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Aula 06

História p/ ENEM 2017 (Com videoaulas)


Professor: Sergio Henrique

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SUMÁRIO
00. Bate papo inicial. Pág. 02
1. As invasões estrangeiras. Pág. 03
2. A fundação da companhia das Índias ocidentais Pág. 07
(W.I.C) e a invasão holandesa ao mundo colonial
português.
3. O fim do domínio holandês e a crise do ciclo da Pág. 09
cana de açúcar.
4. Formação do território. Pág. 10
5. A sociedade mineradora: corrida do ouro e o Pág. 14
povoamento do interior.
6. Revoltas no período colonial (nativistas) e Pág. 21
projetos de independência.
7. O período pombalino. Pág. 25
8. Exercícios resolvidos. Pág. 29
9. Exercícios propostos. Pág. 34
10. Considerações finais. Pág. 83

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00. BATE PAPO INICIAL.


Olá amigo estudante. É com muita alegria que o recebo
novamente para falarmos de história. Estudar as aulas anteriores é
fundamental para que você possa compreender muitas das coisas que
vamos tratar aqui. Leia com atenção seu texto de apoio, releia e
pratique exercícios. Aos poucos o conteúdo básico vai ficar retido na
sua memória. Claro que para isso é muito importante você fazer suas
próprias anotações, ou em forma de resumo ou anotações nos
exercícios, não importa, você escolhe. O importante é estudarmos
bastante e nos concentrarmos nos estudos. Estimule sua disciplina e
procure motivação pensando em seus sonhos. Bons estudos.

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1. AS INVASÕES ESTRANGEIRAS.

Invasões inglesas e francesas:


As invasões inglesas não são muito destacáveis pois não
passaram de atividades de piratas ou corsários que pouco
frequentaram aqui. Com os Franceses foi diferente pois havia um
projeto de exploração e
colonização que queriam implantar.
As Invasões Francesas:
O litoral brasileiro era
bastante frequentado por piratas e
corsários franceses. Piratas e
corsários são coisas diferentes?
Sim, são. Aparentemente são a
mesma coisa. Capitães de navios
que atacavam frotas mercantes para pilhá-las. Mas enquanto a
pirataria era uma atividade marginal e individual e o sujeito é um
saqueador, o Corsário era um “pirata oficial”. Se o navegador recebe
um documento do Estado chamado Carta de Corso, ele se
transforma no corsário. Pode
saquear e derrubar navios,
desde que inimigos da coroa
francesa, ou seja: navios 04178253905

espanhóis, portugueses e
ingleses.
A França realizou duas
invasões ao Brasil. A primeira no
Rio de Janeiro e a segunda no
Maranhão. A primeira invasão
ocorreu entre 1555 e 1558 na
Baia da Guanabara, no Rio de

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Janeiro. Um grupo de huguenotes (calvinistas) tentavam fugir das


perseguições religiosas na Europa. Vieram sob o comando de
Villegagnon e Almirante Coligny. Fundaram um forte militar e
iniciaram uma colônia: A França antártica. Foram expulsos pelo
Governador Geral Mem de Sá, em 1560. O tempo todo de
permanência exploraram ativamente as madeiras do litoral. Na
guerra contra os franceses, os portugueses tiveram apoio das tribos
Guaianazes e os invasores dos Tupinambás. Eles eram chamados
pelos europeus de Tamoios e as tribos já estavam organizadas para
atacar os portugueses, então apoiaram a França. Esta união dos
indígenas contra os portugueses ficou conhecida como a
confederação dos Tamoios. A Segunda invasão foi em 1612, no
Maranhão, onde fundaram a cidade de São Luiz. Criaram a França
equinocial. Nas duas tentativas se associaram aos indígenas contra
os portugueses. Foram expulsos do Maranhão em 1615.

A união ibérica e a invasão holandesa:


Em 1578, Portugal passou por uma profunda crise sucessória
que fez com que fosse anexado pela Espanha.
O rei português D. Sebastião, imbuído de uma grande
motivação religiosa de expansão do cristianismo, empreendeu uma
invasão ao Norte da África, no Marrocos, com objetivo de expulsar os
árabes da região. Morreu na batalha de Alcácer-Quibir. D. Sebastião,
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muito jovem, não deixou herdeiros, e assumiu o trono seu tio-avô, o


velho cardeal D. Henrique, com mais de 80 anos, que por sua vez
faleceu em 1580. Com a morte de D. Henrique chegou ao fim o
domínio da Dinastia de Avis.

Desde a morte de Dom Sebastião, passou a ocorreu uma


manifestação popular conhecida como sebastianismo. Surgiu o mito
de que o rei morto retornaria triunfante, como um messias salvador,
para retirar Portugal da crise.

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Dinastia Borgonha: 1129 – 1385


Dinastia de Avis: 1385 -1580

Vários pretendentes se candidataram ao trono vago. O mais


poderoso pretendente era o rei da Espanha Felipe II, que subornou
vários nobres portugueses e ocupou militarmente o território
português, anexando-o. Assim de 1580 até 1640, o rei da Espanha
passou a ser também rei de Portugal, dando origem ao período
denominado “União Ibérica”. Duas exigências foram impostas à Felipe
II: a preservação da estrutura administrativa de Portugal e da
exclusividade comercial com as colônias.

Consequências da “União Ibérica”:


Com a União Ibérica, Portugal passou a ser controlado pela
Espanha e herdou seus inimigos. No mesmo contexto, os holandeses,
que eram parte do território do império espanhol estavam em guerra
de independência e se separaram. Fundaram assim em 1581 a União
Utrecht (primeiro nome da Holanda independente da Espanha). A
Guerra de independência da Holanda teve motivações religiosas. É
uma região predominantemente composta por protestantes
calvinistas e o super católico Felipe II, encerrou a era de tolerância
religiosa de seu país, passando assim a ocorrer violentas guerras
religiosas. A Espanha, para punir economicamente os holandeses,
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que eram antigos parceiros econômicos dos portugueses em suas


colônias no Brasil, África e Índia, os afastou do comércio com o
mundo colonial lusitano, principalmente do açúcar no nordeste
brasileiro. Todos os portos espanhóis, inclusive os brasileiros,
estiveram proibidos de comercializar com os flamengos (holandeses).

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1. (Espcex (Aman) 2017) Em 1578, dom Sebastião, rei de Portugal,


morre na batalha de Alcácer-Quibir. Sem descendentes, o trono foi
entregue a seu tio dom Henrique, que viria a falecer dois anos depois,
sem deixar herdeiro. Depois de acirrada disputa, a Coroa portuguesa
acabou nas mãos de Filipe II, rei espanhol, dando início à chamada
União Ibérica. Com esta união, um tradicional inimigo da Espanha
torna-se inimigo de Portugal.

Das opções abaixo, assinale aquele que se tornou inimigo de


Portugal.
a) Holanda
b) Alemanha
c) Itália
d) Inglaterra
e) EUA

Resposta:

[A] 04178253905

A Holanda era, nos reinados de Carlos I e seu filho Filipe


II, uma possessão espanhola. Mas, devido à forma de governo
autoritária de Filipe II no século XVI, a burguesia holandesa
promoveu sua luta de independência. Em resposta a isso,
Filipe II proibiu todas as possessões espanholas de fazer
comércio com a Holanda. Devido à ocorrência da União
Ibérica, Portugal e Brasil estavam incluídos nessa proibição.

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2. A FUNDAÇÃO DA COMPANHIA DAS ÍNDIAS OCIDENTAIS


(W.I.C) E A INVASÃO HOLANDESA AO MUNDO COLONIAL
PORTUGUÊS.
Diferente das invasões francesas, a Holanda criou uma empresa
comercial de colonização, a Cia. Das Índias Ocidentais. A existência
da companhia de comércio teve um significado mais amplo, pois foi o
mecanismo que garantiu à Holanda quebrar o monopólio do comércio
oriental mantido pelos portugueses. Invadiram os portos portugueses
na Índia, África e Brasil. Os holandeses tinham fortes motivos para
conquistar o Brasil, pois eram responsáveis pelo refino de boa parte
do açúcar comercializado na Europa. Realizaram duas invasões: a
primeira na capital Salvador em 1624, e a segunda e duradoura em
Recife. Lá ficaram até 1654.
Invasão na Bahia (1624-1625): Esta tentativa de invasão foi
frustrada pois os colonos (inclusive associados aos indígenas) se
organizaram militarmente em guerrilhas para expulsar os holandeses.
São expulsos, mas premiados pelo destino: No retorno à Europa
foram amplamente recompensados em 1628, com a apreensão, nas
Antilhas (ilhas no Caribe, América Central), de um dos maiores
carregamentos de prata americana para a Espanha. Os recursos
obtidos pela WIC com esse ato de pirataria serviram para financiar
uma segunda tentativa, dessa vez contra Pernambuco.
Invasão em Pernambuco (1630-1654): Em 1630 com uma
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esquadra de setenta navios, os holandeses chegaram a Pernambuco


e dominaram Recife e Olinda sem maiores dificuldades. A Espanha
envolvida em outras prioridades militares não mandou grande apoio
militar para a resistência estabelecida pelos colonos. Aos poucos, com
as vantagens oferecidas pelos invasores a resistência se enfraqueceu
e muitos produtores passam para o lado flamengo, pois estes se
comprometem a respeitar a liberdade religiosa (lembre-se que os
holandeses eram calvinistas e os portugueses católicos), direito de

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propriedade das terras e engenhos, realizariam financiamentos e


comprariam a produção.

O governo de Maurício de Nassau:


Maurício de Nassau foi
governador geral dos domínios
holandeses, e aqui permaneceu
entre 1637 a 1644. Preocupou-se
com a reorganização da produção
açucareira (que foi comprometida
pelas tentativas de resistência dos
colonos) e com a segurança.
Procurou conciliar os luso-brasileiros
(portugueses e descendentes que
aqui habitavam) que ficaram sob
seu domínio, e tratou de ampliar
territorialmente o domínio holandês
que passou a ocupar territórios
entre o Maranhão e a Bahia. Nassau devolveu as propriedades aos
seus antigos donos, ampliou o crédito e forneceu empréstimos a juros
controlados. Ainda passou a cobrar impostos mais baixos que os
cobrados por Portugal e a realizar importantes melhoramentos
urbanos. Apesar da política conciliadora não conseguiu impedir
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conflitos e contradições. Os senhores de engenho que haviam


contraído empréstimos com os holandeses não conseguiam saldar
suas dívidas, e conflitos religiosos (apesar da liberdade religiosa
concedida pelos holandeses) ocorriam. Os conflitos se tornaram mais
intensos quando em 1640 Portugal restabeleceu sua coroa e se
liberta da Espanha, pondo fim à União Ibérica.

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3. O FIM DO DOMÍNIO HOLANDÊS E A CRISE DO CICLO DA


CANA DE AÇÚCAR.
Com o fim da União Ibérica, Portugal tratou de recuperar seus
territórios coloniais e propôs uma trégua de 10 anos para a
desocupação holandesa do Nordeste.
A partir daí a Cia das Índias Ocidentais resolveu diminuir seus
efetivos militares a fim de conter os gastos. Nassau foi demitido e o
novo governo tornou-se extremamente severo, sobretudo em relação
às dívidas dos senhores de engenho e o prazo para saldá-las. Muitas
propriedades foram confiscadas e a tolerância religiosa não era mais
observada com os mesmos cuidados. As tensões se acumularam e
começaram a se manifestar na forma de rebeliões que se
generalizaram, até que eclodiu um processo de rebelião que expulsou
os holandeses: A Insurreição Pernambucana. Os colonos luso-
brasileiros confrontaram os holandeses entre 1945 e 1954, quando
finalmente foram expulsos. Portugal ainda pagou uma pesada
indenização à Holanda e o comércio e produção de açúcar foram
profundamente prejudicados, pois, flamengos foram se instalar nas
Antilhas (na ilha de Curaçau, na América central) e se tornaram
fortes concorrentes do Brasil no mercado açucareiro. A produção de
açúcar no caribe foi o início da decadência da nossa, pois o
açúcar era de melhor qualidade e muito mais próximo a
Europa, barateando frete. Os holandeses passaram a fornecer
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um açúcar melhor e mais barato.

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4. FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO.
A expansão territorial foi motivada por fatores políticos,
religiosos e econômicos:
 Políticos: Com a União Ibérica (1580-1640) o tratado de
Tordesilhas tornou-se obsoleto, e colonos brasileiros
ultrapassaram a fronteira.
 Religiosos: As Missões Jesuíticas penetraram
profundamente no território espanhol na região sul e no vale
do rio Amazonas. 04178253905

 Econômicos:
-Pecuária: Foi praticada como atividade complementar à açucareira
oferecendo animais de carga, couro e carne. Desenvolveu-se muito
bem no cerrado e usava mão de obra livre indígena.
-Bandeirantismo: Principais responsáveis pela interiorização do
território, escravização de indígenas, destruição de quilombos e
procura de metais preciosos.
-Mineração: Povoou o interior do território e gerou povoamento e
desenvolvimento de núcleos urbanos espontâneos no MT (Cuiabá),

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Goiás (cidade de Goiás e Pirenópolis) e MG (Vila Rica, Mariana, São


João del Rey, Congonhas do Campo).

