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PROVA DE MATEMÁTICA EsPCEx 2017-2018 (MODELO D)


DATA 30 DE SETEMBRO DE 2017

ENUNCIADOS

1) Na figura estão representados os gráficos das funções reais f (quadrática) e g


(modular) definidas em . Todas as raízes das funções f e g também estão
f x
representadas na figura. Sendo h  x   , assinale a alternativa que apresenta os
gx
intervalos onde h assume valores negativos.
a) 3, 1  6,8
b) , 3  1,6  8, 
c) , 2   4, 
d) , 3   1, 2  7, 
e) 3, 1   2, 4  6,8

2) Em uma população de homens e mulheres, 60% são mulheres, sendo 10% delas
vegetarianas. Sabe-se, ainda, que 5% dos homens dessa população também são
vegetarianos. Dessa forma, selecionando-se uma pessoas dessa população ao acaso e
verificando-se que ela é vegetariana, qual a probabilidade de que seja mulher?
a) 50% b) 70% c) 75% d) 80% e) 85%

4
a b   
3) Seja a igualdade  i   cos  i sen  , onde i é a unidade imaginária. Se a e b
3 5  6 6
a
são números reais, então o quociente é igual a
b
3 3 3 3 3 3 15 3
a) b) c)  d)  e)
5 5 5 5 4

4) Considere o triângulo com ângulos internos x, 45 e 120. O valor de tg 2  x  é igual


a
a) 3  2 b) 4 3  7 c) 7  4 3 d) 2  3 e) 2  4 3

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5) Duas instituições financeiras fornecem senhas para seus clientes, construídas segundo
os seguintes métodos:
1ª instituição: 5 caracteres distintos formados por elementos do conjunto
1, 2,3, 4,5,6,7,8,9;
2ª instituição: 6 caracteres distintos formados por duas letras, dentre as vogais, na
primeira e segunda posições da senha, seguidas por 4 algarismos dentre os elementos do
conjunto 3, 4,5,6,7,8,9.
Para comparar a eficiência entre os métodos de construção das senhas, medindo sua
maior ou menor vulnerabilidade, foi definida a grandeza “força da senha”, de forma
que, quanto mais senhas puderem ser criadas pelo método, mais “forte” será a senha.
Com base nessas informações, pode-se dizer que, em relação à 2ª instituição, a senha
da 1ª instituição é
a) 10% mais fraca. b) 10% mais forte
c) de mesma força. d) 20% mais fraca.
e) 20% mais forte.

6) A angioplastia é um procedimento médico caracterizado pela inserção de um cateter


em uma veia ou artéria com o enchimento de um pequeno balão esférico localizado na
ponta desse cateter. Considerando que, num procedimento de angioplastia, o raio inicial
do balão seja desprezível e aumente a uma taxa constante de 0,5 mm s até que o
volume seja igual a 500 mm3 , então o tempo, em segundos, que o balão leva para
atingir esse volume é
5 2 3
a) 10 b) 10 3 c) 10 3 d) 10 3  e) 10 3
  

7) Na figura abaixo, está representado o plano de Argand-Gauss com os afixos de 12


números complexos, identificados de A e L. Sabe-se que esses afixos dividem a
circunferência em 12 partes iguais e que A  1,0  . O polígono regular cujos vértices
são os afixos de 4 E é

a) BEHK b) CFIL c) ADGJ d) BDHJ e) CEIK

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8) O valor da altura de um cilindro reto de raio R, cujo volume é a soma dos volumes
dos sólidos 1 e 2 é

13 7 5 4 17
a) a b) a c) a d) a e) a
12 6 4 3 12

9) Uma elipse tem centro na origem e vértices em  2a, 0  e  0,a  , com a  0. A área
do quadrado inscrito nessa elipse é
16a 2 4a 2 12a 2 8a 2 20a 2
a) b) c) d) e)
5 5 5 5 5

10) Considere dois planos  e  perpendiculares e três retas distintas r, s e t tais que
r  , s   e t   . Sobre essas retas e os planos é correto afirmar que
a) as retas r e s somente definirão um plano se forem concorrentes com t em um único
ponto.
b) a retas r e s podem definir um plano paralelo à reta t.
c) as retas r e s são necessariamente concorrentes.
d) se as retas r e s forem paralelas, então elas definem um plano perpendicular a  e .
e) o plano definido por r e t é necessariamente paralelo a s.

