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Aula 00

Urgência e Emergência p/ AHM-SP (Analista de Saúde - Enfermagem)

Professores: Poly Aparecida, Regina Barros

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Urgência e Emergência/Enfermagem
Teoria e exercícios comentados
Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00

AULA 00: POLÍTICA E PORTARIAS DE URGÊNCIAS E EMERGÊNCIA

SUMÁRIO PÁGINA
1. Apresentação do Curso 1
2. Cronograma 3
3. A Política Nacional de Atenção às Urgências. (Portaria nº 4
1.863/GM em 29 de setembro de 2003)
4. Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde. 11
(Portaria nº 1.600/GM, de 7 de julho de 2011)
5. Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência 19
e Emergência. (Portaria nº 2048, de 5 de novembro de 2002)
6. PORTARIA Nº 2.395, DE 11 DE OUTUBRO0 DE 2011
PORTARIA Nº 3390 de 30 DE DEZEMBRO DE 2013
7. Lista de exercícios 59
8. Gabarito 78
9. Referências 79

APRESENTAÇÃO DO CURSO

Olá pessoal! Sejam bem-vindos a disciplina de Emergência aula de Política e


Portarias de Urgências e Emergências! Preparados para mais uma etapa de estudos?
Parabéns pelo foco e aumente seu desempenho com organização e concentração!
O curso abordará os principais pontos da Legislação, lembre-se o seu estudo
leva ao alcance de uma grande oportunidade para o ingresso em uma carreira
brilhante.
Meu nome é Regina de Souza Barros, sou especialista em Enfermagem
Clínica, na modalidade residência, pós-graduada em Docência Superior. Iniciei
minha vida de concurseira em 2005, tendo êxito em cinco concursos nos quais
fui nomeada, empossada em quatro deles e posso garantir a melhor sensação
não é a posse, e sim o poder de escolha, que espero que você também
alcance. Atualmente, ocupando o cargo de Enfermeira na Secretaria de Saúde
do Distrito Federal com 20hs destinadas à função de Docente na Escola
Superior de Ciências da Saúde (ESCS).
A Enfermagem é uma das profissões de maior destaque no campo da
saúde. A introdução do enfermeiro no mercado de trabalho é abrangente,

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podendo atuar em todas as especialidades nos serviços do Sistema Único de


Saúde (SUS).
Meus queridos alunos e futuros colegas de trabalho: organização do
estudo é essencial para esse caminho tão glorioso que é a aprovação em
concurso público, vão algumas dicas de estudo que foram o diferencial para a
minha preparação:
• Analise se o tempo de estudo está realmente produtivo. Seja
sincero com você mesmo!! Estou aprendendo ou esperando o
tempo passar! Estudar para concurso público é uma verdadeira
operação de guerra, se não estiver preparado morre no combate!

• Planeja o que vai estudar durante a semana, faça uma planilha de
modo que você visualize o tempo que tem disponível;

• Reserve um tempo adequado para descanso, lembre-se de que sua
missão é passar no seu concurso. PRESTE ATENÇÃO, TEMPO

ADEQUADO PARA DESCANSAR A MENTE E CORPO NÃO É
PARA MOCEGAR POR AÍ!!!, SÃO PEQUENAS PARADAS DE
ESTUDOS AMIGUINHOS, NÃO PERCA SEU FOCO E SUA
CONCENTRAÇÃO!!!

• No processo de aprendizagem entender é a chave mestra para
aprender e aplicar que foi aprendido. No nosso curso vamos
trabalhar com técnicas de mapas mentais, resumos, exercícios
resolvidos, pois a simples leitura de anotações de aulas, estudos
em livro específicos não são o suficiente para efetivar o
aprendizado, na maioria das vezes o tempo de estudo é perdido
porque os alunos entenderam incorretamente a informação.

• No nosso processo de ensino aprendizagem é o fazer- pensar, isto
é, estuda-se primeiramente e depois pensar, booo!!!! É claro que é
Regina!!!! Não fiquem zangados!!! Quero que vocês desenvolvam
suas percepções, pois o conteúdo de Urgência e Emergência é
extremamente prático, verifiquem sempre as análises práticas!!!!

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Amiguinhos! Vocês já perceberam que no dia da prova parecemos uma


boiada! É essa sensação que tenho! SEJA O DIFERENCIAL, AQUELAS
CABECINHAS VÃO PARA O ABATE, MAS VOCÊ NÃO, INFELIZMENTE NÃO
HÁ MAIS ESPAÇO PARA SORTE, ESSA DÁDIVA SÓ AJUDA QUEM
ESTUDOU E FEZ BASTANTE CADEIRA-TERAPIA!!! SUCESSO E BONS
ESTUDOS.
No nosso curso, além da teoria abordando os vários tópicos, também
trarei várias questões atuais comentadas de diferentes bancas para você
praticar. Utilizarei uma linguagem mais informal, com ênfase naquilo que
realmente é cobrado nas provas.

Observação importante: Este curso é protegido por direitos autorais


(copyright), nos termos da Lei n.º 9.610/1998, que altera, atualiza e consolida
a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Grupos de rateio e
pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudicam os professores que
elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos
honestamente através do site Estratégia Concursos. =)

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1-Conceitos Básicos em Urgência e Emergência

O conteúdo do curso de urgências e emergências é extenso e envolve


temas distintos que talvez você já tenha visto na sua graduação, dessa
maneira, para assegurar uma boa compreensão é fundamental que você saiba
alguns conceitos primordiais, que integram a assistência ao paciente grave.

Quando prestamos assistência ao um paciente independente do local em


que ele se encontra, seja extra-hospitalar ou intra-hospitalar, você pode
se deparar com uma situação de urgência ou emergência. À vista, os
dois conceitos podem propor situações parecidas, porém são diferentes e
de extrema importância para a decisão de prioridades de atendimento
em serviços.

O Conselho Federal de Medicina, em sua Resolução CFM n° 1451, de


10/03/1995, define o conceito de Urgência como a ocorrência imprevista de
agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida, cujo portador necessita de
assistência médica imediata. Segundo o dicionário da língua portuguesa
Urgência vem do latim urgentia, que significa qualidade ou caráter de urgente
(do latim urgente: que urge); que é necessário ser feito com rapidez;
indispensável; imprescindível; iminente, impendente; Urgir, do latim urgere,
significa ser necessário sem demora; ser urgente; não permitir demora;
perseguir de perto; apertar o cerco de; tornar imediatamente necessário;
exigir, reclamar, clamar; obrigar, impelir.

Mas, o que isto quer dizer?

Isto, nada mais é que: urgência a ocorrência de danos à saúde de


forma aguda (imprevista, não premeditada, não crônica) em que não há risco
de morte, mas que por sua gravidade, desconforto ou dor, requerem de
atendimento médico o mais breve possível (mediato). É de prioridade
moderada de atendimento, o tempo para resolução pode variar de algumas
horas até um máximo de 24 horas.

São exemplos de urgências: dores de cabeça súbitas de forte


intensidade, não habituais e que não cedem aos medicamentos rotineiros; dor
torácica sem complicações respiratórias; alguns tipos de queimaduras;
sangramentos e ferimentos leves e moderados, fraturas sem sinais de choque;

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dor lombar súbita muito intensa acompanhada de náuseas, vômitos e


alterações urinárias; febre elevada em crianças de causa não esclarecida não
refratárias a antitérmicos entre outros. São situações que podem ser
controladas, e que necessitam de um apoio mediato a saúde.

Já a Emergência vem do latim emergentia, que significa ação de


emergir; situação crítica, acontecimento perigoso ou fortuito, incidente.
Emergir, do latim emergere, significa sair de onde estava mergulhado;
manifestar-se, mostrar-se, patentear-se; elevar-se como se saísse das ondas
(Part: emergido e emerso; Antôn: imergir); Emerso, do latim emersu, que
surgiu. Significado retirado do dicionário da língua portuguesa.

Segundo o Conselho Federal de Medicina, em sua Resolução CFM n°


1451, de 10/03/1995, Emergência é a constatação médica de condições de
agravo à saúde que impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento
intenso, exigindo, portanto, tratamento médico imediato.

São situações de danos à saúde alta prioridade de atendimento,


constatadas pelo médico, que implicam em risco de morte com tempo para
resolução extremamente curto, normalmente quantificado em minutos, ou
seja, imediato.

São exemplos de situações de emergência; perda de consciência sem


recuperação, dificuldade respiratória de forma aguda acompanhada de
arroxeamento, chiado, dor intensa súbita no peito acompanhada de suor frio,
falta de ar e vômitos; dificuldade de movimentação ou de fala repentina;
grande hemorragia; quadro alérgico grave com placas vermelhas, tosse, falta
de ar e inchaço; movimentos descoordenados em todo o corpo ou parte dele
acompanhado de desvio dos olhos, repuxo da boca com salivação excessiva
(baba); aumento súbito da pressão arterial, acompanhado de dores de cabeça
de forte intensidade. Acidentes domésticos graves com fraturas e
impossibilidade de locomoção do enfermo, queda de grandes alturas, choque
elétrico, afogamentos e intoxicações graves.

O profissional de saúde ajuíza atenção em suas ações quando estão em


situações de urgência e emergência. Quando comparamos os conceitos
podemos relacionar suas diferenças, como por exemplo, as urgências são
urgentes e não emergentes a emergência deve se “sobressair” frente a
uma urgência. A emergência tem risco de morte, já a urgência não. A urgência
requer cuidado mediato e a emergência requer cuidado imediato.

E pronto-socorro? Você sabe o conceito?

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Pronto-Socorro pode ser entendido como a área física destinada ao


atendimento de urgências e emergências já definidos previamente ou não, e
neste local que os pacientes são encaminhados para um primeiro atendimento
independente do seu estado de saúde. É o estabelecimento de saúde destinado
a prestar assistência a doentes, com ou sem risco de vida, cujos agravos à
saúde necessitam de atendimento imediato. Funcionam durante as 24 horas do
dia e dispõe apenas de leitos de observação.

Todo pronto-socorro tem que ter necessariamente, um local destinado


dentro da sua área física para o atendimento de urgência e emergência, este
local chama-se Sala de Urgência. Esta, no entanto, deve estar equipada com
os recursos mínimos e primordiais para o atendimento ao paciente em
situações de emergência. Deve estar localizada em pontos estratégicos de fácil
acesso para as ambulâncias e carros de resgate além de ter recursos humanos
qualificados e disponíveis em todas as situações.

1-Política Nacional de Atenção às Urgências

A Política Nacional de Atenção às Urgências foi criada por meio da


portaria nº 1.863/GM em 29 de setembro de 2003. Ela estabelece uma rede de
assistência regionalizada e hierarquizada, proporcionando articular os
serviços de saúde, definir fluxo e proporcionar referências resolutivas
a assistência a saúde.

Antes de existir esta política cada município e cidade se organizavam


para definir estratégias de assistência em urgência e emergência no seu
estado. Com esta portaria ficou definido no âmbito nacional, a implantação dos
serviços de atendimento móvel de urgências nos municípios de forma
regionalizada.

Em 2008, a portaria nº 2.972 de 09 de dezembro, orientou a


continuidade do Programa de Qualificação da Atenção Hospitalar de Urgência e
Emergência na rede do SUS. Desde então os atendimentos passaram a ter
quatro estratégias base como:

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- Organização de redes;

- Humanização no atendimento aos pacientes;

- Qualificação e educação permanente dos profissionais e

-Implementação e operação da central de regulação médica de


urgência.
O desenvolvimento social e industrial brasileiro trouxe mudanças do
perfil epidemiológico de saúde no Brasil nos últimos anos, segundo dados da
Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde houve uma alta
morbimortalidade relacionada às violências e acidentes de trânsito até os 40
anos e acima desta faixa uma alta morbimortalidade relacionada às doenças do
aparelho circulatório. Pensando nesta mudança de característica de saúde da
população, o Ministério da Saúde decidiu revogar a portaria nº 1.863/GM e
Reformular a Política Nacional de Atenção às Urgências, instituindo a Rede de
Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da portaria
nº 1.600/GM, de 7 de julho de 2011.

1) EBSERH/HE-UFPEL/AOCP/2015
É correto afirmar que, conforme a Portaria GM Nº1.863, de 29 de
setembro de 2003, a Política Nacional de Atenção às Urgências deve ser
instituída a partir dos seguintes componentes fundamentais:

a) Adoção de estratégias promocionais de qualidade de vida, excluindo


as responsabilidades de toda a sociedade.
b) Organização da assistência, independente das redes loco-regionais
de atenção à saúde.
c) Extinção das Centrais de Regulação Médica das Urgências,
integradas ao Complexo Regulador da Atenção no SUS. Capacitação e
educação continuada apenas dos profissionais de nível superior que
atuem no atendimento às urgências.
d) Orientação geral segundo os princípios de humanização da
atenção.
Comentários: A portaria de nº 1863, de 29 de setembro de 2003 elabora a
Política Nacional de Atenção às Urgências a ser implantada em todas as

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unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão.


Nosso primeiro assunto foi sobre esta portaria, a qual deu início a
reorganização dos serviços em urgências. Na questão 04 estão descritos
alguns componentes com palavras opostas ao que diz a portaria. A resposta
certa é a letra E que descreve de forma íntegra o item 5 do artigo 3°. Os
outros itens estão errados por se tratar de distorções em relação a portaria.
Sublinhei o que está relacionado aos outros itens para que fique claro o erro
da questão.

Art. 3° Definir que a Política Nacional de Atenção às Urgências, de que


trata o artigo 1º desta Portaria, deve ser instituída a partir dos seguintes
componentes fundamentais:

1. Adoção de estratégias promocionais de qualidade de vida, buscando


identificar os determinantes e condicionantes das urgências e por meio
de ações transitórias de responsabilidade pública, sem excluir as
responsabilidades de toda a sociedade;

2. Organização de redes de locos regionais de atenção integral às


urgências, enquanto elos da cadeia de manutenção da vida,
tecendo-as em seus diversos componentes:

2.a - componente Pré-Hospitalar Fixo: unidades básicas de saúde e


unidades de saúde da família, equipes de agentes comunitários de
saúde, ambulatórios especializados, serviços de diagnóstico e terapias, e
Unidades Não-Hospitalares de Atendimento às Urgências, conforme
Portaria GM/MS nº 2048, de 05 de novembro de 2002.

2.b – componente Pré-Hospitalar Móvel: - SAMU - Serviço de


Atendimento Móvel de Urgências e os serviços associados de salvamento
e resgate, sob-regulação médica de urgências e com número único
nacional para urgências medicas – 192;

2.c – componente Hospitalar: portas hospitalares de atenção às


urgências das unidades hospitalares gerais de tipo I e II e das unidades
hospitalares de referência tipo I, II e III, bem como toda a gama de
leitos de internação, passando pelos leitos gerais e especializados de
retaguarda, de longa permanência e os de terapia semi-intensiva e
intensiva, mesmo que esses leitos estejam situados em unidades
hospitalares que atuem sem porta aberta às urgências;

2.d – componente Pós-Hospitalar: modalidades de Atenção Domiciliar,


Hospitais-Dia e Projetos de Reabilitação Integral com componente de
reabilitação de base comunitária;

3. Instalação e operação das Centrais de Regulação Médica das


Urgências, integradas ao Complexo Regulador da Atenção no SUS;

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4. Capacitação e educação continuada das equipes de saúde de


todos os âmbitos da atenção, a partir de um enfoque estratégico
promocional, abarcando toda a gestão e atenção pré-hospitalar fixa e
móvel, hospitalar e pós-hospitalar, envolvendo os profissionais de nível
superior e os de nível técnico, em acordo com as diretrizes do SUS e
alicerçada nos pólos de educação permanente em saúde;

5. Orientação geral segundo os princípios de humanização da atenção.

Gabarito: E

2) EBSERH/IADES/UFBA/2014 (com adaptações)


De acordo com a Portaria no 2.071/2003, o Comitê Gestor Nacional de
Atenção às Urgências será coordenado pelo (a), EXCETO:
a) Departamento de Atenção Básica (DAB/SAS/MS).
b) Departamento de Atenção Especializada (DAE/SAS/MS).
c) Conselho Nacional de Saúde (CNS/MS).
d) Coordenação Nacional de Urgência e Emergência (DAE/SAS/MS).
e) Rede Brasileira de Cooperação em Urgência e Emergência (RBCE)

Comentários: Portaria nº 2072, de 30 de outubro de 2003, em seu Art. 1º


Instituir, no âmbito da Coordenação-Geral de Urgência e
Emergência/DAE/SAS/MS, o Comitê Gestor Nacional da Atenção às Urgências.
Art. 2º Estabelecer que o Comitê de que trata o artigo 1º desta Portaria
será composto por representantes das Entidades/Instituições a seguir
relacionadas, atuando sob a coordenação da primeira:
I - Coordenação-Geral de Urgência e Emergência - DAE/SAS/MS;
II - Departamento de Atenção Básica - DAB/SAS/MS;
III - Departamento de Atenção Especializada – DAE/SAS/MS;
IV - Departamento de Ações Programáticas Estratégicas –
DAPE/SAS/MS;
V - Secretaria Executiva – SE/MS;
VI - Secretaria da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde -
SGTES/MS;
VII - Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos -
SCTIE/MS;
VIII - Secretaria de Vigilância em Saúde – SVS/MS; IX
- Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS/MS; X
- Conselho Nacional de Saúde – CNS/MS;
XI - Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS);

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XII - Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde


(CONASEMS);
XIII - Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
(ABRASCO);
XIV - Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM);
XV - Associação Médica Brasileira (AMB); XVI -
Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn);
XVII - Associação Brasileira de Hospitais Universitários e de Ensino
(ABRAHUE);
XVIII - Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e
Entidades Filantrópicas (CMB);
XIX - Corporação dos Bombeiros;
XX - Polícia Rodoviária
Federal; XXI - Defesa Civil;
XXII - Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN);
XXIII - Conselho Nacional de Trânsito;
XXIV - Ministério da Defesa; XXV
- Ministério dos Transportes;
XXVI - Ministério da Justiça;
XXVII - Secretaria Especial dos Direitos Humanos;
XXVIII - Ministério das Cidades; e
XXIX – Rede Brasileira de Cooperação em Urgência e Emergência
- RBCE.
Este item traz a Coordenação Nacional de Urgência e Emergência
(DAE/SAS/MS) mais o correto e Conselho Nacional de Saúde – CNS/MS;

Gabarito: D

3) MAS/PREF.LONDRINA/PR/ENFERMEIRO/2013
A Portaria Ministerial nº 1.863/GM, de 29 de setembro de 2003, institui a
Política Nacional de Atenção às Urgências, a ser implantada nas unidades
Federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão. Com base
nessa Portaria, analise as afirmativas abaixo.
I. Desenvolver estratégias promocionais da qualidade de vida e saúde
capazes de prevenir agravos, proteger a vida, educar para a defesa da saúde e
recuperar a saúde, protegendo e desenvolvendo a autonomia e a equidade de
indivíduos e coletividades.
II. Integrar o complexo regulador do Sistema único de Saúde, promover
intercâmbio com outros subsistemas de informações setoriais, implementando

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e aperfeiçoando permanentemente a produção de dados e democratização das


informações com a perspectiva de usá-las para alimentar estratégias
promocionais.
III. Elaborar os planos de atenção para atendimento aos eventos e/ou
grandes aglomerados e organizar o acolhimento do paciente no serviço
receptor definido.
IV. Garantir a contra-atualização de serviços de saúde de acordo com a
demanda institucional. Assinale a alternativa correta.
a) Somente a afirmativa I é correta
b) Somente as afirmativas I, II, III são corretas.
c) Somente as afirmativas II e III são corretas.
d) Somente a afirmativa IV é correta.
e) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

Comentários: A portaria nº 1863, de 29 de setembro de 2003 Institui a


Política Nacional de Atenção às Urgências, a ser implantada em todas as
unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão.
No seu artigo 2° aborda sobre a organização conforme abaixo:

Art. 2° Estabelecer que a Política Nacional de Atenção às Urgências


composta pelos sistemas de atenção às urgências estaduais, regionais e
municipais, deve ser organizada de forma que permita:

1 - garantir a universalidade, eqüidade e a integralidade no atendimento


às urgências clínicas, cirúrgicas, gineco-obstétricas, psiquiátricas,
pediátricas e as relacionadas às causas externas (traumatismos não
intencionais, violências e suicídios);

2 - consubstanciar as diretrizes de regionalização da atenção às


urgências, mediante a adequação criteriosa da distribuição dos recursos
assistenciais, conferindo concretude ao dimensionamento e implantação
de sistemas estaduais, regionais e municipais e suas respectivas redes
de atenção;

3 - Desenvolver estratégias promocionais da qualidade de vida e


saúde capazes de prevenir agravos, proteger a vida, educar para
a defesa da saúde e recuperar a saúde, protegendo e
desenvolvendo a autonomia e a eqüidade de indivíduos e
coletividades;

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4 - fomentar, coordenar e executar projetos estratégicos de atendimento


às necessidades coletivas em saúde, de caráter urgente e
transitório, decorrentes de situações de perigo iminente, de
calamidades públicas e de acidentes com múltiplas vítimas, a
partir da construção de mapas de risco regionais e locais e da
adoção de protocolos de prevenção, atenção e mitigação dos
eventos;

5 - contribuir para o desenvolvimento de processos e métodos de coleta,


análise e organização dos resultados das ações e serviços de urgência,
permitindo que a partir de seu desempenho seja possível uma visão
dinâmica do estado de saúde da população e do desempenho do Sistema
Único de Saúde em seus três níveis de gestão;

6 - integrar o complexo regulador do Sistema Único de Saúde,


==0==

promover intercâmbio com outros subsistemas de informações


setoriais, implementando e aperfeiçoando permanentemente a
produção de dados e democratização das informações com a
perspectiva de usá-las para alimentar estratégias promocionais;

7 - qualificar a assistência e promover a capacitação continuada das


equipes de saúde do Sistema Único de Saúde na Atenção às Urgências,
em acordo com os princípios da integralidade e humanização.

Gabarito: B

4- EBSERH/HUPES/UFBA/ENFERMEIRO/2015
A Portaria no 1.864/2003, que trata da implantação de serviços de
atendimento móvel de urgência em municípios e regiões de todo o território
nacional, define que as despesas de custeio desse componente serão de
responsabilidade compartilhada, de forma tripartite, entre a União, os estados
e os municípios. A esse respeito, é correto afirmar que corresponde à União a
seguinte porcentagem do valor estimado para esses recursos:
a) 25%.
b) 50%.
c) 75%.
d) 80%

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e) 100%

Comentários: Portaria Nº 1.864, de 29 de setembro de 2003, Institui o


componente pré-hospitalar móvel da Política Nacional de Atenção às Urgências,
por intermédio da implantação de Serviços de Atendimento Móvel de Urgência
em municípios e regiões de todo o território brasileiro: SAMU- 192. No Art. 4º
diz: “Definir que as despesas de custeio deste componente serão de
responsabilidade compartilhada, de forma tripartite, entre a União, Estado e
Municípios, correspondendo à União 50% do valor estimado para estes
custos”.

Gabarito: B

2- Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de

Saúde. (Portaria nº 1.600/GM, de 7 de julho de 2011)

A Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde tem por


objetivo criar um elo com todos os serviços de saúde disponíveis, com a
finalidade de articular, ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos
usuários em situação de urgência e emergência nos serviços de saúde, de
forma ágil e oportuna. Esta rede estabelece o acolhimento com classificação do
risco, que identificará os pacientes que necessitam de atendimento imediato. A
qualidade e a resolutividade na atenção constituem a base do processo e dos
fluxos assistenciais de toda Rede e priorizará as linhas de cuidados
cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica.

Para que a Rede de assistência seja eficaz ela deve ter como
componente de apoio todas as esferas assistências como: cuidados com a
Promoção, Prevenção e Vigilância à Saúde; Atenção Básica em Saúde; Serviço
de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e suas Centrais de Regulação

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Médica das Urgências; Sala de Estabilização; Força Nacional de Saúde do SUS;


Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de
urgência 24 horas; Hospitalar e Atenção Domiciliar.

