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FÁRMACOLOGIA DA JNM

JNM

FISOLOGIA DA JNM
Placa Motora:
• Membrana pós-sináptica de uma JNM
•Maioria das fibras musculares de mamíferos recebe inervação focal, apresentando uma única região da placa motora por
fibra.

#não completei fisiologia pq as imagens ficam ruins


→INIBIDORES DA TRANSMISSÃO NEUROMUSCULAR
Ação pré-sináptica
-Inibidores da síntese de ACh
-Inibidores da entrada de ACh na vesícula
-Inibidores da liberação de Ach
Ação pós-sináptica
-Bloqueadores Competitivos ou Não-despolarizantes
-Bloqueadores Despolarizantes
•Inibição da liberação de ACh
▪ Toxina botulínica (produzida pelo Clostridium botulinum): contém peptidases que clivam proteínas específicas envolvidas
na exocitose; Degrada a sinaptobrevina e, portanto, impede a fusão da vesícula sináptica com a membrana da terminação
axônica (pré-sináptica).
→TOXINA BOTULÍNICA COMO BLOQUEADORA DA JUNÇÃO NEUROMUSCULAR
Usos clínicos: Doenças associadas ao aumento do tônus muscular, como torcicolo, acalasia (distúrbio de motilidade –
peristaltismo – falta de relaxamento do esfíncter esofágico inferior), estrabismo, blefaroespasmo (espasmo palpebral
persistente e incapacitante) e outras distonias focais.
-Tratamento estético de linhas faciais ou rugas.
-Cefaléia e dor.

Ação pós-sináptica (receptores)


•Bloqueadores Competitivos ou Não-despolarizantes (Antagonistas do receptor nicotínico)
▪ D-tubocurarina ▪ Galamina ▪ Vecurônio ▪ Atracúrio ▪ Mivacúrio
• Bloqueadores Despolarizantes (Agonistas do receptor nicotínico)
▪ Decametônio ▪ Succinilcolina (Suxametônio)

•Bloqueadores Competitivos ou Não-despolarizantes (Antagonistas do receptor nicotínico)


CURARE
Primeiro fármaco descoberto: Curare (nativos do Amazonas): Veneno usado na extremidade das flechas – paralisia e morte
da caça.

•Mecanismo de ação
- Antagonistas competitivos dos receptores nicotínicos presentes na placa terminal
▪ Necessário bloquear 70 a 80% dos receptores para que a transmissão seja interrompida
▪ Alguns casos, podem bloquear também os canais iônicos (altas doses)
•Em baixas doses:
- Competem com a acetilcolina pelo receptor nicotínico;
- Impedem a despolarização e inibem a contração muscular;
-Sua ação pode ser desfeita aumentando-se a concentração de Ach na fenda sináptica = estratégia usada pelos
anestesiologistas por meio do uso de inibidores da acetilcolinesterase.
•Em altas doses:
- Acarreta bloqueio adicional da transmissão neuromuscular e reduz a capacidade dos inibidores da acetilcolinesterase de
reverterem as ações relaxantes musculares
•Diferente sensibilidade dos grupos musculares ao bloqueio da JNM
-Seriação:
Ordem sequêncial do estabelecimento do bloqueio:
▪ Músculos pequenos e de contração rápida (dedos e olhos)
▪ Pescoço e tronco
▪ Por último diafragma mm dos olhos, maxilar e laringe >
mm membros e tronco > mm intercostais > diafragma
-Obs.: mm > volume são mais resistentes.
•Os fármacos em uso atualmente são compostos de
amônio quaternários sintéticos;
-Polares, portanto não são bem absorvidos por via oral;
-Aplicados por via intravenosa ou subcutânea;
-Não ultrapassam a barreira hematoencefálica
-carecem de atividade no SNC;
-Metabolizado pelo fígado ou por pseudocolinesterases
plasmáticas;
-Eliminados pelos rins ou pela bile;
•D-tubocurarina
- bloqueio ganglionar (hipotensão e
taquicardia)
- liberação histamina (eritema de pele e
prurido, hipotensão, broncoconstrição)
- Pancurônio
- bloqueio ganglionar
- Galamina
- bloqueio muscarínico (taquicardia,
hipertensão).

