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 Igreja Batista

A sua Origem

Academicamente aceita se que a historia sobre a origem da Igreja Batista é a sua


incepção como um grupo de dissidentes ingleses no século XVII. A igreja nasceu
quando grupo de refugiados ingleses que foram para a Holanda em busca da liberdade
religiosa em 1608, liderados por John Smyth, um clérigo e Thomas Helwys, um
advogado, organizaram em Amsterdã, em 1609 uma igreja de doutrina batista.

John Smyth discordava da política e doutrina da Igreja Anglicana e examinando a


Bíblia, creu na necessidade de batizar-se por imersão, o que fez e em seguida batizou
os demais fundadores da igreja, constituindo-se assim a primeira igreja organizada.

Depois da morte de John Smyth e da decisão de Thomas Helwys e seus seguidores de


regressarem para a Inglaterra, a igreja organizada na Holanda desfez-se e parte dos
seus membros uniram-se aos Mennonitas. Thomas Helwys organizou a Igreja Batista
em Spitalfields, nos arredores de Londres, em 1612

No ano 1536, Menno Simons (1496-1561), um sacerdote católico na


Holanda, começou a sentir o peso de seus pecados e iniciou um estudo da
Bíblia. Através de seu arrependimento e entrega a Deus, ele
experimentou o novo nascimento espiritual. A maioria dos menonitas são
descendentes dos anabatistas que já existiam antes da Reforma
Protestante do século 16. Estes irmãos eram chamados de anabatistas
pelo fato de não aceitarem o batismo de infantes. Para eles o único
batismo válido era aquele ministrado a pessoas com idade suficiente para
crer. Em questões de doutrina e prática, eles seguiam a mesma fé dos
apóstolos de Jesus. Esta fé também era a mesma praticada pelos
valdenses, que já existiam bem antes da Reforma, e de outros grupos que
se mantinham separados das demais crenças durante a Idade Média.
Eles não eram católicos nem protestantes, sendo por sinal, violentamente
perseguidos por ambos devido à independência que mantinham das
igrejas estatais.

Thomas Helwys, que era advogado e estudioso da Bíblia, ao escrever um livro


intitulado " Uma Breve Declaração Sobre o Mistério da Iniquidade", foi preso e morreu
na prisão, em 1615.

No referido livro, ele escreveu aquilo que é um dos mais caros princípios batistas, o
principio da liberdade religiosa e de consciência : "... a religião do homem está entre
Deus e ele: o rei não tem que responder por ela e nem pode o rei ser juiz entre Deus e
o homem. Que haja, pois, heréticos, turcos ou judeus, ou outros mais, não cabe ao
poder terreno puni-los de maneira nenhuma".

Missões Batistas
Em 1791, um jovem pastor inglês chamado William Carey criou a Sociedade de
Missões no Estrangeiro, para dar suporte no envio de missionários, sendo a Índia o
primeiro campo missionário.

William Carey é universalmente reconhecido como o “Pai das Missões


Modernas”. Seu nome se confunde com o período heroico do movimento
missionário protestante iniciado com seus 40 anos de ministério na
ÍndiaSapateiro, botânico, tradutor, pregador, gerente de fábrica – William
Carey foi tudo isso e muito mais. Acima de tudo, ele foi uma fiel
testemunha do evangelho de Jesus Cristo no meio de uma vida de
sofrimento pessoal, de desprezo profissional e de discórdias
internacionais.

A Igreja Congregacional Americana enviou Adoniram e Ana Judson em 1812, para


evangelizar a Índia, com destino a Calcutá. O casal encontrou-se com o missionário
Batista William Carey e seu grupo de pastores, e aceitou a doutrina de imersão dos
Batistas e foram batizados pelo Pastor William Ward. Outro missionário
Congregacional, também enviado a Índia, Luther Rice tornou-se Batista. Os Judsons
permaneceram na Birmânia, atual Myanmar, e Luther Rice voltou aos Estados Unidos
para mobilizar os Batistas para a obra missionária. Consequentemente em maio de
1814, foi funda uma Convenção em Filadélfia com o nome de “Convenção Geral da
Denominação Batista nos Estados Unidos para Missões no Estrangeiro”. Desde então
missionários batistas foram enviados à América Latina, África, Ásia e Europa.

