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Boletim de Serviços

Número do Boletim de Serviços: 3653210 Released Date: 28-Aug-2013


Combustíveis para Motores Cummins®

Combustíveis para Motores Cummins®


Introdução
Este boletim cobre informações gerais sobre combustíveis e seus usos em Motores Cummins®.
O objetivo deste boletim é de ser um documento de guia e auxílio ao usuário na seleção do
combustível apropriado. As especificações de combustível listadas neste Boletim de Serviços
devem ser observadas como requisitos mínimos aplicáveis a todos os motores Cummins®.
Certas normas regionais, nacionais ou internacionais relacionadas a políticas de preservação do
meio ambiente e/ou emissões podem requerer combustíveis que atendam a especificações que
diferem das listadas neste Boletim de Serviços. Para mais informações sobre especificações de
combustível, consulte o Procedimento 018-002 na Seção V do Manual do Proprietário, Manual de
Operação e Manutenção correspondentes ou entre em contato com um posto de serviço
autorizado Cummins® mais próximo.

 CAUTION 
Motores equipados com sistemas de pós-tratamento são sensíveis ao conteúdo de
enxofre no combustível. Por favor, consulte o manual de Operação e Manutenção ou o
manual do Proprietário específico do motor para verificar qual o conteúdo de enxofre do
combustível permitido. Se essas determinações não forem seguidas, o sistema de pós-
tratamento será danificado.

Especificações de Combustíveis Diesel Exigidas


pela Cummins
Os combustíveis que atendem a especificações nacionais e internacionais poderão ser utilizados
se satisfizerem às especificações relacionadas na Tabela 1. Os motores Cummins® funcionam
satisfatoriamente com combustíveis que apresentam todas as propriedades constantes da Tabela
1. Combustíveis produzidos para a especificação da União Europeia EN590, Especificação
Indiana IS 1460, Determinação de Norma de Combustíveis da Austrália de 2001, JIS K 2204 do
Japão, CAN/CGSB-3.517 Tipos A e B ULS do Canadá, especificação 50/2013 S10 da Resolução
da ANP do Brasil e Especificação GOST R32511-2013 S10 da Rússia atendem aos requisitos da
Tabela 1 e estão aprovados para uso. Onde houver discrepâncias, a Tabela 1 deve ser
considerada o requisito mínimo.

Tabela 1, Propriedades de Combustível Requeridas pela Cummins


Propriedade Unidades Limite Método Valor
Ponto de °C [°F] Mín. ASTM D93 38 [100,4]
Tabela 1, Propriedades de Combustível Requeridas pela Cummins
Propriedade Unidades Limite Método Valor
1
Fulgor 52 [125,6]
Mín. 0,816 [0,029]
Densidade g/cc [lb/pol3] ASTM D4052
Máx. 0,876 [0,032]
°C10 %
Mín. 150 [302]
[°F10%], % vol
Destilação2 ASTM D86
°C90 % Mín. 282 [539,6]
[°F90%], % vol Máx. 338 [640,4]
3
Limpeza - - ISO 4406 Código 18/16/13
Cinza % massa Máx. ASTM D482 0,01
ASTM D5453
Enxofre4 ppm Máx. 15
ASTM D2622
Tira de Cobre classificação Máx. ASTM D130 No. 3
Número de
- Mín. ASTM D613 42
Cetano5
Viscosidade Mín. 1,3
cSt ASTM D445
Cinemática6 Máx. 4,1
ASTM D6304
Água ppm Máx. 200
ISO 12937
Conteúdo FAME % vol Máx. EN 14078 20
Deve atender à
temperatura
Ponto de Névoa °C [°F] Máx. ASTM D2500 ambiente
mínima
esperada
Lubricidade
mícron [pol.] Máx. ASTM D6079 520 [0,0205]
(HFRR)
Conteúdo de
ppm Máx. SGS 014 0,5
Sódio7

1. A temperatura mínima de Ponto de Fulgor para Diesel #1 é de 38°C [100,4°F]. A temperatura


mínima de Ponto de Fulgor para Diesel #2 é de 52 °C [125,6 °F].
2. A temperatura mínima para 90% de combustível a ser recuperado para diesel #2 é de 282°C
[539,6°F]. A temperatura máxima para 90% de combustível a ser recuperado para diesel #2 é
de 338°C [640,4°F]. A temperatura máxima para 90% de combustível a ser recuperado para
diesel #1 é de 288 °C [550,4 °F].
3. É altamente recomendado que o combustível que está sendo dispensado no tanque de
combustível do equipamento atenda às especificações de limpeza listadas no ISO 4406.
4. Consulte o Procedimento 018-002 (Recomendações e Especificações de Combustível) na
Seção V do Manual do Proprietário apropriado, e/ou na documentação de garantia para os
requisitos específicos de conteúdo de enxofre do combustível.
5. Para temperaturas ambientes acima de 0°C [32°F], o número de cetano mínimo de 42 é
requerido. Para temperaturas ambientes abaixo de 0°C [32°F], o número de cetano mínimo
de 45 é requerido.
6. A viscosidade cinemática para Diesel #1 deve estar entre 1,3 e 2,4 cSt. A viscosidade
cinemática para Diesel #2 deve estar entre 1,9 e 4,1 cSt.
7. Contaminantes a base de sódio são contribuintes conhecidos para a formação de depósitos
como resultado de reações adversas com os aditivos do combustível. Estes depósitos
prejudicam o funcionamento correto do equipamento de injeção de combustível.

Propriedades do Combustível Diesel


Viscosidade
Descrição Geral - A viscosidade correta proporciona características adequadas de
bombeamento e lubrificação dos componentes do sistema de combustível, e é também
responsável pelo controle de vazamentos internos em bombas de combustível e
injetores.
Método de Teste - ASTM D445, ISO 3104
Número de Cetano
Descrição Geral - O número de cetano é uma medição da qualidade do combustível
diesel durante a ignição por compressão. Em climas frios ou em períodos prolongados
de serviço com baixas cargas, é desejável um número de cetano mais elevado.
Método de Teste - ASTM D613, ISO 5165
Um combustível com o número de cetano maior que 55 pode causar a emissão de
fumaça na rotação de torque máximo. Consulte a Sociedade Americana de Testes de
Materiais (American Society for Testing and Materials - ASTM) D613, ISO 5165.
Índice de Cetano
Descrição Geral - O índice de cetano é frequentemente usado como substituto para o
número de cetano de combustível diesel.
O índice de cetano é calculado com base na densidade do combustível e faixa de
destilação (ASTM D86).
Método de Teste - Existem dois métodos que são utilizados: ASTM D976 e D4737. O
método D976 é frequentemente conhecido como a equação de duas variáveis, e está
obsoleto. Esse método não deve ser utilizado para o cálculo do número de cetano,
exceto conforme exigido pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA como um
método alternativo para satisfazer as exigências aromáticas. D4737 é o método atual e
frequentemente conhecido como a equação de quatro variáveis. O método D4737 é o
mesmo que o método ISO 4264.
NOTA : O índice de cetano não é uma aproximação apropriada para a qualidade de
ignição de combustíveis que contêm um aditivo para aumentar o valor de cetano.
Teor de Enxofre
Descrição Geral - Os combustíveis diesel contêm quantidades variáveis de diversos
compostos de enxofre. O enxofre no combustível contribui para a formação de ácidos,
particulados de escape, corrosão do sistema de combustível e reduzir os intervalos de
troca de óleo. Níveis reduzidos de enxofre são necessários para evitar a contaminação
dos dispositivos do sistema de pós-tratamento. Combustíveis com teores mais altos de
enxofre também precisam de lubrificantes com número base total (TBN) mais elevado
para compensar a corrosão por ácidos.
Método de Teste - ASTM D2622, ISO 4260
NOTA : Os níveis de enxofre que excederem às recomendações irão reduzir a vida útil
de certos componentes do pós-tratamento, incluindo mas não limitados ao Catalisador
de Oxidação de Diesel, ao Filtro de Particulados de Diesel, e à Redução Catalítica
Seletiva As falhas de catalisadores causadas pelo uso de combustíveis com níveis de
enxofre mais elevados do que os recomendados não são cobertas pela garantia.
Enxofre Ativo
Descrição Geral - Alguns compostos de enxofre no combustível são ativamente
corrosivos.
Método de Teste - ASTM D130, ISO 2160
Água e Sedimentos
Descrição Geral - A quantidade de água e resíduos sólidos no combustível é
geralmente classificada como água e sedimentos. A prática de filtragem do combustível
durante o abastecimento do tanque de combustível é recomendada. Uma quantidade
maior de vapor de água se condensa em tanques parcialmente cheios devido ao
respiro do tanque causado pelas mudanças de temperatura. Elementos de filtro, telas
de combustível na bomba de combustível e conexões de entrada de combustível nos
injetores devem ser limpos ou substituídos sempre que estiverem contaminados. Ao
desempenhar suas funções pretendidas, essas telas e filtros se tornam obstruídos
quando se usa um combustível de baixa qualidade ou sujo, e deverão ser substituídos
com mais frequência.
Método de Teste - ASTM DI796
Resíduo de Carbono
Descrição Geral - A tendência de um combustível diesel de formar depósitos de
carbono no motor pode ser estimada calculando-se a quantidade de resíduos de
carbono pelo método de Ramsbottom ou de Conradson depois de 90 por cento do
combustível ter evaporado.
Método de Teste - ASTM D524, ASTM D189, ISO 10370
Densidade
Descrição Geral - A densidade é uma indicação do teor energético do combustível.
Uma densidade maior indica mais energia térmica e menor consumo de combustível.
Método de Teste - ASTM D287, D4052, ISO 3675
Ponto de Névoa
Descrição Geral - O ponto de névoa do combustível é a temperatura na qual cristais de
parafina aparecem pela primeira vez. Os cristais podem ser detectados pela 'turvação'
do combustível.
Método de Teste - ASTM D2500, ISO 3015
Temperatura Mínima de Fluidez do Combustível
Descrição Geral - A temperatura mínima de fluidez do combustível é a menor
temperatura na qual o combustível ainda pode fluir através de uma tela de 45 mícrons.
Esse método de teste pode estar diretamente relacionado à tendência de um
combustível de obstruir filtros em baixas temperaturas, devido à formação de cristais de
parafina.
Método de Teste - ASTM D6371
Cinza
Descrição Geral - A pequena quantidade de material metálico não combustível
geralmente encontrada em quase todos os produtos derivados de petróleo é chamada
de 'cinza'.
Método de Teste - ASTM D482, ISO 6245
Destilação
Descrição Geral - As características de destilação de um determinado combustível
fornecem informações importantes sobre a composição e comportamento do
combustível durante o armazenamento e o uso medindo a taxa de evaporação.
Método de Teste - ASTM D86, ISO 3405
Lubricidade
Descrição Geral - Lubricidade é a capacidade de um líquido fornecer hidrodinâmica e
lubrificação em junções para evitar o desgaste entre componentes móveis. Um
combustível com menor teor de enxofre e viscosidade tende a ter uma lubricidade
menor. A lubricidade pode ser medida utilizando-se um de dois procedimentos.
Método de Teste: ASTM D6078, Teste de Avaliação de Carga de Desgaste com Esferas
(SLBOCLE), ou ASTM D6079, ISO 12156, Equipamento Recíproco de Alta Frequência
(HFRR)

Diesel com Teor de Enxofre Ultra Baixo


O combustível diesel de teor ultra-baixo de enxofre (ULSD) é definido como combustível diesel
que não excede 0,0015 de porcentagem de massa (15 ppm) de conteúdo de enxofre. É
necessário que os seguintes motores Cummins® operem com ULSD.

Motores operando com sistemas de pós-tratamento incluindo: filtros de particulados de


diesel, filtros de particulados de diesel, e redução catalítica seletiva. Consulte o Manual do
Proprietário específico do motor, Procedimento 018-002 (Recomendações e Especificações
de Combustível) na Seção V, para os requisitos de conteúdo de enxofre do combustível
Motores utilizados em locais onde as normas regionais, nacionais ou internacionais exigem o
uso combustível ULSD em motores diesel.

Em geral, as normas ULSD fazem com que combustível compatível com motores a diesel tenha
maior tolerância ao conteúdo de enxofre. O baixo teor de enxofre realmente altera algumas das
propriedades do combustível. Quando a mudança do combustível diesel com baixo teor de
enxofre (LSD) que pode conter até 500 ppm de enxofre, para o combustível ULSD os seguintes
cuidados podem ser benéficos:
Identificar corretamente todos os tanques e bombas de combustível.
Garantir que a lubricidade do combustível atenda às especificações constantes na Tabela 1:
Especificações de Combustíveis Diesel Exigidas pela Cummins neste manual.
O combustível ULSD tem menor lubricidade que o combustível LSD, e por isso é necessário
que o fornecedor do combustível adicione aditivos de lubricidade para evitar danos ao
sistema de combustível do motor. Consulte a seção 'Aditivos' neste manual para obter mais
informações sobre aditivos de combustível.
Certifique-se de que os tanques de combustível estejam completamente vazios antes de
mudar do combustível LSD para o combustível ULSD, e considere também a limpeza do
tanque.
É preciso apenas uma pequena quantidade de combustível LSD misturado com combustível
ULSD para elevar o teor de enxofre além de 15 ppm.
Considere o uso de um aditivo de estabilidade para estocar o combustível em um tanque de
armazenamento.

O combustível ULSD é mais propenso à oxidação do que o combustível LSD. Consulte seu
fornecedor de combustível para determinar se é necessário um aditivo para manter
combustível de qualidade em tanques de armazenamento.

Inspecione regularmente com atenção o sistema de combustível quanto a vazamentos,


especialmente quando utilizar combustível ULSD pela primeira vez, e repare-os
imediatamente se detectados.

Os combustíveis ULSD e LSD reagem de maneiras diferentes com certos compostos de


vedações e de juntas normalmente encontrados nos sistemas de combustível, o que significa
que é maior a probabilidade de ocorrer vazamentos, especialmente em motores mais antigos
que foram projetados para funcionar com combustível LSD.

Corantes de Combustível
Em muitas regiões é comum o combustível receber corante, especialmente para identificar sua
condição tributária. É comum o combustível receber corante vermelho, mas outras cores também
podem ser usadas. Os corantes de combustível diesel não afetam a composição química do
combustível é às vezes são utilizados para distinguir o combustível de outros combustíveis com
graus, especificações, teor de enxofre, etc., diferentes. Consulte o fornecedor do combustível
para entender o significado de corantes utilizados no combustível adquirido.

Os combustíveis tratados com corantes podem ser utilizados nos motores Cummins®, desde que
atendam a todas as normas regionais, nacionais e internacionais aplicáveis para a aplicação do
motor. O combustível deve satisfazer também as especificações indicadas na Tabela 1:
Especificações de Combustíveis Diesel Exigidas pela Cummins neste manual.

Limpeza do Combustível
Esta seção explica a importância da limpeza do combustível para uma operação correta dos
motores Cummins®.

Os sistemas de combustível modernos são projetados para reduzir o nível de emissões e o


consumo de combustível, além de melhorar o desempenho do motor. Esses sistemas de alta
pressão funcionam a pressões que se aproximam de 2100 bar [30.500 psi] e com folgas entre
componentes que variam de 2 a 5 mícron para os injetores. Nessas pressões, partículas sólidas
muito pequenas são fontes potenciais de falha do sistema de combustível.

A contaminação excessiva do combustível diesel pode causar obstrução prematura dos filtros de
combustível diesel e/ou desgaste prematuro de componentes críticos do sistema de injeção de
combustível. Dependendo do tamanho e da natureza das partículas, isso pode resultar em:
Vida útil reduzida do componente.
Falha do componente.
Falha do sistema de combustível e/ou do motor.

A determinação do nível de limpeza do combustível requer a medição do tamanho e do número


de partículas por categoria de tamanho no combustível, i.é., a distribuição de tamanhos das
partículas. A Organização Internacional para Padronização (ISO) desenvolveu um protocolo, o
ISO 4406, para indicar o nível de contaminação codificando-se a distribuição de tamanhos de
partículas.
Os códigos de limpeza da ISO 4406 são expressos como uma série de três números (x/x/x/), que
correspondem respectivamente ao número de partículas maiores que 4,6 e 14 mícron. Por
exemplo, os números 18/16/13 na classificação ISO significam:
18 - Até 2.500 partículas maiores que 4µm (por mL de combustível)
16 - Até 640 partículas maiores que 6µm (por mL de combustível)
13 - Até 80 partículas maiores que 14µm (por mL de combustível)
Os fabricantes de motores e de equipamentos de injeção de combustível constataram que
partículas de tamanho próximo aos pontos de verificação ISO, de 4 e 6 mícron são
particularmente críticas para a durabilidade do sistema de injeção de combustível.
A Cummins recomenda que se o combustível não atender ao código de limpeza 18/16/13 quando
fornecido ao motor, seja aplicada nova filtragem antes de o combustível ser colocado no tanque
de combustível do equipamento. Um distribuidor Cummins® ou um representante da Cummins
Filtration™ pode fornecer equipamentos e outras informações sobre filtragem, e recomendar
outras medidas como combustível de melhor qualidade, e/ou técnicas mais apropriadas de
manuseio, armazenamento e destinação do combustível e de limpeza do tanque de combustível.

Amostragem de Combustível
A Cummins Inc. recomenda a coleta e análise do combustível diesel em intervalos periódicos
para garantir que a alimentação de combustível de estoque continua a atender às exigências na
Tabela 1 e a fornecer desempenho adequado e proteção do motor e componentes. As
recomendações de frequência de amostragem da Cummins Inc. são aplicáveis a todos os
motores, todos os mercados e todos os tipos de combustível; no entanto, a praticidade de manter
a qualidade do combustível é mais aplicável aos clientes que utilizam sistemas de
armazenamento e de alimentação de combustível de estoque. A frequência ideal e nível de
análise recomendados serão diferentes dependendo do tipo de equipamento, aplicação do
usuário, ciclo de serviço, região e considerações ambientais. Dado o grande número de variáveis
a considerar, a Cummins Inc. recomenda que todos os clientes usem o cronograma abaixo como
prática recomendada, mas também trabalhem com o fornecedor de combustível para customizar
um programa de amostragem e análise de combustível mais adequado para a situação.

Frequência de Amostragem e Métodos

Devem ser utilizados vários eventos ambientais, químicos e de manuseio para iniciar a
amostragem e análise de combustível. No mínimo, a Cummins Inc. recomenda que a
amostragem e análise de combustível sejam concluídas quadrimestralmente e/ou depois de um
turno de inventário de estoque de combustível completo (ciclo), o que ocorrer primeiro. Outras
considerações incluem:

Misturas de combustível novas/ajustadas e trocas (combustível de verão versus inverno)


Adições/trocas de pacotes de aditivos (limpador de depósitos do injetor, aprimoradores de
cetano e lubrificação, etc.)
Troca de fornecedor de combustível
Novas instalações ou operações do cliente
Troca de LSD para ULSD
Troca de misturas/concentração do biodiesel
Mudança significativa de clima (mudança rápida de temperatura, tempestades de poeira,
chuva/neve forte, etc.)

As técnicas de amostragem de combustível irão depender da localização da rede de alimentação


de combustível a ser testada. A Cummins Inc. recomenda que as amostras de combustível sejam
tomadas diretamente do veículo/equipamento na entrada do filtro de combustível do lado da
sucção. A Cummins Inc. recomenda o uso dos kits de Teste de Análise de Combustível
MONITOR da Cummins FiltrationTM. Entre em contato com um Distribuidor Cummins local ou
representante da Cummins Filtration para mais informações.

Recomendações de Análise

A Cummins Inc. recomenda que a análise de combustível seja feita por um laboratório certificado
ISO/IEC 17025, com experiência em análise de combustível diesel e com capacidade de realizar
os testes definidos na Tabela 1. A quantidade e tipo de testes a serem realizados irão determinar
o custo da amostragem associada. É responsabilidade do cliente compreender e manter a
qualidade do combustível usado em seu motor. Uma lista básica de testes de análise de amostra
de combustível é mostrada na Tabela 2 abaixo.