A Portaria 2.048 do Ministério da Saúde propõe a implantação nas


unidades de atendimento de urgências o acolhimento e a classificação de risco,
este processo deve ser realizado por profissional de saúde, de nível superior,
mediante treinamento específico e utilização de protocolos pré-estabelecidos e
tem por objetivo avaliar o grau de urgência das queixas dos pacientes,
colocando-os em ordem de prioridade para o atendimento.

O Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR) se mostra como um


instrumento reorganizador dos processos de trabalho na tentativa de melhorar
e consolidar o Sistema Único de Saúde.

Aqui cito alguns exemplos de classificação de risco e conceitos:

Fonte: www.cep28.org.br

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Fonte: guiamanchesterlivroclassificador.2011

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5-AOCP/EBSERH/ENFERMEIRO (HUJB – UFCG)/2017


Sobre o conteúdo incluso na Portaria nº 1.600/2011, que reformula a Política
Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no
Sistema Único de Saúde, assinale a alternativa correta.
a) Prioriza as linhas de cuidados cardiovascular, respiratória e
traumatológica.
b) As Unidades de Pronto Atendimento devem prestar o primeiro
atendimento em casos agudos e agudizados de natureza clínica e primeiro
atendimento nos traumas, excluindo-se casos de natureza cirúrgica.
c) O componente hospitalar é constituído exclusivamente por Pronto-Socorro
e UTI.
d) Força Nacional do SUS, Unidades de Pronto atendimento e Atenção
domiciliar integram a Rede de Atenção às Urgências.
e) Acolhimento com classificação de risco constituem uma das bases dos
fluxos assistenciais apenas das UPAs, Pronto-Socorro e SAMU.

Comentários: Vamos aos itens:


a) Prioriza as linhas de cuidados cardiovascular, respiratória e
traumatológica. Incorreto. Prioriza as linhas cardiovascular,
cerebrovascular e traumatológica.
b) As Unidades de Pronto Atendimento devem prestar o
primeiro atendimento em casos agudos e agudizados de natureza clínica e
primeiro atendimento nos traumas, excluindo-se casos de natureza
cirúrgica. Incorreto. Não se exclui casos de natureza cirúrgica.
c) O componente hospitalar é constituído exclusivamente por
Pronto-Socorro e UTI. Incorreto. O componente hospitalar é constituído
por todas a parte de apoio diagnostico e atendimento cirúrgico.
d) Força Nacional do SUS, Unidades de Pronto atendimento e
Atenção domiciliar integram a Rede de Atenção às Urgências. Correto.
e) Acolhimento com classificação de risco constituem uma das
bases dos fluxos assistenciais apenas das UPAs, Pronto-Socorro e SAMU.
Incorreto. Os ACCR constituem bases para fluxo de toda rede de
atendimento.

Gabarito: D

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6-IBFC/PREF. SP/ANALISTA DE SAÚDE-ENFERMEIRO/2016

A Classificação de risco pode evitar a peregrinação de mulheres nos serviços


de atenção obstétrica. Viabiliza o acesso qualificado e o atendimento com
resolutividade, em tempo adequado para cada caso. Assinale a alternativa
correta sobre essa Classificação;

a) Parturientes com rebaixamento do nível de consciência ou alteração


importante do estado mental devem ser classificadas nas cores
laranja/amarela.

b) Parturiente com perda de líquido amniótico espesso e esverdeado deve ser


classificada na cor verde.

c) Multíparas no período expulsivo devem ser classificadas na cor amarela.

d) Gestante de terceiro, com relato de ausência de movimentos fetais nas


últimas 12 horas deve ser classificada na cor verde.

e) Gestantes que buscam o serviço de saúde para solicitar licença


maternidade ou trocar exames ou receitas devem ser classificadas na cor azul.

Comentários: Segundo o fluxograma da gestante devemos buscar o máximo


de informações e avaliar o risco com critério estabelecido, a questão que está
correta é a que avalia que inexiste gravidade como no caso de atestados,
licenças, de trocas de exames que são classificados como azul.

Gabarito: E

7-FCC/TRT - 3ª Região (MG)/Analista Judiciário – Enfermagem/ 2015

A Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde prioriza as linhas


de cuidados cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica e dentre os
componentes que a constitui estão:
a) Unidades de Terapia Intensiva e Unidades Básicas de Saúde.
b) Estatística em Saúde e Atenção Hospitalar.
c)Prevenção e Unidades Ambulatoriais.
d)Atenção Domiciliar e Sala de Estabilização.
e)Unidades de Pronto Atendimento (UPA 48 horas) e Salas de Triagem.

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Comentários: A portaria Nº 1.600, de 7 de julho de 2011 Reformula a
Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às
Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS). Observe o que diz o artigo
4°desta portaria:

§ 4º A Rede de Atenção às Urgências priorizará as linhas de


cuidados cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica.
Art. 4º A Rede de Atenção às Urgências é constituída pelos
seguintes componentes:
I - Promoção, Prevenção e Vigilância à Saúde;
II - Atenção Básica em Saúde;
III - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e suas
Centrais de Regulação Médica das Urgências;
IV - Sala de Estabilização;
0
V - Força Nacional de Saúde do SUS;
VI - Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de
serviços de urgência 24 horas;
VII - Hospitalar; e
VIII - Atenção Domiciliar.

Gabarito: D

8-FCC/TRT - 20ª REGIÃO (SE)/Analista Judiciário – Enfermagem/2016

Para implementação da Rede de Atenção às Urgências e Emergências − RUE de


forma a articular e integrar todos os equipamentos de saúde, objetivando
ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de
urgência e emergência nos serviços de saúde, de forma ágil e oportuna em todo
o território nacional, deve-se considerar algumas diretrizes, dentre elas:
a) Triagem realizada por qualquer profissional da saúde, desde que
devidamente qualificado.
b) Humanização da atenção, garantindo a efetivação de um modelo centrado
nas práticas clínicas paliativas e baseado no grau de complexidade das
necessidades da comunidade.
c) Regulação do acesso aos serviços de saúde.
d) Ampliação do acesso, com acolhimento, aos casos crônicos e em todos os
pontos de atenção.

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e) Formação de relações verticalizadas, articulação e integração entre os pontos
de atenção, tendo a atenção especializada como centro de comunicação
principal.

Comentários: A portaria Nº 1.600, de 7 de julho de 2011 Reformula a


Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às
Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS). No manual instrutivo
da Rede de Atenção às Urgências e Emergências no Sistema Único de
Saúde (SUS) temos as principais diretrizes:

Fonte: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_instrutivo_rede_atencao_urgencias.pdf

Gabarito: C

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9-EBSERH/HU/UFGD/ENFERMEIRO/2014

De acordo com a Portaria N°. 1.600/2011, que reformula a Política


Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às
Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS), constituem-se em
diretrizes da Rede de Atenção às Urgências, EXCETO:
A)Garantia da universalidade, equidade e integralidade no
atendimento com prioridade às urgências clínicas, com gestão de
práticas nas linhas de cuidado ao infarto agudo do miocárdio e ao
acidente vascular cerebral.
B)Regionalização do atendimento às urgências com articulação das
diversas redes de atenção e acesso regulado aos serviços de saúde.
C)Atuação territorial, definição e organização das regiões de saúde e
das redes de atenção a partir das necessidades de saúde destas
populações, seus riscos e vulnerabilidades específicas.
D)Atuação profissional e gestora visando ao aprimoramento da
qualidade da atenção por meio do desenvolvimento de ações
coordenadas, contínuas e que busquem a integralidade e
longitudinalidade do cuidado em saúde.
E)Articulação interfederativa entre os diversos gestores
desenvolvendo atuação solidária, responsável e compartilhada.

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Comentários: A questão 04 é muito parecida com a questão 03, porém a


banca examinadora faz uma reflexão sobre as diretrizes e tenta induzir o
candidato ao erro pois há a seguinte afirmação na letra A: “Garantia da
universalidade, equidade e integralidade no atendimento com prioridade às
urgências clínicas, com gestão de práticas nas linhas de cuidado ao infarto
agudo do miocárdio e ao acidente vascular cerebral.” Veja o que trata a
portaria em seu artigo 2 item II: Garantia da universalidade, equidade e
integralidade no atendimento às urgências clínicas, cirúrgicas, gineco-
obstétricas, psiquiátricas, pediátricas e às relacionadas a causas externas
(traumatismos, violências e acidentes); fica evidente que a letra A esta errada
pois detalha causas de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular o que
não está descrito na portaria.

Gabarito: A.

10- EBSERH/UFRN/IADES/ENFERMEIRO/2014
As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência devem estar instaladas em
unidades hospitalares estratégicas para a Rede de Atenção às Urgências.
Considerando que essas unidades devem se enquadrar em determinados
requisitos, assinale a alternativa que indica um deles.
a) Possuírem, no mínimo, 200 leitos cadastrados no Sistema de Cadastro
Nacional de Estabelecimentos (SCNES).
b) Serem instituições de referência municipal para a Rede de Atenção às
Urgências e habilitadas em uma das seguintes linhas de cuidado:
cardiovascular, neurologia /neurocirurgia, pediatria ou traumato-ortopedia.
c) Serem instituições de referência regional para a Rede de Atenção às
Urgências e habilitadas em uma das seguintes linhas de cuidado:
cardiovascular, neurologia/neurocirurgia, pediatria ou traumato-ortopedia.
d) Organizarem o trabalho das equipes multiprofissionais de forma vertical,
utilizando prontuário único compartilhado por toda a equipe.
e) Serem instituições hospitalares públicas (estaduais/municipais),
particulares ou filantrópicas, que desempenhem um papel de referência
regional, realizando, no mínimo, 10% dos atendimentos oriundos de outros
municípios, registrados no Sistema de Informação Hospitalar (SIH).

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Comentários: Como já foi visto a portaria Nº 2.395, DE 11 DE OUTUBRO DE


2011 que trata sobre a Organização dos Componentes Hospitalares da Rede de
Atenção às Urgências no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), em
especifico no capitulo II traz as características das portas de entrada conforme
abaixo:

CAPÍTULO II - DAS PORTAS DE ENTRADA HOSPITALARES DE URGÊNCIA

Art. 5º Para efeito desta Portaria, são Portas de Entrada Hospitalares de


Urgência os serviços instalados em uma unidade hospitalar para prestar
atendimento ininterrupto ao conjunto de demandas espontâneas e
referenciadas de urgências clínicas, pediátricas, cirúrgicas e/ou
traumatológicas.

§ 1º Atendimento ininterrupto é aquele que funciona nas 24 (vinte e


quatro) horas do dia e em todos os dias da semana.

§ 2º As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência, objeto desta Portaria,


devem estar instaladas em unidades hospitalares estratégicas para a rede de
atenção às urgências.

§ 3º As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência de atendimento


exclusivo de obstetrícia e psiquiatria não estão incluídas no conjunto de
Portas de Entrada Hospitalares de Urgência previstas nesta Portaria.

Art. 6º São consideradas unidades hospitalares estratégicas para a Rede


de Atenção às Urgências aquelas que se enquadrarem nos seguintes
requisitos:

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I - ser referência regional, realizando no mínimo 10% (dez por cento)


dos atendimentos oriundos de outros Municípios, conforme registro
no Sistema de Informação Hospitalar (SIH);

II - ter no mínimo 100 (cem) leitos cadastrados no Sistema de


Cadastro Nacional de Estabelecimentos (SCNES);

III - estar habilitada em pelo menos uma das seguintes linhas de


cuidado:

a) cardiovascular;

b) neurologia/neurocirurgia;

c) pediatria; e

d) traumato-ortopedia.

§ 1º As instituições hospitalares que não se enquadrarem estritamente


nos requisitos estabelecidos neste artigo, mas que, excepcionalmente, forem
consideradas estratégicas para a referência regional no Plano de Ação Regional
da Rede de Atenção às Urgências poderão se beneficiar dos investimentos
estabelecidos nesta Porta-ria.

§ 2º A caracterização de unidades hospitalares como excepcionalmente


estratégicas para a referência regional do Plano de Ação Regional da Rede de
Atenção às Urgências será pactuada na Comissão Intergestores Regional (CIR)
e na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e avaliada pelo Ministério da
Saúde.

Art. 7º As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência localizadas nas


unidades hospitalares estratégicas poderão apresentar, ao Ministério da
Saúde, projeto para readequação física e tecnológica, no valor de até R$
3.000.000,00 (três milhões de reais).

§ 1º A readequação física pode se dar por reforma ou por ampliação.

Gabarito: C

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11-IBFC/EBSERH/ENFERMEIRO - SAÚDE DO TRABALHADOR/2017

Sobre a Política Nacional de Atenção às Urgências, analise as afirmativas


abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que
apresenta a sequência correta de cima para baixo.

( ) A organização da Rede de Atenção às Urgências tem a finalidade de


articular e integrar todos os equipamentos de saúde, objetivando ampliar e
qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência
e emergência nos serviços de saúde, de forma ágil e oportuna.
( ) A Rede de Atenção às Urgências deve ser implementada, imediatamente,
em todo território nacional, independente dos critérios epidemiológicos e de
densidade populacional.
( ) O acolhimento com classificação do risco, a qualidade e a resolutividade na
atenção constituem a base do processo e dos fluxos assistenciais de toda Rede
de Atenção às Urgências e devem ser requisitos de todos os pontos de
atenção.
( ) A Rede de Atenção às Urgências priorizará as linhas de cuidados
cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica.
A sequência correta é:
a) V,V,V,V
b) V,F,V,F
c) F,V,F,V
d) V,F,F,F
e) V,F,V,V

Comentários: O item 2 está incorreto, pois os critérios epidemiológicos e de


densidade populacional são considerados para implementação da Rede de
Atenção às Urgências.

Gabarito: E

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12-ENFERMEIRO - EBSERH/HDT-UFT/AOCP/2015

Analise as assertivas sobre as modelagens de acolhimento e assinale a


alternativa que aponta as corretas

I. Acolhimento pela equipe de referência do usuário: em unidades com


mais de uma equipe, o enfermeiro e/ou técnico de enfermagem de
determinada equipe fica(m) na linha de frente do acolhimento,
atendendo por demanda espontânea de todas as áreas/equipes da
unidade.
II. Equipe de acolhimento do dia: a principal característica é que cada
usuário é acolhido pelos profissionais de saúde de suas equipes de
referência.
III. Acolhimento misto (equipe de referência do usuário + equipe de
acolhimento do dia): estipula-se determinada quantidade de usuários
ou horário até onde o enfermeiro de cada equipe acolhe a demanda
espontânea.
IV. Acolhimento coletivo: no primeiro momento do funcionamento da
unidade, toda equipe se reúne com os usuários que vieram à unidade
de saúde por demanda espontânea e, nesse espaço coletivo, fazem-se
escutas e conversas com eles.
(A) Apenas I e II.
(B) Apenas II, III e IV.
(C) Apenas III e IV.
(D) Apenas I e IV.
(E) Apenas II e III.

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Comentários: Os únicos modelos de acolhimento corretos são o misto e


o coletivo que atendem a demanda de forma humanizada e qualificada
Acolhimento misto (equipe de referência do usuário + equipe de acolhimento
do dia): estipula-se determinada quantidade de usuários ou horário até onde o
enfermeiro de cada equipe acolhe a demanda espontânea.
Acolhimento coletivo: no primeiro momento do funcionamento da unidade,
toda equipe se reúne com os usuários que vieram à unidade de saúde por
demanda espontânea e, nesse espaço coletivo, fazem-se escutas e conversas
com eles.
Gabarito: C

13-IDECAN/PREFEITURA DE MIRAÍ – MG/ ENFERMEIRO/2016


O acolhimento com Classificação de Risco faz parte do Programa Nacional
de Humanização. O Protocolo de Manchester é um dos diversos protocolos
que estão sendo adotados pelos serviços de saúde e trabalha com
fluxogramas associados a tempos de espera simbolizados por cores. Tal
protocolo preconiza que o tempo-alvo previsto para atendimento do
paciente de acordo com a classificação recebida nas cores vermelha,
laranja, amarela, verde e azul deve ser, respectivamente, imediato, em até
a)5, 30, 60 e 120 minutos.
b)15, 45, 60 e 90 minutos
c)30, 60, 90 e 120 minutos.
d)10, 60, 120 e 240 minutos.

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Comentários: Segundo o Protocolo de Manchester que trabalha com


fluxogramas associados a tempos de espera simbolizados por cores, logo:
vermelho: imediato
laranja: 10 minutos
amarelo: 60 minutos
verde: 120 minutos
azul: 240 minutos
Gabarito: D

14- ENFERMEIRO - EBSERH/HU-UFG/AOCP/2015


Um paciente que chega a uma unidade de Pronto Atendimento é avaliado
de acordo com os critérios do acolhimento com classificação de risco da
política nacional de humanização e o Enfermeiro define o caso como
prioridade 1 – urgência, atendimento o mais rápido possível. Nessa
situação, a cor correspondente é
(A) vermelho.
(B) preto.
(C) verde.
(D) amarelo.
(E) azul.
Comentários: Muito cuidado com esse tipo de questão! Dos itens
declarados nas alternativas o examinador quer que você erre, lembre-se
disso, logo você marcaria a letra A pensando no paciente mais grave, contudo
vermelho não é o mais rápido possível e sim imediato, prioridade 0, a resposta
correta é a classificação amarela, onde o paciente deve ser atendido o mais
rápido possível.
Gabarito: D

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É de extrema importância que você leia essas portarias na íntegra, pois


assim você terá uma melhor interação com o assunto e pode esclarecer alguns
questionamentos. Seguem os links para apreciação:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2003/prt1863_26_09_2003.html
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt1600_07_07_2011.html
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt2972_09_12_2008.html

Bom, agora que você já tem uma noção de como pode ser cobrado esse
assunto no seu concurso, no final da aula colocarei mais questões para que
você possa treinar, mas agora vamos continuar, ainda temos mais assuntos
importantes, sei que as portarias são longas e cansativas, mas fazem parte da
caminhada para a sua vitória, então sempre que desanimar lembre- se que a
recompensa é muito gratificante!

3-Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de


Urgência e Emergência por meio da Portaria nº 2048, de 5 de
novembro de 2002.

O Ministério da Saúde juntamente com os municípios e as secretarias de


saúde dos estados vem desenvolvendo diversas melhorias para a assistência à
urgência e emergência no Brasil. Várias ações foram realizadas como: a
criação de mecanismos para a implantação de Sistemas Estaduais de
Referência Hospitalar, realização de investimentos relativos ao custeio e

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adequação física e de equipamentos dos serviços integrantes destas redes, na


área de assistência pré-hospitalar, nas Centrais de Regulação, na capacitação
de recursos humanos, na edição de normas específicas para a área e na efetiva
organização e estruturação das redes assistenciais na área de urgência e
emergência entre outros.

Tendo em vista a grande área territorial do País com distâncias


significativas entres os estados e municípios e a grande dificuldade de
estabelecer uma rede de serviços vinculada com diferentes complexidades,
capazes de garantir uma cadeia de reanimação e estabilização para os
pacientes graves e uma cadeia de cuidados imediatos e resolutivos para os
pacientes agudos não graves, além de garantir o acolhimento, primeira
atenção qualificada e resolutiva para as pequenas e médias urgências, dentro
do Sistema Único de Saúde, através do acionamento e intervenção das
Centrais de Regulação Médica de Urgências. Considerando toda essa realidade
física do Brasil e suas dificuldades, em 2002 o Ministério da Saúde aprova o
Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência por
meio da Portaria nº 2048, de 5 de novembro de 2002.

A Portaria nº 2048 tem o objetivo de esclarecer as atividades técnicas,


administrativas de cada estância, juntamente com seu papel executor, e como
tudo irá funcionar. É dividida em sete capítulos que envolvem desde
dimensionamento e organização assistencial, a regulação médica das urgências
e emergências, atendimento pré-hospitalar fixo, atendimento pré-hospitalar
móvel até núcleos de educação em urgências.

Pronto, você já sabe do que se trata esta portaria e de como ela


funciona, assim fica mais fácil entendê-la e interpretá-la. A seguir vou colocar
alguns pontos importantes e que sempre são cobrados em provas. O texto
compreende a íntegra da portaria, porém com alguns destaques e comentários
espero que você consiga entender as características e a estrutura desta
portaria.

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Portaria nº 2048, de 5 de novembro de 2002.

Art. 1º Aprovar, na forma do Anexo desta Portaria, o Regulamento


Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência.

§ 1º O Regulamento ora aprovado estabelece os princípios e diretrizes


dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, as normas e critérios
de funcionamento, classificação e cadastramento de serviços e envolve temas
como a elaboração dos Planos Estaduais de Atendimento às Urgências e
Emergências, Regulação Médica das Urgências e Emergências, atendimento
pré-hospitalar, atendimento pré-hospitalar móvel, atendimento hospitalar,
transporte inter-hospitalar e ainda a criação de Núcleos de Educação em
Urgências e proposição de grades curriculares para capacitação de
recursos humanos da área;

§ 2º Este Regulamento é de caráter nacional devendo ser utilizado pelas


Secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios na
implantação dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, na avaliação,
habilitação e cadastramento de serviços em todas as modalidades
assistenciais, sendo extensivo ao setor privado que atue na área de
urgência e emergência, com ou sem vínculo com a prestação de serviços aos
usuários do Sistema Único de Saúde.

Art. 2º Determinar às Secretarias de Saúde dos estados, do Distrito


Federal e dos municípios em Gestão Plena do Sistema Municipal de Saúde,
de acordo com as respectivas condições de gestão e a divisão de
responsabilidades definida na Norma Operacional de Assistência à Saúde –
NOAS-SUUS 01/2002, a adoção das providências necessárias à implantação
dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, à organização das redes
assistenciais deles integrantes e à organização/habilitação e cadastramento
dos serviços, em todas as modalidades assistenciais, que integrarão estas
redes, tudo em conformidade com o estabelecido no Regulamento Técnico

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aprovado por esta Portaria, bem como a designação, em cada estado, do


respectivo Coordenador do Sistema Estadual de Urgência e Emergência.

§ 1º As Secretarias de Saúde dos estados e do Distrito Federal devem


estabelecer um planejamento de distribuição regional dos Serviços, em
todas as modalidades assistenciais, de maneira a constituir o Plano Estadual de
Atendimento às Urgências e Emergências conforme estabelecido no Capítulo I
do Regulamento Técnico desta Portaria e adotar as providências necessárias à
organização/habilitação e cadastramento dos serviços que integrarão o
Sistema Estadual de Urgência e Emergência;

Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência

Regulamento Técnico

Com o objetivo de aprofundar este processo de consolidação dos


Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, aperfeiçoando as normas já
existentes e ampliando o seu escopo, é que está sendo publicado o presente
Regulamento Técnico. A implantação de redes regionalizadas e hierarquizadas
de atendimento, além de permitir uma melhor organização da assistência,
articular os serviços, definir fluxos e referências resolutivas é elemento
indispensável para que se promova a universalidade do acesso, a
equidade na alocação de recursos e a integralidade na atenção
prestada. Assim, torna-se imperativo estruturar os Sistemas Estaduais de
Urgência e Emergência de forma a envolver toda a rede assistencial, desde a
rede pré-hospitalar, (unidades básicas de saúde, programa de saúde da família
(PSF), ambulatórios especializados, serviços de diagnóstico e terapias,
unidades não hospitalares), serviços de atendimento pré-hospitalar móvel
(SAMU, Resgate, ambulâncias do setor privado, etc.), até a rede hospitalar de
alta complexidade, capacitando e responsabilizando cada um destes
componentes da rede assistencial pela atenção a uma determinada parcela da
demanda de urgência, respeitando os limites de sua complexidade e
capacidade de resolução. Estes diferentes níveis de atenção devem relacionar-
se de forma complementar por meio de mecanismos organizados e regulados

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de referência e contra referência, sendo de fundamental importância que cada


serviço se reconheça como parte integrante deste Sistema, acolhendo e
atendendo adequadamente a parcela da demanda que lhe acorre e se
responsabilizando pelo encaminhamento desta clientela quando a
unidade não tiver os recursos necessários a tal atendimento.

