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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

EIXO DAS TECNOLOGIAS


ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
LABORATÓRIO DE MATERIAIS

Kamilla Rayane Brito Souza


Leanne Jakelliny Estevão de Melo Alves

Relatório de Experimento:
Ensaio de Telhas Cerâmicas.

Delmiro Gouveia – AL
Janeiro/2014
Kamilla Rayane Brito Souza
Leanne Jakelliny Estevão de Melo Alves

Relatório de Experimento:
Ensaio de Telhas Cerâmicas.

Trabalho apresentado pelas alunas Kamilla Rayane Brito Souza e


Leanne Jakelliny Estevão de Melo Alves do curso de Engenharia de
Produção, Eixo das Tecnologias, à disciplina de Laboratório de
Materiais, ministrada pelo professor Karlisson Andre Nunes Da
Silva.

Delmiro Gouveia – AL
Janeiro/2014
INTRODUÇÃO

Na tarde do dia 20 do mês de janeiro, do ano corrente, demos início ao ensaio de telhas
cerâmicas, utilizando uma amostragem de 06 (seis) telhas, tipo russas. Com essa amostragem,
foi feita uma inspeção dentro da norma específica para verificar se esse lote seria aceito ou
rejeitado para uso.

MATERIAIS UTILIZADOS

Para realização deste experimento foram utilizados os seguintes equipamentos:


 06 Telhas Cerâmicas tipo russas;
 01 Caneta;
 01 Calculadora;
 01 Trena;
 01 Esquadro;
 01 Paquímetro digital;
 01 Régua;
 01 Tabela para anotação dos valores obtidos;
 01 Balança;
 01 Balde com água;
Conforme Figura 01, abaixo:

Figura 01: Parte do material utilizado no experimento.


Fonte: As autoras.
DESENVOLVIMENTO

Quanto à identificação, segundo a NBR 15310:2005 (2009), as telhas cerâmicas


devem trazer, obrigatoriamente: identificação gravada em relevo ou reentrância, com
caracteres de no mínimo 05 (cinco) mm de altura. Nessa inscrição deve constar, no mínimo:
a) identificação do fabricante, do município e do estado da federação; b) modelo da telha; c)
rendimento médio (Rm) da telha, expresso em telhas por m² com uma casa decimal, sendo
obrigatória a gravação T/m²; d) dimensões na sequência: largura de fabricação (L) x
comprimento de fabricação (C) x posição do pino ou furo de amarração (Lp) (quando não
houver pino), expressos em centímetros (cm), podendo ser suprimida a inscrição da unidade
de medida (cm); e) galga mínima (Gmin), expressa em centímetro (cm) com uma casa
decimal, sendo obrigatória a gravação da grandeza Gmin; f) As telhas simples de
sobreposição deverão trazer gravada sua especificação de uso “capa” ou “canal”; g) As telhas
especificadas como “capa” estão dispensadas da gravação “posição do pino ou furo de
amarração (Lp)” [1].
A partir dessas informações, avaliamos todo o lote a fim de classificá-lo conforme a
norma. Com isso, notou-se que todas as 06 (seis) telhas não apresentaram os itens necessários
para aceitação, neste caso só continham os dados explícitos em “a)”. Por isso, o lote é
considerado rejeitado, pois o limite máximo para aceitação é de até 02 (duas) telhas e, a partir
de 05 (cinco), é considerado rejeitado, como foi o caso. Os dados podem ser observados
conforme Tabela 01, abaixo:

IDENTIFICAÇÃO
Telha N° Situação
01 N. C.
02 N.C.
03 N.C.
04 N.C.
05 N.C.
06 N.C.
UNC* 06
Data 20/01/2014
Tabela 01: Dados obtidos quanto à identificação.
Fonte: As autoras.
* Unidades Não conformes.
Quanto às características visuais e de acordo com a NBR 15310:2005 (2009), a telha
pode apresentar ocorrências, tais como esfoliações, quebras, lascados e rebarbas que não
prejudiquem o seu desempenho; igualmente são admissíveis eventuais riscos, escoriações, e
raspagens causadas por atrito feito nas telhas durante a sua fabricação, embalagem,
manutenção ou transporte[1].
A partir dessas informações, notou-se que 01 (uma) das telhas apresentava uma quebra
em sua largura maior podendo, assim, comprometer seu desempenho. Porém, não se pode
afirmar se esse fato ocorreu durante sua fabricação, embalagem, manutenção ou transporte.
Com isso, por ter sido apenas 01 (uma) telha a apresentar este problema, o lote não seria
rejeitado, pois o limite máximo para aceitação é de até 02 (duas) telhas não conformes. Os
dados podem ser observados, conforme Tabela 02, abaixo:

CARACTERÍSTICAS
VISUAIS
Telha N° Situação
01 OK
02 OK
03 N.C.
04 OK
05 OK
06 OK
UNC* 01
Data 20/01/2014
Tabela 02: Dados obtidos quanto às características visuais.
Fonte: As autoras.
* Unidades Não conformes.

Quanto à sonoridade, e seguindo o explicitado na NBR 15310:2005 (2009), a telha


deve apresentar som semelhante ao metálico, quando suspensa por uma extremidade e
percutida [1].
A partir dessas informações, segurou-se a largura maior e com o auxílio de uma chave
metálica, a telha foi percutida e notou-se que todo o lote apresentou um som metálico, que se
assemelha ao som de um sino. Por isso, o lote é considerado aceito, pois nenhuma telha foi
considerada como não conforme. Os dados podem ser observados conforme Tabela 03, a
seguir:
SONORIDADE
Telha N° Situação
01 OK
02 OK
03 OK
04 OK
05 OK
06 OK
UNC* 00
Data 20/01/2014
Tabela 03: Dados obtidos quanto à sonoridade.
Fonte: As autoras.
* Unidades Não conformes.

A retilinidade das telhas planas não deve ser superior a 1% do comprimento efetivo
bem como da largura efetiva, para tanto foi medida a retilinidade das telhas estudadas com o
auxílio de uma régua plástica e foi verificado que todos os itens da amostra utilizada no
ensaio não possuíam desvios em relação à retilinidade. Como pode ser visto nos dados na
tabela a seguir.

RETILINIDADE
Telha N° Situação
01 OK
02 OK
03 OK
04 OK
05 OK
06 OK
UNC* 00
Data 20/01/2014
Tabela 04: Dados obtidos quanto à retilinidade.
Fonte: As autoras.
* Unidades Não conformes.

De acordo com a NBR 15310:2005 (2009), a planaridade das telhas cerâmicas não
deve ter o seu valor sendo superior a 5 (cinco) mm [1].
A partir dessas informações, apoiamos cada telha numa superfície plana, neste caso
uma das mesas do laboratório, e medimos a distância entre o plano e sua largura menor. Com
isso, observamos que das 06 (seis) telhas, 4 (quatro) delas foram marcadas como não
conforme. A partir disto, como não se chegou a um valor limite até 02 (dois) para aceitação
ou pelo menos 05 (cinco) para rejeitação, o ensaio deverá ser refeito quanto à planaridade
para uma contraprova. Os dados podem ser observados conforme Tabela 05, abaixo:
PLANARIDADE
Telha N° Situação
01 N.C.
02 N.C.
03 N.C.
04 N.C.
05 OK
06 OK
UNC* 04
Data 20/01/2013
Tabela 05: Dados obtidos quanto à planaridade.
Fonte: As autoras.
* Unidades Não conformes.

Quanto às características dimensionais, a NBR 15310:2005 (2009) diz que a tolerância


de dimensões admitida é de ± 2,0% para as dimensões de fabricação [1]. Neste caso, as
medidas deveriam ser comparadas com as expostas no campo de identificação de cada telha,
porém, como não temos essas informações, não teremos como compará-las nesse tópico. Os
dados obtidos podem ser observados na Tabela 06, abaixo:

CARACTERÍSTICAS DIMENSIONAIS
Dimensões Efetivas (cm) Pino (mm)
Telha N°
Comprimento Largura Posição Altura
01 49,4 15,5 29 3
02 49,9 15,4 33 5
03 49,0 16,0 25 3
04 49,5 15,5 34 6
05 49,7 15,4 27 5
06 48,0 15,8 29 5
Data: 20/01/2014
Tabela 06: Dados obtidos quanto as características dimensionais.
Fonte: As autoras.