Depois de muitas disputas territoriais foi assinado em 1750 o


Tratado de Madri que estabeleceu as fronteiras atuais (com exceção
do Acre que foi incorporado em 1903 pelo tratado de Petrópolis). O
grande articulador do acordo com a Espanha foi o primeiro ministro
português Marques de Pombal, que governou a colônia entre 1750 e
1777 e o princípio jurídico que norteou as negociações foi o do “uti
possidetis” (o direito de posse é de quem usa). Os critérios que
foram usados por Portugal foram a presença de Igrejas portuguesas,
a exploração econômica e o mapeamento do território. Uma das
consequências do tratado naquele contexto foram as Guerras
Guaraníticas. A região sul do Brasil era motivo de intenso litígio
entre Portugal e Espanha. No tratado a região dos sete povos das
missões do Uruguai (missões jesuíticas) que ficariam no Brasil, e
cederia a região de Sacramento (na foz do rio da Prata). Isso
envolveria o deslocamento de missões jesuíticas espanholas para cá
da fronteira, bem como milhares de indígenas e cabeças de gado. Os
Jesuítas uniram-se aos indígenas e passaram a combater as tropas
portuguesas e espanholas que foram designadas para garantir a saída
dos Jesuítas. Os confrontos ocorreram entre 1753-1756 e foram
um dos motivos políticos que levaram Marquês de Pombal a
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expulsar a ordem dos Jesuítas do Brasil em 1759, e em 1767 a


Espanha fez o mesmo, acabando com o poderoso domínio das
missões jesuíticas nas colônias ibéricas. O território dos sete povos
das missões, pouco depois em 1801, foi reincorporado ao território
brasileiro.
O tratado de Madri foi o mais importante de todos,
principalmente porque depois dele as alterações nas fronteiras do
Brasil foram muito pequenas, colocou um limite à expansão
portuguesa nos territórios que, de acordo com o tratado de

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Tordesilhas, pertenciam à Espanha. A região amazônica foi ocupada


pelos portugueses através de fortes militares e missões jesuíticas.
Ficou com a bacia amazônica e garantiu a sua posse sobre sua foz
atlântica, mas ficou sem a foz do rio da Prata, que ficou com a
Espanha, onde ficava a colônia de Sacramento. Podemos sintetizar os
objetivos portugueses e espanhóis para negociar nos pontos
seguintes:
Interesses portugueses:
1- Conseguir o equilíbrio entre as reivindicações sobre
fronteiras coloniais, outorgando uma parte maior da bacia amazônica
à Portugal e do rio da prata à Espanha.
2- Garantir soberania indiscutível sobre os distritos de ouro e
diamantes para a Coroa Portuguesa.
3- Garantir a fronteira sulina do Brasil pela conservação do Rio
Grande do Sul e pela aquisição da região da missão espanhola
jesuíta” sete povos”, na margem esquerda do rio Uruguai.
4- Garantir a fronteira ocidental do Brasil e a comunicação
fluvial com Maranhão-Pará, certificando-se de que a navegação pelos
rios amazônicos Tocantins, Tapajós e Madeira permanecessem em
mãos portuguesas.
Interesses espanhóis:
1- Deter o avanço dos portugueses para o Oeste, pois este já
se tinha estendido por grande parte do que, em teoria, era território
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espanhol, embora constasse principalmente de mata virgem.


2- Garantir a colônia de Sacramento, na foz do rio da Prata,
que funcionava como porta dos fundos para o comércio ilegal de
portugueses e contrabando de ingleses como o vice reino do Peru, o
que tornava Buenos Aires perigosamente exposta à invasão
estrangeira.
3- Sabotar alianças entre contrabandistas ingleses e
portugueses, e facilitar a união com Portugal para combater as
ambições inglesas na foz do rio da Prata.

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Os principais tratados foram:


- 1713/1715: Tratado de Utrecht: O primeiro de 1713. Estabeleceu
o rio Oiapoque, no extremo norte (atual Amapá), como o limite de
fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. O segundo de 1715,
estabeleceu que a Colônia do Sacramento, atual Uruguai, passaria
para os domínios portugueses. Ocorreu uma forte oposição dos
Jesuítas e indígenas dos Sete Povos que não aceitaram o domínio
português na região.

- 1750: Tratado de Madrid: estabeleceu praticamente os limites


atuais. O sul continuou conflituoso e foi objeto de mais tratados.
Também não existia ainda o Acre, que seria incorporado ao território
nacional em 1903 em decorrência do ciclo da borracha. Vigorou o
princípio do “uti possidetis”.
- 1777: Tratado de Santo Ildefonso: A Espanha recuperou o
território de sacramento e dos 7 povos das missões. Portugal achou
desvantajoso e o conflito continuou.
- 1801: Tratado de Badajoz: Retorna aos limites do sul
estabelecidos pelo tratado de Madri. Sacramento ficou para a
Espanha e os sete povos para Portugal.

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- 1903: Tratado de Petrópolis: Incorporou o Acre ao território


brasileiro.

5. A SOCIEDADE MINERADORA: CORRIDA DO OURO E O


POVOAMENTO DO INTERIOR.
O Ouro foi encontrado no final do século XVII por volta de
1695, pelo bandeirante paulista Manoel de Borba Gato, que relatou
ter encontrado ouro de aluvião às margens do rio das Velhas. O
século XVIII é conhecido como o século do ouro, pois floresceu uma
sociedade diferente existente no Nordeste até então, e foi a principal
atividade econômica praticada no país neste momento. Havia o ouro
de aluvião (encontrado nas beiras de rio) e o ouro de lavras, jazidas
profundas que, para explorar eram construídas as minas. Milhares de
pessoas migraram para a região que passou por grandes
transformações. Os bandeirantes paulistas passaram a cruzar a
região planáltica da serra da Mantiqueira (limites entre SP e MG) e a
cabeceira do Rio São Francisco. As principais minerações se
desenvolveram ao longo do Rio das Velhas, das Mortes e Doce. As
monções (expedições fluviais dos bandeirantes) tornaram-se mais
intensas para às Minas através dos rios da bacia do Paraná (como o
Tietê, Paranapanema e Grande, que beira a foz do velho chico) e o
São Francisco tornou-se o grande eixo de integração e deslocamento
entre o nordeste e a região mineradora. O fluxo migratório foi tão
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intenso que a coroa portuguesa tentou inutilmente bloquear algumas


vezes os caminhos. Inevitavelmente os bandeirantes paulistas
entraram em conflito com os recém chegados, pois queriam o
monopólio das terras mineradoras. O choque entre os paulistas e os
imigrantes, levou à guerra dos emboabas. Era o nome pejorativo
pelo qual os bandeirantes tratavam os “forasteiros”, comparando-os
com um passarinho emplumado, pois os recém chegados se
enrolavam em panos para não se machucar em meio aos espinhos do
cerrado que atravessavam. Numa das batalhas, os emboabas

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numericamente superiores renderam os paulistas, em desvantagem.


Ao se renderem, baixaram armas, no que o líder emboaba Bento
Manoel Coutinho ordenou que fossem todos mortos. Este episódio
ficou conhecido como o capão da traição. Contra a instalação da
casa de fundição em 1720, ocorreu a revolta de Felipe dos Santos
e contra a Derrama de 1789, foi tramada a revolta conhecida como
inconfidência mineira, que não chegou à deflagrar-se pois foi
delatada.

Impactos da mineração:
 Grande migração para a região que provocou um incrível aumento
populacional.
 Urbanização da região de Vila Rica (atual Ouro Preto). É a primeira
urbanização espontânea do Brasil.
 Mudança do eixo econômico do Nordeste para o Sudeste.
 Transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro.
 Surgimento de trabalhadores livres, e pela primeira vez na
colônia (a pecuária era uma exceção).
 Surgimento de vias de comunicação entre as regiões brasileiras e
a região mineradora. Surgiram estradas, cuja mais importante foi
a Estrada Real, que ligava Vila Rica à Parati (caminho velho) e ao
RJ (caminho novo).
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(EsSA) Entre as consequências da atividade mineradora na colônia


do Brasil, nos séculos XVII e XVIII, é incorreto afirmar que
favoreceram:
a) o enfraquecimento do mercado interno.
b) a integração econômica da colônia.

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c) o povoamento da região das minas.


d) a conquista do Brasil central.
e) o desenvolvimento urbano.

Resposta:
[A]
A mineração proporcionou o povoamento da região das
minas, promovendo a urbanização e o desenvolvimento do
mercado interno, até então inexistente.
_______________________________________________________
A coroa portuguesa, para fiscalizar a mineração e cobrar impostos,
criou as casas de fundição. O ouro em pó deveria ser levado para lá
e seria derretido e transformado em barras. Os principais impostos
eram:
 Quinto (20%).
 Capitação (17g por escravo).
 Finta (quando a produção caiu deveriam mandar 15 arrobas
anuais para Portugal).

No final do século XVIII, o Brasil deixou de mandar os


carregamentos de ouro, então Portugal decretou a cobrança forçada,
a Derrama (a grande motivação para a inconfidência mineira).
O fluxo de pessoas para a região mineradora foi intenso, tanto de
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portugueses vindos da metrópole, quanto de colonos aventureiros,


principalmente do nordeste, como também de ordens religiosas.
Chegavam aos montes, o que fez que em pouco tempo Vila Rica se
tornasse um enorme aglomerado, todo desordenado e com muitos
conflitos. O ambiente era bastante violento, com uma grande
quantidade de mendigos, e gente de toda sorte que iam para a região
para se refugiarem.
É muito interessante observar que o ouro era muito abundante e
isso gerou uma situação econômica interessante:

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1° o preço do ouro caiu no chão, e todos os gêneros de consumo,


principalmente alimentos inflaram à alturas.
2° As grandes fortunas foram criadas não por mineradores, mas
por comerciantes que abasteciam às minas com todo tipo de
produtos. Muitas fazendas no interior mineiro fizeram fortunas
plantando alimentos e processando produtos básicos.

Talvez a maior preocupação da metrópole fosse manter o


controle sobre a região mineradora, pois o contrabando era
preocupante. As casas de fundição serviam para combatê-lo na
medida que foi proibido o ouro em pó, e quando as barras eram
fundidas com o selo real, o quinto já era cobrado. Haviam os
chamados santos do pau-oco, em que ouro era contrabandeado em
imagens sacras.

(Espcex (Aman) 2012) Diferentemente de outras atividades


econômicas do Brasil Colônia, a mineração foi submetida a um
rigoroso controle por parte da metrópole. Neste contexto:
a) os Códigos Mineiros de 1603 e 1618 já impediam a livre
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exploração das minas, impondo uma série de condições e restrições.


b) as Intendências das Minas criadas pelo Regimento de 1702
impuseram um controle absoluto sobre toda a produção mineradora,
embora ainda estivessem subordinadas a outras autoridades
coloniais.
c) a cobrança do quinto foi facilitada com a criação das Casas de
Fundição, no final do século XVII, onde o ouro era fundido em barras
timbradas com o selo real, embora a circulação do ouro em pó ainda
fosse permitida.

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d) foram instalados postos fiscais em pontos estratégicos das


estradas, com o objetivo de fiscalizar se o pagamento do quinto havia
sido realizado; cobrar impostos sobre a passagem de animais e
pessoas e sobre a entrada de todas as mercadorias transportadas
para as Minas.
e) a capitação foi um imposto que exigia do minerador o pagamento
de uma taxa sobre cada um de seus escravos, do qual ficavam
isentos os faiscadores que não possuíam escravos.

Resposta:
[D]

Devido ao contrabando existente na região, o governo


metropolitano precisava impor um controle rígido, inclusive
nas estradas. É necessária uma atenção especial à opção [C],
já que a primeira parte está correta, mas o final da opção
contém um equívoco: a circulação do ouro em pó também foi
proibida com a criação das Casas de Fundição.
_______________________________________________________

A vila rica do barroco, rococó e republicanismo:


Durante a mineração, floresceu a arte Barroca e Rococó, cujo
principal nome é Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. São
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estéticas artísticas profundamente influenciadas pela religiosidade


católica, e caracterizada
principalmente pelas igrejas e
imagens sacras. Foi a expressão do
mundo urbano colonial, como era
regra, profundamente religioso.
O museu da inconfidência, na
praça Tiradentes, atual Ouro

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Preto. Era o prédio da câmara municipal de Vila Rica. Sua


parte inferior (na altura da escadaria) era a prisão, em que
Tiradentes foi preso antes de sua decapitação no RJ.

A Igreja de São Francisco de


Assis. Seu traço arquitetônico
e seu interior é atribuído a
aleijadinho. É o principal
elemento arquitetônico que
simboliza o Barroco/Rococó.
Um registro da riqueza das
irmandades religiosas mineiras.

Observe atentamente 04178253905


as imagens. Elas são
representações artísticas de práticas sociais que ocorriam no
país. Essas imagens já foram objetos de questão, pois
demonstram como é relativo a ideia de “bárbaro”. Tanto os
tupinambás canibais, quanto o sistema jurídico português
tinham práticas que podemos considerar bárbaras, como o
esquartejamento e a exposição dos membros.

Vila Rica, atual Ouro Preto, foi o símbolo de um ciclo


econômico. Cada vez mais a pesquisa histórica mais recente combate

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a ideia de ciclos econômicos, pois podem passar a ideia errônea de


uma economia monoprodutora. Na colônia éramos sem dúvida
dependentes do açúcar, pois leis portuguesas proibiam o cultivo de
qualquer produto que não fosse a cana, a 100 Km do litoral. Mas as
pesquisas atuais apontam para uma economia mais diversificada que
se imaginava, pois no século XVII era também o maior
fornecedor de tabaco e algodão para empresas europeias. Mas
durante a mineração o termo ciclo não é inadequado. Durou pouco
mais de 70 anos, a partir daí as reservas se esgotam e vem vários
conflitos com a metrópole, o mais importante deles, a inconfidência
mineira.
A civilização do ouro era essencialmente urbana então o
comércio era muito importante. O preço do ouro caiu (lei da oferta e
da procura) então a prata passou a ser mais valiosa em alguns
momentos e o preço do alimento era altíssimo. A paisagem era toda
desordenada e sem saneamento adequado. Uma modalidade
diferente de escravidão surgiu ali: O escravo de ganho. Eles
pertenciam a algum comerciante e eram vendedores ambulantes.
Com o tempo de trabalho compravam sua alforria. Muito africanos
conseguiram sua alforria e de descendentes de suas tribos. Alguns
chegaram a enriquecer, apontam novas pesquisas.
Quem foi o maior beneficiário do ouro brasileiro? A
Inglaterra. Portugal encontrava-se
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muito endividado com os


ingleses, de tal modo que os carregamentos de ouro chegavam em
Portugal e nem eram descarregados: Somente realizavam a
contabilidade e o navio seguia para Inglaterra. A origem desta dívida
foi um tratado comercial de 1703, o tratado de Methuen, mais
conhecido como tratado dos panos e vinhos. Os produtos importados
por Portugal eram manufaturados de maior valor agregado enquanto
exportava vinhos e outros produtos artesanais, com baixo valor
agregado. Em pouco tempo surgiu uma dívida gigantesca, tornando a
economia lusitana dependente da britânica que acumulou capitais

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para industrializar-se, enquanto Portugal continuou um império


comercial e agrário, dependente de tecnologia externa.

(EsSA) O Tratado de Methuen, assinado em 1703, por portugueses e


ingleses,
a) incrementou a industrialização em Portugal e no Brasil.
b) abriu um importante canal para a transferência da riqueza
produzida no Brasil para a Inglaterra.
c) criou foro especial para julgar cidadãos britânicos que viviam no
Brasil.
d) trouxe vantagens para Portugal nas relações comerciais bilaterais
com a Inglaterra.
e) favoreceu o desenvolvimento da indústria luso-brasileira.

