, pois as despesas irão diminuir o lucro e por consequência diminuir

a distribuição aos debenturistas.

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A informação relevante é capaz de fazer diferença nas decisões dos usuários se

tiver valor preditivo, valor confirmatório ou ambos. A informação contábil-finan-

ceira tem valor preditivo se puder ser utilizada como dado de entrada em proces-

sos empregados pelos usuários para predizer futuros resultados. A informação

contábil-financeira tem valor confirmatório se retroalimentar – servir de feedback

– avaliações prévias (confirmá-las ou alterá-las).

Por valor confirmatório de uma informação, entende-se a condição de que o

usuário com a informação possa verificar a efetividade das ações da administra-

ção, ou seja, se foram atingidos os objetivos estabelecidos. A informação deve

ajudar a confirmar se a administração fez o que queria fazer.

O valor preditivo de uma informação está relacionado com a condição de que

ela servirá como direcionador nas decisões que serão tomadas elos usuários.

O valor confirmatório da informação tem relação com o passado e o valor pre-

ditivo com o futuro, por isso devem ser analisadas em conjunto de forma inter-re-

lacionadas, pois a capacidade de fazer predições é efetivada a partir do momento

da possibilidade de confirmar as predições feitas anteriormente. Por exemplo, a

informação sobre a composição do ativo e sobre a receita da empresa auxilia ao

usuário a predizer a capacidade de geração de riqueza da entidade com base em

seu ativo, tendo assim um indicador sobre o possível retorno do investimento a

ser feito.

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O Pronunciamento destaca também que a relevância da informação é afetada

pela sua materialidade. A materialidade está relacionada com a mudança de uma

decisão, pelo usuário, devido ao conhecimento de uma informação, por isto tem

relação com a natureza e a magnitude do que está sendo informado.

A informação contábil-financeira será material quando a sua omissão ou a sua

divulgação de forma distorcida (misstating) influenciar nas tomadas de decisões

dos usuários das informações. Ela é considera um aspecto de relevância específi-

co da entidade e, por essa razão, não é possível especificar um limite quantitativo

uniforme para materialidade ou predefinir o que seria jugado material em uma si-

tuação concreta.

Normalmente, a materialidade de uma informação está diretamente relacionada

com o julgamento profissional do usuário, devido a isto deve ser analisado caso a

caso para definir se uma informação é material ou não.

Em alguns casos, a natureza das informações por si só é suficiente para deter-

minar a sua relevância. Por exemplo, reportar uma nova linha de produtos que a

entidade venha a operar pode afetar a avaliação dos riscos e oportunidades com

que a entidade se depara, independente dos valores envolvidos.

Em outros casos, a materialidade é importante pelo valor envolvido. Por exem-

plo, a empresa tem estoque composto por vários produtos, sendo que os produtos

mais valorados não tem mercado atuante e tendem a não se realizarem rapida-

mente, assim é importante destacar esta informação pelos valores envolvidos.

Esta convenção contábil é de extrema importância para a relação custo-bene-

fício, pois desobriga um tratamento mais rigoroso para aqueles itens cujo valor

monetário é pequeno dentro dos gastos totais, assim, itens imateriais não neces-

sitam de um controle efetivo. A lei n. 12.973 de 2014 estabeleceu um valor para

considerar um item material para fins fiscais.

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Segundo a legislação, os bens do ativo não circulante imobilizado e intangível


com valor unitário não superior a R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais) poderão ser
lançados diretamente como despesa.

Representação fidedigna

As demonstrações contábeis representam um fenômeno econômico em pala-


vras e números. Para ser útil, a informação contábil-financeira não tem só que
representar um fenômeno relevante, mas deve representar com fidedignidade o
fenômeno que se propõe representar. A ideia básica é: “uma informação relevante
representada de forma não fidedigna passa a ser uma informação inútil”.
Representar fidedignamente um evento econômico é ser fiel ao fato, ou seja,
de forma neutra e sem um viés informacional. De forma mais simples, representar
fidedignamente é falar a verdade: o que realmente ocorreu. A representação fide-
digna, anteriormente denominado de “confiabilidade”, é definida como a qualidade
da informação que garante aos usuários uma mensagem livre de erro e de viés e
que represente fielmente o que se pretende informar.
Conforme orientação normativa, a representação fidedigna deve priorizar a es-
sência da transação em detrimento da forma, ou seja, os eventos devem ser apre-
sentados de acordo com a sua substância e realidade econômica, e não meramente
sua forma legal. Disto podemos inferir que o controle sobre um bem ou direito,
suplanta a propriedade, quando da divulgação das informações.
Assim, para ser representação perfeitamente fidedigna, a realidade retratada
precisa ter três atributos. Ela tem que ser completa, neutra e livre de erro.
• Completa: “deve incluir toda a informação necessária para que o usuário
compreenda o fenômeno sendo retratado, incluindo todas as descrições e
explicações necessárias”.

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• O retrato da realidade econômica completo deve incluir toda a informação

necessária para que o usuário compreenda o fenômeno sendo retratado, in-

cluindo todas as descrições e explicações necessárias. Por exemplo, um re-

trato completo de um grupo de ativos incluiria, no mínimo, a descrição da

natureza dos ativos que compõem o grupo, o retrato numérico de todos os

ativos que compõem o grupo, e a descrição acerca do que o retrato numérico

representa (por exemplo, custo histórico original, custo histórico ajustado ou

valor justo).

• Neutra: ausência de viés na seleção ou na apresentação da informação con-

tábil-financeira.

• Um retrato neutro da realidade econômica é desprovido de viés na seleção

ou na apresentação da informação contábil-financeira. Um retrato neutro não

deve ser distorcido com contornos que possa receber dando a ele maior ou

menor peso, ênfase maior ou menor, ou qualquer outro tipo de manipulação

que aumente a probabilidade de a informação contábil-financeira ser recebida

pelos seus usuários de modo favorável ou desfavorável. Informação neutra

não significa informação sem propósito ou sem influência no comportamento

dos usuários.

• Livre de erros: não deve haver erros ou omissões relevantes no fenômeno

retratado. Um retrato da realidade econômica livre de erros significa que não

há erros ou omissões no fenômeno retratado, e que o processo utilizado, para

produzir a informação reportada, foi selecionado e foi aplicado livre de erros.

Representação fidedigna não significa exatidão em todos os aspectos. Nesse

sentido, um retrato da realidade econômica livre de erros não significa algo

perfeitamente exato em todos os aspectos. Por exemplo, a estimativa de pre-

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ço ou valor não observável não pode ser qualificada como sendo algo exato
ou inexato. Entretanto, a representação dessa estimativa pode ser conside-
rada fidedigna se o montante for descrito claramente e precisamente como
sendo uma estimativa, se a natureza e as limitações do processo forem devi-
damente reveladas, e nenhum erro tiver sido cometido na seleção e aplicação
do processo apropriado para desenvolvimento da estimativa.

Não esqueça:
A informação precisa concomitantemente ser relevante e representar com fidedig-
nidade a realidade reportada para ser útil. Nem a representação fidedigna de fenô-
meno irrelevante, tampouco a representação não fidedigna de fenômeno relevante
auxilia os usuários a tomarem boas decisões.
As características fundamentais são bastante exigidas em concurso, sendo que
questões normalmente são literais, assim, basta saber quais são e alguns conceitos
relacionados.
Vamos ver:

Julgue o item seguinte, de acordo com os princípios de contabilidade e as normas


do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
1. (Cespe/DPF/Perito contador/2013) Relevância e comparabilidade são caracterís-
ticas qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira útil, pois tornam
a informação capaz de fazer a diferença nas decisões tomadas pelos usuários.

Errado.
A assertiva cobra literalmente quais são as características fundamentais da infor-
mação contábil. Para responder basta lembra que são a relevância e a representa-
ção fidedigna.

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2. (FEPESE/MPE-SC/AUDITOR/2014) De acordo com o CPC 00/R1/2011, são duas


as características qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira.
Assinale a alternativa que traz estas características fundamentais
a) Compreensibilidade e relevância
b) Verificabilidade e tempestividade
c) Comparabilidade e verificabilidade
d) Relevância e representação fidedigna
e) Representação fidedigna e tempestividade.

Letra d.
Novamente a questão é literal, basta saber que relevância e representação fidedigna
são as características fundamentais da informação contábil. “É só correr para o abraço”.

3. (IF-PI/ IF-PI/Professor de contabilidade/2016) As demonstrações contábeis são


importantes para que o usuário interessado pela informação tome decisões e co-
nheça a situação econômico-financeira de uma entidade. Conforme a Estrutura
Conceitual Básica-CPC 00(R1), a qualidade da informação contábil deve ser útil e
relevante. Conforme a afirmação acima marque a alternativa CORRETA:
a) As características qualitativas fundamentais são relevância e representação fi-
dedigna.

b) A informação econômica é capaz de fazer diferença nas decisões se tiver valor

preditivo, valor médio ou ambos.

c) A informação contábil-financeira já é considerada útil se representar um fenô-

meno relevante.

d) Representação fidedigna de uma informação significa exatidão em todos os as-

pectos.

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Letra a.

Boa questão; contudo, a resposta é a mesma das demais.

Na letra “B” sabemos que a informação é relevante se possuir valor preditivo e

confirmatório, ou ambos.

Na letra “C” não basta ser relevante, lembram? Deve ser relevante e fidedigna.

Na letra “D” a representação fidedigna não representa exatidão, mas sim que as

informações estão livres de erros materiais.

4. (FGV/TCM-SP/AGENTE DE FISCALIZAÇÃO/2015) Quando, ao divulgar suas de-

monstrações financeiras, uma entidade omite uma informação ou realiza uma di-

vulgação distorcida, de forma a influenciar decisões que os usuários tomam com

base na informação contábil-financeira, pode-se dizer que há uma referência à

característica qualitativa da:

a) compreensibilidade;

b) confiabilidade;

c) materialidade;

d) objetividade;

e) verificabilidade.

Letra c.
Os atributos fundamentais são divididos em relevância e representação fidedigna.
A relevância deve apresentar um valor preditivo, confirmatório ou ambos, sempre
considerando a materialidade da informação.
A representação fidedigna é aquela que é completa, neutra e livre de erros.

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A materialidade é um atributo da relevância e tem relação com a importância da


informação para o usuário; é material a informação que ao ser disponibilizada afe-
tará a posição/decisão final do usuário.

Características de melhoria da informação

Como vimos as características qualitativas de dividem em fundamentais e em


características de melhoria.
a) Características qualitativas fundamentais (fundamental qualitative charac-
teristics– relevância e representação fidedigna), as mais críticas; e
b) Características qualitativas de melhoria (enhancing qualitative characte-
ristics – comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade),
menos críticas, mas ainda assim altamente desejáveis.
É importante destacar que as características de melhoria são desejáveis, mas
não essenciais. Elas agregam valor e melhoram a qualidade da informação, ser-
vindo para auxiliar qual de duas alternativas de informação igualmente relevan-
te e fidedigna deveria ser apresentada em relação a um fenômeno , no entanto,
elas não tornam a informação útil. Se uma informação for irrelevante ou não tiver
representação fidedigna, não importa ser comparável, verificável, tempestiva ou
compreensível, ela não é uma informação útil.

A aplicação das características qualitativas de melhoria é um processo interativo

que não segue uma ordem preestabelecida e nem existe hierarquia entre os atri-

butos. Algumas vezes, uma característica qualitativa de melhoria pode ter que ser

diminuída para maximização de outra característica qualitativa. Por exemplo, a re-

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dução temporária na comparabilidade como resultado da aplicação prospectiva de

uma nova norma contábil-financeira pode ser vantajosa para o aprimoramento da

relevância ou da representação fidedigna no longo prazo.

Comparabilidade

A comparabilidade é a característica qualitativa de melhoria que visa fazer com

que os usuários identifiquem e compreendam as semelhanças e as diferenças en-

tres as informações e dados apresentados e divulgados.  Tem como necessidade

própria precisar de pelo menos dois itens para efetivar a comparação.

As decisões de usuários implicam escolhas entre alternativas, como, por exem-

plo, vender ou manter um investimento, ou investir em uma entidade ou noutra.

Consequentemente, a informação acerca da entidade será mais útil caso possa ser

comparada com informação similar sobre outras entidades e com informação simi-

lar sobre a mesma entidade para outro período ou para outra data.

Assim, por uma questão de lógica, se o objetivo é comparar, existe a necessida-

de de ter um dado em mãos para comparar com outro dado, e assim inferir sobre

algo. O atributo da comparabilidade permite que sejam comparadas informações

com outras entidades ou com a mesma entidade, entre mais de um período.

Outro ponto importante da comparabilidade é que ela não se confunde com o

atributo da consistência ou de uniformidade. Aí temo uma:

É normal as bancas apresentarem que comparabilidade é o mesmo que consistên-

cia ou que uniformidade.

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Consistência, embora esteja relacionada com a comparabilidade, não significa o

mesmo. Consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos para os mesmos itens,

tanto de um período, quanto para outro, considerando a mesma entidade que re-

porta a informação, quanto para um único período entre entidades. Comparabilida-

de é o objetivo e a consistência auxilia a alcançar esse objetivo.

Comparabilidade não significa uniformidade. Para que a informação seja compa-

rável, coisas iguais precisam parecer iguais e coisas diferentes precisam parecer

diferentes. A comparabilidade da informação contábil-financeira não é aprimorada

ao se fazer com que coisas diferentes pareçam iguais ou ainda ao se fazer coisas

iguais parecerem diferentes.

Meu amigo(a), chamo a sua atenção para que entenda que manter a consistên-

cia não quer dizer que a empresa não possa mudar algum critério. A consistência

estabelece que a empresa mantenham os mesmos critérios dentro do exercício, e,

se está utilizando um critério, que este seja utilizado em todos os itens da mesma

natureza. Por exemplo, se a empresa utiliza em suas máquinas da linha de pro-

dução o critério da depreciação pelo número de unidades produzidas, deve utilizar

para todas as máquinas na linha de produção o mesmo critério. Se a empresa faz

estimativa de inadimplência para as contas a receber, deve fazer para todas as

contas a receber.

Qualquer mudança de critério que impacte de forma relevante nos dados apre-

sentados deve ser divulgada em notas explicativas junto com as demonstrações

contábeis.

