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Qual a diferença entre ferro e aço?

Ferro – metal puro,

Aço - “mistura” do ferro (fe) com o carbono (c)

Vale ressaltar que o ferro comercial não é puro, pois se utilizado sozinho
custaria muito caro como matéria-prima. Desta forma, ele possui, no máximo,
0,08% de carbono em sua composição. Enquanto isso, o aço possui até 2% de
carbono e acima disso já é considerado um ferro fundido.
Introdução

 Siderurgia  latino sider significa estrela ou astro

A primeira vez que o homem fez contato com elemento ferro, foi
sob a forma de meteoritos
Introdução

O ferro, encontrado em meteoritos, contém normalmente 5 – 26% níquel, enquanto que o ferro
produzido artesanalmente continha apenas traços deste elemento, logo, sempre foi muito fácil
diferenciar os artefatos feitos a base de ferro oriundo de meteoritos.

Os mais antigos artefatos de ferro que se tem notícia são dois objetos encontrados no Egito, um
na Grande Pirâmide de Gizé, construída aproximadamente em 2900 A.C., e outro na tumba de
Abidos, construída aproximadamente em 2600 A.C.

Adaga de Tutancâmon
Introdução

 Informações do Centro Brasileiro da Construção com Aço (CBCA), obtidas


com base em levantamentos junto às fabricantes de estruturas metálicas,
verifica-se que, enquanto nos Estados Unidos 50 % das edificações são
construídas em aço e, no Reino Unido, em 70 % delas, no Brasil essa
participação é de cerca de 15 %.
Vantagens e desvantagens

“Vantagens” da construção metálica


• Alívio das fundações
• Ganho de área útil
• Redução no tempo de obra
• Facilidades no canteiro de obras
• Qualidade e segurança
• Adaptabilidade e flexibilidade
• Economia global
Vantagens e desvantagens
Vantagens e desvantagens
Vantagens e desvantagens
Vantagens e desvantagens

A estrutura metálica não tem durabilidade pois o


aço “enferruja’”
Não existe material bom ou ruim, existe material bem ou mal especificado;

A durabilidade de uma edificação depende:


•Correta especificação do material;
•Projeto;
•Execução da obra;
•Uso compatível com o projeto;
•Manutenção adequada.
Vantagens e desvantagens

A estrutura metálica não tem durabilidade pois o


aço “enferruja’”

2019
Vantagens e desvantagens

O aço “amolece” em caso de incêndio


• tanto o aço como o concreto perdem resistência sob altas temperaturas;
• a diferença é que o concreto possui maior inércia térmica que o aço;
• a norma brasileira para proteção do concreto sob ação de incêndio (NBR5627) é
pouco aplicada;
• foi aprovado na ABNT a norma para dimensionamento de estruturas metálicas sob
ação de incêndio (NBR14.323)
• foi aprovado na ABNT a norma “Exigências de resistência ao fogo de elementos
construtivos”
Vantagens e desvantagens

O aço “amolece” em caso de incêndio


Vantagens e desvantagens

O aço é caro
• Não comparar apenas o material aço com o material concreto;
• Considerar o empreendimento como um todo;
• A estrutura metálica pode ser reaproveitada;
• O aço tem valor até como sucata;
• Cuidado ao comparar soluções com diferentes materiais;
Material
https://www.youtube.com/watch?v=uLcHOpt6nK8
https://www.youtube.com/watch?v=vSZTPnHjiR8
https://www.youtube.com/watch?v=UtMy4ZY3jgc
https://www.youtube.com/watch?v=b4Jj8Wzn8s8
Aços-carbono: contêm teores normais de
elementos residuais;
Aços-liga: aços-carbono acrescidos de
elementos de liga ou apresentando altos
valores de elementos residuais.
Aços-carbono

Os aços-carbono são os tipos mais usados, nos quais o aumento de resistência em


relação ao ferro puro é produzido pelo carbono e, em menor escala, pelo manganês.

Eles contêm as seguintes porcentagens máximas de elementos adicionais.

 aumento de teor de carbono eleva a resistência do aço, porém diminui a sua ductilidade
(capacidade de se deformar), o que conduz a problemas na soldagem.
 Em estruturas usuais de aço, utilizam-se aços com baixo teor de carbono, que podem ser
soldados sem precauções especiais.
Aços de Baixa Liga

• Os aços de baixa liga são aços-carbono acrescidos de elementos de liga (cromo


colúmbio, cobre, manganês, molibdênio, níquel, fósforo, vanádio, zircônio), os quais
melhoram algumas propriedades mecânicas.
• Alguns elementos de liga produzem aumento de resistência do aço através da
modificação da microestrutura para grãos finos. Graças a esse fato, pode-se obter
resistência elevada com teor de carbono de ordem de 0,20%, o que permite a
soldagem dos aços sem preocupações especiais.
Aço: Propriedades
Projeto e Dimensionamento

 Ductilidade
 permite que sejam visualizadas as
deformações em peças submetidas a
grandes tensões, servindo como aviso
antes da ruptura, ou permitindo a
redistribuição dos esforços.
 confecção de perfis de chapas dobradas,
evitando trincas ou quebra nas linhas de
dobra.

