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QUESTÕES COMENTADAS

VIOLÊNCIAS
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

01. (TJPR– 2017 – Questão 41) A partir do contexto da violência intrafamiliar,


avalie as afirmações a seguir.

I. Pais abusivos demonstram menos preocupação com os filhos e mais


desconforto frente a experiências negativas

de outros, incluindo seus próprios filhos.

II. A falta de habilidade dos pais, bem como a precariedade de estratégias


para lidar com os desafios advindos do

desenvolvimento dos filhos, podem gerar ainda mais conflitos.

III. Pais com alto potencial para o abuso físico demonstram limitações
empáticas.
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IV. Pais abusivos expressam menos compaixão e solidariedade, além de demonstrarem sentimento
de culpa pelos erros e atitudes tomadas para com seus filhos.

V. O fato de os filhos serem vistos pelos pais como causadores de conflitos pode estar associado ao
comportamento desafiador da criança e do adolescente.

Estão CORRETAS somente as afirmações

A) II, III, IV e V.

B) I, II, III e V.

C) I, III e IV.

D) I, II e III.

E) IV e V.
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02. (TJPR– 2017 – Questão 44) A maior parte dos casos de abuso sexual ocorre no seio das famílias,
apesar das proibições biológicas e culturais do incesto. Sendo assim, analise as seguintes proposições:

I. A família é uma instituição caracterizada como “sagrada” pela Religião e como “a base da sociedade”
pelo Direito.

II. Para a Psicologia, a família é uma instituição na qual as relações se estabelecem independentemente
do escopo social.

III. As relações familiares podem tanto promover o desenvolvimento saudável quanto desencadear
desajustes, violências

e psicopatologias.

IV. O abuso sexual infantil pode ocorrer em qualquer família e não somente naqueles consideradas
“desestruturadas”.

V. A falta de comunicação é uma característica importante na dinâmica das famílias abusivas.


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No que tange aos padrões, características e dinâmicas familiares no abuso


sexual infantil, é CORRETO o que se afirma apenas em

A) I e II.

B) I, III, IV e V.

C) II e III.

D) I e IV.

E) V.
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03. (TJBA – 2014 – FGV – Questão 70) Verifica-se hoje um clamor de grande parte da sociedade
brasileira pela redução da maioridade penal, sendo o tema alvo de diversas propostas em
tramitação no Congresso Nacional. Os argumentos contra a redução da maioridade penal
defendem que:

(A) é preciso separar o adolescente infrator com menor discernimento daquele capaz de
compreender o caráter criminoso de sua conduta;

(B) o Estado tem sua responsabilidade na produção da violência quando fracassa na garantia dos
direitos fundamentais de crianças e adolescentes;

(C) adolescentes são inimputáveis de acordo com o ECA e por isso não podem ser alvo de punições
quando praticam atos infracionais;

(D) a compreensão das condutas do sujeito deve priorizar uma perspectiva individualista, sem
reducionismos sociais simplistas;

(E) crimes hediondos e reincidências demandam intervenções na esfera da saúde mental em lugar
da aplicação de medidas socioeducativas.
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(C) a economia industrial foi crucial para o desenvolvimento das disciplinas,


deslocando o direito de sua antiga função de ordenador social.

(D) a repressão é o elemento central da dinâmica do poder agenciado pela


norma e pelo direito.

(E) o direito é aquele que organiza os corpos no tempo e no espaço,


mantendo a vigilância contínua sobre cada individualidade.
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04. (DPE – RO – 2015 – FGV – Q.32) O Decreto Presidencial nº 7.958 de 13/03/2013


estabelece diretrizes para o atendimento às vítimas de violência sexual pelos
profissionais de segurança pública e da rede de atendimento do Sistema Único de
Saúde. Entre essas diretrizes está a disponibilização de espaço de escuta
qualificado e a privacidade durante o atendimento, propiciando ambiente de
confiança e respeito à vítima. Baseada na Psicologia do Testemunho, a técnica de
entrevista investigativa aplicada na oitiva de crianças vítimas prevê que:

(A) o entrevistador traduza em linguagem adequada ao desenvolvimento psicológico


da criança os questionamentos feitos pelo juiz durante a audiência criminal;

(B) procedimentos não verbais, como a aplicação de testes projetivos com figuras e o
uso de bonecos anatômicos, sejam facilitadores da comunicação infantil;
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(C) o psicólogo evite contatos prévios com a família da vítima ou com informações
acerca do objeto da investigação de forma a não contaminar sua escuta;

(D) a interferência do entrevistador seja minimizada, com a solicitação do relato livre


e do uso da escuta ativa, com respeito às pausas, encorajamento e perguntas
abertas;

(E) na acareação entre a criança vítima e o suspeito do abuso, sejam adotadas


estratégias que garantam a proteção da criança enquanto testemunha, como a sala
de espelhos.
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05. (DPE – RO – 2015 – FGV – Q.33) “Alunos rebeldes, que jogam bombas no
recreio, usam drogas ou cometem violência contra o professor são expulsos da
escola. Depois, expulsos novamente de outra instituição, acabam desistindo
de estudar. Continuam cometendo delitos até que, por fim, são recolhidos à
Fundação Casa. A trajetória é muito conhecida por juízes da Vara da Infância,
que sabem que o resgate desses menores para a sociedade vai se tornando
cada vez mais difícil. No entanto, a aplicação da Justiça Restaurativa nas
escolas do Estado de São Paulo tem rompido esse ciclo de violência e
recuperado adolescentes para o convívio social e escolar sem a necessidade de
aplicação de medidas de caráter meramente punitivo”. (Portal CNJ em
06/01/2015).
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Em relação à Justiça Restaurativa, analise as características a seguir:


I - o processo decisório compartilhado com as pessoas envolvidas;
II - a estrita observância do contencioso e do contraditório;
III - a participação voluntária e o procedimento criativo e voltado para o futuro.