Em sua essência, a comparabilidade deve possibilitar ao usuário o conhecimen-

to da situação e evolução de determinada informação ao longo do tempo, numa

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mesma Entidade ou em diversas Entidades, de tal forma que se obtenha condições

para a melhor tomada de decisão.

Verificabilidade

A verificabilidade significa que diferentes observadores, conscientes e indepen-

dentes entre si, podem chegar a um consenso sobre a relevância, fidedignidade e

composição de uma informação. Tem relação com conseguir comprovar uma infor-

mação.

A verificabilidade não é sinônimo de concordância entre as opiniões e decisões

dos usuários, ela ajuda a assegurar aos usuários que a informação representa fide-

dignamente o fenômeno econômico que se propõe representar.

A verificação pode ser direta ou indireta. Verificação direta significa verificar um

montante ou outra representação por meio de observação direta, como, por exem-

plo, por meio da contagem de caixa a identificação física de bens do imobilizado.

Verificação indireta significa checar os dados de entrada do modelo, fórmula ou

outra técnica e recalcular os resultados obtidos por meio da aplicação da mesma me-

todologia. Ela está relacionada com exame documental. Um exemplo é a verificação

do valor contábil dos estoques por meio da checagem dos dados de entrada (quanti-

dades e custos) e por meio do recálculo do saldo final dos estoques utilizando a mes-

ma premissa adotada no fluxo do custo (por exemplo, utilizando o método PEPS).

Tempestividade

Tempestividade significa ter informação disponível para tomadores de decisão a


tempo de poder influenciá-los em suas decisões. Há relação direta com a oportu-

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nidade de uma informação. Sendo assim, a informação deve estar disponível para
tomadores de decisão a tempo para poder influenciá-los em suas decisões.
Em geral, a informação mais antiga é a que tem menos utilidade. Contudo, certa
informação pode ter o seu atributo tempestividade prolongado após o encerramen-
to do período contábil, em decorrência de alguns usuários necessitarem identificar
e avaliar tendências.
A falta de tempestividade pode criar uma assimetria informacional entre os
usuários. Por exemplo, os usuários internos (administradores) têm conhecimento
de uma informação relevante, contudo não a divulgam para não afetar a nego-
ciação de um título da empresa no mercado de capital. Quando a informação for
divulgada, após a negociação dos papeis ter sido efetivada, ela perdeu a sua opor-
tunidade e de certa forma foi inútil naquele momento.

Compreensibilidade

Compreensibilidade é uma das características que ajudam o usuário a assimilar


o significado das informações. Assim, ajudam o usuário a classificar, mensurar e
apresentar a informação com clareza, concisão e torná-la compreensível.
A compreensibilidade presume que o usuário disponha de conhecimentos de
Contabilidade e dos negócios e atividades da Entidade. O usuário deve dispor de co-
nhecimentos em nível que o habilite ao entendimento das informações colocadas à
sua disposição, desde que se proponha analisá-las, pelo tempo e com a profundida-
de necessários, sendo que uma eventual dificuldade de entendimento suficiente das

informações contábeis por algum usuário jamais será motivo para não divulgá-las.

Normalmente as bancas afirmam que, para facilitar a compreensão pelos usuários,


a empresa não precisa divulgar as informações consideradas complexas. Não caiam

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neste peguinha. Devem ser divulgadas todas as informações relevantes, inclusive


as que envolvem cálculos complexos como os relacionados com a precificação de
ativos e derivativos no mercado de capital.

Então, para ser compreensível, a informação deve ser divulgada com clareza e
completude. Contudo, exige-se que o usuário saiba interpretar as informações, pois
as informações sobre assuntos complexos que devem ser incluídas nas demons-
trações contábeis, por causa da sua relevância para as necessidades de tomada de
decisão pelos usuários, não devem ser excluídas meramente sob o pretexto de que
seriam difíceis para certos usuários as entenderem.

c) A definição, o reconhecimento e a mensuração dos elementos a partir

dos quais as demonstrações contábeis são elaboradas.

As demonstrações contábeis retratam os efeitos patrimoniais e financeiros das

transações e outros eventos por meio do grupamento dos mesmos em classes am-

plas de acordo com as suas características econômicas.

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Essas classes amplas são denominadas de elementos das demonstrações con-

tábeis.

• Os elementos diretamente relacionados à mensuração da posição patrimonial

e financeira no balanço patrimonial são os ativos, os passivos e o patrimônio

líquido e serão apresentados no Balanço Patrimonial.

• Os elementos diretamente relacionados com a mensuração do desempenho

na demonstração do resultado são as receitas e as despesas e serão apresen-

tados na Demonstração do Resultado do Exercício.

A apresentação desses elementos no balanço patrimonial e na demonstração do

resultado envolve um processo de subclassificação. Por exemplo, ativos e passivos

podem ser classificados por sua natureza ou função nos negócios da entidade, em

circulantes e os não circulantes, a fim de mostrar as informações da maneira mais

útil aos usuários para fins de tomada de decisões econômicas. As receitas e des-

pesas são segmentadas conforme as atividades em operacionais e outras receitas

ou despesas.

Definição

A definição dos elementos prevista no Pronunciamento discorre sobre os concei-

tos de ativo, passivo, patrimônio líquido, receita e despesa. Contudo, são denomi-

nados de elementos das Demonstrações Contábeis.

Os elementos diretamente relacionados com a mensuração da posição patri-

monial e financeira são os ativos, os passivos e o patrimônio líquido. Estes são

definidos como segue:

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a) ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e


do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade;
b) passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja
liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar be-
nefícios econômicos;
c) patrimônio líquido é o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos
todos os seus passivos.

Os elementos diretamente relacionados com a mensuração e apuração do

resultado são as receitas e as despesas.

a) receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a
forma da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuição de passivos, que
resultam em aumentos do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com a
contribuição dos detentores dos instrumentos patrimoniais;
b) despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob
a forma da saída de recursos ou da redução de ativos ou assunção de passivos, que
resultam em decréscimo do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com
distribuições aos detentores dos instrumentos patrimoniais.

O resultado é frequentemente utilizado como medida de performance, de-

sempenho ou como base para outras medidas, tais como o retorno do investimen-

to ou o resultado por ação.

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Reconhecimento

Reconhecimento é o processo que consiste na incorporação nas demonstrações

contábeis de item que se enquadre na definição de elemento, ou seja, é o processo

de identificação e classificação do elemento, contudo pata que um item seja regis-

trado nas demonstrações ele deve satisfazer os seguintes critérios:

a) for provável que algum benefício econômico futuro associado ao item flua

para a entidade (ativo) ou flua da entidade (passivo); e

b) o item tiver custo ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade.

Notem que a palavra chave é a probabilidade (provável) de um bem se reali-

zar para a empresa quando for um ativo, ou exigir algo da empresa, quando for

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um passivo. Esta diferença caracteriza o ativo como realizável e o passivo como

exigível.

Fique atento(a). Para ser reconhecido como ativo ou passivo deve ser PROVÁ-

VEL que o bem irá se realizar (ativo) ou será exigida uma liquidação (passivo).

Outro critério muito importante é que o elemento deve ser mensurável. Quando

a empresa não conseguir estabelecer um valor, mesmo que por estimativa, não

deve reconhecer o item nas demonstrações.

O conceito de probabilidade deve ser adotado nos critérios de reconheci-

mento para determinar o grau de incerteza com que os benefícios econômicos

futuros referentes ao item venham a fluir para a entidade ou a fluir da entidade.

As avaliações acerca do grau de incerteza quanto à realização de um bem

devem ser feitas com base na evidência disponível quando as demonstrações

contábeis são elaboradas, ou seja, deve ser na data das demonstrações, o que

ocorre normalmente no dia 31/12. Por exemplo, quando for provável que uma

conta a receber devida à entidade não será paga pelo devedor, é então justifi-

cável, reconhecer uma estimativa de perda pela provável inadimplência e dessa

forma, reconhecer como despesa a esperada redução nos recebimentos (bene-

fícios econômicos esperados).

O segundo critério para reconhecimento de um item é que ele possua custo

ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade. Em muitos casos, o custo

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ou valor precisa ser estimado. O uso de estimativas razoáveis é parte essencial

da elaboração das demonstrações contábeis e não prejudica a sua confiabilidade.

Quando, entretanto, não puder ser feita estimativa razoável, o item não deve ser

reconhecido no balanço patrimonial ou na demonstração do resultado.

Por exemplo, o valor que se espera receber de uma ação judicial pode enqua-

drar-se nas definições tanto de ativo (direito), quanto de receita (ganho), assim

como nos critérios probabilísticos exigidos para reconhecimento. Todavia, se não é

possível mensurar com confiabilidade o montante que será recebido, ele não deve

ser reconhecido como ativo ou receita.

Mensuração dos elementos

Mensuração é o processo que consiste em determinar os montantes monetários

(VALOR) por meio dos quais os elementos das demonstrações contábeis devem ser

reconhecidos e apresentados no balanço patrimonial e na demonstração do resul-

tado.

Para conseguir estabelecer o valor de um elemento nas demonstrações contá-

beis, a empresa deve selecionar uma base inicial de mensuração, ou seja, estabe-

lecer o valor de entrada do item.

Após o reconhecimento do valor do bem, a empresa ajusta este valor de acor-

do com a sua realização corrente (uso/perda/desvalorização, etc.), no término, ao

elaborar as demonstrações, a empresa deve apresentar o valor de saída do bem.

A mensuração consiste em estabelecer, com base no preço de entrada, o preço de

SAÍDA, a realização para ativos e a exigibilidade para passivos.

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Valores de entrada: referem-se aos valores de obtenção dos elementos;

Valores de Saída: refletem os valores recebidos ou gastos pela firma, na liquidação

de um item.

Na contabilidade, uma multiplicidade de bases de mensuração é empregada

em diferentes graus e em variadas combinações para estabelecer o valor dos itens

nas demonstrações contábeis. Cada item terá um tratamento, vai depender da sua

natureza. Por exemplo: os estoques são mensurados ao valor de mercado; os va-

lores a receber e a pagar ao valor presente; o imobilizado é ajustado ao seu valor

realizável etc.

Segundo o pronunciamento conceitual são utilizadas as seguintes bases de

mensuração:

a) Custo histórico. Os ativos são registrados pelos valores pagos ou pelo valor

justo dos recursos que são entregues para adquiri-los na data da aquisição. Os pas-

sivos são registrados pelos valores dos recursos que serão necessários para liquidar

o passivo no curso normal das operações

O custo histórico representa o valor original de negociação, o primeiro valor re-

gistrado. Para estabelecer o valor original, é importante considerar que tudo o que

for gasto com o item até a sua disponibilização para a empresa é considerado um

custo. Assim, se a empresa comprar uma máquina por R$ 10.000,00 e gastar R$

5.000,00 com frete e seguro, o valor original da máquina é de R$ 15.000,00.

b) Custo corrente. Os ativos são mantidos como valores que teriam de ser pa-

gos, caso esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data

do balanço. Os passivos são reconhecidos pelos valores não descontados (com os

juros embutidos), que se espera seriam necessários para liquidar a obrigação na

data do balanço.

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O custo corrente é conhecido como custo de reposição e normalmente é uti-

lizado para tomadas de decisão interna. Considerando que os ativos são mensura-

dos pelo valor que seria necessário para adquiri-lo no momento e os passivos, pelo

valor necessário para liquidar a obrigação no momento.

c) Valor realizável (valor de realização ou de liquidação). Os ativos são manti-

dos pelos valores que poderiam ser obtidos pela sua venda em forma ordenada. Os

passivos são mantidos pelos seus montantes de liquidação, isto é, pelos montantes

em caixa ou equivalentes de caixa não descontados, cujos pagamentos são espe-

rados para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações.

O valor realizável é o valor que o item apresenta nas demonstrações contábeis,

normalmente pelo seu valor original deduzido do valor já realizado pela depreciação

ou estimativa de perdas, ou das despesas de vendas. Os ativos são registrados pe-

los valores líquidos que seriam obtidos pela sua venda e os passivos, pelos valores

necessários para liquidar a obrigação no curso normal das operações da entidade.

d) Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado,

dos fluxos futuros de entradas líquidas de caixa que se espera que seja gerado

pelo item no curso normal das operações. Os passivos são mantidos pelo valor

presente, descontado, dos fluxos futuros de saídas líquidas de caixa que se es-

pera serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações.

Representa o valor original (futuro) deduzido dos juros e correções embutidos

no seu montante. Os ativos e os passivos de longo prazo e os de curto prazo, quan-

do o valor for relevante, deverão ser registrados pelo valor presente do fluxo de

caixa líquido que se espera seja gerado ou consumido no curso normal das opera-

ções da entidade.

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A base de mensuração mais comumente adotada pelas entidades na elaboração

de suas demonstrações contábeis é o custo histórico. Ele é normalmente combi-

nado com outras bases de mensuração. Por exemplo, os estoques são geralmente

mantidos pelo menor valor entre o custo e o valor líquido de realização, os títulos

e valores mobiliários negociáveis podem em determinadas circunstâncias ser man-

tidos a valor de mercado e os passivos decorrentes de pensões são mantidos pelo

seu valor presente.

Em 15/7/2015, uma empresa adquiriu, à vista, mercadorias para revenda no valor

unitário de R$ 7,00, contemplando todos os custos de aquisição. Em 31/7/2015, o

preço de reposição unitário das referidas mercadorias havia alcançado o valor de

R$ 7,80, ao passo que o preço de venda unitário estimado da mercadoria era R$

12,50, e o gasto estimado necessário para a concretização da venda era R$ 1,50

por unidade. Em uma transação sem favorecimentos, cada uma dessas mercado-

rias poderia ser trocada no mercado pelo valor de R$ 12,50 no último dia do mês

de julho de 2015.

Com base na situação hipotética apresentada, julgue os próximos itens:

5. (CESPE/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO – CONTABILIDADE/ 2015) Em 31/7/2015, o

custo corrente unitário das mercadorias adquiridas era R$ 7,80.

Certo.

Esta questão é muito boa para contextualizar cada conceito apresentado.

