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REPRESENTAÇÃO PARA DECRETAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA

Excelentíssimo Senhor, Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca de


Goiânia-GO.

O titular da Delegacia do 8º Distrito Policial, da cidade de Goiânia,


através do delegado titular Fabrício Alencar de Siqueira, infra-assinado, no uso de
suas atribuições legais, nos autos de investigação nº 2083/2017, em tramitação
naquela delegacia, vem com o respeito devido, REPRESENTAR pela decretação da
PRISÃO PREVENTIVA, em face de PERALTA SACRAMENTO PINTO, brasileiro,
solteiro, natural da cidade de Coronel Sapucaia-MS, nascido no dia 03/09/1990, filho
de Petronílio Sacramento Pinto e Petruska Sacramento Pinto, residente em lugar
incerto e não sabido, nos termos dos artigos 311, 312 e 313, inciso I, do Código de
Processo Penal e artigo 5º, inciso LXVI, da Constituição da República Federativa do
Brasil de 1988, pelos fundamentos fáticos e jurídicos a seguir aduzidos:

Foi instaurado um inquérito policial, mediante a Portaria nº 1239/2017,


pois no dia 27 de agosto de 2017, por volta das 15h45min, na Loja Vivara, localizada
no Shopping Flamboyant, que comercializa joias, um roubo, em foi subtraído anéis,
brincos, colares, relógios que estavam expostos para venda. O roubo foi praticado
com muita ousadia, pois os assaltantes, usaram arma de grosso calibre, fizeram as
venderam de refém, e ainda no estacionamento ocorreu uma troca de tiros com os
seguranças do estabelecimento. Contudo, os assaltantes, em número de 03
conseguiram evadir do local com o produto do roubo.
Durante as investigações foi recolhido filmagens do circuito interno do
Shopping, e através das imagens foi possível fazer a identificação do representado
Peralta Sacramento, um velho conhecido da polícia, por praticar roubos com ousadia,
sendo portador de alta periculosidade.

As vítimas Margarete Cristina e Juliana do Nascimento, prestaram


declarações, conforme cópias anexas, e narraram com detalhes a conduta dos
assaltantes, sendo que dois estavam utilizando capuz, e não puderam ser
identificados. Contudo, o representado Peralta que utilizava apenas um boné, foi
facilmente reconhecido, por ter uma tatuagem no pescoço em forma de serpente, e
como pode ser visto nas fotografias anexas, extraídas dos arquivos da polícia, o
representado Peralta possui a mencionada tatuagem, que também pode ser
facilmente vista pelas imagens colhidas pelas câmeras de segurança.

Conforme a certidão de antecedentes criminais do representado


Peralta, anexo, está sendo processado por condutas semelhantes, embora, ainda não
tenha uma sentença condenatória transitada em julgado.

O Código de Processo Penal no artigo 312 dispõe o seguinte:

“Art. 312. A prisão preventiva poderá ser decretada como


garantia da ordem pública, da ordem econômica, por
conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a
aplicação da lei penal, quando houver prova da existência de
crime e indício suficiente de autoria do crime”.

Consoante a melhor doutrina para a decretação da prisão preventiva,


conforme dispõe o artigo acima é indispensável demonstrar o fumus comissi delicti e
o periculum libertatis. No presente caso, estes requisitos estão presentes conforme
será demonstrado em seguida.

No caso do fumus comissi delicti que é a demonstração de


indícios de autoria e da materialidade do crime, conforme sobejamente demonstrado
nas provas anexas, o representado agiu com extrema ousadia, pois adentrou no
estabelecimento, que é muito frequentado, utilizando arma de fogo de grosso, calibre
e subtraíram diversas joias da loja Vivara. O representado foi reconhecido pelas
vítimas e também pelas imagens colhidas pelas câmeras de segurança.

De igual modo, o periculum libertatis está comprovado, não somente


pela ousadia, mas também pela periculosidade que o representado ostenta, pois não
se intimida com a justiça, já que já responde há mais de cinco processos pela prática
de roubos caracterizados pela ousadia.

A necessidade da medida constritiva de liberdade do indiciado está


devidamente comprovada, pois o artigo 312, do Código de Processo Penal, elenca os
requisitos que demonstram a necessidade, demonstrada pela garantia da ordem
pública.

O doutrinador Norberto Avena, conceitua-se a Garantia da ordem


pública da seguinte maneira:

“Entende-se justificável a prisão preventiva para a garantia da


ordem pública quando a permanência do acusado em liberdade,
pela sua elevada periculosidade, importar em intranquilidade
social em razão do justificado receio de que volte a delinquir”.
(Norberto Avena, pág. 804).

Não resta a menor sobra de dúvida que caso o representado Peralta


não for preso, continuará praticado crimes, trazendo intranquilidade para a sociedade,
daí a necessidade da medida pleiteado.

Assim, demonstrado que há mais dos indícios de autoria e


a prova robusta da materialidade, bem como o requisito da ordem pública
devidamente demonstrada, atendendo aos requisitos expostos no artigo 312 do
Código de Processo Penal.

Por fim, o requisito objetivo previsto no artigo 313, do


Código de Processo Penal também está demonstrado, pois o crime, em tese,
imputado ao representado é o previsto no artigo 157, § 2º, inciso I e II, do Código
Penal, que comina uma pena máxima em abstrato de 15 (quinze) anos de reclusão,
estando presente o requisito objetivo para decretação da prisão preventiva do
indiciado.

Ante o exposto, a autoridade policial, abaixo assinado


representada pela DECRETAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA do representado
PERALTA SACRAMENTO PINTO, de modo a garantir a ordem, nos termos do artigo
312 do Código de Processo Penal, presentes os requisitos de cabimento e a hipótese
de cabimento aptos a ensejar a segregação cautelar do representado, sendo expedido
por este juízo o mandado de prisão preventiva para que possa dar o seu efetivo
cumprimento.

Goiânia, 30 de agosto de 2017.

FABRICIO ALENCAR DE SIQUEIRA


DELEGADO DE POLÍCIA