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Iris - Sistema automatizado de

codificação de causas de morte

Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris

V5.3.3S2

Iris Versão 5.3.3 (Versão Teste) com MUSE 2.4.1


02 Novembro 2016
Instituto Iris
iris-institute@dimdi.de
www.iris-institute.org
Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

1. INTRODUÇÃO .............................................................................................. 7
1.1. SOBRE O IRIS ..............................................................................................................................................7
1.2. DIREITOS DE TERCEIROS.............................................................................................................................8
1.3. SOBRE O INSTITUTO IRIS ............................................................................................................................8
1.4. COMO POSSO DAR UM RETORNO? ........................................................................................................ 10
1.5. COMO OBTER ATUALIZAÇÕES E INFORMAÇÕES SOBRE O IRIS? ............................................................ 10
1.6. TABELAS DE DECISÃO INTERNACIONAIS ................................................................................................. 10
1.7. NOMES DE ARQUIVOS PADRONIZADOS ................................................................................................. 11
1.8. SOBRE ESTE MANUAL ............................................................................................................................. 12

2. GUIA DE INSTALAÇÃO ............................................................................. 13


2.1. REQUISITOS ............................................................................................................................................. 13
2.2. INSTALAÇÃO ............................................................................................................................................ 16

3. COMO USAR O IRIS .................................................................................. 20


3.1. INTERFACE ............................................................................................................................................... 21
3.2. PREPARO DO LOTE .................................................................................................................................. 29
3.3. MODO ENTRADA DE CÓDIGO ................................................................................................................. 31
3.4. MODO ENTRADA DE TEXTO .................................................................................................................... 32
3.4.1. Dicionário ........................................................................................................................................ 32
3.4.2. Padronização ................................................................................................................................... 33
3.5. INTERVALO DE TEMPO E STATUS DA AFECÇÃO ...................................................................................... 34
3.6. ENTRADA DE DADOS ............................................................................................................................... 36
3.6.1. Codificação padrão ......................................................................................................................... 36
3.6.2. Entrada de dados sem codificação.................................................................................................. 36
3.6.3. Codificação com campos de identificação abertos para edição ..................................................... 37
3.7. TRADUZINDO A INTERFACE DO IRIS ........................................................................................................ 37
3.8. TRADUZINDO AS DESCRIÇÕES DOS CÓDIGOS CID-10 ............................................................................. 38
3.9. USO DO IRIS POR LINHA DE COMANDO.................................................................................................. 38
3.10. DOIS USUÁRIOS ACESSANDO A MESMA DECLARAÇÃO ...................................................................... 40

4. MENUS E FERRAMENTAS ........................................................................ 40


4.1. MENU ARQUIVO...................................................................................................................................... 42
4.1.1. Abrir (Ctrl + O) ................................................................................................................................. 42
4.1.2. Fechar .............................................................................................................................................. 45
4.1.3. Processamento em Batch ................................................................................................................ 45

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4.1.4. Imagem da Declaração ................................................................................................................... 47


4.1.5. Importação ...................................................................................................................................... 47
4.1.6. Sair (Ctrl + Q) ................................................................................................................................... 49
4.2. MENU MODO .......................................................................................................................................... 49
4.2.1. Interface de entrada de dados de identificação ............................................................................. 49
4.2.2. Entrada de códigos como padrão ................................................................................................... 50
4.2.3. Recodificar após "Próximo rejeitado" ............................................................................................. 50
4.2.4. Linha E na Parte 1 ........................................................................................................................... 51
4.2.5. Bloco de morte materna ................................................................................................................. 51
4.2.6. Bloco de morte perinatal................................................................................................................. 51
4.2.7. Exibir mensagens de erro em pop-up .............................................................................................. 52
4.2.8. Exibir linha de texto integral na lista de tarefas ............................................................................. 52
4.2.9. Padronização 1 sempre ................................................................................................................... 52
4.3. MENU LOTE ............................................................................................................................................. 52
4.3.1. Início do lote .................................................................................................................................... 53
4.3.2. Anterior (Ctrl + P) ............................................................................................................................ 53
4.3.3. Próximo (Ctrl + N) ............................................................................................................................ 53
4.3.4. Fim do lote....................................................................................................................................... 54
4.3.5. Próxima linha (F8) ........................................................................................................................... 54
4.3.6. Parte 2 (F9) ...................................................................................................................................... 54
4.3.7. Próximo rejeitado (Ctrl + R) ............................................................................................................. 54
4.3.8. Próximo não codificado (Ctrl + I) ..................................................................................................... 54
4.3.9. Salvar (Ctrl + S) ................................................................................................................................ 54
4.3.10. Salvar e ir para o próximo (F11) ...................................................................................................... 54
4.3.12. Localizar (Ctrl + F) ............................................................................................................................ 55
4.3.13. Salvar e localizar (Ctrl + B) .............................................................................................................. 56
4.3.14. Estatística ........................................................................................................................................ 56
4.4. MENU CODIFICAÇÃO............................................................................................................................... 57
4.4.1. Recodificar Declaração (Ctrl + Shift + C).......................................................................................... 57
4.4.2. Selecionar causa básica (Ctrl + U) ................................................................................................... 57
4.4.3. Editar causa básica (Ctrl + E) ........................................................................................................... 58
4.4.4. Lesão principal (Ctrl + M) ................................................................................................................ 58
4.4.5. Rejeição pelo codificador ................................................................................................................ 60
4.4.6. Explicação da codificação ............................................................................................................... 60
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4.4.7. Limpar parte médica (Ctrl + Shift + D) ............................................................................................. 62


4.4.8. Recarregar parte médica (Ctrl + Shift + R) ...................................................................................... 62
4.4.9. Reabrir a declaração ....................................................................................................................... 62
4.4.10. Edit multiple causes......................................................................................................................... 62
4.5. MENU FERRAMENTAS ............................................................................................................................. 62
4.5.1. Exportar declaração ........................................................................................................................ 63
4.5.2. Exportar tudo .................................................................................................................................. 64
4.5.3. Print Screen (Ctrl + D) ...................................................................................................................... 64
4.5.4. Dicionário (F10) ............................................................................................................................... 64
4.5.5. Padronização ................................................................................................................................... 70
4.5.6. Tabelas de decisão .......................................................................................................................... 76
4.5.7. Tabela de consistências ................................................................................................................... 77
4.5.8. Recarregar tabelas .......................................................................................................................... 78
4.5.9. Tradução ......................................................................................................................................... 78
4.5.10. Opções ............................................................................................................................................. 79
4.5.11. Manutenção .................................................................................................................................... 92
4.5.12. Desenvolvimento ............................................................................................................................. 92
4.6. MENU SOBRE .......................................................................................................................................... 92

5. MUSE NO IRIS............................................................................................ 94
5.1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................... 94
5.2. JANELA DE EXPLICAÇÃO DO MUSE - VISÃO GERAL ................................................................................. 96
5.3. MARCADORES ATRIBUÍDOS AOS CÓDIGOS CID-10 ................................................................................. 99
5.4. ENTENDENDO O PROCESSAMENTO MULTICAUSAL ............................................................................. 104
5.4.1. Exemplo introdutório .................................................................................................................... 104
5.4.2. Modificações unárias de código .................................................................................................... 105
5.4.3. Modificações de código complexas ............................................................................................... 107
5.4.4. Tipos de regras multicausais e informações adicionais ................................................................ 111
5.5. ENTENDENDO O PROCESSAMENTO UNICAUSAL .................................................................................. 113
5.5.1. Exemplo 1 (SP1) ............................................................................................................................. 115
5.5.2. Exemplo 2 (SP1) ............................................................................................................................. 115
5.5.3. Exemplo 3 (SP2) ............................................................................................................................. 116
5.5.4. Exemplo 4 (SP2) ............................................................................................................................. 117
5.5.5. Exemplo 5 (SP3) ............................................................................................................................. 118
5.5.6. Exemplo 6 (SP3 com erro de intervalo) ......................................................................................... 119
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5.5.7. Exemplo 7 (SP3 com erros de intervalo) ........................................................................................ 120


5.5.8. Exemplo 8 (SP4) ............................................................................................................................. 121
5.5.9. Exemplo 9 (SP4) ............................................................................................................................. 122
5.5.10. Exemplo 10 (SP5) ........................................................................................................................... 123
5.5.11. Exemplo 11 (SP6) ........................................................................................................................... 124
5.5.12. Exemplo 12 (SP7) ........................................................................................................................... 125
5.5.13. Exemplo 13 (SP7 com recodificação)............................................................................................. 126
5.5.14. Exemplo14 (SP7 não aplicação) .................................................................................................... 127
5.5.15. Exemplo 15 (SP8) ........................................................................................................................... 128
5.5.16. Exemplo16 (SP8 Afecção trivial aceita) ......................................................................................... 129
5.5.17. Exemplo 17 (M1) ........................................................................................................................... 130
5.6. TRABALHANDO COM CÓDIGOS CONECTADOS ..................................................................................... 131
5.7. CONFIGURAÇÃO DO MUSE ................................................................................................................... 133
5.7.1. Configuração do conteúdo do MUSE e gerenciamento da versão................................................ 133
5.7.2. Ferramenta de tradução do MUSE................................................................................................ 135

6. BASES DE DADOS ...................................................................................135


6.1. BASE DE DADOS TABELA ....................................................................................................................... 136
6.1.1. IcdSubstitution .............................................................................................................................. 136
6.1.2. IcdErn ............................................................................................................................................ 137
6.1.3. Dictionary ...................................................................................................................................... 137
6.1.4. Standardisation0, Standardisation1 e Standardisation2 .............................................................. 138
6.1.5. Separators ..................................................................................................................................... 139
6.1.6. TimeIntervals ................................................................................................................................. 139
6.1.7. ValidIcdCodes ................................................................................................................................ 140
6.1.8. NonConsistentIcdCodes ................................................................................................................. 141
6.2. BASE DE DADOS DE DECLARAÇÃO ........................................................................................................ 142
6.2.1. Tabela de Identificação (Ident) ..................................................................................................... 142
6.2.2. Tabela de causas médicas de morte (MedCod) ............................................................................ 145

7. PADRONIZAÇÃO NO IRIS ........................................................................145


7.1. CONTEXTO............................................................................................................................................. 147
7.2. REGRAS.................................................................................................................................................. 150
7.2.1. Regras de exclusão ........................................................................................................................ 150
7.2.2. Regras de modificação .................................................................................................................. 152
7.3. ALGORITMO DE PADRONIZAÇÃO.......................................................................................................... 153
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7.3.1. Qual tabela usar? .......................................................................................................................... 155


7.3.2. Como agrupar as regras? .............................................................................................................. 156
7.4. EXEMPLOS ............................................................................................................................................. 156
7.4.1. Correção de grafia (alemão) ......................................................................................................... 156
7.4.2. Hífens ............................................................................................................................................ 157
7.4.3. Plural para singular (Suécia) ......................................................................................................... 158
7.4.4. Exclusão de códigos CID-10 ........................................................................................................... 159
7.4.5. Separadores .................................................................................................................................. 159
7.4.6. Intervalos de tempo ...................................................................................................................... 161
7.5. PRINCIPAIS METACARACTERES USADOS EM EXPRESSÕES REGULARES (REGEX) ................................. 163

8. MANUTENÇÃO DAS TABELAS DO USUÁRIO ........................................164


8.1. TABELAS MANTIDAS PELO USUÁRIO .................................................................................................... 164
8.2. DESENVOLVENDO E FAZENDO A MANUTENÇÃO DO DICIONÁRIO ....................................................... 165
8.2.1. O que incluir? ................................................................................................................................ 166
8.2.2. Versão da CID-10 ........................................................................................................................... 167
8.2.3. Sem ponto entre o terceiro e quarto dígitos ................................................................................. 167
8.2.4. Dois códigos CID-10 para um único termo diagnóstico ................................................................ 167
8.2.5. Códigos alternativos para o mesmo termo diagnóstico ............................................................... 167
8.2.6. Códigos asterisco e códigos Z ........................................................................................................ 168
8.2.7. Lesões e causas externas............................................................................................................... 169
8.2.8. Códigos produzidos ....................................................................................................................... 169
8.2.9. Códigos conectados e marcadores do MUSE ................................................................................ 170
8.2.10. Marcadores de Codificação (CodingFlag) ..................................................................................... 173

9. VERSÕES ANTERIORES DO IRIS ...........................................................175


APÊNDICE 1 TECLAS DE ATALHO DO IRIS..............................................................................................................181
APÊNDICE 2 CÓDIGOS PRODUZIDOS ....................................................................................................................182
APÊNDICE 3 CÓDIGOS CONECTADOS ...................................................................................................................185
APÊNDICE 4 LISTA DE TABELAS .............................................................................................................................187
APÊNDICE 5 LISTA DE FIGURAS .............................................................................................................................188
APÊNDICE 6 LISTA DE TERMOS REVISADOS NO MANUAL E NO SOFTWARE.......................................................190

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1. Introdução

1.1. Sobre o Iris

O Iris é um sistema automatizado para codificação de causas múltiplas de morte e


para a seleção da causa básica de morte. Pode ser usado em lote (batch) ou de forma
interativa. Tem um duplo objetivo:

 Fornecer um sistema no qual os aspectos dependentes da linguagem estejam


separados do software. Além disso, que as partes dependentes da linguagem
sejam armazenadas em tabelas que possam ser facilmente modificadas.
 Melhorar a comparabilidade internacional. O Iris é baseado no modelo de
atestado de causas de morte definido pela OMS (Organização Mundial da
Saúde), no Volume 2 da CID-10 e as causas de morte são codificadas de
acordo com as regras da CID-10. Atualizações da CID-10 são incluídas de
acordo com o cronograma da OMS.

Até a versão 4 o aplicativo Iris usou componentes do MMDS (Mortality Medical Data
System), do NCHS (National Center for Health Statistics).
A partir da versão 5, o aplicativo Iris passou a usar o MUSE (Multicausal and
Unicausal Selection Engine). O MUSE trabalha baseado em tabelas de decisão
acordadas internacionalmente, que são baseadas nas mais recentes versões da
CID10.
Você poderá encontrar a lista de termos revisados no manual e no aplicativo
comparando as versões 4 e 5 no Apêndice 6.

O Iris pode ser usado de dois modos. No modo entrada de código, o usuário digita os
códigos CID-10 correspondentes às afecções registradas no atestado de óbito. O Iris
seleciona a causa básica. Nesse modo, o Iris está pronto para ser utilizado assim que
instalado. No modo entrada de texto, você necessitará de um dicionário de termos que
traduza o texto para um código CID-10. A vantagem de se incluir um dicionário é que
uma vez que uma decisão tenha sido tomada sobre qual código CID-10 será utilizado
para determinado termo diagnóstico, esse termo será codificado da mesma maneira
todas as vezes em que ele for mencionado no atestado. O Iris também possui formas
de padronizar os termos diagnósticos, o que reduz significativamente o tamanho do

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dicionário. Observe que um exemplo de dicionário em inglês é fornecido durante a


instalação.

1.2. Direitos de terceiros

O software Iris se utiliza de títulos e códigos CID-10 da OMS. Não é permitido extrair
os títulos e códigos CID-10 do Iris e duplicá-los ou distribuí-los separadamente. Todos
os direitos da CID-10 são da Organização Mundial da Saúde. Caso você queira usar
os códigos CID-10 separadamente do Iris, favor contatar a OMS para obter um acordo
de licença. Um formulário on-line está disponível em:

http://www.who.int/about/licensing/classifications/en/index.html

1.3. Sobre o Instituto Iris

O Iris vinha sendo desenvolvido por meio de uma cooperação internacional e logo
surgiu a necessidade de estabelecer uma estrutura oficial para seus esforços. Nesse
contexto, foi criado o Instituto Iris para a distribuição, manutenção e desenvolvimento
do software Iris. Além disso, o crescente interesse internacional no software Iris tornou
necessário criar uma fundação institucional para assegurar o suprimento e suporte do
software Iris. Consequentemente, os parceiros de cooperação da França, Itália,
Hungria e Suécia procuraram o DIMDI com a solicitação de se estabelecer o Instituto
Iris e abrigar o seu secretariado no DIMDI. Atualmente, as seguintes instituições se
juntaram à cooperação e estão envolvidas no desenvolvimento do Iris:

 Centro de epidemiologia sobre causas médicas de morte (Inserm-CépiDc),


França
 Escritório Federal de Estatística - Instituto Alemão de Documentação Médica e
Informação (DIMDI), Alemanha
 Escritório Central de Estatística (KSH), Hungria
 Instituto Nacional de Estatística (Istat), Itália
 Comitê Nacional de Saúde de Bem-Estar (Socialstyrelsen), Suécia
 Centro Nacional de Estatísticas da Saúde (NCHS), EUA
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O Instituto Iris é uma cooperação internacional das instituições mencionadas acima.


Contato: iris-institute@dimdi.de
Site na internet: www.iris-institute.org

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1.4. Como posso dar um retorno?

Quando você notar um erro nas tabelas de decisão:


 Cheque no volume 2 da CID-10
 Cheque junto às atualizações oficiais da OMS
 Se você acreditar que a CID-10 deve ser corrigida, então o problema deve ser
informado para o Grupo de Referência em Mortalidade (MRG) ou discutido no
Fórum de Mortalidade (mais informações sobre Comitês de Grupos de
Referência do WHO-FIC e Fórum de Mortalidade)
Se o erro for em relação a uma aplicação equivocada da CID-10, favor informar ao
Instituto Iris.
Caso seja encontrado um "bug" no software Iris, erros no manual ou nas tabelas do Iris,
favor informar ao Instituto Iris.

1.5. Como obter atualizações e informações sobre o Iris?

Você pode assinar o nosso boletim informativo, assim terá acesso às informações
mais relevantes sobre o Iris.
Assinar o boletim informativo
Notícias do Iris
Centro de download Iris

1.6. Tabelas de decisão internacionais

O Iris e o MUSE se utilizam de tabelas de decisão internacionais. As atualizações são


efetuadas após discussão pelo Grupo de Referência em Mortalidade (MRG) e pelo
Grupo Tabela. Essas tabelas não podem ser modificadas pelos usuários. Desde 2011,
essas tabelas têm sido mantidas pelo Instituto Iris de acordo com as atualizações
anuais da CID-10 promovidas pela OMS. As tabelas de decisão atuais derivam
daquelas desenvolvidas pelo Centro Nacional de Estatísticas em Saúde (NCHS) para
seleção da causa básica de morte usada pelo ACME1.

1
ACME - Automated Classification of Medical Entities - sistema de seleção da causa básica utilizado nos Estados Unidos.
Muitos países adotaram o ACME ou utilizaram suas tabelas de decisão, como o próprio SCB. N. T.
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1.7. Nomes de arquivos padronizados

O Instituto Iris padronizou os nomes dos arquivos distribuídos com as versões do Iris e
no site do Iris na internet. Você encontrará abaixo alguns exemplos de arquivos para
os quais os nomes foram padronizados.

 Base de dados de certificados:


o Iris-Certificates-V4.5-Y2015S1.mdb
o Iris-Certificates-V5.1-Y2015S1.mdb

 Base de dados de tabelas do Iris:


o Iris-Tables-V4.5-Y2015S1.mdb
o Iris-Tables-V5.1-Y2015S1.mdb

 Manual de referência do usuário do Iris:


o Iris-User-Reference-Manual-V4.5S1.pdf
o Iris-User-Reference-Manual-V5.1S1.pdf

 Tradução da interface:
o User-Interface-English-V4.5S1.properties
o User-Interface-English-V5.1S1.properties

 Tabelas de decisão:
o Tables-Y2015S1.zip
o Tables-Y2014S2.zip

Tabela 1 Descrição das abreviações nos nomes de arquivos

Abreviação Descrição Exemplo


V "Versão" do Iris Iris-User-Reference-Manual-V4.3S1.docx
Y Ano (Year) da codificação Iris-Tables-V4.5-Y2014S4.mdb
S ou SR "versão Sub" (se for distribuída mais de uma versão) Tables-Y2015S2.zip

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1.8. Sobre este manual

O próximo capítulo explica como instalar o Iris. O capítulo intitulado "Como usar o Iris"
dá uma rápida visão das funções mais importantes do Iris. O capítulo "Menus e
ferramentas" traz detalhes sobre o uso de cada função no Iris. O capítulo "MUSE no
Iris" descreve o módulo MUSE e seus arquivos usados pelo Iris. O capítulo "Bases de
dados" fornece detalhes sobre cada tabela das duas bases de dados do Iris. O
capítulo "Padronização no Iris" explica como usar a padronização de texto para reduzir
o tamanho do dicionário. O "Manual do usuário para manutenção de tabelas" descreve
o trabalho de tabela feito pelo usuário. O capítulo final lista as diferenças entre as
várias versões do Iris. No Apêndice, você encontrará listas para, por exemplo,
"Atalhos de teclados do Iris", "Códigos produzidos" e "Códigos conectados".

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2. Guia de instalação

Favor observar que não é possível desabilitar algumas partes do aplicativo Iris. Todos
os usuários devem usar o aplicativo da mesma maneira.

2.1. Requisitos

Você pode usar o Iris com os seguintes requisitos:

 Microsoft Windows XP, Windows Vista, Windows 7, Windows 8 e 8.1, Windows 10


 Microsoft .Net Framework
 Microsoft Access 2003 ou posterior, se não for disponível outro gerenciador de
banco de dados (não é possível usar o banco de dados do "OpenOffice")
 Sistema gerenciador de banco de dados Oracle
 MS SQL Server

O Iris é independente do browser IE9 e você pode usar o Iris em um ambiente servidor
para múltiplos usuários.

O .Net Framework é um componente que permite programas Microsoft trabalhar com o


Windows. Quando você instala o Iris pela primeira vez, o “.Net Framework” é instalado
automaticamente, se não estiver disponível no computador.

Se você não tem um banco de dados de predileção, utilize o Access, que é o padrão
para o Iris. As configurações do banco de dados Access, utilizadas para armazenar as
declarações de óbito devem permitir que os objetos do sistema sejam lidos. A base de
dados de declarações padrão instalada com o Iris tem os parâmetros configurados
corretamente para que os objetos do sistema sejam lidos, mas se você quiser criar sua
própria base de dados de declarações do Access, proceda aos ajustes das
configurações como se segue:

Access – MS Office 2003

 Abra o Access

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 No menu Ferramentas, selecione o item Opções: a janela Opções se abrirá.


Selecione a guia Exibir e habilite a opção Objetos do sistema. Clique em Aplicar e
em OK. Feche a janela Opções.
 No menu Ferramentas, selecione o item Segurança e Permissões para Usuário e
grupo.
 Na caixa de listagem Nome do Objeto, selecione MSysObjects.
 Habilite as opções Ler design e Ler dados no grupo Permissões.
 Clique em OK.
 Novamente, no menu Ferramentas, selecione o item Opções: a janela Opções se
abrirá. Selecione a guia Exibir e desabilite a opção Objetos do sistema. Clique em
Aplicar e em OK.

Access - MS Office 2007

 Abra o Access.
 Clique no botão Microsoft Office na parte superior esquerda da janela e selecione
Opções do Access na parte inferior direita desse menu.
 Em Banco de Dados Atual, Navegação, clique em Opções de Navegação. Em
Opções de Exibição, habilite Mostrar Objetos do Sistema. Clique em OK. Feche a
janela Opções.
 No menu Ferramentas, selecione Usuários e Permissões, Permissões para Usuário
e Grupo. Na caixa de listagem Nome do Objeto, selecione MSysObjects e habilite
as opções Ler design e Ler dados em Permissões.
 Novamente, clique no botão Microsoft Office na parte superior esquerda da janela e
selecione Opções do Access na parte inferior direita desse menu.
 Em Banco de Dados Atual, Navegação, clique em Opções de Navegação. Em
Opções de Exibição, desabilite a opção Mostrar Objetos do Sistema. Clique em OK.
Feche a janela Opções.

Note que em alguns ambientes de computadores você necessitará de privilégios de


administrador para alterar essas configurações. À exceção de modificar as bases de
dados, o Access não é necessário nos computadores para rodar o Iris.

Se você necessitar reinstalar o Iris, primeiramente salve a base de dados de


Declarações e a base de dados de Tabelas (ver capítulo Bases de dados). Então
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desinstale o Iris usando o "Desinstalar ou alterar um programa", de Programas e


Recursos, Painel de Controle. Instale a nova versão como se fosse a primeira
instalação. Então inicie o Iris, abra o menu Ferramentas, vá para o item Opções e
especifique os nomes das pastas onde você salvou suas bases de dados de
Declarações e Tabelas.

O Iris pode rodar em um servidor de aplicações. Instale o Iris no servidor, compartilhe a


pasta do Iris (dê permissão para todos para ler e executar os arquivos) e crie um atalho
do arquivo Iris.exe nos computadores clientes. As Opções de cada cliente são
mantidas no computador cliente. Seus arquivos de configuração pessoal podem ser
encontrados em:

Windows XP
 C:\Documents and Settings\xxxxxx\Configurações locais\Dados de
aplicativos\Iris_core_group\yyyyyy

Windows Vista e Windows 7

 C:\Usuários\xxxxxx\AppData\Local\Iris_Core_Group\yyyyyy

Onde \xxxxxx é o seu nome de usuário e \yyyyyy são pastas correspondentes às


diferentes versões do Iris. O arquivo é chamado user.config. Note que no Windows 7, a
pasta AppData é oculta por padrão.

A sua tela deve suportar a resolução de "1024 x 768" ou superior. Se a resolução for
menor, partes da tela não serão exibidas corretamente, mesmo que pareça que a tela é
grande o suficiente para a interface do Iris.

Windows 7

Em algumas configurações de segurança, as pastas em C:\Arquivos de Programas são


protegidas para escrita. Por isso, as bases de dados do Iris devem ser colocadas em
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02 de novembro de 2016
Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

uma pasta que não seja protegida para escrita, por exemplo, sob "Documentos".
Também tome cuidado quanto a isso durante o procedimento de instalação. Por favor,
não use a pasta "Arquivos de Programas (x86)" para a instalação. Utilize outra
localização.

2.2. Instalação

Extraia os arquivos de instalação e coloque-os em uma pasta separada. Abra a pasta


de instalação e clique no programa "Setup.exe" ou "IrisInstallation.msi". Siga as
instruções do programa de instalação.

Se o .Net Framework client não estiver presente no seu computador, o programa de


instalação instalará primeiro o .Net Framework. Em alguns computadores, isso pode
demorar vários minutos.

Durante a instalação você poderá mudar o diretório de instalação e os direitos para o


uso do Iris no computador.

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Figura 1 Seleção da pasta de instalação no Windows 10

Por padrão, o programa de instalação coloca o Iris na pasta "Arquivo de Programas"


(Windows XP) ou "Arquivos de Programas (x86)" (Windows 7 ou superior), mas se
você preferir você pode alterar para outra pasta. Por padrão, o programa de instalação
deixa o Iris disponível para qualquer pessoa que use o computador. Essa
configuração pode ser alterada para que o Iris torne-se disponível somente para o
usuário que efetuou a instalação.

Quando você instala uma nova versão do Iris e uma versão antiga foi usada, o Iris vai
perguntar primeiramente se você quer manter suas configurações ou não:

Figura 2 Pergunta sobre configurações prévias

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Ao fim da instalação, as bases de dados de Declarações e de Tabelas padrão estarão


disponíveis na pasta de instalação. Você pode mover essas bases de dados para
outro local no seu computador, ou migrá-las para um servidor de base de dados na
sua rede.

O Iris não atualiza o registro do Windows. Apenas instala os arquivos nas pastas
especificadas e cria atalhos.

O programa de instalação também cria um ícone do Iris na sua área de trabalho. Um


duplo clique sobre o ícone inicializa o Iris. Então o Iris irá perguntar qual tabela de
especificações você irá querer. A mais recente conterá as últimas tabelas de decisão.

Figura 3 Captura de tela das especificações do MUSE

Antes de abrir um lote, leia cuidadosamente o capítulo Opções (ver capítulo abaixo) e
selecione os caminhos adequados para os arquivos de registro, bases de dados de
Declarações e Tabelas, assim como os parâmetros para o gerenciador de banco de
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dados se não for o Microsoft Access. Este é um passo importante, de outra forma o
Iris não funcionará corretamente.

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3. Como usar o Iris

Este capítulo dá uma descrição breve mas completa do Iris. Para explicações mais
detalhadas de cada aspecto, por favor dirija-se ao capítulo 4. Menus e ferramentas.

O Iris pode ser usado em diferentes maneiras. Você pode usar o Iris para entrada de
dados sem acesso às funções de codificação, para entrada de dados com acesso às
funções de codificação, ou para codificação sem acesso completo às funções de
entrada de dados.

O modo entrada de dados sem codificação é o modo mais restrito e pode ser usado
para captura de dados por uma equipe que não seja constituída de codificadores
médicos. Para codificação estão disponíveis vários modos. No modo entrada de
código, o usuário digita o código CID-10 correspondente às afecções registradas na
Declaração de Óbito. O Iris seleciona a causa básica da morte. Nesse modo, o Iris
está pronto para ser usado tão logo seja instalado. No modo entrada de texto, o
usuário digita as causas de morte livremente em um campo aberto, como elas estão
registradas no atestado. Para a codificação desse texto livre, é necessário um
dicionário de termos que faça a correspondência entre o texto e o código CID-10. A
construção de um dicionário demanda um grande trabalho, entretanto aumenta
consideravelmente a utilidade do sistema e a qualidade dos dados. Uma vez que
determinada decisão foi tomada sobre qual código CID-10 deve ser utilizado para uma
expressão diagnóstica específica, essa expressão será codificada da mesma maneira
a cada ocorrência, por pelo menos enquanto durar a revisão da CID-10 - ou até que o
código seja alterado no dicionário do Iris. Observe que um exemplo de dicionário em
inglês foi fornecido durante a instalação do Iris. A partir da versão 4.4, uma
combinação de modos entrada de dados de identificação e codificação está disponível.
Este modo é destinado para locais onde os codificadores médicos também digitam os
dados de identificação do falecido.

O capítulo 3.1 descreve a interface do Iris e as principais funções do menu e


ferramentas.

O capítulo 3.2 explica como preparar as tabelas de bases de dados contendo as


declarações de óbito, "lotes de trabalho".

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

O capítulo 3.3 fala sobre o modo entrada de código. Neste modo, você entra com os
códigos da CID-10 para os diagnósticos mencionados na DO e o Iris selecionará a
causa básica de morte.

O capítulo 3.4 descreve o modo entrada de texto. Neste modo, você entra com os
termos diagnósticos como declarados no atestado de óbito. O Iris irá buscar os termos
no dicionário e atribuir os códigos da CID-10. Entretanto, você terá que fornecer ao Iris
um dicionário que dê a correspondência entre o termo diagnóstico (por exemplo,
"Infarto Agudo do Miocárdio") e o código CID-10 apropriado (neste caso, I21.9).

O capítulo 3.5 descreve como especificar os intervalos de tempo. Isto funciona do


mesmo jeito para ambos os modos.

O capítulo 3.6 lida com a entrada de dados de identificação.

O capítulo 3.7 contém informações de como traduzir a interface do Iris e as


mensagens para qualquer língua.

O capítulo 3.8 descreve como traduzir as descrições dos códigos CID-10.

O capítulo 3.9 descreve como usar o Iris por linha de comando.

O capítulo 3.10 descreve como se dá o acesso de dois usuários às mesmas DO.

3.1. Interface

A parte superior da janela abaixo inclui uma barra de menus e uma barra de
ferramentas. A barra de ferramentas contém itens de menu que são frequentemente
usados e você pode acessá-los com um clique simples:

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Figura 4 Interface principal do Iris

Por meio do menu Arquivo você poderá abrir ou fechar lotes, e sair do Iris. Você
poderá também lançar o processamento em "batch" e exibir imagens digitalizadas das
declarações de óbito, se disponíveis (ver capítulo Menu Arquivo para uma descrição
completa).

Para abrir um lote, selecione o item de menu "Abrir" ou clique no botão "Abrir" logo
abaixo do menu Arquivo. Aparecerá a janela abaixo:

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Figura 5 Abrir lote

Esta janela oferece várias opções, que serão descritas com maior detalhe no capítulo
4.1.1 Abrir. No momento, clique na seta ao lado da lista suspensa "Escolher ou digitar
um nome de lote". Serão apresentados os lotes de trabalho disponíveis na base de
dados de declarações de óbito. Se você não tiver criado nenhum lote de trabalho (ver
capítulo Preparo do lote), ao menos um lote denominado "Test" estará disponível.
Selecione esse lote e clique OK para abri-lo. A janela principal agora parecerá assim.

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Figura 6 Interface principal do Iris com lote aberto

Os menus "Modo", "Lote" e "Codificação" são acrescentados à barra de menus.

O menu Modo define o modo de entrada. Texto ou código. Ele também permite dizer
ao Iris se há 4 ou 5 linhas na Parte 1, dados adicionais de morta materna e perinatal.
Finalmente, esse menu permite determinar configurações de exibição e padronização.

O menu Lote possui comandos para a navegação de um registro para outro,


localização de registros específicos e salvamentos de alterações.

Através do menu Codificação você pode recodificar a parte médica, selecionar ou


editar a causa básica de morte, especificar a lesão principal, forçar uma rejeição, exibir
explicações da codificação, limpar todas as causas de morte do atestado ou restaurá-
las se você tiver alterado ou excluído alguma entrada de causa de morte.
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Finalmente, o menu Ferramentas contém funções para a navegação ou edição do


dicionário e das tabelas de padronização. Através do menu Ferramentas você pode
também acessar o item Opções, que permite definir as características padrão do Iris.

A barra de ferramentas abaixo da barra de menus permite acessar os itens de menu


mais frequentemente usados. Os itens de menu e ferramentas serão explicados em
detalhes no capítulo Menus e Ferramentas (ver capítulo Menus e ferramentas).

A janela principal contém vários grupos de itens.

