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QUÍMICA

PRÉ-VESTIBULAR
LIVRO DO PROFESSOR

Esse material é parte integrante do Aulas Particulares on-line do IESDE BRASIL S/A,
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© 2006-2008 – IESDE Brasil S.A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorização por escrito dos autores e do
detentor dos direitos autorais.

I229 IESDE Brasil S.A. / Pré-vestibular / IESDE Brasil S.A. —


Curitiba : IESDE Brasil S.A., 2008. [Livro do Professor]
832 p.

ISBN: 978-85-387-0577-2

1. Pré-vestibular. 2. Educação. 3. Estudo e Ensino. I. Título.

CDD 370.71

Disciplinas Autores
Língua Portuguesa Francis Madeira da S. Sales
Márcio F. Santiago Calixto
Rita de Fátima Bezerra
Literatura Fábio D’Ávila
Danton Pedro dos Santos
Matemática Feres Fares
Haroldo Costa Silva Filho
Jayme Andrade Neto
Renato Caldas Madeira
Rodrigo Piracicaba Costa
Física Cleber Ribeiro
Marco Antonio Noronha
Vitor M. Saquette
Química Edson Costa P. da Cruz
Fernanda Barbosa
Biologia Fernando Pimentel
Hélio Apostolo
Rogério Fernandes
História Jefferson dos Santos da Silva
Marcelo Piccinini
Rafael F. de Menezes
Rogério de Sousa Gonçalves
Vanessa Silva
Geografia Duarte A. R. Vieira
Enilson F. Venâncio
Felipe Silveira de Souza
Fernando Mousquer

Projeto e
Produção
Desenvolvimento Pedagógico

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Propriedades
coligativas soluções iônicas São as que possuem íons como
partículas dispersas (não tem que
contar só íons), podendo também
apresentar moléculas não-ioniza-
Quando observamos uma fruta sem casca, das. Portanto, o número de partícu-
pera ou maçã, por exemplo, que contém uma certa las de soluto existentes na solução
quantidade de açúcar e colocamos essa fruta em depende:
contato com uma solução concentrada de açúcar • do número de íons presentes;
(caldo), ocorre um movimento espontâneo de água • do grau de dissociação ou ioniza-
e açúcar nos dois meios em uma tentativa de igualar ção ( ) do composto.
as concentrações. Com isso, observa-se que a fruta,
ao perder água, adquire uma consistência mais a) 1 mol de partículas (íons, átomos, moléculas)
firme e, incorporando açúcar, passa a ter um sabor – 6,02 . 1023 partículas.
mais doce, eis uma boa ideia sobre a aplicação das
propriedades coligativas. b) 1 massa molar equivale à massa de 1 mol de
moléculas.

O efeito coligativo c) o efeito coligativo das soluções iônicas é


sempre maior que o das soluções mole-
culares, pois o número de partículas nas
Sabe-se que o número de partículas de soluto soluções iônicas é maior.
dissolvido em um solvente (independente da natu-
reza do soluto) atribui à solução formada uma série
de propriedades chamadas coligativas. Quando
fazemos o estudo das coligativas, comparamos o
Fator de Van’t Hoff
comportamento da solução em certas condições Em torno de 1880, Van’t Hoff percebeu, em
com o comportamento do respectivo solvente nas função dos seus experimentos, que o número de
mesmas condições. partículas de uma solução podia ser previsto por
As propriedades coligativas não dependem na meio de cálculos.
natureza do soluto, mas apenas do número de partí-
culas do soluto adicionados do solvente. O número de partículas em solução ps = pd . i
(ps) é igual ao número de partículas
O efeito coligativo será o mesmo se o número
de partículas adicionadas em determinado volume dissolvidas (pd) vezes o fator de
de solvente for o mesmo. correção de Van’t Hoff (i)
Fator de correção (i) i = 1 + α . (q – 1)
soluções α = grau de ionização ou dissociação i = ps / pd
soluções São as que possuem apenas molécu- q = n.° total de íons liberados
moleculares las como partículas dispersas. Neste Se um composto libera um número n . q = α . pd . q
caso, o número de partículas de total de íons igual a q, na ionização
soluto existentes na solução é igual total de uma partícula, quando n
ao número de moléculas que foram partículas forem ionizadas, temos:
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dissolvidas no solvente.

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Tonoscopia Composição da so-
Pressão de va-
lução quantidade de
por em mmHg H2Opura
A tonoscopia estuda o abaixamento da pressão matéria (n) de saca-
máxima de vapor de um solvente, causado pela adi- H2Osolução
rose/kg de água
ção de um soluto não-volátil.
1,0 . 10-2 759,7 760,0
5,0 . 10 -2
759,3 760,0
1,0 . 10-1 758,6 760,0
2,0 . 10-1 757,3 760,0

•• A qualquer temperatura, as moléculas de água 5,0 . 10-1 753,2 760,0


na fase líquida movimentam-se e colidem 8,0 . 10-1 749,2 760,0
entre si, efetuando constantemente trocas de
energia. De vez em quando, uma molécula de
Se desenharmos em um mesmo gráfico da pres-
água localizada na superfície adquire energia
são em mmHg, em função da temperatura em °C, as
suficiente para romper as ligações intermole-
curvas da pressão máxima de vapor de um solvente
culares feitas com outras moléculas, escapando
puro e da pressão máxima de vapor do solvente na
para fora da massa líquida. A evaporação é uma
solução, iremos observar que os traçados dessas
sucessão de eventos como esse.
duas curvas seguem bem próximos um do outro.
•• Em teoria, qualquer substância, sólida ou líqui- Pode-se dizer que as curvas do solvente puro
da, em temperatura diferente de zero K, possui e da solução ideal são equidistantes (quase parale-
uma pressão de vapor que lhe é característica las). A distância entre as curvas depende apenas do
e que aumenta com o aumento da temperatura. número de partículas do soluto: quanto menor for o
Substâncias que à temperatura ambiente têm número de partículas do soluto, mais próximas as
pressão de vapor muito reduzida são conside- curvas se situarão. Observe, a seguir, o gráfico das
radas não-voláteis. curvas da pressão máxima de vapor da água pura e
•• Considerando um recipiente fechado, em que da solução aquosa de sacarose.
coexistem em equilíbrio as fases líquida e de Pressão/mmHg
1 000
vapor de determinada substância ou solução, 900
p (solução)

podemos dizer que a pressão máxima de vapor 800 p2


p2 (solvente puro)

é a maior pressão que os vapores de um líquido 700 ∆ p = p2 - p


exercem em determinada temperatura. 600 p
500
400
300
200

Pressão máxima de vapor 100

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110
Temperatura/°C
Quando a pressão máxima de vapor se iguala à
pressão externa local, o líquido entra em ebulição, por
esta razão, em geral, em função da altitude, quando
a pressão atmosférica diminui, devido ao aumento Leis da tonoscopia
da altitude, o ponto de ebulição das substâncias
diminui, o que traz uma série de consequências,
entre elas a maior dificuldade de cozinhar alimentos Lei de Raoult
ou fazer chá.
Em uma solução ideal, o abaixamento da pres-
Sabemos também que a pressão do vapor do
são máxima de vapor (Dp) em relação à pressão má-
solvente na solução é sempre menor que a do res-
xima de vapor do solvente puro (p2) é igual à fração
pectivo solvente puro.
em quantidade de matéria do soluto (x1)
Por exemplo, a tabela a seguir mostra como o
aumento progressivo do número de partículas de
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sacarose dissolvidas numa mesma quantidade de


água vai diminuindo progressivamente a pressão de
vapor desse solvente.
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Lei de Babo não-volátil é sempre maior que o ponto de ebulição
do solvente puro (sob mesma pressão).
O abaixamento relativo da pressão de vapor A tabela a seguir mostra como o aumento pro-
gressivo do número de partículas de sacarose dis-
não varia com a temperatura.
solvidas em certa massa de água, ao mesmo tempo
que faz diminuir a pressão de vapor na solução, faz
aumentar o ponto de ebulição.

Pressão de vapor em

Água na Pressão de vapor em


Composição da solução: quan-
tidade de matéria de sacarose,
C12H22O11, por kg de água, H2O

ebulição em °C a

ebulição em °C a
Temperatura de

Temperatura de
mmHg a 100°C

mmHg a 100°C

760 mmHg
760mmHg
p = abaixamento absoluto da pressão máxima
de vapor.

