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Curso: Direito Administrativo para AFRFB

Teoria e Questões comentadas


Prof.Marcelo Santopietro - Aula 00

4 – Resumo

Estado (letra maiúscula): pessoa jurídica de direito público externo que


organiza através de um governo soberano seu povo em um determinado
território.
Elementos do Estado: Povo, Território e Governo Soberano.
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Estado Liberal: Intervenção mínima do Estado, principalmente na economia,


onde a iniciativa privada teria maior capacidade de atuar de forma eficiente.
Estado Absolutista: onde o monarca detinha imenso poder (criação,
execução e julgamento das leis) e atuava fortemente em todos os setores.
Estado de Bem-Estar Social: O Estado se torna agente da promoção
(protetor e defensor) social e organizador da economia, atuando de forma
mais efetiva na garantia de direitos básicos dos cidadãos.
Poder Político: Capacidade de se organizar inclusive com a edição de leis e
políticas públicas.
Forma de Estado: Divisão do Poder Político dentro de um Estado.
Estado Unitário: Um único poder político, quando dizemos que há
centralização política.
Estado federado: Mais de um poder politico, também chamado de complexo
ou composto. Nesse caso ocorre a chamada descentralização politica.
Divisão do poder político no Brasil: os chamados entes políticos de direito
público interno são: União, Estados, Municípios e Distrito Federal.
A autonomia dos entes políticos se manifesta em três áreas distintas:
política, administrativa e financeira.
Autonomia Política: Capacidade de definir sua estrutura, regras (leis) e
políticas públicas.
Autonomia Administrativa: O ente federativo executa suas atividades para
atingir seus objetivos definidos pelo Poder Político.
Autonomia Financeira: Capacidade de ajustar suas receitas e arcar com suas
despesas sem a ingerência de outros entes
Estado Democrático de Direito: Estado onde todos se submetem às leis
vigentes, inclusive o próprio Estado. Com isso tais leis servem como
limitador da atuação do Governo na vida dos cidadãos (princípio do “rule of
law” ou “Império da Lei”)
Confederação: Associação de Estados soberanos, usualmente criada por
meio de tratados, mas que pode eventualmente adotar uma constituição
comum.
Forma de Governo: Forma como ocorre a instituição e passagem do poder
dentro da sociedade, bem como a relação entre governantes e governados.

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República: os governantes são eleitos pelo povo (eletividade) por tempo


certo (temporalidade) devendo prestar contas dos seus atos, uma vez que no
seu mandato está administrando o patrimônio de toda a sociedade.
Monarquia: o poder político é passado de forma hereditária (hereditariedade)
por tempo indeterminado (vitaliciedade). Não há uma clara divisão entre os
bens públicos e dos governantes, Logo a prestação de contas por parte do
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governante acaba não ocorrendo ou não sendo efetiva.


Poderes do Estado: Divisão funcional de suas atribuições, onde cada poder
exerce predominantemente uma determinada função.
A divisão de poderes adotadas hoje é a definida por Montequieu, que divide
em três os poderes (funções) do Estado: Executivo, Legislativa e Judiciário.
O Poder Executivo: Realiza a atividade administrativa de forma ampla,
definindo as políticas públicas, garantindo a prestação de serviços públicos
básicos e executando tarefas para que o país alcance seus objetivos.
Poder Legislativo: Define as leis que deverão ser obedecidas por todas
(inclusive o próprio governo) para o desenvolvimento do país e manutenção
do Estado de Direito. Outra função desse poder é fiscalizar o Poder Executivo.
Poder Judiciário: É responsável por julgar os litígios (função legiferante) que
venham a surgir.
Cláusula Pétrea: Norma constitucional que não pode ser abolida (e nem ter
campos de atuação reduzido) por emenda constitucional.
Sistema de governo: Relação entre os poderes Executivo e Legislativo.
Presidencialismo. Há uma maior autonomia do chefe do Poder Executivo,
que não depende do Poder Legislativo para se manter no cargo, uma vez seu
poder vem direto do povo que o elegeu para ocupar o cargo por um período
fixo.
Parlamentarismo: O presidente ou rei (no caso de uma monarquia) exerce
apenas a chefia do Estado. A condução do Governo cabe ao Primeiro Ministro
que é eleito pelo Congresso. Nesse sistema há uma maior dependência entre
os poderes.
“Sistema de Freios e Contrapesos” e "Checks and balances": Através
desse sistema um poder ajuda a garantir que o outro está agindo dentro de
suas competências, funcionando como um sistema de controle mútuo dos
órgãos governamentais de igual ou similar estatura política. A ideia é que o
próprio Governo (em sentido amplo) ajude a manter o Governo na linha.
Sistema Administrativo: corresponde forma como o Estado resolve
definitivamente seus litígios.

Sistema Francês: há uma divisão de competências entre o Poder Judiciário e


o Poder Executivo em termos de coisa julgada (sem possibilidade de recurso).

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Na esfera administrativa a Administração Pública julga definitivamente os


litígios de sua competência. As demais matérias são julgadas pelo Poder
Judiciário.
Sistema inglês: Todos os litígios somente são definitivamente encerrados
(coisa julgada, sem qualquer possibilidade de recurso) no Poder Judiciário.
Este é o sistema adotado no Brasil.
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Direito Administrativo: Conjunto harmônico de princípios jurídicos que


regem os órgãos, os agentes e as atividades administrativas tendentes a
realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado.
Regime jurídico-administrativo: Conjunto de normas, princípios e demais
fontes do DA que colocam a APU numa posição de privilegiada nas relações
com os particulares (verticalidade). Nesse regime são definidas prerrogativas
e restrições às quais a APU está sujeita. São dois os princípios basilares da
APU: supremacia do interesse público e indisponibilidade do interesse público.
Princípio da Supremacia do Interesse Público: Os interesses da APU
correspondem aos interesses da coletividade. Devido a isso podem ser
adotadas medidas que submetem o particular mesmo contra a sua vontade,
são as chamadas prerrogativas. Podemos citar as cláusulas exorbitantes dos
contratos administrativos, onde é lícito ao Estado retomar a execução de um
determinado contrato com base no interesse público.
Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público: Por esse princípio
devemos entender que nenhum ente político, entidade administrativa, órgão
ou agente público pode abrir mão de um bem da sociedade sem que isso
esteja devidamente regulado por lei.
Interesse Público Primário: Garantia das necessidades básicas da
coletividade (segurança, saúde, justiça, etc) através das atividades-fim do
Estado, que configuram a administração pública externa ou extroversa.
Interesse Público Secundário: Está relacionado às atividades-meio, onde o
Estado procura assegurar seus próprios interesses (interesses individuais do
Estado), maximizando as receitas e aumentando seu patrimônio,
representando a administração pública interna ou introversa.
As fontes do DA são os instrumentos de regulação da atividade administrativa.
São as regras (escritas ou não) que devem ser obedecidas.
As principais fontes são: lei, doutrina, jurisprudência e costumes.
Lei: É a principal (primária ou direta) fonte do DA. Percebam que para o
direito administrativo essa lei deve ser interpretada no seu sentido amplo
(todas as normas produzidas pelo Estado), incluindo a Constituição, leis
ordinárias, complementares, instruções normativas, etc.
Lei em sentido estrito: Apenas as normas capazes de criar e extinguir
direitos e obrigações.