CAPÍTULO I

PLANO ESTADUAL DE ATENDIMENTO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS

O Sistema Estadual de Urgência e Emergência deve ser implementado


dentro de uma estratégia de “Promoção da Qualidade de Vida” como
forma de enfrentamento das causas das urgências. Deve valorizar a
prevenção dos agravos e a proteção da vida, gerando uma mudança de
perspectiva assistencial – de uma visão centrada nas consequências dos
agravos que geram as urgências, para uma visão integral e integrada, com
uma abordagem totalizante e que busque gerar autonomia para indivíduos
e coletividades. Assim, deve ser englobada na estratégia promocional a
proteção da vida, a educação para a saúde e a prevenção de agravos e
doenças, além de se dar novo significado à assistência e à reabilitação. As
urgências por causas externas são as mais sensíveis a este enfoque, mas não
exclusivamente. As urgências clínicas de todas as ordens também se
beneficiam da estratégia promocional.

Feita a leitura qualificada da estrutura e deficiências do setor, deve ser


elaborado um Plano Estadual de Atendimento às Urgências e
Emergências que deve estar contido no Plano Diretor de
Regionalização (PDR), com programação de ações corretivas com respectivo
cronograma de execução e planilha de custos, destinados à correção das
deficiências encontradas na estruturação das grades assistenciais
regionalizadas e hierarquizadas, que serão discutidas, avaliadas e priorizadas a
fim de comporem o Plano Diretor de Investimentos (PDI).

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A elaboração dos referidos planos deve estar baseada na proposta de


estruturação das redes regionalizadas de atenção da NOAS 01/2002, segundo
as seguintes atribuições / complexidade / distribuição:

1 - Municípios que realizam apenas a atenção básica (PAB): devem se


responsabilizar pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos de menor
complexidade, principalmente aqueles já vinculados ao serviço. Suas
atribuições e estruturação estão especificadas no Capítulo III – item 1 do
presente Regulamento.

2 - Municípios Satélite, que realizam a atenção básica ampliada (PABA):


devem desempenhar a mesma função dos municípios PAB, além de contar com
área física específica para observação de pacientes, até 8 horas.

3 - Municípios Sede de Módulo Assistencial, que realizam a atenção básica


ampliada (PABA) e os procedimentos hospitalares e diagnósticos mínimos da
média complexidade (M1): devem contar, além das estruturas já mencionadas
acima, com Unidades Não Hospitalares de Atendimento às Urgências, conforme
especificações do Capítulo III – item 2 e/ou Unidades Hospitalares Gerais de
Tipo I, conforme especificações do Capítulo V – item I-A-a. Neste nível
assistencial, devem ser constituídos os Serviços de Atendimento Pré-hospitalar
Móvel, de caráter municipal ou modular, e/ou Serviço de Transporte Inter-
hospitalar, para garantir o acesso aos serviços de maior complexidade dos
pólos microrregionais, macrorregionais e estaduais.

4 - Municípios Pólo Microrregional, que realizam procedimentos médios da


média complexidade (M2): devem contar, além das estruturas já mencionadas
acima, com Unidades Hospitalares Gerais de Tipo II, conforme especificações
do Capítulo V – item I-A-b. Neste nível assistencial, devem ser estruturados
Serviços de Atendimento Pré-hospitalar Móvel municipal ou microrregional,
dependendo das densidades populacionais e distâncias observadas.

5 - Municípios Pólo Regional, que realizam os demais procedimentos mais


complexos da média complexidade (M3): devem contar, além das estruturas já

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mencionadas acima, com Unidades Hospitalares de Referência Tipo I e II,


conforme especificações do Capítulo V – item I-B-a e I-B-b. Neste nível devem
ser estruturadas as Centrais Reguladoras Regionais de Urgências, que vão
ordenar os fluxos entre as micro e macro regiões, devendo o transporte inter-
hospitalar ser garantido pelo Serviço de Atendimento Pré-hospitalar móvel da
micro/macro região solicitante.

6 - Municípios Pólo Estadual, que realizam procedimentos de Alta


Complexidade: devem contar, além das estruturas já mencionadas acima, com
Unidades Hospitalares de Referência Tipo III, conforme as especificações do
Capítulo V – item I-B-c. Devem também ter estruturadas as Centrais Estaduais
de Regulação, que vão ordenar os fluxos estaduais ou interestaduais da alta
complexidade.

7 - Salas de Estabilização: após a estruturação da rede assistencial acima


mencionada, devem ser cuidadosamente observados os claros assistenciais
ainda existentes, devidos a grandes distâncias, como ao longo das estradas e
em regiões muito carentes, e nestas localidades devem ser estruturadas salas
ou bases de estabilização, que devem ser estruturadas com, no mínimo, o
mesmo material e medicamentos especificados para a atenção primária à
saúde e que devem contar com retaguarda ininterrupta de profissional treinado
para o atendimento e estabilização dos quadros de urgências mais frequentes.

15- FUMARC/PREF.B.H/MG/ENFERMEIRO/2011
Sobre Portaria nº 2048/GM em 5 de novembro de 2002, que aprova o
Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência,
marque a alternativa FALSA.

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a) Municípios que realizam apenas a atenção básica (PAB): devem se


responsabilizar pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos de menor
complexidade, principalmente aqueles já vinculados ao serviço.
b) Os profissionais do Programa de Saúde da Família (PSF) estão isentos
de atender quaisquer urgências nas unidades básicas de saúde, uma vez que
estas equipes se destinam a atenção primária.
c) São unidades não hospitalares de atendimento às urgências e
emergências aquelas que devem funcionar nas 24 horas do dia além de estar
habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de
assistência da média complexidade (M1).
d) No Atendimento Pré-Hospitalar os recursos humanos que compõe a
equipe de profissionais oriundos da saúde são: Coordenador do Serviço
(profissional da saúde), Responsável Técnico (Médico), Responsável de
Enfermagem.

Comentários: Vamos analisar cada assertiva separadamente:


Item A (Correta). No capítulo I da portaria n.º 2.048, o qual descreve
sobre o plano estadual de atendimento às urgências e emergências diz no item
1- Municípios que realizam apenas a atenção básica (PAB) devem se
responsabilizar pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos de menor
complexidade, principalmente aqueles já vinculados ao serviço.

Item B (Incorreta). No capítulo III, da portaria n°2.048 no artigo 1°


descreve as urgências e emergências e a atenção primária à saúde e o
programa de saúde da família; As atribuições e prerrogativas das unidades
básicas de saúde e das unidades de saúde da família em relação ao
acolhimento/atendimento das urgências de baixa gravidade/complexidade
devem ser desempenhadas por todos os municípios brasileiros,
independentemente de estarem qualificados para atenção básica (PAB) ou
básica ampliada (PABA), conforme detalhamento abaixo: 1.1 - Acolhimento
dos Quadros Agudos: Dentro da concepção de reestruturação do modelo
assistencial atualmente preconizado, inclusive com a implementação do
Programa de Saúde da Família, é fundamental que a atenção primária e o
Programa de Saúde da Família se responsabilizem pelo acolhimento dos
pacientes com quadros agudos ou crônicos agudizados de sua área de

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cobertura ou adstrição de clientela, cuja complexidade seja compatível


com este nível de assistência.

Item C (Correta). No capítulo III, da portaria n°2.048 no artigo 2°


unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências diz:
“Estas unidades, que devem funcionar nas 24 horas do dia, devem estar
habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de
assistência da média complexidade (M1). Pelas suas características e
importância assistencial, os gestores devem desenvolver esforços no sentido
de que cada município sede de módulo assistencial disponha de, pelo menos
uma, destas Unidades, garantindo, assim, assistência às urgências com
observação até 24 horas para sua própria população ou para um agrupamento
de municípios para os quais seja referência”.

Item D (Correta). No capítulo IV da portaria n°2.048, traz sobre o


atendimento pré-hospitalar móvel conforme abaixo:

Os serviços de atendimento pré-hospitalar móvel devem contar com


equipe de profissionais oriundos da área da saúde e não oriundos da área da
saúde. Considerando-se que as urgências não se constituem em especialidade
médica ou de enfermagem e que nos cursos de graduação a atenção dada à
área ainda é bastante insuficiente, entende-se que os profissionais que
venham a atuar nos Serviços de Atendimento Pré- hospitalar Móvel (oriundos e
não oriundos da área de saúde) devam ser habilitados pelos Núcleos de
Educação em Urgências, cuja criação é indicada pelo presente Regulamento e
cumpram o conteúdo curricular mínimo nele proposto - Capítulo VII.

1.1 – Equipe de Profissionais Oriundos da Saúde: A equipe de


profissionais oriundos da área da saúde deve ser composta por: - Coordenador
do Serviço: profissional oriundo da área da saúde, com experiência e
conhecimento comprovados na atividade de atendimento pré-hospitalar às
urgências e de gerenciamento de serviços e sistemas;

- Responsável Técnico: Médico responsável pelas atividades médicas do


serviço;

- Responsável de Enfermagem: Enfermeiro responsável pelas atividades


de enfermagem;

- Médicos Reguladores: médicos que, com base nas informações colhidas


dos usuários, quando estes acionam a central de regulação, são os
responsáveis pelo gerenciamento, definição e operacionalização dos meios
disponíveis e necessários para responder a tais solicitações, utilizando-se de
protocolos técnicos e da faculdade de arbitrar sobre os equipamentos de saúde
do sistema necessários ao adequado atendimento do paciente;

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- Médicos Intervencionistas: médicos responsáveis pelo atendimento


necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e
durante o transporte;

- Enfermeiros Assistenciais: enfermeiros responsáveis pelo atendimento


de enfermagem necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no
local do evento e durante o transporte;

- Auxiliares e Técnicos de Enfermagem: atuação sob supervisão imediata


do profissional enfermeiro;

Gabarito: B

CAPÍTULO II

A REGULAÇÃO MÉDICA DAS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS

É baseada na implantação de suas Centrais de Regulação, é o


elemento ordenador e orientador dos Sistemas Estaduais de Urgência e
Emergência. As Centrais, estruturadas nos níveis estadual, regional e/ou
municipal, organizam a relação entre os vários serviços, qualificando o
fluxo dos pacientes no Sistema e geram uma porta de comunicação aberta ao
público em geral, através da qual os pedidos de socorro são recebidos,
avaliados e hierarquizados. A central de regulação e integrada com as
unidades de saúde acolhendo a população identificando a demanda e
direcionando-a para os locais adequados à continuidade do tratamento.

Ao médico regulador devem ser oferecidos os meios necessários, tanto


de recursos humanos, como de equipamentos, para o bom exercício de sua
função, incluída toda a gama de respostas pré-hospitalares previstas neste
Regulamento e portas de entrada de urgências com hierarquia resolutiva
previamente definida e pactuada, com atribuição formal de responsabilidades.
Portanto este capítulo determina as competências técnicas, gestoras, regulação
do setor privado e de outras entidades militares e estabelece o papel e
integração entre os serviços de saúde.

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CAPÍTULO III

Neste capítulo a portaria define o que compõe o atendimento pré-


hospitalar fixo, de quem é a responsabilidade e como irá funcionar, recursos
necessários, dimensionamento, organização Assistencial, definição das
atribuições da atenção primaria, programa saúde da família unidades não
hospitalares de atendimento às urgências e emergências.

ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR FIXO

O Atendimento Pré-Hospitalar Fixo é aquela assistência prestada, num


primeiro nível de atenção, aos pacientes portadores de quadros agudos,
de natureza clínica, traumática ou ainda psiquiátrica, que possa levar a
sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, provendo um atendimento e/ou
transporte adequado a um serviço de saúde hierarquizado, regulado e
integrante do Sistema Estadual de Urgência e Emergência. Este atendimento é
prestado por um conjunto de unidades básicas de saúde, unidades do
Programa de Saúde da Família (PSF), Programa de Agentes Comunitários de
Saúde (PACS), ambulatórios especializados, serviços de diagnóstico e terapia,
unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências e pelos
serviços de atendimento pré-hospitalar móvel.

AS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS E A ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE E O


PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA.

As atribuições e prerrogativas das unidades básicas de saúde e das


unidades de saúde da família em relação ao acolhimento/atendimento das
urgências de baixa gravidade/complexidade devem ser desempenhadas por
todos os municípios brasileiros, independentemente de estarem
qualificados para atenção básica (PAB) ou básica ampliada (PABA).

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UNIDADES NÃO HOSPITALARES DE ATENDIMENTO ÀS URGÊNCIAS E


EMERGÊNCIAS

Estas unidades, que devem funcionar nas 24 horas do dia, devem


estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de
assistência da média complexidade (M1). Pelas suas características e
importância assistencial, os gestores devem desenvolver esforços no sentido
de que cada município sede de módulo assistencial disponha de, pelo menos
uma, destas Unidades, garantindo, assim, assistência às urgências com
observação até 24 horas para sua própria população ou para um agrupamento
de municípios para os quais seja referência. As unidades devem estar aptas a
prestar atendimento resolutivo aos pacientes acometidos por quadros agudos
ou crônicos agudizados, pois são estruturas de complexidade
intermediária.

Sua missão compreende descentralizar o atendimento de pacientes


com quadros agudos de média complexidade; Dar retaguarda às unidades
básicas de saúde e de saúde da família; Diminuir a sobrecarga dos
hospitais de maior complexidade que hoje atendem esta demanda; Ser
entreposto de estabilização do paciente crítico para o serviço de atendimento
pré-hospitalar móvel entre outros.

As Unidades Não Hospitalares de Atendimento às Urgências e


Emergências devem possuir retaguarda de maior complexidade
previamente pactuada, com fluxo e mecanismos de transferência
claros, mediados pela Central de Regulação, a fim de garantir o
encaminhamento dos casos que extrapolem sua complexidade.

Além disso, devem garantir transporte para os casos mais graves, através
do serviço de atendimento pré-hospitalar móvel, onde ele existir, ou outra
forma de transporte que venha a ser pactuada. Também devem estar
pactuados os fluxos para elucidação diagnóstica e avaliação especializada,
além de se dar ênfase especial ao redirecionamento dos pacientes para a rede
básica e Programa de Saúde da Família, para o adequado seguimento de suas
patologias de base e condições de saúde, garantindo acesso não apenas a

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ações curativas, mas a todas as atividades promocionais que devem


ser implementadas neste nível de assistência.

CAPÍTULO IV

ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL

Neste capítulo é definido o que compreende o serviço pré-hospitalar


móvel, a sua integração com a rede de urgência e emergências, central de
regulação médica além do detalhamento do papel da equipe profissional sendo
da área da saúde ou não e a capacitação específica dos profissionais de
transporte aeromédico. Descreve os tipos de ambulâncias e veículos que
prestam esse tipo de assistência além de tribulação e medicamentos.

O nível pré-hospitalar móvel na área de urgência, e o atendimento que


procura chegar precocemente à vítima, após ter ocorrido um agravo à sua
saúde (de natureza clínica, cirúrgica, traumática, inclusive as psiquiátricas),
que possa levar a sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, sendo necessário,
portanto, prestar-lhe atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de
saúde devidamente hierarquizado e integrado ao Sistema Único de Saúde.

Podemos chamá-lo de atendimento pré- hospitalar móvel primário


quando o pedido de socorro for oriundo de um cidadão ou de atendimento
pré-hospitalar móvel secundário quando a solicitação partir de um serviço
de saúde, no qual o paciente já tenha recebido o primeiro atendimento
necessário à estabilização do quadro de urgência apresentado, mas necessite
ser conduzido a outro serviço de maior complexidade para a continuidade do
tratamento.

É entendido como uma atribuição da área da saúde, sendo vinculado a


uma Central de Regulação, com equipe e frota de veículos compatíveis com as
necessidades de saúde da população de um município ou uma região,
podendo, portanto, extrapolar os limites municipais.

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O serviço deve contar com a retaguarda da rede de serviços de saúde,


devidamente regulada, disponibilizada conforme critérios de hierarquização e
regionalização formalmente pactuados entre os gestores do sistema loco-
regional. Os serviços de atendimento pré-hospitalar móvel devem contar com
equipe de profissionais oriundos da área da saúde e não oriundos da área da
saúde. Considerando-se que as urgências não se constituem em especialidade
médica ou de enfermagem e que nos cursos de graduação a atenção dada à
área ainda é bastante insuficiente, entende-se que os profissionais que
venham a atuar nos Serviços de Atendimento Pré- hospitalar Móvel (oriundos e
não oriundos da área de saúde) devam ser habilitados pelos Núcleos de
Educação em Urgências.

“...1 - Equipe Profissional

Os serviços de atendimento pré-hospitalar móvel devem contar com


equipe de profissionais oriundos da área da saúde e não oriundos da área da
saúde. Considerando-se que as urgências não se constituem em especialidade
médica ou de enfermagem e que nos cursos de graduação a atenção dada à
área ainda é bastante insuficiente, entende-se que os profissionais que
venham a atuar nos Serviços de Atendimento Pré- hospitalar Móvel (oriundos e
não oriundos da área de saúde) devam ser habilitados pelos Núcleos de
Educação em Urgências, cuja criação é indicada pelo presente Regulamento e
cumpram o conteúdo curricular mínimo nele proposto - Capítulo VII.

1.1 – Equipe de Profissionais Oriundos da Saúde

A equipe de profissionais oriundos da área da saúde deve ser composta


por: - Coordenador do Serviço: profissional oriundo da área da saúde, com
experiência e conhecimento comprovados na atividade de atendimento pré-
hospitalar às urgências e de gerenciamento de serviços e sistemas;

- Responsável Técnico: Médico responsável pelas atividades médicas do


serviço;

- Responsável de Enfermagem:

Enfermeiro responsável pelas atividades de enfermagem;

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- Médicos Reguladores: médicos que, com base nas informações colhidas


dos usuários, quando estes acionam a central de regulação, são os
responsáveis pelo gerenciamento, definição e operacionalização dos meios
disponíveis e necessários para responder a tais solicitações, utilizando-se de
protocolos técnicos e da faculdade de arbitrar sobre os equipamentos de saúde
do sistema necessários ao adequado atendimento do paciente;

- Médicos Intervencionistas: médicos responsáveis pelo atendimento


necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e
durante o transporte;

- Enfermeiros Assistenciais: enfermeiros responsáveis pelo atendimento


de enfermagem necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no
local do evento e durante o transporte;

- Auxiliares e Técnicos de Enfermagem: atuação sob supervisão imediata


do profissional enfermeiro;

OBS: As responsabilidades técnicas poderão ser assumidas por


profissionais da equipe de intervenção, sempre que a demanda ou o porte do
serviço assim o permitirem.

16-FUNDAÇÃO HEMOMINAS/IBFC/ ENFERMEIRO/2013


De acordo com a portaria n.º 2.048/MS, de 5/11/2002, os serviços de
atendimento pré-hospitalar móvel devem contar com equipe de profissionais
oriundos da área da saúde e não oriundos da área da saúde. Assinale a
alternativa correta:
a) Técnico de Enfermagem não faz parte da equipe de profissionais
oriundos da área da saúde nos serviços de atendimento pré-hospitalar móvel
por se tratar de atividades independentes e que necessitam de supervisão
direta do médico.
b) A equipe de profissionais oriundos da área da saúde é composta apenas
por 3 integrantes: um Coordenador do Serviço (profissional oriundo da área da
saúde, com experiência e conhecimento comprovados na atividade de
atendimento pré-hospitalar às urgências e de gerenciamento de serviços e
sistemas), um Responsável Técnico (médico responsável pelas atividades

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médicas do serviço) e um Responsável de Enfermagem (Enfermeiro
responsável pelas atividades de enfermagem).
c) O Técnico de Enfermagem faz parte da equipe de profissionais oriundos
da área da saúde, sendo que uma de suas competências/atribuições é prestar
cuidados diretos de enfermagem a pacientes em estado grave, sob supervisão
direta ou à distância do profissional médico.
d) Uma das competências/atribuições do Técnico de Enfermagem é assistir
ao enfermeiro no planejamento, programação, orientação e supervisão das
atividades de assistência de enfermagem.

Comentários: De acordo com a portaria n.º 2.048/MS, de 5/11/2002, temos:

Equipe Profissional: Os serviços de atendimento pré-hospitalar móvel


devem contar com equipe de profissionais oriundos da área da saúde e não
oriundos da área da saúde. Considerando-se que as urgências não se
constituem em especialidade médica ou de enfermagem e que nos cursos de
graduação a atenção dada à área ainda é bastante insuficiente, entende-se
que os profissionais que venham a atuar nos Serviços de Atendimento Pré-
hospitalar Móvel (oriundos e não oriundos da área de saúde) devam ser
habilitados pelos Núcleos de Educação em Urgências, cuja criação é indicada
pelo presente Regulamento e cumpram o conteúdo curricular mínimo nele
proposto - Capítulo VII.

1.1 – Equipe de Profissionais Oriundos da Saúde: A equipe de


profissionais oriundos da área da saúde deve ser composta por:

- Coordenador do Serviço: profissional oriundo da área da saúde, com


experiência e conhecimento comprovados na atividade de atendimento pré-
hospitalar às urgências e de gerenciamento de serviços e sistemas;

- Responsável Técnico: Médico responsável pelas atividades médicas do


serviço;

- Responsável de Enfermagem:

Enfermeiro responsável pelas atividades de enfermagem;

- Médicos Reguladores: médicos que, com base nas informações colhidas


dos usuários, quando estes acionam a central de regulação, são os
responsáveis pelo gerenciamento, definição e operacionalização dos meios
disponíveis e necessários para responder a tais solicitações, utilizando-se de

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protocolos técnicos e da faculdade de arbitrar sobre os equipamentos de saúde


do sistema necessários ao adequado atendimento do paciente;

- Médicos Intervencionistas: médicos responsáveis pelo atendimento


necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e
durante o transporte;

- Enfermeiros Assistenciais: enfermeiros responsáveis pelo atendimento


de enfermagem necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no
local do evento e durante o transporte;

- Auxiliares e Técnicos de Enfermagem: atuação sob supervisão


imediata do profissional enfermeiro;

OBS: As responsabilidades técnicas poderão ser assumidas por


profissionais da equipe de intervenção, sempre que a demanda ou o porte do
serviço assim o permitirem.

Além desta equipe de saúde, em situações de atendimento às urgências


relacionadas às causas externas ou de pacientes em locais de difícil acesso,
deverá haver uma ação pactuada, complementar e integrada de outros
profissionais não oriundos da saúde – bombeiros militares, policiais
militares e rodoviários e outros, formalmente reconhecidos pelo gestor público
para o desempenho das ações de segurança, socorro público e salvamento,
tais como: sinalização do local, estabilização de veículos acidentados,
reconhecimento e gerenciamento de riscos potenciais (incêndio, materiais
energizados, produtos perigosos) obtenção de acesso ao paciente e suporte
básico de vida.

Gabarito: D

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DEFINIÇÃO DOS VEÍCULOS DE ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR


MÓVEL

Define-se ambulância como um veículo (terrestre, aéreo ou aquaviário)


que se destine exclusivamente ao transporte de enfermos. As Ambulâncias são
classificadas em:

TIPO A – Ambulância de Transporte: veículo destinado ao transporte em


decúbito horizontal de pacientes que não apresentam risco de vida, para
remoções simples e de caráter eletivo.

Fonte: http://www.fabricapickupcia.ind.br

TIPO B – Ambulância de Suporte Básico: veículo destinado ao transporte


inter-hospitalar de pacientes com risco de vida conhecido e ao atendimento
pré-hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido, não classificado
com potencial de necessitar de intervenção médica no local e/ou durante
transporte até o serviço de destino.

Fonte: http://circuitomt.com.br/editorias/cidades

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TIPO C - Ambulância de Resgate: veículo de atendimento de urgências


pré- hospitalares de pacientes vítimas de acidentes ou pacientes em locais de
difícil acesso, com equipamentos de salvamento (terrestre, aquático e em
alturas).