= abaixamento relativo da pressão máxima

de vapor.

Água na
solução

solução
Água

Água
pura

pura
Ebulioscopia 1,0 . 10-2 760,0 759,9 100 100,01
5,0 . 10 -2
760,0 759,3 100 100,03
Sabemos que a temperatura é uma medida da
1,0 . 10 -1
760,0 758,6 100 100,05
agitação térmica das partículas que constituem a
substância; assim sendo, quanto maior a temperatu- 2,0 . 10 -1
760,0 757,3 100 100,10
ra, maior a agitação das moléculas e maior a pressão 5,0 . 10 -1
760,0 753,2 100 100,26
de vapor da substância na fase líquida. 8,0 . 10-1 760,0 749,1 100 100,42
Quando se comparam substâncias diferentes,
existem outros fatores a se considerar em relação às Observe que, à medida que o solvente vai
diferenças de pontos de ebulição, como, por exemplo, evaporando, a concentração da solução vai au-
as forças intermoleculares, a polaridade etc. Podemos mentando; por isso, considera-se ponto de ebuli-
dizer também que, entre substâncias que estabele- ção da água na solução a temperatura em que a
cem o mesmo tipo de interação intermolecular, terá ebulição tem início.
o maior ponto de ebulição aquela que possui a maior
Se fizermos um gráfico da pressão de vapor
massa molar.
em função da temperatura no qual estejam assi-
naladas as curvas da pressão de vapor de um sol-
vente puro e de uma solução ideal desse solvente,
iremos observar a variação que ocorre no ponto de
ebulição, e.
Pressão/mmHg

Se observarmos substâncias de massa molar p2 p

próxima, porém com interações distintas, o ponto


∆ e = t - t2 ∆e
de ebulição será maior, quanto mais intenso for a P
ligação intermolecular:
pontes de hidrogênio > dipolo permanente >
forças de Van der Waals.
Temperatura/°C
t2 t

A ebulioscopia estuda o aumento do ponto de


ebulição do solvente, ocasionado pela adição de um Leis da ebulioscopia
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soluto não-volátil.
Está fundamentada na Lei de Raoult já que
Temos que a temperatura em que se inicia
a diferença entre o ponto de ebulição do solvente
a ebulição do solvente em uma solução de soluto
numa solução t e o ponto de ebulição de solvente
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puro t2 corresponde à elevação ebulioscópica ( ep), Por esse motivo, considera-se o ponto de solidi-
e é diretamente proporcional à concentração molal ficação de uma solução como a temperatura em que
dessa solução. a solidificação teve início.
e = Ke . w ou t . t2 = Ke . w Fazendo-se um gráfico da pressão em função da
onde w = molalidade temperatura, em que estejam assinaladas às curvas
m1 da pressão de vapor de um solvente puro nas fases
w= sólida e líquida e de uma solução ideal desse solvente,
M1 . m2(kg)
podemos observar o abaixamento, c= 2 – , que ocor-
Crioscopia re no ponto de solidificação da solução, , em relação
ao do solvente, 2.
A crioscopia está relacionada ao ponto de so- Pressão/mmHg
lidificação das substâncias. Para que haja a solidifi-
cação, as moléculas perdem energia e a temperatura solvente puro
p2
diminui. (líquido)
Logo, quanto menor a temperatura, menor será p
a agitação molecular e, com isso, menor será a pres- solvente puro
são de vapor da substância. Entre as substâncias (sólido) solvente na
solução ideal
que estabelecem o mesmo tipo de interação entre as
moléculas, terá o ponto de solidificação mais baixa
aquela que possuir a menor massa molar e isso irá ∆ c = θ2 - θ
requerer uma perda de energia maior.
O ponto de solidificação será mais baixo, quanto
θ θ2 Temperatura/°C
mais fraco for a ligação intermolecular estabelecida.
A crioscopia estuda justamente o abaixamento
do ponto de solidificação do solvente causado pela
adição de um soluto não-volátil. Lei do crioscópio
Fundamenta-se na Lei de Raoult.
Pressão de vapor e a A diferença entre o ponto de solidificação do
solvente puro e a temperatura de início de solidi-
solidificação ficação do solvente em uma solução ideal (AC =>
abaixamento criscópico) é diretamente proporcional
Para que um líquido puro passe da fase líquida à concentração molal da solução.
para a fase sólida, isto é, para que atinja o ponto de
c= Kc . w ou 2 – = Kc . w
solidificação, é necessário que as pressões de vapor
da fase líquida e da fase sólida se tornem iguais.
No ponto de pressão máxima de vapor pressão máxima de
= vapor na fase sólida.
Diagrama de fases e grau de
solidificação na fase líquida
liberdade
Considere um sistema contendo um líquido puro
durante o ponto de solidificação, que ocorre para esse Se, para uma determinada substância, esque-
líquido a uma temperatura de x°C. matizarmos em um mesmo gráfico as curvas da
variação de temperatura de ebulição e de tempe-
A adição de um soluto ao sistema, formando
ratura de solidificação, em função da pressão de
uma solução ideal, baixa a pressão de vapor da fase
vapor, o ponto onde essas duas curvas coincidem é
líquida e interrompe a solidificação.
denominado ponto triplo da substância e representa
Para que a solução volte a se solidificar, é neces- o equilíbrio:
sário resfriá-la para baixar a pressão de vapor da fase
IESDE Brasil S.A.

sólida tornando-a novamente igual à da fase líquida,


o que irá ocorrer a uma temperatura inferior a x °C.
fase sólida fase líquida fase vapor
Quando uma solução entra em solidificação, o
solvente começa a se solidificar primeiro, tornando
a solução cada vez mais concentrada (lembre-se,
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por exemplo, de que o gelo formado a partir da água A curva que mostra as variações da temperatura
do mar não é salgado); isso faz com que o ponto de da substância em pressões abaixo do ponto triplo é
solidificação diminua progressivamente. denominada curva de sublimação.
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Para a água, por exemplo, o ponto triplo ocor- •• Sistema 3: água no ponto triplo, F = 3. Existe
re na pressão de 4,579mmHg e na temperatura de apenas uma temperatura e uma pressão que
0,0098°C. O diagrama de gases da água é represen- corresponde ao ponto triplo. Calculando o va-
tado, então, como no gráfico a seguir. lor de L, temos: L = 0. Sistema nulivariante.

P(mmHg)
760
Osmoscopia
Fase
Fase líquida A osmose é um dos fenômenos responsáveis pela
sol

