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Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica

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Vale S.A.

Vale S.A.

TÜV SÜD / Bureau de Projetos e Consultoria Ltda.

TÜV SÜD / Bureau de Projetos e Consultoria Ltda.

Inscrição ao Prêmio José Machado

O ESTUDO DE CASO DA BARRAGEM ITABIRUÇU:

GESTÃO DE RISCO GEOTÉCNICO DE BARRAGENS DE REJEITO

1.

Introdução

Barragens de rejeito de mineração são estruturas complexas onde o material armazenado no reservatório não tem comportamento geotécnico trivial. Este é um aspecto importante quando os alteamentos da barragem são realizados para montante ou por linha de centro, pois o rejeito que antes atuava como sobrecarga no reservatório passa a atuar também como fundação de um alteamento da barragem. Além disto, outra particularidade das barragens de rejeito diz respeito à variação de suas condições ao longo de sua vida útil. Normalmente, a barragem não é construída com sua altura final, sendo alteada à medida que o volume de preenchimento do reservatório vai se esgotando. Isto se deve especialmente às flutuações do valor de mercado do minério, o qual é responsável pelo ritmo de operação da mina e pelo consequente plano de disposição dos rejeitos. Desta evolução ao longo do tempo, decorre que uma única barragem pode ser construída em épocas distintas por construtoras diferentes, com base em projetos executivos também elaborados por empresas diversas. Esta complexidade traduzida em termos de propriedades dos materiais e do histórico de construção e operação, demanda uma gestão de risco geotécnico elaborada especificamente para este tipo de estrutura. Ainda é prática corrente avaliar a segurança de uma estrutura geotécnica de modo

determinístico, ou seja, por meio de análises realizadas com propriedades médias ou conservadoras. Tais análises fornecem resultados únicos, tomados como definitivos e comparados a limites estabelecidos por normas técnicas. Sabe-se que este paradigma deve ser superado, uma vez que um resultado determinístico aceito como satisfatório pode estar associado a uma probabilidade de ruptura considerada como alta, conforme discutido por Cecílio et al. (2012). A Engenharia Geotécnica lida com materiais que naturalmente apresentam variabilidade de suas propriedades e, consequentemente, os resultados de análises também são variáveis. Quanto maior a variabilidade dos parâmetros de entrada, maior será a dispersão dos possíveis resultados de cálculo e, portanto, maior será a probabilidade de ocorrência de uma possível falha. Por sua vez, a probabilidade de ruptura também não pode ser avaliada isoladamente, sem estar associada às suas consequências. Uma estrutura com probabilidade de falha alta, executada em local ermo, intuitivamente apresenta menor criticidade que uma estrutura com probabilidade de falha reduzida, executada em local de elevada densidade populacional. Por esta razão, a avaliação do risco deve ser priorizada. Define-se o risco, em consonância com a NBR 31.000 (2009), como o produto da probabilidade de ruptura pelo custo de suas consequências, sendo portanto um valor monetário.

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Prêmio José Machado

Prêmio José Machado

Prêmio José Machado
Prêmio José Machado

O projeto GRG Gestão de Riscos Geotécnicos é uma iniciativa da Vale S.A. cujo intuito é avaliar a condição de segurança de suas estruturas geotécnicas e assim possibilitar geri- las, tendo um valor monetizado de risco como balizador para tomadas de ações preventivas ou de aprimoramento. A metodologia elaborada para o GRG, apesar de ser embasada em teorias consagradas, possui aplicação pioneira no Brasil e no mundo, tendo sido desenvolvida pela Vale S.A. com a colaboração de um painel de consultores. As análises de risco têm um caráter prognóstico (de previsão), uma vez que diagnósticos (comprovações) são realizados frequentemente pelas equipes da Vale S.A. e por auditores externos. A Vale S.A. possui 150 barragens, sendo 110 em operação ou em implantação e 40 inativas, localizadas em 29 minas pelo Brasil. O projeto GRG já avaliou o risco de 38 barragens, estando em etapa final de avaliação mais 27, com previsão de totalizar 143 avaliadas até 2020. Para início dos estudos, foram priorizadas as barragens classificadas como de Dano Potencial Associado (DPA) Alto, conforme critérios de classificação estabelecidos na Portaria nº 70.389 do DNPM (2017). Para apresentar a metodologia de análise de risco, foi escolhida como estudo de caso a Barragem Itabiruçu, cuja construção de seu último alteamento foi finalizada em maio/2016 e cuja avaliação do risco foi finalizada em dezembro/2016. A barragem é convencional, em aterro compactado, tem altura de 71 m, comprimento de crista de 810 m e reservatório com 130 milhões de m³, dispondo de quantidade apreciável de investigações realizadas ao longo de sua construção, o que possibilitou uma

análise estatística dos resultados. A Barragem Itabiruçu teve seu risco geotécnico avaliado pela TÜV SÜD Bureau de Projetos e Consultoria Ltda., seu risco hidrológico pela Potamos Engenharia e Hidrologia Ltda. e a avaliação das consequências de sua ruptura pela empresa Amplo Engenharia. Destaca-se o forte aspecto de inovação presente no projeto GRG, especialmente quanto à aplicação da metodologia desenvolvida, norteando a concepção e a execução de obras e priorizando a disponibilização dos recursos necessários. Conforme detalhado adiante, cabe ressaltar que a avaliação de risco da Barragem Itabiruçu foi realizada em etapas multidisciplinares, incluindo observações de campo por meio de monitoramento e interpretação da instrumentação instalada.

