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SHADOWS QUEEN

&

EXCLUSIVE BOOK’S
APRESENTAM

CLAIMED BY THE MOUNTAIN MAN


( THE MOUNTAIN MAN #1) BY

FRANKIE LOVE
TRADUCAÇÃO – EXCLUSIVE BOOKS

REVISÃAO INICIAL – HANNAH GHOST

REVISAÃO FINAL – JUUH ALLVES

LEITURA FINAL – MARY CHIANCA


SINOPSE
" EVERLY " ELE ROSNA. "EU ESTOU

REIVINDICANDO VOCÊ COMO MINHA, BEM AQUI,

AGORA MESMO."

SILAS

EU QUERO UMA ESPOSA QUE SAIBA O QUE SIGNIFICA VIVER FORA DA GRADE, COZINHAR
MINHA COMIDA E MANTER MINHA CAMA AQUECIDA.

EM TROCA, DAREI A ELA UMA VIDA INTEIRA DE FELICIDADE NA FORMA DO MEU PAU.

MAS, EVERLY É MAIS DO QUE EU ESPERAVA E NÃO ACHO QUE ELA TENHA IDEIA DO QUE
SIGNIFICA SER MINHA. INFERNO, EU QUERIA UMA ESPOSA, MAS NÃO TENHO CERTEZA SE SEI VIVER

COM UMA MULHER.

EVERLY

ESPERO SER UMA NOIVA POR CORRESPONDÊNCIA AOS VINTE E DOIS ANOS? NÃO. MAS
HONESTAMENTE, MINHA VIDA PODERIA SER MUITO PIOR. A AGÊNCIA DIZ QUE ESSE HOMEM DA

MONTANHA DO ALASCA É RICO, GOSTOSO E DISPOSTO A PAGAR MEUS EMPRÉSTIMOS ESTUDANTIS.

ESTOU CRUZANDO MEUS DEDOS, ELE TEM QUE SER TUDO O QUE SEMPRE QUIS.

MAS EU POSSO ESTAR UM POUCO ACIMA DA MINHA CABEÇA. PRINCIPALMENTE PORQUE


ESTOU ME CASANDO COM UM ESTRANHO E TAMBÉM PORQUE NUNCA NAMOREI. PONTO.

CLARAMENTE EU NÃO TENHO IDÉIA DE COMO SER UMA ESPOSA ... MAS É TARDE DEMAIS
PARA DESISTIR AGORA.
Pegando o Prosecco da geladeira, Everly encontra três taças, estoura a
rolha e distribui o champanhe. O objetivo hoje é esquecer a realidade da
situação em que ela e suas duas melhores amigas se encontram.

Sem teto. Sem trabalho. Sem namorado.

Champanhe vai certamente ajudar a causa.

– É a última garrafa? – Delta pergunta, enquanto Everly equilibra todas


as três taças em suas mãos e caminha de volta para a sala de estar.

Everly geme quando ela entrega as bebidas. Ela usa o cabelo em um


coque bagunçado e os óculos de nerd contribuem à sua aparência discreta.
Mas hoje ela não está agindo discretamente. Esta noite ela está dramática e
bêbada.

Um perigoso emparelhamento para qualquer mulher de 22 anos.

– O estado da minha conta corrente era tão deprimente, soltei um


foda–se, e comprei mais duas garrafas. – Ela diz.

– Isso é o que adoro em ti, Everly – Delta bufa. – Você é tão


malditamente responsável. – Ela leva o copo da mão de Everly e coloca–o
sobre a mesa de café antes de atarraxar a tampa de um vidrinho de esmalte
ecológico. Ela acabou de pintar margaridas no seu dedão, declarando–se a
maior hippie. Seus cabelos compridos e o vestido Boho completam o look. Ela
é vegetariana, da cabeça aos pés, e viver em Portland, Oregon faz o seu estilo
de vida fácil.

Ajeitando os aros de seus óculos, Everly toma um longo gole. – Eu sei, é


difícil ser um adulto rígido, mas alguém tem que fazê–lo – Ela sorrir
maliciosamente, sabendo que ela é tudo menos rígida.

– Não, mas, a sério, o que vamos fazer? – Amélia, que está trançando o
cabelo, pergunta. Ela está usando uma camisola surrada, mas ela recebe um
passe livre considerando que Derrick, seu namorado de quatro anos, acabou
de terminar com ela. – Quero dizer, todas nós contávamos em ficar na casa de
Verão do Derrick nos próximos três meses. Agora vamos ser expulsas daqui,
em uma semana. Então o que?

– Acalme–se. Tudo vai dar certo. – Everly diz a ela, não acreditando nas
palavras, mas sabendo que Amélia precisa da afirmação — Considerando que
ela é a única que está se recuperando de um rompimento inesperado.

Everly cai sobre o sofá, apertada entre suas duas melhores amigas.
Todas elas tomam o champanhe, cada uma lamentando seu próprio inferno
pessoal.

Elas não estão exatamente no topo do mundo. E elas se sentem


enganadas. O universo inteiro levou–as a acreditar que, se elas fossem para a
faculdade, elas seriam adultas. Mas aqui estão elas, todas as três há uma
semana fora da Universidade do estado de Oregon, e sem perspectivas de
emprego, sem namorados, e — aparentemente — sem habitação.

– Mais que droga! – Amélia diz, a cabeça dela caída no ombro de Everly.
– Por que um conselheiro de carreira não mencionou o fato de que uma
formação em belas artes não me ajudaria? Isso só me ensina que eu sou uma
amadora em termos de criação de obras de arte. Tipo, eu posso legitimar
livros, mas isso não é um trabalho.

– Hum, querida – Delta diz: – Minha graduação é em hotelaria.


Literalmente não há nenhum trabalho para mim.

– Você pode ser uma recepcionista de hotel – Everly sugere.

– Sim, mas não precisava de um diploma para isso, e isso não vai me
oferecer seguro de saúde ou pagar meus empréstimos de estudante. Não é
realista.

– Eu sei – diz Everly – Mesmo se eu vender uma história para uma


revista, faria o quê — cinquenta dólares se eu tiver sorte? E eu não posso
sentar aqui e escrever o próximo grande romance americano. Isso não vai
pagar qualquer uma das contas.

Everly achou que uma licenciatura em literatura inglesa iria ajudá–la a


se tornar uma escritora, mas até agora ela completou apenas algumas
pequenas histórias sobre sua vida como uma estudante universitária. Não é
exatamente inspirador.

– Neste momento eu faria qualquer coisa para parar de me sentir tão


fora de controle. Eu só quero um plano – diz Amélia. – Eu me sinto
desesperada.

– Não estou desesperada, estou apenas quente como o inferno. Não


estive com alguém em cerca de três meses – Delta geme. – Eu quero um
marido, alguém para me aquecer a noite e me foder o dia todo.