 Dimensionamento
 limite de escoamento, pois a partir deste
ponto as deformações são permanentes e
indesejáveis, podendo, inclusive ocorrer a
ruptura inesperadamente.
Projeto e Dimensionamento

Exigência da NBR 8800:2008


Aços sem qualificação estrutural
Aços tipo SAE – Society of Automotive Engineers:
Perfis Metálicos - Tipos e Usos

 Estruturas metálicas: Formadas predominantemente por elementos lineares

 Seções transversais = Perfil

 Escolha do Perfil  Tipo e intensidade das solicitações

*Princípio da distribuição das massas nas seções.


Tração simples ou axial
• Desenvolve tensões uniformes na seção de uma barra,
• a ruptura da peça sempre se dará quando é atingido o limite de resistência do
material.
• A quantidade de material, e não a forma como ele é distribuído na seção, é o
fator determinante na resistência de uma barra submetida à tração simples ou
axial.
• Sistemas que trabalham a tração resultam em menor espaço ocupado pelos
elementos estruturais,
• seções mais eficiente: concentram material o mais próximo do seu centro de
gravidade
• Ex: seção circular cheia

Na prática as seções que respondem bem aos esforços de tração são as mostradas abaixo:
Compressão simples ou axial
• A ruptura ocorre quase sempre por flambagem.
• Para aumentar a resistência da seção sob o efeito da flambagem é preciso
que o material se distribua o mais afastado possível do centro de gravidade
da seção.
• Sistemas mais econômicos : seções com material o mais longe possível do
C.G. (centro de gravidade) e distribuído igualmente em qualquer direção, ou
seja, as seções vazadas.
Momento fletor – flexão
• Ocorrem tensões de tração e compressão ao mesmo tempo.

• Variam ao longo da seção, de um máximo à tração, passando por um zero junto


ao centro de gravidade, a um máximo de compressão.

• As massas devem se concentrar em pontos mais afastados do centro de gravidade


e diminuir nas suas proximidades.
Classificação dos Perfis Estruturais

Os perfis estruturais podem ser de três tipos

• Perfis Laminados
• Perfis formados à frio
• Perfis soldados
Perfis Laminados

 Dimensões são
padronizadas e limitadas.
 Obras de médio porte.
 Vantagem: redução do
trabalho (produto )pronto.
Principais perfis laminados
 Perfil U
 Perfil I e H
 Cantoneira
Perfis formados à frio
https://www.youtube.com/watch?v=lr5syyK_-uo
• NBR 14762:2001
• Chapas são finas  entre 1,5 mm a 6.3 mm
• Muito esbeltos
• esforços (instabilidades)
• Deterioração (perda de seção)
• Light Steel Framing: espessuras dos perfis de
aço galvanizado variam de 0,8 a 1,5 mm
• Uso: obras de pequeno porte ou em elementos
estruturais secundários
• Variação de forma e dimensões das seções
• São encontrados prontos e padronizados.
• Os perfis de chapa dobrada mais comuns são:
o Perfil U, simples e enrijecido
o Cantoneira
Perfis de chapa soldada

 Variedade na forma e
dimensões das seções;
 Chapas espessura entre
5 e 50 mm,
 Custo de fabricação mais
elevado  obras de médio
a grande porte.
Uso dos Perfis

Cantoneiras

• Laminadas ou dobradas

• Especificação: letra L, larguras das abas,


espessura.

• Exemplo: L 4" x 4" x ½“ (laminada)


L 100 x 100 x 12,5 mm (dobrada)
Cantoneiras: Uso comum

a) Elemento de ligação entre peças


Cantoneiras: Uso comum

b) barras de treliças, principalmente


em tesouras de telhado

 É recomendável que as barras das treliças


sejam formadas por cantoneiras duplas,
para que o centro de gravidade da força
passe pelo c.g. da seção, evitando-se assim
excentricidades que resultem em esforços
indesejáveis.

 A ligação entre as cantoneiras é feita através


de chapas nas quais estas são soldadas ou
parafusadas.
Cantoneiras: Uso comum

c) Composição de pilares
Perfil "U"

• Laminado ou dobrado
• Especificação: [ 8" x 17,11 para perfil laminado  (altura, peso/ml)
[ 100x50x3 para perfil de chapa dobrada  (altura, largura, espessura)
[ 100x50x3x 20 para perfil de chapa dobrada enrijecido  (altura, largura,
espessura, labio)

• Lábio: dobramento do extremos do perfil U de chapa dobrada.


 Enrijecedor - aumenta sua inércia em relação ao seu eixo vertical (de menor inércia).
Perfil "U“: USO COMUM

a) Barras de Treliças de grande porte


Perfil "U“: USO COMUM

b) Composição de pilares através da soldagem dos perfis entre si ou com chapas ou cantoneiras.