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Doutrina: Fonte secundária (indireta) e corresponde a produção de trabalhos


pelos principais estudiosos do DA.
Jurisprudência: Fonte secundária, corresponde a decisões reiterados adotadas
no âmbito do Poder Judiciário.
Costumes: Fontes secundárias, atuam principalmente nas lacunas da
legislação. Para serem aplicados é necessário que sejam de convicção
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generalizada (amplamente aceitos) e que sua aplicação seja obrigatória.


Administração Pública em sentido estrito: corresponde aos órgãos
responsáveis por implementar as políticas públicas definidas pelo Governo.
Nessa abordagem a função política não está presente.
Administração Pública em sentido amplo: corresponde aos órgãos
responsáveis por definir e implementar as políticas públicas. Nessa
abordagem a função política está incluída.
Princípio da Autotutela: Capacidade que a Administração Pública tem de
rever os seus próprios atos, caso verifique alguma irregularidade (anulação)
ou mesmo que tais atos se tornem inconvenientes (revogação). Este controle
pela APU de seus próprios atos independe de provocação do particular.
Administração Pública subjetiva, formal ou orgânica: São todos os órgãos,
entidades e agentes do Estado. Forma de definição vigente no Brasil.
administração pública (minúscula) objetiva, material ou funcional: Todos
aqueles que exercem atividade administrativa.
Atividades Administrativas: Polícia Administrativa, intervenção, fomento e
serviço público

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5 – Questões Comentadas

08. (ESAF – AFRFB – 2005) Em seu sentido subjetivo, o estudo da


Administração Pública abrange.
a) a atividade administrativa.
b) o poder de polícia administrativa.
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c) as entidades e órgãos que exercem as funções administrativas.


d) o serviço público.
e) a intervenção do Estado nas atividades privadas.
Resolução: Questão bem simples. No seu sentido subjetivo (lembram:
sujeito), a Administração Pública representa os sujeitos que compõem sua
estrutura, ou seja, os agentes, órgãos, entidades com autonomia
administrativa, etc. Letra c.

09. (ESAF - ATRFB – 2006) A primordial fonte formal do Direito


Administrativo no Brasil é.
a) a lei.
b) a doutrina.
c) a jurisprudência.
d) os costumes.
e) o vade-mécum.
Resolução: Essa não tem muito o que comentar, né? Óbvio que a principal
fonte do direito administrativo é a lei. Letra a

10. (ESAF - ATRFB – 2003) No conceito de Direito Administrativo, pode-se


entender ser ele um conjunto harmonioso de normas e princípios, que regem
relações entre órgãos públicos, seus servidores e administrados, no
concernente às atividades estatais, mas não compreendendo.
a) a administração do patrimônio público.
b) a regência de atividades contenciosas.
c) nenhuma forma de intervenção na propriedade privada.
d) o regime disciplinar dos servidores públicos.
e) qualquer atividade de caráter normativo.
Resolução:
Aqui já temos uma questão mais interessante. Como conversamos há
dois sistemas administrativos. No sistema francês há uma dualidade de

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jurisdição, a exercida pelo Poder Judiciário e pelo Poder Executivo. Nesse


último são tratados os litígios onde a Administração Pública seja interessada
(dai o nome contencioso administrativo) e no Judiciário as demais
(competência residual). Ocorre que o Brasil adota o sistema inglês onde os
processos administrativos não fazem coisa julgada uma vez que
apenas o judiciário possui tal prerrogativa. Com isso a banca considerou
errada a letra b.
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“Mas professor, a banca não falou especificando que se tratava do Brasil


nem do sistema inglês...”.
Caro aluno concordo com você, mas a ESAF vive fazendo esse tipo de
coisa. Vai se acostumando. Gabarito: Letra B

11. (ESAF - ATRFB/Geral/2012 (e mais 1 concurso) A Súmula n. 473 do


Supremo Tribunal Federal – STF enuncia: "A administração pode anular seus
próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles
não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os
casos, a apreciação judicial". Por meio da Súmula n. 473, o STF consagrou
a) a autotutela.
b) a eficiência.
c) a publicidade.
d) a impessoalidade.
e) a legalidade.
Resolução: Definição do princípio da autotutela definido na aula. Gabarito
Letra A

12. (CESPE - TJ CE - Técnico-Administrativa – 2014) No que se refere ao


Estado, governo e à administração pública, assinale a opção correta.
a) O Estado liberal, surgido a partir do século XX, é marcado pela forte
intervenção na sociedade e na economia.
b) No Brasil, vigora um sistema de governo em que as funções de chefe de
Estado e de chefe de governo não são concentradas na pessoa do chefe do
Poder Executivo.
c) A administração pública, em sentido estrito, abrange a função política e a
administrativa.
d) A administração pública, em sentido subjetivo, diz respeito à atividade
administrativa exercida pelas pessoas jurídicas, pelos órgãos e agentes
públicos que exercem a função administrativa.

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e) A existência do Estado pode ser mensurada pela forma organizada com que
são exercidas as atividades executivas, legislativas e judiciais.
Resoução: Excelente questão para rever vários conceitos. Vamos lá:
(a) Errado. Como vimos o Estado Liberal pregava a não intervenção na
economia
(b) Errado. Exatamente o contrário. No Brasil o Presidente é tanto o chefe
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de Estado quanto de governo.


(c) Errado. A APU em sentido amplo engloba as funções políticas e
administrativas. A APU em sentido estrito somente a função
administrativa
(d) Errado. A APU em sentido subjetivo abrange os sujeitos. A opção até
cita tais sujeitos mas o fato de colocar “... diz respeito à atividade
administrativa...” torna a opção errada
(e) Correta. O Estado se organiza dividindo suas funções entre seus
“Poderes”, Executivo, Legislativo e Judiciário.
Gabarito: Letra E

13. (CESPE - TJ CE - Técnico-Administrativa -Administração/2014)


Com relação ao conceito, ao objeto e às fontes do direito administrativo,
assinale a opção correta.
a) Consoante o critério negativo, o direito administrativo compreende as
atividades desenvolvidas para a consecução dos fins estatais, incluindo as
atividades jurisdicionais, porém excluindo as atividades legislativas.
b) Pelo critério teleológico, o direito administrativo é o conjunto de princípios
que regem a administração pública.
c) Para a escola exegética, o direito administrativo tinha por objeto a
compilação das leis existentes e a sua interpretação com base principalmente
na jurisprudência dos tribunais administrativos.
d) São considerados fontes primárias do direito administrativo os atos
legislativos, os atos infralegais e os costumes.
e) De acordo com o critério do Poder Executivo, o direito administrativo é
conceituado como o conjunto de normas que regem as relações entre a
administração e os administrados.
Resolução: Vamos comentar por item
(a) Errado: De acordo com o critério negativo são consideradas atividades
administrativas as atividades realizadas pela APU excluídas as funções
legislativas e judiciárias.