– Então nós devemos ter conseguido uma graduação MRS1, não BAs2 –
diz Everly, suspirando em seu champanhe. – Não que eu esteja preparada
para o casamento.

Delta e Amélia, ambas olharam Everly, dando olhos de filhote de


cachorro. Não é segredo que ela é virgem, e se alguém precisa de um homem,

1
Termo usado para descrever quando uma jovem mulher entra na faculdade/universidade com a intenção
de achar um potencial marido.
2
Bacharelado em artes.
é ela.

– O quê? – Everly encolhe os ombros. – Eu não estou esperando o cara


certo. O problema é, eu nunca vou encontrar um cara que está bem em ir
devagar.

– Você não precisa ir com calma – Diz Amélia. – Você precisa de um


homem que não vai levar um não como resposta.

– Não preciso ir com calma, também – diz Delta – Só quero tira–lo, se


você sabe o que quero dizer.

Amélia empurra um travesseiro no rosto de Delta. – Sim, entendemos.


Você quer ir para a cama. Mas em uma nota mais séria, talvez, há novos
apartamentos no Craigslist3? – Amélia sugere. – Você sabe, já que vamos ser
despejadas.

– Não, intimadas – Everly lembra ela. – É que, só estamos no campus.


Temos que ir.

– Como, em uma semana? – Delta suspira. – Isto é estúpido. Vamos


fazer algo louco. Como, ir para uma comunidade. Ou nos tornar Amish4

Percebendo as taças agora vazias, Everly retorna à cozinha e traz mais


champanhe. – Eu só quero uma boa casa e uma vida normal. Nada louco, só
uma coisa regular

– Com bom sexo – Delta acrescenta, piscando. – E com essa nota,


vamos examinar a seção Help Wanted 5 com mente aberta – Ela abre o laptop
dela. – Neste momento não temos muitas exigências.

– Só quero sair desta cidade universitária – diz Amélia. Renunciando a

3
Uma rede de comunidades online centralizadas que disponibiliza anúncios gratuitos aos usuários.
4
Um grupo religioso cristão anabatista baseado nos Estados Unidos e Canadá. São conhecidos por seus
costumes conservadores
5
Procura-se ajuda.
um copo, ela pega a garrafa da mão de Everly e toma um gole. – Eu não posso
lidar com isso aqui – Ela disse, limpando a boca. – Há muitas recordações de
Derrick e eu nesta cidade, e eu preciso seguir em frente. Imediatamente!

Delta percorre as páginas de habitação, e é mais do que elas já viram.


Pequenos estúdios ou casas enormes que exigem o depósito de segurança de
três meses.

– Hmmm – Delta se mantém clicando, mas não há nenhum novo


anúncio. Eventualmente, ela pega a garrafa da Amélia e bebe antes de passá–
lo para Everly.

Everly segue o fato e, em seguida, senta–se entre elas, começando a se


sentir um pouco mais embriagada.

– Não há nada – Amélia geme.

– Mesmo que houvesse – Everly acrescenta – Não importa. Nenhuma


de nós tem empregos. Isso é a prioridade número um.

– Diga–me novamente por que nenhuma de nós tem pais que podem
ajudar?

As três delas foram colegas de quarto no primeiro ano e imediatamente


se ligaram sobre o fato de que todas elas foram criadas por seus avós. Foi uma
grande coincidência — parecia que era o destino, e elas tinham que ficar
juntas.

E elas sempre ficaram, através do bom e do ruim, por quatro anos.


Mandaram o avô de Delta para uma vida assistida, assistimos ao funeral da
vovó e o vovô de Everly e estavam lá quando a avó de Amélia foi morar com
sua irmã mais velha.

Elas têm família que as ama, mas não família que pode apoiá–las, ou
pelo mesmo abrigá–las.
Está na hora delas descobrirem isso por conta própria.

– Certo, acesse os classificados – Everly diz, apontando para a guia na


tela.

– Vamos ver, aqui. – Delta toma outro gole, enquanto a página é


carregada.

As três leem as descrições de trabalho, nenhum deles remotamente


atraente.

Passeador de cães, dez horas por semana.

Editor, deve ser proficiente em Holandês.

Quiosque de smoothie, uniforme exigido.

– Bem, nós poderíamos fazer isso – Delta diz, rindo. – Todas temos
roupas decentes.

– Mais que decente, mas isso não significa que eu poderia fazê–lo – Diz
Everly, franzindo a testa, sabendo que sua aparência não era um problema.

O problema é que ela nunca teve um namorado de verdade porque ela


sempre fica tão nervosa e tímida perto dos homens.

– Somos todas bonitinhas o suficiente, então as gorjetas seriam boas –


Amélia diz, considerando a posição no quiosque de smoothie. – Mas, parece
tão frio. – Ela cobre o peito com as mãos, rindo.

Certo, então elas estão definitivamente bêbadas.

– Isso é estúpido. – Everly paira os dedos sobre o teclado de Delta. –


Vamos tentar algo totalmente diferente.

Na barra de pesquisa, ela digita: garotas bonitas, graduadas, mente


aberta, precisam de emprego.
O primeiro anuncio faz com que todas as três meninas inclinem a
cabeça para o lado e o alcancem o champanhe, simultaneamente.

Huh.

PROCURA– SE:

NOIVAS MODERNAS POR ENCOMENDA

PARA HOMENS DA MONTANHA DO ALASCA.


SILAS

Viver no interior da fronteira do Alasca permite–me ser o homem que


sempre quis ser. Autossuficiente. Independente. Eu sou meu próprio chefe.

Não preciso de ninguém me dizendo o que fazer, e tenho a certeza que


não preciso de alguém me dando ordens.

Vender meu negócio há dois anos foi a melhor decisão que já tomei.
Vendi minha empresa na encosta norte e fiz meus milhões.

Mas merda, só vendi para que eu conseguisse ficar longe das besteiras
que veio, sendo responsável por todos os empregados. Agora, faço o que
quero, quando quero.

A única coisa que me falta é uma mulher.

Mas estou recebendo ela hoje.

Enquanto vou colocando meus equipamentos no hidroavião atracado


no meu lago particular, Travis parou com seu ATV. Ele tem a minha idade —
pouco mais de vinte — mas nasceu e cresceu aqui no interior da floresta
Denali.

– Cara – Ele chama, agarrando uma mochila enquanto se dirige na


minha direção. – Tão feliz que tenha ligado. Preciso ir me dar bem em
Anchorage. Tanto. Uma vez que atingir o inverno eu vou ficar preso na cabana
com minha mãe todos os dias.
– Eu não posso trazer você de volta, lembra? – Eu levanto uma
sobrancelha para ele, antes da terceira verificação de que o avião está em
funcionamento. Ter o meu próprio transporte me permite chegar onde eu
preciso ir, quando eu preciso estar lá.