O bloco Dados de identificação, na parte superior esquerda da janela, compreende


caixas de texto de somente leitura que exibe dados subjacentes importantes: Número
da DO, data de nascimento, data do óbito, sexo (1 = masculino; 2 = feminino; 3 e
outros valores = ignorado) devem ser fornecidos quando o lote está sendo preparado
(ver capítulo Preparo do lote). A idade é calculada através das datas de nascimento e
óbito:

Figura 7 Dados de identificação na interface principal

O bloco Lote, na parte superior direita da janela, exibe o nome do lote, a posição da
DO no lote e o número total de DO no lote:

Figura 8 Bloco Lote na janela principal

Abaixo desses dois blocos está a Parte médica:

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Figura 9 Parte médica da interface principal

Essas caixas de texto reproduzem o modelo internacional de atestado de óbito da


OMS. Os textos diagnósticos (no modo entrada de texto) ou códigos (no modo entrada
de código) e os intervalos de tempo devem ser digitados aqui. Caixas de texto com
fundo cinza são áreas de somente leitura e não podem ser modificadas. No modo
entrada de texto, as caixas de texto diagnóstico estão disponíveis para a digitação do
texto enquanto que as caixas de código não podem ser modificadas. No modo entrada
de código, pelo contrário, as caixas de código CID-10 estão disponíveis para a
digitação. Você pode alterar do modo entrada de texto para o modo entrada de código
clicando nas caixas de habilitação na coluna "Só código". Um modo padrão pode ser
configurado em Opções (ver capítulo Opções).

Se você clicar no botão "CM", acima da coluna de códigos CID-10 (ver figura 8), o Iris
abre uma caixa de edição de causas múltiplas. Os códigos estão dispostos em um
quadro com uma linha para cada linha da Parte 1 e uma linha para a Parte 2. Cada
linha pode ter no máximo oito códigos. Você pode editar os códigos, assinalar um "e"
comercial (&)2 se necessário, e também resselecionar a causa básica (para
resselecionar a causa básica, clique em Recode).

Abaixo da Parte médica e à direita se localiza o bloco Codificação.

2
O ACME se utiliza do caractere "&" para indicar algumas causas externas e efeitos de envenenamentos e aspirações. NT.
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Figura 10 Bloco Codificação da interface principal

Aqui o Iris exibe o código da causa básica selecionada. O Iris também mostra o status
do registro após o processo de seleção. Se o Iris, por alguma razão, não puder
selecionar a causa básica, ou se a causa básica selecionara é uma causa temporária
e necessita uma verificação, a palavra "Rejected" aparecerá abaixo da causa básica.
Outros problemas de codificação e outras razões pelas quais um registro foi rejeitado
serão exibidos na caixa Lista de Tarefas. Se a causa básica for editada
interativamente, o status de codificação será declarado como "Manual", caso contrário
será declarado "Automatic".

A caixa de seleção "Não codificar em batch" permite marcar este registro de modo que
ele não seja modificado em um eventual processamento em "batch" (ver capítulo
Processamento em Batch).

Na parte inferior do bloco Codificação são exibidos os códigos CID10 que o Iris utilizou
para selecionar a causa básica de morte. Esses códigos formam a base para a saída
de causas múltiplas do sistema Iris.

O bloco Modo de morrer, à esquerda, abaixo da parte médica, especifica se a morte


foi natural (doença), um acidente, um suicídio, um homicídio, de intenção
indeterminada, etc. Se o Modo de Morrer (MoD) for desconhecido, há alternativas para
Aguarda investigação ou Não preenchido. Geralmente, a informação sobre o Modo de
Morrer é extraída da declaração de óbito, quando o lote de trabalho está sendo
preparado, mas pode ser alterada pelo digitador.

Os blocos remanescentes (descritos abaixo) contêm informações adicionais sobre a


morte, e são opcionais. Se você desejar usar essa informação e armazenar os dados,
os campos correspondentes deverão existir nas tabelas "Ident" (ver capítulo Preparo do
lote).
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Para as mortes devidas a lesões ou envenenamentos, o bloco Causa externa exibe a


data em que a lesão ocorreu e os códigos para o local de ocorrência e a atividade ao
tempo da lesão. Uma caixa de texto maior pode ser utilizada para exibir o texto livre
sobre como a causa externa ou o envenenamento ocorreram.

O bloco Autópsia é autoexplicativo.

O bloco Cirurgia recente mostra se uma cirurgia foi realizada nas últimas quatro
semanas e se sim, os motivos da cirurgia.

O bloco Morte perinatal mostra informações adicionais sobre mortes perinatais.

O bloco Morte materna mostra informações sobre complicações da gravidez. A caixa


de combinação está disponível apenas para óbitos do sexo feminino.

Finalmente, os campos em Comentários e Texto livre podem ser usados livremente


pelo usuário. No campo Comentários, o usuário pode escrever um comentário sobre o
registro atual (campo tipo "Memo" com mais de 255 caracteres). O campo Texto livre
pode ser usado para armazenar ou encaminhar grandes blocos de texto, por exemplo,
citações da internet relativos a determinada causa de morte. Também pode ser usado
para registrar informações adicionais relatadas pelo médico na declaração de óbito.

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3.2. Preparo do lote

Antes de utilizar o Iris, você deve preparar lotes de trabalho contendo as declarações
de óbito. Os lotes de trabalho são armazenados na base de dados de Declarações.
Por padrão, é uma base de dados do Microsoft Access localizada na pasta do Iris. A
localização padrão pode ser alterada em Opções (ver capítulo Opções). Você pode,
também, utilizar outro sistema gerenciador de bases de dados que não o Access (por
exemplo, MySQL, Oracle ou SQL Server). A base de dados de Declarações pode
estar localizada em qualquer outro local do seu computador, ou em uma rede. Se você
preferir armazenar a base de dados em outro local que não a pasta do Iris, altere as
configurações da base de dados de Declarações em Opções, sob o item de menu
Ferramentas.

Um lote de trabalho consiste de duas tabelas: uma tabela "Ident" e uma tabela
"MedCod".

 A tabela "Ident" contém todos os dados individuais, exceto as causas de morte;


 A tabela "MedCod" contém as causas médicas de morte.

Defina um nome para o lote (por exemplo, "Lote1"). Esse nome será usado para abrir
o lote de trabalho no Iris. Em seguida, crie uma tabela "Lote1Ident" e uma tabela
"Lote1MedCod". Para fazer isso, copie as tabelas "aaaReferenceIdent" e
"aaaReferenceMedCod" existentes na base de dados de Declarações
(IrisCertificatesV...mdb) e altere os seus nomes para "Lote1Ident" e "Lote1MedCod"
(ou qualquer outro nome que você tenha escolhido). Assegure-se que o nome do lote
de trabalho seja seguido pelas cadeias de texto "Ident" e "MedCod".

O último passo é alimentar a tabela "Ident" com registros. Os campos a seguir devem
conter dados: CertificateKey, DateBirth, DateDeath e Sex (ver capítulo Tabela de
Identificação (Ident)).

Os valores válidos para o sexo, no Iris, são:

 1 = masculino
 2 = feminino
 3 e outros valores = ignorado

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

O campo CertificateKey é a chave primária e pode ter até 30 caracteres. Também é


necessário que os campos MannerOfDeath seja preenchido com "0", o campo Status
preenchido com "Initial", o campo Reject com "No" e o campo Coding com "Automatic".
A tabela "MedCod" pode estar vazia e os termos diagnósticos ou os códigos CID-10
serão introduzidos durante uso interativo.

Então será possível abrir um lote de trabalho no Iris. Inicialize o Iris, selecione Abrir no
menu "Arquivo" (ou digite Ctrl + O, ou apenas clique sobre o botão "Abrir"). Você será
solicitado a escolher um dos nomes de lote de trabalho que aparecer na caixa de
listagem:

Figura 11 Abrir lote

Selecione Lote1 (ou o nome que você tiver escolhido) e o primeiro registro será
exibido na janela. Alternativamente, você pode digitar o nome do lote na caixa. Neste

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caso, lembre-se de não digitar os sufixos "Ident" ou "MedCod" quando estiver


digitando o nome do lote.

A base de dados de Declarações contém um pequeno lote de trabalho chamado Test


que você pode abrir e utilizar como teste.

3.3. Modo entrada de código

Como mencionado acima, o Iris pode ser usado em dois modos: modo Entrada de
código e modo Entrada de texto. Quando no modo Entrada de código, você não
digitará o texto diagnóstico, mas sim os códigos CID-10 correspondentes ao texto
diagnóstico, diretamente. Este modo será particularmente útil se um dicionário na sua
língua não estiver disponível ainda. Primeiro, crie o lote de trabalho (ver capítulo
anterior). Assegure-se de que o modo Entrada de código esteja selecionado como
padrão: no menu Ferramentas, selecione o item Opções. Em seguida, habilite a caixa
de seleção Apenas código como padrão no bloco Modo.

Figura 12 Janela Opções

Quando você abrir um lote de trabalho, você verá que as caixas de texto dos códigos
CID-10, à direita da tela, têm um fundo branco e que as caixas de seleção Só código
estão habilitadas. Você pode, agora, digitar os códigos CID-10 nas caixas de texto de
códigos. Quando você tiver digitado todos os códigos do registro, selecione o Modo de
Morrer apropriado e clique em Uc na barra de ferramentas (ou "Selecionar causa
básica" no menu Codificação, ou use o atalho de teclado Ctrl + U). Se uma causa
básica aparecer na caixa de texto "Causa básica" e o status for "Final", então a
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

seleção da causa básica foi completada. Você pode agora salvar o registro e ir para o
próximo clicando em "Salvar+próx" na barra de ferramentas (ou usando o item de
menu "Salvar e ir para o próximo" no menu Lote, ou digitando o atalho de teclado F11).
Você processou a primeira declaração de óbito.

3.4. Modo entrada de texto

O modo entrada de texto é aplicável mediante a existência do dicionário e da


padronização.

3.4.1. Dicionário

Se você deseja utilizar o Iris para codificar termos ao invés de digitar os códigos CID-
10, então você necessita de um dicionário com termos diagnósticos e os
correspondentes códigos CID-10. O dicionário está armazenado na tabela "Dictionary",
na base de dados Tabelas. A localização dessa base de dados pode ser confirmada
ou alterada em Opções (ver capítulo Opções). Todos os termos das declarações de
óbito que estiverem presentes no dicionário serão codificadas automaticamente. Um
exemplo de dicionário em inglês é fornecido durante o processo de instalação. Você
pode compartilhar dicionários com usuários de outros países.

Se você desejar construir o seu próprio dicionário, copie um dicionário existente e


exclua todos os registros. Então, digite os termos diagnósticos do seu idioma e atribua
os códigos CID-10 (ver abaixo o capítulo Dictionary). Digite o termo diagnóstico no
campo "DiagnosisText" e o código CID-10 correspondente no campo "Icd1". Você
pode incluir um segundo código CID-10 no campo Icd2 e, se necessário um terceiro
código, no campo Icd3 (o código principal deve ser assinalado no campo Icd1).
Observe que não se trata de um código alternativo. Esses campos devem ser usados
nas situações em que dois ou mais códigos CID-10 são necessários para codificar um
termo. Se você necessitar de códigos alternativos, insira vários registros com o
mesmo termo diagnóstico e diferentes códigos CID-10. Nessa situação, o Iris irá
apresentar as alternativas e o usuário será solicitado a selecionar uma delas.

O campo IcdC é destinado a finalidades especiais, por exemplo, fornecer informações


mais específicas sobre a localização de neoplasias. Isso será explicado no documento
"Manutenção das Tabelas", disponível no site do Iris - Centro de Downloads.

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Os valores dos campos YearStart e YearEnd definem em que período em anos o


código se aplica. Se o código CID-10 para um determinado termo diagnóstico muda,
você pode incluir tanto o código antigo quanto o código novo no dicionário, com os
valores apropriados de YearStart e YearEnd. O Iris irá selecionar o código correto de
acordo com o ano de codificação estabelecido em Opções (menu Ferramentas), na
guia Codificação. Isso significa que o ano de codificação deve ser maior ou igual ao
valor de YearStart e igual ou menor que o valor de YearEnd.

Os campos DateIn e UserIn devem sempre conter um valor, de outro modo a entrada
não será considerada. Preencha com a data do dia em que a entrada foi criada, bem
como a assinatura da pessoa que a criou. Mais informações sobre a tabela Dictionary
podem ser encontradas no capítulo 6.1.3 Dicionário.

3.4.2. Padronização

O recurso de padronização dos termos diagnósticos é opcional. Entretanto, a


padronização é muito útil uma vez que facilita a entrada do texto e reduz o tamanho
do dicionário e resulta em um sistema mais robusto.

Em todas as línguas, um único código CID-10 corresponde a um grande número de


diferentes expressões literais. Por exemplo, em francês, o código I21.9 (Infarto agudo
do miocárdio) pode ser expresso por centenas de expressões diferentes. Para
restringir o tamanho do dicionário e também para alcançar uma maior taxa de sucesso
ao acrescentar novos termos ao dicionário, é necessário controlar a grande
variabilidade linguística. Portanto, expressões não padronizadas devem ser
convertidas em expressões padrão. Isso pode ser feito manualmente ou de forma
automatizada. Codificadores experientes podem ser capazes de padronizar
expressões de forma manual, por exemplo, corrigindo erros de grafia ou substituindo
termos pouco usuais por sinônimos. Deve ser enfatizado que a padronização manual
requer uma experiência substancial e um conhecimento completo da CID-10. A
padronização automatizada, por outro lado, pode requerer muito esforço para o
desenvolvimento, mas torna-se muito eficiente uma vez que o Iris irá aplicá-la a todos
os registros.

Por exemplo, em francês há cerca de 30 sinônimos para o termo "câncer": néoplasme,


neo, K.... Se o dicionário contém o termo "câncer" apenas e não todos os sinônimos ,
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

a parte do câncer no dicionário será reduzida em 30 vezes! Para atingir isso, a tabela
de padronização tem apenas que padronizar cada sinônimo de câncer para câncer.

A padronização de termos no Iris é controlada por cinco tabelas: Standardisation0,


Standardisation1, Separators, TimeIntervals, Standardisation2. Se essas tabelas
estiverem vazias, não haverá padronização. Para maiores informações, ver capítulo
Standardisation0, Standardisation1 e Standardisation2 e o capítulo Padronização no Iris.

3.5. Intervalo de tempo e status da afecção

O intervalo de tempo é o tempo decorrido entre o início da afecção e a morte. O status


da afecção é um dos seguintes mencionados: Agudo, Crônico, Congênito e Sequela.
O intervalo de tempo e a status da afecção podem influir na codificação. Por exemplo,
"infarto do miocárdio" é codificado em I21.9, mas "infarto do miocárdio há 5 anos" é
codificado em I25.8.

Os médicos ocasionalmente informam um intervalo de tempo dentro da própria


expressão diagnóstica (exemplo, "infarto há 2 anos"), e algumas vezes na coluna
"Intervalo de tempo". Se várias afecções são declaradas na mesma linha e há apenas
uma expressão de tempo na coluna "Intervalo de tempo", o Iris não poderá decidir se
o intervalo de tempo declarado se refere a uma, várias ou todas as afecções
declaradas. Nesse caso, o comportamento do Iris irá depender de como o menu
Options foi configurado. Se a caixa de seleção "Rejeitado por intervalo" estiver
habilitada na guia "Checagem" da janela Opções, o registro será rejeitado e o usuário
terá que decidir para qual das afecções o intervalo de tempo se refere. Se a caixa de
seleção "Rejeitado por intervalo" estiver desabilitada, o intervalo de tempo será
ignorado (ver também o capítulo Opções).

Os médicos declaram o intervalo de tempo de várias maneiras: como datas ("infarto


em 12/06/2001") ou duração ("infarto há 4 meses"). O Iris usa uma notação
padronizada para intervalo de tempo de acordo com o seguinte padrão:

xAnos, xMeses, xSemanas, xDias, xHoras ou xMinutos

Onde o "x" é o número de unidades; não deve haver espaço entre o número e a
unidade. Essas expressões de intervalo de tempo podem ser usadas diretamente
quando se digita o texto, ao lado do termo diagnóstico, ou no campo "Intervalo de
34
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

tempo". Intervalos de temo devem estar entre parêntesis quando digitadas junto aos
códigos. Por exemplo, digite "Infarto do miocárdio 7Anos" usando texto, mas digite
I21.9(7Anos) quando digitar diretamente o código. Entretanto, se você quer identificar
a expressão de intervalo de tempo no texto, o caractere "§" pode ser usado se ele
estiver definido como delimitador de intervalo de tempo em Opções (ver capítulo
Opções).

Os médicos também podem descrever as afecções como "aguda", "crônica", "efeitos


tardios de" e "congênita". O Iris pode usar esses termos, status da afecção, para
modificar a codificação. Por exemplo, "AVC" é codificado em I64, mas "efeitos tardios
de AVC" é codificado em I69.4. Para status da afecção, as notações padrão são:

ag, cron, cong, seq

A convenção é a mesma para o intervalo de tempo; o status pode ser digitado como
tal no texto e no campo Intervalo de tempo, ou digitado entre parêntesis quando
codificado diretamente (junto ao código). O caractere "§" também pode ser usado se
for definido como delimitador de intervalo de tempo em Opções (ver capítulo Opções).

Há duas maneiras de se entrar com as notações padrão:

 Automaticamente, utilizando-se de padronização. Para introduzir um intervalo


de tempo ou status da afecção na codificação assegure-se de que a expressão
de intervalo de tempo no campo Texto diagnóstico ou Intervalo de tempo
corresponda a uma das expressões na tabela TimeIntervals. Um conjunto de
exemplos e funções básicas de cálculo da duração do tempo são fornecidas na
tabela TimeIntervals durante a instalação do Iris (ver também capítulo Intervalos
de tempo).

 Traduzindo manualmente a expressão do médico em um formato padrão. O


usuário pode tanto digitar a notação padrão, ou chamar a seguinte janela com o
atalho de teclado Ctrl + T:

35
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Figura 13 Definição de intervalo de tempo e status

O campo Linha exibe o número da linha do atestado e o código correspondente. O


usuário pode especificar tanto o intervalo de tempo entre o início da afecção e a morte,
ou habilitar um status. Todas as combinações de intervalo e status são permitidas.

3.6. Entrada de dados

Por padrão, o Iris permite que você inclua ou atualize somente a parte médica.
Entretanto, a partir da versão 4.4.1, o Iris oferece dois diferentes modos para criar ou
atualizar outros dados individuais.

3.6.1. Codificação padrão

Este é o modo usado nas versões anteriores do Iris e o modo padrão na versão 4.4.1.
Ele permite editar os campos de texto diagnóstico e código, mas não os campos com
dados demográficos. Este modo pode ser usado quando a entrada de dados não é
feita pelos digitadores e os dados processados são extraídos de uma aplicação de
base de dados de mortalidade, codificados e mandados de volta para a aplicação.

3.6.2. Entrada de dados sem codificação3

3
Para entrar nesse modo, em algumas versões, você terá que estar no modo manutenção, o que exigirá a entrada da senha.
NT.
36
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Neste modo, você pode entrar com dados individuais e médicos, mas a codificação
não estará disponível. Este é o modo mais restrito e foi idealizado para uso em
equipes que não são codificadores médicos.

Você pode selecionar este modo clicando em "Entr de dados s/ codificação" na janela
Opções (guia Geral). Quando você reinicializar o Iris, poderá digitar em todos os
campos da declaração. Nesse modo, você poderá também criar um novo lote. Clique
em Abrir, digite o nome do lote que você deseja criar e, em seguida, clique em Criar
lote. No modo Entrada de dados sem codificação, você poderá editar a idade do
falecido, desde que o campo específico para idade seja incluído na tabela "Ident" (se
você usar o Iris para criar um novo lote, o campo "age" será criado automaticamente).
Se não houver um campo para idade, o campo será exibido em cinza e não poderá
ser editado. Se você digitar a idade manualmente, você deve declarar a unidade de
idade, caso contrário o programa não aceitará como uma expressão de idade válida.
Por padrão, as expressões de unidade em português são: Anos e Dias4.

Se os campos para Sexo e Idade não estiverem preenchidos, a declaração será


rejeitada.

Se você usar a função Criar Lote, o Iris preparará uma tabela com a estrutura
necessária automaticamente.

3.6.3. Codificação com campos de identificação abertos para edição

Este modo é adequado para situações onde os codificadores médicos também fazem
a entrada de dados. Neste modo, todos os campos de identificação estão abertos e a
codificação também está disponível. Você acessa este modo selecionando
simultaneamente "Entrada de texto como padrão" em Ferramentas - Opções - Geral.

3.7. Traduzindo a interface do Iris

Os rótulos do Iris (nomes de menus, itens de menus, nomes de ferramentas, etc.) e as


mensagens podem ser traduzidas para qualquer idioma.

4
Embora o Manual em inglês faça referência a outras unidades de idade, como meses, semanas, horas, minutos, nas
versões testadas elas não se efetivaram. NT.
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

O arquivo de tradução deve ter codificação Unicode (UTF-8), de outro modo os


caracteres que não são usados em inglês (como é, ö, Š) podem desaparecer ou
serem substituídos por outros caracteres na tela.

Observe que os espaços para textos são razoavelmente pequenos em algumas partes
da tela do Iris, e a tradução deve se adequar ao espaço disponível.

Estão disponíveis arquivos de propriedade para a interface do Iris em inglês, francês e


alguns outros idiomas no site do Iris (Centro de Download do Iris). Se você desejar
tornar a sua própria tradução disponível para outros, por favor envie seu arquivo de
propriedades para o Instituto Iris.

Ver também o capítulo Tradução sobre como usar a ferramenta de tradução incluída no
Iris a partir da versão 4.4.1.

3.8. Traduzindo as descrições dos códigos CID-10

O Iris apresenta as descrições dos códigos CID-10 em inglês. É possível traduzir as


descrições para outras línguas. Vá até a pasta onde foi instalado o Iris e procure pela
base de dados de Tabelas. Abra a tabela "ValidIcdCodes". Na coluna "label" você
encontrará as descrições. Aqui, você poderá alterar a descrição para a sua língua.
Observação: Altere apenas a descrição nesta tabela.

3.9. Uso do Iris por linha de comando

O Iris pode chamado por linha de comando. A sintaxe é:

Iris.exe lname=xxxxxx [lname=xxxxxx ...] [year=xxxx] [-n] [-r]

 Iris.exe, sem parâmetros, abre a interface regular do Iris. Com o -i (parâmetro


interativo), o Iris abre o primeiro lote especificado no modo interativo.

 Lname especifica o lote de trabalho que você quer processar. Você pode
especificar um ou mais lotes.

 Year define o ano do dado. Se o ano do dado não for especificado como
parâmetro, o ano especificado no menu Opções será aplicado.

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

 Duas opções que estão disponíveis no formulário para processamento em


batch podem ser definidas como parâmetro:

o -n Codificar apenas declarações com status "initial"

o -r Recodificar todas as linhas

Se você especificar mais de um lote, todos serão influenciados por esses parâmetros.
O padrão para ambos é "Falso", o que significa que essas opções não serão
selecionadas e todos as declarações serão codificadas, independente do seu status e
as linhas que já tiverem sido codificadas não serão recodificadas.

Os parâmetros devem ser separados por um espaço. Usar ou não os parâmetros é


opcional, e você poderá especificá-los em qualquer ordem. Entretanto, ao menos um
lote de trabalho deverá ser especificado.

Para outros parâmetros, o Iris utilizará os valores definidos em Opções, na interface


interativa.

Exemplos:

 Com um lote de trabalho:

o Iris.exe lname=HUN2011BATCH02

 Com dois lotes de trabalho:

o Iris.exe lname=HUN2011TEST03 lname=HUN2011BATCH02

 Com dois lotes de trabalho e ano de codificação especificado:

o Iris.exe lname=HUN2011TEST03 lname=HUN2011BATCH02 year=2011

 Com dois lotes de trabalho e declarações com status "Initial" somente:

o Iris.exe lname=HUN2011TEST03 lname=HUN2011BATCH02 -n

 Com dois lotes de trabalho e declarações com status "Initial" recodificando


todas as linhas do atestado:

o Iris.exe lname=HUN2011TEST03 lname=HUN2011BATCH02 -r -n

39
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

No modo linha de comando no Iris retorna valores que podem ser usados para
incorporar o Iris em um arquivo de lote e atribuir várias ações subsequentes a
depender do valor retornado. Os valores retornados são:

0 sucesso
2 nenhum registro codificado
6 falha na codificação
7 erro específico do lote
8 parâmetros inválidos
9 falha técnica

3.10. Dois usuários acessando a mesma declaração

O Iris detecta conflito de acesso e avisa o usuário se o registro estiver sendo alterado
por outro usuário. Isto deve ser evitado pois pode resultar em perda de dados. O
mesmo aviso ocorrerá se o Iris estiver sendo usado em uma base de dados protegida
para escrita.

4. Menus e ferramentas

O Iris oferece vários menus e ferramentas. Itens frequentemente usados também


estão disponíveis por atalhos de teclado ou pela barra de ferramentas.

 Atalhos de teclado: por exemplo, você pode abrir um lote de trabalho


pressionando simultaneamente a tecla Control e a tecla O (Ctrl + O). As teclas
de atalho disponíveis estão listadas nos menus à direita dos itens de menus.

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Menu Arquivo

Tecla de atalho

Item Abrir

Figura 14 Como abrir um lote de trabalho?

 Barra de ferramentas: ações mais comuns estão acessíveis através de botões


colocados na barra de ferramentas abaixo da barra de menus:

Barra de
ferramentas
Figura 15 Barra de ferramentas

Quando uma ferramenta ou um item de menu é desabilitado significa que a ação não
é permitida naquelas circunstâncias.

Quando o Iris é inicializado, apenas os menus "Arquivo", "Ferramentas" e "Sobre" são


exibidos.

Figura 16 Menus com lote fechado

Quando o lote é aberto, os menus "Modo", "Lote" e "Codificação" estão disponíveis.

41
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Figura 17 Menus com lote aberto

O próximo capítulo explicará cada item de menu em detalhe.

4.1. Menu Arquivo

Quando o menu Arquivo é aberto, terá o seguinte aspecto:

Figura 18 Menu Arquivo

4.1.1. Abrir (Ctrl + O)

Clique Abrir o digite Ctrl + O para acessar o Item Abrir. Será exibida a seguinte janela:

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Figura 19 Abrir lote

As caixas de seleção dos blocos Status e Rejeitado permitem ao usuário selecionar


subconjuntos de registros de um dado lote de trabalho. Este recurso é muito prático:
por exemplo, o usuário pode selecionar todos os registros que não foram codificados
habilitando a opção "Inicial", ou registros rejeitados apenas habilitando a opção
"Rejeitado". Há também a possibilidade de refinar a seleção para um tipo especificado
de rejeição, por exemplo, registros com termos que não foram codificados (habilitar
"Código"), ou registros nos quais o processamento via tabelas de decisão ou a tabela
de causas múltiplas tenha resultado em causas básicas que necessitam ser
verificadas pelo codificador (habilitar "MayBe").

Outro recurso útil é a seleção do modo de codificação. Você pode decidir por abrir os
registros que foram codificados automaticamente pelo Iris ou codificados
manualmente.

43
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Torna-se tedioso ter que clicar em cada botão separadamente para todas essas
opções. Os dois botões "Desabilitar tudo" e "Habilitar tudo" podem ajudar nessa tarefa.
Observe que um detalhe pode ajudá-lo a ganhar tempo. Se você clicar "Desabilitar
tudo", todas as caixas de seleção dos grupos "Status", "Codificação" e "Rejeitado por"
serão desabilitados. Se você quer abrir todos os rejeitados, habilite a opção Rejeitado
e todas as opções de rejeição serão selecionadas. Entretanto, se você quer selecionar
apenas as rejeições por codificação, habilite apenas a opção Código; o status
Rejeitado será habilitado automaticamente, mas as demais formas de rejeição
permanecerão desabilitadas.

A caixa de seleção "DO não codificada em batch" permite selecionar os registros que
foram marcados dessa forma por meio da caixa de seleção localizada abaixo da causa
básica, na interface principal do Iris (ver capítulo Interface).

O grupo "Códigos de causa" pode ser usado para selecionar registros de acordo com
os códigos CID-10. Por exemplo, as entradas abaixo pedem para que o Iris considere
apenas os registros com diabetes como causa básica de morte:

Figura 20 Códigos de causa na janela Abrir Lote

Caso a opção "Selecionar só a causa básica" esteja inabilitada, o Iris selecionará


todos os registros com menção de diabetes tanto na Parte 1 quanto na Parte 2.

A caixa de listagem "Escolher ou digitar um nome de lote" apresenta todos os lotes de


trabalho disponíveis na base de dados especificada em Opções - "Base de dados de
DO" (ver capítulo Preparo do lote e capítulo Opções). Os nomes dos lotes são
apresentados sem o sufixo "Ident" ou "MedCod": por exemplo, se você criou um lote
chamado Lote1, com as tabelas Lote1Ident e Lote1MedCod, apenas o nome Lote1
aparecerá na lista. Você pode também simplesmente digitar o nome do lote, sem o
sufixo. Por exemplo, para abrir o lote "Lote1", que corresponde às tabelas "Lote1Ident"
e "Lote1MedCod" na base de dados de DO, apenas digite "Lote1" na caixa de diálogo.
Os nomes de lotes não diferenciam maiúsculas de minúsculas, você pode digitar tanto
"lote1" quanto "Lote1". Esses dois métodos podem ser combinados: se você começa a
44
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digitar o nome do lote, o Iris abre uma listagem e você poderá selecionar o lote
desejado entre aqueles que se iniciam com os caracteres que você digitou.

4.1.2. Fechar

Use o item "Fechar" para fechar um lote de trabalho aberto.

4.1.3. Processamento em Batch

Utilize este comando para codificar um lote de trabalho inteiro, ou um subconjunto dele,
automaticamente. Quando você seleciona "Processamento em batch", o Iris
primeiramente solicita que você selecione um lote (ver capítulo Abrir (Ctrl + O)). Em
seguida, a janela abaixo será apresentada:

Figura 21 Tela do processamento em batch5

Esta janela oferece várias possibilidades para refinar a seleção de registros que serão
codificados automaticamente.

As configurações no bloco Record range permite escolher entre codificar todos os


registros de um determinado lote de trabalho ou apenas um subconjunto dele. Se você

5
Na versão 5.3.3 o processo de tradução do layout encontra-se com problemas para esta janela.NT.
45
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decidir codificar um subconjunto, poderá especificar por meio da faixa de registros (por
exemplo, registros de 1 a 500), ou por número da DO (Certificate key). A configuração
padrão é habilitar todos os registros de modo que se você quiser codificar um
subconjunto, deverá habilitar ou em Records (registros), ou em Certificate key
(Número da DO) e preencher os valores para From (De) e To (Até).

Se você quiser codificar vários lotes de trabalho de uma só vez, então utilize o recurso
do Lot range (faixa de lote). O primeiro lote da faixa é sempre o lote que você
selecionou. Habilite a opção Lot range e selecione o último lote da faixa que você
deseja codificar, na listagem "Choose or type a lot name". Tenha em mente que o
processamento de um número elevado de registros pode levar várias horas (cerca de
1 hora para cada 10.000 registros, a depender da capacidade do computador).

Para selecionar registros específicos para codificação, habilite as correspondentes


caixas de seleção do grupo Opções. Por padrão, o Iris codifica todos os registros do
lote de trabalho, exceto aqueles que já tenham sido codificados manualmente
(registros identificados como "Manual" no grupo Codificação da interface principal, ver
capítulo Interface) e aqueles que tenham sido marcados como "não codificar em batch"
na janela principal do Iris (ver capítulo Interface).

O Iris cria um arquivo de registro para cada processamento em "batch". Esse arquivo
de registro será gravado na pasta definida em Opções - Geral (ver capítulo Opções). O
arquivo de registro é nomeado no formato "aaaammddIrisBatch.log", onde "aaaa" é o
ano, "mm" é o mês, "dd" é o dia do processamento em batch. Todos os batches
processados no mesmo dia são registrados no mesmo arquivo. Por padrão, o arquivo
de registro inclui o nome do lote, os registros processados, data e hora do início e do
fim6 do processamento. Exemplo:

Lote processando em Batch:Interativo


Processando registros: 1 até 99
Iniciado em: 10/08/2017 16:01:28
Processamento em batch completado

Você pode optar por incluir um relatório de todas as padronizações realizadas durante
o processamento em batch. Se você quiser revisar as padronizações (o que pode ser

6
Nas versões testadas não foi possível reproduzir a linha referente a data e hora do fim do processamento. NT.
46
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

útil durante o desenvolvimento ou para um ajuste fino das padronizações para a sua
língua), habilite a opção "Trace standardisation in log file (rastreamento da
padronização em um arquivo de registro)". Todos os filtros das tabelas de
padronização que tiverem modificado uma cadeia de caracteres de texto diagnóstico
serão listados em um arquivo csv (os campos são separados por vírgula), junto com o
resultado da padronização. Esse relatório pode ser importado para o Excel para
análises futuras.

O processamento em batch de arquivos com códigos CID-10, sem texto diagnóstico:

O campo MedCod.CodeOnly deve estar preenchido com "1" para que o Iris não tente
codificar um texto vazio e retornar "R99" para todos os registros.

Não há outro programa específico para processar o material codificado em batch.


Entretanto, o Iris pode ser inicializado duas vezes na mesma máquina: uma sessão
pode processar um lote em batch enquanto que outra pode ser usada para processar
um lote no modo interativo. Observe que os dois lotes devem ser diferentes, sob o
risco de ocorrer um conflito de acesso. Usando o Iris desse modo, os codificadores
não perderão tempo aguardando o processamento em batch antes de iniciar o
trabalho de codificação das rejeições.

4.1.4. Imagem da Declaração

Se a sua aplicação de mortalidade incluir imagens digitalizadas da Declaração de


Óbito, você poderá usar esse recurso para exibir a imagem. O formato pode ser
bitmap, jpeg, gif, tiff ou pdf. O nome da imagem deve ser incluído no arquivo "Ident"
durante o preparo do lote de trabalho (ver capítulo Tabela de Identificação (Ident), campo
CertImage). Várias imagens podem ser exibidas. Você deve também especificar o
caminho para a base de dados de imagens em Opções (ver capítulo Opções).

4.1.5. Importação

As funções de Importação e correspondentes Exportações, no menu Ferramentas, são


muito convenientes quando você quer trocar Declarações de Óbito com outros
usuários (ver capítulo Exportar declaração). A função Importação está disponível quando
o lote não está aberto.

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Figura 22 Janela da importação de Declarações de Óbito

Essa função foi modificada em relação às versões prévias. Por favor, não utilize mais
a tabela de importação temporária (tmpImport).