Tabela 2, Propriedades Recomendadas do Teste de Amostra de Combustível


Prioridade de Teste (A ou B)
Propriedade/Item Objetivo/Importância
e Frequência
Impedir a rápida erosão do
Contagem de Partícula (ISO equipamento de injeção de
A – Todas as Amostras
4406) combustível - desempenho
ruim e falha do componente.
Prevenção de corrosão,
mecanismos de desgaste
Teor de Água - (ASTM rápido do equipamento de
A – Todas as Amostras
D6304) injeção de combustível.
Prevenção de formação de
depósitos (IDIDs)
Prevenção de formação de
depósitos (IDIDs), indica
Metais ICP A – Todas as Amostras
presença de óleo lubrificante
no combustível.
Impede o entupimento do
Ponto de Nuvem/Ponto de A – Anualmente, ou antes da filtro e sistema de
Névoa estação fria. combustível devido à
formação de parafina/gel
Tabela 2, Propriedades Recomendadas do Teste de Amostra de Combustível
Prioridade de Teste (A ou B)
Propriedade/Item Objetivo/Importância
e Frequência
Previne o desgaste
prematuro do equipamento
de injeção de combustível.
Teor de Enxofre A – Todas as Amostras
Prevenção de corrosão do
sistema de óleo lubrificante e
combustível.
Previne o desgaste
prematuro do componente do
Destilação Simulada A – Todas as Amostras
motor devido à cavitação ou
diluição do óleo lubrificante.
Previne o desgaste
prematuro do equipamento
Estabilidade Térmica A – Todas as Amostras
de injeção de combustível.
Prevenção de corrosão.
Prevenção de corrosão,
Contaminação Biológica B - Quadrimestralmente entupimento prematuro do
filtro de combustível.
HFRR (ASTM D 6079 Previne o desgaste
B – Quadrimestralmente prematuro do equipamento
ISO 12156/1) de injeção de combustível.

Filtragem pelo Respiro do Tanque


As partículas na faixa de tamanho de 4 a 6 mícron são tão pequenas que são necessários
equipamentos de laboratório para identificá-las. Ainda assim, elas podem causar danos
significativos aos sistemas de combustível de alta pressão quando a limpeza do combustível no
tanque excede o código 18/16/13 de tamanho máximo do ISO 4406. A Cummins recomenda que
todos os tanques de combustível sejam equipados com um filtro de respiro (com uma eficiência
mínima de 98,7 por cento a 10 mícrons) para evitar a entrada de sujeira no tanque à medida que
o nível do combustível diminui.

Geração de Energia Standby e de Emergência


Os motores destinados à geração de energia Standby ou de Emergência apresentam situações
únicas para a qualidade e a limpeza do combustível. Esses motores não são utilizados com
frequência e, portanto, podem exigir procedimentos especiais quanto ao manuseio e ao
armazenamento do combustível.

O manual do motor discute os procedimentos específicos para manter o motor em um estado de


prontidão. Esta seção trata do estoque de combustível.
Tanques de combustível devem ser inspecionados e receber manutenção para evitar a
contaminação do combustível por água ou sujeira. Consulte seu fornecedor de combustível para
saber se existem pessoas ou laboratórios qualificados em sua área para ajudá-lo a monitorar o
estoque de combustível. As amostras podem ser retiradas da parte superior, da parte
intermediária e do fundo do tanque a cada 6 meses e verificadas quanto à limpeza e
contaminação biológica, e para garantir que o combustível ainda atende às especificações na
Tabela 1: Especificações de Combustíveis Diesel Exigidas pela Cummins neste manual.

O armazenamento de longo prazo (além de 6 meses) não é recomendado a menos que o


combustível tenha sido estabilizado pelo fornecedor e que haja um programa de monitoramento
definido. Recomenda-se que sejam feitos testes periódicos do motor com uma frequência e por
um tempo suficientes para garantir que o estoque de combustível seja reabastecido e permaneça
limpo.

Sistemas Duplos de Filtragem de Combustível


Em situações de emergência, pode ser necessário que os geradores de energia Standby e de
emergência funcionem durante centenas de horas. Em tais operações críticas, o cliente pode
considerar a instalação de um sistema duplo de filtragem do combustível. Esses sistemas
permitem a mudança rápida para filtros de combustível novo. Recomenda-se que esse serviço
seja feito quando o motor for desligado temporariamente. Um Distribuidor Cummins® ou
Cummins Filtration™ pode orientar quanto à instalação correta para um determinado motor e
local.

Cuidados e Manutenção do Tanque de Combustível


A limpeza do tanque é uma operação complexa que requer a drenagem completa do tanque, e
deve ser realizada somente por profissionais. Ela deve ser feita ocasionalmente, em geral de
acordo com a programação de vários anos, coincidindo com a inspeção (obrigatória por lei) e os
requisitos de manutenção. Boas práticas de manutenção podem ajudar a estender os períodos
entre as limpezas do tanque.

As medições de água no fundo do tanque podem ser feitas em um intervalo apropriado (via
medição automática ou imersão regular de pasta detectora de água) e a água pode ser removida
quando necessário. Isso é importante uma vez que água e sedimentos poderão ser misturados
quando o tanque for completado. A Cummins recomenda um tempo mínimo de uma hora de
espera para cada pé de profundidade de combustível no tanque antes que o combustível seja
distribuído após a entrega. Se for observada a presença de água e sedimentos, esperar um
tempo adicional de deposição é uma maneira de trazer o combustível de volta à especificação.

É praticamente impossível impedir que a água entre no circuito de alimentação; portanto, uma
boa manutenção é essencial. Equipamentos, tanques e sistemas de bombeamento devem ser
inspecionados e mantidos regularmente. O combustível deve ser verificado periodicamente
quanto à contaminação por água para garantir que o combustível que entra no motor não
contenha água livre, e que a água dissolvida (emulsificada) não exceda 200 ppm.

A Cummins recomenda que se o combustível não atender ao código de limpeza 18/16/13 do


protocolo ISO 4406 em estocagens de grandes volumes, seja aplicada nova filtragem antes de o
combustível ser colocado no motor. Um Distribuidor Cummins® ou Cummins Filtration™ pode
fornecer equipamentos e orientação adicional sobre filtragem.
Especificações de Combustíveis Diesel de
Contingência
Esta seção apresenta as especificações para combustíveis que devem ser utilizados somente se
o combustível com as especificações exigidas não estiver disponível. Caso os combustíveis que
atendem às especificações na Tabela 1: Especificações de Combustíveis Diesel Exigidas pela
Cummins não estejam disponíveis, a Cummins preparou especificações de contingência
(eventualidade) para auxiliar o usuário na escolha do combustível mais aceitável.

 CAUTION 
Os combustíveis que não atendem às especificações recomendadas, mas se encontram
dentro das especificações de contingência, devem ser utilizados somente por curtos
períodos quando não há outros combustíveis disponíveis. O uso de combustíveis de
contingência pode ter um efeito adverso no desempenho e na durabilidade do motor. A
Cummins não assume nenhuma garantia ou responsabilidade pelos reparos ou custos
maiores de operação resultantes do uso de combustíveis que não estejam em
conformidade com as especificações relacionadas na Tabela 1.

Diretrizes para o Uso de Combustíveis de


Contingência
1. A mudança na calibração da bomba de combustível ou dos injetores não é recomendada
quando se muda para um combustível de contingência que atenda a todas as especificações
mostradas nas Especificações de Combustíveis Diesel de Contingência, embora a mudança
para um combustível de contingência possa causar uma leve perda de potência e resultar em
desgaste acima do normal de certos componentes. Consulte as seções 'Perda de Potência' e
'Desgaste e Durabilidade de Componentes' deste manual para obter mais informações.
2. O desempenho da combustão pode ser afetado quando se utiliza combustíveis que atendam
às especificações de combustível de contingência. É responsabilidade do usuário certificar-
se de que o uso de combustíveis de contingência e a subsequente mudança no desempenho
não excede os limites legais.
3. As lubricidades da maioria dos combustíveis tipo Jato são baixas demais para fornecer a
lubrificação necessária dos componentes do sistema de combustível. Se (com base nas
especificações do fornecedor do combustível) um combustível não tiver a lubricidade mínima
especificada para os combustíveis de contingência relacionados nas Especificações de
Combustíveis Diesel de Contingência, um aditivo de combustível deve ser adicionado no
combustível para aumentar a lubricidade, e componentes do sistema de combustível
especialmente aprimorados devem ser utilizados. Consulte a seção sobre aditivos de
combustível neste manual. Consulte a Cummins para obter as opções de componentes
disponíveis.

 WARNING 
Alguns combustíveis de contingência, como combustíveis tipo Jato e querosene, são
muito mais inflamáveis que o combustível diesel normal. Tenha extremo cuidado e
mantenha cigarros, chamas, luzes-piloto, centelhas, fontes de faíscas e interruptores, e
quaisquer outras fontes de ignição afastadas e fora de áreas que compartilhem a
ventilação.

Pode ser necessária manutenção adicional quando se utiliza combustíveis de contingência. Se


precisar utilizar combustíveis de contingência, você deve consultar seu fornecedor de
combustível para determinar quaisquer problemas que possam resultar do uso de combustíveis
que atendam às Especificações de Combustíveis Diesel de Contingência. Se ainda houver
dúvidas, os dados sobre as propriedades físicas do combustível devem ser enviados ao
Departamento de Engenharia de Serviço da Cummins para análise antes de o combustível ser
utilizado em motores Cummins®.

Tabela 3, Especificações de Combustíveis Diesel de Contingência 1.


Viscosidade 1,3 a 13,1 centistokes a 40°C [104°F]
Mínimo de 35 acima de 0°C [32°F]; mínimo de
Número de Cetano
40 abaixo de 0°C [32°F]
Menos de 2,0 por cento da massa (20,000
ppm). Os motores equipados com catalisador
Teor de Enxofre não podem utilizar combustível com alto teor
de enxofre mesmo por um curto período sem
danos permanentes ao catalisador.
A Corrosão da Tira de Cobre não deve
Enxofre Ativo
exceder a classificação de Número 2
Água e Sedimentos Não deve exceder 0,5 por cento do volume
Não deve exceder 5,0 da porcentagem de
Resíduo de Carbono massa para uma porcentagem de resíduos de
10 por cento em volume.
Densidade 0,750 a 0,965 g/cc a 15°C [59°F]
6°C ou 11°F abaixo da temperatura ambiente
Ponto de Névoa mais baixa na qual o combustível deverá ser
utilizado
Não deve exceder 0,05 da porcentagem de
Cinza
massa
Destilação 90 por cento do volume a 395°C [743°F]
HFRR: Máximo de 0.6 mm [0,024 pol];
Diâmetro de Escarpa de Desgaste (WSD) a
Lubricidade (HFRR ou SLBOCLE)
60°C [140°F].
SLBOCLE: Mínimo de 2300 gramas 2.
Vanádio 5 ppm, máximo
Alumínio 1 ppm, máximo
Silício 1 ppm, máximo
Sódio 10 ppm, máximo
1
Consulte os métodos de teste em Propriedades de Combustíveis Diesel
2
Um aditivo de lubricidade deve ser utilizado se o combustível não atingir as especificações
mínimas de lubricidade.
Efeitos de Combustíveis Diesel de Contingência no
Funcionamento do Motor
Viscosidade
A baixa viscosidade causa o desgaste prematuro de bombas de combustível e injetores, e
aumenta os vazamentos internos em bombas e injetores. A alta viscosidade causa
dificuldade na partida, emissão de fumaça branca com o motor frio, trincas no copo do injetor,
e falha do trem de acionamento dos injetores. O desgaste do governador nas bombas de
combustível rotativas pode resultar em perda de regulagem.
Número de Cetano
Um índice de cetano menor que 42 pode causar dificuldade na partida, emissão excessiva de
fumaça branca, e oscilação em marcha lenta. Um índice de cetano maior que 55 pode
aumentar a emissão de fumaça na operação em torque máximo.
Teor de Enxofre
O alto teor de enxofre aumenta o desgaste nos injetores, anéis dos pistões e nos casquilhos.
O uso de combustíveis com um teor de enxofre acima de 5000 ppm requer o uso de
lubrificantes com número total base (TBN) maior (TBN maior que 10) e menores intervalos de
troca de óleo.

 CAUTION 
As falhas de catalisadores causadas pelo uso de combustíveis com níveis de enxofre mais
elevados do que os recomendados não são cobertas pela garantia. Os combustíveis com
alto teor de enxofre também reduzem a vida de certos componentes do sistema de escape,
inclusive do catalisador de oxidação.

Enxofre Ativo
A quantidade excessiva de enxofre ativo aumenta o ataque corrosivo da bomba de
combustível, dos injetores e de outros componentes do sistema de combustível.
Água e Sedimentos
Combustíveis contaminados reduzem a vida do filtro e do sistema de combustível, e causam
falhas na estrada.
Resíduo de Carbono
A alta quantidade de resíduos de carbono aumenta a quantidade de depósitos de carbono na
câmara de combustão, o nível de emissão de fumaça e a contaminação do óleo lubrificante
com fuligem.
Densidade
Combustíveis mais leves contêm menos energia térmica por galão e resultam em aumento
do consumo de combustível. Um combustível com uma densidade de 0,876 g/cc contém
cerca de 3,5 por cento mais energia por galão que um combustível com uma densidade de
0,815 g/cc.
Ponto de Névoa
A operação abaixo da temperatura de ponto de névoa pode obstruir o filtro de combustível
com cristais de parafina, restringir o fluxo de combustível e causar perda de potência.
Recomenda-se que se forem adquiridos combustíveis com ponto de névoa acima das
temperaturas ambiente esperadas, o cliente deve consultar o fornecedor de combustível e a
Cummins sobre técnicas de manuseio de combustível. Para mais informações, consulte
Problemas Comuns com Combustível no Inverno.
Ponto de Escoamento
A operação próxima ou abaixo do ponto de escoamento causará problemas de partida inicial.
Não é certo que a maioria das bomba de combustível possa funcionar no ponto de
escoamento. Na verdade, recomenda-se que os sistemas sejam operados em temperaturas
entre 5,5°C e 8°C ou 10°F e 15°F acima do ponto de escoamento do combustível.
Temperatura Mínima de Fluidez do Combustível
A operação do motor com combustível abaixo da temperatura mínima de fluidez pode
obstruir o filtro de combustível com cristais de parafina, restringir o fluxo de combustível e
causar perda de potência. Recomenda-se que se forem adquiridos combustíveis com
temperatura mínima de fluidez do combustível acima das temperaturas ambiente esperadas,
o cliente deve consultar o fornecedor de combustível e a Cummins sobre técnicas de
manuseio de combustível. Para mais informações, consulte Problemas Comuns com
Combustível no Inverno.
Cinza
Altos teores de cinza causam depósitos de materiais metálicos não combustíveis na câmara
de combustão e nas válvulas de escape.
Destilação Máxima
Combustíveis com alta temperatura de destilação podem deixar depósitos pegajosos no
sistema de combustível e resultar em combustão incorreta do combustível.
Lubricidade
Combustíveis com baixa lubricidade podem causar aumento de desgaste e possível
engripamento dos componentes do sistema de combustível.
Vanádio
Combustíveis com alto teor de vanádio podem causar queima das válvulas.
Alumínio
Combustíveis com altos níveis de alumínio podem causar desgaste prematuro dos anéis e
das camisas, que por sua vez pode resultar em consumo excessivo de óleo.
Silício
Combustíveis com altos níveis de silício podem causar desgaste prematuro dos anéis e das
camisas, que por sua vez pode resultar em consumo excessivo de óleo.
Sódio
Combustíveis com altos níveis de sódio podem causar desgaste prematuro dos anéis e das
camisas, que por sua vez pode resultar em consumo excessivo de óleo. O sódio pode se
combinar com o vanádio, se presente, e catalisar, causando queima das válvulas.
Zinco
Combustíveis com altos níveis de zinco podem causar carbonização dos furos de
pulverização dos injetores. Não use tubos ou conexões galvanizadas na tubulação do
sistema de combustível. O combustível diesel irá remover o material galvanizado do zinco.

Perda de Potência
Esta seção fornece as diretrizes sobre a perda de potência a ser esperada quando se usa
combustíveis de contingência recomendados, ou combustíveis que estejam acima da temperatura
normal.
NOTA : Os valores fornecidos sobre a perda de potência devido ao uso de
combustíveis de contingência visam apenas ajudar a estimar a perda de potência. A
perda de potência pode variar muito, dependendo das condições de operação, tipo do
motor, tipo do sistema de combustível, composição do combustível e outros fatores.
Essas diretrizes não podem ser utilizadas para o cálculo preciso da perda de potência
do motor.
O uso de combustíveis de contingência pode causar uma redução na potência de saída do motor,
devido a diferenças na densidade e viscosidade do combustível. Além disso, as mudanças na
temperatura do combustível também afetam a potência de saída do motor, porque a temperatura
afeta a viscosidade e a densidade.

Densidade
Todos os motores têm uma variação previsível da potência de saída, dependendo da densidade
do combustível utilizado. Os motores que utilizam combustíveis com alta densidade produzem
mais potência que os motores que utilizam combustíveis com baixa densidade, porque o teor de
energia térmica dos combustíveis mais densos é maior. Como os combustíveis são vendidos em
volume, combustíveis de densidade menor com menos energia térmica resultam e um aumento
proporcional no consumo ou potência de saída.

Viscosidade
Em geral, viscosidade mais baixa resulta em menos potência, devido a uma dispersão interna
maior no sistema de combustível. Além disso, combustíveis de menor viscosidade geralmente
têm um teor mais baixo de energia térmica. O efeito que a viscosidade tem sobre a potência
depende do tipo de sistema de combustível utilizado.

Temperatura
A temperatura provoca mudanças na potência do motor porque afeta a viscosidade e a
densidade. Um aumento na temperatura do combustível causará uma redução da viscosidade,
que por sua vez diminuirá a potência devido à dispersão interna no sistema de combustível,
conforme descrito acima. A temperatura máxima recomendada na entrada da bomba de
combustível para motores Cummins® é de 70°C [158°F].
Um aumento na temperatura do combustível também causará uma redução na densidade do
combustível (aumento da densidade API), que diminuirá a potência devido ao menor teor de
energia do combustível. Nos motores Cummins® que utilizam os sistemas de combustível PT™,
Quantum® ou HPI®, a perda de potência devido ao aumento da temperatura é menor que a
perda em motores equipados com sistemas em-linha, distribuidor ou CELECT™ (menos de 1 por
cento para cada 5,5°C [10°F]), devido às características de compensação de viscosidade
inerentes desses sistemas.

Desgaste e Durabilidade de Componentes


Esta seção mostra os efeitos dos combustíveis de contingência sobre o desgaste e a durabilidade
dos componentes do sistema de combustível.

O uso de combustíveis de contingência pode afetar o desgaste e a durabilidade dos componentes


da bomba de combustível e dos injetores no sistema de combustível. Muitos desses combustíveis
têm baixa viscosidade e lubricidade, conforme medição nos testes de Avaliação de Lubricidade
com Esferas (BOCLE) ou nos testes de Equipamento Recíproco de Alta Freqüência (HFRR). Os
combustíveis com baixa lubricidade podem causar falha dos componentes do sistema de
combustível. Outros fatores que afetam o desgaste e a durabilidade são os teores de enxofre,
água e sedimentos. Um teor alto de enxofre aumenta o desgaste dos componentes do sistema de
combustível. Quantidades anormais de água e sedimentos no combustível também causarão
desgaste excessivo, bem como outros problemas no motor.

Novas Partidas a Quente


Esta seção mostra como os combustíveis de contingência afetam a capacidade de nova partida
do motor quando este ainda está quente.

Nos motores Cummins® que utilizam um sistema de combustível do tipo distribuidor, o uso de
combustíveis de contingência pode causar dificuldade em novas partidas do motor quando o
mesmo ainda está quente. Além disso, se houver desgaste excessivo na bomba de combustível,
a mesma dificuldade poderá ser observada mesmo que se utilize combustíveis dentro da faixa
relacionada nas Especificações Exigidas para Combustíveis Diesel. O problema é causado pelo
vazamento excessivo do combustível ao redor dos componentes internos da bomba de
combustível. O vazamento do combustível se torna excessivo devido às altas temperaturas e à
baixa viscosidade do combustível. O desgaste excessivo dos componentes da bomba de
combustível agravarão o problema. O vazamento pode se tornar tão grande que a bomba não
produzirá a taxa de combustível necessária para dar nova partida do motor. Se ocorrer, esse
problema poderá ser corrigido utilizando-se um combustível que atenda às especificações dadas
na seção Especificações Exigidas para Combustíveis Diesel deste manual. Se isso não corrigir o
problema, será necessário reparar ou substituir os componentes desgastados da bomba de
combustível.