Travis não tem esse luxo.

– Lembro–me de você dizendo isso no rádio. Não se preocupe. Eu vou


pegar uma carona com alguém voando.

Entramos no avião, e eu me ocupo com a checagem antes do voo.

– Por que não posso voltar? – Indaga. – Está buscando muito material?

– Não. Estou trazendo uma garota.

O céu está claro, a neve derreteu há muito tempo e os dias são


brilhantes — o sol não se põe até depois da meia–noite nesta época do ano.

Eu planejei isso bem. Final de junho é o momento perfeito para trazer


uma noiva por correspondência para a floresta do Alasca. No inverno,
nenhuma mulher iria querer passar na tundra congelada.

Nós vamos sair. Já viajei esta rota nos últimos dois anos, quando eu
precisava mostrar meu rosto em Anchorage para falar com um advogado,
pegar dinheiro da minha conta bancária, reabastecer suprimentos —
basicamente qualquer besteira que eu não posso fazer da minha cabana fora
do radar — que tornou–se cada vez menos frequente ao longo do tempo que
eu vivi aqui.

Ainda, cada vez que eu entro no avião, eu esqueço como apertado é


sempre para meus ombros largos e estatura alta.

– Você realmente vai trazer de volta uma garota? – Travis pergunta,


uma vez que o avião está no ar. – Droga, eu preciso encontrar uma namorada.
Isso é mau.

Eu balanço a cabeça para Travis. Esse cara tem jogo zero. Ele ainda
mora com a mãe e não sei se ele já teve uma namorada em sua vida. Pela
aparência dele, acho que não.

– Não estou buscando um rabo de saia. Eu vou buscar a minha esposa.

– Merda, cara, o que? – Travis pergunta, seus olhos abertos, viajando


até os meus.

Ele está chocado. E não me surpreende. Algumas pessoas podem


pensar que uma noiva por correspondência é da velha escola, loucura ou o
que for, mas eu não dou a mínima para o que as pessoas podem pensar.

A última coisa que eu vou fazer é passar tempo em Anchorage à


procura de uma mulher. Mas que droga, eu quero uma — preciso de uma.
Preciso de uma mulher para cozinhar e manter minha cama quente. Eu adoro
viver no meio do nada, mas eu preciso de uma mulher ao meu lado.

Mas de nenhuma maneira no inferno eu vou perder meu tempo


namorando uma garota estúpida da cidade. De qualquer forma não quero
uma garota da cidade.

Preciso de uma mulher que está pronta para fazer uma vida comigo na
natureza.

Quando Monique, do The Modern Mail Order Bride Service contatou–


me, no começo eu pensei que era uma piada. Mas não era. Eles só servem
clientes com grandes fortunas — é como eles sabiam sobre mim em primeiro
lugar — e fizeram um nicho de mercado para si próprio na região selvagem do
Alasca.

Aparentemente eles estão unindo alguns outros clientes neste verão,


também.
Preenchi a papelada no inverno passado, e quando eu não ouvi nada,
eu pensei que talvez a coisa toda fosse besteira — o que foi uma droga,
porque nessa altura eu tinha decidido fazer uma mulher minha.

Mas então há uma semana eu estava na cidade, que não é realmente


uma cidade — há apenas um posto de correios e um posto de gasolina e um
pequeno bar. De qualquer forma, eu peguei minha correspondência e, eis
que, eu tinha uma mulher vindo até mim.

Liguei para Monique enquanto eu estava lá, porque é claro que não
tenho serviço na cabana, apenas um rádio. Ela disse que ela me achou uma
noiva que pensou que era uma combinação perfeita.

– Ela sabe das minhas exigências? Na minha candidatura?

– Ela sabe, Silas. Você ficará muito satisfeito com a noiva escolhida para
você.

Nós fizemos os arranjos, transferi para Monique fundos para o


pagamento do empréstimo estudantil e da viagem que eu concordei, e tive
uma consulta com o meu advogado em Anchorage, para a semana seguinte.

E agora estou pronto para conhecer esta mulher misteriosa.

– Como essa garota se parece? – Travis pergunta, me puxando de volta


para o presente — que é provavelmente uma boa coisa, considerando que eu
estou pilotando um avião.

– Não faço ideia. – Dou de ombros. Não tenho nenhum escrúpulo sobre
a maneira como eu vou obter minha esposa. Foda–se, Travis tem algumas
mulheres aqui na selva. Não quero as sobras. Em vez disso, eu preenchi uma
candidatura especificando exatamente o que eu queria em uma mulher.

Inteligente. Trabalhadora. Sexy pra caralho.


Pode parecer simples, mas que é um grande pedido aqui, onde a única
garota que vi foi uma veado fêmea de merda.

– Realmente não faz ideia de como ela se parece? – Travis ri. – Isso é
loucura.

– A agência disse que as combinações trabalham melhor quando você


não faz isso com expectativas. Seria fácil ir embora, se eu soubesse como ela
era. Desta forma, estou levando para casa independentemente se ela tem
cabelo loiro ou preto.

– Você ainda pode mandar ela de volta, certo? Se vocês não se derem
bem?

– Eu posso fazer o que quiser, Travis.

Isso o cala.

Eu tinha meu advogado investigando a empresa de Monique e


encontrou a documentação adequada que ela tinha unido noivas com homens
ricos na última década.

Ela sabe o que ela está fazendo. Parece haver muitos homens com
dinheiro que não estão interessados na merda da procura de uma mulher.
Não estou sozinho nisso.

Hoje, eu vou conhecer minha noiva. Amanhã eu vou casar com ela.

E então eu vou trazê–la para casa.


EVERLY

Não parecia real quando bêbada me candidatei para o site da noiva por
correspondência juntamente com Delta e Amélia. E tenho a certeza que não
me parecia real quando a agência nos ligou no dia seguinte e nos
encontramos com a diretora, Monique, pelo FaceTime.

Provavelmente deveria se sentir real quando eu assinei meu nome na


linha pontilhada. Mas isso não aconteceu. A coisa toda se sentiu tão insana.
Tão perigosa. Completamente não eu.

Pareceu fingimento, tão estúpido que pareça. Porque o teste de sangue


exigido e antecedentes com certeza eram reais. A entrevista intensiva
realizada por Monique era real. O caminhão de coisas de Delta, Amélia e eu
que deixamos na Goodwill enquanto limpávamos nosso apartamento era real.
As malas que arrumei com todas as minhas posses eram reais.

Ainda assim, a ideia de que eu tinha um homem na verdade esperando


para se casar comigo? Não está nem perto de sentir como realidade.