Usando a função de Importação, você pode importar registros de um arquivo xml


gerado na função Exportação. Clique no botão Carregar e localize o arquivo xml
(passo 1). Clique no botão Importar (passo 3) para transferir os registros do arquivo
xml para um lote do Iris, que pode ser especificado selecionando um lote já existente
ou fornecendo um novo nome de lote (passo 2). No primeiro caso, os registros serão
adicionados aos registros já existentes no lote. No segundo caso, um novo lote vazio
será criado e o conteúdo será carregado.

Quando a importação tiver terminado, o Iris exibirá um relatório da importação, o qual


você poderá imprimir ou salvar.

Quando a importação for completada, você poderá abrir esse lote importado e
trabalhar nele da mesma maneira que com os demais lotes.

4.1.6. Sair (Ctrl + Q)

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Utilize o comando Sair para fechar o Iris. Se um lote de trabalho estiver aberto e o
registro corrente estiver sendo modificado, o Iris primeiro perguntará se você quer
salvar as alterações do registro.

4.2. Menu Modo

O menu Modo estará disponível quando o lote estiver aberto. A imagem a seguir
mostra o menu Modo:

Figura 23 Menu Modo

Você pode definir o valor padrão de cada item de menu em Opções - Geral (ver
capítulo Opções). Se você desejar, pode alterar para a sessão atual do Iris usando o
menu Modo. Observe que se você mudar o modo enquanto estiver trabalhando em um
lote de declarações, a alteração somente terá efeito quando você mudar para o
próximo registro.

4.2.1. Interface de entrada de dados de identificação

Neste modo, todos os campos de identificação estão abertos e a codificação também


está disponível7. Este modo é adequado para situações onde a equipe de
codificadores também faz a entrada de dados de identificação. Usando este item, o
modo entrada de dados de identificação pode ser habilitado ou não para cada registro.
Habilite a opção "Entrada de dados de identificação" em Opções - Geral para tornar
esse modo um modo padrão.

7
Eventualmente, será necessário clicar em "Recodificar" para que a função de codificação seja executada. NT.
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

4.2.2. Entrada de códigos como padrão

No modo Entrada de códigos como padrão, você digita o código CID-10


correspondentes às expressões diagnósticas no atestado de óbito, e não os termos
propriamente ditos (ver capítulo Modo entrada de código). Neste modo, não é necessário
um dicionário de termos. Você pode usar o Iris mesmo que não tenha desenvolvido
um dicionário e padronizações. Os campos para os textos das causas de morte
apresentam-se com fundo cinza e são de apenas leitura (não podem ser alterados).
Os campos de duração com fundo cinza (no modo entrada de código) não têm
impacto na codificação.

Quando um campo de texto diagnóstico não está vazio, a "Entrada de códigos como
padrão" não tornará aquela linha "entrada de código", ficando o campo destinado ao
código com fundo cinza. Para torná-la aberta para edição, é necessário habilitar a
caixa de seleção "só código" daquela linha.

Figura 24 Caixa de seleção para "só código"

4.2.3. Recodificar após "Próximo rejeitado"

Com esta configuração ativada, a cada vez que você clicar em "Próximo rejeitado" ou
"Salvar e ir para o próximo rejeitado" para ir para o próximo registro rejeitado, o Iris
recodificará o novo registro automaticamente. Isto permitirá ter acesso às explicações
(ver capítulo Explicação da codificação). Se a configuração não estiver ativada, você
precisará clicar em "Recodif" ou "Muse" para gerar as explicações.

Este recurso é útil para a primeira revisão das Declarações que foram rejeitadas
durante o processamento em batch. Entretanto, se você já tiver revisto os atestados,
pode ser melhor desativar a recodificação. Caso contrário, o Iris poderá sobrepor a
codificação manual que você já realizou e o trabalho será perdido.

4.2.4. Linha E na Parte 1


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Este recurso insere uma quinta linha (linha E) na Parte 1 do atestado. Embora o
modelo internacional de atestado de causas de morte tenha apenas quatro linhas na
Parte 1, pode acontecer de o médico usar todas as quatro linhas do atestado e em
uma delas, por exemplo, registrar uma expressão como "doença cardiovascular
devido a diabetes". A expressão "devido a" denota uma relação causal e para capturar
essa relação o termo "diabetes" deve ser movido para a linha abaixo de "doença
cardiovascular". Com cinco linhas na Parte 1, haverá espaço para fazer os ajustes
necessários. Por exemplo, se "doença cardiovascular devido a diabetes" estiver na
linha D, você pode mover "diabetes" da linha d para a linha E.

4.2.5. Bloco de morte materna

Se este item for habilitado, o Iris exibirá os dados sobre a gravidez na janela principal.

Figura 25 Bloco de morte materna na interface principal

Esses dados podem ser incluídos na tabela Ident quando o lote é inicializado.
Também pode ser definido ou atualizado pelo usuário durante a codificação.

4.2.6. Bloco de morte perinatal

Este item exibe os dados perinatais na janela principal apenas para crianças:

Figura 26 Bloco de morte perinatal na interface principal

4.2.7. Exibir mensagens de erro em pop-up

Esta configuração controla como as mensagens de erro de codificação do Iris são


exibidas. Se estiver ativada, uma janela pop-up com as mensagens de erro aparecerá.
Quando você clica "OK" na janela, a mensagem é movida para a caixa de Lista de

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Tarefas. Se o recurso não for ativado, não aparecerá a janela pop-up e a mensagem
de erro será exibida na caixa de Lista de Tarefas imediatamente.

Usuários avançados vão provavelmente preferir desativar a configuração. Mensagens


pop-up podem ser úteis para codificadores que estejam aprendendo a usar o Iris.

4.2.8. Exibir linha de texto integral na lista de tarefas

Uma linha de texto pode consistir de várias expressões diagnósticas e o Iris pode ser
capaz de codificar algumas delas, mas não todas. Com essa configuração ativada, o
Iris exibirá a linha inteira que pode não ser completamente codificada. Se desativada,
o Iris exibirá apenas a parte da linha que não puder ser codificada.

4.2.9. Padronização 1 sempre

Se esta opção for habilitada, o Iris sempre aplicará a Padronização 1 (os passos de
padronização especificados na tabela Standardisation1) para as suas buscas no
dicionário. Ver também capítulo Padronização no Iris.

4.3. Menu Lote

O menu Lote está disponível apenas quando o lote está aberto. A imagem a seguir
mostra este menu:

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Figura 27 Menu Lote

Você pode mover para um registro específico no lote de trabalho usando os comandos
no menu Lote. Através do item Estatística você poderá gerar uma estatística geral do
lote.

4.3.1. Início do lote

O comando Início do lote leva para o primeiro registro do lote. Se o registro que você
estiver deixando houver sido modificado, o Iris perguntará primeiro se você quer salvar
as alterações.

4.3.2. Anterior (Ctrl + P)

O comando Anterior leva para o registro anterior. Se o registro que você estiver
deixando houver sido modificado, o Iris perguntará primeiro se você quer salvar as
alterações.

4.3.3. Próximo (Ctrl + N)

O comando Próximo leva para o registro seguinte. Se o registro que você estiver
deixando houver sido modificado, o Iris perguntará primeiro se você quer salvar as
alterações.
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

4.3.4. Fim do lote

O comando Fim do lote leva para o último registro do lote. Se o registro que você
estiver deixando houver sido modificado, o Iris perguntará primeiro se você quer salvar
as alterações.

4.3.5. Próxima linha (F8)

O comando Próxima linha (ou digitando F8) move o cursor para a linha seguinte do
atestado.

4.3.6. Parte 2 (F9)

O comando Parte 2 (ou digitando F9) move o cursor para a Parte 2 do atestado.

4.3.7. Próximo rejeitado (Ctrl + R)

O comando Próximo rejeitado (ou digitando Ctrl + R) leva para o próximo registro no
lote que foi rejeitado para revisão manual, durante o processamento em batch ou em
codificação interativa anterior, e a codificação ainda não foi resolvida. Se o registro
que você estiver deixando houver sido modificado, o Iris perguntará primeiro se você
quer salvar as alterações.

4.3.8. Próximo não codificado (Ctrl + I)

O comando Próximo não codificado (ou digitando Ctrl + I) leva para o próximo registro
no lote que não foi processado pelo Iris, durante o processamento em batch ou em
codificação interativa anterior. Se o registro que você estiver deixando houver sido
modificado, o Iris perguntará primeiro se você quer salvar as alterações.

4.3.9. Salvar (Ctrl + S)

O comando Salvar (ou digitando Ctrl + S) salva as alterações que você fez no
atestado corrente e grava na base de dados.

4.3.10. Salvar e ir para o próximo (F11)

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

O comando Salvar e ir para o próximo (ou digitando F11) salva as alterações que você
fez no atestado corrente e grava na base de dados. Após salvar, leva para a próxima
Declaração no lote de trabalho.

4.3.11. Salvar e ir para o próximo rejeitado (F12)

O comando Salvar e ir para o próximo rejeitado (ou digitando F12) salva as alterações
que você fez no atestado corrente e grava na base de dados. Após salvar, leva para a
próxima Declaração rejeitada no lote de trabalho.

Este comando é muito conveniente quando você revisa um lote de trabalho codificado
em batch e deseja trabalhar nos registros que o Iris não codificou mas não quer ver os
registros que o Iris codificou.

4.3.12. Localizar (Ctrl + F)

Por meio do comando Localizar você pode fazer uma busca e mostrar um registro
específico no lote de trabalho. Você pode buscar por número de DO (a identidade
dentro do lote de trabalho), posição da DO (número sequencial) dentro do lote, por
parte do texto no campo Comentários ou por código da CID-10.

Figura 28 Recurso localizar

Se você desejar encontrar a Declaração de Óbito de número "1000203", apenas digite


o número "1000203" no campo Número de DO. Para exibir a vigésima terceira
Declaração no lote, digite 23 em Ordem de DO. Você pode procurar por registros
anteriores e posteriores ao registro corrente.

Você pode procurar por conteúdo dentro do campo Comentários usando o campo
Comentário. Digite parte ou todo o texto. Esta busca não diferencia maiúsculas e

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

minúsculas. É uma busca para frente. O Iris não irá procurar nos registros precedentes,
inclusive no registro corrente.

O mesmo se aplica para a busca por partes de códigos CID-10. O Iris irá procurar por
fragmentos de códigos CID10 nas Partes I e II. Essa busca não considera a causa
básica. Isto deve ser considerado quando a causa básica é diferente de todos os
códigos registrados nas Partes I e II.

Se o registro que você estiver deixando houver sido modificado, o Iris perguntará
primeiro se você quer salvar as alterações.

4.3.13. Salvar e localizar (Ctrl + B)

O comando Salvar e localizar (ou Ctrl + B) realiza a mesma função do comando


Localizar, mas as alterações que houverem sido feitas no registro corrente serão
automaticamente salvas antes que o Iris se mova para um novo registro.

4.3.14. Estatística

O item Estatística exibe as estatísticas de codificação para o lote corrente. Por


exemplo, as seguintes estatísticas:

Figura 29 Estatísticas do lote

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Mostram que o lote consta de 4.000 registros. Nove registros encontram-se ainda com
status Inicial (não processados), 1.421 registros foram processados, mas rejeitados
durante o processamento e 2.570 alcançaram o status Final (totalmente codificados).
Detalhes sobre o tipo de rejeição também são fornecidos.

4.4. Menu Codificação

O menu Codificação contém todos os comandos usados para a codificação e seleção


da causa básica. Este menu também está disponível somente quando o lote está
aberto. A imagem a seguir mostra o menu Codificação:

Figura 30 Menu Codificação

4.4.1. Recodificar Declaração (Ctrl + Shift + C)

O comando Recodificar Declaração (ou digitando Ctrl + Shift + C) recodifica o atestado


inteiro. Primeiramente, codifica todos os termos dos campos de texto e, em seguida,
seleciona a causa básica.

Se o Iris for capaz de identificar a causa básica, esta será mostrada abaixo dos
campos dos códigos CID-10. Caso contrário, o Iris mudará o status para "Rejeitado", e
não mostrará a causa básica.

4.4.2. Selecionar causa básica (Ctrl + U)


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02 de novembro de 2016
Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Se você estiver trabalhando no modo Entrada de código, ou se as caixas de seleção


"Só código", à esquerda dos códigos CID-10 estiverem habilitadas, este comando
selecionará a causa básica a partir dos códigos registrados nos campos de códigos
CID-10. Ou seja, ele não tentará codificar os textos dos campos de textos diagnósticos.
Se você não estiver trabalhando no modo Entrada de código, ou se as caixas de
seleção "Só código" não estiver habilitadas, o comando Selecionar causa básica
funciona do mesmo modo que o comando Recodificar declaração.

Se o Iris for capaz de identificar a causa básica, ela será mostrada abaixo dos campos
de códigos CID-10. Caso contrário, o Iris mudará o status para "Rejeitado", e não
mostrará a causa básica.

4.4.3. Editar causa básica (Ctrl + E)

O comando Editar causa básica (ou digitando Ctrl + E) permite alterar a causa básica
selecionada pelo Iris. O novo código de causa básica deve ser um código válido. O
registro será marcado como "Manual", o que significa que a causa básica foi
selecionada manualmente. Você pode usar o comando Editar causa básica mesmo
que não tenha sido registrada nenhuma causa no atestado, por exemplo, se você
quiser usar o Iris para gravar somente a causa básica.

4.4.4. Lesão principal (Ctrl + M)

Alguns países selecionam a lesão principal em adição ao código de causa básica,


quando a causa básica pertence ao capítulo XX. Se o código de lesão principal for
requerido no seu país, você pode forçar o codificador a selecionar a lesão principal
habilitando a caixa de seleção Lesão principal requerida, em Opções, Checagem,
Gerenciador de rejeições (ver também capítulo Opções). Se a configuração for ativada,
o Iris lembrará o usuário a selecionar a lesão principal se a causa básica for do
capítulo XX. Se o codificador não selecionar a lesão principal antes de deixar o
registro, o registro será marcado como "Rejeitado".

Desde a versão 4.4.1, o Iris seleciona automaticamente a lesão principal de acordo


com as instruções das versões de 2013 da CID-10.

Para a seleção, o Iris utiliza a lista de prioridades de lesões do volume 2 (CID-10,


volume 2 - Manual de Instrução). Para este recurso funcionar, o arquivo injury_rank-
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Y2015S1.csv (incluído no pacote de instalação) deve ser colocado no mesmo diretório


do arquivo Iris.exe. Se você usar o pacote de instalação, o arquivo será colocado no
local correto automaticamente.

Se por alguma razão o Iris não puder selecionar a lesão principal de forma automática
e em Opções-Checagem estiver configurado como "Lesão principal requerida", a
declaração será rejeitada para revisão manual.

Com o novo módulo para seleção da lesão principal, é aconselhável checar todos os
óbitos por causa externa como causa básica, ao menos inicialmente. Para forçar uma
rejeição para revisão manual, assegure-se que a seguinte linha esteja presente na
tabela NonConsistentIcdCodes (NCIC):

Tabela 2 Exemplo de tabela NonConsistentIcdCodes (NCIC)

Icd Icd2 InconsFor UcUse YearStart YearEnd DateIn UserIn


V01 Y899 U M 2010 2020 01/01/2014 [nome]

Se lesões ou envenenamentos aparecerem no mesmo registro, o componente de


codificação de causas múltiplas pode enfrentar dificuldades. Algumas vezes, não é
atribuído um símbolo "&"8, o que pode levar a uma causa básica equivocada. Em
outras situações, muitas causas múltiplas são suprimidas, o que também pode levar
em um erro de causa básica. Por essa razão, todos os registros com causa básica no
capítulo XX que mencionem tanto lesões e envenenamentos devem ser rejeitados
para revisão manual.

Para selecionar manualmente, ou corrigir a lesão principal, utilize o comando Lesão


principal (ou digite Ctrl + M). O comando está disponível apenas se a causa básica é
uma causa externa ou envenenamento (um código do capítulo XX, V01-Y98). A lesão
principal deve ser um código válido do capítulo XIX (S00-T98). Todos os códigos do
capítulo XIX que você usar na codificação serão mostrados e você poderá selecionar
um deles como lesão principal. Você pode também digitar um código diferente, por
exemplo, se a lesão principal é um código combinado que não está presente na lista
de códigos.

8
O ACME se utiliza do caractere "&" para indicar algumas causas externas e efeitos de envenenamentos e aspirações. NT.
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Figura 31 Seleção da lesão principal

4.4.5. Rejeição pelo codificador

Este comando marca o registro corrente para rejeição. Este tipo de rejeição é marcado
como "Coder" (Codificador). Este recurso permite você marcar um registro para
revisão posterior, por exemplo, se você desejar pesquisar algum item presente no
atestado, ou se você desejar consultar outro codificador. Se você quiser justificar
porque você rejeitou o atestado, você pode preencher o campo Comentários.

4.4.6. Explicação da codificação

Através do comando Explicação você pode acessar registros e explicações de como o


Iris codificou o registro corrente. Observe que as explicações são desabilitadas se a
caixa de seleção "Desabilitar explicação", em Opções - Geral - Comportamento,
estiver habilitada (ver Opções). Ao usar esse comando, a seguinte janela será exibida:

60
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Figura 32 Janela de Explicação

A guia Iris contém explicações sobre o processo de codificação realizado pelo Iris. Se
você quiser copiar o conteúdo, selecione o texto, clique com o botão direito do mouse
e selecione Copiar. Você poderá colar o conteúdo em outro documento do Word ou
para um e-mail.

Na parte inferior da janela, Informação do processamento, mostra:

 Os códigos CID-10 originalmente selecionados pelo Iris quando os textos


diagnósticos têm correspondência com o dicionário [Códigos selecionados]

 Os códigos CID-10 após a substituição a partir da tabela IcdSubstitution (esta


tabela contém apenas os códigos produzidos nacionalmente em cada país, que
não fazem parte da CID-10, a partir da versão 5. As outras entradas estão
agora no arquivo specMUSE.csv) [Códigos substituídos]

 O campo ERN (Micar9 input) foi desabilitado.

9
Mortality Medical Indexing, Classification and Retrieval
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

 Os códigos CID-10 produzidos pela tabela specMUSE (contém as regras de


codificação de causas múltiplas, com substituições) [Códigos CID (Acme10
Input)]

 Um conjunto de códigos múltiplos para serem usados em análises estatísticas e


tabulações [Códigos múltiplos]

4.4.7. Limpar parte médica (Ctrl + Shift + D)

O comando Limpar parte médica (ou Ctrl + Shift + D) apaga todos os textos de causas
de morte , Códigos CID-10, informações sobre intervalos de tempo, causa básica, se
assinalada, código de lesão principal. Se você limpar a parte médica, o Iris muda o
status do registro para "Initial". Se você quiser cancelar essa ação e restaurar a
informação apagada, veja o próximo item.

4.4.8. Recarregar parte médica (Ctrl + Shift + R)

Se você apagou ou alterou um item ou toda a informação médica, você pode usar o
comando Recarregar parte médica (ou digitar Ctrl + Shift + R) para trazer o atestado
de volta ao que era quando você o salvou da última vez. Se você não tiver salvo o
registro desde que o abriu, o Iris retornará para o seu estado original.

4.4.9. Reabrir a declaração

Indisponível na versão internacional.

4.4.10. Edit multiple codes

Assim como o botão "CM", este comando permite abrir uma caixa de edição
(navegador de códigos múltiplos) para as causas múltiplas. Os códigos estão
dispostos em um quadro com uma linha para cada linha da Parte 1 e uma linha para a
Parte 2. Cada linha pode ter no máximo oito códigos. Você pode editar os códigos,
assinalar um "e" comercial (&)11 se necessário, e também resselecionar a causa
básica (para resselecionar a causa básica, clique em Recode).

4.5. Menu Ferramentas

10
Automated Classification of Medical Entities
11
O ACME se utiliza do caractere "&" para indicar algumas causas externas e efeitos de envenenamentos e aspirações. NT.
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O menu Ferramentas está disponível apenas quando um lote encontra-se aberto. Ele
oferece algumas funções adicionais e também dá acesso ao recurso Opções, onde
você poderá mudar as configurações padrão para melhor atender às suas
necessidades.

Figura 33 Menu Ferramentas

4.5.1. Exportar declaração

O comando Exportar declaração gera uma versão XML da Declaração de Óbito


corrente. Utiliza o esquema XML "IrisExchange.xsd" (fornecido durante a instalação do
Iris) para criar um arquivo XML com as informações da DO, "IrisExchange.xml",
localizado na pasta definida no caminho do arquivo de log em Opções (ver capítulo
Opções, guia Geral). Esta é uma função bastante conveniente para a transferência de
DO entre usuários, que podem usar a função Importação no menu Arquivo para
importar a DO para o seu computador (ver capítulo Importação para uma explanação
completa da função Importação). Entretanto, os aspectos ligados à confidencialidade
devem ser considerados quando do intercâmbio de declarações com outras pessoas.
Em particular, dados individuais como nome devem ser alterados ou suprimidos.

4.5.2. Exportar tudo

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O recurso Exportar tudo dá a possibilidade de exportar todos os registros do lote de


trabalho para um arquivo XML. Se você clicar em Exportar tudo, o Iris lhe pedirá para
definir um nome do arquivo de exportação e a pasta onde será colocado esse arquivo.

4.5.3. Print Screen (Ctrl + D)

O comando Print Screen imprime a janela principal na forma em que ela se apresenta
na tela.

4.5.4. Dicionário (F10)

Existem duas versões de ferramenta de dicionário disponíveis. A versão regular, que é


disponível para todos os usuários, permite efetuar a busca por um texto diagnóstico
e/ou código. Na versão do desenvolvedor, que requer que você digite uma senha,
você pode também fazer alterações no dicionário12.

4.5.4.1. Dicionário regular

Você pode usar a ferramenta de dicionário regular para navegar na tabela de


dicionário. A janela do dicionário regular tem a aparência da figura abaixo:

Figura 34 Janela do dicionário regular

12
As versões mais recentes do Iris perderam a capacidade de traduzir a interface do dicionário para outras línguas. NT.
64
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O grupo "Search" permite realizar a busca no dicionário por um texto específico ou


código da CID-10. Se você digitar a cadeia de texto na caixa "Diagnosis text", o Iris
procurará por registros que tenham a mesma cadeia de texto. Você também pode
selecionar um texto ou parte de um texto antes de chamar o Dicionário. Copie e cole
na caixa "Diagnosis text". A busca não diferencia maiúsculas de minúsculas.

A caixa de listagem próxima ao botão "Search" determina como a busca será feita.
Com a opção padrão, "Em qualquer lugar do campo", o Iris procurará pelo texto que
você digitou onde quer que ele se encontre na expressão do dicionário. Por exemplo,
se você digitar "câncer" e usar "Em qualquer lugar do campo", o Iris listará todas as
entradas que contenham a expressão "câncer". Se você usar a opção "Começo do
campo", o Iris listará as entradas que começam com o texto que você digitou na caixa
"Diagnosis text", ou seja, todos os registros que começam por "câncer". De modo
similar, a opção "Fim do campo" apresentará todas as entradas que terminam com o
texto que você digitou na caixa "Diagnosis text". Se você escolher a opção "Todo o
campo" e procurar por "câncer", o Iris listará apenas os registros que contenham a
palavra "câncer" e nada mais.

Você pode usar os caracteres curinga "*" ou "?". O caractere "*" significa quaisquer
caracteres, e o caractere "?" significa um outro qualquer caractere. Comparando com
as buscas anteriores, os curingas permitem a busca em várias palavras separadas.
Por exemplo, "infarto*agudo" procurará por todas as expressões que comecem com a
palavra "infarto", seguidas por quaisquer palavras, incluindo a palavra "agudo",
seguida novamente por quaisquer palavras. Os caracteres curinga podem ser
utilizados em combinação com qualquer das opções de busca. Mas cuidado ao usar
caracteres curinga com a opção "Apply standardisation1" habilitada, pois esta opção
pode substituir os caracteres curinga a depender da política de padronização adotada.

Quando a caixa de seleção "Apply standardisation1" está habilitada (padrão), o Iris


aplica as regras de padronização especificadas na tabela Standardisation1 ao texto
que você digitar na caixa "Diagnosis text" antes de realizar a busca.

Quando a caixa de seleção "Apply standardisation2" está habilitada, o Iris aplica as


regras de padronização especificadas na tabela Standardisation2 ao texto que você
digitar na caixa Diagnosis text antes de realizar a busca.

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Você pode também buscar por códigos ou parte de códigos CID-10 específicos. Para
fazer isso, deixe a caixa "Diagnosis text" vazia e digite o código CID-10 na caixa
correspondente. Por exemplo, se você digitar I219 (infarto agudo do miocárdio) na
caixa "Icd code 1", o Iris listará todas as entradas que tiverem o código I219.

Você pode combinar a busca por texto e por código. Por exemplo, se você digitar
"infarto" na caixa "Diagnosis text" e "I219" na caixa "Icd code 1", o Iris listará todas as
entradas que tenham o código I219 e que incluam a palavra "infarto" no termo
diagnóstico.

O campo "Coding year" o ano de codificação especificado em Opções (ver capítulo


Opções, guia Codificação). Quando você faz uma busca no dicionário, o Iris examina
somente as entradas válidas para o ano definido em Opções.

A caixa de listagem "Current dictionary", que permite você escolher entre diferentes
dicionários, não está disponível em todas as versões do Iris.

Clique no botão "New search" se você quiser limpar todos os campos e iniciar uma
nova busca.

Todos os registros do dicionário que atendam ao seu critério de busca aparecerão no


bloco "Results". Se você quiser copiar um texto ou código para a janela principal do
Iris, dê um clique duplo sobre a entrada desejada no bloco "Results". Essa entrada
será copiada para a janela principal do Iris no lugar onde se situava o cursor e serão
colocadas vírgulas antes ou depois da expressão, se for necessário.

Com o botão "Export csv", você poderá exportar todas as entradas encontradas no
bloco "Results" para um arquivo csv que pode ser aberto no Excel.

Para transferir textos e códigos do dicionário para o atestado, coloque o cursor no


campo de texto diagnóstico ou código CID-10 da janela principal do Iris onde você
gostaria de colocar o texto ou código CID-10 trazidos do dicionário. Abra o dicionário,
procure pelo texto ou código apropriado e dê um clique duplo sobre ele. Se o cursor
estiver posicionado em qualquer um dos campos de texto diagnóstico, o Iris irá inserir
a descrição do termo do dicionário. Se o cursor estiver posicionado nos campos
destinados ao código CID-10, o Iris irá inserir o código.

4.5.4.2. Dicionário do desenvolvedor


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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Se você abrir a versão do desenvolvedor do dicionário (ver capítulo Manutenção), você


pode ter acesso às funções de atualização e edição do dicionário. A interface é a
seguinte:

Figura 35 Janela da ferramenta dicionário do desenvolvedor

A parte de busca é a mesma do dicionário regular (ver capítulo anterior). Entretanto,


se a caixa de seleção "Show non-used" estiver habilitada, as buscas incluirão também
registros que não estão marcados como ativos ou que não compreendem o ano
corrente. Observe que se você alterar esta caixa de seleção, o Iris irá recarregar o
dicionário na memória, o que pode levar algum tempo. Clique apenas uma vez e
espere um pouco. Com um dicionário grande, pode usualmente levar 10 a 20
segundos para recarregar o dicionário.

Bloco "New values"

Utilize esta parte da interface para introduzir novos registros ao dicionário. Como
adicionar um registro será explicado abaixo, junto com os recursos de editar e
atualizar.
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Figura 36 Bloco "New values"

Bloco "Results"

Figura 37 Bloco "Results"

O bloco "Results" apresenta os registros encontrados de acordo com os critérios de


busca. Você pode selecionar um registro individual clicando em qualquer parte da
linha. Você pode selecionar um conjunto de linhas clicando na primeira (ou última) e
clicando novamente na última (ou primeira) enquanto pressiona a tecla Shift. Você
pode selecionar linhas separadas clicando em cada linha enquanto pressiona a tecla
Control (Ctrl).

Utilize a tecla "Reload" se necessitar de recarregar o dicionário para a memória


novamente, por exemplo, se você houver feito alterações no dicionário e desejar usar
os novos registros para codificar o lote de trabalho corrente. Use o botão "Exit" para
fechar a ferramenta de dicionário.

Editando o dicionário

Você pode editar, excluir ou adicionar registros usando os botões "Edit", "Delete",
"Update", "Activate" e "Inactivate". Se você desejar alterar os registros existentes,
primeiro execute uma busca (ver acima) de modo que os registros que você deseja
alterar sejam exibidos no bloco "Results". Observe que apenas os registros
destacados são afetados e que você pode mudar a seleção (ver bloco Results acima).
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Botão "Edit"

Se você clicar o botão "Edit" você poderá alterar alguns valores de um registro. Se
vários registros forem selecionados, apenas o primeiro será modificado. Digite os
novos valores que você deseja atribuir ao registro nas caixas apropriadas no bloco
"New values". Após digitar os novos valores, clique no botão "Edit" do bloco "New
values" (abaixo do campo "Diagnosis text") e o Iris atualizará o registro. Se você não
desejar fazer alterações, clique no botão "Cancel". Tão logo o Iris tenha feito a
atualização do registro, ele também executa uma nova busca baseada nos critérios do
bloco "Search". A atualização pode ter tido o efeito de que mais nenhum registro no
dicionário atenda aos critérios de busca. Se isso acontecer, a mensagem "Nenhum
resultado encontrado!" será exibida.

Botão "Add"

Você poderá adicionar uma nova entrada no dicionário clicando o botão "Add". O
bloco "New values" se abrirá e você poderá digitar o texto diagnóstico, o código CID-
10 e outros valores para o novo registro de dicionário. Após você ter digitado os novos
valores, clique no botão "Add" do bloco "New values" e o Iris atualizará o dicionário
com o novo registro. Ou, caso não queira fazer a inserção, clique no botão "Cancel".

Botão "Delete"

Este botão remove do dicionário as entradas selecionadas. Uma mensagem de aviso


é exibida antes que o Iris exclua os registros.

Botão "Update"

O botão "Update" é similar ao botão "Edit", mas as atualizações podem ser feitas para
alterar mais de um registro de uma só vez. Primeiro, selecione os registros que você
quer alterar. Em seguida, clique nas colunas que você quer editar (à direita de "Update
columns" na parte superior do bloco "Results"). No exemplo abaixo, o usuário habilitou
os valores de StartYear e EndYear.

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Figura 38 Janela "Results" com colunas para atualização

Agora entre com os valores que você deseja atribuir nas caixas apropriadas, no bloco
"New values". Finalmente, clique no botão "Update", no bloco "New value", e o Iris
atualizará os registros selecionados. Ou clique no botão "Cancel" caso não queira
fazer a atualização.

Você pode atualizar parte de um texto diagnóstico habilitando a caixa "Replace


diagnosis partly". Se você habilitar essa opção e digitar parte do texto diagnóstico na
caixa "Part of current diagnosis text", este texto, e apenas ele, será alterado nas linhas
selecionadas.

Tão logo o Iris tenha feito a atualização do registro, ele também executa uma nova
busca baseada nos critérios do bloco "Search". A atualização pode ter tido o efeito de
que mais nenhum registro no dicionário atenda aos critérios de busca. Se isso
acontecer, a mensagem "Nenhum resultado encontrado!" será exibida.

Botão "Activate"

Para a busca no dicionário, o Iris varre os registros que tenham um marcador "1"
atribuído no campo "Active" e que tenham o ano de início e ano de fim que englobe
ano corrente dos dados. Se uma entrada não tiver o marcador "1" no campo "Active",
você poderá atribuir o marcador clicando nesse botão.

Botão "Inactivate"

Este botão desativa as entradas selecionadas. Entradas desativadas não aparecerão


nas buscas a menos que a opção "Show non-used" esteja habilitada.

Para uma descrição mais detalhada das variáveis do dicionário, ver capítulo Dictionary.

4.5.5. Padronização

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Se você abriu a versão do desenvolvedor da ferramenta de dicionário (ver capítulo


Manutenção), você também tem acesso à ferramenta de padronização. Ela permite
testar os filtros de padronização, buscar e atualizar as tabelas de padronização. A
interface da ferramenta de padronização é apresentada abaixo:

Figura 39 Ferramenta de padronização (com chave principal selecionada)

A ferramenta de padronização é dividida em vários blocos principais.

Bloco Procurar

Use o bloco Procurar para selecionar a tabela de padronização a qual você deseja
trabalhar. Selecione uma das tabelas de padronização através da lista suspensa em
Tabela. Você pode, então, usar a lista suspensa Chave Principal para apresentar a
tabela inteira ou parte da tabela. Se você quiser ver somente parte da tabela,
selecione uma das chaves principais na lista suspensa e o Iris irá exibir os registros
com aquele valor de chave principal.

Se você habilitar a opção "Mostrar não usados", entradas desativadas e entradas que
não pertencem ao ano de codificação serão também exibidos. Se você habilitar ou
desabilitar essa caixa de seleção, o Iris irá recarregar as tabelas de padronização na

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memória, o que pode demandar algum tempo. Clique uma vez e aguarde alguns
segundos até que o Iris tenha carregado as tabelas de padronização na memória.

Botões de função

Os botões de função - Excluir, Ativar, Inativar, Atualizar e Criar dicionário serão


explicados a seguir.

Bloco Novos valores e testagem

Você usará o bloco Novos valores e testagem para testar e adicionar novas
Expressões Regulares (Regular Expressions - RegEx) e editar expressões que já
estejam presentes nas tabelas. Os botões e funções deste bloco serão explicados a
seguir. Você encontrará informações adicionais sobre RegEx no "Tutorial Regular
Expressions", no Centro de Download do Iris e no capítulo 7 Padronização no Iris.

Lista de Resultados

A lista de resultados mostra as entradas que você selecionou no bloco Procurar ao


especificar um nome de tabela e (opcionalmente) uma chave principal. Você pode
selecionar um registro individual clicando em qualquer parte da linha. Você pode
selecionar um conjunto de linhas clicando na primeira (ou última) e clicando
novamente na última (ou primeira) enquanto pressiona a tecla Shift. Você pode
selecionar linhas separadas clicando em cada linha enquanto pressiona a tecla
Control (Ctrl).

