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UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES – UCAM

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO


TRABALHO

MAURO SILVA DOS SANTOS

MÁQUINAS E IMPLEMENTOS PARA USO AGRÍCOLA E FLORESTAL

RELATÓRIO DE PESQUISA

Rio de Janeiro – RJ
2019
MAURO SILVA DOS SANTOS

MÁQUINAS E IMPLEMENTOS PARA USO AGRÍCOLA E FLORESTAL

Relatório de Pesquisa apresentado ao curso de


Especialização em Engenharia de Segurança do
Trabalho na disciplina de Prevenção e Controle de
Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações
da Universidade Cândido Mendes, como requisito
parcial para obtenção do título de especialista de
Engenharia de Segurança do Trabalho

Prof. Marcel Anderson Borges Bento

Rio de Janeiro - RJ
2019
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MAURO SILVA DOS SANTOS

MÁQUINAS E IMPLEMENTOS PARA USO AGRÍCOLA E FLORESTAL

Relatório de Pesquisa apresentado ao curso de


Especialização em Engenharia de Segurança do
Trabalho na disciplina de Prevenção e Controle de
Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações
da Universidade Cândido Mendes, como requisito
parcial para obtenção do título de especialista de
Engenharia de Segurança do Trabalho

Rio de Janeiro, Janeiro de 2019.

________________________________________
Prof. Marcel Anderson Borges Bento
Universidade Cândido Mendes - UCAM
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SANTOS, Mauro Silva dos. Máquinas e Implementos para uso Agrícola e


Florestal. 57 f. Relatório de Pesquisa (Especialização em Engenharia de Segurança
do Trabalho) – Universidade Cândido Mendes - UCAM, Rio de Janeiro, 2019.

RESUMO

Este trabalho terá por objetivo abordar sobre Máquinas e Implementos para uso
Agrícola e Florestais, as vantagens e desvantagens e relação a outros ambientes de
trabalho, relacionado a representatividade do número de acidentes com em relação
aos acidentes em outras atividades laborativas e os itens e recomendações de
segurança aplicáveis à esse tipo de maquinário.

PALAVRAS-CHAVE: Acidente do trabalho, máquinas, equipamentos de proteção.


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SANTOS, Mauro Silva dos. Economic feasibility study of the deployment of the
system to capture rain water for potable purposes in a Shopping Center. 57 f.
conclusion of course (Graduation in Civil Engineering) – University Center Augusto
Motta - UNISUAM, Rio de Janeiro, 2019.

ABSTRACT

Considering that water is a limited and indispensable natural resource for life,
questions about the conservation and preservation of water resources are becoming
more prominent today. Rainwater harvesting is a measure with some potential to
reduce the use of potable water in uses where water quality may be lower. The
objective of this study was to verify the potential for saving potable water that could be
obtained through the implantation of a rainwater harvesting system for non-potable
purposes in Shopping Nova Iguaçu, considering that the project system was partially
built, However it was not concluded for financial and operational matters. Another point
observed is that the once implanted system will also have a positive impact on the
reduction of surface runoff and subsequent overloading of the rainwater system of the
municipality of Nova Iguaçu-RJ.

KEYWORDS: Rainwater; economic potential; use;


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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 12

1.1 Considerações Iniciais ................................................................................................................. 12

1.2 Objetivos ...................................................................................................................................... 12


1.2.1 Objetivo Geral ............................................................................................................... 12
1.2.2 Objetivos Específicos ................................................................................................... 13

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................................................. 14

2.1 Tipos de máquinas utilizadas nos Setores Agrícola e Florestal .................................................. 14


2.1.1 Adubadora Automotriz .................................................................................................. 14
2.1.2 Adubadora tracionada .................................................................................................. 14
2.1.3 Colhedoras ................................................................................................................... 14
2.1.4 Escavadeira Hidráulica em aplicação Florestal ............................................................ 14
2.1.5 Forrageira Tracionada .................................................................................................. 15
2.1.6 Moto-cultivador ............................................................................................................. 15
2.1.7 Tratores e Micros tratores agrícolas ............................................................................. 15