Trata-se de característica(s) da Justiça Restaurativa:


(A) somente I;
(B) (B) somente II;
(C) (C) somente I e III;
(D) (D) somente II e III;
(E) (E) I, II e III.
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06. (TJPR – 2017 – Questão 46) O abuso sexual praticado contra


crianças e adolescentes se caracteriza por ações de conteúdo
sexualizado impostas às vítimas.

Em alusão à temática, é CORRETO afirmar que

A) os casos em que “padrinhos”, vizinhos ou amigos da família cometem


o abuso sexual, são considerados extrafamiliares.

B) os casos menos frequentes são aqueles em que pais e padrastos são


os perpetradores.

C) pode ser um abuso sexual extrafamiliar, quando envolve pessoas


estranhas ao núcleo familiar, ou intrafamiliar, quando é perpetrado por
alguém com laços significativos com a vítima.
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D) a relação de poder é um fator característico das relações abusivas,


levando a vítima a seduzir o abusador.

E) o agressor se utiliza de um discurso sedutor, carregado de elogios e


palavras carinhosas, o que desperta a desconfiança dos membros da
família.
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07. (DPE – RO – 2015 – FGV Q.48) Em 2009, o Núcleo da Câmara de Conciliação


de Roraima conquistou o segundo lugar no prêmio Innovare, cujo tema foi a
Justiça Rápida e Eficaz, escolhido em comemoração aos 60 anos da Declaração
dos Direitos Humanos. No núcleo, haveria a participação efetiva de defensores
e estagiários de Direito e Psicologia e, dada a importância dos chamados
métodos alternativos de resolução de conflitos, foi realizada em 2010, em
parceria com a Defensoria Pública de Roraima e a Secretaria Especial dos
Direitos Humanos da Presidência da República, a capacitação de líderes
sindicais, religiosos, membros de associações de classes e representantes
indígenas para a prática de mediação.

Sobre a mediação, analise as afirmativas a seguir:

I. A resolução de conflitos tem a perspectiva de considerar a subjetividade


humana enquanto construída nas relações familiares e sociais, e não limitada aos
indivíduos.
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II. A mediação implica métodos que permitem a democratização e


desburocratização da Justiça, bem como a pacificação social, embora não seja
indicada para conflitos multipartes.
III. A mediação está atrelada a conhecimentos específicos da terapia familiar
sistêmica e da psicologia jurídica, comunitária e institucional.
IV. O mediador não sugere soluções, porém atua como intermediário na
comunicação entre as pessoas, ajudando-as a se sentir seguras para o diálogo.
Está correto o que se afirma em:

(A) somente I e II;


(B) somente I e IV;
(C) somente II e III;
(D) somente III e IV;
(E) I, II, III e IV.
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08. (TJPR – 2017 – Questão 56) Uma das formas de melhor compreender o
contexto familiar onde ocorre o abuso sexual contra crianças e/ou
adolescentes, é direcionar o foco da análise para os personagens principais
dessa história: a mãe, o abusador e a vítima.
Considerando tal perspectiva, é CORRETO afirmar:
A) A vítima de abuso sofre o rompimento de uma relação de afeto e
confiança, sente medo do próximo episódio abusivo e de que a mãe
concretize suas ameaças.
B) Quando as vítimas revelam o abuso sofrido, enfrentando os medos e os
riscos que correm ao fazer isso, sentem se, de alguma forma, culpadas pela
conivência com as ações de seu abusador.
C) Ao tomar conhecimento do abuso sofrido por sua criança, a mãe passa,
inevitavelmente, a reviver a própria história abusiva, e não consegue dar o
apoio necessário à criança.
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D) Os abusadores sexuais apresentam comportamentos suspeitos, tanto na


presença de outras pessoas como frente à própria vítima.
E) As mães de crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual intrafamiliar
já foram repetidamente descritas como cúmplices silenciosas, enquanto os
abusadores sexuais, em sua maioria, foram caracterizados por saberem
distinguir o que é certo e o que é errado com relação às crianças.
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09. (MPSC – 2014 - PGJ – Questão 57) Sobre abuso sexual, assinale a alternativa
correta.

a. ( ) Pais abusadores, tais quais os negligentes, não se interessam pela criança,


chegando, muitas vezes, a negar sua existência.

b. ( ) O atendimento psicoterapêutico a casos de abuso sexual dispensa o timing,


uma vez que, pela sua gravidade, o assunto do abuso deve ser abordado desde o
início da psicoterapia.

c. ( ) Casos de abandonos de tratamento em situações de abuso sexual são


atípicos, em vista da necessidade real da assistência, independentemente da
condução por parte do terapeuta.
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d. ( ) Quando o abuso sexual é extrafamiliar, se a vítima conta com um ambiente


que lhe dá suporte e crédito, a revelação da experiência vivida é facilitada.

e. ( ) A retirada do pai abusador do ambiente familiar por via judicial gera


sentimentos de alívio na vítima, sendo, por essa razão, recomendada na maior
parte dos casos.
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10. (TJPR – 2017 – Questão 62) O abuso sexual pode ser considerado um grave problema
de saúde pública, pois há índices significativos de incidência e vários estudos sobre os
impactos físicos e emocionais causados às vítimas.