  • 2. A Barragem Itabiruçu

A Barragem Itabiruçu (Figura 1) faz parte do Complexo Itabira, Mina Conceição, barrando o Ribeirão do Peixe e situada no Município de Itabira, na região central do Estado de Minas Gerais, distante cerca de 100 km de Belo Horizonte (coordenadas 679.800E / 7.822.400N, zona UTM 23K). Seu projeto foi desenvolvido já prevendo sua implantação por etapas, com alteamentos pelo método de jusante, sendo o rejeito disposto em ponto único, ao fundo do reservatório, por gravidade. Desde o início de sua operação, a barragem recebia os rejeitos totais provenientes da Mina

Prêmio José Machado O projeto GRG – Gestão de Riscos Geotécnicos é uma iniciativa da Vale

Figura 1 Vista aérea da Barragem Itabiruçu (junho/2017).

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Prêmio José Machado

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Prêmio José Machado
Prêmio José Machado

Conceição. Em meados da década de 1980, a disposição dos rejeitos foi alterada para o sistema de ciclonagem, cujo overflow (material de fração mais fina) passou a ser disposto no reservatório da Barragem Conceição enquanto o underflow (material de fração mais grossa, masque também incluía partículas finas de minério de ferro) no reservatório da Barragem Itabiruçu. Desde 2009, após a interrupção da ciclonagem, a Barragem Itabiruçu é responsável pela contenção de rejeito total e acumulação e recirculação de água para atendimento às demandas das usinas da Mina Conceição. A primeira etapa da Barragem Itabiruçu (crista na El. 812,0 m e extravasor tulipa na El. 808,8 m) teve seu projeto executivo desenvolvido pela Milder Kaiser e Eletroprojetos, cuja construção foi finalizada em 1981 pela Queiroz Galvão. A segunda etapa refere-se a um alteamento parcial (crista na El. 817,5 m e extravasor tulipa na El. 813,8 m) e um alteamento final (crista na

El. 833,0 m e extravasor tulipa na El. 825,0 m), ambos com projetos executivos elaborados pela Engecorps, com construção finalizada em 2005 (parcial) e em 2013 pela Construtora Mello Azevedo. A condição atual da barragem foi alcançada após a execução de alteamento provisório do maciço (crista na El. 836,0 m), desativação do extravasor tulipa por tamponamento e execução de vertedor tipo torre-galeria na ombreira esquerda (soleira na El. 833,0 m), com projeto executivo elaborado pela Engecorps e construção finalizada em 2016 pelas empresas Salum Construções e Progeo Engenharia. A geometria da barragem é apresentada em planta na Figura 2, a qual indica a seção transversal de análise apresentada na Figura 3. Para seu monitoramento, encontram-se instalados 19 piezômetros (PZs), 8 medidores de nível d’água (INAs), 6 réguas de reservatório 2 medidores de vazão e 21 marcos topográficos.

seção de análise 103 06 09 12 13 07 08 80 81 82 06 07 14
seção de
análise
103
06
09
12
13
07
08
80
81
82
06
07
14
15
104
20
21
10
11
02
04
111
16
17
03
Legenda:
piezômetros
18
19
medidores de nível d’água
escala gráfica
0
50
100
150
200
250m
Figura 2 – Planta de locação da instrumentação instalada, com indicação da seção transversal de análise.
Prêmio José Machado Conceição. Em meados da década de 1980, a disposição dos rejeitos foi alterada

Figura 3 Seção transversal de análise, com interpretação da piezometria (no maciço e na fundação).