2.2 As vantagens e desvantagens e relação a outros ambientes de trabalho .................................. 15

2.3 Acidentes de Trabalho no Meio Rural .......................................................................................... 17


2.3.1 Acidentes rurais ............................................................................................................ 17
2.3.2 Principais causas de acidentes .................................................................................... 18

2.4 Seguranças na operação de Máquinas Agrícolas ....................................................................... 19


2.4.1 Medidas de proteção coletiva previstas pela NR-12 .................................................... 19
2.4.2 Medidas administrativas previstas pela NR-12 ............................................................ 19
2.4.3 Medidas de proteção individual previstas pela NR-12 ................................................. 20

3 CONCLUSÃO .................................................................................................................. 22

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................................................... 23


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1 INTRODUÇÃO

1.1 Considerações Iniciais

Muitos acidentes ocorreram por falta de comunicação, sinalização e


principalmente por falta de treinamento adequado. A segurança no ambiente de
trabalho seja industrial, comercial ou agrícola, tem como princípio básico a proteção
da integridade física e mental do trabalhador no desempenho de suas funções.

Com o avanço a cada dia das tecnologias, podemos observar que o trabalho
humano tem sido substituído a cada dia pelas maquinas e equipamentos, tendo as
vantagens, acelerando o processo da economia do país com a agilidade das colheitas.
Com o avanço da tecnologia o setor de maquinas e equipamentos e implementos,
mudou definitivamente a trajetória das técnicas de produção e oferta de produtos
agrícolas no mundo, o aumento da produtividade do setor, levaram à substituição do
homem nesta atividade, e a redução de mão de obra. E tendo um aumento de
acidentes do trabalho, não sendo mais restritos os acidentes no meio rural aos animais
peçonhentos e as ferramentas manuais.

Devido a ocorrência de acidentes, em especial com envolvimento de máquinas


e equipamentos agrícolas e florestais é que o aperfeiçoamento das Normas Técnicas
(NR-12 e demais NBRs), vem recebendo cada vez mais enriquecimento em seu
detalhamento técnico das Recomendações de segurança.

1.2 Objetivos

1.2.1 Objetivo Geral

O objetivo deste relatório é conhecer e entender melhor sobre máquinas e


implementos agrícolas e conhecer os itens de segurança que devem ser utilizados, e
os trabalhadores que estarão executando as atividades laborais, com a finalidade de
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estar realizando a proteção dos trabalhadores e reduzindo ou eliminando os


acidentes.

1.2.2 Objetivos Específicos

 Apresentar a representatividade do número de acidentes com máquinas e


implementos agrícolas e florestais em relação aos acidentes em outras
atividades laborativas;
 Apresentar as vantagens e desvantagens e relação a outros ambientes de
trabalho, e as normas que tratam do assunto (NBRs);
 Apresentar recomendações de segurança e as proteções aplicáveis à esse tipo
de maquinário.
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2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 Tipos de máquinas utilizadas nos Setores Agrícola e Florestal

Na atualidade as máquinas são essenciais nas atividades diárias da agricultura,


proporcionando aprimoramento da produtividade com melhorias na qualidade de vida
no ambiente do trabalho rural devido a diminuição dos esforços físicos dos
trabalhadores durante o processo produtivo.

A NR-12 em seu Anexo XI apresenta algumas características especificas sobre


máquinas utilizadas no Setor Agrícola e Florestal, entre elas estão:

2.1.1 Adubadora Automotriz

Máquina destinada à aplicação de fertilizante sólido granulado e desenvolvida


para o setor canavieiro;

2.1.2 Adubadora tracionada

Implemento agrícola que, quando acoplado a um trator agrícola, pode realizar a


operação de aplicar fertilizantes sólidos granulados ou em pó.