Na perspectiva das consequências do abuso sexual, analise as afirmativas a seguir.

I. O abuso sexual pode trazer sérias consequências para o desenvolvimento cognitivo, afetivo
e social da vítima, mas não para sua família.

II. Nenhum sintoma psiquiátrico específico resulta universalmente do abuso sexual.

III. Crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual têm maior risco de apresentar problemas
interpessoais e psicológicos.

IV. Transtorno de estresse pós-traumático e transtorno dissociativo são exemplos de


possíveis sequelas psicológicas apresentadas pelas vítimas.

V. As experiências sexualmente abusivas podem comprometer o desenvolvimento humano,


principalmente a saúde física das vítimas.
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É CORRETO o que se afirma em

A) I e V.

B) II, III e V.

C) I e II.

D) III e IV.

E) II, III e IV.


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11. (TJBA – 2014 – FGV – Q. 47) No campo da inquirição de crianças e adolescentes,


é digno de nota o Depoimento sem dano, cuja experiência no Brasil foi iniciada em
Porto Alegre pelo juiz de direito José Antônio Daltoé Cezar e implantada em
diversos tribunais no país. Tal proposta de inquirição foi fortemente criticada pelo
Conselho Federal de Psicologia, assim como por diversos psicólogos de
importância no campo jurídico. Entre as críticas que podem ser feitas ao
Depoimento sem dano, pode-se dizer que:

(A) o uso de bonecas anatomicamente corretas é comprovadamente o meio mais


adequado para revelação de abuso sexual;

(B) a criança deve ser respeitada em sua vontade de calar-se e não revelar aspectos
de sua vida íntima;

(C) a reinquirição da criança na condição de vítima e testemunha em juízo não gera


danos a ela;
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(D) a inquirição judicial é similar à entrevista psicológica, não havendo necessidade


de substituir esta pela primeira;

(E) a punição do acusado atende aos anseios da criança, não havendo razão para ela
participar da audiência.
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12 (Def. Pub. RJ – 2014 – FGV – Questão 71) De modo geral, o Judiciário vem
buscando meios de evitar os danos decorrentes dos numerosos depoimentos a
que a criança supostamente vítima de abuso sexual é submetida. Para tanto, lança
mão de expedientes, como, por exemplo, o ‘depoimento sem dano’ ou
‘depoimento especial’ que, por sua vez, é criticado pelo Conselho Federal de
Psicologia. A posição do Conselho apoia-se reconhecidamente nos argumentos
abaixo, exceto:

(A) tal proposta de inquirição não foi objeto de discussão e deliberação do Conselho
Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), órgão máximo do
Sistema de Garantia de Direitos (SGD).

(B) há dúvidas de que a inquirição nos moldes propostos não se configure como
violência ou violadora de direitos.
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(C) não cabe ao psicólogo realizar inquirição judicial e sim o trabalho de escuta, que
se caracteriza, sobretudo, como uma relação de cuidado.

(D) o diálogo entre os saberes não deve se sustentar numa lógica vertical e
hierárquica e sim interdisciplinar.

(E) é importante preservar o uso de técnicas específicas de revelação do abuso


sexual, como, por exemplo, as bonecas anatomicamente corretas.
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13. (Defensoria Pub. RJ – 2014 – FGV – Questão 48) A menina B., de 3 anos, foi
atendida no Serviço de Pediatria de um hospital público levada por seus pais, com
um quadro de múltiplas verrugas na região perianal. Após anamnese e exame
clínico, a pediatra desconfiou de condiloma, causado por contaminação pelo vírus
HPV. Confirmada a doença após exames laboratoriais, a médica acionou o
Conselho Tutelar para notificar a suspeita de violência sexual. Para a necessária
apuração dessa situação, o psicólogo deverá considerar que:

(A) uma criança nesta faixa etária se encontra no estágio de desenvolvimento


cognitivo definido por Jean Piaget como operatório-concreto, caracterizado pelo
pensamento egocêntrico e pela deformação na percepção da realidade.

(B) o complexo centrado na fantasia de castração, que vem trazer uma resposta ao
enigma decorrente da diferença anatômica entre os sexos, é um sintoma presente
em algumas crianças precocemente expostas a experiências sexuais.
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(C) a presença de sinais físicos da violência perpetrada contra a criança, apurada no


exame de corpo de delito, é condição indispensável para a confirmação da
ocorrência do abuso sexual infantil.

(D) a palavra da criança pode ser a única prova possível ao processo legal e será
preciso utilizar estratégias adequadas à idade em um ambiente emocionalmente
facilitador para permitir a revelação do abuso.

(E) a inquirição de crianças deve se dar na presença de seus pais, o que garantirá um
ambiente psicologicamente seguro e isento das variáveis que serão introduzidas por
um entrevistador desconhecido.
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14. (Def. Pub. RJ – 2014 – FGV – Questão 49) Os conflitos fazem parte do cotidiano
da humanidade desde o início dos tempos como fenômeno sociológico, tanto nas
relações familiares quanto nas relações sociais. É comum que conflitos sejam
levados diretamente à Justiça sem que outros caminhos tenham sido tentados. A
mediação constitui uma das diversas formas alternativas de solução de
controvérsias capazes de evitar a judicialização dos conflitos. Sobre a atuação do
mediador, é correto apontar que:

(A) o mediador atua como um facilitador do diálogo entre pessoas a fim de que a
negociação direta entre elas possa ser restabelecida.

(B) a mediação guarda sintonia com o paradigma adversarial do contraditório,


característico de toda lide consensual.