Batistas no Brasil

Em 1860 Thomas Jefferson Bowen, missionário enviado ao Brasil pela Junta de


Richmond, associação de igrejas batistas do Sul dos Estados Unidos, aportou na
cidade do Rio de Janeiro. Bowen havia sido missionário na África e pregava para os
escravos, já que conhecia a língua iorubá. Porém foi impedido pelas autoridades de
propagar a doutrina Batista no Brasil e Bowen acabou ficando no Brasil por apenas
nove meses.
A Guerra Civil Americana (1859-1865), entre os estados do Norte e do Sul dos EUA,
fez que milhares de imigrantes sulistas americanos vieram para o Brasil, establecendo-
se principalmente em Santa Bárbara D’Oeste, Piracicaba e Americana, no interior
paulista

Em 1882 foi organizada a Primeira Igreja Batista de Salvador, com objetivo de


evangelizar os brasileiros, pelos casais de missionários batistas norte-americanos,
Willian Buck Bagby e Anne Luther Bagby; Zacharias Clay Taylor, Kate Stevens
Crawford Taylor, e auxiliados pelo ex-padre Antonio Teixeira de Albuquerque, batizado
em Santa Bárbara D’Oeste.

A Convenção Batista Nacional nasceu em 1958, quando foi aceito o batismo


pentecostal por alguns batistas em Belo Horizonte. Em 1967, o Pr. Enéas Tognini
organizou a CBN (Convenção Batista Nacional), reunindo 60 igrejas. Grande parte
destas igrejas denominam-se “Batistas Renovados”. Hoje, a CBN, segundo o IBGE,
conta com 1479 igrejas organizadas, 1208 congregações ou missões, e 290.827
membros espalhados pelo Brasil (dados de 2003).

partir da década de 1930 surgiram grupos de cunho mais conservador, como a Igreja
Batista Conservadora, a Igreja Batista Bíblica e a Igreja Batista Regular.

No final da década de 1990 surgiram grupos batistas que praticam reuniões


domésticas, chamados de “igreja em células”, conhecido como G12 ou M12, com
características neopentecostais. Os exemplos mais famosos são o Ministério
Internacional da Restauração (MIR), liderado por Renê Terra Nova, com sede em
Manaus, clamando ter mais de 80.000 membros e a Igreja Batista da Lagoinha, de Belo
Horizonte, que tem mais de 30.000 membros, difundida principalmente através de sua
banda Diante do Trono.

Existe ainda a Igreja Batista do Sétimo Dia, cuja diferença em relação aos outros
batistas

Princípios

Umas das maiores igrejas existentes na America do Norte é a batista. Seus princípios
distintivos são dois: 1 – o batismo deve ser ministrado somente aqueles que
confessam sua fé em Cristo; por conseguinte, as crianças não devem ser batizadas; 2
– a única forma bíblica do batismo é a imersão da pessoa na água, e não a aspersão
ou efusão

Sistema Eclesiástico

Os batistas são congregacionais em seu sistema de governo. Cada igreja local é


absolutamente independente de qualquer jurisdição externa. Para fins de cooperação e
congraçamento, as igrejas reúnem se numa convenção nacional, com assembleia
anual e com representantes das igrejas locais para tratar de assuntos concernentes à
denominação. Os batistas possuem sólida declaração doutrinária, coerente com as
mais ortodoxas confissões de fé históricas. Destacam se por seu empreendedorismo
na obra e pela fidelidade aos seus princípios de fé

Assembleia de Deus
Origem

Tradicionalmente reconhece-se o começo do movimento pentecostal contemporâneo como


tendo início no ano 1906 em Los Angeles, nos Estados Unidos, na Rua Azuza, onde houve
um grande avivamento caracterizado, principalmente, pelo "batismo com o Espírito Santo"
evidenciado pelos dons do Espírito (glossolalia, curas milagrosas, profecias, interpretação
de línguas e discernimento de espíritos).
Em 1905, um pequeno grupo de crentes afro-americanos,
famintos por avivamento, foram expulsos da Segunda Igreja
Batista de Los Angeles. Eventualmente, eles começaram a se
reunir em uma casa na Rua Bonnie Brae, onde os sinais de
avivamento e manifestações espirituais começaram a juntar
um crescente número de participantes. O improvável líder
desse grupo foi um humilde, não muito estudado, filho de ex-
escravos, chamado William Joseph Seymour. Para Seymour, a
mensagem da hora era o renovo de Pentecostes, evidenciado
pelo enchimento do Espírito Santo.

