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ABERTURA FESTIVA Samuel Krähenbühl (1980- )

Estreia mundial Peça escrita especialmente para a Orquestra Filarmônica Adventista do Brasil em agradecimento ao Pr. Erton Köhler e ao Pr. Domingos José de Souza

CONCERTO TRIPLO EM DÓ MAIOR, OP. 56 Ludwig van Beethoven (1770-1827)

Allegro Largo Rondo alla polacca

Raïff Dantas Barreto, violoncelo; Márcio Cândido, violino; Richard Kogima, piano

Sinfonia No. 5 em Ré Menor, Reforma, Op. 107 Felix Mendelssohn-Bartholdy

(1809-1847)

Andante – Allegro com fuoco Allegro vivace Andante Andante con moto – Allegro vivace – Allegro majestoso

Diretor artístico: Jetro M. de Oliveira Diretor administrativo: Gerson Arrais Diretora de projetos: Ellen B.
Diretor artístico: Jetro M. de Oliveira
Diretor administrativo: Gerson Arrais
Diretora de projetos: Ellen B. Stencel
Compositor em residência: Samuel Krähenbühl
Gerente de pessoal: Silvana Poll
Assistente de pessoal: Douglas Carvalho
Arquivistas: Kelwin Domingues; Janine Otto
I VIOLINO
Márcio Cândido, spalla
Felipe Harder Anunciato,
co-spalla
Álvaro Peterlevitz
Gabriel Miranda Dantas
Herif Samuel
Jonathan Santos
Karen Nino
Marcos De Lazzari
Marcos Scheffel
Marcus Moreno
Wassi Carneiro
VIOLA
OBOÉ
TUBA
Ludmilla Kraneck*
Lilia Reis*
Daniel Sokacheski
Thomaz Rocha*
Kedson Bessa
Joyce Santana
TÍMPANOS
Karen Almeida
Ronaldo Domingos
CLARINETE
Raul Victor
Allan Zukowiski*
Wander Faria
PERCURSÃO
Luccas Gabriel
Célia Sokacheski
VIOLONCELO
Rodolpho Cavalcanti Borges*
Ana Clara Alves
Fernando Trigueiro
José Maikson
Miqueias Santana
Raïff Barreto
Rennan Lidemute
Vivian Boell Kinars
Felipe Richa
FAGOTE
Ana Claudia F. do
Nascimento*
Mateus Avancini
Janine Otto
*líder de naipe
II VIOLINO
Samuel Krähenbühl*
Emerson Rocha
Fabio Freire Dantas
Guilherme Oliveira dos
Santos
Ingrid Barbosa
Ismael Conceição
João Pedro
José Ademar Rocha
Luci Perla Cordeiro
Stefany Silva
Stephanny Mainart
Thiago Santos
Wesley Aguiar
TROMPA
Gleison Mascarenhas
Suellen Magalhães
Joel Pereira
CONTRABAIXO
Samuel Helmo*
Daniel Félix Moreira
David Corrêa Bueno
Domênico Honório
Kenneth Stanley N. dos
Santos
TROMPETE
Rodrigo Burgo*
Elton Lima
Ronny Bueno
TROMBONE
Leandro Barbosa*
FLAUTA
Rúben Basílio
Silvana Poll*
Jairo Aranha
Paulo Ferreira
Rafael Dias

MÚSICOS

Zvonimir Hačko divide seu tempo entre os EUA e a Europa. Atualmente serve como diretor artístico e principal regente da Euro Sinfonietta Wien (Viena, Áustria) e como conselheiro artístico da Portland Civic Orchestra. É diretor artístico do Oregon Music Festival desde 2014. Mantem um itinerário ativo como regente convidado com orquestras na Europa, América do Sul, Ásia e EUA.

Nascido e criado na antiga Iugoslávia, especificamente na região da Croácia, veio para os EUA para seus estudos avançados em regência na University of Washington e na Indiana University (Bloomington). Tem regido orquestras em diferentes países: Orquestra Sinfônica de Haifa, Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, Orquestra Sinfônica Tbilisi, Orquestra Sinfônica da Rádio e Televisão Sérvia, Orquestra Filarmônica Poznan (Polônia), Orquestra Sinfônica Siciliana (Itália), Orquestra Filarmônica de Sacramento (EUA), Orquestra Barroca de Los Angeles, Orquestra e Coral do Teatro Nacional da Croácia, Orquestra Filarmônica da Croácia, Orquestra de Câmara de Bellas Artes (México) e muitas outras. Sua formação e experiência multicultural têm contribuído para seu profundo conhecimento da tradição clássica europeia e um interesse especial na música contemporânea.