2.1.3 Colhedoras

A colheitadeira é um equipamento agrícola destinado à colheita de lavouras, tais


como de algodão, cana-de-açúcar ou grãos diversos (trigo, arroz, café, soja, milho,
etc).
Este equipamento determinou um marco de modernização e transformou a
história da agricultura no Brasil, fazendo com que a colheita fosse realizada com maior
agilidade, eficácia e menor teor de impurezas, com consequências de melhoria na
qualidade do produto colhido.

2.1.4 Escavadeira Hidráulica em aplicação Florestal

Escavadeira Hidráulica em aplicação Florestal é projetada para executar


trabalhos de construção, que pode ser utilizada em aplicação florestal por meio da
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instalação de dispositivos especiais que permitam o corte, desgalhamento,


processamento ou carregamento de toras.

2.1.5 Forrageira Tracionada

Equipamento agrícola automotriz apropriado para colheita e forragem de milho,


sorgo, girassol e outros. Executa o corte da planta, sendo capaz de colher ou recolher,
triturar e recolher a cultura cortada em contentores ou veículos separados de
transbordo

2.1.6 Moto-cultivador

Equipamento motorizado de duas rodas utilizado para tracionar implementos


diversos, desde preparo de solo até colheita. Caracteriza-se pelo fato de o operador
caminhar atrás do equipamento durante o trabalho.

2.1.7 Tratores e Micros tratores agrícolas

Os tratores são máquinas auto propelida de médio a grande porte, que exercem
tração, destinada a puxar ou arrastar implementos agrícolas, aumentando a
produtividade e diminuindo o esforço humano. Possui uma ampla gama de aplicações
na agricultura e pecuária, podendo ser utilizados com os mais variados implementos,
possibilitando a execução de uma vasta gama de serviços.

É caracterizado por possuir no mínimo dois eixos para pneus ou esteiras e peso,
sem lastro ou implementos, maior que 600 kg (seiscentos quilogramas) e bitola
mínima entre pneus traseiros, com o maior pneu especificado, maior que 1280 mm
(mil duzentos e oitenta milímetros).

2.2 As vantagens e desvantagens e relação a outros ambientes de trabalho

O Ministério do Trabalho alterou e ampliou a legislação referente à segurança do


trabalho, que são as NRs (Normas Regulamentadoras) e máquinas e tratores estão
sujeitos a três normas: a NR-11, NR-12, e NR-31 e mais normas específicas para cada
tipo de serviço.
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 Norma Regulamentadora Nº 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e


Manuseio de Materiais.
 Norma Regulamentadora Nº 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e
Equipamentos.
 Norma Regulamentadora Nº 31 – Norma Regulamentadora de Segurança e
Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária Silvicultura, Exploração Florestal e
Aquicultura.

Mais focada na atividade rural, a NR-31 regulamenta basicamente as máquinas


agrícolas e florestais, enquanto a NR-12 envolve também os equipamentos
rodoviários no segmento de veículos autopropelidos. “O anexo 11 da NR-12 trata
apenas de máquinas agrícolas, florestais ou máquinas rodoviárias em aplicação
florestal.

Além das NR’s citadas acima, várias NBR’s estão relacionadas à segurança de
máquinas, são exemplo delas:

 NBRNM 213 / 1 E 2 - Segurança de máquinas - Conceitos fundamentais,


princípios gerais e de projeto;
 NBR 14009 - Segurança de máquinas - Princípios para apreciação de risco;
 NBR 14153 - Segurança de máquinas - Partes de sistemas de comando
relacionadas à segurança. Princípios gerais para projeto;
 NBRNM-ISO 13852 - Segurança de máquinas - Distâncias de segurança para
impedir o acesso à zonas de perigo pelos membros inferiores;
 NBRNM-ISO 13854 - Segurança de máquinas - Folgas mínimas para evitar
esmagamento de partes do corpo humano;
 NBR 13970 - Segurança de máquinas - Temperaturas para superfícies
acessíveis – Dados ergonômicos;
 NBR 13759 - Segurança de máquinas - Equipamentos de parada de emergência
– Aspectos funcionais – Princípios para projeto;
 NBRNM 272 - Segurança de máquinas - Proteções – Requisitos gerais para o
projeto e construção de proteções fixas e móveis;
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 NBRNM 273 - Segurança de máquinas - Dispositivos de intertravamento


associados a proteções – Princípios para projeto e seleção;
 NBR 14152 - Dispositivos de comando bi-manuais - Aspectos funcionais e
princípios para projeto;
 NBR 14154 - Segurança de máquinas – Prevenção de partida inesperada

