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Aula 10

História p/ ENEM 2017 (Com videoaulas)


Professor: Sergio Henrique

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História: Processo de independência do Brasil.
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SUMÁRIO
00. Bate papo inicial. Pág. 02
1. O período Joanino e a Independência. Pág. 03
2. Independências da América Espanhola. Pág. 04
3. Exercícios Resolvidos. Pág. 07
4. Exercícios Propostos. Pág. 14
5. Considerações finais. Pág. 33

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00. BATE PAPO INICIAL.


Olá amigo estudante. É com muita alegria que o recebo
novamente para falarmos de história. Estudar as aulas anteriores é
fundamental para que você possa compreender muitas das coisas que
vamos tratar aqui. Leia com atenção seu texto de apoio, releia e
pratique exercícios. Aos poucos o conteúdo básico vai ficar retido na
sua memória. Claro que para isso é muito importante você fazer suas
próprias anotações, ou em forma de resumo ou anotações nos
exercícios, não importa, você escolhe. O importante é estudarmos
bastante e nos concentrarmos nos estudos. Estimule sua disciplina e
procure motivação pensando em seus sonhos. Bons estudos.

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1. O PERÍODO JOANINO E A INDEPENDÊNCIA.


Contexto: A presença britânica no Brasil, a transferência da
Corte, tratados, as principais medidas de D. João VI no Brasil, a política
joanina, os partidos políticos, as revoltas, conspirações e revoluções e
emancipação e os conflitos sociais.

Apogeu e crise do sistema colonial: a corte portuguesa no Brasil


e a Independência.
No início do século XIX a Europa passava pelas Guerras
Napoleônicas. Ameaçados por Napoleão Bonaparte a família real
portuguesa, pois em prática um antigo projeto de evacuação do
território, transferindo toda a corte para o Brasil. Tem aí o início do
nosso processo de independência. Os portugueses eram dependentes
da Inglaterra desde 1703 quando foi assinado o Tratado de Methuen
(panos e vinhos), Napoleão proibiu os portugueses de fazer comércio
com os ingleses. Na transferência da corte foram escoltados pelos
britânicos. Ao desembarcarem no Brasil foram assinados dois
importantes tratados comerciais:
 1808: A abertura dos portos às nações amigas: Permitia
realizar comércio com os ingleses. Na prática punha fim ao pacto
colonial.
 1810: Tratados de comércio e navegação com as nações
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amigas. Concedia tarifas alfandegárias especiais aos ingleses que


pagavam 15% de impostos sobre o valor. As outras nações
pagavam até 60%. Ocorreu uma grande enxurrada de produtos
ingleses no nosso mercado, o que atrasou nossa industrialização por
quase 100 anos.
O período em que Dom João ficou no Brasil ficou conhecido como
Período Joanino. Dom João realizou importantes mudanças como:
 Criação do Banco do Brasil.
 Casa da Moeda.

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 Criação do Jardim botânico.


 Várias obras públicas.
 Escolas de estudos médicos e farmacêuticos no RJ e Salvador.
 Invasão militar da Guiana Francesa (retaliação à Napoleão) e da
província cisplatina (atual Uruguai).
 1815 elevou o Brasil à categoria de Reino Unido.
Em 1820 ocorreu em Portugal a Revolução Liberal do Porto,
que restabeleceu a monarquia, no modelo constitucional, e exigiu o
retorno da família real. D. João voltou e deixou aqui seu filho D. Pedro
I como príncipe regente. A corte portuguesa pretendia recolonizar o
Brasil. Exigiu o retorno do príncipe que se negou a voltar e passou a
tomar medidas que irritaram as cortes:
1- Equiparou as forças armadas do Brasil às de Portugal e estabeleceu
que nenhuma ordem portuguesa seria cumprida sem sua aprovação.
2- Recebeu apoio dos grandes fazendeiros que eram a favor da
independência. Dom Pedro, em janeiro declararia que ficaria no Brasil,
apesar dos apelos da corte (dia do fico). Em setembro recebeu uma
comunicação para seu retorno imediato, sob o risco de invasão militar.
Em 7 de setembro proclama a Independência do Brasil. Foi um
processo pacífico (não houve guerras), elitista (comandados por D.
Pedro e os grandes fazendeiros. Não teve participação popular),
ocorreu a manutenção do nosso território e a escravidão não foi
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abolida. Observe o quadro comparativo entra o processo de


independência da América espanhola e a do Brasil. O século XIX nas
Américas, foi o das independências.

2. INDEPENDÊNCIAS DA AMÉRICA ESPANHOLA.


Denominamos América Latina os países colonizados
principalmente por Portugal e Espanha. Corresponde aos países entre
o México e a Argentina. É uma área bastante grande. Foram colônias
de exploração e eram rigidamente exploradas pelas suas metrópoles.

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A América espanhola possuía importantes colônias fornecedoras de


metais preciosos e produtos primários. Com a eclosão da
Independência dos EUA e da Revolução Francesa, a elite colonial da
América espanhola, muito influenciadas pelas ideias iluministas,
passaram a desejar a independência. Durante as Guerras Napoleônicas
a Espanha foi invadida e a elite colonial crioula viu neste contexto a
oportunidade de romper com o antigo sistema colonial.