11) Resolvendo a equação log3  x 2  2x  3  log 1  x  1  log3  x  1 , obtém-se


3
a) S  1 b) S  4,5 c) S  6 d) S   e) S  4

12) O conjunto solução da inequação 2sen 2 x  cos x  1  0, no intervalo 0, 2 é


 2 4    5    5 
a)  ,  b)  ,  c)  , 
3 3 3 6  3 3 
  2   4 5    5   7 10 
d)  ,    ,  e)  ,    ,
3 3   3 3   6 6   6 6 

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13) Uma circunferência tem centro no eixo das abscissas, passa pelo ponto  4, 4  e não
intercepta o eixo das ordenadas. Se a área do círculo definido por essa circunferência é
17, a abscissa do seu centro é
a) 3 b) 4 c) 5 d) 6 e) 7

14) O conjunto solução da inequação x  4  1  2 é um intervalo do tipo a, b. O


valor de a  b é
a) 8 b) 2 c) 0 d) 2 e) 8

i  j, se i  j

15) Uma matriz quadrada A, de ordem 3, é definida por a ij   i j
.

 1  , se i  j
Então det  A1  é igual a
1 1
a) 4 b) 1 c) 0 d) e)
4 2

16) As raízes inteiras da equação 23x  7  2x  6  0 são


a) 0 e 1 b) 3 e 1 c) 3, 1 e 2 d) 3, 0 e 1 e) 0, 1 e 2

17) A curva do gráfico representa a função y  log 4 x

A área do retângulo ABCD é


3
a) 12 b) 6 c) 3 d) 6 log 4 e) log 4 6
2

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18) Seis círculos de raio 1 cm são inseridos no paralelogramo MNPQ, de área X cm2 ,
de acordo com a figura abaixo.

Sabendo-se que os seis círculos são tangentes entre si e com os lados do paralelogramo,
a área X, em cm 2 , é
30  14 3 36  20 3
a) 11  6 3 b) c) 10  5 3 d) 11  6 3 e)
3 3

19) Determine o valor numérico do polinômio p  x   x 4  4x3  6x 2  4x  2017 para


x  89.
a) 53213009 b) 57138236 c) 61342008 d) 65612016 e) 67302100

1
20) Sendo M  arc tg  X  , N  arc tg   e P  tg  M  N  , o valor de 30P para
X
X  15 é
224 45
a) b) c) 45 d) 224 e) 225
30 6

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DATA 30 DE SETEMBRO DE 2017

RESPOSTAS E CLASSIFICAÇÃO DAS QUESTÕES

1) b (Função)
2) c (Probabilidade – condicional)
3) a (Números complexos)
4) c (Trigonometria)
5) a (Análise combinatória)
6) e (Geometria espacial métrica)
7) a (Números complexos)
8) e (Geometria espacial métrica)
9) a (Geometria analítica – cônicas)
10) b (Geometria espacial de posição)
11) d (Logaritmos)
12) c (Trigonometria – inequação)
13) c (Geometria analítica – circunferência)
14) e (Inequação modular)
15) d (Matrizes e determinantes)
16) a (Equação exponencial)
17) b (Logaritmos)
18) e (Geometria plana – áreas)
19) d (Polinômios e binômio de Newton)
20) d (Trigonometria – função trigonométrica inversa)

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DATA 30 DE SETEMBRO DE 2017

RESOLUÇÃO

1) Na figura estão representados os gráficos das funções reais f (quadrática) e g


(modular) definidas em . Todas as raízes das funções f e g também estão
f x
representadas na figura. Sendo h  x   , assinale a alternativa que apresenta os
gx
intervalos onde h assume valores negativos.
a) 3, 1  6,8
b) , 3  1,6  8, 
c) , 2   4, 
d) , 3   1, 2  7, 
e) 3, 1   2, 4  6,8

RESOLUÇÃO: b
Observe que não é preciso identificar a expressão das funções para resolver a questão,
apenas identificar os sinais que elas assumem em cada intervalo a partir do gráfico.
Assim, temos:
f  x   0  x  1 ou x  8 e f  x   0  1  x  8
g  x   0  3  x  6 e g  x   0  x  3 ou x  6
f x
A função h  x    0 quando f e g possuem sinais contrários. Isso ocorre nos
gx
seguintes casos:
f  x   0 e g  x   0 :  , 1  8,     , 3  6,    , 3  8, 
f  x   0 e g  x   0 : 1,8  3,6  1,6
f x
Assim, h  x    0  x  , 3  1, 6  8,  .
g x
Esse resultado poderia ser obtido também construindo-se um quadro de sinais ou pelo
método dos intervalos.