(C) o acordo sugerido na mediação tem a coautoria do mediador e das partes, o que
evita os intermináveis recursos a outras instâncias.
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(D) o mediador faz o papel do juiz e é escolhido de comum acordo pelas partes,
sendo comumente um técnico com grande conhecimento na área do conflito.

(E) a mediação é regida pelo princípio da publicidade, que autoriza a divulgação e a


utilização no processo das informações trazidas.
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15. (Def. Pub. RJ – 2014 – FGV – Questão 56) A noção de periculosidade, tal como
pensada por Foucault, expressa:

(A) o risco virtual de criminosos delinquirem, o que exige a construção de mais


estabelecimentos prisionais.

(B) o perigo de convivência com psicopatas e criminosos impulsivos que devem ser
constantemente monitorados.

(C) o perigo virtual de qualquer indivíduo adotar comportamentos transgressores.

(D) o perigo advindo da presença de criminosos não ressocializados na sociedade.

(E) a necessidade de controle de serial killers em razão do risco social que


representam.
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16. (Def. Pub. RJ – 2014 – FGV – Questão 59) A inserção do psicólogo nas
instituições judiciárias aconteceu inicialmente por meio de:

(A) avaliações das políticas públicas destinadas à população infanto-juvenil.

(B) avaliações acerca da fidedignidade do testemunho de uma pessoa sobre


um acontecimento.

(C) análise das condições sociais para efetivação dos direitos humanos.

(D) análises complexas acerca do ser humano, valorizando-se aspectos


relacionais e abordagens qualitativas.

(E) análise dos comportamentos de uma pessoa, articulando-os às


transformações no campo social.
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17. (TJBA – 2014 – FGV – Q. 70) Verifica-se hoje um clamor de grande parte da
sociedade brasileira pela redução da maioridade penal, sendo o tema alvo de
diversas propostas em tramitação no Congresso Nacional. Os argumentos contra a
redução da maioridade penal defendem que:

(A) é preciso separar o adolescente infrator com menor discernimento daquele


capaz de compreender o caráter criminoso de sua conduta;

(B) o Estado tem sua responsabilidade na produção da violência quando fracassa na


garantia dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes;

(C) adolescentes são inimputáveis de acordo com o ECA e por isso não podem ser
alvo de punições quando praticam atos infracionais;
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(D) a compreensão das condutas do sujeito deve priorizar uma perspectiva


individualista, sem reducionismos sociais simplistas;

(E) crimes hediondos e reincidências demandam intervenções na esfera da saúde


mental em lugar da aplicação de medidas socioeducativas.
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18. (Def. Pub. RJ – 2014 – FGV – Questão 79) Sabe-se que a Era Moderna corresponde à
quebra de uma visão de mundo totalizante e hierárquica baseada na religião. Contudo,
o ideal de igualdade nas sociedades democráticas modernas fez com que as diferenças
individuais e sociais passassem a ser justificadas pela natureza biológica. Daí o
surgimento da criminologia positivista como meio de controle social a partir de uma
suposta natureza biológica do indivíduo que rompe o contrato social, cujo principal
expoente foi:

(A) Breuler.

(B) Kraepelin.

(C) Lombroso.

(D) Jaspers.

(E) Buffon.
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19. (TJ – RJ – 2014 –FGV – Questão 41) Há uma cultura do litígio enraizada na
sociedade, cuja tendência é resolver os conflitos de forma adversarial. Nessas
circunstâncias, os denominados meios alternativos de resolução de conflitos
apresentam especial importância, com destaque para a mediação, na medida em
que possuem os seguintes objetivos, EXCETO:

(A) aliviar o congestionamento do judiciário;

(B) promover a pacificação social;

(C) democratizar o acesso à justiça;

(D) promover a autocomposição da solução de controvérsias;

(E) garantir a legitimidade dos ritos judiciais.


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20. (TJ SP– 2017 – Questão 69) A Lei no 11.340/2006, conhecida como Lei Maria
da Penha, em casos de prática de violência doméstica contra a mulher,

(A) determina que seja delegada à mulher a responsabilidade pela entrega de


intimações e notificações judiciais ao agressor.

(B) prevê a aplicação de penas ao agressor como multas e distribuição de


determinado número de cestas básicas.

(C) limita-se à violência na relação homem-mulher, ignorando os novos arranjos


conjugais e familiares da contemporaneidade.

(D) prevê a restrição de visitas do agressor aos dependentes menores, ouvida a


equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar.

(E) ignora a violência patrimonial, por não implicar risco iminente à integridade
física, moral ou psicológica da mulher.
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21. (TJ SP – 2017 –Questão 71) Como atesta Gláucia Diniz, ao analisar os
paradoxos das relações violentas (In: Fères-Carneiro, 2016), entre os motivos
que impedem as mulheres de denunciar a violência física ou psicológica de que
são vítimas nas relações conjugais, destaca-se

(A) a valorização, pela mídia, do ideal de mulher forte e autônoma que reage às
agressões.

(B) o esforço em sustentar relacionamentos recentes e pouco estáveis.

(C) a internalização das prescrições normativas que impedem a mulher de ter voz
própria.

(D) a falta de uma legislação específica de proteção da mulher contra o cônjuge


agressor.

(E) o desejo feminino de assegurar seu sustento por um homem, mesmo que
violento.
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22. ( TJ – RJ – 2014 –FGV – Questão 62) A escuta psicológica de crianças e


adolescentes vítimas de violência sexual por psicólogos do Poder Judiciário já foi
objeto de controvérsias que envolveram o CFP. Em 2012, o Depoimento Especial
de Crianças e Adolescentes foi instituído no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro através da criação de um núcleo especializado para essa finalidade. Os
argumentos apresentados em favor do Depoimento Especial são:

I – A criança e o adolescente vítima ou testemunha nos processos criminais são


retirados da sala de audiências tradicional onde ocorrem os debates.