Combustíveis alternativos ou de contingência podem causar dificuldade na nova partida de um


motor quente. A dificuldade de nova partida a quente pode ser causada pela queima prematura
do combustível durante o primeiro tempo de compressão. Combustíveis alternativos ou de
contingência mais leves podem penetrar no cilindro através de um injetor aberto, condição
causada pela dilatação térmica que ocorre durante a absorção de calor depois de desligado o
motor. Os combustíveis queimados aumentam a pressão no cilindro que inicia a partida e
aumentam a quantidade de torque necessário para partir o motor. Combustíveis alternativos ou
de contingência mais leves com menores pontos de fulgor aumentam a probabilidade de o
combustível penetrar e queimar no cilindro. Esse problema pode, ocasionalmente, ocorrer quando
se utiliza combustíveis que atendam às especificações relacionadas na Tabela 1: Especificações
de Combustíveis Diesel Exigidas pela Cummins. Vários kits de Nova Partida a Quente foram
liberados pela Cummins para resolver esse problema.

Se essa reclamação existir, o problema poderá ser corrigido utilizando-se combustíveis que
atendam às especificações na Tabela 1 deste manual.

Mistura de Combustíveis
Esta seção apresenta os efeitos da mistura de combustíveis com óleo lubrificante usado e novo,
com outros combustíveis e com gasolina, gasolina/álcool ou álcool. As misturas de combustíveis
biodiesel serão discutidas em outra seção deste manual.

Nesta seção são discutidos dois tipos diferentes de processos de mistura de combustíveis. O
primeiro é a mistura de óleo lubrificante usado de motor para reduzir os custos com combustível e
auxiliar na destinação de óleo lubrificante usado. Nesta seção também será discutida a mistura de
combustível e óleo de motor em aplicações rodoviárias. O segundo tipo é a mistura de
combustíveis mais pesados com combustíveis mais leves para diminuir o teor de parafina, o
ponto de névoa e o ponto de escoamento, e assim melhorar a operação em climas frios. São
discutidos também os efeitos e perigos de se misturar álcool com combustível diesel.

Mistura de Combustível e Óleo Lubrificante


 WARNING 
Alguns órgãos governamentais consideram óleo usado de motor cancerígeno e capaz de
causar problemas relacionados à reprodução. Evite a inalação de vapores, a ingestão e o
contato prolongado com o óleo usado de motor. Se não for reutilizado, descarte-o de
acordo com as normas locais de proteção ambiental.

 CAUTION 
Nunca mistura mais de 5 por cento de óleo lubrificante usado com o combustível. Não
misture com o combustível outros óleos usados, tais como fluido da transmissão, óleo de
câmbio, etc. Esta seção mostrará outras restrições de mistura.

 CAUTION 
A mistura de combustível com óleo lubrificante não é permitida para motores Cummins®
Midrange, de Serviços Pesados e motores de Alta Potência equipados com um sistema de
pós-tratamento dos gases de escape. A mistura de óleo nesses motores resultará em
danos ao motor.

Duas decisões da Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA afetam a prática de mistura de
óleo lubrificante com combustível diesel nos Estados Unidos. A primeira, de 10 de setembro de
1992, da Divisão de Resíduos Sólidos da EPA determina que o óleo lubrificante usado não é
classificado como resíduo perigoso. Além disso, a mistura de óleo lubrificante usado com
combustível diesel para veículos com motores a diesel foi considerada um método aceitável de
descarte do óleo lubrificante usado (Registro Federal 57, R 41583, de 10 de setembro de 1992). A
segunda, de 1º de outubro de 1993, determina que o combustível diesel utilizado em veículos
motorizados, conforme definição da EPA, para aplicações rodoviárias deve conter menos de
0,055 por cento de enxofre por peso (Determinação da Seção 211 das Emendas de Ar Limpo
1990; Registro Federal 57, P. 19535, de 7 de maio de 1992). O combustível misturado com óleo
lubrificante também deve atender a essa especificação.

A Cummins fornece as seguintes diretrizes para a mistura de óleo lubrificante usado com
combustível:

Para motores que devem utilizar combustível diesel com teores ultra baixos de enxofre (15
ppm de enxofre, no máximo), não é permitido misturar óleo lubrificante usado com diesel.
Motores equipados com um dispositivo de pós-tratamento do escape, como um catalisador
de oxidação, filtro de particulados de diesel, ou sistema de SCR, não permitem misturar óleo
lubrificante usado com combustível diesel.

Para todos os outros motores Cummins® que não se enquadram nas categorias acima, é
permitido misturar óleo lubrificante usado com combustível diesel até uma concentração máxima
por volume de 5 por cento.

Quando permitido por norma local, óleo lubrificante usado de motor pode ser misturado com
combustível utilizando-se o Misturador de Óleo Lubrificante Cummins®, No. 3376317 (110 volts,
60 Hz) ou Número de Peça 3376362 (220 volts, 50 Hz). Este processo pode ser utilizado para
complementar o volume de combustível e como um meio de descarte do óleo lubrificante usado.

Para misturar óleo de motor com combustível, siga as instruções fornecidas com o Misturador de
Óleo Lubrificante Cummins®.

A mistura de óleo lubrificante novo para aumentar a viscosidade também é permitida, e está
sujeita às mesmas restrições mencionadas anteriormente. Isso ajuda a aumentar a viscosidade
de combustíveis mais leves para níveis aceitáveis. Entretanto, se o combustível misturado
utilizado em veículos motorizados para aplicações rodoviárias (conforme definição da EPA)
exceder o teor máximo de enxofre, as leis federais dos EUA terão sido violadas e poderão ser
aplicadas as sanções cabíveis. Para se ter certeza de que a mistura de combustível esteja em
conformidade com a legislação, o seguinte procedimento deve ser seguido. Tanto o combustível
diesel quanto o óleo lubrificante devem ter seu teor de enxofre medido por um laboratório
certificado utilizando-se o método de teste especificado na norma ASTM D2622 (Sociedade
Americana de Testes e Materiais) ou na norma ISO 4260. Uma vez determinado o fator correto de
mistura, multiplique esse valor pelo volume de combustível a ser misturado. O resultado é a
quantidade desse óleo que pode ser misturada com esse combustível, que estará dentro dos
limites legais. Restrições e processos semelhantes devem ser seguidos no mundo todo em locais
em que as normas regionais ou nacionais possam impor tais limites de enxofre.
Como exemplo, considere 50.000 galões de combustível com um teor de enxofre de 0,04 por
cento por peso e óleo lubrificante com um teor de enxofre de 0,5 por cento por peso. Desse óleo,
450 galões podem ser misturados com os 50.000 galões desse combustível e a mistura estará
dentro dos limites legais de teor de enxofre para certos motores nos EUA. Para fins de erros de
medição, margens devem ser consideradas.

Mistura de Combustível com Combustível


A Cummins recomenda o uso de um combustível diesel 'premium' para operação em climas frios
(condições ambientes a -7°C 20°F ou menos). O combustível misturado deve satisfazer às
especificações na Tabela 1: Especificações de Combustíveis Diesel Exigidas pela Cummins.
Consulte a seção Aditivos neste boletim de serviços.

Em operações sob frio intenso, o método mais comum para evitar problemas decorrentes da
formação de parafina é diluir combustíveis mais pesados e com teores mais altos de parafina,
como o combustível diesel Número 2 (D2), com combustíveis mais leves, com menores teores de
parafina, como o combustível diesel Número 1 (D1) ou com combustíveis tipo Jato. Isso reduz a
concentração de parafina e, portanto, reduz o ponto de névoa e o ponto de escoamento. Os
combustíveis misturados dessa natureza têm um custo maior de utilização porque são mais caros
e porque têm um teor menor de energia térmica. Um combustível misturado típico contém de 30 a
60 por cento de combustível leve destilado do volume, geralmente resultando em uma queda de 3
a 7°C 5,4 a 12,6°F do ponto de névoa, e uma queda de 5 a 11°C 9 a 20°F no ponto de
escoamento. Para serem eficientes, os combustíveis com teores menores de parafina devem ser
misturados ANTES da formação de parafina.

Mistura de Combustível com Gasolina, Gasolina/


Álcool e Álcool
 WARNING 
Não misture gasolina, álcool ou mistura de gasolina com álcool com o combustível diesel.
Essa mistura poderá causar uma explosão.

 WARNING 
Em nenhuma circunstância gasolina e álcool devem ser utilizados para diluir o
combustível diesel. Essa prática cria um grande risco de incêndio e sob certas
circunstâncias um risco de explosão. A diluição com gasolina não é uma maneira eficaz de
reduzir o ponto de névoa (a gasolina com 20 por cento do volume reduz o ponto de névoa
somente 4°C 7°F e reduz a viscosidade, o índice de cetano e o ponto de fulgor do
combustível). A diluição com álcool aumentará o ponto de névoa.

O álcool é considerado uma fonte de energia renovável. Alguns fornecedores adicionam até 15
por cento de álcool no combustível diesel para formar oxi-diesel ou e-diesel. Embora o uso de
aditivos especiais resolva alguns dos problemas da mistura de álcool com o combustível diesel , a
Cummins não recomenda o uso de tais misturas por questões de segurança. Esse tipo de
combustível é considerado experimental e não é coberto pela garantia. Danos ao motor, questões
de serviço ou problemas de desempenho decorrentes do uso desses produtos não são
considerados defeitos de fabricação ou de material dos produtos fornecidos pela Cummins e não
serão ressarcidos pela garantia Cummins.

Aditivos
Esta seção contém informações sobre o uso de aditivos de combustível nos motores Cummins®,
incluindo emulsificadores de água.
A Cummins não aprova nem desaprova o uso de aditivos e/ou prolongadores da vida de
combustíveis, modificações no sistema de combustível, ou o uso de dispositivos não fabricados
ou vendidos pela Cummins ou suas subsidiárias. Danos ao motor, questões de serviço ou
problemas de desempenho decorrentes do uso desses produtos não são considerados defeitos
de fabricação ou de material dos produtos fornecidos pela Cummins e não serão ressarcidos pela
garantia Cummins.

Aditivos de Combustível
Os motores Cummins® são projetados, desenvolvidos, classificados e fabricados para funcionar
com os combustíveis diesel disponíveis comercialmente relacionado na Tabela 1: Especificações
de Combustíveis Diesel Exigidas pela Cummins; portanto, não é nossa política recomendar
aditivos de combustível.

Em certas situações, quando os combustíveis disponíveis são de má qualidade, ou quando


existem problemas que sejam específicos de certas operações, os aditivos podem ser utilizados.
Todavia, a Cummins recomenda que o cliente consulte o fornecedor do combustível ou o
Departamento de Engenharia da Cummins antes de utilizar aditivos de combustível.

Veja a seguir algumas das situações nas quais os aditivos podem ser úteis:

1. Pode ser utilizado um aditivo para aumentar o índice de cetano em combustíveis com baixo
índice.
2. Um redutor do ponto de escoamento ou um aditivo para melhorar o fluxo de combustível
pode ajudar quando se utiliza combustíveis com alto ponto de escoamento.
3. Um modificador de cristais de parafina pode ser útil com temperaturas mínimas de fluidez de
combustível elevadas (CFPP).
4. Um dispositivo anticongelamento pode evitar a formação de gelo no combustível úmido em
condições de frio intenso.
5. Um antioxidante ou aditivo de estabilidade para armazenamento pode ajudar a reduzir
depósitos no sistema de combustível e aumentar a estabilidade de combustíveis de má
qualidade quando estocados.
6. Um intensificador de lubricidade pode ser utilizado para aumentar a lubricidade de
combustíveis para que atendam às especificações na Tabela 1: Especificações de
Combustíveis Diesel Exigidas pela Cummins.
7. A biocida ou fungicida pode ajudar quando os combustíveis forem propensos à contaminação
por bactérias ou fungos. Embora outros aditivos possam proporcionar alguns benefícios de
desempenho, os Microbicidas Kathon FP 1.5 CC2661 (quarto de galão) e CC2663 (galão) da
Cummins Filtration™ são os únicos produtos aprovados pela Cummins para o tratamento de
combustíveis com problemas de contaminação biológica.
8. O Aditivo de Combustível para Motores Turbo Diesel - Todas as Estações (CC2588 para
pinta) da Cummins Filtration™ pode ser utilizado com combustíveis com baixo índice de
cetano para aumentar os valores de cetano. Embora existam outros aditivos que aumentem o
índice de cetano, o Aditivo de Combustível para Todas as Estações da Cummins Filtration™
é o único aditivo para combustíveis diesel aprovado pela Cummins para aumentar o índice
de cetano.
9. A Base Condicionadora de Asfalteno (CC2598 para pinta, CC2597 para quarto de galão,
CC2549 para 5 galões, e CC2550 para 55 galões) e o Concentrado de Condicionador de
Asfalteno (CC2596 para 2,5 galões, CC2559 para grandes volumes) da Cummins
Filtration™, ou o Aditivo de Combustível para Motores Turbo Diesel - Todas as Estações
(CC2588 para pinta) da Cummins Filtration™, podem ser utilizados para remover depósitos
de carbono dos injetores e aumentar a lubricidade de combustíveis que não atendam às
especificações de lubricidade na Tabela 1: Especificações de Combustíveis Diesel Exigidas
pela Cummins. Embora outros aditivos possam oferecer alguns benefícios de desempenho, o
Condicionador de Asfalteno e o Aditivo de Combustível para Motores Turbo Diesel - Todas as
Estações da Cummins Filtration™ são os únicos aditivos de combustível diesel aprovados
pela Cummins para uso com combustível que não atendem às especificações de lubricidade
na Tabela 1:
10. Base Condicionadora para Inverno (CC2591 para pinta, CC2592 para quarto de galão,
CC2593 para 5 galões, CC2594 para 55 galões, e CC2590 para grandes volumes), o
Concentrado de Condicionador para Inverno (CC2552 para 5 galões, CC2553 55 galões, e
CC2554 para grandes volumes), e o Aditivo de Combustível para Motores Turbo Diesel -
Todas as Estações (CC2588 para pinta) da Cummins Filtration™ podem ser utilizados para
aumentar o ponto de escoamento e o ponto de temperatura mínima de fluidez de
combustíveis diesel além de evitar a formação de gelo em combustíveis úmidos durante o
armazenamento em climas frios. Embora existam outros aditivos que possam oferecer alguns
benefícios de desempenho em condições de clima frio, o Condicionador para Inverno e o
Aditivo de Combustível para Motores Turbo Diesel - Todas as Estações da Cummins
Filtration™ são os únicos aditivos para combustíveis diesel aprovados pela Cummins para
melhorar o desempenho em condições de frio intenso.
11. O Filtro do Injetor de Combustível Diesel Cummins Filtration™ (1 quarto de galão CC36095,
1 galão - CC36096, 5 galões - CC36097, e 55 galões - CC36098) pode ser utilizado para
remover e para minimizar a formação de depósitos de sabão ou carbono no injetor. Depósitos
de sabão mais comumente encontrados em sistemas common rail de alta pressão que
utilizam combustíveis ULSD. Embora existam outros aditivos que possam oferecer alguns
benefícios de desempenho, o Filtro do Injetor de Combustível Diesel Cummins Filtration™ é
o único aditivo para combustível diesel aprovados pela Cummins para prevenção e remoção
de depósitos no sistema de combustível.
12. A Cummins Filtration™ oferece filtros de combustível especialmente desenvolvidos para
aumentar a lubricidade de combustíveis que não atendem às especificações recomendadas
na Tabela 1: Especificações de Combustíveis Diesel Exigidas pela Cummins. A Cummins
exige os seguintes filtros quando o motor correspondente é utilizado com combustíveis de
baixa lubricidade como Jet A, JP5 ou JP8.
O motor é utilizado em um trem de potência híbrida.
A velocidade média do veículo é de 11 km [7 milhas] por hora ou menos.
O escape do motor está equipado com um dispositivo de pós-tratamento.
O combustível utilizado é 50 por cento ou mais combustível tipo 1 (D1).

Tabela 4, Filtros que melhoram a lubrificação da Cummins Filtration™


Compatibilidade do
Filtro Compatibilidade do Motor
Sistema de Combustível
Sistemas de Combustível Série B -
FS20000
Rotativos Tier II Industrial
Séries B, C e L -
FS20022 Common Rail
Tier III Industrial e Marítima
Outros doseadores roscados para aumento de lubricidade aprovados para uso em motores
Cummins® common rail que utilizam combustíveis de baixa lubricidade incluem o FA15700, o
CD1575401, e o CD1575900.
13. Se forem encontrados depósitos em componentes críticos do sistema de combustível, e o
motor satisfizer três ou mais das seguintes condições, será necessário utilizar um aditivo
detergente de combustível para melhorar a dispersão do combustível.

• O motor é utilizado em um trem de potência híbrida.


• A velocidade média do veículo é de 11 km [7 milhas] por hora ou menos.

• O escape do motor está equipado com um filtro de particulados de diesel.


• O combustível utilizado é 50 por cento ou mais combustível tipo 1 (D1).

14. O kit de limpeza de injetores Cummins® Premium Plus™ Injector Flush pode ser usado para
remover depósitos de carbono dos injetores de combustível. Com o tempo, podem ser formados
depósitos de carbono nos injetores e afetar o desempenho do motor. O Cummins® Premium
Plus™ Injector Flush é fornecido em um recipiente de 1 galão, No. 3885823, e é aplicado no
motor usando-se conexões especialmente projetadas que conectam a mangueira de sucção de
combustível no recipiente de fluido. Essas conexões podem ser encontradas no kit de mangueiras
de limpeza Premium Plus™ Flush Hose, No. 3885739, e o kit pode ser usado em vários veículos.
Esse aditivo é aprovado para uso em motores equipados com filtros de particulados de diesel no
sistema de pós-tratamento.
Para clientes que utilizam misturas de 50 por cento ou mais, combustível D1 com teores ultra
baixos de enxofre, a estabilidade de oxidação do combustível deve ser maior que 20 horas
usando-se o padrão de teste EN 15751. Para combustíveis com menos de 20 horas, são
necessários aditivos para melhorar a estabilidade de oxidação do combustível.

Provavelmente, os combustíveis diesel tipo 'Premium' contêm vários aditivos que podem fornecer
os mesmos resultados que aqueles obtidos quando são adquiridos e adicionados aditivos em
combustíveis diesel de qualidade inferior.
A Cummins recomenda o uso de um combustível diesel 'premium' para operação em climas frios
(condições ambientes a -7°C 20°F ou menos).

 CAUTION 
O uso excessivo de aditivos de combustível pode causar efeitos adversos como obstrução
do filtro de combustível e redução da vida útil do dispositivo de pós-tratamento.

É necessário ter muito cuidado com a escolha e uso de aditivos. A maioria dos bons aditivos de
combustível realiza apenas uma função. Os aditivos de combustível 'multifuncionais' são misturas
de vários aditivos. Todos os aditivos de combustível têm desempenhos diferentes em
combustíveis diferentes; portanto, o aditivo utilizado deve ser um ao qual o combustível irá
responder. Não existem aditivos conhecidos que aumentam a potência ou melhoram a eficiência
de um motor que recebe manutenção adequada.
Alguns aditivos de combustível pode ser prejudiciais ao motor ou ao sistema de pós-tratamento
dos gases de escape. Os aditivos de combustível que contêm cinza (material não-combustível)
causarão depósitos na câmara de combustão. Além disso, quando são utilizados aditivos de
combustível contendo cinza em motores equipados com filtro de particulados de diesel, o filtro
será preenchido com o material não-combustível, que não poderá ser removido através de uma
regeneração estacionária. O motor deverá tentar regenerações mais frequentemente, mas estas
não terão êxito e o filtro continuará obstruído. A superfície de entrada do filtro de particulados de
diesel também pode ficar coberta com uma substância alaranjada ou cor de ferrugem. Quando
esses sintomas ocorrem, o filtro de particulados de diesel deve sr substituído.