ascensão da seiva nas plantas. Vemos que a solução


idifi

sólida ão
liç
caç

u existente no interior da raiz é mais concentrada do que


eb
ão

4,579
na terra ao seu redor, por isso ocorre a passagem de
Fase
vapor
líquidos da terra para o interior da planta.
sublimação
Se pensamos sempre em atingir um “equilíbrio”,
0 0,0098 100 t(°C)
podemos observar que, se duas soluções de mesmo
solvente, porém com concentrações distintas, forem
•• Nos pontos que formam a curva de ebulição, separadas por uma membrana semipermeável, es-
coexistem as fases líquida e vapor. pontaneamente o solvente irá passar da mais diluída
para a mais concentrada, para que possamos igualar
•• Nos pontos que formam a curva de solidifica-
as concentrações.
ção, coexistem as fases sólida e líquida.
A osmoscopia estuda a passagem espontânea
•• Nos pontos que formam a curva de sublima- de solvente de uma solução mais diluída para uma
ção, coexistem as fases sólida e vapor. mais concentrada através de membranas semi-
As variáveis como pressão, temperatura, con- permeáveis.
centração, que (conforme cada caso) precisam ser
definidas para descrever perfeitamente um sistema Conceitos fundamentais
em equilíbrio de fases, são denominadas compo-
nentes independentes (C) do sistema. O valor de Difusão trata-se do movimento espontâneo
qualquer outra variável é fixado em função desses das partículas de uma substância ao se espalharem
componentes independentes. uniformemente em meio a partículas de uma outra
O número de fatores que devem ser especifica- substância, ou mesmo ao atravessarem uma parede
dos para descrever completamente um sistema e que porosa.
podem ser variados sem alterar o número de fases (F) Membranas semipermeáveis são membra-
denomina-se grau de liberdade (L) ou variância e é nas que possuem uma ação seletiva quanto ao tipo
calculado pela equação de Gibbs: L = C + 2 – F. de substância que pode atravessá-las, exemplo mais
O grau de liberdade (L) de um sistema é o comum é a membrana celular.
número de condições que podem ser modificadas Osmose palavra que vem do grego e significa
livremente sem o desaparecimento ou a formação impulso, é o nome que se dá à passagem de solvente
de uma fase. através da membrana.
Considere, por exemplo, um sistema formado
pela substância água, que pode ser definido pelas Osmose
variáveis pressão e temperatura, com número de
componentes independentes C = 1. É comum que ocorra no sentido:
•• Sistema 1: água numa única fase, F = 1. Para solvente solução;
cada temperatura da água em determinada solução menos concentrada solução mais
fase, há vários valores possíveis de pressão concentrada.
e vice-versa. Calculando o valor de L, temos: Isso se explica em função da maior pressão de
L = 2. Sistema bivariante. vapor de solvente puro ou de solvente na solução
•• Sistema 2: água mudando de fase, F = 2. menos concentrada.
Para cada temperatura da água mudando Quando se quer impedir a osmose, é preciso
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de fase existe um único valor possível de exercer sobre um sistema uma pressão no sentido
pressão e vice-versa. Calculando o valor de inverso ao da osmose, a qual denominamos pressão
L, temos: L = 1. Sistema univariante. osmótica.
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Como as soluções ideais tem um comporta-
mento semelhante ao dos gases ideais, podemos
calcular essa pressão osmótica pela equação de
Clapeyton.
1. Considere 4 frascos de 2 litros de capacidade, numera-
dos de I a IV, aos quais foram acrescentados simultanea-
mente 800mL de um líquido (como é descrito a seguir).
Imediatamente após a adição do líquido, cada frasco é
hermeticamente fechado e mantido em repouso por 4
semanas, sob a mesma temperatura.
I. Água.
II. Solução aquosa 0,1 mol/L de sacarose, C12H22O11(aq).

Assim, se considerarmos duas soluções, a solu- III. Solução aquosa 0,1 mol/L de nitrato de potássio,
ção A mais concentrada e a solução B mais diluída, de nitrato de potássio, KNO3(aq) % = 100%.
ocorrerá passagem de solvente da solução B para a IV. Solução aquosa 0,1 mol/L de fosfato de sódio,
solução A. Na3PO4(aq) % = 100%.
A medida da pressão osmótica – a pressão que a) Calcule o número de partículas de soluto em cada
é preciso exercer sobre a solução A para impedir frasco e explique o que se pode esperar do nível de
que a osmose ocorra espontaneamente (de B para cada líquido no frasco após o tempo de repouso.
A) – é diretamente proporcional à concentração da
solução A. b) Qual apresenta maior pressão de vapor? Justifique.
Observe pela equação de Van’t Hoff que, sendo c) Qual apresenta maior temperatura de ebulição?
R uma constante e T a temperatura absoluta (em Justifique.
kelvin) da experiência (também constante), a pressão
d) Qual apresenta maior temperatura de congelamen-
osmótica, passa a depender apenas da concentra-
to? Justifique.
ção em qualidade de matéria M.
Quanto maior for a concentração em quantida- `` Solução:
de de matéria M da solução, maior será sua pressão
osmótica e vice-versa. a) Frasco I: água pura (zero partícula de soluto).
=M .R.T ou =M .R.T Frasco II:
Lembre-se também de que, em se tratando de 1 C12H22O11(s) 1 C12H22O11(aq)
soluções iônicas, a expressão da pressão osmótica
deve ser corrigida pelo fator i de Van’t Hoff. 0,1 mol de C12H22O11(s) 0,1 mol de C12H22O11(aq)
Assim, para soluções de eletrólitos, calculamos 0,1 mol de C12H22O11(s) ------ 1 000mL de C12H22O11(aq)
a pressão osmótica pela expressão: x ----------------------------------- 800mL de C12H22O11(s)
. V = n . R . T . i ou =M.R.T.i 0,1 = 1 000 x = 800.0,1
É importante, ainda, sabermos que as soluções x 800 1 000
podem ser classificadas quanto às suas pressões x = 0,08 mol ou 0,08 . 6,02 . 1023
osmóticas da seguinte maneira: sejam duas soluções x = 4,816 . 1022 ou 4,82 . 1022 partículas
A e B, de pressões osmóticas respectivamente A e
B à mesma temperatura.
Frasco III: 1 KNO3(s) 1 K1+ (aq)+ 1 NO31-(aq)
A solução A é hipertônica em relação à solução
B quando: 0,1 mol 0,1 mol + 0,1 mol
A B 0,2 mol de partículas ----------- 1 000mL de solução
A solução A é hipotônica em relação à solução y -------------------------------------- 800mL de solução
B quando: 0,2 = 1 000 x = 800.0,2
y 800 1 000
A B
A solução A é isotônica ou isosmótica em rela- y = 0,16 mol ou 0,16 . 6,02 . 1023
ção à solução B quando: y = 9,63 . 1022 partículas
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A= B
Frasco IV: 1 Na5PO4(s) 3 Na1+(aq) + 1 PO43-(aq)
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0,1 mol 0,3 mol + 0,1 mol podemos concluir que, para solidificá-lo, ainda que a
temperaturas tão baixas quanto 1,0K, a pressão mínima
0,4 mol de partículas ---------- 1 000mL de solução
exigida é de 26 atmosferas.
z ------------------------------------ 800mL de solução O hélio também apresenta anomalias quanto à sua
0,4 1 000 800.0,4 densidade na fase líquida, ou seja, ela é bem menor do
z = 800 x = 1 000
que se poderia esperar por sua massa e por seu raio
z = 0,32 mol ou 0,32 . 6,02 . 1023 atômico, atingindo um valor máximo na temperatura
de 2,18K, na região onde convencionou-se chamar a
z = 1,926 . 1023 ou 1,93 . 1023 partícula fase líquida de hélio I. Na região onde a fase líquida
A pressão de vapor do solvente diminui com o aumento é denominada hélio II, devido à baixa densidade e à
de partículas dissolvidas; assim: elevada tensão superficial do hélio, ocorre o fenômeno
da superfluidez, ou seja, ao ser colocado em um
pH2O > pC12H22O11(aq) > pKNO3(aq) > pNa3PO4(aq) recipiente aberto, o hélio líquido forma um menisco,
A solução que apresenta maior pressão de vapor evapora que se estende ao longo das paredes internas e
mais rapidamente; portanto, o nível de líquido nos frascos desce pelas externas até abandonar completamente
em ordem crescente será: o recipiente.
Em relação ao diagrama de fases do hélio, indique:
frasco I < frasco II < frasco III < frasco IV
a) A temperatura e a pressão a partir das quais coe-
b) O frasco I, que contém água pura. xistem as fases gasosa e líquida do hélio.
c) A maior temperatura de ebulição corresponde ao b) A temperatura e a pressão a partir das quais
sistema com menor pressão de vapor: o frasco IV. coexistem as fases sólida e líquida do hélio (hé-
d) A maior temperatura de congelamento correspon- lio II).
de ao sistema que contém água pura (frasco I). Em
todos os demais há soluto dissolvido na água. Esse `` Solução:
soluto diminui a temperatura de congelamento (efeito a) 0,1atm/2,18K.
crioscópico).
b) 30atm/1,8K.
2. O hélio (He) é a única substância que não possui um
ponto triplo, isto é, que não existe nenhuma condição 3. (Vunesp) No gráfico a seguir, as curvas I, II, III e IV cor-
de temperatura e pressão na qual coexistam as fases respondem à variação de pressão de vapor em função
sólida, líquida e vapor, conforme mostra o diagrama de da temperatura de dois líquidos puros e das respectivas
fases esquematizado a seguir. soluções de mesma concentração de um mesmo sal
nesses dois líquidos. O ponto de ebulição de um dos
P/atm líquidos é 90°C.
50
Pressão de vapor/mmHg

40 800
sólido I II III IV
780
30
26 líquido 760
(hélio II, superfluidez)
20 740
líquido
720
10 (hélio I,
densidade
0,1 700
máxima)
gás
0 680
1,0 1,8 2,18 2,6 3,4 4,2 5,0 6,0 T/K 50 60 70 80 90 100 110
Temperatura/°C
Se hélio sólido e hélio gasoso são postos em contato,
uma das fases desaparece e permanece apenas a Utilizando os números das curvas respectivas:
outra. Ou o sólido funde, restando apenas hélio líquido a) indicar quais curvas correspondem aos líquidos
e gasoso, ou, então, o gás condensa, resultando em puros. Indicar, entre os dois, qual é o líquido mais
hélio sólido e líquido. volátil e justificar.
Outra característica peculiar do hélio é não se solidificar
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b) indicar quais curvas correspondem às soluções.