II – A intervenção de técnicos facilitadores concorre para a redução dos danos


secundários com perguntas mais apropriadas à fase evolutiva da criança ou do
adolescente.

III – O Depoimento Especial é uma avaliação psicológica que visa à superação dos
traumas e à não revitimização, sem o compromisso com a produção de provas.
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Está correto o que se argumenta em:

(A) somente I e II;

(B) somente I e III;

(C) somente II;

(D) somente III;

(E) I, II e III.
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23. (MPE – AM – 2013 – FCC – Questão 46) A investigação de uma situação de


abuso infantil é muito delicada e o profissional deve levar em consideração que a
fala da criança e dos adultos pode estar permeada pelo que se conhece como:

(A) Falsas memórias.

(B) Hebefrenia.

(C) Bullying.

(D) Delinquência juvenil.

(E) Duplo vínculo.


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24. (TJBA – 2014 – FGV – Q. 68) Roberto interfonou para o apartamento de seu
vizinho Sergio reclamando que o carro de Sergio estava mal estacionado e impedia
o estacionamento de seu veículo na garagem do prédio. Sergio desceu furioso,
empurrou Roberto e desferiu impropérios contra ele por ter atrapalhado seu
descanso. O caso foi parar na Delegacia do bairro e foi encaminhado ao Juizado
Especial Criminal, tendo a equipe técnica avaliado que seria um caso de aplicação
da Justiça Restaurativa. Nesse caso:

(A) será instaurado um procedimento adversarial entre Roberto e Sergio para que
cada um assuma sua parcela de responsabilidade no conflito;

(B) Roberto e Sergio serão intimados a participar de reuniões de conciliação com um


facilitador para resolver seu conflito;

(C) Sergio terá a opção da transação penal de doação de cestas básicas a uma
entidade beneficente ou de prestação de serviço comunitário;
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(D) Roberto será sensibilizado pela equipe técnica do Jecrim para conceder a
remissão judicial a Sergio como forma de extinção do processo;

(E) Roberto e Sergio serão convidados a resolver seu conflito com auxílio de um
mediador através do diálogo e a construir um acordo para o futuro.
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25. (TJ – RJ – 2012 – FCC – Questão 49) Delinquência:

(A) não é sinônimo de psicopatia e nem todo psicopata é um criminoso, pois a


presença de atos antissociais transgressivos é, antes de mais nada, um critério
externo, ou seja, social e legal.

(B) é sinônimo de psicopatia sempre e todo psicopata é um criminoso, pois a


presença de atos antissociais transgressivos é, antes de mais nada, um critério
importante para a definição de infração.

(C) é sinônimo de psicose sempre e todo psicopata apresenta transtorno psicótico de


algum tipo, pois a presença de atos antissociais transgressivos é, antes de mais nada,
um indicador de que o transgressor não funciona pelo teste de realidade, pondo-se
em risco.
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(D) não é sinônimo de psicose sempre, mas todo psicopata apresenta sintomas
semelhantes aos das psicoses, pois a presença de atos antissociais transgressivos é,
antes de mais nada, um indicador de que o transgressor não percebe
adequadamente as regras partilhadas em sociedade.

(E) é sinônimo de neurose sempre e todo psicopata é um criminoso porque


apresenta uma falha de aprendizagem superegóica, pois a presença de atos
antissociais transgressivos é, antes de mais nada, um indicador de que o
transgressor funciona por meio de uma sociopatia.
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26. (TJ – RJ – 2012 – FCC – Questão 62) Uma conceituação teórica mais recente da
relação entre Psicologia e Direito é chamada de Jurisprudência Terapêutica
conforme ensina Matthew T. Huss na obra Psicologia Forense (2011). NÃO
corresponde ao conceito de Jurisprudência Terapêutica:

(A) os psicólogos forenses devem se ater às consequências da lei e do sistema legal


quando dão assistência aos tribunais.

(B) a lei importa além das leis de uma sala de audiência e pode ter um impacto
profundo na prática da psicologia forense.

(C) inclui não só o impacto da lei codificada ou da jurisprudência, mas também o


processo legal menos formal que pode focar as ações dos juízes ou advogados.

(D) a lei nunca tem um impacto fora da rotina da culpa ou inocência de um acusado
ou a negligência de um acusado em uma causa civil.

(E) possibilita melhorias na administração e aplicação da lei.


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27. (TJ – RJ – 2012 – FCC – Questão 69) Aos doentes mentais que
transgrediram o Código Penal cabe a aplicação de uma providência
preventiva, que tem lugar após o crime, mas não em razão dele, pois não
visa atribuir culpa ao doente mental infrator da lei, mas impedir um novo
perigo social. Esse conceito é atribuído a:

(A) Profilaxia Criminal.

(B) Penalidade Alternativa.

(C) Forma Alternativa de Resolução de conflito.

(D) Incidente de Insanidade Mental.

(E) Medida de Segurança.


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28. (TJ – RJ – 2012 – FCC – Questão 70) Nada mobiliza tanto a mídia e a
sociedade como crimes cometidos por jovens infratores. Uma das propostas
que vêm sendo apresentadas como alternativa aos paradigmas da justiça
criminal atual chama-se Justiça Restaurativa. Nesse modelo, tem-se:

(A) o crime entendido apenas como um ato de violação da lei.