Em comparação com o meio industrial as atividades agrícolas ainda se


encontram defasadas no quesito segurança. Na indústria, dificilmente um trabalhador
inicia uma atividade sem levantar os riscos presentes. A NBR 14009 descreve um
sistema de análise de riscos, onde com base em uma sequência de passos são
determinados os limites da máquina, identificando o perigo, estimando e avaliando o
risco, elaborando contramedidas e estabelecendo um padrão de segurança aceitável
para o trabalho.

Apesar do meio industrial e construção civil possuir maior controle, possui


também mais riscos. É normal a verticalização das plantas, acarretando em riscos de
trabalho em altura, maior concentração de profissionais em pouco espaço, trabalho
sobreposto, espaço confinado, vazamento de gases, entre outros.

Somando todos os itens previstos nestas três normas temos um complexo de


procedimentos a serem adotados para operação de máquinas, que torna os serviços
a serem executados bem mais cautelosos. As próprias máquinas necessitam de
vários dispositivos de segurança que viabilizem bloqueios em caso de riscos.

2.3 Acidentes de Trabalho no Meio Rural

2.3.1 Acidentes rurais

Apesar das raras estatísticas e do pouco que se toca no assunto, os acidentes


no meio rural acontecem. Atingem pessoas de diferentes idades, independentemente
da experiência de campo e ocorrem nas mais diversas situações.
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2.3.2 Principais causas de acidentes

Conforme artigo publicado na Revista Cultivar (2003), Os fatores potenciais de


risco são também os mais diversos: falta de conhecimento, falta de atenção, de
consciência sobre o perigo, hábitos, métodos equivocados de trabalho, uso de
equipamentos tecnicamente inadequados, estresse, uso de máquinas que não
atendem os princípios ergonômicos e fora do padrão de segurança, trabalho em
condições insalubres (pouca iluminação, poeira, extremos de temperatura etc.) e
ausência de equipamentos de proteção individual.

Contribuem também para a ocorrência de acidentes, operações em terrenos


inclinados, velocidade alta durante as operações, imprudência do operador ao trafegar
em estradas, despreparo do operador, além do uso de bebidas alcoólicas.

Segundo o Instituto Nacional de Desenvolvimento Profissional – INDEP (2017),


muitas vezes, os acidentes em canteiros de obras são causados também porque os
trabalhadores não se comunicam. Isso acontece porque os trabalhadores ignoram
quatro regras básicas de segurança:
 Desligar a máquina;
 Cortar a energia para que a mesma não seja religada acidentalmente;
 Sinalizar para que os demais trabalhadores saibam o que está acontecendo;
 Comunicar os demais antes de agir.

O uso intenso de máquinas agrícolas aumentou significativamente os riscos que


os trabalhadores rurais estão sujeitos, e mais 60% dos acidentes de trabalho no meio
rural são decorrentes da mecanização agrícola. (Ambrosi e Maggi, 2013, apud
Márquez ,1986).

Ambrosi e Maggi (2013), Márquez (1986) e Silva e Furlani (1999) ainda afirmam
que o trator agrícola como sendo a máquina responsável por cerca de 20% dos
acidentes de trabalho relacionados a esta atividade.
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Segundo Ambrosi e Maggi (2013), em pesquisa mais detalhada, 74% dos


trabalhadores, sofreram algum tipo de acidente durante o período de trabalho nos
últimos três anos na propriedade, sendo que alguns trabalhadores sofreram mais de
um acidente, totalizado 115 acidentes de trabalho nas atividades agrícolas. Entre os
trabalhadores que sofreram acidente, 45% da amostra são acidentes com máquinas,
33% com ferramentas manuais, 12% outros, onde pode ser consideradas doenças de
trabalho, levantamento impróprio da carga, pedras, galhos, etc., 8% acidentes com
animais e 2% com veículos.