Os próximos compromissos do Maestro Hačko incluem concertos com a Orquestra Sinfônica da Rádio e Televisão Croata, Orquestra de Câmara de Instanbul, Cappella Romana, Orquestra Sinfônica do Estado do México, Portland Civic Orchestra e uma tourné na Europa Central com a Orquestra de Câmara de Praga e gravação e tourné nos EUA com a London Sinfonietta.

MAESTRO CONVIDADO
MAESTRO
CONVIDADO
tourné nos EUA com a London Sinfonietta. MAESTRO CONVIDADO Raïff Dantas Barreto é violoncelista paraibano, estudou

Raïff Dantas Barreto é violoncelista paraibano, estudou com Nelson Campos na sua terra natal e Enrico Contini em Parma, Itália. Gravou diversos CDs, sendo os mais recentes, “Sonatas de Brahms e Franck” com o pianista Álvaro Siviero, “As três primeiras suítes para violoncelo solo de J.S. Bach” e o CD solo, “Miniaturas Brasileiras”.

Atuou como solista à frente de orquestras como a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Orquestra do Teatro Nacional de Brasília, Cayuga Chamber Orchestra (NY-EUA), Sinfônica de Santo André, Sinfônica de Minas Gerais, Sinfônica do Espírito Santo, Camerata de Curitiba, dentre várias. Atuou sob a batuta de conhecidos maestros, como Eleazar de Carvalho, Leon Spierer, Ira Levin, Abel Rocha, Lígia Amadio, Marcelo Ramos, Mateus Araújo e Ênio Antunes.

Fez as estreias brasileiras dos concertos para violoncelo No. 2 de Shostakovich, No. 2 Kabalevsky e a Sinfonia Concertante para violino e violoncelo de Miklos Rosza. Faz parcerias musicais com Toninho Ferragutti, André Mehmari, Arrigo Barnabé e Ulisses Rocha, mantendo uma intensa atividade camerística. É o primeiro violoncelo-solista do Theatro Municipal de São Paulo.

violoncelo-solista do Theatro Municipal de São Paulo. O pianista, regente e compositor brasileiro Richard

O pianista, regente e compositor brasileiro Richard Octaviano Kogima foi recentemente definido pela crítica como criador de performances "memoráveis e reveladoras" (Gregory Sullivan, Theater Jones) em sua participação no Olga Kern International Piano Competition. Natural de São Paulo, Richard desponta como um promissor artista de sua geração, e vem se apresentando como solista e camerista em salas como Tonhalle Zürich (Zurique) Salle Cortot (Paris), University Aula (Oslo), Troldsaal (Bergen) e Howard Performing Arts Center (Michigan).

Integrou festivais como o Emil Gilels Festival e o Usedomer Musikfest (Alemanha), Festspillene i Bergen (Noruega), Festival Internacional de Campos do Jordão (Brasil), e Salzburg Mozarteum Summer Sessions (Áustria), nos quais participou de Master Classes com Leif Ove Andsnes, Rudolf Buchbinder, Dmitri Bashkirov, Christian Zacharias, entre outros. Laureado em concursos nacionais e internacionais, destacam-se suas premiações no Concours Internationale Flame Paris (1o Prêmio), Andrews International Piano Competition (1o Prêmio), Concurso Latino-Americano de Florianópolis (2o Prêmio), Concurso Duttweiler-Hug em Zurique (2o Prêmio), bem como Prêmio da Crítica por Excepcional Musicalidade no Olga Kern International Piano Competition, e Prêmio do Público e de Melhor Performance da Obra Contemporânea de Confronto no Concours International de Piano Alain Marinaro e no Chautauqua International Piano Competition. Richard estuda atualmente na Universidade das Artes de Zurique com Konstantin Scherbakov para obter o título de Mestre em Música. Richard obteve o bacharelado em música na Universidade de São Paulo, onde estudou com o pianista Eduardo Monteiro. Estudou ainda com Guigla Katsarava na École Normale de Musique de Paris, e com Maria José Carrasqueira em sua juventude. Atua paralelamente como regente e compositor, com ênfase especial sobre a música sacra. Trabalhou como regente principal do Coral Carlos Gomes na Universidade Adventista de São Paulo sucedendo o maestro Turíbio de Burgo.

Márcio Cândido iniciou seus estudos aos sete anos, através do método Suzuki e sob orientação de Leila Moura e Suray Doyle. Aos quinze, começou a estudar com o violinista Paulo Bosisio, que, posteriormente, foi seu orientador no curso de bacharelado da UNIRIO. Em 2009 graduou-se na Longy School of Music, no curso de mestrado em performance de violino, sob orientação do consagrado pedagogo e violinista Eric Rosenblith. Em 2011, recebeu uma bolsa de estudos especial da mesma instituição para estudar com o lendário violinista Roman Totenberg. Concluíu o doutorado em violino em 2017 na Boston University, sendo orientado pelo violinista Peter Zazofsky.