(B) que a comunidade não deve ter um papel ativo na oferta de recursos
necessários para a reparação do dano.

(C) que sua aplicação só pode ocorrer àqueles infratores que admitirem a sua
culpa.

(D) apenas a punição exemplar do criminoso.

(E) a exclusão total da vítima.


QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

29. (TJSP -2017- Questão 72) Um fenômeno comum entre mulheres vítimas de
relações violentas é que raramente elas empregam o termo “violência” ao
relatarem as agressões sofridas. Para Gláucia Diniz (In: Fères-Carneiro, 2016), essa
dificuldade indica
(A) a esperança de que as relações harmoniosas sejam restabelecidas com a
intervenção jurídica, sem risco de punição excessiva para o agressor.
(B) a crença de que, no fundo, a agressão ocorreu por falha sua, trazendo para si a
culpa pelas agressões sofridas na relação.
(C) o esforço em manter uma relação não mais do que tangencial com o sistema
jurídico, visto com profunda desconfiança.
(D) a tendência a reconhecer como violência somente as agressões que levam a
danos físicos visíveis e significativos.
(E) a distância entre as experiências vividas e a possibilidade de reconhecimento e
nomeação dessas experiências.
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

30. (TJ PE -2012- FCC – Questão 46) Nos casos em que há algum tipo de
psicopatologia envolvida no ato criminoso, a legislação penal determina
que o indivíduo seja internado em Hospital específico para tratamento.
Transcorrido um tempo do tratamento, essa desinternação só é possível
por:

(A) realização de um novo julgamento.

B) pedido dos familiares.

(C) realização de júri popular.

(D) liberação da vítima ou de seus familiares.

(E) determinação judicial.


QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

31. (TJ PE -2012- FCC – Questão 48) A Justiça Restaurativa é uma corrente surgida
há cerca de quarenta anos nas áreas de criminologia e vitimologia. Assume-se
como um novo paradigma de justiça, caracterizado essencialmente pela:

(A) dificuldade encontrada pela vítima em se reequilibrar psicossocialmente após o


sofrimento de qualquer tipo de crime.

(B) promoção da efetiva participação dos interessados – vítimas e infratores – na


solução de cada caso concreto.

(C) obrigatoriedade da submissão do criminoso a técnicas psicoterapêuticas em


conjunto com a vítima.

(D) necessidade que a sociedade tem de ver punido criminalmente o criminoso


violento.

(E) retirada da relação “vítima-criminoso” do protagonismo do processo.


QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

32. (TJ SP -2017- Questão 73) As famílias, com histórico de abuso sexual
intrafamiliar, constituem sistemas com características bastante similares entre si.
Um dos aspectos mais comuns nesses sistemas familiares é

(A) a presença de limites geracionais altamente definidos e cristalizados.

(B) o alto grau de permissividade observado na relação dos pais com os filhos.

(C) o intenso engajamento do pai nos cuidados físicos a bebês e crianças pequenas.

(D) o estabelecimento de uma fronteira organizacional muito pouco permeável ao


exterior.

(E) a existência de dificuldades sexuais acentuadas entre o casal, como a frigidez


materna.
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

33. (TJ BA – 2014 – FGV – Questão 51) No livro “A Verdade e as Formas Jurídicas”,
Foucault considera a formação da sociedade disciplinar e analisa as
transformações na penalidade do século X X, que “passa a ser um controle, não
tanto sobre se o que fizeram os indivíduos está em conformidade ou não com a lei,
mas ao nível do que podem fazer, do que são capazes de fazer, do que estão
sujeitos a fazer, do que estão na imin ncia de fazer.” (OU AU T, M. A Verdade e as
Formas Jurídicas. Rio de Janeiro: NAU, 2003) Nos termos supramencionados,
Foucault está se referindo à:

(A) arqueologia do saber;

(B) genealogia do poder;

(C) construção de subjetividades;

(D) periculosidade;

(E) punição.
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

34. (TJ PE -2012- FCC – Questão 57) O nome dado ao processo em que um
terceiro busca levar as partes a um entendimento com vistas a um acordo
e tem como objetivo central pôr fim ao conflito manifesto é:

(A) psicoterapia de base analítica.

(B) avaliação psicológica com fins periciais.

(C) perícia.

(D) conciliação.

(E) terapia adversarial.


QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

35. (TJ PE -2012- FCC – Questão 59) O grande estudioso do abuso sexual infantil,
Tilman Furniss, explica o estereótipo da “criança sedutora” (que seduz o pai e
aprecia o abuso), da seguinte maneira:

(A) A criança deve ser sempre responsabilizada pela situação juntamente com seus
genitores, pois o abuso é uma via de mão dupla e isso é uma pré-condição para
qualquer trabalho terapêutico.

(B) É muito comum na atualidade encontrarmos a criança que busca o abuso e tem
prazer nele, cabendo ao adulto interromper a situação comunicando a autoridade
judiciária obrigatoriamente.

(C) Não cabe ao genitor traçar as fronteiras adequadas para a exacerbação da


sexualidade de sua criança, devendo a família procurar ajuda psiquiátrica para
conter de forma medicamentosa o comportamento transgressor.
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

(D) A invasão das mídias eletrônicas torna a barreira da sexualidade dentro do


espaço privado mais tênue, cabendo ao pai entender e participar das propostas
sexualizadas da criança, para que em momento posterior, com a chegada da
adolescência, isso possa ser interrompido, explicado e entendido.