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Prêmio José Machado

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Prêmio José Machado
Prêmio José Machado

A partir da instrumentação instalada em campo, foi possível interpretar a piezometria atuante na seção transversal de análise, conforme apresentado na Figura 3. Foram observadas piezometrias distintas para o maciço (linha azul) e para a fundação (linha vermelha), justificada pela diferença entre as condutividades hidráulicas dos materiais. O maciço da barragem, para as duas etapas de alteamento executadas, é conformado por um aterro argilo-silto-arenoso, proveniente do decapeamento das ombreiras constituídas por solos residuais de gnaisse e micaxisto. O aterro apresentou teor de finos > 50% e índice de plasticidade IP > 30%. A fundação da barragem, na região central do vale referente à seção de análise, é conformada por solos residuais e solos saprolíticos, resultantes da alteração de xistos. O solo residual foi caracterizado como silto-arenoso, com teor de finos entre 30 e 64%, índice de plasticidade IP de 11 a 37% e condutividade hidráulica baixa com coeficientes de permeabilidade k entre 10 -6 e 10 -7 m/s. Quanto à geologia local, a Barragem Itabiruçu está assentada sobre xistos e filitos do Grupo Nova Lima, com eventuais intercalações de níveis de anfibolitos, quartzitos e formações ferríferas, no contexto do Complexo Itabira. Os contatos litológicos não são bruscos, gradando de gnaisses típicos a micaxistos, passando por xistos máficos e anfibolitos. A foliação milonítica é uma feição estrutural persistente tanto nos xistos como no gnaisse migmatítico, em geral com configuração anastomosada e atitude média ao redor de N45ºE/40ºSE e mergulhos subverticais (NW e SE). Na região da ombreira esquerda foram mapeados xistos muito alterados e fraturados, com corpos lenticulares de xistos máficos e ultramáficos, concordantes com a estruturação geral, com topo rochoso quase aflorante. Na região da ombreira direita há franco domínio de gnaisses, correspondente ao embasamento gnáissico-migmatítico, com topo rochoso a profundidades maiores sotoposto a solos de alteração desta unidade.

  • 3. A metodologia GRG

O desenvolvimento do projeto GRG é realizado em cinco etapas sequenciais: consolidação de

dados, cálculo da probabilidade de ruptura, estudo de ruptura hipotética, valoração das consequências e cálculo e análise do risco.

  • 3.1. Consolidação de dados

Esta etapa inicial tem a finalidade de analisar toda a documentação existente de projeto, controle e instrumentação disponibilizada pelo empreendedor, com o intuito de definir as reais condições atuais a que a barragem está submetida. São realizadas inspeções técnicas a campo para avaliar suas condições de operação e desempenho e sanar possíveis dúvidas decorrentes de divergências entre diferentes fontes de informação. Novas investigações podem ser solicitadas durante esta etapa, seja quanto à documentação existente ou quanto à realização de ensaios adicionais ou complementação do monitoramento, necessários para um melhor entendimento do problema. Após a compilação de toda a informação necessária para prosseguimento dos estudos, também são estabelecidas as premissas e critérios a serem adotados para as próximas etapas. Esse estágio inicial é de extrema importância, tendo em mente que a qualidade dos resultados depende da acurácia das informações utilizadas.

  • 3.2. Cálculo da probabilidade de ruptura

A segunda etapa consiste em calcular a probabilidade de ruptura da estrutura geotécnica utilizando métodos quantitativos, que minimizam os aspectos qualitativos no processo. Quatro modos de falha principais são analisados, sendo adotada a maior probabilidade de ruptura obtida por eles: galgamento, erosão interna, instabilização e liquefação. Estudos recentes desenvolvidos por Taguchi (2014) validam a definição destes modos de falha principais, com base em compilações do ICOLD, UNEP e do US Department of Interior.

  • 3.2.1. Modo de falha Galgamento

Para a Barragem Itabiruçu, o modo de falha Galgamento foi avaliado pela empresa Potamos Engenharia e Hidrologia Ltda. A análise

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Prêmio José Machado

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Prêmio José Machado
Prêmio José Machado

probabilística foi realizada a partir da simulação do trânsito de cheias nos reservatórios presentes no complexo da Mina Conceição (barragens Conceição, Rio do Peixe, Itabiruçu e diques internos), com o intuito de identificar as características dos eventos pluvio-fluviométricos capazes de promover o galgamento dessas estruturas. Como resultado desta simulação de trânsito de cheias, foram obtidos os hidrogramas afluentes e defluentes do reservatório da Barragem Itabiruçu, bem como a sua sobrelevação máxima para cada duração de cada chuva associada a um tempo de retorno (TR). A probabilidade de ruptura é calculada como o inverso do tempo de retorno (1/TR). Não foi verificado o fenômeno de galgamento da Barragem Itabiruçu nem mesmo para a cheia decorrente da precipitação máxima provável (PMP), restando uma borda livre de 1,90 m. Entende-se, assim, que a probabilidade de galgamento da barragem é desprezível. De todo modo, optou-se por adotar como valor mínimo a probabilidade de ruptura de 1 10 -8 , como estabelecido pela metodologia do GRG.