Resposta:
[B]

6. REVOLTAS NO PERÍODO COLONIAL (NATIVISTAS) E


PROJETOS DE INDEPENDÊNCIA. 04178253905

As revoltas nativistas:
Foram provocadas pela insatisfação das elites coloniais contra o
monopólio comercial da metrópole e disputas por território como a
guerra dos emboabas. Não pretendia a independência de Portugal,
mas flexibilizações no pacto colonial e contra os altos impostos.
Principais razões:
 Monopólio português do comércio de mercadorias (pacto
colonial).

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 Preços elevados cobrados pelos produtos comercializados pelos


portugueses.
 Medidas da metrópole que favoreciam os portugueses,
principalmente os comerciantes.
 Conflitos culturais, políticos e comerciais entre colonos e
portugueses.
 Altos impostos cobrados pela coroa portuguesa, principalmente
sobre a extração de ouro realizada pelos colonos brasileiros.
 Exploração colonial praticada por Portugal e o rígido controle,
através de leis, imposto pela metrópole sobre o Brasil.
Em 1640 contra o fim da União Ibérica, os paulistas que queriam
ficar com a Espanha, recusaram-se a reconhecer o novo rei de
Portugal D. João duque de Bragança, e aclamaram como rei o
governador geral Amador Bueno, que não aceitou a aclamação e
jurou lealdade à coroa.

Revolta Ano Local


Guerra dos 1708 Bandeirantes contra os forasteiros MG

Emboabas. disputando as regiões auríferas recém


encontradas em MG.

Revolta de 1720 Revolta da elite mineradora contra os MG

Felipe dos autos impostos e a exploração

Santos metropolitana.
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Guerra dos 1710- Olinda era a capital da província e PE

Mascates 1711 Recife conseguiu sua emancipação


política. Era o centro econômico, terras
dos comerciantes, os mascates.
Beakman 1684 Insatisfação com os altos impostos e MA
com o abastecimento precário de
víveres e mão de obra no Maranhão.

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Revoltas emancipacionistas: Inconfidência Mineira e


Conjuração Baiana.
Foram duas revoltas que pretendiam conquistar a
independência de Portugal e possuíam um projeto de República. A
inconfidência mineira foi uma conspiração sufocada antes de chegar a
sair as ruas.
A inconfidência foi chamada também de inconfidência dos
poetas, pois alguns de seus integrantes, como Cláudio Manoel da
Costa e Tomás Antônio Gonzaga foram importantes poetas do
Arcadismo (estética da literatura da época). Teve caráter elitista e
republicano, e reivindicavam a independência das Minas (não de todo
o Brasil). Eram liberais, ou seja, influenciados pelo iluminismo, então
tinham o projeto de livre comércio logo que se libertassem do pacto
colonial e a criação de uma universidade em Vila Rica. O movimento
foi delatado por José Silvério dos Reis, um rico dono de lavras,
profundamente endividado com Portugal. É dessa época que surgiu a
delação premiada. Entregou os inconfidentes antes do movimento
ser deflagrado, pois tinha sido marcado para o dia da Derrama. Em
troca teve suas dívidas perdoadas. Foram presos, mas a maior parte
foi anistiada (receberam o perdão dos crimes políticos), uns foram
exilados em Angola, e o alferes Joaquim José da Silva Xavier,
mais conhecido como Tiradentes, foi enforcado no rio de Janeiro e
depois esquartejado e exposto na estrada real, que ligava Vila Rica ao
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Rio de Janeiro. Era um movimento separatista e republicano, com


ideais iluministas e inspirado na independência dos EUA.
A conjuração baiana, ou revolta dos alfaiates, foi também
separatista e republicana. Mais radical que a inconfidência mineira,
chegou a sair às ruas e tiveram vários combates armados com as
tropas metropolitanas. Foi guiado pelas elites mas teve amplo apoio
popular. Devido a isso, tinham claramente a proposta de abolição da
escravidão (o que não era consenso entre os inconfidentes mineiros).

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Foi também guiada pelos ideais iluministas e se inspirou na fase mais


radical da revolução francesa.

(Espcex (Aman) 2013) No Brasil colônia, particularmente no séc.


XVIII, ocorreram dois movimentos revolucionários que ficaram
conhecidos como Inconfidência Mineira (1789) e Conjuração Baiana
(1798).
Quais características são comuns entre eles?
a) A influência do pensamento iluminista e a participação maciça de
pessoas da elite da sociedade local.
b) Foram inspiradas pelo lema Liberdade, Igualdade e Fraternidade e
pretendiam acabar com a escravidão.
c) Queriam romper com a dominação colonial e tiveram influência do
pensamento iluminista.
d) Foram sufocadas sem grande derramamento de sangue, pois havia
grande participação de pessoas ligadas à elite da sociedade local.
e) Pretendiam acabar com a escravidão e estabelecer a
independência política do Brasil.

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Resposta:
[C]

Foram os principais movimentos “emancipacionistas”, ou


seja, lutaram pela independência do Brasil, rejeitando o pacto
colonial que caracterizava o domínio português. Os dois
movimentos foram influenciados pelo iluminismo, e defendiam
um modelo republicano para o país livre. Enquanto o
movimento baiano teve forte presença popular e defendeu o

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fim da escravidão, o movimento mineiro foi elitizado e se


omitiu frente à questão do escravismo.

7. O PERÍODO POMBALINO.
Corresponde ao período do governo do primeiro ministro
português Marques de Pombal entre 1750 e 1777. Era um déspota
esclarecido, ou seja, era representante de um poder absolutista, mas
influenciado pelas ideias liberais do iluminismo. Pretendia dinamizar a
economia da colônia, e aumentar a arrecadação portuguesa, bem
como aumentar o controle metropolitano.
 Criou companhias de comércio colonial no Grão Pará
(Amazônia), Pernambuco e Paraíba.
 Extinguiu a capitação (imposto sobre escravos nas minas) e
decretou a derrama.
 Tratado de Madri.
 Transferência da capital de Salvador para o RJ.
 Liberação de Manufaturas.
 Expulsão dos Jesuítas.
 Proibição da escravidão indígena.
 Extinção das capitanias hereditárias.
Pombal teve um governo determinante para Portugal. Em 1755
ocorreu o terremoto de Lisboa, que destruiu a capital. Reconstruiu a
cidade e as regiões destruídas, organizou a administração colonial
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tirando a influência jesuítica, promoveu o fim das capitanias e o mais


importante: a liberação da manufaturas, que eram expressamente
proibidas desde o início da colonização, pelo pacto colonial. Apesar de
sua importância, não gozava de popularidade entre a nobreza e era
protegido do rei. Seu governo teve fim com a morte do rei Jaime I
que foi sucedido pela rainha Maria, conhecida como a louca, por
apresentar sinais de demência. Ela revogou todas as medidas
tomadas por Pombal, o que ficou conhecido como a viradeira.

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No final do século XVIII, o antigo sistema colonial apresentava


sinais de desgaste, e o contexto político europeu era de revoluções
que combatiam o antigo regime e, consequentemente, o sistema
colonial então vigente. Em 1808, para escapar das ameaças
francesas de Napoleão Bonaparte (desfecho da revolução francesa) a
corte portuguesa foi transferida para o RJ dando início ao processo de
independência do Brasil.

 INVASÕES FRANCESAS:
- O rei da França não reconheceu o tratado de Tordesilhas.
- Corsário. Carta de corso: piratas oficiais da coroa.
- Pirataria do Pau-brasil.
- Alianças com os indígenas: Confederação dos Tamoios.
- 1555: Invasão do RJ – França antártica – huguenotes – expulsos
por Mem de Sá.
- 1612: Invasão do Maranhão – França equinocial – São Luiz.
 INVASÕES HOLANDESAS:
- Crise sucessória e União Ibérica (1580-1640). A linha de
Tordesilhas ficou obsoleta com a união.
- Espanha e Holanda são inimigos. Os holandeses foram expulsos do
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comércio do açúcar.
- Fundação da W.I.C – Cia das Índias ocidentais – não foi pirataria:
empresa de colonização.
- Invasão de todo o mundo colonial português (Brasil, África e Ásia).
- Salvador 1624, sede do governo geral, guerrilha, expulsão.
- Pernambuco 1630-54, liberdade religiosa, financiamentos, direito de
propriedade, compra da produção.
- Maurício de Nassau: Melhoramentos urbanos, aliança com os
colonos, reestruturação da produção.

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- 1640: restauração da monarquia portuguesa, acordo com os


holandeses, fim das boas relações entre flamengos e colonos.
- Insurreição Pernambucana: Expulsão dos holandeses – batalha dos
Guararapes.
- Produção holandesa de açúcar no Caribe. Decadência da produção
açucareira no nordeste.
 FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO:
- Missões jesuíticas, União Ibérica, pecuária, bandeirantismo e
mineração.
- Tratado de Madri: “uti possidetis”, fronteiras atuais, guerras
guaraníticas.
- Tratados: Utrecht (Guiana), Madri, Santo Idelfonso e Badajoz.
 SOCIEDADE MINEIRADORA:
- Lavras (mina) e aluvião (beira do rio).
- Bandeirantes x forasteiros: guerra dos emboabas.
- Urbanização, imigração, deslocamento do centro econômico e
mudança de capital.
- Barroco, comércio, trabalho livre, estradas.
- Impostos: quinto, capitação e finta.
- Barroco: religiosidade católica, expressão urbana.
- Tiradentes tornou-se herói nacional na proclamação da República.
- Revoltas nativistas (revoltas contra a metrópole, por território e
influência): Emboabas, Felipe dos Santos, Beakman, dos Mascates.
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- Revoltas emancipacionistas: Projeto de independência republicano


e iluminista– MG e Ba.
- Inconfidência Mineira: elitista, dissenso sobre a escravidão,
república, livre comércio, universidade de Vila Rica, influência da
independência dos EUA.
- Conjuração Baiana: popular (negros forros), abolicionista,
republicana.

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 PERÍODO POMBALINO:
- Marquês de Pombal, primeiro ministro português, déspota
esclarecido.
- Tratado de Madri, extinção do imposto capitação, transferência da
capital, liberação de manufaturas, expulsão dos jesuítas.
- Estimulou a produção de algodão para abastecer a demanda da
Inglaterra.
- Com a morte do rei de Portugal, retornou ao reino e a sucessora
“Dona Maria, a Louca” revogou todos seu atos: a viradeira.

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8. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS.
1. (Espcex Aman) Quando a Corte chegou ao Rio de Janeiro, a
Colônia tinha acabado de passar por uma explosão populacional. Em
pouco mais de cem anos, o número de habitantes aumentara dez
vezes.
GOMES, L. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e
uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de
Portugal e do Brasil.
São Paulo: Planeta do Brasil, 2008 (adaptado).

A alteração demográfica destacada no período teve como causa a


atividade
a) cafeeira, com a atração da imigração europeia.
Errado. O ciclo do café foi no século XIX.
b) industrial, com a intensificação do êxodo rural.
Errado. A industrialização do Brasil ocorreu somente no século
XX, durante a primeira guerra mundial.
c) mineradora, com a ampliação do tráfico africano.
Correto.
d) canavieira, com o aumento do apresamento indígena.
A cana de açúcar teve seu auge no século XVI e XVII e não
provocou explosão populacional como na mineração.
e) manufatureira, com a incorporação do trabalho assalariado.
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Errado. As manufaturas foram liberadas por Marquês de


Pombal, antes eram proibidas pelo pacto colonial. O surto
populacional é devido à mineração.

Resposta:
[C]

O ciclo econômico anterior à chegada da Corte foi a


mineração (século XVIII). Ela foi responsável por atrair para a

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Colônia uma série de pessoas em busca de enriquecimento,


além de fazer aumentar o número de escravos coloniais,
comprados para fazer a exploração das minas. Surgiram os
chamados escravos de ganho: eram vendedores e compravam
sua alforria aos poucos. A sociedade mineradora era urbana e
apesar do trabalho livre, predominava o escravo. Foi a partir
do ciclo minerador que o Brasil teve o desenvolvimento do seu
mercado interno.

2. (Espcex (Aman) 2016) No fim do Século XVIII, era grande a


insatisfação com a carestia e a opressão colonial. A isso se somava a
simpatia que muitas pessoas demonstravam em relação às lutas pela
emancipação do Haiti (1791-1804) e à Revolução Francesa (1789).
Para difundir esta ideia fundou-se a loja maçônica Cavaleiros da Luz.
Em agosto de 1798, alguns conspiradores afixaram em muros e
postes da cidade manifestos exortando a população à revolução. Os
panfletos pregavam a proclamação da República, a abolição da
escravidão, melhores soldos para os militares, promoção de oficiais,
liberdade de comércio, etc.
Denunciado por um traidor, o movimento foi esfacelado. Alguns
participantes foram presos, outros fugiram e quatro foram
condenados à morte: Luís Gonzaga das Virgens, Lucas Dantas de
Amorim Torres, João de Deus do Nascimento e Manuel Faustino dos
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Santos.

(adaptado de ARRUDA & PILETTI, p.351)

O texto acima descreve, em parte, a


a) Revolta dos Alfaiates, ocorrida em Salvador, Bahia.
b) Inconfidência Mineira, desencadeada em Ouro Preto, Minas Gerais.
Errado. Não chegou a ser deflagrada e ficou no projeto, pois
foi delatada.

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c) Revolta de Beckman, que teve por palco São Luís, Maranhão.


Errado. A revolta de Beckman foi nativista, e basicamente um
conflito entre proprietários e a cia de comércio portuguesa,
que não atendia a demanda maranhense.
d) Confederação do Equador, ocorrida em Recife, Pernambuco.
Errado. A confederação foi uma revolta republicana que
ocorreu no nordeste contra a anulação da primeira
constituição do Brasil por D. Pedro I.
e) Cabanagem, ocorrida em Belém, Pará.
Errado. Esta foi uma revolta regencial (ocorrida no Império,
no período da Regência).