Fonte: http://emergencia2000.pt/

TIPO D – Ambulância de Suporte Avançado: veículo destinado ao


atendimento e transporte de pacientes de alto risco em emergências pré-
hospitalares e/ou de transporte inter-hospitalar que necessitam de cuidados
médicos intensivos. Deve contar com os equipamentos médicos necessários
para esta função.

Fonte: http://www.manchetemedica.com.br

TIPO E – Aeronave de Transporte Médico: aeronave de asa fixa ou


rotativa utilizada para transporte inter-hospitalar de pacientes e aeronave de

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asa rotativa para ações de resgate, dotada de equipamentos médicos


homologados pelo Departamento de Aviação Civil - DAC.

Fixa Rotativa

Fonte:http://www.brplanosdesaude.com.br Fonte: http:/entusiastanoar.blogspot.com.br

TIPO F – Embarcação de Transporte Médico: veículo motorizado


aquaviário, destinado ao transporte por via marítima ou fluvial. Deve possuir
os equipamentos médicos necessários ao atendimento de pacientes conforme
sua gravidade.

Fonte: http://www.ebah.com.br

VEÍCULOS DE INTERVENÇÃO RÁPIDA: Estes veículos, também chamados


de veículos leves, veículos rápidos ou veículos de ligação médica são utilizados
para transporte de médicos com equipamentos que possibilitam oferecer
suporte avançado de vida nas ambulâncias do Tipo A, B, C e F.

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Fonte: http://equipetatica.blogspot.com.br

OUTROS VEÍCULOS: Veículos habituais adaptados para transporte de


pacientes de baixo risco, sentados (ex. pacientes crônicos) que não se
caracterizem como veículos tipo lotação (ônibus, peruas, etc.). Este transporte
só pode ser realizado com anuência médica.

17- CIAS/SAMU/MG/ENFERMEIRO/2013

As ambulâncias do TIPO B são equipadas para imobilização e remoção de


vítimas de trauma, dentre os materiais citados a seguir, assinale o único que
NÃO é equipamento de remoção:
a) Prancha longa.
b) Colar cervical.
c) Colete salva vidas.
d) Colete imobilizador dorsal.

Comentários: A Portaria nº 2048, de 5 de novembro de 2002, capítulo iv que


trata do atendimento pré-hospitalar móvel no item 3 definição dos materiais e

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equipamentos das ambulâncias: As ambulâncias deverão dispor, no mínimo,


dos seguintes materiais e equipamentos ou similares com eficácia equivalente:
3.2 - Ambulância de Suporte Básico (Tipo B): Sinalizador óptico e
acústico; equipamento de rádio-comunicação fixa e móvel; maca articulada e
com rodas; suporte para soro; instalação de rede de oxigênio com cilindro,
válvula, manômetro em local de fácil visualização e régua com dupla saída;
oxigênio com régua tripla (a- alimentação do respirador; b- fluxômetro e
umidificador de oxigênio e c - aspirador tipo Venturi); manômetro e fluxômetro
com máscara e chicote para oxigenação; cilindro de oxigênio portátil com
válvula; maleta de urgência contendo: estetoscópio adulto e infantil,
ressuscitador manual adulto/infantil, cânulas orofaríngeas de tamanhos
variados, luvas descartáveis, tesoura reta com ponta romba, esparadrapo,
esfigmomanômetro adulto/infantil, ataduras de 15 cm, compressas cirúrgicas
estéreis, pacotes de gaze estéril, protetores para queimados ou eviscerados,
cateteres para oxigenação e aspiração de vários tamanhos; maleta de parto
contendo: luvas cirúrgicas, clamps umbilicais, estilete estéril para corte do
cordão, saco plástico para placenta, cobertor, compressas cirúrgicas e gazes
estéreis, braceletes de identificação; suporte para soro; prancha curta e longa
para imobilização de coluna; talas para imobilização de membros e conjunto de
colares cervicais; colete imobilizador dorsal; frascos de soro fisiológico e ringer
lactato; bandagens triangulares; cobertores; coletes refletivos para a
tripulação; lanterna de mão; óculos, máscaras e aventais de proteção e
maletas com medicações a serem definidas em protocolos, pelos serviços. As
ambulâncias de suporte básico que realizam também ações de salvamento
deverão conter o material mínimo para salvamento terrestre, aquático e em
alturas, maleta de ferramentas e extintor de pó químico seco de 0,8 Kg, fitas e
cones sinalizadores para isolamento de áreas, devendo contar, ainda com
compartimento isolado para a sua guarda, garantindo um salão de
atendimento às vítimas de, no mínimo, 8 metros cúbicos.

Gabarito: C.

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18- CISSUL/SAMU/MG/ENFERMEIRO/2013
“Sinalizador óptico e acústico; equipamento de radiocomunicação em contato
permanente com a central reguladora; maca com rodas; suporte para soro e
oxigênio medicinal.” De acordo com a Portaria GM 2048, essa é a definição dos

materiais e equipamentos da ambulância de transporte:


a) TIPO A.
b) TIPO B.
c) TIPO C.
d) TIPO F.

Comentários: A Portaria nº 2048, de 5 de novembro de 2002, capítulo IV que


trata do atendimento pré-hospitalar móvel no item 3 definição dos materiais e
equipamentos das ambulâncias:
3 – DEFINIÇÃO DOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS DAS AMBULÂNCIAS

As ambulâncias deverão dispor, no mínimo, dos seguintes materiais e


equipamentos ou similares com eficácia equivalente:

3.1 - Ambulância de Transporte (Tipo A): Sinalizador óptico e acústico;


equipamento de radiocomunicação em contato permanente com a
central reguladora; maca com rodas; suporte para soro e oxigênio
medicinal.

Gabarito: A

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19- FUMARC/PREF. BH-MG/ENFERMEIRO/2011


Leia e analise as afirmativas abaixo:
I. Quanto aos tipos de ambulância que a portaria 2.048 de 05 de
novembro de 2002 determina que a do tipo F seja uma aeronave de
Transporte Médico, aeronave de asa fixa ou rotativa utilizada para transporte
inter-hospitalar de pacientes e aeronave de asa rotativa para ações de resgate,
dotada de equipamentos médicos homologados pelo Departamento de Aviação
Civil – DAC.
II. Quanto ao número de profissionais em cada ambulância do
atendimento pré-hospitalar móvel a portaria 2.048 de 05 de novembro de
2002 determina que a equipe da ambulância do Tipo A deve conter dois
profissionais, sendo um o motorista e o outro um Técnico ou Auxiliar de
enfermagem.
III. As Unidades Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências
devem possuir Rotinas de Funcionamento e Atendimento escritas, atualizadas
a cada ano e assinadas pelo Responsável Técnico pela Unidade.

IV. As Unidades Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências


devem possuir um prontuário para cada paciente com as informações
completas do quadro clínico e sua evolução, todas devidamente escritas, de
forma clara e precisa, datadas e assinadas pelo profissional responsável pelo
atendimento.
Marque a opção CORRETA:
a) As afirmativas I, II, III, e IV estão corretas.
b) Apenas as afirmativas I, II e IV estão incorretas.
c) Apenas as afirmativas I e III estão incorretas.
d) Apenas a afirmativa I está correta.

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Comentários: Vamos analisar cada assertiva separadamente:

Item I (Incorreta) – No capitulo IV artigo 2° definição dos veículos de


atendimento pré-hospitalar móvel. Diz: TIPO F – Embarcação de Transporte
Médico: veículo motorizado aquaviário, destinado ao transporte por via
marítima ou fluvial. Deve possuir os equipamentos médicos necessários ao
atendimento de pacientes conforme sua gravidade. Embarcação de Transporte
(Tipo F): Este veículo motorizado aquaviário, destinado ao transporte por via
marítima ou fluvial, poderá ser equipado como indicado para as Ambulâncias
de Tipo A, B, ou D, dependendo do tipo de assistência a ser prestada.

Item II (Correta) – No capitulo IV artigo 5° da portaria n°2048 diz:


”Considerando-se que as urgências não se constituem em especialidade
médica ou de enfermagem e que nos cursos de graduação a atenção dada à
área ainda é bastante insuficiente, entende-se que os profissionais que
venham a atuar como tripulantes dos Serviços de Atendimento Pré-Hospitalar
Móvel devam ser habilitados pelos Núcleos de Educação em Urgências, cuja
criação é indicada pelo presente Regulamento e cumpram o conteúdo
curricular mínimo nele proposto - Capítulo VII.
5.1 - Ambulância do Tipo A: 2 profissionais, sendo um o motorista e o
outro um Técnico ou Auxiliar de enfermagem.
5.2 - Ambulância do Tipo B: 2 profissionais, sendo um o motorista e um
técnico ou auxiliar de enfermagem.
5.3 - Ambulância do Tipo C: 3 profissionais militares, policiais rodoviários,
bombeiros militares, e/ou outros profissionais reconhecidos pelo gestor
público, sendo um motorista e os outros dois profissionais com capacitação e
certificação em salvamento e suporte básico de vida.
5.4 - Ambulância do tipo D: 3 profissionais, sendo um motorista, um
enfermeiro e um médico.
5.5 - Aeronaves: o atendimento feito por aeronaves deve ser sempre
considerado como de suporte avançado de vida e:
- Para os casos de atendimento pré-hospitalar móvel primário não
traumático e secundário, deve contar com o piloto, um médico, e um
enfermeiro;

Item III (Incorreta) – No capitulo IV há no item 2.1.3 Rotinas de


Funcionamento e Atendimento que diz: ‘’A Unidade deve possuir Rotinas de
Funcionamento e Atendimento escritas, atualizadas a cada 04 anos e
assinadas pelo Responsável Técnico pela Unidade. As rotinas devem
abordar todos os processos envolvidos na assistência que contemplem desde
os aspectos organizacionais até os operacionais e técnicos. Deve haver
também uma rotina de manutenção preventiva de materiais e equipamentos.

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Item IV (Correta) – No capitulo IV no item 2.1.4 - Registro de


Pacientes: A Unidade deve possuir um prontuário para cada paciente com as
informações completas do quadro clínico e sua evolução, todas devidamente
escritas, de forma clara e precisa, datadas e assinadas pelo profissional
responsável pelo atendimento. Os prontuários deverão estar devidamente
ordenados no Serviço de Arquivo Médico. Informações Mínimas do Prontuário:
a - Identificação do paciente; b - Histórico Clínico; c - Avaliação Inicial; d -
Indicação do procedimento cirúrgico se for o caso; e - Descrição do ato
cirúrgico se for o caso; f - Descrição da evolução e prescrições; g - Condições
na alta hospitalar ou transferência;

Gabarito: C.

CAPÍTULO V

ATENDIMENTO HOSPITALAR

UNIDADES HOSPITALARES DE ATENDIMENTO ÀS URGÊNCIAS E


EMERGÊNCIAS

O presente Regulamento Técnico está definindo uma nova nomenclatura e


classificação para a área de assistência hospitalar de urgência e emergência.
Refletindo sobre a regionalização proposta pela NOAS e sobre a estrutura dos
prontos socorros existentes no país, adota-se a seguinte:
classificação/estruturação, partindo da premissa que nenhum pronto socorro
hospitalar poderá apresentar infraestrutura inferior à de uma unidade não
hospitalar de atendimento às urgências e emergências. As Unidades
Hospitalares de Atendimento em Urgência e Emergência serão classificadas
segundo segue:

A - Unidades Gerais:

a - Unidades Hospitalares Gerais de Atendimento às Urgências e


Emergências de Tipo I;

b - Unidades Hospitalares Gerais de Atendimento às Urgências e


Emergências de Tipo II.

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B - Unidades de Referência:

a - Unidades Hospitalares de Referência em Atendimento às Urgências e


Emergências de Tipo I;

b - Unidades Hospitalares de Referência em Atendimento às Urgências e


Emergências de Tipo II;

c - Unidades Hospitalares de Referência em Atendimento às Urgências e


Emergências de Tipo III.

Toda equipe da Unidade deve ser capacitada nos Núcleos de Educação


em Urgências e treinada em serviço e, desta forma, capacitada para
executar suas tarefas. No caso do treinamento em serviço, o Responsável
Técnico pela Unidade será o coordenador do programa de treinamento dos
membros da equipe. Uma cópia do programa de treinamento (conteúdo) ou as
linhas gerais dos cursos de treinamento devem estar disponíveis para revisão;
deve existir ainda uma escala de treinamento de novos funcionários.
CAPÍTULO VI

TRANSFERÊNCIAS E TRANSPORTE INTER-HOSPITALAR

Dentro da perspectiva de estruturação de Sistemas Estaduais de Urgência


e Emergência, com universalidade, atenção integral e equidade de acesso, de
caráter regionalizado e hierarquizado, de acordo com as diretrizes do SUS, os
serviços especializados e de maior complexidade deverão ser referência para
um ou mais municípios de menor porte.

Assim, estes municípios menores devem se estruturar para acolher os


pacientes acometidos por agravos de urgência, de caráter clínico, traumato-
cirúrgico, gineco-obstétrico e psiquiátrico, sejam estes adultos, crianças ou
recém-nascidos realizar a avaliação e estabilização inicial destes e providenciar
sua transferência para os serviços de referência loco regionais, seja para
elucidação diagnóstica através de exames especializados, avaliação médica
especializada ou internação.

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O transporte inter-hospitalar refere-se à transferência de pacientes


entre unidades não hospitalares ou hospitalares de atendimento às
urgências e emergências, unidades de diagnóstico, terapêutica ou outras
unidades de saúde que funcionem como bases de estabilização para pacientes
graves, de caráter público ou privado e tem como principais finalidades:

a - A transferência de pacientes de serviços de saúde de menor


complexidade para serviços de referência de maior complexidade, seja para
elucidação diagnóstica, internação clínica, cirúrgica ou em unidade de terapia
intensiva, sempre que as condições locais de atendimento combinadas à
avaliação clínica de cada paciente assim exigirem;

b - A transferência de pacientes de centros de referência de maior


complexidade para unidades de menor complexidade, seja para elucidação
diagnóstica, internação clínica, cirúrgica ou em unidade de terapia intensiva,
seja em seus municípios de residência ou não, para conclusão do tratamento,
sempre que a condição clínica do paciente e a estrutura da unidade de menor
complexidade assim o permitirem, com o objetivo de agilizar a utilização dos
recursos especializados na assistência aos pacientes mais graves e/ou
complexos.

Este transporte poderá ser aéreo, aquaviário ou terrestre, de acordo


com as condições geográficas de cada região, observando-se as distâncias e
vias de acesso, como a existência de estradas, aeroportos, helipontos, portos e
condições de navegação marítima ou fluvial, bem como a condição clínica de
cada paciente, não esquecendo a observação do custo e disponibilidade de
cada um desses meios. O transporte inter-hospitalar, em qualquer de suas
modalidades, de acordo com a disponibilidade de recursos e a situação clínica
do paciente a ser transportado, deve ser realizado em veículos adequados e
equipados de acordo com o estabelecido no Capítulo IV deste Regulamento.

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CAPÍTULO VII

NÚCLEOS DE EDUCAÇÃO EM URGÊNCIAS

Os Núcleos de Educação em Urgências devem se organizar como


espaços de saber interinstitucional de formação, capacitação,
habilitação e educação continuada de recursos humanos para as urgências,
sob a administração de um conselho diretivo, coordenado pelo gestor público
do SUS, tendo como integrantes as secretarias Estaduais e Municipais de
saúde, hospitais e serviços de referência na área de urgência, escolas de
bombeiros e polícias, instituições de ensino superior, de formação e
capacitação de pessoal na área da saúde, escolas técnicas e outros setores que
prestam socorro à população, de caráter público ou privado, de abrangência
municipal, regional ou estadual.

São objetivos operacionais dos Núcleos de Educação em Urgências: -


Promover programas de formação e educação continuada na forma de
treinamento em serviço a fim de atender ao conjunto de necessidades
diagnosticado em cada região, fundamentando o modelo pedagógico na
problematização de situações;
- Capacitar os recursos humanos envolvidos em todas as dimensões da
atenção regional, ou seja, atenção pré-hospitalar.
- unidades básicas de saúde, unidades de saúde da família, pré-hospitalar
móvel, unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências
e ambulatórios de especialidades; atenção hospitalar e atenção pós-hospitalar.
- internação domiciliar e serviços de reabilitação, sob a ótica da promoção da
saúde; - Estimular a criação de equipes multiplicadoras em cada região, que
possam implementar a educação continuada nos serviços de urgência; -
Congregar os profissionais com experiência prática em urgência,
potencializando sua capacidade educacional;
- Desenvolver e aprimorar de forma participativa e sustentada as políticas
públicas voltadas para a área da urgência;
- Certificar anualmente e recertificar a cada dois anos os profissionais
atuantes nos diversos setores relativos ao atendimento das urgências.

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Essa portaria, GM/MS no 2.048/2002, compreende uma das mais


importantes e vem sendo muito cobrada em diversos concursos de
enfermagem independente da área de atuação. Foi apresentada a portaria de
forma resumida e comentada destacando os pontos primordiais em cada
capítulo, baseado em questões de provas de concursos anteriores, mesmo
assim é necessário que o aluno tenha conhecimento da portaria.
Como DICA proponho que você leia a portaria na íntegra além da
explanação dessa aula, pois são muitos detalhes que cabem a atenção. Assim
ficará ainda mais fácil o entendimento do assunto. Ok? Segue o link:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2002/prt2048_05_11_2002.ht ml

Para a melhor fixação do conteúdo é fundamental fazer exercícios e


observar como esse assunto será cobrado. Então vamos praticar!

20-IPSEMG/ENFERMEIRO/2013
A Portaria nº 2.048/GM de 5 de Novembro de 2002 aprova, em seu anexo,
o regulamento técnico dos sistemas estaduais de urgência e emergência.
Sobre a referida portaria, assinale a alternativa INCORRETA.

A) A abertura de qualquer serviço de atendimento às urgências e


emergências deverá ser precedida de consulta ao gestor do SUS, de
nível local ou estadual.
B) As unidades não hospitalares de atendimento às urgências e
emergências devem funcionar nas 24 horas do dia e devem estar
habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de
assistência da média complexidade.

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C) Considera-se como nível pré-hospitalar móvel na área de urgência, o
atendimento que procura chegar precocemente à vítima, após ter
ocorrido um agravo à sua saúde.
D) Compete ao enfermeiro do serviço de atendimento pré-hospitalar
móvel exercer a regulação médica do sistema e conhecer a rede de
serviços da região.

Comentários: Vamos avaliar as alternativas separadamente:


Item A correto. Art. 2º § 2º da portaria nº 2.048/GM diz: “ A abertura de
qualquer Serviço de Atendimento às Urgências e Emergências deverá ser
precedida de consulta ao Gestor do SUS, de nível local ou estadual, sobre as
normas vigentes, a necessidade de sua criação e a possibilidade de
cadastramento do mesmo, sem a qual o SUS não se obriga ao cadastramento.

Item B correto. No capitulo III 2- Unidades não hospitalares de atendimento


às urgências e emergências “Estas unidades, que devem funcionar nas
24 horas do dia, devem estar habilitadas a prestar assistência correspondente
ao primeiro nível de assistência da média complexidade (M1)..”
Item C correto. No capítulo IV atendimento pré-hospitalar móvel: Considera-
se como nível pré-hospitalar móvel na área de urgência, o atendimento que
procura chegar precocemente à vítima, após ter ocorrido um agravo à sua
saúde (de natureza clínica, cirúrgica, traumática, inclusive as psiquiátricas),
que possa levar a sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, sendo necessário,
portanto, prestar-lhe atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de
saúde devidamente hierarquizado e integrado ao Sistema Único de Saúde.
Item D incorreto. No capítulo IV atendimento pré-hospitalar móvel:
Enfermeiro responsável pelas atividades de enfermagem, - Médicos
Reguladores: médicos que, com base nas informações colhidas dos usuários,
quando estes acionam a central de regulação, são os responsáveis pelo
gerenciamento, definição e operacionalização dos meios disponíveis e
necessários para responder a tais solicitações, utilizando-se de protocolos
técnicos e da faculdade de arbitrar sobre os equipamentos de saúde do
sistema necessários ao adequado atendimento do paciente; - Enfermeiros
Assistenciais: enfermeiros responsáveis pelo atendimento de enfermagem
necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e
durante o transporte;
Gabarito: D.

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21- EBSERH/HU/IADES/ENFERMEIRO/2013

Um dos componentes iniciais da Política Nacional de Atenção às Urgências foi a


implantação do SAMU, que é contatado pelo número 192 e presta atendimento
em ambulâncias de suporte avançado e suporte básico de vida. A sigla SAMU
significa:

A) Serviço de Atendimento Médico de Urgência.


B) Serviço de Atendimento Mútuo de Urgência.
C) Serviço de Avaliação Móvel de Urgência.
D) Serviço de Avaliação Médica de Urgência.
E) Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

Comentários: O examinador nessa questão tenta confundir os candidatos


mais desatentos, não é o seu caso que vai ler a questão e resolvê- lá com
calma e atenção lembrando que: A Portaria N° 1.863/GM no seu Art. 3° Define
que a Política Nacional de Atenção às Urgências, de que trata o artigo 1º desta
Portaria, deve ser instituída a partir dos seguintes componentes fundamentais:

2.b Componente Pré-Hospitalar Móvel: - SAMU - Serviço de


Atendimento Móvel de Urgências e os serviços associados de
salvamento e resgate, sob-regulação médica de urgências e com número
único nacional para urgências medicas – 192;
Gabarito: E.

22-CESGRANRIO/SEPLAG/ENFERMEIRO/2011
A Portaria GM/MS no 2.048/2002 define, em seu Capítulo III, que o
atendimento pré-hospitalar fixo é a assistência prestada, num primeiro nível de
atenção, aos pacientes portadores de quadros.
a) graves de natureza clínica
b) crônicos de natureza cirúrgica
c) crônicos de doenças cardiovasculares
crônicos de natureza clínica e psiquiátrica

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e) agudos de natureza clínica, traumática ou ainda psiquiátrica.

Comentários: A Portaria GM/MS no 2.048/2002 define, em seu Capítulo III, o


ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR FIXO que diz:
O Atendimento Pré-Hospitalar Fixo é aquela assistência prestada, num
primeiro nível de atenção, aos pacientes portadores de quadros agudos, de
natureza clínica, traumática ou ainda psiquiátrica, que possa levar a
sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, provendo um atendimento e/ou
transporte adequado a um serviço de saúde hierarquizado, regulado e integrante do
Sistema Estadual de Urgência e Emergência. Este atendimento é prestado por um
conjunto de unidades básicas de saúde, unidades do Programa de Saúde da Família
(PSF), Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), ambulatórios
especializados, serviços de diagnóstico e terapia, unidades não hospitalares de
atendimento às urgências e emergências e pelos serviços de atendimento pré-
hospitalar móvel (que serão abordados no Capítulo IV).

Gabarito: E.

23- SAMU/PREF.PR/ENFERMEIRO/2013
A Portaria 2048/GM aponta a seguinte definição: "Os Núcleos de Educação em
Urgências devem se organizar como espaços de saber interinstitucional de
formação, capacitação, habilitação e educação continuada de recursos
humanos para as urgências, sob a administração de um conselho diretivo,
coordenado pelo gestor público do SUS, tendo como integrantes as secretarias
Estaduais e Municipais de saúde, hospitais e serviços de referência na área de
urgência, escolas de bombeiros e polícias, instituições de ensino superior, de
formação e capacitação de pessoal na área da saúde, escolas técnicas e outros
setores que prestam socorro à população, de caráter público ou privado, de
abrangência municipal, regional ou estadual". A partir desta definição aponte a
alternativa que aborda um dos princípios norteadores dos Núcleos de Educação
em Urgências:
a) Promover programas de formação e educação continuada na forma de
treinamento em serviço a fim de atender ao conjunto de necessidades

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diagnosticado em cada região, fundamentando o modelo pedagógico na


problematização de situações.
b) A educação continuada como estratégia permanente de acreditação dos
serviços, articulada ao planejamento institucional e ao controle social.
c) Buscar a nucleação pública dos recursos educativos em saúde.
d) Certificar anualmente e recertificar a cada dois anos os profissionais
atuantes nos diversos setores relativos ao atendimento das urgências.

