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PASSOS PARA RODA DE TERAPIA COMUNITÁRIA

ACOLHIMENTO (7min)

Procedimentos:

• Dar as boas vindas


• Apresentar os objetivos
• Apresentar as regras
• Celebrações
• Dinâmica de Aquecimento

Objetivos do acolhimento:
• Aquecer o grupo para a partilha de experiências.
• Deixar o participante à vontade.
• Garantir o diálogo respeitoso, estruturar a troca baseada no respeito, sem julgamento.
 Apresentar as regras tem função estruturadora da roda pois garante a escuta respeitosa, evita
manipulações ideológicas:
• Falar de si na primeira pessoa: permite ao indivíduo apropriar-se dignamente de sua experiência com a
sua singularidade gerando empoderamento, reforçando sua identidade pessoal e cultural.
• Silêncio: respeitar a fala do outro.
• Propor músicas, piadas, provérbios que tenha haver com o tema:

As músicas têm uma ação de continente das emoções que emergem no grupo. Possibilitam sair do trágico para
o cômico. Desdramatiza e permite nomear as emoções.

2- ESCOLHA DO TEMA (10min)

 Escolha do tema (respeito e atenção à dimensão da singularidade dos participantes)


 Motivação para falar: Por que falar com a boca? “Quando a boca cala os órgãos falam – o que não
falamos com a boca dizemos com: insônia, gastrite…Vamos falar para não adoecer.”
 Do que falar? Daquilo que tira o sono – “O que nos preocupa como pai ou mãe de Família na educação
dos filhos, segurança, violência ...”
 Não trazer segredos.
 Restituição – Busca do sintonia, respeito e fidelidade entre o que foi dito e o que foi compreendido
 Identificação e justificativa – Escuta Ativa (aprende-se a justificar as escolhas)
 Votação – Pretexto Pedagógico - aprender a posicionar-se, defender seu ponto de vista, tornando-se
sujeito da sua história pessoal e comunitária.
 Eu só reconheço o que conheço.

CONTEXTUALIZAÇÃO (15m)

O escolhido apresenta mais informações sobre sua inquietação e todos podem PERGUNTAR
O que Perguntar?
Perguntas que favoreçam a reflexão de si e dos seus vínculos familiares, profissionais, comunitários.
Perguntas ligadas ao processo e não aos resultados
Exemplo:
O que mais doeu nessa perda?
O que tem feito para superar?
Que valores e crenças o tem ajudado?
O que foi que a morte não destruiu daquele que partiu?
O que você aprendeu?
As perguntas possibilitam:
Clarificar o problema trazido – contextualizar
Superar preconceitos,
Re-significar o vivenciado,
Desculpabilizar e tomar consciência da sua participação inconsciente na gênese do problema e suas
implicações sociais,

4- PROBLEMATIZAÇÃO - partilha de experiências (45m)

“Vamos falar agora de nós mesmos.”


Mote coringa: Quem já viveu algo parecido e como superou?
Mote especifico ou simbólico: Ex.: Quem já sentiu-se enganado por alguém?
E o que fez para superar?

A situação trazida pelo protagonista faz emergir situações semelhantes já vivenciadas e suas respectivas
estratégias de superação.

O que possibilita:
• Relativizar sua dor, seu sofrimento e descobrir que a sua dor é a dor de muitos.
• Sair do sentimento de solidão e descobrir possibilidades de inserção
• Evidenciar os recursos culturais – músicas, poemas, piadas, ditados populares
• Descoberta da resolução participativa
• Respeitar as diferenças aos múltiplos códigos de expressão
• Aprender a pensar e decidir juntos
• Espaço de construção coletiva de forma participativa e democrática
• Reconhecer as habilidades e competências individuais
• Surgem soluções, estratégias inovadoras
• Consolidar a rede de identificações que vai entrar em cena após a TC
• Revitalizar a vida e fortalecer iniciativas de humanização já existentes.

Tudo que coloca em risco a promoção da vida e da cidadania é problematizado na TC.

5-ENCERRAMENTO (+ ou – 10m)

Fazer a roda - apoiados uns nos outros – sentimento de união e apoio em um mesmo movimento em busca do
equilíbrio pautado num clima intimista e afetivo.

• Conotação positiva: o terapeuta comunitário reconhece, valoriza, agradece o esforço, a coragem, a


determinação e a sensibilidade dos participantes que apresentaram seus temas e para quem teve seu
tema escolhido.

• Dirigir-se ao grupo: o que admirei nas falas e o que vou levando dessa roda?

• Objetivos: rituais de agregação é um momento de síntese humanizada onde os participantes se


dirigem uns aos outros para expressar sua gratidão e admiração pela coragem e virtudes que
emergiram das falas e pelo que puderam aprender. Terminada a terapia inicia-se a construção da rede
de apoio social.

• É um momento especial de ampliação do significado das experiências vividas, possibilitando renovação


e mudança consigo e com os outros.
6- APRECIAÇÃO (30M)

• Nesta etapa cabe à equipe: Ouvir quem não teve seu tema escolhido e fazer os devidos
encaminhamentos, caso seja necessário
• Ação - reflexão – ação: um instrumento de aprendizado e aprimoramento da prática, descobertas
pessoais e profissionais e confirmação do compromisso comunitário, que é acolher as preocupações
do cotidiano num clima amoroso e respeitoso pautado em trocas colaborativas. Matéria prima para a
supervisão.