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INSTITUTO EDUKAR – 18.484.

524/0001-60
Autor: Pr. Elvys Tierney Santos Marinho

MANUAL DO CURSO
AVANÇADO DE
TEOLOGIA

Pr. Elvys Tierney Santos Marinho

Todos os direitos autorais desta obra estão assegurados. Não faça reprodução da mesma sem
nossa autorização por escrito, caso contrário, será passível de sansões judiciais.
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Os Sete Cânceres do Mundo

Nasceu o mundo humano

tal qual bem gerado menino.

Aleitado com divinos princípios,

do Pai nunca faltou-lhe o aviso:

a felicidade nos seus sábios desígnios,

ou o castigo se optar pelo iníquo.

No vasto vale de sua historia

os humanos, em sua maioria,

optaram por traçar sua história,

em tudo, no que é mulher ou homem,

no se dar e receber, extinguir e dar nomes.

Assim, o mundo incauto taxa de preconceitos

todos sagrados preceitos do Pai Perfeito.

Afastado do aleitamento divino

o mundo crescido está debilitado.

Seu organismo, de céu, está desnutrido.

Enganado e convencido com vis benefícios

o mundo está, febrilmente, acometido

de dois cânceres, inveja e arbítrio inconsequente,

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já oferecidos no início pela serpente.

De tanto desamor explodiu o tumor,

gerando cinco outros vulcões de horror:

violência, fome e corrupção,

o romano chuveiro de nomes para devoção,

calçado na transgressora inclusão

de livros apócrifos da papal reinação

ao bíblico contexto de divinal outorgação

e a radical contramão ao cristianismo

com o “viva o homossexualismo!”,

o ainda sodomita sexo-amorfismo.

No apagão de amor

adubado foi o tumor

que nem a todos contagiou.

Se na socialização do despudor

pelo descaminho a maioria optou,

a menor parte fazendo sua parte,

a cristã esperança renovará a humanidade?

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CURSO AVANÇADO DE TEOLOGIA

Sumário

1- Metodologia Científica
2- Introdução à Filosofia
3- Introdução à Sociologia
4- Português
5- Geografia Bíblica e História dos Judeus
6- História da Igreja
7- Missiologia
8- Homilética
9- Hermenêutica e Exegese
10- Apologética
11- Heresiologia
12- Filosofia Cristã
13- Princípios da Liderança Cristã
14- Bibliografia Recomendada

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Metodologia Científica

1- Introdução:

É a disciplina que discorre sobre o modo de estudar e pesquisar a


partir do rigor científico, bem como regras e princípios para
elaboração de trabalhos científicos, acadêmicos e outros
(Academus foi o filósofo que fundou a primeira faculdade).

• Methodos + Logia

Gr. Gr.

Caminho Estudo

Percurso Tratado

Portanto, Metodologia Científica: é o estudo do caminho científico


(em busca do saber), Método (Gr) – Caminho para se chegar a um
fim. A Metodologia Científica trata especialmente do conhecimento
científico, ou seja, aquele adquirido através de experimentos,
observações e testes, portanto, acadêmico. Porém existem outros
tipos de conhecimentos, a saber:

• O Religioso ou teológico: doutrinas religiosas


• O Filosófico: especulações, desenvolvimento da razão,
lógica (A Filosofia é considerada a mãe de todas as ciências)
• Senso comum: é o conhecimento popular, baseado na
cultura; a ciência pode comprovar ou refutar.

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• Artístico: é o saber e/ou habilidade que conduz o


homem à produção das artes.

2- História do Desenvolvimento da Científica

Começou na Grécia Antiga, pois a Grécia é o berço principal da


cultura e conhecimento ocidental no que tange ao conhecimento
científico. O medo dos fenômenos da natureza levou à mitologia,
uma forma de explicar tais fenômenos e driblar tal medo. Contudo,
pensadores, como Pitágoras, passaram a fazer perguntas,
questionamentos, o que gerou a filosofia, a qual, por sua vez,
mediante as respostas obtidas gerou a ciência.

Medo

Mito

Filosofia

Ciências

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3- O Método Científico

São os métodos usados para se chegar a uma conclusão, a uma


verdade científica. São eles:
• Indutivo/Indução (Parte do particular para o geral) Ex.: Se
meu cachorro é carnívoro, todos os cachorros o são.
• Dedutivo/Dedução (Parte do geral para o particular) Ex.: Se
todos os cachorros são carnívoros, o meu também o é.
• Intuitivo/Intuição ou Hipotético-Dedutivo (Percepção
imediata sem necessitar passar pelo experimento). É baseado
na experiência do sujeito pesquisador, sendo, assim, um
conhecimento empírico (baseado na experiência).

4- Abordagem Científica
A abordagem científica vai definir que instrumento de coletas de
dados o pesquisador irá usar em sua pesquisa:
• Quantitativa: Analisa e se preocupa com a quantidade
dos dados pesquisados, ex.: índice de popularidade de um
presidente da república. Usar-se-á, por exemplo, um
questionário simples e objetivo (algo exato e definido);
• Qualitativa: Analisa e se preocupa com a qualidade
(aprofundamento) dos dados pesquisados, ex.: quais as
queixas apresentadas pela população que explicam a
impopularidade do presidente da república. Usar-se-á, por

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exemplo, uma entrevista detalhada e subjetiva (indefinidas


e particulares).

5- Tipos de Pesquisa
Refere-se à fonte que será usada para extrair os dados da pesquisa
e então se chegar a conclusão. Eles são:

• Bibliográfica: pesquisa-se utilizando livros, artigos,


monografia, dissertação, tese, etc.
• De Campo: pesquisa-se indo a campo. Ex.: Pesquisar
sobre os índios, visitando aldeias indígenas.
• Estudo de caso: analisa-se (estuda) um determinado
caso, história, acontecimento, etc.

6- A ABNT (Associação Brasileira De Normas


Técnicas)

Trata-se de um órgão que delimita as regras e padrões para os


trabalhos científicos, escrita de livros, monografias, artigos e outros.
As principais regras para um trabalho científico feito no computador
são:

• Fonte Arial ou Time New Roman


• Espaçamento Entre Linhas
• Capa, Contracapa, Folha De Rosto
• Resumo que deve estar em português e inglês ou espanhol

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• Citação: é quando citamos em nossa obra, a idéia, frase,


ou outros de um determinado autor. O tamanho da fonte
deve ser 11 Ou 10,5, com recuo de 4 Cm do Texto, espaço
entre linhas simples e com indicação da fonte: sobrenome
do autor em caixa alta, nome do autor, ano da obra e
página, ex.: (MARINHO, Elvys, 2010, P. 09).
• Referências Bibliográficas: no final da obra deve constar as
fontes bibliográficas, caso haja, em que foram pesquisados
os dados.

Faça uma pesquisa sobre os itens abaixo:

• Citação De Citação É Quando Um Autor Cita Outro Autor


• Citação Direta
• Citação Indireta
• Espaçamento

7- Técnicas De Estudo
Para que se tenha um bom aproveitamento nos estudos é
imprescindível que o estudante siga os conselhos abaixo:

• Horário e local fixo e silencioso


• Estar hidratado e alimentado
• Descanso de 30 min. após 50 min. de estudos
• Organização, sistematização
• Leitura Sintética: fazer uma leitura geral, ou seja, de um
todo

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• Leitura Analítica: é aquela que observa os detalhes,


pormenorizada.

8- Tipos de Textos Científicos

• Dissertação: Redação abordando um tema, analisando-o a


partir da opinião pessoal do redator.
• Resumo Crítico ou Analítico: Resumir um texto, artigo ou
obra qualquer, mas, colocar uma opinião pessoal do redator.
Fazer uma análise crítica.
• Resumo ou Síntese: Só resumir um texto, obra, sem colocar
a opinião pessoal, sem análise crítica.
• Fichamento: É um fichário, colocam-se apenas palavras ou
frases que contenham as idéias e informações principais da
obra, anotando ao lado o número da página.

Para elaborar esses tipos de texto, é necessário partir da IM ou


IC; IM: Idéia mãe ou mestra; IC: Idéia central.

9- Categorias Das Ciências

• Ciências Exatas: Matemática, Química, Física, Etc.


• Ciências Humanas: História, Geografia, Português, Etc.
• Ciências Biológicas: Biologia, Medicina, Psiquiatria.

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10- Etapas Do Conhecimento Científico

Para se chegar a uma conclusão científica, ou seja, a uma verdade


universal, comprovada, é necessário seguir a rigor o seguinte passo
a passo abaixo:
• Hipótese: Uma idéia, sugestão, suposição, sentença;
• Teoria: Uma explicação razoável para a idéia ou sugestão;
• Experimento: Testes, em laboratórios ou outros;
• Lei: Quando essa explicação (teoria) é comprovada ou
reprovada, cujo resultado se torna ciência, uma conclusão
científica, uma verdade universal.

11- Diferença entre Dados, Informação e


Conhecimento:

Dados: não transmitem uma mensagem, um recado, uma


sentença, uma frase;

Informação: transmite uma mensagem, um recado, uma sentença,


uma frase;

Conhecimento: transmite uma mensagem, um recado, uma


sentença, uma frase e ainda é aplicável e útil para aquele que o
recebe.

Observe:

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Etapas Exemplo
Dados Preta, Camisa, Etc.
Informação A Camisa É Preta
Conhecimento Camisa Preta Absorve Mais
Calor

12- Monografia

Monografia – Mono (um), grafia (escrita). Monografia escreve sobre


um único tema, ou um assunto.

Passos para o desenvolvimento científico da


monografia

Tema: A orelha direita de Malco:

• Problema - pergunta – Ex.21:5-6, Lv.8:23-24, Mt.25:33.

Ex. Qual a intenção de Jesus em repor a orelha de Malco no


lugar.

• Hipótese – é algo que não esta comprovado.

Ex. Não deixar ele perder a audição e demonstrar o perdão.

• Pesquisar

- Campo – entrevista
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- Bibliográfica (livro, biblioteca, bíblia)

- Estudo de caso (caso em particular)

- Documental (pesquisar em documentários)

• Conclusão – Generalização. É a resposta para a pergunta


inicial.

Ex.: Jesus quis mostrar a Malco que o amava e que estava


sempre pronto a perdoá-lo.

Componentes da Monografia:

• Elementos pré-textuais

- Capa – Tema

- Contra – Capa

- Agradecimento

- Sumário

• Elementos Textuais

- Introdução

- Capítulos

- Conclusão

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• Elementos pós-textuais

- Referencias bibliográficas

Citação de outros autores na monografia:

Afastar 4 cm da margem e diminuir a fonte da letra. Coloca-se o


sobrenome do autor da citação e a data em que foi escrito o livro.
Também se coloca a página do livro onde está a citação do autor
Todas estas informações se coloca entre parênteses.

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Introdução à Filosofia

1- Introdução

A palavra filosofia nasceu na Grécia, a.C, sendo composta por duas


outras: Philo e Sophia. Juntas significam: amizade pela sabedoria
ou pelo conhecimento. A filosofia é a mãe de todas as ciências
(exceto da teologia), pois deu origem ao desenvolvimento do uso da
razão, do pensamento lógico e sistemático da realidade natural e
humana. A filosofia nasceu a partir do questionamento.

2- Grandes Filósofos

Sócrates

Sócrates (século V-IV a.C) foi um dos grandes e importantes


filósofos, o qual costumava dialogar com os jovens em praça
pública lançando questões sobre a conduta humana, a saber: o que
é a justiça, o bem, a verdade. Este método socrático consistia em
dar à luz as idéias como se fosse um parto (Parto das Idéias
através da Maiêutica e Ironia). Este método socrático instigava
sujeito a pensar por si mesmo e alcançar a sabedoria e o
conhecimento. Ele Morreu 399 a.C., envenenado sob a condenação
de corromper juventude:

Maiêutica é o método praticado por Sócrates (cuja mãe, Fenáreta, era


parteira) para “fazer nascer os espíritos dos pensamentos naqueles que os
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possuem sem o saber”. Em Menão, Sócrates apresenta sua “arte”: “não


existe ensino, e sim recordação (...); eu não lhe ensino nada, e tudo o que
faço é questionar (...); naquele que não sabe, existem a respeito das coisas
que ele acredita desconhecer, pensamentos verdadeiros a respeito das
coisas que ele não conhece (...); não é por não ter recebido de alguém
algum ensinamento, mas principalmente por ter sido questionado que ele
adquirirá conhecimentos, retomando, de dentro de si mesmo, o
conhecimento que ele mesmo se dá... A “ironia socrática” mostra sua ação
de interrogar fazendo-se de ignorante. Maiêutica e ironia se inscrevem na
oralidade do diálogo, em sua dialética. Para Sócrates, seu fundamento é a
reminiscência (relembrar): o conhecimento nada mais é do que uma
recordação; o diálogo conduz a uma anamnese, a um trabalho sobre o
próprio saber, mas também se fundamenta ontologicamente (a noesis).
(MORANDI, Franc, Introdução à pedagogia, pg. 37).

Pitágoras

Outro grande filósofo foi Pitágoras de Samos, que viveu no século


V a.C., responsável pela invenção da palavra filosofia. Pitágoras
conjecturava sobre os três tipos de pessoas que compareciam aos
jogos olímpicos, jogos importantes na Grécia antiga. Essas três
pessoas eram:

• Os comerciantes: estando ali por interesses,


• Os atletas: que iriam competir;
• Os telespectadores: que iriam assistir aos jogos e
competições.

Esses terceiro tipo de pessoas, Pitágoras os comparava aos


filósofos. Com isso queria dizer que o filósofo não é movido por
interesses materiais, nem atraído pelo desejo de competir e sim
pelo desejo de saber .

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Tales de Mileto

Tales de Mileto é considerado o primeiro dos filósofos no sentido


cronológico.

Platão e o Mito da Caverna

Platão, discípulo de Sócrates, relata em sua história fictícia: “Mito da


Caverna “ou Alegoria da Caverna”, sobre certos prisioneiros que
viviam na caverna e ficavam com os pés e pescoços acorrentados,
só conseguindo escutar ecos dos sons que viam de fora e ver
sombras na parede da caverna através duma fogueira que ficava
acessa. Os prisioneiros não percebiam o que estava em volta deles,
principalmente do lado de fora. Contudo, um desses prisioneiros se
solta, conhece o mundo do lado de fora da caverna e ao voltar para
avisar aos seus amigos acorrentados que existia um mundo melhor,
maior e real do lado de fora, se depara com a incredulidade desses,
que acreditavam que a vida e que o mundo se resumia naquela
humilde caverna. A moral desta alegoria consiste em enfatizar a
importância do conhecimento, o qual liberta, e malefício da
ignorância, a qual ilude e escraviza.

Aristóteles

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Aristóteles, discípulo de Platão, diferenciou os seres entre:


animados dos inanimados. Os primeiros possuem alma (vida) Ex.:
animais, vegetais; o segundo não, ex.: pedra, água.

3- Os Três Ramos da Filosofia

Os três ramos da filosofia são:

• Ontologia: termo de origem grega (onto= ser) trata-se do


estudo do ser, da essência ou da existência das coisas.
Deste ramo surge a principal pergunta da filosofia: de onde
vim, quem sou e para onde vou;
• Epistemologia: do grego: episteme, é o estudo do
conhecimento;
• Ética: é estudo do comportamento moral do homem e
também dos animais.

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Introdução à Sociologia

1- Introdução

Sociologia é a ciência que estuda a sociedade.

Um dos postulados mais importantes discutidos neste campo do


saber é concernente a família. A família é considerada a célula da
sociedade e sem ela, a família, a sociedade se desfaz.

2- Karl Marx

Dentro do estudo sociológico destacam-se alguns teóricos que


marcaram este campo do saber. Dentre eles podemos destacar Karl
Marx. Este grande pensador escreveu uma obra intitulada: O
Capital, na qual ele discorre sobre conceitos como: luta de classes
e Mais Valia. Como luta de classes, Karl Marx discute a relação
entre a burguesia e o proletariado, ou seja, entre a classe
dominante e o povão, que se configura como a classe dominada.
Para ele, a primeira impede a ascensão da segunda, promovendo
nesta a alienação, que consiste num estado de ilusão, de engano
por parte do proletariado, o qual, enganado pela burguesia, acredita
estar sendo bem assalariado, por exemplo, mas que na verdade o
que acontece é um sistema de exploração. É a este sistema de
exploração de mão de obra barata que Karl Marx nomenclatura de

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Mais Valia, ou seja, a mão de obra de um funcionário custa 100,00,


porém, só lhe é pago 50,00, ficando o excedente para o patrão.

3- Formas de Governo

A sociedade é composta por inúmeras instituições e sistemas


dentro das esferas políticas, religiosas, econômicas, dentre outras.
Com relação às formas de governo mais comuns no mundo, pode-
se destacar a: monarquia e a democracia. A anarquia (sem
governo, sem lei) e oligarquia (governo de poucos) seriam outras,
porém, de influência menor dentro do cenário mundial.

Monarquia, do grego: mono; significa: governo de um só. É o


sistema governamental baseado nos imperadores, reis, monarcas.
A autoridade é passada de geração a geração, ou seja, é
hereditário.

O termo democracia significa: governo do povo (demo: povo, cracia:


governo, terminologias gregas). É a forma adotada em muitos
países, como no Brasil e nos E.U.A (Estados Unidos da América),
sendo este último o país mais democrático do mundo, onde o ato de
votar é facultativo.

Demo= Povo
Governo Do Povo
Cracia= governo

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4- Sistemas Econômicos

Os sistemas econômicos vigentes em cada país também são alvos


de estudo da sociologia. Dentre os sistemas econômicos mais
influentes no mundo, pode-se citar: o capitalismo e o socialismo,
sendo que deste último deriva o comunismo.

Por capitalismo se compreende o sistema econômico que visa lucro


e a propriedade privada, enquanto que o socialismo preza pelo
poder estatal e distribuição igualitária da renda entre os habitantes
do país. Já o comunismo é uma forma mais rigorosa do socialismo.
Convém ressaltar que Karl Marx era contrário ao capitalismo.

A guerra Fria foi um conflito entre os países capitalistas e


socialistas. O primeiro grupo governado pelos Estados Unidos
(E.U.A.), sendo que o segundo grupo era comandado pela União
Soviética. Os países de primeiro mundo, são os países capitalistas
desenvolvidos e os países de terceiro mundo, são os países
capitalistas subdesenvolvidos. Quanto aos países de segundo
mundo, refere-se aos países socialistas.

5- Culturalização

Ainda, dentro do estudo sociológico, discute-se o elemento: cultura.