Devido à projeção que ganhou na mídia, o avivamento na Rua Azuza rapidamente cresceu
e, subitamente, pessoas de todos os lugares do mundo foram conhecer o movimento. No
começo, as reuniões na Rua Azuza aconteciam informalmente, eram apenas alguns fiéis
que se reuniam em um velho galpão para orar e compartilhar suas experiências, liderados
por William Seymour (1870-1922). Rapidamente, grupos semelhantes foram formados em
muitos lugares dos EUA, mas, com o rápido crescimento do movimento, o nível de
organização também cresceu até o grupo se denominar Missão da Fé Apostólica da Rua
Azuza. Alguns fiéis não concordaram com a denominação do grupo.
Surgiram grupos independentes que emergiram em denominações, como as Assembléias
de Deus. Também algumas denominações já estabelecidas adotaram doutrinas e práticas
pentecostais, como é o caso da Igreja de Deus em Cristo.

Assembléia de Deus no Brasil

A origem das Assembleias de Deus no Brasil está no fogo do reavivamento que varreu
o mundo por volta de 1900, início do Século XX, especialmente na América do Norte.
Os participantes desse reavivamento foram cheios do Espírito Santo da mesma forma
que os discípulos e os seguidores de Jesus durante a Festa Judaica do Pentecostes,
no início da Igreja Primitiva, conforme está escrito em Atos 2. Assim, eles foram
chamados de “pentecostais”.

Exatamente como os crentes que estavam no Cenáculo, os precursores do


reavivamento do Século XX falaram em outras línguas que não as suas originais
quando receberam o batismo no Espírito Santo. Outras manifestações sobrenaturais
tais como profecia, interpretação de línguas, conversões e curas também aconteceram.
Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém do Pará, em 19 de
novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam
para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do
Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da
Humanidade e a atualidade do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. As
igrejas existentes na época – Batista de Belém do Pará, Presbiteriana, Anglicana e
Metodista - ficaram bastante incomodadas com a nova doutrina dos missionários,
principalmente por causa de alguns irmãos que se mostravam abertos ao ensino
pentecostal. A irmã Celina de Albuquerque, na madrugada do dia 18 de junho de 1911,
foi a primeira crente a receber o batismo no Espírito Santo, o que não demorou a
ocorrer também com outros irmãos.

O clima ficou tenso naquela comunidade, pois um número cada vez maior de membros
curiosos visitava a residência de Berg e Vingren, onde realizavam reuniões de oração.
Resultado: eles e mais dezenove irmãos acabaram sendo desligados da Igreja Batista.
Convictos e resolvidos a se organizar, fundaram a Missão de Fé Apostólica em 18 de
junho de 1911, que mais tarde, em 1918, ficou conhecida como Assembleia de Deus.

Em poucas décadas, a Assembleia de Deus, a partir de Belém do Pará, onde nasceu,


começou a penetrar em todas as vilas e cidades até alcançar os grandes centros
urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em virtude de seu fenomenal crescimento, os pentecostais começaram a fazer


diferença no cenário religioso brasileiro. De repente, o clero católico despertou para
uma possibilidade jamais imaginada: o Brasil poderia vir a tornar-se, no futuro, uma
nação protestante.

Princípios

Igrejas pentecostais como a Assembleia de Deus enfatizam muito em seus cultos a


importância do batismo com o espírito santo como sendo uma experiência pós-
conversão que é marcado pelo falar em línguas, enfatizam muito a batalha espiritual
possessão demoníaca, dão pouca ênfase a educação formal e teológica dos obreiros.
Sistema Eclesiástico

Os cultos das Assembleias de Deus se caracterizam por orações, cânticos,


testemunhos e pregações, em que muitas vezes ocorrem manifestações dos chamados
dons espirituais, como profecias e o culto em línguas.