  • 3.2.2. Modo de falha Erosão Interna

Quando um evento de falha, neste caso a erosão interna, não pode ser definido por uma formulação racional de Engenharia, analítica ou numérica, para sua avaliação probabilística, recorre-se à combinação de Árvores de Eventos com Árvores de Falhas. Esta metodologia para avaliação do potencial de erosão interna tem sido utilizada por várias organizações, incluindo o USACE (2006), o USBR (2015) e organizações australianas desde o final da década de 90,

entretanto ela ainda se encontra em fase de desenvolvimento no mundo. A utilização do método tem como vantagem a reflexão aprofundada sobre o desenvolvimento do modo de falha e dos fatores que influenciam cada uma das etapas do fenômeno. Esta metodologia foi desenvolvida com base em Foster e Fell (1999), Fell et al. (2005) e em Fell e Fry (2007), com as devidas adaptações e especificidades para barragens de mineração. Existem, basicamente, quatro mecanismos principais de erosão interna: erosão regressiva com entubamento (piping), sufusão (instabilidade interna), erosão em fluxos concentrados e erosão de contato entre solos. Para a Barragem Itabiruçu, foram avaliados três cenários distintos, referentes a eventos iniciadores julgados como mais prováveis de ocorrer: (i) erosão interna pelo maciço, por erosão regressiva com entubamento; (ii) erosão interna pela fundação, por erosão regressiva com entubamento; e (iii) erosão interna em fluxo concentrado pelo maciço, ao longo de conduto enterrado (galeria tamponada do antigo sistema extravasor). Para cada cenário, uma Árvore de Eventos é elaborada representando a sequência de evolução do processo erosivo por meio dos nós:

(a) iniciação; (b) continuação; (c) formação do tubo; (d) progressão do tubo; (e) detecção do processo e sua intervenção; e (f) formação do mecanismo de ruptura. Apresenta-se na Figura 4 a Árvore de Eventos de resultado mais desfavorável, referente à erosão interna pela fundação na região da ombreira esquerda, com probabilidade de ruptura de 1 10 -5 .

sim Ruptura da barragem com formação de brecha e vertimento de material para jusante P f
sim
Ruptura da barragem
com formação de
brecha e vertimento de
material para jusante
P f = 1ₓ10 -5
(= 0,02ₓ0,99ₓ0,13ₓ
0,72
ₓ0,01ₓ0,45ₓ0,72)
Alargamento
sim
(f)
do tubo
0,45
Danos graves à estrutura
Incapacidade
P f = 4ₓ10 -6
0,28
sim
da barragem sem
de detecção
(e)
(= 0,02ₓ0,99ₓ0,13ₓ
não
0,01
e intervenção
vertimento de material
para jusante
ₓ0,01ₓ0,45ₓ0,28)
O tubo
0,55
A erosão é
detectada e
sim
permanece
(d)
interrompida
não
0,13
aberto
O tubo
P = 2ₓ10 -5
0,99
Formação
sim
colapsa
(c)
do tubo
não
0,99
Interrupção do
P = 2ₓ10 -3
Continuação
0,87
processo
sim
do processo
(b)
erosivo
não
0,02
erosivo
Erosão regressiva
pela fundação com
entubamento
(piping )
Aumento das
P = 2ₓ10 -2
0,01
vazões
(a)
percoladas
não
não
O processo
erosivo não é
iniciado
P = 0,98
P = 2ₓ10 -4
0,98

Figura 4 Árvore de Eventos para erosão interna pela fundação, com probabilidades de ocorrência dos nós.

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Prêmio José Machado

Prêmio José Machado

Prêmio José Machado
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A probabilidade de ocorrência de cada nó da Árvore de Eventos é determinada a partir de Árvores de Falha específicas, que dependem do tipo de evento iniciador analisado. Cada Árvore de Falha é formada por ramos que combinam as avaliações quanto ao potencial de erosão interna, incluindo as propriedades do solo submetido à percolação, o gradiente hidráulico atuante, a presença de filtro invertido na saída do fluxo, a capacidade da equipe técnica em detectar e intervir no processo erosivo, entre outras. Nos estudos realizados, foram detalhadas cada uma das Árvores de Falha e analisados os demais eventos iniciadores (diferentes cenários).

  • 3.2.3. Modo de falha Instabilização

A probabilidade de ruptura por instabilização foi avaliada utilizando o método probabilístico de simulações de Monte Carlo. O embasamento teórico necessário foi obtido principalmente em Baecher e Christian (2003), Assis et al. (2004) e USACE (2006). O método de Monte Carlo é uma experimentação numérica, sendo avaliados diversos resultados da função resposta (FS - Fator de Segurança) variando-se os parâmetros de entrada. Este método proporciona um

resultado “exato” à medida que o número de

simulações tende ao infinito. Por esta razão, ele

também é conhecido como um método de “força bruta”, apresentando robustez e simplicidade. Ele permite solucionar problemas muito complexos, sem limite de número de variáveis nem do seu tipo de distribuição de probabilidades. Os fatores de segurança foram calculados