a nenhuma temperatura quando submetido à pressão
Justificar.
correspondente à sua pressão de vapor. Pelo diagrama,
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`` Solução: b) fervia rapidamente, porque a temperatura de ebu-
lição estava acima de 100°C devido à rarefação do
a) A curva I corresponde a um líquido puro e a curva II
ar e ao consequente aumento de sua pressão de
corresponde à solução ideal desse líquido, que teve
vapor.
um aumento na temperatura de ebulição provoca-
do pela adição de um soluto. c) fervia rapidamente, porque a temperatura de ebuli-
ção estava acima de 100°C devido à baixa pressão
A mesma situação se verifica na curva III, que cor-
atmosférica.
responde a um líquido puro, enquanto a curva IV
corresponde a uma solução ideal desse líquido, que d) não fervia, porque a baixa umidade e temperatura
teve sua temperatura de ebulição aumentada devi- aumentaram a pressão de vapor do líquido a ponto
do à adição de um soluto. de impedir que entrasse em ebulição.
Entre os líquidos I e III, o líquido I é o mais volátil e) fervia tão rapidamente quanto ao nível do mar e
porque, sob uma mesma pressão, o líquido I entra apresentava ponto de ebulição idêntico, pois tra-
em ebulição antes do líquido III. tava-se do mesmo composto químico e, portanto,
não poderia apresentar variações em seus “pontos
b) As curvas II e IV, conforme justificado no item an-
cardeais”, ou seja, os pontos de fusão e de ebulição
terior.
e sua densidade.
4. No desenho animado O Natal de Charlie Brown, as crian-
ças brincam na neve e um dos personagens é desafiado `` Solução: A
a colocar a língua em um poste coberto de gelo. Quando
6. (FGV) Em países onde os invernos são rigorosos,
a criança atende ao desafio, sua língua gruda no gelo e
coloca-se sobre o leito das ruas consideradas prioritá-
o personagem fica preso ao poste.
rias ao trânsito uma mistura de cloreto de sódio, NaC ,
Trata-se de um fenômeno real e de uma brincadeira cloreto de cálcio, CaC 2, e areia para diminuir os riscos
comum entre as crianças de regiões onde o inverno de derrapagens dos veículos durante os períodos de
é rigoroso e costuma nevar. Outro filme que explora nevadas. Cada um desses produtos tem uma função
o fenômeno é o Debi & Loide, no qual um dos definida, que associadas são muito eficientes. Indique
protagonistas fica preso pela língua quando andava em a afirmação correta.
um teleférico.)
a) O cloreto de sódio abaixa o ponto de congelamento
Explique por que esse fenômeno ocorre. da água; o cloreto de cálcio, quando se dissolve,
absorve calor e a areia aumenta a aderência dos
`` Solução:
pneus ao solo.
Os sais e as demais substâncias dissolvidas na saliva
b) O cloreto de sódio eleva o ponto de congelamento
provocam uma redução da temperatura de solidificação
da água; o cloreto de cálcio, quando se dissolve,
da água, porém a água contida no interior das células
absorve calor e a areia aumenta a aderência dos
apresenta quantidade inferior de solutos, congelando-se
pneus ao solo.
com maior facilidade.
c) O cloreto de sódio abaixa o ponto de congelamento
Como as células permitem a entrada e a saída de água,
da água; o cloreto de cálcio, quando se dissolve, li-
ocorre a cristalização da água das células com a água
bera calor e a areia aumenta a aderência dos pneus
do gelo por meio de pontes de hidrogênio. As pontes
ao solo.
de hidrogênio provocam a adesão da língua ao gelo
do poste. d) O cloreto de sódio abaixa o ponto de congelamento
da água; o cloreto de cálcio dissolve-se por meio
(Observe, porém, que as pontes de hidrogênio não são
de uma reação endotérmica e a areia aumenta a
fortes o suficiente para aguentar a massa de um adulto
aderência dos pneus ao solo.
pendurado em um teleférico.
e) O cloreto de sódio eleva o ponto de congelamento
5. (Fafica) Em um acampamento à beira-mar, um campista
da água; o cloreto de cálcio dissolve-se por meio
conseguiu preparar arroz cozido utilizando-se de água,
de uma reação endotérmica e a areia aumenta a
arroz e uma fonte de aquecimento. Quando esse mesmo
aderência dos pneus ao solo.
campista foi para uma montanha a 5 000m de altitude,
observou, ao tentar cozinhar arroz, que a água:
`` Solução: C
a) fervia, mas o arroz ficava cru, porque a água estava
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fervendo a uma temperatura inferior a 100°C devido


ao abaixamento de sua pressão de vapor;

8
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8. (PUC) A dissolução de 3g de uma substância desco-
nhecida em 100g de tetracloreto de carbono. CC 4 eleva
o ponto de ebulição do CC 4 de 0,60°C.
A constante ebuliométrica Ke, do CC 4 é igual a 5,03°C/
molal, enquanto a constante criométrica, Kc vale 31,8°C
7. O diabetes é um mal que aflige milhões de pessoas
molal para o mesmo solvente.
no mundo inteiro.
Para uma solução com a composição acima indicada,
A doença manifesta-se quando o pâncreas deixa de pede-se calcular:
produzir insulina, enzima (proteína) responsável pela
a) o abaixamento do ponto de congelamento do CC 4.
redução da glicose, C6H12O6, na corrente sanguínea
pela entrada dessa substância nas células. b) a massa molecular do soluto desconhecido.
O diabetes provoca vários distúrbios que vão desde
a dificuldade de cicatrização de ferimentos até à `` Solução:
cegueira e ao coma, podendo resultar em morte. c Kc c 31,8
= =
Existem dois tipos de diabetes. O diabetes do tipo O e Ke 0,60 5,03
é causado por um processo degenerativo que destrói 0,60 . 31,8
c= c = 3,79°C
as células pancreáticas. Por esse motivo, o portador 5,03
passa a necessitar da administração contínua de K . m .1 000 31,8 . 3 . 1 000
insulina, por via venosa, para sobreviver. c= c 1 3,79°C =
M1 . m2 M1 . 100
A insulina não pode ser tomada por via oral porque 31,8 . 3 . 1 000
é uma proteína e seria digerida. M1 = M1 251,7u
3,79 . 100
O diabetes do tipo 2 é o mais simples e manifesta- 9. As águas do Mar Morto são conhecidas por apresenta-
se principalmente em adultos; a diferença é que o rem alta concentração de sulfeto de sódio, Na2S. Como
pâncreas produz insulina, mas o organismo apresenta consequência, a força de empuxo que atua sobre as
uma resistência à sua ação. pessoas que mergulham nessas águas é grande o sufi-
Nesse caso, o diabético é obrigado a manter os níveis de ciente para permitir que elas fiquem boiando sem fazer
açúcar com auxílio de medicamentos e dietas com baixo esforço algum. O nome Mar Morto vem do fato de suas
teor de açúcares e amido. Pode haver uma necessidade águas serem inóspitas para a maior parte das espécies
temporária de uso de insulina conforme o quadro de vida existentes em outras águas oceânicas.
apresentado pelo paciente, como infecções, efeitos
(Empuxo é uma força vertical de baixo para cima que
colaterais medicamentosos e excesso de peso.
os líquidos exercem em corpos que neles estão total ou
Suponha que o exame de uma amostra de sangue de parcialmente imersos, cuja intensidade é igual ao peso
um diabético acuse uma concentração de glicose igual da porção de líquido deslocada pelo corpo.)
a 270mg/L. Qual o número de partículas de glicose
a) Entre uma amostra de água do Mar Morto e uma
dispersas no sangue desse paciente? Considere o
amostra de água do Oceano Atlântico, nas mesmas
volume total de sangue no organismo igual a 6L.
condições de pressão e temperatura, indique, justi-
`` Solução: ficando, qual evapora com maior rapidez.
b) Explique, baseado no conceito de osmose, por que
Massa molar da glicose, C6H12O6 = 180g/mol as águas do Mar Morto não são adequadas ao de-
270mg de glicose ---------------------------- 1L senvolvimento de peixes e plantas aquáticas.