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2) Em uma população de homens e mulheres, 60% são mulheres, sendo 10% delas
vegetarianas. Sabe-se, ainda, que 5% dos homens dessa população também são
vegetarianos. Dessa forma, selecionando-se uma pessoa dessa população ao acaso e
verificando-se que ela é vegetariana, qual a probabilidade de que seja mulher?
a) 50% b) 70% c) 75% d) 80% e) 85%

RESOLUÇÃO: c
Vamos colocar as informações do enunciado em uma tabela.

Vegetarianos(as) Não-vegetarianos(as) Total


Homens 2% 38% 40%
Mulheres 6% 54% 60%

Se 10% das mulheres são vegetarianas, então 10%  60%  6% do total da população são
mulheres vegetarianas.
Se 5% dos homens são vegetarianos, então 5%  40%  2% do total da população são
homens vegetarianos.
Se você selecionar uma pessoa ao acaso na população e ela for vegetariana, então o
espaço amostral é dado por #    2%  6%  8%. Para calcular a probabilidade de que
essa pessoa seja mulher, o número de casos favoráveis é #  A   6%. Assim, a
#  A  6% 3
probabilidade pedida é dada por P  A      75%.
#    8% 4

Vamos resolver esse problema usando a notação de probabilidade condicional. Seja M o


evento que ocorre se a pessoa escolhida é mulher e V o evento que ocorre se a pessoa
escolhida é vegetariana, então a probabilidade pedida é a probabilidade de M dado V.
P M  V
Isso é dado por P  M / V   .
P V
A probabilidade de a pessoa escolhida ser mulher e vegetariana é
#M  V 6%
P M  V    6%.
#   100%
A probabilidade de a pessoa escolhida ser vegetariana é
#  V  2%  6%
P V    8%.
#  100%
P  M  V  6%
Assim, a probabilidade pedida é P  M / V     75%.
P V 8%

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Vamos ver como essas probabilidades aparecem em uma árvore de decisão.

Note que P  V   P  M  V   P  H  V   6%  2%  8%.

BIZU: Probabilidade condicional


Dados dois eventos A e B, a probabilidade condicional de B dado A (probabilidade de
P  A  B
B a posteriori dado que A ocorreu), denotada por P  B / A  , é P  B / A   .
P A
Podemos também escrever P  A  B  P  A   P  B / A   P  B   P  A / B  . A
probabilidade condicional de B dado A se comporta como uma probabilidade em um
espaço amostral reduzido igual a A.

4
a b   
3) Seja a igualdade  i   cos  i sen  , onde i é a unidade imaginária. Se a e b
3 5  6 6
a
são números reais, então o quociente é igual a
b
3 3 3 3 3 3 15 3
a) b) c)  d)  e)
5 5 5 5 4

RESOLUÇÃO: a
4
  
Pela 1ª fórmula de De Moivre, temos:  cos  i sen 
 6 6
4
a b    4 2 2 2 1 3
 i   cos  i sen   cis  cis  cos  i  sen   i
3 5  6 6 6 3 3 3 2 2
Sabemos que dois números complexos são iguais se, e somente se, suas partes reais e
imaginárias são iguais. Assim, temos:

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a 1 3
  a
a b 1 3 3 2 2 a  3  2  3
 i  i        
3 5 2 2  b  3  b   5 3 b  2  5 3 5

 5 2 2

BIZU: Fórmulas de De Moivre


Multiplicação e divisão de complexos na forma trigonométrica
z  r  cis  z r
  z  w  rs  cis      e   cis     
w  s  cis w s
Primeira fórmula de De Moivre
z   cis  z n   n  cis  n 
Segunda fórmula de De Moivre
  2k
z n   cis  z  n   cis , k  0,1, 2, ,  n  1
n
Exemplos:
  
z  2cis  z3  23 cis  3    8cis  8
3  3
0  2k
z3  1  1 cis 0  z  3 1 cis , k  0,1, 2
3
2 4
 z1  1cis0  1; z 2  1cis ; z3  1cis
3 3
Note que as raízes cúbicas da unidade são os vértices de um triângulo equilátero em
uma circunferência de raio 1.

