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CENTRO UNIVERSITÁRIO AGES

GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISA INTERDISCIPLINAR EM


SAÚDE- GEPISA

KETLLE ALMEIDA BATISTA

PROCESSO DECISÓRIO EM FINANÇAS PESSOAIS À


LUZ DA TEORIA DA RACIONALIDADE LIMITADA, DO
PROSPECTO E DA UTILIDADE MULTIATRIBUTO:
ESTUDO BIBLIOGRÁFICO

PARIPIRANGA/BA
2018
CENTRO UNIVERSITÁRIO AGES
GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISA INTERDISCIPLINAR EM
SAÚDE- GEPISA

KETLLE ALMEIDA BATISTA

PROCESSO DECISÓRIO EM FINANÇAS PESSOAIS À


LUZ DA TEORIA DA RACIONALIDADE LIMITADA, DO
PROSPECTO E DA UTILIDADE MULTIATRIBUTO:
ESTUDO BIBLIOGRÁFICO

Pré projeto apresentado ao Grupo de Pesquisa


Interdisciplinar em Saúde – GEPISA do
Centro Universitário AGES.
Orientador: Prof (a) Dr./ Me. Saulo Pereira
Barros de Almeida.

PARIPIRANGA/BA
2018
SUMÁRIO

LISTA DE ABREVIATURAS

1.INTRODUÇÃO..............................................................................................................5

2.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.................................................................................8

2.1 Teoria da Racionalidade Limitada............................................................................9

2.2 Teoria do Prospecto.................................................................................................10

2.3 Utilidade Multiatributo............................................................................................12

3.OBJETIVOS.................................................................................................................14

3.1 Geral........................................................................................................................14

3.2Específicos...............................................................................................................14

4.MÉTODO.....................................................................................................................15

4.1 Procedimentos de Coleta e Análise de dados..........................................................15

5. RESULTADOS ESPERADOS...................................................................................17

6.CRONOGRAMA.........................................................................................................18

REFERÊNCIAS
LISTA DE ABREVIAÇÕES

Biblioteca Virtual de Saúde-Psicologia (BVS-PSI)

Fundo de Financiamento do Estudante de Ensino Superior (FIES)

ScientificElectronic Library Online (SciELO)


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1. INTRODUÇÃO

O ato de ingressar em instituições de ensino superior tornou-se uma realidade

mais próxima dos brasileiros por intermédio de medidas governamentais que lançaram

(e ainda lançam) propostas de financiamento estudantil à população. Sobre essa

realidade, o Programa de Financiamento Estudantil institucionalizou-se no Brasil a

partir de 1992, fazendo com que os indivíduos com reduzidas condições financeiras de

custear com recursos próprios pudessem usufruir deste sistema. Desde então, foram

sendo realizadas medidas de aperfeiçoamento do programa, atualmente correspondendo

ao Fundo de Financiamento do Estudante de Ensino Superior (FIES), em que o devedor

somente inicia o pagamento da sua graduação após um determinado período de

carência, ou quando, ao final do curso, o sujeito passa a possuir renda mensal.

De acordo esta responsabilidade que os cidadãos podem assumir, o presente

estudo busca responder como as pessoas tomam suas decisões em finanças pessoais à

luz das seguintes teorias: do Prospecto, de Kahneman e Tversky; da Utilidade

Multiatributo, de Wrigth e; da Racionalidade Limitada, de Simon. A partir do

processamento de informação realizado pelo ser humano em momentos que exigem

tomadas de decisão em finanças pessoais, busca-se compreender as análises construídas

por cada uma das teorias com foco nas circunstâncias de financiamento para adquirir

um serviço educacional, especificamente o FIES. Tendo em vista a possibilidade de

contradições entre o que as pessoas pensam sobre dinheiro, comprar, vender, poupar e

se endividar, em que desejam optar pelo que lhe for mais viável no momento (ou menos

custoso), e os comportamentos que manifestam, tornou-se necessária a investigação da

frequência de equívocos (vieses) nas estratégias de tomada de decisão.