Cinza pode consistir em uma variedade de materiais não-combustíveis, mas na maioria dos casos
será formada por metais, como ferro. A Cummins exige que não haja cinza detectável no
combustível ou nos aditivos de combustível utilizados em motores equipados com sistema de
pós-tratamento. As falhas do sistema de pós-tratamento causadas pelo uso de aditivos contendo
cinza não são cobertas pela garantia Cummins.
NOTA : A Cummins não assume nenhuma responsabilidade por danos ao motor
resultantes do uso de aditivos de combustível que não são especificamente
aprovados. Consulte seu fornecedor de combustível para receber orientação quanto ao
uso de aditivos.

Emulsões de Água
Características do Combustível - O combustível diesel com emulsão de água é um combustível
alternativo que é feito misturando-se água e outros aditivos (p.ex., detergentes) no combustível
diesel.
Emissões - Combustíveis diesel com emulsão de água são considerados pela EPA e alguns
outros órgãos estaduais como uma tecnologia que reduz os níveis de emissões.

A Cummins não certifica motores com combustíveis com emulsão de água. A Cummins não
garante que haja reduções nos níveis de emissões com o uso de combustíveis com emulsão de
água.
Problemas de Desempenho - Os combustíveis com emulsão de água têm menor teor de energia
que os combustíveis diesel Número 2. Os clientes devem esperar uma redução de pelo menos
15 por cento da potência e um aumento de 15 por cento no consumo de combustível quando é
utilizado um combustível com emulsão de água. Devido ao baixo teor de energia dos
combustíveis com emulsão de água, os motores alimentados por esse tipo de combustível podem
precisar de ajustes do governador de marcha lenta para evitar paradas do motor.

Questões de Durabilidade - Muitos componentes do sistema de combustível dos motores


Cummins® são feitos de materiais suscetíveis à corrosão causada pela água no combustível. A
exposição prolongada à água no combustível pode resultar em falhas dos componentes do
sistema de combustível decorrentes da corrosão.
Problemas nos Sistemas do Veículo - Alguns fornecedores de combustível diesel com emulsão de
água recomendam a remoção do separador de água-combustível do sistema de combustível do
veículo. A remoção do separador de água/combustível viola os requisitos da Cummins de
instalação do motor.

Como a água é um componente significativo nos combustíveis diesel com emulsão de água, os
sensores de condutividade que detectam a presença de água no combustível não funcionarão
corretamente com esse tipo de combustível.
Alguns combustíveis diesel com emulsão de água utilizam um tensoativo no emulsificador. Os
tensoativos podem remover depósitos no tanque e nas linhas de combustível, resultando em
obstrução do filtro de combustível. Os filtros de combustível devem ser inspecionados com
frequência durante o uso inicial de combustíveis diesel com emulsão de água.
Os combustíveis diesel com emulsão de água não podem permanecer estáticos por mais de um
mês no tanque de armazenamento ou no tanque de combustível do veículo. A maioria das
instalações de armazenamento de combustíveis diesel com emulsão de água deve ter bombas de
circulação para agitação diária ou semanal do combustível. Os motores que utilizam combustíveis
diesel com emulsão de água devem funcionar pelo menos 15 minutos a cada 30 dias para evitar
a separação de água/combustível no tanque de combustível do veículo e no sistema de
combustível do motor.

Garantia do Motor Cummins - A Garantia do Motor Cummins cobre falhas resultantes de defeitos
de material ou de fabricação. Danos em motores, questões de serviços e/ou problemas de
desempenho determinados pela Cummins como sendo causados pelo uso de combustíveis diesel
com emulsão de água não são considerados defeitos de fabricação ou de material e não serão
ressarcidos pela garantia Cummins.
Alguns fornecedores de combustíveis diesel com emulsão de água fornecem uma garantia
abrangente para falhas do sistema de combustível causadas pelo uso desse tipo de combustível.
Os clientes devem entrar em contato com o fornecedor do combustível diesel com emulsão de
água para determinar as provisões da garantia.

Combustível Biodiesel
A Cummins certifica seus motores que utilizarem os combustíveis recomendados pela EPA e
pelos órgãos Europeus de certificação. A Cummins não certifica motores que utilizam qualquer
outro tipo de combustível. É responsabilidade do usuário utilizar o combustível correto conforme
recomendação do fabricante e aceito pela EPA ou outros órgãos locais de normas reguladoras.
Nos Estados Unidos, a EPA permite a comercialização somente de combustíveis e aditivos de
combustíveis registrados. Outras informações da EPA sobre combustíveis alternativos podem ser
obtidas em:

http://www.epa.gov/otaq/consumer/fuels/altfuels/altfuels.htm
Terminologia Biodiesel
Biocombustíveis - Combustíveis produzidos a partir de fontes renováveis.
Biodiesel - Um combustível composto de oxigenados de metil- ou etil-ésteres com longas
cadeias de ácidos gordurosos derivados da transesterificação de óleos vegetais, gorduras
animais e óleos de cozinha. Esses combustíveis são comumente conhecidos como Metil-
ésteres de Ácidos Gordurosos (FAME) ou Etil-ésteres de Ácidos Gordurosos (FAEE). As
propriedades do biodiesel são similares às dos combustíveis diesel, ao contrário da gasolina
ou dos combustíveis gasosos e podem, portanto, ser utilizados em motores de ignição por
compressão.
B100 - Um combustível que contém 100 por cento de biodiesel.
Petrodiesel - Combustível diesel produzido exclusivamente a partir do petróleo. O petrodiesel
também é conhecido como diesel destilado.
Mistura de Biodiesel - Um combustível composto de uma mistura de petrodiesel e biodiesel
B100. Normalmente, uma mistura de biodiesel é designada pela porcentagem de biodiesel
que ela contém. Por exemplo: B5 é um combustível que contém 95 por cento de petrodiesel
e 5 por cento de B100.
Diesel Metil-éster de Semente de Canola (RME) - Biodiesel derivado do óleo da semente de
canola. O diesel RME é o biodiesel mais comum utilizado na Europa.
Diesel Metil-éster de Soja (SME ou SOME) - Biodiesel derivado do óleo de soja. O diesel
SME é o biodiesel mais comum utilizado nos Estados Unidos.
BQ-9000 - O Programa Nacional de Certificação de Biodiesel, chamado BQ-9000, é um
programa voluntário e cooperativo para a qualificação de produtores e comerciantes de
combustível biodiesel. O programa é uma combinação exclusiva da norma ASTM para
biodiesel, ASTM D6751, e um programa de sistemas de qualidade que inclui
armazenamento, amostragem, testes, mistura, transporte, distribuição e práticas de
gerenciamento de combustíveis.

Com o crescente interesse na redução do uso de combustíveis à base de destilados de petróleo,


muitos órgãos governamentais e agências de certificação incentivam o uso de biocombustíveis,
como o biodiesel.
Os dados de testes da Cummins sobre os efeitos operacionais de combustíveis biodiesel indicam
que ocorre redução na emissão de fumaça, diminuição da potência e aumento do consumo de
combustível. Existem especificações para biodiesel publicadas na norma EN14214 para a
Europa, e na norma ASTM D6751, para a América do Norte. Essas especificações definem
somente o biodiesel (B100) utilizado como componente de mistura em combustíveis diesel.
Especificações para misturas de biodiesel variando de B6 a B20 podem ser encontradas na
norma ASTM D7467.

 CAUTION 
Para o uso bem sucedido de biodiesel, é imperativo que o combustível seja de boa
qualidade e atenda ou exceda às especificações descritas neste manual, ou o motor será
danificado.

É responsabilidade do usuário verificar/obter as autorizações locais, regionais ou nacionais


necessárias para o uso de biodiesel em qualquer motor Cummins® com controle de emissões.

Garantia e Uso de Combustível Biodiesel em


Motores Cummins®
A Garantia da Cummins cobre falhas resultantes de defeitos de material ou de fabricação. Danos
em motores, questões de serviços e/ou problemas de desempenho determinados pela Cummins
como sendo causados pelo uso de combustível biodiesel que não atendem às especificações
descritas neste Boletim de Serviço não são considerados defeitos de fabricação ou de material e
não estão cobertos pela garantia de motores Cummins.

Requisitos para o Uso de Combustível Biodiesel em


Motores Cummins®
A Cummins exige que todas as misturas de combustível biodiesel sejam formadas por petrodiesel
que atenda à norma ASTM D975, e biodiesel B100 que atenda à norma ASTM D6751 ou à norma
EN14214. As misturas de combustível diesel e de biodiesel até B7 devem satisfazer as
especificações na Tabela 1: Especificações de Combustíveis Diesel Exigidas pela Cummins. Para
misturas de biodiesel acima de B6 e até B20, a Cummins exige que o combustível atenda às
especificações descritas na norma ASTM D7467. Essas especificações estão resumidas na
Tabela 7: Resumo de Requisitos da Norma ASTM D7467 para Misturas de Biodiesel B6 a B20.
Consulte a norma ASTM D7467 oficial para mais detalhes.
Todos os motores Cummins® (exceto os motores listados na Tabela 5) são compatíveis com
misturas de biodiesel até B7. Os motores compatíveis com misturas de biodiesel até B20 estão
listados na Tabela 6 do Boletim Combustíveis da Cummins®. Os motores que foram fabricados
após 1º de janeiro de 2008 são compatíveis com misturas de biodiesel até B20, exceto os
motores listados na Tabela 5 do Boletim Combustíveis da Cummins®.

Para assistência na identificação do nome do modelo de serviço associado:


Consulte o Boletim de Serviços Técnicos, Identificação de Modelo do Motor Cummins®,
TSB130080. Revise os procedimentos associados de Tecnologia de Produtos da Cummins®.

NOTA :
https://quickserve.cummins.com/qs3/pubsys2/xml/en/tsb/2013/tsb130080.html
(https://quickserve.cummins.com/qs3/pubsys2/xml/en/tsb/2013/tsb130080.html)
Use o QuickServe™ Online e digite o número de série do motor em manutenção. O
QuickServe™ Online irá mostrar o nome do modelo do motor associado com o número de
série digitado.

Tabela 5, Uso Aceitável Até B5 de acordo com ASTM D975.


Série do Produto Cilindrada (Litros) Produtos
QSK19 CM2350 K105,
QSK50 CM2350 K108,
19/50/60/78/95 QSK60 CM2350 K111,
QSK78 CM2350 K126,
K
QSK95 CM2350 K113
Motores equipados com
50 conversão de combustível
duplo

O combustível biodiesel pode ser misturado com um combustível diesel aceitável até uma
concentração por volume de 20 por cento (B20) para os seguintes motores Cummins®:

Tabela 6, Uso Aceitável até B20


Série do Produto Cilindrada (L) Produtos Notas
F 3,8 QSF3.8 CM2350
V 5 ISV5.0 CM3230 V104
Tabela 6, Uso Aceitável até B20
Série do Produto Cilindrada (L) Produtos Notas
ISB CM850, ISB
CM2150, ISB6.7
CM2250, ISB6.7
CM2350 B101, B6.7
CM2350 B121B,
QSB3.3 CM2150,
QSB3.3 CM2250,
QSB4.5 CM850,
QSB4.5 CM2150,
QSB6.7 CM850,
QSB6.7 CM2150
ISBe CM800, ISBe3
CM850, ISBe4
CM850, ISBe
B/D 3,3, 4,5, 5,9, 6,7 CM2150, ISB4.5 a,b
CM2150 SN,
ISB6.7CM2150 SN,
ISB6.7 CM2350
B103, ISB4.5
CM2350 B104
ISDe CM2150,
ISD4.5 CM2150 SN,
ISD6.7 CM2150 SN
Motores diesel
marítimos Cummins
MerCruiser™
fabricados após 1º de
janeiro de 2007:
Séries B e QSB.
C/L 8,3, 8,9 ISC/ISL CM850, a,b
ISC/ISL CM2150,
ISC8.3/ISL9
CM2250, ISL9
CM2350 L101,
QSC/QSL CM850,
QSL9 CM2350, ISCe
CM554, ISCe3/ISLe3
CM850, ISLe4
CM850, ISL8.9
CM2150 SN, L9
CM2350 L116B, L9
CM2350 L123B
Tabela 6, Uso Aceitável até B20
Série do Produto Cilindrada (L) Produtos Notas
Motores diesel
marítimos Cummins
MerCruiser™
fabricados após 1º de
janeiro de 2007:
Séries C, QSC e
QSL.
ISM CM870 e
CM570, ISM CM875,
ISM CM876, QSM11
CM570, QSM11
Marítimo, QSM11G-
Drive
M 11
Motores diesel
marítimos Cummins
MerCruiser™
fabricados após 1º de
janeiro de 2007:
QSM11.
ISG CM2880 G106,
ISG CM2880 G107,
ISG CM2880 G108,
G 11, 12 ISG CM2880 G109,
ISG12 G CMOH6.0
G111, QSG12
CM2350 G110
ISX CM570 fabricado
após 1° de janeiro de
2002.
ISX CM870, ISX
CM871, ISX11.9
CM2250, ISX12
X 11,9, 15 CM2350 X102, ISX15
CM2250, ISX15
CM2350 X101, X15
CM2350 X114B, X15
CM2350 X116B,
QSX15 Tier 3,
QSX15 G-Drive.
Tabela 6, Uso Aceitável até B20
Série do Produto Cilindrada (L) Produtos Notas
Motores K19/38/50,
QSK19/23/38/50/78
CM500, e QST30
19, 23, 30, 38, 45,
CM552 fabricados
após 1° de janeiro de
2008.
QSK19/38/50/60
K, T a,b
CM850 MCRS,
QSK19/38/50/60
CM2150 MCRS,
50, 60, 78, 95
QSK19/38/50/60
CM2150 MCRS
QSK95 CM2350
K111.

Notas:
a: Se equipado com sistema extensor de troca de óleo Eliminator™, a Cummins Inc. recomenda a
amostragem de óleo. Veja os detalhes abaixo.

b: Para aplicações marítimas, a Cummins Inc. recomenda a capacidade aumentada de separação


de água e combustível devido à possibilidade de mistura de água de lastro com combustível.
Consulte os detalhes de separação de água e combustível abaixo.
Para evitar confusão com o uso aceitável de biodiesel entre vários modelos de motor que
parecem iguais, digite o ESN no QSOL para determinar o nome específico do modelo do motor.

Os clientes que preferirem utilizar misturas de biodiesel acima de B7 e até B20 devem cumprir as
seguintes exigências da Cummins.
NOTA : Para os mercados na América do Norte, a Cummins exige que a mistura de
combustível biodiesel seja adquirida de um Comerciante Certificado BQ-9000. O
combustível biodiesel B100 utilizado na mistura deve ser fornecido por um Produtor
Qualificado BQ-9000. Visite o endereço abaixo para localizar Comerciantes e
Produtores Certificados: http://www.bq-9000.org. Para regiões fora da América do
Norte, consulte o representante Cummins local para obter as normas de qualidade de
combustível aplicáveis.
Amostragem de Óleo
A diluição de combustível no óleo lubrificante tem sido observada com a operação do
biodiesel sob certas condições. O monitoramento da diluição do combustível pode ser feito
através de amostragens de óleo. Os níveis de combustível no óleo lubrificante não devem
exceder 5 por cento. Outras informações sobre contaminação e amostragem de óleo podem
ser encontradas em Recomendações de Óleo e de Análise de Óleo para Motores
Cummins®, Boletim 3810340 (/qs3/pubsys2/xml/en/bulletin/3810340.html)
Para motores ISB CM2150 e ISC/ISL CM2150, os usuários finais devem obter amostras de
óleo durante os primeiros 6 meses de funcionamento do motor com biodiesel para monitorar
a condição do óleo lubrificante e a diluição de combustível no óleo para determinar se o
intervalo de troca de óleo deve ser modificado. Consulte o Posto Autorizado de Serviços
Cummins® local para obter instruções sobre a amostragem de óleo.
Para motores de Alta Potência equipados com a opção de filtro de óleo Eliminator™, a
amostragem de óleo será necessária para determinar o intervalo apropriado de troca. As
amostras de óleo devem ser feitas a cada 250 horas de operação e analisadas de acordo
com o Boletim Recomendações de Óleo e de Análise de Óleo para Motores Cummins®. Este
processo deve ser repetido para ao menos três intervalos de troca de óleo para assegurar
um comportamento consistente do óleo.
Separação de Água-Combustível
O biodiesel tem uma 'afinidade' natural com a água, e a água acelera o crescimento
microbial. Tanques de armazenamento devem ser equipados com um separador de água-
combustível para garantir que a água seja removida antes de entrar no tanque do veículo.
Certifique-se de que o os tanques do veículo e de armazenamento sejam mantidos cheios
para reduzir a possibilidade de condensação e o acúmulo no tanque de combustível.
Devido à natureza solvente do biodiesel, e ao potencial para “limpeza” do tanque e das linhas
de combustível do veículo, devem ser instalados filtros de combustível novos quando for feita
a mudança para biodiesel em motores usados. Os filtros de combustível deverão ser
substituídos com a metade do intervalo padrão durante as próximas duas trocas de filtros.
A Cummins exige o uso de elementos StrataPore™ de filtro de combustível, e recomenda
enfaticamente o uso de filtros da Cummins Filtration™ equipados com elementos
StrataPore™. Esse elemento filtrante remove água de maneira mais eficiente do que os
elementos de celulose padrão, que não oferecem recursos adequados de separação de água
do combustível. Contudo, mesmo os elementos filtrantes StrataPore™ não são tão eficientes
em remover a água do combustível biodiesel quanto do combustível petrodiesel. Portanto,
evitar que a água entre no sistema de alimentação de combustível (do veículo ou do tanque
de armazenamento) é uma prática muito importante.
Se o elemento de filtro StrataPore™ não estiver disponível, pode ser utilizado um elemento
sintético substituto que deve capaz de separar 95 por cento do combustível emulsificado com
água, segundo a norma SAE J1488. Este método de teste deve ser executado utilizando-se
biodiesel B20, com uma tensão superficial interfacial de 22 dinas/cm + ou - 2 dinas/cm. O
filtro deve satisfazer essa especificação quando operado no fluxo nominal do sistema de
combustível do motor. As juntas do filtro de combustível também devem ser compatíveis com
as misturas de biodiesel B20, com um desempenho igual ou superior àquele descrito na
norma FES1544 de Engenharia da Cummins Filtration™ - Vedações, Estáticas, de Borracha
(Requisitos do Fornecedor, Aplicações de Combustível).
Para aplicações Marítimas de Alta Potência, é necessário um sistema de filtragem por
centrifugação para proteger contra a contaminação por água. É recomendado um
centrifugador para todas as aplicações Marítimas Comerciais. A penetração de água é
comum em tanques de armazenamento de combustível em embarcações. As embarcações
podem ter vários tanques de armazenamento de combustível dependendo do tipo de serviço.
Tipicamente, um ou dois tanques de armazenamento de combustível são utilizados para
alimentar o motor. O combustível é transferido do tanques de armazenamento para um ou
mais tanques diários. Todos os motores são alimentados a partir dos tanques diários. O
centrifugador deve ser instalado entre os tanques de armazenamento e os tanques diários e
devem circular combustível continuamente. A qualidade do combustível fornecido pelo
centrifugador deve atender ou exceder às especificações descritas na norma ISO 4406:
18/16/13 (consulte a seção “Limpeza do Combustível” para mais detalhes) e deve ter uma
quantidade máxima de 200 ppm de água dissolvida ou emulsificada, sem água livre.
A Cummins não recomenda fornecedores específicos de filtros centrifugadores; entretanto,
as empresas Alfa Laval e Westfalla são fabricantes conhecidos de dispositivos de filtragem
para aplicações marítimas. Os modelos Alfa Laval são MAB 103, 104 e 206. Os modelos
MMB 304 e 305 são unidades autolimpantes. A versão menor limpa 1135 l/h (300 gal/h), e as
versões maiores podem ter taxas de vazão acima de 10.000 l/h (2.600 gal/h). A maioria
desses centrifugadores limpa o combustível na faixa de 3 a 5 mícrons, mas são necessários
até 13 ciclos para se obter esse nível de limpeza. Alguns modelos Westfalla são o OTC 2/3-
02-137 e o OTC 2/3-03-107. Sua faixa de limpeza varia de 500 l/h (130 gal/h) a 800 l/h (215
gal/h). Esses filtros também limpam combustível na faixa de 3 a 5 mícrons, mas ainda
requerem a ciclagem do combustível no tanque até 13 vezes. Consulte as especificações de
produto do fabricante e as instruções de instalação.
Os produtos Fuel Pro®, Diesel Pro®, Industrial Pro™ e Sea Pro® da Cummins Filtration™
oferecidos pela Cummins Filtration™/Davco Technology LLC, podem ser utilizados para uma
eficiência maior de filtragem de combustível com dispositivos montados remotamente com
pré-aquecedores de combustível integrados. Consulte um Posto Autorizado de Serviços
Cummins® para obter instruções sobre a escolha e a instalação de filtros de combustível.
Armazenamento de Combustível Biodiesel
Utilize o combustível biodiesel até seis meses após sua produção. O biodiesel tem baixa
estabilidade à oxidação, o que pode resultar em problemas de armazenamento observados a
longo prazo. Por essa razão, a Cummins não recomenda o uso de biodiesel para aplicações
de pouco uso, como geração de energia de emergência, aplicações marítimas de lazer ou
aplicações sazonais. Consulte o fornecedor do combustível para informações sobre aditivos
de estabilidade de oxidação.
As qualidades de baixa estabilidade à oxidação do biodiesel podem acelerar a oxidação do
combustível no sistema de combustível, especialmente em temperaturas ambiente mais
elevadas.