Mas de alguma forma, pisar fora do avião em Anchorage, no Alasca,


com Delta e Amélia ao meu lado, de repente tornou–se real.
Tornou–se OMG! WTF?! Leve–me, foda–se para longe da esteira de
bagagens real.

Porque na esteira de bagagem é onde o meu em breve–a–ser–marido


está esperando por mim.

– Eu tenho que ir, tenho um voo de ligação – diz Amélia. – Então eu


acho que isso é um adeus.

O noivo dela está em uma parte diferente do Alasca que o meu ou de


Delta. Aparentemente, o estado é muito grande. Talvez deveríamos ter olhado
um mapa mais de perto.

– Por que estamos fazendo isso? – Pergunto–lhes freneticamente


quando elas me puxam para um abraço apertado.

– Porque é carpe diem e tudo isso. – Delta diz, rindo enquanto ela se
afasta. Ela reajusta sua sacola no ombro, pronta para a próxima etapa de sua
viagem. – Esta é a aventura que estávamos procurando!

– A pior das hipóteses – Amélia diz –Nós conhecemos os homens, os


odiamos e dizemos a Monique que queremos sair. Ninguém está nos forçando
a nos casar. Nós somos mulheres independentes.

Eu bufo. – Tão independentes que somos noivas por encomenda no


século XXI.

Delta sorri, apertando meus ombros. – Eu tenho um voo de ligação e


não quero perdê–lo.

– Então estamos realmente fazendo isso? – pergunto. Se alguém está


procurando uma saída, seria essa — a última vez que todas estarão juntas.
Nós já fomos organizadas com os homens do Alasca, mas nós não vamos viver
na mesma cidade.
– Estamos fazendo isso. Ou seja, hoje vai ter... – Delta coloca as mãos
ao redor de sua boca. – S–E–X–O

– Assim como você – Eu jogo, não deixando a palavra penetrar. Porque


sexo é uma das razões pelas quais eu considerei desistir tantas vezes ao longo
da última semana, desde que assinamos nossos contratos.

– Oh, inferno sim, eu vou. – diz Delta. – Todo o sexo.

– Tanto sexo – acrescenta Amélia, rindo. – Eu não estive com ninguém


além de Derrick desde que eu fiz 18 anos.

– E agora? – digo, balançando a cabeça – Você só tem um parceiro para


o resto da sua vida.

Este fato me faz sentir um pouco melhor sobre tudo isso. Sendo tímida
torna impossível conhecer eles, sendo noiva por correspondência de alguém
tira toda essa insegurança. O fato de que nós vamos ser cometidos por
casamento faz–me sentir segura. Se eu sou ruim de cama, não será fácil ele
me deixar.

Espero que eu não seja tão ruim quanto eu tenho imaginado.

E espero que outras partes desta louca aventura compensem as partes


intimidantes. Como, talvez eu vá finalmente ter inspiração para o romance
que eu sempre quis escrever. Na escola, sempre achei que não tinha
experiência suficiente de vida para escrever um livro, mas talvez agora eu
possa começar.

Talvez eu possa escrever todo dia e fazer sexo a noite toda.

Bom. Parece que a fantasia pode ser um pouco rebuscada,


considerando a coisa toda que sexo assusta o inferno fora de mim. Mas talvez,
com o homem certo todas minhas inseguranças desaparecerão e posso ser
confiante como minhas amigas.
Ajustando meus óculos, eu olho para Delta e Amélia em seus saltos e
cabelos feitos perfeitamente. Eu mesmo não sequei meu cabelo esta manhã.
Expirando, lembro–me de me castigar na realidade.

Não se empolgue. Primeiro, eu preciso conhecer o cara.

– Vamos nos casar. Isso é maluquice – Amélia guincha. – Derrick engola


isso.

– Eu realmente espero que você não esteja tendo uma recaída – Eu


disse, preocupada por ela.

Ela está apostando tudo com essa coisa de casamento, e gostaria de


saber se essa é a escolha mais saudável para ela — para todas nós, na
verdade. Casar por desespero, provavelmente não é o melhor motivador.

No entanto, os clientes da Monique são milionários, ou mais. Ela só tem


clientes com fortunas, com meios legítimos para cuidar de suas esposas.

Podia ser pior. Eu poderia ter que conseguir um companheiro de quarto


na Craigslist e um emprego no Taco Bell. Talvez este seja o caminho do futuro.
Talvez eu e minhas amigas sejamos só as mais brilhantes jovens do planeta,
que percebem que ter um marido rico não é a pior coisa do mundo.

– Certo, eu realmente preciso ir – diz Amélia.

– Eu, também. – Delta começa a ir embora, dramaticamente soprando


beijos. Ela vira, sorrindo e me chama em voz alta quando ela desce no
terminal: – E eu estou muito contente de nós termos nos depilado ontem,
Everly. Ele vai adorar que você está totalmente nua lá em baixo.

Meu rosto queima de vergonha, e desajeitadamente ajusto os óculos.


Isso é tão típico de Delta. Claro que ela é convencida e autoconfiante — ela é
loira, com um sorriso enorme e pernas longas. Ela não tem nada para ficar
nervosa quando ela conhecer o marido.
Eu, por outro lado? Estou apavorada, ele vai olhar para minha roupa
chata e óculos de tartaruga e vai querer me trocar.

– Você vai ficar bem, querida? – Amélia pergunta. Eu aceno, querendo


tão mal não ser a garota que precisa de encorajamento. Geralmente sou eu
que encorajo Amélia, não está inversão de papéis. – Seja você mesma. – diz
ela. – É o que eu amo sobre você, sua capacidade de ser real. E esse cara vai
querer conhecer a real Everly.

– Vou tentar – Eu sorrio firmemente. – Eu desejo que eu não estivesse


fazendo isso sozinha.

– Querida, ligue–me na primeira chance que tiver. Todas nós temos


nossos telefones. E deixe–me saber que você está bem. Não se preocupe,
Monique controla estes homens. Ela nos combinou com eles perfeitamente. E
nós queríamos isso. Optamos por vir. Se você realmente não quer, ninguém te
obriga a ficar.

Delta e Amélia tem realmente ido com tudo com o conceito desde a
bebedeira, talvez porque casamento não parece como uma obrigação para
elas, como para mim. Elas estão olhando para esta situação inteira quase
como uma piada — um lugar livre para viver e uma maneira fora da cidade.
Mas elas nunca estiveram perto de pessoas que eram casadas. Delta foi criada
por seu avô viúvo e Amélia pela única avó dela.

Mas meus pais eram devotados um ao outro até que eles morreram em
um acidente de carro quando eu tinha 14 anos. E então meus avós tomaram
conta de mim até que faleceram, na mesma noite, enquanto dormiam.

