Você está na página 1de 5

PORTUGUÊS 12ºANO - 2011/2012

Teste de Avaliação das Competências da Leitura e Funcionamento da Língua

CORREÇÃO

1.Aspectos do conteúdo…………………………………………………………………12 pontos

Descritores Pontuação
O aluno menciona com pormenor que o sujeito poético associa a ideia de viagem 12 pontos
com a ideia de procura interior, vivendo na ânsia da procura e do encontro consigo
mesmo. Menciona dois exemplos significativos.

O aluno menciona de forma imprecisa que o sujeito poético associa a ideia de 6 pontos
viagem com a ideia de procura interior. Menciona um ou dois exemplos
significativos.

O aluno menciona de forma imprecisa que o sujeito poético associa a ideia de 4 pontos
viagem com a ideia de procura interior. Não dá exemplos.

Exemplos: “ Ser outro constantemente”; “Por a alma não ter raízes”; “Não pertencer nem a mim”

Aspectos de organização e correcção linguística……………………………………….8 pontos

Estruturação do discurso…………………………………………….4 pontos

Correcção linguística………………………………………………….4 pontos

Total………..……………………………………………………………………………………20 pontos

2.Aspectos do conteúdo…………………………………………………………………12 pontos

Descritores Pontuação
O aluno refere que os versos remetem para a ideia de o sujeito poético não se 12 pontos
sentir preso, sendo, por isso, total a sua dispersão, limitando-se a ver, sem se
prender, sem criar raízes.
O aluno refere de forma incompleta a ideia subjacente aos dois versos. 6 pontos
O aluno apenas se refere à ideia contida num dos versos, de forma correta. 3 pontos

Aspectos de organização e correcção linguística……………………………………….8 pontos

Estruturação do discurso…………………………………………….4 pontos

Correcção linguística…………………………………………………4 pontos

Total………..……………………………………………………………………………………20 pontos
3.Aspectos do conteúdo…………………………………………………………………12 pontos

Descritores Pontuação
O aluno indica um dos sentidos presentes no verso, de forma completa. 12 pontos

O aluno indica um dos sentidos presentes no verso, de forma incompleta. 6 pontos

Sentidos possíveis: total libertação do “eu” / permanente autoprocura e auto descoberta do sujeito /
que é sempre diferente do que é e não se prende a ninguém, nem a si próprio

Aspectos de organização e correcção linguística……………………………………….8 pontos

Estruturação do discurso…………………………………………….4 pontos

Correcção linguística…………………………………………………4 pontos

Total………..……………………………………………………………………………………20 pontos

4. Aspectos do conteúdo…………………………………………………………………12 pontos

Descritores Pontuação
O aluno responde, de forma completa, que o sonho, para o sujeito poético, é o 12 pontos
preço a pagar pela sua busca permanente mas infrutuosa, pois não atinge o que
deseja.
O aluno responde, de forma incompleta, à ideia que o sujeito poético tem do sonho 6 pontos

Aspectos de organização e correcção linguística……………………………………….6 pontos

Estruturação do discurso…………………………………………….4 pontos

Correcção linguística…………………………………………………4 pontos

Total………..……………………………………………………………………………………20 pontos

5. Aspectos do conteúdo…………………………………………………………………9 pontos

Descritores Pontuação
O aluno refere que o recurso estilístico presente no verso é um hipérbato e indica a 9 pontos
sua expressividade, referindo que serve para realçar o advérbio somente, que fica
em posição final do verso, frisando a busca incompleta do sujeito poético.
O aluno refere que o recurso estilístico presente no verso é um hipérbato, mas não 5 pontos
refere a sua expressividade.
O aluno refere a expressividade do recurso estilístico presente no verso, mas não o 3 pontos
refere.
Aspectos de organização e correcção linguística………………………………………5 pontos

Estruturação do discurso…………………………………………….3 pontos

Correcção linguística………………………………………………….2 pontos

Total………..……………………………………………………………………………………14 pontos
Grupo II

Leia o texto seguinte.