com o programa

Slide ® da Rocscience, pelo

método do Equilíbrio Limite, utilizando o método de cálculo de Spencer, consagrado e considerado rigoroso. A definição dos níveis

piezométricos para a realização das análises de estabilidade foi baseada na interpretação do monitoramento da barragem, conforme apresentado anteriormente na Figura 3. O critério de resistência de Mohr-Coulomb foi escolhido para representar os materiais. Conforme apresentado na Figura 5, realizou- se uma análise estatística dos resultados dos

ensaios laboratoriais executados, de modo a obter o valor médio (μ), o desvio-padrão (σ) e o tipo de distribuição de probabilidades dos

parâmetros geotécnicos peso específico (γ), coesão efetiva (c’) e ângulo de atrito efetivo (φ’).

Adotou-se a distribuição Normal para representar o peso específico e o ângulo de atrito efetivo, e a distribuição Log-normal para a coesão efetiva. Observou-se uma ligeira correlação negativa entre os valores de coesão

e ângulo de atrito (coeficiente de correlação entre ρ = -0,134 e ρ = -0,245). De maneira conservadora, optou-se por considerar tais parâmetros como independentes entre si

(coeficiente de correlação ρ = 0). Foram realizadas 500.000 simulações, variando-se aleatoriamente os parâmetros geotécnicos por meio de um gerador de números aleatórios. Para cada nova simulação, calculou- se uma nova superfície de ruptura crítica global. A convergência dos resultados pode ser avaliada pela Figura 6. Nota-se que o número total de simulações é considerado satisfatório, tendo em conta que a média e desvio-padrão do fator de segurança encontram-se estáveis após aproximadamente 100.000 simulações. Outra observação importante é que a probabilidade de ruptura frequentista (número de observações de FS<1,0 dividido pelo número de simulações) não se estabilizou, o que demandaria um número maior de simulações para a convergência do resultado. De todo modo, sabe-se que a probabilidade de ruptura teria ordem de grandeza de 4 10 -6 .

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Prêmio José Machado

Prêmio José Machado

Prêmio José Machado
Prêmio José Machado
1,00 0,90 0,80 0,70 0,60 0,50 0,40 0,30 0,20 0,10 0,00 12 13 14 15 16
1,00
0,90
0,80
0,70
0,60
0,50
0,40
0,30
0,20
0,10
0,00
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
Peso específico (kN/m³)
Probabilidade acumulada
1,00 0,90 0,80 0,70 0,60 0,50 0,40 0,30 0,20 0,10 0,00 0 5 10 15 20
1,00
0,90
0,80
0,70
0,60
0,50
0,40
0,30
0,20
0,10
0,00
0
5 10
15
20
25
30
35
40
45
50
Coesão efetiva (kPa)
1,00 0,90 0,80 0,70 0,60 0,50 0,40 0,30 0,20 0,10 0,00 18 20 22 24 26
1,00
0,90
0,80
0,70
0,60
0,50
0,40
0,30
0,20
0,10
0,00
18
20
22
24
26
28
30
32
34
36
38
40
Ângulo de atrito efetivo (graus)
0,65 0,60 0,55 0,50 0,45 0,40 0,35 0,30 0,25 0,20 0,15 0,10 0,05 0,00 12 13
0,65
0,60
0,55
0,50
0,45
0,40
0,35
0,30
0,25
0,20
0,15
0,10
0,05
0,00
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
Peso específico (kN/m³)
Densidade de probabilidade
0,18 0,16 0,14 0,12 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 0 5 10 15 20 25
0,18
0,16
0,14
0,12
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
Coesão efetiva (kPa)
0,45 0,40 0,35 0,30 0,25 0,20 0,15 0,10 0,05 0,00 18 20 22 24 26 28
0,45
0,40
0,35
0,30
0,25
0,20
0,15
0,10
0,05
0,00
18
20
22
24
26
28
30
32
34
36
38
40
Ângulo de atrito efetivo (graus)
Maciço Maciço Solo residual 1a 2a etapa etapa (48 (30 (74 ensaios) ensaios) ensaios) Solo saprolítico
Maciço Maciço Solo residual 1a 2a etapa etapa (48 (30 (74 ensaios) ensaios) ensaios)
Solo saprolítico (71 ensaios)
Maciço Maciço Solo residual 1a 2a etapa etapa (distribuição (distribuição (distribuição Normal) Normal) Normal)
Solo saprolítico (distribuição Normal)
Maciço Maciço Solo residual 1a 2a etapa etapa (13 (7 (14 ensaios) ensaios) ensaios) Maciço Solo
Maciço Maciço Solo residual 1a 2a etapa etapa (13 (7 (14 ensaios) ensaios) ensaios)
Maciço Solo Maciço Solo saprolítico residual 1a 2a etapa etapa (distribuição (20 (distribuição (distribuição ensaios) Log-normal) Log-normal) Log-normal)
Solo saprolítico (distribuição Log-normal)
Maciço Maciço Solo residual 1a 2a etapa etapa (13 (9 (19 ensaios) ensaios) ensaios) Maciço Solo
Maciço Maciço Solo residual 1a 2a etapa etapa (13 (9 (19 ensaios) ensaios) ensaios)
Maciço Solo Maciço Solo saprolítico residual 1a 2a etapa etapa (distribuição (20 (distribuição (distribuição ensaios) Normal) Normal) Normal)
Solo saprolítico (distribuição Normal)