Quem eram os Criollos? A elite colonial. Brancos, ricos proprietários,


nascidos na colônia. Eram impedidos de ocupar cargos políticos. Eram
descendentes dos Chapetones: Brancos, ricos proprietários, nascidos
na Espanha, e possuíam o monopólio dos cargos públicos.

O processo de Independência da América espanhola foi liderado


pelos criollos e teve uma profunda participação popular nas batalhas
travadas contra os exércitos espanhóis. Ex-escravos e nativos
participaram ativamente. Após a independência proclamaram
repúblicas e aboliram a escravidão. Lembra-se da Santa Aliança criada
no congresso de Viena? Este exército lutou para tentar impedir as
independências. A Inglaterra é favorável a independência das
colônias (países independentes significam conquista novos mercados
para os produtos industriais ingleses).
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Entre os principais líderes da independência das colônias espanholas


podemos citar:
Simon Bolívar: Venezuelano considerado herói libertador dos
países andinos (Venezuela, Colombia, equador, Peru e Bolívia).
San Martin: Líder da independência da Argentina e Chile.
O primeiro país a ficar independente foi o Haiti, que passou por uma
revolução de Escravos em 1791. As outras independências ocorreram
ao longo da primeira metade do século XIX.

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Comparação entre os processos de independência:

América Espanhola Brasil


Influência do Iluminismo -
Repúblicas Monarquia
Participação popular Elitista (sem participação
popular).
Abolição da escravidão Manutenção da escravidão
Guerra Pacífico
Fracionamento territorial Manutenção da unidade
territorial

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3. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS.

1. (Enem PPL 2015) É simplesmente espantoso que esses núcleos tão


desiguais e tão diferentes se tenham mantido aglutinados numa só
nação. Durante o período colonial, cada um deles teve relação direta
com a metrópole. Ocorreu o o extraordinário, fizemos um povo-nação,
englobando todas aquelas províncias ecológicas numa só entidade
cívica e política.

RIBEIRO, D. O povo brasileiro: formação e sentido do Brasil. São Paulo:


Cia. das Letras, 1988.

Após a conquista da autonomia, a questão primordial do Brasil residia


em como garantir sua unidade político-territorial diante das
características e práticas herdadas da colonização. Relacionando o
projeto de independência à construção do Estado nacional brasileiro, a
sua particularidade decorreu da
a) ordenação de um pacto que reconheceu os direitos políticos aos
homens, independentemente de cor, sexo ou religião.
b) estruturação de uma sociedade que adotou os privilégios de
nascimento como critério de hierarquização social.
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c) realização de acordos entre as elites regionais, que evitou confrontos


armados contrários ao projeto luso-brasileiro.
d) concessão da autonomia política regional, que atendeu aos
interesses socioeconômicos dos grandes proprietários.
e) Afirmação de um regime constitucional monárquico que garantiu a
ordem associada à permanência da escravidão.

Resposta:
[E]

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A manutenção da unidade político-territorial no pós-


Independência foi garantida pelo fato de D. Pedro, então
Príncipe Regente, ter comandado o processo independentista e
ter adotado a monarquia como forma de governo, dando início
ao Primeiro Reinado. Não só as ordens política e territorial
foram mantidas. As ordens econômicas e sociais também
permaneceram as mesmas.

2. (Enem 2014) A transferência da corte trouxe para a América


portuguesa a família real e o governo da Metrópole. Trouxe também,
e sobretudo, boa parte do aparato administrativo português.
Personalidades diversas e funcionários régios continuaram
embarcando para o Brasil atrás da corte, dos seus empregos e dos seus
parentes após o ano de 1808.
NOVAIS, F. A.; ALENCASTRO, L. F. (Org.). História da vida privada no
Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1997.

Os fatos apresentados se relacionam ao processo de independência da


América portuguesa por terem
a) incentivado o clamor popular por liberdade.
b) enfraquecido o pacto de dominação metropolitana.
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c) motivado as revoltas escravas contra a elite colonial.


d) obtido o apoio do grupo constitucionalista português.
e) provocado os movimentos separatistas das províncias.

Resposta:

[B]

A vinda da Família Real para o Brasil foi o primeiro passo

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do processo de Independência da Colônia, uma vez que elevou


o status do Brasil, invertendo a posição de Portugal e Brasil no
pacto colonial, e deu aos colonos uma autonomia de ação
inédita.

3. (Enem 2011) No clima das ideias que se seguiram à revolta de São


Domingos, o descobrimento de planos para um levante armado dos
artífices mulatos na Bahia, no ano de 1798, teve impacto muito
especial; esses planos demonstravam aquilo que os brancos
conscientes tinham já começado a compreender: as ideias de
igualdade social estavam a propagar-se numa sociedade em que só um
terço da população era de brancos e iriam inevitavelmente ser
interpretados em termos raciais.

MAXWELL. K. Condicionalismos da Independência do Brasil. In: SILVA,


M.N. (coord.)
O Império luso-brasileiro, 1750-1822. Lisboa: Estampa, 1986.