BLOQUEADORES DESPOLARIZANTES
•Mecanismo de ação:
Liga-se ao receptor nicotínico e age como a Ach, despolarizando a JNM e permanecendo ligado ao receptor por um período
de tempo relativamente longo, causando paralisia flácida.
Fase I: Despolarização do receptor – Paralisia flácida
Fase II: Resistência à despolarização
Decametônio :não é utilizado clinicamente, devido
sua ação prolongada
Succinilcolina (suxametônio): Éster de colina com
alta afinidade pelo receptor N e resistente à AChE

Succinilcolina (suxametônio)
-Latência para efeito: 1 min.
É metabolizada pelas pseudocolinesterases
plasmáticas.

EFEITOS INDESEJAVEIS
Indução de contrações dolorosas (período inicial)
Aumento das secreções brônquicas e salivares
▪ Receptores muscarínicos -salivação -hipotensão -bradicardia seguida por taquicardia -Aumento pressão intraocular
▪ contratura musculatura ocular
Aumento pressão intracraniana Bradicardia:
▪ por ativação de receptores muscarínicos cardíacos
▪ Obs.: usa-se atropia para evitar esse efeito final
Hiperpotassemia (arritmias)
-pacientes com distrofia muscular, queimaduras, atrofia muscular decorrente de desnervação, trauma muscular severo
▪ proliferação de receptores nicotínicos extrajuncionais ⇒ mais locais para efluxo de K+ durante a despolarização
Hipertermia maligna (congênita rara)
(contratura, rigidez e geração de calor pelos músculos esqueléticos, acidose metabólica e taquicardia)
▪ succinilcolina + halotano
▪ espasmo muscular e aumento súbito To corporal
▪ Obs.: o tratamento consiste na adm de dantroleno, uma substância que inibe a contração muscular ao impedir a liberação
de Ca+2 do retículo sarcoplasmático.
Paralisia prolongada
▪ Polimorfismos para a butirilcolinestase
INDICAÇÕES CLÍNICAS – GERAL DO BJNM
•Coadjuvante da anestesia cirúrgica (relaxante da musculatura esquelética), facilitando as manipulações operatórias;
• Cirurgias - Ação duradoura e reversível;
•Facilitar a intubação endotraqueal, laringoscopia, broncoscopia e esofagoscopia. - Controle da ventilação
•Afeccões espásticas: Trismo (constrição mandibular devido à contratura dos músculos mastigatórios) , tétano;
•Controle das convulsões (prevenção de traumatismos);
▪ Epilepsias
▪ Eletroconvulsoterapia - succinilcolina/mivacúrio.
•Procedimentos ortopédicos
▪ alinhamento de fraturas e correção de luxações
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS- GERAL (lembrar que os não despolarizantes têm poucos efeitos colaterais)
•Anticolinesterásicos – neostigmina, piridostigmina e edrofônio
▪ Usados no tratamento da superdosagem dos agentes bloqueadores nãodespolarizantes e para reverter e reduzir a
duração do bloqueio neuromuscular competitivo
•Antibióticos (aminoglicosídicos, tetraciclina, polimixina B, colistina, clindamicina e lincomicina)
▪ potencializam a ação dos bloqueadores neuromusculares
•Anestésicos (cetamina, enflurano, isoflurano, halotano)
▪ Causam potencialização dose-dependente do bloqueio neuromuscular.
•Hipomagnesemia, hipocalcemia e hipocalemia potencializam o bloqueio neuromuscular.
•Se a recuperação da respiração espontânea demorar, sais de Ca+2 podem facilitar a recuperação.
FATORES NÃO MEDICAMENTOS QUE INFLUENCIAM- GERAL
•Pacientes idosos
→↓ depuração → ↑ duração
•Pacientes com queimaduras graves
→Resistência aos relaxantes competitivos (não-despolarizantes) por ↑ expressão de receptores N extrajuncionais
•Hepatopatia
•Nefropatia
→Influencia principalmente a farmacocinética dos não-despolarizantes de longa duração.
CARACTERÍSTICAS DOS BLOQUEADORES COMPETIVOS E DESPOLARIZANTES
Paralisia espástica:
-Contratura sustentada dos músculos das aves
-Bloqueadores despolarizantes.
Paralisia flácida:
-Bloqueadores competitvos
-Bloqueadores despolarizantes (mamiferos)
Reversão do bloqueio competitivo:
-Anticolinesterásicos antagonizam a paralisia causada por bloqueadores competitivos.
-Bloqueio despolarizante é acentuado pelo uso de anticolinesterásico.