(E) Tal situação tem pouco a ver com a realidade do abuso sexual da criança, pois
ainda que haja um comportamento sexualizado da criança, ela nunca poderia ser
responsabilizada pela situação.
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

36. (TRT-15REG-FCC-2013 – Questão 34) O trabalho técnico do psicólogo junto às


instituições de Justiça foi tema na I Mostra Nacional de Práticas em Psicologia e
suas atividades foram organizadas em alguns campos. A atuação do psicólogo
jurídico no campo da violência doméstica, atendendo mulheres maltratadas e
vítimas de abuso sexual inclui-se na Psicologia Jurídica e:

(A) Vitimologia.

(B) Pericial.

(C) Policial.

(D) Penitenciária.

(E) do Testemunho.
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

37. (TRT-18REG-FCC-2013 – Questão 30) A mediação encontra-se entre as


alternativas de solução ou de condução de conflitos e disputas, pois
favorece o desenvolvimento de uma base de relação colaborativa e, dentre
outros fatores, garante a:

(A) dependência mútua.

(B) irreflexividade.

(C) equidade.

(D) formalidade.

(E) não diligência.


QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

38. (TJ PA – Vunesp – 2014- Questão 69) Quando um psicólogo recebe para
atendimento, em consultório particular ou instituição na qual presta serviços, um
caso com suspeita de violência contra crianças e adolescentes, ele deve:

(A) alertar o Conselho Tutelar ou a Vara da Infância e Adolescência e atuar com a


equipe que cuidará da criança.

(B) afastar-se do caso e encaminhar a família para a delegacia regional que se


encarregará dos procedimentos legais.

(C) informar o Conselho Federal de Psicologia que fará os encaminhamentos sociais


e jurídicos necessários.

(D) integrar uma das equipes responsáveis pelos processos investigativos


multidisciplinares da instância contatada, para identificar o agressor.

(E) aconselhar os pais a procurarem o Conselho Tutelar para fins de orientação e


investigação criminal.
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

39. (TRT-12REG-FCC-2013 – Questão 28) A mediação integra as ADRs


(alternativas de solução ou de condução de conflitos e disputas) e pode ser
utilizada em qualquer tipo de conflito se guardadas as condições de
voluntariedade, capacidade de compreensão e

(A) desequilíbrio amoroso entre as partes.

(B) desequilíbrio de poder entre as partes.

(C) equilíbrio amoroso entre as partes.

(D) equilíbrio de poder entre as partes.

(E) ausência de labilidade entre as partes.


QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

40. (TRF-2REG-FCC-2012 – Questão 61) A avaliação terapêutica tradicional ou


clínica difere da avaliação forense em inúmeros aspectos importantes. Sobre tal
tema, é INCORRETO afirmar:

(A) Na clínica, as metas giram sempre em torno da redução do sofrimento


psicológico do paciente.

(B) Na clínica, o papel do psicólogo é mais investigativo e na forense é de fornecer


um apoio emocional.

(C) A avaliação clínica tem o objetivo primário de fornecer informações para o


tratamento, enquanto na forense o propósito é legal.
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

(D) Na avaliação terapêutica, a perspectiva do examinando é considerada porque é


voluntária; já na forense, terá maior peso o exame minucioso do paciente.

(E) O cliente de um e outro tipo de avaliação pode variar, já que, na clínica,


geralmente é a pessoa ou familiar que procura e, na forense é, usualmente, o
advogado ou o Tribunal.
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

41. ( TRF-2REG-FCC-2012 – Questão 66) Quando uma pessoa ou grupo de pessoas


age em relação a outras de forma preconceituosa ou discriminatória, e o faz de
maneira reiterada com diferentes graus de intensidade, se está diante de um tipo
de agressão psicológica denominada

(A) Alienação Parental.

(B) Extorsão.

(C) Transtorno de Estresse Pós-Traumático.

(D) Assédio Moral.

(E) Transtorno Bipolar.


QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

42. (MP-PE-FCC-2012 – Questão 47) O complô do silêncio é um dos fatores que


mais favorecem a continuidade e a (re)produção de violência dentro da mesma
família, em especial nos casos de abuso sexual. Quanto ao silêncio da criança ou
do adolescente, estão entre as possíveis causas, o fato de que a criança acha que
ninguém pode protegê-la apoiada muitas vezes em seu sentimento, por exemplo,
de que a mãe

(A) se soubesse, interromperia a agressão.

(B) sabe e não consegue fazer nada para interromper a agressão.

(C) manteria o afeto se soubesse.

(D) acreditaria nela, contudo, aumentaria o afeto do pai.

(E) não a retiraria mais da família.


QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

43. (TJ PA – Vunesp – 2014- Questão 66) O Plano Nacional de Enfrentamento da


Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes prevê que o conceito de violência
sexual contra crianças e adolescentes
(A) abrange exploração e abuso sexual da criança ou adolescente praticados por
alguém mais desenvolvido ou com mais poder.
(B) exclui o conceito de exploração sexual de menores, por considerá-lo atividade
criminal de natureza distinta.
(C) considera que a exploração sexual deve ser avaliada à luz do contexto cultural
regional para qualificação da natureza criminosa do ato.
(D) exclui explicitamente atividades de pedofilia e exploração sexual de crianças e
adolescentes via Internet, por entender que não há degradação física ou material
nesse contexto.
(E) abrange atividades sexuais com menores de até 12 anos de idade, e atividades
não consensuais com adolescentes de 12 a 16 anos de idade.
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

44. (MP-AM-FCC-2012 – Questão 43) Quanto ao silêncio manifestado pelas


crianças que sofreram abusos sexuais, tem- se que:

(A) ele tem uma função psicológica tanto para a criança como para os adultos que a
cercam.