Participou de diversos masterclasses, sob o cuidado de proeminentes violinistas como Charles Castleman, Eduard Schmieder, James Buswell, Soovin Kim e Richard Roberts. Também obteve estudos adicionais com Philip Setzer e Julie Rosenfeld. Atua extensivamente nas três Américas como camerista, solista e spalla. Foi spalla da Longy Chamber Orquestra, Boston University Symphony Orchestra, Boston Civic Symphony e da Jamaica National Orchestra. Atuou como solista da Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro, Orquestra Sinfônica da Bahia e Orquestra de Câmara da UNIRIO. Em janeiro de 2016 solou o concerto de Mendelssohn com a New England Repertory Orchestra, orquestra premiada em 2014 pela The American Prize in Orchestral Performance. Já integrou o corpo docente da Boston University, na área de cordas para non majors e também lecionou no Thayer Performing Arts Center, divisão de música do Atlantic Union College.

Arts Center, divisão de música do Atlantic Union College. OFAB DIREÇÃO: Diretor artístico: Jetro Meira de

OFAB

DIREÇÃO:

de música do Atlantic Union College. OFAB DIREÇÃO: Diretor artístico: Jetro Meira de Oliveira é doutor
de música do Atlantic Union College. OFAB DIREÇÃO: Diretor artístico: Jetro Meira de Oliveira é doutor
de música do Atlantic Union College. OFAB DIREÇÃO: Diretor artístico: Jetro Meira de Oliveira é doutor

Diretor artístico:

Jetro Meira de Oliveira é

doutor em regência e musicologia pela University of Illinois. É diretor artístico e principal regente da Orquestra Sinfônica do UNASP-EC. Em 2018 foi indicado como regente em residência no Oregon Music Festival (EUA) regendo a Orpheus Academy Orchestra.

Diretor administrativo:

Gerson Arrais é mestre em

regência pela UNICAMP. É diretor da Escola de Artes do UNASP-EC e regente da Banda Sinfônica do UNASP-EC.

Diretora de projetos:

Ellen Boger Stencel é doutora

em práticas interpretativas-piano pela UNICAMP. É fundadora e coordenadora da Licenciatura em Música no UNASP-EC.

SOBRE A MÚSICA

Samuel Krähenbühl

Abertura Festiva

Samuel Krähenbühl (1980-) é um músico brasileiro nascido na cidade de São Paulo. Possui graduação em Composição, Regência, e mestrado em Música pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Suas atividades musicais são abrangentes, atuando profissionalmente como compositor, arranjador, maestro, produtor, professor e instrumentista. Enquanto produtor e arranjador, teve participação em dezenas de CDs e DVDs gravados com orquestras do Brasil, Estados Unidos, e Europa. Na qualidade de intérprete, soma três CDs gravados:

dois como violinista, e um como maestro/arranjador. Como compositor, teve obras apresentadas pela Orquestra Sinfônica Estadual da Lituânia, Orquestra Sinfônica de Americana, Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba, Orquestra Sinfônica da Unicamp, Orquestra da Universidade Adventista (UNASP-EC e HT), entre outros grupos instrumentais.

Composta sob encomenda para a Orquestra Filarmônica Adventista Brasileira,

a obra Abertura Festiva foi escrita no ano de 2018 e se baseia no tema do

hino “Oh! Que Esperança” de Wayne Hooper. A exploração temática da Abertura remete, em certa medida, ao uso de Ein feste Burg ist unser Gott ("Castelo Forte é o Nosso Deus") na Sinfonia no 5 de Mendelssohn, onde o emprego do hino luterano assume uma importância mais religiosa do que temática. Portanto, não se trata de um tema com variações ou um arranjo do hino, mas sim uma composição original onde o tema é citado, desconstruído, e depois reconstruído. Com uma linguagem harmônica moderna, a envolvente obra de Krähenbühl apresenta uma trama orquestral precisa e apoteótica que ilustra de maneira revigorada a mensagem do hino em que se baseia.