 CAUTION 
Evite estocar equipamentos com misturas de biodiesel no sistema de combustível por
mais de três meses, ou o sistema de combustível poderá ser danificado.

If biodiesel is used for seasonal applications, the fuel system deve ser purgado antes do
armazenamento funcionando-se o motor com combustível diesel puro durante um tempo
mínimo de 30 minutos.
Deve-se tomar cuidado ao estocar combustível biodiesel em tanques de grandes volumes.
Todos os sistemas de armazenamento e de manuseio devem ser adequadamente limpos e
mantidos. Devem ser tomadas providências para minimizar a umidade e o crescimento
microbial nos tanques de armazenamento. Consulte o fornecedor do combustível para obter
ajuda sobre o armazenamento e o manuseio de combustível biodiesel.
Teor de Energia
O combustível biodiesel B100 fornece aproximadamente de 7% a 10% menos de energia por
galão de combustível em relação aos combustíveis diesel convencionais. A operação com
misturas de biodiesel B20 podem resultar em um leve aumento no consumo de combustível
e/ou redução de potência, dependendo da aplicação. Para evitar problemas com o motor
quando o mesmo for convertido de volta para combustível 100 por cento petrodiesel, não
altere a classificação do motor para compensar a possível perda de potência com a operação
utilizando combustíveis biodiesel.
Compatibilidade de Materiais
Os motores relacionados neste manual são compatíveis com misturas de biodiesel até B20.
Entretanto, os seguintes aspectos devem ser levados em conta:
Borracha natural, borracha butílica e alguns tipos de nitrilo (dependendo da composição
química, construção e aplicação) podem ser particularmente suscetíveis à degradação. Além
disso, os elementos cobre, bronze, latão, estanho, chumbo e zinco pode causar a formação
de depósitos. O uso desses materiais e revestimentos deve ser evitado em tanques e linhas
de combustíveis. Conexões e conectores de combustível são aceitáveis devido à pequena
área superficial em contato com o combustível.

 CAUTION 
Consulte o fabricante do veículo para determinar se há componentes fornecidos pelo OEM
que apresentem risco ao serem utilizados com biodiesel para evitar danos ao motor.

Desempenho em Baixas Temperaturas


As propriedades dos combustíveis biodiesel mudam em baixas temperaturas ambiente, o que
pode resultar em problemas de armazenamento e operação. Para operação em temperaturas
ambiente baixas, podem ser necessárias algumas precauções como estocar o combustível
em um tanque de armazenamento aquecido, ou usar aditivos para baixas temperaturas.
O sistema de combustível pode exigir linhas de combustível, filtros e tanques aquecidos. Os
filtros podem ficar obstruídos e o combustível no tanque pode se solidificar em baixas
temperaturas ambiente se as precauções não forem tomadas. Recomenda-se um aquecedor
de combustível para temperaturas ambiente inferiores a -5°C [23°F]. Consulte o fornecedor
do combustível e do aditivo para ajuda sobre a compra de combustível com o ponto de névoa
correto.
Crescimento Microbial
O combustível biodiesel é um meio excelente para o crescimento microbial. Os micróbios
provocam corrosão no sistema de combustível e obstrução prematura dos filtros. A eficácia
de todos os aditivos anti-microbiais convencionais comercialmente disponíveis, quando
utilizados no biodiesel, não é conhecida. Consulte o fornecedor do combustível e do aditivo
para obter assistência.

É altamente recomendado que os clientes que utilizarem misturas de biodiesel B7 ou inferiores


também sigam as precauções acima.
Aditivos de Biodiesel
1. A Cummins aprova o uso do Microbicida da Cummins Filtration™ em misturas de biodiesel.
Os detalhes do produto podem ser encontrados na seção Aditivos deste manual.
2. A Cummins aprova o uso da Base Condicionadora de Asfalteno da Cummins Filtration™ em
misturas de biodiesel. Os detalhes do produto podem ser encontrados na seção Aditivos
deste manual.
3. O Condicionador de Inverno para Biodiesel da Cummins Filtration™ pode ser utilizado para
aumentar o ponto de escoamento e o ponto de temperatura mínima de fluidez de combustível
da mistura de biodiesel, e evitar a formação de gelo em combustíveis úmidos durante o
armazenamento no inverno. O Condicionador de Inverno para Biodiesel da Cummins
Filtration™ é o único aditivo para combustível biodiesel aprovado pela Cummins para
melhorar o desempenho em condições de frio intenso. Consulte um Posto Autorizado de
Serviços Cummins® para obter detalhes do produto.

Tabela 7, Resumo de Requisitos da Norma ASTM D7467 para Misturas de Biodiesel B6 a


B20.
Características
Procedimento
Item de Requisitos
do teste
Desempenho
--- --- Misturas D1 Misturas D2 ---
Ponto de Fulgor,
1 38 52 ASTM D93
°C, mínima
% máxima de
água e
2 0,05 0,05 ASTM D2709
sedimentos do
volume
Destilação
3 Física, T90 °C, 343 343 ASTM D86
máxima
Viscosidade
4 Cinemática, cSt 1,3 - 4,1 1,9 - 4,1 ASTM D445
a 40°C
% máxima de
5 0,01 0,01 ASTM D482
cinza da massa
De acordo com De acordo com ASTM D5453,
% máxima por a norma a norma D2622 ou D129,
6
peso de enxofre (consulte a (consulte a dependendo do
Tabela 1) Tabela 1) teor de enxofre
Classificação da
corrosão da tira
7 Número 3 Número 3 ASTM D130
de cobre,
máxima
Número de
8 40 40 ASTM D613
Cetano, mínimo1
De acordo com De acordo com
Ponto de ASTM D2500,
9 a nota de a nota de
Névoa2 D4539, D6371
rodapé rodapé
Quantidade
máxima de
Resíduos de
Carbono
10 0,15 0,35 ASTM D524
Ramsbottom em
10 por cento,
em peso, de
volume
Tabela 7, Resumo de Requisitos da Norma ASTM D7467 para Misturas de Biodiesel B6 a
B20.
Características
Procedimento
Item de Requisitos
do teste
Desempenho
--- --- Misturas D1 Misturas D2 ---
Lubricidade,
11 HFRR a 60°C, 520 520 ASTM D6079
mícron, máxima
Número Ácido,
12 mgKOH/g, 0,3 0,3 ASTM D664
máximo
Porcentagem do
13 teor de biodiesel 6-20 6-20 D7371
(V/V)
Estabilidade à
oxidação, tempo EN14112
14 6 6
de indução, (Rancimat)
horas, mínima
15 Uma das seguintes deve ser satisfeita:
Índice de
(a) 40 40 D976-80
Cetano, mínimo
Aromaticidade,
(b) % em volume, 35 35 D1319-03
máxima
1
Baixas temperaturas ambientes, bem como operação em altas altitudes, podem exigir o uso de
combustíveis com graus mais elevados de cetano.
2A temperatura máxima de ponto de névoa deverá ser igual ou menor que o décimo percentil
da temperatura ambiente mínima na área geográfica e horário sazonal conforme definido pela
norma ASTM D975.

Combustíveis Parafínicos
O diesel de petróleo contém compostos químicos conhecidos como parafinas e aromáticos. Os
combustíveis parafínicos são predominantemente parafinas e são derivados de uma variedade de
fontes. As fontes mais comuns são o gás natural, carvão, óleos de plantas e gorduras animais. Os
combustíveis a gás natural são frequentemente conhecidos como gás para líquido (GTL).
Combustíveis de óleos de planta e gorduras são conhecidos como diesel renovável (RD) ou óleo
vegetal hidrogenado (HVO). Os combustíveis diesel renováveis não são iguais ao biodiesel ou
FAME, que são diferentes quimicamente e possuem propriedades diferentes. As características
exclusivas do combustível à base de parafina incluem densidade reduzida e cetano aumentado.
Os combustíveis parafínicos possuem uma densidade até 10% inferior ao diesel derivado de
petróleo e podem conter até 10% menos de energia por volume, resultando em economia de
combustível reduzida e possível redução de potência do motor.
Os dados de testes da Cummins sobre os efeitos operacionais de combustíveis parafínicos
indicam que ocorre redução na emissão de fumaça, diminuição da potência e aumento do
consumo de combustível. Há uma especificação para combustíveis parafínicos publicada na
Europa, EN15940. Esses combustíveis também atendem às especificações US ASTM D975 de
combustível diesel. A Cummins Inc. requer sempre que os combustíveis parafínicos atendam às
normas EN 15940 e ASTM D975. O combustível parafínico não atende aos requisitos da Tabela 1
desse boletim devido à densidade reduzida.

O combustível parafínico é aprovado em misturas de até 20% para todos os motores Cummins®
menores que 19 litros de cilindrada, contanto que a mistura final atenda às propriedades listadas
na Tabela 1 desse boletim. O combustível parafínico é aprovado para todas as misturas de até
100% somente em produtos listados na Tabela 8 abaixo.

Tabela 8, Produtos e Aplicações Aprovados para Mistura de até 100% de Combustíveis


Parafínicos
Série do Produto Aplicações
B
C Rodoviário e Fora de Estrada
L

Óleos Marítimos Destilados


Para os combustíveis diesel que atendem às especificações na Tabela 1, a Cummins requer que:
As Especificações de Combustíveis Diesel Exigidas pela Cummins neste manual sejam utilizadas
nos motores marítimos Cummins® Marine. Contudo, existe a possibilidade de que o combustível
dessa qualidade possa não estar prontamente disponível em certos mercados marítimos. A
Organização Internacional para Padronização (ISO) definiu especificações para combustíveis
chamados Óleos Marítimos Destilados (MDO's), que inclui combustíveis destilados na categoria
ISO-F. Essa categoria consiste em quatro combustíveis diferentes; DMX, DMA, DMB e DMC. As
características desses combustíveis estão representadas na Tabela 10: Características de
Combustíveis Marítimos.
Exceto como especificado na Tabela 9: Uso Aceitável de Combustíveis da Categoria ISO-F, a
Cummins não recomenda o uso de combustíveis que atendem às especificações da Tabela 10,
porque algumas características desses combustíveis não atendem às especificações para
combustíveis diesel da Tabela 1. Alguns combustíveis DMX, DMA e DMB podem atender às
especificações incluídas na Tabela 3: Especificações de Combustíveis Diesel de Contingência, e,
se for o caso, podem ser utilizados. Além disso, em algumas áreas, como no território da União
Européia, o teor de enxofre foi limitado para 0,2 por cento da massa (2000 ppm) ou menos para
todos os combustíveis da categoria ISO-F. Os combustíveis marítimos com baixos teores de
enxofre não estão disponíveis em todos os mercados. É responsabilidade do usuário fornecer o
combustível correto e se certificar de que as propriedades do combustível atendam às exigências
da Cummins.

Tabela 9, Uso Aceitável de Combustíveis da Categoria ISO-F


Tabela 9, Uso Aceitável de Combustíveis
Certifica
da Categoria ISO-F
ção de
Cilindra
Série do Produto Controle
da Combustível da Categoria ISO-F
Produto s de
(Litros)
Emissõe
Certifica
s de
ção
Cilindra
Série do Produto Controle
da Combustível da Categoria ISO-F
Produto s de
(Litros)
Emissõe
s
--- --- --- --- DMA DMX DMB DMC
QSK95
IMO Tier
K 95 CM2350 Sim --- --- ---
2
K128

Combustíveis que atendem às especificações na Tabela 10 são aceitáveis para uso somente em
motores especificados na Tabela 9.

Tabela 10, Características de Combustíveis Marítimos


Referênci
Caracterís a ao
Limite Categoria ISO-F
ticas Método de
Teste
--- --- DMA DMX DMB DMC ---
Aparência N/A Visual --- --- N/A
Densidade
ISO 3675
a 15°C (1)
Máxima 890 900 920 ou
[59°F],
ISO 12185
kg/m 3
Viscosidad
e a 40°C Mínima 1,40 1,50 --- --- ISO 3104
[104°F],
centistoke Máxima 5,50 6,0 11,0 14,0 ISO 3104
s
Ponto de
Mínima 43 60 60 60 ISO 2719
Fulgor, °C
Ponto de
Escoamen
to N/A --- --- --- --- ---
(superior),
°C(2)
Qualidade
Máxima --- -6 0 0 ISO 3016
de inverno
Qualidade
Máxima --- 0 6 6 ISO 3016
de verão
Tabela 10, Características de Combustíveis Marítimos
Referênci
Caracterís a ao
Limite Categoria ISO-F
ticas Método de
Teste
--- --- DMA DMX DMB DMC ---
Ponto de
Máxima -16 (4) --- --- --- ISO 3015
Névoa, °C
Enxofre, %
da massa Máxima 1,0 1,5 2,0 2,0 ISO 8754
(3)

Número
Mínima 45 40 35 --- ISO 5165
de Cetano
Resíduo
de
Carbono
(método
'micro'), %
Máxima 0,30 0,30 --- --- ISO 10370
da massa
10%
(volume)
destilação,
fundo
Resíduo
de
Carbono
Máxima --- --- 0,30 2,50 ISO 10370
(método
'micro'), %
da massa
Cinza, %
Máxima 0,01 0,01 0,01 0,05 ISO 6245
da massa
Sedimento
s, % da Máxima --- --- 0,07 --- ISO 3735
massa
Total de
Sedimento
s ISO
Máxima --- --- --- 0,10
Existentes, 10307-1
% da
massa
Água, %
Máxima --- --- 0,3 0,3 ISO 14597
do volume
Vanádio,
Máxima --- --- --- 100 ISO 14597
mg/kg
Tabela 10, Características de Combustíveis Marítimos
Referênci
Caracterís a ao
Limite Categoria ISO-F
ticas Método de
Teste
--- --- DMA DMX DMB DMC ---
Alumínio
mais
Máxima --- --- --- 25 ISO 10478
silício,
mg/kg
1. Em algumas regiões, pode haver um limite máximo de densidade.
2. Recomenda-se que os compradores se certifiquem de que esse ponto de escoamento
seja adequado para o equipamento a bordo, especialmente se a embarcação é utilizada
nos hemisférios norte e sul.
3. 1,0 por cento da massa = 10.000 ppm.
4. Esse combustível é adequado para uso sem aquecimento em temperaturas ambiente de
até -15°C [5°F].

Garantia e Uso de Óleos Marítimos Destilados nos


Motores Cummins®
A Garantia da Cummins cobre falhas resultantes de defeitos de material ou de fabricação. Danos
em motores, questões de serviços e/ou problemas de desempenho determinados pela Cummins
como sendo causados pelo uso de combustíveis MDO não são considerados defeitos de
fabricação ou de material e não serão ressarcidos pela garantia Cummins.

Filtros de Combustível
Esta seção explica os tipos de filtros de combustível e suas aplicações.

Os motores Cummins® são fornecidos com a tecnologia mais recente em filtragem de


combustível da Cummins Filtration. Esses sistemas são projetados para remover água e outras
partículas prejudiciais do combustível antes que possam danificar a bomba de combustível e
outros componentes do motor.

Caneca Descartável
O filtro de combustível padrão é o filtro com elemento roscado. Esses filtros contêm um elemento
de papel poroso, plissado e quimicamente tratado que deixa passar o combustível mas retêm
impurezas e sedimentos. Na manutenção do elemento, o mesmo é simplesmente destacado do
conjunto do cabeçote do filtro de combustível, descartado e substituído por um novo elemento. O
elemento deve ser apertado de acordo com as especificações do fabricante.
NOTA : Não coloque o combustível de um filtro velho em um filtro novo para escorvar
o sistema de combustível. Utilize somente combustível limpo para escorvar o sistema
de combustível. Não é necessário adicionar combustível em um novo filtro se o motor
estiver equipado com uma bomba elétrica de transferência. Os sistemas de
combustível nesses motores podem ser escorvados ligando-se e desligando-se várias
vezes a chave de ignição do veículo para ativar a bomba de transferência de
combustível.
 CAUTION 
O aperto excessivo deformará o cartucho do filtro ou danificará (trincas) o cabeçote do
filtro. Não use um elemento de filtro que tenha sido amassado ou danificado antes ou
durante a instalação.

Tipo de Elemento Substituível


Um outro tipo de filtro de combustível utilizado nos motores Cummins® possui um elemento de
papel plissado que pode ser substituído. Esse tipo de filtro é geralmente recomendado ou exigido
para a filtragem de primeiro estágio melhorando a separação de água e/ou a remoção de
partículas finas.

Separadores de Água-Combustível
A água pode entrar no combustível diesel por vários locais ao longo do circuito de alimentação, e
tornar-se um problema sério quando presente como água livre. A água contribui para aumentar a
corrosão, a contaminação biológica e as falhas de funcionamento do sistema de combustível. Os
pontos de entrada são:
Como água livre devido a fortes chuvas ou através de trincas no equipamento
Como água dissolvida (emulsificada) durante a refinação ou entrega do combustível
(neste caso, a água pode se tornar água livre mais adiante no circuito de alimentação se o
combustível estiver frio a ponto de atingir o ponto de saturação)
Como vapor de água (ar úmido) através de respiros seguido de condensação nas paredes
dos tanques, inclusive nos tanques de veículos.

A água no combustível diesel encontra-se normalmente presente como água livre e água
emulsificada. A água livre decanta até o fundo do tanque de combustível, de onde pode então ser
drenada. A água emulsificada permanece em suspensão e pode entrar nas linhas de combustível,
na bomba de combustível e nos injetores.
A água livre e a água emulsificada podem ser removidas do combustível. Existem filtros de
combustível e separadores de água integrados que removem a água livre e a água emulsificada
com diversos graus de eficiência. O filtro de combustível padrão remove parte da água livre e da
água emulsificada, mas com baixa eficiência. Devido aos fatos acima e à importância da remoção
da água do combustível para a integridade do sistema de combustível, a Cummins aumentou as
exigências para a remoção de água livre e água emulsificada. O separador de água-combustível,
ou uma combinação de filtro de combustível e separador de água deve remover uma quantidade
mínima de 95 por cento de água livre (segundo a norma SAE J1839) e de 95 por cento de água
emulsificada (segundo a norma SAE J1488). Os filtros separadores de água-combustível
produzidos pela Cummins Filtration™ atendem ou excedem esses requisitos.

A Cummins recomenda que seja instalado um separador de água-combustível em todos os


motores Cummins®, e recomenda o uso de separadores de água-combustível Cummins
Filtration™ que utilizam elementos filtrantes StrataPore™. Os filtros StrataPore™ têm maior
eficiência na remoção de partículas prejudiciais e de água livre e emulsificada.
Os separadores de água-combustível devem ser verificados diariamente e drenados em um
recipiente apropriado para descarte quando for observada a presença de água livre. Se a
presença de água for indicada por um sensor de água no combustível (WIF), a água deve ser
drenada imediatamente para evitar danos aos componentes do sistema de combustível. A água
não deve encher completamente o copo.
NOTA : Os fluidos drenados (mistura de água e combustível) devem ser descartados
adequadamente de acordo com as normas vigentes.
 CAUTION 
Se o nível de água no separador de água-combustível alcançar o elemento do filtro de
combustível, a água poderá ser forçada através do filtro e causar corrosão e falha de
componentes sensíveis do sistema de combustível.