Valor de aquisição = valor histórico = R$ 7,00

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Preço de reposição = valor corrente = R$ 7,80

Preço de venda (-) custos de vendas = Valor realizável líquido = R$ 11,00

(12,50 – 1,50)

Valor de troca = valor justo = 12,50

6. (CESPE/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO – CONTABILIDADE/2015) Em atendimento

ao princípio do registro pelo valor original, que indica o custo histórico como a base

de mensuração a ser utilizada para o registro inicial dos componentes patrimoniais,

cada unidade da mercadoria adquirida deve ser reconhecida ao preço de R$ 7,00.

Certo.

Esta questão é muito boa para contextualizar cada conceito apresentado.

Valor de aquisição = valor histórico = R$ 7,00

Preço de reposição = valor corrente = R$ 7,80

Preço de venda (-) custos de vendas = Valor realizável líquido = R$ 11,00 (12,50

– 1,50)

Valor de troca = valor justo = 12,50

Acerca da estrutura conceitual básica da contabilidade, dos planos de contas, dos


lançamentos e da apuração de resultados bem como da estrutura das demonstra-
ções contábeis, julgue os itens que se seguem.
7. (CESPE/FUNPRESP-EXE/CONTABILIDADE E FINANÇAS/2016) A verificabilidade,
uma das características qualitativas de melhoria, é aquela que garante a uniformi-

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dade das demonstrações contábeis, dando segurança ao usuário sobre a adoção de


métodos semelhantes para contabilização de itens idênticos.

Errado.
A verificabilidade é uma característica de melhoria e está relacionada com a capa-
cidade de comprovação de uma informação pelos usuários. A utilização de métodos
uniformes tem relação com o atributo da comparabilidade.

Julgue o item seguinte, acerca dos componentes patrimoniais, suas características


e contabilização.
8. (CESPE/MPU/ANALISTA ATUARIAL/2015) As despesas configuram perdas nos be-
nefícios econômicos de uma entidade, sob a forma de redução de ativos ou acrés-
cimo de passivos, não estando relacionadas a distribuição de recursos a sócios/
acionistas.

Certo.
A assertiva cobra o conceito de despesa apresentado na estrutura conceitual. As
transações com os sócios como: aumento de capital, saída de sócios e pagamento
de dividendos, não são tratadas como receitas ou despesas.
Não esqueçam que toda despesa diminui o PL, contudo nem toda diminuição do PL
é despesa.

Com relação aos princípios, às normas, às teorias e às práticas contábeis vigentes,


julgue o item que se segue.
9. (CESPE/TCE-RN/AUDITOR/2015) A essência sobre a forma é conceito indispen-
sável para o cumprimento da característica qualitativa da representação fidedigna,

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ao passo que a prudência, por ser inconsistente com a neutralidade, é incompatível


com a representação fidedigna.

Certo.
A essência sobre a forma foi retirada na revisão do pronunciamento conceitual por
ser considerada uma redundância, pois, para a contabilidade, a representação fide-
digna exige que o controle sobreponha a propriedade. A prudência foi excluída por
ser contraria à neutralidade, uma característica da representação fidedigna.

Com relação à estrutura conceitual do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC),


julgue os itens a seguir.
10. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) O direito de propriedade é condição essen-
cial para que seja configurada a existência de um ativo, o qual surge sempre em
decorrência de um direito legal.

Errado.
Como vimos, na contabilidade atual prevalece a “essência econômica sobre a forma
legal”, daí podemos inferir que o controle sobrepõe a propriedade. Dessa forma, um
item pode estar no ativo da empresa mesmo não sendo de sua propriedade legal.
O caso mais caraterizador da essência sobre a forma é o arrendamento mercantil
financeiro, onde a empresa é usufrutuária do bem, contudo a propriedade é da fi-
nanceira (arrendadora).

Julgue o item seguinte, de acordo com os princípios de contabilidade e as normas

do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

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11. (CESPE/DPF/PERITO CONTADOR/2013) Relevância e comparabilidade são ca-

racterísticas qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira útil, pois

tornam a informação capaz de fazer a diferença nas decisões tomadas pelos usuá-

rios.

Errado.

As caraterísticas fundamentais da informação contábil são: RELEVÂNCIA E REPRE-

SENTAÇÃO FIDEDIGNA.

Existem também os atributos de melhoria que são: comparabilidade, verificabilida-

de, tempestividade e compreensibilidade.

d) Conceito de capital e de manutenção de capital

Nesta parte, o Pronunciamento procura conceituar o termo capital. Por capital,

entende-se o montante aplicado na empresa pelos sócios. Inicialmente há uma re-

lação direta com o capital social e por fim o montante do Patrimônio Líquido, pois o

“PL” em última análise representa o capital dos sócios na empresa.

De acordo com a Estrutura Conceitual o capital de uma entidade pode ser defi-

nido como financeiro (monetário) ou físico (operacional).

De acordo com o conceito de capital financeiro, tal como o dinheiro investido ou o seu
poder de compra investido, o capital é sinônimo de ativos líquidos ou patrimônio líquido
da entidade. Segundo o conceito de capital físico, tal como capacidade operacional, o
capital é considerado como a capacidade produtiva da entidade baseada, por exemplo,
nas unidades de produção diária.

De acordo com o conceito, podemos inferir que o capital financeiro se refere

ao investimento realizado, ou seja, ao dinheiro colocado no negócio pelos sócios,

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que foi ajustado pelos resultados oriundos das atividades correntes. Desse modo,

representa o resíduo patrimonial, denominado como ativo líquido ou patrimônio

líquido. Representa o valor patrimonial de uma empresa.

PL = ATIVO LÍQUIDO = CAPITAL PRÓPRIO = ATIVO (-) PASSIVO

O capital físico, por sua vez, diz respeito à capacidade produtiva ou operacional

da entidade. Este conceito tem relação com a produção, por isto, é mais direciona-

do para as indústrias, que estabelecem o valor do seu capital (PL) pela sua capa-

cidade de produção. É um bom parâmetro para se estabelecer o valor de mercado

de uma empresa.

O pronunciamento prevê que a seleção do conceito de capital apropriado (fi-

nanceiro ou físico) para a entidade deve estar baseada nas necessidades dos usuá-

rios das demonstrações contábeis. Assim, o conceito de capital financeiro deve

ser adotado se os usuários das demonstrações contábeis estiverem primariamente

interessados na manutenção do capital nominal investido ou no poder de compra

do capital investido. Se, contudo, a principal preocupação dos usuários for com a

capacidade operacional da entidade, o conceito de capital físico deve ser adotado.

No Brasil, as empresas divulgam suas demonstrações com base no conceito de

capital financeiro.

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DÚVIDA DE SALA DE AULA

Em sala de aula um aluno questionou:


− “Professor o capital financeiro é o próprio Patrimônio Líquido? Do jeito que
já era?”

Exatamente. Se você notar, o conceito de capital financeiro nada mais é que o


valor do PL, ou seja, o valor patrimonial da empresa. Assim, primeiro se estabelece
o valor financeiro para o ativo total, depois retira-se o total do passivo exigível e a
sobra é o patrimônio líquido. Este é o normal nas nossas empresas, avaliar o capital
dos sócios pelo montante financeiro.
Contudo, o valor de mercado da empresa na Bolsa de Valores ou em outro mer-
cado de negociação pode ser mensurado com base no capital físico. Por isto que
este conceito é mais utilizado com ferramenta gerencial e de decisão.

Conceito de manutenção de capital

O conceito de manutenção do capital está relacionado com a forma que a en-


tidade define o capital que ele procura manter, assim, tem relação direta com o
capital financeiro ou capital físico.
• Manutenção do capital financeiro. De acordo com esse conceito, o lucro
é considerado auferido somente se o montante financeiro (ou dinheiro) dos
ativos líquidos no fim do período exceder o seu montante financeiro (ou di-
nheiro) no começo do período, depois de excluídas quaisquer distribuições
aos proprietários e seus aportes de capital durante o período. A manutenção
do capital financeiro pode ser medida em qualquer unidade monetária nomi-
nal ou em unidades de poder aquisitivo constante.

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O conceito financeiro de manutenção do capital não requer o uso de uma

base específica de mensuração. A escolha da base depende do tipo de capital que

a entidade procura manter e o lucro representa o aumento do capital nominal no

período.

• Manutenção do capital físico. De acordo com esse conceito, o lucro é con-

siderado auferido somente se a capacidade física produtiva (ou capacidade

operacional) da entidade (ou os recursos ou fundos necessários para atingir

essa capacidade) no fim do período exceder a capacidade física produtiva no

início do período, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprietá-

rios e seus aportes de capital durante o período.

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A manutenção de do capital físico requer a adoção do custo corrente como

base de avaliação e o lucro representa o aumento do capital físico no período.

A principal diferença entre os dois conceitos de manutenção de capital está no

tratamento dos efeitos das mudanças nos preços dos ativos e passivos da entidade.

No conceito financeiro, é considerado o valor monetário para mensurar o ativo e o

passivo, enquanto que, no conceito físico, o valor produtivo é levado em conside-

ração para a mensuração. Em termos gerais, a entidade terá mantido seu capital

investido se ela tiver tanto capital (PL) no fim do período como tinha no início,

computados os efeitos das distribuições aos proprietários e seus aportes para o

capital durante esse período. Qualquer valor além daquele necessário para manter

o capital do início do período é lucro.

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Note que a manutenção de capital representa um elo entre os conceitos de ca-


pital e os conceitos de lucro, pois fornece o ponto de referência para medição do
resultado apurado pela empresa, com base nos valores do ativo e do passivo. Em
termos gerais, a entidade terá mantido seu capital se ela tiver tanto capital no fim
do período como tinha no início, computados os efeitos das distribuições aos pro-
prietários e seus aportes para o capital durante esse período. Qualquer valor além
daquele necessário para manter o capital do início do período é lucro.
De acordo com o conceito de manutenção do capital financeiro, por meio
do qual o capital é definido em termos de unidades monetárias nominais, o lucro
representa o aumento do capital monetário nominal ao longo do período. Assim, os
aumentos nos preços de ativos mantidos ao longo do período, convencionalmente
designados como ganhos de estocagem, são, conceitualmente, lucros. Entretanto,
eles podem não ser reconhecidos como tais até que os ativos sejam realizados me-
diante transação de troca. Quando o conceito de manutenção do capital financeiro
é definido em termos de unidades de poder aquisitivo constante, o lucro representa
o aumento no poder de compra investido ao longo do período. Assim, somente a
parcela do aumento nos preços dos ativos que exceder o aumento no nível geral
de preços é considerada como lucro. O restante do aumento é tratado como ajuste
para manutenção do capital e, consequentemente, como parte integrante do patri-
mônio líquido.
De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, quando o capital
é definido em termos de capacidade física produtiva, o lucro representa o aumento
desse capital ao longo do período. Todas as mudanças de preços afetando ativos e
passivos da entidade são vistas, nesse conceito, como mudanças na mensuração
da capacidade física produtiva da entidade. Assim sendo, devem ser tratadas como
ajustes para manutenção do capital, que são parte do patrimônio líquido, e não
como lucro.

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Este assunto tem sido cobrado em algumas provas, vamos ver:

12. (FUNDEP/IFN-MG/TÉCNICO CONTÁBIL/2016) Tomando por base a estrutura

conceitual básica da Contabilidade (Resolução Nº 1.374/11 do Conselho Federal de

Contabilidade), em relação os conceitos de manutenção de capital e determinação

do lucro, é incorreto afirmar:

a) De acordo com o conceito de manutenção do capital financeiro, o lucro é con-

siderado auferido somente se o montante financeiro dos ativos líquidos no fim

do período exceder o seu montante financeiro no começo dele, depois de excluí-

das quaisquer distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante

o período.

b) De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, o lucro é considerado

auferido somente se a capacidade física produtiva da entidade no fim do período

exceder a capacidade física produtiva no início dele, depois de excluídas quaisquer

distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante o período.

c) O conceito de manutenção de capital representa um elo entre os conceitos de

capital e os de lucro, pois fornece um ponto de referência para medição do lucro. O

conceito de manutenção do capital físico requer a adoção do custo histórico como

base de mensuração, enquanto o conceito de manutenção do capital financeiro não

requer o uso de uma base específica de mensuração.

d) A principal diferença entre os dois conceitos de manutenção de capital está no

tratamento dos efeitos das mudanças nos preços dos ativos e passivos da entidade.

Em termos gerais, a entidade terá mantido seu capital se ela tiver tanto capital no

fim do período como tinha no início, computados os efeitos das distribuições aos

proprietários e seus aportes para o capital durante esse período.

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Letra c.

A letra “c” está errada, pois o conceito de manutenção do capital físico requer a

adoção do custo CORRENTE como base de mensuração. O custo corrente é o custo

de reposição de um ativo.
A questão é bem teórica, quase que literal ao pronunciamento.
As letras “a” e “b” estão corretas, de acordo com o conceito de manutenção do
capital, o lucro é a variação positiva no PL, depois de deduzidas as movimentações
com os sócios (aporte de capital/dividendos e juros sobre capital pagos).

A letra “d” também está correta, representa de forma literal a diferença entre os

dois modelos de conceitos de manutenção de capital. A diferença entre os modelos

é a forma de valoração dos ativos e passivos, um é pelo valor monetário (capital

financeiro) e outro pelo valor produtivo (capital físico).

13. (CFC/CFC/BACHAREL EM CONTABILIDADE/2014) Com base na Resolução NBC


TG ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação
de Relatório Contábil-Financeiro, julgue os itens sobre Manutenção de Capital como
Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA.
I – De acordo com o conceito de capital financeiro, tal como o dinheiro investido
ou o seu poder de compra investido, o capital é sinônimo de ativos líquidos
ou patrimônio líquido da entidade.
II – De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, o lucro é conside-
rado auferido somente se a capacidade física produtiva da entidade no fim do

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período exceder a capacidade física produtiva no início do período, depois de


excluídas quaisquer distribuições aos proprietários e seus aportes de capital
durante o período.

III – Todas as mudanças de preços, afetando ativos e passivos da entidade, são

vistas, no conceito de manutenção de capital físico, como mudanças na

mensuração da capacidade financeira da entidade, devendo ser tratadas

como lucro.

A sequência CORRETA é

a) F, F, V.

b) F, V, F.

c) V, F, V.

d) V, V, F.