2.4 Seguranças na operação de Máquinas Agrícolas

Um dos destaques na área de máquinas agrícolas é a questão de segurança,


como o detalhamento de uso de sistemas de proteção contra capotamento. A NR-12
especifica a chamada estrutura de proteção contra capotamento (EPC), popularmente
conhecida como “Santo Antônio”. Além do EPC, o executivo destaca outros
dispositivos de segurança especificados pela norma, como a exigência de cinto de
segurança para o operador, de sinal sonoro de ré acoplado à transmissão e de
lanternas traseiras de posição, entre outros.

Abaixo algumas medidas exigidas pela NR 12 para assegurar a segurança dos


trabalhadores durante suas atividades laborais.

2.4.1 Medidas de proteção coletiva previstas pela NR-12

São aquelas que envolvem a implantação de proteções físicas fixas nas áreas
de risco, como o enclausuramento de sistemas de transmissão por correias e polias.
Outro exemplo é o circuito de parada de emergência. Cada tipo de máquina ou
sistema de operação possui um tipo de proteção coletiva. A implantação depende de
uma análise prévia.

2.4.2 Medidas administrativas previstas pela NR-12

Para que os sistemas de segurança e medidas de proteção funcionem, os


funcionários devem estar treinados. O treinamento deve ser periódico e devidamente
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documentado, envolvendo os procedimentos internos e riscos da atividade. A


empresa deve ainda adotar uma política de manutenção preventiva de seus
equipamentos, diminuindo a probabilidade de falhas técnicas.

2.4.3 Medidas de proteção individual previstas pela NR-12

Elas devem ser aplicadas durante a jornada de trabalho, com a utilização de


equipamentos de proteção individual (EPIs), prevendo o tempo de exposição a fatores
de riscos. Os itens devem ser definidos no PPRA (Programa Prevenção a Riscos
Ambientais), previsto pela NR 9, e PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional), determinado pela NR 7.

Um operador treinado e capacitado necessita de excelente coordenação motora,


rapidez nos reflexos e decisões corretas para que o rendimento técnico operacional
tenha o resultado esperado. Contudo, um aspecto vem escapando do controle destes
resultados: o alto índice de acidentes envolvendo máquinas veiculares e tratores. Mais
do que nunca a Segurança passa a ser uma necessidade prioritária. O Brasil
atualmente possui um grande contingente de pessoas mutiladas vítimas de acidentes
no trabalho.

O maquinário de fabricação mais recente do período de 2012 até os dias atuais,


já deve cumprir tais exigências, mas as anteriores foram estabelecidos prazos para
adequações. O problema é que não há como fiscalizar tão grande número de
equipamentos em serviços. Quanto ao ser humano, operador de máquinas? As
normas preveem treinamentos e atualizações permanentes e uso de EPIs
(Equipamentos de Proteção Individuais), mas também há o problema da fiscalização.
Tudo isso faz surgir um ambiente bastante tumultuado entre empresas prestadoras
de serviços agrícolas, construção civil e rodoviária, e proprietário de máquinas, e ainda
os agentes de segurança do trabalho. É nesse emaranhado de situações que o
operador de máquinas deve exercer sua atividade. De fato, fica bastante complicado.
Mas, sempre tem um “mas”. Vivemos um período de acomodações de todos os
interesses em jogo, e de qualquer forma, todos nós concordamos que os acidentes
devem diminuir.
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Seja por força de legislação através de Normas regulamentadoras


principalmente NR-12 e NR-31 no caso em que estamos estudando ou pela pressão
econômica, o emprego de máquinas que ofereçam segurança e conforto ao operador
se torna a cada dia mais comum. Nesta seção são apresentados os principais
conceitos relacionados à segurança e adequação dos postos de trabalho das
máquinas aos operadores.