Por cultura se entende todo o hábito, costumes e crenças de um
determinado povo. O homem faz cultura e é feito por ela; a este
processo dá-se o nome de culturalização. As Tics: tecnologia da
informação e comunicação tem grande influencia nos hábitos
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sociais. Vejamos alguns conceitos que esclarecem alguns


elementos e fenômenos culturais:

• Paradigma: uma idéia coletiva equivocada. Ex.: negro não


pode ser rico.
• Quebra de paradigma: quando se vence o paradigma
mediante o conhecimento e superação. Ex.: Negro pode ser
rico.
• Estereótipo: uma idéia equivocada a respeito de uma
pessoa ou ser em particular. Ex.: quem é negro é feio.

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Português

1- Introdução

Muitos erros são cometidos por cristãos, inclusive por pregadores,


no que concerne a interpretação e exposição bíblica, como também
com relação ao próprio ato oficial de pregar.

Isto nos mostra o quão importante é conhecer as regras gramaticais


da nossa língua materna, para que possamos evitar interpretações
equivocadas concernente ao texto bíblico. Infelizmente, esta
questão é ignorada por muitos, acreditando estes que somente
através da ‘’revelação do Espírito Santo’’, se pode compreender
completamente o sentido exato das passagens bíblicas, sem
necessitar de um domínio ao menos razoável da gramática.

2- Erros mais freqüentes no meio evangélico

Nas linhas abaixo, analisaremos os erros mais frequentes ocorridos


no seio da igreja. Erros estes que são praticados desde a
membresia à liderança.

Um dos erros mais cometidos pelos crentes e pregadores em geral


é este: muitos quando recebem uma oportunidade para trazer uma
palavra à igreja, dizem:

‘’Saldo’’ os irmãos com a paz do Senhor.


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Contudo, o modo correto é:

‘’Saúdo’’ os irmãos com a paz do Senhor.

Ou seja, na palavra saúdo, deve-se ter o acento na sílaba ‘’ú’’. Sem


o referido acento, a palavra denota mais uma condição financeira
de uma conta bancária do que uma saudação em si. Isto significa
que a palavra ‘’saldo’’ refere-se a uma situação de saldo positivo ou
negativo de uma conta no banco, por exemplo. Já a palavra
‘’saúdo’’, com acento, deriva de saudação, cumprimento e assim
por diante.

Outro erro muito comumente cometido é o seguinte: ao se receber


uma oportunidade para saudar a igreja, muitos dizem:

‘’Eu comprimento os irmãos com a paz do Senhor’’

Mas o correto é dizer: cumprimento, com: ‘’u’’ e não com ‘’o’’.


Comprimento, com “o”, se refere ao ato de medir, é uma unidade de
medida, tamanho, comprimento de algo. Assim, o correto é dizer:
cumprimento, com “u”, que é sinônimo de saudação.

Existem também erros cometidos com relação à interpretação


bíblica. Certo pedreiro que se dizia pastor, disse que recebeu de
Deus certa ordem para adulterar com uma vizinha casada. Ele usou
um texto bíblico de Oséias.

E o SENHOR me disse: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de


seu amigo, contudo adúltera, como o SENHOR ama os filhos de

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Israel, embora eles olhem para outros deuses, e amem os bolos de


uvas.
(Oséias 3:1)

O erro do suposto pastor estava na falta de domínio gramatical,


juntamente coma falta de caráter. O suposto pastor leu assim:

E o SENHOR me disse: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de


seu amigo, contudo adultera, como o SENHOR ama os filhos de
Israel, embora eles olhem para outros deuses, e amem os bolos de
uvas.

Porém o texto diz ‘’adúltera’’, com acento no ‘’u’’ e não ‘’adultera’’


Veja que o erro está na não percepção do acento da palavra. No
texto está: Adúltera e não “adultera”.

O texto apresenta um adjetivo e não um verbo. Deus estava


adjetivando aquela mulher e não especificando uma ordem de
adulterar. Veja o que a falta de noção gramatical pode causar.
Assista a reportagem desta história no seguinte link da internet:

https://www.youtube.com/watch?v=o84dthi65xU

Esta reportagem foi transmitida no Fantástico, da Rede Globo.

Para uma eficaz interpretação e pregação do texto bíblico, o


discente deverá estudar matérias específicas, tais como: português,
hermenêutica, exegese, homilética e outros.

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3- Produção de Texto

Tipos de Redação

1 – Descritiva: Apresenta características de alguém ou objeto.

Baseia-se na percepção, através dos cinco sentidos: visão, tato,


olfato, audição e paladar.

Os elementos básicos de descrição são:

Sujeito percebidor Sujeito percebido

2 – Narrativa: Conta histórias com personagens e acontecimentos.

Construção do conjunto de ações e acontecimentos que constituem


uma história. Os elementos de uma narrativa são:

• O enredo é a história e os fatos vividos pelos personagens.


• Os personagens são aqueles que vivem a história e os fatos,
ou seja, o enredo.
• Narrador é aquele que conta a história. O narrador pode ser
em 1ª ou 3ª pessoa, conforme a sua perspectiva em relação
aos fatos narrados.

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nossa autorização por escrito, caso contrário, será passível de sansões judiciais.
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Autor: Pr. Elvys Tierney Santos Marinho

Elementos básicos do texto narrativo:

Enredo (acontecimentos reais e/ou imaginários

Narrativa +

Personagens (quem vive os acontecimentos)

Narrador Quem narra os acontecimentos

3 – Dissertativa: Expõe idéias sobre um assunto, debate um tema


com ponto de vista e argumentação.

Contém uma introdução, desenvolvimento e conclusão.

- Elementos básicos da dissertação

Ponto de vista

Dissertação +

Argumento

Estrutura da Redação

1 – Introdução: é o primeiro parágrafo. No máximo quatro linhas.


Apresentação sucinta sobre o tema, feita com afirmação. Contudo
pode-se usar 1 ou 2 perguntas; pode-se incluir retrospectiva
histórica; dados estatísticos (verídicos/atuais) Narração

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2 – Desenvolvimento: mínimo de 2 parágrafos. Parte em que os


argumentos são abordados. Cada argumento no seu parágrafo
distinto.

Elementos para argumentação:

- O Escritor deve trabalhar com: Causa; conseqüência; semelhança;


tempo; espaço; enumeração; explicitação; contraste.

3 - Conclusão: é o último parágrafo; deve ser breve também com


no máximo 4 linhas. Apresentar-se-á sua opinião a respeito do tema
abordado.

Sugestões de palavras para se iniciar o parágrafo da conclusão:

Assim; portanto; mediante os fatos expostos; dessa forma; diante


do que foi dito; resumindo; em suma; em vista disto; pode-se
concluir que; finalmente.

Na conclusão pode-se fazer uma:

• Sugestão;
• Advertência; afirmativa

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Geografia e História Bíblica

1- Introdução
“Geo” significa “Terra”; “grafia” significa “escrita”, tratado. Portanto,
geografia é a disciplina que estuda, escreve sobre o planeta Terra.
Porém, a geografia também se debruça sobre o estudo do universo
como todo. A geografia bíblica, porém, estuda as regiões
geográficas, ou seja, o espaço físico do mundo bíblico, no caso, a
principalmente a Palestina. A geografia estuda também a economia
e a política de uma região. Podemos dividir a geografia em:

• Geografia Física: estuda os rios, mares, montes, cidades,


clima.
• Geografia humana: estuda o comercio, população, governo,
religião.

Quanto à história dos judeus, se refere ao estudo do surgimento e


percurso histórico da nação judaica. É importante, no entanto,
diferenciar primeiramente o significado de história para estória.
Veja:

• História: é algo verídico


• Estória: é uma falácia, mito, algo inverídico

É importante mencionar que Deus não diferencia negro de branco,


homem de mulher, nem americano de europeu. Para o Senhor,

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existem apenas três povos diferenciados na Terra: Judeus, Gentios


e a Igreja.

2- O Início da História

Quando Deus criou tudo em Genesis 1.1, toda a criação original era
perfeita. Entre Genesis 1.1 e 1.2 existe uma lacuna de tempo,
sendo neste espaço que acontece a queda de Lúcifer, por isso a
Terra ficou um caos ou sem forma e vazia, sendo que Deus não
havia a criado assim (Lc 10.18; Is 45.18; Gn 4.23; Ez 28. 13-14).

Adão foi a coroa de toda a criação. Foi criado, mais ou menos, 4000
a.C.

Criação original Gn 1.1 Recriação Gn 1.2 Criação do homem em +/- 4000. a.C. Dilúvio em 1656 a.C.

Queda de Lúcifer

3- Crescente fértil
Esse é o lugar onde surgiram as primeiras civilizações do mundo,
no Oriente Médio. (Ex.13:17; Gn.15:13-14; 12:1-2; 15:5; Ex.12:30).
Tem um formado de uma lua crescente, daí o porque é chamado de
crescente fértil, somando ao fato, de a região onde se originou as
primeiras civilizações. Foi nesta região que também surgiram as
três maiores religiões monoteístas do mundo: Islamismo,
Cristianismo, Judaísmo. Veja o mapa 1.

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Mapa 1

Fértil Crescente ou Crescente Fértil, onde ocorreu todo V.T.

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Mapa 2

Mar Grande

Rio Nilo Ex. 1.22; 2.3-5

Delta do Nilo

EGITO

Mesopotâmia (meso – meio; Tamos - rios), palavra que significa


“terra entre rios”, pois, fica entre os rios Tigre e Eufrates. Era onde
Abraão morava. Depois, quando tinha 75 anos, ele vai pra Canaã,
Gn.12:3-4. O jardim do Éden fica perto do Rio Tigre e Eufrates (Gn
2.10-15). Veja o mapa 4.

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Os patriarcas (Patri: Pai; Arc: Grande) dos judeus são: Abraão,


Isaque, Jacó e José com seus irmãos (Ex 4.5; At 7.9). Conheça o
significado dos nomes dos patriarcas dos judeus.

• O nome Abrão significa: pai exaltado, pai das alturas ou


grande pai.
• O nome Abraão significa: pai de multidões;
• O nome Sara significa: princesa ou rainha.
• O nome Isaque significa: ele sorri ou ele ri.
• O nome Jacó significa: usurpador
• O nome Israel significa: Príncipe de Deus
• O nome José significa: o Senhor salva ou o Senhor é a
salvação.

4- Torre de Babel

Babel sig. “confusão”, que deriva a palavra Babilônia. Ninrode (Gn


10.8,9; 1 Cron 1.10) foi quem projetou a Babel, segundo a tradição
judaica. Foi neste lugar Deus confundiu as línguas. Veja o mapa 4

5- O Egito

O Egito está localizado no continente africano. O historiador judeu


Flávio Josefo declarou que o Egito é uma dádiva do Nilo. Isto por
que o Egito só existe por causa do rio Nilo. As civilizações nascem
onde tem água, pois água é vida. O Egito e Canaã são
descendência de Cão, filho de Noé, enquanto que Israel é
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descendência de Sem, também filho de Noé (Gn 10; ICron. 1; Sl


78.51). Por isso os Judeus são chamados de “semitas”. Os que se
opõem aos judeus são os anti-semitas. Veja o mapa 2

O Nilo é considerado como um dos maiores rios do mundo,


comparado apenas ao Amazonas. Quando Jacó e os irmãos de
José foram para o Egito eles moraram na terra de Gósen (Jacó foi
ao Egito com 66 pessoas - Gn 46.26). O povo de Israel ficou
escravizado 430 anos no Egito (Ex 12.40; At 7.6; Gn 15.13).

6- Mares, rios e montes da Bíblia (veja o mapa 3)

O Mar Mediterrâneo é o maior mar da Bíblia. É chamado também


na Bíblia de Mar Grande (Nm 34.6,7)

O Mar Morto se originou a partir da destruição da cidade de


Sodoma e Gomorra, com enxofre e fogo que caiu do céu
consumindo estas cidades. O enxofre e o fogo se misturaram com
as águas que descem do Monte Hermom e se formou o Mar Morto,
o qual também é chamado de Vale de Sidim, Mar de Sal ou Mar
Salgado (Gn 14.3). Na verdade, o Mar Morto não é um mar, mas
um grande lago, que devido a sua enorme proporção, recebeu o
nome de mar. Este mar é chamado de Morto devido ao fato de que
lá não há vida alguma, por causa do elevadíssimo volume de sal
que ele contém. É tanto sal que a pessoa não afunda e, caso fique
muito tempo em suas águas, sofre queimadura na pele. Foi
encontrado objetos das civilizações de Sodoma e/ou Gomorra no
fundo deste grande lago.

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O Mar da Galiléia é o lugar onde Jesus passou grande parte do


seu ministério (Mc 1.16; Mt 15.9). É também chamado de
Tiberíades ou lago de Genesaré, no hebraico (Jo 6.1; 21.1; Lc 5.1).
no V. T. é chamado de mar de Quinerete (Nm 34.11; Js 12.13;
13.27). Também não se trata de um mar, mas sim de um extenso
lago, que devido ao seu tamanho foi batizado como mar. Perto
deste mar tem o lago de Meron, de diâmetro menor.

O Rio Jordão é o lugar onde Jesus se batizou (Mt 3.13). Ele tem
sua nascente no Hermom.

O Monte Hermom é o lugar onde, possivelmente, Jesus se


transfigurou diante de Pedro, Tiago e João. No cume desse monte
existem as chamadas geleiras eternas (Sl 133.3). Recebem o nome
de “eternas”, pois, apesar de destilarem água, estas geleiras nunca
se descongelam devido à baixa temperatura, recompondo-se. A
transfiguração se deu, provavelmente ao pé desse monte. São as
águas que descem do Hermom que alimenta o mar da Galiléia, o rio
Jordão e o Mar Morto (Mt 17.1,2; ICron 5.23;). Para alguns
teólogos, o monte da transfiguração foi o monte Tabor.

O Monte Sinai está localizado no sul da península do Sinal, no


Egito e é também chamado na Bíblia de monte de Deus, Monte
Sião ou Monte Horebe (Ex 36.6. Lv 25.1). Foi neste monte que
Moisés recebeu as placas de pedra com os 10 mandamentos (Ex
31.18)

O Monte Sião está localizado em Jerusalém. Antigamente era


dominado pelos jebuseus, contudo Davi os derrota e toma posse do
mesmo (2Sm 5.6-9). Jerusalém é chamada de “Cidade de Davi”.
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Hoje, o termo “Sião” tem várias conotações, pois pode significar


toda a cidade de Jerusalém (sig.: o Senhor é Paz), pode também
significar todo o território israelita e até mesmo a Jerusalém
Celeste.

Monte Moriá: Foi nesta região que Salomão construiu o pomposo


templo de Deus (2 Cron 3.1). Também foi neste lugar que Abraão
ofereceu seu filho Isaque (Gn 22.2).

Monte Nebo: Foi onde Moisés avistou a Terra Prometida e morreu


(Dt 34.1-6). Este monte fica defronte da cidade de Jericó.

Monte Tabor: Fica na Galiléia. Alguns defendem que foi aqui o


lugar da transfiguração.

Monte das Oliveiras: Onde está situado o Jardim do Getsêmani.


Foi neste lugar que Jesus soou sangue (Mt 26.36).

Monte Carmelo: Foi onde Elias venceu os profetas de Baal (1 Rs


18.19,20).

Monte Calvário (no latim): Também chamado de Monte Gólgota


(em aramaico). Ambas as palavras significam “lugar da caveira”. Foi
o local, fora de Jerusalém que Jesus foi crucificado (Mt 27.33; Lc
23.33).

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Mapa 3

Monte Hermom (Geleiras Eternas) Sl 133 Lago de Meron (está quase seco)

Mar da Galiléia (Mar de Tiberíades,

Quinerete ou lago de Genesaré)

Mar Mediterrâneo

Mar Morto. 400 m abaixo do

Mediterrâneo. Parte mais baixa da Terra

Rio Nilo

Mar Vermelho

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Mapa 4
Mesopotâmia e Ur dos Caldeus

Ararate Gn 8.4 onde ficou a


Arca de Noé

Nínive (Assíria)

Rio Eufrates Rio Tigre

Babel e Babilônia (Gn 10.10; 11.2)

Éden

Golfo Pérsico

7- Da Teocracia a Monarquia Judaica

O último juiz foi Samuel. Samuel é chamado de juiz de transição.


Transição, porque se refere à mudança da teocracia para
monarquia. De Moisés até Samuel a forma de governo era
teocracia, onde se consultava a Deus pelo Urim e Tumim que sig.:
luz e perfeição.

Teo (Deus), cracia (governo) – Teocracia (governo de Deus); Mono


(um), arquia (governo) – Mornaquia (governo de um só).

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Deus governava seu povo diretamente (regime teocrático).


Contudo, o povo rejeitou a Deus (ISm.8:7). Então foi instaurado o
regime monárquico:

1° Saul – Reinou 40 anos

2° Davi – Reinou 40 anos Os primeiros monarcas

3° Salomão – Reinou 40 anos

A partir daí Israel fica dividido: Reino do Norte e Reino do Sul.

Reino do Sul conhecido como reino de Judá com capital Jerusalém.


O reino do sul tem apenas duas tribos: Judá e Benjamim (o reinado
ficou com Roboão).

Já o Reino do Norte conhecido como reino de Israel fica com dez


tribos (reinado nas mãos de Jeroboão) com capital em Betel e em
Dã, sendo, portanto, duas capitais religiosas. A capital política era
Samaria.

8- Cativeiro

Devido à idolatria e rebeldia do povo israelita, Deus permite que


sejam levados cativos.

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• Assíria – Rei Assuero (xerxes) – levou cativo o Reino do


Norte (Israel) em 722 a.C..
• Babilônia – Rei Nabucodonozor – levou cativo o Reino do Sul
(Judá) em 586 a.C..

Após o cativeiro o povo volta para Israel sob o comando de Esdras,


Neemias e Zorobabel, segundo a permissão do rei persa cujo nome
era Ciro e Artaxerxes, que na época dominaram o mundo (Esdras
1.1-6; Neemias 1).

Após a ascensão e queda do império da Grécia, Roma e domina os


hebreus. Na época de Cristo, os judeus estavam sob o domínio
romano.

Os judeus ou, no caso, o judaísmo, nesta época, estava dividido em


quatro seitas e facções (era como se fosse denominações dos
evangélicos):

JUDAÍSMO

Saduceus Fariseus Essênios Zelotes

Paulo Jesus e

João Batista

Origem do Parto Cesariano: houve um tempo de sangue em Israel


após a ressurreição de Cristo, onde as mulheres, inclusive grávidas,

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e crianças, a despeito dos homens, foram massacradas por Tito por


ordem do imperador Cesar. O general Tito perguntou a César o que
devia fazer com as grávidas, após terem matados muitos homens
judeus, momento em que César ordenou que se que pegasse a
espada e cortassem a barriga das mães e com isso os bebês caiam
no chão e então os matava com a espada e em seguida matavam
as mães. Foi daí que surgiu o parto cesariano. Este episódio
ocorreu no ano 70 d.C., quando Jerusalém é destruída. A história
conta que o massacre aos Judeus foi terrível.