x ------------------------------------------------ 6L `` Soluções:
270 1
= x = 1 620 a) A água do Atlântico evapora com maior rapidez por
x 6 1 apresentar menor concentração de solutos e, portanto,
x = 1 620mg ou 1,62g de glicose maior pressão de vapor.
180g de glicose ---------------------------- 1 mol b) As águas do Mar Morto apresentam uma concentra-
1,62g de glicose --------------------------------- y ção elevada de sais e, consequentemente, uma elevada
180 = 1 pressão osmótica. As células animais e vegetais em
y = 1,62.1 contato com esse meio tendem a sofrer desidratação,
1,62 y 180
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ou seja, a água passa do corpo do animal ou do vegetal


y = 0,009 mol de glicose
para as águas do Mar Morto, o que torna inviável a so-
0,009 . 6,02 . 1023 = 5,418 . 1021 partículas. brevivência dessas espécies.
9
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10. Um soro feito em casa e usado para combater a desi- = 3,48atm.
dratação é preparado com 0,30g de cloreto de sódio,
b) Como a pressão osmótica do sangue é 7,8atm, o soro
NaC e 1,20g de sacarose, C12H22O11, em 100,0mL de
preparado é hipotônico em relação ao sangue.
água, na temperatura de 37°C.
ntotal . R . T . V(L)
Admita que o cloreto de sódio esteja totalmente c) = ntotal =
dissociado. V(L) R.T
Dado: R = 0,082atm .L . mol -1 . K -1. Considere a 7,8 . 0,100
equivalência: 0°C = 273K. ntotal = 0,082 . 310,15 ntotal 0,0307 mol
a) Qual a pressão osmótica dessa solução? ntotal = nNa1+ + nC 1- + nC H O
12 22 11
b) Sabendo que a pressão osmótica do sangue é igual
a 7,8atm a 37°C (temperatura do corpo), determine 0,0051 mol de Na1+ em 0,0137 mol total
se, nessa temperatura, o soro é hipotônico, hipertô- x em 0,0307 mol total
nico ou isotônico ao sangue.
0,0051 0,0137 0,0307 . 0,0051
c) Calcule a massa de NaC e de C12H22O11 que se = x=
x 0,0307 0,0137
deve utilizar, seguindo a proporção indicada no
enunciado, para preparar 100,0mL, a 37°C, de um x = 0,0114 mol de Na1+
soro isiotônico em relação ao sangue. 0,0051 mol de C 1– em 0,0137 mol total

`` Soluções: y em 0,0307 mol total


0,0051 0,0137 0,0307 . 0,0051
a) Massa em g/mol: NaC = 58,5 e C12H22O11 = 342 = y=
y 0,0307 0,0137
ntotal
=M.R.TeM= y = 0,0114 mol
V(L)
ntotal = nNa+ + nC - + nC H O 1NaC (s) 1Na1+(aq) + 1C 1-
(aq)
12 22 11
Cálculo da quantidade de matéria de NaC nNaC = 0,0114

mNaC 0,30 0,0078 mol de C12H22O11 em 0,0137 mol total


n NaC = n NaC = n NaC = z em 0,0307 mol total
MNaC 58,5
0,0051 mol 0,0035 0,0137 0,0307 . 0,0035
= z=
z 0,0307 0,0137
Cálculo da quantidade de matéria de Na1+ e C 1-: z = 0,0045 mol de C12H22O11.
H20( )
1NaC (s) 1Na1+(aq) + 1C 1-(aq) Cálculo da massa de NaC :
1 mol de NaC contém 2 mol de íons m=n.M m = 0,0114 . 58,5 m = 0,67g
0,0051 mol de NaC contém x Cálculo da massa de C12H22O11.
1 2 0,0051 . 2 m n.M m = 0,0078 . 342 m 2,67g
0,0051 = x x=
1
x = 0,0102 mol de ions.
Cálculo da quantidade de matéria de C12H22O11:
mC H O 1,20
nC H O = 12 22 11
nC H O =
12 22 11 MC H O 12 22 11 342 11. A ocorrência de fenômenos químicos e físicos sempre
12 22 11
envolve trocas de energia. A condensação ou a soli-
nC H O = 0,0035 mol
12 22 11 dificação de uma substância (fenômenos físicos) ou
Cálculo da quantidade de matéria total: a combustão (fenômeno químico) são exemplos de
processos exotérmicos, nos quais a energia é liberada
ntotal = 0,0102 + 0,0035 ntotal = 0,0137 mol do sistema para o meio ambiente. A fusão ou a ebulição
Cálculo da pressão osmótica: de uma substância (fenômenos físicos) ou em algumas
reações específicas, como a formação do iodeto de hi-
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ntotal . R . T 0,0137 . 0,082 . 310,15 drogênio, HI(g)­, a partir do gás hidrogênio, H2(g), e do iodo,
= =
V(L) 0,100 I2(g) (fenômeno químico), são exemplos de processos
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endotérmicos, nos quais a energia é absorvida do meio
ambiente para o sistema.
As fontes de calor mais empregadas em laboratório
são: o bico de Bunsen, a chapa ou manta elétrica e 1. (Elite) Calcular o grau de dissociação iônica do NaC em
o banho-maria. uma solução aquosa cuja concentração é de 80g/1 000g
de H2O e que ferve a 101,35ºC.
A chama do bico de Bunsen fornece aquecimento
(Dados: Ke = 0,51ºC/molal; Na = 23u; Cl = 35,5u)
direto e rápido. A manta elétrica é empregada,
com frequência, quando a substância envolvida é 2. (Elite) Quando 1,645g de fósforo branco são dissolvidas
inflamável e a presença de uma chama comprometeria em 60mL de sulfeto de carbono, cuja densidade é de
a segurança da operação. 1,263g/mL, a solução ferve a 46,71ºC, enquanto o sulfeto
O banho-maria foi desenvolvido pelos alquimistas. de carbono puro ferve a 46,30ºC. Determinar a fórmula
É uma técnica que permite um aquecimento mais molecular do fósforo (dados: constante ebuliométrica
brando e mais uniforme e que pode ser utilizado também do sulfeto de carbono = 2,34ºC/molal; massa atômica
no trabalho com substâncias inflamáveis. Usa-se, nesse do fósforo = 31u).
caso, água em ebulição como fonte de aquecimento.
3. (ITA) Duas soluções, A e B, têm as seguintes com-
a) Por que é comum saturar a água do banho-maria posições:
com cloreto de sódio ou com nitrato de potássio?
• solução A: 17,8g de antraceno (massa molecu-
b) Qual das substâncias abaixo, utilizadas para lar = 178) em 100mL de benzeno;
saturar 1 000g de água a 20°C, faria com que • solução B: 6,4g de naftalina (massa molecular =
o banho-maria alcançasse uma temperatura 128) em 100mL de benzeno.
maior de ebulição da água?
A relação das pressões de vapor PA e PB é:
C12H22O11: 140g/1 000g de água a 20°C a) pA = pB.
NaC : 360g/1 000g de água a 20°C
b) pA > pB.
KNO3: 310g/1 000g de água a 20°C
c) pA < pB.
Justifique sua resposta.
d) faltam dados para responder.
`` Solução:
4. (Elite) Calcular a pressão de vapor e o abaixamento
Admita para os solutos iônicos % = 100% relativo de uma solução que possui 100g de açúcar
a) A presença de soluto não-volátil na água eleva seu (C12H22O11) em 500g de água, a 40ºC (dados: pressão de
ponto de ebulição e, portanto, faz com que o banho- vapor da água a 40ºC = 55,3mmHg ou 55,3torr; massa
maria forneça mais calor no aquecimento. molar do açúcar = 342g/mol; constante tonométrica da
água = 0,018 molal-1).
k . 1 000 . m1
b) Para a sacarose: te = e
m2 . M1 5. (Elite) Foram dissolvidas 0,2g de um composto em
te = 0,52 . 1 000 . 140 te = 0,21°C 74,6g de benzeno. A pressão de vapor da solução,
1 000 . 342 a 20ºC, é de 73,6mmHg; a do benzeno puro é de
k . 1 000 . m1 . i 74,6mmHg. Determinar a massa molecular do compos-
Para o cloreto de sódio: te = e
m2 . M1 to, sabendo que a constante tonométrica do benzeno
H20( ) vale 0,078g/mol.
NaC (s) 1Na1+(aq) + 1C 1–(aq)
6. (Vunesp) A variação das pressões de vapor do CHCl3 e
i=1+ . (q – 1) i – 1+ 1.(2 – 1)
do C2H5Cl com a temperatura é mostrada no gráfico.
i=1+2–1 i=2
1 400
te = 0,52 . 1 000 . 360 . 2 te = 6,40 °C 1 200
1 000 . 58,5 1 000
Para o nitrato de potássio: te = 1 000 . m1 . i 800
m2 . M1
H20( ) 600 C2H5C
1KNO3(s) 1K1+(aq)3 + 1NO1-3(aq) 400
CHC
te = 0,52 . 1 000 . 310 . 2 200 3
te = 3,19 °C
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1 000 . 101
0
O NaC , portanto, provoca um maior aumento na –30 –20 –10 0 10 20 30 40 50 60 70
temperatura de ebulição da água do banho-maria. Temperatura (0C)
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Considerando a pressão de 1 atmosfera: 10. (UERJ) Quando ganhamos flores, se quisermos que
a) A que temperatura cada substância entrará em elas durem mais tempo, devemos mergulhá-las dentro
ebulição? da água e cortarmos, em seguida, a ponta da sua haste.
Esse procedimento é feito com o objetivo de garantir a
b) Qual é o efeito da adição de um soluto não-volátil continuidade da condução da seiva bruta. Tal fenômeno
sobre a pressão de vapor das substâncias. ocorre graças à diferença de osmolaridade entre a planta
7. (PUC-SP) Uma certa massa de um dado soluto que se e o meio onde ela está, que são, respectivamente:
dissolve em 100g de benzeno determina um abaixa- a) hipotônica e isotônico.
mento de 1,28ºC no ponto de congelamento. A mesma
massa do mesmo soluto, quando se dissolve em 100g b) isotônica e hipotônico.
de água, faz decrescer o ponto do congelamento em c) hipertônica e isotônico.
1,395ºC. As constantes criométricas do benzeno e da
água valem, respectivamente 5,12 e 1,86ºC/molal. Se o d) hipotônica e hipertônico.
soluto em questão não se dissocia quando dissolvido em e) hipertônica e hipotônico.
benzeno e está totalmente dissociado em íons quando
dissolvidos em água, pode-se afirmar que o número de 11. (FUC-MT) Na desidratação infantil, aconselha-se a
íons em que se dissocia o soluto é igual a: administração de soro fisiológico para reequilibrar o or-
ganismo. Quando injetado nas veias, esse soro deve:
a) 6
a) ser isotônico em relação ao sangue.
b) 5
b) ser hipertônico em relação ao sangue.
c) 3
c) ser hipotônico em relação ao sangue.
d) 4
d) ter pressão osmótica maior do que a do sangue.
e) 2
e) ter pressão osmótica menor do que a do sangue.
8. (UFPA) Uma solução é preparada pela dissolução de
1g de etilenoglicol, C2H6O2, em 200g de água. Sabendo- 12. (PUC–Campinas) Adicionando em água pura células
se que a constante criométrica da água é 1,86ºC e a animais, como os glóbulos vermelhos, observa-se que
temperatura de congelamento da água é 0ºC, então a elas incham até arrebentarem. Esse fenômeno pode ser
temperatura de congelamento da solução é: explicado pela:
(Dado: massa molar do C2H6O2 = 62g.mol-1) a) migração de íons de dentro da célula para a água
a) –0,15ºC pura, a fim de igualar as temperaturas de ebulição
da solução celular e água pura.
b) –0,6ºC
b) passagem de moléculas da água para dentro da cé-
c) 0,15ºC
lula, a fim de aumentar a pressão da solução celular.
d) 0,4ºC
c) diminuição da temperatura de congelamento da
e) –0,4ºC água pura devido à adição de um soluto volátil.
9. (UFMG) Num congelador, há cinco formas que contêm d) migração de íons da solução celular para a água
líquidos diferentes para fazer gelo e picolés de limão. pura, pois a temperatura de ebulição da solução é
Se as formas forem colocadas, ao mesmo tempo, no menor do que a da água pura.
congelador e estiverem, inicialmente, com a mesma
e) passagem de moléculas da água para dentro da
temperatura, vai congelar-se primeiro a forma que
célula devido à diferença de pressão osmótica no
contém 500mL de:
interior e exterior da membrana celular.
a) água pura.
13. (IME) Uma solução aquosa 0,28mol/L de glicose
b) solução, em água, contendo 50mL de suco de li- é isotônica em relação a uma solução aquosa 0,20
mão. normal de um cloreto de metal alcalino-terroso, na
c) solução, em água, contendo 100mL de suco de li- mesma temperatura. Calcule o grau de dissociação
mão. aparente do sal.