Figura 5 Análise estatística dos resultados de ensaios, para definição dos parâmetros geotécnicos.

1,56 0,14 1,55 0,13 Média do FS 1,54 0,12 Desvio-padrão do FS 1,53 0,11 1,52 0,10
1,56
0,14
1,55
0,13
Média do FS
1,54
0,12
Desvio-padrão do FS
1,53
0,11
1,52
0,10
0
100.000
200.000
300.000
400.000
500.000
Número de simulações
FS, Fator de Segurança
Desvio-padrão do FS
1,30 6E-6 1,20 5E-6 1,10 4E-6 1,00 3E-6 0,90 2E-6 FS mín 0,80 1E-6 Probabilidade de
1,30
6E-6
1,20
5E-6
1,10
4E-6
1,00
3E-6
0,90
2E-6
FS mín
0,80
1E-6
Probabilidade de ruptura frequentista
0,70
0E+0
0
100.000
200.000
300.000
400.000
500.000
Número de simulações
FS, Fator de Segurança
Probabilidade de Ruptura

Figura 6 Avaliação da convergência das simulações.

Com o

intuito de

evitar a influência de um

número finito de simulações, optou-se por determinar a probabilidade de ruptura a partir da adoção de uma distribuição de probabilidade de ocorrência para os resultados de Fator de

Segurança, conforme apresentado na Figura 7.

A

partir

dos

resultados de todas as

simulações, foram obtidos os seguintes valores:

FS determinístico,

FS = 1,605

Média de FS, Desvio-padrão de FS,

μ = 1,546 σ = 0,110

Após aplicação do teste de aderência Kolmogorov-Smirnov, determinou-se que a distribuição Beta, dentre as analisadas, foi a que melhor representou a probabilidade de ocorrência dos Fatores de Segurança. Para esta distribuição, calculou-se a probabilidade de ruptura de 4 10 -6 , como esperado.

_______________________________________________________________________________________________________________

Prêmio José Machado 1,00 500.000 Simulações 0,95 6E-5 0,90 Distribuição Normal 0,85 0,80 Distribuição Log-normal 5E-5
Prêmio José Machado
1,00
500.000
Simulações
0,95
6E-5
0,90
Distribuição Normal
0,85
0,80
Distribuição Log-normal
5E-5
0,75
Distribuição Beta
0,70
4E-5
0,65
Distribuição Gama
0,60
0,55
3E-5
0,50
0,45
2E-5
0,40
0,35
1E-5
0,30
0,25
0,20
0E+0
0,15
0,90
0,95
1,00
1,05
1,10
1,15
1,20
0,10
FS
0,05
0,00
0,9
1,0
1,1
1,2
1,3
1,4
1,5
1,6
1,7
1,8
1,9
2,0
2,1
FS, Fator de Segurança
4,00
500.000
Simulações
4E-3
3,50
Distribuição Normal
Distribuição Log-normal
3,00
3E-3
Distribuição Beta
Distribuição Gama
2,50
2E-3
2,00
1,50
1E-3
1,00
0E+0
0,90
0,95
1,00
1,05
1,10
1,15
1,20
0,50
FS
0,00
0,9
1,0
1,1
1,2
1,3
1,4
1,5
1,6
1,7
1,8
1,9
2,0
2,1
FS, Fator de Segurança
p [FS]
P [FS]
Densidade de probabilidade
Probabilidade acumulada

Figura 7 Resultados de Fator de Segurança obtidos com as simulações.

  • 3.2.4. Modo de falha Liquefação

A liquefação é um fenômeno que tem sido causa de grande preocupação da sociedade. Para que ele ocorra, é necessário que os materiais sejam suscetíveis à liquefação e que um gatilho se deflagre. Para ser suscetível à liquefação, o material deve estar saturado, ser não-coesivo e apresentar índice de vazios in-situ superior ao crítico (comportamento contrátil durante uma ruptura não-drenada). Os gatilhos podem estar associados a eventos estáticos ou dinâmicos, como: excesso de poropressões por carregamentos rápidos (alteamento rápido da barragem, elevação do nível do reservatório, etc.), excesso de poropressões por abalos sísmicos ou vibrações induzidas (tráfego de equipamentos, detonações, rupturas de estruturas adjacentes, etc.), aumento das tensões cisalhantes (remoção de material do pé da barragem, movimentação da fundação, etc.), entre outras. O modo de falha de liquefação não foi considerado para a análise quantitativa da probabilidade de ruptura da Barragem Itabiruçu, porque: (i) o maciço da barragem foi construído com solo compactado de empréstimo, não suscetível à liquefação; (ii) não houve alteamentos para montante; (iii) não são esperados abalos sísmicos consideráveis para a região, nem