4) Considere o triângulo com ângulos internos x, 45 e 120. O valor de tg 2  x  é igual


a
a) 3  2 b) 4 3  7 c) 7  4 3 d) 2  3 e) 2  4 3

RESOLUÇÃO: c
Como a soma dos ângulos internos de um triângulo é 180, então
x  180  45 120  15.
1  cos 2
Como cos 2  2cos2   1  1  2sen 2 , então cos2   e
2
1  cos 2 1  cos 2
sen 2   , o que implica tg 2   .
2 1  cos 2
Assim, temos:
3
1
2  3 2  3 2  3
2
2  1  cos 30 2
tg x  tg 15 
2
     74 3
1  cos 30 3 2  3 2  3 22   3 2
1
2

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5) Duas instituições financeiras fornecem senhas para seus clientes, construídas segundo
os seguintes métodos:
1ª instituição: 5 caracteres distintos formados por elementos do conjunto
1, 2,3, 4,5,6,7,8,9;
2ª instituição: 6 caracteres distintos formados por duas letras, dentre as vogais, na
primeira e segunda posições da senha, seguidas por 4 algarismos dentre os elementos do
conjunto 3, 4,5,6,7,8,9.
Para comparar a eficiência entre os métodos de construção das senhas, medindo sua
maior ou menor vulnerabilidade, foi definida a grandeza “força da senha”, de forma
que, quanto mais senhas puderem ser criadas pelo método, mais “forte” será a senha.
Com base nessas informações, pode-se dizer que, em relação à 2ª instituição, a senha
da 1ª instituição é
a) 10% mais fraca. b) 10% mais forte
c) de mesma força. d) 20% mais fraca.
e) 20% mais forte.

RESOLUÇÃO: a
As senhas da 1ª instituição são compostas por 5 caracteres distintos dentre os elementos
do conjunto 1, 2,3, 4,5,6,7,8,9. Assim, há 9 possibilidades para o primeiro caractere,
8 possibilidades para o segundo caractere, e assim por diante, até 5 possibilidades para o
quinto caractere.
Portanto, a quantidade de senhas que podem ser criadas pelo método da 1ª instituição é
9  8  7  6  5  15120.
As senhas da 2ª instituição são formadas por 2 caracteres distintos dentre as 5 vogais e 4
algarismos distintos dentre os 7 elementos do conjunto 3, 4,5,6,7,8,9. Assim, há 5
possibilidades para o primeiro caractere, 4 possibilidades para o segundo caractere, 7
possibilidades para o terceiro (primeiro número), e assim por diante, até que há 4
possibilidades para o sexto caractere.
Portanto, a quantidade de senhas que podem ser criadas pelo método da 2ª instituição é
5  4  7  6  5  4  16800.
Logo, a senha da 1ª instituição em relação à 2ª instituição é
15120  16800 1680
  10%, ou seja, é 10% mais fraca.
16800 16800

6) A angioplastia é um procedimento médico caracterizado pela inserção de um cateter


em uma veia ou artéria com o enchimento de um pequeno balão esférico localizado na
ponta desse cateter. Considerando que, num procedimento de angioplastia, o raio inicial
do balão seja desprezível e aumente a uma taxa constante de 0,5 mm s até que o
volume seja igual a 500 mm3 , então o tempo, em segundos, que o balão leva para
atingir esse volume é
5 2 3
a) 10 b) 10 3 c) 10 3 d) 10 3  e) 10 3
  

RESOLUÇÃO: e

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Quando o volume do balão esférico é 500 mm3 , o raio r é dado por


4 4 375 3
V    r3  500    r3  r3   r  53
3 3  
Considerando que o raio aumenta a uma taxa constante de 0,5 mm s, então o tempo
3
53
3
necessário para atingir o raio r  53 mm é t    10 3 3 s.
 0,5 

7) Na figura abaixo, está representado o plano de Argand-Gauss com os afixos de 12


números complexos, identificados de A e L. Sabe-se que esses afixos dividem a
circunferência em 12 partes iguais e que A  1,0  . O polígono regular cujos vértices
são os afixos de 4 E é

a) BEHK b) CFIL c) ADGJ d) BDHJ e) CEIK

RESOLUÇÃO: a
Seja o número complexo E que tem como afixo o ponto E, então E tem módulo 1 e
2 2
argumento 4   .
12 3
Pela 2ª fórmula de De Moivre, temos:
2
 2k
3   2k 
4
E  1cis
4
 1 cis    , k  0,1, 2,3.
4 6 4 
Assim, os vértices do polígono regular procurado são os afixos dos seguintes números
complexos:

z1  1 cis  B
6
  2  2
z 2  1cis     1cis E
6 4  3
  4  5
z3  1cis     1cis H
6 4  6
  6  5
z 4  1cis     1cis K
6 4  3

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Logo, o polígono regular procurado é o quadrado BEHK.