Resposta:
[A]

A questão remete a Revolta dos Alfaiates, que ocorreu na


Bahia em 1798. Este movimento possuía um caráter popular e
defendeu a separação do Brasil em relação a Portugal e adotar
uma República. Dela fizeram parte diversos segmentos sociais
como padres, médicos, advogados, soldados, alfaiates, ex-
escravos etc. teve uma influência das ideias iluministas, da
Revolução Francesa, do processo de independência do Haiti e
das lojas maçônicas. 04178253905

3. (Espcex (Aman) 2012) Durante o período colonial, o Brasil sofreu


diversas invasões estrangeiras. Nessas invasões:
a) a francesa, na Baía da Guanabara, resultou na criação de uma
colônia, a França Antártica, formada principalmente por católicos
interessados no cultivo da cana-de-açúcar e no trabalho de conversão
dos índios.
Errado. A França Antártica foi fundada por huguenotes, ou
seja, calvinistas franceses.

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b) a holandesa foi motivada pelo embargo espanhol que, por


representar uma ameaça à sua economia, levou o país a decidir-se
pela invasão do Brasil, inicialmente pela região do Rio Grande do
Norte, onde encontrou forte resistência.
Errado. A primeira invasão ocorreu em Salvador e,
posteriormente, em Pernambuco.
c) a holandesa, em Pernambuco, foi favorecida pelo constante reforço
vindo da Holanda, o auxílio de cristãos-novos residentes na região e
por estarem seus soldados mais bem armados e mais experientes.
Correto.
d) a resistência luso-brasileira à invasão pernambucana foi
organizada em grupos de guerrilha e contou com a liderança de
Domingos Fernandes Calabar, morto lutando contra os holandeses.
Errado. Calabar é um colono português que traiu a coroa e se
aliou aos holandeses. Ficou conhecido principalmente por uma
peça de teatro de Chico Buarque chamada “cala boca Calabar”.
e) embora a resistência luso-brasileira em Pernambuco contasse com
a vantagem do fator surpresa e melhor conhecimento do terreno, os
holandeses acabaram por conquistar o Nordeste, onde se estenderam
desde o Maranhão até a Bahia.
Errado. A ocupação holandesa foi em Pernambuco.

Resposta: 04178253905

[C]
Esta questão é muito exigente e exige detalhes
pormenorizados que nos obriga a resolvê-la por exclusão.

4. (Espcex (Aman) 2011) O conflito armado travado na segunda


metade do século XVIII e que ficou conhecido como
Guerras Guaraníticas,
a) foi uma reação dos índios de Sete Povos das Missões, liderados por
alguns jesuítas, à ocupação de suas terras e à possível escravização.

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b) ocorreu entre paulistas com o apoio de diversas tribos guaranis e


os emboabas, pela hegemonia da extração do ouro das Minas Gerais.
Errado. Nunca ocorreu aliança entre paulistas e indígenas, ao
contrário os bandeirantes paulistas eram grandes
escravizadores.
c) definiu a conquista da Colônia do Sacramento por tropas luso-
brasileiras. Errado.
A Sacramento ficou com os espanhóis.
d) provocou a assinatura do Tratado de Lisboa, pelo qual Portugal
devolvia a área conhecida como Sete Povos das Missões à Espanha.
Errado. Foi no tratado de Santo Idelfonso.
e) abriu caminho para a conquista e ocupação, por parte dos
portugueses, da calha do rio Solimões – Amazonas.
Errado. Os jesuítas ocuparam toda a extensão da bacia
amazônica o que garantiu a posse para os portugueses.

Resposta:
[A]

Os jesuítas da região de Sete Povos não aceitaram os


novos tratados assinados entre os governos de Espanha e
Portugal, que transferiam a região para o controle português,
vendo-o como uma ameaça à autonomia, que então gozavam
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sobre as comunidades indígenas, que foram organizadas e


estimuladas a lutar, com o argumento de que as chances de
escravização aumentavam dada a ação dos bandeirantes em
terras brasileiras.

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9. EXERCÍCIOS PROPOSTOS.
1. (EsSA) O episódio conhecido como “Capão da Traição” ocorreu na
História do Brasil durante a:
a) Rebelião de Beckman.
b) Revolta dos Malês.
c) Guerra dos Mascates.
d) Revolta de Felipe dos Santos.
e) Guerra dos Emboabas.

2. (EsSA) O responsável pela transferência da capital do Brasil de


Salvador para o Rio de Janeiro em 1763, foi:
a) D. João VI.
b) D.Pedro I.
c) Marquês de Pombal.
d) D. Manuel.
e) Visconde de Barbacena.

3. (EsSA) As batalhas dos Guararapes (1648 e 1649) marcaram a


vitória da Insurreição Pernambucana, que levou à expulsão do
território brasileiro os invasores
a) ingleses
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b) franceses
c) holandeses
d) portugueses
e) espanhóis

4. (EsSA) Em 1798, surgiu na Bahia um movimento rebelde


conhecido como Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates, que
contou com a participação das camadas sociais mais humildes. Esse

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movimento
a) pretendia fundar uma universidade e aproveitar as jazidas de ferro
da região.
b) contava, no plano político, com elementos adeptos da monarquia
constitucional.
c) defendia o estímulo à produção de couro e charque, principais
produtos da Bahia.
d) foi o primeiro movimento de rebeldia no Brasil a questionar o
Pacto Colonial.
e) defendia a abolição da escravatura e o aumento da remuneração
dos soldados.

5. (EsSA) Ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII o Brasil estendeu


consideravelmente seu território, o que obrigou o estabelecimento de
novos Tratados de Limites entre os Reinos Ibéricos. Neste sentido,
podemos afirmar que
a) o Tratado de Madri deu origem às Guerras Guaraníticas.
b) ficou estabelecido, no Tratado de Santo Ildefonso, o princípio de
Uti possidetis.
c) Portugal, pelo Tratado de Badajós, assumiu o controle sobre o
território da Guiana.
d) o Tratado de Utrecht, de 1713, reconheceu a posse da Colônia de
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Sacramento por Portugal.


e) o Tratado do Pardo reconheceu o direito exclusivo de Portugal
navegar pelo rio Amazonas.

6. (EsSA) As lutas do período colonial são divididas em Revoltas


Nativistas e Revoltas Emancipacionistas. Entre essas últimas
podemos incluir a
a) Revolta de Vila Rica.

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b) Revolta de Palmares.
c) Revolta dos Alfaiates.
d) Revolta dos Mascates.
e) Revolta de Amador Bueno.

7. (Fuvest 2016) Eu por vezes tenho dito a V. A. aquilo que me


parecia acerca dos negócios da França, e isto por ver por conjecturas
e aparências grandes aquilo que podia suceder dos pontos mais
aparentes, que consigo traziam muito prejuízo ao estado e aumento
dos senhorios de V. A. E tudo se encerrava em vós, Senhor,
trabalhardes com modos honestos de fazer que esta gente não
houvesse de entrar nem possuir coisa de vossas navegações, pelo
grandíssimo dano que daí se podia seguir.

Serafim Leite. Cartas dos primeiros jesuítas do Brasil, 1954.

O trecho acima foi extraído de uma carta dirigida pelo padre jesuíta
Diogo de Gouveia ao Rei de Portugal D. João III, escrita em Paris, em
17/02/1538. Seu conteúdo mostra
a) a persistência dos ataques franceses contra a América, que
Portugal vinha tentando colonizar de modo efetivo desde a adoção do
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sistema de capitanias hereditárias.


b) os primórdios da aliança que logo se estabeleceria entre as Coroas
de Portugal e da França e que visava a combater as pretensões
expansionistas da Espanha na América.
c) a preocupação dos jesuítas portugueses com a expansão de
jesuítas franceses, que, no Brasil, vinham exercendo grande
influência sobre as populações nativas.

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d) o projeto de expansão territorial português na Europa, o qual, na


época da carta, visava à dominação de territórios franceses tanto na
Europa quanto na América.
e) a manifestação de um conflito entre a recém-criada ordem jesuíta
e a Coroa portuguesa em torno do combate à pirataria francesa.

8. (Uern 2015) A coroa portuguesa viu-se obrigada a implementar


uma política de colonização que assegurasse o domínio sobre a
colônia, principalmente após a frustrante tentativa do sistema de
Capitanias Hereditárias. A centralização administrativa (governos-
gerais) e o sucesso da empresa açucareira contribuíram para
assegurar a posse do Brasil, porém não afastaram a constante
ameaça aos domínios coloniais portugueses na América.

(Trindade, 2010.)

A capitania do Rio Grande do Norte foi palco de incursões de


franceses e holandeses. Os franceses estabeleceram-se no nosso
litoral para contrabandear Pau-Brasil e chegaram a usar o Rio Grande
do Norte como base para ataques às capitanias vizinhas. É correto
afirmar que os holandeses
a) empreenderam o comércio de pedras preciosas e metais
abundantes na região do Rio Grande do Norte.
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b) chegaram ao Rio Grande com a intenção de buscar as drogas do


sertão, famosas na região e em toda a Europa.
c) dominaram quase todo o Nordeste açucareiro e permaneceram em
solo nordestino por, praticamente, duas décadas.
d) foram os responsáveis pela pacificação dos índios e de sua
utilização no trabalho das lavouras através da mita e da encomienda.

9. (Uepa 2015) Chefes indígenas de povos situados no que hoje


corresponde aos litorais sul do Rio de Janeiro e norte de São Paulo

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promoveram, entre 1554 e 1567, a mobilização que ficou conhecida


como Confederação dos Tamoios. Os vários povos tupinambá
reuniram-se em torno de seus chefes anciãos (“Tamuya”) e
promoveram um levante contra a escravidão e as violências
promovidas pelos colonizadores portugueses. O ponto de partida da
revolta foi a aliança selada entre portugueses e índios guaianazes
para a escravização das populações tupinambá. Esta estratégia de
colonização:
a) permitiu a cooptação de lideranças indígenas, inclusive entre os
tupinambá, o que impediu a criação da confederação.
b) era ineficiente dada a intervenção de outras potências europeias,
como no caso dos franceses, que incentivaram a união dos
tupinambá.
c) foi mal sucedida em função da unidade política e territorial dos
povos tupinambá, que facilitou a defesa contra as investidas
portuguesas.
d) assemelhava-se àquela adotada na África desde o século XV, de
promoção de guerras entre os nativos para facilitar a aquisição de
escravos.
e) abriu espaço para a criação de alianças políticas entre povos
indígenas, resultando na formação de estruturas governamentais
unificadas.
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10. (Fgvrj 2017) Navegamos pelo espaço de quatro dias, até que, a
dez de novembro, encontramos a barra de um grande rio chamado
de Guanabara, pelos nativos (devido à sua semelhança com um lago)
e de Rio de Janeiro pelos primeiros descobridores do local. [...] o
Senhor de Villegagnon, para se garantir contra possíveis ataques
selvagens, que se ofendem com extrema facilidade, e também contra
os portugueses, se estes alguma vez quisessem aparecer por ali,
fortificou o lugar da melhor maneira que pôde. Os víveres eram-nos
fornecidos pelos selvagens e constituídos dos alimentos do país, a

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saber, peixes e veação diversa, constante de carne de animais


selvagens (pois eles, diferentemente de nós, não criam gado), além
de farinha feita de raízes [...] Pão e vinho não havia. Em troca destes
víveres, recebiam de nós alguns objetos de pequeno valor, como
facas, podões e anzóis.

THEVET, André. As singularidades da França Antártica. Belo


Horizonte/São Paulo, Itatia/Edusp. 1978, p. 93-94.

O frei franciscano André Thevet esteve em terras brasileiras entre


1555 e 1556, junto com outros franceses comandados por Nicolas de
Villegagnon. A leitura do trecho do relato dessa expedição permite
a) constatar a aceitação, pelo reino francês, da partilha do Novo
Mundo realizada por portugueses e espanhóis.
b) identificar as diferenças entre as práticas coloniais e o tratamento
dispensado aos indígenas pelos portugueses e franceses.
c) perceber as diferenças culturais entre os povos indígenas e os
conquistadores europeus.
d) reconhecer a necessidade da escravidão africana como base para a
montagem das estruturas produtoras coloniais.
e) diferenciar as orientações religiosas dos protestantes franceses das
referências católicas ibéricas.
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11. (Upe 2015) A primeira metade do século XVII em Pernambuco


foi marcada pela invasão holandesa à capitania. A presença
holandesa em Pernambuco durou 24 anos, de 1630 a 1654. A
invasão foi motivada por vários fatores, dos quais podemos destacar
a) o sucesso da colonização holandesa no sul da América,
especialmente nas possessões espanholas, e a vontade da Holanda
em expandir seus domínios no Novo Mundo.

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b) a necessidade do algodão, produto amplamente produzido na


capitania de Pernambuco, desde o século XVI, por parte das
indústrias têxteis holandesas.
c) o bloqueio do acesso holandês pela Coroa Espanhola ao comércio
do açúcar produzido em Pernambuco, durante a União Ibérica.
d) a presença maciça de tropas holandesas na Bahia, desde 1625.
e) os interesses dos comerciantes e senhores de engenho locais em
comercializar com os holandeses, em detrimento dos portugueses.

12. (Fmp 2016) Ao longo do período colonial da História do Brasil, o


Império Português foi vítima de assédio e de tentativas de invasão de
seus territórios ultramarinos por parte de diversas potências rivais.
Alguns exemplos de invasões estrangeiras na América Portuguesa
estão listados a seguir:

1612 - Estabelecimento da França Equinocial


1624 - Tentativa derrotada da invasão holandesa a Salvador
1630 - Tomada de Recife e Olinda por invasores holandeses

A interpretação dos dados acima permite identificar que uma causa


direta de todas essas invasões estrangeiras foi a
a) fuga da Corte portuguesa para a América
b) vitória francesa na Guerra dos Sete Anos
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c) conclusão da Reconquista da Península Ibérica


d) guerra de Restauração Portuguesa contra a Espanha
e) criação da União das Coroas Ibéricas

13. (Fgv 2016) Reverendo padre reitor, eu, Manoel Beckman, como
procurador eleito por aquele povo aqui presente, venho intimar a
vossa reverência, e mais religiosos assistentes no Maranhão, como
justamente alterados pelas vexações que padece por terem vossas
paternidades o governo temporal dos índios das aldeias, se tem

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resolvido a lançá-los fora assim do espiritual como do temporal,


então e não tem falta ao mau exemplo de sua vida, que por esta
parte não tem do que se queixar de vossas paternidades; portanto,
notifico a alterado povo, que se deixem estar recolhidos ao Colégio, e
não saiam para fora dele para evitar alterações e mortes, que por
aquela via se poderiam ocasionar; e entretanto ponham vossas
paternidades cobro em seus bens e fazendas, para deixá-las em
mãos de seus procuradores que lhes forem dados, e estejam
aparelhados para o todo tempo e hora se embarcarem para
Pernambuco, em embarcações que para este efeito lhes forem
concedidas.