vibrações induzidas que possam causar liquefação dinâmica; e (iv) aumentos repentinos

de tensões cisalhantes no maciço da barragem não são considerados prováveis. Apesar de não ter sido avaliado esse modo de falha para a Barragem Itabiruçu, a metodologia GRG prevê sua avaliação para as estruturas que se enquadram nos pontos (i) a (iv) mencionados acima, possuindo diretrizes técnicas baseadas no estado da prática atual. O potencial de liquefação é avaliado com base principalmente em Fear e Robertson (1995) e Olson (2001 e 2016). A estabilidade é analisada pelo método do Equilíbrio Limite, representando os materiais suscetíveis por uma razão de resistência não-drenada (s u /σ’ v0 ), enquanto que os demais materiais são mantidos

com suas resistências drenadas (c’ e φ’). As

resistências não-drenadas são determinadas a partir de ensaios in-situ e de laboratório, apresentando maior confiabilidade os primeiros. A análise de risco de liquefação ainda demanda contribuições, já que análises de equilíbrio limite não consideram o comportamento tensão-deformação do rejeito. É necessária uma evolução com relação à determinação da resistência não-drenada (fortemente dependente do tipo de ensaio e do estado do solo in-situ, o qual é difícil de ser determinado) e também quanto ao modo como deveria ser conduzida a avaliação da estabilidade (são necessárias

_______________________________________________________________________________________________________________

Prêmio José Machado

Prêmio José Machado

Prêmio José Machado
Prêmio José Machado

análises em termos de tensões efetivas considerando o comportamento tensão-deformação do solo com amolecimento pós-pico de resistência, acopladas à teoria do adensamento para previsão da dissipação do excesso de poropressões).

  • 3.3. Estudo de ruptura hipotética

A terceira etapa do projeto GRG consiste em elaborar a ruptura hipotética da barragem (Dam- Break), simulando diferentes cenários que incluem dias chuvosos ou secos, com ou sem a ruptura. O objetivo principal deste estudo é estimar a influência da ruptura, delimitando a área inundada. O estudo é desenvolvido em três etapas:

(i) definição do hidrograma de ruptura, após desenvolvimento do modelo de evolução da brecha; (ii) propagação da onda de cheia, após caracterização hidrológica dos cursos de água, construção do modelo geomorfológico do vale e desenvolvimento de modelagem hidráulica computacional utilizando-se o programa Riverflow ® ; e (iii) mapeamento da inundação. O estudo de Dam-Break para a Barragem Itabiruçu resultou em um potencial de danos relacionados a inundações decorrentes de uma eventual ruptura se estende até cerca de 155 km a jusante da estrutura, no Rio Doce, próximo à sede municipal de Ipaba. Inundações mais expressivas foram identificadas nos 50 km iniciais ao longo da calha do Rio do Peixe até a confluência com o Rio Piracicaba, passando pelas localidades de Itabira e Nova Era, com maior adensamento de moradias, benfeitorias e infraestrutura urbana.

  • 3.4. Valoração das consequências

Esta etapa do projeto GRG compreende a

valoração das consequências causadas por uma eventual falha da barragem. Tais consequências são avaliadas dentro da área de inundação em termos de custos, os quais são enquadrados em seis esferas: (i) econômica; (ii) saúde e

segurança; (iii) social; (iv) meio

ambiente;

(v) órgãos reguladores; e (vi) imagem da empresa. São avaliados oito cenários distintos, considerando-se a ruptura como noturna ou diurna, em dia seco ou chuvoso, com alerta emitido no instante da ruptura ou 4 horas antes. A metodologia utilizada detalha a avaliação dos custos em cada esfera, para cada cenário. A população em risco, inserida no vale a jusante, foi diferenciada em diurna ou noturna em função das atividades desenvolvidas na área do inventário. Para a Barragem Itabiruçu, os resultados obtidos para valoração das consequências indicaram que os cenários mais críticos foram aqueles associados à ruptura durante a noite, cujos valores são sumarizados na Tabela 1.

  • 3.5. Cálculo do risco

Nesta quinta etapa do projeto GRG, o risco é determinado como o produto entre a probabilidade de ruptura e o custo de suas consequências.