9- Diáspora

Após este episódio, os Judeus foram dispersos pelo mundo, ou


seja, foram espalhados passando a residirem em vários países. A
este episódio dar-se o nome de Diáspora (no Hb.: “dispersão”).
Alguns consideram que a expulsão dos judeus nos anos 722 e 586
a. C. também se tratava de uma diáspora.

10- Sionismo

Movimento Sionismo – de volta a Sião. Foi um movimento no qual


os judeus, que estavam espalhados pelo mundo, começaram e
clamar pela volta à pátria, à palestina, à Terra Prometida. Foi um
movimento de erradicação da diáspora.

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11- Criação do Estado de Israel

Em 1948 foi feita uma votação entre países para decidir se Israel
voltaria a ser nação e o voto que decidiu, dando o direito a Israel de
ser reconhecido internacionalmente como nação, foi o voto do
Brasil. O voto que o Brasil emitiu foi chamado de “voto minerva”,
pois foi o voto de desempate. Então foi criado oficialmente o Estado
de Israel.

12- Segunda Guerra Mundial

Adolf Hitler – matou seis milhões de Judeus na 2ª guerra mundial.


Atribui-se aos cientistas de Hitler a criação do Pit bul, dentre outras
raças, para a matança de Judeus. Assista o filme: O menino de
Pijama Listrado. A história relata que Hitler se matou.

13- Conclusão

A história dos Judeus é uma prova da existência de Deus, pois,


apesar de todos os ataques sofridos por este povo, para sua
extinção, a sua preservação se configura como um verdadeiro
milagre. Não foram poucos os imperadores que empreenderam
ataques terríveis contra os hebreus. Convém ressaltar que os
Judeus são chamados também de hebreus, devido ao seu idioma, o
hebraico e também de Israelitas, devido ao nome do seu país,

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Israel. Quanto à terminologia Judeus, refere-se à sua religião, o


Judaísmo.

Imperadores como Nero, Dioclesiano, recentemente o ditador Adolf


Hitler, são alguns dos quais buscaram exterminar da face da Terra
o referido povo. A própria Bíblia, no livre de Ester, menciona um
homem chamado Hamã, que também objetivou o extermínio dos
Judeus. Por que tanto ódio contra este povo? Atualmente
presenciamos, na palestina, conflitos e guerras entre Israel e seus
“inimigos”. Entendo que a resposta para a pergunta acima se dá
mediante outra: de onde veio a Bíblia? De onde veio a salvação?
De onde veio o Cristo? De onde veio o cristianismo? Leia João
4.22, onde Jesus diz que a Salvação vem dos Judeus. Assim, a
Bíblia, a salvação, o Cristo, o cristianismo, dentre outras coisas,
vieram sim, dos Judeus. Daí se percebe o ódio que o inimigo,
satanás tem do povo escolhido. É quase que unânime entre os
teólogos cristãos que Israel é o relógio de Deus na Terra.

Israel tem como patriarca maior o seu ancestral Abraão At 7.8-10. A


promessa de Deus a Abraão de que lhe daria uma grande
descendência se refere ao povo de Israel e à igreja Gn 12. 1-3.
Neste processo, mediante o neto de Abraão, Jacó, surge as 12
tribos de Israel.

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História da Igreja
1- Introdução
A história da Igreja está dividia em seis períodos:

• Apostólica ou Primitiva
• Perseguida
• Imperial
• Reformada
• Moderna
• Contemporânea

2- Igreja Apostólica (1ª fase)


Período de 30 a 100 d.C a igreja nasce oficialmente no dia de
pentecostes em Atos 2. Este período também é chamado de “Igreja
Primitiva”. (Jo.14:15; At 1.8).

O comportamento da igreja quando os apóstolos estavam vivos era


de integridade e fidelidade. João foi o último apostolo a morrer.
Morreu com idade mais avançada que todos os demais apóstolos.
O Apóstolo João foi o único dentre os 12 Apóstolos de Cristo que
morreu de morte natural. Todos os demais apóstolos foram
martirizados por ordens de autoridades perseguidoras do
Cristianismo. O próprio apóstolo Pedro morreu crucificado assim
como Jesus, porém, ao seu pedido, de cabeça para baixo.

O apóstolo João era aquele que tinha mais intimidade com Jesus,
segundo os relatos bíblicos.

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Ora, um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava, estava


reclinado no seio de Jesus. (João 13:23)

A tradição judaica conta que o imperador de sua época, após a


morte de todos os demais apóstolos, pergunta a João se ele iria
negar o Cristo ou se preferia morrer, ameaçando-o jogar em um
caldeirão repleto de azeite fervendo. A esta pergunta, João afirma
que nunca negaria Jesus e, segundo essa tradição, João chega a
ironizar dizendo que já era muito velho e que precisava de ajuda
para subir o caldeirão. O rei espantado com tamanha audácia
pergunta-lhe se ele não tem medo da morte, momento no qual João
declara que: a morte era a sua passagem para mais perto de Cristo.
João, então, é jogado nesse caldeirão de azeite fervendo e
milagrosamente, nada lhe acontece. O imperador ordena,
posteriormente, que João seja exilado na Ilha de Patmos. Neste
período, João tinha cerca de 90 anos.

Nesta época da igreja primitiva, se confessasse que Jesus Cristo é


Senhor era imediatamente condenada à prisão ou pena de morte.
Mas isso só fazia a igreja crescer.

Jesus foi o primeiro a apoiar o ministério das mulheres.

O primeiro século da fé cristã (os primeiros 100 anos) em atos dos


apóstolos se manifesta os erros humanos, até mesmo dos
apóstolos (aconteceu a briga de Paulo e Barnabé), mas também se
manifestou a graça. Portanto, na história da Igreja, vemos a Graça
divina no meio dos erros humanos.

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A perseguição que a igreja primitiva sofreu foi o meio que Deus


usou para limpar (purificar) a igreja.

Em Atos 7 temos Estevão como o primeiro Mártir.

A primeira grande perseguição da Igreja é feita pelo imperador Nero


no ano de 64 d.C. (Nero matou sua própria mãe, antes tinha caso
com ela). Nero manda tocar fogo em Roma (Roma era a cidade que
ele governava) e fica olhando e cantando em quanto a cidade está
sendo queimada. Então coloca a culpa nos cristãos e com isso os
cristãos passam a ser considerados inimigos de Roma e de toda a
raça humana.

Uma das formas que matavam os cristãos da era assim:


costuravam peles de animais nos cristãos e deixavam-nos no mato,
então soltavam cachorros treinados para comerem os cristãos.
Além desta, os perseguidores torturavam os cristãos, os crucificava,
envolvia-os em pano e tocavam fogo para alumiar a cidade, injetava
chumbo derretido em seus orifícios, decapitava, os esfolavam vivos,
os arrastava pelas ruas com cavalos até a morte, partiam seus
membros com cordas amarradas em cavalos, os jogavam aos leões
nos coliseus, dentre outros. Assista ao filme: Nero.

Não somente o imperador Nero perseguia os cristãos, mas também


muitos judeus. Nero morreu em 68 d. C., sendo que seu governo se
iniciou em 54 d.C.. A partir disto ele é substituído por Vespaziano,
que assume o poder em 69 d.C.. No ano 70 d.C. o general Tito
entra na região de Israel, derruba o templo de Salomão. Nesta
ocasião Cesar da ordem para que Tito abrisse as barrigas das
grávidas à espada e matar as crianças e posteriormente as mães.
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Tito atual como general de 70 a 79 d.C., sendo que se torna


imperador em 79 d.C., governando até 81 d.C.

No reinado de Domiciano (81 a 96 d.C.) o mesmo lança o apóstolo


João em um caldeirão de azeite fervendo. Depois disso João é
levado para a ilha de Patmos, onde recebe a revelação (o livro de
Apocalipse). Quando Domiciano morre em 96 a C., João sai da ilha
de Patmos. João morreu com 100 anos.

3- Igreja Perseguida (2ª fase)

Neste período se intensificou a perseguição imperial aos cristãos.


Faça uma pesquisa sobre: como se deu a formação do N.T

Dez perseguições houve nos três primeiros séculos (até 300 anos
d.C) até que o Edito de Milão acontecesse por mando de
Constantino no ano 313 d. C., o qual dava liberdade para o culto
cristão em todo o domínio romano. Uma vez que, também,
Constantino, imperador de Roma, havia se convertido ao
cristianismo.

Enquanto a igreja era perseguida, ela permaneceu santa. Após o


Edito de Milão, ela tornou-se apóstata (nasce a igreja Católica
Romana).

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4- A igreja Imperial e os Concílios da Igreja (3°


fase)

1° Concílio: o primeiro concílio aconteceu em Atos 15, na cidade de


Jerusalém, no ano 48 d. C.. Neste concílio foi discutido acerca da
guarda do sábado e da circuncisão. Discutiu-se se os costumes dos
judeus seriam obrigatórios para a igreja gentílica.

2º Concílio: foi para definir a questão ariana (filosofia de Ário, o qual


afirmava que Jesus era um Deus menor, era uma criatura e não
criador) no ano 325 d.C (em Nicéia 1º). Foi o primeiro concílio
ecumênico (ecumenismo = comum). Chamou de ecumenismo ou
concílio ecumênico porque reuniu vários bispos de toda a parte do
mundo cristão (Bispos do orientes e do ocidente). Aconteceu 277
anos depois primeiro concílio de Jerusalém.

Quem combateu a heresia de Ário foi Atanásio.

Credo Atanásio: Atanásio mostrou que Deus Pai, O Filho e o Espírito


Santo são três em um. Têm o mesmo poder e que Jesus não tem
princípio nem fim. Esta assertiva fez parte do credo de Atanásio.
Credo é um documento que diz em que nós cremos. Mas, quem
usou o termo “Trindade” pela primeira vez foi Tertuliano.

Convém mencionar que em 1954 as Testemunha de Jeová


adoravam a Cristo, sendo que depois foi proibida a adoração ao
Filho de Deus, momento em que ressuscitaram esta tese de Ário
sobre Jesus Cristo.
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nossa autorização por escrito, caso contrário, será passível de sansões judiciais.
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O ecumenismo de hoje mescla várias religiões (ex.: mistura de


candomblé, catolicismo e espiritismo).

3º Concílio: o terceiro concílio, também ecumênico aconteceu em


Constantinopla (capital do Império Romano) em 381 d. C..

No concílio de Constantinopla se define que Espírito Santo é Deus e


conclui que o pensamento de Ário era uma heresia.

4º Concílio: foi o de Éfeso (também ecumênico) em 431 d.C.

Foi discutido o pensamento do bispo Nestor o qual afirmava que


Jesus nasceu como homem e carregava a divindade. Nestor não
aceitava a idéia de Maria como mãe de Deus, mas como mãe de
Jesus homem. Ainda, ele acreditava que Jesus era o hospedeiro do
Cristo, e não que a natureza humana e divina formava uma só
pessoa. Para ele estavam unidos, mas não era um só. Para
combater a heresia de Nestor, o concílio declarou que Maria era
Mãe de Deus, numa tentativa de enfatizar as duas naturezas
compostas numa única pessoa, a humana e a divina. Contudo, isso
acabou gerando muita confusão, pois devido a isto, passou-se a
elevar a estatura de Maria e a Venerá-la e até mesmo adorá-la mais
adiante.

O surgimento da Idolatria

Até 700 d.C era proibida a adoração às imagens de escultura.

O bispo de Roma e de Constantinopla eram tidos como superiores


aos demais e o bispo de Constantinopla só perdia autoridade para o

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bispo de Roma. Foi em 397 que começa surgir enfaticamente,


então, a nomenclatura “Papa”.

No ano 440 d.C, Leão I decretou que entre os bispos ele era o
primeiro (bispo de Roma), confirmando o surgimento do papado.

O Monasticismo aconteceu no 4º século, quando a igreja se separa


dos adoradores de imagens e vai para o deserto, monta os
mosteiros e cria o celibato (não se casa / castidade). São Bento foi o
líder no monasticismo. As escolas, hospitais e faculdades surgiram
através dos mosteiros.

A partir disto, a igreja vai entrar definitivamente na Idade Média, vai


criar o Tribunal do Santo Ofício ou Santa Inquisição, através do qual
torturava, matavam, queimavam em praça pública aqueles a quem
consideravam hereges. Nesta época a igreja Católica romana
dominava o mundo.

5- Igreja Reformada (4° fase)

Martinho Lutero é o grande reformador. Contudo, pré-reformadores


como John Huss e John Wyciffe contribuíram muito para esta
reforma. A história conta que a igreja católica resolveu matar John
Huss na fogueira da Santa Inquisição. Isto por que John Huss era
contrário às indulgências, a supremacia papal acima da Bíblia,
dentre outros. Quando John Huss está morrendo ele diz: Hoje
vocês assam um ganso (significado do nome Huss), mas em cem

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anos ouvirão um cisne cantar e terão que aguentá-lo. Ele se referia


a Martinho Lutero, que nasce exatamente neste período.

Lutero era um monge católico da ordem agostiniana. Ele decide


seguir esta carreira a partir de um voto que fez a Deus, em um
episódio que quase morre por causa de um raio.

Lutero e torna doutor em teologia e começa a criticar muitas práticas


da igreja Católica, como a venda de indulgências, supremacia papal
em detrimento à bíblica, à inquisição, etc.. Ele cuidava de uma igreja
em Wittemberg e nela, em sua porta, prega um documento com as
95 teses contra muitas práticas da igreja Católica romana. Isto fez
com que a liderança papal, após tentativa de fazer Lutero revogar, o
que Lutero não faz, decide excomungar Lutero da igreja. A partir
disso, passa a surgir a Igreja Luterana. A origem dos evangélicos se
dá desta reforma e os evangélicos são chamados de protestantes
devido à origem da reforma e dos protestos que Lutero fez contra os
erros católicos. Esta reforma também foi chamada de Reforma
Protestante. Lutero não desejava separar-se da igreja, mas reformá-
la. Outros grandes nomes seguiram este cisma, como por exemplo:
João Calvino, que fundou o calvinismo.

Faça uma pesquisa sobre a igreja moderna e contemporânea.


Pesquise também sobre os irmãos Quaker e o surgimento das
maiores denominações no Brasil e no mundo.

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Missiologia

1- Introdução

Missiologia (lat. missio "envio"; gr. logía "estudo") ou Teologia de


Missões é um ramo ou uma parte da Teologia que estuda as
missões, ou seja, ações de propagação do evangelho de Jesus
Cristo. Contudo, esta matéria é também um estudo sistemático da
atividade evangelizadora da Igreja e dos meios para realizá-las. Os
fundamentos bíblicos servem como base para a Missiologia estudar
sobre a teologia da missão, especialmente quando se trata da
missiologia cristã. Este estudo mostra como é realizada a missão a
ser praticada em vários lugares, sendo que para este estudo é
necessário percorrer os caminhos históricos da missão. Pode se
dizer que esta disciplina estuda a Realidade Missionária e reflete
sobre os deveres e tarefas missionárias do cristão e da Igreja.

Então, disse aos seus discípulos: a seara é realmente grande, mas


poucos os ceifeiros. (Mateus 9:37)

2- Origem da Missiologia

A missiologia, como campo de estudo, surgiu no seio protestante no


século XIX e é considerada, portanto, uma ciência jovem. O
protestante Gustav Warneck (1834-1910) foi o primeiro a iniciar um
verdadeiro e profundo estudo sistemático acerca da teologia de
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missão, o qual foi reconhecido como o ''Pai da Missiologia''. Sua


primeira obra, Evangelische missionslehre, foi dividida em cinco
volumes. A primeira citação ou referência sobre a missiologia foi
criada na Universidade de Edimburgo, em 1867.

3- Atividades Missionárias

Como vimos anteriormente, a palavra missões significa enviar. O


Novo Testamento, o termo enviado é traduzido para o termo
apóstolo. (Efésios 4:11).

Quando se trata de missões no âmbito eclesial, referem-se ao


trabalho missionário em várias esferas, tais como:

• Propagar o evangelho de Jesus Cristo;


• Fazer atividades de filantropia;
• Outros.

Assim, a atividade missionária da Igreja não está vinculada somente


ao âmbito espiritual, mas também ao material. Em Mateus capítulo
25, versículos 34 ao 46 vemos Jesus tratando da atividade
filantrópica ou material na atuação missionária.

Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de


beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão,
e foste me ver. (Mateus 25:35-36)
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Desta maneira, não adianta ministrar o Evangelho sem levar o pão


ao necessitado. O Evangelho não deve ser somente ensinado, mas,
também praticado.

A atividade missionária se iniciou com o próprio Deus, logo Deus é


considerado o primeiro missionário, uma vez que, desde os
primórdios da humanidade, o Senhor tem trabalhado em busca da
Salvação do ser humano. Ao enviar seu filho Jesus Cristo, a ação
missionária de Deus atinge o seu auge ou seu clímax. Na verdade,
toda a trindade tem atuado dentro de um propósito missionário,
exemplo:

• No Velho Testamento vemos o Pai atuando;


• Nos Evangelhos vemos o Filho atuando;
• E a partir de Atos capítulo 2 até os dias atuais vemos o
Espírito Santo atuando.

Contudo, essa atividade missionária não se restringe somente à


Trindade, mas também a toda Igreja de Jesus Cristo.

Jesus nos deixou a grande condição quando disse:

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em


nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho
mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a
consumação dos séculos. Amém. (Mateus 28:19,20)
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Portanto, é de incumbência dos salvos cumprirem com o ide


missionário, obedecendo às ordens de Jesus Cristo, sabendo que
inúmeros obstáculos surgirão em toda essa jornada, porém, como
afirmou o próprio Jesus Cristo, Ele não nos deixará a sós, mas
estará conosco até a consumação dos séculos.

Vejamos algumas considerações abaixo.