Eu sei como o amor verdadeiro parece, e talvez eu sempre tive medo


de perdê–lo. Talvez seja por isso que sempre me escondi atrás da minha
timidez. Porque e se eu perder algo que acabei de encontrar?

A coisa é, eu não tenho mais para onde ir. Não tenho dinheiro para
comprar um bilhete de avião para Oregon. Se eu realmente quiser sair, eu
terei que chamar Monique e dizer–lhe que mudei de ideia, antes de tentar.

E a verdade é, o que eu tenho a perder?

Quer dizer, além de minha virgindade.

– Eu tenho isso, Amélia. – Beijo sua bochecha e aceno um adeus, antes


de ajustar o cachecol verde enrolado em volta do meu pescoço.

– Eu te amo. Falaremos em breve.

Quando vou embora, eu sinto uma picada de agulha de lágrimas nos


cantos dos meus olhos. O que é mais irritante. Eu preciso ser confiante
quando eu encontrar meu estranho. Preciso que ele saiba que eu não sou
uma inocente e medrosa.

Mesmo se isso é exatamente quem eu sou.


SILAS

Ficar de pé no balcão de bagagens é uma tortura. Foda–se as regras de


nenhuma foto da Monique. Eu deveria tê–la forçado a me enviar uma foto
dessa garota.

Mas Monique é legítima. O site dela mostrou casais felizes, e nenhuma


dessas mulheres pareciam questionáveis. Os caras? Bem, alguns deles eram
ásperos nas bordas.

Esse nunca foi o meu problema, encontrar uma mulher. Durante toda a
faculdade, tive muitos relacionamentos. Bem, muito sexo.

Mas depois que meus pais morreram, recebi as besteiras da vida


regular, vivendo na cidade, trabalhando para ser um homem. Se eu não
precisava, porque diabos eu teria?
O problema é que, depois que me mudei para o interior, percebi que as
mulheres são escassas como shoppings, porra. Este serviço veio na hora certa.

Dirijo uma mão pelo meu cabelo ondulado, louro–sujo, percebendo que
está mais longo do que eu costumo a usá–lo. E minha barba não está bem–
feita, é o que algumas mulheres podem chamar de áspero.

Só acho que depilar é para fracos de merda. Não tenho nada a provar
— não a esta mulher de qualquer forma.

Se ela foi aprovada por Monique, pelo menos sei que ela não usa
drogas, não tem nenhuma doença, não está em qualquer medicação, tem
uma ficha policial limpa e foi para a faculdade. Tudo o que eu preciso dela é
para cozinhar e limpar e ser algo quente para segurar depois de um longo dia
de caça e pesca.

A tela de partidas e chegadas me diz que ela pousou. Devia procurar


por uma mulher com um lenço verde. Só espero que lá não tenha mais do que
uma. Monique sugeriu que eu tivesse um motorista a buscando e a levando
para o hotel, mas eu não ia contratar alguém para lidar com minha mulher.

Eu posso buscar minha noiva no aeroporto.

Mas que diabos, não sei nem o nome dela — outra coisa que Monique
prometeu não nos ajudar. Aparentemente até mesmo nomes podem dar às
pessoas ideias em suas cabeças sobre seus novos parceiros.

Escadas rolantes cheias de pessoas chegam. Ela está vindo de Portland,


Oregon, mas não sei se isso é de onde ela é. Pessoas passam por mim, e um
punhado de mulheres param um segundo a mais, olhando–me, chamando
minha atenção, sorrindo ou mordendo os lábios. Mostrando seus peitos,
querendo que eu as reconheça.

Droga, odeio mulheres que se mostram, que são tão carentes que elas
precisam da aprovação de um estranho.

Eu realmente espero que essa garota não seja assim. Merda, mesmo se
ela for, alguns meses na cabana apenas comigo e o meu pau como
companhia, e vai mudar o jeito dela.

A multidão se dispersa. As pessoas estão na esteira agarrando sacos, e


ninguém com um lenço verde está em qualquer lugar para ser visto.

Esfrego a minha nuca, percebendo pela primeira vez o quanto eu


realmente quero que essa garota apareça, para vir para casa comigo. Posso
dizer que estive bem sozinho na floresta, mas droga, eu acho que eu contei
em voltar para minha cabana com alguém em meus braços.

Travis vai me irritar da próxima vez que ele me vir, se não tiver minha
noiva por correspondência. Droga, por que disse a ele sobre isso afinal?

Então eu vejo alguém deslizar para baixo da escada rolante. Vejo como
a mulher entra em modo de exibição. No início, tudo o que vejo é um par de
botas até os joelhos, jeans apertados, um top azul liso e um cachecol verde
floresta.

Ela está olhando para baixo, então não vejo o rosto dela, e ela está
segurando uma sacola como se sua vida dependesse disso. Seu cabelo
castanho claro é cortado acima dos ombros, e posso dizer que ela é pequena
o suficiente para colocar debaixo do braço.

É ela. Minha noiva.

Ela não me vê. Bem, ela não vê nada. Ela está tão focada no chão que
nem percebe que ela precisa se afastar da escadaria em movimento. Posso
ver e sei que isto vai acabar mal.

Ela tropeça, e tomo alguns passos rápidos em direção a ela, não


querendo que ela caia e se machuque. A pego antes dela cair de cara, na
agitação ela deixa cair sua bolsa e o cachecol dela fica preso nas mãos dela.
Ela tenta se ergue antes que ela se equilibra.

– Ei, está bem? – Digo–lhe, desejoso que ela olhe para mim.

Ela não olha. – Me desculpe. Eu só — eu sou uma idiota. – Ela se


equilibra, pega a bolsa dela, reposiciona o cachecol e começa a ir embora.
Nem sequer olha para mim.

Não digo nada, mas ainda não tive uma boa olhada no rosto dessa
garota. Droga. O corpo dela foi fácil de pegar, ela era leve e quente, e caralho,
podia me habituar a segurar algo assim.

Eu a vejo olhando furtivamente em torno da esteira de bagagem, e sei


que ela está à procura de seu marido — ela só não sabe quem ele é. Eu sou o
único com a pista, ela não. Neste cenário, Monique disse–me que estou no
assento privilegiado. Sabendo que ela estaria com a echarpe verde permite–
me conhecê–la antes de levá–la para casa.

E droga, eu quero levar esta garota para casa.

Ela está assistindo a esteira de bagagens com um olhar intenso, e eu


sorrio, observando–a procurar a bolsa dela.

Agora pude realmente vê–la. Ela tem um nariz levemente arrebitado e


macios, lábios carnudos. Ela tem óculos que não fazem nada para esconder
seus olhos verdes intensos, o mesmo tom que o cachecol dela. E, falando
nesse cachecol, gostaria de retirá–lo dela — porque está escondendo um par
de seios perfeitos.