Para

a

Barragem

Itabiruçu, o risco

monetizado é apresentado na Figura 8, no chamado Painel de Riscos, associado aos três modos de falha analisados e para dois cenários de análise (de um total de oito). O Painel de Riscos permite uma visualização clara dos riscos de um empreendimento e facilita tomadas de decisão de como mitigá-los, em termos de redução tanto da probabilidade de falha, quanto das consequências de uma eventual ruptura.

Tabela 1 Custo das consequências (R$) por esfera de valoração e para diferentes cenários.

     

Cenário

   

Ruptura Noturna Dia Seco SEM alerta prévio

Ruptura Noturna Dia Seco COM alerta prévio

Ruptura Noturna Dia Chuvoso SEM alerta prévio

Ruptura Noturna Dia Chuvoso COM alerta prévio

 

Econômica

6.265.639.046

 
  • 6.240.561.426 6.848.278.343

9.061.933.537

 

Esfera

de

Saúde e segurança

26.407.083.888

 
  • 1.663.427.350 1.718.358.939

27.440.466.859

 

Social

40.169.939

38.665.282

85.512.469

83.954.694

         

valoração

Meio ambiente

100.513.032

100.513.032

 
  • 118.379.849 118.379.849

Órgãos reguladores

547.850.001

547.850.001

  • 547.850.001 547.850.001

 
 

Imagem da empresa

7.103.370.988

4.925.775.984

7.103.370.988

6.334.812.340

 

TOTAL

40.464.626.894

13.516.793.074

44.357.513.702

15.651.634.166

_______________________________________________________________________________________________________________

Probabilidade

Prêmio José Machado

Prêmio José Machado

Prêmio José Machado
Prêmio José Machado

1E+0

1E-1

1E-2

1E-3

1E-4

1E-5

1E-6

1E-7

1E-8

54.067 405 404.646 161.859 135.168 135
54.067
405
404.646
161.859
135.168
135
(Pf = 4ₓ10 -6 ) com alerta prévio ruptura noturna, dia seco, (Pf = 1ₓ10 -8
(Pf = 4ₓ10 -6 )
com alerta prévio
ruptura noturna, dia seco,
(Pf = 1ₓ10 -8 )
sem alerta prévio
Galgamento
ruptura noturna, dia seco,
com alerta prévio
ruptura noturna, dia seco,
Legenda:
sem alerta prévio
Instabilização
ruptura noturna, dia seco,
ruptura noturna, dia seco,
com alerta prévio
(Pf = 1ₓ10 -5 )
ruptura noturna, dia seco,
sem alerta prévio
Erosão Interna

1E+4 1E+5 1E+6 1E+7 1E+8 1E+9 1E+10 1E+11 1E+12

Consequência (R$)

Figura 8 Painel de Riscos, com os riscos monetizados para a Barragem Itabiruçu.

Os

cenários

de

dia chuvoso não são

visualizados no gráfico, pois as probabilidades de falha foram multiplicadas pela probabilidade de uma chuva decamilenar (110 -4 ).

  • 4. Considerações Finais

O estudo permitiu determinar probabilidades de falha para a Barragem Itabiruçu, tendo sido encontrados valores baixos. Isto reitera a segurança da barragem, até então avaliada deterministicamente por Fatores de Segurança. Complementarmente, foi possível identificar os riscos presentes na Barragem Itabiruçu (inferiores a R$404.646) e estabelecer ações para minimizá-los. A quantificação do risco, além de minimizar o uso de avaliações qualitativas que são essencialmente subjetivas, representa uma ferramenta fundamental para a gestão das estruturas sob responsabilidade da Vale S.A. Ainda que existam incertezas nas avaliações, estas subsidiam a gestão do risco presente nas estruturas, permitindo otimizar a alocação de investimentos em função de seu valor monetizado.

  • 5. Referências Bibliográficas

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ASSIS, A.P.

et al.

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Métodos

estatísticos

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probabilísticos aplicados a Geotecnia. Universidade de Brasília, 177p.

BAECHER, G.B. e CHRISTIAN, J.T. (2003). Reliability and Statistics in Geotechnical Engineering. England: John Wiley and Sons Ltd., 605p. CECÍLIO Jr, M.O. et al. (2012). Avaliação de risco da estabilidade de escavações de túneis em solo baseada na variabilidade de parâmetros geotécnicos. In: 3º Congresso Brasileiro de Túneis. São Paulo: CBT/ABMS. DNPM (2017). Portaria Nº 70.389, em 17/05/2017. Disponível em http://www.anm.gov.br/acesso-a-

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FOSTER, M.A. e FELL, R. (1999). Assessing embankment dam filters which do not satisfy design criteria. UNICIV Report No. R-376, ISBN 85841 343 4, ISSN 0077-880X,

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30/03/2018).

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O estudo de caso da barragem Itabiruçu: Gestão de Risco Geotécnico de barragens de rejeito

30/março/2018

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