Note que os afixos das raízes quartas do número complexo E dividem a circunferência
em quatro partes iguais.

8) O valor da altura de um cilindro reto de raio R, cujo volume é a soma dos volumes
dos sólidos 1 e 2 é

13 7 5 4 17
a) a b) a c) a d) a e) a
12 6 4 3 12

RESOLUÇÃO: e
a
a
O sólido 1 é um tronco de cilindro de raio da base R e eixo e  2  3a . Assim, o
2 4
3a 3
volume do sólido 1 é V1   R 2  e   R 2    R 2  a.
4 4
a
O sólido 2 é a reunião de um cilindro de raio da base R e altura , e um cone de raio da
2
a a
base R e altura a
 . Assim, o volume do sólido 2 é
2 2
a 1 a 2
V2  Vcil  Vcone   R 2     R 2     R 2  a.
2 3 2 3
Seja H a altura do cilindro de raio R cujo volume V é a soma dos volumes dos sólidos 1
e 2, então
3 2 3 2 17
V  V1  V2   R 2  H    R 2  a    R 2  a  H  a  a  a
4 3 4 3 12

9) Uma elipse tem centro na origem e vértices em  2a, 0  e  0,a  , com a  0. A área
do quadrado inscrito nessa elipse é
16a 2 4a 2 12a 2 8a 2 20a 2
a) b) c) d) e)
5 5 5 5 5

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RESOLUÇÃO: a
A elipse descrita tem semieixo maior a '  2a e semieixo menor b  a. Assim, sua
x2 y2 x2 y2
equação é dada por  1   1.
 2a 2 a2 4a 2 a2

L L
Os vértices de um quadrado de lado L inscrito na elipse são V1   ,  ,
2 2
 L L  L L L L
V2    ,  , V3    ,   e V4   ,   , e cada um deles deve satisfazer a
 2 2  2 2 2 2
L L
equação da elipse. Assim, temos para V1   ,  :
2 2
 L 2 2  L 2 2 L2 L2 16a 2
 1   1  L2  4L2  16a 2  L2 
4a 2 a2 16a 2 4a 2 5
16a 2
Portanto, a área desse quadrado é S  L2  .
5

10) Considere dois planos  e  perpendiculares e três retas distintas r, s e t tais que
r  , s   e t   . Sobre essas retas e os planos é correto afirmar que
a) as retas r e s somente definirão um plano se forem concorrentes com t em um único
ponto.
b) a retas r e s podem definir um plano paralelo à reta t.
c) as retas r e s são necessariamente concorrentes.
d) se as retas r e s forem paralelas, então elas definem um plano perpendicular a  e .
e) o plano definido por r e t é necessariamente paralelo a s.

RESOLUÇÃO: b

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a) ERRADO. Vide o caso apresentado na alternativa b).


b) CORRETO. Se r || t e s || t, então r || s e o plano definido por elas é paralelo a t.

c) ERRADO. Vide o caso apresentado na alternativa b).


Sobre esse caso, observe o enunciado do teorema dos três planos secantes: Se três
planos distintos são dois a dois secantes, segundo três retas, ou essas retas passam por
um mesmo ponto ou são paralelas duas a duas.
d) ERRADO. Se r e s são paralelas entre si, então elas também são paralelas a t. O plano
 definido por r e s, é secante a  e , pois r     e s    . Logo, o plano  será
oblíquo aos planos  e . Observe que como as três retas que são interseções desses
planos são paralelas entre si, os três ângulo diedros vão formar um triângulo retângulo.
Assim, os ângulos entre  e  , e entre  e  devem ser agudos.
e) ERRADO. O plano definido por r e t é . A reta s pode ser concorrente a t e, nesse
caso, será secante a .