Com a ascensão da Psicologia Cognitiva, proporcionou-se uma ampliação nos

conhecimentos já existentes acerca de como a espécie humana interage com o ambiente


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através dos processos mentais, tais como, as memórias, percepções, assim como o modo

que se constrói julgamentos em torno das informações obtidas no seu cotidiano, com

ênfase no âmbito das finanças pessoais. Desta forma, constata-se que condutas racionais

não ocorrem por completo, mas com certa parcialidade, uma vez que evidências da

realidade são percebidas e compreendidas de forma subjetiva, de acordo com cada

indivíduo, proporcionando convicções às escolhas, que por vezes, desconsideram nas

informações o seu conteúdo completo (FERREIRA, 2014). As propostas teóricas da

Racionalidade Limitada, do Prospecto e da Utilidade Multiatributo dizem respeito à

criação de estratégias que o organismo faz uso a fim de interagir com determinados

conteúdos, processando-os e tornando-os mais simples, como sistemas que facilitam a

tomada de decisão e evitam processos mentais mais complexos, que seriam os esquemas

de heurísticas e as mensurações dos itens que acarretam vantagens e desvantagens

(EYSENCK, 2017), de acordo com os recursos financeiros que o indivíduo dispõe.

O interesse em promover pesquisas nessa área parte da importância em explorar

e contrastar a compreensão da visão contemporânea da Psicologia em interface com a

Economia, enfatizando o comportamento do ser humano frente ao manejo das suas

finanças pessoais. Apesar da frequência com que decisões são tomadas diariamente,

envolvendo finanças e comportamento humano, as pesquisas nacionais encontram-se

em estado inicial de expansão, o que justifica investigações empíricas nesta área. A

confecção deste trabalho comporta um conhecimento ainda escasso no território

brasileiro a respeito dos aspectos que perpassam a tomada de decisão que grande parte

dos brasileiros está adotando, a partir das teorias mencionadas, a fim de satisfazer os

anseios de ingressar na universidade e gerenciar o uso de recursos financeiros.

Nesse direcionamento, este trabalho objetiva realizar um levantamento nas bases

SciELO (ScientificElectronic Library Online) e a BVS-PSI (Biblioteca Virtual de


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Saúde-Psicologia) e Google Acadêmico, nos últimos 20 anos, a partir das teorias da

racionalidade limitada, do prospecto e da utilidade multiatributo no intuito de

compreender o processo decisório dos indivíduos. Conforme essa premissa busca-se

compreender distanciamentos e semelhanças entre os referenciais teóricos da

racionalidade limitada, do prospecto e da utilidade multiatributo, assim como identificar

em quais revistas científicas ou periódicos os trabalhos encontrados foram publicados e

categorizar os resultados e discussões dos trabalhos encontrados.


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2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

De acordo com Ferreira (2014), a área de conhecimento denominada Psicologia

Econômica fundamenta-se em torno do debate interdisciplinar, que abarca tanto os

conhecimentos da Psicologia, como os da Economia. Ao considerar a crise econômica

vivenciada a nível mundial em 2008 e, consequentemente, houve o reconhecimento por

parte dos operadores da área econômica, sobre a ausência de um saber educativo, que

engloba diversas civilizações, na utilização de recursos financeiros. Este fato subsidiou

o início da exploração por respostas que fossem além da perspectiva tradicional vigente

que, fundamentada na teoria neoclássica, conceitua o ser humano enquanto Homo

Economicus, ou seja, aquele que age baseado em plena racionalidade.

Esta resposta passou a ser trabalhada com a ascensão da Psicologia Cognitiva,

pois se expandiu o interesse no estudo do comportamento intelectual que o ser humano

desempenha, a fim de compreender, a partir da estrutura cognitiva, como as pessoas

executam suas atividades ao longo da vida (EYSENCK, 2017). Baseado neste ponto de

vista, o ser humano conceitua-se enquanto organismo que realiza processamentos das

informações, de modo a constituir e reconstituir os seus conhecimentos (AZEVEDO,

1995), simplificando-os por meio de estratégias que englobam fatores de ordem

cognitiva e emocional. Estes produzem como efeito limitação parcial à capacidade de

tomar decisões de forma racional. Desta maneira, tornou-se evidente, segundo Eysenck

(2017) que as condutas nem sempre possuem caráter consistente e racional, como

acreditavam os agentes envolvidos com economia.

Sendo assim, os estudos interessados na interface das áreas Psicologia e

Economia têm mostrado crucial à produção de conhecimento (KATONA, 1975 apud

FERREIRA, 2014) em questões antes desacreditadas. Considerado como um pai para o


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campo da Psicologia Econômica, apesar de não ser o primeiro a utilizar a expressão,

Katona atuou na contramão da lógica vigente à época, proporcionando pesquisas

baseadas em levantamento de dados acerca dos hábitos de consumo que as pessoas

possuíam. Este forneceu subsídio à implementação em cursos e linhas de pesquisa,

principalmente nos países que possuem tradição ao estudo sobre Economia, despertando

o interesse à área referente (FERREIRA, 2014).