O botão Recarregar na parte inferior da janela da ferramenta de Padronização carrega


as tabelas de padronização na memória do computador.

O botão Sair fecha a ferramenta de padronização.

Utilize as funções e botões descritos abaixo para atualizar, modificar e testar as


tabelas de padronização.

Botão Excluir

Ao clicar neste botão, a entrada (ou entradas) selecionadas serão excluídas. O Iris
pede a você que confirme a exclusão antes de efetivamente remover os registros da
tabela.

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Botão Ativar

Quando o Iris executa a busca no dicionário, ele varre os registros que tenham um
marcador "1" atribuído no campo "Active" e que tenham o ano de início e ano de fim
que englobe ano corrente dos dados. Se uma entrada não tiver o marcador "1" no
campo "Active", você poderá atribuir o marcador clicando nesse botão.

Botão Inativar

Este botão desativa as entradas selecionadas. Entradas desativadas não aparecerão


nas buscas a menos que a opção "Mostrar não usados" esteja habilitada. Além disso,
as entradas desativadas não serão consideradas no processo de padronização.

Botão Atualizar

Ao usar o botão Atualizar, você poderá modificar várias entradas ao mesmo tempo.
Entretanto, você somente poderá modificar as variáveis Variável ação, Ano inicial, Ano
final, Sem DT e Em DT através do comando Atualizar. Primeiro, selecione as entradas
que você deseja atualizar e então clique no botão Atualizar. Em seguida, selecione as
colunas que você deseja editar (à direita do bloco Atualizar colunas, na parte superior
do bloco Resultados). Agora, entre com os valores que você deseja atribuir nas caixas
apropriadas no bloco "Novos valores e testagem". Finalmente, clique em Atualizar no
bloco "Novos valores e testagem" e o Iris atualizará os registros selecionados. Ou,
caso não queira atualizar, clique em Limpar/Cancelar.

No exemplo abaixo, o usuário habilitou os valores para Ano inicial e final e essas duas
variáveis serão alteradas para 2005 e 2010, respectivamente.

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Figura 40 Janela da ferramenta de padronização (com Ano inicial e final marcados para alteração)

Botão criar dicionário

Para uso futuro.

Os botões de testagem a seguir são bastante úteis quando você quer checar ou criar
regras de padronização. Você pode testar a regra de padronização, um grupo de
regras ou todos os procedimentos de padronização.

Botão Testar

Se você quiser testar uma expressão, primeiro entre com um Filtro de entrada e um
Filtro de saída no bloco "Novos valores e testagem". Você pode tanto selecionar os
filtros na lista Resultados clicando duas vezes sobre um registro (o Iris copia os
valores da lista de Resultados para o bloco de testagem), quanto escrever os novos
filtros por si mesmo. Para testar, entre uma expressão no campo String de entrada e
clique no botão Testar. O Iris então aplicará o filtro na expressão digitada e exibirá a
saída no campo String de saída. O campo Resultado exibirá a expressão "Sucesso!!"

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

se o filtro corresponder à expressão no campo String de entrada. Se o filtro não


corresponder, o campo Resultado exibirá a expressão "Falha!!".

Você pode usar o Filtro de entrada e o Filtro de saída para mudar ou corrigir uma
regra. Quando a regra funcionar corretamente, você poderá adicioná-la à tabela de
padronização. Para fazer isso, entre os valores para Chave principal e Ordem e clique
em Adicionar. Assegure-se de usar um valor para o conjunto Chave principal + Ordem
que não coincida com um valor já existente na tabela de padronização. Se você testar
e modificar uma regra já existente na tabela de padronização, apenas clique no botão
Salvar para atualizar a tabela de padronização.

Botão Testar grupo

Se você clicar no botão Testar grupo, o Iris aplicará todos os filtros presentes na janela
Resultados à expressão do campo String de entrada. O Iris exibirá o produto final da
padronização no campo String de saída. Além disso, o número de regras que foram
aplicadas com sucesso e o número total de regras será mostrado no campo Resultado.

Botão Teste por passos

O botão Teste por passos trabalha da mesma maneira que o botão Testar grupo mas
aqui o Iris aplica os filtros um de cada vez. A cada vez que você clicar no botão Testar
por passos, o Iris move para o próximo filtro e o aplica. A caixa Resultado mostra para
cada linha se o filtro correspondeu ao texto ou não.

Botão Testar todos

Ao pressionar o botão Testar todos, você faz o Iris aplicar todos os filtros de todas as
tabelas de padronização ao texto no campo String de entrada. O número de regras
que forem aplicadas com sucesso e o número total de regras serão mostrados no
campo Resultado. Se você quiser ver quais filtros o Iris aplicou, abra a guia Testar
todos. O Iris mostrará um registro completo do procedimento de padronização. O
registro apresenta o nome da tabela, chave e ordem de todos os filtros que foram
aplicados e mostra o texto de entrada, as Expressões Regulares envolvidas, o texto
de saída para cada passo. Esse recurso é particularmente útil se você estiver
desenvolvendo estratégias de padronização complexas onde o resultado final
depende de regras em mais de uma tabela de padronização.

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Botão Adicionar

Utilize este botão para adicionar uma nova regra à tabela de padronização. Defina um
valor para Chave principal e Ordem no bloco Novos valores e testagem. Observe que
a combinação Chave principal + Ordem deve ser diferente das combinações já
existentes nas tabelas de padronização.

Botão Salvar

Se você modificou uma regra trazida da lista de Resultados e ela funciona


satisfatoriamente, você pode gravar a versão corrigida de volta para a tabela de
padronização clicando no botão Salvar (em Novos valores e testagem).

4.5.6. Tabelas de decisão

Esta ferramenta é muito útil para codificadores experientes e professores. Ela permite
navegar nas tabelas de decisão usadas para selecionar a causa básica da morte. O
seguinte exemplo mostra todas as relações usando o código Âncora N179.

Figura 41 Navegador de tabelas de decisão

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Para os especialistas em tabelas de decisão, o uso dessa ferramenta é autoexplicativo.


A busca pode ser feita por fragmentos de código CID-10 nos campos Código âncora e
Subcódigo. Por exemplo, se você digitar "N" no campo Código âncora, o resultado
será todos os códigos do capítulo XIV (N000-N99). A busca não considera o ponto
entre o terceiro e quarto caracteres do código.

É possível criar uma versão impressa das tabelas de decisão no formato pdf clicando
no botão Printable e selecionando um diretório. O sistema criará dois arquivos prontos
para leitura.

Você poderá exportar o resultado da busca no formato Excel clicando em "Export".

Se os arquivos Modification_with_maybes-YxxxxSx.csv e Reasonid-YxxxxSx.csv


estiverem no diretório principal, o navegador tentará a correspondência entre as
entradas "maybe" com as suas explicações, apenas para as regras de modificação.
Se uma explicação específica não estiver disponível, um "M" indicará a relação
"Maybe".

Este recurso surgiu na versão 4.5.0.

4.5.7. Tabela de consistências

No modo de manutenção, a tabela de consistências pode ser acessada através de um


navegador. Você pode usar o navegador para encontrar todos as consistências
definidas para cada CID e alterar, adicionar ou excluir os parâmetros. O navegador
também assegura que todos os campos não opcionais contenham valores válidos e
oferece ajuda para campos com um conjunto restrito de valores válidos.

Desde 2013, o Iris oferece a possibilidade de usar uma estrutura estendida da tabela
de consistências. Ainda é possível usar a estrutura antiga, mas alguns recursos (por
exemplo, a possibilidade de configurar mais de uma regra para um mesmo código
CID-10) estarão disponíveis somente na estrutura estendida .

Com a estrutura estendida é possível especificar verificações, especialmente para o


campo lesão principal. Para verificações de lesão principal, você pode definir
InconsistentFor = I. No campo UnderlyingCauseUse você pode definir N (inválido) ou
M (maybe). Como antes, Y no campo UnderlyingCauseUse significa que o código é

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

aceito como lesão principal. Observe que a estrutura da tabela


NonConsistentIcdCodes agora apresenta um índice incremental no primeiro campo,
NcidID (ver a estrutura da tabela fornecida no pacote de instalação). Se você for usar
a sua própria tabela, certifique-se de que a estrutura esteja de acordo com a estrutura
da tabela do pacote de instalação. De outra forma, as verificações com múltiplas
condições para o mesmo código CID-10 podem não funcionar apropriadamente.

Você deve adaptar a tabela NonConsistentIcdCodes às necessidades do seu país.

4.5.8. Recarregar tabelas

Se você fez alterações no dicionário ou nas tabelas de padronização, as novas versão


não terão efeito até que você reinicie o Iris ou recarregue as tabelas. Este comando
recarrega não só as tabelas do dicionário e de padronização, mas todas as tabelas do
sistema.

4.5.9. Tradução

Esta ferramenta permite a tradução do arquivo de propriedades (extensão .properties)


que é usado pelo Iris para traduzir a interface e mensagens. No exemplo abaixo, um
arquivo de propriedades em inglês é usado no lado esquerdo para completar a
tradução para o português.

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Figura 42 Ferramenta de tradução

O botão Abrir permite abrir os dois arquivos, o arquivo "Mestre" à esquerda e o arquivo
a ser traduzido. Se o arquivo ainda não existir,clique em "Novo" para criá-lo.

Quando os dois arquivos são abertos, os campos não traduzidos estarão vazios.
Esses campos podem ser localizados clicando no botão "Próximo não traduzido".

O botão "Localizar" permite encontrar cadeias de caracteres específicos .

O botão "Salvar" grava o arquivo de tradução, mas não sai da aplicação.

O botão OK fecha a ferramenta. Se o arquivo de tradução houver sido alterado e não


salvo, será perguntado se não deseja salvar antes de sair.

4.5.10. Opções

Em Opções você poderá configurar uma grande variedade de valores e parâmetros


padrão de acordo suas necessidades. A janela Opções tem seis guias que serão
explicadas abaixo. Os seis botões do lado direito serão explicados em seguida.

4.5.10.1. Guia Geral

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Figura 43 Guia geral

Bloco Modo

(Ver também Menu Modo)

 Entrada de dados de identificação

o Neste modo, todos os campos de identificação estarão abertos para


edição e a codificação também estará disponível13. Este modo é
adequado para situações onde os codificadores médicos também façam
a entrada de dados de identificação. Usando este item, a entrada de
dados de identificação é habilitada como padrão. Utilize o item entrada
de dados de identificação no menu Modo da interface principal para
habilitar ou desabilitar essa opção para cada registro individual .

 Apenas código como padrão

o No modo Apenas código como padrão, você pode digitar o código CID-
10 nos campos a eles destinados, mas não um texto nos campos de
texto diagnóstico. Use este modo se você não tem um dicionário de
termos, ou se, por alguma razão, você que usar o Iris para selecionar a
causa básica em um conjunto de códigos CID-10.

 Recodificar após "Próx rejeitado"

o Cada vez que você usar "Próximo rejeitado" ou "Salvar + próximo


rejeitado" para se mover para o próximo registro com status rejeitado, o
13
Eventualmente, será necessário clicar em Recodificar para que a codificação seja efetuada. NT.
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Iris irá recodificar o novo registro automaticamente. Isto dará a você


acesso imediato às explicações (ver capítulo Explicação da codificação). Se a
configuração não estiver ativada, você precisará primeiro clicar em
"Recodif" ou "Uc Muse" para gerar as explicações.

 5ª Linha na Parte 1

o Se esta caixa for habilitada, o Iris exibirá uma quinta linha (linha E) na
Parte 1 do atestado. A linha E pode ser utilizada se o médico declarar
mais três relações causais no atestado.

 Morte materna

o Quando esta caixa estiver habilitada, o Iris exibirá por padrão os campos
para informações adicionais sobre mortes maternas.

 Morte perinatal

o Quando esta caixa estiver habilitada, o Iris exibirá por padrão os campos
para informações adicionais sobre mortes perinatais.

 Exibir mensagens de erro

o Esta configuração determina como as mensagens de erro de codificação


serão exibidas. Se esta caixa estiver habilitada, o Iris mostrará todas as
mensagens de erro em uma janela pop-up e em seguida colocará os
erros na Lista de Tarefas. Se estiver desabilitada, o Iris colocará as
mensagens de erros diretamente na Lista de Tarefas.

 Exibir texto na lista de tarefas

o Se o Iris não conseguir codificar uma linha de texto de um dos campos


de Texto Diagnóstico, uma mensagem de erro surgirá. Se esta caixa for
habilitada, a mensagem de erro conterá a linha completa que o Iris não
conseguiu codificar. Se a caixa estiver desabilitada, a mensagem de erro
mostrará apenas a parte da linha que o Iris não conseguiu codificar.

 Padronização1 sempre

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o Se esta caixa estiver habilitada, o Iris sempre aplicará os filtros da tabela


Standardisation1 em qualquer texto de busca no dicionário.

 Entrada de dados, sem codificação

o Este modo permite digitar os dados individuais e médicos mas a


codificação não estará disponível. Este é o modo mais restrito e está
destinado para uso de equipes que não são codificadores médicos. Para
mais informações (ver capítulo Entrada de dados sem codificação).

Comportamento

 Desabilitar explicação

o Se esta opção não estiver habilitada, o Iris armazenará um registro


completo do processamento em batch, incluindo estatísticas do processo
e uma descrição completa de como os termos da Parte 1 e Parte 2 do
atestado foram modificados no processo de padronização, na pasta
especificada no caminho do arquivo de registro, na parte inferior da
janela Opções.

o Se esta opção estiver habilitada, o Iris armazenará a estatística do


processamento, mas não a padronização. Observe que para obter um
registro completo, você precisará habilitar também a opção "Trace
stantardisation in log file (rastreamento da padronização em arquivo de
registro)" na janela do processamento em batch (ver capítulo
Processamento em Batch).

o Se esta opção estiver habilitada, a janela Explicação não conterá


nenhuma informação na guia Iris.

 Habilitar comentários

o Se esta opção estiver habilitada, você poderá utilizar o arquivo de


tradução do Iris (ver capítulo Entrada de dados) para definir comentários ou
mensagens padrão que podem ser enviados de volta para a aplicação
pai.

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o Para criar essas mensagens, abra o arquivo de tradução (extensão


properties) e procure para o item "#StandardizedMessages (example)".
Em seguida, digite o texto da mensagem após "FixedComments=". Se
você quiser armazenar várias mensagens, digite-as separadas por
barras verticais, for exemplo, "Query1|Query2|Final". Durante a
codificação, o codificador poderá acessar essas mensagens dando um
duplo clique no campo Comentários. Uma lista de mensagens padrão
aparecerá e o codificador selecionará a mensagem a ser enviada de
volta à aplicação pai clicando nessa mensagem. O Iris colará a
mensagem no campo Comentários, onde poderá ser lida pela aplicação
pai.

o Este recurso pode ser usado para mandar mensagens ou "prompts" que
irão desencadear ações específicas do Iris para a aplicação pai, por
exemplo, uma instrução para imprimir uma carta de investigação.

 Preencher "9" automaticamente

o Se esta opção for habilitada, o Iris automaticamente preencherá os


campos "Local de ocorrência" e "Código de atividade" com o valor "9".
Se não habilitada, esses dois campos serão deixados vazios. Em ambas
as situações, o usuário poderá editar os campos "Local de ocorrência" e
"Código de atividade".

o Observe que os campos "Local de ocorrência" e "Código de atividade"


não estão abertos para edição se o Modo de morrer estiver marcado
como "Natural".

 Ocultar datas na Exportação

o Se esta caixa estiver habilitada, a data de nascimento será 1º de janeiro


do ano correspondente e a data do óbito será recalculada em função da
data do nascimento, para que as datas verdadeiras não sejam
exportadas.

 Comprimento máximo dos termos médicos

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o O número máximo de caracteres nos campos de textos diagnósticos da


Parte 1 e Parte 2 é padronizado em 500, mas podem ser configurados
entre 50 e 500.

Linguagem / País

Aqui você poderá selecionar entre diferentes versões do Iris atualmente disponíveis.
Se o seu país ou linguagem não estiverem disponíveis na lista, selecione
"Internacional".

Separadores

Se várias afecções tiverem sido registradas na mesma linha, você deve separar o
texto em expressões diagnósticas individuais, ou o Iris não será capaz de buscar a
correspondência entre os termos e o dicionário. Você pode separar as expressões de
forma manual ou através de Expressões Regulares, no procedimento de padronização.
Você deve usar um separador padrão que o Iris possa reconhecer. Existem dois tipos
de separadores, um para simples enumeração das afecções e outro indicando uma
relação causal.

Para a simples enumeração, em "Para diagnósticos", a vírgula é o separador padrão.


Por exemplo, "hipertensão e gota" deve ser "hipertensão , gota", após a padronização
com a vírgula como separador.

Se for declarada uma relação causal entre as duas afecções, então as afecções
devem ser separadas pelo separador "Devido a (causal)". O separador causal padrão
é a barra vertical ("|"), Por exemplo, "hipertensão devido a diabetes" deve se tornar
"hipertensão | diabetes" após a padronização, com a barra vertical ("|") como
separador.

Aparência

Se a opção "Causa múltipla em negrito" estiver habilitada, o Iris exibirá os códigos do


campo Causas múltiplas, no bloco Codificação, abaixo do campo Causa básica, em
negrito.

Se a opção "Texto médico em maiúscula" estiver habilitada, o Iris mostrará o texto dos
termos médicos na Parte 1 e Parte 2 em maiúscula.

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Caminho do arquivo de registro

O caminho do arquivo de registro define o local onde o Iris armazenará o arquivo de


registro do processamento em batch. O Iris armazenará os arquivos das declarações
exportadas (arquivos XML) no mesmo local.

4.5.10.2. Guia Checagem

Figura 44 Janela Opções com a guia Checagem

Gerenciador de rejeições

 Lesão principal requerida

o Esta configuração especifica se o codificador deve informar um código


de lesão principal nos casos em que a causa básica pertence ao
Capítulo XX (causas externas). Se a opção for habilitada, o Iris solicitará
ao codificador que assinale o código da lesão principal. Se a opção não
for habilitada, não haverá tal solicitação.

 Rejeitado por intervalo

o Se forem registradas várias afecções na mesma linha e há apenas uma


expressão de tempo na coluna "Intervalo de tempo", o Iris não poderá
decidir o intervalo de tempo declarado se refere a uma, várias ou todas
as afecções declaradas. Se a caixa "Rejeitado por intervalo" for
habilitada, o registro será rejeitado e o codificador terá que decidir para
qual das afecções o intervalo de tempo se refere. Se a opção "Rejeitado
por intervalo" não estiver habilitada, o intervalo de tempo será ignorado.
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Checagem final - codificação interativa

Este bloco lista os diferentes critérios que serão aplicados para checar um registro
após a codificação interativa. Se algum desses critérios for atendido, o Iris deflagrará
uma mensagem solicitando ao usuário se ele que modificar a codificação ou não.

Checagem final - processamento em lote

Este bloco lista os diferentes critérios que serão aplicados para checar um registro
após a codificação em lote. Se algum desses critérios for atendido, o Iris rejeitará o
registro.

4.5.10.3. Guia Usuário

Figura 45 Janela Opções com guia Usuário

No bloco "Marcadores do usuário", a primeira linha permite o uso do caractere "§" para
delimitador de intervalo de tempo dentro do campo de texto diagnóstico (ver capítulo
Intervalo de tempo e status da afecção).

As outras caixas de seleção do bloco Marcadores do usuário são para uso futuro.

Em Strings do usuário, você pode usar o campo "Arquivo de idioma" para definir a
localização do arquivo com as traduções da interface do Iris. O arquivo original, com
os textos em inglês, chama-se UserInterface.properties e está incluído no pacote de
instalação do Iris. Você pode traduzir os textos em inglês para a outra língua. Se você
configurar a localização e o nome desse novo arquivo de tradução no campo Arquivo

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

de idioma, todos os rótulos e mensagens serão exibidos conforme a sua tradução (ver
capítulo Traduzindo a interface do Iris e capítulo Tradução).

As caixas de texto String2 a String5 são para uso futuro.

Caminho do usuário

Se você tiver imagens digitalizadas das suas Declarações de Óbito e quiser torná-las
acessíveis através do comando Abrir imagem (ver capítulo Imagem da Declaração),
especifique o caminho para a pasta onde as imagens de DO estão localizadas no
campo Imagens da DO (no bloco Caminho do usuário).

O campo Caminho2 é para uso futuro.

4.5.10.4. Guia Base de dados de DO

Figura 46 Janela Opções com guia "Base de dados de DOs

A guia Base de dados de DOs contém as configurações que definem o tipo de


gerenciador de base de dados usado para a base de dados de DO.

O Iris oferece conexões com base de dados OleDB, MySQL e Microsoft SQL Server:

 Para o gerenciador padrão OleDB, o "Provider" depende de qual gerenciador


de base de dados você usa. Use os seguintes provedores de acordo com a
versão do Microsoft Access:

o Access 1997 até 2003: Provider = Microsoft.Jet.OLEDB.4.0

o Access 2007: Provider = Microsoft.ACE.OLEDB.12.0

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o Access 2010: Provider = Microsoft.ACE.OLEDB.12.0

o Access 2013: Provider = Microsoft.ACE.OLEDB.12.0

 Para outros sistemas gerenciadores de base de dados, procure pelo string de


provedor mais adequado no site www.connectionstrings.com (use strings de
conexão OleDB somente). O default para o campo Provedor é para o
gerenciador de base de dados Access.

 A Fonte de dados é o caminho onde o Iris vai encontrar a base de dados de DO.
Você pode usar o botão "Procurar" para encontrar a localização.

 Para o MySQL ou SQL Server, você deve configurar o nome do servidor e da


base de dados no bloco MySQL/SQL Server. Você pode precisar fornecer a
identificação de usuário e a senha para acessar a base de dados em sua
implementação específica (verifique com o administrador da base de dados).

A conexão Oracle requer o "UserID" e o "Password". Você deve também entrar com o
nome da sua base de dados Oracle no campo "Base de dados". As configurações
serão armazenadas no arquivo tnsname.ora. Com a conexão tipo Oracle é possível
usar as visões Oracle com o Iris.

4.5.10.5. Guia Base de dados Tabela

Figura 47 Janela Opções com guia "Base de dados Tabela"

A guia Base de dados Tabela contém as configurações para definir o tipo de sistema
gerenciador de base de dados usado para a base de dados Tabela. Funciona do
mesmo modo que a guia Base de dados de DO. Por favor, veja acima.
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

4.5.10.6. Guia Codificação

Figura 48 Janela Opções com a guia "Codificação"

A guia Codificação contém configurações relacionadas à codificação propriamente dita.

Bloco Configurações de Tabela

 Ano codifica: Este valor determina que entradas nas tabelas são válidas. Por
exemplo, se uma entrada na tabela de dicionário tem o Ano de início em 2005 e
o Ano de fim em 2009 e o ano de codificação é 2010, essa entrada de
dicionário não estará disponível para codificação. Isto funciona da mesma
maneira para as outras tabelas.

 Dicionário atual é para uso futuro.

 Início/Fim do ano: aqui você pode definir os valores padrão para os anos de
início e fim quando criar entradas no dicionário e nas tabelas de padronização.

Bloco Manutenção

Aqui você pode alterar a senha para a interface do desenvolvedor para o dicionário e
tabelas de padronização (ver capítulo Manutenção). A senha padrão é PwdIris. É
recomendável que você altere essa senha se você não quiser que outras pessoas
alterem o conteúdo das tabelas. Se você perder a senha, a única maneira de
reconfigurar a senha padrão é reinstalando o Iris.

Configurações MUSE

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Em configurações MUSE você vai encontrar os botões "Translation" e "Version".

Figura 49 Configurações MUSE

Se você clicar em "Translation", você poderá traduzir todas as mensagens da janela


de mensagens do MUSE. [Talvez essa ferramenta de tradução seja modificada no
futuro.]

Figura 50 Ferramenta de tradução do MUSE

Você pode mudar as especificações do MUSE se clicar no botão "Version".

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Figura 51 Especificações do MUSE

4.5.10.7. Botões da janela Opções

O botão OK à direita da janela de Opções permite sair da janela de opções. Os cinco


botões da janela são usados para gerenciar um conjunto de opções.

Figura 52 Janela Opções

O botão "Salvar opções" permite salvar todas as modificações. Se você alterar uma
configuração em Opções, a nova configuração permanecerá ativa durante a sessão
corrente do Iris. Se você quiser usar essa nova configuração como o seu padrão para
as futuras sessões, clique em Salvar opções e armazene as novas configurações.

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

O botão "Salvar opções como ..." permite armazenar e salvar todas as opções atuais
em um arquivo de texto onde desejar. O botão "Abrir opções de ..." permite recarregar
as opções de um arquivo de texto. Este recurso é muito conveniente para usuários
que estejam trabalhando em dois anos diferentes de morte. Nesse caso, as opções
das Declarações, as tabelas, e as opções de codificação podem ser diferentes. Para
facilitar a passagem de um ano para outro, salve as opções de cada não de morte
usando "Salvar opções como ..." e abra o conjunto de opções com "Abrir opções
de ..." quando necessário.

Se você tiver feito uma alteração temporária nas opções e quiser voltar para os seus
próprios valores padrão, você pode clicar em "Recarregar opções de usuário".

Se você quiser voltar para as configurações do Iris quando foi instalado, clique em
"Reconfigurar para padrão".

Algumas opções não terão efeito até a próxima reinicialização do Iris. Nesse caso, o
Iris irá exibir uma mensagem solicitando se você deseja salvar as novas opções e
reinicializar o Iris.

4.5.11. Manutenção

O item Manutenção dá acesso à ferramenta de desenvolvedor do dicionário e das


tabelas de padronização. Você será solicitado a digitar a sua senha. Quando você
abrir as ferramentas de dicionário ou de tabelas de padronização, o Iris irá exibir as
versões do desenvolvedor dessas ferramentas.

A senha inicial é "PwdIris" e poderá ser alterada em Opções (ver capítulo Opções, guia
Codificação).

4.5.12. Desenvolvimento

Este item é para uso futuro.

4.6. Menu Sobre

O menu Sobre abre uma janela indicando a versão do Iris e dando créditos.

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Figura 53 Menu Sobre (com a tela "Sobre o Iris")

A fotografia de fundo foi tirada em Estocolmo, em 28 de junho de 2005, por volta das
18 horas, de um quarto no "First Hotel Amaranten". Os arredores eram muito
agradáveis, incluindo um excelente restaurante indiano, e o metrô era bastante
próximo. Ao lado desses aspectos práticos, a justificativa da fotografia é que, de
acordo com a mitologia grega, Iris era a deusa do arco-íris. A máxima "Vulnerant
omnes, ultima necat" (todas ferem, a última mata) pode ser encontrado em muitos
relógios de sol, como definição das horas14.

14
Cada hora fere nossa vida, até que a derradeira a roube. https://www.dicionariodelatim.com.br/vulnerant-omnes-
ultima-necat/. NT.
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

5. MUSE no Iris

5.1. Introdução

O MUSE (Multicausal and Unicausal Selection Engine) é um componente de software


baseado em regras que processa Declarações de Óbito eletrônicas e seleciona a
causa básica e as causas múltiplas de morte. O processamento é feito de acordo com
as disposições do volume 2 da CID-10-OMS.

A lógica do MUSE é definida por dois arquivos de configuração (formato CSV)


localizados no subdiretório spec do diretório de instalação:

 O arquivo specIcdCodes.csv contém os códigos CID-10 válidos (códigos CID-


10, códigos produzidos) para a lógica do MUSE [não há alterações da tabela
ValidIcdCodes]

 O arquivo specMuse.csv especifica todas as instruções multicausais e


unicausais15 usadas pelo MUSE (as entradas da tabela, que são baseadas nas
decisões internacionais, não devem ser modificadas).

Durante o processo de inicialização, os arquivos de configuração são lidos pelo Iris e o


usuário é informado sobre as entradas processadas (ver figura abaixo).

Figura 54 Janela de inicialização do MUSE

15
Multicausal se refere a instruções destinadas a cada código de causa de morte individualmente (causas múltiplas) de
modo a prepará-los para o processamento unicausal, que se destina a selecionar o código da causa básica da morte. NT.
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

As tabelas de decisão que foram originalmente desenvolvidas pelo NCHS e agora são
mantidas pelo Grupo Central do Iris são um subconjunto do arquivo de configuração
specMuse.csv. A lógica da decisão do MUSE pode ser modificada simplesmente
alterando o arquivo de configuração.

O MUSE (versão 1.0) é o resultado da colaboração entre o Escritório Federal de


Estatística e o Instituto Alemão de Documentação Médica e Informação (DIMDI). O
projeto comum "Melhoria da qualidade da estatística de causas de morte" foi custeado
com o suporte do Ministério da Saúde Alemão. O Escritório Federal de Estatística tem
sido responsável pelas análises de requisitos, desenho técnico e desenvolvimento de
aplicativo do MUSE. Na Alemanha, o MUSE tem sido usado na rotina desde 2012.
Quatro escritórios alemães de estatística processam as suas Declarações de Óbito
como MUSE.

O Grupo Central do Iris avaliou o MUSE para integração com o software internacional
do Iris. A avaliação deu origem aos aprimoramentos seguintes:

 O MUSE suporta códigos produzidos: uma vez que os dicionários de muitos


membros do Grupo Central do Iris (Suécia, Hungria, EUA, França e Itália)
utilizam códigos produzidos, esse recurso foi acrescentado.

 O MUSE suporta códigos conectados e marcadores. Essa nova estrutura


técnica substitui os códigos conectados e marcadores nas versões do Iris
anteriores (4.x).

 O MUSE implementa instruções de codificação multicausais complexas de


neoplasias malignas.

Entretanto, o MUSE não processa todos os casos automaticamente. Os casos


seguintes devem ser revisados:

 Causas externas
 Cirurgias

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

5.2. Janela de explicação do MUSE - visão geral

Após clicar no botão "MUSE", a seguinte janela será apresentada ao usuário. A figura
abaixo mostra um exemplo.

Figura 55 Janela de Explicação do MUSE

Os dados básicos (número da declaração, idade, sexo e modo de morrer) são exibidos
nos primeiros dois grupos da parte superior esquerda.

O grupo seguinte, à direita, fornece informação resumida sobre os resultados da


seleção unicausal e processamento multicausal:

Primeiro, a causa básica de morte (= CB) é mostrada. Se um ou mais instruções


"maybe" forem executadas durante o processamento multicausal e unicausal, a causa
básica final será separada para revisão manual e a palavra "maybe" em laranja será
exibida.

O usuário também verá os códigos Diretos, os códigos Multicausais e os códigos


usados para a seleção Unicausal.

 Códigos diretos geralmente vêm diretamente do dicionário do Iris ou são


inseridos manualmente pelo codificador.

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

 Se o MUSE executa modificações multicausais, os códigos multicausais serão


diferentes dos códigos diretos e o texto "Multicausal" aparecerá na cor
vermelha.

Figura 56 Códigos Multicausais em vermelho

 Antes da seleção da causa básica de morte, o MUSE aplica modificações de


código adicionais (deleções ou substituição de códigos Z e deleções de códigos
asterisco). Esse processo é chamado "preparação para a seleção unicausal"
(PSU). Se o MUSE executar um ou mais modificações PSU, os códigos
unicausais serão diferentes dos códigos multicausais e o texto "Unicausal"
aparecerá na cor vermelha.

O próximo grupo, "Códigos (com alterações)", contém para cada linha do atestado
(linhas 1a, 1b, 1c, 1d, 1e, 1f ou Parte 2) todos os códigos processados pelo algoritmo
do MUSE. Códigos excluídos pela aplicação de uma instrução do MUSE são exibidos
tachados (vermelho). Códigos adicionados aos códigos diretos são grafados em azul.
A causa básica de morte finalmente selecionada terá uma cor de fundo amarelo.

Cada código exibido pode carregar as seguintes informações.

 Código CID-10 (exigido)

 Códigos CID-10 conectados (opcional, ver capítulo Trabalhando com códigos


conectados)

 Marcadores atribuídos aos códigos CID-10 (opcional, ver capítulo Marcadores


atribuídos aos códigos CID-10)

 Intervalos de tempo (opcional)

Para cada linha, 12 entradas de códigos podem ser exibidas no máximo. Entretanto,
internamente o MUSE pode processar mais de 12 códigos corretamente.

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O grupo "Coding log" está na parte inferior da janela do MUSE. Ele mostra o
processamento do MUSE passo a passo:

 Linhas azuis (tipo=SUBST): instruções multicausais executadas pelo algoritmo


do MUSE
 INÍCIO DA SELEÇÃO: Códigos iniciais usados para a seleção unicausal (ver
também códigos unicausais) são exibidos. As linhas seguintes representam os
passos do processamento unicausal.
 Linhas cinza e verdes informam o usuário sobre os passos do processamento
unicausal de acordo com as instruções do manual da CID-10. Na coluna "Tipo"
é mostrado o nome da correspondente regra do ponto de partida (PP1 - PP8)
ou modificação (M1 - M4). Regras aplicadas com sucesso estão em verde.
Geralmente, outra linha verde é acrescentada a cada vez que uma regra é
aplicada com sucesso. Ela contém a nova causa básica temporária na coluna
CB. As regras que não puderem ser aplicadas são exibidas na cor cinza. A
razão da não aplicação é exibida na coluna "Mensagem".

 Se você habilitar a caixa de seleção "Full log", as linhas cinza serão


apresentadas.

Figura 57 Habilitando as linhas cinza do log de codificação

Exemplo (ver Figura 57):

A linha 2 mostra a aplicação da regra de ponto de partida PP3. Na coluna mensagem,


a aplicação da regra é explicada: a primeira causa da linha mais inferior da Parte 1 é
I709, que causa a outra afecção da Parte 1.

A linha 3 mostra o ponto de partida temporariamente selecionado I709 (coluna CB) e a


descrição do código CID-10, aterosclerose generalizada e a não especificada (coluna
mensagem).
98
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5.3. Marcadores atribuídos aos códigos CID-10

Marcadores atribuídos aos códigos CID-10 são inseridos após o código nas linhas de
código da janela do MUSE. A informação do marcador é mostrada como um código
entre parêntesis. Aqui estão alguns exemplos de códigos marcados:

Glioblastoma C719(P)

Trombose de artéria cerebral média I660(TH)

Embolismo de artéria cerebral média I660(EM)

A atribuição correta de marcadores para os códigos CID-10 é muito importante para o


processamento correto do algoritmo do MUSE. Por exemplo, se um marcador P
necessário não for atribuído para um código "C", a causa básica da morte selecionada
pode ser errada.