d) solução, em água, contendo 50mL de suco de li- 14. (EFEI-MG) Conceitue:


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mão a 50g de açúcar. a) pressão osmótica.


e) solução, em água, contendo 100mL de suco de li- b) abaixamento do ponto de congelação.
mão e 50g de açúcar.
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15. (Unirio) Para dessalinizar a água, um método ultima-
800
mente empregado é o da osmose reversa. A osmose
1 2 água 3
ocorre quando se separa a água pura e a água salgada

pressão de vapor
600
por uma membrana semipermeável (que deixa passar

(mmHG)
moléculas de água, mas não de sal). 400
A água pura escoa através da membrana, diluindo a 200
água salgada. Para dessalinizar a água salobra é preciso
inverter o processo, por meio da aplicação de uma 0
pressão no lado com maior concentração de sal. Para 0 20 40 60 80 100 120
tal, essa pressão exercida deverá ser superior à: temperatura (0C)
a) densidade da água. Identifique as curvas 1, 2 e 3 representadas no gráfico.
b) pressão atmosférica. Justifique a sua resposta.
4. (Mackenzie) Considere os sistemas I e II, constituídos,
c) pressão osmótica.
respectivamente, por:
d) pressão de vapor.
I. 50mL de água pura.
e) concentração do sal na água.
II. 50mL de solução 0,1M de cloreto de sódio.
Submetidos às mesmas condições apropriadas, verifica-
se que:
a) no sistema I, a pressão de vapor da água é menor
1. (USF) Qual das soluções aquosas abaixo ferve à tem- do que no sistema II.
peratura mais elevada? b) no sistema II, a temperatura de ebulição da solução
a) Glicose 2 mol/L. é maior do que no sistema I.

b) Cloreto de sódio 1 mol/L. c) no sistema II, a temperatura de solidificação da so-


lução é maior do que no sistema I.
c) Sacarose 2 mol/L.
d) os dois sistemas apresentam a mesma temperatura
d) Carbonato de sódio 1 mol/L. de congelamento.
e) Ureia 90g/L (massa molar = 60g/mol). e) nos dois sistemas, a pressão de vapor é a mesma.
2. (UFRJ) Certas propriedades físicas de um solvente, tais 5. (UnB) Realizando seus estudos a respeito de alguns
como temperatura de ebulição e de solidificação, são al- aspectos da ciência e da tecnologia de alimentos, um
teradas quando nele dissolvemos um soluto não-volátil. estudante anotou as seguintes conclusões corretas:
Para verificar esse fato, quatro sais distintos foram I. Após se descascar uma maçã, sua superfície, ini-
dissolvidos em frascos contendo a mesma quantidade cialmente branca, escurece em alguns minutos de-
de água, como indica o esquema a seguir: vido a reações de oxidação. O mesmo não aconte-
I II III IV ce com a laranja e com o limão devido à presença
do ácido ascórbico, conhecido como vitamina C.

0,2 mol de 0,1 mol de 0,1 mol de 0,1 mol de II. Legumes cozidos apenas em água ficam inchados,
MgSO4 K2SO4 A 2(SO4)3 ZnSO4 ao passo que, se forem cozidos em água muito sal-
gada, endurecem.
a) Coloque as soluções I, II, III e IV em ordem crescen-
III. Alimentos podem ser aquecidos em forno de micro-
te de abaixamento da temperatura de solidificação
ondas. Ao submeter-se o alimento a microondas, as
que ocorre devido à adição do soluto.
moléculas de água absorvem energia eletromagné-
b) Sabendo que o volume final da solução do frasco II tica, gerando energia térmica, devido ao aumento
é de 3 litros, calcule a concentração de K2SO4, em de colisões entre as suas moléculas.
g/L, supondo concentração 0,1 mol/3L.
IV. Fermentos químicos utilizados em massas de pas-
3. (UFRJ) O gráfico a seguir representa, de forma es- telaria são misturas de substâncias que, quando se
quemática, curvas de pressão de vapor em função da encontram em água aquecida, liberam gases, entre
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temperatura de três líquidos puros – água, etanol, éter os quais o dióxido de carbono. A liberação de CO2
dietílico – e de uma solução aquosa de ureia. faz as massas crescerem.