Comentários: A portaria 2.048/2002 capítulo VII trata sobre núcleos de educação


em urgências:

1.1 - Definição: Os Núcleos de Educação em Urgências devem se


organizar como espaços de saber interinstitucional de formação,
capacitação, habilitação e educação continuada de recursos humanos
para as urgências, sob a administração de um conselho diretivo, coordenado
pelo gestor público do SUS, tendo como integrantes as secretarias Estaduais e
Municipais de saúde, hospitais e serviços de referência na área de urgência,
escolas de bombeiros e polícias, instituições de ensino superior, de formação e
capacitação de pessoal na área da saúde, escolas técnicas e outros setores que
prestam socorro à população, de caráter público ou privado, de abrangência
municipal, regional ou estadual.

1.2 - Princípios Norteadores

São princípios norteadores dos Núcleos de Educação em Urgências:

- a organicidade com o processo de formulação de políticas públicas para


a atenção integral às urgências, buscando organizar o sistema regional de
atenção às urgências a partir da qualificação assistencial com equidade;

- a promoção integral da saúde com o objetivo de reduzir a


morbimortalidade regional, preservar e desenvolver a autonomia de
indivíduos e coletividades, com base no uso inteligente das informações
obtidas nos espaços de atendimento às urgências, considerados observatórios
privilegiados da condição da saúde na sociedade;

- a educação continuada como estratégia permanente de


acreditação dos serviços, articulada ao planejamento institucional e ao
controle social;

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- a transformação da realidade e seus determinantes, fundamentada na


educação, no processamento de situações - problema, extraídas do espaço de
trabalho e do campo social.

1.3 - Objetivos Estratégicos: São objetivos estratégicos dos Núcleos de


Educação em Urgências:

- Constituírem-se em núcleos de excelência regional, estadual e nacional,


para a formação de profissionais de saúde a serem inseridos na atenção às
urgências;

- Elaborar, implantar e implementar uma política pública, buscando


construir um padrão nacional de qualidade de recursos humanos,
instrumentalizada a partir de uma rede de núcleos regionais, os quais
articulados entre si poderão incorporar paulatinamente critérios de atenção e
profissionalização às urgências;

- Buscar a nucleação pública dos recursos educativos em saúde;

- Articular, processar e congregar as dificuldades e necessidades das


instituições membro para alcançarem as suas metas, a fim de constituir
Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência;

- Ser espaço interinstitucional combinando conhecimentos e meios


materiais que permitam abarcar a dimensão qualitativa e quantitativa das
demandas de educação em urgências, potencializando as capacidades e
respondendo ao conjunto de demandas inerentes a um sistema organizado de
atenção;

- Ser estratégia pública privilegiada para a transformação da qualificação


da assistência às urgências, visando impactos objetivos em saúde
populacional;

- Constituir os meios materiais (área física e equipamentos) e organizar


corpo qualificado de instrutores e multiplicadores, que terão como missão,
entre outras, produzir os materiais didáticos em permanente atualização e
adaptação às necessidades das políticas públicas de saúde e dos serviços /
trabalhadores da saúde;

Gabarito: B.

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24- FUMARC/BH/ENFERMEIRO/2011
Segundo a Portaria n°2048 de 5 de Novembro de 2002 , algumas
competências/atribuições são necessárias ao enfermeiro do atendimento
pré hospitalar móvel, EXCETO:
a) Prestar cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica
a pacientes graves e com risco de vida.
b) Realizar partos sem distócia.
c) Realizar manobras de extração manual de vítimas.
d) Recepção dos chamados de auxílio, análise da demanda e
classificação em prioridades de atendimento.

Comentários: Segundo a Portaria n°2048 de 5 de Novembro de 2002 capítulo


IV -Perfil dos Profissionais Oriundos da Área da Saúde e respectivas
Competências/Atribuições:
1.1.1.2 - Enfermeiro: Profissional de nível superior titular do diploma de
Enfermeiro, devidamente registrado no Conselho Regional de Enfermagem de
sua jurisdição, habilitado para ações de enfermagem no Atendimento Pré-
Hospitalar Móvel, conforme os termos deste Regulamento, devendo além das
ações assistenciais, prestar serviços administrativos e operacionais em
sistemas de atendimento pré-hospitalar.
Requisitos Gerais: disposição pessoal para a atividade; equilíbrio
emocional e autocontrole; capacidade física e mental para a atividade;
disposição para cumprir ações orientadas; experiência profissional prévia em
serviço de saúde voltado ao atendimento de urgências e emergências;
iniciativa e facilidade de comunicação; condicionamento físico para trabalhar
em unidades móveis; capacidade de trabalhar em equipe; disponibilidade para
a capacitação discriminada no Capítulo VII, bem como para a recertificação
periódica.

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Competências/Atribuições: supervisionar e avaliar as ações de


enfermagem da equipe no Atendimento Pré-Hospitalar Móvel; executar
prescrições médicas por telemedicina; prestar cuidados de enfermagem de
maior complexidade técnica a pacientes graves e com risco de vida,
que exijam conhecimentos científicos adequados e capacidade de tomar
decisões imediatas; prestar a assistência de enfermagem à gestante, a
parturiente e ao recém-nato; realizar partos sem distócia; participar nos
programas de treinamento e aprimoramento de pessoal de saúde em
urgências, particularmente nos programas de educação continuada; fazer
controle de qualidade do serviço nos aspectos inerentes à sua profissão;
subsidiar os responsáveis pelo desenvolvimento de recursos humanos para as
necessidades de educação continuada da equipe; obedecer a Lei do Exercício
Profissional e o Código de Ética de Enfermagem; conhecer equipamentos e
realizar manobras de extração manual de vítimas.

Gabarito: D.

25- EBSERH/UFSCAR/ENFERMEIRO/2015
De acordo com a Política Nacional de Atenção às Urgências é o
estabelecimento de saúde de complexidade intermediária entre as Unidades
Básicas de Saúde/Saúde da Família e a Rede Hospitalar. O enunciado se
refere:
a) ao Centro Integrado de Atendimento Emergencial.
b) ao Serviço Móvel de Urgência.
c) à Central de Regulação de Leitos.
d) aos Serviços Especiais de Acesso Aberto.
e) à Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 h).

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Comentários: Portaria nº 1.600, de 7 de julho de 2011 reformula a política
nacional de atenção às urgências e institui a rede de atenção às urgências no
sistema único de saúde (sus). Em seu capítulo II trata dos componentes da
rede de atenção às urgências e seus objetivos.
No Art. 10. As Componentes Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h)
e o conjunto de serviços de urgência 24 horas estão assim constituídas:
I - A Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 h) é o
estabelecimento de saúde de complexidade intermediária entre as
Unidades Básicas de Saúde/Saúde da Família e a Rede Hospitalar,
devendo com estas compor uma rede organizada de atenção às
urgências;

Gabarito: E.

PORTARIA Nº 2.395, DE 11 DE OUTUBRO DE 2011

Organiza o Componente Hospitalar da Rede de Atenção às Urgências no


âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Art. 1º Esta Portaria organiza o Componente Hospitalar daRede de Atenção às


Urgências no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Parágrafo único. A organização dar-se-á por meio da ampliação e qualificação das


Portas de Entrada Hospitalares de Urgência, das enfermarias clínicas de
retaguarda, das enfermarias de retaguarda de longa permanência e dos leitos de
terapia intensiva, e pela reorganização das linhas de cuidados prioritárias de
traumatologia, cardiovascular e cerebrovascular, de acordo com os critérios
estabelecidos nesta Portaria.

Parágrafo único. A organização dar-se-á por meio da ampliação e qualificação das


Portas de Entrada Hospitalares de Urgência, das enfermarias clínicas de
retaguarda, dos leitos de Cuidados Prolongados e dos leitos de terapia intensiva, e
pela reorganização das linhas de cuidados prioritárias de traumatologia,
cardiovascular e cerebrovascular, de acordo com os critérios estabelecidos nesta
Portaria. (Alterado pela PRT GM/MS nº 2809 de 07.12.2012)

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Art. 2º O Componente Hospitalar da Rede de Atenção às Urgências será
estruturado de forma articulada e integrada a todos os outros componentes dessa
Rede, a partir do Plano de Ação Regional, conforme Portaria nº 1.600/GM/MS, de
7 de julho de 2011.

CAPÍTULO I

DOS OBJETIVOS E DIRETRIZES DO COMPONENTE HOSPITALAR DA REDE


DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS

Art. 3º São objetivos do Componente Hospitalar da Rede Atenção às Urgências:

I - organizar a atenção às urgências nos hospitais, de modo que atendam à


demanda espontânea e/ou referenciada e funcionem como retaguarda para os
outros pontos de atenção às urgências de menor complexidade;

II -garantir retaguarda de atendimentos de média e alta complexidade;


procedimentos diagnósticos e leitos clínicos, cirúrgicos, de longa permanência e de
terapia intensiva para a rede de atenção às urgências; e

II - garantir retaguarda de atendimentos de média e alta complexidade;


procedimentos diagnósticos e leitos clínicos, cirúrgicos, de leitos de Cuidados
Prolongados e de terapia intensiva para a rede de atenção às urgências; e
(Alterado pela PRT GM/MS nº 2809 de 07.12.2012).

III - garantir a atenção hospitalar nas linhas de cuidado prioritárias, em


articulação com os demais pontos de atenção.

Art. 4º Constituem diretrizes do Componente Hospitalar da Rede de Atenção às


Urgências:

I - universalidade, equidade e integralidade no atendimento às urgências;

II - humanização da atenção, garantindo efetivação de um modelo centrado no


usuário e baseado nas suas necessidades de saúde;

III - atendimento priorizado, mediante acolhimento com Classificação de Risco,


segundo grau de sofrimento, urgência e gravidade do caso;

IV - regionalização do atendimento às urgências, com articulação dos diversos


pontos de atenção e acesso regulado aos serviços de saúde; e

V - atenção multiprofissional, instituída por meio de práticas clínicas cuidadoras e


baseada na gestão de linhas de cuidado.

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CAPÍTULO II

DAS PORTAS DE ENTRADA HOSPITALARES DE URGÊNCIA

Art. 5º Para efeito desta Portaria, são Portas de Entrada Hospitalares de


Urgência os serviços instalados em uma unidade hospitalar para prestar
atendimento ininterrupto ao conjunto de demandas espontâneas e
referenciadas de urgências clínicas, pediátricas, cirúrgicas e/ou
traumatológicas.

§ 1º Atendimento ininterrupto é aquele que funciona nas 24 (vinte e quatro) horas


do dia e em todos os dias da semana.

§ 2º As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência, objeto desta Portaria, devem


estar instaladas em unidades hospitalares estratégicas para a rede de atenção às
urgências.

§ 3º As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência de atendimento exclusivo de


obstetrícia e psiquiatria não estão incluídas no conjunto de Portas de Entrada
Hospitalares de Urgência previstas nesta Portaria.

Art. 6º São consideradas unidades hospitalares estratégicas para a Rede de


Atenção às Urgências aquelas que se enquadrarem nos seguintes requisitos:

I -ser referência regional, realizando no mínimo 10% (dez por cento) dos
atendimentos oriundos de outros Municípios, conforme registro no Sistema de
Informação Hospitalar (SIH);

II -ter no mínimo 100 (cem) leitos cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional


de Estabelecimentos (SCNES);

III - estar habilitada em pelo menos uma das seguintes linhas de cuidado:

a) cardiovascular;

b) neurologia/neurocirurgia;

c) pediatria; e

d) traumato-ortopedia.

§ 1º As instituições hospitalares que não se enquadrarem estritamente nos


requisitos estabelecidos neste artigo, mas que, excepcionalmente, forem
consideradas estratégicas para a referência regional no Plano de Ação Regional da

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Rede de Atenção às Urgências poderão se beneficiar dos investimentos
estabelecidos nesta Porta-ria.

§ 2º A caracterização de unidades hospitalares como excepcionalmente


estratégicas para a referência regional do Plano de Ação Regional da Rede de
Atenção às Urgências será pactuada na Comissão Intergestores Regional (CIR) e
na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e avaliada pelo Ministério da Saúde.

Art. 7º As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência localizadas nas unidades


hospitalares estratégicas poderão apresentar, ao Ministério da Saúde, projeto para
readequação física e tecnológica, no valor de até R$ 3.000.000,00 (três milhões
de reais).

§ 1º A readequação física pode se dar por reforma ou por ampliação.

§ 2º O objetivo do projeto de readequação física e tecnológica das Portas de


Entrada Hospitalares de Urgência será a adequação da ambiência, com vistas a
viabilizar a qualificação da assistência, observados os pressupostos da Política
Nacional de Humanização e das normas da Agência de Vigilância Sanitária
(ANVISA).

§ 3º Caso a transferência de recursos financeiros para custeio de reforma e para


investimento em ampliação de imóveis seja de valor até R$ 1.000.000,00 (hum
milhão de reais), o respectivo repasse será realizado ao Fundo de Saúde do ente
federativo beneficiário em 2 (duas) parcelas, sendo a primeira equivalente a 20%
(vinte por cento) do valor total aprovado, após a habilitação do projeto; e a
segunda parcela, equivalente a 80% (oitenta por cento) do valor total aprovado,
mediante apresentação da respectiva ordem de início de serviço, assinada por
profissional habilitado pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e
Agronomia (CREA), e posteriormente autorizada pela Secretaria de Atenção à
Saúde (SAS/MS). (Incluído pela PRT GM/MS nº 2236 de 01.10.2012).

§ 4º Na hipótese do parágrafo anterior, a Portaria de habilitação disporá sobre o


prazo máximo de execução do recurso financeiro repassado.(Incluído pela PRT
GM/MS nº 2236 de 01.10.2012).

§ 5º Caso verifique que não cumprirá o prazo de que trata o parágrafo anterior, o
ente federativo beneficiário deverá encaminhar, em até 30 (trinta) dias antes do
prazo final, expediente, devidamente justificado, com pedido de sua prorrogação à
SAS/MS.(Incluído pela PRT GM/MS nº 2236 de 01.10.2012).

Art. 8º As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência localizadas nas unidades


hospitalares estratégicas poderão receber incentivo de custeio diferenciado de

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acordo com a tipologia descrita no Anexo II desta Portaria, observados os
seguintes limites:

I - as Portas de Entrada Hospitalares de Urgência instaladas em estabelecimentos


hospitalares estratégicos classificados como Hospital Geral receberão R$
100.000,00 (cem mil reais), como incentivo de custeio mensal;

II - as Portas de Entrada Hospitalares de Urgência instaladas em estabelecimentos


hospitalares estratégicos classificados como Hospital Especializado Tipo I
receberão R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), como incentivo de custeio mensal;
e

III - as Portas de Entrada Hospitalares de Urgência instaladas em


estabelecimentos hospitalares estratégicos classificados como Hospital
Especializado Tipo II receberão R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), como
incentivo de custeio mensal.

Art. 9º O requerimento do incentivo previsto no art. 8º desta Portaria observará o


seguinte fluxo:

I - apresentação do Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências ao


Ministério da Saúde, para fins de comprovação do enquadramento da Porta de
Entrada Hospitalar de Urgência e da unidade hospitalar estratégica; e

II - deferimento, pelo Ministério da Saúde, do incentivo de custeio diferenciado a


ser pago à Porta de Entrada Hospitalar de Urgência; e

III - início do repasse, pelo Ministério da Saúde, do incentivo financeiro de custeio


diferenciado aos fundos de saúde, que repassarão os valores aos prestadores de
serviço hospitalares.

Art. 10. As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência serão consideradas


qualificadas ao se adequarem aos seguintes critérios:

I - estabelecimento e adoção de protocolos de classificação de risco, protocolos


clínico-assistenciais e de procedimentos administrativos no hospital;

II - implantação de processo de Acolhimento com Classificação de Risco, em


ambiente específico, identificando o paciente segundo o grau de sofrimento ou de
agravos à saúde e de risco de morte, priorizando-se aqueles que necessitem de
tratamento imediato;

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III - articulação com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192),
Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e com outros serviços da rede de atenção
à saúde, construindo fluxos coerentes e efetivos de referência e contrarreferência;

IV - submissão da Porta de Entrada Hospitalar de Urgência à Central Regional de


Regulação de Urgência, à qual caberá coordenar os fluxos coerentes e efetivos de
referência e contrarreferência;

V - equipe multiprofissional compatível com o porte da Porta de Entrada Hospitalar


de Urgência;

VI - organização do trabalho das equipes multiprofissionais de forma horizontal,


em regime conhecido como "diarista", utilizando-se prontuário único
compartilhado por toda a equipe;

VII - implantação de mecanismos de gestão da clínica, visando à:

a) qualificação do cuidado;

b) eficiência de leitos;

c) reorganização dos fluxos e processos de trabalho;

d) implantação de equipe de referência para responsabilização e acompanhamento


dos casos;

VIII - garantia de retaguarda às urgências atendidas pelos outros pontos de


atenção de menor complexidade que compõem a Rede de Atenção às Urgências
em sua região, mediante o fornecimento de procedimentos diagnósticos, leitos
clínicos, leitos de terapia intensiva e cirurgias, conforme previsto no Plano de Ação
Regional;

IX - garantia de desenvolvimento de atividades de educação permanente para as


equipes, por iniciativa própria ou por meio de cooperação; e

X - realização do contrarreferenciamento responsável dos usuários para os


serviços da rede, fornecendo relatório adequado, de forma a garantir a
continuidade do cuidado pela equipe da atenção básica ou de referência.

§ 1º As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência deverão se qualificar em um


prazo máximo de 06 (seis) meses após o início do repasse do incentivo de custeio
diferenciado, previsto pelo art. 8º desta Portaria, ou em um prazo de 12 (doze)
meses após o recebimento do incentivo de investimento para adequação da
ambiência, previsto pelo art. 7º desta Portaria.

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§ 2º Em caso de inobservância dos prazos previstos no § 1º deste artigo, o


repasse do incentivo financeiro será cancelado, devendo ser restituído todo o valor
recebido.

§ 3º Uma vez cancelado o incentivo financeiro, novo pedido somente será deferido
com a qualificação integral, demonstrado o cumprimento de todos os requisitos
deste artigo, caso em que o incentivo voltará a ser pago a partir do novo
deferimento pelo Ministério da Saúde.

§ 4º O incentivo financeiro de custeio diferenciado de que trata o art. 8º desta


Portaria continuará a ser repassado aos fundos de saúde e, em seguida, aos
prestadores de serviço hospitalares, mediante o cumprimento dos critérios de
qualificação estabelecidos neste artigo e das metas pactuadas entre os gestores e
os prestadores de serviços hospitalares, de acordo com as normas estabelecidas
no Anexo II desta Portaria.

§ 5º Para a avaliação e o acompanhamento dos critérios de qualificação dispostos


neste artigo, será realizada visita técnica à unidade, em parceria com o Grupo
Condutor Estadual da Rede de Atenção às Urgências e representantes do Comitê
Gestor da Rede Regional de Atenção às Urgências.

§ 6º O Grupo Condutor Estadual da Rede de Atenção às Urgências e os


representantes do Comitê Gestor da Rede Regional de Atenção às Urgências farão
o acompanhamento e monitoramento semestral do cumprimento dos requisitos e
critérios previstos nos artigos 8º e 10 desta Portaria e das metas pactuadas entre
o gestor e o prestador dos serviços de saúde.

CAPÍTULO III

DOS LEITOS DE RETAGUARDA

Art. 11. O Componente Hospitalar de Atenção às Urgências deverá garantir e


organizar a retaguarda de leitos para a Rede de Atenção às Urgências, por meio
da ampliação e qualificação de enfermarias clínicas de retaguarda, enfermarias de
retaguarda de longa permanência e leitos de terapia intensiva.

§ 1º O número de novos leitos de retaguarda de enfermarias clínicas e de longa


permanência e de leitos de terapia intensiva (UTI) será calculado de acordo com
parâmetros de necessidade, por tipo de leito, conforme definido na Portaria n.º
1.101/GM/MS, de 12 de junho de 2002.

Art. 11. O Componente Hospitalar de Atenção às Urgências deverá garantir e


organizar a retaguarda de leitos para a Rede de Atenção às Urgências, por meio

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da ampliação e qualificação de enfermarias clínicas de retaguarda, leitos de


Cuidados Prolongados e leitos de terapia intensiva.(Alterado pela PRT GM/MS nº
2809 de 07.12.2012).

§ 1º O número de novos leitos de retaguarda de enfermarias clínicas e terapia


intensiva (UTI) será calculado de acordo com parâmetros de necessidade, por tipo
de leito, conforme definido na Portaria n.º 1.101/GM/MS, de 12 de junho de
2002.(Alterado pela PRT GM/MS nº 2809 de 07.12.2012).

§ 2º Os novos leitos de retaguarda poderão localizar-se nas unidades hospitalares


estratégicas, definidas pelo art. 6º desta Portaria, ou em outros hospitais de
retaguarda localizados nas regiões de saúde em que estejam situadas as unidades
hospitalares estratégicas.

§ 3º O número de novos leitos de Cuidados Prolongados será calculado de acordo


com parâmetros de necessidade definidos em ato específico.(Incluído pela PRT
GM/MS nº 2809 de 07.12.2012).

Seção I

Das Enfermarias Clínicas de Retaguarda

Art. 12. As instituições hospitalares, públicas ou privadas, que


disponibilizarem leitos de retaguarda às Portas de Entrada Hospitalares
de Urgência, por meio da organização de enfermarias clínicas, estarão
aptas a receber custeio diferenciado, no valor de R$ 300,00 (trezentos
reais) por diária do leito novo ou qualificado.

Art. 13. Para solicitação do custeio diferenciado para leitos de retaguarda de


clínica médica, descrito no artigo anterior, será observado o seguinte fluxo:

I - apresentação do Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências ao


Ministério da Saúde, para fins de comprovação da necessidade de abertura dos
leitos de clínica médica de acordo com os parâmetros da Portaria n.º
1.101/GM/MS, de 12 de junho de 2002;

II - solicitação de habilitação dos novos leitos de clínica médica ou dos leitos já


existentes como "leitos de clínica médica qualificados";

III - deferimento, pelo Ministério da Saúde, do incentivo de custeio diferenciado a


ser pago aos novos leitos de clínica médica ou àqueles já existentes; e

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IV -início do repasse, pelo Ministério da Saúde, do incentivo financeiro de custeio


diferenciado aos fundos de saúde, que repassarão os valores aos prestadores de
serviços hospitalares.

Art. 14. As enfermarias clínicas de retaguarda serão consideradas qualificadas


quando atenderem aos seguintes critérios:

I - estabelecimento e adoção de protocolos clínicos, assistenciais e de


procedimentos administrativos;

II - equipe de médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem compatível com o


porte da enfermaria clínica de retaguarda, bem como suporte para especialidades
nas 24 (vinte e quatro) horas do dia e em todos os dias da semana;

III - organização do trabalho das equipes multiprofissionais de forma horizontal,


em regime conhecido como "diarista", utilizando-se prontuário único,
compartilhado por toda a equipe;

IV - implantação de mecanismos de gestão da clínica visando à qualificação do


cuidado, eficiência de leitos, reorganização dos fluxos e processos de trabalho e
implantação de equipe de referência para responsabilização e acompanhamento
dos casos;

V - articulação com os Serviços de Atenção Domiciliar da Região de Saúde,


quando couber;

VI - garantia de realização dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos


necessários à complexidade dos casos;

VII - garantia do desenvolvimento de atividades de educação permanente para as


equipes, por iniciativa própria ou por meio de cooperação;

VIII - submissão da enfermaria clínica à auditoria do gestor local;

IX - regulação integral pelas Centrais de Regulação de Leitos;

X - taxa de ocupação média mínima de 85% (oitenta e cinco por cento); e

XI - Média de Permanência de, no máximo, 10 (dez) dias de internação.