Para atingir a proposta deste trabalho, faz-se necessário apresentar as concepções

teóricas desenvolvidas ao longo dos anos, a saber: Teoria da Racionalidade Limitada,

Teoria do Prospecto e a Teoria da Utilidade Multiatributo. O intuito é destacar os

principais conceitos e critérios de cada uma delas, buscando apresentar semelhanças e

divergências, além de observar o foco que cada uma traz quanto à tomada de decisão

relacionada a finanças pessoais.

2.1 Teoria da Racionalidade Limitada

A Teoria da racionalidade limitada foi desenvolvida pelo psicólogo e economista

Herbert Simon em meados de 1950, ao considerar a tomada de decisões como sendo

uma atitude perpassada por limitações cognitivas a que o indivíduo está sujeito. Assim

como o mesmo propõe o uso do termo decisão satisfatória ao invés de razão,

entendendo que o organismo realiza suas escolhas optando por decisões que exijam

menos de processos cognitivos (e, consequentemente, esforço) e que lhe forneçam

satisfação às suas aspirações (BISSOTO, 2007). Sendo assim, ao invés de estruturar

tomadas de decisões de maneira complexa e plenamente baseada na racionalidade, o ser

humano designa a construção das suas atitudes e comportamentos a partir da utilização

de vieses específicos, direcionados conforme suas experiências prévias (ANDRADE et

al, 2007 apud MACEDO e FONTES, 2009).


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A concepção acerca da racionalidade limitada enfatiza que diversos fatores estão

constantemente a influenciar o processo decisório; isso a faz caminhar em oposição à

noção vigente à época, a qual se fundamentava na ideologia da racionalidade pura

(BAZERMAN, 2001 apud MACEDO e FONTES, 2009). Apesar de ter recebido o

Prêmio Nobel de Economia, Simon não recebeu tanto prestígio na área da economia

naquele momento (FERREIRA, 2014). De acordo com Bissoto (2007), a perspectiva

teórica da racionalidade do sujeito atuar com limitações, entende que os processos de

tomada de decisão devem ser estudados de forma abrangente, ou seja, em que seja

agregado aspecto da semântica, os quais envolvem a compreensão do ser humano

dentro de suas especificidades culturais. De modo que haja subsídios ao conhecimento a

respeito das suas ações, tendo em vista que a cultura na qual se está inserido interage

com fortes influências sobre o comportamento.

2.2 Teoria do Prospecto

Iniciada a partir de 1970, a Teoria do Prospecto ou Teoria da Perspectiva foi

desenvolvida por Daniel Kahneman e Amos Tversky, a partir de explorações acerca das

limitações cognitivas, por meio de estudos empíricos (TVERSKY & KAHNEMAN,

1974; KAHNEMAN & TVERSKY, 1979 apud FERREIRA, 2014). De antemão, esta

concepção sinaliza que outros fatores que são necessários para que haja compreensão a

respeito da escolha, tendo em vista que estas circunstâncias perpassam as escolhas, tais

como processos automáticos de percepção, juízo e emoção. Desta forma, fornece

possibilidade de que haja leitura sobre a contradição que os sujeitos vivenciam, por

comportar-se conforme perspectiva tida como satisfatória no momento da escolha,

entretanto posteriormente esta o coloca em condição de arrependimento (FERREIRA,

2014; MACEDO e FONTES, 2009).


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Com isso, Kahneman e Tversky (1979), citado por Macedo e Fontes (2009),

possibilita compreensão do denominado efeito framing. Este se refere a situações em

que a estrutura utilizada para a expressão da informação também produz influência ao

processo de tomada de decisão. Em contraposição a outras teorias que sugerem a

existência de racionalidade completa nas escolhas do indivíduo, esta concepção

caminha na perspectiva em que as formulações da questão age diretamente nas situações

decisórias, influenciando-a (KAHNEMAN e TVERSKY, 1979 apud MACEDO e

FONTES, 2009; MACEDO et al.,2007a apud MACEDO e FONTES, 2009; EYSENCK,

2017 ).

