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CPAD - Casa Publicadora das Assembléias de Deus - Livro: Mateus Capítulo: Esboço

Esboço

I. A Apresentação do Messias (1.1—4.11)


A. A Linhagem Judaica de Jesus (1.1-17)
B. Seu Nascimento e Fuga Para o Egito (1.18—2.23)
C. O Predito Precursor do Messias (3.1-12)
D. O Batismo do Messias (3.13-17)
E. A Tentação do Messias (4.1-11)
II. O Ministério de Jesus na Galiléia e Arredores (4.12—18.35)
A. Resumo do Ministério Inicial na Galiléia (4.12-25)
B. Sermão Sobre o Discipulado no Reino de Deus (5.1—7.29)
C. Narrativa I: Sinais Miraculosos do Reino de Deus (8.1 —9.38)
D. Sermão da Proclamação do Reino (10.1-42)
E. Narrativa II: A Presença do Reino de Deus (11.1—12.50)
F. Sermão Sobre os Mistérios do Reino de Deus (13.1-58)
G. Narrativa III: Oposição ao Reino de Deus (14.1—17.27)
H. Sermão Sobre o Crente Como Membro do Reino de Deus (18.1-35)
III. O Auge do Ministério Messiânico de Jesus na Judéia, Peréia e em Jerusalém
(19.1—26.46)
A. A Viagem de Jesus a Jerusalém (19.1—20.34)
B. A Última Semana de Jesus em Jerusalém (21.1—26.46)
1. Entrada Triunfal de Jesus e Purificação do Templo (21.1-22)
2. Disputas com os Judeus (21.23—22.46)
3. Censura aos Escribas e Fariseus (23.1-39)
4. Sermão do Monte das Oliveiras Sobre o Futuro do Reino de Deus
(24.1—25.46)
5. A trama para matar Jesus (26.1-16)
6. A Última Páscoa (26.17-30)
7. Getsêmani (26.31-46)
IV. A Prisão, Julgamento e Crucificação de Jesus (26.47—27.66)

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A. A Prisão (26.47-56)
B. O Julgamento (26.57—27.26)
C. A Crucificação (27.27-56)
D. O Sepultamento (27.57-66)
V. A Ressurreição de Jesus (28.1-20)
A. A Gloriosa Descoberta das Mulheres (28.1-10)
B. Falsas Testemunhas (28.11-15)
C. A Ordem do Senhor Ressurreto aos seus Discípulos (28.16-20)

Autor: Mateus
Tema: Jesus, o Messias e Rei
Data: Cerca de 60 d.C.

Considerações Preliminares
É muito apropriado que dentre os Evangelhos este seja o primeiro, servindo assim de
introdução ao NT e a “Cristo, o Filho do Deus vivo” (16.16). Embora o autor não apareça
identificado por nome no texto bíblico, o testemunho unânime de todos os antigos pais da
igreja (a partir de cerca de 130 d.C.) é que este Evangelho foi escrito por Mateus, um dos doze
discípulos de Jesus.
Enquanto que o Evangelho segundo Marcos foi escrito para os romanos (ver a introdução a
Marcos), e o Evangelho segundo Lucas, para Teófilo e demais crentes gentios (ver introdução a
Lucas), o Evangelho segundo Mateus foi escrito para os crentes judaicos. A origem judaica
deste Evangelho se sobressai de muitas maneiras, por exemplo: (1) ele apóia-se na revelação,
promessas e profecias do AT, para comprovar que Jesus era o Messias de há muito esperado;
(2) faz a linhagem de Jesus retroceder até Abraão (1.1-17); (3) declara repetidas vezes que
Jesus é o “Filho de Davi” (1.1; 9.27; 12.23; 15.22; 20.30,31; 21.9, 15; 22.41-45); (4) usa
preferencialmente a terminologia judaica, como “reino dos céus” (um sinônimo de “reino de
Deus”), por causa da reverente relutância dos judeus quanto a pronunciarem literalmente o
nome de Deus; e (5) faz referência a costumes judaicos sem maiores explicações (prática essa
diferente nos demais Evangelhos).
Este Evangelho, porém, não é exclusivamente judaico. Assim como a mensagem do próprio
Jesus, o Evangelho segundo Mateus visava, em última análise, à igreja inteira, revelando
fielmente o escopo universal do evangelho (e.g., 2.1-12; 8.11,12; 13.38; 21.43; 28.18-20).
A data e o local onde este Evangelho foi escrito são incertos. Há, no entanto, bons motivos para
crer que Mateus escreveu antes de 70 d.C., estando na Palestina ou em Antioquia da Síria.
Certos eruditos bíblicos crêem que Mateus foi o primeiro dos quatro Evangelhos a ser escrito;
outros atribuem essa primazia ao Evangelho segundo Marcos.