Droga, eles estão cheios e redondos e provocando cada homem que


passa por ela. Ela nem parece ter a menor ideia que ela tem uma beleza
discreta, que faz com que todos os homens neste aeroporto lhe deem uma
olhada.
Droga, eu quero tira–la daqui para que ninguém mais possa olhar para
minha mulher. Meu pau se mexe quando eu penso sobre o que eu vou dar a
ela para que ela saiba que ela é minha.

Vejo–a andar em direção a uma mala e tenta levantá–la fora da esteira.


Mas que droga, é uma besta — metade do tamanho dela e a propósito, ela
está se esforçando para tirá–la, eu estou apostando que pesa mais do que ela,
também.

Mais uma vez, encontro–me pisando em sua direção e a ajudo antes


que ela caia. Porque, diabos, ela está derrubada para trás quando ela tenta
levantar a mala preta pela correia transportadora.

– Garota, você vai se machucar – Eu pego a mala de suas mãos e coloco


para baixo. Apontando–lhe a pequena de volta, meus dedos tocam a cintura
dela onde a camisa dela subiu durante sua segunda quase queda.

– Sinto muito – ela diz, sua voz suave e tímida. Sacudindo a cabeça, ela
mantém os olhos para baixo. – Olha para ti, salvando–me duas vezes.

– Oh, eu vou salvar você quantas vezes forem necessárias. Você é


minha noiva.

– O quê? – Ela balança a cabeça, olhando para mim, totalmente


confusa.

Eu levanto a cabeça e olho ao redor. Não há nenhuma outra jovem


mulher aqui com um lenço verde. Tem que ser ela.

– Eu não acho ... – Ela morde o lábio rosa, confusa.

Merda. Estou achando que a garota errada é a minha mulher?

Porque isso vai ser um maldito problema. Ela é a garota que eu quero.
EVERLY

Ah, não. Não. Como, cem vezes, oh meu Deus, isto é real, não. Eu
preciso de Delta. E Amélia. E todas as cópias do Cosmo que eu comprei
quando adolescente, então eu posso ler cada coluna de conselhos sobre como
agir perto de homens.

Porque, olá, ainda não posso falar com o atendente masculino da


biblioteca, que tem um nariz enorme e acne. E agora este He–Man está
pretendendo ser meu marido?

Meu parceiro sexual, pai dos meus futuros filhos, marido legítimo?
Ah, Deus. Ele é tão quente. Como, não sei o que eu esperava, mas não
era isso. Os homens no site da Monique pareciam regulares. Medianos,
saudáveis — e alguns eram mais redondos do que outros, mas ninguém era
velho, careca ou cinza.

Mas eles também não eram dignos de serem modelos. Este homem
diante de mim — quem, hum, ainda tem uma mão em minhas costas, e eu
juro que as pontas dos dedos são elétricas porque cada polegada quadrada da
minha carne está pegando fogo — tem facilmente 1,80m, e tem os ombros
mais amplos que já vi, perfeito cabelo desgrenhado e barba e os olhos tão
claro que é como olhar para o Rio Shasta.

Antes de Califórnia ter uma grande corrente de ar.

Ele é um poço de água e quero me afogar nele. Não, na verdade, nada


disso, porque agora eu acho que eu literalmente estou me afogando nele.
Porque estou resmungando algo sobre estar confusa e que ele tem a pessoa
errada, porque como diabo Monique achou que o dar para mim, era um bom
plano?

Ela sabe que eu sou virgem, que eu sou tímida e nervosa e resmungo, e
basicamente não sou o tipo de mulher que este homem precisa.

Ele precisa de uma Delta, uma garota que é confiante e alta e


deslumbrante. Deve haver uma confusão. Sim. É isso. Delta pertence a ele e
eu pertenço a um homem aborrecido com um casaco de tweed que, tipo,
pertence a um clube do livro. Eu deveria estar no voo de ligação.

Não com isso. Não com um homem que parece que ele inventou o
Cross–Fit.

– Tem certeza? Quero dizer – Ele ri, baixo e rouco e sexy eu acho que
eu preciso mudar minha calcinha, porque eu não posso mesmo me concentrar
em nada além da sua voz. – Acho que saberia, você não estava procurando
por seu futuro marido, mas eu esperava que você fosse minha garota

– Esperava? Garota? Eu? – Eu sou oficialmente uma idiota. Agora não é


hora de falar como um robô. Preciso falar como um ser humano.

– Sim – diz ele, encolhendo os ombros com o tipo de confiança que


você apenas possui quando, literalmente, nunca falaram não na sua vida. – Eu
estou aqui procurando uma mulher vinda de Portland – Ele pisa em minha
direção, fechando qualquer lacuna que havia entre nós, e eu tenho um
estranho desejo de bater todo o meu corpo contra o dele. Ok, talvez não
bater. Amassar, talvez?

Amassar soa mais romântico do que bater. Mas o inferno, certo, agora
estou disposta a aceitar ou acreditar ou qualquer outra coisa que faria com
que seu corpo se pressione em cima do meu.

– Oh. Bem – Eu engulo, determinada que quando eu abrir em seguida


minha boca eu vou falar frases completas. – Acho que houve um engano.

– Não há engano – Ele move a mão de minhas costas, e no momento


que se foi tudo que eu quero é que volte. Bem, além disso, ele poderia
levantar a bainha da minha blusa um pouquinho mais. Ou talvez tirá–la
completamente.

Bem, agora minha imaginação hiperativa está fazendo hora extra. Veja,
esse é o problema com apenas ter fantasias sobre si mesma e os homens.
Você pode imaginar isso tudo, e é apenas atuação.

Exceto que sua mão realmente estava nas minhas costas. Isto é real. É
real.

– Tem certeza? Porque não sei se eu sou a garota para você. Acho que
houve um engano.

Ele sorri com a boca fechada, e — não estou brincando — ele tem
covinhas. Duas delas. E eu quero lambê–las. O que soa estranho, mas estou de
pé em frente a ele, olhando para os recuos melados, e só quero colocar minha
língua neles

OMG, eu tenho que parar. Eu pisco, olho para ele e tento respirar.

– Não há nenhuma confusão. Minha noiva por correspondência vem de


Portland, vestindo um cachecol verde –Ele puxa o final do cachecol, tirando–o
do meu pescoço. – E isso é você.

– Oh – Eu aceno, sentindo meu coração bater no meu peito. –Então


você realmente estava vindo para mim. – Há Delta foi dito para usar um
cachecol cor de rosa, e Amélia tem que usar um azul. Não há engano. Este
homem é meu.

– Oh, eu estou indo para você com certeza.

Minhas bochechas queimam com sua insinuação. Como isso é minha


vida real?

Não sabendo como agir nesta situação, estendo a minha mão.