O Iris e o MUSE suportam vários métodos e níveis de atribuição de marcadores:

 Marcador atribuído pelo dicionário


 Marcador atribuído por padronização
 Marcador atribuído por computação (instruções multicausais)
 Atribuição manual do marcador (digite o marcador após o código, entre
parêntesis, dentro do campo destinado ao código, na interface do Iris)

Na tabela abaixo você irá encontrar um levantamento abrangente dos marcadores


utilizados nas instruções multicausais ou unicausais do MUSE. A coluna "Atrib. Dic."
indica se uma configuração da entrada no dicionário de uma faixa de código
específico (ver coluna "faixa de código para marcador") é necessária. A coluna "Atrib.
Padr." Indica se uma inserção de marcador deve ser acrescentada à configuração de
padronização (ver capítulo Bases de dados e Padronização no Iris). Esta ação pode ser útil
se a codificação para termos médicos longos (exemplo: com qualificadores especiais
como "agudo", "crônico") falha frequentemente.

Para estar apto a atribuir marcadores MUSE em nível de dicionário, um pré-requisito é


a estrutura estendida da tabela Dictionary (com o campo "MuseFlags"). É importante
observar que o esquema de especificar marcadores em nível de dicionário é diferente.
Aqui, apenas os marcadores são esperados, sem parêntesis. Por exemplo, A para
99
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agudo e não (A). Quando mais de um marcador por código CID é necessário, eles
devem ser separados por "|" (barras verticais), por exemplo, "A|P" para Agudo e
Primário ao mesmo tempo. Trata-se apenas da representação no dicionário. O
sistema vai capturar esses marcadores para ulterior processamento com os seus
parêntesis.

A atribuição em nível de padronização é análoga à especificação da informação de


status para Agudo, Crônico, Sequela e Congênito (se isso já houver sido feito, o
sistema irá transformá-los nos marcadores apropriados, (A), (C), (SEQ), (CON),
respectivamente. Para fornecer o marcador, ou marcadores, eles devem estar
especificados no "Filtro de saída", no seu formato normal, entre parêntesis. Se um
marcador Primário, "P", necessitar ser acrescentado via padronização, por exemplo, o
termo relevante, possivelmente "primário", deve ser capturado pelo "Filtro de entrada",
com o (P) no "Filtro de saída"16.

Aqui estão três exemplos com dados fictícios apenas para propósito de demonstração:

Figura 58 Dicionário com exemplo marcador do MUSE

Figura 59 Padronização com exemplo de marcador do MUSE

Aqui (A),(CON) vieram do dicionário (onde "AAA" era o termo de exemplo com esses
marcadores), (P) da padronização e (C) do status antigo (Crônico) na linha do
intervalo de tempo.

16
Se for usado "§" como delimitador de intervalo, o marcador deverá ser delimitado com esse caractere no filtro de saída.
NT.
100
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Figura 60 Interface do Iris com marcadores do MUSE

Figura 61 Interface do Iris com diferentes marcadores do MUSE do dicionário e da padronização

Tabela 3 Marcadores implementados pelo MUSE (representam um mínimo de códigos CID-10)

Código Descrição Faixa de CID-10 do marcador Atrib. Atrib. Atrib.


Dic. Padr. Comp.
A agudo - Não Sim Não
Se o termo "agudo" for
ignorado na codificação,
instruções multicausais
podem incluí-lo se este
marcador for adicionado
durante o processo de
padronização.
C crônico - Não Sim Não
Se o termo "crônico" for
ignorado na codificação,
instruções multicausais
podem incluí-lo se este
101
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marcador for adicionado


durante a padronização.
CON congênito - Não Sim Não
Se o termo "congênito" for
ignorado durante a
codificação, instruções
multicausais podem incluí-lo
se este marcador for
adicionado durante a
padronização.
SEQ sequela - Não Sim Não
Se o termo "sequela" for
ignorado durante a
codificação, instruções
multicausais podem incluí-lo
se este marcador for
adicionado durante a
padronização.
P primário C000-C768 Sim Sim Sim
Este marcador impede a
conversão em um código de
neoplasia secundária.
PIN primário em C000-C809 Sim Não Sim
Se o atestante descreve uma
neoplasia maligna como
"primária", "primária em",
"originando em" ou termos
similares, use este marcador
no dicionário. PIN é atribuído
ao código C800
automaticamente.
CSM sítio comum de metástases C000-C809 Não Não Sim
Este é um marcador do
computador. Não é atribuído
pelo dicionário. ou pela
padronização
EM embólico I650-I669, I749 Sim Não Não
Use este marcador se
houver uma indicação clara
de que a oclusão foi

102
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embólica para artérias pré-


cerebrais, cerebrais ou não
especificadas.
TH trombótico I650-I669, I749 Sim Não Não
Use este marcador se
houver uma indicação clara
de que a oclusão foi
trombótica para artérias pré-
cerebrais, cerebrais e não
especificadas.
17
MET metastático C000-C768
RH reumática I050-I059, I060-I069, I070- Sim Não Não
Use este marcador se o texto I079, I080-I089
indicar claramente que a
doença valvar é reumática.
nRH Não reumática I340-I349, I350-I359, I360-I369 Sim Não Não
Use este marcador se o texto
indicar claramente que a
doença valvar é não
reumática
TR Traumático S004, S050-S053, S060-S069, Sim Não Não
Use este marcador se o texto S092, S360-S369, S370-S379,
indicar claramente que o S460, T093
termo diagnóstico foi
traumático.
nTR Não traumático E274, G527, G542, G820- Sim Não Não
Use este marcador se o texto G825, G830-G839, G935-
indicar claramente que o G936, G959, H113, H114,
termo diagnóstico foi não H210, H313, H356, H431,
traumático. H578, H720, H721, H729,
H838, I288, I312, I600-
I629, I710-I711, I713, I715,
I718, I720-I729, I771-I772,
I774, I871, J438-J439, J938-
J939, J942, K222, K318,
K440-K449, K625, K661,
K768, K822-K832, K928,
M621, M660-M661, N324,

17
Este marcador não funciona no momento, talvez na próxima versão do Iris
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N421, N488, N501, N836,


N857, N939, R041,
R048-R049

5.4. Entendendo o processamento multicausal

5.4.1. Exemplo introdutório

O processamento multicausal do MUSE pode ser explicado com o seguinte exemplo:

1a câncer de cérebro
1b câncer do rim
2 câncer de mama 5 Anos
Veja a figura abaixo e visualize o correspondente processamento do MUSE

Figura 62 Exemplo de processamento multicausal

O ponto de partida do processamento é o atestado codificado C719/C64*C509(5A).


Primeiramente, o MUSE atribui automaticamente o marcador CSM18 em C719. A lista
de sítios comuns de metástase está especificada no capítulo 4.3.5 B (a) do volume 2.

18
Sítio comum de metástases
104
02 de novembro de 2016
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Os códigos diretos da seguinte lista de códigos são considerados como CSM pelo
MUSE:

C229, C341-C349, C381-C388 , C400-C419, C480-C488, C493, C700-C720, C728-


C729, C760-C783, C786-C787, C793-C795, C798

Em seguida, a instrução multicausal Grupo G7250009 é aplicada. A linha azul escura


dá a informação sobre este passo. Na coluna "mensagem", explicações são
apresentadas ao usuário. Em seguida, a coluna "detalhes" contém informações
técnicas sobre a instrução multicausal aplicada. O identificador da instrução Grupo
G7250009 é seguido pela regra tipo MDTXSL. Esta instrução é uma instrução binária
que é aplicada se um determinado código âncora e um determinado subcódigo são
declarados no atestado. Adicionalmente, a regra tipo MDTXSL necessita que exista
uma das seguintes relações entre os códigos:

 O código âncora seja devido ao subcódigo na Parte 1 (direta ou indiretamente)


 O código âncora esteja na mesma linha do subcódigo na Parte 1 ou Parte 2
 O código âncora esteja na Parte 1 e o subcódigo na parte II

Neste caso, o código âncora C719 é devido ao subcódigo C64. O primeiro código
entre chaves é o código âncora. Após os dois pontos (":"), são mostradas as seguintes
ações executadas: o sinal menos ("-") indica a exclusão do código âncora. O sinal
mais ("+") indica a inserção de um novo código. A expressão "+C793(CSM)" significa
que o novo código C793 com um marcador CSM foi inserido após o código âncora
excluído. Ambas as ações são também visualizadas na linha 1a da janela do MUSE. O
código excluído tem um tachado vermelho, o novo código aparece em azul.

O primeiro código das segundas chaves representa o subcódigo (aqui C64). O


subcódigo não é alterado. Por isso, nenhuma ação é exibida.

Os colchetes mostram a condição CSM1 = 1 AND P1 = 0

 CSM1 = 1 significa "marcador CSM do código âncora foi colocado"


 P1 = 0 significa "marcador P do código âncora não foi colocado"

Finalmente a mensagem de texto "considerada secundária" é acrescentada.

5.4.2. Modificações unárias de código


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02 de novembro de 2016
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Frequentemente, modificações de códigos não dependem de outro código CID-10


existente no atestado, mas de outros critérios específicos. São chamadas de
modificações unárias de código. A tabela 4 lista as modificações unárias de código
mais frequentes dos dados da Alemanha.

Tabela 4 Modificações unárias de código frequentes

19 Frequência das modificações de


ID Descrição 20
código
I258: outras formas de doença isquêmica crônica do coração
Critério: tempo: DAYSTODEATH1 >= 29
11000014 0,52%
N189: insuficiência renal crônica não especificada
Critério: tempo: DAYSTODEATH1 >= 365
11003806 0,40%
N189: insuficiência renal crônica não especificada
Critério: marcador: N19 com marcador "crônico"
11004129 0,05%

Exemplo: I219 (infarto do miocárdio) é recodificado para I258 se a afecção ocorreu


mais de 28 dias antes da morte. Os exemplos a seguir exemplificam como o MUSE
processa as modificações unárias de código:

1a insuficiência cardíaca

1b infarto do miocárdio 2 anos

Veja a figura abaixo mostrando a explicação do MUSE.

19
ID do Grupo de instrução multicausal
20
Análise baseada em 70.000 Declarações de óbito da Alemanha
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Figura 63 Exemplo de processamento multicausal unário

A coluna "mensagem" contém a explicação textual fornecida pelo Instituto Iris. A


coluna seguinte, "detalhes" informa sobre as modificações multicausais de código
executadas. Após o identificador da instrução multicausal (G11000014), o tipo da
instrução aplicada (MUN21) é exibido.

Os códigos entre as primeiras chaves representam o código âncora modificado pela


instrução multicausal. Ele é excluído (-) e substituído por um novo código (+I258). Os
colchetes encerram a condição específica correspondente à instrução. Aqui, o
intervalo de tempo entre a ocorrência de I219 e a morte foi superior ou igual a 29 dias.

5.4.3. Modificações de código complexas

Muitas instruções multicausais do volume 2 são bastante complicadas. Um exemplo é


a instrução para câncer de pulmão, na página 122/12322 do volume 2:

"Se o sítio estiver na lista de sítios comuns de metástase, codifique a neoplasia


maligna como primária se...for uma neoplasia maligna de pulmão e todas as outras
neoplasias malignas mencionadas no atestado estiverem na lista de sítios comuns de
metástase:

21
MUN é a abreviação de "Multicausal Unary Substitution"
22
Trata-se da 15ª edição do volume 2 de 2016. O texto não corresponde à edição que temos no Brasil, que é a 8ª, de 2008.
NT.
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- codifique o pulmão como secundário apenas se outra neoplasia maligna for


informada na mesma parte do atestado (Parte 1 ou Parte 2) e essa outra neoplasia
maligna for codificada como uma neoplasia maligna primária.".

Esta instrução consiste de duas ações:

o Codificar a neoplasia maligna (pulmão) como primária


o Codificar pulmão como secundário

A primeira parte dessa instrução é implementada pela grupo de instrução G7210121,


que consiste de três instruções básicas (ver tabela 5):

Tabela 5 Grupo de instruções G7210121, implementando uma instrução de código complexa

Coluna no MUSE Instrução 1 Instrução 2 Instrução 3


Número do grupo 7210121
codeDef C340-C349
mensagem Neoplasia primária do pulmão (todos os sítios são sítios comuns de metástase)
orderNr 0 1 2
Tipo de regra MUN MMO MMO
subCodeDef C000-C33, C37-C779, C000-C33, C37-C779,
C781-C969 C781-C969
condição P1 = 0 CSM2 = 0
codeNew (-CSM) (P)
Exclusão 1

Se todas as relações e condições necessárias forem satisfeitas, então o MUSE


executará a ação de codificação especificada "codificar a neoplasia maligna como
primária":

Ação: excluir o marcador CSM e incluir o marcador P no código de neoplasia de


pulmão (ver linha codeNew)

Instrução 1: Neoplasia de pulmão não é primária (P1 = 0)

Instrução 2: Pelo menos uma outra neoplasia maligna (sítio diverso) deve ser
mencionada

Instrução 3: Não é mencionada outra neoplasia maligna fora da lista de sítio comum
de metástase (condição de exclusão)

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A tabela 6 mostra alguns exemplos e visualiza a aplicabilidade das instruções em


detalhe:

Tabela 6 Casos teste para o grupo de instrução G7210121


Casos teste Checando a aplicabilidade de G7210121
1a C349 Instrução 1 +
1b Instrução 2 -
1c Instrução 3 -
1d
2
1a C349, C719 Instrução 1 +
1b Instrução 2 +
1c Instrução 3 +
1d
2
1a C349(P), C719 Instrução 1 -
1b Instrução 2 +
1c Instrução 3 +
1d
2
1a C349, C719 Instrução 1 +
1b Instrução 2 +
1c Instrução 3 -
1d
2 C169

A segunda parte dessa instrução é implementada pelo grupo de instrução do MUSE


G72150002, que consiste de três instruções básicas (ver tabela 7).

109
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Tabela 7 Instrução grupo G7250002 implementando uma instrução de codificação complexa


Coluna no MUSE Instrução 1 Instrução 2
Número do Grupo 7250002
codeDef C340-C349
mensagem Considerada como neoplasia secundária
orderNr 0 1
ruteType MDTSL MSP
subCodeDef C000-C33, C37-C768, C800, C000-C33, C37-C768, C800, C810-
C810-C969 C969
condição CSM1 = 1 E P1 = 0 CSM2 = 0
codeDelete 1

codeNew C780(CSM)

Exclusão

Se todas as relações e condições necessárias forem satisfeitas, então o MUSE


executará a ação de codificação especificada "codificar pulmão como secundário":

Ação: excluir o código âncora (ver linha "codeDef") e adicionar um código de


neoplasia secundária de pulmão C780 (ver coluna "codeNew")

Instrução 1: o código de neoplasia do pulmão não é primário e outra neoplasia


maligna está registrada na mesma linha ou como causa direta da neoplasia de pulmão.

Instrução 2: outra neoplasia maligna não pertencente à lista de sítios comuns de


metástase é declarada na mesma parte.

A tabela 8 mostra casos testes para o grupo de instrução G7250002

110
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Tabela 8 Casos teste para o grupo de instrução G7250002


Casos teste Checando a aplicação de G7250002
1a C349, C169 Instrução 1 +
1b Instrução 2 +
1c
1d
2
1a C349 Instrução 1 -
1b Instrução 2 -
1c
1d
2 C169
1a C349, C719 Instrução 1 +
1b Instrução 2 +
1c
1d
2 C169
1a C169 Instrução 1 -
1b C349 Instrução 2 +
1c Pode ser discutido se C349 deveria ser recodificado em
1d C780. Mas o MUSE não faz isso devido a uma
2 declaração de causalidade inconsistente

5.4.4. Tipos de regras multicausais e informações adicionais

A tabela abaixo resume as regras multicausas implementadas pelo MUSE. Cada tipo
de regra cobre uma ou mais relacionamento entre o código âncora e o subcódigo.
Cada instrução multicausal básica tem um único tipo de regra.

111
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Tabela 9 Tipos de regra multicausais do MUSE


Tipo de regra Descrição
MUN substituição unária de código
MMO substituição binária de código:
relacionamento "menção de subcódigo"
MMO1 substituição binária de código:
relacionamento "menção de subcódigo" na Parte 1
MDT substituição binária de código:
relacionamento "devido a" direto (Parte 1)
MDTNN substituição binária de código:
relacionamento "devido a" direto (Parte 1)
ou próximo vizinho
MDTSL substituição binária de código:
relacionamento "devido a" direto (Parte 1)
ou relacionamento mesma linha (Parte 1 ou Parte 2)
MCO substituição binária de código:
relacionamento "causa de" direto
MCONN substituição binária de código:
relacionamento "causa de" direto (Parte 1)
ou próximo vizinho
MCOSL substituição binária de código:
relacionamento "causa de" direto (Parte 1)
ou relacionamento "mesma linha"
MSP substituição binária de código:
Relacionamento "mesma parte"
MSL substituição binária de código:
relacionamento "mesma linha" (Parte 1 ou Parte 2)
MDTXSL substituição binária de código:
relacionamento "devido a" ampliado (Parte 1)
ou relacionamento "mesma linha" (Parte 1)
MDTXSL2 substituição binária de código:
relacionamento "devido a" ampliado (Parte 1)
ou relacionamento "mesma linha" (Parte 1 ou Parte 2)
ou código âncora na Parte 1 e subcódigo na Parte 2
MCOX substituição binária de código:
relacionamento "causa de" ampliado (Parte 1)
MCOXSL substituição binária de código:
relacionamento "causa de" ampliado (Parte 1)
ou relacionamento "mesma linha" (Parte 1)
MDTXNN2 substituição binária de código:
relacionamento "devido a" ampliado (Parte 1)
ou relacionamento "vizinho mais próximo" (Parte 1 ou Parte 2)
ou código âncora na Parte 1 e subcódigo na Parte 2

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As formatações das linhas 1a, 1b, 1c, 1d, 1e, 1f e Parte 2 são o resultado da aplicação
das modificações multicausais e unicausais. Tenha em mente que inserções e
exclusões podem ser feitas por instruções unicausais também. Se, por exemplo, um
código azul estiver tachado, significa que esse código foi acrescentado e depois
excluído por outra instrução.

5.5. Entendendo o processamento unicausal

O MUSE implementa as seguintes regras unicausais de acordo com o manual de


instrução da CID-10 (2016):

 SP1 - Única causa no atestado


 SP2 - Apenas uma linha usada na Parte 1
 SP3 - Mais de uma linha usada na Parte 1, primeira causa da linha mais inferior
explica todas as entradas acima
 SP4 - Primeira causa na linha mais inferior usada não explica todas as entradas
acima, mas uma sequência termina na afecção terminal
 SP5 - Sem sequência na Parte 1
 SP6 - Causa óbvia
 SP7 - Afecções mal definidas
 SP8 - Afecções improváveis de causar a morte
 M1 - Instruções especiais
 M2 - Especificidade
 M3 - Revisão dos passos SP6, M1 e M2
 M4 - Instruções sobre procedimentos médicos, envenenamentos, lesão
principal e mortes maternas23

O log de codificação (coding log) mostra os passos unicausais após a entrada "INÍCIO
DA SELEÇÃO" (ver figura abaixo). O usuário pode reconhecer facilmente a sequência
de regras processadas na coluna tipo:

23
A regra M4 não está implementada completamente pelo MUSE 2.4.2; é necessária revisão manual
113
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 Regras aplicadas com sucesso estão em verde. Geralmente, outra linha verde
é acrescentada a cada vez que uma regra é aplicada com sucesso. Ela contém
a nova causa básica temporária na coluna CB.
 Regras que não puderam ser aplicadas são exibidas em cinza. A razão da não
aplicação é exibida na coluna mensagem.

114
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5.5.1. Exemplo 1 (SP1)

1a 259 doença isquêmica do coração


1b
1c
2
Explicação: (Passo SP1 - única causa no atestado)
O código I259 é a única causa declarada no atestado. De acordo com SP1, I250 é o
ponto de partida e é também a causa básica.

Figura 64 Exemplo 1 de codificação unicausal

5.5.2. Exemplo 2 (SP1)

1a C799 Metástase
1b
1c
2
Explicação: (Passo SP1 - única causa no atestado)
115
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O código C799 é a única afecção declarada no atestado. De acordo com SP1, é


selecionado como ponto de partida. Em seguida, uma instrução especial (M1) é
aplicada (ver página 7624):
C77-C79 Neoplasias malignas secundárias
Não devem ser usados na codificação de causa básica de morte. Se o sítio primário
da neoplasia maligna for desconhecido ou não indicado, codifique em neoplasia
maligna sem especificação de sítio (C80.-).

Gráfico 65 Exemplo 2 de codificação unicausal

5.5.3. Exemplo 3 (SP2)

1a I219, E149 Infarto do miocárdio e diabetes mellitus


1b
1c
2
Explicação: (Passo SP2 - Apenas uma linha usada na Parte 1)

24
Página 76 do Volume 2 da CID10, em inglês. NT.
116
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A regra SP2 é aplicada porque apenas a linha 1a foi usada na Parte 1. I219 é a
primeira doença mencionada e usada como ponto de partida. Em seguida, o MUSE
vai para SP6.

Figura 66 Exemplo 3 de codificação unicausal

5.5.4. Exemplo 4 (SP2)

1a I219 Infarto do miocárdio


1b
1c
2 E149 Diabetes mellitus

Explicação: (Passo SP2 - Apenas uma linha usada na parte 1)

A regra SP2 é aplicada porque apenas uma linha na Parte 1 é usada. I219 é a
primeira afecção mencionada, e definida como ponto de partida. Em seguido, o MUSE
vai para SP6.

117
02 de novembro de 2016
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Figura 67 Exemplo 4 de codificação unicausal

5.5.5. Exemplo 5 (SP3)

1a J180 Broncopneumonia
1b G819 Hemiplegia
1c I639 Infarto cerebral
Explicação: (Passo SP3 - Mais de uma linha usada na Parte 1, primeira causa da linha
mais inferior explica todas as entradas acima)
I639 explica J180 e G819

118
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Figura 68 Exemplo 5 de codificação unicausal

5.5.6. Exemplo 6 (SP3 com erro de intervalo)

1a G819 Hemiplegia (2 meses)


1b J180 Broncopneumonia (1 mês)
1c I639 Infarto cerebral (2 meses)
Explicação: (Passo SP3 - Mais de uma linha usada na Parte 1, primeira causa da linha
mais inferior explica todas as entradas acima)
O MUSE avisa (em laranja) que a hemiplegia se inicia antes da broncopneumonia
porque os tempos declarados em 1a e 1b são inconsistentes.

119
02 de novembro de 2016
Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Figura 69 Exemplo 6 de codificação unicausal

5.5.7. Exemplo 7 (SP3 com erros de intervalo)

1a G819 Hemiplegia (2 meses)


1b J180 Broncopneumonia (1 mês)
1c I639 Infarto cerebral (1 mês)

Explicação: (O passo SP3 não pode ser aplicado devido aos erros de tempo)
O MUSE mostra dois avisos (laranja)

G819 é anterior a J180 porque os tempos em 1a e 1b são inconsistentes

G819 é anterior a I639 porque os tempos em 1a e 1c são inconsistentes

Portanto, o passo SP3 não pode ser aplicado (G819 não pode ser explicado pela
primeira causa na linha mais inferior).

120
02 de novembro de 2016
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Figura 70 Exemplo 7 de codificação unicausal

5.5.8. Exemplo 8 (SP4)

1a C787 Metástases em fígado


1b I639, C169 Infarto cerebral e neoplasia do estômago
1c
2
Explicação: (Passo SP4 - Primeira causa na linha mais inferior não explica todas as
entradas acima, mas existe uma sequência terminando na afecção terminal C787)

121
02 de novembro de 2016
Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Figura 71 Exemplo 8 de codificação unicausal

5.5.9. Exemplo 9 (SP4)

1a I269
1b C450, I871
1c J61
2
Explicação: (Passo SP4 - primeira causa na linha mais inferior não explica todas as
entradas acima, mas uma sequência termina na afecção terminal)
De acordo com o item 4.2.3.B.b25, neoplasias malignas não devem ser aceitas como
devido a outras afecções. Asbestose não pode causar mesotelioma de pleura.
Portanto, a sequência se inicia em C450.

25
Volume 2 de 2016, em inglês. NT.
122
02 de novembro de 2016
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Figura 72 Exemplo 9 de codificação unicausal

5.5.10. Exemplo 10 (SP5)

1a C349(P) Carcinoma de brônquio


1b J969, I871 Insuficiência respiratória, compressão venosa
1c
2
Explicação: (Passo SP5 - sem sequência na Parte 1)

De acordo com 4.2.3.B.b, neoplasias malignas não são aceitas como devidas à maior
parte das afecções.

Atribua um marcador P em C349 porque o câncer de pulmão é codificado como


primário se a neoplasia maligna é descrita como broncogênica ou de brônquio (4.3.5).

123
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Figura 73 Exemplo 10 de codificação unicausal

5.5.11. Exemplo 11 (SP6)

1a J189 pneumonia
1b
1c
2 I639 infarto cerebral
Explicação: (Passo SP6 - causa óbvia)

O ponto de partida é J189 (SP2). Considere I639 como uma causa óbvia de
pneumonia, porque está de acordo com 4.2.4 (K), uma doença que causa paralisia
(como hemorragia cerebral e trombose). Portanto, SP6 deve ser aplicado.

124
02 de novembro de 2016
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Figura 74 Exemplo 11 de codificação unicausal

5.5.12. Exemplo 12 (SP7)

1a I519 insuficiência cardíaca


1b R54, E86 senilidade, desidratação
1c I672, M819 aterosclerose cerebral, osteoporose

Explicação: (Passo SP7 - afecções mal definidas)

Primeiramente, R54 (senilidade) é selecionada de acordo com SP4 (R54 não pode ser
devido pelas afecções em 1c). R54 é uma afecção mal definida. Por isso, a seleção é
reiniciada, sem R54. Agora, SP3 é aplicado porque I672 explica as outras afecções
em 1a e 1b.

125
02 de novembro de 2016
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Figura 75 Exemplo 12 de codificação unicausal

5.5.13. Exemplo 13 (SP7 com recodificação)

1a J189 pneumonia
1b R263 imobilidade
1c
2 F03 demência

Explicação: (Passo 7 - afecções mal definidas)

De acordo com SP3, a afecção mal definida R263 é selecionada como ponto de
partida. SP7 é aplicado e a seleção se inicia novamente sem R263. A linha 5 dá
informação sobre a exclusão do ponto de partida R263. Além disso, a linha com a
regra tipo SP7_RC a recodificação após a aplicação de SP7. A pneumonia hipostática
é selecionada como novo ponto de partida temporário.

126
02 de novembro de 2016
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Figura 76 Exemplo 13 de codificação unicausal

5.5.14. Exemplo14 (SP7 não aplicação)

1a R54, R263 senilidade, imobilidade


1b
1c
2

Explicação: (Passo SP7 - afecções mal definidas)

De acordo com SP2, a afecção mal definida R54 é selecionada como ponto de partida.
Após a revisão SP6, o MUSE falha em aplicar o passo SP7 (ver linha 5). A razão é a
instrução (ver página 46 do volume 2):

"Se houver outras condições declaradas no atestado, verifique se elas são todas mal
definidas. Se todas as outras condições forem mal definidas, vá para o passo M1."

127
02 de novembro de 2016
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Figura 77 Exemplo 14 de codificação unicausal

5.5.15. Exemplo 15 (SP8)

1a J069 infecção respiratória alta


1b
1c
2 I694, E149 Sequela de AVC, diabetes mellitus

Explicação: (Passo SP8 - afecções improváveis de causar a morte)

O ponto de partida J060 é uma afecção trivial e SP8 é aplicado.

128
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Figura 78 Exemplo 15 de codificação unicausal

5.5.16. Exemplo16 (SP8 Afecção trivial aceita)

1a A419 Sepse
1b K029 Cárie dentária
1c
2
Explicação: (Passo SP8 - afecções improváveis de causar a morte)

Ponto de partida K029 causa a complicação A410. Portanto, é aceita (ver mensagem
na linha 6).

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Figura 79 Exemplo 16 de codificação unicausal

5.5.17. Exemplo 17 (M1)

1a I64 AVC
1b I709, I119 Aterosclerose, doença cardíaca hipertensiva
1c
2
Explicação: (Passo M1 - instruções especiais)

O ponto de partida I709 pode ser modificado por duas instruções especiais
(combinação com I64 e I119, exibidos na linha azul do log de codificação). De acordo
com as instruções de codificação de 2016, a combinação se aplica à primeira afecção
mencionada e I64 é selecionado como causa básica26.

26
De acordo com instruções anteriores (2013), I119 seria selecionado como causa básica.
130
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Figura 80 Exemplo 17 de codificação unicausal

5.6. Trabalhando com códigos conectados27

Os códigos conectados são especificados na coluna "IcdC" do dicionário do Iris. A


janela do MUSE exibe o código e o subsequente código conectado (sem separadores).
Aqui estão alguns exemplos:

Tumor de estômago D371C169


Tumor de cérebro D432C719
Tumor de lábio externo superior D370C000
Tumor de rim D410C64

27
No Brasil, o termo tumor, por decisão do CBCD (Centro Brasileiro de Classificação de Doenças), já é codificado
como neoplasia maligna. Portanto, para essa situação, não há necessidade da utilização dos "connected codes",
razão pela qual não existem no dicionário brasileiro. NT.

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02 de novembro de 2016
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Os códigos conectados são códigos alternativos ao código principal. Se determinadas


condições forem atendidas, o código principal será substituído pelo código alternativo.

Exemplo:

O atestado a seguir deve ser codificado com um código conectado (códigos diretos):

1a metástase C799
1b tumor de rim D410C64

A figura abaixo mostra o log de codificação da instrução multicausal que recodifica


D410 para C64.

Figura 81 Instrução multicausal com um código conectado

Na coluna "mensagem" a identificação do Grupo de instrução G7120225 é seguida


pela regra tipo MCONN28.

O primeiro código entre chaves indica o código âncora (aqui D410). Após os dois
pontos a ação executada é exibida: o sinal de menos (-) indica exclusão do código
âncora. O sinal de mais (+) indica a inserção do novo código. A expressão "+C64,*"
significa que o código default C64 será incluído se nenhum código conectado for
declarado ou que um código conectado existente será incluído. Aqui, o código
conectado e o código default são os mesmos.

O primeiro código entre o segundo grupo de chaves representa o subcódigo (aqui


C799).

Aqui, o grupo de instrução G7120225 é executado porque o código âncora D410 (1b)
é declarado como causa do subcódigo C799 (1a).

A coluna com o ponto de interrogação (?) mostra um "Maybe" (?), se não houver
certeza da causa múltipla.

28
No manual original em inglês consta regra MCO, porém nele a figura deve ser de um arquivo spec antigo, pois no
spec2015SR4 e posteriores já aparece a regra MCONN. NT.
132
02 de novembro de 2016
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5.7. Configuração do MUSE

5.7.1. Configuração do conteúdo do MUSE e gerenciamento da versão

A lógica do MUSE é definida por arquivos de configuração que estão localizados no


subdiretório spec do diretório de instalação do Iris (configurações padrão). Esse
diretório de configuração é chamado diretório principal da especificação do MUSE.

Exemplo:

Se o arquivo executável Iris.exe estiver no diretório "C:\Arquivos de Programa\Iris\", o


diretório padrão de especificação do MUSE será "C:\Arquivos de Programa\Iris\spec\".

Por outro lado, o diretório principal da especificação do MUSE contém subdiretórios


especiais relativos às diferentes versões de especificações de conteúdo do MUSE.
Cada subdiretório é nomeado de acordo com o seguinte esquema:

specV<nnnn>(SR<n>)?

<Vnnnn> representa a versão principal, como V2015, V2016, etc.

SR<n> representa distribuições de serviços (service release) opcionais, como


SR1, SR2

Durante a primeira inicialização do Iris, o "menu de versão do MUSE" é exibido:

133
02 de novembro de 2016
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Figura 82 Menu de versão do MUSE

Na caixa de listagem "Select specification" o usuário deve selecionar a especificação


do MUSE exibida. Após clicar no botão "Load selected specification", a lógica do
MUSE será carregada para a memória, o que pode levar algum tempo. O "menu de
inicialização do MUSE" fornece detalhes dos arquivos de especificação carregados.

Figura 83 Menu de inicialização do MUSE

Explicações adicionais sobre o menu de inicialização do MUSE:


134
02 de novembro de 2016
Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Tabela 10 Explicações adicionais sobre o menu de inicialização do MUSE


Caminho Diretório da especificação do MUSE carregada
User entries Número de strings de texto carregados usados para informações ao usuário e mensagens
Codes Número de códigos carregados (CID-10, categorias e subcategorias e códigos produzidos e) para a
lógica do MUSE
Instructions Número de instruções multicausais e unicausais carregadas usadas pelo MUSE
Language Idioma do usuário

Cada diretório de especificação contém três arquivos:

Arquivo de usuário do MUSE (esquema de nome specV<nnnn>(SR<n>)?-


user.properties

Arquivo de códigos do MUSE (esquema de nome specV<nnnn>(SR<n>)?-Codes.csv

Arquivo de instruções do MUSE (esquema de nome specV<nnnn>(SR<n>)?-Muse.csv

Esses arquivos são fornecidos pelo Instituto Iris e não devem ser alterados pelos
usuários.

Os arquivos de configuração contém também mensagens de texto e rótulos em inglês.


Esses textos são usados para o "Formulário de explicação do MUSE" e log de
codificação.

5.7.2. Ferramenta de tradução do MUSE

[Esta parte está em andamento]

6. Bases de dados

O Iris usa duas bases de dados diferentes:

 A base de dados de "Declarações" contém as declarações de óbito (Lotes).