O temor do radicalismo da luta negra no Haiti e das propostas das


lideranças populares da Conjuração Baiana (1798) levaram setores da
elite colonial brasileira a novas posturas diante das reivindicações
populares. No período da Independência, parte da elite participou
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ativamente do processo, no intuito de


a) instalar um partido nacional, sob sua liderança, garantindo
participação controlada dos afro-brasileiros e inibindo novas
rebeliões de negros.
b) atender aos clamores apresentados no movimento baiano, de modo
a inviabilizar novas rebeliões, garantindo o controle da situação.
c) firmar alianças com as lideranças escravas, permitindo a promoção
de mudanças exigidas pelo povo sem a profundidade proposta
inicialmente.

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d) impedir que o povo conferisse ao movimento um teor libertário, o


que terminaria por prejudicar seus interesses e seu projeto de nação.
e) rebelar-se contra as representações metropolitanas, isolando
politicamente o Príncipe Regente, instalando um governo
conservador para controlar o povo.
Resposta:

[D]

Uma das afirmações mais tradicionais na História do


Brasil, apoiada no senso comum, é de que a Independência foi
pacífica, sem derramamento de sangue. Essa ideia esta
baseada na participação ativa das elites agrárias no processo
de independência como forma de garantir uma ruptura política
frente à metrópole, e ao mesmo tempo garantir a preservação
da estrutura socioeconômica apoiada no latifúndio e na
escravidão.

4. (Enem 2007) Após a Independência, integramo-nos como


exportadores de produtos primários à divisão internacional do trabalho,
estruturada ao redor da Grã-Bretanha. O Brasil especializou-se na
produção, com braço escravo importado da África, de plantas tropicais
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para a Europa e a América do Norte. Isso atrasou o desenvolvimento


de nossa economia por pelo menos uns oitenta anos. Éramos um país
essencialmente agrícola e tecnicamente atrasado por depender de
produtores cativos. Não se poderia confiar a trabalhadores forçados
outros instrumentos de produção que os mais toscos e baratos.
O atraso econômico forçou o Brasil a se voltar para fora. Era do
exterior que vinham os bens de consumo que fundamentavam um
padrão de vida "civilizado", marca que distinguia as classes cultas e
"naturalmente" dominantes do povaréu primitivo e miserável. (...) E

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de fora vinham também os capitais que permitiam iniciar a construção


de uma infraestrutura de serviços urbanos, de energia, transportes e
comunicações.

Paul Singer. Evolução da economia e vinculação internacional.


In: I. Sachs; J. Willheim; P. S. Pinheiro (Orgs.). Brasil: um século de
transformações. São Paulo: Cia. das Letras, 2001, p. 80.

Levando-se em consideração as afirmações anteriores, relativas à


estrutura econômica do Brasil por ocasião da independência política
(1822), é correto afirmar que o país
a) se industrializou rapidamente devido ao desenvolvimento alcançado
no período colonial.
b) extinguiu a produção colonial baseada na escravidão e fundamentou
a produção no trabalho livre.
c) se tornou dependente da economia europeia por realizar
tardiamente sua industrialização em relação a outros países.
d) se tornou dependente do capital estrangeiro, que foi introduzido no
país sem trazer ganhos para a infraestrutura de serviços urbanos.
e) teve sua industrialização estimulada pela Grã-Bretanha, que investiu
capitais em vários setores produtivos.
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Resposta:

[C]

O texto destaca a estrutura agrária exportadora do Brasil,


organizada no período colonial e que foi preservada após a
independência. A manutenção de tal estrutura manteve a
dependência econômica, vinculando a economia do país aos
interesses ingleses, em um contexto marcado pela expansão da

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industrialização e de um modelo de capitalismo expansionista.


Desde a independência até o segundo reinado percebe-se a
presença de interesses e capitais ingleses no Brasil.

5. (Enem PPL 2014) TEXTO I

O príncipe D. João VI podia ter decidido ficar em Portugal. Nesse caso,


o Brasil com certeza não existiria. A Colônia se fragmentaria, como se
fragmentou a parte espanhola da América. Teríamos, em vez do Brasil
de hoje, cinco ou seis países distintos. (José Murilo de Carvalho)

TEXTO II
Há no Brasil uma insistência em reforçar o lugar-comum segundo o
qual foi D. João VI o responsável pela unidade do país. Isso não é
verdade. A unidade do Brasil foi construída ao longo do tempo e é,
antes de tudo, uma fabricação da Coroa. A ideia de que era preciso
fortalecer um Império com os territórios de Portugal e Brasil começou
já no século XVIII. (Evaldo Cabral de MeIlo)

1808 – O primeiro ano do resto de nossas vidas. Folha de S. Paulo, 25


nov. 2007(adtado).
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Em 2008, foi comemorado o bicentenário da chegada da família real


portuguesa ao Brasil. Nos textos, dois importantes historiadores
brasileiros se posicionam diante de um dos possíveis legados desse
episódio para a história do país. O legado discutido e um argumento
que sustenta a diferença do primeiro ponto de vista para o segundo
estão associados, respectivamente, em:
a) Integridade territorial – Centralização da administração régia na
Corte.