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(b) Errado. Pelo critério Teleológico (Finalístico) o DA é o conjunto de


normas e princípio que regem o DA na busca dos seus fins/objetivos.
(c) Correto.
(d) Errado. As fontes primárias do DA são as leis que podem inovar, ou
seja, criar ou extinguir direitos e deveres. Os Atos infralegais e
costumes não estão nesse conceito.
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(e) Errado. De acordo com o critério do Poder Executivo o DA é conceituado


como todas as atividades realizadas por esse poder.
Gabarito: Letra C

14. (FGV - Auditoria - AL BA – 2014) No que tange ao conceito e à


abrangência do Direito Administrativo, assinale a afirmativa correta.
a) Disciplina, predominantemente, relações jurídicas horizontais.
b) Tem como objeto de estudo o aparato estatal de execução de políticas
públicas.
c) Tem como um de seus objetos principais o estudo do exercício da função
política.
d) Volta‐se exclusivamente para o estudo do Poder Executivo, uma vez que é
esse poder que exerce, com exclusividade, função administrativa.
e) Estuda apenas as pessoas jurídicas de direito público.
Resolução: Vamos analisar cada item
(a) Errado. Como vimos o DA disciplina relações regidas
predominantemente pelo direito público.
(b) Correto. O DA tem como as atividades administrativas, que são a
forma de implementação das políticas públicas.
(c) Errado. A função política define as políticas públicas. O estudo da função
administrativa sim é um dos principais objetivos do DA
(d) Errado. Os Poderes Legislativo e Judiciário também executam função
administrativa.
(e) Errado. O DA estuda também pessoas jurídicas de direito privados como
as sociedades de economia mista e empresas públicas que serão
estudadas em aulas posteriores.
Gabarito: Letra B

15. (CESPE – MDIC – 2014) Julgue o item seguinte, relativo à


administração pública e aos atos administrativos.

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O exercício das funções administrativas pelo Estado deve adotar, unicamente,


o regime de direito público, em razão da indisponibilidade do interesse público.
Resolução: Falso. No exercício da função administrativo o Estado adota
predominantemente o regime de direito público. Há situação onde
predomina o regime de direito privado, como na realização de um contrato de
aluguel.
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16. (CESPE – MTE – 2014) Julgue o item a seguir acerca da


responsabilidade civil do Estado e do Regime Jurídico Administrativo.
A supremacia do interesse público sobre o privado e a indisponibilidade pela
administração dos interesses públicos, integram o conteúdo do regime
jurídico-administrativo.
Resolução: Questão básica. Verdadeiro.

17. (CESPE - Ag Adm – MTE – 2014) Acerca do regime jurídico


administrativo e dos atos administrativos, julgue o próximo item.
Em razão da submissão ao regime jurídico administrativo, a administração
pública não dispõe da mesma liberdade para contratar que é conferida a
particular.
Resolução: Verdadeiro. Vamos ver um exemplo para explicar esse item. Na
negociação de um contrato de prestação de serviço a APU tem sempre que
maximizar os benefícios para a sociedade. Isso é feito através da licitação,
onde são estabelecidos critérios para que este contrato seja o menos oneroso
possível para a sociedade e que gera o maior benefício possível. Se fosse um
contato celebrado por um particular, este poderia optar por pagar mais caro,
mesmo sem nenhum benefício aparente por isso. Tal diferença está
intimamente ligada do princípio da indisponibilidade do interesse público.

18. (CESPE - PF – 2014) No que se refere ao regime jurídico administrativo,


aos poderes da administração pública e à organização administrativa, julgue o
item subsequente.
Em face do princípio da isonomia, que rege toda a administração pública, o
regime jurídico administrativo não pode prever prerrogativas que o
diferenciem do regime previsto para o direito privado.
Resolução: Falso. Como vimos a APU quando atuando nessa qualidade tem
suas relações regidas pelo direito público e por dispões de prerrogativas e
restrição que não se aplicam aos particulares.

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19. (FCC - AFCE - TCE-PI – 2014) O ordenamento jurídico pátrio agasalha


regimes jurídicos de natureza distinta. A Administração pública
a) obrigatoriamente submete-se a regime jurídico de direito público em
matéria contratual.
b) submete-se a regime jurídico de direito público, podendo, por ato próprio,
de natureza regulamentar, optar por regime diverso, em razão do princípio da
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eficiência e da gestão administrativa responsável, e adequado planejamento.


c) pode submeter-se a regime jurídico de direito privado ou a regime jurídico
de direito público, conforme disposto pela Constituição Federal ou pela lei.
d) quando emprega modelos privatísticos, é integral sua submissão ao direito
privado.
e) pode submeter-se a regime jurídico de direito público ou de direito privado,
sendo a opção, por um ou outro regime jurídico, para a Administração pública
indireta, livre ao Administrador.
Resolução:
(a) Falso. Como vimos há situação onde a APU se submete ao direito
privado
(b) Falso. O princípio da eficiência não pode ser desculpa a alteração do
regime jurídico. O tipo de relação que irá definir isso.
(c) Verdadeiro. As leis podem definir o regime administrativo aplicável em
determinadas situações
(d) Falso. Mesmo quando emprega modelos privatísticos (da iniciativa
privada) o que ocorre é o predomínio do direito privado
(e) Falso. Uma autarquia não pode escolher livremente o regime que será
aplicado nas suas relações. Como já dissemos o que irá definir isso é a
natureza da atividade e as leis que a regem. Letra c

20. (CESPE - SUFRAMA – 2014) A respeito do direito administrativo, julgue


o item subsecutivo.
A impossibilidade da alienação de direitos relacionados aos interesses públicos
reflete o princípio da indisponibilidade do interesse público, que possibilita
apenas que a administração, em determinados casos, transfira aos
particulares o exercício da atividade relativa a esses direitos.
Resolução: Verdadeiro. Realmente o APU pode transferir a atividade pública
em certos casos, como na prestação de serviços públicos de transporte.

21. (CESPE - AnaTA SUFRAMA – 2014) Acerca do direito administrativo,


julgue o item a seguir.