Letra d.

Outra questão literal:

I- Verdadeira. De acordo com o conceito de capital financeiro, tal como o dinheiro

investido ou o seu poder de compra investido, o capital é sinônimo de ativos líqui-

dos ou patrimônio líquido da entidade. Lembrem que o conceito financeiro esta

relacionado com o valor em dinheiro do PL.

II- Verdadeira: Manutenção do capital físico. De acordo com esse conceito, o lucro

é considerado auferido somente se a capacidade física produtiva (ou capacidade

operacional) da entidade (ou os recursos ou fundos necessários para atingir essa

capacidade) no fim do período exceder a capacidade física produtiva no início do

período, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprietários e seus apor-

tes de capital durante o período.

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Entendam que a manutenção de capital está relacionada com a manutenção do va-

lor do PL; se o PL aumentar de um ano para o outro sem ter sido pelas atividades

com os sócios, a empresa apurou um lucro.

III- Falsa. De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, quando o

capital é definido em termos de capacidade física produtiva, o lucro representa o

aumento desse capital ao longo do período. Todas as mudanças de preços afetando

ativos e passivos da entidade são vistas, nesse conceito, como mudanças na men-

suração da capacidade física produtiva da entidade. Assim sendo, devem ser tra-

tadas como ajustes para manutenção do capital, que são parte do patrimônio

líquido, e não como lucro.

14. (VUNESP/PREFEITURA DE SP/AUDITOR MUNICIPAL/2015) As demonstrações

contábeis objetivam, seguindo a abordagem dada pela Estrutura Conceitual para

Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil e Financeiro, fornecer informações

úteis na tomada de decisões econômicas, bem como avaliações, por parte dos

usuários em geral, dessas informações. As demonstrações contábeis não têm um

propósito específico único e são mais comumente elaboradas segundo modelo ba-

seado,

a) no valor justo e no conceito de manutenção de capital financeiro ajustado.

b) no custo de reposição e no conceito de manutenção do capital financeiro ajustado.

c) no valor de reposição, bem como no conceito de manutenção do capital ajustado.

d) no custo histórico recuperável e no conceito da manutenção do capital financei-

ro nominal.

e) no valor justo, bem como no conceito de fluxo de caixa descontado.

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Letra d.

As demonstrações contábeis são elaboradas para os usuários externos, especial-

mente para os investidores e credores por empréstimo. São tratadas como relatório

de propósito geral, pois não visam atender um usuário específico.

As informações apresentadas nas demonstrações têm como base de mensuração

o custo histórico, respeitando o conceito de capital financeiro e de manutenção de

capital financeiro.

Lembre-se que este conceito não estabelece uma base específica. Já o conceito

físico de capital determina que seja o custo corrente.

No Brasil, a orientação é utilizar como valor de entrada o custo histórico e este vai

se ajustando com o passar do tempo às necessidades de cada item patrimonial.

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RESUMO

Prezado(a),

Separei 35 questões de provas para você verificar como as bancas têm traba-

lhado em seus concursos os assuntos vistos na aula. As últimas questões são da

banca FCC e as demais no mesmo estilo, oriento que resolva primeiro as questões

das bancas diversas e depois acabe com a FCC.

Meus comentários são objetivos e diretos, pois pretendo com isto ajudá-lo a

fixar o assunto e não dar uma aula em cada questão.

A identificação das questões é na seguinte ordem: Banca, órgão, cargo e ano

do concurso.

Contudo, antes da resolução das questões, vamos reavivar o conhecimento ad-

quirido na aula por meio de um mnemônico.

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• Objetivo = Fornecer informações úteis aos usuários externos, por meio de

relatórios financeiros de propósito geral.

• Características qualitativas =

− Fundamental. Relevância e representação fidedigna

− De melhoria. compreensibilidade, comparabilidade, tempestividade e veri-

ficabilidade.

• Definição dos elementos =

− Ativo – recurso controlado - evento passado - gerar benefício econômico

futuro.

− Passivo – obrigação presente - evento passado - liquidação no futuro.

− Patrimônio líquido – resíduo patrimonial - situação líquida.

− Receita – ganho econômico - aumenta o PL - aumentando o ativo ou dimi-

nuindo o passivo.

− Despesas – perda econômica - diminui o PL - diminuindo o ativo ou aumen-

tando o passivo.

• Mensuração – valoração

− Custo histórico – valor de entrada

− Custo corrente – valor de reposição

− Valor realizável – valor de venda

− Valor presente – valor futuro descontado dos juros

• Conceito de capital e manutenção de capital =

− Capital

a) Financeiro – dinheiro

b) Físico – produção

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− Manutenção de capital

a) Financeiro – lucro é o aumento do PL; exclui as transações como os

sócios.

b) Físico – lucro é o aumento da produção; exclui as transações com os

sócios.

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QUESTÕES COMENTADAS

1. (FGV/SEFIN-RO/AUDITOR FISCAL/2018) Na última versão do Pronunciamento

Técnico CPC00 - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório

Contábil-Financeiro, a característica “essência sobre a forma” foi formalmente reti-

rada da condição de componente separado da representação fidedigna.

Assinale a opção que indica o motivo porque a “essência sobre a forma” foi retirada.

a) Sua presença, junto à representação fidedigna, foi considerada uma redundância.

b) Ela foi considerada inconsistente à característica qualitativa da neutralidade.

c) Ela foi considerada inconsistente à característica qualitativa da tempestividade.

d) As normas contábeis norte-americanas não incluem a essência sobre a forma

em sua estrutura conceitual.

e) Sua presença deixou de ser exigida nas normas internacionais.

2. (FGV/DPE-MT/CONTADOR/2015) De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC

00 (R1) - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-

Financeiro, assinale a opção que indica a característica qualitativa da informação

contábil que foi retirada da condição de aspecto da representação fidedigna, por ser

inconsistente com a neutralidade.

a) Prudência

b) Compreensibilidade

c) Comparabilidade

d) Verificabilidade

e) Tempestividade

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3. (CESGRANRIO/TRANSPRETRO/CONTADOR/2018) A NBC TG ESTRUTURA CON-

CEITUAL apresenta, no seu capítulo 3, as características qualitativas da informação

contábil financeira útil.

Nesse contexto, ao estabelecer que, para a informação ser útil, a realidade retra-

tada precisa ser completa, neutra e livre de erro, contempla a característica quali-

tativa da

a) Compreensibilidade

b) Materialidade

c) Relevância

d) Representação fidedigna

e) Tempestividade

4. (COSEAC/UFF/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) A lei que regulamenta as Sociedades


por Ações determina fazer parte das demonstrações contábeis, ao fim de cada
exercício social, necessariamente os seguintes itens, EXCETO:
a) Demonstração dos Fluxos de Caixa.
b) Balanço Patrimonial.
c) Demonstração dos Lucros e Prejuízos.
d) Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.
e) Demonstração do Resultado do Exercício.

5. (FGV/TJ-BA/ANALISTA CONTADOR/2015) Quando, ao divulgar suas demonstra-


ções financeiras, uma entidade omite uma informação ou realiza uma divulgação
distorcida, de forma a influenciar decisões que os usuários tomam com base na in-
formação contábil-financeira, pode-se dizer que há uma referência à característica

qualitativa da:

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a) compreensibilidade;
b) confiabilidade;
c) materialidade;
d) objetividade;
e) verificabilidade.

6. (IF-PE/IF-PE/CONTADOR/2016) Sobre a estrutura conceitual estabelecida pelo

Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), está CORRETO afirmar que

a) segundo a Estrutura Conceitual, reconhecimento é o processo que consiste na

incorporação ao balanço patrimonial ou à demonstração do resultado de item que

se enquadre na definição de elemento e que satisfaça os critérios de reconhecimen-

to mencionados na Estrutura Conceitual.

b) no caso de conflito entre a estrutura conceitual e um pronunciamento técnico do

CPC, o disposto na Estrutura Conceitual deve ter prevalência sobre as exigências do

pronunciamento técnico.

c) demonstrações contábeis elaboradas dentro do que prescreve a Estrutura Con-

ceitual objetivam fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões

econômicas e avaliações por parte dos usuários, tendo o propósito de atender fina-

lidade específica de determinados grupos de usuários.

d) aportes dos proprietários da empresa é receita, pois são aumentos nos benefí-

cios econômicos durante o período contábil sob a forma de entrada de recursos que

resultam em aumento do patrimônio líquido.

e) despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil

sob a forma da saída de recursos ou da redução de ativos ou assunção de passi-

vos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido. Porém essa definição não

abrange as perdas.

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7. (FGV/COMPESA/TÉCNICO CONTÁBIL/2014) Sobre a Estrutura Conceitual para

Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, de acordo com o CPC 00,

entre os usuários primários dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral

estão

a) os investidores.

b) os administradores.

c) os funcionários.

d) os consumidores.

e) o governo.

8. (CESPE/TRE-TO/CONTADOR/2017) De acordo com a estrutura conceitual para

elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro, emitida pelo Comitê de

Pronunciamentos Contábeis (CPC), todo e qualquer elemento patrimonial que se

enquadre na definição de ativo deve

a) ter a forma legal de um bem ou direito.

b) ter custo ou valor mensurável monetariamente.

c) estar associado a um direito de propriedade.

d) resultar de transações ou eventos passados.

e) ter forma física.

9. (CESGRANRIO/PETROBRAS/PROFISSIONAL JUNIOR/2015) O Pronunciamento

Conceitual Básico (R1) do Comitê de Pronunciamentos Contábeis dispõe sobre a

Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financei-

ro, aprovado pela Deliberação CVM n° 675, de 13 de dezembro de 2011.

Esse Pronunciamento estabelece que a estrutura conceitual, quanto ao seu alcance,

dentre outros aspectos conceituais, aborda

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a) o reconhecimento e a mensuração dos elementos a partir dos quais as demons-

trações contábeis são elaboradas.

b) o objetivo da elaboração do relatório contábil-financeiro e da evidenciação de

seus respectivos elementos.

c) o objetivo da divulgação das demonstrações contábeis e da classificação dos

respectivos elementos que elas evidenciam

d) as características quantitativas, qualitativas e informacionais dos elementos

apresentados nas demonstrações contábeis.

e) as características e a mensuração dos elementos da estrutura de capitais, sua

manutenção e respectiva evidenciação.

10. (FGV/AL-MT/CONTADOR/2013) Segundo o pronunciamento conceitual básico

que trata da estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatório contá-

bil-financeiro, as características qualitativas de melhoria são

a) a comparabilidade e a compreensibilidade.

b) a verificabilidade e a utilidade.

c) a tempestividade e a entidade.

d) a continuidade e a oportunidade.

e) a competência e a prudência

11. (IESES/CRM-SC/CONTADOR/2015) As características qualitativas da informa-

ção contábil-financeira identificam os tipos de informações que muito provavel-

mente são reputadas como as mais úteis para investidores, credores por emprésti-

mos e outros credores, existentes e em potencial, para tomada de decisões acerca

da entidade.

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Assinale a alternativa que representa uma característica qualitativa fundamental da

informação contábil-financeira.

a) Relevância.

b) Competência.

c) Entidade.

d) Continuidade.

12. (UFES/UFES/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) A afirmação que NÃO está de acordo

com os preceitos da NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL é:

a) As Demonstrações Contábeis são elaboradas e apresentadas para usuários ex-

ternos em geral, tendo em vista suas finalidades distintas e necessidades diversas.

b) A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL estabelece os conceitos que fundamentam

a elaboração e a apresentação de Demonstrações Contábeis destinadas a usuários

internos e externos.

c) A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL não substitui qualquer norma, interpreta-

ção ou comunicado técnico.

d) A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL aborda, entre outros aspectos, os conceitos

de capital e de manutenção de capital.

e) A comparabilidade, a verificabilidade e a tempestividade estão entre as carac-

terísticas qualitativas de melhoria previstas na NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL.

13. (IF-TO/IF-TO/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) Com relação à Estrutura Conceitual


Básica para a elaboração e divulgação dos relatórios contábeis financeiros de uma
entidade, considere:
I – A escrituração contábil deve seguir a estrutura básica conceitual, uma vez
que as necessidades comuns da maioria dos usuários dos relatórios contá-

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beis financeiros de propósito geral é a avaliação da administração da entida-


de, quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas e
quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida.
II – As autoridades tributárias podem determinar exigências específicas para atender
a seus próprios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura conceitual
para elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro de propósito geral.
III – O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações
e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindica-
ções da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos
são produzidos.
IV – Comparabilidade é uma característica qualitativa que define o uso dos mes-
mos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, consi-
derando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para o período
entre entidades.

Com base nas afirmativas apresentadas, marque a alternativa que contempla so-
mente as corretas.
a) I, III e IV.
b) II e III.
c) I, II e IV.
d) I e III.
e) II, III e IV.

14. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA CONTÁBIL/2015) No que se refere ao Pronuncia-

mento Conceitual Básico CPC 00 (R1) - Estrutura Conceitual para Elaboração e

Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, assinale a alternativa correta.

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a) É um Pronunciamento Técnico propriamente dito e, portanto, define normas e

procedimentos sobre aspectos relacionados à mensuração ou divulgação dos ele-

mentos patrimoniais.

b) É um Pronunciamento Técnico que estabelece critérios para elaboração e apre-

sentação de demonstrações contábeis destinadas a usuários internos e externos da

informação contábil.
c) Conforme esse Pronunciamento Técnico, as demonstrações contábeis são co-
mumente elaboradas segundo modelo com base no valor justo.
d) Quando for observado um conflito entre essa Estrutura Conceitual e um Pronun-
ciamento Técnico, uma interpretação ou uma orientação, as exigências da Estrutu-
ra Conceitual devem prevalecer.
e) Demonstrações contábeis são elaboradas dentro do que prescreve essa Estrutu-
ra Conceitual não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica
de determinados grupos de usuários.

15. (CESPE/POLÍCIA CIENTÍFICA-PE/PERITO CONTÁBIL/2016) As subavaliações


de ativos e as superavaliações de passivos, com consequentes registros de desem-
penhos posteriores inflados, são incompatíveis com a pretensão de neutralidade
da informação. Em função disso, o Conselho Federal de Contabilidade, por meio
da Resolução n.º 1.374/2011, acatou que se retirasse da condição de aspecto da
representação fidedigna.
a) a convenção da materialidade.

b) a característica da compreensibilidade.

c) a característica da essência sobre a forma.

d) o princípio do registro pelo valor original.

e) o princípio da prudência.

