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Seu professor mentiu para você: Nazismo não


é de direita
O tema nazismo veio com força por causa dos protestos que sucederam na pacata cidade
universitária de Charlottesville, no Estado americano de Virgínia. A rede Globo como de costume,
desinformando seu telespectador chamando ”neonazistas” de direita ou extrema direita. Nazismo de
fato é de direita?

Por Heuring Felix Motta - 18 de agosto de 2017

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Imagem - história

Este artigo aborda três questões conectadas entre si, e não pretende ser exaustivo, muito menos
explorar cada ponto da semelhança entre nazismo e a esquerda. Mas eu convido você a ler antes de
discordar ou fazer qualquer comentário. Não podemos fechar a questão de um assunto sem antes do
exercício de examinar por nós mesmos cada detalhe daquilo que nos foi narrado. Leia com calma,
procure um tempo. Esse artigo foi montado com auxílio de dezessete autores, eu poderia ter usado
mais, o assunto é imenso. Mas para esclarecer a essência desta relação, por hora deu!

O tema nazismo veio com força por causa dos protestos que sucederam na pacata cidade
universitária de Charlottesville, no Estado americano de Virgínia. A rede Globo como de costume,
desinformando seu telespectador chamando ”neonazistas” de direita ou extrema direita. Nazismo de
fato é de direita?

Mentiram para mim e muito sobre o nazismo. Sim, aprendemos nas escolas, universidades, mídias e a
grande maioria dos livros que fazem a narrativa da segunda guerra mundial.Segundo todos eles, o
nazismo foi à extrema direita! Mas isto de fato é verdade? O nazismo se configura como uma política
de direita?

Muitos livros de história afirmam que sim, mas também existem uma boa gama de historiadores que
refutaram essa ideia de maneira imparcial. Um deles é “Stalin´s War”, de Ernst Topitsch. Topitsch
argumenta que Stalin possibilitou o crescimento do nazismo de duas maneiras: Investindo em
armamentos e financiando ações de maneira oculta. O Pacto Hitler-Stalin de agosto de 1939 – que
concedeu a Hitler cobertura do Exército Vermelho na frente oriental – foi destinado a incentivar Hitler
para abrir hostilidades. Stalin ficou fascinado com a invasão alemã da França. A “guerra imperialista”
finalmente havia estourado a sério; Stalin intensificou as entregas de matérias-primas para a
Alemanha.

Sobre Adolf Hitler e o surgimento do nazismo

Mas vamos voltar um pouco antes da segunda guerra mundial. Quando a primeira Guerra Mundial
cessou Hitler era um jovem desolado, frustrado com a derrota da Alemanha, ele participava na guerra
como mensageiro e seguiu trabalhando no exército. Como não tinha mais guerra, iria ser dispensado
do trabalho e foi ai que aceitou fazer um papel de espião, que vigiava mais de 70 grupos nacionalistas
e pequenos partidos socialistas na Baviera. No dia 12 de setembro de 1919, ele foi assistir a um
encontro do Partido dos Trabalhadores Alemães ( O PT da Alemanha). Esse partido era composto por
membros que sempre formavam frentes socialistas: Operários, funcionários de baixo escalão –
membros que sempre formavam frentes socialistas: Operários, funcionários de baixo escalão –
membros da estação ferroviária da cidade. As pautas do PT da Alemanha eram as mesmas pautas
dos grupos comunistas do mundo inteiro: Lutava contra a especulação financeira, as grande
corporações, ocidentalismo e o capitalismo exploratório. Bom, além de socialista o PT da Alemanha
era nacionalista e antissemita. Eles culpavam os judeus por lucrarem com a guerra. Neste ambiente
fervoroso, o jovem Hitler foi moldado. Hitler não queria uma divisão da Alemanha como pretendiam os
membros do PT, ele queria uma unidade nos povos de língua alemã formando assim a grande pátria.
Por ser habilidoso em oratória, logo se tornou um dos diretores do PT . O PT usava a mesma forma
de operação dos partidos de esquerda do mundo: Panfletagem nas portas das empresas e fábricas,
discursos contra o capitalismo e o imperialismo, sempre visando os trabalhadores e jovens. O Grupo
em seguida mudou o nome de PT para PNS (Partido Nacional Socialista). Então nasceu de fato o
nazismo. Os fardas pardas, tentaram tomar de assalto ”O Putsch da Cervejaria” ou Putsch de
Munique. Foi uma tentativa falhada de golpe de Estado de Adolf Hitler e do Partido Nazista contra o
governo da região alemã da Baviera, ocorrido em 9 de novembro de 1923. O objetivo de Hitler era
tomar o poder do governo bávaro. Hitler foi preso e o nazismo caiu em esquecimento por um bom
tempo.