No decorrer do tempo, a Assembleia de Deus, não deixando de ser congregacional,


passou a mesclar com o modelo episcopal e presbiteriano. Hoje, é comum a figura o
pastor-presidente, um verdadeiro bispo regional. Nas Assembléias de Deus há traços
do modelo presbiteriano, com as convenções ou concílios regionais e nacionais
(CGADB e Conamad). A Assembléia de Deus, portanto, não tem um modelo
eclesiástico puro. O Rev. Antônio Gouvêa Mendonça, comenta em relação a
Assembléia de Deus:

Seu sistema de governo eclesiástico está mais próximo do congregacionalismo dos


batistas por causa da liberdade das Igrejas locais e da limitação de poderes da
Convenção Nacional. Todavia, a divisão em ministérios regionais semi-autônomos
lembra um pouco o sistema presbiteriano.[3]

Presbiteriana
Origem

Presbiterianismo é um termo derivado da palavra grega “presbítero”, utilizado em


igrejas cujo governo é exercido por presbíteros, líderes escolhidos pela própria
comunidade. Presbyteros, no Novo Testamento significava originalmente "ancião",
"homem idoso" e se referia à liderança exercida pelos membros mais experientes da
comunidade, não necessariamente os mais velhos. O termo passou a ter um sentido
técnico de líder da igreja. Há referências aos presbíteros em passagens bíblicas e
também ao seu coletivo "presbitério" ou “concílio de presbíteros”. Seguindo
precedentes bíblicos, igrejas presbiterianas são lideradas pelos presbíteros leigos
"regentes" (que governam) para funções administrativas e os presbíteros "docentes"
(que ensinam), seus ministros ou pastores. Ambos têm paridade, não se constituindo
em hierarquia, mas somente os pastores (presbíteros docentes) ministram
sacramentos.

João Knox e André Melville deram origem ao sistema presbiteriano de governo por
ministros e leigos, numa série de concílios, em ordem ascendente, do Conselho local
(governo da comunidade), Presbitérios (concílios regionais) e Assembleia Geral
(sínodo nacional). Como os dirigentes desse sistema eclesiástico são presbíteros, o
sistema se tomou conhecido por presbiterianismo. A primeira Igreja com o nome
“Presbiteriana” apareceu na Escócia, quando o Parlamento aboliu o catolicismo e
declarou este sistema como Igreja oficial da Escócia, há 400 anos. O governo
presbiteriano da igreja deu origem ao sistema democrático-representativo no mundo
todo.

Presbiterianismo é um dos diversos segmentos ou denominação religiosa protestante,


derivado do calvinismo e também chamado de Igreja Presbiteriana ou Reformada. Se
identifica como movimento religioso protestante ou como ideologia sociocultural com
raízes na Reforma Protestante de Calvino em Genebra. A Reforma do século 16
originou diversos grupos que constituem o protestantismo, o presbiterianismo é um
desses e desde o século 16 tem se espalhado por toda parte como denominação cristã
calvinista, com muitos seguidores de sua teologia e do sistema presbiteriano de
administração da igreja. Na Europa Ocidental, os calvinistas foram chamados de
presbiterianos (Escócia), de huguenotes (França), de puritanos (Inglaterra), reformados
ou protestantes (Suíça, Holanda, Hungria).

O termo se refere às doutrinas e práticas das Igrejas Presbiterianas ou reformadas. Os


nomes adotados por igrejas protestantes derivaram dos nomes de fundadores
(luteranos, menonitas), convicções doutrinárias (batistas, metodistas, pentecostais) ou
estruturas eclesiásticas e formas de governo (presbiterianos, episcopais,
congregacionais).

O presbiterianismo tem raízes nos reformadores Ulrico Zwínglio (1484-1531) e João


Calvino (1509-1564), seu principal líder e teólogo do movimento iniciado na Suíça. O
nome Igreja Presbiteriana popularizou-se nas Ilhas Britânicas a partir do escocês João
Knox (1514-1572), discípulo de Calvino e surgiram comunidades presbiterianas na
Escócia, Irlanda e Inglaterra. A Assembleia de Westminster, do Parlamento Inglês
(1643-1649), produziu a base doutrinal e padrões eclesiásticos fundamentais para os
presbiterianos: Confissão de Fé de Westminster, Catecismos Maior e Menor.
Escoceses e irlandeses levaram o presbiterianismo para os Estados Unidos (séculos
17-18) e, dos EUA, um grande movimento missionário protestante (século 19) levou
igrejas presbiterianas a países do hemisfério sul

Presbiterianismo no Brasil

O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do pioneirismo e desprendimento


do Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867). Nascido em West Hanover, na
Pensilvânia, Simonton estudou no Colégio de Nova Jersey e inicialmente pensou em
ser professor ou advogado. Influenciado por um reavivamento em 1855, fez a sua
profissão de fé e, pouco depois, ingressou no Seminário de Princeton. Um sermão
pregado por seu professor, o famoso teólogo Charles Hodge, levou-o a considerar o
trabalho missionário no estrangeiro. Três anos depois, candidatou-se perante a Junta
de Missões da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, citando o Brasil como campo
de sua preferência. Dois meses após a sua ordenação, embarcou para o Brasil,
chegando ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade.