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16. (CESPE/TRE-BA/CONTADOR/2017) Por meio de um contrato de cessão de di-

reitos autorais, uma editora que está sujeita às regras contábeis estabelecidas pelo

CPC adquire o direito de publicar, com exclusividade, determinada obra pelo prazo

de cinco anos, esperando um retorno de 10% ao ano sobre o capital investido.

Considerando os preceitos do pronunciamento contábil do CPC que disciplinam o

reconhecimento, a mensuração e a evidenciação de ativos intangíveis, assinale a

opção correta a respeito da situação apresentada.

a) O reconhecimento inicial dos direitos autorais adquiridos pela editora deve ser

feito com base no valor de mercado, independentemente do valor negociado entre

as partes no momento da transação.

b) Dada a expectativa de retorno de 10% ao ano, permite-se que não se aplique

o teste de valor recuperável de ativo aos direitos autorais adquiridos pela editora.
c) Os direitos autorais adquiridos não estão sujeitos à amortização periódica de
seu valor.
d) As características dos direitos autorais adquiridos revelam que eles não podem
ser considerados ativos identificáveis para fins de reconhecimento contábil desses
ativos.
e) As condições da contratação indicam que a editora passou a ter o controle sobre
os direitos autorais por ela adquiridos.

17. (CESGRANRIO/PETROBRAS/CONTADOR JÚNIOR/2015) Os termos do Pronun-


ciamento Conceitual Básico (R1) contemplam as características qualitativas da in-
formação contábil útil. Nesse aspecto, são características qualitativas fundamentais

da informação contábil útil:

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a) Comparabilidade e Materialidade

b) Materialidade e Verificabilidade

c) Compreensão e Representação Tempestiva

d) Relevância e Representação Fidedigna

e) Tempestividade e Anualidade

18. (IBFC/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2017) Com base na NBC TSP Estrutura

Conceitual – estrutura conceitual para elaboração e divulgação de informação con-

tábil de propósito geral pelas entidades do setor público, assinale a alternativa que

completa corretamente a lacuna.

“ _______________ significa ter informação disponível para os usuários antes que

ela perca a sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsa-

bilização (accountability) e tomada de decisão”.

a) Tempestividade

b) Compreensibilidade

c) Neutralidade

d) Comparabilidade

e) Verificabilidade.

19. (FCM/IF BAIANO/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2107) Os Princípios Funda-


mentais de Contabilidade foram incorporados à Estrutura Conceitual da Contabili-
dade como premissas. Dentre estas, está INCORRETO afirmar que
a) o patrimônio da entidade que reporta a informação contábil não se confundirá
com o de seus sócios e acionistas.
b) as despesas e as receitas deverão ser reconhecidas no momento em que elas
ocorrerem, independentemente do pagamento e/ou do recebimento das mesmas.

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c) a uniformidade não restringe a comparabilidade das demonstrações, quando os


efeitos das alterações são adequadamente evidenciados aos diversos usuários da
informação.
d) o conservadorismo deverá ser considerado de acordo com a Estrutura Concei-
tual Básica da Contabilidade no processo de reconhecimento, de mensuração e de
divulgação dos ativos, dos passivos, das despesas e das receitas.
e) a entidade que reporta as informações deverá considerar, no processo de reco-
nhecimento, mensuração e divulgação, o risco de descontinuidade, assumindo-se,
em princípio, seu funcionamento normal e com prazo indeterminado.

20. (IADES/CITEC/CONTADOR/2016) Acerca do Comitê de Pronunciamentos Con-

tábeis (CPC), assinale a alternativa correta.

a) Trata-se de um órgão público subordinado à Comissão de Valores Mobiliários.

b) Desde a respectiva criação, em 2005, além dos pronunciamentos técnicos, o

CPC passou a emitir as resoluções do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

c) O CPC tem prerrogativas legais, portanto a aplicação das próprias normas é

obrigatória.

d) Trata-se de uma entidade de direito privado subordinada ao International Ac-

counting Standards Board (IASB).

e) Os pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC subsidiam a emissão de nor-

mas que permitem a convergência da Contabilidade Brasileira com os padrões in-

ternacionais.

21. (IDECAN/INMETRO/ASSISTENTE EXECUTIVO ADMINISTRAÇÃO/2015) “Estudo

e controle do patrimônio e de suas variações, para fornecer aos usuários o máximo

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possível de informações de natureza econômica, financeira e patrimonial, que se-

jam úteis para a tomada de decisões econômicas.” O conceito se refere ao

a) plano de contas contábil.

b) objetivo da contabilidade.

c) usuário da informação contábil.

d) objeto de estudo da contabilidade.

e) campo de aplicação da contabilidade.

22. (MAKIYAMA/CAU-SP/ASSISTENTE CONTÁBIL/2015) Considere as seguintes

afirmativas sobre a Contabilidade:

I – É a ciência que estuda, interpreta e registra os fenômenos que afetam os

Ativos de uma entidade.

II – É a ciência que estuda, interpreta e registra os fenômenos que afetam o Pa-

trimônio de uma entidade.

III – É uma técnica que estuda, interpreta e registra os fenômenos que afetam os

Ativos de uma entidade.

IV – O objeto da contabilidade é o patrimônio das entidades econômico-adminis-

trativas.

Está CORRETO apenas o que se afirma em:

a) I e II

b) III e IV

c) I e III

d) II e IV

e) II e III

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23. (CONSULPLAN/TSE/CONTADOR/2012) A contabilidade foi definida no I Con-

gresso Brasileiro de Contabilidade como: “a ciência que estuda e pratica as funções

de orientação, controle e registro relativo aos atos e fatos da administração econô-

mica.” São objetivos da contabilidade, EXCETO:


a) Fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira, o desempenho e
as mudanças na posição financeira da entidade.
b) Auxiliar o maior número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão
financeira.
c) Apresentar os resultados da atuação da administração na gestão da entidade
quanto aos recursos que lhe foram confiados.
d) Auxiliar os acionistas a avaliar a produtividade de cada funcionário da empresa
e o desempenho dos gerentes.

24. (FCC/CNMP/ANALISTA DE CONTROLE INTERNO/2015) O objetivo da contabi-


lidade que se concretiza pela obediência aos princípios que dirigem os seus proce-
dimentos e que se reflete nas demonstrações que lhe cabe elaborar denomina-se:
a) Escrituração.
b) Evidenciação.
c) Mensuração.
d) Consolidação.
e) Planejamento.

25. (FCC/TRE-PR/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2013) Sobre a estrutura concei-

tual para a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis, considere:

I – A estrutura conceitual aplica-se à forma e ao conteúdo das informações adi-

cionais fornecidas para atender às necessidades da administração da empresa.

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II – O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações que sejam

úteis a um grande número de usuários em suas avaliações e tomadas de de-

cisão econômica.

III – As demonstrações contábeis são preparadas com base no pressuposto de

que a entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em liquida-

ção, nem reduzir materialmente a escala das suas operações.

IV – As informações sobre assuntos complexos que dificultam a compreensibilida-

de para alguns usuários da contabilidade devem ser excluídas das demons-

trações contábeis.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) I e II.

b) II e III.

c) I, II e III.

d) II, III e IV.

e) III e IV.

26. (FCC/TJ-SE/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2009) A identificação de um gasto


efetuado que NÃO produza benefícios econômicos futuros é reconhecido nas de-
monstrações de uma entidade como
a) ganho.
b) despesa.
c) custo.
d) receita.

e) ativo.

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27. (FCC/PREFEITURA DE SP/AUDITOR FISCAL/2012) Sobre a Estrutura Conceitual

para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-financeiro, considere:

I – As autoridades tributárias podem determinar exigências específicas para atender

a seus próprios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura conceitual

para elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro de propósito geral.

II – A avaliação da administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe

tenha sido conferida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua pres-

tação de contas é uma das necessidades comuns da maioria dos usuários dos

relatórios contábil-financeiros de propósito geral.

III – O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações

e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindica-

ções da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos

são produzidos.

IV – Comparabilidade é a característica qualitativa que define o uso dos mesmos

métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, conside-

rando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único

período entre entidades.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) I e II.

b) II e III.

c) III e IV.

d) I, II e III.

e) II, III e IV.

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28. (FCC/TRF 2ª/ANALISTA CONTADOR/2012) De acordo com o disposto na Estru-

tura Conceitual da Contabilidade atualmente vigente em nosso país,

a) um recurso, para ser contabilizado como ativo, precisa obrigatoriamente ser de

propriedade formal da entidade.

b) uma obrigação futura e que não é resultado de eventos passados pode ser con-

tabilizada como um passivo da entidade.

c) as receitas são aumentos de ativos ou diminuições de passivos que tem como

consequência aumentos do patrimônio líquido, resultantes de transações da enti-

dade com seus sócios ou acionistas.

d) o valor do patrimônio líquido de uma entidade com fins lucrativos não pode ser

menor que zero.

e) toda despesa implica uma diminuição do patrimônio líquido, mas nem toda di-

minuição do patrimônio líquido resulta de uma despesa.

29. (FCC/TCE-SE/TÉCNICO DE CONTROLE EXTERNO/2012) Ativo é definido na es-

trutura conceitual da contabilidade como um recurso

a) de propriedade da entidade, utilizado em suas atividades operacionais, indepen-

dentemente do fluxo de caixa que este venha a gerar.

b) do qual se espera apenas uma saída próxima de recursos da entidade para o

seu pagamento.

c) adquirido à vista pela entidade.

d) controlado pela entidade e do qual se espera que resultem benefícios econômi-

cos futuros.

e) que não pode ser distribuído aos proprietários da entidade como restituição do

capital.

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30. (CESPE/TRE-BA/CONTADOR/2017) A contabilidade tem como principal objetivo

a(o)

a) fornecimento de informações que proporcionem aos seus mais diversos usuá-

rios — seja internos, seja externos — utilidade no processo de tomada de decisões.

b) elaboração de guias de recolhimento de tributos a fim de manter a entidade em

conformidade com os ditames legais.

c) elaboração de demonstrações contábeis que atendam às finalidades específicas

de determinado grupo de usuários.

d) avaliação da capacidade das entidades comerciais em arcar com suas obriga-

ções financeiras.

e) mensuração de bens patrimoniais a fim de elaborar corretamente as demons-

trações contábeis.

31. (FCC/TJ-SE/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2009) De acordo com a estrutura

conceitual contábil, considere:

I – Todos os bens adquiridos pela empresa devem ser registrados no balanço

patrimonial, nos grupos de ativos.

II – As despesas devem ser reconhecidas no resultado da empresa, consideran-

do-se a sua associação direta com a receita gerada.

III – O conceito físico de manutenção de capital pressupõe a manutenção dos

montantes financeiros dos ativos líquidos existentes no início do período e no

final do período do Balanço Patrimonial.

Está correto o que se afirma APENAS em

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a) I.

b) I e II.

c) I e III.

d) II.

e) III.

32. (FCC/NOSSA CAIXA/CONTADOR/2011) “Recurso controlado pela entidade

como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros be-

nefícios econômicos para a entidade”.

Segundo pronunciamento do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), cujo

teor foi aprovado pela Resolução n. 1.121/2008 do Conselho Federal de Contabili-

dade, e que versa sobre Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das

Demonstrações Contábeis, esta é a definição de

a) Passivo.

b) Receitas.

c) Despesas.

d) Ativo.

e) Patrimônio Líquido.

33. (FCC/MANAUSPREV/CONTADOR/2015) Sobre as características qualitativas

fundamentais da informação contábil-financeira, considere:

I – Informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer diferença

nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários.

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II – Comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e materialidade são carac-

terísticas qualitativas que melhoram a utilidade da informação que é relevan-

te e que é representada com fidedignidade.

III – Comparabilidade refere-se ao uso dos mesmos métodos para os mesmos

itens, tanto de um período para outro considerando a mesma entidade que

reporta a informação, quanto para um único período entre entidades.

IV – Verificabilidade significa que diferentes observadores, cônscios e indepen-

dentes, podem chegar a um consenso, embora não cheguem necessariamen-

te a um completo acordo, quanto ao retrato de uma realidade econômica em

particular ser uma representação fidedigna.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) I, III e IV.

b) I e II.

c) II e III.

d) I e IV.

e) III e IV.

34. (FCC/TCE-GO/CONTADOR/2014) Os três atributos para que uma demonstra-

ção financeira seja considerada fidedigna são:

a) Completa, neutra e livre de erro.

b) Suficiente, prudente e livre de fraude.

c) Limitada, suficiente e livre de erro.

d) Integral, prudente e livre de fraude.

e) Adequada, possível e livre de erro.

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35. (FCC/TCE-SE/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/2011) De acordo com a Es-

trutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis

aprovada pela Resolução CFC no 1.121/2008,

a) Passivo é uma obrigação presente da entidade, resultante de eventos passados,

cuja liquidação implique desembolso de recursos da entidade e cujo valor possa ser

medido com precisão, evitando-se o uso de estimativas.

b) Ativo é um recurso de propriedade da entidade como resultado de eventos pas-

sados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos.

c) Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil

sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuição de passi-

vos, que resultem em aumento do patrimônio líquido e que sejam provenientes de

transações com terceiros.

d) Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contá-

bil sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incremento em passi-

vos, que resultem em decréscimo do patrimônio líquido e que sejam provenientes

de distribuição aos proprietários da entidade.

e) O valor atribuído aos estoques é mensurado adotando-se o maior valor entre o

custo de aquisição e o custo corrente de reposição.

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GABARITO

1. a 25. b

2. a 26. b

3. d 27. b

4. d 28. e

5. c 29. d

6. a 30. a

7. a 31. d

8. d 32. d

9. a 33. d

10. a 34. a

11. a 35. c

12. b

13. d

14. e

15. e

16. e

17. d

18. a

19. d

20. e

21. b

22. d

23. d

24. a

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GABARITO COMENTADO

1. (FGV/SEFIN-RO/AUDITOR FISCAL/2018) Na última versão do Pronunciamento

Técnico CPC00 - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório

Contábil-Financeiro, a característica “essência sobre a forma” foi formalmente reti-

rada da condição de componente separado da representação fidedigna.