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b) Desigualdade social – Concentração da propriedade fundiária no


campo.
c) Homogeneidade intelectual – Difusão das ideias liberais nas
universidades.
d) Uniformidade cultural – Manutenção da mentalidade escravista nas
fazendas.
e) Continuidade espacial – Cooptação dos movimentos separatistas nas
províncias.

Resposta:

[A]

Os textos versam sobre a unidade territorial brasileira,


buscando entendê-la – ou não – como legado da vinda da
Família Real para o Brasil. O primeiro fragmento afirma ser um
legado e o segundo fragmento refuta essa ideia.

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4. EXERCÍCIOS PROPOSTOS.

1. (Ufjf-pism 2 2016)

Durante o século XVIII, a Espanha reprimiu fortemente as revoltas


emancipacionistas em suas colônias americanas. Somente no século
seguinte essas colônias conquistaram suas independências. A partir
das imagens acima, marque a resposta INCORRETA em relação ao
processo de independência das colônias espanholas na América:
a) Foi orientado por um conjunto de ideias e valores reformistas que
visavam conceder mais direitos às elites nativas, mantendo o mesmo
sistema de governo monárquico.
b) Tratou-se de um processo violento devido à repressão militar da
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Espanha, gerando milhares de mortos. Através de diversos conflitos,


conquistou-se a independência em várias localidades.
c) A elite letrada das colônias espanholas inspirou-se nas ideias
iluministas para alcançar a autonomia política. Esse grupo social via
na independência uma forma de obter poder político.
d) Ao mesmo tempo em que os movimentos de independência foram
liderados pelos crioulos, houve a participação de negros, mestiços e
índios, cuja contestação destes últimos estava também ligada às
pesadas rotinas de trabalho.

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e) O processo de independência teve um impulso no início do século


XIX, dentre outros fatores, devido à fragilidade política da Espanha,
decorrente da invasão das tropas napoleônicas.

2. (Udesc 2012) Observe as imagens e o excerto:

“Tudo assenta pois, neste país, no escravo negro; na roça, ele rega
com seu suor as plantações do agricultor; na cidade, o comerciante fá-
lo carregar pesados fardos; se pertence ao capitalista é como operário
ou na qualidade de moço de recados que aumenta a renda senhor”.

DEBRET, Jean Baptiste. Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil. São


Paulo: Livraria Martins Editora, 1979, p. 85.

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Sobre o contexto histórico e as relações sociais e de poder que lhes


são inerentes, representados nas reproduções de imagem e no excerto
de Jean Baptiste Debret (1768-1848), analise as proposições abaixo:

I. As imagens reproduzem o cotidiano do ambiente de trabalho e da


rua, vivenciado pelas negras livres na primeira metade do século XIX,
nas cidades.
II. O excerto e as imagens indicam a significativa participação dos
negros na economia do Brasil dos oitocentos, seja na condição de
escravos ou na de libertos.
III. Nas imagens, a observação sensível do vestuário e dos calçados
supõe que também entre a população negra havia relações sociais
hierárquicas.

Assinale a alternativa correta.


a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
b) Somente a afirmativa II é verdadeira.
c) Somente a afirmativa III é verdadeira.
d) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
e) Todas as afirmativas são verdadeiras.

3. (Ufpb 2012) A pintura é uma manifestação artística que pode ser


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utilizada como fonte histórica, reforçando uma versão da história.


Nesse sentido, observe o quadro do pintor paraibano Pedro Américo:

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No campo da historiografia, essa imagem:


a) sintetiza o verdadeiro sentimento de toda a nação em relação a
Portugal.
b) expõe a luta de classes existente no país no período da
independência.
c) expressa o apoio popular ao processo de autonomia política do
Brasil.
d) representa uma visão heroica e romanceada da separação política
do país.
e) mostra a independência como anseio de grupos subalternos.
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4. (Fatec) Dentre as características gerais do período colonial brasileiro


destaca-se:
a) uma sociedade escravocrata que, apesar de estar estruturada sobre
o Pacto Colonial, possuía livre comércio com os holandeses e ingleses
devido à necessidade da venda do açúcar aqui produzido.
b) a utilização da mão de obra indígena no Brasil, até o governo de D.
João VI, e a sua substituição, no período joanino, pela mão de obra
do escravo negro.

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c) o trabalho dos missionários jesuítas, que conseguiram proteger e


conservar a cultura original de nossos primeiros habitantes -
chamados de índios.
d) o surgimento de pequenas e médias propriedades, possibilitado
pelos donatários das capitanias, para ocupar nosso extenso litoral.
e) a montagem da produção açucareira, que ocorreu de acordo com o
sistema de "plantation", originando uma sociedade patriarcal e
escravista.

5. (Vunesp) "Por volta de 1750, Portugal recebia enormes remessas


de ouro do Brasil. A imensa riqueza da colônia permitira ao monarca
português dispensar o concurso das cortes e reforçar o poder absoluto
da realeza. Em 1750 morre D. João V e sucede-lhe D. José I. O novo
monarca promoveu à posição de grande relevo o seu ministro cujas
realizações, em conjunto, pretendiam o fortalecimento do Estado e a
autonomia de Portugal. O ministro era essencialmente um nacionalista,
atribuindo os problemas do país ao estado de dependência semicolonial
em que Portugal se encontrava em relação à Grã-Bretanha."
(Maria Beatriz N. da Silva [org.], O IMPÉRIO LUSO-BRASILEIRO
- 1750 - 1822.)