§ 1º As enfermarias clínicas de retaguarda deverão se qualificar em um prazo


máximo de 6 (seis) meses após o início do repasse do incentivo de custeio
diferenciado previsto pelo art. 12 desta Portaria.

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§ 2º Em caso de inobservância dos prazos previstos no § 1º deste artigo, o


repasse do incentivo financeiro será cancelado, devendo ser restituído todo o valor
recebido.

§ 3º Uma vez cancelado o incentivo financeiro, novo pedido somente será deferido
com a qualificação integral, demonstrado o cumprimento de todos os requisitos
deste artigo, caso em que o incentivo voltará a ser pago a partir do novo
deferimento pelo Ministério da Saúde.

§ 4º O incentivo financeiro de custeio diferenciado de que trata o art. 12 desta


Portaria continuará a ser repassado aos fundos de saúde e, em seguida, aos
prestadores de serviço hospitalares, mediante o cumprimento dos critérios de
qualificação estabelecidos neste artigo e das metas pactuadas entre os gestores e
os prestadores de serviços hospitalares.

§ 5º Para a avaliação e o acompanhamento dos critérios de qualificação dispostos


neste artigo, será realizada visita técnica à unidade, em parceria com o Grupo
Condutor Estadual da Rede de Atenção às Urgências e representantes do Comitê
Gestor da Rede Regional de Atenção às Urgências.

§ 6º O Grupo Condutor Estadual da Rede de Atenção às Urgências e os


representantes do Comitê Gestor da Rede Regional de Atenção às Urgências farão
o acompanhamento e monitoramento semestral do cumprimento dos requisitos e
critérios previstos neste artigo e das metas pactuadas entre o gestor e o prestador
dos serviços de saúde.

Art. 15. Os leitos de enfermaria clínica já existentes e disponíveis para o SUS,


especificamente para retaguarda à Rede de Atenção às Urgências, poderão ser
qualificados, conforme requisitos do art. 14 desta Portaria, para receber o mesmo
custeio diferenciado definido para os leitos novos, observada a seguinte
proporção:

I - nos hospitais públicos, estaduais, distrital e municipais, será possível a


qualificação de 1 (um) leito de enfermaria clínica já disponível para o SUS para
cada 2 (dois) leitos novos disponibilizados para o SUS, especificamente para
retaguarda à Rede de Atenção às Urgências; e

II - nos hospitais privados, conveniados ou contratados pelo SUS, será possível a


qualificação de 1 (um) leito de enfermaria clínica já disponível para o SUS para
cada 1 (um) leito novo disponibilizado para o SUS, especificamente para
retaguarda à Rede de Atenção às Urgências.

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Seção II

Das Enfermarias de Retaguarda de Longa Permanência

Art. 16. As instituições hospitalares, públicas ou privadas, que


disponibilizarem leitos de longa permanência para retaguarda das Portas
de Entradas Hospitalares de Urgência estarão aptas a receber custeio
diferenciado do leito, com diária de R$ 200,00 (duzentos reais) até o 30º
dia de internação e R$ 100,00 (cem reais) a partir do 31º dia de
internação. (Revogada pela PRT GM/MS nº 2809 de 07.12.2012).

Art. 17. Para solicitação do custeio diferenciado para enfermarias de longa


permanência, descrito no artigo anterior, será observado o seguinte fluxo:
(Revogada pela PRT GM/MS nº 2809 de 07.12.2012).

I - apresentação do Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências ao


Ministério da Saúde, para fins de comprovação da necessidade de abertura dos
leitos de acordo com os parâmetros da Portaria n.º 1.101/GM/MS, de 12 de junho
de 2002; (Revogada pela PRT GM/MS nº 2809 de 07.12.2012).

II - solicitação de habilitação da enfermaria de retaguarda de longa permanência,


de acordo com as normas estabelecidas em Portaria específica a ser publicada
pela SAS/MS; (Revogada pela PRT GM/MS nº 2809 de 07.12.2012).

III - deferimento, pelo Ministério da Saúde, do incentivo de custeio diferenciado a


ser pago às enfermarias de retaguarda de longa permanência abertas; e
(Revogada pela PRT GM/MS nº 2809 de 07.12.2012).

IV -início do repasse, pelo Ministério da Saúde, do incentivo financeiro de custeio


diferenciado aos fundos de saúde, que repassarão os valores aos prestadores de
serviços hospitalares. (Revogada pela PRT GM/MS nº 2809 de 07.12.2012).

Seção III

Dos Leitos de Terapia Intensiva

Art. 19. As instituições hospitalares, públicas ou privadas conveniadas ou


contratadas ao SUS, que disponibilizarem leitos de terapia intensiva
específicos para retaguarda às Portas de Entrada Hospitalares de
Urgência poderão apresentar ao Ministério da Saúde projeto para
adequação física e tecnológica, no valor de até R$ 100.000,00 (cem mil
reais) por leito novo.

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§ 1º A readequação física pode se dar por reforma, ampliação ou aquisição de


equipamentos.

§ 2º O objetivo do projeto de readequação física e tecnológica das UTI será a


adequação do ambiente, com vistas à qualificação da assistência, com observância
dos pressupostos da Política Nacional de Humanização e das normas da ANVISA.

§ 3º Caso a transferência de recursos financeiros para custeio de reforma e para


investimento em ampliação de imóveis seja de valor até R$ 1.000.000,00 (hum
milhão de reais), o respectivo repasse será realizado ao Fundo de Saúde do ente
federativo beneficiário em parcela única. (Incluído pela PRT GM/MS nº 2236 de
01.10.2012).

§ 4º Na hipótese do parágrafo anterior, a Portaria de habilitação disporá sobre o


prazo máximo de execução do recurso financeiro repassado. (Incluído pela PRT
GM/MS nº 2236 de 01.10.2012).

§ 5º Caso verifique que não cumprirá o prazo de que trata o parágrafo anterior, o
ente federativo beneficiário deverá encaminhar, em até 30 (trinta) dias antes do
prazo final, expediente, devidamente justificado, com pedido de sua prorrogação à
SAS/MS.(Incluído pela PRT GM/MS nº 2236 de 01.10.2012).

Art. 20. Para solicitação do recurso de investimento previsto no artigo anterior,


será observado o seguinte fluxo:

I - apresentação do Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências ao


Ministério da Saúde, para fins de comprovação da necessidade de abertura de
novos leitos de terapia intensiva, de acordo com os parâmetros da Portaria n.º
1.101/GM/MS, de 12 de junho de 2002; e

II - apresentação de proposta no sítio eletrônico do Fundo Nacional de Saúde, de


acordo com as normas de cooperação técnica e financeira por meio de convênios
ou contratos de repasse.

Art. 21. As instituições hospitalares que disponibilizarem novos leitos de UTI,


específicos para retaguarda às Portas de Entrada Hospitalares de Urgências, ou
que qualificarem os leitos já existentes farão jus a custeio diferenciado do leito de
UTI, no valor de R$ 800,00 (oitocentos reais) por diária de leito.

Parágrafo único. A diferença entre o valor real da diária do leito de UTI e o


repasse do recurso federal por leito deverá ser custeada por Estados e Municípios,
na forma pactuada na Comissão Intergestores Regional (CIR) e na Comissão
Intergestores Bipartite (CIB).

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Art. 22. As instituições hospitalares que possuem Portas de Entrada Hospitalares


de Urgência e disponibilizarem leitos de UTI já existentes poderão qualificar até
80% (oitenta por cento) dos seus leitos de UTI, de acordo com os critérios
estabelecidos no art. 25 desta Portaria.

Art. 23. As instituições hospitalares que não possuem Portas de entrada


Hospitalares de Urgência e disponibilizarem leitos de UTI já existentes poderão
qualificar até 70% (setenta por cento) dos seus leitos de UTI, de acordo com os
critérios estabelecidos no art. 25 desta Portaria.

Art. 24. Para solicitação do custeio diferenciado para leitos de terapia intensiva,
novos ou já existentes, descrito no artigo 21 desta Portaria, será observado o
seguinte fluxo:

I - apresentação do Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências ao


Ministério da Saúde, para fins de comprovação da necessidade de abertura dos
leitos de terapia intensiva de acordo com os parâmetros da Portaria n.º
1.101/GM/MS, de 12 de junho de 2002; e/ou

II -solicitação de habilitação dos novos leitos de terapia intensiva ou dos leitos já


existentes como "leitos de terapia intensiva qualificados"; e

III - deferimento, pelo Ministério da Saúde, do incentivo de custeio diferenciado a


ser pago aos leitos de terapia intensiva novos ou já existentes; e

IV -início do repasse, pelo Ministério da Saúde, do incentivo financeiro de custeio


diferenciado aos fundos de saúde, que repassarão os valores aos prestadores de
serviços hospitalares.

Art. 25. As UTI serão consideradas qualificadas quando atenderem aos seguintes
critérios:

I - estabelecimento e adoção de protocolos clínicos, assistenciais e de


procedimentos administrativos;

II -equipe de UTI Tipo II ou III, bem como suporte para especialidades nas 24
(vinte e quatro) horas do dia e em todos os dias da semana;

III - organização do trabalho das equipes multiprofissionais de forma horizontal,


utilizando-se prontuário único compartilhado por toda equipe;

IV - implantação de mecanismos de gestão da clínica visando à qualificação do


cuidado, eficiência de leitos, reorganização dos fluxos e processos de trabalho e a

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implantação de equipe de referência para responsabilização e acompanhamento


dos casos;

V - garantia de realização dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos


necessários à complexidade dos casos;

VI - garantia de desenvolvimento de atividades de educação permanente para as


equipes, por iniciativa própria ou por meio de cooperação;

VII - submissão à auditoria do gestor local;

VIII - regulação integral pelas Centrais de Regulação; e

IX -taxa de ocupação média mensal da unidade de, no mínimo, 90% (noventa por
cento).

§ 1º As UTI deverão se qualificar em um prazo máximo de 6 (seis) meses após o


início do repasse do incentivo de custeio diferenciado, previsto pelo art. 21 desta
Portaria, ou em um prazo de 12 (doze) meses após o recebimento do incentivo de
investimento para adequação da ambiência, previsto pelo art. 19 desta Portaria.

§ 2º Em caso de inobservância dos prazos previstos no § 1º deste artigo, o


repasse do incentivo financeiro será cancelado, devendo ser restituído todo o valor
recebido.

§ 3º Uma vez cancelado o incentivo financeiro, novo pedido somente será deferido
com a qualificação integral, demonstrado o cumprimento de todos os requisitos
deste artigo, caso em que o incentivo voltará a ser pago a partir do novo
deferimento pelo Ministério da Saúde.

§ 4º O incentivo financeiro de custeio diferenciado de que trata o art. 21 desta


Portaria continuará a ser repassado aos fundos de saúde e, em seguida, aos
prestadores de serviços hospitalares, mediante o cumprimento dos critérios de
qualificação estabelecidos neste artigo e das metas pactuadas entre os gestores e
os prestadores de serviços hospitalares.

§ 5º O Grupo Condutor Estadual da Rede de Atenção às Urgências e os


representantes do Comitê Gestor da Rede Regional de Atenção às Urgências farão
o acompanhamento e o monitoramento semestral dos leitos de UTI qualificados
para o recebimento do custeio diferenciado previsto e regulado nesta Seção,
visando à verificação do cumprimento dos requisitos e critérios previstos neste
artigo e das metas pactuadas entre o gestor e o prestador dos serviços de saúde.

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CAPÍTULO IV

DO REPASSE DOS RECURSOS FINANCEIROS

Art. 26. Os recursos financeiros referentes ao Componente Hospitalar serão


repassados seguindo as seguintes modalidades:

I - os recursos para reforma das Portas de Entrada Hospitalares de Urgência serão


repassados de acordo com as normas do Sistema de Contratos e Convênios do
Ministério da Saúde (SICONV/MS) e do Sistema de Gestão Financeira e de
Convênios do Ministério da Saúde (GESCON/MS);

II -os recursos para a compra de equipamentos e materiais permanentes


para as Portas de Entrada Hospitalares de Urgência e as unidades de UTI
serão repassados fundo a fundo, utilizando-se um dos seguintes
sistemas:

a) Sistema de Pagamento do Ministério da Saúde (SISPAG/MS);

b) SICONV/MS; ou

c) GESCON/MS; e

III -os recursos de custeio serão repassados fundo a fundo.

§ 1º Em caso de não aplicação dos recursos ou do descumprimento, por parte do


beneficiário, dos compromissos de qualificação assumidos, os recursos de obras,
reformas e equipamentos e custeio serão imediatamente devolvidos ao FNS,
acrescidos da correção monetária prevista em lei.

§ 2º A devolução de recursos repassados será determinada nos relatórios de


fiscalização dos órgãos de controle interno, incluídos todos os componentes do
Sistema Nacional de Auditoria do SUS (SNA), em cada nível de gestão, e também
nos relatórios dos órgãos de controle externo.

CAPÍTULO V

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 27. Para garantir a qualidade da gestão das Portas de Entrada Hospitalares de
Urgência e dos leitos de retaguarda, as instituições hospitalares contempladas por
esta Portaria criarão Núcleos de Acesso e Qualidade Hospitalar, compostos por:

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I - coordenador da Urgência/Emergência;

II - coordenador da UTI;

III - coordenador das Unidades de internação;

IV - coordenador da central de internação do hospital; e

V - representante do gestor local.

Art. 28. Compete aos Núcleos de Acesso e Qualidade Hospitalar:

I - garantir o uso dinâmico dos leitos hospitalares, promovendo a interface com as


Centrais de Regulação de urgência e internação;

II - promover a permanente articulação entre a unidade de urgência e as unidades


de internação;

III - monitorar o tempo de espera para atendimento na emergência e para


internação;

IV - propor mecanismos de avaliação por meio de indicadores clínicos e


administrativos;

V - propor e acompanhar a adoção de Protocolos clínicos;

VI - acompanhar o processo de cuidado do paciente, visando ao atendimento no


local mais adequado às suas necessidades;

VII - articular o conjunto das especialidades clínicas e cirúrgicas, bem como as


equipes multiprofissionais, garantindo a integralidade do cuidado intra-hospitalar;

VIII - manter a vigilância da taxa média de ocupação e da média de permanência;

IX - garantir uso racional, universal e equitativo dos recursos institucionais, por


meio do controle sobre os processos de trabalho;

X -atuar junto às equipes na responsabilização pela continuidade do cuidado, por


meio da articulação e encaminhamento aos demais serviços da rede;

XI -monitorar o agendamento cirúrgico, com vistas à otimização da utilização das


salas;

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XII - agilizar a realização de exames necessários;

XIII - definir critérios de internação e alta; e

XIV - responder às demandas do Grupo Condutor Estadual da Rede de Atenção às


Urgências e Comitê Gestor Estadual da Rede de Atenção às Urgências.

Parágrafo único. Para o alcance dos objetivos estabelecidos neste artigo, cada
membro do grupo terá funções específicas cotidianas relativas ao funcionamento
do Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar, articuladas entre si e com o conjunto
de coordenadores das diversas especialidades, com agenda conjunta periódica
para avaliação das atividades desenvolvidas.

Art. 29. A SAS/MS publicará portaria específica com os critérios para a


reorganização das Linhas de Cuidado Prioritárias.

Art. 30. Os recursos financeiros para o desenvolvimento das atividades de que


tratam esta Portaria são oriundos do orçamento do Ministério da Saúde, devendo
onerar os seguintes Programas de Trabalho: 10.302.1220.8585 -Atenção à Saúde
da População para Procedimentos de Média e Alta Complexidade;
10.1302.1220.8535 -Estruturação de Unidades de Atenção Especializada em
Saúde; e 10.302.1220.8933-Serviço de Atenção às Urgências e Emergências na
Rede Hospitalar.

PORTARIA Nº 3.390, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2013

Institui a Política Nacional de Atenção Hospitalar (PNHOSP) no âmbito do


Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecendo- se as diretrizes para a
organização do componente hospitalar da Rede de Atenção à Saúde
(RAS).

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS


Art. 1º Fica instituída a Política Nacional de Atenção Hospitalar (PNHOSP) no
âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecendo-se as diretrizes para a
organização do componente hospitalar na Rede de Atenção à Saúde (RAS).

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Art. 2º As disposições desta Portaria se aplicam a todos os hospitais, públicos ou


privados, que prestem ações e serviços de saúde no âmbito do SUS.

Art. 3º Os hospitais são instituição complexas, com densidade tecnológica


especifica, de caráter multiprofissional e interdisciplinar, responsável pela
assistência aos usuários com condições agudas ou crônicas, que apresentem
potencial de instabilização e de complicações de seu estado de saúde, exigindo-se
assistência contínua em regime de internação e ações que abrangem a promoção
da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação.

Art. 4º Os hospitais que prestam ações e serviços no âmbito do SUS constituem-


se como um ponto ou conjunto de pontos de atenção, cuja missão e perfil
assistencial devem ser definidos conforme o perfil demográfico e epidemiológico
da população e de acordo com o desenho da RAS loco-regional, vinculados a uma
população de referência com base territorial definida, com acesso regulado e
atendimento por demanda referenciada e/ou espontânea.

§ 1º Os hospitais, enquanto integrantes da RAS, atuarão de forma articulada à


Atenção Básica de Saúde, que tem a função de coordenadora do cuidado e
ordenadora da RAS, de acordo com a Portaria nº 2.488/GM/MS, de 21 de outubro
de 2011, que aprovou a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB).

§ 2º Os hospitais, além da assistência, constituem-se, ainda, em espaços de


educação, formação de recursos humanos, pesquisa e avaliação de tecnologias em
saúde para a RAS.

Art. 5º Para efeito desta Portaria, considera-se:

I - acessibilidade hospitalar: a condição para utilização com segurança e


autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos do hospital
por uma pessoa com de?ciência ou com mobilidade reduzida;

II - acolhimento: a escuta ética e adequada das necessidades de saúde do usuário


no momento de procura ao serviço de saúde e na prestação de cuidados com a
finalidade de atender à demanda com resolutividade e responsabilidade;

III - apoio matricial: o suporte técnico especializado que é ofertado a uma equipe
interdisciplinar de saúde a fim de ampliar seu campo de atuação e qualificar suas
ações, invertendo a lógica da fragmentação dos saberes;

IV - auditoria clínica: a análise crítica e sistemática da qualidade de atenção à


saúde prestada no hospital, incluindo-se os procedimentos usados para o
diagnóstico e o tratamento, uso dos recursos e os resultados para os usuários;

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V - classificação de risco: protocolo pré-estabelecido, com a finalidade de dar


agilidade ao atendimento a partir da análise do grau de necessidade do usuário,
proporcionando atenção centrada no nível de complexidade e não na ordem de
chegada;

VI - clínica ampliada: dispositivo de atenção à saúde, centrado nas necessidades


de cada usuário e no seu contexto, articulando um conjunto de práticas capazes
de potencializar a capacidade de atuação dos profissionais por meio da
implantação das equipes de referência, construção de vínculo e elaboração de
projetos terapêuticos compartilhados com os usuários, buscando ampliar os
recursos de intervenção sobre o processo saúde/doença;

VII - diretrizes terapêuticas: recomendações desenvolvidas de modo sistemático


para auxiliar os profissionais de saúde e usuários no momento da tomada de
decisões acerca de circunstâncias clínicas específicas;

VIII - gerência: administração de uma unidade ou órgão de saúde, tais como


ambulatório, hospital, instituto e fundação, que se caracteriza como prestador de
serviços do SUS;

IX - gestão: atividade e responsabilidade de comandar um sistema de saúde


municipal, distrital, estadual ou nacional, exercendo
as funções de coordenação, articulação, negociação, planejamento,
acompanhamento, controle, avaliação e auditoria, envolvendo as macro-funções
de formulação de políticas/planejamento, financiamento, coordenação, regulação,
controle e avaliação do sistema/redes e dos prestadores públicos ou privados e
prestação direta de serviços de saúde;

X - gestão da clínica: práticas assistenciais e gerenciais desenvolvidas a partir da


carcterização do perfil dos usuários por meio da gestão de leitos, co-
responsabilização das equipes e avaliação de indicadores assistenciais;

XI - gerenciamento de leitos: dispositivo para otimização da utilização dos leitos,


aumentando a rotatividade dentro de critérios técnicos, visando diminuir o tempo
de internação desnecessário e abrir novas vagas para demandas represadas;

XII - horizontalização do cuidado: a forma de organização do trabalho em saúde,


na qual existe uma equipe multiprofissional de referência que atua diariamente no
serviço, em contraposição à forma de organização do trabalho em que os
profissionais têm uma carga horária distribuída por plantão;

XIII - linha de cuidado: a estratégia de organização da atenção que viabiliza a


integralidade da assistência, por meio de um conjunto de saberes, tecnologias e

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recursos necessários ao enfrentamento de riscos, agravos ou demais condições
específicas do ciclo de vida ou outro critério sanitário a serem ofertados de forma
oportuna, articulada e contínua, abrangendo os campos da promoção, prevenção,
tratamento e reabilitação;

XIV - Núcleo Interno de Regulação (NIR): constitui a interface com as Centrais de


Regulação para delinear o perfil de complexidade da assistência que sua
instituição representa no âmbito do SUS e disponibilizar consultas ambulatoriais,
serviços de apoio diagnóstico e terapêutico, além dos leitos de internação,
segundo critérios pré-estabelecidos para o atendimento, além de buscar vagas de
internação e apoio diagnóstico e terapêutico fora do hospital para os pacientes
internados, quando necessário;

XV - Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH): Núcleo composto por


profissionais das diversas áreas do hospital cuja finalidade é a garantia da
qualidade da gestão do serviço de urgência e emergência e dos leitos de
retaguarda às urgências na forma da Portaria nº 2.395/GM/MS, de 11 de outubro
de 2011;

XVI - modelo de atenção: forma como é organizado o sistema de saúde a partir


da compreensão do processo de saúde e doença, do modo como se organiza a
oferta de serviços e suas formas de intervenção por meio dos modelos de práticas
profissionais e institucionais estruturadas para o atendimento de necessidades
individuais e coletivas, específicas para um determinado contexto histórico e
social;

XVII - Plano Terapêutico: plano de cuidado de cada paciente, resultado da


discussão da equipe multiprofissional, com o objetivo de avaliar ou reavaliar
diagnósticos e riscos, redefinindo as linhas de intervenção terapêutica dos
profissionais envolvidos no cuidado.

XVIII - ponto de atenção: espaços onde se ofertam determinados serviços de


saúde, por meio de uma produção singular, como uma unidade ambulatorial
especializada, uma unidade de atenção domiciliar, uma unidade de atenção
paliativa, etc.;

XIX - prontuário único: o conjunto de documentos em saúde padronizados e


ordenados, destinado ao registro dos cuidados que foram prestados aos usuários
por todos os profissionais de saúde;

XX - Portas Hospitalares de Urgência e Emergência: serviços instalados em uma


unidade hospitalar para prestar atendimento ininterrupto ao conjunto de
demandas espontâneas e referenciadas de urgências e emergências clínicas,
pediátricas, obstétricas, cirúrgicas e/ou traumatológicas, etc.

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XXI - protocolo clínico: documento que normaliza um padrão de atendimento a
determinada patologia ou condição clínica, identificando as ações de prevenção,
diagnóstico, tratamento e reabilitação;

XXII - RAS: malha que integra os diversos pontos de atenção em determinado


território, organizando-os sistematicamente para que os diferentes níveis e
densidades tecnológicas estejam articulados e adequados de forma regulada para
o atendimento ao usuário; e

XXIII - visita aberta: o acesso dos visitantes às unidades de internação em


qualquer tempo, desde que negociado previamente entre usuário, profissionais,
gestores e visitantes, de forma a garantir o elo entre o usuário e sua rede social
de apoio.