O modo como o sujeito processa as informações é atravessado por variados

fatores que atuam na produção de respostas, portanto, estas são passíveis a cometer

equívocos que podem desencadear em efeitos de ordem prejudicial no âmbito pessoal

ou de maneira mais ampla. Com isso, defende-se que o organismo humano está

vulnerável a limitações cognitivas e emocionais, em que estas podem gerar falhas nos

momentos em que ele está a processar as informações, assim com aspectos emocionais

que o sujeito vivencia, as questões perceptivas derivadas de grupos sociais e culturais na

qual o ser insere-se, as dissonâncias cognitivas que baseiam-se em fenômenos

desconfortáveis, estes induzem o organismo a lançar mão de estratégias a fim de reduzir

o conflito, o otimismo em exagero e os erros sistemáticos e o anseio do organismo em

viver momentos satisfatórios ao invés de analisar de forma complexa as circunstâncias

que geram angústias. Sendo assim, mecanismos que tendem a simplificar as decisões

tendem a enviesar o comportamento do sujeito, conduzindo-o ao erro (FERREIRA,

2014; EYSENCK, 2017).

Esta teoria reconhece o funcionamento mental do ser humano a partir dos

seguintes sistemas: Sistema 1, considerado como intuitivo e, Sistema 2, como


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deliberado (KAHNEMAN, 2002; KAHNEMAN, 2011 apud FERREIRA, 2014).

Composto por operações rápidas e simplificadas, o sistema 1 é compreendido pelo seu

caráter automático de tomar decisões, contemplando-se os efeitos de curto prazo, sem

análise das consequências. Enquanto isso, o sistema 2 é reconhecido por demandar

maior esforço do sujeito, sendo este formado por realizar um trabalho mais minucioso

sobre a compreensão acerca das decisões a serem tomadas, ele é tido como menos

utilizado pelos indivíduos por envolver processos de reflexão, maior flexibilidade e

controle.

Ao analisar as características dos dois sistemas é possível reconhecer que a

solução proposta pelos teóricos é de que o sistema 1 seja reeducado e que, de acordo

com as necessidades, e que o sistema 2 seja cada vez mais posto em exercício, a fim de

torná-lo mais recorrente a utilização dos indivíduos frente às situações cotidianas

(KAHNEMAN, 2002; KAHNEMAN, 2011, apud FERREIRA, 2014; KAHNEMAN,

2003 apud EYSENCK, 2017).

2.3 Teoria da Utilidade Multiatributo

Condições importantes geralmente envolvem processos nos quais o sujeito tende

a exigir mais de si próprio. Este deve analisar e compreender os aspectos que

atravessam a situação, tendo em vista que as respostas que forem emitidas irão

proporcionar consequências. De acordo com Wright (1984), citado por Eysenck (2017)

o indivíduo que toma decisões deve analisar os seguintes itens: identificar os atributos

relevantes para a decisão, decidir como ponderar esses atributos, listar as opções sendo

consideradas, pontuar cada opção para todos os atributos e obter uma utilidade total e

escolher aquele com maior peso total. Desta forma, o sujeito considera a perspectiva de

que as decisões devem passar por processos de análises, que conforme esta teoria, a
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compreensão dos aspectos componentes do processo irá decorrer da mensuração das

vantagens e desvantagens em optar por determinada decisão.

Descrever as circunstâncias é uma possibilidade coerente para que o ser humano

tome decisões satisfatórias com benefícios em longo prazo. Esta prática está atrelada a

teoria da racionalidade limitada por reconhecer que nem sempre o organismo toma

decisões de forma eficiente à situação enfrentada e, por isso utiliza-se da teoria da

utilidade multiatributo a fim de realizar mecanismos descritivos que forneçam um maior

treino da cognição, assim como melhores resultados nas escolhas, decorrente da

compreensão mais ampla diante de escolhas complexas (EYSENCK, 2017).


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3. OBJETIVOS

3.1 Objetivo geral

Realizar um levantamento nas bases SciELO (ScientificElectronic Library

Online) e a BVS-PSI (Biblioteca Virtual de Saúde-Psicologia) e Google Acadêmico, nos

últimos 20 anos, a partir das teorias da racionalidade limitada, do prospecto e da

utilidade multiatributo no intuito de compreender o processo decisório dos indivíduos.

3.2 Objetivos específicos

● Compreender distanciamentos e semelhanças entre os referenciais teóricos da

racionalidade limitada, do prospecto e da utilidade multiatributo.


● Identificar em quais revistas científicas ou periódicos os trabalhos encontrados

foram publicados.
● Categorizar os resultados e discussões dos trabalhos encontrados.