Segundo a NBR 15310:2005 (2009), a tolerância admitida para o valor do rendimento


médio (Rm) é de ± 4% [1].
Nessa etapa, montamos um pequeno telhado, para simular o rendimento médio da
área. Para isso, moldamos o telhado usando 14 (quatorze) telhas e medimos a largura e o
comprimento das telhas centrais. Depois disso, rotacionamos as telhas para obtermos 05
(cinco) configurações diferentes de telhados e anotamos os resultados. Com os dados obtidos,
calculamos a média dos comprimentos e larguras, a área média (m²) e o rendimento médio
(T/m²). Também neste caso, as medidas deveriam ser comparadas com as expostas no campo
de identificação de cada telha, porém, também não temos tal informação e não teremos como
compará-la nesse tópico. Os dados obtidos podem ser observados conforme Tabela 07 e uma
das configurações dos telhados pode ser observada conforme Figura 02, abaixo:

Figura 02: Configuração da estrutura do telhado montado.


Fonte: As autoras.

RENDIMENTO MÉDIO
CONFIGURAÇÃO Comprimento Útil (m) Largura Útil (m)
01 1,34 0,61
02 1,33 0,61
03 1,33 0,62
05 1,32 0,62
06 1,33 0,61
MÉDIA: 1,11 0,51
ÁREA MÉDIA (m²) 0,57
RENDIMENTO MÉDIO (T/m²)
Data: 20/01/2014
Tabela 07: Dados obtidos quanto ao rendimento médio.
Fonte: As autoras.

Por fim, quanto à massa seca e o índice de absorção, avaliamos as telhas quanto ao seu
índice de absorção. Para tal, as telhas ficaram submersas num recipiente com água e, logo
após, retiramos cada uma e pesamos o conjunto de telha + água e anotamos o resultado. Antes
disto, pesamos e enumeramos as telhas secas e anotamos o resultado.
Por normatização, temos que [2]:
Logo, a partir de (1), calculamos o índice de absorção e a média desse índice. Os
dados podem ser observados conforme Tabela 08, abaixo:

MASSA SECA E ÍNDICE DE ABSORÇÃO


MASSA SECA MASSA ÚMIDA ÍNDICE DE
Telha N° (g) (g) ABSORÇÃO (%)
01 1.216 1.293 6,33
02 1.216 1.321 8,63
03 1.295 1.396 7,80
04 1.247 1.361 9,14
05 1.258 1.372 9,06
06 1.203 1.286 6,90
MÉDIA 7,98
Data: 20/01/2014
Tabela 08: Dados obtidos quanto à massa seca e o índice de absorção.
Fonte: As autoras.

A NBR 15310:2005 (2009) diz que a massa da telha seca não deve ser superior a 6%
do valor declarado no projeto do modelo da telha. O limite máximo admissível da absorção de
água é 20 % [1]. Neste caso, como cada telha atendeu ao exposto em (1), o lote seria
considerado aceito nesse quesito. Quanto à massa seca, não teremos como compará-las, pois
não tínhamos essa informação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com base no exposto em todos os processos do ensaio e exigências, juntamente com a


NBR 15310:2005 (2009) e as notas de aula, o ensaio teve um resultado satisfatório e pode-se
considerar o lote como aprovado.
Mesmo tendo alguns problemas em relação à falta de informações contidas no campo
de identificação das telhas e a falta de equipamentos para que fosse possível realizar todos os
ensaios necessários, o ensaio pode ocorrer normal e integralmente a fim de que se entenda, na
prática, todo processo de controle de qualidade para que sejam usados materiais que supram
as necessidades do mercado de trabalho, com o máximo de desempenho possível.

REFERÊNCIAS

[1] Normatização Brasileira para Telhas Cerâmicas: NBR 15310:2005 (2009);


[2] Notas de aula.