O texto refere-se ao período conhecido como


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a) Filipino.
b) Manuelino.
c) Pombalino.
d) Vicentino.
e) Joanino.

6. (Pucsp 2016) “Em 1822, a América espanhola, de independência


conquistada em oposição a uma metrópole e suas Cortes em muitos
aspectos tidas por opressoras, agora plenamente reconhecida por uma

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potência de primeira grandeza como eram os Estados Unidos,


ofereceria um modelo para a independência do Brasil.”

João Paulo Pimenta. A independência do Brasil e a experiência hispano-


americana (1808-1822). São Paulo: Hucitec, 2015, p. 448.

O caráter exemplar que a independência da América espanhola


representou, segundo o texto, para aqueles que lutavam pela
independência do Brasil pode ser identificado, por exemplo, na
a) capacidade de manter a coesão territorial da antiga colônia, que
acabou por gerar uma única e poderosa nação.
b) subserviência imediata aos interesses comerciais e políticos norte-
americanos, que rapidamente se impuseram sobre toda a América.
c) disposição de defender princípios emancipacionistas e enfrentar
militar e politicamente as forças da metrópole.
d) possibilidade de estabelecer laços comerciais imediatos e lucrativos
com as antigas colônias portuguesas do litoral africano.

7. (Unicamp 2016) Os estudos históricos por muito tempo explicaram


as relações entre Portugal e Brasil por meio da noção de pacto colonial
ou exclusivo comercial. Sobre esse conceito, é correto afirmar que:
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a) Trata-se de uma característica central do sistema colonial moderno


e um elemento constitutivo das práticas mercantilistas do Antigo
Regime, que considera fundamental a dinâmica interna da economia
colonial.
b) Definia-se por um sistema baseado em dois polos: um centro de
decisão, a metrópole, e outro subordinado, a colônia. Esta submetia-
se à primeira através de uma série de mecanismos político-
institucionais.

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c) Em mais de uma ocasião, os colonos reclamaram e foram


insubordinados diante do pacto colonial, ao exigirem sua presença e
atuação nas Cortes dos reis ou ao pedirem a presença do Marquês
de Pombal na colônia.
d) A noção de pacto colonial é um projeto embrionário de Estado que
acomodava as tensões surgidas entre os interesses metropolitanos e
coloniais, ao privilegiar as experiências do “viver em colônia”.

8. (Uece 2015) “No dia 17 de janeiro de 1808, a Real Casa de Bragança


chega ao Rio de Janeiro, após 45 dias navegando pelos mares do
Atlântico Sul, com rápida estada em Salvador.”

AZEVEDO, Francisca L. Carlota Joaquina na Corte do Brasil. Rio de


Janeiro: Civilização Brasileira 2003, p. 69.

O principal resultado da transferência da Corte Portuguesa para o Brasil


foi
a) a abertura dos portos e o consequente rompimento do pacto
colonial.
b) a autonomia política e econômica do Brasil em relação a Portugal.
c) o colapso do sistema econômico brasileiro baseado na mão de obra
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escrava.
d) o fim do sistema colonial e a instauração do regime republicano no
Brasil.

9. (Pucrj 2015) Analise as afirmativas abaixo que apresentam


acontecimentos referidos à política da Corte portuguesa durante sua
permanência no Brasil entre 1808 e 1821.

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I. Como expressão da relação de poder assimétrica entre os soberanos


britânico e português, os tratados de 1810 impunham ao governo de
D. João no Rio de Janeiro, entre outras decisões, a limitação do tráfico
negreiro intercontinental às colônias de Portugal na África e o
compromisso de abolir gradualmente o trabalho escravo na América
portuguesa.
II. A criação do primeiro Banco do Brasil, da Impressão Régia, da
Escola de Medicina, das Academias Militar e de Marinha, do Real
Horto, da Real Biblioteca e inúmeras outras medidas, assim como a
conquista da Guiana Francesa e a ocupação da Banda Oriental,
revelavam o projeto político da Corte joanina de “criar um novo
império” na América, tendo como sede a cidade do Rio de Janeiro.
III. Ao revogar o alvará de 1785 que proibia qualquer atividade
manufatureira na colônia americana, com exceção da fabricação de
panos grossos para a vestimenta dos escravos, o Príncipe-Regente
D. João propiciou o surgimento de inúmeros estabelecimentos fabris
em diferentes pontos do Reino do Brasil, deflagrando o primeiro
grande surto industrial do país, apesar da permanência do trabalho
escravo.
IV. A Revolução Pernambucana de 1817 teve como uma de suas
motivações a reação aos privilégios concedidos por D. João aos
comerciantes, burocratas e proprietários de escravos e terras do Rio
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de Janeiro e áreas próximas, o que lhes possibilitara prosperar,


acumular poder e ganhar prestígio. Para os revolucionários de 1817,
o Rio de Janeiro se transformara em uma “nova Lisboa”, dominada
por “portugueses” que oprimiam os “brasileiros” de outras partes do
Reino do Brasil.

Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

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c) se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas.


d) se somente as afirmativas II, III e IV estiverem corretas.
e) se somente as afirmativas I, II e IV estiverem corretas.

10. (G1 - cftmg 2013) Com a vinda da corte portuguesa ao Brasil, em


1808, não só os portos se abriram para as Nações Amigas, mas
também as portas para a entrada de estrangeiros. [...] Comerciantes,
especialmente ingleses, artistas franceses e imigrantes, além de
viajantes naturalistas de várias regiões do Velho Mundo, têm
permissão de estudar o que o país desconhecido parecia prometer em
novidades. Esses visitantes serão autores de um novo descobrimento
do Brasil [...].

LISBOA, Karen Macknow. A Nova Atlântica de Spix e Martius: natureza


e civilização na Viagem pelo Brasil (1817-1820). São Paulo: Hucitec,
1997. p. 29.

O texto refere-se aos viajantes como autores de um “novo


descobrimento do Brasil” porque eles teriam
a) denunciado a condição degradante dos indígenas da América, dada
a expropriação de suas terras.
b) apontado a necessidade de emancipação política brasileira frente
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aos interesses colonialistas de Portugal.


c) influenciado as práticas agrícolas brasileiras por compartilharem
tecnologias modernizantes dos Estados Unidos.
d) divulgado as informações sobre o país ao transformarem suas
anotações de viagens em relatos publicados na Europa.

11. (Vunesp 2013) O Brasil assistiu, nos últimos meses de 1822 e na


primeira metade de 1823,

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a) ao reconhecimento da Independência brasileira pelos Estados


Unidos, pela Inglaterra e por Portugal.
b) ao esforço do imperador para impor seu poder às províncias que não
haviam aderido à Independência.
c) à libertação da Província Cisplatina, que se tornou independente e
recebeu o nome de Uruguai.
d) à pacífica unificação de todas as partes do território nacional, sob a
liderança do governo central, no Rio de Janeiro.
e) à confirmação, pelas Cortes portuguesas e pela Assembleia
Constituinte, do poder constitucional do imperador.

12. (Pucmg) Quando o Brasil se tornou uma nação independente, em


1822, há mais de 300 anos, aqui se cobravam diversos tipos de tributos
para a Coroa Portuguesa. Sobre a cobrança de impostos no Brasil
colonial, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO:
a) Quando a Coroa veio para a América, a cobrança de impostos foi
intensificada com o intuito de prover recursos para os gastos
militares, para a montagem de um aparelho administrativo-fiscal e
para as necessidades da manutenção da dispendiosa Corte.
b) A cobrança de impostos no Brasil colocava em cheque, desde o
princípio, a fidelidade ao Rei. O Rei era considerado sempre como
tirano e opressor, e as revoltas ocorridas nas Minas Gerais, no século
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XVII, reforçavam os movimentos antimonarquistas.


c) Enquanto na Europa do Antigo Regime defendia-se a ideia de que
não era nem justo e nem bom para a ordem política cobrar impostos
dos nobres e do clero, no Brasil-colônia, diante da necessidade das
despesas com a defesa da terra, a classe proprietária deveria pagar
impostos.
d) Cobrar impostos era um assunto delicado na Colônia e em Portugal,
por isso recomendava-se que o imposto arrecadado fosse gasto no
objeto causador da cobrança.

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13. (Pucmg) "Em janeiro de 1822, D. Pedro I, ao dizer que ficava,


definiu seu destino e do país que adotara como pátria. E foi, nessa
fase, O MAIS APAIXONADO DOS BRASILEIROS, O MAIS AGRESSIVO
DOS JACOBINOS, O MAIS FURIOSO ANTILUSITANO"
(Isabel Lustosa. "D. Pedro I". Cia das Letras, 2006.)

Essas características podem ser relacionadas:


a) à postura liberal dos deputados portugueses das Cortes que fizeram
refém a monarquia durante a Revolução de 1821, ao exigirem o
retorno do rei D. João VI e a promulgação de uma nova constituição.
b) à ação dos brasileiros, amparados pela negativa de D. Pedro I de
retorno a Portugal, de se oporem à decisão das Cortes portuguesas
de reduzir o país às condições anteriores à vinda do Rei D. João VI.
c) à insegurança generalizada de D. Pedro I, quanto aos movimentos
liberais associados à Revolução do Porto, em Portugal, e,
consequentemente, a uma possível revolução de liderança burguesa
no Brasil.
d) à condição revolucionária de D. Pedro I, que afrontava a Corte
portuguesa ao convocar o exército nacional e a iniciar uma guerra
pela independência em defesa das massas, da nação do povo
brasileiro. 04178253905

14. (Fgv) Comparando-se o processo de independência das colônias


da América espanhola com o do Brasil, no início do século XIX, é correto
afirmar que
a) em ambos, a ideologia predominante foi o liberalismo, que
influenciou a organização dos novos Estados sob governos
republicanos com três poderes.