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O princípio administrativo da autotutela expressa a capacidade que a


administração tem de rever seus próprios atos, desde que provocada pela
parte interessada, independentemente de decisão judicial.
Resolução: Falso. Se não fosse o “desde que...” a questão estaria perfeita. A
APU não precisa de provocação para rever seus atos.
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22. (FCC - AJ TRT2 - Oficial de Justiça Avaliador Federal – 2014) O


princípio da supremacia do interesse público informa a atuação da
Administração pública
a) subsidiariamente, se não houver lei disciplinando a matéria em questão,
pois não se presta a orientar atividade interpretativa das normas jurídicas.
b) alternativamente, tendo em vista que somente tem lugar quando não
acudirem outros princípios expressos.
c) de forma prevalente, posto que tem hierarquia superior aos demais
princípios.
d) de forma ampla e abrangente, na medida em que também orienta o
legislador na elaboração da lei, devendo ser observado no momento da
aplicação dos atos normativos.
e) de forma absoluta diante das lacunas legislativas, tendo em vista que o
interesse público sempre pretere o interesse privado, prescindindo da análise
de outros princípios.
Resolução: Como vimos o princípío da supremacia do interesse público forma
junto com o princípio da indisponibilidade do interesse público a essência do
regime jurídico administrativo. Logo os itens “A” e “B” estão incorretos (pelas
palavras “subsidiariamente” e “alternativamente”).
A letra “C” também está incorreta, pois esse princípio não está em
posição superior ao princípio da indisponibilidade do interesse público. A letra
“E” peca ao utilizar ao utilizar a palavra “absoluta” (sempre muito cuidado com
opções que tenham essa palavra) e por generalizar todo o resto.
Gabarito: Letra D.

23. (ESAF - AFC - CGU - Correição – 2006) O Direito Administrativo é


considerado como sendo o conjunto harmonioso de normas e princípios, que
regem o exercício das funções administrativas estatais e
a) os órgãos inferiores, que as desempenham.
b) os órgãos dos Poderes Públicos.
c) os poderes dos órgãos públicos.
d) as competências dos órgãos públicos.

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e) as garantias individuais.
Resolução: Como vimos um dos critérios para classificar o direito
administrativo é o critério da hierarquia orgânica, onde DA seria o ramo que
estuda os órgãos inferiores do Estado.
Gabarito: Letra A
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24. (ESAF - PFN – 1998) Sobre os conceitos de Administração Pública, é


correto afirmar:
a) em seu sentido material, a Administração Pública manifesta-se
exclusivamente no Poder Executivo.
b) o conjunto de órgãos e entidades integrantes da Administração é
compreendido no conceito funcional de Administração Pública
c) Administração Pública, em seu sentido objetivo, não se manifesta no Poder
Legislativo.
d) no sentido orgânico, Administração Pública confunde-se com a atividade
administrativa.
e) a Administração Pública, materialmente, expressa uma das funções
tripartites do Estado.
Resolução:
(a) Falso. Como vimos todos os poderes executam atividade administrativa.
(b) Falso. O conjunto de órgãos e entidades integrantes da Administração é
compreendido no conceito orgânico/subjetivo/formal de
Administração Pública
(c) Falso. O Poder Legislativo executa atividades administrativas por
exemplo no atendimento de consulta aos cidadãos e nos atos de gestão
de seus servidores.
(d) Falso. No sentido objetivo/funcional/material a Administração
Pública confunde-se com a atividade administrativa.
(f) Correto. No sentido material a APU representa a atividade
administrativa. As outras duas são as funções legislativa e judiciária.
Gabarito: Letra E

25. (ESAF – PFN – 2003) Assinale, entre os atos abaixo, aquele que não
pode ser considerado como de manifestação da atividade finalística da
Administração Pública, em seu sentido material.
a) Concessão para exploração de serviço público de transporte coletivo
urbano.

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b) Desapropriação para a construção de uma unidade escolar.


c) Interdição de um estabelecimento comercial em razão de violação a normas
de posturas municipais.
d) Nomeação de um servidor público, aprovado em virtude de concurso
público.
e) Concessão de benefício fiscal para a implantação de uma nova indústria em
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determinado Estado-federado.
Resolução: Como vimos a atividade finalística da APU ocorre quando o Estado
atua nas atividades de: serviços públicos (letra A), polícia administrativa (letra
C), fomento (letra E) e intervenção (letra B). O único item que não se
enquadra em nenhum dos itens é a letra D.
Gabarito: Alternativa D

26. (ESAF - AFRFB - Tributária e Aduaneira – 2005) Tratando-se do


regime jurídico-administrativo, assinale a afirmativa falsa.
a) Por decorrência do regime jurídico-administrativo não se tolera que o Poder
Público celebre acordos judiciais, ainda que benéficos, sem a expressa
autorização legislativa.
b) O regime jurídico-administrativo compreende um conjunto de regras e
princípios que baliza a atuação do Poder Público, exclusivamente, no exercício
de suas funções de realização do interesse público primário.
c) A aplicação do regime jurídico-administrativo autoriza que o Poder Público
execute ações de coerção sobre os administrados sem a necessidade de
autorização judicial.
d) As relações entre entidades públicas estatais, ainda que de mesmo nível
hierárquico, vinculam-se ao regime jurídico-administrativo, a despeito de sua
horizontalidade.
e) O regime jurídico-administrativo deve pautar a elaboração de atos
normativos administrativos, bem como a execução de atos administrativos e
ainda a sua respectiva interpretação.
Resolução:
(a) Verdadeiro. Como decorrência do princípio a indisponibilidade do
interesse público é necessária previsão legislativa para a celebração
desse tipo de acordo.
(b) Falso. Como vimos os regimes jurídico-administrativo compreende
tanto o interesse público primário (finalístico) quanto os secundários.
(c) Verdadeiro. Essa atuação do Estado está relacionada ao princípio da
autoexecutoriedade que veremos em aula posterior.

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(d) Verdadeiro. Independente de estarem no mesmo nível (horizontalidade)


as relações entre entidades públicas continuam vinculadas ao regime
jurídico-administrativo
(e) Verdadeiro. Por se tratarem de princípios o regime jurídico
administrativo deve servir como diretriz para toda a APU e também para
os demais poderes, inclusive na elaboração das leis em sentido amplo.
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27. (ESAF - AFRFB – 2003) O estudo do regime jurídico-administrativo tem


em Celso Antônio Bandeira de Mello o seu principal autor e formulador. Para o
citado jurista, o regime jurídico-administrativo é construído,
fundamentalmente, sobre dois princípios básicos, dos quais os demais
decorrem. Para ele, estes princípios são:
a) indisponibilidade do interesse público pela Administração e supremacia do
interesse público sobre o particular.
b) legalidade e supremacia do interesse público.
c) igualdade dos administrados em face da Administração e controle
jurisdicional dos atos administrativos.
d) obrigatoriedade do desempenho da atividade pública e finalidade pública
dos atos da Administração.
e) legalidade e finalidade.
Resolução: Essa dispensa comentários, rs. Gabarito: Letra A.

