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TÉCNICAS BÁSICAS DE LABORATORIO

4.1. Aquecimento
Em laboratório, antes de aquecer qualquer substância, é preciso que você conheça sua natureza. Acidentes
graves têm ocorrido provocando cegueira, deformações da pele, etc, simplesmente pela inobservância desta
regra elementar.
Água e éter de petróleo, por exemplo, são líquidos com propriedades inteiramente distintas e, por isso, devem ser
aquecidos diferentemente.
No Laboratório Químico, o aquecimento pode ser feito através de:

a. aquecedores elétricos (chapas, fornos, mantas elétricas, etc),


b. bico de gás,
c. banho-maria
d. lâmpadas incandescentes que emitem raios infravermelho ou de outro tipo.

Aquecimento com bico de gás: É uma dos aparelhos mais usados em laboratórios para fins de aquecimento,
permitindo alcançarem-se temperaturas da ordem de 15000C. Seu uso restringe-se apenas ao aquecimento de
sólidos e líquidos não inflamáveis, a não ser em condições extremas de segurança. É proibido, por medidas de
segurança, aquecer líquidos inflamáveis sobre bico de gás.
O bico de gás é usado somente para aquecimento de porcelana e outros materiais
resistentes, e para evaporação de soluções aquosas. Quando se vai aquecer um líquido à ebulição, recomenda-
se colocar algumas esferas de vidro, pedaços de algum material poroso (cerâmica, porcelana, carborundum,
etc.), a fim de evitar uma ebulição violenta, provocada pelo superaquecimento. Contudo, faça isto antes de iniciar
o aquecimento.

EXPERIÊNCIA No. 1 – Manuseio de um Bico de Bunsen

Aquecimento com bico de gás: É uma dos aparelhos mais usados em laboratórios para fins de aquecimento,
permitindo alcançarem-se temperaturas da ordem de 15000C. Seu uso restringe-se apenas ao aquecimento de
sólidos e líquidos não inflamáveis, a não ser em condições extremas de segurança. É proibido, por medidas de
segurança, aquecer líquidos inflamáveis sobre bico de gás.
O bico de gás é usado para aquecimento de porcelana e outros materiais resistentes, e para evaporação de
soluções aquosas. Quando se vai aquecer um líquido à ebulição, recomenda-se colocar algumas esferas de
vidro, pedaços de algum material poroso (cerâmica, porcelana, carborundum, etc.), a fim de evitar uma ebulição
violenta, provocada pelo superaquecimento. Contudo, faça isto antes de iniciar o aquecimento.

OBJETIVOS: Manusear corretamente o bico de bunsen


Identificar a temperatura das diferentes regiões da chama de um bico de bunsen

INTRODUÇÃO

Um grande número de operações em um laboratório químico requer aquecimento, sendo a queima de um gás combustível,
num bico, a fonte de calor mais comum.

O bico de bunsen, o mais freqüentemente usado, tem como combustível o gás liquefeito de petróleo, constituído por uma
mistura de hidrocarbonetos principalmente propano e butano.

Este bico consiste de um tubo metálico que em sua base, apresenta um dispositivo para entrada de gás e outro rotatório,
para controlar a entrada de ar.
O fluxo de gás é regulado por ma válvula (torneira) a qual o bico é ligado por meio de um tubo de borracha. Quando o bico
está em uso, o combustível mistura-se com o ar no interior do tubo metálico e queima na sua extremidade superior.

Estando fechada a entrada de ar, a chama obtida será grande, luminosa, amarela e não muito quente, devido ao
fornecimento insuficiente de oxigênio para a queima completa do combustível, ocorrendo assim uma combustão incompleta
que pode ser representada pela seguinte equação química:

CnH2n + 2 + O2  C + CO + H2O + E

Abrindo-se lentamente a entrada de ar, a chama torna-se menos luminosa, azul e mais quente apresentando dois
cones distintos, um interno mais frio, chamado redutor e o externo, quase invisível, denominado oxidante.
A chama assim obtida mostra que está havendo uma mistura adequada, de ar e combustível, indicando ocorrência
de uma combustão completa, representada pela seguinte equação química:

CnH2n + 2 + O2  CO2 + H2O + E

a) Zona externa: Violeta pálida, quase invisível,


onde os gases fracamente
expostos ao ar sofrem combustão completa,
resultando em CO2 e H2O.
Esta zona é chamada de zona oxidante
(Temperaturas de 1560-1540ºC).
b) Zona intermediaria: Luminosa, caracterizada por
combustão incompleta, por deficiência do
suprimento de O2. O carbono forma CO, o qual se
decompõe pelo calor, resultando diminutas
partículas de C (carbono) que, incandescentes, dão
luminosidade à chama. Esta zona é chamada de
zona redutora (Temperaturas abaixo de 1540ºC).
c) .Zona interna: Limitada por uma “casca” azulada
Para se aquecerem bequer, erlenmeyer, balões etc., não se deve usar diretamente o bico de Bunsen; estes aquecimentos
são feitos através da tela de amianto, cuja função écontendo
deixar passar oos
calor gases que e não
uniformemente ainda
permitirnão sofreram
que passe a chama.

MATERIAL UTILIZADO combustão – mistura carburante (Temperaturas em


Bico de bunsen
torno de 300ºC).
Isqueiro
PROCEDIMENTOS:

Para acender o bico do gás, proceda da seguinte maneira:


a) Feche completamente a entrada de ar no bico;
b) Aproxime a chama de um fósforo lateralmente, abra lentamente a válvula do gás e obtendo uma chama grande
e luminosa, de cor amarela.
c) Abra vagarosamente a entrada de ar de modo que a chama fique completamente azul;
d) Caso a chama se apague ou haja combustão no interior do tubo, feche a entrada do gás e reinicie as
operações anteriores. O gás combustível é geralmente o gás de rua ou o G.L.P. (gás liquefeito de petróleo). O
comburente, via de regra, é o ar atmosférico.

Luminosidade da chama
a) Note o que acontece à chama quando a válvula de ar é movimentada, particularmente quando a válvula de ar é aberta
e fechada; quais as característica de uma chama não luminosa e de uma chama luminosa?

Regiões da chama
b) Desenhe a chama do bico de bunsen mostrando as regiões cônicas de uma chama não luminosa
Purificação de sólidos por Sublimação

OBJETIVO: Treinamento de técnicas específicas para a purificação de substâncias sólidas.


INTRODUÇÃO
A sublimação é um processo de purificação de substâncias sólidas. Possui vantagens como
técnica de purificação em relação a recristalização, pois não necessita de solventes e em geral é mais
rápida.
Entretanto, apresenta a grande desvantagem de ser um processo menos seletivo do que a
recristalização. O sólido quando aquecido passa diretamente da fase sólida a vapor sem passar pelo
estado líquido. Sólidos que possuem alta pressão de vapor podem ser sublimáveis.
A temperatura de sublimação é aquela na qual a pressão de vapor do sólido se iguqla a pressão
externa. Poucas substâncias possuem pressão de vapor suficientemente elevada para permitir a
sublimação à pressão atmosférica.
Então dentre elas o naftaleno, o antraceno, o ácido benzóico, a cânfora e as quinonas. As
substâncias sublimáveis possuem características apolares e são razoavelmente simétricas. Nestes
casos, as forças de atração intermoleculares no estado sólido são mais fracas, e, com isso, a pressão de
vapor é mais alta. A diminuição da pressão do sistema aumenta a velocidade de evaporação do sólido e
permite que outras substâncias possam ser purificadas por este processo.

MATERIAL
Bécquer 300 ml
Bico de bunsen
Tela de amianto
Vidro de relógio
Tripé de ferro
Espátula
REAGENTES
Iodo, I2, em cristais.
PROCEDIMENTO
1. Coloque a amostra sólida a ser purificada em um Becker de 100ml.
2. Cubra o copo com um vidro de relógio. Despeje água no vidro de relógio até 2/3 do seu volume.
Coloque esse conjunto sobre uma tela de amianto. Aqueça em chama baixa até que os vapores de
iodo cheguem ao vidro de relógio.
3. Espere mais 5 segundos e desligue o gás.
4. Deixe esfriar o sistema durante 4 minutos.
5. Retire o vidro de relógio cuidadosamente e jogue fora a água.
6. Observe o vidro de relógio. O que há em sua face externa?
Amostra impura

QUESTÕES
1. Em que consiste a sublimação?
2.Quais sua vantagens e desvantagens deste processo?
3. Quais a características estruturais uma substância sólida deve possuir para ser purificada por sublimação