Manutenção do Filtro de Combustível


Filtros de combustível devem ser trocados periodicamente para evitar restrição do fluxo de
combustível entre o tanque e a bomba de combustível. A restrição do combustível aumentará
com o tempo à medida que sedimentos forem coletados pelo elemento filtrante. Os sedimentos
podem consistir em ferrugem, sujeira, poeira, produtos da oxidação e crescimento biológico.

Substitua os filtros de combustível conforme recomendado no Manual do Proprietário ou no


Manual de Operação e Manutenção do Motor Cummins® apropriado. Para operações em
condições severas, pode ser necessárias trocas mais frequentes do filtro de combustível. Para
determinar se isso é necessário, a restrição no filtro de combustível deve ser verificada. Consulte
o Manual de Serviços do motor Cummins® apropriado para obter os procedimentos de verificação
da restrição do filtro de combustível. Depois de verificada a restrição algumas vezes, pode ser
estabelecida uma programação de manutenção para trocas do filtro de combustível para cada
tipo de operação.

Problemas Comuns com Combustível no Inverno


Esta seção apresenta os vários problemas com combustível no inverno e os métodos de se lidar
com eles.
Dois problemas de manuseio de combustível, parafina e gelo, têm aborrecido os operadores
durante anos. Não há solução para nenhum desses problemas que seja ideal para todos os
casos, mas quanto maior o entendimento que se tem sobre o problema, menos difícil se tornará o
processo de encontrar uma solução. É muito simples determinar se uma reclamação de baixa
potência deve-se a um filtro de combustível obstruído: substitua o filtro de combustível por um
novo. Se isso permitir que o veículo seja operado normalmente mesmo por um curto período,
então obviamente algo no combustível está obstruindo o filtro e causando a reclamação. Uma
maneira simples de determinar se a obstrução no filtro é causada por parafina ou gelo é levar o
filtro obstruído até uma oficina com temperatura ambiente normal, drenar o combustível líquido,
virar o filtro de cabeça para baixo sobre uma folha de papel ou em uma vasilha rasa, e deixar o
filtro aquecer à temperatura ambiente. Se houver gelo no combustível, o mesmo derreterá e
escorrerá para fora do filtro, e a água sobre o papel ou na vasilha será óbvia. A maioria das
parafinas de petróleo, por outro lado, não derrete à temperatura ambiente. Para acelerar o
processo de análise, o filtro pode ser cortado e aberto. Uma vez determinada a causa da
reclamação de baixa potência, pode-se escolher uma solução lógica.

Parafina no Combustível
Qualquer combustível destilado intermediário, como os combustíveis tipo Jato, combustíveis de
aquecimento e combustíveis diesel contêm cera de parafina. A cera de parafina é uma mistura
sólida e cristalina de hidrocarbonetos de cadeia reta ou normais que derretem na faixa
aproximada de 40 a 60°C [104 a 140°F]. Essa cera de parafina ocorre naturalmente no petróleo
bruto do qual são destilados os óleos combustíveis. O teor de cera de um combustível destilado
varia muito, dependendo do petróleo bruto do qual o combustível é produzido e do
processamento do combustível. Em geral, combustíveis destilados com ponto de ebulição mais
elevado,como o combustível diesel Número 2-D, têm uma concentração maior de cera de
parafina do que os combustíveis destilados com ponto de ebulição mais baixo, como o
combustível tipo Jato.
Devido à forte relação entre a temperatura e a solubilidade da cera, a separação da cera é um
problema no manuseio e utilização de combustível diesel em climas frios. À medida que o
combustível esfria, é atingida uma temperatura na qual a cera de parafina solúvel no combustível
começa a sair da solução (Ponto de Névoa); qualquer esfriamento adicional fará a cera se
separar da solução. A temperatura na qual um certo combustível se torna saturado com cera e
causa problemas de obstrução do filtro é chamada de Temperatura Mínima de Fluidez do
Combustível (ASTM D6371). A temperatura na qual o combustível não flui mais é o Ponto de
Escoamento (ASTM D97). No ponto de escoamento, a maior parte do combustível ainda é
líquida, embora seja muito espessa ou viscosa e fique aprisionada em uma rede de cristais de
cera parecida com um favo de mel.

Como os equipamentos movidos a diesel são frequentemente utilizados em temperaturas baixas


o suficiente para causar a separação da cera, foram desenvolvidas várias técnicas para evitar que
a cera obstrua as telas de combustível, as linhas, os filtros, etc., e impeça o fluxo do combustível
para o motor. Os veículos projetados para operar em temperaturas muito baixas têm provisões
para tanques de combustível aquecidos, linhas de combustível isoladas, filtros de combustível
aquecidos e outros dispositivos para aquecer o combustível para que a cera não se separe.
Esses sistemas mais elaborados geralmente não são práticos em climas mais temperados onde
são necessários apenas alguns dias por ano.

Filtros de Combustível
Os filtros de combustível já foram discutidos em detalhe na seção Filtros de Combustível deste
manual. A única consideração adicional em termos de problemas comuns com combustível para
climas frios é que o uso de um filtro grande ou de vários filtros em paralelo permitirá que uma
quantidade maior de cera seja filtrada antes de ocorrer uma perda de potência. Além disso,
mudar a posição das linhas e dos filtros de combustível fora do fluxo de vento, do guarda-lamas e
dentro do compartimento do motor próximos do bloco ajudará a mantê-los aquecidos.

Motor em Marcha Lenta


 CAUTION 
Não opere o motor em marcha lenta por períodos excessivamente longos com a
temperatura do líquido de arrefecimento abaixo da especificação mínima dada no Manual
do Proprietário do motor aplicável. Isso pode resultar na diluição de combustível no óleo
lubrificante, acúmulo de carbono no cilindro, engripamento das válvulas no cabeçote dos
cilindros e/ou redução do desempenho.

Aditivos
Existem vários aditivos de combustível disponíveis que reduzem o ponto de escoamento e o
ponto de temperatura mínima de fluidez do combustível diesel. Esses aditivos são comumente
chamados de aditivos redutores do ponto de escoamento, aditivos para melhorar o fluxo em
climas frios, modificadores de cristais de parafina, ou aditivos para melhorar a fluidez (e podem
ser chamados coletivamente de “Aditivos de Inverno”). Certos aditivos podem reduzir o ponto de
escoamento em até 21°C [70°F] e o ponto de temperatura mínima de fluidez (CFPP) em até -1°C
[30°F]. Uma pesquisa sobre misturas de combustíveis para climas frios realizada pelo
Departamento de Minas e Energia dos EUA (hoje subordinado ao Energy Research and
Development Administration) revelou que uma grande parte dos combustíveis diesel encontrados
no mercado foi tratada com algum tipo de aditivo de inverno. Antes de adquirir tais aditivos para
tratar o combustível, pergunte ao fornecedor do combustível se o mesmo já contém aditivo de
inverno. Dependendo da quantidade e do tipo do aditivo já aplicado ao combustível, outros
aditivos podem ou não ser necessários.
Esses aditivos alteram o tamanho e a forma dos cristais de cera, permitindo que o combustível
seja bombeado em temperaturas mais baixas. Embora alguns aditivos possam ser muito eficazes,
eles não são a cura para todos os males. Seu desempenho varia dependendo do tipo e do teor
de parafina no combustível tratado. Nas aplicações sob frio muito intenso pode ser necessário
aquecedores de combustível além dos aditivos. Embora existam outros aditivos que possam
oferecer alguns benefícios, o Condicionador para Inverno Fleet-tech™ e os Aditivos de
Combustível para Motores Turbo Diesel - Todas as Estações da Cummins® Filtration são os
únicos aditivos de combustível recomendados pela Cummins para ajudar a evitar a formação de
gel no filtro em aplicações sob condições de frio intenso.

Aquecedores de Combustível
Aquecer o combustível diesel logo antes da filtragem é um método excelente de evitar obstruções
no filtro de combustível. Se o combustível frio for aquecido o suficiente, os cristais de parafina se
dissolverão no combustível. A dissolução requer um aquecimento até uma temperatura de
aproximadamente 11 a 22°C ou 20 a 40°F acima da temperatura mínima de fluidez do
combustível.

Para que um aquecedor de combustível evite, de maneira confiável, a obstrução do filtro de


combustível devido à formação de parafina, o aquecedor deve ser capaz de fornecer calor
suficiente ao combustível em sua taxa máxima de fluxo (não apenas de consumo) para elevar a
temperatura do combustível da menor temperatura esperada (provavelmente a temperatura
ambiente esperada mais baixa) para 11 a 22°C [20 a 40°F] acima da temperatura mínima de
fluidez do combustível. Atualmente, a Cummins Filtration™ oferece quatro aquecedores
diferentes para elevar a temperatura do combustível de entrada.
1. Aquecedor do Filtro de Combustível - O filtro de combustível da Cummins Filtration™ com
Coeficiente Positivo de Temperatura (PTC) aquece o combustível antes de o mesmo fluir
para o filtro. O aquecedor é instalado no cabeçote do filtro de combustível. A maioria dos
problemas de formação de cera ocorre no filtro de combustível. O aquecedor utiliza discos
cerâmicos que detectam a temperatura do combustível e o aquece a uma temperatura logo
acima do ponto de névoa.

O aquecedor PTC é regulado automaticamente. Dependendo da tensão da bateria, os


aquecedores utilizam de 6 a 25 ampères na saída máxima. Quando não é necessário calor, o
aquecedor usa menos de 0,5 ampère. O aquecedor pode ser mantido ligado durante a operação
do motor ou pode ser desligado usando-se o interruptor na cabine. O aquecedor atinge a
capacidade plena de aquecimento em aproximadamente dois minutos. O kit do aquecedor PTC
encontra-se disponível (veja a Tabela 11, Aquecedores de Filtros de Combustível).

Tabela 11, Aquecedores de Filtros de Combustível


Watts Número de peça Cummins™ Filtration
300 3836029-S

O Kit da Cummins Filtration™, No. 3837317-S, adapta o aquecedor à maioria dos cabeçotes de
filtros de combustível com roscas de 1 pol-14. Utilize a seguinte lista de filtros de combustível
para identificar cabeçotes de filtros de combustível com roscas de 1 pol-14. O aquecedor
aumenta cerca de 25 mm [1 pol] na altura do conjunto do cabeçote do filtro de combustível.

Lista de Filtros de Combustível com Roscas de 1 pol–14


FF-104 FF-213
FF-105 FF-105C
FS-1242(B) FS-1001
FS-1000 FS-1212
FF-105D FS-1003

O Kit da Cummins Filtration™, No. 3832054-S, se adapta ao filtro FS-1251.


2. Aquecedor do Combustível Recirculante - Número de Peça 3305782, pode ser utilizado para
aquecer o combustível de entrada para se obter um fluxo de até 9,5 l/m [2,5 gpm]. A unidade faz
circular líquido de arrefecimento do motor ao redor do combustível de entrada para aquecê-lo. A
unidade é mais eficaz quando são utilizados aquecedores de imersão ou do tanque para aquecer
o líquido de arrefecimento. Um termostato opcional, No. 3305783, pode ser utilizado para desviar
o combustível quando a temperatura de 27°C [81°F] é atingida. Use a Tabela 12, Tabela de
Elevação da Temperatura para determinar a capacidade de desempenho desse aquecedor de
combustível para diferentes condições de operação.

Aquecedor do Combustível Recirculante, No.


3305782 - Dados de Desempenho
Tabela 12, Tabela de Elevação da Temperatura.
Temperatura do Combustível de Saída/Vazão do Combustível
Temperatura
Tabela de de Elevação da Temperatura.
12, Tabela
Entrada do 2–1/2 GPM do Combustível
Temperatura 1-1/2 GPM 1/2Combustível
de Saída/Vazão do GPM
Combustível
Temperatura de
Entrada do 2–1/2 GPM 1-1/2 GPM 1/2 GPM
Combustível
-34°C [-30°F] 0°C [32°F] 3°C [38°F] 11°C [52°F]
-23°C [-10°F] 4°C [39°F] 7°C [45°F] 13°C [55°F]
-12°C [10°F] 8°C [47°F] 12°C [53°F] 15°C [59°F]
-1°C [30°F] 16°C [60°F] 17°C [62°F] 19°C [67°F]
10°C [50°F] 22°C [71°F] 23°C [74°F] 25°C [77°F]
21°C [70°F] 29°C [85°F] 31°C [87°F] 31°C [88°F]

3. Thermo Blend™ - O aquecedor de combustível Thermo Blend™ da Cummins Filtration™


recircula o combustível aquecido, desaerado e drenado do motor para o filtro e o sistema de
injeção, em vez de fazê-lo retornar ao tanque. Geralmente, é preciso que o motor funcione
durante um período de aquecimento de 10 a 15 minutos para um desempenho eficaz do
aquecedor. Um termostato integrado desvia automaticamente o combustível na temperatura de
43°C [109°F]. O Número de Peça 3310200 deve ser utilizado para todos os motores diesel
Midrange e de Serviços Pesados. O Número de Peça 3308750 deve ser utilizado para todos os
equipamentos fora-de-estrada para serviços pesados (como motores de 12 e de 16 cilindros).

4. Thermo Blend™ FM, No. 3310630 - O aquecedor de combustível Thermo Blend™ FM da


Cummins Filtration™ combina o princípio do aquecimento do combustível de retorno com um
cabeçote de filtro especial. Quando utilizado com o separador de água-combustível, No.
Cummins® 3315843 (Número de Peça Cummins Filtration™ FS-1212), o aquecedor faz a
desparafinação do combustível, a remoção da água e a filtragem. Um termostato integrado desvia
automaticamente o combustível na temperatura de 21°C [70°F]. Quando utilizar aquecedores de
combustível, não aqueça excessivamente o combustível. A temperatura máxima do combustível
na entrada da bomba de combustível é de 70°C [158°F]. As modificações nos dispositivos de
aquecimento devem ser reversíveis, ou dispor de algum meio de desativação durante a operação
em condições de clima quente. O tanque de combustível é aquecido pelo combustível de retorno
do injetor (dreno) vindo do motor. Em instalações típicas, o efeito de arrefecimento do tanque
mantém a temperatura do combustível em níveis aceitáveis.

Em algumas instalações, como unidades acusticamente isoladas, ocorre pouco arrefecimento do


tanque devido ao projeto. Nessas instalações, pode ser utilizado um arrefecedor de óleo
combustível para limitar a temperatura do combustível na entrada da bomba de combustível em
70°C [158°F] ou menos.
Dependendo do modelo do motor envolvido, a potência do motor começará a diminuir levemente
acima da temperatura de entrada do combustível de 46°C [115°F]. A porcentagem de perda de
potência não tão grande em motores com o sistema de combustível Cummins® PT™ e HPI®
(menos de 1 por cento para cada 5°C ou 9°F), devido às características inerentes de
compensação da viscosidade (consulte a seção Perda de Potência neste manual). A operação
com o combustível a uma temperatura acima de 70°C [158°F] não é recomendada devido à perda
da qualidade de lubrificação do combustível, resultando em desgaste para os componentes do
sistema de combustível que dependem do combustível para serem lubrificados. Um aquecedor de
combustível não será útil se o combustível estiver abaixo do ponto de escoamento e não puder
ser bombeado para o aquecedor; portanto, em climas extremamente frios, o combustível pode ser
tratado com combustível leve destilado ou com um aditivo redutor do ponto de escoamento, ou
pode ser necessário aquecer o combustível para que o mesmo possa fluir.

Para aquecedores de combustível que utilizam o líquido de arrefecimento do motor como fonte de
calor, algum meio de aquecer o líquido de arrefecimento enquanto o motor estiver desligado
permitirá que o aquecedor seja eficaz muito mais rapidamente após a partida inicial. Esses
aquecedores de combustível também devem ser verificados quanto a vazamentos. Como o
aquecedor do combustível fica no lado de sucção da bomba de combustível e o sistema de
arrefecimento é pressurizado, qualquer pequeno vazamento deixará o líquido de arrefecimento
entrar no sistema de combustível.

Outras Considerações
A parafina no combustível irá se depositar em qualquer restrição ou dobra acentuada no sistema
de tubulação do combustível. Se houver falta de combustível durante a operação em clima frio e
não forem encontrados filtros de combustível obstruídos, verifique se há obstrução nas telas de
retenção do tanque, dobras acentuadas nas linhas de combustível, conexões, etc.

Contaminação com Água


A água livre (não dissolvida) no combustível pode congelar em baixas temperaturas e os cristais
de gelo resultantes podem obstruir os filtros causando falta de combustível. Deve-se tomar
cuidado para manter secos os tanques de armazenamento de combustível. Pode-se aplicar pasta
detectora de água (geralmente fornecida pelo fornecedor do combustível) nos tanques para se
certificar de que os mesmos permaneçam secos. Se for detectada a presença de água, a mesma
deve ser bombeada para fora.

Já foi mencionada a importância de manter seco o tanque de armazenamento de grandes


volumes de combustível; entretanto, se isso for um problema persistente, pode ser instalado um
secador (separador de água-combustível) no sistema de saída de combustível do tanque de
armazenamento.

A condensação no(s) tanque(s) do veículo ocorre quando o ar no(s) tanque(s) de combustível é


esfriado enquanto o motor está desligado. A umidade pode ser reduzida completando-se o tanque
de combustível do veículo antes de o motor ser desligado para diminuir o espaço acima do
combustível.
A água dissolvida é eliminada da solução à medida que o combustível esfria. Quando o
combustível esfria de 4 para -29°C, [39 para -20°F], a solubilidade da água no combustível
diminui 70 por cento. Assim, no combustível bombeado de um tanque subterrâneo relativamente
quente para o tanque de um veículo que tenha ficado ao relento em uma temperatura abaixo de
zero pode ocorrer a separação da água. Entretanto, essa fonte de água livre é quase
insignificante, uma vez que mesmo em altas temperaturas, o combustível dissolverá muito pouca
água (0,1 por cento da massa a 71°C) [160°F]).

A Base Condicionadora para Inverno e os Aditivos de Combustível para Motores Turbo Diesel -
Todas as Estações da Cummins Filtration™ são os únicos aditivos recomendados pela Cummins
para essa aplicação.
NOTA : Outras recomendações de operação do motor em climas frios podem ser
encontradas no Manual 3653354 e no manual de operação e manutenção do motor.

Contaminação Microbial do Combustível Diesel


 WARNING 
Embora a maioria dos micróbios que vivem em tanques de combustível seja formada por
organismos comuns aos quais os humanos estão constantemente expostos, o contato
com os micróbios ou fungos em um tanque de combustível deve ser evitado. Quando um
sistema de combustível é contaminado e sua limpeza é necessária, os trabalhadores
devem estar protegidos. Lembre-se de que os fungos produzem esporos de reprodução e
quando secos podem ser facilmente dispersos no ar, o que torna necessário o uso de
máscaras de proteção, ou que os microorganismos sejam mantidos úmidos. Descarte a
água e a lama removidas dos tanques de combustível de acordo com as normas de
proteção ambiental. Nunca lance esses materiais no sistema de esgoto pois eles podem
destruir as bactérias utilizadas no tratamento de esgotos. Nunca lance esses materiais em
galerias de águas pluviais ou em cursos d'água uma vez que podem matar peixes e outros
animais aquáticos.

 WARNING 
Os problemas mais comuns associados com a exposição a esses micróbios é a dermatite
que em algumas pessoas pode ser muito séria. A pele exposta a esses materiais deve ser
lavada completamente com água quente e sabão.

 WARNING 
Evite comer, beber e fumar quando estiver trabalhando com esses materiais. Qualquer
ingestão dos micróbios ou contato com ferimentos na pele deve ser considerado motivo
de preocupação. Recomenda-se que se isso acontecer, o trabalhador seja levado até um
médico, juntamente com uma amostra dos micróbios.

 WARNING 
Geralmente, os biocidas são apenas levemente tóxicos para seres humanos e animais,
mas ainda assim devem ser manuseados com cuidado. Nos casos de ingestão ou contato
com os olhos, siga as recomendações do fabricante. Procure um médico imediatamente.