Hitler era um populista, quando saiu da prisão percebeu que teria que tomar primeiro a direita da
Alemanha para possibilitar sua chegada ao poder. E foi assim que ele conseguiu. Ao sair da prisão,
elegeu a maior bancada de parlamentares, tendo o PNS maioria para eleger um chanceler. Tudo com
financiamento da direita e dos empresários. No momento que foi nomeado chanceler, Hitler realizou
vários assassinatos na Alemanha. Conhecida como ”A Noite das Facas Longas” ou ”Noite dos Longos
Punhais” foi um expurgo que aconteceu na Alemanha Nazista na noite do dia 30 de junho para 1 de
julho de 1934, quando a facção de Adolf Hitler do Partido Nazista realizou uma série de execuções
políticas extrajudiciais logo após seu líder tornar-se chanceler da Alemanha. Os maiores alvos do
expurgo foram membros da facção strasserista do partido, incluindo seu líder, Gregor Strasser. Entre
as vítimas também estavam proeminentes conservadores antinazistas,(como o ex-chanceler Kurt von
Schleicher e Gustav Ritter von Kahr, que havia suprimido o Putsch da Cervejaria de Hitler em 1923) e
direitistas. Muitos daqueles que foram mortos pertenciam às lideranças da Sturmabteilung (SA), uma
das organizações paramilitares do partido chamada de “camisas pardas”. A direita e a esquerda
ascenderam o Führer. Vítimas do próprio monstro que ajudaram a levantar. Dinheiro da direita e de
Stalin mais militância da esquerda. Lembrando que o canibalismo político é natural dos movimentos
socialistas. O próprio Stalin quando subiu ao poder mandou matar seus companheiros, membros do
partido, inclusive o Trostsky que era seu companheiro de revolução. Hitler instalou seu projeto
socialista, usou os dois lados para subir o poder e devorou os dois. O restante da população e de
empresários, religiosos ou foram expulsos ou jogados e campos de extermínios – ou domesticados!
Isso nos faz lembrar alguns regimes da América Latina ,e, inclusive a chegada do PT de Lula na
presidência da república brasileira. A esquerda que se beneficia do capitalismo e dos empresários, da
religião e da classe média para implantação da pátria mãe…seu poder central.
Nazismo e comunismo; nacionalismo e internacionalismo, lados opostos, mas irmãos na ideologia
socialista. Como bem disse Leandro Narloch em seu livro ”Guia Politicamente Incorreto da História
Mundial”: ”Ambos queriam varrer a ordem capitalista do mundo para criar um mundo perfeito, sem
conflitos de classe – e nenhum deles via problema em matar alguns milhões e alcançar sua versão de
paraíso terrestre”.

Ao fim da Segunda Guerra Mundial, o nazismo foi derrotado. A União Soviética de Stalin ficou do lado
vitorioso e construiu uma narrativa de que o nazismo era de direita, para se livrar
do monstro que alimentou, nutriu e fez crescer. Isso se tornou um dogma nas Universidades e
Escolas de todo mundo.

O Que define um sistema político como esquerdista?