– Eu sou Everly.

Seus olhos se estreitam, reagindo estranhamente, a minha introdução.

– Seu nome é Everly?

– Sim, Everly Matters.

Ele acena, pausando antes de encolher os ombros novamente. Deve ser


o seu movimento assinatura.

– Não por muito tempo – ele diz.

– O quê? – Meus olhos piscam em confusão.


– Muito em breve você será Sra. Silas Sutton.

– Você é Silas?

Ele dá–me um aceno lacônico e, em seguida, olha para a minha mala. –


Isto é tudo?

– Não. – eu disse, apontando para trás para o carrossel onde mais duas
malas estão rolando. – Essas são minhas também

Ele agarra–os antes que eles nos passam. – Merda, mulher, o que você
empacotou?

– Livros, principalmente – Vendi a maioria da minha coleção para a loja


de livros usados antes de embalar. O fato de eu reduzi–lo a duas malas diz
muito sobre o meu compromisso com este casamento. Concedido, ele não
entenderia isso. Ele não está deixando sua vida inteira para ter uma chance no
amor.

– Bem – Ele não faz quaisquer perguntas sobre os livros, ou alguma


coisa sobre mim. Ele é fácil e não constrangedor. Eu? Não me lembro de
sequer falar sem dedicar energia cerebral significativa para a causa. – Você
tem essa? – Indaga, apontando para a mala do meu lado.

Eu aceno, levantando a alça, então posso rolar atrás de mim. Estou tão
nervosa sobre para onde nós vamos. Presumo que será sua casa aqui em
Anchorage.

Monique só funciona com homens muito ricos. Gostaria de saber que


tipo de lugar vai ser. Um condomínio de ponta ou uma velha mansão na água?
Não faço a menor ideia.

Além disso, estou tentando descobrir porque é que o Silas precisaria


uma noiva por correspondência. Ele é o homem mais bonito que eu já vi e
certamente poderia encontrar uma esposa por conta própria.
Então, novamente, todos têm as razões para as coisas — e agora, eu só
preciso me lembrar de falar frases completas e não embasbacar com o sex–
appeal do Silas.

O fato é que, sair deste aeroporto é um grande negócio. A cada passo


que dou, será mais difícil desistir.

Eu tento esconder meus nervos com um sorriso, mas agora mesmo


estou com medo que eu vou cair novamente porque Silas acabou de entrar na
minha frente.

E aquela bunda seriamente vai me sacanear.

SILAS

Não acredito que esse é seu nome, de todos os nomes no mundo.

Everly era o nome de solteira da minha mãe. Quão estranho é isso?

Por falar em estranho, Everly está seriamente surtando. E, de certa


forma, eu entendo. Mover–se para o meio do Alasca selvagem com um
estranho é meio intenso, mas ela se inscreveu para isso. Ela sabia que eu vivo
no meio do nada, que eu faço de minha casa uma cabana feita a mão e vivo
fora da rede. Esta vida não é para todos, é por isso que deixei Monique me
arranjar uma mulher em primeiro lugar.

E agora ela está agindo toda aterrorizada, caminhando cinco passos


atrás de mim enquanto deixamos o aeroporto, recusando–se a olhar–me nos
olhos, como se ela estivesse com medo que eu fosse morder.

Porra, eu não a morderei aqui — mas mais tarde, no hotel, não existem
garantias.

– Estamos aqui – digo a ela, apontando para o Land Cruiser. Meu


caminhão estava esperando por mim, depois que pousei meu avião no Lago a
cerca de vinte minutos de distância.

Pego a mala e coloco na parte de trás, junto com as duas que eu


carreguei. Não faço ideia de onde planeja colocar estes livros. Não temos
estantes para eles na cabana.

– Entre – digo a ela. Ela não fala, acena e faz o que digo. Eu salto no
assento do motorista e vejo como ela se atrapalha com o cinto de segurança.
Acho que eu poderia ajudá–la, mas quão difícil é conseguir entrar em um
carro?

– Você tem isso? – Pergunto, não querendo que ela pense que eu sou
um completo idiota.

– Estou bem – Ela puxa a porta fechada e senta–se com sua bolsa no
colo dela. Ela dobra suas mãos, olhos fechados. Ela está rezando? Porque eu
não posso lidar com uma garota super religiosa. Não posso ter alguém que
está tentando me mudar. Eu fui bastante explícito sobre isso com Monique.
Everly nem olha para mim, mas eu assisto sua lenta inspiração e
expiração quando eu ligo o carro.

– Está com fome? – Pergunto, saindo do estacionamento do aeroporto.

– Hum. De certa forma. Quero dizer, sim.

– Eu acho que tem sido um longo dia para nós dois. Poderíamos ir para
o hotel e pedir serviço de quarto, assim não temos que conversar com um
monte de pessoas ao redor.

Ela inclina a cabeça e ajusta os óculos dela. – Hotel?

– Sim, vamos ficar no Hotel Captain Cook.

– Oh. Pensei que iríamos para sua casa.

– Temos que ficar aqui. O tribunal não está aberto, em um domingo.


Vamos amanhã e depois vamos para minha casa depois disso.

– Mas ... – ela franze a sobrancelha, em seguida, para. Balança a cabeça.


Como se ela, literalmente, não pudesse tomar uma decisão sobre o que ela
quer dizer.

– O que? Apenas diga.

– Por que ficar em um hotel. Por que não em sua casa?

– Temos que ir de avião para minha casa. Mas precisamos ir até o


fórum aqui. E falar com meu advogado, também.

– Oh. Tudo bem. Eu nunca estive no Alasca, então acho que tenho
muito a aprender.

– Mas você quer estar aqui? – Eu dou uma olhada para ela. Não tenho
interesse em levar uma mulher contra a vontade dela.
– Sim.

Ela não oferece nada mais, então eu também não.

Nós dirigimos em silêncio pelos quinze minutos que leva para chegar ao
hotel e caramba, eu pensei que eu fosse um homem de poucas palavras. Esta
menina se fechou e está assustada como um rato.

Fomos verificar com o manobrista, e eu pego minha bolsa do banco de


trás.

– Você precisa todas essas malas para uma noite?

– Não, só a pequena. – ela diz, e eu pego para ela.

Poucos minutos depois estamos no elevador indo para a suíte na


cobertura. Do lado de fora da porta do quarto de hotel, eu passo o cartão de
acesso e mantenho aberta a porta para ela.

Ela não se move.

– Qual é o problema? Não quer vir comigo?

– Eu não disse isso.

– Então, o que? – Não gosto de ficar do lado de fora da porta do quarto


de hotel como se precisasse implorar a esta menina para entrar comigo.

– Nunca estive em um hotel com um homem antes.

– Foda–se, Everly, se estamos fazendo isso é melhor se acostumar a ter


um homem por perto.

