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MANUAL BOAS PRÁTICAS INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS

Esgoto Sanitário

O sistema de esgoto sanitário tem como função básica coletar e conduzir os despejos
provenientes dos aparelhos sanitários a um destino apropriado, e deve ser projetado de modo
que:

- Evite a contaminação da água, tanto no interior dos sistemas de suprimentos e de


equipamentos sanitários como nos ambientes receptores.

- Permita o rápido escoamento da água utilizada, de forma que evite vazamentos e formação
de depósitos no interior da tubulação.

- Impeça que os gases do sistema de esgoto sanitário atinjam as áreas de utilização.

- Impossibilite acesso de corpos estranhos dentro do sistema.

- Permita fácil inspeção.

- Não permita o acesso do esgoto ao subsistema de ventilação.

- Permita com que os aparelhos sanitários sejam instalados por dispositivos que facilitem sua
remoção para possíveis manutenções.

- O esgoto sanitário seja separado completamente do sistema de águas pluviais.

A disposição final do efluente de um sistema de esgoto sanitário deve ser feita em rede
pública de coleta, quando possível, ou em um sistema particular de tratamento, quando não
houver rede pública de coleta.

Todos os aparelhos sanitários devem ser protegidos por desconectores.

Ramais de Descarga e de Esgoto

Todos os trechos horizontais do sistema de coleta e transporte de esgoto devem possibilitar o


escoamento dos efluentes por gravidade, ou seja, ter uma declividade constante.

Declividades mínimas

- 2% para tubulações de diâmetro menor ou igual a 75.

-1% para tubulações de diâmentro igual ou superior a 100.

As mudanças de direções nos trechos horizontais devem ser feitas com peças com ângulo
central igual ou inferior a 45 graus.

As mudanças de direções nos trechos horizontais para verticais (ou vice-versa) podem ser
feitas com peças com ângulo central igual ou inferior a 90 graus.

É vedada a ligação de ramal de descarga ou ramal de esgoto, através de inspeção existente em


joelho ou curva, ao ramal de descarga de bacia sanitária.

Os ramais de descarga e esgoto devem permitir fácil acesso para desobstrução e limpeza.
Tubos de Queda

Preferencialmente devem ser instalados em um único alinhamento, quando necessário os


desvios devem ser feitos com peças de ângulo central igual ou menor a 90 graus,
preferencialmente com curvas de raio longo ou 2 curvas de 45 graus.

Para edifícios de 2 ou mais andares onde os tubos de queda recebam efluentes com
detergentes que geram espuma ( pias, tanques, etc.) são adotadas medidas para evitar o
retorno da espuma, tais como:

- Não efetuar ligações de tubulações de esgoto ou de ventilação nas regiões de ocorrência de


sobrepressão

- Efetuar o desvio do tubo de queda vertical para o horizontal com curvas de 90 graus de raio
longo, duas curvas de 45 graus ou instalar um dispositivo com finalidade de evitar o retorno da
espuma.

Devem ser previstos tubos de queda exclusivos para a pia da cozinha e máquina de lavar
louças, com ventilação primária e devem descarregar em uma caixa de gordura coletiva,
previamente dimensionada.

Subcoletores e Coletor Predial

Devem ser de preferência retilíneos, quando necessário os desvios dever ser feitos com peças
de ângulo central igual ou menor a 45 graus, acompanhados de elementos que permitam a
inspeção.
Todos os trechos horizontais devem possibilitar o escoamento por gravidade, com declividade
constante e respeitando os valores de declividade mínima. A declividade máxima a ser
considerada é 5%.

No coletor predial não devem existir quaisquer peças que causem a descontinuidade do fluxo,
como desconectores, caixas de inspeção com fundo de cota mais baixo que o coletor (onde
pode acumular efluentes), bolsas de tubulação dentro da caixa de inspeção, sendo permitida a
inserção de válvula de retenção de esgoto.

As variações de diâmetro dos subcoletores e coletores prediais devem conter dispositivos de


inspeção ou peças especiais de ampliação.

Quando as tubulações forem aparentes, as interligações de ramais de descarga, ramais de


esgoto e subcoletores devem ser feitas através de junções a 45°, com dispositivos de inspeção
nos trechos adjacentes. Quando forem enterradas, devem ser feitas através de caixa de
inspeção ou poço de visita.

Caixa de Gordura

As caixas de gordura devem ser instaladas em locais de fácil acesso e com boas condições de
ventilação. Sendo vedado o uso de caixas de gordura individuais nos andares.

As caixas de gordura devem possibilitar a retenção e posterior remoção da gordura, através


das seguintes características:
- Capacidade de acumulação da gordura entre cada operação de limpeza;
- Dispositivos de entrada e de saída convenientemente projetados para possibilitar que o
afluente e o efluente escoem normalmente;
- Altura entre a entrada e a saída suficiente para reter a gordura, evitando-se o arraste do
material juntamente com o efluente;
- Vedação adequada para evitar a penetração de insetos, pequenos animais, águas de lavagem
de pisos ou de águas pluviais, etc.

Caixas e Dispositivos de Inspeção

O interior das tubulações deve ser acessível por meio de dispositivos de inspeção, respeitando
as seguintes condições

- A distância entre dois dispositivos de inspeção não deve ser superior a 25,00 m.

- A distância entre a ligação do coletor predial com o público e o dispositivo de inspeção mais
próximo não deve ser superior a 15 m.

- Os comprimentos dos trechos dos ramais de descarga e de esgoto de bacias sanitárias, caixas
de gordura e caixas sifonadas, medidos entre os mesmos e os dispositivos de inspeção, não
devem ser superiores a 10,00 m.