CAPÍTULO II

DAS DIRETRIZES

Art. 6º São diretrizes da PNHOSP:

I - garantia de universalidade de acesso, equidade e integralidade na atenção


hospitalar;

II - regionalização da atenção hospitalar, com abrangência territorial e


populacional, em consonância com as pactuações regionais;

III - continuidade do cuidado por meio da articulação do hospital com os demais


pontos de atenção da RAS;

IV - modelo de atenção centrado no cuidado ao usuário, de forma


multiprofissional e interdisciplinar;

V - acesso regulado de acordo com o estabelecido na Política Nacional de


Regulação do SUS;

VI - atenção humanizada em consonância com a Política Nacional de


Humanização;

VII - gestão de tecnologia em saúde de acordo com a Política Nacional de


Incorporação de Tecnologias do SUS;

VIII - garantia da qualidade da atenção hospitalar e segurança do paciente;

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IX - garantia da efetividade dos serviços, com racionalização da utilização dos
recursos, respeitando as especificidades regionais;

X - financiamento tripartite pactuado entre as três esferas de gestão;

XI - garantia da atenção à saúde indígena, organizada de acordo com as


necessidades regionais, respeitando-se as especificidades socioculturais e direitos
estabelecidos na legislação, com correspondentes alternativas de financiamento
específico de acordo com pactuação com subsistema de saúde indígena;

XII - transparência e eficiência na aplicação de recursos;

XIII - participação e controle social no processo de planejamento e avaliação; e

XIV - monitoramento e avaliação.

CAPÍTULO III

DOS EIXOS ESTRUTURANTES

Art. 7º São eixos estruturantes da PNHOSP:

I - Assistência Hospitalar;

II - Gestão Hospitalar;

III - Formação, Desenvolvimento e Gestão da Força de Trabalho;

IV - Financiamento;

V - Contratualização; e

VI - Responsabilidades das Esferas de Gestão.

Seção I

Do Eixo de Assistência Hospitalar

Art. 8º A assistência hospitalar no SUS será organizada a partir das necessidades


da população, com a finalidade de garantir o atendimento aos usuários, baseado
em equipe multiprofissional, na horizontalização do cuidado, na organização de
linhas de cuidado e na regulação do acesso.

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Art. 9º A atenção hospitalar atuará de forma integrada aos demais pontos de
atenção da RAS e com outras politicas de forma intersetorial, mediadas pelo
gestor, para garantir resolutividade da atenção e continuidade do cuidado.

Art. 10. O acesso à atenção hospitalar será realizado de forma regulada, a partir
de demanda referenciada e/ou espontânea, assegurando a equidade e a
transparência, com priorização por meio de critérios que avaliem riscos e
vulnerabilidades.

§ 1º O acesso à atenção hospitalar será organizado em consonancia com as


diretrizes da Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde (RENASES) e da
Política Nacional de Regulação, de forma pactuada na Comissão Intergestores
Bipartite (CIB) ou Comissão Intergestores Regional (CIR), quando houver.

§ 2º As Portas Hospitalares de Urgência e Emergência deverão implementar


acolhimento e protocolo de classificação de risco e vulnerabilidades específicas.

§ 3º A equipe de saúde será integralmente responsável pelo usuário a partir do


momento de sua chegada, devendo proporcionar um atendimento acolhedor e que
respeite as especificidades socioculturais.

Art. 11. O modelo de atenção hospitalar contemplará um conjunto de dispositivos


de cuidado que assegure o acesso, a qualidade da assistência e a segurança do
paciente.

§ 1º A clínica ampliada e a gestão da clínica serão a base do cuidado, com a


implementação de equipes multiprofissionais de referência, de forma a assegurar
o vínculo entre a equipe, o usuário e os familiares, com a garantia de visita aberta
com a presença do acompanhante e com a valorização de fatores subjetivos e
sociais.

§ 2º As equipes multiprofissionais de referência serão a estrutura nuclear dos


serviços de saúde do hospital e serão formadas por profissionais de diferentes
áreas e saberes, que irão compartilhar informações e decisões de forma
horizontal, estabelecendo-se como referência para os usuários e familiares.

§ 3º A horizontalização do cuidado será uma das estratégias para efetivação da


equipe de referência, com fortalecimento de vínculo entre profissionais, usuários e
familiares.

§ 4º O Plano Terapêutico será elaborado de forma conjunta pelas equipes,


especialmente quando se tratar de um usuário com quadro clínico complexo ou de
alta vulnerabilidade, com o objetivo de reavaliar diagnósticos e redefinir as linhas

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de intervenção terapêutica, devendo ser registrado em prontuário unificado
compartilhado pela equipe multiprofissional.

§ 5º As equipes dos serviços hospitalares atuarão por meio de apoio matricial,


propiciando retaguarda e suporte nas respectivas especialidades para as equipes
de referência, visando a atenção integral ao usuário.

§ 6º O gerenciamento dos leitos será realizado na perspectiva da integração da


prática clínica no processo de internação e de alta, preferencialmente por meio da
implantação de um Núcleo Interno de Regulação (NIR) ou Núcleo de Acesso e
Qualidade Hospitalar (NAQH) com o objetivo de aumentar a ocupação de leitos e
otimizar a utilização da capacidade instalada, melhorando o atendimento ao
usuário.

§ 7º Cabe ao hospital implantar os núcleos de Segurança do Paciente nos moldes


descritos na Resolução da Diretoria Colegiada RDC - nº 36/Anvisa, de 25 de julho
de 2013, de forma a elaborar um Plano de Segurança do Paciente, bem como
garantir a implantação dos Protocolos Básicos de Segurança do Paciente.

§ 8º Diretrizes Terapêuticas e Protocolos Clínicos serão adotados para garantir


intervenções seguras e resolutivas, além de evitar ações desnecessárias,
qualificando a assistência prestada ao usuário, de acordo com o estabelecido pelo
SUS.

§ 9º Ações que assegurem a qualidade da atenção e boas práticas em saúde


deverão ser implementadas para garantir a segurança do paciente com redução
de incidentes desnecessários e evitáveis, além de atos inseguros relacionados ao
cuidado.

Art. 12. Cabe ao hospital identificar e divulgar os profissionais que são


responsáveis pelo cuidado do paciente nas unidades de internação, nos prontos
socorros, nos ambulatórios de especialidades e nos demais serviços.

Art. 13. Cabe ao hospital implantar a visita aberta, de forma a garantir a


ampliação do acesso dos visitantes ao pronto socorro e às unidades de internação,
favorecendo a relação entre o usuário, familiares e rede social de apoio e a equipe
de referência.

Art. 14. Os usuários internados, especialmente os idosos, gestantes, crianças,


adolescentes e indígenas, possuem direito a acompanhante 24 (vinte e quatro)
horas por dia.

Parágrafo único. O direito de crianças e adolescentes de brincar será assegurado,


assim como o direito de estudar, que será implementado de acordo com o

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estabelecido pela Secretaria de Educação Estadual, Distrital e Municipal em
articulação com gestor de saúde local.

Art. 15. A auditoria clínica interna periódica será realizada, no mínimo a cada 2
(dois) anos, com o objetivo de qualificar o processo assistencial hospitalar.

Art. 16. A alta hospitalar responsável, entendida como transferência do cuidado,


será realizada por meio de:

I - orientação dos pacientes e familiares quanto à continuidade do tratamento,


reforçando a autonomia do sujeito, proporcionando o autocuidado;

II - articulaçao da continuidade do cuidado com os demais pontos de atenção da


RAS, em particular a Atenção Básica; e

III- implantação de mecanismos de desospitalização, visando alternativas às


práticas hospitalares, como as de cuidados domiciliares pactuados na RAS.

Seção II

Do Eixo de Gestão Hospitalar

Art. 17. A gestão da atenção hospitalar será pautada:

I - na garantia do acesso e qualidade da assistência;

II - no cumprimento de metas pactuadas na contratualização com o gestor;

III - na eficiência e transparência da aplicação dos recursos; e

IV - no planejamento participativo e democrático.

Art. 18. A gestão da atenção hospitalar no SUS será definida em consonância com
o desenho da RAS, de acordo com:

I - o papel do hospital na rede;

II - a implementação de fluxos regulatórios;

III - a contratualização; e

IV - os critérios de monitormaneto e avaliação.

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§ 1º O gestor estadual, distrital ou municipal de saúde será responsável pela
regulação da atenção hospitalar, nos termos da Política Nacional de Regulação do
SUS, utilizando-se de protocolos assistenciais e de critérios de priorização de
riscos e vulnerabilidades, conforme pactuação da CIB ou da CIR, quando existir,
para proporcionar acesso ao cuidado adequado no tempo oportuno.

§ 2º Os hospitais disponibilizarão ações e serviços de saúde às centrais de


regulação de acordo com o pactuado no instrumento formal de contratualização.

Art. 19. O Plano Diretor e os contratos internos de gestão do hospital, desde que
monitorados e avaliados rotineiramente, poderão ser ferramentas adotadas para o
cumprimento dos compromissos e metas pactuados com o gestor e para a
sustentabilidade institucional.

§ 1º Cabe aos hospitais desenvolver estratégias para monitoramento e avaliação


dos compromissos e metas pactuados na contratualização e da qualidade das
ações e serviços de forma sistemática e em conjunto com as instâncias gestoras
do SUS, utilizando-se dos resultados para subsidiar o processo de planejamento e
gestão.

§ 2º A gestão participativa e democrática, a atuação da ouvidoria e as pesquisas


de satisfação do usuário serão dispositivos de avaliação da gestão interna do
hospital e da atenção.

§ 3º A ambiência hospitalar deverá adotar uma arquitetura inclusiva e com


acessibilidade, seguindo as normas e legislações vigentes.

§ 4º Deverão ser garantidos o registro e a atualização regular dos dados nos


sistemas oficiais de informação do SUS.

Art. 20. A administração dos hospitais será profissionalizada por meio de ações de
indução e apoio à formação de competências específicas de profissionais que
ocupem cargos de direção e de gerência intermediária.

Art. 21. A administração dos insumos, da infraestrutura, de recursos financeiros e


a gestão da força de trabalho serão direcionados para o cumprimento do papel do
hospital na RAS.

Art. 22. Para efeito de investimento pelo SUS, a direção do hospital pactuará junto
aos gestores do SUS a demanda para ampliação ou reforma da capacidade
instalada e incorporação de tecnologias que impliquem em acréscimos na
contratualização.

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Seção III

Do Eixo de Formação, Desenvolvimento e Gestão da Força de Trabalho

Art. 23. Todos os espaços de produção das ações e serviços de saúde no SUS
constituem-se em campo de prática para ensino, pesquisa e incorporação
tecnológica em saúde, devendo os hospitais integrantes do SUS desempenhar um
importante papel na formação, tanto para suas equipes como para o
matriciamento dos trabalhadores dos demais pontos de atenção da RAS, de
acordo com o pactuado com os gestores.

§ 1º Os hospitais integrantes do SUS deverão participar tanto de ações de


formação de novos profissionais de saúde, quanto de educação permanente em
saúde, com prioridade para as áreas estratégicas do SUS, devendo integrar
programas e políticas prioritárias de formação em saúde.

§ 2º Os hospitais podem ter uma missão específica de ensino para graduação e


pós-graduação na área da saúde, podendo receber a Certificação como Hospital
de Ensino (HE), de acordo com os critérios estabelecidos pelos Ministérios da
Saúde e da Educação.

Art. 24. Os hospitais adotarão as seguintes estratégias de valorização dos


trabalhadores:

I - avaliação de desempenho;

II - educação permanente; e

III - avaliação da atenção à saúde do trabalhador.

§ 1º A avaliação de desempenho dos trabalhadores pressupõe a existência de


oportunidades sistemáticas para análises individuais e coletivas do trabalho, com
participação ativa dos trabalhadores, buscando a corresponsabilização das equipes
com as avaliações.

§ 2º O programa de educação permanente em saúde deve ser oferecido aos


profissionais de saúde das equipes dos hospitais, baseado no aprendizado em
serviço, no qual o aprender e ensinar se incorporam ao cotidiano dos hospitais e
das equipes.

§ 3º A atenção à saúde do trabalhador contemplará ações de promoção da saúde,


prevenção e recuperação de doenças e reabilitação.

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Art. 25. A gestão da força de trabalho na atenção hospitalar no SUS será
direcionada para aperfeiçoar mecanismos de provimento, fixação e habilitação de
profissionais, buscando atender aos pressupostos descritos nesta Portaria.

Seção IV

Do Eixo de Financiamento

Art. 26. O financiamento da assistência hospitalar será realizado de forma


tripartite, pactuado entre as três esferas de gestão, de acordo com as normas
específicas do SUS.

Art. 27. A busca da sustentabilidade será uma das bases do custeio dos hospitais,
considerando a sua população de referência, o território de atuação, a missão e o
papel desempenhado na RAS, pactuados regionalmente.

§ 1º Todos os recursos que compõem o custeio das ações e serviços para a


atenção hospitalar constarão em um único instrumento formal de
contratualização, mediado pelo cumprimento de metas quali-quantitativas de
assistência, gestão e ensino/pesquisa.

§ 2º As regiões com populações dispersas e rarefeitas em grandes extensões


territoriais, como a Amazônia Legal, terão mecanismos de custeio que considerem
as especificidades regionais.

Art. 28. Os recursos de investimento destinados à atenção hospitalar considerarão


a ampliação da capacidade instalada, a renovação do parque tecnológico e a
inovação de tecnologias, respeitando as especificidades regionais e as pactuações
locais, de acordo com os seguintes critérios de priorização:

I - estar em consonância com as prioridades estabelecidas nos Planos de Saúde


Nacional, Estaduais, Distrital e Municipais;

II - contemplar os projetos de implementação das Redes Temáticas de Atenção à


Saúde e Programas prioritárias do SUS; e

III - priorizar regiões remotas com grandes vazios assistenciais.

Seção V

Do Eixo de Contratualização

Art. 29. Os gestores de saúde formalizarão a relação com os hospitais que


prestam ações e serviços ao SUS por meio de instrumentos formais de

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contratualização, independente de sua natureza jurídica, esfera administrativa e
de gestão.

Parágrafo único. A contratualização é a formalização da relação entre o gestor


público de saúde e os hospitais integrantes do SUS, públicos e privados, com ou
sem fins lucrativos, sob sua gestão, por meio de instrumento formal de
contratualização.

Art. 30. A contratualização tem como finalidade a formalização da relação entre


gestores de saúde e hospitais integrantes do SUS por meio do estabelecimento de
compromissos entre as partes, promovendo a qualificação da assistência, da
gestão hospitalar e do ensino/pesquisa, de acordo com as seguintes diretrizes:

I - adequação das ações e serviços contratualizadas às necessidades locais e


regionais pactuadas na CIB ou na CIR, quando houver;

II - definição das ações e serviços de saúde e atividades de ensino e pesquisa que


serão disponibilizadas para o gestor;

III - estabelecimento de valores e formas de repasse dos recursos financeiros


condicionados ao cumprimento e monitoramento de metas quali-quantitativas;

IV - aprimoramento dos processos de avaliação, controle e regulação dos serviços


assistenciais; e

V - efetivação do controle social e garantia de transparência.

Art. 31. O gestor local levará em consideração os seguintes critérios de priorização


para a contratualização:

I - hospitais públicos, quais sejam federais, estaduais, distrital ou municipais;

II - hospitais de direito privado sem fins lucrativos, que prestam 100% (cem por
cento) dos seus serviços ao SUS;

III - hospitais de direito privado sem fins lucrativos que prestam o mínimo de
60% (sessenta por cento) dos seus serviços ao SUS;

IV - demais hospitais privados sem fins lucrativos; e

V - hospitais privados com fins lucrativos.

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Seção VI

Do Eixo de Responsabilidades das Esferas de Gestão

Art. 32. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios,


representados por suas instâncias gestoras do SUS, são responsáveis pela
organização e execução das ações da atenção hospitalar nos seus
respectivos territórios, de acordo com os princípios e diretrizes
estabelecidos nesta Portaria.

§ 1º Compete ao Ministério da Saúde:

I - definir, implementar, monitorar e avaliar a PNHOSP em consonância com os


princípios da universalidade, integralidade, equidade, controle social e
descentralização com direção única em cada esfera de governo, da forma
pactuada na CIT;

II - estabelecer, no Plano Nacional de Saúde, metas e prioridades para a


organização da atenção hospitalar em todo território nacional;

III - definir, monitorar e avaliar a contratualização da atenção hospitalar;

IV - co-financiar a atenção hospitalar, de forma tripartite;

V - estabelecer diretrizes nacionais para a educação permanente em saúde na


atenção hospitalar, de acordo com a pactuação na CIT;

VI - estabelecer prioridades, fomentar e realizar pesquisas que fortaleçam a


atenção hospitalar do SUS em consonância com as realidades epidemiológicas e
demográficas;

VII - fomentar a gestão de tecnologias em saúde direcionadas para a atenção


hospitalar;

VIII - articular com o Ministério da Educação mudanças curriculares para os


cursos de graduação e pós-graduação nas áreas da
saúde, visando à formação de profissionais com perfil adequado para atuação na
atenção hospitalar;

IX - estabelecer, de acordo com a pactuação na CIT, mecanismos de controle,


regulação, monitoramento e avaliação das ações realizadas no âmbito hospitalar,
por meio de indicadores de desempenho, de processos e de resultados;

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X - ser co-partícipe da contratualização dos hospitais sob sua gerência com os
gestores locais e realizar o monitoramento e avalição das metas pactuadas no
instrumento contratual;

XI - organizar, executar e avaliar os serviços de atenção hospitalar sob sua


gerência;

XII - prestar assessoria técnica aos Estados, Distrito Federal e Municípios no


processo de qualificação da atenção hospitalar;

XIII - prestar asssessoria técnica aos hospitais no processo de qualificação da


atenção hospitalar; e

XIV - viabilizar parcerias com organismos internacionais e o setor privado para o


fortalecimento da atenção hospitalar.
§ 2° Compete às Secretarias Estaduais de Saúde e do Distrito Federal:

I - coordenar, no âmbito estadual ou do Distrito Federal, a implantação, o


monitoramento e a avaliação da PNHOSP, de forma pactuada na CIB e na CIR;

II - estabelecer, no Plano de Saúde Estadual ou do Distrito Federal, metas e


prioridades para a organização da atenção hospitalar no seu território;

III - estabelecer, de forma pactuada com os Municípios, o desenho da RAS,


definindo os pontos de atenção hospitalar e suas atribuições;

IV - co-financiar a atenção hospitalar, de forma tripartite;

V- estabelecer a contratualização dos hospitais sob sua gestão e realizar o


monitoramento e avalição das metas pactuadas no instrumento contratual;

VI - organizar, executar e/ou gerenciar os serviços de atenção hospitalar sob sua


responsabilidade;

VII - elaborar as prioridades e fomentar a realização de ensino e pesquisa que


fortaleçam a assistência hospitalar aos usuários do SUS, em consonância com as
realidades epidemiológicas e demográficas em sua área de atuação;

VIII - estabelecer, de forma pactuada com os Municípios, os mecanismos de


controle, regulação, monitoramento e avaliação das ações realizadas no âmbito
hospitalar, por meio de indicadores de desempenho e qualidade;
IX - prestar assessoria técnica aos Municípios e hospitais no processo de
qualificação da atenção hospitalar no seu território;

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X - propor diretrizes estaduais de Educação Permanente e disponibilizar
instrumentos técnicos e pedagógicos em consonância com a Política Nacional de
Educação Permanente em Saúde; e

XI - registrar e atualizar as informações relativas aos hospitais nos Sistemas


Nacionais de Informação em Saúde.

§ 3º Compete às Secretarias Municipais de Saúde e do Distrito Federal:

I - coordenar, no âmbito municipal e do Distrito Federal, a implantação, execução,


monitoramento e avaliação da PNHOSP, de acordo com o pactuado na CIB e na
CIR;

II - estabelecer, no Plano Municipal e do Distrito Federal de Saúde, as metas e


prioridades para a organização da atenção hospitalar no seu território;

III - estabelecer de forma pactuada com os Estados, o desenho da RAS, definindo


os pontos de atenção hospitalar e suas atribuições;

IV - co-financiar a atenção hospitalar, de forma tripartite;

V - organizar, executar e gerenciar os serviços de atenção hospitalar sob sua


gerência;

VI - estabelecer a contratualização dos hospitais sob sua gestão e realizar o


monitoramento e a avalição das metas pactuadas no instrumento contratual;

VII - estabelecer mecanismos de controle, regulação, monitoramento e avaliação


das ações realizadas no âmbito hospitalar em seu território, através de
indicadores de desempenho e qualidade;

VIII - prestar assessoria técnica aos hospitais sob sua gestão no processo de
qualificação da atenção e gestão hospitalar;

IX - estabelecer prioridades, fomentar e realizar pesquisas que fortaleçam a


atenção hospitalar do SUS em consonância com as realidades epidemiológicas e
demográficas em sua área de atuação;

X - propor diretrizes municipais de Educação Permanente e disponibilizar


instrumentos técnicos e pedagógicos em consonância com a Política Nacional de
Educação Permanente em Saúde; e
XI - registrar e atualizar as informações relativas aos hospitais no âmbito do seu
território nos Sistemas Nacionais de Informação em Saúde.

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CAPÍTULO IV

DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

Art. 33. A implementação da PNHOSP será gradual, a partir da celebração de


novas contratualizações, com prioridade para os hospitais que fazem parte das
Redes Temáticas de Atenção à Saúde e Programas prioritários do SUS.

Art. 34. Fica instituído o Comitê Gestor da Atenção Hospitalar, com composição
tripartite, que monitorará e avaliará a PNHOSP periodicamente, além de estudar e
aprofundar as discussões para o aprimoramento de seus eixos estruturantes.

§ 1º O Comitê Gestor de que trata o "caput" deverá aprofundar as discussões


para reformulação da modelo de financiamento da atenção hospitalar.

§ 2º Ato específico do Ministro de Estado da Saúde regulamentará o


funcionamento e disporá acerca da composição e competências do Comitê de que
trata o "caput".

CAPÍTULO V

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 35. As unidades hospitalares certificadas como Hospitais de Excelência, nos


termos da Portaria nº 936/GM/MS, de 27 de abril de 2011, cumprirão o disposto
nesta Portaria quando atuarem na prestação de ações e serviços de saúde para o
SUS.

Art. 36. A SAS/MS publicará manuais e guias com detalhamento operacional e


orientações especificas para a execução da PNHOSP.

26- FEAES/FOFIPA/ENFERMEIRO/2015
O SAMU é o componente da rede de atenção às urgências e emergências que
objetiva ordenar o fluxo assistencial e disponibilizar atendimento precoce e
transporte adequado, rápido e resolutivo às vítimas acometidas por agravos à
saúde de natureza clínica, cirúrgica, gineco-obstétrica, traumática e

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psiquiátricas mediante o envio de veículos tripulados por equipe capacitada,
acessado pelo número:
a) 190 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo a
morbimortalidade.
b) 100 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo a
morbimortalidade.
c) 191 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo
a morbimortalidade.
d) 192 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo
a morbimortalidade.
Comentários: Usando de base o Manual instrutivo da Rede de Atenção às
Urgências e Emergências no Sistema Único de Saúde (SUS) / Ministério da
Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção
Especializada. No seu capítulo 3 traz:
3.3 Serviços de Atendimento Móvel às Urgências 3.3.1 Samu É o
componente da rede de atenção às urgências e emergências que objetiva
ordenar o fluxo assistencial e disponibilizar atendimento precoce e transporte
adequado, rápido e resolutivo às vítimas acometidas por agravos à saúde de
natureza clínica, cirúrgica, gineco-obstétrica, traumática e psiquiátrica
mediante o envio de veículos tripulados por equipe capacitada, acessado pelo
número “192” e acionado por uma Central de Regulação das Urgências,

reduzindo a morbimortalidade. O Samu é normatizado pela Portaria MS/GM nº


1.010, de 21 de maio de 2012.

Gabarito: D.

Vamos nos concentrar e dividir as matérias nos cronogramas


semanais, não esqueça organização faz parte do caminho para a
aprovação, até a próxima aula!!! Sem revisão não há salvação!!!!!!