 Proteção dos elementos de transmissão e outras partes móveis;


 Protetores removíveis;
 Estrutura de proteção e cinto de segurança;
 Segurança na manutenção;
 Proteção das partes móveis;
 Proteção das aberturas para alimentação de máquinas;
 Garantia do empregador da substituição das partes cortantes de
máquinas, equipamentos e implementos que impeçam a operação
segura;
 Proibição da fabricação, importação, venda, locação e uso de máquinas
que não atendam as disposições da NR;
 Garantia da importação de produtos com os dispositivos de segurança
originais;
 Faróis, luzes, sinais sonoros de ré acoplados ao sistema de câmbio de
marchas, buzina e espelho retrovisor nos equipamentos de transporte
motorizados;
 Operadores: treinamento, capacitação e jornada de trabalho de 8 horas
garantida pelo empregador sem custos ao colaborador;
 Localização segura dos dispositivos de acionamento e paradas de
emergência;
 Medidas de segurança na operação;
 Medidas de segurança das correias transportadoras;
 Segurança no uso e transporte de ferramentas manuais;
 Fornecimento gratuito de ferramentas adequadas pelo empregador;
 Características seguras e ergonômicas máquinas e implementos.
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3 CONCLUSÃO

As Normas de segurança atuais demostram ser suficientes para controle e


orientações aos empregadores e colaboradores que estão ligados diretamente no
processo de utilização das máquinas agrícolas.

De fato, a atuação das máquinas agrícolas originou diversos benefícios para a


produção rural. Contudo, medidas preventivas devem ser adotadas, tendo em vista
que as principais causas de tantos acidentes no meio rural são devido à falta de
conhecimento, falta de atenção, de consciência sobre o perigo, hábitos, métodos
equivocados de trabalho, uso de equipamentos tecnicamente inadequados, entre
outros.

Investir em treinamentos de capacitação e conscientização de colaboradores


rurais, além de elevar o potencial de produção, tem a capacidade de redução dos
riscos de acidentes, evitando, assim, acidentes e perdas e danos.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABNT NBR 10844 – Instalações Prediais de Águas Pluviais. Associação Brasileira de


Normas Técnicas, Rio de Janeiro, 1989.

AMBROSI, João Nilson, MAGGI, Marcio Furlan. Acidentes de trabalho relacionados


às atividades agrícolas. Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE,
Curso de Engenharia Agrícola. Cascavel, PR, 2013.

FUNDACENTRO - Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do


Trabalho. Estatísticas de Acidentes de Trabalho.
<http://www.fundacentro.gov.br/estatisticas-de-acidentes-de-trabalho/inicio>. acesso
em: Jan 2019.

INDEP - Instituto Nacional de Desenvolvimento Profissional –- NR-12: Norma


Regulamentadora de Máquinas e Equipamentos - <http://blog.inbep.com.br/nr-12-
entenda-mais-sobre-maquinas-e-equipamentos/>. acesso em: Jan 2019.

MÁRQUEZ, L. Maquinaria agrícola y seguridad vial. Madrid: Boletim Salud y Trabajo,


n.56. 1986. 6p.

Ministério da Previdência Social. Disponível em:<http://www1. Previdência.


gov.br/aeps2006/15 _01_20_01.asp> Acesso em: Jan 2019.

Revista Cultivar - edição número 16 da revista Cultivar Máquinas, de janeiro/feveiro


de 2003. https://www.grupocultivar.com.br/artigos/acidentes-rurais acesso em: Jan
2019.

Revista M&T – Manutenção e Tecnologia -


<http://www.revistamt.com.br/Materias/Exibir/nr-12-ganha-forca-de-lei?Pagina=2.>.
acesso em: Jan 2019.

SIENGE - O que é a NR 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos


(atualizado) - <https://www.sienge.com.br/blog/o-que-e-nr-12/>. acesso em: Jan 2019.
24

SILVA, J. R., FURLANI NETO, V.L. Acidentes graves no trabalho rural: II –


Caracterização. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA AGRÍCOLA, 28,
1999, Pelotas. Anais.... Pelotas: Sociedade Brasileira de Engenharia Agrícola, 1999