4. MÉTODO
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A presente pesquisa é caracterizada, de acordo com Gil (2002), como uma

pesquisa do tipo exploratório, considerando que objetiva proporcionar maior

familiaridade com o problema que está sendo desenvolvido, tornando-o mais evidente.

Com isso, pesquisador deve atentar-se a probabilidade em deparar-se com perspectivas

variadas a respeito da temática, para que possa conduzir um planejamento mais flexível

ao que está sendo proposto. Neste sentido, pretende-se compreender o tema em

discussão a partir de levantamento e pesquisa bibliográfica.

A principal vantagem nas realizações de pesquisas bibliográficas consiste em

permitir uma investigação mais abrangente. Sendo assim, a tendência é que o

pesquisador explore na literatura os conteúdos que são interessantes para o problema de

pesquisa que está sendo estudado (GIL, 2002).

4.1 Procedimentos de Coleta e Análise de dados

Os levantamentos de fontes bibliográficas mais comuns são de obras de leitura

corrente, mas existem outras matrizes tais como obras de referência, teses e

dissertações, periódicos científicos, anais de encontros científicos e periódicos de

indexação e de resumo (GIL, 2002).

Na construção desta pesquisa fez-se um levantamento nas bases SciELO

(ScientificElectronic Library Online) e a BVS-PSI (Biblioteca Virtual de Saúde-

Psicologia) e Google Acadêmico. Os materiais são filtrados pela disponibilização entre

os anos 1995 a 2017, a partir dos seguintes descritores: “tomada de decisão”, “finanças

pessoais”, “psicologia econômica”, “teorias da racionalidade limitada”, “teoria do

prospecto” e “teoria da utilidade multiatributo”.

Os resultados da pesquisa com fontes bibliográficas serão utilizados de modo

qualitativo para realização de análise dos dados, propondo-se a investigação das


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diversas perspectivas teórico-metodológica acerca da problemática trabalhada. De

antemão, faz-se caracterização das fontes com os principais aspectos teóricos do tema,

assim como uma análise comparativa, a respeito dos distanciamentos e das semelhanças

entre as teorias da racionalidade limitada, do prospecto e da utilidade multiatributo

(GIL, 2002).

5. RESULTADOS ESPERADOS
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A pesquisa bibliográfica caracteriza-se pelo levantamento de fontes da literatura

que têm sido publicadas até os dias atuais. Tendo em vista a escassez de trabalhos

voltados às áreas relacionadas à Psicologia Econômica, se considera a hipótese do

pesquisador deparar-se com um número pequeno de produções bibliográficas sobre esta

temática, assim como uma quantidade ainda mais baixa quando refere-se à

nacionalidade brasileira.

De acordo com os conteúdos que as três perspectivas teóricas abordam, há

possibilidade de haver mais textos acerca da teoria da racionalidade limitada, em

detrimento das outras duas, teoria do prospecto e utilidade multiatributo, por ter sido a

teoria pioneira na quebra de paradigma que a concepção neoclássica possuía.


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6. CRONOGRAMA

Passos/Meses Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out

Construção do projeto
x x X
de pesquisa

Levantamento
x x X x x x x x x
bibliográfico

Definição do problema
de
pesquisa/justificativa/ x X

objetivos

Introdução x X

Fundamentação teórica x x X

Construção de
instrumentos e x X X
procedimentos

Coleta de dados quali X

Coleta de dados quanti x x X

Análise de dados x x x X

Escrita de resultados x X

Discussão x X

REFERÊNCIAS
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AZEVEDO, Mário. Teorização da Psicologia Cognitiva segundo modelo de

Processamento de informação. Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 1995.

Data da impressão: 2013, novembro, segunda-feira.

BISSOTO, Maria Luísa. Auto-organização, cognição corporificada e os princípios da

racionalidade limitada. Ciências e Cognição, São Paulo, v. 11, 2007, p. 80-90.

EYSENCK, M. W.; KEANE, M. T. Manual de psicologia cognitiva. 7ª ed. – Porto

Alegre : Artmed, 2017.

FERREIRA, Vera Rita de Mello. Psicologia Econômica - Trajetória histórica e rumos

futuros. São Paulo, 2014.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ª ed. - São Paulo: Atlas,

2002.

SILVA MACEDO, Marcelo Alvaro da; VIVAS DA SILVA FONTES, Patrícia. Análise

do comportamento decisório de analistas contábil-financeiros: um estudo com base na

Teoria da Racionalidade Limitada. Revista Contemporânea de Contabilidade,

Florianópolis v. 6, n. 11, 2009, p. 159-185.