11) Resolvendo a equação log3  x 2  2x  3  log 1  x  1  log3  x  1 , obtém-se


3
a) S  1 b) S  4,5 c) S  6 d) S   e) S  4

RESOLUÇÃO: d
Inicialmente devemos observar que os logaritmando devem ser positivos. Assim, temos:

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x 2  2x  3  0  x  1 ou x  3
x 1  0  x  1
x  1  0  x  1
Fazendo a interseção desses três intervalos, a condição de existência resultante é x  3.
Vamos agora resolver a equação.
log3  x 2  2x  3  log 1  x  1  log3  x  1
3
 log3  x  1  x  3  log3  x  1  log3  x  1
 log3  x  1  log3  x  3  log3  x  1  log3  x  1
 log3  x  3  log3  x  1
 x  3  x  1  3  1  S  

12) O conjunto solução da inequação 2sen 2 x  cos x  1  0, no intervalo 0, 2 é


 2 4    5    5 
a)  ,  b)  ,  c)  , 
3 3 3 6  3 3 
  2   4 5    5   7 10 
d)  ,    ,  e)  ,    ,
3 3   3 3   6 6   6 6 

RESOLUÇÃO: c
2sen 2 x  cos x  1  0  2 1  cos2 x   cos x  1  0  2cos2 x  cos x  1  0
1
 1  cos x 
2
Vamos identificar as soluções de primeira volta analisando o ciclo trigonométrico.

  5 
Logo, o conjunto solução da inequação é S   ,  .
3 3 

13) Uma circunferência tem centro no eixo das abscissas, passa pelo ponto  4, 4  e não
intercepta o eixo das ordenadas. Se a área do círculo definido por essa circunferência é
17, a abscissa do seu centro é
a) 3 b) 4 c) 5 d) 6 e) 7

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RESOLUÇÃO: c
Seja o ponto O   x o , 0  o centro da circunferência de raio r.

Como a área do círculo definido por essa circunferência é 17, então


S   r 2  17  r  17.
Como a circunferência não intercepta o eixo das ordenadas e passa pelo ponto
A   4, 4  , então o ponto O está no lado positivo do eixo das abscissas e x o  r  17.
Para que a circunferência passe pelo ponto A   4, 4  , é necessário que a distância entre
seu centro e esse ponto seja igual ao raio. Assim, temos
OA  r   x o  4 2   0  4 2  17  x o2  8x o  16  16  17  x o2  8x o  15  0
x 3  x 5
Mas devemos ter x o  r  17  4, então x o  5.

14) O conjunto solução da inequação x  4  1  2 é um intervalo do tipo a, b. O


valor de a  b é
a) 8 b) 2 c) 0 d) 2 e) 8

RESOLUÇÃO: e
x  4  1  2  2  x  4  1  2  3  x  4  1
Sabemos que x  4  0 para qualquer valor de x, então o lado esquerdo da inequação é
sempre verdadeiro.
 x  4  1  1  x  4  1  3  x  5  S  3,5
Portanto, a  3 e b  5, o que implica a  b  3  5  8.

BIZU: Inequação modular


Seja a um número real positivo, então
x  a  a  x  a
x  a  x  a ou x  a
Exemplos: x  1  1  x  1 e x  2  x  2 ou x  2

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i  j, se i  j

15) Uma matriz quadrada A, de ordem 3, é definida por a ij   i j
.

 1  , se i  j
Então det  A1  é igual a
1 1
a) 4 b) 1 c) 0 d) e)
4 2

RESOLUÇÃO: d
11 12 13
a11   1  1; a12   1  1; a13   1  1
2 2 23
a 21  2  1  1; a 22   1  1; a 23   1  1
33
a 31  3  1  2; a 32  3  2  1; a 33   1 1
1 1 1 
 A  1 1 1  det A  1  2  1  2  1  1  4
 2 1 1 
 det  A 1  
1 1

det A 4

BIZU: Teorema de Binet e o determinante da matriz inversa


Teorema de Binet: Sejam A e B matrizes quadradas de mesma ordem, então:
det  A  B  det A  det B.
Esse teorema permite que seja calculado o determinante de um produto de matrizes
através do determinante dos fatores, sem necessidade de efetuar o produto.
Uma consequência imediata é que, se A é uma matriz quadrada e então
det  An    det A  .
n