Assinale a opção que indica o motivo porque a “essência sobre a forma” foi retirada.

a) Sua presença, junto à representação fidedigna, foi considerada uma redundância.

b) Ela foi considerada inconsistente à característica qualitativa da neutralidade.

c) Ela foi considerada inconsistente à característica qualitativa da tempestividade.

d) As normas contábeis norte-americanas não incluem a essência sobre a forma

em sua estrutura conceitual.

e) Sua presença deixou de ser exigida nas normas internacionais.

Letra a.

Prova de concurso é assim: não basta perguntar o que está previsto na norma,

deve também questionar o que foi retirado da norma.

Na aula destaquei que o CPC 00 R1 apresentou algumas mudanças, dentro delas,

excluiu a prudência como atributo da representação fidedigna, por ela ser confli-

tante com a neutralidade.

A estrutura básica passou por algumas mudanças na sua revisão “R1” de forma

que as características qualitativas da informação contábil-financeira passaram a ser

divididas em:

a) Características qualitativas fundamentais (fundamental qualitative characteris-

tics– relevância e representação fidedigna), as mais críticas; e

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b) Características qualitativas de melhoria (enhancing qualitative characteristics

– comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade), menos

críticas, mas ainda assim altamente desejáveis.

Dentre as modificações estabelecidas, destacam-se:

• A característica qualitativa da confiabilidade passou a ser denominada de Re-

presentação fidedigna;

• A característica da “Essência sobre a Forma” foi retirada da condição de com-

ponente separado da Representação Fidedigna, uma vez que foi considerada

uma redundância, já que para ser fidedigna a informação deve priorizar o

controle sobre a propriedade;

• A característica da prudência (ou conservadorismo) foi retirada na revisão,

pois ela é inconsistente com o atributo da neutralidade.

2. (FGV/DPE-MT/CONTADOR/2015) De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC

00 (R1) - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-

Financeiro, assinale a opção que indica a característica qualitativa da informação

contábil que foi retirada da condição de aspecto da representação fidedigna, por ser

inconsistente com a neutralidade.

a) Prudência

b) Compreensibilidade

c) Comparabilidade

d) Verificabilidade

e) Tempestividade

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Letra a.

Dentre as modificações estabelecidas destacam-se:

a) A característica qualitativa da confiabilidade passou a ser denominada de

Representação fidedigna;

b) A característica da “Essência sobre a Forma” foi retirada da condição de com-

ponente separado da Representação Fidedigna, uma vez que foi considerada

uma redundância, já que para ser fidedigna a informação deve priorizar o

controle sobre a propriedade;

c) A característica da prudência (ou conservadorismo) foi retirada na revisão,

pois ela é inconsistente com o atributo da neutralidade.

3. (CESGRANRIO/TRANSPRETRO/CONTADOR/2018) A NBC TG ESTRUTURA CON-

CEITUAL apresenta, no seu capítulo 3, as características qualitativas da informação

contábil financeira útil.

Nesse contexto, ao estabelecer que, para a informação ser útil, a realidade retra-

tada precisa ser completa, neutra e livre de erro, contempla a característica quali-

tativa da

a) Compreensibilidade

b) Materialidade

c) Relevância

d) Representação fidedigna

e) Tempestividade

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Letra d.
Conforme orientação normativa, a representação fidedigna deve priorizar a essên-
cia da transação em detrimento da forma, ou seja, os eventos devem ser apresen-
tados de acordo com a sua substância e realidade econômica, e não meramente
sua forma legal. Disto podemos inferir que o controle sobre um bem ou direito,
suplanta a propriedade, quando da divulgação das informações.
Assim, para ser representação perfeitamente fidedigna, a realidade retratada pre-
cisa ter três atributos. Ela tem que ser completa, neutra e livre de erro.

4. (COSEAC/UFF/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) A lei que regulamenta as Sociedades


por Ações determina fazer parte das demonstrações contábeis, ao fim de cada
exercício social, necessariamente os seguintes itens, EXCETO:
a) Demonstração dos Fluxos de Caixa.
b) Balanço Patrimonial.
c) Demonstração dos Lucros e Prejuízos.
d) Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.
e) Demonstração do Resultado do Exercício.

Letra d.
A Lei n. 6.404/1976 trata das demonstrações obrigatórias em seu Art. 176 da se-
guinte forma:
Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração
mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão ex-
primir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas
no exercício:

I - balanço patrimonial;

II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;

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III - demonstração do resultado do exercício;

IV – demonstração dos fluxos de caixa;

V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.

Não existe mais a previsão da DOAR.

5. (FGV/TJ-BA/ANALISTA CONTADOR/2015) Quando, ao divulgar suas demonstra-

ções financeiras, uma entidade omite uma informação ou realiza uma divulgação

distorcida, de forma a influenciar decisões que os usuários tomam com base na in-

formação contábil-financeira, pode-se dizer que há uma referência à característica

qualitativa da:

a) compreensibilidade;

b) confiabilidade;

c) materialidade;

d) objetividade;

e) verificabilidade.

Letra c.

A materialidade é um aspecto de relevância específico da entidade baseado na

natureza ou na magnitude, ou em ambos, dos itens para os quais a informação

está relacionada no contexto do relatório contábil-financeiro de uma entidade em

particular.

A informação é material se a sua omissão ou sua divulgação distorcida (misstating)

puder influenciar decisões que os usuários tomam com base na informação contá-

bil-financeira acerca de entidade específica que reporta a informação.

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6. (IF-PE/IF-PE/CONTADOR/2016) Sobre a estrutura conceitual estabelecida pelo

Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), está CORRETO afirmar que

a) segundo a Estrutura Conceitual, reconhecimento é o processo que consiste na

incorporação ao balanço patrimonial ou à demonstração do resultado de item que

se enquadre na definição de elemento e que satisfaça os critérios de reconhecimen-

to mencionados na Estrutura Conceitual.

b) no caso de conflito entre a estrutura conceitual e um pronunciamento técnico do

CPC, o disposto na Estrutura Conceitual deve ter prevalência sobre as exigências do

pronunciamento técnico.

c) demonstrações contábeis elaboradas dentro do que prescreve a Estrutura Con-

ceitual objetivam fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões

econômicas e avaliações por parte dos usuários, tendo o propósito de atender fina-

lidade específica de determinados grupos de usuários.

d) aportes dos proprietários da empresa é receita, pois são aumentos nos benefí-

cios econômicos durante o período contábil sob a forma de entrada de recursos que

resultam em aumento do patrimônio líquido.

e) despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil

sob a forma da saída de recursos ou da redução de ativos ou assunção de passi-

vos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido. Porém essa definição não

abrange as perdas.

Letra a.

Questão bem teórica. A letra “A” representa o que está previsto no pronunciamen-

to. Reconhecer é o processo de apresentar um item nas demonstrações contábeis.

Vou explicar os erros de cada uma.

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Na letra “B” se houver conflito, prevalece o pronunciamento técnico, pois ele é es-

pecífico e direcionado. O pronunciamento conceitual é um arcabouço básico, uma

orientação.

O erro da letra “C” é que as demonstrações contábeis têm um propósito GERAL e não

específico, devido a isto ela são orientadas aos usuários externos como um todo.

Letra “D”. Receita é um ganho econômico, que aumenta o PL da empresa, contudo,

nem todo aumento do PL é uma receita, por exemplo, as transações com os sócios.

O aporte de capital não é considerado receita e não transita na DRE.

Na letra “E” o conceito está correto, contudo, as despesas incluem as perdas, que

são diminuições econômicas de caráter não rotineiro, como por exemplo: a perda

na venda de imobilizado.

7. (FGV/COMPESA/TÉCNICO CONTÁBIL/2014) Sobre a Estrutura Conceitual para

Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, de acordo com o CPC 00,

entre os usuários primários dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral

estão

a) os investidores.

b) os administradores.

c) os funcionários.

d) os consumidores.

e) o governo.

Letra a.

Os usuários das informações apresentadas pela empresa são internos e externos.

As demonstrações são orientadas aos usuários externos, que são divididos em pri-

mários e secundários.

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O CPC estabelece que o objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral

é fornecer informações que sejam úteis a investidores existentes e em potencial, a

credores por empréstimos e a outros credores, quando da tomada decisão ligada

ao fornecimento de recursos para a entidade. Essas decisões envolvem comprar,

vender ou manter participações em instrumentos patrimoniais e em instrumentos

de dívida, e a oferecer ou disponibilizar empréstimos ou outras formas de crédito.

Estes usuários não podem requerer que as entidades prestem a eles diretamente

as informações de que necessitam, devendo, desse modo, confiar nos relatórios

contábil-financeiros de propósito geral, para grande parte da informação contábil-

-financeira que buscam. Consequentemente, eles são os usuários primários para

quem relatórios contábil-financeiros de propósito geral são direcionados.

8. (CESPE/TRE-TO/CONTADOR/2017) De acordo com a estrutura conceitual para

elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro, emitida pelo Comitê de

Pronunciamentos Contábeis (CPC), todo e qualquer elemento patrimonial que se

enquadre na definição de ativo deve

a) ter a forma legal de um bem ou direito.

b) ter custo ou valor mensurável monetariamente.

c) estar associado a um direito de propriedade.

d) resultar de transações ou eventos passados.

e) ter forma física.

Letra d.

Conceitualmente o ATIVO é um recurso controlado pela entidade como resultado de

eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos

para a entidade.

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As características essências de um ativo são:

• Ser controlado pela entidade;

• Ser oriundo de uma transação passada;

• Provavelmente irá gerar benefício econômico futuro.

Para ser registrado como ativo no balanço patrimonial o item deve atender aos se-

guintes critérios:

a) for provável que algum benefício econômico futuro associado ao item

flua para a entidade;

b)o item tiver custo ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade.

9. (CESGRANRIO/PETROBRAS/PROFISSIONAL JUNIOR/2015) O Pronunciamento

Conceitual Básico (R1) do Comitê de Pronunciamentos Contábeis dispõe sobre a

Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financei-

ro, aprovado pela Deliberação CVM n° 675, de 13 de dezembro de 2011.

Esse Pronunciamento estabelece que a estrutura conceitual, quanto ao seu alcance,

dentre outros aspectos conceituais, aborda

a) o reconhecimento e a mensuração dos elementos a partir dos quais as demons-

trações contábeis são elaboradas.

b) o objetivo da elaboração do relatório contábil-financeiro e da evidenciação de

seus respectivos elementos.

c) o objetivo da divulgação das demonstrações contábeis e da classificação dos

respectivos elementos que elas evidenciam

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d) as características quantitativas, qualitativas e informacionais dos elementos

apresentados nas demonstrações contábeis.

e) as características e a mensuração dos elementos da estrutura de capitais, sua

manutenção e respectiva evidenciação.

Letra a.

Esta questão é totalmente literal. Não mede conhecimento.

Segundo o “CPC 00” a estrutura conceitual aborda:

a) O objetivo da elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro;

b) As características qualitativas da informação contábil-financeira útil;

c) A definição, o reconhecimento e a mensuração dos elementos a partir dos quais

as demonstrações contábeis são elaboradas; e

d) Os conceitos de capital e de manutenção de capital.

Notem que a única que é literal ao pronunciamento é a letra “A”. As demais não

estão com os temos previstos na estrutura conceitual.

10. (FGV/AL-MT/CONTADOR/2013) Segundo o pronunciamento conceitual básico

que trata da estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatório contá-

bil-financeiro, as características qualitativas de melhoria são

a) a comparabilidade e a compreensibilidade.

b) a verificabilidade e a utilidade.

c) a tempestividade e a entidade.

d) a continuidade e a oportunidade.

e) a competência e a prudência

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Letra a.

Divisão das características qualitativas da informação contábil-financeira em:

a) características qualitativas fundamentais – relevância e representação

fidedigna, as mais críticas; e

b) características qualitativas de melhoria – comparabilidade, verificabilidade,

tempestividade e compreensibilidade, menos críticas, mas ainda assim alta-

mente desejáveis.

As características qualitativas melhoram a utilidade da informação que é relevante e

que é representada com fidedignidade e podem também auxiliar a determinar qual

de duas alternativas que sejam consideradas equivalentes em termos de relevância

e fidedignidade de representação deve ser usada para retratar um fenômeno.

11. (IESES/CRM-SC/CONTADOR/2015) As características qualitativas da informa-

ção contábil-financeira identificam os tipos de informações que muito provavel-

mente são reputadas como as mais úteis para investidores, credores por emprésti-

mos e outros credores, existentes e em potencial, para tomada de decisões acerca

da entidade.

Assinale a alternativa que representa uma característica qualitativa fundamental da

informação contábil-financeira.

a) Relevância.

b) Competência.

c) Entidade.

d) Continuidade.

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Letra a.

As características fundamentais são relevância e representação fidedigna. Não se

esqueçam dos atributos de melhoria: comparabilidade, compreensibilidade, tem-

pestividade e verificabilidade.

12. (UFES/UFES/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) A afirmação que NÃO está de acordo

com os preceitos da NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL é:

a) As Demonstrações Contábeis são elaboradas e apresentadas para usuários ex-

ternos em geral, tendo em vista suas finalidades distintas e necessidades diversas.

b) A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL estabelece os conceitos que fundamentam

a elaboração e a apresentação de Demonstrações Contábeis destinadas a usuários

internos e externos.

c) A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL não substitui qualquer norma, interpreta-

ção ou comunicado técnico.

d) A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL aborda, entre outros aspectos, os conceitos

de capital e de manutenção de capital.

e) A comparabilidade, a verificabilidade e a tempestividade estão entre as carac-

terísticas qualitativas de melhoria previstas na NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL.

Letra b.

Vimos na aula que os relatórios (demonstrações contábeis) são destinados aos

usuários externos, especialmente para os investidores e credores por empréstimos.

Os usuários internos tomam suas decisões com base nas informações coletadas de

forma tempestiva, durante o ano corrente, assim, não dependem das demonstra-

ções contábeis.