João Felipe Bettendorff, Crônica dos Padres da Companhia de Jesus


no Estado
do Maranhão. 2ª Edição, Belém: SECULT, 1990, p.360.

O movimento liderado por Manuel Beckman no Maranhão, em 1684,


foi motivado pela
a) proibição do ensino laico no Brasil colonial e pelas pressões que os
jesuítas realizavam para impedir a sua liberação.
b) questão da mão de obra indígena e pela insatisfação de colonos
com as atividades da Companhia de Comércio do Maranhão.
c) ameaça dos jesuítas de abandonarem a região e pela catequese
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dos povos indígenas sob a sua guarda.


d) crítica dos colonos maranhenses ao apoio dos jesuítas aos
interesses espanhóis e holandeses na região.
e) tentativa dos jesuítas em aumentar o preço dos escravos
indígenas, contrariando os interesses dos colonos maranhenses.

14. (Pucrj 2016) A respeito da ocupação holandesa dos territórios


portugueses na América e na África, na primeira metade do século
XVII, assinale a alternativa INCORRETA.

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a) A ocupação holandesa está relacionada à conjuntura política da


união das coroas de Espanha e Portugal (União Ibérica) e ao processo
de independência dos Países Baixos.
b) Nesta mesma época, os holandeses também invadiram e
ocuparam territórios portugueses na África (Angola), com o objetivo
de controlar o fluxo de escravos negros para os engenhos de açúcar
da América portuguesa.
c) O período de administração de Maurício de Nassau foi marcado
pela reorganização urbanística do Recife, com a pavimentação de
ruas e a construção de novas pontes.
d) A administração de Nassau no Nordeste da América portuguesa
ficou caracterizada pela perseguição aos católicos e judeus, uma vez
que os holandeses professavam a religião protestante (calvinistas).
e) Até a União Ibérica, os comerciantes holandeses eram os principais
distribuidores do açúcar português na Europa.

15. (Upe-ssa 1 2016) Os holandeses ocuparam, durante 24 anos, o


Nordeste brasileiro: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e
Itamaracá (1630-1654). Nesse período, Pernambuco se transformou
numa verdadeira metrópole, com uma vida cultural intensa, onde
poetas, cientistas e filósofos tornaram o Brasil um centro intelectual
único na América do Sul. Nesse contexto, os judeus puderam
constituir uma comunidade com escolas, sinagogas e cemitério,
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dando sua contribuição ao enriquecimento da vida cultural da região.

LEVY, Daniela Tonello. Judeus e Marranos no Brasil Holandês.


Pioneiros na colonização de Nova York. Século XVII. São Paulo: USP,
2008. (Adaptado)

Uma característica sociopolítica da ocupação holandesa no contexto


mencionado foi
a) a retração da produção de açúcar.

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b) o florescimento de um movimento antimodernizador.


c) o estabelecimento da tolerância e da liberdade religiosa.
d) a preocupação apenas em explorar comercialmente o território.
e) a manutenção de boas relações comerciais com o mundo ibérico.

16. (Pucrj 2017)

As pinturas acima foram produzidas no século XVII por Albert


Eckhout, um dos estudiosos que esteve no nordeste brasileiro na
corte de Maurício de Nassau, durante a ocupação holandesa. Elas são
representações de algumas mulheres encontradas na colônia: a
mulher tapuia, a mulher tupi, a mameluca e a mulher negra,
respectivamente.

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A partir de tais referências, assinale a alternativa INCORRETA.


a) O contraste entre a mulher tupi e a mulher tapuia sugere que o
colonizador mantinha diferentes formas de se relacionar com os
indígenas.
b) O contraste entre as vegetações são representações fidedignas dos
lugares onde essas mulheres eram encontradas.
c) O contraste entre vestimentas das mulheres tupi e mameluca
sugere que o colonizador identificava diferenças culturais entre elas.

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d) A presença de crianças na representação das mulheres tupi e


negra alude à maternidade e poderia ser lida como a possibilidade de
reprodução da mão de obra.
e) As imagens são representações da experiência dos holandeses e
de suas intenções colonizadoras.

17. (Unicamp 2017) O documento abaixo foi redigido pelo


governador de Pernambuco, Caetano de Melo e Castro, em 18 de
agosto de 1694, para comunicar ao Rei de Portugal a tomada da
Serra da Barriga.

“(...) Não me parece dilatar a Vossa Majestade da gloriosa


restauração dos Palmares, cuja feliz vitória senão avalia por menos
que a expulsão dos holandeses, e assim foi festejada por todos estes
povos com seis dias de luminárias. (...) Os negros se achando de
modo poderosos que esperavam o nosso exército metidos na serra
(...), fiando-se na aspereza do sítio, na multidão dos defensores. (...)
Temeu-se muito a ruína destas Capitanias quando à vista de tamanho
exército e repetidos socorros como haviam ido para aquela campanha
deixassem de ser vencidos aqueles rebeldes pois imbativelmente se
lhes unir-se os escravos todos destes moradores (....)”.

Décio Freitas, República de Palmares – pesquisa e comentários em


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documentos históricos do século XVII. Maceió: UFAL, 2004, p. 129.

Sobre o documento acima e seus significados atuais, é correto


afirmar que
a) foi escrito por uma autoridade da Coroa na colônia e tem como
principal conteúdo a comemoração da morte de Zumbi dos Palmares.
A data de 20 de novembro, como referência ao líder do quilombo,

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tem uma conotação simbólica para a população negra em


contraponto à visão oficial do 13 de maio de 1888.
b) o feito da tomada de Palmares, em 1694, pelos exércitos da
Coroa, é entendido como menos glorioso quando comparado à
expulsão dos holandeses de Pernambuco, em 1654. Os dois eventos
históricos não têm o mesmo apelo para a formação da sociedade
brasileira na atualidade.
c) o texto de Caetano de Melo e Castro indica que Palmares não
gerou temor às estruturas coloniais da Capitania de Pernambuco. A
comemoração oficial do Dia da Consciência Negra é uma invenção
política do período recente.
d) o Quilombo de Palmares representou uma ameaça aos poderes
coloniais, já que muitos eram os rebeldes que se organizavam ou se
aliavam ao quilombo. A data é celebrada, na atualidade, como
símbolo da resistência pelos movimentos negros.

18. (Mackenzie 2015) “Meu avô foi buscar prata,


mas a prata virou índios.

Meu avô foi buscar índio,


mas o índio virou ouro.

Meu avô foi buscar ouro, 04178253905

mas o ouro virou terra.

Meu avô foi buscar terras


e a terra virou fronteira.

Meu avô, ainda intrigado,


foi modelar a fronteira:

E o Brasil tomou a forma de harpa.”

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(Martim Cererê - Cassiano Ricardo)

O autor, no seu poema Metamorfoses se refere às várias


transformações verificadas no território brasileiro. Tais
“metamorfoses” presentes acima se referem
a) à importância do indígena brasileiro na composição étnica e
cultural do povo brasileiro.
b) às dimensões continentais adquiridas pela nação brasileira e sua
semelhança com um instrumento musical.
c) ao processo histórico de penetração e ocupação do território
nacional e a delimitação das nossas fronteiras.
d) à conquista do território nacional, realizada pelos nossos
indígenas, graças à navegação dos nossos rios.
e) à enorme diversidade de ecossistemas e paisagens naturais
presentes no nosso vasto território.

19. (Mackenzie 2015) A expulsão da Companhia de Jesus de todos


os territórios portugueses, em 1759, foi uma das medidas mais
polêmicas tomadas por Pombal. Em geral, as justificativas para esse
ato são a total incompatibilidade entre o controle das práticas
pedagógicas adotadas pelos jesuítas e o projeto educacional
iluminista pombalino. Todavia, 04178253905

é importante assinalar que tal


expulsão também está relacionada
a) aos embates entre o Despotismo Esclarecido e as convicções
dogmáticas da Igreja, que persistiram no governo de Pombal e de D.
Maria I.
b) à imposição do catolicismo como religião oficial da colônia, fruto da
subordinação da coroa portuguesa às decisões do papa.
c) ao controle do comércio de escravos africanos pelos jesuítas na
região norte, impedindo lucros para a coroa portuguesa.

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d) à influência da burguesia huguenote na corte de D. José I,


exigindo o direito de educar os filhos dos colonos, até então
monopólio dos jesuítas.
e) ao interesse em estabelecer o controle sobre as fronteiras da
América portuguesa e sobre os recursos econômicos produzidos
nessas regiões.

20. (G1 - ifsul 2015) O tratado de Madri (1750) resultou em uma


rebelião no sul do Brasil, que ficou conhecida como
a) Guerra Guaranítica.
b) Confederação dos Tamoios.
c) Conjuração Baiana.
d) Revolução Farroupilha.

21. (Ufg 2013) O Tratado de Madri (1750) pretendeu atender à


disputa de territórios entre Portugal e Espanha, representando
também uma estratégia para melhor administrar os domínios ibéricos
na chamada região das Missões. A tentativa de impô-lo gerou uma
guerra que, ao seu final, terminou por definir o controle sobre as
colônias que ocupavam a região dos Pampas. Esse tratado
a) determinou a troca entre os sete povos das missões, no Uruguai, e
a colônia de Sacramento, no Brasil.
b) redefiniu as fronteiras territoriais na América do Sul, com base no
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uti possidetis.
c) permitiu aos jesuítas exercer um domínio que se estendeu por
toda a região do Prata.
d) garantiu a consolidação da chamada “República dos Guaranis”, sob
influência da Igreja Católica.
e) possibilitou a anexação da região das Missões ao território
argentino e do Chaco ao Uruguai.

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22. (G1 - col. naval 2014) A União Ibérica foi um importante


estímulo à expansão territorial portuguesa sobre o território que
legalmente pertencia à Espanha, segundo o Tratado de Tordesilhas.
Com isso, aconteceram vários conflitos entre os dois países e foram
necessários alguns tratados de limites para que as novas fronteiras
se definissem. Sobre os tratados de limites que definiram o território
brasileiro, pode-se afirmar que:
a) o Tratado de Lisboa foi assinado entre Portugal e Espanha e
restabeleceu os limites territoriais existentes à época do Tratado de
Tordesilhas.
b) o Tratado de Madri, assinado entre Portugal e Espanha, usando o
princípio da restauração, restabeleceu as fronteiras existentes antes
da União ibérica.
c) com o Tratado do Santo Ildefonso, Portugal recebeu o domínio dos
Sete Povos das Missões, o que provocou a chamada Guerra
Guaranítica.
d) o Tratado de Methuen, assinado entre Portugal e Inglaterra,
definiu as fronteiras ao norte do Brasil, e a Guiana ficou sob domínio
inglês.
e) o Tratado de Badajoz foi o último a ser assinado e praticamente
definiu os limites territoriais brasileiros. A única alteração, desde
aquela época, foi a anexação do Acre.
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23. (Ufrgs 2014) Sobre o Tratado de Madri, assinado em 1750 por


Portugal e Espanha, considere as seguintes afirmações.

I. A Colônia de Sacramento passou para a Espanha, e os Setes Povos


das Missões passaram para Portugal, consagrando o princípio do uti
possidetis.
II. A expulsão dos jesuítas foi fator importante para a eclosão da
chamada guerra guaranítica (1752-1756), reduzindo os efeitos do
Tratado.

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III. As Missões retornaram para a Província do Paraguai.

Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) Apenas I e III.

24. (Upf 2014) Durante governo do marquês de Pombal (1750-


1777), a tentativa de consolidação das fronteiras da colônia brasileira
provocou uma disputa acirrada com a Espanha. Das negociações
entre as metrópoles portuguesa e espanhola, resultou o tratado de
Madrid (1750), segundo o qual a Colônia do Sacramento deveria
passar para a Espanha e as Missões ficariam com Portugal. Por conta
desse tratado, os missioneiros deveriam retirar-se com os índios para
o lado da Banda Oriental (Uruguai). Sem querer deixar as Missões, os
índios, com apoio parcial dos jesuítas, resistiram ao cumprimento do
tratado. A fim de expulsar os índios, Portugal e Espanha armaram
seus exércitos e, em 1756, avançaram sobre as Missões de Santo
Ângelo, São Borja, São João, São Lourenço, São Luiz Gonzaga, São
Miguel e São Nicolau. Dessa guerra, os chamados Sete Povos das
Missões Orientais do Uruguai saíram aniquilados. Esse episódio ficou
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conhecido como:
a) Revolução dos Tamoios.
b) Guerra Guaranítica.
c) Inconfidência Mineira.
d) Guerra dos Emboabas.
e) Revolução Farroupilha.

25. (Pucpr 1997) "...sairão os missionários com todos os móveis, e


efeitos, levando consigo os índios para aldear em outras terras da

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Espanha; e os referidos índios poderão levar também todos os seus


bens móveis e semoventes, e as armas, pólvora e munições ... se
entregarão as povoações à Coroa de Portugal, com todas suas casas,
igrejas, e edifícios e a propriedade e posse de terreno..."
"...como seria possível fazer a mudança de mais de trinta mil índios
para outro lado do rio Uruguai sem causar-lhes danos irreparáveis;
como transportar sem riscos mais de setecentas mil cabeças de
gado?..."
(Érico Veríssimo. O CONTINENTE. São Paulo, Círculo do Livro.)

O texto refere-se ao
a) Tratado de Santo Ildefonso - com entrega para a Espanha das
terras da Colônia do Sacramento e dos Sete Povos.
b) Convênio de El Pardo - que anulava o Tratado de Madri, em função
da Guerra Guaranítica e atritos entre as comissões demarcadoras
portuguesas e espanholas.
c) Tratado de Badajós - que restaurava, na prática, o que fora
disposto no Tratado de Madri.
d) Princípio "Uti Possidetis": missionários e índios deveriam
abandonar aquelas terras dado ao fato de as mesmas terem sido
colonizadas efetivamente, antes, pelos portugueses.
e) Tratado de Madri - que, no Sul, entregava a Colônia do
Sacramento para a Espanha e destinava os Sete Povos para Portugal.
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26. (Uemg 2015)

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Em 2014, foram comemorados os 200 anos da morte do criador das


belíssimas peças em pedra sabão, uma das quais é apresentada na
imagem acima, sendo a mesma de autoria do mais importante artista
brasileiro do período colonial: Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho
(1737-1814). Ele nasceu em Vila Rica, atual Ouro Preto, e antes dos
50 anos, foi acometido por uma doença degenerativa que atrofiava
seu corpo. Mesmo assim, tornou-se um dos maiores mestres do
Barroco no Brasil.