As principais atividades missionárias são:

• Evangelismo: Mt 28.19
• Filantropia: Mt 25.45
• Discipulado: Mt 28:19
• Integração: Ez 34.3,4

Existem três modos principais de se fazer missões:

• Indo: Mt 28.19
• Orando: Ef 6. 18,19
• Contribuindo: 2 Cor 9.7

Na atuação missionária tem que acontecer (Mt 4.23):

• Ensino: para crente


• Pregação: para não crente
• Cura: ambos – Mc 16.20

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4- Missões Transculturais

Entende-se por missões transculturais a prática missionária


realizada em outras culturas, porém, sem agredir a cultura vigente
daquela comunidade. Existe um ‘’porém’’ dentro desta prática, a
saber: Quando a referida cultura contraria os princípios bíblicos
deve-se ensinar, portanto, a verdade bíblica, mesmo que contrarie o
pensamento local. Como exemplo para esta questão, podemos citar
uma prática de certas tribos indígenas que claramente contrariam a
moral bíblica e que deve ser, com sabedoria, combatida. Esta
prática refere-se ao ato de enterrar filhos que nascem com
determinados defeitos físicos ou mentais por parte dessas tribos. É
notório que um trabalho missionário baseado dos princípios bíblicos
buscará com muita destreza e maturidade eliminar tal prática.
Entretanto, os demais elementos culturais de uma comunidade
devem ser preservados, em outras palavras, devem ser respeitados
e não fazem parte do alvo missionário.

Para um trabalho de missões transculturais eficaz, o candidato a


missionário deve preparar-se de várias formas. Na lista abaixo
citaremos as mais importantes:

1- Espiritualidade: O missionário deve ter comunhão com Deus,


vida íntegra e coerente com as Sagradas Escrituras.
2- Teologia: O missionário deve ter conhecimento teológico-
bíblico para não ensinar heresias, para ter precisão durante seu

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trabalho e ensino, que coincida com o que realmente diz coma


Bíblia.
3- Maturidade: O missionário deve ter maturidade. Deve ser uma
pessoa equilibrada, que saiba lidar bem com as críticas tanto
positivas quanto negativas e destreza para suportar bem as
dificuldades que com certeza vão acontecer durante o trabalho
missionário.
4- Preparação Acadêmica e Intelectual: É de suma importância
que o missionário se prepare intelectualmente concernente ao
seu campo missionário. Isso significa que ele deve conhecer o
idioma do local, de preferência dominá-lo, deve estudar cultura
local, sua história, analisar os pontos culturais que chocam ou
não os princípios bíblicos e assim por diante. Além de tudo isso,
ele deve estudar economia local, situação política dentre outros.
5- Subordinação: Este último tópico refere-se ao apoio que o
missionário deve receber durante a sua estadia no campo. Para
isso, ele deve se submeter à algum órgão cristão, convenção,
igreja, comunidade ou outros. Para o missionário, estar sozinho
sem subsídio algum é algo muito perigoso. É através desse
apoio e dessa situação de subordinação que ele receberá
recursos financeiros, apoio moral, apoio intercessório (grupo de
irmãos intercedendo à Deus pelos missionários.

As verdades que devem fazer parte da mensagem do missionário


transcultural são as seguintes:

• Há um só Deus: o Senhor.

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• Uma raça: toda a humanidade.


• Um só mal: o pecado.
• Um só remédio: a redenção.
• Um só redentor: Deus.

A mensagem dos apóstolos após a ascensão de Jesus era


respaldada nesses cinco itens acima.

Missões transculturais referem-se, portanto, ao cumprimento do


trabalho de evangelização mundial. Jesus Cristo deixou claro que
sua vinda irá acontecer após o mundo inteiro ser evangelizado. Veja
o que ele disse:

E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo


habitado, como testemunho a todas as nações, e então chegará o
fim. (Mateus 24:14).

Essa tarefa inicialmente era destinada ao povo judeu. A nação de


Israel foi escolhida por Deus para ser uma nação missionária. No
entanto, eles falharam nessa tarefa. Atualmente, essa incumbência
está sobre a Igreja, ou seja, os salvos de todo o planeta.

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5- Janela 10-40

Entende-se por janela 10-40 o espaço geográfico correspondente


entre as latitudes 10 e 40 do globo, espaço qual está localizado
área do planeta menos evangelizada. Acredita-se que habitantes
dessa localidade nunca ouviram falar da mensagem da cruz.

Estes países são dominados pelas seguintes religiões:

• Budismo
• Islamismo
• Hinduísmo

Alguns desses países bloqueiam drasticamente a entrada de


cristãos missionários em suas localidades.

Milhares de cristãos são mortos todos os anos por extremistas


mulçumanos e países comunistas. É triste esta realidade, porém
muitas igrejas cristãs ricas investem muito pouco para
evangelização dos países componentes da janela 10-40.

Nos dois mapas abaixo, veja em que parte do globo fica localizada
essa janela:

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Não é possív el exibir esta imagem no momento.

Para evangelizar esses países é necessário seguir todos os itens


aprendidos no capítulo anterior. Além disso, é preciso iniciativa por
partes dos grandes ministérios os quais dispõem de recursos
disponíveis para a realização e alcance deste alvo missionário.

Nas linhas que se seguem veremos as características das principais


que compõem a Janela 10-40:

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Budismo: Religião fundada por Buda, nome este que significa


iluminado. Segundo a lenda budista, Buda ao nascer, já falava.
Vemos a partir daí como esta religião por melhor intencionada que
seja, desvirtua-se do que ensina a Bíblia Sagrada, tanto que ensina
o ser humano a vencer o sofrimento e a angústia sem citar a obra
de Jesus Cristo na cruz. Contudo, o próprio Jesus ensinou:

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos


aliviarei. (Mateus 11:28)

Jesus também ensinou que Ele é a verdade, o caminho que leva a


vida e vida com abundância.

Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém


vem ao Pai, senão por mim. (João 14:6)

O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para


que tenham vida, e a tenham com abundância. (João 10:10)

Hinduísmo: Por acreditar em várias divindades, já percebemos o


quanto esta seita diverge do conteúdo bíblico. Eles, os hinduístas,
acreditam que haja divindades para vários setores da sociedade, tais
como comércio, educação, e outros. Para eles, Brahma é deus criador
do universo.

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Islamismo: Religião fundada por Maomé, essa religião é


monoteísta, ou seja, acredita num único Deus, chamado Alá, tendo
Maomé como seu profeta e o Alcorão como seu livro sagrado. O
Islamismo encontra-se hoje multifacetado, ou seja, existem
ramificações dentro do próprio Islã, algumas bastantes radicais. Por
negarem o Novo Testamento Bíblico como também o Velho, como o
único texto inspirado por Deus (canônico) o Islã torna-se
oficialmente uma seita. O desprezo e o mau trato que é feito com
suas mulheres também têm sido um marco para esta comunidade
dentro do cenário internacional.

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Homilética

1- Introdução

Esta matéria visa transmitir ao discente de Teologia, conhecimentos


relacionados ao ato de pregar. O termo Homilética significa
conversação ou ainda o ato de falar em público. Dentro deste
campo do saber, estudaremos técnicas de como elaborar um
sermão (pregação), apresentação do pregador dentre outras coisas.

Esta matéria é muito importante, pois ela cumpre com o princípio


ensinado por Jesus de dar a César o que é de César e o que de
Deus dar a Deus:

Disse-lhes então: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o


que é de Deus. (Lucas 20:25)

Isso significa que o principal elemento de uma pregação é a palavra


revelada, a unção e a espiritualidade do pregador, porém, este não
é o único elemento, ou seja, o preletor (aquele que anuncia a
pregação da noite) além dos elementos espirituais, devem conhecer
as técnicas de como elaborar um sermão e anunciá-lo.

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Infelizmente, a ignorância tem predominado em muitas mentes de


preletores em forma de fanatismo, achando eles que o único a ser
utilizado na pregação é o espiritual.

Um renomado pastor da igreja episcopal do século XIX, afirmou o


seguinte:

O sermão é um bocado de pão para ser comido e não uma obra de


arte para ser apreciada.

O que este pastor que nos ensinar é que, a mensagem de um culto


tem que fazer efeito e mudanças na vida do ouvinte e não apenas
ser admirado. A melhor pregação é aquela cujo efeito é feito na vida
da igreja após o culto e não somente durante o mesmo.

A Homilética faz parte do ramo da Teologia prática ou pragmática,


que se refere à vertente teológica que se debruça a estudar e
treinar o teólogo com semente às coisas práticas da vida cristã. Os
outros ramos da teologia são:

• Teologia Bíblica
• Teologia Histórica
• Teologia Sistemática

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Convém ressaltar que, é imprescindível por parte do teólogo e


pregador o conhecimento profundo das três áreas citadas acima,
além dos específicos conhecimentos da Homilética.

Além das informações supracitadas acima, é inadmissível ao


pregador carências em que concerne ao conhecimento da
hermenêutica, exegese e da própria língua materna, no nosso caso,
português.

A Homilética depende crucialmente da hermenêutica e da exegese


como também do domínio da língua escrita e falada. Vejamos o
porquê:

• A homilética precisa da hermenêutica bíblica para que a


mensagem transmitida por ela seja bem esclarecida, e sem a
hermenêutica, essa mensagem soaria incerta e confusa.
• A homilética precisa da exegese bíblica para que a
comunicação com o ouvinte seja transmitida espiritualmente
viva e sem ela, a mensagem seria muito humanista e sem
vida.

Desta maneira, se o pregador não estiver instrumentalizado


corretamente no que se refere a uma correta interpretação bíblica, é
bastante provável que ele inclua elementos heréticos em seu
sermão.

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Um dos principais momentos de um culto é a hora da exposição da


palavra, momento este que só é comparado com o momento da
oração. Nem o louvor, nem as oportunidades para os corais, nem o
espaço para os avisos se compara a este momento tão sublime.

No entanto, a despeito de todo o conhecimento técnico e teórico e


as disciplinas transmitirá aos estudantes é de suma importância que
o mesmo não se omita em hipótese alguma da preparação
espiritual. Assim, a comunhão com Deus, uma vida exemplar, uma
vida de oração dentre outro pontos são cruciais e sem eles a
pregação se torna sem vida e vazia.

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2- Esboço do Sermão

Dentro do estudo da Homilética, se estuda essencialmente o


sermão. Sermão nada mais é que a mensagem a ser pregada em
um culto ou reunião. O sermão também a chamado de preleção.

Antes de adentrarmos sobre os tipos de sermão, convém


estudarmos concernente a elaboração do sermão.

Um sermão é algo que deve ser bem elaborado e organizado.


Sendo assim, o sermão deve conter os seguintes elementos:

a) Introdução ou Exórdio: A introdução tem por finalidade


apresentar o tema do sermão. Busca também despertar a atenção
do ouvinte para que o mesmo se interesse pelo que vai ser
pregado. Faz parte da Introdução o tema e o título. A diferença
entre tema e título consiste em que o tema é o assunto do sermão
enquanto que o título é um resumo do tema que pode ser feito com
uma ou duas palavras. Exemplo de tema: a importância da oração
para o bem estar do cristão.

Exemplo de título: a oração e o cristão.

É interessante começar a introdução com um ou mais dos seguintes


elementos:

• Com uma pergunta bem elaborada e bem inteligente;

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• Com alguma história fictícia ou verídica, mas que venha ter


relação direta com o tema da mensagem.

b) Desenvolvimento: É o corpo do texto. É a parte mais


aprofundada do sermão. É o momento de maior importância e de
maior duração de uma pregação. No desenvolvimento ou corpo do
texto deve ser a parte mais profunda de uma mensagem bíblica.
Deve conter argumentação para o convencimento do ouvinte. O
desenvolvimento pode ser dividido por tópicos, exemplo:

1 - Introdução:

Tema: a importância da oração para o bem estar do cristão. Título:


a oração e o cristão.

2 – Desenvolvimento:

2.1- O que é oração

2.2 - Diferença entre oração e reza

2.3 - A oração eficaz

É importante que o desenvolvimento não passe de cinco tópicos


para que não fique muito cansativo para o ouvinte.

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c) Conclusão: É a parte final do sermão onde se faz o fechamento.


Geralmente se conclui o sermão com o chamado ‘’apelo’’. Contudo,
o termo apelo é muito agressivo, daí o mais correto é dizer
‘’convite’’. Convite é o momento em que, após a pregação, se
convida alguns grupos para que venham a frente, esses grupos
são: o não- convertido, o desviado ou aquele grupo de pessoas que
foram tocadas de modo particular dentro do tema da mensagem.
Não é obrigatório que se convide todos esses grupos. Na conclusão
é interessante que conte um testemunho pessoal caso o tenha,
contanto que seja sucinto e de acordo com o tema da mensagem.

Desta maneira, seguindo o roteiro acima, aprende-se como se faz


um esboço, seguindo a estrutura mencionada neste capítulo.

Ao escolher a passagem bíblica, o pregador deve ter em mente a


necessidade da igreja. O texto inicial de um sermão não deve ser
longo e também não tão curto. Convém ressaltar também que a
intimidade do pregador com Deus é indispensável para este
momento, pois o pregador precisa ter sensibilidade para que o
Espírito Santo o inspire à ministrar sobre a igreja aquilo que
realmente está no coração de Deus.

Em média, um sermão deve durar 45 minutos, mas isso pode variar


de região para região e até mesmo de denominação para
denominação.

O local onde o pregador coloca o esboço não deve ficar à vista da


platéia, porém deve ficar em um lugar de fácil visualização por parte
do preletor.

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3- Tipos de Sermão

Dentro do estudo da Homilética, existem três tipos de sermões. Eles


são:

• Sermão Temático
• Sermão Expositivo
• Sermão Textual

Cada um desses sermões tem a sua importância particular. Na


verdade, nenhum é mais importante que o outro. Contudo, acredita-
se que o sermão textual é o mais fidedigno com relação à exatidão
do texto bíblico. Isto acontece porque, no sermão textual, o
pregador é ‘’obrigado’’ a se prender ao que diz o texto bíblico e não
às suas conjecturas particulares. Mesmo assim, os demais tipos de
sermões têm as suas importâncias equivalentes.

O uso de cada tipo de sermão depende do estilo do culto, exemplo:

Para um culto de ensino, é mais interessante um sermão temático


ou textual. Para um culto evangelístico, é mais interessante o
sermão expositivo.

Desta maneira é indispensável que o pregador tenha domínio dos


três tipos de sermões para saber aplicar de acordo com cada
ocasião.

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Autor: Pr. Elvys Tierney Santos Marinho

Sermão Temático

O sermão temático ao tipo de sermão no qual o mesmo é dividido


em temas, ou seja, ao elaborar o esboço do sermão, o pregador
partirá de um tema estabelecido. A partir daí, o pregador na
preparação e elaboração do sermão desenvolverá os sub-tópicos
ou sub-temas, os quais devem ter ligação direta com tema central
da mensagem, explicando-a. Um sermão temático não vem
diretamente do texto bíblico, mas isso não quer dizer que o tema
não seja bíblico, esse sermão apenas não segue um roteiro
baseado em cada palavra ou sentença do texto escolhido.

Segue abaixo um exemplo de um esboço de um sermão temático:

• Tema: Jesus é a vida verdadeira (Jo 10:10)


• Título: A vida em Cristo
• Sub-Tópico I: Vida só em Cristo
• Sub-Tópico II: Fora de Cristo só ilusão
• Sub-Tópico III: Receba a vida de Cristo

É importante também mencionar que o tema da mensagem não


precisa ser necessariamente escolhido a partir de um versículo,
mas sim, mediante ao que Espírito Santo ministrou ao coração do

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pregador. E a partir desse processo o pregador, então, escolherá o


versículo que melhor condiz com o tema que está em seu coração.

É um tipo de sermão que não é tão difícil de preparar, porém sem


deixar de ser atrativo para o ouvinte.

Sermão Expositivo

Este sermão, como o próprio nome já diz, é baseado numa


exposição. Geralmente, acontece da seguinte maneira: o pregador
escolhe uma história bíblica e dentro dessa mesmo história procura
um versículo apropriado para a leitura no início da preleção. Por
conseguinte, o pregador fará uma narração da história trazendo
posteriormente uma ou várias aplicações pessoais e coletivas que
esta referida história ensina ao ouvinte.

Esse tipo de sermão não é baseado em sub-tópicos ou sub-temas.


Como já foi dito, ele é muito útil para cultos evangelistas e para
culto públicos em geral, pois, assim como o sermão temático, ele é
bastante atrativo, podendo prender até mesmo a atenção do
ouvinte, mas do que o sermão anterior, exemplo:

• A Vida de José
• Narra-se toda a história
• Aplicação dessa história ao ouvinte: assim como Deus
mudou a vida de José, ele também pode mudar a sua

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Sermão Textual

Este tipo de sermão como mencionamos anteriormente é o mais


creditado com relação à fidedignidade do texto bíblico, pois o
mesmo exige que o pregador apreende-se exatamente ao que está
escrito no texto. O sermão textual acontece assim:

Texto Bíblico: (Jo 10:10)

O ladrão não vem senão para roubar, a matar, e a destruir; eu vim


para que tenha vida, e a tenham com abundância.

O ladrão: representa o diabo.

Roubar, matar e destruir: são as intenções e as ações que o diabo


intenta contra a humanidade.

Eu vim: aqui quem está falando é o próprio Jesus. Ele diz ‘’eu vim’’
porque ele é o Messias ou o Cristo, que significa enviado.

Para que tenha vida, e a tenham com abundância: esta é a intenção


e função de Jesus, totalmente oposta ao do ladrão, que é o diabo.
Jesus que nos dar vida e não uma vida qualquer, porém abundante.

Como se percebe acima, é desta maneira que se processa um


sermão textual, ou seja, um sermão completamente amarrado ao
texto bíblico.

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4- Conselhos para o Pregador / Retórica e


Eloquência

Inúmeros conselhos se tornam cruciais para o bom desempenho e


aceitação do pregador e de sua mensagem por parte do
telespectador. Dentre esses conselhos, alistaremos os mais
importantes:

Vestimenta: é de suma importância para o pregador vestir-se bem


e está apresentável. Por mais que pareça insignificante, este
elemento dá credibilidade ao pregador.

Ilustração: esse elemento refere-se à mensagem e não ao


pregador. É importante que a mensagem seja exemplificada através
de histórias, ilustrações, testemunho pessoal e se possível, até
mesmo de informações audiovisuais, através de data-show, slides,
etc.

Bom vocabulário e correção gramatical: o pregador que não


domina bem sua língua materna, mas que comete erros
concernentes à gramática falada acaba distanciando de si o público
mais erudito, por isso, além de falar corretamente, é importante ter
um bom cabedal de palavras.

Elegância e bons modos: a gentileza, a educação e a cortesia


também creditam o pregador. Um pregador que limpa o suor com a
mão e não com o lenço, que dá socos na tribuna, que usa palavras

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de baixo calão, que não seja asseado, dentre outras questões


também prejudicam e muito a imagem do palestrante.

Cultura Bíblica e Secular: é importante que o pregador tenha


conteúdo teológico e secular, isso enriquece a pregação e gera
credibilidade.