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Julgue os itens seguintes, relativos às anotações feitas a) No topo do monte Everest a água entra em ebuli-
pelo estudante. ção a 76ºC. Consultando o gráfico, qual deve ser o
a) A conclusão I está relacionada ao fato de a vitamina ponto de ebulição do éter dietílico no mesmo local?
C ser um agente redutor. Justifique.

b) A conclusão II pode ser explicada pela aplicação do b) Pelos dados do gráfico, pode-se afirmar que, sob
conceito de osmose. uma mesma pressão, o ponto de ebulição do 1-bu-
tanol é maior do que o do éter dietílico. Explique
c) Submeter animais ao tipo de onda referido na con- esse comportamento com base na estrutura desses
clusão III não lhes causa danos. compostos.
d) A conclusão IV permite afirmar que o bicarbonato
9. (IME) Qual o volume de metanol, de massa específica
de sódio pode ser uma das substâncias presentes
0,800g/mL, que deve ser adicionado ao radiador de um
nos fermentos químicos.
veículo, contendo 9,00L de água, para que o congela-
6. (UFPE) Uma panela X, com água, e outra Y, com água mento não ocorra antes de a temperatura ambiente cair
salgada, são levadas ao fogo e, após algum tempo, seus abaixo de –10,3ºC? (A constante criométrica da água
conteúdos encontram-se em ebulição. O gráfico que é igual a 1,86ºC/molal. Massa molecular do metanol
melhor descreve a variação de temperatura (eixo das = 32)
coordenadas) dos líquidos em relação ao tempo (eixo
das abscissas) durante a ebulição é: 10. (Unicamp) No Rio de Janeiro (ao nível do mar), uma
certa quantidade de feijão demora 40 minutos em água
a) fervente para ficar pronta. A tabela a seguir fornece o
y valor da temperatura de fervura da água em função
x
da pressão atmosférica, enquanto o gráfico fornece
o tempo de cozimento dessa quantidade de feijão em
b) função da temperatura. A pressão atmosférica ao nível
x do mar vale 760mmHg e ela diminui 10mmHg para cada
y
100m de altitude.

c) x
em mmHG
Pressão

y 600 640 680 720 760 800 840 880 920 960 1000 1040

d)
Temperatura

y
em 0C

94 95 97 98 100 102 103 105 106 108 109 110


x

e)
x Tempo de cozimento versus temperatura
y 160
tempo de cozimento (min)

140
120
7. (IME) Considerando o sistema em equilíbrio constituído 100
de água líquida, gelo e vapor de água, pede-se o número 80
de componentes e o número de grau de liberdade desse 60
sistema. Justifique as respostas. 40
20
8. (Fuvest) O gráfico a seguir traz as curvas de pressão 0
90 92 94 96 98 100 102104 106108110 112
de vapor em função da temperatura do éter dietílico, temperatura (0C)
da água e do 1-butanol.
a) Se o feijão fosse colocado em uma panela de pres-
800
700
são a 880mmHg, em quanto tempo ficaria pronto?
pressão de vapor

600
b) Em uma panela aberta, em quanto tempo o feijão
ua

l
no
lico

ág

500
(mmHG)

uta
í

ficará pronto na cidade de Gramado (RS) na altitu-


iet

I–b
rd

400
éte

300 de de 800m?
200
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100 c) Em que altitude o tempo de cozimento do feijão


0
–20 –10 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130
(em uma panela aberta) será o dobro do tempo de
temperatura (0C) cozimento ao nível do mar?
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11. (ITA) Qual das opções abaixo contém a sequência cor- a) Não há razão para estar mais fraca a bebida de
reta de ordenação da pressão de vapor saturante das Campos do Jordão, pois foi preparada com os mes-
substâncias seguintes, na temperatura de 25ºC: mos ingredientes e procedimentos, contudo, ela
pode assim parecer se estiver menos quente.
CO2; Br2; Hg.
a) pCO2 > pBr2 > pHg. b) Não há razão para estar mais fraca a bebida de
Campos do Jordão, pois foi preparada com os mes-
b) pCO2≅ pBr2 > pHg. mos ingredientes e procedimentos; contudo, como
c) pCO2≅ pBr2≅ pHg. a temperatura ambiente do inverno de Campos do
Jordão costuma ser inferior à de Ubatuba, é possível
d) pBr2 > pCO2 > pHg.
que tal abaixamento da temperatura tenha provoca-
e) pBr2 > pCO2 ≅ pHg. do diminuição da sensibilidade gustativa de Pedro.
12. (Fafica) A respeito das propriedades coligativas das c) Mesmo utilizando os mesmos procedimentos e, su-
soluções, assinale a afirmação falsa. postamente, os mesmos ingredientes, a bebida de
a) São propriedades que dependem exclusivamente Campos do Jordão pode ser sensivelmente mais fra-
do número de partículas dispersas do soluto. ca, principalmente devido às deficiências do controle
da qualidade na seleção e industrialização do chá.
b) Em países da clima muito frio, os aditivos para ra-
diadores são usados para impedir que a água con- d) Até se utilizados os mesmos procedimentos e in-
gele esse é um exemplo do efeito crioscópico. gredientes, a bebida de Campos do Jordão deve
ser mais fraca, em consequência de efeitos da força
c) A água, nas “panelas de pressão”, mantém-se líqui- da gravidade.
da em temperaturas elevadas porque o ponto de
ebulição aumenta com a pressão. e) Não há nenhuma razão para bebidas preparadas
em Ubatuba e Campos do Jordão, com mesmos in-
d) A pressão osmótica de uma solução molecular é gredientes e procedimentos, serem mais ou menos
sempre igual à de uma solução iônica, desde que a fortes; portanto, se houve percepção diferenciada,
concentração seja a mesma. a mais provável explicação localiza-se na redução
e) Uma solução de água com açúcar tem temperatura de da capacidade perceptiva de Pedro, como a devida
ebulição superior à da água pura, na mesma pressão. a resfriados ou congestão nasal.
13. (Elite) Uma amostra de 5,50g de um composto cuja 15. (ITA) Considere as duas soluções aquosas seguintes,
fórmula mínima é C3H3O foi dissolvida em 250,0g de ambas na mesma temperatura.
benzeno, formando uma solução cujo ponto de conge- Solução I: contém 1,0 milimol de glicose e 2,0 milimols
lamento foi medido sob pressão de 1atm, obtendo-se de cloreto de cálcio, CaCl2, por quilograma de água.
o valor 4,48ºC. Sabendo que o benzeno puro congela
a 5,5ºC, determine: Solução II: contém apenas sulfato férrico dissolvido em
água.
Dado: kc do benzeno = 5,12ºC/molal.
Supondo soluções ideais e eletrólitos completamente
a) a massa molar do composto; dissociados, as duas soluções terão os mesmos valores
b) a fórmula molecular do composto. para suas propriedades coligativas se a solução II
contiver, por quilograma de água, a seguinte quantidade
14. (FGV) Pedro, residente em Ubatuba, cidade litorânea, de Fe2(SO4)3.
apreciador de chá, costuma prepará-lo meticulosamente,
a) 6,0/5milimols.
sempre da mesma forma, usando sua marca predileta e
água de uma determinada fonte de encosta, para, logo b) 3,0/1 milimols.
em seguida, tomá-lo bem quente. Certa vez, foi passar o
c) 4,0 . 5 milimols.
inverno em Campos do Jordão, cidade serrana próxima,
contudo bem mais fria por estar em elevada altitude d) 7,0/5 milimols.
(1 700m acima de Ubatuba), e também ali preparou sua
e) 5,0 . 7 milimols.
bebida predileta, seguindo rigorosamente os mesmos
procedimentos adotados em Ubatuba e utilizando a 16. (UFMG) Duas panelas de pressão iguais, uma aberta e
mesma marca de chá, dosagem e água, inclusive, que outra fechada, foram comparadas quanto às condições
cuidadosamente para lá levou em recipiente de vidro. de cozimento de uma mesma quantidade de certo
Contudo, ao tomar o chá, ainda bem quente, teve a nítida alimento. Ambas estavam ao nível do mar e à mesma
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sensação de estar este com sabor mais fraco. temperatura. Foram submetidas à mesma fonte de aque-
Indique a alternativa correta. cimento e continham a mesma quantidade de água.
15
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Observou-se, então, que: Aquece-se água pura em uma panela em ambiente cuja
•• a água, na panela aberta, entrou em ebulição em pressão é 700mmHg. Essa água entrará em ebulição,
menos tempo que na panela fechada; na temperatura próxima de:
a) 95°C
•• o cozimento do alimento foi mais rápido na panela
fechada que na panela aberta. b) 96°C
Considerando-se essas observações, é incorreto c) 98°C
afirmar que:
d) 99°C
a) a panela fechada requer mais tempo para atingir a
pressão atmosférica em seu interior. e) 100°C