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LISTA DE QUESTÕES

1) EBSERH/HE-UFPEL/AOCP/2015
É correto afirmar que, conforme a Portaria GM Nº1. 863, de 29 de
setembro de 2003, a Política Nacional de Atenção às Urgências deve
ser instituída a partir dos seguintes componentes fundamentais:

A) Adoção de estratégias promocionais de qualidade de vida,


excluindo as responsabilidades de toda a sociedade.

B) Organização da assistência, independente das redes loco-


regionais de atenção à saúde.

C) Extinção das Centrais de Regulação Médica das Urgências,


integradas ao Complexo Regulador da Atenção no SUS.
Capacitação e educação continuada apenas dos profissionais de
nível superior que atuem no atendimento às urgências.
D) Orientação geral segundo os princípios de humanização da
atenção.

2) EBSERH/IADES/UFBA/2014 (com adaptações)


De acordo com a Portaria no 2.071/2003, o Comitê Gestor Nacional de
Atenção às Urgências será coordenado pelo (a), EXCETO:
a) Departamento de Atenção Básica (DAB/SAS/MS).
b) Departamento de Atenção Especializada (DAE/SAS/MS).
c) Conselho Nacional de Saúde (CNS/MS).
d) Coordenação Nacional de Urgência e Emergência (DAE/SAS/MS).
e) Rede Brasileira de Cooperação em Urgência e Emergência (RBCE).

3) MAS/PREF.LONDRINA/PR/ENFERMEIRO/2013
A Portaria Ministerial nº 1.863/GM, de 29 de setembro de 2003, institui a
Política Nacional de Atenção às Urgências, a ser implantada nas unidades
Federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão. Com base
nessa Portaria, analise as afirmativas abaixo.

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I. Desenvolver estratégias promocionais da qualidade de vida e saúde
capazes de prevenir agravos, proteger a vida, educar para a defesa da saúde e
recuperar a saúde, protegendo e desenvolvendo a autonomia e a equidade de
indivíduos e coletividades.
II. Integrar o complexo regulador do Sistema único de Saúde, promover
intercâmbio com outros subsistemas de informações setoriais, implementando
e aperfeiçoando permanentemente a produção de dados e democratização das
informações com a perspectiva de usá-las para alimentar estratégias
promocionais.
III. Elaborar os planos de atenção para atendimento aos eventos e/ou
grandes aglomerados e organizar o acolhimento do paciente no serviço
receptor definido.

IV. Garantir a contratualização de serviços de saúde de acordo com a


demanda institucional. Assinale a alternativa correta.
a) Somente a afirmativa I é correta
b) Somente as afirmativas I, II, III são corretas.
c) Somente as afirmativas II e III são corretas.
d) Somente a afirmativa IV é correta.
e) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

4) EBSERH/HUPES/UFBA/ENFERMEIRO/2015
A Portaria no 1.864/2003, que trata da implantação de serviços de
atendimento móvel de urgência em municípios e regiões de todo o território
nacional, define que as despesas de custeio desse componente serão de
responsabilidade compartilhada, de forma tripartite, entre a União, os estados
e os municípios. A esse respeito, é correto afirmar que corresponde à União a
seguinte porcentagem do valor estimado para esses recursos:
a) 25%.
b) 50%.
c) 75%.
d) 80%
e) 100%

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5-AOCP/EBSERH/ENFERMEIRO (HUJB – UFCG)/2017


Sobre o conteúdo incluso na Portaria nº 1.600/2011, que reformula a Política
Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no
Sistema Único de Saúde, assinale a alternativa correta.
a) Prioriza as linhas de cuidados cardiovascular, respiratória e
traumatológica.
b) As Unidades de Pronto Atendimento devem prestar o primeiro
atendimento em casos agudos e agudizados de natureza clínica e primeiro
atendimento nos traumas, excluindo-se casos de natureza cirúrgica.
c) O componente hospitalar é constituído exclusivamente por Pronto-Socorro
e UTI.
d) Força Nacional do SUS, Unidades de Pronto atendimento e Atenção
domiciliar integram a Rede de Atenção às Urgências.
e) Acolhimento com classificação de risco constituem uma das bases dos
fluxos assistenciais apenas das UPAs, Pronto-Socorro e SAMU.

6-IBFC/PREF. SP/ANALISTA DE SAÚDE-ENFERMEIRO/2016

A Classificação de risco pode evitar a peregrinação de mulheres nos serviços


de atenção obstétrica. Viabiliza o acesso qualificado e o atendimento com
resolutividade, em tempo adequado para cada caso. Assinale a alternativa
correta sobre essa Classificação;

a) Parturientes com rebaixamento do nível de consciência ou alteração


importante do estado mental devem ser classificadas nas cores
laranja/amarela.

b) Parturiente com perda de líquido amniótico espesso e esverdeado deve ser


classificada na cor verde.

c) Multíparas no período expulsivo devem ser classificadas na cor amarela.

d) Gestante de terceiro, com relato de ausência de movimentos fetais nas


últimas 12 horas deve ser classificada na cor verde.

e) Gestantes que buscam o serviço de saúde para solicitar licença


maternidade ou trocar exames ou receitas devem ser classificadas na cor azul.

7-FCC/TRT - 3ª Região (MG)/Analista Judiciário – Enfermagem/ 2015

A Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde prioriza as linhas


de cuidados cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica e dentre os
componentes que a constitui estão:

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a) Unidades de Terapia Intensiva e Unidades Básicas de Saúde.


b) Estatística em Saúde e Atenção Hospitalar.
c)Prevenção e Unidades Ambulatoriais.
d)Atenção Domiciliar e Sala de Estabilização.
e)Unidades de Pronto Atendimento (UPA 48 horas) e Salas de Triagem.

8-FCC/TRT - 20ª REGIÃO (SE)/Analista Judiciário – Enfermagem/2016

Para implementação da Rede de Atenção às Urgências e Emergências − RUE de


forma a articular e integrar todos os equipamentos de saúde, objetivando
ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de
urgência e emergência nos serviços de saúde, de forma ágil e oportuna em todo
o território nacional, deve-se considerar algumas diretrizes, dentre elas:
a) Triagem realizada por qualquer profissional da saúde, desde que
devidamente qualificado.
b) Humanização da atenção, garantindo a efetivação de um modelo centrado
nas práticas clínicas paliativas e baseado no grau de complexidade das
necessidades da comunidade.
c) Regulação do acesso aos serviços de saúde.
d) Ampliação do acesso, com acolhimento, aos casos crônicos e em todos os
pontos de atenção.
e) Formação de relações verticalizadas, articulação e integração entre os
pontos de atenção, tendo a atenção especializada como centro de comunicação
principal.

9- EBSERH/HU/UFGD/ENFERMEIRO/2014
De acordo com a Portaria N°. 1.600/2011, que reformula a Política Nacional
de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema
Único de Saúde (SUS), constituem-se em diretrizes da Rede de Atenção às
Urgências, EXCETO:
A)Garantia da universalidade, equidade e integralidade no
atendimento com prioridade às urgências clínicas, com gestão de
práticas nas linhas de cuidado ao infarto agudo do miocárdio e ao
acidente vascular cerebral.
B)Regionalização do atendimento às urgências com articulação
das diversas redes de atenção e acesso regulado aos serviços de saúde.
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C)Atuação territorial, definição e organização das regiões de
saúde e das redes de atenção a partir das necessidades de saúde
destas populações, seus riscos e vulnerabilidades específicas.
D)Atuação profissional e gestora visando ao aprimoramento da
qualidade da atenção por meio do desenvolvimento de ações
coordenadas, contínuas e que busquem a integralidade e
longitudinalidade do cuidado em saúde.
E)Articulação interfederativa entre os diversos gestores
desenvolvendo atuação solidária, responsável e compartilhada.

10-EBSERH/UFRN/IADES/ENFERMEIRO/2014
As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência devem estar instaladas em
unidades hospitalares estratégicas para a Rede de Atenção às Urgências.
Considerando que essas unidades devem se enquadrar em determinados
requisitos, assinale a alternativa que indica um deles.
a) Possuírem, no mínimo, 200 leitos cadastrados no Sistema de Cadastro
Nacional de Estabelecimentos (SCNES).
b) Serem instituições de referência municipal para a Rede de Atenção às
Urgências e habilitadas em uma das seguintes linhas de cuidado:
cardiovascular, neurologia /neurocirurgia, pediatria ou traumato-ortopedia.
c) Serem instituições de referência regional para a Rede de Atenção às
Urgências e habilitadas em uma das seguintes linhas de cuidado:
cardiovascular, neurologia/neurocirurgia, pediatria ou traumato-ortopedia.
d) Organizarem o trabalho das equipes multiprofissionais de forma vertical,
utilizando prontuário único compartilhado por toda a equipe.
e) Serem instituições hospitalares públicas (estaduais/municipais),
particulares ou filantrópicas, que desempenhem um papel de referência
regional, realizando, no mínimo, 10% dos atendimentos oriundos de outros
municípios, registrados no Sistema de Informação Hospitalar (SIH).

11-IBFC/EBSERH/ENFERMEIRO - SAÚDE DO TRABALHADOR/2017

Sobre a Política Nacional de Atenção às Urgências, analise as afirmativas


abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que
apresenta a sequência correta de cima para baixo.

( ) A organização da Rede de Atenção às Urgências tem a finalidade de


articular e integrar todos os equipamentos de saúde, objetivando ampliar e
qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência
e emergência nos serviços de saúde, de forma ágil e oportuna.
( ) A Rede de Atenção às Urgências deve ser implementada, imediatamente,
em todo território nacional, independente dos critérios epidemiológicos e de
densidade populacional.

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( ) O acolhimento com classificação do risco, a qualidade e a resolutividade na
atenção constituem a base do processo e dos fluxos assistenciais de toda Rede
de Atenção às Urgências e devem ser requisitos de todos os pontos de
atenção.
( ) A Rede de Atenção às Urgências priorizará as linhas de cuidados
cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica.
A sequência correta é:
a) V,V,V,V
b) V,F,V,F
c) F,V,F,V
d) V,F,F,F
e) V,F,V,V

12-ENFERMEIRO - EBSERH/HDT-UFT/AOCP/2015

Analise as assertivas sobre as modelagens de acolhimento e assinale a


alternativa que aponta as corretas

I. Acolhimento pela equipe de referência do usuário: em unidades com mais


de uma equipe, o enfermeiro e/ou técnico de enfermagem de determinada equipe
fica(m) na linha de frente do acolhimento,

atendendo por demanda espontânea de todas as áreas/equipes da unidade.

II. Equipe de acolhimento do dia: a principal característica é que cada usuário é


acolhido pelos profissionais de saúde de suas equipes de

referência.

III. Acolhimento misto (equipe de referência do usuário + equipe de


acolhimento do dia): estipula-se determinada quantidade de usuários ou horário
até onde o enfermeiro de cada equipe acolhe a demanda espontânea.
IV. Acolhimento coletivo: no primeiro momento do funcionamento da unidade,
toda equipe se reúne com os usuários que vieram à unidade de saúde por
demanda espontânea e, nesse espaço coletivo, fazem-se escutas e conversas com
eles.

(A) Apenas I e II.

(B) Apenas II, III e IV.

(C) Apenas III e IV.

(D) Apenas I e IV.

(E) Apenas II e III.

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Urgência e Emergência/Enfermagem
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13-IDECAN/PREFEITURA DE MIRAÍ – MG/ ENFERMEIRO/2016
O acolhimento com Classificação de Risco faz parte do Programa Nacional
de Humanização. O Protocolo de Manchester é um dos diversos protocolos
que estão sendo adotados pelos serviços de saúde e trabalha com
fluxogramas associados a tempos de espera simbolizados por cores. Tal
protocolo preconiza que o tempo-alvo previsto para atendimento do
paciente de acordo com a classificação recebida nas cores vermelha,
laranja, amarela, verde e azul deve ser, respectivamente, imediato, em até
a)5, 30, 60 e 120 minutos.
b)15, 45, 60 e 90 minutos
c)30, 60, 90 e 120 minutos.
d)10, 60, 120 e 240 minutos.

14- ENFERMEIRO - EBSERH/HU-UFG/AOCP/2015

Um paciente que chega a uma unidade de Pronto Atendimento é avaliado de


acordo com os critérios do acolhimento com classificação de risco da política
nacional de humanização e o Enfermeiro define o caso como prioridade 1 –
urgência, atendimento o mais rápido possível. Nessa situação, a cor
correspondente é

(A) vermelho.

(B) preto.

(C) verde.

(D) amarelo.

(E) azul.

15- FUMARC/PREF.B.H/MG/ENFERMEIRO/2011

Sobre Portaria nº 2048/GM em 5 de novembro de 2002, que aprova o


Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, marque
a alternativa FALSA.

a) Municípios que realizam apenas a atenção básica (PAB): devem se


responsabilizar pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos de menor
complexidade, principalmente aqueles já vinculados ao serviço.

b) Os profissionais do Programa de Saúde da Família (PSF) estão isentos de


atender quaisquer urgências nas unidades básicas de saúde, uma vez que estas
equipes se destinam a atenção primária.

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Urgência e Emergência/Enfermagem
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c) São unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências
aquelas que devem funcionar nas 24 horas do dia além de estar habilitadas a
prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média
complexidade (M1).

d) No Atendimento Pré-Hospitalar os recursos humanos que compõe a equipe


de profissionais oriundos da saúde são: Coordenador do Serviço (profissional da
saúde), Responsável Técnico (Médico), Responsável de Enfermagem.

16-FUNDAÇÃO HEMOMINAS/IBFC/ ENFERMEIRO/2013


De acordo com a portaria n.º 2.048/MS, de 5/11/2002, os serviços de
atendimento pré-hospitalar móvel devem contar com equipe de profissionais
oriundos da área da saúde e não oriundos da área da saúde. Assinale a
alternativa correta:
a) Técnico de Enfermagem não faz parte da equipe de profissionais
oriundos da área da saúde nos serviços de atendimento pré-hospitalar
móvel por se tratar de atividades independentes e que necessitam de
supervisão direta do médico.
b) A equipe de profissionais oriundos da área da saúde é composta
apenas por 3 integrantes: um Coordenador do Serviço (profissional
oriundo da área da saúde, com experiência e conhecimento
comprovados na atividade de atendimento pré-hospitalar às urgências e
de gerenciamento de serviços e sistemas), um Responsável Técnico
(médico responsável pelas atividades médicas do serviço) e um
Responsável de Enfermagem (Enfermeiro responsável pelas atividades
de enfermagem).
c) O Técnico de Enfermagem faz parte da equipe de profissionais oriundos
da área da saúde, sendo que uma de suas competências/atribuições é
prestar cuidados diretos de enfermagem a pacientes em estado grave,
sob supervisão direta ou à distância do profissional médico.
d) Uma das competências/atribuições do Técnico de Enfermagem é
assistir ao enfermeiro no planejamento, programação, orientação e
supervisão das atividades de assistência de enfermagem.

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17- CIAS/SAMU/MG/ENFERMEIRO/2013

As ambulâncias do TIPO B são equipadas para imobilização e remoção de


vítimas de trauma, dentre os materiais citados a seguir, assinale o único que
NÃO é equipamento de remoção:
a) Prancha longa.
b) Colar cervical.
c) Colete salva vidas.
d) Colete imobilizador dorsal.

18- CISSUL/SAMU/MG/ENFERMEIRO/2013
“Sinalizador óptico e acústico; equipamento de radiocomunicação em contato
permanente com a central reguladora; maca com rodas; suporte para soro e
oxigênio medicinal.” De acordo com a Portaria GM 2048, essa é a definição dos

materiais e equipamentos da ambulância de transporte:


a) TIPO A.
b) TIPO B.
c) TIPO C.
d) TIPO F.

19- FUMARC/PREF. BH-MG/ENFERMEIRO/2011


Leia e analise as afirmativas abaixo:
I. Quanto aos tipos de ambulância que a portaria 2.048 de 05 de
novembro de 2002 determina que a do tipo F seja uma aeronave de
Transporte Médico, aeronave de asa fixa ou rotativa utilizada para transporte
inter-hospitalar de pacientes e aeronave de asa rotativa para ações de resgate,
dotada de equipamentos médicos homologados pelo Departamento de Aviação
Civil – DAC.
II. Quanto ao número de profissionais em cada ambulância do
atendimento pré-hospitalar móvel a portaria 2.048 de 05 de
novembro de 2002 determina que a equipe da ambulância do Tipo A
deve conter dois profissionais, sendo um o motorista e o outro um
Técnico ou Auxiliar de enfermagem.

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III. As Unidades Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências
devem possuir Rotinas de Funcionamento e Atendimento escritas,
atualizadas a cada ano e assinadas pelo Responsável Técnico pela
Unidade.
IV. As Unidades Hospitalares de Atendimento às Urgências e
Emergências devem possuir um prontuário para cada paciente
com as informações completas do quadro clínico e sua evolução,
todas devidamente escritas, de forma clara e precisa, datadas e
assinadas pelo profissional responsável pelo atendimento.

Marque a opção CORRETA:


a) As afirmativas I, II, III, e IV estão corretas.
b) Apenas as afirmativas I, II e IV estão incorretas.
c) Apenas as afirmativas I e III estão incorretas.
d) Apenas a afirmativa I está correta.

20-IPSEMG/ENFERMEIRO/2013
A Portaria nº 2.048/GM de 5 de Novembro de 2002 aprova, em seu anexo,
o regulamento técnico dos sistemas estaduais de urgência e emergência.
Sobre a referida portaria, assinale a alternativa INCORRETA.

a) A abertura de qualquer serviço de atendimento às urgências e


emergências deverá ser precedida de consulta ao gestor do SUS, de
nível local ou estadual.
b) As unidades não hospitalares de atendimento às urgências e
emergências devem funcionar nas 24 horas do dia e devem estar
habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de
assistência da média complexidade.
c) Considera-se como nível pré-hospitalar móvel na área de urgência, o
atendimento que procura chegar precocemente à vítima, após ter
ocorrido um agravo à sua saúde.
d) Compete ao enfermeiro do serviço de atendimento pré-hospitalar
móvel exercer a regulação médica do sistema e conhecer a rede de
serviços da região.

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21- EBSERH/HU/IADES/ENFERMEIRO/2013

Um dos componentes iniciais da Política Nacional de Atenção às Urgências foi a


implantação do SAMU, que é contatado pelo número 192 e presta atendimento
em ambulâncias de suporte avançado e suporte básico de vida. A sigla SAMU
significa:

a) Serviço de Atendimento Médico de Urgência.


b) Serviço de Atendimento Mútuo de Urgência.
c) Serviço de Avaliação Móvel de Urgência.
d) Serviço de Avaliação Médica de Urgência.
e) Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

22-CESGRANRIO/SEPLAG/ENFERMEIRO/2011
A Portaria GM/MS no 2.048/2002 define, em seu Capítulo III, que o
atendimento pré-hospitalar fixo é a assistência prestada, num primeiro nível de
atenção, aos pacientes portadores de quadros.
a) graves de natureza clínica
b) crônicos de natureza cirúrgica
c) crônicos de doenças cardiovasculares
d) crônicos de natureza clínica e psiquiátrica

23- SAMU/PREF.PR/ENFERMEIRO/2013
A Portaria 2048/GM aponta a seguinte definição: "Os Núcleos de Educação em
Urgências devem se organizar como espaços de saber interinstitucional de
formação, capacitação, habilitação e educação continuada de recursos
humanos para as urgências, sob a administração de um conselho diretivo,
coordenado pelo gestor público do SUS, tendo como integrantes as secretarias
Estaduais e Municipais de saúde, hospitais e serviços de referência na área de
urgência, escolas de bombeiros e polícias, instituições de ensino superior, de
formação e capacitação de pessoal na área da saúde, escolas técnicas e outros
setores que prestam socorro à população, de caráter público ou privado, de
abrangência municipal, regional ou estadual". A partir desta definição aponte a
alternativa que aborda um dos princípios norteadores dos Núcleos de Educação
em Urgências:

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a) Promover programas de formação e educação continuada na forma de
treinamento em serviço a fim de atender ao conjunto de necessidade
diagnosticado em cada região, fundamentando o modelo pedagógico na
problematização de situações.
b) A educação continuada como estratégia permanente de acreditação dos
serviços, articulada ao planejamento institucional e ao controle social.
c) Buscar a nucleação pública dos recursos educativos em saúde.
d) Certificar anualmente e re-certificar a cada dois anos os profissionais
atuantes nos diversos setores relativos ao atendimento das urgências.

24- FUMARC/BH/ENFERMEIRO/2011
Segundo a Portaria n°2048 de 5 de Novembro de 2002 , algumas
competências/atribuições são necessárias ao enfermeiro do atendimento
pré hospitalar móvel, EXCETO:
a) Prestar cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica
a pacientes graves e com risco de vida.
b) Realizar partos sem distocia.
c) Realizar manobras de extração manual de vítimas.
d) Recepção dos chamados de auxílio, análise da demanda e
classificação em prioridades de atendimento.

25- EBSERH/UFSCAR/ENFERMEIRO/2015

De acordo com a Política Nacional de Atenção às Urgências é o estabelecimento de


saúde de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde/Saúde
da Família e a Rede Hospitalar. O enunciado se refere:

a) ao Centro Integrado de Atendimento Emergencial.

b) ao Serviço Móvel de Urgência.

c) à Central de Regulação de Leitos.

d) aos Serviços Especiais de Acesso Aberto.

e) à Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 h).

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26- FEAES/FOFIPA/ENFERMEIRO/2015

O SAMU é o componente da rede de atenção às urgências e emergências que


objetiva ordenar o fluxo assistencial e disponibilizar atendimento precoce e
transporte adequado, rápido e resolutivo às vítimas acometidas por agravos à
saúde de natureza clínica, cirúrgica, gineco-obstétrica, traumática e psiquiátricas
mediante o envio de veículos tripulados por equipe capacitada, acessado pelo
número:

a) 190 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo a


morbimortalidade.

b) 100 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo a


morbimortalidade.

c) 191 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo a


morbimortalidade.

d) 192 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo a


morbimortalidade.

1-E 9-A 17-C 25-E


2-D 10-C 18-A 26-D
3-B 11-E 19-C
4-B 12-C 20-D
5-D 13-D 21-E
6-E 14-D 22-E
7-D 15-B 23-B
8-C 16-D 24-D

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Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria no 2.048, de
05 de Novembro de 2002. Aprova o Regulamento Técnico dos Sistemas
Estaduais de Urgência e Emergência.

BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria no 2.923, de


09 de Junho de 1998. Institui o Programa de Apoio à Implantação dos
Sistemas Estaduais de Referência Hospitalar para atendimento de Urgência e
Emergência.

BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria no 2.925, de


09 de Junho de 1998. Cria mecanismos para a Implantação dos Sistemas
Estaduais de Referência Hospitalar em Atendimento de Urgências e
Emergências.

BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria no 1.863, de


29 de Setembro de 2003. Institui a Política Nacional de Atenção às
Urgências, a ser implantada em todas as unidades federadas, respeitadas as
competências das três esferas de gestão.

BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria no 1.864, de 29


de Setembro de 2003. Institui o componente pré-hospitalar móvel da Política
Nacional de Atenção às Urgências, por intermédio da implantação de Serviços
de Atendimento Móvel de Urgências em municípios e regiões de todo o territó-
rio brasileiro: SAMU – 192.

BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria no 2.072, de 30


de Outubro de 2003. Institui o Comitê Gestor Nacional de Atenção às
Urgências.

BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria no 2.657, de


16 de Dezembro de 2004. Estabelece as atribuições das centrais de
regulação médica de urgências e o dimensionamento técnico para a
estruturação e operacionalização das Centrais SAMU-192.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolução CFM no 1451, de 10 de


março de 1995. Define os conceitos de urgência e emergência e equipe
médica e equipamentos para o pronto socorro.

CHAPLEAU,W. Manual Instrutivo da Rede de Atenção as Ugências e


Emergências no Sistema Único de Saúde(SUS).Brasília:editora do
Ministério da Saúde ,2013.
MICHAELIS. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo:
Companhia Melhoramentos, 2002.

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