28. (ESAF - AFRFB – 2002) "A lei não excluirá da apreciação do Poder
Judiciário lesão ou ameaça a direito". Este direito, previsto na norma
constitucional, impede que, no Brasil, o seguinte instituto de Administração
Pública, típico para a solução de conflitos, possa expressar caráter de
definitividade em suas decisões:
a) arbitragem
b) contencioso administrativo
c) juizados especiais
d) mediação
e) sindicância administrativa
Resolução: Como verificamos a APU e suas instâncias administrativas podem
fazer coisa julgada apenas no aspecto administrativo, mas que pode vir a ser
arguida na esfera judicial. Logo o contencioso administrativo não tem caráter
de definitividade.
Gabarito: Letra B

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29. (CESPE - AUFC/Controle Externo/2004) Considerando as fontes e os


princípios constitucionais do direito administrativo e a organização
administrativa da União, julgue os seguintes itens.
A jurisprudência e os costumes são fontes do direito administrativo, sendo que
a primeira ressente-se da falta de caráter vinculante, e a segunda tem sua
influência relacionada com a deficiência da legislação.
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Resolução: Perfeito. A jurisprudência não vincula APU e os costumes atuam


nas lacunas da legislação.

30. (CESPE - INSS – 2010) Acerca do direito administrativo, julgue o item


a seguir.
Segundo a Escola Legalista, o direito administrativo pode ser conceituado
como o conjunto de leis administrativas vigentes em determinado país, em
dado momento.
Resolução: Verdadeiro. De acordo com a Escola (critério) Legalista o DA é
conceituado como o conjunto de leis administrativas e jurisprudência dos
tribunais administrativos.

31. (CESPE - INSS – 2010) Acerca do direito administrativo, julgue o item a


seguir.
Povo, território e governo soberano são elementos do Estado.
Resolução: Verdadeiro.
32. (CESPE - SEFAZ ES - Administração – 2008) Acerca do regime jurídico
administrativo e do conceito de administração, julgue o item a seguir.
Define-se, como administração pública externa ou extroversa, a atividade
desempenhada pelo Estado, como, por exemplo, a regulação, pela União, da
atividade de aviação civil pelas respectivas concessionárias.
Resolução: Verdadeiro. A APU externa ou extroversa atua nas atividades-fim
e a regulação da aviação civil é um excelente exemplo dessa atividade uma
vez que atua em posição de desigualdade garantindo o adequado funcionando
dos serviços públicos.

33. (CESPE - Sefaz MT – 2004) Determinado estado brasileiro criou, por


meio de lei estadual, uma agência dotada de autonomia financeira, funcional e
administrativa, com a finalidade de observada a competência própria dos
outros entes federados, controlar e fiscalizar, bem como normatizar,
padronizar, conceder e fixar tarifas dos serviços públicos delegados, nas áreas
de transporte e de telecomunicações. De acordo com a lei de criação, os

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integrantes dessa agência devem ser nomeados após aprovação em concurso


público de provas.
Com relação à situação hipotética descrita acima, julgue o item subseqüente.
As ações dessa agência devem ser regidas pelo Direito Administrativo, que, de
acordo com o critério teleológico, é o ramo do direito público interno que
regula a atividade jurídica não-contenciosa do Estado e a constituição dos
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órgãos e meios de sua ação em geral.


Resolução: Verdadeiro. Esse é o critério da distinção entre atividade jurídica
e social do Estado e não o critério teleológico/.

34. (CESPE - AUFC - Psicologia – 2011) Julgue o próximo item, que se


refere ao conceito, ao objeto e às fontes do direito administrativo.
O direito administrativo tem como objeto atividades de administração pública
em sentido formal e material, englobando, inclusive, atividades exercidas por
particulares, não integrantes da administração pública, no exercício de
delegação de serviços públicos.
Resolução: Verdadeiro. Na sua vertente material a APU corresponde a
atividade administrativa. Por esse conceito todos aqueles que realizam
atividade administrativa compõem a APU, inclusive os particulares
delegatários.

35. (CESPE - AUFC - Psicologia/2011) Julgue o próximo item, que se


refere ao conceito, ao objeto e às fontes do direito administrativo.
Os costumes sociais também podem ser considerados fonte do direito
administrativo, sendo classificados como fonte direta, pois influenciam a
produção legislativa ou a jurisprudência.
Resolução: Falso. Os costumes são fontes secundárias ou indiretas do DA.

36. (CESPE - AUFC - Psicologia/2011) Julgue o próximo item, que se


refere ao conceito, ao objeto e às fontes do direito administrativo.
Segundo a doutrina administrativista, o direito administrativo é o ramo do
direito privado que tem por objeto os órgãos, os agentes e as pessoas
jurídicas administrativas que integram a administração pública, a atividade
jurídica não contenciosa que esta exerce e os bens de que se utiliza para a
consecução de seus fins, de natureza pública.
Resolução: Falso. O direito administrativo é o ramo do direito público que
tem por objeto os órgãos, os agentes e as pessoas jurídicas administrativas
que integram a administração pública, a atividade jurídica não contenciosa que

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esta exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins, de


natureza pública.

37. (CESPE - PF – 1997) Considerando as noções de Estado, governo e


administração pública, julgue o item a seguir.
Em um sentido formal, a expressão administração pública pode ser entendida
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como o conjunto dos órgãos e entidades voltados à realização dos objetivos


governamentais: de um ponto de vista material, pode ser compreendida como
o conjunto das funções que constituem os serviços públicos.
Resolução: Verdadeiro

38. (CESPE - AGU – 2002) Quanto aos critérios para conceituar o direito
administrativo, às fontes deste, aos órgãos e funções da administração
pública, à avocação e à delegação de competência e ao poder hierárquico,
julgue o item abaixo.
Em face da realidade da administração pública brasileira, é juridicamente
correto afirmar que o critério adotado para a conceituação do direito
administrativo no país é o critério do Poder Executivo.
Resolução: Falso. O critério adotado no Brasil é o critério da administração
pública. DA seria o conjunto de normas e princípios que regulam as atividades
realizadas pela Administração Pública agindo nessa qualidade e, portanto com
condições privilegiadas frente os interesses particulares.

39. (CESPE - AGU – 2002) Quanto aos critérios para conceituar o direito
administrativo, às fontes deste, aos órgãos e funções da administração
pública, à avocação e à delegação de competência e ao poder hierárquico,
julgue o item abaixo.
Não obstante o princípio da legalidade e o caráter formal dos atos da
administração pública, muitos administrativistas aceitam a existência de fontes
escritas e não-escritas para o direito administrativo, nelas incluídas a doutrina
e os costumes; a jurisprudência é também considerada por administrativistas
como fonte do direito administrativo, mas não é juridicamente correto chamar
de jurisprudência uma decisão judicial isolada.
Resolução: Verdadeiro. Para existir jurisprudência devem ocorrer reiteradas
decisões num mesmo sentido.

40. (CESPE - AGU – 2009) Relativamente aos critérios de delimitação do


âmbito do Direito Administrativo, julgue o item a seguir.