5- Retórica e Eloquência

Retórica

Na Grécia Antiga, houve um grupo de filósofos chamado sofistas.


Eles eram mestres na arte da argumentação. Daí surgiu o termo
sofisma, que se entende por: convencer como verdade uma
mentira. A retórica nasce na Grécia, portanto. O pregador deve ter
alta capacidade argumentativa para convencer o telespectador.

Eloquência

Eloquência é a entonação e ritmo que se dá à fala durante uma


pregação. Este recurso também chama a atenção do telespectador,
prendendo-a. Este elemento é muito utilizado pelos pregadores
assembleianos e políticos. É interessante, contudo, não confundir
eloqüência com unção, erro que tem sido cometido por muitos
pregadores.

Assim, retórica difere de eloqüência no seguinte quesito:

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Enquanto que a eloqüência foca na entonação e ritmo, a retórica


foca na argumentação inteligente.

Elementos da Mensagem

• Emissor (Deus) Canal (voz) Receptor (ouvinte)


• Ruídos Impedimentos Ex: Sono, demônio,
gritaria,
• Tema quem dá é o Espírito Santo / Título quem dá é o
pregador

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Hermenêutica

1- Introdução

Hermenêutica é a ciência que tem por finalidade a arte da


interpretação. Hermenêutica Bíblica, assim tem a incumbência de
descrever quais as regras e técnicas fundamentais e corretas para
que haja uma interpretação coerente e precisa do texto sagrado. É
importante mencionar que, a hermenêutica bíblica não existe com o
intuito de anular a revelação dada pelo espírito santo ao estudante
da bíblia, pois é sabido por todos os genuínos cristãos que aquele
que ilumina a mente do homem para que compreenda o plano
redentor de Deus é unicamente a pessoa do Espírito Santo. Veja o
que diz as Sagradas Escrituras

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em


meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar
de tudo quanto vos tenho dito (João 14:26).

A Bíblia ainda afirma que:

Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em


vocês, e não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção
dele recebida, que é verdadeira e não falsa, os ensina acerca de
todas as coisas, permaneçam nele como ele os ensinou. (1 João
2:27)
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Vemos então que o espírito santo tem a tarefa de iluminar a mente


do cristão para que o mesmo ouça a voz de Deus enquanto medita
na Bíblia Sagrada e esta mesma sentença serve para os
pregadores. Porém, isto não significa que devemos ignorar o que
nos apresenta a hermenêutica e isso tem sido o erro de muitos.
Deus deu a fé, mas também nos deu a razão sendo esta última não
elemento dado pelo o inimigo de nossas almas, mas como foi
afirmado foi dado pelo próprio Deus, sendo, desta maneira, nossa
obrigação usá-la.
Inúmeras interpretações equivocadas a respeito do texto bíblico têm
sido feitas, gerando variadas heresias e até mesmo seitas por todo
o mundo.
A importância da hermenêutica está fundamentada e provada no
fato de que, sem ela, cada um teria suas próprias regras e
conceitos para interpretar a Bíblia. Diante disto, a hermenêutica nos
apresenta regras e princípios universais, válidos para qualquer
homem e qualquer cultura que queira interpretar e entender o que
realmente a Bíblia diz, independente da sua vontade da sua
opinião.
A hermenêutica vai se utilizar de recursos como: Conhecimento
histórico, arqueológico, cultural, econômico, lingüístico, semântica,
sintaxe, dentre outros para que o verdadeiro sentido de um texto
venha ser extraído com o máximo de exatidão.
O pastor e teólogo Claudemir Pedroso da Silva, bacharel em
teologia pela Universidade Metodista de São Paulo, salienta com
bastante maestria, sobre como que a hermenêutica bíblica muda

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definitivamente a carreira ministerial de um pregador e a vida


acadêmica de um teólogo. Ele afirma assim:

Uma das principais ciências que um pregador deve conhecer é


certamente a hermenêutica. Porém, quantos pregadores há que
nem de nome a conhece! (Ministério Pastoral de Liderança,
pag.156)

O mesmo autor mais adiante explica:

Hermenêutica é a ciência e arte da interpretação. Trata-se de um


conjunto de regras e técnicas para a compreensão de textos.
(Ministério Pastoral de Liderança, pag.156)

Por falta de domínio desta tão importante ciência, como já


afirmamos, vários equívocos vêem aparecendo no meio evangélico.
Logo abaixo alistaremos alguns:

• A famigerada teologia da prosperidade, a qual traz uma


interpretação da mensagem de Cristo completamente
ingênua, excluindo elementos supracitados na Bíblia (como
tribulação e sofrimentos que perpassam a vida do cristão) em
prol de um suposto crescimento gospel.
• Uma invenção de versículos. Exemplo: ‘’Faze por ti que eu te
ajudarei’’. Muitos cristãos citam essa frase como se fosse um
versículo, porém é apenas um ditado popular, apesar de ser
verdadeiro em seu significado; ‘’Não cai uma folha de uma

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árvore sem a permissão de Deus’’. Também citam esta frase


como se fosse um versículo, mas que também não existe.
• Distorção de versículos: Exemplo: Buscai primeiro o Reino de
Deus e sua justiça e todas as outras coisas vos serão
acrescentadas. Na verdade a Bíblia não diz ‘’as outras coisas’’
mas sim ‘’estas coisas’’, pois se refere ao que Jesus citou no
contexto anterior.
Assim, percebe-se o quão importante é conhecermos as regras e
princípios da hermenêutica bíblica.

2- Regras básicas da Hermenêutica


Algumas regras serão apresentadas neste capítulo com a finalidade
de instrumentalizar o teólogo para uma melhor interpretação do
texto bíblico. Não será possível mencionar todas elas, porém, sem
dúvida, as principais estarão aqui mencionadas e explicadas.

Lei do Contexto: uma máxima é dita dentro do campo de estudo


da hermenêutica. Esta máxima é: todo texto sem contexto é um
pretexto. Isso significa que não se podem tirar conclusões de um
versículo da Bíblia, por exemplo, sem analisar o seu contexto
anterior e posterior, ou seja, sem observar o que vem escrito antes
e depois. Quando se fala além do contexto, se refere ao contexto
em suas múltiplas facetas. Por exemplo:
• A Bíblia não pode contradizer a própria Bíblia, sendo assim,
uma doutrina ou ensino qualquer tem que estar em plena
harmonia com todo o conjunto das sagradas escrituras.
Como exemplo para esta questão, podemos citar a polêmica

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que há em torno da passagem de Gênesis 6:1 ao 4, que diz


que os filhos de Deus enamoraram com as filhas dos
homens. Muitos interpretam que se referem ao
relacionamento entre Anjos e Humanas, porém, analisando o
contexto geral da Bíblia, a qual não pode se contradizer,
encontraremos Jesus dizendo: No céu não se casará, pois
serão como os Anjos (Marcos 12:25). Logo, Anjo é um ser
assexuado.
• Outro exemplo é, o contexto por livro; isso significa que é
necessário compreender o propósito de escrita daquele livro
para que se compreenda pontos particulares do mesmo.
• Outro exemplo é a lei do contexto dispensacionalista. Esta
vertente consiste no entendimento de que a humanidade tem
passado por várias dispensações, sendo que as duas
principais são: dispensação da lei e dispensação da graça. O
Velho Testamento foi escrito dentro da dispensação da lei,
enquanto que o Novo Testamento foi escrito dentro da
dispensação da graça. Isso explica a rigorosidade com que
Deus tratava a humanidade no Velho Testamento e a
flexibilidade que Deus apresenta no Novo Testamento.
• Contexto Histórico / Cultural / Econômico: É importante o
intérprete de a Bíblia conhecer a história dos povos dos
tempos bíblicos, bem como sua cultura, modo de vida em
geral e assim por diante. Isso explica muitas passagens
obscuras da Bíblia, por exemplo: Em 1 Coríntios capítulo 11,
Paulo recomenda à mulher o uso do véu nos cultos. Isto
aconteceu para diferenciar uma mulher de família e honrada,
de uma meretriz, a qual não usava o véu. Portanto, o uso do
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véu não é obrigatório nos tempos atuais, mas serviu para


uma diferenciação entres as mulheres daquele tempo
histórico. A falta dessa compreensão levou a comunidade
cristã do Brasil a interpretar que o uso do véu seria
obrigatório até os dias de hoje.
• O capítulo como contexto: Para se interpretar um versículo
isolado, deve se conhecer todo o capítulo no qual está
inserido aquele versículo. Vejamos o mesmo exemplo sobre
o véu. 1 Coríntios 11:6 ordena a mulher usar o véu. Porém,
no mesmo capítulo 11, só que no versículo 15 está escrito
que o cabelo da mulher (por ser longo) foi lhe dado (por
Deus) em lugar do véu.

Lei do Paralelismo: Paralelismo é um estilo lingüístico


característica da língua hebraica. Este recurso lingüístico funciona
assim: o escritor bíblico lança uma sentença primeira, e logo em
seguida lança uma sentença segunda, explicando, ampliando ou
reforçando o sentido a primeira. Como exemplo, podemos citar o
Salmo de nº 23.1 que diz:
O Senhor é meu pastor (primeira sentença), nada me faltará
(sentença paralela).
Este recurso é utilizado sem reservas no texto bíblico e nos ajuda a
compreender melhor o que o escritor bíblico intencionava.

Lei da Dupla Repetição ou Lei da Recapitulação: Muitas vezes


um livro ou capítulo conclui uma história relatando a morte de um
personagem bíblico e quando se inicia o livro posterior, este mesmo
personagem ainda está vivo. Isto acontece, pois este é um costume
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muito comum na escrita hebraica, conhecido como dupla repetição.


Como exemplo para esta questão, analisemos as seguintes
passagens:
Josué 24:29, Juízes 1:1 e 1:6,8 relata a morte de Josué.

Porém, no mesmo livro de Juízes 2:6, Josué se apresenta vivo e


morre no verso 8.
Isto acontece devido a este estilo literário do hebraico antigo.

Lei do Paralelismo Textual: tem que se encontrar 3 passagens


explícitas (claras) em outros livros da Bíblia sobre o mesmo assunto
ou doutrina para que seja afirmada como tal. Existem dois pontos
de vista quando a isso: 1- tendo duas passagens no V.T. e uma no
N.T. já se confirma como doutrina; 2- tem que encontrar três
passagens no N.T.

Lei do Bom senso: Muitas passagens da Bíblia requerem bom


senso para sua interpretação e não radicalidade João 21.25.

Lei da aplicação / Implicação: Aplicação se refere ao literalismo e


implicação se refere à simbologia. Ex.: Is 14:4, 14:12-14 z: 28Ez:
37. Literalmente estes textos se referem a um rei terreno, exemplo:
Tito. Mas este rei, por exemplo, simboliza Lúcifer.

Lei da autoria do texto: Para se interpretar a palavra logos


(teologia), tem que analisar algumas coisas, dentre elas:

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• O estilo pessoal de cada escritor;


• A época em que o texto foi escrito, cultura da época,
acontecimentos históricos, etc..
• Destinatário: Para quem foi escrito aquele texto, com que
objetivo.

Lei do duplo cumprimento: Algumas passagens da Bíblia tratam


de mais de um acontecimento ou significado, ex: Oséias 11:1 se
refere ao mesmo tempo à saída de Israel do Egito e também do
menino Jesus Mateus 2:15 e também pode significar a saída do
mundo, ou seja, a conversão de um pecador. Outro exemplo é
quando a Bíblia se refere ao céu. Ela pode estar se referindo a mais
de um, pois, existem três (Ex.: Sl 19.1)

• 1º céu: céu atmosférico (ar, pássaros, aviões, nuvens)


• 2º céu: céu cósmico: estrelas, plantas, galáxias.
• 3º céu: céu onde Deus habita: anjos, rua de ouro.
• Gn 1:1, 2 Cor 12:2-4, Ef 6:12

Esta lei acontece muito em profecias bíblicas:

Linguagem profética

Passado Futuro

Ao mesmo tempo
Ap 12:7-11

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Método = Literal – gramatical – Histórico


É o método mais confiável para se interpretar um texto bíblico:

• Literal: O que realmente o texto quer dizer, não o que eu


quero que o texto diga.
• Gramatical: Conhecer o Português, Grego, Hebraico. Tem
que entender de acentos e pontos, etc.. Ex: Os 3:1
• Histórico: Época, cultura, local em que foi escrito.

3- Exegese
Dentro do estudo da hermenêutica, existe um campo de estudo
denominado de exegese. Exegese nada mais é do que a parte
prática da hermenêutica. Assim a diferença entre exegese e
hermenêutica consiste no seguinte fator: a hermenêutica se
encarrega da parte teórica, apresentando as leis e princípios da
interpretação; já a exegese é quando se coloca em prática esses
princípios e leis da hermenêutica.
Desta maneira conclui-se que exegese é extrair do texto o seu
sentido original e exato o pastor e teólogo Claudemir Pedroso da
Silva discorre da seguinte maneira:

Exegese é o estudo sistemático da palavra de Deus com o objetivo


de extrair o sentido original. É uma tarefa histórica que procura
entender a Palavra conforme foi ouvida, pelos destinatários
originais, procurando também descobrir qual era a intenção original

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das palavras na Bíblia. (Ministério Pastoral de Liderança, pag. 170 e


171)

Na Bíblia Sagrada também encontramos uma citação muito


importante feita pelo apostolo Paulo sobre a importância de dominar
bem o conteúdo Bíblico. Vejamos o que ele diz:

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem


de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.
(2Tm.2:15)

Contudo, para que se faça uma boa exegese do texto bíblico, é


necessário ter em mãos algumas ferramentas básicas, mas que,
porém, são cruciais para o exegeta. Vamos nomeá-las nas linhas
que se seguem:
• Chave bíblica: este material consiste em uma ferramenta que
permite o estudante da Bíblia encontrar algum versículo ou
passagem da Bíblia de que precisa, isto quando a sua
memória não lhe ajudar. Daí o nome chave bíblica.
• Dicionário bíblico: esta ferramenta teológica é uma
ferramenta na qual o teólogo e pesquisador bíblico poderão
encontrar o significado etimológico e contextual de palavras e
nomes que estão presentes no texto bíblico.
• Concordância bíblica: este material teológico é uma
ferramenta que consiste em oferecer ao pesquisador teológico
passagens bíblicas paralelas que concordem, ou seja, que
tenha o mesmo sentido e assuntos do versículo primário.

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Assim, o teólogo encontrará outros versículos congruentes


àquele do qual ele começou.
• Comentário bíblico: esta ferramenta teológica é uma
ferramenta na qual o autor comenta as passagens da Bíblia
de Gênesis a Apocalipse. Existem comentários bíblicos que já
comentam a Bíblia versículo por versículo, como o comentário
bíblico de Champlin.
• Atlas bíblico: é importante para se localizar dentro da
geografia bíblica durante o estudo. Isto esclarece muitas
passagens obscuras da Bíblia. Exemplo: a travessia dos
judeus no mar vermelho; neste contexto os judeus não
atravessaram a parte aberta do mar mais uma península.
• Conhecimento das línguas originais: o conhecimento do
hebraico, grego e aramaico ( línguas em que foi escrita a
Bíblia) permite ao exegeta conhecer as terminologias originais
o que lhe permitirá se aproximar mais do sentido fiel ao texto.
• Livros em geral: livros de teologia sistemática, história da
igreja, história dos judeus, arqueologia bíblica, dentre outros,
quando de confiança, também são ferramentas muito
importantes. O apóstolo Paulo nos deixou este exemplo:

Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de


Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos. (2Tm.4:13).

É importante mencionar que o entendimento espiritual do texto


bíblico é dado principalmente pelo Espírito Santo e nenhum homem
ou livro teológico pode substituí-lo.

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A partir dos itens acima representados cabe ao teólogo utilizá-los


sem esquecer-se de estar com a sua vida devocional ativa para
com Deus.
Outro dado importante para o exegeta é entender que, depois do
Espírito Santo, o maior interprete da Bíblia é ela mesma

4- Figuras de Linguagem
Outro assunto importante dentro do estudo da hermenêutica são as
figuras de linguagem. O entendimento dessas figuras nos permite
compreender muitos textos da Bíblia, os quais soam como errados
ou contraditórios, mas que na verdade não passam de figuras de
linguagem. Muitos ateus e adversários usam desses argumentos
para desacreditarem a inspiração canônica da Bíblia, afirmando
eles que a Bíblia é repleta de erros e contradições, mas que na
verdade, como já foi dito, não se passa de figura de linguagem.
Alistaremos abaixo as principais figuras de linguagem que auxiliam
o leitor da Bíblia na compreensão da mesma. Vamos a elas:
• Hipérbole: se trata de um exagero intencional com objetivo de
enfatizar a mensagem do texto. Na verdade esta figura de
linguagem é usa cotidianamente por quase todas as pessoas,
além da Bíblia. Quem é que nunca ouviu ou falou a seguinte
expressão: todo mundo está sabendo! Ou: vou contar pra todo
mundo? Sabemos que ao usar a expressão “todo mundo” não
estamos se referindo aos índios, nem aos esquimós, quanto
menos aos astronautas. Na verdade, queremos enfatizar que
muitas pessoas sabem ou saberão, mesmo que seja com
relação às pessoas de um único bairro.
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A mesma coisa acontece com a Bíblia. Veja o que escreveu


os apóstolos João: Há, porém, ainda muitas outras coisas que
Jesus fez; e, se cada uma das quais fosse escrita, cuido que
nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se
escrevessem. Amém! (Jo.21:25). Sabemos que uma só
biblioteca comportaria.
• Metáfora: tem como base a semelhança entre dois objetos. É
uma espécie de comparação. Exemplo: Jesus é o leão da
tribo de Judá. A semelhança entre o leão e Jesus é que
ambos são reis.
• Metonímia: é quando se designa um objeto a partir de outro
com o qual se estabelece relação. É uma forma de
complementação ou abreviação. Exemplo: eles têm Moisés e
os profetas. (Lc.16:19). Em vez de dizer os escritos de Moisés
e dos profetas, só bastou dizer Moisés e os profetas.
• Perífrase: é quando substitui um nome próprio ou comum por
uma frase que o caracteriza. Exemplo: em vez de dizer leão,
eu digo o rei dos animais; em vez de dizer São Paulo, eu digo
terra da garoa.
• Pleonasmo: é quando se usa palavras redundantes uma
mesma frase. Exemplo: Jo 11:43 que diz: Lazaro sai para
fora; Jó. 42:5: Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora
te vêem os meus olhos.
• Eufemismo: é quando se usa expressões mais brandas para
aliviar a realidade da situação. Exemplo: o apóstolo dormiu no
Senhor, em vez de dizer que morreu diretamente.
• Prosopopéia: é quando se personifica seres inanimados
dando lhes vida como das pessoas. Exemplo: Os montes e os
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outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as


árvores do campo baterão palmas. (Is.55:12)

As figuras de linguagem são conhecidas como figura de estilo. Elas


existem com a finalidade de esclarecer uma idéia, enfatizar o
pensamento dentre outras questões.
Ainda, outras figuras de linguagem podem ser mencionadas e que
também fazem parte do texto bíblico e que complementam as
figuras que foram explicadas acima. Elas são:
• Alegoria: é quando se reúnem varias metáforas em uma
única sentença de modo harmonioso para a transmissão de
uma mensagem mais rica e mais explicada. Exemplo: Eu sou
o Pão Vivo que desceu do céu, se alguém dele comer, viverá
eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo, é a
minha carne... Quem comer a minha carne e beber o meu
sangue tem a vida eterna, etc.(Jo.6:51-65).
• Enigma: é quando se lança uma sentença cujo significado
seja de difícil compreensão. Exemplo: Do comedor saiu
comida e do forte saiu doçura. (Jz.14:14)
• Antítese: é quando, na mesma frase, se usa de palavras ou
pensamentos opostos para maior clareamento da mensagem.
Exemplo: Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e
espaçoso, o caminho que conduz a perdição, e muitos são os
que entram por ela. (Mt.7:13)

Tipologia Bíblica

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Autor: Pr. Elvys Tierney Santos Marinho

Tipo: é uma sombra, uma representação de algo maior, que existe


antes do tipo. Ex.: o cordeiro que morria na páscoa e Samuel – eles
são tipos de Cristo (o antítipo), ou seja, representam Cristo, sendo
que Cristo existe antes deles. Ap 13:8 (Cordeiro que foi morto
desde a fundação do mundo). Um bom exemplo da realidade
da tipologia bíblica está em Êxodo 25:40.
Anti Tipo: não é mais uma sombra, mas o real, o original, que existe
antes do tipo. Antítipo significa literalmente: Antes do Tipo. Veja: Ex
12 1-7 comparado com 1 Pe 1:19-20; Ap 1:12-13 comparado com
Ap 4:5.