No caso particular do Orpheu, há ... duas circunstâncias de curiosa


cronologia. O Orpheu de 1915 tornou-se simbólico do lançamento do modernismo
em Portugal. Mas, sem falarmos de anteriores manifestações nas artes plásticas e
mesmo na literatura, há que ter presente que Mário de Sá-Carneiro publicara
importantes obras modernas em 1914. Assim, um espírito moderno, que se vinha
processando, apenas encontrou no Orpheu aquele escândalo momentâneo que
justifica os «nascimentos» convencionais. A outra circunstância é altamente
importante, e modifica radicalmente a maneira como Orpheu tem sido visto. Na
verdade, após essa revista e outras igualmente efémeras (ou que não chegavam
sequer à informação da grande imprensa e ao público em geral), o Modernismo foi
longamente ofuscado pela continuidade literária anterior que a aventura modernista
não tinha abalado. A chegada dos grandes nomes identificados com Orpheu ao
público leitor e à crítica não identificada com o Modernismo só se processou nos fins
dos anos 30 e nos anos 40: a poesia de Sá-Carneiro só foi reeditada ou primeiro
publicada em volume em 1937-39, e a poesia de Fernando Pessoa só começou a
aparecer em volume em 1942 (e ainda está em curso a publicação). Com
raríssimas exceções, a obra vanguardista de Almada Negreiros só em anos
recentíssimos chegou ao grande público em obras completas. É de há pouquíssimos
anos a publicação de Tempo de Orpheu, de Alfredo Pedro Guisado. Só há poucos
anos se publicou em volume a obra poética do Ângelo de Lima que o Orpheu
acolhera.

Jorge de Sena, «O significado histórico do Orpheu – 1915/1975», in Colóquio Letras, nº 26, Julho, 1975.

1. Para responder a cada um dos itens de 1.1. a 1.6., selecione a única opção que
permite obter uma afirmação correta.

1.1 O início do Modernismo português, marcado pelo lançamento de Orpheu,


2 p.
a) funciona como uma circunstância de curiosa cronologia.

b) é preparado por um certo número de artistas antes de 1915.

c) é uma ideia do escritor português Mário de Sá-Carneiro.

d) envolve vários escândalos da vida nacional da época.

1.2 Segundo o autor, após o seu aparecimento modernista


2 p.
a) teve facilidade em tornar visível a revista que o lançara.

b) foi apoiado pelas correntes literárias em vigor na época.

c) encontrou na crítica pró-modernista um alicerce consistente.

d) teve a divulgação devida, mas só duas décadas depois.


1.3 Os grandes escritores modernistas do Orpheu
2 p.
a) foram Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa e Almada Negreiros.

b) ainda são alvo de interesse editorial e crítico.

c) tiveram todas as suas obras publicadas em vida.

d) foram esquecidos pelas editoras e pelo público. Total = 100 pontos

1.4 O conector “Assim” (l.4) tem um valor


5 p.
a) informativo.

b) disjuntivo.

c) adversativo.

d) explicativo.

1.5 O sujeito da oração “e modifica radicalmente a maneira” (l.6) é


5 p.
a) simples.

b) nulo indeterminado.

c) composto.

d) nulo subentendido.

1.6 Os dois pontos na linha 11


5 p.
a) servem para exemplificar a afirmação anterior.

b) servem para introduzir uma enumeração.

c) servem para demonstrar um argumento a favor.

d) servem para comprovar a tese do autor.

2. Assinale, como verdadeira (V) ou falsa (F), cada uma das afirmações que se
seguem.

Afirmações V F 7X5
a) Na frase “No caso particular do Orpheu, há ... duas circunstâncias de X
p.=35
curiosa cronologia.” (l.1), “duas circunstâncias de curiosa cronologia”
desempenha a função sintática de predicativo do sujeito.
b) A oração subordinada relativa “que se vinha processando” (l.4) tem um X
valor restritivo.
c) Na frase “Mário de Sá-Carneiro publicara importantes obras modernas” X
(ll.3-4) está presente um ato ilocutório assertivo.
d) O conector “Na verdade” (l.7) introduz uma conclusão relativamente à X
afirmação anterior.
e) O antecedente da expressão “essa revista” (l.7) é Orpheu. X
f) As palavras “efémeras” (l.7) e “fugazes” são antónimas. X
g) Os conectores “Mas” (l.2), “Assim” (l.4) e “Na verdade” (l.7) X
asseguram a coesão interfrásica do texto.

Total = 50 pontos
A noção de viagem presente no primeiro verso está associada á ideia de procura
para o sujeito poético viajar não implica ganhar países, ganhar lugares na rota
da sua vida; significa, antes, procura de si mesmo, encontro consigo mesmo.

No entanto, o poema parte de uma ideia paradoxal de viagem, falando-se aqui


de uma viagem permanente, de partidas constantes, na qual cada rosto de si
mesmo encontrado é um lugar imediatamente perdido. Ou seja, trata-se de uma
viagem permanente procura e descoberta do ser que é sempre outro e não tem
amarras a ninguém, nem a si mesmo.