b) a pressão de vapor da água em ebulição na panela 22. (PUC–Campinas) A concentração de sais dissolvidos no
fechada é maior que a pressão atmosférica. lago conhecido como Mar Morto é muito superior às
encontradas nos oceanos. Devido à alta concentração
c) a temperatura de ebulição da água na panela fe- de sais, nesse lago:
chada é maior que 100°C.
I. a flutuabilidade dos corpos é maior do que nos
d) o cozimento na panela fechada se passa em tem- oceanos;
peratura mais elevada que na panela aberta.
II. o fenômeno da osmose provocaria a morte, por desidra-
17. (Elite) Uma solução 0,10 molar de ferrocianeto de po- tação, de seres vivos que nele tentassem sobreviver;
tássio (K4Fe(CN)6), a 18°C, é isotônica com uma solução
0,30 molar de glicose (C6H12O6), à mesma temperatura. III. a água congela-se facilmente nos dias de inverno.
Calcular a porcentagem de dissolução iônica do ferro- Dessas afirmações, somente:
cianeto de potássio na referida solução.
a) I é correta.
18. (Elite) Dadas duas soluções 0,1 molar à mesma tempe-
b) II é correta.
ratura, uma de sulfato ferroso (FeSO4) e outra de cloreto
ferroso (FeCl2), determinar a de maior pressão osmótica, c) III é correta.
admitindo dissociação total para ambas. d) I e II são corretas.
19. Calcular a pressão osmótica, em atm, a 27°C, de uma e) I e III são corretas.
solução de sacarose (C12H22O11) a 5% em massa, de
1,017g/cm3 de densidade, quando separada da água 23. (FEI) Em um cilindro de aço de capacidade máxi-
por uma membrana semipermeável (dado: massa molar ma de 4 litros, previamente evacuado, munido de um
da sacarose = 342g/mol). êmbolo móvel, coloca-se 1 litro de água pura. Uma vez
atingido o equilíbrio, a uma dada temperatura, a pressão
20. A 27°C, uma solução aquosa contendo 20g de albumina de vapor de água é registrada no manômetro instalado
(proteína) por litro possui uma pressão osmótica de no cilindro.
7,90mmHg, quando separada da água por uma mem-
brana semipermeável. Determine a massa molecular Relativamente às proposições:
da albumina. I. a pressão de vapor da água pura não depende da
21. (UFAL) O gráfico abaixo mostra os valores do ponto de quantidade de vapor entre a superfície líquida e as
ebulição da água pura em função da pressão suportada paredes do êmbolo móvel.
pela água. II. a pressão de vapor da água pura não depende da
quantidade de líquido presente no cilindro.
100
III. o aumento da temperatura acarreta um aumento na
temperatura (0C)

pressão de vapor da água pura.


IV. ao substituirmos a água por igual quantidade de
éter puro, no cilindro, mantendo a mesma tempera-
95 tura, a pressão de vapor do éter puro registrada no
manômetro resulta a mesma da água pura.
São verdadeiras:
90
a) apenas a III;
500 550 600 650 700 750 800
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pressão (mmHg) b) apenas a III e IV;

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c) apenas a I, II e IV;
d) apenas a I, III e IV;
e) apenas a I, II e III.
24. (UFC) A temperatura normal de ebulição do 1-propanol,
CH3CH2CH2OH2 é 97,2°C, enquanto o composto meto-
xietano, CH3CH2OCH3, de mesma composição química,
entra em ebulição normal em 7,4°C.
Assinale a alternativa que é compatível com esta
observação experimental.
a) O mais elevado ponto de ebulição do 1-propanol
deve-se, principalmente, às ligações de hidrogênio.
b) O 1-propanol e o metoxietano ocorrem no estado
líquido, à temperatura ambiente.
c) Geralmente, os álcoois são mais voláteis do que os
éteres, por dissociarem mais facilmente o íon H+.
d) Em valores de temperatura abaixo de 7,4°C, a pres-
são de vapor do metoxietano é maior do que a
pressão atmosférica.
e) Em valores de temperatura entre 7,4 e 96°C, a pres-
são de vapor do 1-propanol é sempre maior do que
a de igual quantidade do metoxietano.
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10. E
11. A
12. E
1. 93%
13. = 90%.
2. A fórmula molecular é P4(atomicidade 4).
14.
3. C
a) Pressão osmótica de uma solução é a pressão re-
4. Abaixamento Relativo: A = 0,01.
cebida, por essa solução, de certa quantidade do
Pressão de vapor da solução: p = 54,7mmHg. solvente puro (ou de outra solução mais diluída)
5. M1 = 15, 6u. quando a solução se encontra separada do solven-
te puro ou de outra solução mais diluída por meio
6. de uma membrana semipermeável. Numericamen-
a) C2H5C : 13ºC. te, é calculada como a menor força que é preciso
aplicar no sentido inverso da osmose para impedir
b) CHC 3 : 60ºC. que ela ocorra.
c) A adição de um soluto não-volátil diminui a pressão b) É a diminuição do ponto de solidificação da solução
de vapor do solvente. em relação ao respectivo solvente puro. Essa dimi-
7. C nuição é diretamente proporcional à concentração
molal da solução.
8. A
15. C
9. A
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(1 700m). Submetendo-se as folhas de chá a uma
maior temperatura, consegue-se extrair maior quan-
tidade de substâncias (e até substâncias diferentes).
1. D Isso explica a sensação de “mais fraco” que Pedro
percebeu em Campos do Jordão.
2.
A temperatura de ebulição da água, em termos físico-
a) IV < II < I < III. químicos, diminui com a diminuição da pressão a
0,1 mol que o líquido está submetido. Curiosamente, a banca
b) C = 5,8 g/L supondo [K2 SO4] = .
3L examinadora associa a diminuição da pressão atmosférica
3. 1 = Éter dietílico; 2 = Etanol; 3 = Solução aquosa de ureia. em função da altitude à força da gravidade.
4. B 15. D

5. V, V, F, V (na ordem de cima para baixo). 16. A

6. A 17. = 0,5 ou 50%.

7. Para a substância água no equilíbrio de fases: 18. A solução de cloreto ferroso possui maior pressão
osmótica.
gelo água vapor
19. P = 3,65atm.
Não temos a liberdade de variar nem a temperatura
nem a pressão, porque o equilíbrio no ponto triplo só 20. M1 = 47 316u.
se estabelece a uma única temperatura (0,0098ºC) e a
21. C
uma única pressão (4,579mmHg). Consequentemente,
tanto o número de componentes independentes, como 22. D
o grau de liberdade do sistema são iguais a zero. 23. E
8.
24. A
a) 10ºC.
b) H3C – C – C –C – OH; H3C – C – O –C – CH3.

O ponto de ebulição do 1-butanol é maior, uma vez


que as suas ligações intermoleculares são do tipo
pontes de hidrogênio, mais intensas que as ligações
intermoleculares do éter dietílico (Van der Waals – dipolo
permanente).
9. 2L de metanol.
10.
a) 20min.
b) 60min.
c) 1 200m.
11. A
12. D
13.
a) M1 = 110,43g/mol.
b) Fórmula molecular: C6 H6 O6.
14. Usando-se, meticulosamente, o mesmo procedimento
e ingredientes (inclusive a água) na preparação do
chá, a composição da efusão preparada em Ubatuba
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e em Campos do Jordão não é a mesma. Isto ocorre


porque o ponto de ebulição da água é maior em
Ubatuba (nível do mar) do que em Campos do Jordão
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