O Barroco teve terreno fértil para a expansão em Minas Gerais, pois


a) o enriquecimento provocado pela mineração e a forte religiosidade
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dos povos das Minas, conjugados com a intensa vida cultural ligada
ao catolicismo, favoreceram o desenvolvimento desse estilo artístico
na região.
b) a pouca presença de protestantes na região, por causa da
distância do litoral, fez com que não houvesse forte influência desse
ramo religioso, deixando caminho livre para a expansão do Barroco,
tão ligado ao catolicismo.

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c) fortaleceu-se com os altos investimentos feitos pelo governo


português na região, já que por causa da produção aurífera, buscava-
se fazer de Minas, e principalmente de Vila Rica, a referência
americana para a Europa.
d) a decadência da produção açucareira no Nordeste e a descoberta
do ouro em Minas levaram os principais artistas da Colônia a
migrarem para Vila Rica, em busca de financiamento para suas obras
e apoio para novos empreendimentos.

27. (Ufsm 2015)

A igreja de São Francisco (foto), construída em Ouro Preto no século


XVIII, é um marco do barroco e da arquitetura brasileira. O contexto
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histórico que explica a realização dessa obra é criado pelo(a)


a) crise do sistema colonial e eclosão das revoltas regenciais.
b) deslocamento do centro administrativo da Colônia para a cidade de
Ouro Preto.
c) exploração econômica das minas de ouro e consolidação da
agricultura canavieira.
d) ciclo da mineração e decorrente diversificação do sistema
produtivo.

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e) distanciamento em relação a autoridade colonial e consequente


maior liberdade de expressão.

28. (Fgv 2015) [...] se o interesse da Coroa estava centralizado na


atividade minerária, ela não poderia negligenciar outras atividades
que garantissem sua manutenção e continuidade. É nesse contexto
que a agricultura deve ser vista integrando os mecanismos
necessários ao processo de colonização desenvolvidos na própria
Colônia, uma vez que, voltada para o consumo interno, era um meio
de garantir a reprodução da estrutura social, além de permitir a
redução dos custos com a manutenção da força de trabalho escrava.

Guimarães, C. M. e REIS, F. M. da M. “Agricultura e mineração no


século XVIII”,
in Resende, m.e.l. e VILLALTA, L.C. (orgs.) História de Minas
Gerais. As minas setecentistas.
Belo Horizonte: Autêntica Editora/Companhia do Tempo, 2007, p.
323.

Assinale a alternativa que interpreta corretamente o texto.


a) Para o desenvolvimento das atividades de exploração das minas foi
decisiva a permissão dada pela metrópole ao desenvolvimento
técnico e industrial da região. 04178253905

b) Os caminhos entre as minas e Salvador, além de escoar a


produção mineradora e permitir a entrada de escravos, ficaram
marcados pelo aparecimento de importantes vilas e povoados.
c) A produção agrícola na região das minas desenvolveu-se a ponto
de se tornar um dos principais itens da pauta de produtos exportados
no período colonial.
d) Apesar do crescimento da agricultura e da pecuária, o mercado
interno não se desenvolveu no Brasil colonial, cuja produção se
manteve estritamente voltada ao mercado externo.

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e) As atividades agrícolas e a pecuária desenvolveram-se de certo


modo integradas ao desenvolvimento da mineração e da urbanização
da região mineradora.

29. (Acafe 2016) A mineração durante o período colonial brasileiro


foi uma das frentes que contribuíram para a interiorização da
economia e para o surgimento de vilas e cidades no interior.

Acerca desse contexto e sobre o ciclo do ouro é correto afirmar,


exceto:
a) Intensificação das bandeiras de apresamento e escravização dos
indígenas que eram a principal mão de obra na exploração do ouro de
aluvião e das lavras.
b) A ação dos tropeiros contribuiu para o surgimento de um mercado
interno. A região mineradora era abastecida por esta atividade com
charque e outros derivados da pecuária.
c) A Guerra dos Emboabas foi um conflito que resultou das tentativas
de controle das minas de ouro descobertas pelos colonos e
bandeirantes que desejavam o monopólio da exploração e eram
contrários à presença de portugueses e exploradores de outras
regiões.
d) As casas de fundição exerciam a função de controlar a cobrança do
quinto, um imposto sobre o ouro extraído pelos mineradores. O ouro
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“quintado” era transformado em barras com o selo real português.

30. (Unesp 2017) Em meados do século o negócio dos metais não


ocuparia senão o terço, ou bem menos, da população. O grosso dessa
gente compõe-se de mercadores de tenda aberta, oficiais dos mais
variados ofícios, boticários, prestamistas, estalajadeiros, taberneiros,
advogados, médicos, cirurgiões-barbeiros, burocratas, clérigos,
mestres-escolas, tropeiros, soldados da milícia paga. Sem falar nos
escravos, cujo total, segundo os documentos da época, ascendia a

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mais de cem mil. A necessidade de abastecer-se toda essa gente


provocava a formação de grandes currais; a própria lavoura ganhava
alento novo.

(Sérgio Buarque de Holanda. “Metais e pedras preciosas”. História


geral da civilização brasileira, vol. 2, 1960. Adaptado.)

De acordo com o excerto, é correto concluir que a extração de metais


preciosos em Minas Gerais no século XVIII
a) impediu o domínio do governo metropolitano nas áreas de
extração e favoreceu a independência colonial.
b) bloqueou a possibilidade de ascensão social na colônia e forçou a
alta dos preços dos instrumentos de mineração.
c) provocou um processo de urbanização e articulou a economia
colonial em torno da mineração.
d) extinguiu a economia colonial agroexportadora e incorporou a
população litorânea economicamente ativa.
e) restringiu a divisão da sociedade em senhores e Escravos e limitou
a diversidade cultural da colônia.

31. (G1 - cps 2015) O escultor Antonio Francisco Lisboa (c. 1730-
1814), mais conhecido como Aleijadinho, é o autor das doze
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esculturas dos profetas bíblicos na cidade mineira de Congonhas do


Campo.

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Sobre o contexto histórico em que viveu Aleijadinho, é correto


afirmar que foi o período
a) da colonização e do ciclo do ouro.
b) da colonização e do ciclo do pau-brasil.
c) do Primeiro Reinado e do ciclo do açúcar.
d) do Segundo Reinado e do ciclo do café.
e) da Regência Una e do ciclo da borracha.

32. (Pucrs 2015) Associe as revoltas coloniais (coluna A) às suas


características essenciais (coluna B).

Coluna A

1. Revolta dos Beckman 04178253905

2. Guerra dos Emboabas


3. Guerra dos Mascates
4. Revolta de Vila Rica
5. Inconfidência Mineira

Coluna B

( ) Transcorrido em Pernambuco, entre 1709 e 1710, o movimento


caracterizou-se pela oposição entre os comerciantes de Recife

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contra os senhores de engenho de Olinda, tendo como base a


tentativa dos mercadores recifenses em conseguir maior
autonomia política e cobrar as dívidas dos produtores de açúcar
olindenses.
( ) Deflagrada no Maranhão, em 1684, a revolta teve como base o
descontentamento com a proibição da escravidão indígena,
decretada pela Coroa Portuguesa, a pedido da Companhia de
Jesus, medida que prejudicou a extração das “drogas do sertão”
pelos colonos europeus.
( ) Ocorrido em Minas Gerais, em 1720, sob a liderança de Filipe
dos Santos, o levante teve como causa a oposição ao sistema de
taxação da Coroa Portuguesa, que resolveu estabelecer 4 Casas
de Fundição na região mineradora, como forma de cobrar o
quinto (imposto de vinte por cento) sobre o ouro.
( ) Sucedido em Minas Gerais, no ano de 1708, o conflito opôs os
paulistas (bandeirantes), primeiros aventureiros a descobrir e
ocupar a zona da mineração, contra os “forasteiros”, os seja, os
grupos que chegaram depois na região, originários do reino ou de
outras capitanias.

A numeração correta na coluna B, de cima para baixo, é


a) 3 – 1 – 4 – 2
b) 1 – 2 – 3 – 5 04178253905

c) 3 – 4 – 1 – 2
d) 2 – 3 – 4 – 5
e) 3 – 4 – 5 – 2

33. (G1 - cps 2015) Há caminhos e cidades brasileiras que nasceram


a partir de rotas comerciais ou de exploração do território, que
homens percorreram por rios, por terra e por mar, perfazendo longas
distâncias de diversas formas, muitas vezes se aproveitando de
caminhos já utilizados pelos povos indígenas.

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Uma dessas rotas ligava, entre os séculos XVIII e XIX, Viamão, no


atual Rio Grande do Sul, a Sorocaba, no atual estado de São Paulo,
formando, ao longo do trajeto, povoados a partir dos pousos – locais
de descanso.

Assinale a alternativa que corresponde corretamente aos agentes e


ao movimento referido.
a) Cavaleiros transportando mercadorias do Pantanal.
b) Bandeirantes à procura de índios, ouro e pedras preciosas.
c) Tropeiros, com mulas, cavalos e bois, transportando mercadorias.
d) Viajantes em cavalos e mulas, para transportar ouro e pedras
preciosas.
e) Navegantes em pequenas embarcações, para explorar a costa do
sul do Brasil.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Para responder à(s) quest(ões) a seguir, considere o texto abaixo.

Também no Brasil o século XVIII é momento da maior importância,


fase de transição e preparação para a Independência. Demarcada,
povoada, defendida, dilatada a terra, o século vai lhe dar
prosperidade econômica, organização política e administrativa,
ambiente para a vida cultural, terreno fecundo para a semente da
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liberdade. (...) A literatura produzida nos fins do século XVIII reflete,


de modo geral, esse espírito, podendo- se apontar a obra de Tomás
Antônio Gonzaga como a sua expressão máxima.

(COUTINHO, Afrânio. Introdução à Literatura no Brasil.


Rio de Janeiro: EDLE, 1972, 7. Ed. p. 127 e p. 138)

34. (Puccamp 2016)

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O conhecimento histórico permite afirmar que a construção do


convento, retratado na foto, coincidiu com um período de
prosperidade em Portugal, proporcionado principalmente
a) pelo maior desenvolvimento da América portuguesa: a exploração
do ouro em Minas Gerais dinamizou as atividades econômicas na
colônia.
b) pela pesada carga tributária imposta sobre a população portuguesa
e pela riqueza acumulada pelo Estado com o tráfico de escravos
africanos. 04178253905

c) pela transferência da Corte portuguesa para o Brasil, que


contribuiu para que o comércio externo da colônia fosse feito sem
intermediação inglesa.
d) pelo desenvolvimento da nova agroindústria de exportação na
colônia portuguesa na América: cultura cafeeira no Vale do rio
Paraíba.
e) pela participação da Igreja católica no processo de colonização,
que favoreceu a exploração econômica da colônia pelo Estado
metropolitano.

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35. (Uece 2016) Atente às seguintes afirmações acerca da


Inconfidência Mineira (1789):

I. A constituição de um regime republicano no Brasil estava entre os


objetivos de boa parte dos conspiradores de Vila Rica.
II. Havia, por parte dos inconfidentes, a preocupação com o
desenvolvimento de produtos manufaturados, pois objetivavam a
diminuição da dependência de artigos importados.
III. Constituía interesse dos conspiradores a criação de uma nova
capital localizada em uma área mais favorável à expansão da
lavoura e da pecuária – atividades fundamentais para a
subsistência dos mineradores.

Está correto o que se afirma em


a) I e II apenas.
b) I e III apenas.
c) II e III apenas.
d) I, II e III.

36. (Espm 2016) Das minas e seus moradores bastava dizer que é
habitada de gente intratável. A terra parece que evapora tumultos; a
água exala motins; o ouro toca desaforos; destilam liberdades os
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ares; vomitam insolências as nuvens; influem desordens os astros; o


clima é tumba da paz e berço da rebelião; a natureza anda inquieta
consigo, e amotinada lá por dentro é como no inferno.

Lilia Schwarcz e Heloisa Starling. Brasil: uma Biografia.

O texto é parte do discurso histórico e político sobre a sublevação que


nas minas houve no ano de 1720 e que o governador Pedro Miguel de

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Almeida e Portugal, o conde de Assumar, fez chegar às mãos das


autoridades régias em Lisboa.

A respeito da sedição de Vila Rica, em 1720, é correto assinalar:


a) os sediciosos planejavam forçar a coroa a suspender o
estabelecimento das casas de fundição, onde se registrava o ouro em
barras e se deduzia o quinto por arroba, o imposto devido ao rei;
b) os sediciosos planejavam forçar a coroa a abolir a derrama, que
determinava a cobrança de todos os impostos atrasados;
c) os sediciosos rebelaram-se contra forasteiros que eram
beneficiados pela coroa com privilégios na exploração das jazidas
auríferas;
d) os projetos dos sediciosos eram o rompimento com Portugal, a
adoção de um regime republicano é a criação de uma universidade
em Vila Rica;
e) a sublevação desafiou a ação do marquês de Pombal que havia
determinado o monopólio régio sobre a extração de diamantes.

37. (Upf 2016) “O quadro da vida colonial, tanto quanto dele


conhecemos através do depoimento dos cronistas e da exposição dos
historiadores, apresenta-se à superfície, estável e tranquilo. Não é
preciso penetrá-lo a fundo, entretanto, para verificar que se trata de
estabilidade e de tranquilidade aparentes. Desde os primeiros
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tempos, na realidade, há grandes choques de interesses, contrastes


de orientação, contradições de toda a ordem.”

(SODRÉ, Nelson Werneck. O que se deve ler para conhecer o Brasil.


1976, p. 130)

No texto acima, o autor refere-se aos movimentos conspiratórios que


ocorreram na colônia brasileira contra a metrópole portuguesa.
Considerando essa conjuntura, associe os eventos da coluna 1 com a

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descrição equivalente na coluna 2.