Observe-se a intenção de jogar material longe do


centro de gravidade da seção com o intuito de diminuir
o efeito da flambagem.
Perfil "U“: USO COMUM

c) Terças para apoio de telhas de cobertura

Recomenda-se que as abas do perfil estejam voltadas para baixo, a fim de que
não haja acúmulo de poeira ou água oriunda da condensação da umidade do ar,
o que pode provocar corrosão.
Perfil "U“: USO COMUM
d) Vigas para pequenas cargas e vãos

• Único perfil  restrito a cargas e vãos pequenos,


 Assimetria da seção existe a tendência
de ocorrer torção.
• Viga  composição de dois perfis "U", seção
 simétrica e não sujeita à torção.

• Permite o seu uso em vigas com cargas e vãos maiores,


• Razoável aumento de custo, uma vez que a alma passa a ser dupla.
• Baixa eficiência: Princípio da distribuição de massa nas seções  a concentração de
material na alma, quando o melhor seria nas mesas.
Perfil “I"

• Laminado ou soldado
• Especifiação:
• Laminado - I 12" x 60,6 (altura, peso/ml)
• Soldado (não industrialmente) - VS 300 x 62
(altura, peso/ml)
• Açominas - W 310 x 28,3
• Usiminas - VE 250 x 19
Perfil “I”: USO COMUM
a) Viga

• Principal e mais importante aplicação desse perfil: VIGAS


• Princípio da distribuição de massa nas seções  forma de seção é extremamente
adequada para absorver os esforços de flexão
• Todos os perfis I : espessura da mesa maior que a da alma,
Perfil “I”: USO COMUM
c) Pilar isolado para pequenas cargas.

• A seção em I não é a melhor para forças de compressão, portanto para pilares, pois a
forma da seção resulta em uma maior rigidez na direção paralela à alma do que na
direção normal a ela.
Essa característica impede o uso de perfis I para pilares mais solicitados e mais longos.

d) Composição de pilares.

• Pilares podem ser compostos através da soldagem direta de dois perfis ou pela
ligação de dois perfis por meio de chapas ou cantoneiras, de uma maneira
semelhante à utilizada para perfis U
Perfil “H"

• Laminado ou soldado
• ≠ perfil "I“  largura de aba = à altura da alma.
• Especifiações : semelhantes às do perfil "I",
• exceto - perfis não industrializados de chapa
soldada recebem a sigla CS (Coluna Soldada).

• Exemplos:
CS 300 x 26
W 310 x 93 (Gerdau W ou HP)
CE 300 x 76 (Usiminas)
• Características geométrica  quase que unicamente utilizado como pilar
• boa rigidez em ambas as direções, respondendo bem ao esforço de
compressão axial.
• para pilares submetidos a flexo-compressão (flexão + compressão axial).
Perfil Tubular

• Extrusão (sem costura) ou pela calandragem (processo para curvar chapas ou perfis) de
• ≠ apenas no processo de fabricação: tubos de maiores dimensões são obtidos com costura e
os de menores sem costura.
• No Brasil, os tubos sem costura são fabricados com dimensões que não ultrapassam 355 mm de
diâmetro externo .
As seções dos tubos podem ser circulares, quadradas ou retangulares.

• Especificação: dimensão externa,


espessura em milímetros.
• Exemplos:
200 x 3 (tubo circular)
150 x 80 x 2 (tubo retangular)
Perfil Tubular: Uso comum

a) Barras de treliças planas e espaciais.


Os perfis tubulares, por possuírem massas igualmente
distanciadas do centro de gravidade, prestam-se bem à
utilização em barras submetidas tanto a tração como
compressão, como ocorre nas treliças.

b) Barras submetidas à torção

Os perfis tubulares, principalmente os cilíndricos, são os que melhor


absorvem esforços de torção por possuírem massas igualmente
distanciadas do centro de gravidade.
Perfil Tubular: Uso comum

c) Pilares
• Apresentam maior eficiência contra a flambagem com
menor consumo de material.
• São executados vazados ou preenchidos com concreto,
quando então se obtém uma grande resistência com
seções bastante esbeltas.

d) Vigas

• Os perfis tubulares retangulares podem ser usados


como vigas.
• São menos eficientes que os perfis I  princípio
concentração de massa na alma
CHAPAS

• Classificam-se em finas e grossas, conforme suas espessuras.


CHAPAS: Uso Comum

a) Conformação de perfis estruturais (perfis de chapas dobradas). Para esta finalidade


são usadas apenas chapas finas.
CHAPAS: Uso Comum

b) Elementos de ligação de perfis em nós de treliças


ou outros sistemas. A forma da chapa é função do
tipo de ligação a ser executada.

c) Reforço de estruturas existentes.


A soldagem de chapas em perfis que
necessitam de reforço propicia um aumento
bastante sensível na sua resistência.
Barras redondas
• As barras redondas são obtidas por laminação.
• Seu diâmetro varia de ½” (12,5 mm) a 4” (102,0 mm).
• As barras redondas são, basicamente, usadas para confecção de chumbadores,
parafusos e tirantes.