Esta seção abrange o reconhecimento e as soluções para a contaminação microbial do


combustível diesel.

Para se precaverem contra a falta de combustível, muitos usuários estocam combustível e, com
isso, a frequência da contaminação microbial tem aumentado. A contaminação microbial do
combustível, embora não seja um problema recente, é mais comum em indústrias que trabalham
com metais e utilizam óleos solúveis em água como fluidos de corte, ou no armazenamento de
longo prazo de combustíveis hidrocarbonetos, do que nas operações de frotas que utilizam
combustíveis diesel. Todos os combustíveis hidrocarbonetos são essencialmente esterilizados
pelas altas temperaturas no processo de refinação; todavia, eles podem ser contaminados por
microorganismos logo depois de deixar a refinaria. Esses microorganismos, basicamente
bactérias e fungos, existem de forma inofensiva em combustíveis livres de umidade, e passam
pelo sistema de combustível sem causar nenhum efeito negativo.

Contudo, na presença de água, esses microorganismos começam a crescer e se reproduzir. A


taxa de crescimento depende de quão bem o ambiente atende às necessidades de um tipo
específico de microorganismo.

O crescimento de uma grande colônia de microorganismos em um sistema de combustível pode


causar vários problemas. O primeiro e geralmente o mais óbvio é a obstrução do filtro de
combustível por uma lama verde escuro ou marrom, frequentemente acompanhada de mau
cheiro. Essa colônia lodosa, na forma de uma corda, também pode obstruir dobras acentuadas
nas linhas de combustível, medidores de combustível e causar outras restrições. O segundo
problema que esses microorganismos podem causar é a corrosão devida aos subprodutos ácidos
que alguns deles produzem. Também é possível, se passarem pelo filtro de combustível, que os
microorganismos formem depósitos e causem danos à bomba de combustível e aos injetores.

Alguns indicadores da contaminação microbial são:

1. Depósitos de lama nas paredes dos tanques, tubulação, ou outras superfícies expostas ao
combustível. Geralmente esses depósitos são de cor verde escuro ou marrom e lisos ao
toque.
2. Material escuro ou marrom na forma de uma 'corda' suspenso no fundo do tanque de
combustível.
3. Inchação ou empolamento de qualquer superfície de borracha (arruelas, mangueiras,
conectores, etc.) que entrarem em contato com o combustível.
4. Lama ou depósitos de limo nas superfícies dos filtros.
5. Mau cheiro que lembra ovos podres (sulfato de hidrogênio).

Uma abordagem mais conclusiva é verificar regularmente o combustível utilizando um dos vários
kits de teste disponíveis relacionados abaixo. Esses kits podem detectar microorganismos muito
antes de haver qualquer evidência visível de contaminação.
A lista a seguir mostra os kits de teste conhecidos. A lista de kits não deve ser interpretada como
uma recomendação ou aprovação e, o fato de um kit não estar relacionado, significa apenas que
não temos conhecimento dele. A Cummins não testou nenhum desses kits, apenas revisou a
literatura do fabricante. Os usuários devem avaliar os kits disponíveis e escolher um com base
em sua própria avaliação.

1. Total Count Sampler, Número de Catálogo MTOO 000 25, pacote com 25 unidades, da
Millipore Corporation, Bedford, MA 01730, 1-800-645-5476. O Total Count Sampler contém
um meio nutriente especificamente desenvolvido para estimular o crescimento de bactérias;
entretanto, muitos fungos também crescerão nesse meio. A Millipore recomenda a incubação
a 35°C [95°F] durante 24 horas; todavia, a incubação pode ser feita à temperatura ambiente
durante 36 a 48 horas. Se os resultados do Total Count Sampler forem baixos e ainda
suspeitar de contaminação, obtenha uma nova amostra utilizando o Yeast e o Mold Sampler
da Millipore™ (Número de Catálogo MYOO 000 25, pacote com 25 unidades). Esse kit para
obter amostras contém um meio nutriente que suprime o crescimento da maioria das
bactérias, mas é rico em nutrientes para fungos. Para obter os melhores resultados, use os
dois kits de amostragem sempre que a água no fundo do tanque for testada. Esses kits de
amostragem da Millipore™ são provavelmente os mais sensíveis entre aqueles relacionados,
e na verdade, podem resultar no tratamento de um sistema de combustível. Os kits de
amostragem da Millipore™ também se encontram disponíveis na Millipore da Austrália,
Bélgica, Brasil, Canadá, Dinamarca, Inglaterra, Finlândia, França, Itália, Japão, México,
Noruega, Espanha, Suécia, Suíça e Alemanha. As consultas de outros países podem ser
endereçadas à Millipore lntertech, Inc., P.O. Box 255, Bedford, MA 01730 U.S.A.
2. Kit de Teste Monitor de Micróbios, da Air BP®, British Petroleum, Cleveland - Aeroporto
Internacional Hopkins, Cleveland, OH 44135 1-800-533-2340. Uma amostra por kit.
Incubação à temperatura ambiente.

Depois de estabelecido que existe a contaminação microbial e que uma ação deve ser tomada,
várias abordagens podem ser usadas. A solução mais óbvia é a prevenção. A maioria das
bactérias e fungos envolvidos é formada por organismos terrestres que podem ser transportados
pelo ar ou pela água. A prevenção contra a entrada de microorganismos não é possível porque
esses organismos podem entrar no combustível através de muitos caminhos diferentes.

O crescimento desses microorganismos pode ser evitado. Como todos os processos metabólicos
de um organismo ocorrem na água, impedindo o acesso do microorganismo à água evitará o
crescimento, impedindo assim o desenvolvimento de grandes colônias. Portanto, o primeiro e
mais importante passo na prevenção é manter secos os sistemas de combustível. Manter um
sistema de combustível totalmente seco é impossível. Nos casos em que a contaminação
microbial constitui um problema recorrente, pode ser utilizado um microbicida para tratar
quimicamente o combustível ou a água.
Existem três classes gerais de biocidas: solúvel em água, solúvel em combustível e
universalmente solúvel. Os biocidas solúveis em combustível são a melhor opção para tratar
combustíveis que devem passar por várias etapas de armazenamento no processo de
distribuição. Um biocida solúvel em combustível injetado no combustível logo no início do sistema
de distribuição é transportado com o combustível ao longo de todo o fluxo pelo sistema,
esterilizando o combustível até ser utilizado. Os biocidas solúveis em combustível são mais fáceis
de serem adicionados ao sistema de combustível uma vez que a quantidade exata necessária
para o tratamento um certo volume de combustível é facilmente determinada e esses biocidas
têm baixa toxicidade para seres humanos e outras formas de vida. A desvantagem óbvia dos
biocidas solúveis em combustível é o custo; cada novo lote de combustível adicionado no sistema
deve ser tratado uma vez que o biocida é consumido juntamente com o combustível.

Os biocidas solúveis em água são mais baratos para o uso em uma etapa do sistema de
distribuição do combustível, como o tanque de armazenamento do usuário final. Por serem
insolúveis em combustível, os biocidas solúveis em água permanecem onde são colocados até
que os resíduos de água na parte inferior do tanque sejam bombeados para fora; assim, a
quantidade total de biocida a ser comprado é menor. Os biocidas solúveis em água apresentam
várias desvantagens. Como o biocida não é transportado pelo combustível fluxo abaixo no
sistema, cada tanque sucessivo no sistema deve ser tratado individualmente. Existe alguma
dificuldade para se determinar a quantidade de biocida a ser colocada no tanque, uma vez que
isso depende da quantidade de água presente no tanque. O biocida não pode ser completamente
misturado com a água no fundo de um tanque. Os biocidas solúveis em água são muito mais
facilmente absorvidos por seres humanos e outras formas de vida: devem ser descartados de
maneira correta quando os resíduos de água na parte inferior do tanque são bombeados para
fora do tanque. Os resíduos de água na parte inferior do tanque que contêm um biocida solúvel
em água não devem ser lançados em um sistema de esgoto porque o biocida pode destruir as
bactérias usadas pelas estações de tratamento de esgotos. Esses resíduos de água devem ser
tratados como resíduos industriais ácidos e oleosos.
Os biocidas universalmente solúveis são solúveis em água e em combustível diesel. Esses
biocidas permitem tratar o combustível em todo o percurso do sistema de distribuição. Entretanto,
cada carga subsequente de combustível não precisa ser tratada. O biocida permanecerá em
qualquer água depositada no fundo do tanque de armazenamento e continuará a inibir o
crescimento microbial. Com certos tipos de biocidas, o intervalo entre os tratamentos pode ser de
até seis meses. Como os biocidas solúveis em água, os biocidas universalmente solúveis são
absorvidos mais facilmente por seres humanos e outras formas de vida. Em geral, são também
mais caros que outros tipos de biocidas.

O tratamento de um tanque de combustível infestado com uma grande quantidade de


microorganismos eliminará os microorganismos, mas não eliminará a obstrução do filtro que os
microorganismos possam estar causando. A água e a lama contendo os microorganismos devem
ser removidas dos sistemas de combustível. Primeiro, limpe completamente o sistema de
combustível. Em seguida, um biocida solúvel em água ou universalmente solúvel deve ser
adicionado nos próximos poucos lotes de combustível para eliminar quaisquer microorganismos
remanescentes. Finalmente, a adição de um biocida solúvel em água ou universalmente solúvel
pode ser repetida durante um período mínimo de vários meses até que se tenha certeza de todos
os microorganismos estejam mortos. Se a contaminação microbial for um problema recorrente,
recomenda-se que seja mantido permanentemente o uso de biocida solúvel em água ou
universalmente solúvel, uma vez que essa será a solução mais barata. Isso pode ser feito
determinando-se a quantidade de água que se acumula no fundo do tanque entre os
bombeamentos de retirada de resíduos de água e adicionando-se cerca de duas a três vezes a
quantidade de biocida solúvel em água recomendada para tratar esse volume de água. Por
exemplo: suponha que geralmente sejam bombeados aproximadamente 379 litros [100 galões] de
resíduos de água na parte inferior do tanque. Nesse caso, depois de bombear essa água ,
adicione imediatamente no tanque de combustível duas ou três vezes a quantidade de biocida
normalmente utilizada para tratar 379 litros [100 galões] de água. Como é mais denso que o
combustível, o biocida irá acumular no fundo do tanque e se dissolverá na água à medida que
acumular. Depois de reabastecido o tanque de combustível, deve ser permitido um tempo para
que o biocida decante antes de se retirar combustível e evitar que o biocida seja bombeado
juntamente com o combustível.
Embora outros produtos possam oferecer algumas vantagens, o único biocida recomendado pela
Cummins é o Microbiocida da Cummins Filtration™. É um microbiocida universalmente solúvel.
Para obter recomendações específicas de tratamento, consulte o Departamento de Engenharia
de Serviço da Cummins Filtration™ pelo telefone 1-800-22FILTER, ou ligue para o A.L.O.
Cummins, (0800) 123-300.

Descoloração do Combustível (Combustível Preto)


Em alguns motores Cummins®, o funcionamento normal pode fazer o combustível diesel no
motor e no tanque de combustível parecer escuro ou preto. A descoloração do combustível pode
ser causada por: mistura de óleo lubrificante do motor com o combustível durante a operação do
motor, formação de asfaltenos, degradação do combustível estocado, ou prática de misturar óleo
lubrificante com combustível para ser queimado pelo motor.

Mistura de óleo lubrificante do motor


Em alguns sistemas de combustível, o óleo lubrificante do motor e o combustível diesel são
utilizados próximos um do outro para fins de lubrificação e vedação. Essa interface é uma função
da bomba de combustível e/ou do projeto do injetor. Em determinadas condições de operação,
uma pequena quantidade de óleo lubrificante pode se misturar com o combustível diesel e
retornar ao tanque, fazendo o combustível parecer preto. É preciso uma quantidade muito
pequena de óleo lubrificante (menos de 0,1 por cento) para fazer o combustível se tornar escuro.
Essa pequena quantidade de óleo no combustível não tem efeitos adversos no desempenho, na
durabilidade ou confiabilidade do motor.

Formação de asfaltenos
Esse fenômeno é comum nos sistemas de combustível que operam com o combustível sob
pressões e temperaturas muito altas. O combustível sob alta temperatura que não é injetado em
um cilindro de combustão retorna para o tanque de combustível. À medida que o combustível é
recirculado e exposto às mesmas altas pressões e temperaturas durante o funcionamento
contínuo do motor, os asfaltenos começam a formar aglomerados maiores de materiais insolúveis
que podem levar à descoloração do combustível. Se essas formações se tornarem grandes o
suficiente, os asfaltenos serão capturados pelo elemento do filtro e podem levar a uma restrição
alta do filtro e reduzir sua vida útil.
A formação de asfaltenos devido ao superaquecimento do combustível pode ser agravada pela
falta de arrefecedores de combustível, dimensões incorretas dos tanques de combustível, mistura
inadequada do combustível de retorno entre os tanques, níveis baixos de combustível, ou
isolamento do tanque de combustível que impeça a dissipação do calor. Se houver suspeita de
um problema de arrefecimento do motor ou do sistema de combustível, os sistemas de
arrefecimento devem ser inspecionados e modificados conforme necessário para atender às
exigências da Cummins. Talvez seja necessário redimensionar os filtros de combustível
instalados, ou a instalação de filtragem adicional para aumentar a capacidade de retenção dos
contaminantes. Consulte um Posto Autorizado de Serviços Cummins® para obter orientação
quanto à escolha dos filtros de combustível e problemas dos sistemas de arrefecimento. Veja na
seção 'Aditivos' deste manual de serviço uma lista de Condicionadores de Asfaltenos da
Cummins Filtration™.

Degradação do combustível estocado


Consulte a seção 'Contaminação Microbial do Combustível Diesel' deste manual.

O escurecimento do combustível diesel devido à mistura de óleo lubrificante ou à formação de


asfaltenos não indica um defeito de fabricação ou de outras falhas cobertas pela garantia, e é
uma função da operação normal. Os clientes devem continuar a utilizar o equipamento como se
encontra, a menos que a descoloração seja o resultado do superaquecimento ou da
contaminação do combustível ou se a vida útil do filtro de combustível foi reduzida e isso causou
dificuldades de operação do equipamento.

Gás Natural (GN)


 WARNING 
Normalmente, gás natural comprimido é tratado com um produto químico que produz odor
para que os usuários possam detectar vazamentos de gás. Nunca ignore o cheiro de gás.
Se entrar em um ambiente ou se aproximar de um veículo e sentir cheiro de gás, desligue
imediatamente todos os motores e fontes de ignição. Mantenha centelhas, interruptores e
equipamentos que possam produzir faíscas, cigarros, luzes-piloto, chamas e outras fontes
de ignição fora da área sendo utilizada e de áreas que compartilhem a ventilação. Aplique
ventilação extra na área e não ligue o equipamento ou outros equipamentos nas
proximidades até reparar o vazamento e ventilar bem a área. Evite deixar equipamentos
movidos a gás natural em locais sem ventilação. Guarde e faça a manutenção de
equipamentos movidos a gás natural em áreas espaçosas e bem ventiladas, ou em
ambientes externos.

 WARNING 
Se houver vazamentos de gás natural, não guarde o veículo no interior do local ou em
qualquer área coberta. Isso poderá resultar em ferimentos graves decorrentes de asfixia
ou de explosão.

 WARNING 
Gás natural é altamente inflamável. Mantenha centelhas, interruptores e equipamentos que
possam produzir faíscas, cigarros, luzes-piloto, chamas e outras fontes de ignição fora da
área sendo utilizada e de áreas que compartilhem a ventilação.

 WARNING 
Nem todos os tipos de Gás Natural são tratados com produtos que produzem odores.
Vazamentos de gás de uma fonte não refinada, como gás produzido em aterros, biogás,
gás produzido em minas ou de carvão ou poços, nem sempre podem ser detectados pelo
odor.

 WARNING 
Não faça o diagnóstico nem repare vazamentos de gás com o motor funcionando.

 CAUTION 
O gás natural é mais leve que o ar e pode se acumular sob capôs e toldos.

 CAUTION 
Aperte sempre os parafusos e as conexões de combustível segundo as especificações
exigidas. O aperto excessivo ou insuficiente também poderá causar vazamentos. Essas
conexões são críticas para o combustível e sistemas de ar.

 CAUTION 
Faça sempre o teste de vazamento de combustível conforme instruído, uma vez que o
odor pode se dissipar.

 CAUTION 
Feche as válvulas manuais de combustível antes de fazer serviços de manutenção e
reparos, e quando armazenar o veículo em locais fechados.

Especificações
Esta seção apresenta as especificações para motores movidos a gás natural.

Os motores de ignição a vela Cummins® que utilizam gás natural como fonte de combustível são
uma alternativa com baixos níveis de emissões para várias aplicações. Para que os motores
mantenham continuamente níveis de emissões extremamente baixos e apresentem a maior
durabilidade e confiabilidade, a Cummins desenvolveu vários padrões para combustíveis. As
normas Cummins® de Engenharia: CES 20067, Combustível de Gás Natural; CES 14604, 14624,
Combustível de Gás Natural; e CES 14608, Combustível de Gás Natural de Ampla Aplicação
definem algumas das especificações para gás natural. Dependendo do tipo do motor (mistura
rica, mistura pobre, ou combustível alternativo) e da aplicação (automotiva, industrial ou gerador),
consulte o manual de operação e manutenção do motor apropriado para obter a especificação
correta de combustível. Os operadores de motores Cummins® movidos a gás natural devem
consultar o padrão ou a especificação aos fornecedores de combustível potenciais e solicitar sua
confirmação quanto à disponibilidade local.

As especificações se aplicam ao combustível na forma como o mesmo é alimentado no motor,


independentemente de sua origem ser líquida ou gasosa. Gás natural líquido (GNL) é um
combustível aceitável desde que o tanque de combustível no veículo e o sistema de alimentação
forneçam pressão, temperatura e vaporização completa adequadas na entrada do sistema de
combustível do motor. Essas especificações não abrangem os requisitos de certificação.
Somente os motores especialmente projetados, fabricados e aprovados pela Cummins para
receber combustíveis alternativos (inclusive gás produzido em aterros e biogás) podem ser
alimentados com combustíveis de baixo teor energético ou combustíveis agressivos. O
combustível não deve conter água, poeira, areia, sujeira, óleos ou nenhuma outra substância ou
componente em quantidades que sejam prejudiciais ao funcionamento do motor. A utilização de
gás com aditivos à base de cloro não é permitida. Esses padrões detalham outras especificações
e métodos de teste. Para obter informações sobre combustíveis alternativos, consulte um Posto
Autorizado de Serviços Cummins®.

Para a norma CES 20067, a composição química básica de gás natural encontra-se detalhada na
Tabela 13, CES 20067 Composição Química. O índice de Wobbe deve estar entre 1300 e 1377
medido conforme o método ASTM D3588. O índice de Wobbe é um valor calculado. Consulte a
norma CES 20067 para mais informações.

Tabela 13, CES 20067 - Composição Química


Constituintes Requisitos Método de Teste
Mínimo de 90,0 por cento do
Metano (CH4) ASTM D1945
volume
Tabela 13, CES 20067 - Composição Química
Constituintes Requisitos Método de Teste
Máximo de 4,0 por cento do
Etano (C 2H 6) ASTM D1945
volume
Máximo de 1,7 por cento do
Propano (C 3H 8) ASTM D1945
volume
Butano e Mais Pesado Máximo de 0,7 por cento do
ASTM D1945
(C4H10+) volume
Dióxido de Carbono e Máximo de 3,0 por cento do
ASTM D1945
Nitrogênio (CO2 + N2) volume
Máximo de 0,1 por cento do
Hidrogênio (H2) ASTM D2650
volume
Máximo de 0,1 por cento do
Monóxido de Carbono (CO) ASTM D2650
volume
Máximo de 0,5 por cento do
Oxigênio (O2) ASTM D1945
volume
Máximo de 0,001 por cento Método 16, CCR Seção
Enxofre (S)
do peso 94112, Título 17

A tabela 14, abaixo, mostra o padrão aplicável para motores Cummins® a gás natural, para uso
rodoviário.