Outro exemplo de tipo e antítipo:


A Arca da Aliança, a qual tinha três elementos dentro dela:
• Um pote com maná (tipo) – simboliza o pão que desceu do
céu (antítipo)
• As duas placas com os 10 mandamentos (tipo) simboliza a O
verbo vivo Jo1.1 – Antítipo)
• A vara de Arão que floresceu (tipo) que simboliza a redenção
(antítipo).

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Apologética

1- Introdução

Apologética significa “defesa”. Assim, a apologética cristã é a


matéria que defende a fé cristã, donde surge o termo apologeta.

Nesta matéria apresentaremos argumentos que compravam a


veracidade da Bíblia e a perfeição moral de Deus, bem como seu
eterno poder.

2- Em defesa da Palavra Escrita de Deus: a Bíblia


Sagrada: IPd 1:19-21; 2 Tm 3:16:

Há muitas religiões, e isto ocorre como consequência duma


tentativa de preencher o vazio existencial do homem, como
também, como consequência da fé inerente que há no ser humano
(presente em todo indivíduo). Contudo, a Bíblia Sagrada atesta
apenas a validade de duas religiões: o Judaísmo e o Cristianismo; o
Cristianismo é oriundo do próprio Judaísmo.

Muitas religiões se utilizam da Bíblia, porém, não como seu livro


principal, tal como acontece com o Islamismo (que usa
principalmente o Alcorão), o Mormonismo, que tem o seu terceiro
testamento (a Bíblia só tem dois testamentos), e assim por diante.
Assim, uma pergunta fica latente diante de tal situação: como saber
qual livro que é o verdadeiro? Ou são todos eles inspirados por
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Deus? Ou nenhuns o são, sendo apenas, todos estes livros, criação


humana, derivados duma busca implacável do ser humano por
preenchimento de um vazio profundo e consequência da sua fé
inerente?

De todos os livros do mundo, a Bíblia é o mais vendido, logo, o mais


lido. Todo ano bate Recorde de vendagem superando o livro mais
vendido do ano passado, no caso, ela mesma. Ainda, a Bíblia foi o
primeiro livro a ser impresso, após a invenção da imprensa por
Gutenberg. O mais interessante é que, mesmo com tantas procurar
e leituras, a Bíblia nunca se torna um livro enfadonho, cansativo.
Isto é primeira amostra que de fato, ela é a Palavra de Deus, que é
viva e eficaz, que se renova todo o dia, a cada dia. Quem nunca se
perguntou: como uma pessoa pode ler a Bíblia tantas vezes, de
capa a capa e não enfadar-se? Passa a vida toda lendo este livro e
não se cansa? Isto dar-se devido a sua vivacidade; é um livro vivo,
de conteúdo divino. Eu mesmo, já li a Bíblia de capa a capa
incontáveis vezes, tanto que perdi a conta e leio até hoje. Isto já não
acontece com os demais livros, que com o passar dos tempos, não
perdem o seu valor, mas são colocados de canto, “empoeirando-
se”, deixando de serem lidos com frequência (depois da terceira
leitura, “são esquecidos”). Realmente o que tem acontecido com a
Bíblia é o inverso disso: com o passar dos anos, aumenta-se a sua
procura. Porém, é importante ressaltar que a Bíblia não deve ser
idolatrada (bibliolatria), mas sim, o conteúdo da mesma é que deve
ser entendida e compreendida como A PALAVRA DE DEUS.

Outro fator importantíssimo que mostra a autenticidade da Bíblia


sagrada é o poder que a mesma tem de transformação de vidas,
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isto quando as mesmas se dispõem a seguir suas instruções e seus


princípios através de uma correta interpretação (hermenêutica e
exegese) das Escrituras Sagradas, e não sob um comportamento
fanático. A Bíblia enquanto Palavra de Deus tem incontáveis
testemunhos ao seu favor, ou seja, muitos são os casos de pessoas
que tiveram suas vidas literalmente transformadas por conhecerem
a Palavra do Criador Deus.

Outro argumento interessante concernente à defesa da Bíblia é o


seguinte: a própria história comprova a veracidade e a inspiração
canônica da Bíblia (Inspiração Canônica é a teoria teológica que
acredita que a Bíblia foi inspirada por Deus e que tem autoridade
plena para ser nossa regra de fé e prática). A isto se chama de
argumento histórico, ou seja, a própria história comprova a
existência de Deus e a veracidade da Bíblia como Livro Canônico.
Vejamos o porquê:

Muitos imperadores têm tentado destruir, eliminar a Bíblia do


Planeta. No entanto, a mão de Deus tem preservado este livro
sagrado até os nossos dias. Dentre estes imperadores podemos
destacar Antíoco Epifânio e Dioclesiano, que fizeram de tudo para
acabarem com qualquer cópia das Escrituras, dando ordem aos
seus exércitos para que queimassem, até mesmo em praças
públicas, qualquer cópia que encontrassem da Bíblia. E ainda mais:
quem fosse encontrado com alguma cópia da Bíblia seria
imediatamente morto. Na idade moderna vimos o massacre que
Adolf Hitler fez aos Judeus na Segunda Grande Guerra, matando
mais de seis milhões de Judeus e queimando publicamente todas
as cópias da Bíblia encontradas por ele e de qualquer outro livro
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que falasse da mesma de modo positivo. Porém Deus tem


preservado a Bíblia até nós através da chamada “preservação
providencial de Deus”, pela qual o Senhor preservou até os nossos
dias a Santa Palavra, como também a sua integridade.

Interroga-se muitas vezes se a Bíblia sofreu ou não alguma


alteração em questão de conteúdo durante o seu processo de
tradução e transmissão. A Bíblia pode ter sofrido distorções quanto
a determinadas expressões, mas nada que interfira na mensagem,
no sentido, na doutrina que a Bíblia se propõe a passar; o seu
conteúdo, a sua mensagem permanece intacta devido à
preservação providencial de Deus, ou seja, a ação do Jeová Gire (O
Senhor da Providencia, ou O Senhor Proverá). A Bíblia de fato é a
Palavra de Deus. Leia IPd 1:19-21; 2 Tm 3:16. Grandes
descobertas têm comprovado a autenticidade do texto bíblico que
temos em mãos, ou seja, a sua fidedignidade. Dentre essas
descobertas, podemos citar a descoberta dos Rolos do Mar Morto,
na qual, fragmentos bíblicos, datados de épocas anteriores a Cristo,
foram encontrados, os quais são inteiramente fidedignos aos textos
que temos em mãos, inclusive, o livro de Isaías, que neste ínterim
também foi encontrado, porém, não em forma de fragmentos,
porém, completo, idêntico ao texto protestante, no concerne ao
conteúdo. Este referido livro de Isaias, através do teste do Carbono
14, foi datado da época dos Essênios, comunidade Judaica cuja
existência é anterior ao nascimento de Cristo. Isto comprova
cientificamente que o texto que temos em mãos está realmente
preservado, quanto à integridade do seu conteúdo.

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Outra grande descoberta que comprova a fidedignidade bíblica são


os códigos da Bíblia; esses referidos códigos tratam do seguinte: no
texto Bíblico do Velho Testamento, doutores em Bíblia e Teologia,
descobriram códigos secretos, ou seja, escondidos entre os escritos
do V.T. (Velho Testamento). Estes códigos foram vistos de várias
maneiras no referido texto: estavam em sentido vertical, em sentido
horizontal, em sentido diagonal, etc.. Foi uma descoberta
impressionante. Por exemplo: a queda das Torres Gêmeas, a
Primeira e Segunda Guerra Mundial, a morte de John Lennon
(relatando até mesmo como seria esta morte), dentre outras coisas.
Cabe salientar que esses códigos são vistos no texto escrito com a
língua original, no caso, o hebraico antigo. Isto comprova que,
inquestionavelmente, a Bíblia foi inspirada por Deus. Há
controvérsias a respeito desses códigos por parte de teólogos.

3- Em defesa da Palavra Viva de Deus: Jesus


cristo, o filho de deus e único caminho
verdadeiro ao pai celestial: Ap 19:13; 1Jo1:1; 5:7

Jesus disse: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem


ao pai, senão por mim. Jo 14:6. Muitos pensam que se pode chegar
até Deus através de vários meios, vários caminhos, mas na verdade
só existe um único caminho para se chegar até Deus e esse
caminho é Jesus Cristo Rm 10: 2-4. Quando nos referimos a Jesus
Cristo como único intermediador entre Deus e os homens, nos
referimos a duas coisas: a obediência aos ensinamentos de Jesus
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Cristo e a fé em Jesus Cristo como aquele que é o filho de Deus,


que veio ao mundo, morreu na cruz por nossos pecados,
ressuscitou ao terceiro dia e está à destra do trono de Deus
intercedendo por nós. Sem essas duas coisas, segundo a Bíblia,
não há salvação; são necessárias as duas coisas e não só uma
delas. Veja o que diz a Bíblia: Rm 8:32-34; 10: 9-11; Cl 2:12-14.
Assim, segundo a Bíblia, Jesus Cristo é Deus, presente desde a
eternidade, ou seja, antes que o mundo existisse, lá estava Ele. O
que aconteceu foi que Jesus encarnou através de Maria, sua mãe
terrena. Mas Ele já existia antes mesmo dela nascer. Diante disto,
constata-se que não basta apenas ao homem o exercício das boas
obras, pois, segundo o texto Sagrado, não somos salvos pelas
obras primariamente e principalmente, mas sim pela fé em Jesus
Cristo, como Filho de Deus, que morreu na Cruz por nossos
pecados e ressuscitou ao terceiro dia, estando agora ao lado do
Pai, aguardando o momento da sua volta Gl 2:16. Sem esta fé,
nestas condições, não há salvação.

Desta maneira, Jesus é o único Senhor supremo e salvador da


humanidade; nem Maria, nem Pedro, nem João, nem Buda, nem
Alan Kardec, nem Josef Smith, nem Maomé, nem o Papa, nem o pr.
Elvys, pode levar alguém a Deus, só Jesus, através das duas
premissas que ensinamos acima: “a obediência aos ensinamentos
de Jesus Cristo e a fé em Jesus Cristo como aquele que é o filho de
Deus, que veio ao mundo, morreu na cruz por nossos pecados,
ressuscitou ao terceiro dia e está a destra do trono de Deus
intercedendo por nós” Tg 2:14-26; Jo14:15, 21, 23, 24; 1Jo 2: 3-6,
22,23; 4:2,3; 5; 1Jo5: 3-13; 2 Jo: 6-9.

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Assim, Jesus Cristo é o único intermediador entre Deus e os


homens, e sem ele, não há perdão de pecados e acesso ao Pai
Celestial Jo 14:1-14; Is 53: todo; Mt 1:21; At 10:43.

Atos 4.12: “E em nenhum outro há salvação, porque também


debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens,
pelo qual devamos ser salvos.”

ITimóteo 2. 5 e 6: “Porque há um só Deus e um só mediador


entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual se deu a
si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de
testemunho a seu tempo.”

4- Porque deus criou Lúcifer e colocou a árvore


do conhecimento do bem e do mal do Éden?

Muitos questionam o porquê que Deus criou Lúcifer, uma vez que
Ele sabia de todo o mal que o mesmo iria causar à posteridade de
toda a criação. A resposta para tal indagação se encontra no campo
da filosofia cristã.

Realmente o atributo natural-incomunicável e intransferível de


Deus, a onisciência, permitia a Deus saber, evidentemente, sobre o
futuro, e sendo assim, Ele previu o mal que Lúcifer causaria.

Contudo, o atributo Moral de Deus, a sua Justiça, não lhe permitiu


intervir do modo que pensamos (desistindo de criar tal criatura),
nesse trágico acontecimento da existência espiritual e cósmica,

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uma vez que os atributos morais do Altíssimo regem e subordinam


os naturais. Sendo Deus justo até mesmo nos minúsculos detalhes,
o Senhor concluiu duas coisas a respeito da criação de Lúcifer,
antes mesmo de o criar:

1- Não criar Lúcifer seria uma forma de punição pelo ele faria.
Porém Lúcifer ainda não tinha feito tais “maldades”, pois
ainda não existia, obviamente. Diante disto Deus pensou:
Não posso punir um ser por uma coisa que ele ainda não
fez! - Também, os dons de Deus, os seus presentes, são
irrevogáveis (Rm 11.29) e Deus os dá sem arrependimento
(Nm23.19), e a vida, segundo a Bíblia, é um dom (Rm
6.23). Deus sempre escolhe apostar na sua criação. A
Bíblia também diz que tudo o que Deus pensa, Ele faz; Ele
pensou em criar um anjo especial, então teve que fazer,
uma vez também que os seus pensamentos e ações são
sábias, retas e puras. Leia: Sl 139.17; Is 55.8,9; Mq 4.12; Is
14.24; Sl 12.6; 19.8.
2- Deus ainda pensou assim: que seria injusto, antiético e
anti-moral não permitir a um ser criado a oportunidade de
escolha, ou seja, o livre arbítrio, mesmo que com o seu
atributo natural Deus já sabia qual a decisão que este ser
iria tomar; o seu atributo moral, a justiça, a retidão, não lhe
permite intervir; toda a criação inteligente e racional deve
ter a chance de escolher o que quer para si, se o bem ou o
mal, pois isto é justo e reto, é moral e ético diante do
Senhor, independente dEle saber o futuro! Assim, o fato de

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Deus saber o futuro não lhe faz agir injustamente, nem em


questões mínimas.

Por isso também que Deus colocou a árvore da ciência do


bem e do mal no jardim do Éden, para que a humanidade
tivesse a oportunidade de escolher o seu futuro.

Mas alguém poderia indagar: que justiça é essa que


permite que o inocente pague pelos erros alheios? No
entanto, a Bíblia diz que em Cristo se cumpre a Justiça de
Deus. Isto significa que, Cristo, também sendo inocente,
pagou pelos erros alheios (de Adão e Eva); Deus também
viu seu filho inocente morrer pelos pecados de outros, e
ainda, morte de cruz; Deus sendo inocente, morreu em
nosso lugar. Cristo passou por todo o sofrimento humano,
e ainda mais. Rm 1.16, 17; 3. 21,22. Com relação ao
sofrimento dos inocentes algumas considerações cruciais
serão feitas a seguir:

Deus é infinitamente rico. Ele disse: Minha é a prata, meu é


o ouro (Ag 2.8). Deus também é justo (Sl 71.1). Sendo
assim, Deus trabalha com a lei da COMPENSAÇÃO, ou
seja, a recompensa que Ele dará no céu e na vida vindoura
aos inocentes que sofreram, e àqueles que perseveraram
em segui-lo, será algo tão magnífico, tão estrondoso (Rm
8.18; 2 Cor 2.9), que não se dá para descrever e, com
certeza, todos os que estiverem lá pensarão: Valeu a pena
passar por tudo que passei e, diante do que vivo agora, eu

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passaria por tudo de novo sem hesitação, pois Deus


compensou e com infinita sobra, todo o meu sofrimento.

5- Crescei-vos e multiplicai-vos... A Terra iria


comportar? Gn 1.28

Uma das ordens de Deus para o homem, no início da sua criação,


foi que o mesmo se multiplicasse e povoasse toda a Terra. No
entanto, analisando a situação mundial de superlotação global de
pessoas, como Deus poderia ter ordenado tal façanha? Se hoje,
havendo mortes, o mundo está ficando superlotado, imagine não
havendo morte, uma vez que Deus deu esta ordem ao homem (de
povoar toda a Terra) enquanto ainda o homem estava com a
possibilidade de viver eternamente? Como estaria a humanidade
hoje se o homem não morresse, mas vivesse eternamente e se
multiplicasse povoando toda a terra, uma vez que, por exemplo, o
Japão e a China estão superlotados e o primeiro elaborou para si
leis que regulassem a quantidade de filhos que cada casal pode ter,
devido ao seu elevado contingente de pessoas? Adão viveu quase
1000 anos e teve em média 40 filhos e filhas, imagine se ele
vivesse eternamente, se estivesse vivo até hoje, quantos filhos ele
teria? Quantos filhos cada pai e mãe teriam se vivessem
eternamente? Realmente esta pergunta é bem interessante! Cada
casal teria em média 100 filhos? Deus ordenaria um limite de filhos
para cada casal? Mas se Ele mesmo, Deus, mandou se
multiplicarem e reproduzirem-se em larga escala e povoar toda a

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Terra? Inúmeras conjecturas poderiam ser levantadas para


responder a esta questão. A primeira seria: Deus errou, pois se o
homem vivesse eternamente e a morte não existe na humanidade,
a Terra não caberia de pessoas e assim a ordem para se multiplicar
não perduraria, e em um dado momento ter-se-ia que mudar de
ordem: não se multipliquem mais. Mas uma ordem divina, instituída
antes da queda do homem não é feita para ser mudada depois, é
uma ordenança eterna, é a vontade real de Deus. Outra
possibilidade para esta questão seriam os oceanos. Deus
transformaria os oceanos em porções secas para caber o ser
humano na Terra. Porém esta alternativa ainda é muito limitada,
pois, se homem vivesse eternamente, em um dado momento, nem
os oceanos, transformados em terra seca, depois de muitos anos,
não mais comportariam a humanidade. Nem todas as florestas,
passando a ser habitat do homem, iriam resolver o problema em
longo prazo, pois, se o homem não fosse morrer, e somente se
multiplicar, de fato a Terra não comportaria toda esta quantidade de
pessoas. Será que Deus errou? Será que a Bíblia é uma farsa?
Será que o escritor ou tradutor da Bíblia errou ao escrever,
transcrever, etc. esta passagem? Não, nem Deus nem a Bíblia
estão errados. Agora, explicarei qual era o propósito de Deus em
tudo isto.

