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LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015.

Mensagem de veto Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa


com Deficiência (Estatuto da Pessoa com
Vigência Deficiência).

DO DIREITO À EDUCAÇÃO

Art. 27. A educação constitui direito da pessoa com deficiência,


assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado
ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento
possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e
sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de
aprendizagem.

Parágrafo único. É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e


da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência,
colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação.

Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver,


implementar, incentivar, acompanhar e avaliar:

I - sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem


como o aprendizado ao longo de toda a vida;

II - aprimoramento dos sistemas educacionais, visando a garantir


condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem, por meio da
oferta de serviços e de recursos de acessibilidade que eliminem as barreiras e
promovam a inclusão plena;

III - projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional


especializado, assim como os demais serviços e adaptações razoáveis, para
atender às características dos estudantes com deficiência e garantir o seu
pleno acesso ao currículo em condições de igualdade, promovendo a conquista
e o exercício de sua autonomia;

BNCC – Ensino Fundamental

COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA


1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre
o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a
realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma
sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria
das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a
imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar
hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive
tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das
locais às mundiais, e também participar de práticas diversifcadas da
produção artístico-cultural.

Portanto, ao longo do Ensino Fundamental, a área de Ciências da Natureza tem um


compromisso com o desenvolvimento do letramento
científco, que envolve a capacidade de compreender e interpretar o
mundo (natural, social e tecnológico), mas também de transformá-lo
com base nos aportes teóricos e processuais das ciências.
Em outras palavras, apreender ciência não é a fnalidade última do
letramento, mas, sim, o desenvolvimento da capacidade de atuação
no e sobre o mundo, importante ao exercício pleno da cidadania. ( pag 319)
Nessa perspectiva, a área de Ciências da Natureza, por meio de um
olhar articulado de diversos campos do saber, precisa assegurar aos
alunos do Ensino Fundamental o acesso à diversidade de conhecimentos científcos
produzidos ao longo da história, bem como a
aproximação gradativa aos principais processos, práticas e procedimentos da investigação
científca.
Espera-se, desse modo, possibilitar que esses alunos tenham um novo
olhar sobre o mundo que os cerca, como também façam escolhas e
intervenções conscientes e pautadas nos princípios da sustentabilidade e do bem
comum.

Para tanto, é imprescindível que eles sejam progressivamente estimulados e apoiados no


planejamento e na realização cooperativa
de atividades investigativas, bem como no compartilhamento dos
resultados dessas investigações. Isso não signifca realizar atividades seguindo,
necessariamente, um conjunto de etapas predefnidas,
tampouco se restringir à mera manipulação de objetos ou realização
de experimentos em laboratório.
Ao contrário, pressupõe organizar as situações de aprendizagem
partindo de questões que sejam desafadoras e, reconhecendo a
diversidade cultural, estimulem o interesse e a curiosidade científca
dos alunos e possibilitem defnir problemas, levantar, analisar e representar resultados;
comunicar conclusões e propor intervenções.
Dessa forma, o processo investigativo deve ser entendido como elemento central na
formação dos estudantes, em um sentido mais
amplo, e cujo desenvolvimento deve ser atrelado a situações didáticas
planejadas ao longo de toda a educação básica, de modo a possibilitar aos alunos
revisitar de forma reflexiva seus conhecimentos e sua
compreensão acerca do mundo em que vivem. Sendo assim, o ensino
de Ciências deve promover situações nas quais os alunos possam:
A unidade temática Matéria e energia contempla o estudo de materiais e suas
transformações, fontes e tipos de energia utilizados na
vida em geral, na perspectiva de construir conhecimento sobre a
natureza da matéria e os diferentes usos da energia.
Nos anos iniciais, as crianças já se envolvem com uma série de objetos,
materiais e fenômenos em sua vivência diária e na relação com o
entorno. Tais experiências são o ponto de partida para possibilitar
a construção das primeiras noções sobre os materiais, seus usos e
suas propriedades, bem como sobre suas interações com luz, som,
calor, eletricidade e umidade, entre outros elementos.
Na unidade temática Terra e Universo, busca-se a compreensão de
características da Terra, do Sol, da Lua e de outros corpos celestes – suas dimensões,
composição, localizações, movimentos e
forças que atuam entre eles.

A escola que buscamos


Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) constituem um dos referenciais
para a educaçªo no ensino fundamental em todo o país. Caracterizam-se como uma
proposta flexível, a ser concretizada nas decisıes sobre aspectos teórico-metodológicos
do currículo e tŒm por objetivo orientar e garantir os princípios gerais do sistema
educacional, subsidiando os educadores em sua prÆtica pedagógica. (pg 18).