Tabela 14, Padrões de combustíveis para motores Cummins® a gás natural


Família do Motor
ISB5.9 G, B Gas
Padrão International, B Gas ISL G
B5.9 G, C8.3 G
Plus, C Gas Plus, L ISX12 G
Gas Plus
CES 14604 Número
Mínimo de Metano:
80 Valor Mínimo Para
o Poder Calorífico Sim N/A N/A
Superior: 975
BTU/pés cúbicos
padrão
CES 14624 Número
Mínimo de Metano:
75 Valor Mínimo Para
o Poder Calorífico N/A N/A Sim
Superior: 37448,6
kJ/kg [16100
BTU/lbm]
Tabela 14, Padrões de combustíveis para motores Cummins® a gás natural
Família do Motor
ISB5.9 G, B Gas
Padrão International, B Gas ISL G
B5.9 G, C8.3 G
Plus, C Gas Plus, L ISX12 G
Gas Plus
CES 14608 Número
Mínimo de Metano:
65 Valor Mínimo Para
o Poder Calorífico N/A Sim N/A
Superior: 37448,6
kJ/kg [16100
BTU/lbm]

Para as normas CES 14604, CES 14624, e CES 14608, a composição química básica de gás
natural encontra-se detalhada na Tabela 14, CES 14604, CES 14624, e CES 14608 - Composição
Química. Informação adicional sobre cada um dos padrões segue na Tabela 15:

Tabela 15, Composição Química CES 14604, CES 14624 e CES 14608
Constituintes Método de Teste
Metano (CH4) ASTM D1945
Etano (C2H6) ASTM D1945
Propano (C3H8) ASTM D1945
Butano e Mais Pesado (C4H10+) ASTM D1945
Dióxido de Carbono e Nitrogênio (CO2 + N2) ASTM D1945
Hidrogênio (H2) ASTM D2650
Monóxido de Carbono (CO) ASTM D2650
Oxigênio (O2) ASTM D1945
Enxofre (S) Método 16, CCR Seção 94112, Título 17

Para a norma CES 14604, o número de metano não deve ser menor que 80 e o poder calorífico
superior não deve ser menor que 975 BTU/Pés Cúbicos Padrão. O número de metano e poder
calorífico superior são valores calculados. O teor máximo permitido de enxofre não deve ser
maior do que 0,001 por cento do peso. Consulte a norma CES 14604 para mais informações. A
norma CES14604 aplica-se aos motores B5.9 G e C8.3 G.

Para a norma CES 14624, o número de metano não deve ser menor que 75 e o poder calorífico
inferior não deve ser menor que 16100 BTU/lbm. O número de metano e poder calorífico inferior
são valores calculados. Consulte a norma CES 14624 para mais informações. Tabela 16, as
normas CES 14608 e CES 14624 - Hidrogênio Máximo Permitido, Sulfato de Hidrogênio, Enxofre,
e Siloxanos, especificam que há quatro constituintes na mistura do gás natural que devem
satisfazer certos requisitos para serem utilizados nos motores ISL G e ISX12 G.
Para a norma CES 14608, o número de metano não deve ser menor que 65 e o poder calorífico
inferior não deve ser menor que 16100 BTU/lbm. O número de metano e poder calorífico inferior
são valores calculados. Consulte a norma CES 14608 para mais informações. Tabela 16, as
normas CES 14608 e CES 14624 - Hidrogênio Máximo Permitido, Sulfato de Hidrogênio, Enxofre,
e Siloxanos, especificam que há quatro constituintes na mistura do gás natural que devem
satisfazer certos requisitos dos motores ISB5.9 G, B Gas International, B Gas Plus, C Glas Plus, e
L Gas Plus.

Tabela 16, Normas CES 14608 e CES 14624 - Hidrogênio Máximo Permitido, Sulfato de
Hidrogênio, Enxofre, e Siloxanos
Constituintes Requisitos Método de Teste
Máximo de 0,03 por cento do
Hidrogênio (H2) ASTM D2650
volume
Máximo de 0,0006 por cento
Sulfato de Hidrogênio (H2S) ASTM D4084
do volume
Máximo de 0,0003 por cento EPA TO-14 15 GC/ELCD,
Siloxanos
do volume GC/AED, GC/MS
Máximo de 0,001 por cento Método 16, CCR Seção
Enxofre (S)
do peso 94112, Título 17

Consulte um Posto Autorizado de Serviços Cummins® para obter informações sobre o cálculo do
índice de metano, o poder calorífico superior e o poder calorífico inferior. Veja a seguir um
exemplo do uso da norma CES 14604 para determinar se o combustível atende às
especificações.

Os motores Cummins® movidos a gás natural são projetados e ajustados para atender aos
padrões de desempenho e de emissões com o combustível atendendo a essas especificações. O
motor deve funcionar com combustíveis que possuem uma ampla faixa de propriedades, mas o
desempenho e o nível de emissões serão afetados. Em casos extremos, o combustível com
características fora dessas especificações pode causar problemas de confiabilidade e
durabilidade do motor. A Garantia da Cummins cobre falhas resultantes de defeitos de material ou
de fabricação. Danos em motores, questões de serviços e/ou problemas de desempenho
determinados pela Cummins como sendo causados pelo uso de combustíveis que não atendem
essas especificações não são considerados defeitos de fabricação ou de material e não serão
ressarcidos pela garantia Cummins.
Os operadores devem estar alertas a mudanças repentinas no funcionamento do motor, nos
níveis de potência ou na ocorrência de batidas de ignição. Cada um desses sintomas pode ser
um sinal de combustível abaixo da especificação. Se houver suspeita de que o problema está
relacionado à qualidade do combustível, peça ao fornecedor do combustível uma amostra e faça
a análise do combustível no veículo ou do combustível sendo fornecido ao motor em aplicações
estacionárias. Consulte um Posto Autorizado de Serviços Cummins® para obter informações
sobre o cálculo de índices de metano e de poderes caloríficos e para mais ajuda.

Filtros de Combustível
 CAUTION 
Gás é extremamente inflamável. O conteúdo encontra-se sob pressão. Ventile o gás do
filtro abrindo o dreno do filtro.

 CAUTION 
O aperto excessivo deformará o cartucho do filtro, danificará a vedação do filtro ou
causará trincas no cabeçote do filtro. Não use um elemento de filtro que tenha sido
amassado ou danificado antes ou durante a instalação.

 CAUTION 
A entrada de óleo no interior do sensor de fluxo de massa de gás ou no conjunto de telas
resultará em baixo desempenho.

Os filtros de combustível são equipamentos obrigatórios em todos os motores Cummins®


movidos a gás natural. São projetados para remover óleo e partículas prejudiciais do combustível
antes que possam danificar o sistema de combustível ou outros componentes do motor. Esses
filtros são do tipo coalescente que capturam contaminantes de óleo e umidade normalmente
encontrados no gás natural.
O óleo pode ser introduzido no sistema de combustível de um motor movido a gás natural de
diversas maneiras. A mais comum é a partir do compressor do posto de serviço ou estação de
abastecimento. O óleo também pode estar presente no tanque do posto de serviço introduzido no
processo de refinação. A presença de óleo no combustível causará leituras incorretas do sensor
do fluxo de massa de gás e do sensor de oxigênio aquecido. O desempenho do motor será
afetado.

O filtro de combustível NG 5900 da Cummins Filtration™ deve ser drenado como parte da
verificação diária de manutenção ou do processo de reabastecimento. O intervalo de dreno do
filtro de combustível depende da estação de reabastecimento e varia de uma região para outra. O
intervalo de troca deve ser ajustado ao tempo necessário para o acúmulo de mais de 30 mililitros
[1 onça] de óleo no filtro de combustível, ou diariamente, o que ocorrer primeiro.
Consulte o manual de operação e manutenção do motor para obter os intervalos de troca do filtro
de combustível.

Gás Liquefeito de Petróleo (LPG)


 WARNING 
Normalmente, o gás liquefeito de petróleo (LPG) é tratado com um produto químico que
produz odor para que os usuários possam detectar vazamentos de gás. Nunca ignore o
cheiro de gás. Se entrar em um ambiente ou se aproximar de um veículo e sentir cheiro de
gás, desligue imediatamente todos os motores e fontes de ignição. Mantenha centelhas,
interruptores e equipamentos que possam produzir faíscas, cigarros, luzes-piloto, chamas
e outras fontes de ignição fora da área sendo utilizada e de áreas que compartilhem a
ventilação. Aplique ventilação extra na área e não ligue o equipamento ou outros
equipamentos nas proximidades até reparar o vazamento e ventilar bem a área. Evite
deixar equipamentos movidos a LPG em locais sem ventilação, de um dia para o outro ou
por por períodos prolongados. Guarde e faça a manutenção de equipamentos movidos a
LPG em áreas espaçosas e bem ventiladas, ou em ambientes externos.

 WARNING 
Não faça o diagnóstico nem repare vazamentos de gás com o motor funcionando.

 CAUTION 
O gás liquefeito de petróleo (LPG) é mais pesado que o ar e pode se acumular próximo ao
chão, em cárteres e em áreas em desnível.

 CAUTION 
Aperte sempre os parafusos e as conexões de combustível segundo as especificações
exigidas. O aperto excessivo ou insuficiente também poderá causar vazamentos. Essas
conexões são críticas para o combustível e sistemas de ar.

 CAUTION 
Faça sempre o teste de vazamento de combustível conforme instruído, uma vez que o
odor pode se dissipar.

 CAUTION 
Feche as válvulas manuais de combustível antes de fazer serviços de manutenção e
reparos, e quando armazenar o veículo em locais fechados.

Especificações
Esta seção apresenta as especificações para motores movidos a gás liquefeito de petróleo.
O Gás Liquefeito de Petróleo (LPG) tem sido utilizado como combustível de motor por muitos
anos. A tecnologia moderna e as normas de controle de emissões determinam que os motores
certificados sejam ajustados de acordo com padrões precisos e funcionem com base em uma
especificação de combustível mais restritiva para um desempenho ideal e o controle do nível de
emissões. O Padrão de Engenharia Cummins® (CES) 14612 e o Padrão de Engenharia
Cummins® (CES) 14613 foram desenvolvidos como especificação para motores movidos a LPG.
Dependendo do tipo do motor e da aplicação (automotiva, industrial ou geração de energia),
consulte o manual de operação e manutenção do motor apropriado para obter a especificação
correta de combustível. Os operadores de motores Cummins® movidos a LPG devem direcionar
os fornecedores potenciais ao padrão/especificação, e solicitar sua confirmação quanto à
disponibilidade local.
A norma CES 14612 abrange combustível de gás liquefeito de petróleo (LPG) para uso em
motores automotivos de ignição a vela movidos a LPG. Essa especificação aplica-se ao
combustível na forma como o mesmo é alimentado no motor, independentemente de sua origem
ser líquida ou gasosa. Essa especificação não abrange os requisitos de certificação. A norma
CES 14612 aplica-se aos motores B5.9 LPG e B LPG Plus.

A composição química básica encontra-se detalhada na Tabela 17, CES 14612 - Composição
Química.

Tabela 17, CES 14612 - Composição Química


Constituintes Requisitos Método de Teste
Mínimo de 90,0 por cento do
Propano (C3H8) ASTM D2163
volume
Máximo de 5,0 por cento do
Propileno (C3H6) ASTM D2163
volume
Butano e Mais Pesado Máximo de 2,5 por cento do
ASTM D2163
(C4H10+) volume
Sulfato de Hidrogênio (H2S) Aprovado ASTM D2420
Enxofre (S) 123 ppm de peso ASTM D2784
Máximo de 0,5 por cento do
Oxigênio (O2) ASTM D1945
peso
Dióxido de Carbono e Máximo de 3,0 por cento do
ASTM D1945
Nitrogênio (CO2 + N2) volume

Tabela 18, os Requisitos Adicionais da norma CES 14612 listam quatro requisitos adicionais que
devem ser observados para que o combustível seja aprovado pela norma CES 14612.
Adicionalmente, o combustível não deve conter água, poeira, areia, sujeira, óleos ou nenhuma
outra substância ou constituinte em quantidades que sejam prejudiciais ao motor.

Tabela 18, Requisitos Adicionais da norma CES 14612


Constituintes Requisitos Método de Teste
Pressão do vapor com
temperatura do gás de 38°C 208 psig (1430 kPa) máxima ASTM D1267
[100°F].
Tabela 18, Requisitos Adicionais da norma CES 14612
Constituintes Requisitos Método de Teste
Temperatura de resíduo
-38.3°C [-37°F] máxima ASTM D1837
volátil a 95% de evaporação
Conteúdo de umidade Aprovado ASTM D2713
Teste de corrosão da tira de
No. 1 - máximo ASTM D1838
cobre

A norma CES 14613 abrange LPG utilizado em motores automotivos de ignição a vela movidos a
LPG. Essa especificação aplica-se ao combustível na forma como o mesmo é alimentado no
motor, independentemente de sua origem ser líquida ou gasosa. Essa especificação não abrange
os requisitos de certificação. A norma CES 14613 aplica-se aos motores B LPG Plus.

A composição química básica encontra-se detalhada na Tabela 18, CES 14613 - Composição
Química.

Tabela 19, CES 14613 - Composição Química


Constituintes Requisitos Método de Teste
Mínimo de 85,0 por cento do
Propano (C3H8) ASTM D2163
volume
Máximo de 10,0 por cento do
Propileno (C3H6) ASTM D2163
volume
Butano e Mais Pesado Máximo de 5,0 por cento do
ASTM D2163
(C4H10+) volume
Sulfato de Hidrogênio (H2S) Aprovado ASTM D2420
Enxofre (S) 80 ppm de peso ASTM D2784

Tabela 20, os Requisitos Adicionais da norma CES 14613 listam quatro requisitos adicionais que
devem ser observados para que o combustível seja aprovado pela norma CES 14613.
Adicionalmente, o combustível não deve conter água, poeira, areia, sujeira, óleos ou nenhuma
outra substância ou constituinte em quantidades que sejam prejudiciais ao motor.

Tabela 20, Requisitos Adicionais da norma CES 14613


Constituintes Requisitos Método de Teste
Pressão do vapor com
temperatura do gás de 38°C 208 psig (1430 kPa) máxima ASTM D1267
[100°F].
Temperatura de resíduo
-38.3°C [-37°F] máxima ASTM D1837
volátil a 95% de evaporação
Conteúdo de umidade Aprovado ASTM D2713
Teste de corrosão da tira de
No. 1 - máximo ASTM D1838
cobre
Os motores Cummins® movidos a LPG são projetados e ajustados para atender às
especificações de desempenho com o combustível atendendo a essas especificações. O motor
pode utilizar combustíveis com uma ampla variedade de propriedades, mas o desempenho e os
níveis de emissões serão afetados e, em casos extremos, combustíveis com características fora
dessas especificações podem comprometer a confiabilidade e a durabilidade do motor. A
Garantia da Cummins cobre falhas resultantes de defeitos de material ou de fabricação. Danos
em motores, questões de serviços e/ou problemas de desempenho determinados pela Cummins
como sendo causados pelo uso de combustíveis que não atendem essas especificações não são
considerados defeitos de fabricação ou de material e não serão ressarcidos pela garantia
Cummins.
Os operadores devem estar alertas a mudanças rápidas no funcionamento do motor, níveis de
potência ou pré-ignição. Cada um desses fatores pode ser um sinal de combustível abaixo da
especificação. Se suspeitar de um problema relacionado à qualidade do combustível, peça ao seu
fornecedor para obter e analisar uma amostra do combustível no veículo, ou peça ajuda a um
Posto Autorizado de Serviços Cummins®.

Filtros de Combustível
 CAUTION 
Gás é extremamente inflamável. O conteúdo encontra-se sob pressão. Ventile o gás do
filtro abrindo o dreno do filtro.

 CAUTION 
O aperto excessivo deformará o cartucho do filtro, danificará a vedação do filtro ou
causará trincas no cabeçote do filtro. Não use um elemento de filtro que tenha sido
amassado ou danificado antes ou durante a instalação.

 CAUTION 
A entrada de óleo no interior do sensor de fluxo de massa de gás ou no conjunto de telas
resultará em baixo desempenho.

Os filtros de combustível são equipamentos obrigatórios em todos os motores Cummins®


movidos a gás natural. São projetados para remover óleo e partículas prejudiciais do combustível
antes que possam danificar o sistema de combustível ou outros componentes do motor.

O óleo pode ser introduzido no sistema de combustível de um motor movido a LPG de diversas
maneiras. A mais comum é a partir do compressor do posto de serviço ou estação de
abastecimento. A presença de óleo no combustível causará leituras incorretas do sensor do fluxo
de massa de gás e do sensor de oxigênio aquecido. O desempenho do motor será afetado.

O filtro de combustível NG 5900 da Cummins Filtration™ deve ser drenado como parte da
verificação diária de manutenção ou do processo de reabastecimento. O intervalo de dreno do
filtro de combustível depende da estação de reabastecimento e varia de uma região para outra. O
intervalo de troca deve ser ajustado ao tempo necessário para o acúmulo de mais de 30 mililitros
[1 onça] de óleo no filtro de combustível, ou diariamente, o que ocorrer primeiro.
Nos motores movidos a gás liquefeito de petróleo (LPG) é necessário instalar um filtro de líquido
magnético em-linha entre o(s) tanque(s) de gás liquefeito de petróleo (LPG) e a entrada do
combustível do motor. O filtro de líquido magnético em-linha não é fornecido pela Cummins e
deve atender à especificação de 5 mícron.

Consulte o manual de operação e manutenção do motor para obter os intervalos de troca do filtro
de combustível.

Mangueiras de Alimentação de Combustível


A mangueira de alimentação do tanque do veículo para o motor deve ser aprovada para uso com
propano líquido (CGA Tipo III Aprovado). Danos ao motor, questões de serviço ou de
desempenho decorrentes do uso de outros produtos não são considerados defeitos de fabricação
ou de material dos produtos fornecidos pela Cummins e não serão ressarcidos pela garantia
Cummins.

Document History
Data Details
xxxx-xx-xx Módulo Criado

2012-1-20 Utilização de combustível biodiesel aceita

Seguindo uma mudança na legislação européia acerca do uso de bio


2012-8-8 diesel, houve uma pequena alteração no aviso de advertência deste
boletim, na página 21.

2012-9-13 2 alterações

QSOL Reparo Rápido|Razão: Número de Peça Incorreto|Notas:


2012-10-3 nenhum

Os padrões de combustível para gás natural estão mais estritos, os


2012-12-9 novos critérios foram adicionados ao boletim, juntamente com
pequenas correções de formatação.

Uma coletânea de pequenas emendas e atualizações do Boletim de


2013-5-30 Combustíveis da Cummins.

2013-7-17 Ticket No.: 52025|Motivo: Erro de Ortografia|Notas: nenhum

Uma atualização do boletim é necessária para comunicar a


2013-8-21 necessidade de requisitos específicos de enxofre para os sistemas
operando com os sistemas DOC/DPF/SCR .

2014-1-20 Erros de Ortografia

Uma atualização de ortografia como guia sobre os nomes dos


2014-4-28 modelos dos motores
Data Details
Reformatação pequena Adicionada referência ao combustível JP5.
Adicionado conteúdo de combustível duplo. Adicionada HHP na
2014-11-13 quinta precaução. Atualizados os valores de sedimento e destilação
de água na Tabela 1.

2015-4-22 Adição de motores à lista B20 aprovada

2015-6-8 nenhum

Atualização nas seções Introdução e Especificações de


2015-12-17 Combustíveis Diesel Exigidas pela Cummins. Atualização da Tabela
1.

Adicionadas as seções Amostragem de Combustível e


2016-3-23 Recomendações de Análise Adicionadas Tabelas 4 e 5.

2016-10-10 Adicionadas GOST R32511-2013 e S10.

Esclarecimento para utilização de combustíveis ISO-F em produtos


Marítimos (específica para QSK95).

Adição de famílias múltiplas de motores (T4F & EPA17) à listas


2016-11-22 aplicáveis B5 e B20.

Esclarecimento da lista até B5 de acordo com ASTM D975.

Correção de múltiplos números e referências na tabela.

2017-6-22 Adicionada seção Combustíveis Desparafinados.

2017-7-25 Atualizada Seção Combustíveis Desparafinados. Atualizada Tabela 8.

2017-10-5 Atualizada Tabela 8.

Última Modificação: 16-OUTUBRO-2017