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b) no primeiro, os 'criollos' conduziram a emancipação política, mas no


segundo, as camadas médias conseguiram controlar o aparelho de
Estado.
c) em ambos, o domínio econômico das respectivas metrópoles foi
encerrado e desenvolveu-se o caudilhismo, forma de dominação local
das elites de origem nativa.
d) no primeiro, ocorreu a fragmentação do território em vários países,
já o Brasil manteve-se politicamente unido e governado pelo herdeiro
português.
e) em ambos, o contexto das guerras napoleônicas foi determinante,
embora o primeiro tenha sido singularizado pela transferência da
Corte para a América.

15. (Ufsm) Os processos de descolonização e construção do Estado


imperial brasileiro, na 1a metade do século XIX, apresentaram os
seguintes aspectos, EXCETO
a) a presença da Corte portuguesa no Brasil definiu os rumos da
independência, impondo limites às mudanças políticas e sociais.
b) a Constituição de 1824 buscou garantir a supremacia do poder
central, pois instituiu, entre outras medidas, o poder moderador, o
senado vitalício e a nomeação dos Presidentes de Província pelo
Imperador. 04178253905

c) foram liderados pelas elites, imbuídas de uma nítida identidade


nacional e desejosas de ficar subordinadas aos interesses do livre
comércio inglês.
d) caracterizaram-se pela continuidade de instituições e estruturas
coloniais, como o poder monárquico, e por uma sociedade escravista
com expressiva exclusão social.
e) significativa resistência de elites regionais ao projeto de
centralização do Estado imperial, ilustrada por episódios como a
Confederação do Equador e a Guerra Farroupilha.

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16. (Ufsm)

TEIXEIRA, Francisco M. P. Brasil História e Sociedade. São Paulo: Ática,


2000. p.162.

O quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, concluído em


1888, é uma representação do 7 de setembro de 1822, quando o Brasil
rompeu com Portugal. Essa representação enaltece o fato e enfatiza a
bravura do herói D. Pedro, ocultando que
a) o fim do pacto colonial, decretado na Conjuração Baiana, conduziu
à ruptura entre o Brasil e Portugal.
b) o processo de emancipação política iniciara com a instalação da
Corte portuguesa no Brasil e que as medidas de D. João puseram fim
ao monopólio metropolitano.
c) o Brasil continuara a ser uma extensão política e administrativa de
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Portugal, mesmo depois do 7 de setembro.


d) a Abertura dos Portos e a Revolução Pernambucana se constituíram
nos únicos momentos decisivos da separação Brasil-Portugal.
e) a separação estava consumada, o processo estava completo, visto
que havia, em todo o Brasil, uma forte adesão militar, popular e
escravista à emancipação.

17. (Unesp) Os processos de independência das Américas espanhola


e portuguesa têm em comum a

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a) decretação do fim do pacto colonial, em função da presença das


cortes espanhola e portuguesa em terras americanas.
b) ausência de lutas, evitada pela atuação decidida dos proprietários
de escravos negros, que temiam revoltas como a que ocorrera no
Haiti.
c) conservação das casas dinásticas, apesar da ruptura com as antigas
metrópoles europeias.
d) fragmentação política, com significativa alteração das fronteiras
vigentes na época colonial.
e) preservação dos interesses da aristocracia agrária, que continuava
a controlar o poder político.

18. (Uerj) Que tardamos? A época é esta: Portugal nos insulta; a


América nos convida; a Europa nos contempla; o príncipe nos defende.
Cidadãos! soltai o grito festivo... Viva o Imperador Constitucional do
Brasil, o Senhor D. Pedro I.
(Proclamação. Correio Extraordinário do Rio de Janeiro. 21
de setembro de 1822.)

Este texto mostra o rompimento total e definitivo com a antiga


metrópole como necessário para a construção do Império Brasileiro.
Nele também está implícito um dos fatores que contribuíram para o
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processo de construção da independência do Brasil.


Esse fator foi:
a) a ajuda das potências europeias em função de seus interesses
econômicos
b) a intransigência das Cortes de Lisboa na aceitação das liberdades
brasileiras
c) o ideal republicano em consonância com o das antigas colônias
espanholas

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d) o movimento separatista das províncias do norte em processo de


união com Portugal

19. (Ufmg) A opção pelo regime monárquico no Brasil, após a


Independência, pode ser explicada
a) pela atração que os títulos nobiliárquicos exerciam sobre os grandes
proprietários rurais.
b) pela crescente popularidade do regime monárquico entre a elite
colonial brasileira.
c) pela pressão das oligarquias aliadas aos interesses, da Inglaterra e
pela defesa da entrada de produtos manufaturados.
d) pelo temor aos ideais abolicionistas defendidos pelos republicanos
nas Américas.
e) pelas transformações ocorridas com a instauração da Corte
Portuguesa no Brasil e pela elevação do país a Reino Unido.