Mas o nazismo foi um sistema político de direita ou mais uma faceta do socialismo? O que define um
sistema político como socialista e de esquerda é a substância! Apesar do socialismo anteceder as
grande revolucões genocidas como: Comunismo, fascismo e nazismo.Foi o socialismo que produziu
tais sistemas. Qual é a substância do socialismo? É essencialmente utópica, realizar no futuro um
paraíso na terra que promova o bem-estar social de todos, igualdade, justa e ”perfeita”. Os meios
podem ser diferentes, seja através da raça, do Estado ou do proletariado. Na busca pela realização
deste utópico paraíso ( impossível de se realizar) toda guerra é justificável, todo genocídio celebrado,
a diferença é que no comunismo não escondia os massacres, eles celebravam como parte do
processo revolucionário. Mas em essência tanto o nazismo como o comunismo são socialistas e por
consequência, esquerdistas!

Corrigindo a história

Já existem uma boa gama de historiadores publicando de forma imparcial a verdade, posso citar
alguns: Vladimir Tismaneanu, Alain Bensaçon, Richard Overy. Apesar do assunto ser complexo e
polêmico é preciso desconstruir a narrativa histórico-marxista que fez ao longo dos anos.

Nazismo não é de direita por muitas razões, mas vamos citar algumas:

Em primeiro lugar: A maioria dos historiadores seguiram a linha que chamamos de historiografia
marxista. Portanto, impossível de ter uma análise imparcial;Em segundo lugar, ódio pelos judeus
produzido tanto no nazismo como o comunismo, os dois são movimentos esquerdistas.

Veja esse quadro:


Vamos aos fatos em relação aos judeus:

1-A experiência nazista: Expropriação de propriedade dos judeus; condenação sem julgamento;
câmera de gás ou fossa imediata para mulheres e crianças e os inaptos para o trabalho; as operações
móveis de assassinato;

2- A experiência comunista: Expropriação ( primeira medida do poder do comunismo);


Concentração, as operações móveis de assassinato; a deportação, centros de extermínios (Gulags).
Só um detalhe, o item ” as operações móveis de assassinato, significa que tanto nazistas como
comunistas assassinaram em suas casas e sem julgamento: judeus, ucranianos, siberianos, asiáticos
da parte central Essas são as semelhanças dos dois regimes em relação aos judeus. Lembrando que
Stalin entregou centenas de judeus ao nazismo e colocou milhares em suas Gulags.

Modo de operação de extermínio:

Tanto o nazismo como o comunismo usaram sistemas de recenseamento e coletivização para


execução em série, impessoal ou pessoal, por bala na nuca desovavam cadáveres em grandes covas
ou roldana de caminhões. Mesma forma de operação ( parecia até combinado entre os dois
países)também empregavam–se caminhões a gás.
O socialismo e a revolução francesa

O socialismo é por natureza totalitário. Vamos citar por exemplo as colunas da Revolução Francesa.
Igualdade, liberdade e Fraternidade (Liberté, Egalité, Fraternité).O lema da revolução francesa é
totalmente utópica. Não se proclama as três colunas sem impor a força. Primeiro, porque ninguém
pode ser livre totalmente, imagine o caos que seria essa plena liberdade sem responsabilidade;
segundo, muito menos igual a todo mundo, seria um estupro a natureza humana, já que cada ser
humano tem sua particularidade, sua individualidade – uns são gênios, outros inteligentes – outros
esforçados – outros burros; terceiro, é impossível nesta vida ser fraterno com todo mundo, como
vivemos um estado de imperfeição, de um corpo e alma manchada pelo finito, limitado, em estado de
queda, nesta vida é possível conviver com todo mundo, tolerar, mas impossível de conviver com cada
pessoa de forma fraternal. Na realidade cada item do lema é um antagonismo do outro. Como fizeram
os revolucionários? Em nome da liberdade, igualdade e fraternidade impôs o terror e através de
assassinatos, destruiu a monarquia, burguesia e ao clérigo, não se conteve, e mandou matar até os
seus companheiros, como foi o caso de Robespierre. E a liberdade, igualdade e fraternidade? Nunca
se realizou na França! Edmund Burke escrevendo uma carta para um amigo que extasiado vivia a
revolução francesa de 1789, disse o seguinte: ”Em nome da liberdade, igualdade e fraternidade se
implanta a violência e a desordem, existe algo de errado nisso, isso não é correto, não é prudente!”.