1 3  0 2 
Por exemplo, se A    e B  , então
 2 4 1 3 
det  A  B  det A  det B  1 4  3  2    0  3  2 1   2    2   4.
Considerando a expressão A1A  AA1   n e o teorema de Binet, o determinante da

matriz inversa de A será dado por det  A 1  


1
.
det A

16) As raízes inteiras da equação 23x  7  2x  6  0 são


a) 0 e 1 b) 3 e 1 c) 3, 1 e 2 d) 3, 0 e 1 e) 0, 1 e 2

RESOLUÇÃO: a
Realizando a substituição de variáveis 2x  y, temos: y3  7y  6  0.
Por inspeção, y  1 é raiz. Vamos utilizar o algoritmo de Briot-Ruffini para baixar o
grau da equação.

1 1 0 7 6
1 1 6 0

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Após a aplicação do algoritmo, vem:


y3  7y  6  0   y  1  y2  y  6   0
A equação do 2° grau y2  y  6  0 tem raízes y  2 e y  3. Assim, a equação
y3  7y  6  0 tem conjunto-solução S  3,1, 2.
Agora devemos retornar a substituição de variáveis. Assim, temos:
2x  3 (não existe x real)
2x  1  20  x  0
2x  2  21  x  1
Logo, o conjunto-solução da equação original é 0,1 e essas são suas raízes inteiras.

17) A curva do gráfico representa a função y  log 4 x

A área do retângulo ABCD é


3
a) 12 b) 6 c) 3 d) 6 log 4 e) log 4 6
2

RESOLUÇÃO: b
Seja f  x   y  log 4 x.
O lado AD tem medida x D  x A  8  2  6.
O lado AB tem medida
8
yB  yA  yC  yA  f 8  f  2   log 4 8  log 4 2  log 4    log 4 4  1.
2
Logo, a área do retângulo ABCD é S  AD  AB  6 1  6 unidades de área.

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18) Seis círculos de raio 1 cm são inseridos no paralelogramo MNPQ, de área X cm2 ,
de acordo com a figura abaixo.

Sabendo-se que os seis círculos são tangentes entre si e com os lados do paralelogramo,
a área X, em cm 2 , é
30  14 3 36  20 3
a) 11  6 3 b) c) 10  5 3 d) 11  6 3 e)
3 3

RESOLUÇÃO: e

Observe que as três circunferências tangentes exteriores de centros A, B e F formam o


triângulo equilátero ABF.
Os quadriláteros ACC’A’ e AFF”A” são retângulos, então QP || AC e MQ || AF, o que
implica MQPˆ  60 e NPQˆ  180  60  120.
ˆ e NPQ,
AQ e PC são bissetrizes dos ângulos MQP ˆ respectivamente.
No triângulo retângulo AA’Q, temos: QA '  AA ' tg 60  r 3.
r 3
No triângulo retângulo PC’C, temos: C'P  C'C tg 30  .
3

  3  3 .
r 3 4r
Assim, o lado PQ é dado por PQ  QA ' A 'C' C'P  r 3  4r 
3 3

 r  r  2  3 .
2r 3
A altura do paralelogramo é F'K '  F'F  FK  KK '  r 
2
Portanto, a área X do paralelogramo MNPQ é dada por
2
X  PQ  F'K ' 
4r
3  3   r  2  3   4r 9  5 3 .
3 3
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4 12
Para r  1, temos: X   9  5 3   36  20 3 .
3 3

19) Determine o valor numérico do polinômio p  x   x 4  4x3  6x 2  4x  2017 para


x  89.
a) 53213009 b) 57138236 c) 61342008 d) 65612016 e) 67302100

RESOLUÇÃO: d
p  x   x 4  4x3  6x 2  4x  2017   x 4  4x3  6x 2  4x  1  2016   x  1  2016
4

p 89  89  1  2016  904  2016  65610000  2016  65612016


4

1
20) Sendo M  arc tg  X  , N  arc tg   e P  tg  M  N  , o valor de 30P para
X
X  15 é
224 45
a) b) c) 45 d) 224 e) 225
30 6

RESOLUÇÃO: d
  
M  arc tg  X   tg M  X  M    , 
 2 2
1 1   
N  arc tg    tg N   N    , 
X X  2 2
1
X
tg M  tg N X2 1

P  tg M  N    X 
1  tg M  tg N 1  X  1 2X
X
152  1
X  15  P   30P  224
2 15

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