 A base de dados "Tabelas" contém todas as tabelas necessárias para a análise
das expressões de causa de morte

Além disso, há dois tipos de tabelas na base de dados "Tabelas":

 Meta-tabelas contendo dados técnicos, como as listas de códigos válidos ou


conversões de códigos. Essas tabelas são necessárias para o correto
funcionamento do Iris e NÃO devem ser alteradas. Versões plenamente
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02 de novembro de 2016
Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

funcionais são incluídas quando da instalação do Iris. Novas versões são


postadas de tempo em tempo no site do Iris.
 Arquivos dependentes de linguagem, usados para a padronização e codificação
de expressões dos atestados de óbito. Essas tabelas estão vazias ou contém
um pequeno número de registros quando você instala o Iris. Para realizar o
trabalho de codificação e padronização satisfatoriamente, você deverá incluir os
dados apropriados ao seu idioma.

6.1. Base de dados Tabela

Este capítulo revisará todas as tabelas incluídas na base de dados Tabela.

6.1.1. IcdSubstitution

A tabela IcdSubstitution contém apenas os códigos produzidos29 desde a versão 5. As


outras entradas que existiam na versão 4 estão atualmente na tabela MUSE.

Você pode utilizar essa tabela para o manuseio de códigos nacionais. Por exemplo: há
países que têm um código nacional para demência (F030, F...). Você pode incluir o
código nacional na tabela IcdSubstitution com o código default (F03). Então o Iris
substituirá o código nacional pelo código default.

Tabela 11 Descrição da tabela IcdSubstitution


Nome Tipo Tamanho Comentário
IcdIn Texto 5 Código a ser substituído
IcdCIn Texto 5 "Código conectado": fornece informação adicional necessária para alcançar
a correspondência correta entre uma expressão específica e um ERN30
IcdOut1 Texto 5 Código CID-10 a ser usado no lugar de IcdIn (mandatório)
IcdOut2 Texto 5 Código CID-10 a ser usado no lugar de IcdIn (opcional)
IcdOut3 Texto 5 Código CID-10 a ser usado no lugar de IcdIn (opcional)
Typo Texto 50 Criado pelos EUA: para códigos especiais MMDS
Before: a substituição é feita antes dos outros processos
Prompt Texto 250 Usado para diferenciar entre codificações alternativas
Origin Texto 50 Comentário sobre a origem do registro
NationalExtension Booleano Usado para marcar registros adicionados pelo usuário para necessidades
nacionais
YearStart Número Inteiro longo Ano de codificação inicial para o uso da entrada

29
Pela observação do tradutor, apenas os códigos criados nacionalmente. Atualmente, na versão em português, a tabela se
encontra vazia. NT.
30
ERN - Entity Reference Number
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02 de novembro de 2016
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YearEnd Número Inteiro longo Ano de codificação final (inclusive) para o uso da entrada
DateIn Data/hora Data/hora em que o registro foi criado
UserIn Texto 50 Nome do usuário que criou o registro
DateOut Data/hora Data/hora em que o registro foi excluído
UserOut Texto 50 Nome do usuário que excluiu o registro
Comments Texto 100 Texto livre

6.1.2. IcdErn

Esta tabela foi excluída desde a versão 5. O MUSE não necessita da tabela ERN
(Entity Reference Numbers).

6.1.3. Dictionary

A tabela Dictionary é usada para atribuir códigos CID-10 para os textos digitados nos
campos de Texto diagnóstico. Ela não é necessária no modo Entrada de código (ver
capítulo Menu Modo), mas é obrigatória no modo Entrada de texto. Um exemplo de
dicionário em inglês é oferecido quando você instala o Iris. Eventualmente, você
poderá compartilhar dicionários com usuários de outros países.

Tabela 12 Descrição do dicionário


Nome Tipo Tamanho Comentário
DiagnosisText Texto 255 Texto diagnóstico
Icd1 Texto 5 1º código CID-10 (obrigatório)
IcdC31 Texto 5 "Código conectado": fornece informação adicional necessária para
alcançar as causas múltiplas e básica corretas
Icd2 Texto 5 2º código CID-10 (opcional)
(o código principal para a expressão deve ser entrado primeiro)
Icd3 Texto 5 3º código CID-10 (opcional)
(o código principal para a expressão deve ser entrado primeiro)
MuseFlags Texto 255 Ver capítulo MUSE no Iris e capítulo Códigos conectados e
marcadores do MUSE. Dois ou mais marcadores podem ser
combinados usando a barra vertical como separador, p.ex.: EM|TH
(para embólico e trombótico).
32
CodingFlag Texto 5 Não tem efeito no MUSE (ver 33).

31
Os campos de Códigos Conectados (IcdC) têm sido usados para alcançar o ERN correto para o Iris até a versão 4. A partir
da versão 5, não se usa mais o ERN. Portando o campo IcdC deve ser usado apenas se um código alternativo ou adicional
influenciará a codificação do registro.
32
Use apenas como descrito no capítulo Marcadores de Codificação (CodingFlag)
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02 de novembro de 2016
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Likelihood Texto 1 Adiciona "?" se a codificação não é segura. O codificador será


solicitado a confirmar a codificação.
Prompt Texto 100 Usado para exibir uma mensagem se likelihood = ?
Inclua mensagens com no máximo 100 caracteres
YearStart Número Inteiro longo Ano de codificação inicial para o uso da entrada

YearEnd Número Inteiro longo Ano de codificação final (inclusive) para o uso da entrada
DateIn Data/hora Data/hora em que o registro foi criado
UserIn Texto 50 Nome do usuário que criou o registro
DateOut Data/hora Data/hora em que o registro foi excluído
UserOut Texto 50 Nome do usuário que excluiu o registro
Nome Tipo Tamanho Comentário
Comments Texto 100 Texto livre
OkForMultipleCodes Texto 1 Recebe o valor "1" se o registro tem o mesmo texto diagnóstico de
outro registro, mas outro código CID-10. Ver34
FixForDT Texto 1 O texto diagnóstico não será modificado pela padronização quando
o Iris rodar o procedimento Gerar Dicionário
DesignedByDT Texto 1 O texto no campo Texto Diagnóstico será modificado pela
padronização quando o Iris rodar o procedimento Gerar Dicionário
NoStand1ByDT Texto 1 As regras de padronização da tabela Standardisation1 não serão
aplicadas quando o Iris rodar o procedimento Gerar Dicionário
NoStand2ByDT Texto 1 As regras de padronização da tabela Standardisation2 não serão
aplicadas quando o Iris rodar o procedimento Gerar Dicionário

Esta tabela não tem uma chave primária. Os campos DiagnosisText e Icd1 são
indexados.

6.1.4. Standardisation0, Standardisation1 e Standardisation2

Essas três tabelas são opcionais. Elas não são usadas no modo Entrada de código
(ver capítulo Menu Modo) e não são obrigatórias no modo Entrada de texto. Para uma
explicação de como usar a tabela Standardisation1, ver capítulo Padronização. Elas tem
a mesma estrutura.

33
Se uma expressão pode ser codificada de várias maneiras e a codificação é determinada por outra informação no
atestado, por exemplo, uma caixa de seleção, você pode entrar um registro no dicionário para valor pertinente da caixa de
seleção. Quando você criar o lote de trabalho, atribua um marcador de correspondência indicando o valor da caixa de
seleção ao campo Ident.CodingFlags. Quando for codificar o atestado, o Iris irá usar o registro do Dicionário com o
marcador de correspondência no campo Dicitionary.CodingFlag.
34
Registros com o mesmo texto e códigos diferentes oferecem codificações alternativas. Se o Iris encontrar uma expressão
com duas ou mais entradas correspondentes no dicionário, uma caixa de mensagem aparecerá e o codificador será
solicitado a escolher o código apropriado.
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02 de novembro de 2016
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Tabela 13 Descrição das tabelas de padronização


Nome Tipo Tamanho Comentários
MainKey Texto 50 Registros com a mesma chave principal formam um grupo
Rank Texto 10 Para fazer a distinção de registros (ordem) no mesmo grupo.
FilterIn Texto 255 Filtro aplicado ao texto de entrada. Usa a sintaxe de expressões regulares.
FilterOut Texto 255 Formato de saída se o filtro de entrada é bem sucedido. Além disso, ele
pode ser usado para marcadores do MUSE. Inclua-os no seguinte formato,
p.ex.:
(A) para agudo ou alternativamente §A§ ou §Ag§ se usar o delimitador
(C) para crônico ou alternativamente §C§ ou §Cron§ se usar o delimitador
ActionVar Texto 10 Se vazio, significa que a regra pode ser aplicada em qualquer parte do
atestado nos campos de texto e duração. Os seguintes valores restringirão
a aplicação de regras;
Part1Only: aplicação na Parte 1 somente
Part2Only: aplicação na Parte2 somente
TextOnly: aplicação na Parte1 e Parte2 somente
DurOnly: aplicação na duração somente
Likelihood Texto 1 "?" se a correspondência não é segura
Prompt Texto 100 Usado para exibir uma mensagem se likelihoo = ?
YearStart Número Inteiro longo Ano de codificação inicial para o uso da entrada

YearEnd Número Inteiro longo Ano de codificação final (inclusive) para o uso da entrada
DateIn Data/hora Data/hora em que o registro foi criado
UserIn Texto 50 Nome do usuário que criou o registro
DateOut Data/hora Data/hora em que o registro foi excluído
UserOut Texto 50 Nome do usuário que excluiu o registro
Comments Texto 100 Texto livre
NoApplyForDT Texto 1 Não aplica o filtro quando o Iris roda o procedimento Gerar Dicionário
AddResultInDT Texto 1 Se o filtro for aplicado com sucesso, inclua o string de saída no dicionário

6.1.5. Separators

A tabela Separators tem exatamente a mesma estrutura das tabelas de padronização


(ver capítulo Standardisation0, Standardisation1 e Standardisation2). Para uma explicação de
como usar a tabela Separators, ver o capítulo Padronização.

Um conjunto mínimo de expressões de separação é fornecido durante a instalação do


Iris.

6.1.6. TimeIntervals

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

A tabela TimeIntervals tem exatamente a mesma estrutura das tabelas de


padronização (ver capítulo Standardisation0, Standardisation1 e Standardisation2). Para uma
explicação de como usar a tabela TimeIntervals, ver capítulo Padronização.

Um conjunto mínimo de expressões de intervalo de tempo é fornecido durante a


instalação.

Há duas tabelas: "TimeIntervals_Ref", usa parêntesis "()" como delimitador para


intervalos de tempo, e a tabela "TimeIntervals", usa o parágrafo "§" como delimitador
para intervalos de tempo. Entretanto, se você quiser identificar o intervalo de tempo no
texto, o caractere "§" pode ser usado se ele for definido como delimitador de intervalo
de tempo em Opções (ver capítulo Opções).

6.1.7. ValidIcdCodes

Esta tabela deve estar presente na base de dados Tabela, é fornecida pelo Grupo
Central do Iris e não deve ser modificada pelos usuários.

A tabela ValidIcdCodes contém a lista cd códigos CID-10 que podem ser usados
durante a codificação com o Iris, assim como as propriedades de cada código. O Iris
usa apenas códigos CID-10 válidos e códigos produzidos.

Além disso, essa tabela contém os rótulos de descrição dos códigos CID-10. É
permitido ao usuário traduzir as descrições para o seu idioma (ver capítulo Traduzindo as
descrições dos códigos CID-10).

Tabela 14 Descrição da tabela ValidIcdCodes


Nome Tipo Tamanho Comentários
Icd Texto 5 Código CID-10
Label Memo Descrição do código CID-10 (você pode traduzir para o seu idioma)
Asterisk Booleano "Sim" se o código for um código asterisco
"Sim" se o código pode ser alterado de acordo com a duração. A duração
AffectedByDuration Booleano
pode ser expressada como uma data de início ou como duração.
NationalExtension Booleano "Sim" para códigos que não são válidos internacionalmente
YearStart Número Inteiro longo Ano de codificação inicial para o uso da entrada
YearEnd Número Inteiro longo Ano de codificação final (inclusive) para o uso da entrada
DateIn Data/hora Data/hora em que o registro foi criado
UserIn Texto 50 Nome do usuário que criou o registro
DateOut Data/hora Data/hora em que o registro foi excluído
UserOut Texto 50 Nome do usuário que excluiu o registro

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Comments Texto 100 Texto livre

6.1.8. NonConsistentIcdCodes

Esta tabela lista os códigos que são limitados no seu uso de acordo com o sexo, idade,
doenças raras ou não são válidos para a causa básica, e declara as restrições que
são aplicadas a cada código. Os códigos CID-10 que não têm qualquer restrição não
são incluídos nesta tabela. Se o Iris encontrar um código CID-10 que esteja presente
na tabela e as condições especificadas forem atendidas, o Iris exibirá uma mensagem
de erro.

Uma vez que os padrões de doenças variam consideravelmente de região para região,
apenas um conjunto básico de restrições são incluídas na tabela
NonConsistentIcdCodes (NCIC) durante a instalação. Assim como em relação ao
dicionário e às tabelas de padronização, você deverá adaptar a tabela
NonConsistentIcdCodes às necessidades do seu país.

Tabela 15 Descrição da tabela NonConsistentIcdCodes (NCIC)


Nome Tipo Tamanho Comentários
NcicIcd Autonumeração Inteiro longo Campo autoincremental para chave primária
Icd Texto 5 Código CID-10. Se faixa, o primeiro código da faixa
Icd2 Texto 5 Código CID-10. Se faixa, o último código da faixa.
InconsistentFor Texto 1 U: para causa básica (UC) apenas
M: para causas múltiplas (MC) apenas
A: para ambos (UC e MC)
I: para lesão (apenas para o campo lesão principal)
Sex Texto 1 M: masculino, F: feminino, 9: ignorado
SexConsistency Texto 1 C: compulsório, M: talvez, 9: ignorado
LowerAgeLimit Número Inteiro 999: ignorado;
000: menos de 1 dia (<24horas)
001-006: >= 1 dia e < 7 dias (dias);
011-013: >= 7 dias e < 28 dias (semanas);
101-111: >=28 dias e < 1 ano (meses);
201-299: >= 1ano e < 100 anos (anos);
300-324: >=100 anos e < 124 anos (anos)
UpperAgeLimit Número Inteiro 999: ignorado;
000: menos de 1 dia (<24horas)
001-006: >= 1 dia e < 7 dias (dias);
011-013: >= 7 dias e < 28 dias (semanas);
101-111: >=28 dias e < 1 ano (meses);

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201-299: >= 1ano e < 100 anos (anos);


300-324: >=100 anos e < 124 anos (anos)
AgeConsistency Texto 1 C: compulsório, M: talvez, 9: ignorado
RareDisease Texto 1 Y: sim, N: não
PromptRare Texto 255 Mensagem para verificação de doença rara
UnderlyingCauseUse Texto 1 Y: sim, N: não, M: talvez
PromptUc Texto 255 Mensagem para verificação de causa básica
NationalExtension Booleano "Sim" para códigos que não são válidos
internacionalmente
Nome Tipo Tamanho Comentários
YearStart Número Inteiro longo Ano de codificação inicial para o uso da entrada
YearEnd Número Inteiro longo Ano de codificação final (inclusive) para o uso da
entrada
DateIn Data/hora Data/hora em que o registro foi criado
UserIn Texto 50 Nome do usuário que criou o registro
DateOut Data/hora Data/hora em que o registro foi excluído
UserOut Texto 50 Nome do usuário que excluiu o registro
Comments Texto 100 Texto livre

6.2. Base de dados de Declaração

Um lote de trabalho consiste de duas tabelas: uma tabela "Ident" e uma tabela
"MedCod".

 A tabela "Ident" contém todos os dados individuais, exceto as causas de morte;


 A tabela "MedCod" contém as causas de morte

A tabela "Ident" tem um registro para cada atestado de óbito e a tabela "MedCod" tem
um registro para cada linha com causas de morte.

Quando você instala o Iris, a base de dados de Declarações inclui duas tabelas
denominadas referenceIdent e referenceMedCod35. Você pode usá-las como
"templates" quando for criar seus próprios lotes de trabalho.

6.2.1. Tabela de Identificação (Ident)

Quando você criar essa tabela, você deve declarar a chave do atestado (número da
DO), data de nascimento, data do óbito e sexo. Os demais campos serão preenchidos
pelo Iris ou devem ser deixados como na tabela referenceIdent36, fornecida pelo Iris.
35
Na versão 5.3.3 as tabelas que são incluídas na instalação denominam-se aaareferenceIdent e aaareferenceMedCod. NT.
142
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Tabela 16 Descrição da tabela de Identificação (Ident)


Nome Tipo Tamanho Comentários
CertificateKey Texto 30 Chave primária
LastChange Data/hora Quando o registro foi salvo por último
DateBirth Data/hora O formato da data depende da linguagem do sistema (cultura do Windows).
Depende do usuário o gerenciamento de formatos de datas não
padronizadas que possam causar problemas com o Iris.37
DateDeath Data/hora O formato da data depende da linguagem do sistema (cultura do Windows).
Depende do usuário o gerenciamento de formatos de datas não
padronizadas que possam causar problemas com o Iris.38
Age Texto 20 Idade como alternativa à data de nascimento e data do óbito39
Sex Texto 1 1 = masculino; 2 = feminino; 3 até 8 = ignorado; 9 = dados ausentes
MannerOfDeath Número Byte 0: Natural (doença)
1: Homicídio
2: Acidente
3: Aguardando investigação
4: Suicídio
5: Não pode ser determinada
6: Não preenchido (desconhecido)
7: Durante tratamento médico40
8: Intervenção legal
9: Guerra
UCCode Texto 5 Causa básica da morte
MainInjury Texto 5 Código da lesão principal
Status Texto 10 Initial: o registro não foi processado pelo Iris
Rejected: durante o processamento, o registro foi rejeitado para intervenção
manual
Final: registro codificado plenamente
Closed: registro que não pode mais ser alterado
Reject Texto 10 No Sem rejeição
Syntax O string no campo CID-10 não é um código
CID-10
Code Não há um código no dicionário para essa
causa de morte
MultipleCause A tabela de causas múltiplas rejeitou o registro

36
Na realidade, a tabela aaareferenceIdent vem vazia quando você instala o Iris. Pode-se usar como referencia a tabela
testIdent, igualmente fornecida durante a instalação. NT.
37
O campo DateBirth deve ser verificado antes de dar entrada no Iris e se necessário deve ser imputada uma data válida.
38
O campo DateDeath deve ser verificado antes de dar entrada no Iris e se necessário deve ser imputada uma data válida.
39
Alguns países não podem usar a data de nascimento e data do óbito devido à legislação de proteção de dados. Se houver
necessidade de suprimir as datas de nascimento e de óbito reais, ou se as datas não são disponíveis, o sistema de dados de
mortalidade geral deve calcular datas aleatórias em função das idades apropriadas. Sempre inicie o cálculo a partir da data
de óbito padrão e calcule a data de nascimento para trás.
40
Na versão testada não foi encontrada a correspondência entre a caixa Modo de morrer da janela do Iris e esse valor
(durante tratamento médico). NT.
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

As tabelas de decisão estão inseguras quanto à


MayBe causa básica
Rejeitado por razões de intervalo
Interval A lesão principal é necessária, mas não existe
MainInjury Rejeitado pelo codificador para revisão
Coder posterior

Coding Text 10 Automatic Causas múltiplas de básica atribuídas pelo Iris


Manual Causas múltiplas e básica atribuídas manualmente
CodingVersion Text 255 Versão do Iris e tabelas usadas para codificação
CodingFlags Text 50 Marcadores de codificação podem ser usados para ajudar a escolher o
código correto no dicionário (ver Dictionary). Quando vários marcadores
devem ser especificados nesse campo, o separador é o caractere "|".
SelectedCodes Texto 255 Códigos CID-10 correspondentes à expressão no atestado de óbito, antes de
substituições ou modificações.
SubstitutedCodes Texto 255 Códigos CID-10 após a substituição (ver tabela IcdSubstitution acima)
ErnCodes Texto 255 -
AcmeCodes Texto 255 Códigos CID-10 após o MUSE
MultipleCodes Texto 255 Códigos para estatísticas e análises de causas múltiplas
Comments Memo Caixa de texto para comentários na janela principal do Iris
FreeText Memo Caixa de texto livre na janela principal do Iris
ToDoList Memo Caixa de lista de tarefas na janela principal do Iris
CoderReject Texto 1 "1" se o registro foi rejeitado pelo codificador
DiagnosisModified Texto 1 "1" se o texto diagnóstico foi modificado pelo codificador
Residence Texto 50
Name Texto 50
Address Texto 50
41
AutopsyRequested Texto 1 U = ignorado; N = Não (ambos são opcionais)
42
AutopsyUsed Texto 1
RecentSurgery Texto 1 Preenche com "1" se a cirurgia foi realizada dentro de quatro semanas antes
da morte. U = ignorado; N = não (ambos opcionais0
DateOfSurgery Data/hora
ReasonSurgery Memo
DateOfInjury Data/hora
PlaceOfOcurrence Texto 1
ActivityCode Texto 1
ExternalFreeText Memo Descrição em texto livre de como ocorreu a lesão ou o envenenamento
Pregnancy Texto 1 0 = Grávida no momento da morte
1 = Esteve grávida num período de 42 dias antes da morte
2 = Esteve grávida num período de 43 dias e 1 ano antes da morte

41
Na versão testada, o campo é preenchido com "1" quando é habilitada a opção: Autópsia: solicitada. NT.
42
Na versão testada, o campo é preenchido com "1" quando é habilitada a opção: Autópsia: achados usados na certificação.
NT.
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

3 = Não estava grávida


9 = Ignorado
Stillbirth Texto 1 Preencher com "1" se óbito fetal
MultiplePregnancy Texto Preencher com "1" para fetos e recém-nascidos de gravidez múltipla
CompletedWeeks Texto 2 Idade gestacional em semanas completadas
BirthWeight Texto 4
AgeOfMother Texto 2
ConditionMother Memo Condições maternas que afetaram o feto/recém-nascido
CertImage Texto 255 Nome do arquivo de imagem da declaração. Várias imagens podem ser
especificadas, separadas pelo caractere "|"

6.2.2. Tabela de causas médicas de morte (MedCod)

A tabela "MedCod" contém as causas de morte e tem um registro para cada linha do
atestado que contém uma causa de morte.

Os dois campos CertificateKey e LineNb juntos constituem a chave primária da tabela.

Tabela 17 Descrição da tabela de Causas médicas de morte (MedCod)


Nome Tipo Tamanho Comentários
CertificateKey Texto 30 Chave primária do registro pai na tabela "Ident"
LineNb Número Inteiro 0-4 Linhas A - E na Parte 1
5 Parte 2
TextLine Memo Causas de morte em texto livre
CodeLine Texto 255 Códigos CID-10 correspondentes às causas de morte no campo "TextLine"
IntervalLine Texto 255 Duração, início ou status para as causas no campo "TextLine"
CodeOnly Texto 1 Preencher com "1" se o registro "MedCod" for em modo Entrada de código
LineCoded Texto 1 Preencher com "1" se o registro "MedCod" for em modo entrada de texto

7. Padronização no Iris

As causas de morte são geralmente declaradas pelos médicos no atestado de óbito


com uma rica e variada linguagem. Por exemplo, na Franca, o código "I219"
correspondente a "Infarto agudo do miocárdio", inclui mais de 400 entradas no
dicionário. Sinonímia ("necrose myocardique"), abreviações ("IDM"), adjetivos
qualificadores ("infarctus du myocarde brutal terminal") e todas as possíveis
combinações podem explicar essa proliferação de terminologia médica. Alguns
idiomas, além do francês, são ainda mais inclinados a oferecer uma grande variedade
de expressões possíveis para um mesmo código da CID-10.
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02 de novembro de 2016
Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

No Iris, a tabela Dictionary dá a correspondência entre a expressão textual de um


diagnóstico ("Infarctus aigu du myocarde") e um código da CID-10 ("I219"). É
importante que o dicionário permaneça com um tamanho razoavelmente gerenciável,
principalmente porque seria mais fácil atualizá-lo e mantê-lo consistente. O dicionário
deve então incluir apenas expressões padrão, e as outras expressões mencionadas
pelos médicos podem ser direcionadas para essas expressões padrão. Isso pode ser
feito de forma manual ou automatizada. O Iris propõe uma forma de fazê-lo
automaticamente.

O Iris emprega "regras" para padronizar os textos das causas de morte. Essas regras
são escritas pelo usuário e dependem do idioma em que as causas de morte são
declaradas (sueco, alemão, francês, ...). A regra consiste de dois filtros. O primeiro
filtro (FilterIn) identifica o "contexto". O conteúdo do segundo filtro (FilterOut) substitui
o contexto quando ele é reconhecido. Por exemplo, se FilterIn é a palavra "provável" e
FilterOut é vazio, todas as ocorrências da palavra "provável" será excluída. Portanto,
quando o diagnóstico "Infarto provável" for encontrado no atestado de óbito, ele será
direcionado para "Infarto". A sintaxe de FilterIn e FilterOut é baseada em uma
linguagem denominada "Expressões Regulares" (RegEx). A linguagem RegEx é muito
usada para processar cadeias de caracteres, tendo alcançado um status de "quasi
standard".

Expressões regulares (RegEx) são strings padronizados que permitem a busca por
cadeias de caracteres específicos. São amplamente utilizados e podem ser
incorporados em muitas linguagens de programação. Algumas linguagens de
programação usam variações da RegEx, mas as expressões descritas neste tutorial
são largamente difundidas e o modo comum de escrever em RegEx.

As páginas seguintes mostrarão como expressar um contexto com RegEx. A seguir


serão apresentadas as regras. O algoritmo de padronização usado pelo Iris será
detalhado e finalmente serão mostrados alguns exemplos.

Você encontrará informações adicionais sobre o RegEx em "Tutorial Expressões


Regulares" no Centro de Download do Iris.

7.1. Contexto

146
02 de novembro de 2016
Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

O primeiro problema é identificar o contexto com a expressão regular. Essa expressão


será armazenada em FilterIn.

Com o processo de padronização do Iris deve-se saber que:

 A correspondência nos filtros não diferencia maiúsculas de minúsculas.


 Os espaços antes e depois das expressões são sempre excluídos antes da
aplicação da regra.
 Os espaços em branco múltiplos no interior das expressões são sempre
convertidos em espaço único antes da aplicação da regra.

Isto significa que, quando identificar um contexto, o usuário não deverá se preocupar
com esses aspectos e lembrar que isso é feito pelo Iris. Em particular, o usuário não
precisará se incomodar com espaços eventualmente criados pelas regras de
padronização.

Diferentes tipos de contextos serão analisados abaixo.

Uma cadeia de caracteres específica

Quando um contexto é uma cadeia de caracteres, apenas especifique essa cadeia em


FilterIn. A expressão "neo" reconhecerá a cadeia "neo" em qualquer situação:
"perineoretal", "neocarcinoma", "períneo" ou "neo".

Uma cadeia de caracteres específica iniciando uma palavra

Se a cadeia de caracteres deve ser reconhecida no início de uma palavra, inclua o


metacaractere \b antes da cadeia (\b é reconhecido como limite de uma palavra). A
expressão "\bneo" irá identificar a cadeia "neo" quando for precedida de um espaço
("diabetes e neoplasia"), qualquer caractere de pontuação ("diabetes,neoplasia") ou no
início de uma linha ("neonatal morte"). Essa expressão também identificará a cadeia
"neo" como uma palavra.

Uma cadeia de caracteres específica terminando uma palavra

Inclua o metacaractere \b após a cadeia. A expressão "natal\b" irá identificar a cadeia


"natal" quando for seguida de um espaço ("neonatal morte"), quando for seguida de
um caractere de pontuação ("perinatal,prematuro") ou no final de uma linha
("neonatal"). Essa expressão também identifica a cadeia "natal" como uma palavra.
147
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Uma cadeia de caracteres específica como uma palavra

Inclua o metacaractere \b antes e após a cadeia de caracteres. A expressão


"\bcarcinoma\b" será reconhecida apenas se for precedida ou seguida de espaços,
pontuações ou limites de linha, em qualquer combinação. Observe que este é o
melhor meio de expressar sinonímias. Por exemplo, se você quer substituir "neo" por
"câncer", você terá que identificar "neo" como uma palavra. Caso contrário, poderá
alterar a palavra "neonatal" para "cancernatal", o que não faria nenhum sentido.

Uma classe de caracteres

Você pode querer reconhecer qualquer letra, ou dígito, ou mesmo qualquer caractere
ao invés de uma cadeia de caracteres específica. Existem várias maneiras de se
reconhecer uma classe de caracteres:

\d reconhece um dígito (0-9)

\w reconhece uma letra, um dígito ou uma subtraço

[...] reconhece uma classe de caracteres. Por exemplo, [0-9] reconhece um digito,
[a-z] uma letra minúscula, [-_] um hífen e um subtraço. Observe a diferença entre
[az], que corresponde a "a" ou "z", e [a-z], que corresponde a todas as letras entre
"a" e "z"

. (ponto final) reconhece qualquer caractere

O começo de uma linha

O caractere "^" identifica o começo de uma linha

O fim de uma linha

O caractere "$" identifica o fim de uma linha

Alternativa

O caractere "|" significa "ou". Por exemplo, "a|z" significa "letra a" ou "letra z". É a
mesma expressão de [az]. O caractere "|" expressa uma alternativa entre o que está à
esquerda e o que está à direita. "câncer|neoplasia do fígado" corresponde a tanto
"câncer" quanto a "neoplasia do fígado". Se a intenção for corresponder com "câncer

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

de fígado" ou "neoplasia do fígado", utilize parêntesis para limitar o escopo da


alternativa. Nesse caso, "(câncer|neoplasia) do fígado" é a expressão correta.

Quantificadores

Um quantificador expressa um número de elementos; ele é colocado logo após o


elemento a ser quantificado:

? 0 ou 1 elemento

+ 1 a n elementos

* 0 a n elementos

{a,b} a a b elementos. Se b = a, pode ser escrito {a}.

Exemplos de uso de quantificadores:

 "s?" identifica 0 ou 1 "s". Por exemplo, "artérias?" corresponde a "artéria" ou


"artérias"
 "\w+" reconhece uma palavra, incluindo letras, dígitos e subtraços (não
hífens...)
 ".*" reconhece qualquer número de qualquer caractere, incluindo uma cadeia
vazia
 \d{2} reconhece dois dígitos

Caractere de escape

Alguns caracteres chamados metacaracteres tem um significado específico em


RegEx: por exemplo, "+" é um quantificador, "$" marca o término de uma linha; "."
significa qualquer caractere, etc. Se for necessário usar um desses caracteres com o
seu significado normal é necessário "escapá-lo". Isso é feito usando o metacaractere
"\". Por exemplo, se você quiser identificar um ponto final seguido de um dígito, você
terá que escrever "\.\d" e não ".\d", que significa qualquer caractere seguido de um
dígito. Você não precisará escapar caracteres especiais quando usados em uma
classe de caracteres com []. Portanto "[.]\d" e "\.\d" são equivalentes.

Observe que:
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

 "\" também é usado para transformar alguns caracteres normais em


metacaracteres (p.ex. "\w" significa qualquer letra e "w" é a letra w).
 em sendo "\" um metacaractere, deverá ser escapado para expressar uma
barra invertida ("\\").

Parêntesis

Os parêntesis são usados para agrupar elementos. Por exemplo, se você desejar
aplicar um quantificador para vários elementos, deve usar os parêntesis. "[.]\d"
reconhece um ponto final seguido de um dígito opcional, mas "([.]\d)?" reconhece zero
ou um par de um ponto final seguido de um dígito. Parêntesis também podem ser
usados para identificar parâmetros (ver capítulo Algoritmo de padronização).

7.2. Regras

Uma regra de padronização é expressa por um filtro de entrada (FilterIn) e um filtro de


saída (FilterOut). Como visto anteriormente, o FilterIn inclui uma expressão regular
que será usada para identificar um determinado contexto. Se esse contexto for
identificado com sucesso, ele será convertido pelo conteúdo de FilterOut.

Tabela 18 Exemplo de regra de padronização


FilterIn FilterOut
neoplasia maligna cancer

Significa que cada vez que a cadeia de caracteres específica "neoplasia maligna" for
encontrada, ela será substituída pela cadeia de caracteres "cancer". Essa regra define
uma sinonímia.

As regras podem ser categorizadas em 2 classes: exclusão e modificação.

7.2.1. Regras de exclusão

No caso de exclusão, o FilterOut estará vazio.

Um primeiro tipo de exclusão consiste em descartar uma palavra específica. Se o


FilterIn contiver a expressão "\bprovavel\b" e FilterOut estiver vazio, todas as
ocorrências da palavra "provavel" serão descartadas do texto de causas de morte.

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Um segundo tipo de exclusão se refere a classes de palavras. Por exemplo, o adjetivo


"maciço". Considerando as formas de número e gênero (em português o adjetivo
concorda com o substantivo), nós gostaríamos de excluir "maciço", "maciços",
"maciça" e "maciças". Isso pode ser feito com quatro filtros diferentes, evidentemente,
mas é mais fácil usar apenas um filtro. Nesse caso, o fator comum das quatro palavras
é "maciç". Entretanto, se nos incluirmos "maciç" em FilterIn, apenas essas cinco letras
seriam reconhecidas e excluídas, e a expressão "embolias pulmonares maciças"
resultaria em "embolias pulmonares as", porque "as" não seria reconhecida. É
importante compreender que apenas aquilo que for reconhecido será excluído. Assim,
a expressão correta para o FilterIn nesse caso é "maciç(a|o)s?", que significa a
cadeia de caracteres "maciç" seguido de "a" ou "o" e um "s" opcional.

Algumas vezes, em uma classe de palavras, um caractere pode ser opcional: por
exemplo, na classe de palavras "pos operatório", "pos-operatorio", "pos op", "pos-op",
o hífen é opcional. A expressão "pos-? ?op[a-z]*" corresponderá às quatro palavras (a
expressão "-? ?" faz com que o hífen e o espaço sejam opcionais, e a expressão "[a-
z]*" significa 0 a n letras.

Exclusões podem ser mais complexas. Por exemplo, a seguinte expressão identifica
um código CID-10 com 2 ou 3 digitos: "\b[a-z]\d\d(\.\d)?\b". Vamos analisar esta
expressão:

\b limite da palavra
[a-z] uma letra
\d\d 2 dígitos
(\.\d)? um ponto seguido de um dígito (opcional)
\b limite da palavra

Então, essa expressão corresponde aos códigos "A10" assim como "A12.7", mas não
com "A127".

Observar que apenas letras minúsculas foram empregadas, pois o Iris faz as
comparações independentemente do tipo de caixa.