O socialismo na prática

As revoluções sociais sempre revelam a sede do homem em promover um estado perfeito, mas como
é imperfeito e levado pela correnteza depravada do sentimento de grandeza, ele tentar realizar de
forma obsessiva sua utopia, e a história nos diz que sempre acaba tudo em terror, sofrimento, miséria,
genocídio. Concordo com Russel Kirk: Esquerdistas e os radicais, são imprudentes, pois se lançam
impetuosamente em direção aos próprios objetivos, sem dar muita atenção ao risco de novos abusos,
ainda piores que os males que esperam debelar”.

O nazismo jamais pode ser considerado de direita. O nazismo não era a favor do liberalismo
econômico, pregava o fim do capitalismo, e o agigantamento do Estado e era a favor desarmamento.

Veja:
Adolfo Hitler em seu discurso de 1 de maio de 1927 disse: ”Nós somos socialistas, somos inimigos do
sistema econômico capitalista vigente, que explora os economicamente fracos com seus salários
injustos, com sua divisão indecorosa dos seres humanos com base em sua riqueza ou pobreza, em
vez de sua responsabilidade e performance, e estamos determinados a destruir esse sistema sob
quaisquer condições”

Caro leitor, pense comigo agora. Se hoje esse discurso de Hitler fosse proferido aqui no Brasil, pelo
PT, PSOL ou PCdoB, você diria que isso é socialismo…que representa as pautas da esquerda.

A política nazista foi a esquerda em seu clímax. Na tentativa de realizar um paraíso da raça ariana,
usou de todos os meios imprudentes para abusar, torturar e exterminar não somente judeus, a todos
os que se posicionaram contrários a utopia do Partido Nacional Socialista. O comunismo fez a mesma
coisa! Lênin, Stalin usou de todos os meios para materializar a utopia delirante. O resultado final é
que o século XX foi banhado de sangue como nunca se viu na história da humanidade. Não podemos
repetir a história. Pense!

Referências bibliográficas

1- Ascensão e Queda do Comunismo – Archie Brown – Record


2- Ascensão e Queda do Terceiro Reich – William L. Shirer – Ed. Civilização Brasileira S.A
3- A Infelicidade do Século: sobre comunismo, nazismo e a unicidade da Shoah – Alain Bensançon –
Bertrand Brasil
4- A loucura de Stalin – Constantine Pleshakov – DIFEL
5- A Política da Prudência – Russel Kirk – É Realizações
6-Camaradas – Robert Servic – DIFEL
7- Diário de Berlin Ocupada, 1945 – 1948 – Ruth Andreas-Friedrich – Editora Globo
8-Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo – Leandro Narloch – LeYa
9- Mentiram e Muito Para Mim – Flavio Quintela – Vide Editrial
10- “Fascismo de esquerda” -Jonah Goldberg – Record
11- Nazismo e Guerra – Richard Bessel – Objetiva
12- O livro de Ouro das Revoluções – Mark Almond – Harper Collins
13-“Os intelectuais e a sociedade” -Thomas Sowell – É Realizações
14- Os ditadores: A Rússia de Stalin e a Alemanha de Hitler – Ed. Jorge Olympio
15- O livro Negro do Comunismo – Stéphane Courtois, Nicolas Werth, Andrzej Paczkowski, KAREL
BARTOSEK, JEAN-LOUIS PANNE, Jean-Louis Margolin -Editora: Harvard University Press
16- Stalin´s War: A Radical New Theory of the Origins of the Second World War – Ernst Topitsch
17- Usos e Abusos da História – Margaret Macmillan – Record
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