1. Conjuração dos ( ) Confronto entre os donos de engenho,


Alfaiates de Olinda, e os comerciantes, em sua
maioria portugueses, do Recife.
2. Inconfidência ( ) Movimento organizado por mulatos e
Mineira negros, livres ou libertos, ocorrido na
Bahia,no contexto da escassez de
gêneros alimentícios e carestia.
3. Guerra dos ( ) Conhecida também como Revolução
Mascates dos Padres,foi o único movimento que
ultrapassou a fase conspiratória e
atingiu o processo de tomada do poder
em Pernambuco.
4. Revolução ( ) Revolta de caráter emancipatório que
Pernambucana teve como principal motivo o
estabelecimento da derrama em Minas
Gerais.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para


baixo, é:
a) 1 – 3 – 4 – 2.
b) 2 – 1 – 3 – 4. 04178253905

c) 3 – 4 – 1 – 2.
d) 3 – 1 – 4 – 2.
e) 4 – 2 – 3 – 1.

38. (Uece 2015) A Historiografia do Brasil registra várias revoltas e


insurreições ações situadas no âmbito do contexto social, político e
econômico do Brasil colonial que expressavam a insatisfação dos
vários grupos sociais com os poderes instituídos. Assinale a opção

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que apresenta somente movimentos ocorridos nesse período.


a) Inconfidência Mineira, Conjuração dos Alfaiates, Revolução
Pernambucana.
b) Inconfidência Mineira, Balaiada e Conjuração dos Alfaiates.
c) Balaiada, Cabanagem e Revolução Pernambucana.
d) Revolução Praieira, Inconfidência Mineira, Revolução
Pernambucana.

39. (Pucpr 2016) Discutiu-se muito, no segundo semestre de 2015,


no Brasil, a problemática do aumento dos impostos devido ao deficit
de 30 milhões nas contas públicas. Nesse debate é possível visualizar
recorrências a episódios da história política brasileira, conforme
observamos na charge a seguir:

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A charge faz menção:


a) à Conjuração Baiana, evento que também ficou conhecido como
Rebelião dos Alfaiates, na qual os revoltosos, além de questionarem
os altos impostos, buscaram fundar um governo monárquico no Brasil
independente de Portugal.

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b) à marca do pensamento católico no contexto do Brasil Colonial,


que deu base ideológica para criminalizar e punir os políticos
corruptos.
c) à Revolução Pernambucana, que eclodiu devido ao aumento de
impostos que foi decretado com a chegada da família real portuguesa
ao Brasil em 1808. Esse movimento também foi marcado pela luta
pelo fim da escravidão.
d) à Conjuração Mineira, revolta que ocorreu em Minas Gerais devido
à derrama declarada pela Coroa Portuguesa e aos preços abusivos
que eram cobrados pelas mercadorias importadas.
e) à restrição da liberdade de imprensa, no contexto do século XIX,
que dificultou a emergência de movimentos contrários à excessiva
cobrança de impostos pela Coroa Portuguesa.

40. (Espm 2015) “Em 1759, os jesuítas foram expulsos de Portugal e


do Brasil pelo marquês de Pombal. Nas reformas pombalinas, a
expulsão dos jesuítas foi capítulo dos mais dramáticos, ousados e
radicais, demonstrando até que ponto se reafirmava a soberania do
Estado português na colônia.”

(Carlos Guilherme Mota e Adriana Lopez. História do Brasil: Uma


interpretação)
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Os problemas em questão têm por origem o seguinte:


a) Pombal acusava a Companhia de Jesus de formar um verdadeiro
Estado dentro do Estado e resistir ao poder do rei;
b) Pombal condenava o monopólio do comércio de escravos africanos
pela Companhia de Jesus;
c) Pombal se ressentiu da recusa por parte da Companhia de Jesus de
participar da colonização do Estado do Grão-Pará e Maranhão;

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d) Pombal rompeu com os jesuítas após a Companhia de Jesus


apresentar uma decidida condenação ao tráfico negreiro praticado
pelo governo português;
e) Os jesuítas apoiavam as pretensões espanholas nas negociações
dos tratados de limites ocorridos no século XVIII.

41. (Uece 2015) Assinale a opção que apresenta corretamente ações


atribuídas ao Marquês de Pombal na Colônia Brasileira.
a) Extinção do sistema de capitanias hereditárias e transferência da
sede do governo colonial de Salvador para o Rio de Janeiro.
b) Criação das Companhias Comerciais do Grão Pará e do Maranhão,
e a organização da Universidade de Coimbra.
c) Extinção da Mesa de Inspeção dos Portos e da cobrança do quinto
na região das minas.
d) Expulsão dos Jesuítas do Brasil e incentivo à criação das indústrias
de manufaturas.

42. (Ufu 2015) A partir de 1750-60, a produção mineradora começou


a declinar. Tal mudança, articulada a outros elementos, determinou
uma revisão da política mercantilista durante a administração do
Marquês de Pombal, secretário de Estado de D. José I.

ALBUQUERQUE, Manuel Maurício de. Pequena História da Formação


04178253905

Social Brasileira. 2.ed. Rio de Janeiro: Graal, 1981, p.100.


(Adaptado).

A crise econômica da segunda metade do século XVIII abriu caminho


para as reformas pombalinas, vistas como inevitáveis para a
recuperação econômica do reino de Portugal e que se caracterizavam,
entre outras medidas,

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a) pelo estreitamento das relações comerciais com a Inglaterra, país


que era visto como mercado seguro dos produtos primários das
colônias portuguesas.
b) pelo estreitamento das relações com a Igreja, com o aumento da
presença dos jesuítas, vistos como agentes importantes da
modernização educacional.
c) pelo incentivo à produção manufatureira na colônia, com o objetivo
de diminuir a dependência econômica em relação aos produtos
primários.
d) pelo surgimento dos primeiros projetos de abolição de escravos,
com o objetivo de formar um mercado consumidor para as indústrias
da colônia.

43. (Uepa 2015) Em 20 de março de 1570, foi promulgada em


Portugal uma lei proibindo o cativeiro dos índios no Brasil, com
exceção dos que fossem tomados em justa guerra. No século XVIII, o
Marquês de
Pombal, mais uma vez proibiu a escravidão indígena. Ao longo do
período colonial, foram decretadas várias leis neste sentido. Essa
sucessão de leis proibindo a escravidão indígena revela o (a):
a) interesse do Estado português, desde o início da colonização, em
utilizar a mão de obra africana.
b) desejo da Igreja Católica, em função das reformas religiosas, em
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catequizar os índios.
c) vontade dos colonos, necessitados de mão de obra, em explorar a
mão de obra negra.
d) conflito de interesses, manifestado durante este período, entre os
sujeitos envolvidos no processo.
e) jogo político, representado pelo Estado metropolitano, favorável a
escravidão dos “negros da terra”.

44. (G1 - cftrj 2017) “Em 1750, D. José I sucede seu pai, D. João V,

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no trono de Portugal. (...) Com a mudança do monarca entra em


cena Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782), que recebe o
título de Conde de Oeiras em 1759 e, dez anos mais tarde, o de
Marquês de Pombal. (...) O futuro Marquês de Pombal fez-se
embaixador em Londres e depois em Viena...”.
(ENDERS, Armelle, História do Rio de Janeiro, Editora Gryphus, p. 69)

Estão entre as reformas promovidas pelo Marquês de Pombal, exceto:


a) Fomento das capitanias do Grão-Pará e do Maranhão através da
introdução de escravos e exploração das chamadas “drogas do
sertão”.
b) Apoio às atividades dos jesuítas no interior da colônia através do
pacto régio que previa o pagamento de impostos sobre os lucros
obtidos pela ordem religiosa.
c) Transferência da capital da colônia portuguesa na América, de
Salvador para o Rio de Janeiro, em 1763, como forma de fortalecer
militarmente o centro da colônia, por sua posição estratégica de
ligação do sul com o norte da colônia.
d) Retomada do controle dos mecanismos comerciais e fiscais do
mundo colonial com o fim das capitanias hereditárias e reformas nas
cobranças de impostos.
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Gabarito:

Resposta da questão 1:
[E]

Resposta da questão 2:
[C]

Resposta da questão 3:
[C]

Resposta da questão 4:
[E]

Resposta da questão 5:
[A]

Resposta da questão 6:
[C]

Resposta da questão 7:
[A]
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Como o texto afirma no trecho “eu por vezes tenho dito a V. A. aquilo
que me parecia acerca dos negócios da França, e isto por ver por
conjecturas e aparências grandes aquilo que podia suceder dos
pontos mais aparentes, que consigo traziam muito prejuízo ao
estado”, as tentativas de invasão da França na América Portuguesa
constituíam fator de preocupação para o governo português.

Resposta da questão 8:
[C]

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A ocupação holandesa no Nordeste, ocorrida devido à União Ibérica e


à independência dos Países Baixos, durou cerca de duas décadas, nas
quais os holandeses assumiram o controle da produção açucareira na
Colônia.

Resposta da questão 9:
[D]

Somente a proposição [D] está correta. A questão remete a


Confederação dos Tamoios constituída entre nativos e os franceses
huguenotes que invadiram o Brasil (Rio de Janeiro) em meados do
século XVI contra os colonizadores portugueses no contexto da
França Antártica. Tal fato assemelha-se àquela adotada na África
desde o século XV, de promoção de guerras entre os nativos para
facilitar a aquisição de escravos.

Resposta da questão 10:


[C]

O texto ressalta algumas diferenças culturais básicas entre indígenas


e europeus: o hábito da criação de gado, o consumo de peixes,
animais selvagens, pães e vinhos e a feitura de farinha com raízes.
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Resposta da questão 11:


[C]

Durante a União Ibérica, a Holanda, então colônia da Espanha,


proclamou sua independência. O rei espanhol, então, proibiu a ex-
colônia de fazer comércio com qualquer possessão espanhola,
incluindo o Brasil. A Holanda, devido à participação que tinha no
comércio do açúcar brasileiro, invadiu a Capitania de Pernambuco.

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Resposta da questão 12:


[E]

Somente a proposição [E] está correta. A questão remete às invasões


europeias no Brasil durante a União Ibérica, 1580-1640. O Brasil foi
vítima de várias invasões de nações europeias ao longo do período
colonial, sobretudo no contexto da União Ibérica. Devido ao boicote
econômico realizado pela Espanha contra a Holanda, este país criou a
Companhia das Índias Ocidentais visando invadir o Brasil. Em 1624
ocorreu a fracassada invasão holandesa na Bahia, em 1630 a mesma
companhia invadiu Pernambuco montando um império holandês no
Nordeste do Brasil. Em 1612 ocorreu a invasão de franceses no
Maranhão denominada de França Equinocial. Esta expedição foi
comandada por Daniel de La Toche, fundando o forte de São Luís,
Jerônimo de Albuquerque liderou a expulsão dos franceses.

Resposta da questão 13:


[B]

A questão remete à Revolta de Beckman que ocorreu no Maranhão no


ano de 1684, liderada pelos irmãos Manuel e Tomás Beckman. O
Maranhão era uma região muito pobre tendo as “drogas do sertão”
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como o produto mais importante. Havia também a pequena lavoura


com mão de obra indígena o que desagradava aos jesuítas. Os
conflitos entre colonos e padres jesuítas eram constantes. Para
resolver estes problemas, a coroa portuguesa criou, em 1682, a
Companhia Geral do Comércio do Estado do Maranhão visando
incentivar a colonização da região. A Companhia vendia seus
produtos a preço mais elevados e oferecia muito pouco pelos
produtos dos colonos como algodão, açúcar e madeira. Assim, os

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irmãos Beckman ocuparam a cidade de São Luís expulsando os


representantes da Companhia e os padres jesuítas.

Resposta da questão 14:


[D]

Uma das principais características da administração de Nassau no


Nordeste brasileiro foi a concessão da liberdade religiosa entre a
população.

Resposta da questão 15:


[C]

O texto da historiadora Daniela Tonello Levy aponta para a relevância


da presença holandesa em Pernambuco, 1630-1654. João Maurício de
Nassau trouxe diversos intelectuais para morar no Brasil criando um
ambiente urbano e intelectual. Investiu nos engenhos, modernizou a
região e permitiu ampla liberdade religiosa o que era raro naquela
época de guerras religiosas como a Guerra dos Trintas anos na
Europa.

Resposta da questão 16:


[B] 04178253905

Não existe, pelo menos não de maneira aparente, nenhum grande


contraste nas vegetações representadas nas quatro imagens. Logo,
podemos deduzir que ambos os tipos eram encontrados no cotidiano
dos holandeses.

Resposta da questão 17:


[D]

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A formação de quilombos foi uma das formas de resistência


encontrada pelos escravos no Brasil colonial. O Quilombo dos
Palmares foi o maior e mais duradouro dos quilombos, o que
representava uma ameaça aos poderes coloniais, uma vez que o
número de escravos fugitivos que lá viviam era alto. Derrotar
Palmares não foi fácil, já que os negros se aproveitaram da geografia
da Serra da Barriga para resistir.

Obs.: A data que hoje se comemora como símbolo da resistência e


valorização negra no Brasil é 20 de novembro, que remete ao dia do
falecimento de Zumbi dos Palmares, ocorrida em 1695. A data a qual
o texto se refere, da destruição de Palmares, é 18 de agosto de 1694
e não é comemorada hoje em dia.

Resposta da questão 18:


[C]

Somente a proposição [C] está correta. A questão remete a formação


territorial do Brasil durante o período colonial. A belíssima poesia de
Cassiano Ricardo faz referência a formação territorial do Brasil
associada aos metais preciosos e aos índios. Contribuíram para este
processo a mineração, a atuação dos bandeirantes paulistas, a
pecuária, as drogas do sertão e as missões portuguesas na
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Amazônia. Assim, em 1750 foi assinado o Tratado de Madri que


anulou o Tratado de Tordesilhas dando ao Brasil praticamente o
tamanho atual, exceto o Acre que foi anexado em 1904.

Resposta da questão 19:


[E]

Somente a proposição [E] está correta. A questão remete a expulsão


dos jesuítas do Brasil e de Portugal durante o Período Pombalino,

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1750-1777. Os primeiros padres jesuítas chegaram ao Brasil em


1549 liderados por Manoel da Nóbrega tendo como objetivo a
catequese dos nativos. Ao longo do período colonial, os padres
geraram inúmeros problemas para a coroa portuguesa, como por
exemplo não aceitar a escravidão dos indígenas e, assim, gerar um
conflito entre padres e colonos. No final do século XVII e início do
século XVIII, ocorreram inúmeros conflitos no Sul devido a criação da
Colônia do Sacramento e dos Sete Povos das Missões. Os padres
jesuítas ficaram ao lado dos índios durante as “Guerras Guaraníticas”.
O déspota esclarecido de Portugal, Marquês de Pombal, expulsou os
padres do Brasil e de Portugal em 1759.