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Propósito
Mateus escreveu este Evangelho (1) para prover seus leitores de um relato da vida de Jesus, por
uma testemunha ocular, (2) para assegurar aos seus leitores que Jesus é o Filho de Deus e o
Messias, esperado desde o remoto passado, predito pelos profetas do AT, e (3) para demonstrar
que o reino de Deus se manifestou em Jesus de maneira incomparável. Mateus deixa claro para
seus leitores (1) que Israel, na sua maioria, rejeitou a Jesus e ao seu reino e se recusou a crer
nEle por ter Ele vindo como um Messias espiritual, e não político, e (2) que somente no fim da
presente era é que Jesus virá em glória, como Rei dos reis para julgar e governar as nações.

Visão Panorâmica
Mateus apresenta Jesus como o cumprimento da esperança profética de Israel. Ele cumpre as
profecias do AT, a saber, o modo como Jesus nasceu (1.22,23), o lugar do seu nascimento
(2.5,6), o seu regresso do Egito (2.15), sua residência em Nazaré (2.23); como aquele, para o
qual estava predito um precursor messiânico (3.1-3); o território principal do seu ministério
público (4.14-16), o seu ministério de cura (8.17), a sua missão com o servo de Deus
(12.17-21), os seus ensinos por parábolas (13.34,35), a sua entrada triunfal em Jerusalém
(21.4,5), a sua prisão (26.50, 56).
Os capítulos 5–25 registram cinco principais sermões e cinco principais narrativas de Jesus, em
torno dos seus atos poderosos como o Messias. Os cinco principais sermões são: (1) o Sermão
da Montanha (5–7); (2) instruções para os proclamadores itinerantes do reino de Deus (10); (3)
as parábolas a respeito do reino (13); (4) o caráter dos verdadeiros discípulos do Senhor (18); e
(5) o sermão do Monte das Oliveiras, a respeito do fim dos tempos (24-25). As cinco principais
narrativas deste Evangelho são: (1) Jesus efetua obras poderosas em testemunho da realidade
do seu reino (8,9); (2) Jesus demonstra mais profundamente a presença do reino (11,12); (3) a
proclamação do reino provoca oposição diversa (14—17); (4) a viagem de Jesus a Jerusalém e
sua última semana ali (21.1-26.46); e (5) a prisão, crucificação e ressurreição de Jesus dentre os
mortos (26.47-28.20). Os três últimos versículos deste Evangelho registram a Grande Comissão
de Jesus a seus discípulos.

Características Especiais
São sete as características principais deste Evangelho. (1) É o mais judaico dos quatro
Evangelhos. (2) Contém a exposição mais sistemática dos ensinos de Jesus e do seu ministério
de cura e libertação. Isto levou a igreja, no século II, a usá-lo intensamente na instrução dos
novos convertidos. (3) Os cinco sermões principais já mencionados contêm os textos mais
extensos dos Evangelhos sobre o ensino de Jesus (a) durante seu ministério na Galiléia, e (b)
quanto a escatologia (as últimas coisas a acontecer). (4) Este Evangelho, de modo específico,
identifica eventos da vida de Jesus como sendo cumprimento do AT, com mais freqüência do
que qualquer outro livro do NT. (5) Menciona o reino dos céus (reino de Deus) duas vezes mais
do que qualquer outro Evangelho. (6) Mateus destaca (a) os padrões de retidão do reino de
Deus (5–7); (b) o poder divino ora em operação no reino, sobre o pecado, a doença, os
demônios e a morte; e (c) o triunfo futuro do reino, na vitória final de Cristo, nos fins dos
tempos. (7) Mateus é o único Evangelho que menciona a igreja como entidade futura
pertencente a Jesus (16.18; 18.17).

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