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13. (IF-TO/IF-TO/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) Com relação à Estrutura Conceitual


Básica para a elaboração e divulgação dos relatórios contábeis financeiros de uma
entidade, considere:
I – A escrituração contábil deve seguir a estrutura básica conceitual, uma vez
que as necessidades comuns da maioria dos usuários dos relatórios contá-
beis financeiros de propósito geral é a avaliação da administração da entida-
de, quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas e
quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida.
II – As autoridades tributárias podem determinar exigências específicas para atender
a seus próprios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura conceitual
para elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro de propósito geral.
III – O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações
e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindica-
ções da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos
são produzidos.
IV – Comparabilidade é uma característica qualitativa que define o uso dos mes-
mos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, consi-
derando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para o período
entre entidades.

Com base nas afirmativas apresentadas, marque a alternativa que contempla so-
mente as corretas.
a) I, III e IV.
b) II e III.
c) I, II e IV.
d) I e III.
e) II, III e IV.

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Letra d.

Questão interessante, vamos analisar os itens individualmente:

I- Está assertiva destaca que as entidades devem seguir a estrutura conceitual

como base para fornecer informações para todos os usuários externos. Ou seja, as

demonstrações são de propósito geral. Está certa

II- As autoridades tributárias podem solicitar informações específicas, contudo,

esta solicitação exige a elaboração de relatórios de propósito específico. As auto-

ridades tributárias não têm poder para mudar a estrutura conceitual. Está errada.

III- o regime de competência tem relação com o registro do fato gerador de uma

receita ou despesa, assim, reporta os direitos e as obrigações na medida em que

os fatos ocorreram. Está certa.

IV- Comparabilidade é a característica qualitativa que permite que os usuários iden-

tifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles. Utilizar os

mesmos métodos para os mesmos itens é sinônimo de consistência. Está errada.

14. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA CONTÁBIL/2015) No que se refere ao Pronuncia-

mento Conceitual Básico CPC 00 (R1) - Estrutura Conceitual para Elaboração e

Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, assinale a alternativa correta.

a) É um Pronunciamento Técnico propriamente dito e, portanto, define normas e

procedimentos sobre aspectos relacionados à mensuração ou divulgação dos ele-

mentos patrimoniais.

b) É um Pronunciamento Técnico que estabelece critérios para elaboração e apre-

sentação de demonstrações contábeis destinadas a usuários internos e externos da

informação contábil.

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c) Conforme esse Pronunciamento Técnico, as demonstrações contábeis são co-


mumente elaboradas segundo modelo com base no valor justo.
d) Quando for observado um conflito entre essa Estrutura Conceitual e um Pronun-
ciamento Técnico, uma interpretação ou uma orientação, as exigências da Estrutu-
ra Conceitual devem prevalecer.
e) Demonstrações contábeis são elaboradas dentro do que prescreve essa Estrutu-
ra Conceitual não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica
de determinados grupos de usuários.

Letra e.
Podemos responder esta questão por meio da eliminação das assertivas.
As letras “A”, “B” e “C” estão erradas, pois tratam o pronunciamento conceitual
como um pronunciamento técnico. Vimos que ele é uma estrutura básica e não
pronunciamento propriamente dito.
Quanto a letra “D”, o erro está em afirmar que em caso de conflito normativo, o
pronunciamento básico se sobrepõe aos pronunciamentos técnicos. Vimos que o
pronunciamento técnico é que manda.
A letra “E” de forma correta apresenta que as demonstrações contábeis não têm
propósito específico. Elas têm propósito geral.

15. (CESPE/POLÍCIA CIENTÍFICA-PE/PERITO CONTÁBIL/2016) As subavaliações


de ativos e as superavaliações de passivos, com consequentes registros de desem-
penhos posteriores inflados, são incompatíveis com a pretensão de neutralidade
da informação. Em função disso, o Conselho Federal de Contabilidade, por meio
da Resolução n.º 1.374/2011, acatou que se retirasse da condição de aspecto da
representação fidedigna.

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a) a convenção da materialidade.
b) a característica da compreensibilidade.

c) a característica da essência sobre a forma.

d) o princípio do registro pelo valor original.

e) o princípio da prudência.

Letra e.

Vimos na aula que a característica da prudência (conservadorismo) foi retirada da

condição de aspecto da representação fidedigna por ser inconsistente com a neu-

tralidade.

A questão apresenta o princípio da prudência, contudo, o correto é a caraterística

da prudência.

16. (CESPE/TRE-BA/CONTADOR/2017) Por meio de um contrato de cessão de di-

reitos autorais, uma editora que está sujeita às regras contábeis estabelecidas pelo

CPC adquire o direito de publicar, com exclusividade, determinada obra pelo prazo

de cinco anos, esperando um retorno de 10% ao ano sobre o capital investido.

Considerando os preceitos do pronunciamento contábil do CPC que disciplinam o

reconhecimento, a mensuração e a evidenciação de ativos intangíveis, assinale a

opção correta a respeito da situação apresentada.

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a) O reconhecimento inicial dos direitos autorais adquiridos pela editora deve ser

feito com base no valor de mercado, independentemente do valor negociado entre

as partes no momento da transação.

b) Dada a expectativa de retorno de 10% ao ano, permite-se que não se aplique

o teste de valor recuperável de ativo aos direitos autorais adquiridos pela editora.
c) Os direitos autorais adquiridos não estão sujeitos à amortização periódica de
seu valor.
d) As características dos direitos autorais adquiridos revelam que eles não podem
ser considerados ativos identificáveis para fins de reconhecimento contábil desses
ativos.
e) As condições da contratação indicam que a editora passou a ter o controle sobre
os direitos autorais por ela adquiridos.

Letra e.
A letra “e’” está correta. A empresa tem o controle sobre os direitos autorais pelo
período contatual e deve classificá-lo como intangível.
A letra “a” está errada. O reconhecimento inicial deve ser feito pelo valor original e
não de mercado.
A letra “b” está errada. O intangível em questão deverá sofre o teste de recupera-
bilidade.
A letra “c” está errada. O valor pago pelo intangível deverá ser amortizado dentro
do prazo contratual.
A letra “d” está errada. As características do item permitem que ele seja classifica-
do como um intangível.

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17. (CESGRANRIO/PETROBRAS/CONTADOR JÚNIOR/2015) Os termos do Pronun-


ciamento Conceitual Básico (R1) contemplam as características qualitativas da in-
formação contábil útil. Nesse aspecto, são características qualitativas fundamentais

da informação contábil útil:

a) Comparabilidade e Materialidade

b) Materialidade e Verificabilidade

c) Compreensão e Representação Tempestiva

d) Relevância e Representação Fidedigna

e) Tempestividade e Anualidade

Letra d.

As características fundamentais são: relevância e representação fidedigna.

18. (IBFC/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2017) Com base na NBC TSP Estrutura

Conceitual – estrutura conceitual para elaboração e divulgação de informação con-

tábil de propósito geral pelas entidades do setor público, assinale a alternativa que

completa corretamente a lacuna.

“ _______________ significa ter informação disponível para os usuários antes que

ela perca a sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsa-

bilização (accountability) e tomada de decisão”.

a) Tempestividade

b) Compreensibilidade

c) Neutralidade

d) Comparabilidade

e) Verificabilidade.

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Letra a.

A Tempestividade significa ter informação disponível para tomadores de decisão a

tempo de poder influenciá-los em suas decisões. Em geral, a informação mais anti-

ga é a que tem menos utilidade. Contudo, certa informação pode ter o seu atributo

tempestividade prolongado após o encerramento do período contábil, em decorrên-


cia de alguns usuários, por exemplo, necessitarem identificar e avaliar tendências.
Está representando o princípio da oportunidade.

19. (FCM/IF BAIANO/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2107) Os Princípios Funda-


mentais de Contabilidade foram incorporados à Estrutura Conceitual da Contabili-
dade como premissas. Dentre estas, está INCORRETO afirmar que
a) o patrimônio da entidade que reporta a informação contábil não se confundirá
com o de seus sócios e acionistas.
b) as despesas e as receitas deverão ser reconhecidas no momento em que elas
ocorrerem, independentemente do pagamento e/ou do recebimento das mesmas.
c) a uniformidade não restringe a comparabilidade das demonstrações, quando os
efeitos das alterações são adequadamente evidenciados aos diversos usuários da
informação.
d) o conservadorismo deverá ser considerado de acordo com a Estrutura Concei-
tual Básica da Contabilidade no processo de reconhecimento, de mensuração e de
divulgação dos ativos, dos passivos, das despesas e das receitas.
e) a entidade que reporta as informações deverá considerar, no processo de reco-
nhecimento, mensuração e divulgação, o risco de descontinuidade, assumindo-se,
em princípio, seu funcionamento normal e com prazo indeterminado.

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Letra d.
Os Princípios de Contabilidade, sob o ponto de vista das Estruturas Conceituais
dos setores privado e público, passaram a ser comportados dentro das normas
específicas, respectivamente, a NBC TG Estrutura Conceitual e NBC TSP e por isto,
tornou-se necessária e natural a revogação da Resolução n. 750/1993, para evitar

eventual conflito de referência conceitual.

De maneira geral, todos os princípios, com exceção da prudência, mencionados

na Resolução n. 750/1993 estão na estrutura conceitual, contudo, apresentados

em contexto teórico diferente. Pois na estrutura conceitual é possível identificar a

necessidade destacar da continuidade da empresa; a importância da oportunidade

das informações, o respeito ao registro do valor original e outras bases de men-

suração, a competência de exercícios na apuração do desempenho econômico e o

princípio da entidade aparece quando a Estrutura Conceitual destaca a necessidade

da identificação da “entidade que reporta a informação”.

O gabarito é a letra “D”, pois o conservadorismo (prudência) deu lugar para a neu-

tralidade.

20. (IADES/CITEC/CONTADOR/2016) Acerca do Comitê de Pronunciamentos Con-

tábeis (CPC), assinale a alternativa correta.

a) Trata-se de um órgão público subordinado à Comissão de Valores Mobiliários.

b) Desde a respectiva criação, em 2005, além dos pronunciamentos técnicos, o

CPC passou a emitir as resoluções do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

c) O CPC tem prerrogativas legais, portanto a aplicação das próprias normas é

obrigatória.

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d) Trata-se de uma entidade de direito privado subordinada ao International Ac-

counting Standards Board (IASB).

e) Os pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC subsidiam a emissão de nor-

mas que permitem a convergência da Contabilidade Brasileira com os padrões in-

ternacionais.

Letra e.

Está correta a letra “E”. O CPC não emite norma para o mercado, ele se pronuncia

sobre assuntos específicos. Quem normatiza são as autarquias.

O CPC é autônomo, não tem vinculação com nenhuma instituição pública ou privada.

21. (IDECAN/INMETRO/ASSISTENTE EXECUTIVO ADMINISTRAÇÃO/2015) “Estudo

e controle do patrimônio e de suas variações, para fornecer aos usuários o máximo

possível de informações de natureza econômica, financeira e patrimonial, que se-

jam úteis para a tomada de decisões econômicas.” O conceito se refere ao

a) plano de contas contábil.

b) objetivo da contabilidade.

c) usuário da informação contábil.

d) objeto de estudo da contabilidade.

e) campo de aplicação da contabilidade.

Letra b.

Controlar o patrimônio e sua evolução é a finalidade da contabilidade e fornecer

informações é o objetivo.

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22. (MAKIYAMA/CAU-SP/ASSISTENTE CONTÁBIL/2015) Considere as seguintes

afirmativas sobre a Contabilidade:

I – É a ciência que estuda, interpreta e registra os fenômenos que afetam os

Ativos de uma entidade.

II – É a ciência que estuda, interpreta e registra os fenômenos que afetam o Pa-

trimônio de uma entidade.

III – É uma técnica que estuda, interpreta e registra os fenômenos que afetam os

Ativos de uma entidade.

IV – O objeto da contabilidade é o patrimônio das entidades econômico-adminis-

trativas.

Está CORRETO apenas o que se afirma em:

a) I e II

b) III e IV

c) I e III

d) II e IV

e) II e III

Letra d.

A contabilidade é uma ciência social que tem por objeto o patrimônio de qualquer

pessoa. A contabilidade tem como finalidade o estudo, controle, avaliação e inter-

pretação dos atos e fatos relacionados com as mutações patrimoniais.

O erro dos itens I e III é afirmar que a contabilidade controla e estuda o ativo.

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23. (CONSULPLAN/TSE/CONTADOR/2012) A contabilidade foi definida no I Con-

gresso Brasileiro de Contabilidade como: “a ciência que estuda e pratica as funções

de orientação, controle e registro relativo aos atos e fatos da administração econô-

mica.” São objetivos da contabilidade, EXCETO:


a) Fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira, o desempenho e
as mudanças na posição financeira da entidade.
b) Auxiliar o maior número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão
financeira.
c) Apresentar os resultados da atuação da administração na gestão da entidade
quanto aos recursos que lhe foram confiados.
d) Auxiliar os acionistas a avaliar a produtividade de cada funcionário da empresa
e o desempenho dos gerentes.

Letra d.
Conceitualmente a contabilidade é uma ciência social que estuda, administra e con-
trola o patrimônio de qualquer pessoa a fim de fornecer informações.
Não se encaixa dentro dos objetivos da contabilidade auxiliar os acionistas a avaliar
os funcionários.
As demais assertivas têm relação com a ciência contábil.

24. (FCC/CNMP/ANALISTA DE CONTROLE INTERNO/2015) O objetivo da contabi-


lidade que se concretiza pela obediência aos princípios que dirigem os seus proce-
dimentos e que se reflete nas demonstrações que lhe cabe elaborar denomina-se:
a) Escrituração.
b) Evidenciação.
c) Mensuração.
d) Consolidação.
e) Planejamento.

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Letra b.
Segundo o CPC 00, o objetivo da contabilidade é o de fornecer informações que

sejam úteis aos usuários internos e externos.

Para atender ao objetivo, os elementos das demonstrações contábeis devem ser

reconhecidos, mensurados e especialmente, evidenciados.

Desta forma, a evidenciação é o instrumento principal para o fornecimento de in-

formações para a tomada de decisões.

25. (FCC/TRE-PR/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2013) Sobre a estrutura concei-

tual para a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis, considere:

I – A estrutura conceitual aplica-se à forma e ao conteúdo das informações adi-

cionais fornecidas para atender às necessidades da administração da empresa.