Ludwig van Beethoven

Concerto para violino, violoncelo e piano em Dó Maior (Concerto Triplo), Opus 56

Compositor alemão que viveu na transição entre os períodos Clássico e Romântico, Beethoven é considerado uma figura musical proeminente do século XIX tendo

influenciado grande parte dos compositores a partir de sua época. Ludwig van Beethoven nasceu em 1770 na cidade de Bona, Alemanha, e morreu em 1827 em Viena, Áustria, onde passou a maior parte de sua vida. Sua produção musical pode ser dividida em três fases distintas: a primeira (até 1802) em que manteve a tradição Clássica Vienense de Haydn e Mozart; a segunda fase “heroica” (1802-1812) passando a escrever num estilo cada vez mais pessoal; e a terceira fase (1812-1827) em que suas composições tem um caráter mais exploratório e experimental.

O Concerto para violino, violoncelo e piano em Dó Maior, Opus 56, foi composto

entre os anos de 1803 e 1804, num período bastante produtivo de Beethoven. Durante esse período, Beethoven havia recém finalizado sua Sinfonia no 3 (Eroica)

e estava escrevendo as sonatas para piano Waldstein e Appassionata, o Concerto

para Piano no 4, bem como a primeira versão da ópera Leonora (posteriormente intitulada Fidelio). A obra foi apresentada pela primeira vez de maneira privada em 1804, e teve sua estreia pública em Leipzig, Alemanha, no ano de 1808.

A ideia de escrever um concerto com mais de um instrumento solista remete

ao concerto grosso do período Barroco, no qual um grupo de instrumentos

solistas dialoga com a orquestra. No entanto, o Concerto Triplo reúne características do trio para piano e da sinfonia concertante clássica. A peça é

o único concerto que Beethoven escreveu em toda sua carreira para

múltiplos solistas, e a formação de piano, violino e violoncelo é uma combinação sem precedentes na literatura de concerto. Deste modo, apesar de não ser apresentada com tanta frequência quanto seus outros concertos, essa obra é também notável por sua singularidade. Apesar de ter sido escrito no início da segunda fase composicional de Beethoven, o Concerto Triplo apresenta uma atmosfera elegante que remete predominantemente ao concerto clássico. Apenas o segundo

movimento sugere a natureza introspectiva de sua chamada fase heroica.

O primeiro e o terceiro movimentos são expansivos e por vezes enérgicos,

mas leves e sem grandes contrastes temáticos de modo análogo ao procedimento técnico de muitas obras de Joseph Haydn.

Felix Mendelssohn

Sinfonia no 5, Reforma

Felix Mendelssohn nasceu em 1809 numa distinta família judia em Hamburgo, Alemanha. Desde cedo Mendelssohn demonstrou grande interesse para música, línguas, desenho, e escrita, tendo sido um prodígio brilhante comparável a Mozart. Ainda em sua infância, sua família se mudou para Berlim e se converteu para o luteranismo, de modo a se proteger da corrente antissemita que crescia na Alemanha. Assim, Felix Mendelssohn foi criado como cristão protestante e conhecia mais da fé luterana do que da sua herança religiosa judaica. No ano de 1829 Mendelssohn começou a escrever a Sinfonia no 5 para a uma cerimônia que ocorreria no ano seguinte em celebração ao 300º aniversário da Confissão de Augsburgo, um documento formal importante da fé protestante. Por conta dos movimentos revolucionários de 1830 que se iniciaram na Europa, as festividades da igreja foram canceladas e, por consequência, a primeira performance da obra precisou ser adiada. Mendelssohn apresentou a estreia da peça sob sua batuta em 1832 em Berlim, Alemanha, e depois a guardou, não querendo que fosse mais executada, uma vez que o propósito para o qual ela havia sido escrita já havia passado. A obra só foi publicada em 1868, vinte e um anos após a morte do compositor, tendo sido catalogada como a sua quinta sinfonia – apesar de ser a segunda em ordem cronológica. Incomumente, a obra apresenta um grande número de citações de motivos e melodias provenientes de outros compositores. A introdução Andante em Ré Maior começa com o conhecido motivo de quatro notas do finale da Sinfonia Júpiter de Mozart, que leva à primeira menção em dinâmica suave do chamado “amém de Dresden”. Ainda no primeiro movimento, o andamento Allegro con fuoco em Ré menor é tempestuoso e de ímpeto forte, tendo sido construído sobre a estrutura da forma sonata. O segundo movimento Allegro vivace é um minueto e trio leve nas tonalidades de Sib Maior e Sol Maior, e o terceiro Andante é uma ária lírica relativamente curta em Sol menor. O último movimento se inicia com a citação do hino Ein feste Burg ist unser Gott ("Castelo Forte é o Nosso Deus") por uma flauta solo, se desenvolve num contraponto ao estilo de Bach, e finalmente toma conta do fechamento com uma nobre proclamação do hino na tonalidade inicial.

Por Elton Machado, University of Southern Mississippi