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Na França, formou-se a denominada Escola do Serviço Público, inspirada na


jurisprudência do Conselho de Estado, segundo a qual a competência dos
tribunais administrativos passou a ser fixada em função da execução de
serviços públicos.
Resolução: Verdadeiro
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Pessoal, paramos por aqui hoje. Sei que não tivemos muitas
questões da ESAF, mas essa parte da matéria não é tão cobrada pela
nossa banca. Espero vocês no nosso próximo encontro!

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6 – Lista de exercícios

01. (CESPE - TCE-AC – 2009) Julgue o item abaixo:


A Em face do princípio da indeclinabilidade da jurisdição (CF, art. 5º, inciso
XXXV), não se admite a existência da chamada coisa julgada administrativa,
uma vez que sempre é dado ao jurisdicionado recorrer ao Poder Judiciário
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contra ato da administração

02. (ESAF - SUSEP - Controle e Fiscalização - Atuária – 2006) O sistema


adotado, no ordenamento jurídico brasileiro, de controle judicial de legalidade,
dos atos da Administração Pública, é
a) o da chamada jurisdição única.
b) o do chamado contencioso administrativo.
c) o de que os atos de gestão estão excluídos da apreciação judicial.
d) o do necessário exaurimento das instâncias administrativas, para o
exercício do controle jurisdicional.
e) o da justiça administrativa, excludente da judicial.

03. (ESAF - AUFC - Controle Externo/2006) O regime jurídico-


administrativo é entendido por toda a doutrina de Direito Administrativo como
o conjunto de regras e princípios que norteiam a atuação da Administração
Pública, de modo muito distinto das relações privadas. Assinale no rol abaixo
qual a situação jurídica que não é submetida a este regime.
a) Contrato de locação de imóvel firmado com a Administração Pública.
b) Ato de nomeação de servidor público aprovado em concurso público.
c) Concessão de alvará de funcionamento para estabelecimento comercial pela
Prefeitura Municipal.
d) Decreto de utilidade pública de um imóvel para fins de desapropriação.
e) Aplicação de penalidade a fornecedor privado da Administração.

04. (FCC - Proc Cuiabá -2014) Desenvolvida em fins do século XIX e início
do século XX, essa corrente doutrinária, inspirada na jurisprudência do
Conselho de Estado francês, era capitaneada pelos doutrinadores franceses
Léon Duguit e Gaston Jèze, os quais buscavam, no dizer de Odete Medauar,
“deslocar o poder de foco de atenção dos publicistas, partindo da ideia de
necessidade e explicando a gestão pública como resposta às necessidades da
vida coletiva” (O Direito Administrativo em Evolução, 2003:37). Estamos nos
referindo à Escola

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a) da Administração Social.
b) da Administração Gerencial.
c) do Serviço Público.
d) da Potestade Pública.
e) Pandectista.
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05. (ESAF - ATRFB -2012) A Súmula n. 473 do Supremo Tribunal Federal –


STF enuncia: "A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados
de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou
revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os
direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial".
Por meio da Súmula n. 473, o STF consagrou.
a) a autotutela.
b) a eficiência.
c) a publicidade.
d) a impessoalidade.
e) a legalidade.

06. (ESAF – AFRFB – 2012) A possibilidade jurídica de submeter-se


efetivamente qualquer lesão de direito e, por extensão, as ameaças de lesão
de direito a algum tipo de controle denomina-se.
a) Princípio da legalidade.
b) Princípio da sindicabilidade.
c) Princípio da responsividade.
d) Princípio da sancionabilidade.
e) Princípio da subsidiariedade.

07. (CESPE - SUFRAMA - 2014) Acerca do direito administrativo, julgue o


item a seguir.
Do ponto de vista objetivo, a expressão administração pública se confunde
com a própria atividade administrativa exercida pelo Estado.

08. (ESAF – AFRFB – 2005) Em seu sentido subjetivo, o estudo da


Administração Pública abrange
a) a atividade administrativa.

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b) o poder de polícia administrativa.


c) as entidades e órgãos que exercem as funções administrativas.
d) o serviço público.
e) a intervenção do Estado nas atividades privadas.
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09. (ESAF - ATRFB – 2006) A primordial fonte formal do Direito


Administrativo no Brasil é
a) a lei.
b) a doutrina.
c) a jurisprudência.
d) os costumes.
e) o vade-mécum.

10. (ESAF - ATRFB – 2003) No conceito de Direito Administrativo, pode-se


entender ser ele um conjunto harmonioso de normas e princípios, que regem
relações entre órgãos públicos, seus servidores e administrados, no
concernente às atividades estatais, mas não compreendendo
a) a administração do patrimônio público.
b) a regência de atividades contenciosas.
c) nenhuma forma de intervenção na propriedade privada.
d) o regime disciplinar dos servidores públicos.
e) qualquer atividade de caráter normativo.

11. (ESAF - ATRFB/Geral/2012 (e mais 1 concurso) A Súmula n. 473 do


Supremo Tribunal Federal – STF enuncia: "A administração pode anular seus
próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles
não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os
casos, a apreciação judicial". Por meio da Súmula n. 473, o STF consagrou
a) a autotutela.
b) a eficiência.
c) a publicidade.
d) a impessoalidade.
e) a legalidade.

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12. (CESPE - TJ CE - Técnico-Administrativa – 2014) No que se refere ao


Estado, governo e à administração pública, assinale a opção correta.
a) O Estado liberal, surgido a partir do século XX, é marcado pela forte
intervenção na sociedade e na economia.
b) No Brasil, vigora um sistema de governo em que as funções de chefe de
Estado e de chefe de governo não são concentradas na pessoa do chefe do
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Poder Executivo.
c) A administração pública, em sentido estrito, abrange a função política e a
administrativa.
d) A administração pública, em sentido subjetivo, diz respeito à atividade
administrativa exercida pelas pessoas jurídicas, pelos órgãos e agentes
públicos que exercem a função administrativa.
e) A existência do Estado pode ser mensurada pela forma organizada com que
são exercidas as atividades executivas, legislativas e judiciais.

13. (CESPE - TJ CE - Técnico-Administrativa -Administração/2014)


Com relação ao conceito, ao objeto e às fontes do direito administrativo,
assinale a opção correta.
a) Consoante o critério negativo, o direito administrativo compreende as
atividades desenvolvidas para a consecução dos fins estatais, incluindo as
atividades jurisdicionais porém excluindo as atividades legislativas.
b) Pelo critério teleológico, o direito administrativo é o conjunto de princípios
que regem a administração pública.
c) Para a escola exegética, o direito administrativo tinha por objeto a
compilação das leis existentes e a sua interpretação com base principalmente
na jurisprudência dos tribunais administrativos.
d) São considerados fontes primárias do direito administrativo os atos
legislativos, os atos infralegais e os costumes.
e) De acordo com o critério do Poder Executivo, o direito administrativo é
conceituado como o conjunto de normas que regem as relações entre a
administração e os administrados.