Sempre me perguntei qual o propósito de Deus em criar os demais


planetas, sistemas solares, galáxias, estrelas infindas, etc., são
tantas estrelas e planetas que nem podemos imaginar. Alguns
teólogos dizem que essas estrelas, planetas são para enfeitar o
nosso céu e demonstrar a grandeza de Deus. Ignorantes! Existem

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estrelas e planetas que nem com o maior e mais sofisticado


telescópio podemos ver. Então como enfeitaria o nosso céu visto a
olhos nus e como glorificar ao Senhor por aquilo que não vejo, que
nem sei e que, se não fosse pelo arrebatamento, nunca saberia?
Seriam, então, estes planetas, galáxias criações desnecessárias?
Ou são habitações de outros seres vivos, de inteligência, talvez,
como a nossa? Nada disso. Na verdade o propósito de Deus era,
quando ordenou ao homem povoar a Terra, não somente fazer com
que o ser humano povoasse a Terra, mas sim todo o universo. Daí
o motivo de Deus ter criado tantos planetas e galáxias. Talvez
alguém possa perguntar: mas, como o homem iria povoar todo o
universo, como faria essas migrações interplanetárias, sendo que o
homem mal tem tecnologia para ir a Lua; nem Marte, um planeta
próximo do nosso, o homem tem tecnologia para explorar, a não ser
enviar máquinas? Simples: antes da queda do homem no Jardim do
Éden, a capacidade cognitiva do ser humano era elevadíssima, não
somente a capacidade cognitiva, mas também a afetiva,
psicomotora, etc.. Alguns cientistas chegam a afirmar que o homem
apenas utiliza 2% de toda a sua capacidade intelectual, sendo que
alguns chegam a utilizar 8% ou 10%, como Isac Newton, Albert
Ainstein, etc.. Sendo assim, se o homem, depois da queda
desenvolveu tecnologias que o pôde conduzir à lua, lhe permitir
fazer viagens intercontinentais, se o homem não pecasse, ele
manteria a sua elevada capacidade intelectual, e assim, sem
problema algum, desenvolveria tecnologias com fontes renováveis,
que não prejudicassem a natureza, e que lhe permitisse fazer
viagens interplanetárias e até mesmo, intergalácticas, podendo até
mesmo, ainda, desenvolver um modo de viajar na velocidade da luz
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ou até mesmo utilizando a própria luz como meio de transporte,


como conjecturou o filme: “Kapax, no Caminho da Luz”. Quanto aos
recursos necessários aos planetas para se abrigar um sistema de
vida, ou Deus cuidaria disso quando chegasse a hora, gerando
atmosfera, água e outros elementos necessários à vida, ou o
homem desenvolveria tal tecnologia, ou, ainda, esses recursos já
existiam em muitos planetas, mas que, devido a queda do homem,
no Éden, o universo foi afetado e deteriorado, perdendo esses
recursos. Inclusive, foi constatado em Marte canais antigos de
água, porém já secos. Provavelmente, secaram após a queda do
homem no Éden, vedando-se, assim, a possibilidade de translado
interplanetário humano. Diante do exposto, essa era a idéia de
Deus: não fazer apenas o homem possuir a terra, mas todo o
universo; Deus ofereceu a Terra ao homem, se este fosse fiel,
receberia o universo em suas mãos, uma vez que a Bíblia diz: quem
é fiel no pouco será colocado no muito (Mt 25.21; Lc 16.10). Por
isso a existência de tantos planetas e galáxias. E como tudo o que
Deus nos dá, Ele nunca toma em revelia, o universo, os planetas,
as galáxias, estão ai, até hoje. Por isso o apóstolo Paulo disse que
toda a criação geme, esperando o dia da redenção e que a criação
está danificada por causa do pecado Rm 8:19-22, esta referência
atesta claramente que todo o universo existe para servir ao homem,
sendo assim, este texto, uma das bases bíblicas para esta teoria.
Isso mostra, então, que, realmente, toda a criação (todo o universo)
foi feito para ser explorado por nós, usufruído por nós, para servir a
raça humana, imagem e semelhança de Deus.

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Os planetas e galáxias não foram feitos unicamente para mostrar a


glória de Deus (Rm1.20), uma vez que 99,99% do universo é
invisível ao ser humano, mesmo com o mais potente telescópio.
Assim, esta é a razão para a existência te tantos planetas,
defendida nesta tese: para ser habitação de toda a humanidade,
exploração esta que faremos, após sermos arrebatados ao Cristo,
nos ares. Exatamente isto. Todo o universo foi feito para nós, os
seres humanos Rm 8.32. Se Deus não poupou seu próprio filho,
mas antes o entregou por nós, juntamente com este filho nos dará
também todas as coisas, é o que diz as Sagradas Escrituras. Ainda,
a mesma afirma que somos co-herdeiros juntamente com Cristo e
herdeiros de Deus Rm 8.17. E o que foi que Cristo herdou? Todas
as coisas, incluindo todo o universo Rm 11.36; Cl 1.15-20. Assim,
nessas passagens bíblicas expostas como referência, vemos que
Deus fez Cristo herdeiro de todas as coisas, tanto as que estão na
Terra como as que estão nos céus, visíveis e invisíveis e, sendo
nós co-herdeiros, o universo voltará ao pertencimento da igreja,
conforme o plano de Deus traçado para Adão e sua descendência,
conforme já foi discutido.

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Heresiologia

Seita, segundo alguns dicionários, é aquilo que é diferente.


Vejamos, contudo, o sentido mais usual das palavras: seita, heresia
doutrina cristã e apologética:

• Seita Religião que nega os princípios (doutrina) principais


e fundamentais da fé cristã. Ex: Negar que Jesus é o único
mediador entre Deus e os homens.
• Heresia Ensino contrário à Bíblia
• Doutrina Cristã Conjunto de fundamentos básicos e
específicos da Bíblia; Base.
• Apologética sig. Defesa. Apologeta é o defensor (contra
heresia).

É importante explicarmos o sentido exato da palavra “religião”.


Oriunda do latim “religare”, significa literalmente religar, reconectar.
O homem foi desligado no Éden e foi religado mediante a fé em
Jesus Cristo (Rm 5.12).

Os cristãos (ou religião cristã) são divididos em: Católicos


Romanos e Evangélicos ou Protestantes. Os mórmons e outras
seitas também se autodenominam cristãos.

Ecumenismo (comum): Reunião de várias religiões em um único


culto ou concílio (reunião).
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Sincretismo Religioso: Quando as doutrinas se misturam; quando


uma religião se funde à outra. Ex: Católica e Candomblé. Elas têm
entidades em comum, porém com outros nomes.

Islamismo

Palavra derivada de “Islão” ou “islã”. Quem professa essa religião é


chamado (a) de Mulçumano (a). Desta seita que surgem os
“homens bomba”. O seu livro principal é o Alcorão. O seu fundador
e maior profeta é Maomé e o seu deus é Alah (eles são
monoteístas).

Testemunhas de Jeová

As TESTEMUNHAS DE JEOVÁ negam a imortalidade da alma.


Dizem que quando o homem morre, a alma deixa de existir.

Acreditam que Jesus Cristo voltou em 1914.

Charles T. Russel, em 1881, é quem funda esse movimento abrindo


seu próprio ministério. Morreu 1916 e outra pessoa o substitui.
Russel morreu 3 anos após a data que ele disse que Jesus havia de
voltar (Dt 18:21-22 Mt 7:15).

Eles negam a existência do Espírito Santo (como ser pessoal)

As TESTEMUNHAS DE JEOVÁ adoraram Jesus Cristo até 1954. A


partir desta data, deixaram de adorar Jesus Cristo porque eles não
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acreditam que Ele é Deus, mas sim um deus menor (Hb 1:6). Se
baseiam em Jo 14:28. Mas, Jesus falou relacionado à natureza
humana dEle, e não como Deus – pois, como Deus Ele é igual ao
Pai. Ainda, Jo 14:8-9 Refutou a inferioridade de Cristo concernente
ao Pai. As Testemunhas de Jeová também citam: I Cor 11:3 e Cl
1:15. I Cor 11:3 não se refere à mudança de essência. Por exemplo:
o pai é o cabeça dos filhos e da mulher, mas não significa que
tenha essência superior; o prefeito é o cabeça da cidade, mas tem a
mesma essência que qualquer cidadão. Cl 1:15 não se refere ao
primeiro a ser criado, mas atribui a Jesus a primazia ou seja, o
escolhido de toda a criação (Êxodo 4:22) ou, ainda o princípio de
tudo (Jo 1.1-3).

Porém Russel, o fundador da Testemunhas de Jeová, adorava a


Jesus.

Eles adulteraram os versos de Gn 1:2 e Hb 1:6 (desconhecendo


assim a pessoa de Espírito Santo e negando a adoração a Jesus)
Também mudaram as seguintes passagens: Lc 23:43 (para negar a
imoralidade da alma), Lc 23:21 (para defender que Jesus não
morreu numa cruz). Mudaram textos bíblicos a partir de 1930, onde
substituíram a palavra cruz por estaca (tradução do Novo Mundo.
TESTEMUNHAS DE JEOVÁ). Mas, Jo 20:25 fala de cravos das
mãos, no plural. Se fosse estaca, estaria escrito: cravo das mãos,
no singular.

As Testemunhas de Jeová argumentam: como pode ser o Espírito


Santo uma pessoa e ser alguém, cheio dEle? Eles citam At 2:4 e Ef

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5.18. Para refutar esta assertiva, citamos Lc 22:3, que mostra que o
diabo, mesmo sendo uma pessoa, possuiu um homem.

Ainda, sabemos que o Espírito Santo é uma pessoa, pois o mesmo


apresenta: Intelecto, Emoção, Personalidade.

Para ser uma pessoa não precisa necessariamente ter um corpo –


Jo 14:26. Vejamos esses três elementos presentes no Espírito
Santo:

• Intelecto = Jo 14:26, Jo 16:7-8


• Emoção = Ef 4:30
• Vontade = I Cor 12:11

O nome de Deus e as Testemunhas de Jeová

As Testemunhas de Jeová ensinam que Deus só tem um nome:


Jeová. Mas, Deus tem nomes genéricos e específicos:

Genéricos:

• El = Deus (Hb) - Êxodo 20:5 (Genéricos)


• Deus Zeloso - II Cor 4:4
• El Elyon - Gn 14:19 - (Deus Altíssimo)
• Elohim e Eloah = Deus - Gn 1:1

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Nomes específicos

• Elshaday: Deus Todo Poderoso - Gn 17:1


• Adhonay = Senhor - Is 6:1 nome (Hb) usado só para Deus,
no Adhonay. Adohon ou Adhone é senhor referente a
pessoas ou deus menor.
• O Tetragrama = YHWH. No período inter-bíblico judeu não
pronunciava o nome de Deus. Então, interligaram as vogais
de Adhonay com o tetragrama e formou-se “YEHOWAH” –
Era pronunciado assim na Sinagoga. Quando Lutero fez a
reforma, ele coloca as vogais do nome Adhonay nas 4 letras
do tetragrama consolidando este termo (Jeová).

A Trindade de as Testemunhas de Jeová

Argumentos:

• As TESTEMUNHAS DE JEOVÁ afirmam que outras religiões


pagãs acreditam em alguma forma da Trindade. Por isso que
não é de Deus e nem bíblico (uma vez que é uma doutrina
pagã).
• Porque a palavra Trindade não aparece na Bíblia.
• Não acreditam na Trindade porque a doutrina Trindade é
irracional (só ensina o que o homem compreende ou
consegue entender), pois, foge da razão humana. Mas a
Bíblia fala que o evangelho é um mistério: Tm 3:16.
• A doutrina da Trindade não é Bíblica.

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• Contudo, vejamos passagens que comprovam a doutrina da


trindade: Dt 6:4-6 / Gn 22:2 / Gn 2:24 / Gn 1:26 / Jo 1:1-3 / Jó
33:4 / Rm 8:22-30 / Ef 4:6 / I Jo 5:20 / At 5:3-4

Espiritismo

O Espiritismo tem como grandes nomes as pessoas de Alan Kardec


e Chico Xavier. Livros como: o Evangelho segundo o Espiritismo e o
Livro dos Espíritos dão grande respaldo para estas seitas.

Acreditam na reencarnação.

Mormonismo

Tem como grandes nomes as pessoas de Josepf Smith e o anjo


Moroni, dentre outros. Tem o livro dos mórmons como superior à
Bíblia convencional. Veja como começa a introdução deste livro: O
livro de Mórmon é um volume de escrituras sagradas comparável à
Bíblia. No sexto parágrafo está escrito: Com respeito a este registro
o profeta Joseph Smith declarou: Eu disse aos irmãos que o Livro
de Mórmos era o mais correto de todos os livros da Terra e a pedra
fundamental de nossa religião (...).

Faça uma pesquisa sobre o Espiritismo e o Mormonismo e como


refutá-los biblicamente.

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O que seria do mundo sem as religiões

O mundo sem as religiões seria uma benção por um lado, mas por
outro, seria ruim.

O motivo que tornaria uma benção se o mundo não tivesse religião


é o fato de que as pessoas não ficariam iludidas com falsas
promessas, falsas filosofias, falsas idéias, e assim, realmente,
esquecendo-se de religião, se apegariam ao Deus verdadeiro e seu
filho Jesus, os quais são os únicos responsáveis pela salvação da
alma. Na verdade, não me refiro a um mundo sem religião, mas
apenas com uma única religião, o cristianismo, a qual é a religião
verdadeira. A palavra religião vem do latim religare e significa
religar, ou seja, religar o homem novamente com Deus. Mas as
demais religiões, exceto o cristianismo, não estão religando o
homem com Deus.

Na verdade, a proposta de não se ter nenhuma religião é do anti-


cristo, pois assim ele conseguirá dominar toda a terra. Mas neste
período, a igreja não estará mais no mundo.

O motivo que tornaria ruim o mundo não ter religião é o fato de que
as religiões ainda promovem princípios morais ao mundo e penso
que um mundo sem religiões se tornaria em um mundo anárquico,
sem moralidade, sem ética, sem temor a Deus e respeito ao
próximo, seria um mundo muito materialista e imediatista. Mas tudo
isto, só basta ao cristianismo se incumbir, pois, o cristianismo supri
todas estas lacunas.

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Assim, a religiosidade anti-bíblica é somente uma forma mística de


ser do homem, é uma forma de apego, e nada mais.

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Filosofia da Religião

1- Introdução

No decorrer da história um duelo imenso vem sendo travado. Este


duelo consiste no confronto dos princípios da ciência com os
princípios da religião: a ciência fundamenta-se na razão, enquanto
que a religião fundamenta-se na fé no sobrenatural, ou seja, no
transcendental.

Contudo, uma indagação tem surgido nas mentes de muitos


pensadores, tais como Agostinho (A Cidade de Deus), René
Descarte (em “O Método do Discurso) dentre outros. Esta
indagação consiste no seguinte: seria possível conciliar a fé e a
razão? A ciência e a religião? E a conclusão que se tem chegado é
que sim. Agostinho defendeu, após a sua conversão ao
cristianismo, que a razão auxilia a fé e que a fé auxilia a razão;
René Descartes, em seu livro O Método do Discurso, defendeu que
a razão prova a existência de Deus e não a nega, como se tem
pensado.

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2- A primazia da Fé sobre a Razão

É de suma importância o estudo das Sagradas Escrituras através


da perspectiva da fé, como também a análise da mesma mediante
uma perspectiva científica, ou seja, pela via da razão. Isto significa
que estes dois princípios devem reger a análise das Sagradas
Escrituras, e isto é muito bem explicitado através da fala do
apóstolo Pedro (2 Pedro, cap. 3, vers. 18): Antes crescei na graça e
conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja
dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.
Quando o apóstolo Pedro diz para crescermos na graça, ele se
refere ao crescimento espiritual, o qual se dá unicamente pela fé,
uma vez que o mundo espiritual ou transcendental só é aceito pela
fé, pelo fato de não poder ser mensurado e comprovado pela
ciência. Entretanto, quando o mesmo apóstolo se refere ao
crescimento no campo do conhecimento, ele se refere ao
crescimento intelectual, e este só pode ser adquirido pela razão. No
entanto, algo importante deve ser esclarecido nesta dissertação
concernente ao conhecimento, a saber: na perspectiva científica, só
existe o conhecimento adquirido ou construído, porém, na
perspectiva teológica, o conhecimento se dá de duas maneiras:
através da aquisição ou construção e através do processo da
revelação. Para o primeiro caso, dá-se o nome de
CONHECIMENTO ADQUIRIDO; para o segundo caso dá-se o
nome de CONHECIMENTO REVELADO. Este último (o
Conhecimento Revelado) só é possível pela fé, e encontra-se,

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portanto, dentro do campo: “crescei na graça”, expresso pelo


apóstolo Pedro.