(B) é sinal que todo o emocional da criança se reorganizou.

(C) evidencia ausência de sequelas em relação ao trauma sofrido.

(D) reforça a interpretação sobre o engano da criança ao relatar o abuso ao adulto.

(E) não indica qualquer problema com a lealdade da criança em relação aos adultos
com os quais convive.
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

45. (TJ PE -2012- FCC – Questão 69) Embora não se possa determinar com precisão
o impacto que a violência vai produzir sobre uma criança, sabe-se que depende de
um conjunto de circunstâncias. A maioria dos estudos sobre o tema identifica que
alguns desses efeitos dependem:

(A) da própria natureza da violência; das características da criança; da natureza da


relação entre agressor e vítima e da resposta social à violência sofrida.

(B) se a criança tem maior ou menor acesso à rede mundial de computadores; se é


praticada dentro ou fora do

espaço familiar e se o agressor é portador de transtorno de ansiedade.

(C) da região onde reside a vítima; do grau de escolaridade e se o agressor é


portador de psicopatia.
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

(D) da própria natureza da violência; das possíveis tentativas de suicídio


anteriormente praticadas pela vítima e da resposta social à violência sofrida.

(E) se a criança é adotiva; se a família é usuária de drogas e se o agressor é portador


de transtorno na esfera cognitiva.
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

46. (Def. Pub. RJ – 2014 – FGV – Questão 51) Nos anos de 2012 e 2013, a Vara da
Infância de Petrolina - PE apurou cerca de 300 procedimentos judiciais relativos às
escolas da comarca. Dentre os problemas mais comuns, encontram-se indisciplina,
evasão, violência física, bullying, drogas e ameaça. De acordo com juiz da Vara da
Infância e da Juventude, Marcos Bacelar, a violência no ambiente escolar tem
crescido de forma alarmante, abrangendo de atitudes agressivas até situações
caracterizadoras do bullying. (Fonte: Diário de Pernambuco). Sobre essa forma de
violência, o bullying, pode-se considerar corretamente que:

(A) é uma prática de delito plurissubjetivo, ou seja, que envolve um grupo de


pessoas, com a característica especial de ser de concurso necessário de condutas
recíprocas.

(B) os autores de bullying satisfazem os critérios nosológicos do DSM.IV para o


diagnóstico de Transtorno de Controle dos Impulsos, sub tipo Explosivo Intermitente.
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

(C) a intolerância às diferenças físicas, sociais ou comportamentais das vítimas é um


fato descrito como de grande importância no desencadeamento de condutas de
bullying.

(D) o cyberbullying é erroneamente classificado como forma de manifestação de


bullying, já que nele está ausente a agressão física que caracteriza o fenômeno.

(E) é uma vivência que contribui para a progressão da dependência dos pais
(infância) e dos pares (adolescência) para um nível de autonomia relativa
(interdependência emocional).
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

47. (TJ – RJ – 2014 –FGV – Questão 42) A identificação da ocorrência de violência


sexual contra a criança é assunto controverso, sobretudo, quando ocorre no
contexto de separação conjugal litigiosa. Dada a sua complexidade, é correto
afirmar que:

(A) o uso de bonecas anatomicamente corretas é comprovadamente o melhor


método de investigação da violência sexual nas entrevistas de revelação;

(B) nem todas as denúncias de abuso sexual no contexto da separação são falsas,
tampouco nem toda denúncia falsa tem como intenção prejudicar o acusado;

(C) não deve haver contato do acusado com o filho até que terminem as
investigações sobre a existência ou não do abuso;
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

(D) a recusa da criança em se encontrar com o acusado deve-se a uma situação


abusiva quando em sua companhia, não necessariamente sexual;

(E) em se descobrindo tratar-se de denúncia falsa, a mãe alienadora deve perder a


guarda em favor do alienado.
QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

48. (MPE – AM – 2013 – FCC – Questão 47) Uma das marcas do abuso sexual
intrafamiliar é que ele tende a ser repetitivo e perpetuado no círculo fechado da
família, já que o agressor seduz a criança ou a ameaça. A literatura especializada
no assunto aponta que ele é condenado pelas normas sociais das sociedades
ocidentais. Aos profissionais que lidam com a criança, recomenda-se
permanecerem alertas ainda que não haja sinais claros ou negações, já que a
situação é usualmente protegida por um importante fator que caracteriza o abuso
sexual intrafamiliar, que é:

(A) a resiliência.

(B) o silêncio.

(C) a psicopatia.

(D) o alcoolismo.

(E) a tendência ao suicídio.


QUESTÕES COMENTADAS – VIOLÊNCIAS

49. (ALE-RN-FCC-2013 – Questão 36) Tilman Furniss apontou que, no abuso sexual
da criança como uma síndrome conectadora de segredo e adição, é necessário
distinguir entre o dano primário pelo próprio abuso e o dano secundário pela
intervenção:

(A) escolar.

(B) social.

(C) amorosa.

(D) profissional.

(E) sistêmica.
GABARITO

1 B 16 B 31 B 46 C
2 B 17 B 32 D 47 B
3 A 18 C 33 D 48 B
4 D 19 E 34 D 49 D
5 C 20 D 35 E
6 C 21 C 36 A
7 B 22 A 37 C
8 E 23 A 38 A
9 D 24 E 39 D
10 E 25 A 40 B
11 B 26 D 41 D
12 E 27 E 42 B
13 D 28 C 43 A
14 A 29 E 44 A
15 C 30 E 45 A
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