14. (FGV - Auditoria - AL BA – 2014) No que tange ao conceito e à


abrangência do Direito Administrativo, assinale a afirmativa correta.
a) Disciplina, predominantemente, relações jurídicas horizontais.
b) Tem como objeto de estudo o aparato estatal de execução de políticas
públicas.

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c) Tem como um de seus objetos principais o estudo do exercício da função


política.
d) Volta‐se exclusivamente para o estudo do Poder Executivo, uma vez que é
esse poder que exerce, com exclusividade, função administrativa.
e) Estuda apenas as pessoas jurídicas de direito público.
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15. (CESPE – MDIC – 2014) Julgue o item seguinte, relativo à


administração pública e aos atos administrativos.
O exercício das funções administrativas pelo Estado deve adotar, unicamente,
o regime de direito público, em razão da indisponibilidade do interesse público.

16. (CESPE – MTE – 2014) Julgue o item a seguir acerca da


responsabilidade civil do Estado e do Regime Jurídico Administrativo.
A supremacia do interesse público sobre o privado e a indisponibilidade, pela
administração, dos interesses públicos, integram o conteúdo do regime
jurídico-administrativo.

17. (CESPE - Ag Adm – MTE – 2014) Acerca do regime jurídico


administrativo e dos atos administrativos, julgue o próximo item.
Em razão da submissão ao regime jurídico administrativo, a administração
pública não dispõe da mesma liberdade para contratar que é conferida a
particular.

18. (CESPE - PF – 2014) No que se refere ao regime jurídico administrativo,


aos poderes da administração pública e à organização administrativa, julgue o
item subsequente.
Em face do princípio da isonomia, que rege toda a administração pública, o
regime jurídico administrativo não pode prever prerrogativas que o
diferenciem do regime previsto para o direito privado.

19. (FCC - AFCE - TCE-PI – 2014) O ordenamento jurídico pátrio agasalha


regimes jurídicos de natureza distinta. A Administração pública
a) obrigatoriamente submete-se a regime jurídico de direito público em
matéria contratual.
b) submete-se a regime jurídico de direito público, podendo, por ato próprio,
de natureza regulamentar, optar por regime diverso, em razão do princípio da
eficiência e da gestão administrativa responsável, e adequado planejamento.

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c) pode submeter-se a regime jurídico de direito privado ou a regime jurídico


de direito público, conforme disposto pela Constituição Federal ou pela lei.
d) quando emprega modelos privatísticos, é integral sua submissão ao direito
privado.
e) pode submeter-se a regime jurídico de direito público ou de direito privado,
sendo a opção, por um ou outro regime jurídico, para a Administração pública
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indireta, livre ao Administrador.

20. (CESPE - SUFRAMA – 2014) A respeito do direito administrativo, julgue


o item subsecutivo.
A impossibilidade da alienação de direitos relacionados aos interesses públicos
reflete o princípio da indisponibilidade do interesse público, que possibilita
apenas que a administração, em determinados casos, transfira aos
particulares o exercício da atividade relativa a esses direitos.

21. (CESPE - AnaTA SUFRAMA – 2014) Acerca do direito administrativo,


julgue o item a seguir.
O princípio administrativo da autotutela expressa a capacidade que a
administração tem de rever seus próprios atos, desde que provocada pela
parte interessada, independentemente de decisão judicial.

22. (FCC - AJ TRT2 - Oficial de Justiça Avaliador Federal – 2014) O


princípio da supremacia do interesse público informa a atuação da
Administração pública
a) subsidiariamente, se não houver lei disciplinando a matéria em questão,
pois não se presta a orientar atividade interpretativa das normas jurídicas.
b) alternativamente, tendo em vista que somente tem lugar quando não
acudirem outros princípios expressos.
c) de forma prevalente, posto que tem hierarquia superior aos demais
princípios.
d) de forma ampla e abrangente, na medida em que também orienta o
legislador na elaboração da lei, devendo ser observado no momento da
aplicação dos atos normativos.
e) de forma absoluta diante das lacunas legislativas, tendo em vista que o
interesse público sempre pretere o interesse privado, prescindindo da análise
de outros princípios.

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23. (ESAF - AFC - CGU - Correição – 2006) O Direito Administrativo é


considerado como sendo o conjunto harmonioso de normas e princípios, que
regem o exercício das funções administrativas estatais e
a) os órgãos inferiores, que as desempenham.
b) os órgãos dos Poderes Públicos.
c) os poderes dos órgãos públicos.
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d) as competências dos órgãos públicos.


e) as garantias individuais.

24. (ESAF - PFN – 1998) Sobre os conceitos de Administração Pública, é


correto afirmar:
a) em seu sentido material, a Administração Pública manifesta-se
exclusivamente no Poder Executivo
b) o conjunto de órgãos e entidades integrantes da Administração é
compreendido no conceito funcional de Administração Pública
c) Administração Pública, em seu sentido objetivo, não se manifesta no Poder
Legislativo
d) no sentido orgânico, Administração Pública confunde-se com a atividade
administrativa
e) a Administração Pública, materialmente, expressa uma das funções
tripartites do Estado

25. (ESAF – PFN – 2003) Assinale, entre os atos abaixo, aquele que não
pode ser considerado como de manifestação da atividade finalística da
Administração Pública, em seu sentido material.
a) Concessão para exploração de serviço público de transporte coletivo
urbano.
b) Desapropriação para a construção de uma unidade escolar.
c) Interdição de um estabelecimento comercial em razão de violação a normas
de posturas municipais.
d) Nomeação de um servidor público, aprovado em virtude de concurso
público.
e) Concessão de benefício fiscal para a implantação de uma nova indústria em
determinado Estado-federado.

26. (ESAF - AFRFB - Tributária e Aduaneira – 2005) Tratando-se do


regime jurídico-administrativo, assinale a afirmativa falsa.

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a) Por decorrência do regime jurídico-administrativo não se tolera que o Poder


Público celebre acordos judiciais, ainda que benéficos, sem a expressa
autorização legislativa.
b) O regime jurídico-administrativo compreende um conjunto de regras e
princípios que baliza a atuação do Poder Público, exclusivamente, no exercício
de suas funções de realização do interesse público primário.
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c) A aplicação do regime jurídico-administrativo autoriza que o Poder Público


execute ações de coerção sobre os administrados sem a necessidade de
autorização judicial.
d) As relações entre entidades públicas estatais, ainda que de mesmo nível
hierárquico, vinculam-se ao regime jurídico-administrativo, a despeito de sua
horizontalidade.
e) O regime jurídico-administrativo deve pautar a elaboração de atos
normativos administrativos, bem como a execução de atos administrativos e
ainda a sua respectiva interpretação.