7.2.2. Regras de modificação

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

As regras de modificação usam o campo FilterOut. Quando uma expressão regular em


FilterIn encontra correspondência em uma cadeia de caracteres, o que for reconhecido
pelo RegEx será substituído pelo conteúdo em FilterOut.

Tabela 19 Exemplo de regra de modificação


FilterIn FilterOut
neoplasia maligna cancer

No exemplo acima, a palavra "cancer" substituirá "neoplasia maligna". Isso funciona


quando FilterIn é uma cadeia específica, mas quando o contexto inclui uma classe de
caracteres, isso não é suficiente. Vamos supor que queiramos mudar uma expressão,
como "neoplasia maligna de pulmão" para "cancer de pulmao". FilterIn irá ler:

Tabela 20 Exemplo de FilterIn


FilterIn FilterOut
neoplasia maligna \w+ cancer

onde \w+ significa uma palavra não vazia (1 a n letras, dígito ou subtraço). Nesse
ponto, FilterOut deve mencionar a palavra identificada por \w+ após a palavra "cancer".
Para fazer isso, RegEx pode usar os parêntesis e o metacaractere "$". A regra ficaria:

Tabela 21 Exemplo de FilterOut


FilterIn FilterOut
neoplasia maligna (\w+) câncer $1

os parêntesis "capturam" a palavra e $1 retorna essa palavra (na verdade, o conteúdo


do primeiro par de parêntesis em FilterIn).

Então, os parêntesis em FilterIn podem ser retornados em FilterOut usando a notação


$i, onde i é a posição dos parêntesis. No FilterIn "(aaa) bbb (ccc)", $1 se refere a "aaa"
e $2 a "ccc".

Mais complexo: em "((aaaa) bbbb (cccc))", $1 se refere a "aaaa bbbb cccc", $2 a


"aaaa" e $3 a "cccc"!

Para resumir, o único metacaractere usado em FilterOut é "$". Note que seu
significado em FilterOut é diferente do significado em FilterIn (término da cadeia).
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7.3. Algoritmo de padronização

A padronização no Iris consiste na modificação ou deleção de algumas partes do texto


nas causas de morte. O processo de padronização é baseado em cinco tabelas
(Standardisation0, Standardisation1, Separators, TimeIntervals e Standardisation2).
Cada tabela tem exatamente a mesma estrutura (ver essas tabelas no capítulo
Standardisation0, Standardisation1 e Standardisation2). A única diferença é a
sequência de aplicação dessas tabelas:

Tabela 22 Sequência das tabelas de padronização

Padronização Sequência Onde são aplicadas


Standardisation0 1 Texto
Standardisation1 2 Texto e duração
Separators 3 Texto
TimeIntervals 4 Texto e duração
Standardisation2 5 Texto

A tabela Standardisation1 apenas ocorre no campo de intervalo de tempo se a opção


"Padronização 1 sempre" estiver habilitada em Opções. As regras podem ser
agrupadas utilizando a mesma chave. Isso torna as tabelas de padronização mais
fáceis de ler, mas mais importante que isso é que cada grupo é aplicado no seu todo.
O algoritmo é o seguinte:

Ler as linhas de texto das causas de morte

Tentar codificar as causas

while não forem codificadas todas as causas

For cada grupo da tabela Standardisation0

aplicar o grupo para as causas não codificadas

se forem codificadas todas as causas

parar a padronização

End for

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

For cada grupo da tabela Standardisation1

aplicar o grupo para as causas não codificadas

tentar codificar as causas não codificadas

se forem codificadas todas as causas

parar a padronização

End for

For cada grupo da tabela Separator

aplicar o grupo para as causas não codificadas

tentar codificar as causas não codificadas

se forem codificadas todas as causas

parar a padronização

End for

For cada grupo da tabela TimeIntervals

aplicar o grupo para as causas não codificadas

tentar codificar as causas não codificadas

se forem codificadas todas as causas

parar a padronização

End for

For cada grupo da tabela Standardisation2

aplicar o grupo para as causas não codificadas

tentar codificar as causas não codificadas

se forem codificadas todas as causas

parar a padronização

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

End for

End while

Ao fim desse processo, os diagnósticos não codificados são reportados ao usuário.

7.3.1. Qual tabela usar?

 A tabela Standardisation0 deve ser usada para regras que são aplicadas antes
de qualquer codificação: nenhuma tentativa de codificação é realizada antes ou
durante a aplicação da tabela Standardisation0.
 A tabela Standardisation1 deve incluir as regras que executam as exclusões ou
modificações mais frequentes.
 A tabela Separators deve reunir todos os filtros dedicados ao processo de
separação de diagnósticos fora do padrão. Geralmente, o separador padrão é a
vírgula (","). Entretanto os médicos podem usar um separador diferente em
alguns casos, como uma palavra ("com", "devido a"), ou caracteres especiais
("/", "-", ...). Separadores não causais devem ser substituídos pelo separador
padrão (","). Um separador causal deve ser substituído pelo caractere especial
"|" (ver exemplos no fim deste capítulo).
 A tabela TimeIntervals objetiva padronizar as várias expressões de início de
uma condição. O Iris requer intervalos de tempo de forma padronizada (ver
"Intervalo de tempo e status da afecção"). Evidentemente, os médicos não estão
cientes disso e é possível automatizar essa padronização. Por exemplo, você
pode usar os filtros da tabela TimeIntervals para formatar a expressão "há 2
anos" na forma padronizada de intervalo de tempo do Iris (2Anos). Além disso,
muitos médicos usam datas ao invés de intervalos (p.ex.: "em março de 2001")
e é possível forçar o Iris a calcular o intervalo e padronizá-lo. Veja os Exemplos
no fim deste capítulo. Observe que esta tabela também se aplica ao texto
digitado na coluna Intervalo de tempo do atestado de óbito.
 A tabela Standardisation2 deve incluir as regras de último recurso (exceções,
por exemplo).

Observe que a ordem das regras é importante. Por exemplo, se você quiser
padronizar expressões como "cancer pulmonar" para "cancer pulmao", todos os

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sinônimos de câncer devem ser substituídos antes. Isto evitará uma regra específica
para "neoplasia maligna pulmonar", por exemplo.

7.3.2. Como agrupar as regras?

As regras devem ser agrupadas de acordo com o que elas fazem. Por exemplo,
agrupe todas as regras que lidam com a padronização do hífen juntas. As regras
devem ser agrupadas atribuindo a mesma Chave Principal (MainKey) na tabela de
padronização. É uma boa prática denominar a Chave Principal iniciando com um
número, de modo que o lugar do grupo entre os demais da tabela possa ser
controlado. Se desejar que as regras sobre o hífen sejam as primeiras na tabela
Standardisation1, o campo MainKey deve ser "0010Hifen", por exemplo. Dentro de
cada grupo, as regras podem ser ordenadas usando o campo Ordem (Rank). É
aconselhável usar um sistema numérico que permita a inclusão fácil de novas regras
(p.ex.: "000100", "000200").

Observe que as exceções às regras podem ser gerenciadas com a padronização do


Iris. Por exemplo, muitas vezes a palavra "terminal" (estágio final) não influencia a
codificação, exceto para "insuficiência renal". Insuficiência renal é codificada em N19 e
insuficiência renal terminal em N180. Em qualquer outra situação, a expressão
"terminal" pode ser excluída. Se a regra que exclui "terminal" for colocada no fim da
tabela Standardisation1 ou Standardisation2, ela não será aplicada para "insuficiência
renal terminal" porque essa expressão já terá sido codificada nas tentativas anteriores.

7.4. Exemplos

7.4.1. Correção de grafia (alemão)

A padronização em alemão direciona "β", "ä", "ö" e "ü" em qualquer contexto para "ss",
"ae", "oe" e "ue", respectivamente. A padronização em alemão também direciona as
letras "k" e "z" para "c" quando essas letras são parte de uma palavra. Assim, "k" e "z"
devem ser seguidas ou precedidas de letras.

Tabela 23 Exemplos de padronização em alemão


Chave principal Ordem FilterIn FilterOut
0020BuchstNorm 0010 ä ae
0020BuchstNorm 0020 ö oe

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0020BuchstNorm 0030 ü ue
0020BuchstNorm 0035 β ss
0020BuchstNorm 0040 [kz]([a-z]) c$1
0020BuchstNorm 0050 ([a-z])[kz] $1c

Essas regras podem ser colocadas tanto na tabela Standardisation1 quanto na tabela
Standardisation2.

7.4.2. Hífens

Hífens são amplamente empregados com diferentes significados:

 como um separador de palavras, equivalente à vírgula


 no início da linha (equivalente a um marcador)
 no fim da linha (equivalente a um ponto final)
 como separador de algarismos em uma data

Dependendo da situação e do idioma, o hífen deve ser descartado, mantido ou


substituído por um separador padrão. As seguintes regras são um exemplo de
padronização do hífen.

Tabela 24 Exemplos para a padronização do hífen


Chave principal Ordem FilterIn FilterOut Exemplo
0030Hifen 0010 ^-\s?([a-z]) $1 "-artrite" → "artrite"
0030Hifen 0020 ([a-z])\s?-$ $1 "parkinsonismo-"→"parkinsonismo"
0030Hifen 0030 ([a-z]\s)-(\d) $1$2 "DM -98"→"DM 98"
0030Hifen 0040 (\d)\s?-\s?(\d) $1-$2 "1998 - 10"→"1998-10"
0030Hifen 0050 ([a-z])\s?-\s?([a-z]{2}) $1,$2 "DM - infarto"→"DM,infarto"

 a regra 0010 exclui o hífen do início da linha (uso do "^")


 a regra 0020 exclui o hífen do fim da linha (use do "$")
 a regra 0030 exclui o hífen antes de um dígito quando precedido de uma
palavra
 a regra 0040 exclui os espaços próximos ao hífen entre números (data)
 a regra 0050 substitui o hífen entre palavras pela vírgula

De novo, essas regras são apenas exemplos e devem ser adaptadas aos costumes
nacionais.
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7.4.3. Plural para singular (Suécia)

Quando as formas plurais não alteram a codificação e podem ser facilmente


identificadas, a forma singular pode ser considerada a forma padrão e o plural
convertido em singular. As seguintes regras são aplicadas na Suécia.

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Tabela 25 Exemplos de plural para singular


Chave principal Ordem FilterIn FilterOut Exemplo
0030Plural 0010 ([a-z]enen\b $1en "benen"→"bem"
0030Plural 0020 ([a-z]+rala\b $1al "centrala"→"central"

7.4.4. Exclusão de códigos CID-10

Tabela 26 Exemplo para exclusão de códigos CID-10 no texto diagnóstico


Chave principal Ordem FilterIn FilterOut Exemplo
040IcdCode 0010 \b[a-z]\d\d([.]\d+)?\b "IAM I21.9"→"IAM"

Este RegEx já foi comentado anteriormente (ver capítulo Regras de exclusão). Uma
pequena modificação foi feita para aceitar um quinto caractere opcional, após o quarto
caractere opcional.

Quando aplicado à expressão "Pneumonia J18.", esta regra dará a saída


"Pneumonia.". Estranho? Não. O filtro "\b[a-z]\d\d" captura "J18". A parte opcional
"([.]\d+)?" não captura o ponto final43, que não faz parte do contexto e é mantido.

7.4.5. Separadores

Separadores não causais

O Iris solicita um único delimitador para separar os termos diagnósticos. O delimitador


padrão é a vírgula (","). Entretanto, o texto original pode ter diagnósticos separados
por outros delimitadores, por exemplo, pontos. A regra geral poderia ser "transformar
pontos que separam palavras em vírgulas". Porém, ela não se aplicaria para pontos
que separassem dígitos ou pontos no fim da linha. Na primeira situação, os pontos
deveriam ser mantidos e na última, excluídos. Isso levaria às seguintes regras:

43
A parte opcional "([.]\d+)?" captura "um ponto seguido de um ou mais dígitos".NT.
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Tabela 27 Exemplos para a tabela Separators


Chave principal Ordem FilterIn FilterOut
0010FullStops 0020 [\s.]*[.][\s.]*$
0010FullStops 0030 ([0-9])[\s.]*[.][\s.]*(0-9]) $1.$2
0010FullStops 0040 ([a-z])[\s.]*[.][\s.]*([a-z]) $1, $2

A primeira regra exclui qualquer combinação de espaço e ponto, em qualquer ordem,


colocada no fim da linha desde que haja pelo menos um ponto. Vamos analisar essa
expressão:

[\s.]* 0 a n combinações de espaço e ponto, em qualquer ordem ou número

[.] 1 ponto

[\s.]* 0 a n combinações de espaço e ponto, em qualquer ordem ou número

$ fim da linha

A segunda regra substitui espaços e pontos entre dígitos por um ponto. A última regra
substitui pontos e espaços entre palavras por uma vírgula.

Separadores causais

O separador causal padrão para o Iris é "|" (barra vertical). Quando esse separador é
encontrado em uma linha, o diagnóstico à direita é deslocado para a linha abaixo.
Assim, a configuração "A | B" é interpretada como "A é devido a B".

Tabela 28 Exemplos de separadores causais


Chave principal Ordem FilterIn FilterOut
00100Devido 0010 \bdevidos? ao?s?\b |
00100Devido 0020 \bdevidas? ao?s?\b |
00300Resultando 0030 (.+) resultando em (.+) $2|$1
00400Diarreia 0010 Diarreia e desidratação Desidratação | diarreia

Na tabela acima, as duas primeiras regras detectam casos em que o médico escreveu
coisas como "metástases devidas ao câncer". Nesse caso, a regra irá substituir a
expressão original por "metástases | câncer". Se isso ocorrer na linha A, por exemplo,
"câncer" será deslocado para a linha B.

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7.4.6. Intervalos de tempo

Existem dois tipos de regras de intervalo de tempo.

O primeiro tipo usa FilterIn e FilterOut como as outras regras de padronização. Por
exemplo:

Tabela 29 Exemplos para tabela TimeIntervalsL


Chave principal Ordem FilterIn FilterOut
010Duracao 00100 (h?a)?\s(\d\d?)\s?anos? §$2anos§
010Duracao 00200 (h?a)?\s(\d\d?)\s?mes?e?s? §$2meses§
010Duracao 00300 (h?a)?\s(\d\d?)\s?semanas? §$2semanas§
010Duracao 00400 (h?a)?\s(\d\d?)\s?dias? §$2dias§
010Duracao 00500 (h?a)?\s(\d\d?)\s?horas? §$2horas§

Essas regras padronizam o interalo de tempo em português. A primeira regra


transforma a expressão "diabetes ha 15 anos" em diabetes§15Anos§", que é a
expressão de intervalo de tempo padrão para o Iris.

O segundo tipo de regra usa apenas o FilterIn e um ActionVar. O ActionVar chama


uma rotina no Iris que faz alguns cálculos. Na tabela abaixo:

Tabela 30 Exemplo de ActionVar


Chave principal Ordem FilterIn FilterOut ActionVar
020Data 00100 \bdesde\s(\d\d?)[./-](\d\d?)[./-](\d{4})\b DDMMYYYY

A expressão identificada em FilterIn será submetida ao método DDMMYYYY


especificado como ActionVar. O método DDMMYYYY irá procurar por uma data na
forma dia/mês/ano (com o ano de quatro dígitos) e calcular a diferença entre essa data
e a data do óbito. Esse espaço de tempo será transformado em um intervalo de tempo
do Iris. Vamos supor que essa regra seja aplicada na linha "hipertensão desde
12/10/1996" e a data do óbito foi 4/8/2003. Então o intervalo de tempo calculado por
DDMMYYYY será 7 anos. O Iris seleciona automaticamente a melhor unidade para o
intervalo de tempo.

As regras que incluem um ActionVar funcionam deste modo:

 FilterIn identifica uma expressão que contenha uma data

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 O Iris extrai a data de acordo com as especificações do método ActionVar


 O método ActionVar calcula o intervalo de tempo com a data do óbito
 O intervalo de tempo é padronizado e a melhor unidade de tempo selecionada
 A expressão identificada em FilterIn é excluída

Os métodos ActionVar determinam o formato da data. Os seguintes ActionVar são


disponíveis atualmente:

Tabela 31 Visão geral sobre ActionVar


ActionVar Exemplo
DDMMYYYY 2/2/2001
DDMMYY 12 1 98
DDMMMMYYYY 8 agosto 2002
DDMMMMYY 9 janeiro 1978
MMMMYYYY Setembro 1978
MMMMYY Maio 2004
MMMM Junho
YYYY 2001
YY 97
MMYYYY 9/2003
MMYY 9/02
DDMM 02-12
YYYYMMDD 1976/9/12
YYMMDD 04/1/2
YYYYMMMMDD 1987 Maio 2000
YYMMMMDD 99/11/8
YYYYMMMM 1976 Setembro
YYMMMM 88 Maio
YYYYMM 1967-4
YYMM 99-12
MMDD 7/21

A tabela a seguir mostra exemplos de diferentes usos do ActionVar em francês:

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Tabela 32 Exemplo de ActionVar em francês


Chave principal Ordem FilterIn FilterOut ActionVar

010DUREE 00100 depuis (\d\d?) ans?\b ($1Years)


010DUREE 00200 depuis (\d\d?) mois\b ($1Months)
010DUREE 00300 depuis (\d\d?) jours?\b ($1Days)
010DUREE 00400 depuis (\d\d?) heures?\b ($1Hours)
010DUREE 00500 depuis (\d\d?) minutes?\b ($1Minutes)
020DATE 00100 depuis (\d\d?.\d\d?.\d{4})$ DDMMYYYY
020DATE 00110 depuis (\d\d?.\d\d?.\d\d)$ DDMMYY
020DATE 00120 depuis (\d\d?.\w+.\d{4})$ DDMMMMYYYY
020DATE 00130 depuis (\d\d?.\w+.\d\d)$ DDMMMMYY
020DATE 00140 depuis (\w+.\d{4})$ MMMMYYYY
020DATE 00150 depuis (\w+.\d\d)$ MMMMYY
020DATE 00160 depuis (\w+)$ MMMM
020DATE 00170 depuis (\d{4})$ YYYY
020DATE 00180 depuis (\d\d)$ YY
020DATE 00190 depuis (\d\d?.\d{4})$ MMYYYY
020DATE 00200 depuis (\d\d?.\d\d)$ MMYY
020DATE 00210 depuis (\d\d?.\d\d?)$ DDMM
020DATE 00300 depuis (\d{4}.\d\d?.\d\d?)$ YYYYMMDD
020DATE 00310 depuis (\d\d.\d\d?.\d\d?)$ YYMMDD
020DATE 00320 depuis (\d{4}.\w+.\d\d?)$ YYYYMMMMDD
020DATE 00330 depuis (\d\d.\w+.\d\d?)$ YYMMMMDD
020DATE 00340 depuis (\d{4}.\w+)$ YYYYMMMM
020DATE 00350 depuis (\d\d.\w+)$ YYMMMM
020DATE 00360 depuis (\d{4}.\d\d)$ YYYYMM
020DATE 00370 depuis (\d\d.\d\d?)$ YYMM
020DATE 00380 depuis (\d\d?.\d\d?)$ MMDD

7.5. Principais metacaracteres usados em Expressões Regulares (RegEx)

Tabela 33 Descrição dos principais metacaracteres

Metacaractere Descrição
. Qualquer caractere
[...] Uma classe de caracteres
[^...] Complemento de uma classe de caracteres
^ Começo da linha
$ Fim da linha
\< Começo da palavra
\> Fim da palavra
\b Limite da palavra (começo ou fim da palavra)
| alternativa (“ou”)
? 0 ou 1 elementos

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* 0 a n elementos
+ 1 a n elementos
{a} a elementos
{a,b} a a b elementos (sem espaços entre {})
\ Caractere "escape"
\t Tabulação
\s Espaço
\n Nova linha
\r carriage return
\w Uma letra ou número
\d Um número [0-9]

Você encontrará informações adicionais sobre RegEx no "Tutorial Expressões


Regulares", no Centro de Download do Iris.

8. Manutenção das tabelas do usuário

8.1. Tabelas mantidas pelo usuário

Existem dois tipo s de tabelas na base de dados Tabela:

 Tabelas relacionadas ao idioma dos atestados de óbito e interface


 Metatabelas que são necessárias ao trabalho interno do Iris

As tabelas relacionadas ao idioma, que são basicamente o dicionário de expressões


médicas e a padronização, devem ser desenvolvidas individualmente para cada
idioma ou país. Em contraste, as metatabelas não devem ser alteradas pelo usuário,
exceto para a tradução de mensagens.

As tabelas relacionadas ao idioma são:

 Dictionary (com alguns conteúdos obrigatórios)


 NonConsistentIcdCodes
 Separators
 Standardisatin0
 Standardisation1
 Standardisation2

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 TimeIntervals (deve usar uma formatação padrão para a saída da


padronização)

O Iris usa a tabela NonConsistentIcdCodes para verificar a consistência das causas de


morte em relação ao sexo e idade, e se o código de causa básica de morte é um
código válido. Embora a versão internacional do Iris disponha de uma tabela NCIC
com consistências básicas, é necessário modificar a tabela de para atender às
necessidades locais e regionais.

Para orientações e sugestões sobre o desenvolvimento e a manutenção do dicionário,


ver abaixo capítulo 8.2 Desenvolvendo e fazendo a manutenção do dicionário.

A tabela ValidIcdCodes contém todos os códigos CID-10 válidos e suas descrições.


Desde a versão 5, a tabela IcdSubstitution contém apenas os códigos produzidos
nacionalmente e a tabela IcdErn foi excluída.

8.2. Desenvolvendo e fazendo a manutenção do dicionário

O dicionário é armazenado na tabela "Dictionary" na base de dados Tabela. A


localização dessa base de dados pode ser alterada em Opções.

Se você desejar construir o seu próprio dicionário, copie o dicionário que é


disponibilizado na instalação do Iris para a sua base de dados e exclua todos os
registros. Em seguida, inclua as expressões da sua língua e os correspondentes
códigos CID-10.

Embora seja possível digitar os termos e códigos diretamente na base de dados


usando um gerenciador de base de dados, nós recomendamos fortemente que se
utilize da ferramenta de dicionário do Iris quando da construção do seu dicionário. A
ferramenta de dicionário verifica que o código CID-10 que você está incluindo é um
código válido e também assegura que outras variáveis do dicionário sejam colocadas
corretamente, por exemplo, a identidade do usuário e a data de início. Se essas
variáveis não forem preenchidas corretamente, o Iris não será capaz de usar esse
registro.

165
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Quando você for incluir novos termos ao dicionário, digite a expressão diagnóstica no
campo DiagnosisText e o código CID-10 correspondente no campo Icd1 e, se a
expressão exigir um segundo código, digite-o no campo Icd2.

Os valores de YearStart e YearEnd definem para qual ano o código CID-10 será
usado. Isso significa que se o código CID-10 para uma determinada expressão
diagnóstica for alterado, por exemplo, devido a uma atualização oficial da OMS, você
poderá incluir tanto o código antigo quanto o código novo no dicionário. Atribua os
valores apropriados para YearStart e YearEnd e o Iris irá selecionar o código CID-10
de acordo com o ano de codificação definido em Options.

Os campos DateIn e UserIn devem conter um valor, ou o Iris não considerará esse
registro. Recomendamos que você use a data do dia em que a entrada foi criada e a
identidade de usuário da pessoa que está criando a entrada.

8.2.1. O que incluir?

Em princípio, o dicionário pode ser bem grande (várias centenas de milhares de


termos) e não haverá impacto negativo no desempenho. Entretanto, é mais difícil fazer
a manutenção de um dicionário muito grande e por essa razão é aconselhável mantê-
lo o mais compacto possível.

O dicionário funcionará de forma mais eficiente se contiver termos sucintos ao invés


de expressões compostas muito longas. Por exemplo, "câncer de mama com
metástases" é uma expressão comum em atestados de óbito. Inclua os dois
componentes separadamente, "câncer de mama" e "metástases", e então inclua a
palavra "com" como um separador na tabela Separators. Isso permitirá que o Iris
codifique "câncer de mama" também em combinação com outras expressões (como
"câncer de mama com metástases de cérebro") e também "metástases" em outros
contextos (como "câncer de pulmão com metástases"). Essa abordagem levará a
menos entradas no dicionário do que se você incluísse cada ocorrência de
combinação de câncer e metástases no dicionário.

Observe que as entradas no dicionário devem ser mantidas sucintas também porque a
chance de se conseguir uma correspondência no dicionário diminui consideravelmente
com a extensão da expressão. Use a padronização para separar os termos em seus

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componentes e inclua os componentes separadamente no dicionário. Exclua


elementos de texto que não alteram a codificação da expressão e que são supérfluos
(por exemplo, de acordo com as instruções do Volume 2, expressões como "possível"
ou "provável" não devem influir a codificação e podem ser excluídos; em muitos
termos diagnósticos, os qualificadores "direito" ou "esquerdo" não influenciam a
codificação e podem ser removidos, exceto em algumas situações especiais).

8.2.2. Versão da CID-10

Quando você for atribuir um código CID-10 aos termos diagnósticos no dicionário,
você deve usar a versão mais recente da CID-10. Isso significa que as atualizações
devem ser implementadas de acordo com a programação da OMS para atualizações
da CID-10, no site:

http://www.who.int/classifications/icd/icd10updates/en/

O Iris usa apenas códigos CID-10 válidos.

8.2.3. Sem ponto entre o terceiro e quarto dígitos

Observe que Iris não usa o ponto entre o terceiro e quarto dígitos dos códigos da CID-
10. Por exemplo, digite I259 para doença isquêmica do coração, e não I25.9.

8.2.4. Dois códigos CID-10 para um único termo diagnóstico

É possível incluir um, dois ou três códigos CID-10 para um termo diagnóstico.
Algumas expressões diagnósticas exigem mais de um único código CID-10. Por
exemplo, "nefropatia diabética" é codificada em E14.2 + N08.3. Nessa situação,
coloque o código principal no campo Icd1 e o código secundário no campo Icd2. Para
"nefropatia diabética", o código principal é E142. Coloque-o no campo Icd1, e coloque
o código secundário N083 em Icd2. Não digite os símbolos de adaga e asterisco.

O código principal da expressão deve ser incluído primeiro.

Há algumas especificidades para causas externas e lesões, ver abaixo.

8.2.5. Códigos alternativos para o mesmo termo diagnóstico

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Para algumas expressões diagnósticas a CID-10 oferece vários códigos a depender


de circunstâncias específicas. Por exemplo, "hemorragia cerebral" pode ser codificada
em I61.9 (código default), O99.4 (obstétrico), P52.4 (feto e recém-nascido), S06.2
(lesão traumática). Em muitos casos, é suficiente entrar o código default no dicionário
e o Iris irá converter automaticamente o código CID-10 se necessário.

Excepcionalmente, o Iris pode não converter o código default corretamente. Pode


acontecer, por exemplo, quando o dicionário contém expressões em diferentes
idiomas e um termo tem significados diferentes em diferentes idiomas. Nessa situação,
o dicionário deve conter uma entrada para cada código alternativo para o termo.
Quando o Iris encontrar um atestado com o termo ambíguo, todos os códigos
possíveis serão mostrados e o codificador será solicitado a escolher um deles de
forma interativa.

Observe que o uso de códigos alternativos para o mesmo termo é sempre uma
exceção. Códigos alternativos não devem ser incluídos no dicionário a menos que seja
observado que a modificação automática não esteja funcionando. Normalmente, o Iris
não espera encontrar registros duplicados no dicionário, com o mesmo termo e
códigos diferentes. Quando o Iris gera um dicionário com termos padronizados, ele
também checa para entradas duplicadas com códigos CID-10 diferentes e os marca
como erros, uma vez que textos idênticos podem ser consequência de erros de
padronização. Portanto, se você quer incluir registros com códigos CID-10 alternativos,
preencha a variável OKForMultipleCodes com "1" na tabela Dictionary. Isso impedirá o
Iris de marcar essas entradas como erros.

8.2.6. Códigos asterisco e códigos Z

Você poderá usar códigos asterisco no seu dicionário, mas apenas no campo Icd2. Os
códigos asterisco serão excluídos pelo MUSE antes do início da seleção. O mesmo se
aplica à codificação interativa: você poderá usar códigos asterisco, mas apenas após
o código principal da afecção. Observe que você não deve usar o símbolo asterisco,
seja no dicionário ou na codificação interativa.

Os códigos Z (Z00-Z99) serão excluídos ou substituídos pelo MUSE antes do início da


seleção. Os códigos Z00-Z99 não devem ser usados para comparação internacional
ou para a codificação primária de mortalidade (ver nota no Volume 1 da CID-10).
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8.2.7. Lesões e causas externas

As lesões (códigos do Capítulo XIX, Volume 1) exigem um código de causa externa


(do Capítulo XX). Por exemplo, a entrada no dicionário para "afogamento" é T751 no
campo Icd1 e W74 no campo Icd2.

O código de lesão (Capítulo XIX) deve ser colocado no campo Icd1 e o código de
causa externa (Capítulo XX), no campo Icd2.

8.2.8. Códigos produzidos

Para algumas categorias da CID-10 a informação diagnóstica fornecida pelo código


não é suficiente para uma seleção correta da causa básica. Pode ser necessária
informação adicional, por exemplo, sobre a localização da doença ou outras
circunstâncias que não são capturadas pelo código CID-10 sozinho. Por exemplo,
cardiomiopatia adquirida e cardiomiopatia hereditária são codificadas em I42.9. Para
avaliar um preenchimento em que uma cardiopatia foi devida a outra afecção, o
sistema necessita saber se a condição foi especificada como adquirida ou hereditária.
Se for uma cardiomiopatia hereditária, a sequência declarada é rejeitada. Se
especificada como adquirida, a sequência é aceita.

Para as condições mais comuns em que tais informações adicionais são necessárias,
o sistema produz códigos "produzidos" (Apêndice 2: códigos produzidos). Os códigos
produzidos são subdivisões dos códigos CID-10 que não existem na versão
internacional da CID-10. Se o usuário entrar um código CID-10 para o qual o Iris usa
subdivisões produzidas do código, ele será solicitado a selecionar um dos códigos
produzidos correspondentes. Da mesma maneira, se o dicionário tiver somente os
códigos CID-10 e não os códigos produzidos com subdivisões, o registro será
rejeitado para revisão manual e o codificador terá que selecionar um dos códigos
produzidos. Estes pedidos por informações adicionais podem retardar o processo de
codificação consideravelmente. Você deve evitar esses pedidos de informação
adicional e agilizar a codificação utilizando os códigos produzidos no dicionário.

Os códigos produzidos são usados nas tabelas de decisão e determinados pelo


Centro Nacional para Estatísticas da Saúde (NCHS). Embora muitos códigos
produzidos sejam os mesmos de uma versão para outra do MMDS, pode haver

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diferenças sutis. Os códigos produzidos usados pelo Iris estão listados em Apêndice 2:
códigos produzidos.

8.2.9. Códigos conectados e marcadores do MUSE

Com a integração do novo módulo MUSE no Iris, alguns detalhes que não podem ser
capturados somente com o código CID-10 podem ser especificados de forma diferente.
Isso é gerenciado de duas maneiras:

 Por informação adicional representada por meio dos chamados "Marcadores"


 Por uma combinação de dois códigos CID-10 chamados "Códigos
Conectados"

Códigos conectados e Marcadores devem ser usados somente se necessário para se


chegar ao código correto para causas múltiplas e causa básica.

Códigos Conectados

Códigos conectados são códigos onde dois códigos CID-10 existentes são usados
conjuntamente de forma a levar a informação plena do texto diagnóstico e onde o
texto diagnóstico representa apenas uma afecção.

O reconhecimento do texto se utiliza do texto diagnóstico de uma linha, ou de parte de


uma linha. Ele não considera o contexto das outras linhas, ou partes de linha. A parte
multicausal do MUSE tenta encontrar os códigos mais precisos usando a informação
de contexto. Em muitos casos, os códigos CID-10 são suficientes. Mas, em algumas
situações, as categorias de CID-10 são muito amplas, ou genéricas, e o MUSE
necessita de informação adicional.

Exemplo: o código CID-10 para "tumor de traqueia" é D381. Mas D381 corresponde a
traqueia, pulmão e brônquio. A perda de informação é muito grande se o MUSE
realizar a "implicação de malignidade", de acordo com 4.3.5 (Volume 2; 2016). Se
houver uma metástase, o Iris tentará encontrar um código "C". Mas após a codificação,
não poderá decidir entre C349 ou C33.

Por isso, no dicionário, o código D381 aparece junto com o código correto para
neoplasia maligna de traqueia, C33. Se o contexto do atestado indicar que o tumor é

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maligno, C33 será selecionado para posterior codificação de causas múltiplas. Se não,
o código permanecerá como D381.

A pessoa que fizer a manutenção do dicionário deverá decidir a partir do termo


diagnóstico qual código conectado deve ser atribuído para entrar no dicionário no
campo IcdC.

No processamento no módulo MUSE a lógica decidirá qual código será usado para
uso futuro.

Um código conectado será usado apenas se a combinação de códigos houver sido


implementada nas tabelas de decisão do MUSE. Uma lista de códigos conectados
possíveis será apresentada em um anexo de forma a indicar ao usuário quais códigos
conectados ele poderá utilizar.

Existe a opção também de se atribuir dois códigos CID-10, nos campos Icd1 e Icd2,
mas isso é voltado para situações em que um único texto diagnóstico comporta dupla
codificação e não tem a ver com códigos conectados.

O campo IcdC pode ser preenchido por códigos que trazem informação adicional
sobre, por exemplo, a localização precisa do tumor. Eles podem ser excluídos depois
no processamento.

Observe que o termo "metastático" não significa "disseminação secundária ". É um


termo ambíguo e em inglês pode denotar uma neoplasia maligna que causa
disseminação metastática ou uma disseminação metastática de uma neoplasia
maligna. Se a expressão "metastático" não for usada no seu idioma nesses dois
sentidos, você não deve usar os códigos conectados para "metastático" no seu
dicionário.

Os códigos conectados estão listados no Apêndice 3: Códigos conectados.

O MUSE suporta códigos conectados: esta nova abordagem substitui os códigos


conectados das versões anteriores do Iris (4.x).