20. (Fuvest) A organização do Estado brasileiro que se seguiu à


Independência resultou no projeto do grupo:
a) liberal-conservador, que defendia a monarquia constitucional, a
integridade territorial e o regime centralizado.
b) maçônico, que pregava a autonomia provincial, o fortalecimento do
executivo e a extinção da escravidão.
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c) liberal-radical, que defendia a convocação de uma Assembleia


Constituinte, a igualdade de direitos políticos e a manutenção da
estrutura social.
d) cortesão, que defendia os interesses recolonizadores, as tradições
monárquicas e o liberalismo econômico.
e) liberal-democrático, que defendia a soberania popular, o federalismo
e a legitimidade monárquica.

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Gabarito:

Resposta da questão 1:
[A]

O ideal republicano esteve presente no imaginário daqueles que


lutaram pela Independência na América Espanhola. Logo, não havia a
defesa da manutenção da Monarquia.

Resposta da questão 2:
[E]

As imagens mostram diferentes situações que envolvem a


presença de africanos no Brasil no início do século XIX. Em comparação
com o excerto, apontam para diferenciações entre os africanos e seus
descendentes libertos, de acordo com o vestuário que cada um utiliza.
Também é perceptível a importância dos africanos na economia do
país.

Resposta da questão 3:
[D]
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O quadro “Independência ou morte”, também conhecido como “o


grito do Ipiranga”, foi produzido pelo pintor brasileiro Pedro Américo,
em Florença, encomendado por D. Pedro II e concluído em 1888. O
imperador sempre foi visto como grande incentivador da cultura e das
artes e neste momento investia na Construção do Museu do Ipiranga,
hoje denominado Museu Paulista. É um quadro simbólico, que exalta
um determinado evento, a proclamação da Independência, destacando
a figura do realizador no centro da tela.

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Resposta da questão 4:
[E]

Resposta da questão 5:
[C]

Resposta da questão 6:
[C]

Somente a alternativa [C] está correta. O texto do pesquisador


João Paulo Pimenta mostra a luta da América Espanhola para realizar
sua emancipação política frente a uma coroa espanhola sempre
gananciosa e disposta a manter seus privilégios. Salienta também o
apoio dos Estados Unidos à independência das jovens nações latino-
americanas. Certamente isso serviu como modelo e referência para a
emancipação política do Brasil em 1822 diante da metrópole
portuguesa.

Resposta da questão 7:
[B]

O Pacto Colonial regia a relação entre Metrópole e Colônia,


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determinando que qualquer riqueza ou lucro encontrada ou existente


na Colônia pertencia 100% à sua Metrópole.

Resposta da questão 8:
[A]

A primeira resolução de D. João VI no Brasil foi a Abertura dos


Portos às Nações Amigas, ainda em 1808, o que significou o
rompimento do Pacto Colonial, uma vez que autorizava a Colônia a

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fazer comércio com qualquer nação amiga de Portugal, pondo fim à


exclusividade comercial portuguesa.

Resposta da questão 9:
[E]

A afirmativa [III] está incorreta porque a revogação do alvará


de 1785 não proporcionou o primeiro surto fabril do Brasil, uma vez
que, devido à concorrência britânica, poucas unidades fabris foram
abertas na Colônia.

Resposta da questão 10:


[D]

Diversos viajantes vieram para o Brasil após 1808,


acompanhando ou seguindo a Família Real portuguesa. A maioria
desses viajantes, como Antonil, Graham e Debret, transformou seus
escritos e anotações em livretos, que passaram a circular pela Europa,
mostrando aos europeus como era o Brasil daquela época.

Resposta da questão 11:


[B] 04178253905

O período que se seguiu a proclamação da independência foi


marcado por um conjunto de conflitos e denominado de “guerras de
independência”. A cultura social foi marcada historicamente pela ideia
de que a Independência do Brasil foi pacífica, desprezando as lutas das
populações urbanas e das elites agrárias regionais, destacando-se as
províncias do norte (nordeste) do Brasil. Tais conflitos se deram pela
resistência de militares e mercadores lusitanos, contrários à

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Independência, e, em diversas casos, a vitória ocorreu com a ajuda de


mercenários.

Resposta da questão 12:


[B]

Resposta da questão 13:


[B]

Resposta da questão 14:


[D]

Resposta da questão 15:


[C]

Resposta da questão 16:


[B]

Resposta da questão 17:


[E]

Resposta da questão 18: 04178253905

[B]

Resposta da questão 19:


[E]

Resposta da questão 20:


[A]

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5. CONSIDERAÇÕES FINAIS.
Bom pessoal, chegamos ao fim de mais uma aula, espero que ela
seja de grande ajuda para vocês alcançarem seus objetivos. Não se
esqueça deles, dedique-se com toda a força para alcança-los. Você
sabe que com uma boa nota no ENEM poderá escolher uma ótima
universidade e também seu curso dos sonhos. Lembre-se sempre de
suas motivações: ter um bom emprego, estudar numa instituição de
prestigio e várias coisas mais, pois elas vão te dar a energia que você
precisa para encarar o desafio de estudar muito e fazer uma excelente
nota no ENEM. Sonhe alto, pois “quem sente o impulso de voar, nunca
mais se contentará em rastejar”. Te encontro na nossa próxima aula.
Bons estudos, um grande abraço e foco no sucesso.

Até logo...

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Prof. Sérgio Henrique Lima Reis.

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