Neste debate sobre os dois princípios que regem o estudo e prática


das questões bíblicas, algo deve, ainda, ser explicitado, a saber:
nesta relação entre a ciência e a religião Cristã e a fé e a razão, na
perspectiva teológica Cristã, a fé deve vir primeiro. Cientificamente
não se tem como comprovar pela via da razão a volta do Cristo,
mas, apesar disto, todo cristão deve aceitá-la pela fé, mesmo não
tendo provas racionais para este evento futuro. Vejamos como o
princípio da fé advinda antes da razão é a base para a vida cristã:
Certo repórter ateu perguntou a um pastor evangélico: como a
Bíblia pode afirmar que uma baleia engoliu o profeta Jonas, se
estudos comprovam que a garganta de uma baleia não tem
espessura suficiente para tal? O pastor simplesmente respondeu:
querido, se a Bíblia dissesse que foi Jonas quem engoliu a Baleia
eu teria acreditado, quanto mais que um grande peixe o engoliu...
(fonte: https://iprr.wordpress.com/category/bibliologia). (sabe-se,
entretanto, que a Bíblia não diz que foi uma baleia que engoliu o
profeta Jonas, mas sim, um grande peixe). Para ilustrar bem a
primazia da fé teológica Cristã sobre a razão científica, poder-se-ia
ainda citar mais um fato semelhante ao anterior citado. O fato
consiste no seguinte: perguntaram para um pastor evangélico:
pastor, estudos históricos, arqueológicos revelaram que na faixa do
mar Vermelho, na qual Israel atravessou para escapar de Faraó e
de seu exército, o volume de água não ultrapassava os joelhos dos
homens, como a Bíblia poderia afirmar, então, que as águas se
dividiram para o povo Israelita passar? O pastor, ao se deparar com

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esta pergunta, se levanta e começa, então, a glorificar a Deus, de


modo muito intenso, deixando o homem que lhe fez a pergunta
perplexo. Neste ínterim, o homem, incomodado, lhe faz mais uma
pergunta: pastor, eu acabei de provar que a Bíblia é uma farsa,
como você então se alegra sobremaneira? O pastor explica:
querido, o milagre do Êxodo, então, é bem maior do que eu
pensava, pois, a Bíblia diz que o exército de Faraó morreu afogado
neste mesmo local, sendo assim, Deus matou um exército inteiro,
com seus cavalos, com águas que davam simplesmente até o
joelho! (Fonte: http://oslimpatrilhos.wordpress.com/e-o-mar-abriu).

A título de clareza, ainda mais duas narrações sobre a primazia da


fé em detrimento da razão científica: uma professora dizia para sua
turma: alunos, vocês pode ver a lua? Então ela existe. Vocês
podem ver o sol? Então ele existe. Vocês podem ver a Deus? Então
ele não existe. Um aluno, então, curioso pergunta: colegas vocês
podem ver o cérebro da professora? Resposta: não. E ele diz:
Então o cérebro da professora não existe! (Teologia Sistemática
Alfa, OLIVEIRA, Domingos, p. 33, 34, 2010). E por fim: dois
arqueólogos, amigos, um ateu e outro cristão, sempre debatiam
sobre a existência do dilúvio citado na Bíblia. O ateu sempre dizia: o
dilúvio nunca existiu, pois não há provas disto. No entanto, em uma
de suas pesquisas, em um monte muito elevado e distante de
qualquer volume de água, os dois pesquisadores encontram uma
ossada inteira e intacta de uma baleia. Então o pesquisador cristão
pergunta ao seu amigo ateu: se o dilúvio não existiu, me explique
como esta baleia veio parar aqui em cima? (Teologia Sistemática
Alfa, OLIVEIRA, Domingos, p. 188, 189, 2010).

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Sobre a relação da fé com a ciência, R. Price, teórico do campo da


teologia e arqueologia bíblica, explica o seguinte:

Deve ser lembrado que na arqueologia a


ausência de evidencia não é evidencia de
ausência. Como a história demonstrou, dando-se
tempo, no fim a evidencia dará apoio ao texto
bíblico. (PRICA, R., Arqueologia Bíblica, Ed.
CPAD, 2006, Rio de Janeiro, P. 271).

E ainda, o mesmo autor, citando Bryant Wood, diretor executivo da


Associates for Biblical Research, declara:

Muitos têm a idéia de que a arqueologia pode


comprovar a bíblia. Até certo ponto isto é
verdade. A arqueologia pode ajudar a verificar
certos eventos históricos que aconteceram no
passado, mas a arqueologia só pode ir até onde
aquela arqueologia talvez possa demonstrar a
verdade de algum evento histórico, mas
certamente não pode verificar o miraculoso.
(PRICA, R., Arqueologia Bíblica, Ed. CPAD,
2006, Rio de Janeiro, P. 278).

Por isso que não se pode primar a razão e mensuração


científica em detrimento da fé.

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3- A relação da Fé com a Razão na ótica


agostiniana, Clemente e outros

Para Agostinho a relação RAZÃO e FÉ é sadia, salutar e somatória.


Para ele, se completam, complementam, se fortalecem, e, até
mesmo, se explicam. Contudo, para Agostinho, o princípio da fé
prevalece ao da razão. Numa certa feita, Agostinho afirmou: “eu
creio para compreender e compreendo para crer melhor” (intellige ut
credas, crede ut intelligas) é expresso no célebre Sermão 43. Em
seu livro, A Trindade, o mesmo cita que:

(...) falsas afirmações daqueles que, desprezando


os princípios da fé, deixam-se enganar por um
imaturo e desordenado amor pela razão. Alguns
pretendem aplicar às coisas incorpóreas e
espirituais as noções adquiridas sobre coisas
corpóreas, mediante os sentidos, ou graças à força
da razão humana e à potencialidade da
investigação; [...] (A Trindade, Ed. Paulus, p. 23)

Veja outra sentença de Agostinho:

Mas que se convençam pela própria consciência


de que existe aquele sumo Bem, só visível às
mentes muito puras. E se eles não podem
compreender, é porque o limitado olhar da
inteligência humana não é capaz de se fixar

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nessa luz sublime, se não for alimentado pela


justiça fortalecida pela fé. (A Trindade, Ed.
Paulus, p. 26)

Desta maneira fica claro como a fé deve vir primeira que a razão e
que a razão pode ser imatura e falível. No entanto, esta fé que deve
vir primeiro que a razão, deve ser uma fé bíblica, aplicada na
pessoa certa que é Cristo.

G. Reale e D. Antiseri, em sua obra: História da Filosofia: Patrística


e Escolástica, V. 2, afirmam que:

Clemente (nascido por volta de 150) se propõe


demonstrar a perfeita harmonia entre fé e razão,
que existe no cristianismo. A filosofia não torna a
verdade mais forte, mas defende de a fé dos
ataques dos inimigos da verdade. (Ed. Paulus,
2003, p. 43).

Diante do exposto, esta relação FÉ e RAZÃO são indissociáveis, a


partir do momento que são exercidas do modo e ordem devidas.

A razão busca o conhecimento verdadeiro das coisas. Na teologia


cristã Jesus é a verdade e o verdadeiro conhecimento, e na filosofia
cristã só é possível alcançar este verdadeiro conhecimento através
da fé. O conceito de conhecimento e o conceito de verdade estão
intimamente ligados quando os enxergamos por uma perspectiva
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teológico-cristã. Na verdade, entende-se que o verdadeiro e o


universal (com relação ao conhecimento e a verdade) é o logos de
Deus, ou seja, o que está escrito na Bíblia sagrada.

No livro Mensagens e Estudos Bíblicos Revelados e Inspirados na


Palavra de Deus, há um capítulo denominado: Ver para Crer ou
Crer para Ver? Leia-o.

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Princípios da Liderança Cristã

Sermão da Montanha

A mediação nos conflitos por parte do líder é necessária, e alguns


recursos são fundamentais para a eficácia e eficiência desta
intervenção do líder.

Na Bíblia Sagrada, no livro de Mateus do capitulo 5 ao 7, Jesus faz


um discurso em cima de um monte, proferido nas colinas de Kurun
Hattin, ao sudoeste do lago de Genezaré. Este discurso feito por
Jesus neste monte foi batizado como o “Sermão da Montanha” ou
“Sermão do Monte”. Neste sermão, lições e princípios são
ministrados por este “homem” para o dia a dia do ser humano, os
quais podem ser aplicados na prática da liderança de uma
instituição.

O maior pensador da Índia, Mahatma Gandhi (1869-1948), afirmou


que:

“Se perdessem todos os livros sacros da


humanidade, e só se salvasse O SERMÃO DA
MONTANHA, nada estaria perdido.”

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Esta afirmação feita por um homem não cristão, seguidor do


Hinduísmo e conhecido mundialmente demonstra a importância e a
profundidade deste relato e ensino de Jesus Cristo.

O Sermão da Montanha é considerado por Huberto Rohden (1893-


1981), em seu livro O SERMÃO DA MONTANHA, como um
programa da ética humana que visa a total realização do homem,
considerando felizes aqueles que o mundo considera infelizes, ex.:
os sofredores, os puros, os perseguidos, os pobres, os mansos e
etc.. O Sermão da Montanha propõe uma prática de vida contra-
mão à concepção comum.

Este referido discurso de Jesus Cristo contém ensinamentos


diversos com temas também diversos, a saber, as bem-
aventuranças, sal da terra e luz do mundo, ostentação,
materialismo, o julgamento dos outros, e edificação sobre a rocha,
dentre outros.

O Sermão da Montanha e a Liderança de conflitos


institucionais

Uma pergunta se torna necessária: Será que é possível utilizar-se


dos princípios contidos no Sermão da Montanha na prática da
liderança de conflitos? Esta é uma pergunta que tentaremos
responder.

Jesus é considerado por muitos como “O Mestre por excelência”,


isto pela facilidade, honestidade e clareza com que instruía. Desta
maneira, uma das primeiras lições que se pode extrair do Sermão
do Monte é concernente a metodologia para o ensino e orientação
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de pessoas. Este discurso do capitulo 5 ao 7 do livro de Mateus é


um discurso de linguagem fácil e acessível, no qual, a comunicação
é feita de modo transparente, ou seja, é feita uma aproximação
entre o conteúdo a ser transmitido às características da realidade
de cada ouvinte. Um dos exemplos que se pode encontrar
concernente a esta relação se encontra no Capítulo 5 e versículos
13, 14, 15, 16 do livro de Mateus, onde Jesus, querendo ensinar
algo a seus discípulos, faz uma comparação do sal e da luz com a
possibilidade de seus discípulos serem uma diferença e uma
referência em suas comunidades e sociedade, respectivamente. Ele
usou os termos sal e luz para que pudessem entender o significado
de diferença e referencia. Ele usou linguagem, expressões e termos
do dia a dia de seus alunos para que os mesmos pudessem captar
melhor a mensagem. É imprescindível que esta característica
precisa estar presente na prática da liderança, uma vez que o
referido líder precisa se fazer entender aos seus liderados no ato da
comunicação, construindo relações, sentidos e significados através
da mesma.

David Ausubel (1918-2008) é um teórico do campo da psicologia e


da educação que desenvolveu uma teoria da aprendizagem
chamada de Aprendizagem significativa. Nesta teoria, Ausubel,
ensina que, para que haja aprendizagem, a nova informação
precisa relacionar-se com o conhecimento prévio do aluno o qual
ele chama de subsunçor, e este é um dos primeiros princípios
notáveis no discurso do Sermão da Montanha, pois, no mesmo,
Jesus Cristo, para se fazer entendido e alcançar o cognitivo dos

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ouvintes, se utiliza dos conhecimentos prévios deles, como foi


explicitado no caso do sal e da luz.

Outro dado importantíssimo que se pode observar e aprender


nestes capítulos do livro de Mateus é que Jesus Cristo tinha a
capacidade de tratar a todos com igualdade. Não importava a
classe social, situação econômica ou a etnia do seu público,
nenhuma discriminação ou exclusão era feito por ele no processo
de educar, instruir e se relacionar com eles. Jesus disse: bem
aventurado, os pobres, os perseguidos e etc.. Esta postura é
essencial para um líder, pois o mesmo não se deve deixar levar, em
sua conduta, por bajulações e práticas de acepções de indivíduos.

Ainda, vemos no discurso do Sermão da Montanha o exercício de


um dos princípios fundamentais para a mediação de conflitos. Este
princípio é a imparcialidade. O líder, na sua prática de mediação de
conflitos, precisa ser antes de tudo, imparcial na sua conduta. Isto
significa não ser tendencioso durante sua postura perante os
sujeitos conflitantes, o que na linguagem popular se diria, “não
puxar sardinha para nenhum dos lados”. Os exemplos de
imparcialidade demonstrados no texto do Sermão da Montanha são
encontrados nos versículo 6, 10 e 20 do capitulo 5 do livro de
Mateus, como também nos versículos 43 ao 48 do mesmo capitulo
e do mesmo livro. No versículo 6 do capitulo 5 de Mateus, está a
quarta bem-aventurança narrada por Jesus Cristo. Nele está
escrito: “bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, por
que eles serão fartos.” (Mateus 5:6). (Os versículos 10 e 20 do
mesmo capitulo também falam de justiça.) O líder precisa ter fome e
sede de justiça, e de maneira alguma agir injustamente em suas
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decisões e mediações de conflitos, por menor que seja a injustiça.


Quando este texto (Mateus 5:6) fala de justiça, ele refere-se à
conduta, a qual deve ser reta, justa e honesta diante das situações
de conflitos. Maria José Lobato Azevedo, autora do artigo Mediação
de Conflitos, explica que de fato, o mediador de um conflito, precisa
ser imparcial às vontades e interesses das partes envolvidas no
mesmo, pois somente assim ele poderá identificar precisamente a
solução para a situação conflituosa que atenda a ambas as partes.

Na mediação a resolução do problema implica


sempre a existência de uma pessoa imparcial ao
conflito que terá por função facilitar a identificação
e a construção da solução para o conflito. Este
procedimento é por natureza mais formal, pois
implica todo um conjunto de actuações que têm
que ser organizadas à partida. (Azevedo, Maria
José Lobato, P. 6)

Nos versículos 43 ao 48 do capitulo 5 do livro de Mateus, está outra


referência no Sermão da Montanha concernente à conduta
imparcial por parte do mediador de conflitos. Nesta passagem está
escrito que é preciso fazer o bem a todos, mesmo que a pessoa a
quem fazemos o bem tenha nos feito mal. Assim deve agir o líder
na mediação de conflitos; Independente dos atritos e desgastes que
este tenha tido e/ou sofrido com outro sua conduta e seus
julgamentos nestas situações conflituosas devem ser imparciais:
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Autor: Pr. Elvys Tierney Santos Marinho

Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e


odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai
a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem,
fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que
vos maltratam e vos perseguem; para que sejais
filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz
que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a
chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se
amardes os que vos amam, que galardão tereis?
Não fazem os publicanos também o mesmo? E,
se saudardes unicamente os vossos irmãos, que
fazeis de mais? Não fazem os publicanos
também assim? Sede vós pois perfeitos, como é
perfeito o vosso Pai que está nos céus. (Bíblia,
Mateus 5: 43-48)

Existe ainda outro ensinamento fantástico demonstrado no texto do


Sermão da Montanha. Este ensinamento consiste no entendimento
da causa das ações do ser humano, ensinamento este, que pode
ser aplicado também para as ações do líder; O discurso do Sermão
do Monte feito por Jesus Cristo, fundador do cristianismo, ensina
também que todo ato de um individuo é oriundo de um princípio, ou
seja, toda ação é decorrente de um pensamento e/ou sentimento,
os quais são gerados pela palavra. Não existem ações humanas
ocorrentes meramente do acaso; um pensamento e/ou sentimento
são quem originam os comportamentos, as atitudes, as ações e etc.
e os pensamentos e sentimentos nascem, repito, mediante a
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nossa autorização por escrito, caso contrário, será passível de sansões judiciais.
INSTITUTO EDUKAR – 18.484.524/0001-60
Autor: Pr. Elvys Tierney Santos Marinho

palavra. Isto é demonstrado, dentre muitas outras, na passagem de


Mateus Cap.5 Ver.21-22. Nela está escrito: “Ouvistes que foi dito
aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de
juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se
encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que
disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe
disser: Louco, será réu do fogo do inferno.” No caso explicitado
nestes versículos de Mateus Cap.5 Ver.21-22, é ensinado que o
erro não está unicamente no ato de matar, mas começa no ato de
odiar (se encolerizar sem motivo) e proferir palavras contra o outro (
disser a seu irmão: Raca, que significa você não vale nada; ou
Louco). Aprendemos aqui, que este trecho não somente focaliza a
ação, mas a causa da ação, não só condena o ato errôneo, mas
também a intenção, sentimento ou pensamentos errôneos que
produzem os comportamentos e, ainda, as palavras que geram
estes sentimentos e/ou pensamentos danosos. Nestes versículos
demonstra-se que o líder deve-se preocupar-se com as causas das
atitudes humanas, as quais são: as palavras danosas e os
sentimentos e/ou pensamentos danosos. Parafraseando Mahatma
Gandhi (1869-1948): “toda palavra gera um pensamento, que gera
um sentimento, que geram atitudes, que geram hábitos, que muda
pessoas, que mudam o mundo”. O líder, no seu trabalho de mediar
conflitos, precisa perceber as causas dos comportamentos dos seus
liderados, como também as causas das suas próprias atitudes, para
que assim, ele possa ter êxito na mediação dos conflitos. Muitas
vezes, os conflitos ideológicos se desdobram em violências físicas
ou de palavras, mas, a causa dos mesmos é obstante a violência.

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A falta de princípios éticos e morais imperam em muitos momentos


de resolução de conflitos, e entendo que a instituição, os tribunais
de justiça, a igreja, a escola e a família, são os lugares principais
onde a falta desses referidos princípios não poderia ocorrer.

Outras aprendizagens para a mediação de conflitos institucionais


por parte do líder institucional ainda podem ser extraídos do texto
do Sermão da Montanha e alem de princípios morais e éticos, o
Sermão da Montanha também fornece à liderança, fundamentos
metodológicos e objetivos a serem traçados pela mesma.

Muito mais do que ensinar o que uma pessoa deve FAZER, o


discurso do Sermão da Montanha ensina o que um indivíduo deve
SER, formando valores e abrindo um novo horizonte na visão do
mesmo para com seu semelhante.

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Autor: Pr. Elvys Tierney Santos Marinho

Bibliografia Recomendada

Enciclopédia de Estudo de Teologia. Ed. Semeie e Mundial:


2011-13;

Dicionário Wycliffe. CPAD. 2006;

Dicionário Vine. CPAD. 2002;

Comentário Bíblico Champlin. Ed. Hagnos. 2001;

CESARÉIA, Eusébio. História Eclesiástica.: Ed. Novo Século,


2002;

JOSEFO, Flávio. História do Hebreus: Ebook Gospel: 2004;

ECO, Umberto. O Nome da Rosa. Ed. Nova Fronteira. 2006;

LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. A Construção do Saber: Ed.


UFMG. 2008;

KENNY, Anthony. Filosofia Medieval: Ed. Edoções Loyola: 2005

BAGNO, Marcos. Nada na Língua é por acaso. Ed. Parábola:


2008.

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