Marcadores do MUSE

Marcadores são usados para incluir uma parte muito específica da informação do texto
do atestado de óbito ao código CID-10 atribuído. Um exemplo bastante claro é a
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palavra "primário" quando vem junto aos tumores malignos. Em algumas situações, o
Volume 2 manda classificar as neoplasias como secundárias porque se trata de sítios
comuns de metástase. Mas há uma regra que diz que isso não se aplica se o texto
claramente identifica o câncer como primário, seja pela presença da palavra "primário"
ou pelo tipo morfológico da neoplasia. Uma vez que o texto é codificado, esse tipo de
informação é perdido, se não for identificado com um marcador. Portanto, o campo
"MuseFlag" permite à pessoa responsável pela manutenção do dicionário uma forma
de indicar que o texto claramente identifica a neoplasia como primária. A entrada do
dicionário será marcada com o respectivo marcador. No processo de codificação, o
MUSE levará em conta o marcador e não recodificará como um câncer secundário,
mesmo em um sítio comum de metástase.

Exemplo: o texto no dicionário é "câncer de pulmão primário". O marcador é incluído


para indicar que o tumor é primário e o código é C349. Outro texto no dicionário é
"câncer de pulmão". Não é incluído um marcador e o código é C349. Dependendo do
texto no atestado, o código C349 é escolhido com ou sem marcador. Se for escolhido
sem marcador e outro câncer estiver presente, o código será modificado pelo MUSE
para C780. Se o marcador estiver presente, a modificação não será executada pelo
MUSE e o código permanecerá C349.

Outro modo de se estabelecer um marcador é através da padronização. Se um


determinado texto é especificado na padronização e uma correspondência no texto é
encontrada, um marcador pode ser adicionado como um texto especificado nas
tabelas de padronização.

Existem outros marcadores no Iris que são estabelecidos pelo sistema, p. ex. o
marcador para razão da cirurgia pode ser introduzido em algum lugar. Mas, como o
usuário do Iris não necessita implementar isso separadamente no dicionário específico
do seu idioma ou tabelas de padronização, isso não será descrito aqui.

A tabela no capítulo 5.3 Marcadores atribuídos aos códigos CID-10 dá exemplos de


marcadores que são recomendados.

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02 de novembro de 2016
Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

Figura 84 Códigos conectados e Marcadores em uso

8.2.10. Marcadores de Codificação (CodingFlag)

Utilize os marcadores de codificação somente como descrito neste capítulo.

Se uma expressão pode ser codificada de várias maneiras e a codificação é


determinada por informações existentes em uma caixa de seleção do atestado, você
pode incluir um registro no dicionário para cada valor da caixa de seleção. Por
exemplo, você pode querer codificar a expressão "operação" em Y83.9, mas apenas
se o atestante tiver habilitado a caixa de seleção para "cirurgia dentro das últimas 4
173
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

semanas" no atestado de óbito. Para conseguir isso, inclua um registro no dicionário


para a expressão "operação", atribua o código Y831 no campo Icd1 e um valor para,
por exemplo "Op4w" no campo CodingFlag. Inclua também um segundo registro no
dicionário para a expressão "operação" e atribua um código não informativo no campo
Icd1, como R688. Nesse segundo registro, deixe o campo CodingFlag vazio.

Em seguida, quando você criar um lote de trabalho, preencha o valor "Op4w" no


campo CodingFlags da tabela Ident se o atestante selecionou a caixa de seleção para
cirurgia recente.

Quando o Iris codificar o registro e encontrar o termo "operação" ele irá checar o valor
do campo CodingFlags na tabela "Ident" e compará-lo ao campo CodingFlag do
dicionário. Se houver correspondência entre os dois campos, o Iris irá usar o registro
do dicionário para codificar o termo. Assim, se o valor de CodingFlag for "Op4w" no
registro do dicionário e na tabela "Ident", então o termo "operação" será codificado
Y839. Se o valor de CodingFlag na tabela Ident for em branco, o Iris irá usar a entrada
do dicionário para "operação" com um valor em branco no campo CodingFlag, R688.

Você pode usar qualquer tipo de expressão como CodingFlag, e "Op4w" do exemplo
acima podia bem ser "CirurgiaRecente", "Flag1", ou "cachorro".

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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

9. Versões anteriores do Iris

Iris V4.5.6 - Março 2016

Ver notas de distribuição para a versão 4.5.6

Iris V4.5.3 - Junho 2015

Ver notas de distribuição para a versão 4.5.3

Iris V4.5.0 - Fevereiro 2015

Ver notas de distribuição para a versão 4.5.0

Iris V4.4.1 - Fevereiro 2014

Ver notas de distribuição para a versão 4.4.1

Iris V4.3.2 Novembro 2013

Ver notas de distribuição para a versão 4.3.2

Iris V4.2.3 - Junho 2013

 Correção de bugs para


 Padronização 1 na busca do dicionário
 Checagem de consistência no processamento em "batch"
 Caixas pop-up para checagem de consistência na codificação interativa
 Mensagem "No ERN"
 Tabela NonConsistentIcdCodes
 Procedimento de manuseio de neoplasias "metastáticas"

Iris V4.2.0 - Fevereiro 2013

 Essa versão inclui ou aprimora os seguintes recursos


 Navegador ACME agora pode ser usado em um ambiente de rede
 Y400-Y849 podem ser usados em Modo de Morrer (MoD)
 Códigos duplicados na mesma linha são excluídos automaticamente
 No modo não manutenção é suficiente separar códigos por um espaço (vírgula
+ espaço não são mais necessários)
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Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

 O visualizador de atestados suporta imagens multipáginas


 O manuseio da edição dos códigos CID-10 foi melhorado
 Iris pode ser chamado por linha de comando

Iris V4.1.3 - Agosto 2012

 Essa versão é melhor em relação à anterior em vários aspectos:


 Inclusão do navegador da tabela ACME no menu ferramentas
 Abertura de um lote a partir de código CID-10 selecionado
 Disponibilidade de checagem na codificação interativa e em batch em Opções
 Uma função Buscar ampliada permite encontrar registros a partir de textos de
comentários ou a partir de códigos CID-10
 Possibilidade de modificar manualmente a imputação de códigos ACME por
codificadores experientes
 Alterações de texto entre a tela principal e o dicionário estão mais fáceis
 Uso de caracteres curingas "clássicos" nas buscas no dicionário
 Exportação csv de resultados de buscas no dicionário

Iris V4.0 - Janeiro 2011

 Esta versão é um importante avanço do Iris. Os principais evoluções são:


 Desenvolvimento de ferramentas para a manutenção do dicionário e tabelas
de padronização
 Processamento sofisticado dos intervalos de tempo associados com
diagnósticos
 Introdução de várias opções de dados individuais na janela principal do Iris
(causa externa, morte materna, lesões, morte perinatal)
 Possibilidade de selecionar os registros de um lote à abertura de acordo com o
status e códigos rejeitados
 Recursos adicionais para facilitar o trabalho do codificador
 Tradução facilitada da interface do Iris e mensagens para qualquer idioma

Iris V3.3 - Janeiro 2009

 Correção de erros conhecidos

176
02 de novembro de 2016
Rascunho - Manual de referência do usuário do Iris V5.3.3S2

 Criação da janela tipo Busca de Registro

Iris V3.21 - Junho 2008

 Correção de erros conhecidos


 Correção das tabelas IcdErn, IcdSubstitution e ValieIcd
 Iris V3.2 - Abril 2008
 Correção de erros conhecidos
 Botão Copiar incluído na janela Explicação
 Correção das tabelas IcdErn, IcdSubstitution e ValidIcd
 Modificações para a base de dados Oracle
 Iris V3.1 - Março 2008
 Correção de erros conhecidos
 Teste em MS SQL Server
 Mensagem de erro de sintaxe mais explícita
 Ferramenta dicionário
 Impressão de atestados de óbito
 Ferramentas/Padronização: botão Editar
 Recarregar tabelas sem sair do lote corrente
 Gerenciamento das durações com múltiplos códigos (alteração da estrutura da
tabela ValidIcdCodes)
 Incluídos códigos Z na tabela IcdSubstitution
 Revisão e atualização manual

Iris V3.0 - Agosto 2007

 Correção de erros conhecidos


 Versão alemã incluída
 Versão internacional melhorada
 Tabela NonConsistentIcdCodes incluída para checagem de plausibilidade
 Exemplo de dicionário em inglês fornecido à instalação do Iris
 Implementação de chave de certificado maior (30 caracteres), eliminação da
chave do usuário

Iris V2.3 - Dezembro 2006


177
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 Correção de erros conhecidos


 Melhora na distribuição (manutenção das tabelas existentes)
 Permite processar um dado número de registros em batch
 Renomada tabela Cirurgia para tabela Procedimentos
 Rejeição pelo codificador
 Edição da lesão principal
 Checagem da causa básica: Editar, modo entrada de código, lesão principal
 Manuseio dos códigos produzido pelos Estados Unidos (p.ex. G2000, G2009
ao invés de G20)
 Edição do código CID-10 é disponível mesmo quando o atestado de óbito está
vazio (sem causas de morte digitadas). Isso permite que o Iris capture a causa
básica de atestados codificados manualmente, sem o uso da codificação pelo
Iris.
 Incluído um campo livre para comentários adicionais sobre o atestado
 Reorganizada a estrutura da janela principal. Uso de ferramentas ao invés de
botões.
 O Iris não deve descartar os códigos Z e asterisco uma vez que MICAR e
ACME vão manusear esses códigos.

Iris V2.2 - Março 2006

 Correção de erros conhecidos


 Grupo de aplicação não elimina múltiplos espaços
 Ferramenta de padronização trava se as tabelas estiverem vazias
 A busca é ativada quando nenhum lote está aberto
 O código MICAR para intenção indeterminada não está correto
 Reorganização de classes (LotManager e CodingManager)
 Processamento em Batch: opção para reprocessar cada registro
 Desempenho do processamento em batch melhorado (hashtables nas tabelas
Dictionary e IcdErn)
 Pesquisa por número do atestado na ferramenta Localiza
 Supressão do 5º caractere após substituições
 Revisão da interface de dados individuais na janela principal

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 Uso de bases de dados Paradox (Extended Properties = Paradox 5.x;)


 Padronização do separador causal
 Padronização de intervalos de tempo
 Desenvolvimento do capítulo Padronização no manual
 Deck de teste

Iris V2.1 - Dezembro 2005

 Campos texto diagnóstico aumentados para 255 caracteres (tabelas "MedCod"


e "Dictionary")
 Cultura modificada do francês para neutro no programa de instalação
 Melhora nas explicações do Iris
 Opções agora salvas corretamente
 Limpar parte médica: uma mensagem de aviso é exibida, a tecla de atalho
mudada para Ctrl + D e possibilidade para restaurar as causas originais
 Modo de morrer: mudança de "não pode ser determinada" para "intenção
indeterminada", para se adequar à CID-10.
 Menu Codificação adicionado com itens para codificar, excluir e restaurar a
parte médica. A função recodificar é acessível via barra de ferramentas
 Ferramenta de padronização melhorada. Em particular, todas as chaves da
padronização selecionada são automaticamente listadas.
 Botão "Salvar" mudou para "Salvar e próximo registro"
 Chave do usuário é exibida, ao invés do Número do Atestado
 Sexo pode ser indeterminado (qualquer valor que não 1 ou 2)
 Códigos CID-10 são truncados em 4 caracteres se não houver substituição
 Edição manual da causa básica agora é possível

Iris V2.0 - Setembro 2005

 Essa versão inclui a possibilidade de codificar diretamente a partir do texto


diagnóstico (Dicionário e padronização)
 Modo entrada de código. A versão 1 do Iris destinada a definir o algoritmo da
seleção da causa básica da morte (substituição de códigos, correspondência
ERN, uso dos módulos MICAR e ACME).

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Apêndice 1 Teclas de atalho do Iris


Abrir lote de trabalho Ctrl + O
Sair do Iris Ctrl + Q
Movimentações para outro atestado:
Salvar e ir para o próximo atestado rejeitado F12
Salvar e ir para o próximo atestado não codificado (status "Initial") F11
Ir para o próximo atestado rejeitado Ctrl + R
Ir para o próximo atestado não codificado (status "Initial") Ctrl + I
Ir para o atestado anterior Ctrl + P
Ir para o próximo atestado Ctrl + N
Salvar alterações do atestado Ctrl + S
Localizar atestado Ctrl + F
Salvar alterações e localizar novo atestado Ctrl + B
Movimentações na tela:
Ir para a próxima linha F8
Ir para a Parte 2 F9
Codificação:
Exibir imagem de atestado Ctrl + 1
Abrir janela do MUSE Ctrl + U
Recodificar todas as expressões Ctrl + Shift + C
Editar a causa básica Ctrl + E
Selecionar a lesão principal (Código do Capítulo XIX) Ctrl + M
Limpar texto e códigos Ctrl + Shift + D
Restaurar texto original Ctrl + Shift + R
Atribuir status "Agudo" (na parte médica) F5
Atribuir status "Crônico" (na parte médica) F6
Atribuir status "Sequela" (na parte médica) F7
Abrir dicionário F10
Exibir janela Explicação F1
Imprimir a tela Ctrl + D
Janelas do MUSE (apenas se a janela do MUSE estiver aberta)
Abrir "Ferramenta de tradução do MUSE" Ctrl + Shift + X
Abrir janela "especificação do MUSE" Ctrl + Z

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Apêndice 2 Códigos produzidos44


Tabela 34 "Códigos produzidos" na versão 2016 do Iris
Código Subdivisões do código Título
básico da
CID-10
A169 A1690 Tuberculose não especificada
A169 A1699 Tuberculose especificada como respiratória ou pulmonar
C229 Introduzir um marcador Neoplasia maligna de fígado, especificada como primária, mas não declarada morfologicamente
"P" no dicionário na
coluna "MuseFlags"
C229 - Neoplasia maligna de fígado, não especificada
E039 E0390 Hipotireoidismo, avançado, grave ou similar
E039 E0399 Hipotireoidismo, não descrito como avançado ou similar
G122 G1220 Doença do neurônio motor, avançada, grave ou similar
G122 G1229 Doença do neurônio motor, não descrita como avançada ou similar
G20 G2000 Doença de Parkinson, avançada, grave ou similar
G20 G2009 Doença de Parkinson, não descrita como avançada ou similar
I219 I2190 Infarto do miocárdio causado por embolismo coronariano
I219 I2199 Infarto do miocárdio, outro ou não especificado
I420 I4200 Cardiomiopatia dilatada, familiar, idiopática ou primária
I420 I4209 Cardiomiopatia dilatada, não descrita como familiar, idiopática ou primária
I421 I4210 Cardiomiopatia obstrutiva hipertrófica , familiar, idiopática ou primária
I421 I4219 Cardiomiopatia obstrutiva hipertrófica, não descrita como familiar, idiopática ou primária
I422 I4220 Outras cardiomiopatias hipertróficas, familiares, idiopáticas ou primárias
I422 I4229 Outras cardiomiopatias hipertróficas, não descritas como familiares, idiopáticas ou primárias
I425 I4250 Outras cardiomiopatias restritivas, familiares, idiopáticas ou primárias
I425 I4259 Outras cardiomiopatias restritivas, não descritas como familiares, idiopáticas ou primárias
I428 I4280 Outras cardiomiopatias, familiares, idiopáticas ou primárias
I428 I4289 Outras cardiomiopatias, não descritas como familiares, idiopáticas ou primárias
I429 I4290 Cardiomiopatia familiar, idiopática ou primária, mas não especificada de outra forma
I429 I4299 Cardiomiopatia não especificada, não descrita como familiar, idiopática ou primária
I500 I5000 Insuficiência cardíaca congestiva, avançada, grave ou similar
I500 I5009 Insuficiência cardíaca congestiva, não descrita como avançada ou similar
I514 I5140 Miocardite, arteriosclerótica
I514 I5149 Miocardite, não especificada
I515 I5150 Degeneração miocárdica, arteriosclerótica
I515 I5159 Degeneração miocárdica, não especificada
I600 I6000 Hemorragia subaracnoide carotídea causada por rotura de aneurisma da carótida (para o cérebro)
I600 I6009 Hemorragia subaracnoide carotídea, outra ou não especificada
I606 I6060 Hemorragia subaracnoide por rotura de aneurisma (congênito) no polígono de Willis

44
Os códigos produzidos K7290 e K7299 foram excluídos por recomendação do Grupo de Referência em Mortalidade
(GRM).
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I606 I6069 Hemorragia subaracnoide por rotura de outras artérias intracranianas que não o polígono de Willis
I607 I6070 Hemorragia subaracnoide proveniente de artéria intracraniana causada por rotura de aneurisma
sacular (congênito)
I607 I6079 Hemorragia subaracnoide proveniente de artéria intracraniana não causada por rotura de aneurisma
I608 I6080 Outras hemorragias subaracnoides causadas por rotura de aneurisma
I608 I6089 Outras hemorragias subaracnoides não causadas por rotura de aneurisma
I609 I6090 Hemorragia subaracnoide causada por rotura de aneurisma arteriosclerótico cerebral
I609 I6099 Hemorragia subaracnoide não especificada
I610 I6100 Hemorragia intracerebral hemisférica subcortical, múltipla
I610 I6109 Hemorragia intracerebral hemisférica subcortical, não especificada
I611 I6110 Hemorragia intracerebral hemisférica cortical, múltipla
I611 I6119 Hemorragia intracerebral hemisférica cortical, não especificada
I612 I6120 Hemorragia intracerebral hemisférica múltipla mas não especificada de outra forma
I612 I6129 Hemorragia intracerebral hemisférica, não especificada
I613 I6130 Hemorragia intracerebral do tronco cerebral, múltipla
I613 I6139 Hemorragia intracerebral do tronco cerebral, não especificada
I614 I6140 Hemorragia intracerebral cerebelar, múltipla
I614 I6149 Hemorragia intracerebral cerebelar, não especificada
I615 I6150 Hemorragia intracerebral intraventricular, múltipla
I615 I6159 Hemorragia intracerebral intraventricular, não especificada
I618 I6180 Outras hemorragias intracerebrais, múltiplas
I618 I6189 Outras hemorragias intracerebrais, não especificadas
I619 I6190 Hemorragias intracerebrais múltiplas, não especificadas de outra forma
I619 I6199 Hemorragia intracerebral não especificada
I630 I6300 Infarto cerebral devido a trombose múltipla de artérias pré-cerebrais
I630 I6309 Infarto cerebral devido a trombose de artérias pré-cerebrais
I631 I6310 Infarto cerebral devido a embolia múltipla de artérias pré-cerebrais
I631 I6319 Infarto cerebral devido a embolia de artérias pré-cerebrais
I632 I6320 Infarto cerebral devido a oclusão ou estenose não especificadas múltiplas de artérias pré-cerebrais
I632 I6329 Infarto cerebral devido a oclusão ou estenose não especificadas de artérias pré-cerebrais
I633 I6330 Infarto cerebral devido a trombose múltipla de artérias cerebrais
I633 I6339 Infarto cerebral devido a trombose de artérias cerebrais
I634 I6340 Infarto cerebral devido a embolia múltipla de artérias cerebrais
I634 I6349 Infarto cerebral devido a embolia de artérias cerebrais
I635 I6350 Infarto cerebral devido a oclusão ou estenose não especificadas múltiplas de artérias cerebrais
I635 I6359 Infarto cerebral devido a oclusão ou estenose não especificadas de artérias cerebrais
I636 I6360 Infarto cerebral devido a trombose venosa cerebral múltipla não-piogênica
I636 I6369 Infarto cerebral devido a trombose venosa cerebral não-piogênica
I638 I6380 Outros infartos cerebrais múltiplos
I638 I6389 Outros infartos cerebrais
I639 I6390 Infarto cerebral, múltiplo mas não especificado de outra forma
I639 I6399 Infarto cerebral não especificado
I64 I6400 Acidente vascular cerebral múltiplo mas não especificado como hemorrágico ou isquêmico

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I64 I6409 Acidente vascular cerebral não especificado como hemorrágico ou isquêmico
I691 I6910 Sequelas de hemorragia intracerebral múltipla
I691 I6919 Sequelas de hemorragia intracerebral
I693 I6930 Sequelas de infarto cerebral múltiplo
I693 I6939 Sequelas de infarto cerebral
I694 I6940 Sequela de acidente vascular cerebral múltiplo, não especificado como hemorrágico ou isquêmico
I694 I6949 Sequela de acidente vascular cerebral, não especificado como hemorrágico ou isquêmico
J101 J1010 Influenza com outras manifestações respiratórias, vírus identificado45
J101 J1019 Influenza sem outras manifestações respiratórias, vírus identificado46
J111 J1110 Influenza com outras manifestações respiratórias, vírus não identificado47
J111 J1119 Influenza sem outras manifestações respiratórias, vírus não identificado 48
J849 J8490 Pneumonia intersticial, NCOP
J849 J8499 Doença pulmonar intersticial, não especificada
J984 J9840 Doença pulmonar (aguda) (crônica) NCOP
J984 J9849 Outros transtornos pulmonares
K319 K3190 Doença do estômago NCOP
K319 K3199 Doença do estômago e duodeno, SOE
K550 K5500 Transtornos vasculares agudos embólicos do intestino
K550 K5509 Transtornos vasculares agudos do intestino
K631 K6310 Penetração intestinal, parte não especificada
K631 K6319 Perfuração do intestino (não traumática), outras
K720 K7200 Insuficiência hepática aguda
K720 K7209 Insuficiência hepática aguda e subaguda
K721 K7210 Insuficiência hepática crônica
K721 K7219 Outras condições classificadas em K721
M199 M1990 Artrose avançada
M199 M1999 Artrose não especificada
Q278 Q2780 Aneurisma congênito (periférico)
Q278 Q2789 Outras malformações congênitas especificadas do sistema vascular periférico
Q282 Q2820 Aneurisma arteriovenoso cerebral congênito (não roto)
Q282 Q2829 Outras malformações arteriovenosas dos vasos cerebrais
Q283 Q2830 Aneurisma cerebral congênito (não roto)
Q283 Q2839 Outras malformações dos vasos cerebrais
R58 R5800 Hemorragia de sítio não especificado
R58 R5809 Hemorragia, não classificada em outra parte
R99 R97 Causa desconhecida (assim declarada)
R99 R999 Outras causas mal definidas e as não especificadas de mortalidade

45
A tradução a partir da publicação do NCHS seria "Influenza, 'flu', gripe (viral), influenza sazonal, vírus identificado". NT.
46
A tradução a partir da publicação do NCHS seria "Influenza com outras manifestações respiratórias, influenza sazonal
vírus identificado". NT.
47
A tradução a partir da publicação do NCHS seria "Influenza, 'flu', gripe (viral), influenza sazonal, vírus não identificado".NT.
48
A tradução a partir da publicação do NCHS seria "Influenza com outras manifestações respiratórias, influenza sazonal
vírus não identificado". NT.

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Apêndice 3 Códigos conectados


Tabela 35 Lista de códigos que podem ser usados como códigos conectados no Iris
Campo Icd1 Possíveis códigos que podem ser usados Razão para implementação
no campo IcdC, dependendo do texto
diagnóstico
D370 C000-C148 Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
ou causando metástases
D371 C160-C169 Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
ou causando metástases
D372 C170-C179; C181 Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
ou causando metástases
D374 C180; C182-C189 Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
ou causando metástases
D375 C19; C20 Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
ou causando metástases
D376 C221; C229; C23-C249 Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
ou causando metástases
C150-C159; C210-C212; C250-C259; Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D377 C260-C261 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D380 C320-C329 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D381 C33-C349 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D383 C381-C383 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D385 C300-C319 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D386 C390-C399 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D390 C530-C55 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D397 C510-C52; C570-C577 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D401 C620-C629 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D407 C620-C629; C630-C637 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D414 C670-C679 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D430 C710-C715 ou causando metástases

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Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna


D431 C716-C717 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D433 C722-C725 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D434 C720-C721 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D441 C740-C749 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D480 C400-C419 ou causando metástases
Se o código for recodificado como primário devido a outra
informação no atestado, a localização anatômica pode ser
D481 C490-C499; C696 codificada mais específica
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D482 C470-C479 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D484 C481-C482 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D485 C440-C449 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D486 C500-C509 ou causando metástases
Neoplasia considerada maligna se devido a neoplasia maligna
D487 C380; C690-C699; C760-C765 ou causando metástases

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Apêndice 4 Lista de tabelas


Tabela 1 Descrição das abreviações nos nomes de arquivos ............................................................. 11
Tabela 2 Exemplo de tabela NonConsistentIcdCodes (NCIC) ............................................................. 59
Tabela 3 Marcadores implementados pelo MUSE (representam um mínimo de códigos CID-10) ..... 101
Tabela 4 Modificações unárias de código frequentes ........................................................................ 106
Tabela 5 Grupo de instruções G7210121, implementando uma instrução de código complexa......... 108
Tabela 6 Casos teste para o grupo de instrução G7210121 .............................................................. 109
Tabela 7 Instrução grupo G7250002 implementando uma instrução de codificação complexa.......... 110
Tabela 8 Casos teste para o grupo de instrução G7250002 .............................................................. 111
Tabela 9 Tipos de regra multicausais do MUSE ................................................................................ 112
Tabela 10 Explicações adicionais sobre o menu de inicialização do MUSE ...................................... 135
Tabela 11 Descrição da tabela IcdSubstitution .................................................................................. 136
Tabela 12 Descrição do dicionário ..................................................................................................... 137
Tabela 13 Descrição das tabelas de padronização............................................................................ 139
Tabela 14 Descrição da tabela ValidIcdCodes .................................................................................. 140
Tabela 15 Descrição da tabela NonConsistentIcdCodes (NCIC) ....................................................... 141
Tabela 16 Descrição da tabela de Identificação (Ident) ..................................................................... 143
Tabela 17 Descrição da tabela de Causas médicas de morte (MedCod) ........................................... 145
Tabela 18 Exemplo de regra de padronização .................................................................................. 150
Tabela 19 Exemplo de regra de modificação ..................................................................................... 152
Tabela 20 Exemplo de FilterIn ........................................................................................................... 152
Tabela 21 Exemplo de FilterOut ........................................................................................................ 152
Tabela 22 Sequência das tabelas de padronização........................................................................... 153
Tabela 23 Exemplos de padronização em alemão ............................................................................ 157
Tabela 24 Exemplos para a padronização do hífen ........................................................................... 157
Tabela 25 Exemplos de plural para singular ...................................................................................... 159
Tabela 26 Exemplo para exclusão de códigos CID-10 no texto diagnóstico ...................................... 159
Tabela 27 Exemplos para a tabela Separators .................................................................................. 160
Tabela 28 Exemplos de separadores causais ................................................................................... 160
Tabela 29 Exemplos para tabela TimeIntervalsL ............................................................................... 161
Tabela 30 Exemplo de ActionVar ...................................................................................................... 161
Tabela 31 Visão geral sobre ActionVar .............................................................................................. 162
Tabela 32 Exemplo de ActionVar em francês .................................................................................... 163
Tabela 33 Descrição dos principais metacaracteres .......................................................................... 163
Tabela 34 "Códigos produzidos" na versão 2016 do Iris .................................................................... 182
Tabela 35 Lista de códigos que podem ser usados como códigos conectados no Iris ....................... 185
Tabela 36 Lista de termos revisados ................................................................................................. 190

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Apêndice 5 Lista de figuras


Figura 1 Seleção da pasta de instalação no Windows 10 ............................................................................. 17
Figura 2 Pergunta sobre configurações prévias.............................................................................................. 17
Figura 3 Captura de tela das especificações do MUSE................................................................................. 18
Figura 4 Interface principal do Iris ..................................................................................................................... 22
Figura 5 Abrir lote ................................................................................................................................................. 23
Figura 6 Interface principal do Iris com lote aberto ......................................................................................... 24
Figura 7 Dados de identificação na interface principal................................................................................... 25
Figura 8 Bloco Lote na janela principal ............................................................................................................. 25
Figura 9 Parte médica da interface principal ................................................................................................... 26
Figura 10 Bloco Codificação da interface principal ......................................................................................... 27
Figura 11 Abrir lote............................................................................................................................................... 30
Figura 12 Janela Opções .................................................................................................................................... 31
Figura 13 Definição de intervalo de tempo e status ....................................................................................... 36
Figura 14 Como abrir um lote de trabalho? ..................................................................................................... 41
Figura 15 Barra de ferramentas ......................................................................................................................... 41
Figura 16 Menus com lote fechado ................................................................................................................... 41
Figura 17 Menus com lote aberto ...................................................................................................................... 42
Figura 18 Menu Arquivo ...................................................................................................................................... 42
Figura 19 Abrir lote............................................................................................................................................... 43
Figura 20 Códigos de causa na janela Abrir Lote ........................................................................................... 44
Figura 21 Tela do processamento em batch ................................................................................................... 45
Figura 22 Janela da importação de Declarações de Óbito ........................................................................... 48
Figura 23 Menu Modo ......................................................................................................................................... 49
Figura 24 Caixa de seleção para "só código" .................................................................................................. 50
Figura 25 Bloco de morte materna na interface principal .............................................................................. 51
Figura 26 Bloco de morte perinatal na interface principal ............................................................................. 51
Figura 27 Menu Lote ............................................................................................................................................ 53
Figura 28 Recurso localizar ................................................................................................................................ 55
Figura 29 Estatísticas do lote ............................................................................................................................. 56
Figura 30 Menu Codificação............................................................................................................................... 57
Figura 31 Seleção da lesão principal ................................................................................................................ 60
Figura 32 Janela de Explicação ......................................................................................................................... 61
Figura 33 Menu Ferramentas ............................................................................................................................. 63
Figura 34 Janela do dicionário regular.............................................................................................................. 65
Figura 35 Janela da ferramenta dicionário do desenvolvedor ...................................................................... 67
Figura 36 Bloco "New values" ............................................................................................................................ 68
Figura 37 Bloco "Results" ................................................................................................................................... 68
Figura 38 Janela "Results" com colunas para atualização ............................................................................ 70
Figura 39 Ferramenta de padronização (com chave principal selecionada) .............................................. 71
Figura 40 Janela da ferramenta de padronização (com Ano inicial e final marcados para alteração) ... 74
Figura 41 Navegador de tabelas de decisão ................................................................................................... 76
Figura 42 Ferramenta de tradução .................................................................................................................... 79
Figura 43 Guia geral ............................................................................................................................................ 80

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Figura 44 Janela Opções com a guia Checagem ........................................................................................... 85


Figura 45 Janela Opções com guia Usuário .................................................................................................... 86
Figura 46 Janela Opções com guia "Base de dados de DOs ....................................................................... 87
Figura 47 Janela Opções com guia "Base de dados Tabela" ....................................................................... 88
Figura 48 Janela Opções com a guia "Codificação"....................................................................................... 89
Figura 49 Configurações MUSE ........................................................................................................................ 90
Figura 50 Ferramenta de tradução do MUSE .................................................................................................. 90
Figura 51 Especificações do MUSE .................................................................................................................. 91
Figura 52 Janela Opções .................................................................................................................................... 91
Figura 53 Menu Sobre (com a tela "Sobre o Iris") .......................................................................................... 93
Figura 54 Janela de inicialização do MUSE .................................................................................................... 94
Figura 55 Janela de Explicação do MUSE ....................................................................................................... 96
Figura 56 Códigos Multicausais em vermelho ................................................................................................. 97
Figura 57 Habilitando as linhas cinza do log de codificação ......................................................................... 98
Figura 58 Dicionário com exemplo marcador do MUSE .............................................................................. 100
Figura 59 Padronização com exemplo de marcador do MUSE .................................................................. 100
Figura 60 Interface do Iris com marcadores do MUSE ................................................................................ 101
Figura 61 Interface do Iris com diferentes marcadores do MUSE do dicionário e da padronização .... 101
Figura 62 Exemplo de processamento multicausal ...................................................................................... 104
Figura 63 Exemplo de processamento multicausal unário .......................................................................... 107
Figura 64 Exemplo 1 de codificação unicausal ............................................................................................. 115
Gráfico 65 Exemplo 2 de codificação unicausal............................................................................................ 116
Figura 66 Exemplo 3 de codificação unicausal ............................................................................................. 117
Figura 67 Exemplo 4 de codificação unicausal ............................................................................................. 118
Figura 68 Exemplo 5 de codificação unicausal ............................................................................................. 119
Figura 69 Exemplo 6 de codificação unicausal ............................................................................................. 120
Figura 70 Exemplo 7 de codificação unicausal ............................................................................................. 121
Figura 71 Exemplo 8 de codificação unicausal ............................................................................................. 122
Figura 72 Exemplo 9 de codificação unicausal ............................................................................................. 123
Figura 73 Exemplo 10 de codificação unicausal ........................................................................................... 124
Figura 74 Exemplo 11 de codificação unicausal ........................................................................................... 125
Figura 75 Exemplo 12 de codificação unicausal ........................................................................................... 126
Figura 76 Exemplo 13 de codificação unicausal ........................................................................................... 127
Figura 77 Exemplo 14 de codificação unicausal ........................................................................................... 128
Figura 78 Exemplo 15 de codificação unicausal ........................................................................................... 129
Figura 79 Exemplo 16 de codificação unicausal ........................................................................................... 130
Figura 80 Exemplo 17 de codificação unicausal ........................................................................................... 131
Figura 81 Instrução multicausal com um código conectado ....................................................................... 132
Figura 82 Menu de versão do MUSE .............................................................................................................. 134
Figura 83 Menu de inicialização do MUSE .................................................................................................... 134
Figura 84 Códigos conectados e Marcadores em uso ................................................................................. 173

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Apêndice 6 Lista de termos revisados no manual e no software


Tabela 36 Lista de termos revisados
Até Iris versão 4 Desde Iris versão 5
MMDS (Mortality Medical Data System) -
- MUSE (Multicausal and Unicausal Selection Engine)
Acme (Automated Classification of Medical Entities) Tabelas de Decisão [tabelas de decisão para a seleção da causa
básica de morte]
Micar (Mortality Medical Indexing, Classification and Retrieval) -
ERN (Entity Reference Number) -
- specMUSE [contém as regras para codificação de causas múltiplas
com substituição de códigos de causas múltiplas]
Codificação Acme Direct Codificação direta
Acme Maybe Maybe [insegurança da causa básica e insegurança da causa
múltipla]
Navegador Acme Navegador das tabelas de decisão (NTD)
Editor Acme Editor das tabelas de decisão (ETD)
Códigos Acme Códigos da tabela de decisão
Botão Seleciona Botão MUSE

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