II – O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações que sejam

úteis a um grande número de usuários em suas avaliações e tomadas de de-

cisão econômica.

III – As demonstrações contábeis são preparadas com base no pressuposto de

que a entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em liquida-

ção, nem reduzir materialmente a escala das suas operações.

IV – As informações sobre assuntos complexos que dificultam a compreensibilida-

de para alguns usuários da contabilidade devem ser excluídas das demons-

trações contábeis.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) I e II.

b) II e III.

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c) I, II e III.

d) II, III e IV.

e) III e IV.

Letra b.
I. Está errado. Os relatórios de propósito emitidos pela empresa visam atender aos
usuários externos; os administradores que representam os usuários internos utili-
zam informações pontuais e específicas.
II. Está correto. O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações
que sejam úteis a um grande número de usuários em suas avaliações e tomadas de
decisão econômica, por isto que são denominadas de relatórios de propósito geral.
III. Está correto. As demonstrações contábeis são preparadas com base no pressu-
posto da continuidade, ou seja, considerando que a empresa não tem a intenção,
nem a necessidade de entrar em liquidação, nem reduzir materialmente a escala
das suas operações.
IV. Está errada. As informações sobre assuntos complexos que dificultam a com-
preensibilidade para alguns usuários da contabilidade NÃO devem ser excluídas das
demonstrações contábeis. É o caso dos instrumentos financeiros sem um mercado
ativo. A exclusão de informações sobre esses fenômenos dos relatórios contábil-
-financeiros pode tornar a informação constante em referidos relatórios mais facil-
mente compreendida. Contudo, referidos relatórios seriam considerados incomple-
tos e potencialmente distorcidos.

26. (FCC/TJ-SE/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2009) A identificação de um gasto


efetuado que NÃO produza benefícios econômicos futuros é reconhecido nas de-
monstrações de uma entidade como

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a) ganho.
b) despesa.
c) custo.
d) receita.
e) ativo.

Letra b.

A essência de um ativo é ter um potencial econômico embutido. Caso ocorra um

gasto que seja improvável, a futura geração de benefícios econômicos para a en-

tidade, como é o caso de uma perda econômica, com sinistros, doações, entre ou-

tros, o elemento deverá ser reconhecido como despesa.

27. (FCC/PREFEITURA DE SP/AUDITOR FISCAL/2012) Sobre a Estrutura Conceitual

para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-financeiro, considere:

I – As autoridades tributárias podem determinar exigências específicas para atender

a seus próprios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura conceitual

para elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro de propósito geral.

II – A avaliação da administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe

tenha sido conferida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua pres-

tação de contas é uma das necessidades comuns da maioria dos usuários dos

relatórios contábil-financeiros de propósito geral.

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III – O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações

e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindica-

ções da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos

são produzidos.

IV – Comparabilidade é a característica qualitativa que define o uso dos mesmos

métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, conside-

rando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único

período entre entidades.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) I e II.

b) II e III.

c) III e IV.

d) I, II e III.

e) II, III e IV.

Letra b.

Os itens I e IV estão errados.

No item I, o erro é que as autoridades tributárias NÃO podem modificar a estrutura

básica. Quando a autoridade exigir informações específicas, a empresa deve elabo-

rar um relatório de propósito específico.

No item IV, o conceito é de consistência e não de comparabilidade. A compara-

bilidade é a característica qualitativa que permite que os usuários identifiquem e

compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles. Diferentemente de

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outras características qualitativas, a comparabilidade não está relacionada com um

único item. A comparação requer no mínimo dois itens.

28. (FCC/TRF 2ª/ANALISTA CONTADOR/2012) De acordo com o disposto na Estru-

tura Conceitual da Contabilidade atualmente vigente em nosso país,

a) um recurso, para ser contabilizado como ativo, precisa obrigatoriamente ser de

propriedade formal da entidade.

b) uma obrigação futura e que não é resultado de eventos passados pode ser con-

tabilizada como um passivo da entidade.


c) as receitas são aumentos de ativos ou diminuições de passivos que tem como
consequência aumentos do patrimônio líquido, resultantes de transações da enti-
dade com seus sócios ou acionistas.
d) o valor do patrimônio líquido de uma entidade com fins lucrativos não pode ser
menor que zero.
e) toda despesa implica uma diminuição do patrimônio líquido, mas nem toda di-
minuição do patrimônio líquido resulta de uma despesa.

Letra e.
A letra “e” está correta. Toda despesa implica uma diminuição do patrimônio líqui-
do, mas nem toda diminuição do patrimônio líquido resulta de uma despesa, pois
pode ocorrer, por exemplo, s saída de um sócio, a compra de ações em tesouraria,
o ajuste da avaliação patrimonial negativo e a distribuição de dividendos.
A letra “a” está errada, pois de acordo com a primazia da essência econômica sobre
a formalidade jurídica, um recurso, para ser contabilizado como ativo, não precisa
obrigatoriamente ser de propriedade formal da entidade, contudo, deve estar sob

o seu controle.

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A letra “b” está errada, pois o passivo é uma obrigação presente que provavelmen-

te será liquida no futuro.

A letra “c” está errada. Não se encaixam no conceito de receita e de despesa as

transações com os sócios. As receitas são aumentos de ativos ou diminuições de

passivos que tem como consequência aumentos do patrimônio líquido, desde que

não sejam resultantes de transações da entidade com seus sócios ou acionistas.

A letra “d” está errada, pois existe a possibilidade de o PL ser negativo (devedor);

isto ocorre quando a passivo for maior que o ativo.

29. (FCC/TCE-SE/TÉCNICO DE CONTROLE EXTERNO/2012) Ativo é definido na es-

trutura conceitual da contabilidade como um recurso

a) de propriedade da entidade, utilizado em suas atividades operacionais, indepen-

dentemente do fluxo de caixa que este venha a gerar.

b) do qual se espera apenas uma saída próxima de recursos da entidade para o

seu pagamento.

c) adquirido à vista pela entidade.

d) controlado pela entidade e do qual se espera que resultem benefícios econômi-

cos futuros.

e) que não pode ser distribuído aos proprietários da entidade como restituição do

capital.

Letra d.

O conceito de ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de even-

tos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para

a entidade.

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Recurso controlado não precisa ser de propriedade da empresa, por exemplo, direi-

to de uso de uma marca, um ativo obtido por arrendamento mercantil financeiro.

Por resultado de eventos passados entendemos que deve ter corrido um fato con-

tábil, onde forma identificadas mensuradas as contas.

O ativo representa o potencial econômico da empresa e este potencial está rela-

cionado com os futuros benefícios econômicos esperados. Em suma, o ativo existe

para gerar benefícios econômicos, ou seja, gerar lucro para a empresa, aumentan-

do as receitas ou diminuindo as despesas.

30. (CESPE/TRE-BA/CONTADOR/2017) A contabilidade tem como principal objetivo a(o)

a) fornecimento de informações que proporcionem aos seus mais diversos usuá-

rios — seja internos, seja externos — utilidade no processo de tomada de decisões.

b) elaboração de guias de recolhimento de tributos a fim de manter a entidade em

conformidade com os ditames legais.

c) elaboração de demonstrações contábeis que atendam às finalidades específicas

de determinado grupo de usuários.

d) avaliação da capacidade das entidades comerciais em arcar com suas obriga-

ções financeiras.

e) mensuração de bens patrimoniais a fim de elaborar corretamente as demons-

trações contábeis.

Letra a.

O principal objetivo da contabilidade é o fornecimento de informações úteis sobre

o patrimônio e sua evolução.

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Não esqueça que o objeto da contabilidade é o PATRIMÔNIO e a sua finalidade é

controlar o patrimônio.

31. (FCC/TJ-SE/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2009) De acordo com a estrutura

conceitual contábil, considere:

I – Todos os bens adquiridos pela empresa devem ser registrados no balanço

patrimonial, nos grupos de ativos.

II – As despesas devem ser reconhecidas no resultado da empresa, consideran-

do-se a sua associação direta com a receita gerada.

III – O conceito físico de manutenção de capital pressupõe a manutenção dos

montantes financeiros dos ativos líquidos existentes no início do período e no

final do período do Balanço Patrimonial.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) I.

b) I e II.

c) I e III.

d) II.

e) III.

Letra d.

O item I está errado. Segundo o CPC 00 - um ativo é reconhecido no balanço pa-

trimonial quando for provável que benefícios econômicos futuros dele provenientes

fluirão para a entidade e seu custo ou valor puder ser determinado em bases con-

fiáveis. Assim, não basta adquirir para registrá-lo.

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O item II está certo. Conforme apresente o CPC 00 as despesas são reconhecidas

na demonstração do resultado com base na associação direta entre elas e os cor-

respondentes itens de receita.

O item III está errado. O conceito físico de patrimônio está relacionado com a pro-

dução e não com o capital financeiro.

32. (FCC/NOSSA CAIXA/CONTADOR/2011) “Recurso controlado pela entidade

como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros be-

nefícios econômicos para a entidade”.

Segundo pronunciamento do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), cujo

teor foi aprovado pela Resolução n. 1.121/2008 do Conselho Federal de Contabili-

dade, e que versa sobre Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das

Demonstrações Contábeis, esta é a definição de

a) Passivo.

b) Receitas.

c) Despesas.

d) Ativo.

e) Patrimônio Líquido.

Letra d.

O CPC estabelece que os elementos diretamente relacionados com a mensuração

da posição patrimonial e financeira são ativos, passivos e patrimônio líquido.

Estes são definidos como segue:

Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados

e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade.

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Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos,


cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar be-
nefícios econômicos. Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade
depois de deduzidos todos os seus passivos.

33. (FCC/MANAUSPREV/CONTADOR/2015) Sobre as características qualitativas


fundamentais da informação contábil-financeira, considere:
I – Informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer diferença
nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários.
II – Comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e materialidade são carac-
terísticas qualitativas que melhoram a utilidade da informação que é relevan-
te e que é representada com fidedignidade.
III – Comparabilidade refere-se ao uso dos mesmos métodos para os mesmos
itens, tanto de um período para outro considerando a mesma entidade que
reporta a informação, quanto para um único período entre entidades.
IV – Verificabilidade significa que diferentes observadores, cônscios e indepen-
dentes, podem chegar a um consenso, embora não cheguem necessariamen-
te a um completo acordo, quanto ao retrato de uma realidade econômica em
particular ser uma representação fidedigna.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I, III e IV.
b) I e II.
c) II e III.
d) I e IV.

e) III e IV.

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Letra d.

O enunciado começa falando sobre as características fundamentais, contudo, as

assertivas cobram também as características de melhoria.

O CPC 00 estabelece que a informação contábil-financeira relevante é aquela capaz

de fazer diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários. A informa-

ção pode ser capaz de fazer diferença em uma decisão mesmo no caso de alguns

usuários decidirem não a levar em consideração, ou já tiver tomado ciência de sua

existência por outras fontes. O item I está certo.

As características fundamentais são relevância e representação fidedigna e a quali-

tativas de melhoria são a Comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e com-

preensibilidade. O item II está errado.

A Consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos para os mesmos itens, tanto

de um período para outro considerando a mesma entidade que reporta a informa-

ção, quanto para um único período entre entidades. A consistência, embora esteja

relacionada com a comparabilidade, não significa o mesmo, pois a comparabilidade

é a característica qualitativa que permite que os usuários identifiquem e compreen-

dam similaridades dos itens e diferenças entre eles. O item III está errado.

A verificabilidade ajuda a assegurar aos usuários que a informação representa fide-

dignamente o fenômeno econômico que se propõe representar. Isso significa que

diferentes observadores, cônscios e independentes, podem chegar a um consenso,

embora não cheguem necessariamente a um completo acordo, quanto ao retrato

de uma realidade econômica em particular ser uma representação fidedigna. O

item IV está certo.

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34. (FCC/TCE-GO/CONTADOR/2014) Os três atributos para que uma demonstra-

ção financeira seja considerada fidedigna são:

a) Completa, neutra e livre de erro.

b) Suficiente, prudente e livre de fraude.

c) Limitada, suficiente e livre de erro.

d) Integral, prudente e livre de fraude.

e) Adequada, possível e livre de erro.

Letra a.

Para ser representação fidedigna, a realidade retratada precisa ter três atributos.

Ela tem que ser completa, neutra e livre de erro.

35. (FCC/TCE-SE/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/2011) De acordo com a Es-

trutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis

aprovada pela Resolução CFC no 1.121/2008,

a) Passivo é uma obrigação presente da entidade, resultante de eventos passados,

cuja liquidação implique desembolso de recursos da entidade e cujo valor possa ser

medido com precisão, evitando-se o uso de estimativas.

b) Ativo é um recurso de propriedade da entidade como resultado de eventos pas-

sados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos.

c) Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil

sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuição de passi-

vos, que resultem em aumento do patrimônio líquido e que sejam provenientes de

transações com terceiros.

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d) Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contá-

bil sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incremento em passi-

vos, que resultem em decréscimo do patrimônio líquido e que sejam provenientes

de distribuição aos proprietários da entidade.

e) O valor atribuído aos estoques é mensurado adotando-se o maior valor entre o

custo de aquisição e o custo corrente de reposição.

Letra c.

A letra “C” está certa. As receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante

o período contábil, sob a forma da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou

diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido, e que

não estejam relacionados com os sócios, assim, as receitas são provenientes de

relações com terceiros.

A letra “A” está errada, pois o passivo é uma obrigação presente da entidade, de-

rivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de re-

cursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos. Ele pode ser estimado,

assim, não precisa ser medido com precisão.

A letra “B” está errada, pois o ativo é um recurso controlado pela entidade como

resultado de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios

econômicos para a entidade. Não precisa ser de propriedade da empresa.

A letra “D” está errada. As despesas são decréscimos nos benefícios econômicos

durante o período contábil, sob a forma da saída de recursos ou da redução de ati-

vos ou assunção de passivos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido, e

que NÃO estejam relacionados com distribuições aos detentores dos instrumentos

patrimoniais.

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A letra “E” está errada, pois os estoques são geralmente mantidos pelo menor valor

entre o custo e o valor líquido de realização.

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