Em 1869, chegaram os primeiros missionários da Igreja do Sul dos EUA (PCUS),


George N. Morton e Edward Lane, que se estabeleceram em Campinas. Os
missionários da PCUS evangelizaram a região da Mogiana, o oeste de Minas, o
Triângulo Mineiro e o sul de Goiás. Também atuaram no Nordeste e no Norte, de
Alagoas até a Amazônia. Os principais foram John R. Smith, John Boyle, DeLacey
Wardlaw e George W. Butler. Por sua vez, os missionários da Igreja do Norte atuaram
na Bahia e Sergipe e no sudeste-sul (do Rio de Janeiro a Santa Catarina). Em 1870, o
Rev. Chamberlain fundou a Escola Americana de São Paulo, precursora do Mackenzie
College, e em 1873 Morton e Lane criaram o Colégio Internacional, em Campinas.

Igreja Presbiteriana Renovada

O nascimento da Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (IPRB) está profundamente


vinculado ao Presbiterianismo que chegou ao Brasil com o missionário Simonton,
especificamente à Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e à Igreja Presbiteriana
Independente (IPI). As raízes da Denominação também se ligam ao movimento
pentecostal moderno, que teve seu início nos EUA.
O avivamento pentecostal surgiu no início do século XX, com Charles Parham, em
Topeka, Kansas, em 1901. Seu discípulo, William Seymour, iniciou, em 1906, o que
ficou mundialmente conhecido como o avivamento da Rua Azuza, em Los Angeles, de
onde se espalhou por todo o mundo, chegando logo mais ao Brasil.
Como Presbiterianos Renovados, alcançados pelo avivamento espiritual da década de
70, oriundos do Presbiterianismo que chegou ao Brasil há um século e meio, e como
fruto da união da Igreja Presbiteriana Independente Renovada (IPIR) e Igreja Cristã
Presbiteriana (ICP), em 1975, somos gratos a Deus por esses séculos de
presbiterianismo, bem como pelos 35 anos de fundação da Igreja Presbiteriana
Renovada do Brasil. Juntos, rendemos a nossa mais sincera gratidão a Deus.

Princípios

A doutrina da Igreja Presbiteriana é conservadora e genuinamente reformada. Ela


adota como símbolos (ou resumos) de fé a Confissão de Fé e os Catecismos Maior e
Menor de Westminster, redigidos entre 1643 e 1646, por cerca de 160 teólogos
ingleses e escoceses. Cremos que estes documentos teológicos reformados
expressam com precisão o ensino da Palavra de Deus.

Entre as doutrinas expressas na CFW estão as doutrinas da: Trindade; Diofisismo;


Predestinação; Graça Comum; Divina Providência; Queda e Pecado original;
Depravação Total; Vocação eficaz; Expiação eficaz; Eleição Incondicional;
Perseverança dos santos; Justificação pela fé; Ordo salutis reformada; Dois
sacramentos (Batismo e Eucaristia) e a Guarda do Domingo como "sábado cristão".

Além disso, a CFW expressa uma visão positiva da Lei de Deus, afirmando que
embora não seja possível que os homens a cumpram integralmente, ela é o padrão
que revela o caráter de Deus e deve ser observada por todos os cristãos. O Evangelho
não anula a Lei. Assim, embora o homem não possa ser salvo por cumprir a Lei, ele
deve obedecê-la por ser a revelação da vontade de Deus para os homens.

A CFW também afirma que todo poder é instituído por Deus, e portanto os cristãos
devem obedecer os magistrados. Todavia, não pode o poder político interferir na igreja,
seus sacramentos, cultos e ordens

Sistema eclesiástico

A igreja local é governada por uma junta, ou conselho, integrada pelo pastor e pelos
presbíteros. As igrejas estão unidas em presbitérios, e os presbitérios, num sínodo.
Acima de todos, está a assembleia geral, que se reúne anualmente. Entretanto, as
modificações importantes no governo denominacional ou na doutrina exigem ratificação
por uma maioria constitucional dos presbitérios e aprovação da assembleia geral, para
se tornarem lei.