27. (ESAF - AFRFB – 2003) O estudo do regime jurídico-administrativo tem


em Celso Antônio Bandeira de Mello o seu principal autor e formulador. Para o
citado jurista, o regime jurídico-administrativo é construído,
fundamentalmente, sobre dois princípios básicos, dos quais os demais
decorrem. Para ele, estes princípios são:
a) indisponibilidade do interesse público pela Administração e supremacia do
interesse público sobre o particular.
b) legalidade e supremacia do interesse público.
c) igualdade dos administrados em face da Administração e controle
jurisdicional dos atos administrativos.
d) obrigatoriedade do desempenho da atividade pública e finalidade pública
dos atos da Administração.
e) legalidade e finalidade.

28. (ESAF - AFRFB – 2002) "A lei não excluirá da apreciação do Poder
Judiciário lesão ou ameaça a direito". Este direito, previsto na norma
constitucional, impede que, no Brasil, o seguinte instituto de Administração
Pública, típico para a solução de conflitos, possa expressar caráter de
definitividade em suas decisões:
a) arbitragem
b) contencioso administrativo
c) juizados especiais

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d) mediação
e) sindicância administrativa

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princípios constitucionais do direito administrativo e a organização
administrativa da União, julgue os seguintes itens.
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A jurisprudência e os costumes são fontes do direito administrativo, sendo que


a primeira ressente-se da falta de caráter vinculante, e a segunda tem sua
influência relacionada com a deficiência da legislação.

30. (CESPE - INSS – 2010) Acerca do direito administrativo, julgue o item


a seguir.
Segundo a Escola Legalista, o direito administrativo pode ser conceituado
como o conjunto de leis administrativas vigentes em determinado país, em
dado momento.

31. (CESPE - INSS – 2010) Acerca do direito administrativo, julgue o item a


seguir.
Povo, território e governo soberano são elementos do Estado.

32. (CESPE - SEFAZ ES - Administração – 2008) Acerca do regime jurídico


administrativo e do conceito de administração, julgue o item a seguir.
Define-se, como administração pública externa ou extroversa, a atividade
desempenhada pelo Estado, como, por exemplo, a regulação, pela União, da
atividade de aviação civil pelas respectivas concessionárias.

33. (CESPE - Sefaz MT – 2004) Determinado estado brasileiro criou, por


meio de lei estadual, uma agência dotada de autonomia financeira, funcional e
administrativa, com a finalidade de observada a competência própria dos
outros entes federados, controlar e fiscalizar, bem como normatizar,
padronizar, conceder e fixar tarifas dos serviços públicos delegados, nas áreas
de transporte e de telecomunicações. De acordo com a lei de criação, os
integrantes dessa agência devem ser nomeados após aprovação em concurso
público de provas.
Com relação à situação hipotética descrita acima, julgue o item subseqüente.
As ações dessa agência devem ser regidas pelo Direito Administrativo, que, de
acordo com o critério teleológico, é o ramo do direito público interno que

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regula a atividade jurídica não-contenciosa do Estado e a constituição dos


órgãos e meios de sua ação em geral.

34. (CESPE - AUFC - Psicologia – 2011) Julgue o próximo item, que se


refere ao conceito, ao objeto e às fontes do direito administrativo.
O direito administrativo tem como objeto atividades de administração pública
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em sentido formal e material, englobando, inclusive, atividades exercidas por


particulares, não integrantes da administração pública, no exercício de
delegação de serviços públicos.

35. (CESPE - AUFC - Psicologia/2011) Julgue o próximo item, que se


refere ao conceito, ao objeto e às fontes do direito administrativo.
Os costumes sociais também podem ser considerados fonte do direito
administrativo, sendo classificados como fonte direta, pois influenciam a
produção legislativa ou a jurisprudência.

36. (CESPE - AUFC - Psicologia/2011) Julgue o próximo item, que se


refere ao conceito, ao objeto e às fontes do direito administrativo.
Segundo a doutrina administrativista, o direito administrativo é o ramo do
direito privado que tem por objeto os órgãos, os agentes e as pessoas
jurídicas administrativas que integram a administração pública, a atividade
jurídica não contenciosa que esta exerce e os bens de que se utiliza para a
consecução de seus fins, de natureza pública.

37. (CESPE - PF – 1997) Considerando as noções de Estado, governo e


administração pública, julgue o item a seguir.
Em um sentido formal, a expressão administração pública pode ser entendida
como o conjunto dos órgãos e entidades voltados à realização dos objetivos
governamentais: de um ponto de vista material, pode ser compreendida como
o conjunto das funções que constituem os serviços públicos.

38. (CESPE - AGU – 2002) Quanto aos critérios para conceituar o direito
administrativo, às fontes deste, aos órgãos e funções da administração
pública, à avocação e à delegação de competência e ao poder hierárquico,
julgue o item abaixo.
Em face da realidade da administração pública brasileira, é juridicamente
correto afirmar que o critério adotado para a conceituação do direito
administrativo no país é o critério do Poder Executivo.

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39. (CESPE - AGU – 2002) Quanto aos critérios para conceituar o direito
administrativo, às fontes deste, aos órgãos e funções da administração
pública, à avocação e à delegação de competência e ao poder hierárquico,
julgue o item abaixo.
Não obstante o princípio da legalidade e o caráter formal dos atos da
administração pública, muitos administrativistas aceitam a existência de fontes
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

escritas e não-escritas para o direito administrativo, nelas incluídas a doutrina


e os costumes; a jurisprudência é também considerada por administrativistas
como fonte do direito administrativo, mas não é juridicamente correto chamar
de jurisprudência uma decisão judicial isolada.

40. (CESPE - AGU – 2009) Relativamente aos critérios de delimitação do


âmbito do Direito Administrativo, julgue o item a seguir.
Na França, formou-se a denominada Escola do Serviço Público, inspirada na
jurisprudência do Conselho de Estado, segundo a qual a competência dos
tribunais administrativos passou a ser fixada em função da execução de
serviços públicos.

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7– Gabarito

1 F 11 A 21 F 31 V
2 A 12 A 22 D 32 V
3 A 13 C 23 A 33 V
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

4 C 14 B 24 E 34 V
5 A 15 F 25 D 35 F
6 B 16 V 26 B 36 F
7 V 17 V 27 A 37 V
8 C 18 F 28 B 38 F
9 A 19 C 29 V 39 V
10 B 20 V 30 V 40 V

8– Referencial Bibliográfico

Alexandrino, M. Paulo, V. Direito Administrativo Descomplicado. 22ª ed. São


Paulo: Editora Método, 2014.

Bandeira de Melo, C. A. Curso de Direito Administrativo. 27ª ed. São Paulo:


Malheiros, 2010.

Di Pietro, M. S. Z. Direito Administrativo. 22ª ed. São Paulo: Editora Atlas,


2009.

Alexandre, Ricardo. Deus, João de. Direito Administrativo Esquematizado. São


Paulo: Editora Método, 2014.

Meirelles, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 22.ed. São Paulo, RT,
1997

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.


Brasília, DF, Senado, 1998.

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