Resposta da questão 20:


[A]

A questão associa o Tratado de Madri de 1750 com a Guerra


Guaranítica. O Tratado de Madri, assinado pelos países ibéricos em
1750, anulou o Tratado de Tordesilhas, dando ao Brasil praticamente
o tamanho atual. Foi apoiado no princípio do “Utis Possidetis”, no qual
Portugal devolveu a Colônia do Sacramento (Uruguai) para a Espanha
e esta devolveu os Sete Povos da Missões (Rio Grande do Sul) para
Portugal. Os padres jesuítas espanhóis dos Sete Povos se opuseram à
decisão do Tratado. Para defender
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seu território contra os


portugueses, os jesuítas armaram os índios guaranis. Quando as
autoridades portuguesas tentaram ocupar a região, iniciou-se a
Guerra Guaranítica.

Resposta da questão 21:


[B]

O Tratado de Madrid, basicamente, surgiu para substituir o Tratado


de Tordesilhas, que, na prática, já não era respeitado desde o período

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da União Ibérica. De acordo com aquele tratado, Portugal e Espanha


admitiam a violação de Tordesilhas e a necessidade de estipular os
novos domínios territoriais, tanto na América quanto na Ásia. A base
do novo Tratado era o direito privado romano do uti possidetis, ita
possideatis (quem possui de fato, deve possuir de direito). Sendo
assim, as terras espanholas na América do Sul ocupadas por Portugal
passaram a ser, por direito, dos portugueses.

Resposta da questão 22:


[E]

O Tratado de Badajoz (1801) foi assinado por Portugal (de um lado) e


Espanha/França (de maneira conjunta). Tal tratado continha
determinações pesadas para Portugal, como a obrigação de fechar os
portos sob seu domínio para os navios ingleses. Após esse acordo, o
território brasileiro manteve inalterado até a anexação do Acre, no
Segundo Reinado.

Resposta da questão 23:


[D]

Somente a proposição [D] está correta. O Tratado de Madri de 1750


foi assinado entre os países Ibéricos. Este importante tratado anulou
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o Tratado de Tordesilhas de 1494 e deu ao Brasil praticamente o


tamanho atual (exceto o Acre que o Brasil comprou da Bolívia em
1904). Através do princípio do “Uti Possidetis” Portugal entregou a
“Colônia do Sacramento” para a Espanha e esta devolveu os “Sete
Povos das Missões” para Portugal. Dentro de um contexto Iluminista,
os padres jesuítas foram expulsos do Brasil em 1759 pelo ministro
Marquês de Pombal (era ministro do rei de Portugal José I). As
demais alternativas estão incorretas.

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Resposta da questão 24:


[B]

A Guerra Guaranítica – assim chamada devido a etnia dos indígenas


nela envolvidos – foi caracterizada pelo confronto entre os exércitos
de Portugal e Espanha e os índios guaranis que ocupavam a região
dos chamados Sete Povos das Missões (atual Rio Grande do Sul).
Após acordo envolvendo Portugal e Espanha pelo domínio das terras
ao sul da Colônia portuguesa, os indígenas e os missionários
deveriam sair das Missões Jesuítas rio-grandenses (pertencentes a
Portugal) e dirigir-se para o território do atual Uruguai (pertencente à
Espanha). Como se recusaram a isso houve confronto armado,
vencido pelos exércitos de Portugal e Espanha.

Resposta da questão 25:


[E]

Resposta da questão 26:


[A]

O estilo barroco no Brasil é considerado como um “barroco tardio”,


pois se desenvolveu apenas no século XVIII (ao contrário do
movimento na Europa do século XVI). Uma de suas características é
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a expressão da religiosidade, parte dela demonstrada a partir da


escultura ou da pintura de santos e de cenas religiosas tradicionais
que, na Europa, tiveram como um de seus objetivos reforçar o
catolicismo em oposição à reforma religiosa protestante.

Resposta da questão 27:


[D]

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O ciclo da mineração expandiu a Colônia em direção ao interior e


aumentou consideravelmente o número de habitantes das Minas
Gerais, o que propiciou um desenvolvimento econômico, social e
cultural nessa região. A difusão do Barroco é característica desse
desenvolvimento.

Resposta da questão 28:


[E]

A questão remete ao Brasil no período colonial. Neste contexto


ocorreu o “Plantation”, isto é, prevaleceu o trabalho escravo, o
latifúndio, a monocultura e a economia visava o mercado externo.
Apesar deste modelo de colonização, outras atividades econômicas
foram importantes como forma de reprodução da estrutura social. A
agricultura tinha sua função nesta engrenagem colonial no sentido de
alimentar a mão de obra. A pecuária, por sua vez, foi fundamental. O
gado representava o alimento, o transporte, o couro, etc.

Resposta da questão 29:


[A]

A intensificação das bandeiras ocorreu no período anterior ao Ciclo do


Ouro. Além disso, a principal mão de obra utilizada na exploração do
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ouro foi a de escravos negros.

Resposta da questão 30:


[C]

Como destaca Sérgio Buarque de Holanda, a extração de ouro não


ocupava nem 1/3 da população que vivia nas minas. Segundo o
autor, a maior parte da população colonial exercia as mais variadas
funções – como mercadores, médicos, clérigos e escravos – e essa

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população exigia uma infraestrutura que a Colônia teve que suprir –


baseada na urbanização e no abastecimento alimentício na região das
minas.

Resposta da questão 31:


[A]

Considerado um dos maiores artistas do “barroco mineiro”, nasceu


provavelmente em 1730 e faleceu com certeza em 1814; portanto,
desenvolveu suas obras no decorrer do século XVIII, a época da
mineração no Brasil. Grande parte de suas habilidades se
desenvolveram nas oficinas de mestres carpinteiros de Vila Rica e
suas principais obras se encontram em Congonhas do Campo (MG).

Resposta da questão 32:


[A]

Na época colonial, ocorreram as seguintes revoltas nativistas:


[1] Guerra dos Mascates: travada em Pernambuco pelos
comerciantes portugueses de Recife e os senhores de engenho
nativos de Olinda, pelo domínio do comércio na Capitania;
[2] Revolta dos Beckman: ocorrida no Maranhão devido à proibição,
por parte dos Jesuítas, da escravidão indígena;
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[3] Revolta de Vila Rica: ocorrida em Vila Rica, tinha como líder
Felipe dos Santos e como exigência o fim da cobrança do quinto;
[4] Guerra dos Emboabas: conflito que opôs mineiros e paulistas
(emboabas) pelo controle das minas descobertas na Colônia.

Resposta da questão 33:


[C]

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A questão faz referência ao Tropeirismo e ao caminho de Viamão.


Quando se descobriu ouro na região das Minas Gerais no final do
século XVII, em 1696 na cidade de Mariana, a economia brasileira foi
se deslocando do Nordeste para o Centro da colônia. Esboçou-se um
mercado interno que contribuiu para integrar as regiões brasileiras.
Surgiram diversos caminhos importantes para levar pessoas e
mercadorias para as Minas Gerais, entre eles, o caminho de Viamão
que ligava o Rio Grande do Sul até Sorocaba em São Paulo. Era o
caminho das tropas, o Tropeirismo, no qual cavalos, bois e mulas
transportavam mercadorias.

Resposta da questão 34:


[A]

O ciclo do ouro no Brasil Colonial promoveu uma grande retirada de


riquezas por parte de Portugal, o que dinamizou a economia
portuguesa.

Resposta da questão 35:


[D]

Todos os itens estão corretos.


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Resposta da questão 36:


[A]

Somente a alternativa [A] está correta. A questão aponta para a


revolta de Filipe dos Santos ou a Primeira Revolta de Vila Rica, em
1720, nas Minas Gerais. A colônia pagava o quinto para a metrópole
conforme rezava o “Foral” que estabeleceu os direitos e deveres dos
donatários no contexto da criação das Capitanias Hereditárias. No
século XVIII, com a mineração, visto que o ouro em pó era fácil de

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ser sonegado, a Coroa criou a Casa de Fundição com a proposta de


fundir o ouro e retirar o quinto, evitando o contrabando. Isto irritou
muitas pessoas nas Minas Gerais e foi a causa principal da Revolta de
Filipe dos Santos em 1720. O desfecho foi a morte do líder e a
manutenção da casa de fundição.

Resposta da questão 37:


[D]

A questão aponta para a crise do sistema colonial e para as revoltas


libertárias que visavam à independência do Brasil em relação a
Portugal. A guerra dos Mascates aconteceu em Pernambuco, no início
do século XVII, entre Olinda, que tinha poder político, mas estava em
decadência, e Recife, que estava em ascensão e possuía poder
econômico. A inconfidência Mineira, de 1789, foi o primeiro
movimento libertário inspirado em ideias Iluministas e na
independência dos EUA, e possuía um caráter elitista. A Revolta dos
Alfaiates ou Conjuração Baiana, de 1798, foi inspirada na Revolução
Francesa e possuía um viés mais popular. A Revolução
Pernambucana, de 1817, foi a única que saiu do plano teórico e
atingiu a tomada do poder em Pernambuco. Vale dizer que a Guerra
dos Mascates está inserida nas chamadas revoltas coloniais
nativistas, enquanto as demais revoltas compõem as revoltas
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coloniais libertárias ou emancipacionistas.

Resposta da questão 38:


[A]

As três revoltas ou insurreições ocorridas durante o Período Colonial


(1530-1822) foram: a Inconfidência Mineira (1789), a Conjuração
dos Alfaiates ou Conjuração Baiana (1797) e a Revolução
Pernambucana (1817).

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Resposta da questão 39:


[D]

O personagem retratado na charge é Tiradentes, um dos líderes da


Inconfidência ou Conjuração Mineira, movimento colonial com vistas
ao separatismo entre Brasil e Portugal deflagrado devido à alta
cobrança de impostos do ouro.

Resposta da questão 40:


[A]

Somente a proposição [A] está correta. A questão remete a expulsão


dos jesuítas do Brasil e de Portugal. Desde a chegada ao Brasil em
1549, os padres jesuítas liderados por Manoel da Nóbrega se
preocuparam com a catequese dos nativos e proibiram a escravidão
do índio. Assim, ocorreu um conflito entre os colonos e os jesuítas
devido à questão da escravidão indígena. Ao longo da colonização
Portuguesa no Brasil, os padres jesuítas foram se constituindo em um
Estado dentro do Estado, incomodando a coroa portuguesa. Nas
Guerras Guaraníticas ocorridas em meados do século XVIII, os
jesuítas se posicionaram a favor dos nativos. Desta forma, o Ministro
Marquês de Pombal em 1759 expulsou os padres jesuítas do Brasil e
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de Portugal. Pombal foi ministro do rei José I, foi considerado um


“Déspota Esclarecido”, pois utilizou algumas ideias Iluministas para
reforçar o Absolutismo.

Resposta da questão 41:


[A]

O Marquês de Pombal, grande representante do Despotismo


Esclarecido em Portugal, promoveu no Brasil uma série de mudanças,

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dentre as quais a extinção das Capitanias Hereditárias e a mudança


da capital colonial para a cidade do Rio de Janeiro.

Resposta da questão 42:


[C]

Para combater a crise do século XVIII, o Marquês de Pombal


(representante do Despotismo Esclarecido em Portugal), buscou
incentivar o desenvolvimento econômico da Colônia portuguesa na
América, numa tentativa clara de diminuir a dependência comercial
da Colônia (e de Portugal) com relação a outras Monarquias
Europeias (em especial com relação a Inglaterra). Nesse sentido, o
incentivo à manufatura na Colônia foi constante.

Resposta da questão 43:


[D]

Somente a proposição [D] está correta. A questão remete a


escravidão indígenas na América durante a colonização. Os padres
jesuítas vieram para a América para catequizar os nativos e não
permitiam a escravidão dos mesmos. Neste sentido, colonos e padres
jesuítas entraram em conflitos ao longo do contexto colonial. Os
padres incomodaram os colonos e a coroa portuguesa que os
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considerava poderosos dentro do Brasil. Assim, em 1759, o marques


de Pombal, ministro do rei José I, expulsou os jesuítas do Brasil e de
Portugal.

Resposta da questão 44:


[B]

A questão aborda o “Período Pombalino”, 1750-1777, durante o


reinado de José I. O ministro Pombal foi considerado um “Déspota

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Esclarecido”, isto é, utilizou-se de ideias iluministas para modernizar


o Estado português e reforçar o absolutismo.
Diante de uma grave crise econômica o ministro Pombal tomou
inúmeras medidas importantes que somadas são chamadas de
“reformas pombalinas”. Entre elas podemos citar: a transferência da
capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro devido à crise
econômica açucareira no nordeste e o auge da mineração no centro
da colônia; a criação de impostos para gerar mais recursos para a
metrópole sendo o mais relevante a derrama; o conflito com a ordem
religiosa jesuítica culminando na expulsão dos jesuítas do Brasil e de
Portugal em 1759; No Brasil, ele fundou duas importantes
companhias: em sete de junho de 1755, antes de Lisboa ser arrasada
por um terremoto, o marquês de Pombal decretava oficialmente a
fundação da Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e
Maranhão. E em 1759 ele criara também a Companhia Geral do
Comércio de Pernambuco e Paraíba; além de outras medidas
importantes.
Desta forma, realmente no Período Pombalino ocorreu a retomada do
controle dos mecanismos comerciais e fiscais do mundo colonial com
o fim das capitanias hereditárias (em 1759) e reformas nas cobranças
de impostos. Pombal não apoiou as atividades dos jesuítas dentro da
colônia e acabou expulsando estes padres em 1759. Portanto,
somente a alternativa [B] está correta.
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10. CONSIDERAÇÕES FINAIS.


Muito bem querido(a) estudante. Se chegou até aqui é um bom
sinal: o de que tentou praticar todos os exercícios. Não se esqueça da
importância de ler a teoria completa e sempre consultá-la. Não
esqueça dos seus objetivos e dedique-se com toda a força para
alcança-los. Sonhe alto, pois “quem sente o impulso de voar, nunca
mais se contentará em rastejar”. Te encontro na nossa próxima aula.
Bons estudos, um grande abraço e foco no sucesso.

Até logo...

Prof. Sérgio Henrique Lima Reis.

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