– Eu sei. – Ela inala, levanta a bolsa no ombro e entra no quarto. Não


me olhando, não adicionando quaisquer fatos relevantes. Apenas entra na
suíte.
Maldição... ela nunca esteve num quarto de hotel com um homem. Isso
significa que ela nunca esteve com um homem em tudo?

Porque, inferno — se for o caso, Monique precisa de um maldito


aumento.

Everly já está assustada e oprimida, a última coisa que quero fazer é


afastá–la.

Eu coloco a mala para baixo e atiro meu saco na cama king–size. Eu


acho que eu preciso conhecer essa garota. Mas ela fica olhando pela janela,
de costas para mim.

Droga, ela tem uma bela, redonda bunda. Ela tem curvas incríveis, um
corpo forte. Adoro uma mulher assim, com um pouco de carne em seus ossos,
algo em que realmente posso cravar meus dentes. Meu maldito pau se contrai
novamente, e meus olhos batem na cama.

– Everly? – Eu vou atrás dela, mas fico a alguns centímetros de


distância. Na minha cabana, eu caço minha comida, e eu sei quando parar,
para não afugentar um animal. Everly não é diferente. Um movimento brusco
meu, e ela pode correr pela porta, arisca como uma corça. – Vamos comer.
Estou morrendo de fome.

A cobertura é grande. Uma mesa de jantar para dois, um conjunto de


sala de estar e televisão. Um banheiro com uma banheira de hidromassagem
e aquela cama enorme. Porra, é maior que a minha cabana.

Eu busco o menu de serviço de quarto e sento no sofá. Minhas botas


estão imundas e eu as tiro antes de colocar meus pés em cima da mesa de
café.

– Você vai sentar e escolher algo ...?

Ela se senta ao meu lado, e eu juro que ela está tremendo.


Aterrorizada. Faz–me sentir uma merda. Eu sou realmente tão assustador?

– O que você gosta? – Pergunto – Estou tendo um hambúrguer e


batatas fritas. Inferno, talvez dois hambúrgueres. Não comi o dia todo. –
Normalmente sou um cara de bife com batatas, mas droga, quando estou na
cidade eu não posso deixar passar a oportunidade para ter alimentos fritos.

– Um hambúrguer parece–me bem.

Balanço a cabeça, em seguida, faço o pedido. – E uma garrafa de vinho


tinto e um balde de cervejas. – Digo ao restaurante.

Desligando, percebo que não sei nada sobre Everly, e isso precisa
mudar. Olhei para ela no aeroporto, salvando–a de uma queda, me fez querer
tomar conta dela.

Agora, ela precisa de algum amor à moda antiga. E eu sou o homem


para dar isso a ela.

Vou alimentá–la e, em seguida, vou despi–la. Então vou reclamá–la


como minha.
EVERLY

Depois que Silas pede a comida, sinto aumentar a pressão. Seus olhos
passam sobre meu corpo como se ele me visse como uma coisa que ele quer.
Algo que ele precisa.

E se ele tentar fazer alguma coisa, se tentar me beijar? Eu sei que na


teoria é o que estou me preparando para fazer com ele e muito mais. Mas na
verdade, fazê–lo, ir com tudo com ele?

Saio do sofá antes de eu perder o fôlego, eu vou ao banheiro para


chamar Delta ou Amélia. Não me lembro de quanto tempo eram seus voos de
ligação, mas talvez nos últimos noventa minutos uma delas pousara e podem
conversa.

Eu disco Delta primeiro, mas vai direto para a caixa postal. Quando o
telefone toca para Amélia, ligo a torneira e o ventilador para Silas não pode
me ouvir.

– Everly? Está tudo bem? – Amélia pergunta.

– Está tudo bem. Quer dizer, eu estou no banheiro sussurrando agora,


mas ele não é como um louco assassino ou qualquer coisa. Mas ouça, você
está bem? – Posso estar à beira de um colapso, mas estou igualmente
preocupada com minhas amigas e seus futuros maridos.

– Bem, acabei de chegar e estou esperando meu cara. Ele está atrasado
para encontrar sua esposa. Isso é um mau sinal? –indaga. – Sinto que é um
mau sinal.

– Não. Quer dizer, poderia ser 1 milhão de coisas – Garanto–lhe.

– Tenho certeza de que você está certa. Mas eu acho que não tenho
serviço de celular para onde estou indo. O cara do meu lado durante o voo
literalmente riu de mim quando perguntei se havia um Starbucks no
aeroporto em que estávamos voando.

– Lá não há um?

– Não há nada. Tipo, nem sequer há um terminal. O que é meio


assustador, mas, quer dizer, é uma aventura. E Derrick pode se fuder por me
ferrar.

A borda em sua voz e o fato dela mencionar o ex no mesmo dia que ela
vai encontrar o marido dela, não é bom.

– Querida, honestamente, eu vou ficar bem – ela diz. – Eu queria isso.


Mas bem, Everly? O seu homem é bom?

– Ele parece ser legal. E ele está sendo um cavalheiro. Estamos


esperando pelo serviço de quarto. Aparentemente temos que pegar um avião
para chegar ao seu lugar depois de irmos ao tribunal amanhã.

– Acho que todo mundo leva aviões para dar a volta no Alasca.

– Sim, acho que provavelmente devia ter pesquisando um pouco mais


antes de nós virmos. – Eu suspiro, sentada na tampa do vaso sanitário. – Mas
se ele é bom não é o meu problema.

– Qual é o problema então?

– Amélia ... ele é tão bonito

Eu a ouço rir, cobrindo a boca, e então ela me dá um gigante “Ah” –


Querida, só vc mesmo. Você é a melhor garota que eu conheço, tão útil,
sempre cuidando de mim e Delta, e esse cara tem sorte de ter você.

– Eu não sei. O nome dele é Silas e ele parece como um modelo


masculino. Sinto–me tão gorda e burra, e então eu pedi um cheeseburger
para jantar. Eu devia ter, tipo, uma salada.
– Menina, cala a boca. Você é linda. Divirta–se hoje à noite. Torne isso
uma noite que nunca vai se esquecer, não em uma noite que pretende
apagar. Tenha umas taças de champanhe e seja boba. Não leve tão a sério.

– É minha vida, Amélia. Isto é sério.

– Você diz que não pode escrever um romance, porque você não viveu
a vida? Bem, aqui está o seu primeiro capítulo, querida. Faça algo louco. Tipo,
tire a roupa e saia do banheiro e pergunte se ele quer a sobremesa antes do
jantar.

– Eu nunca poderia fazer isso.

– Há algumas semanas, você imaginou que iria casar amanhã?

– Não.

– Isso me diz que é mais corajosa do que você pensa.

– Você acha mesmo que tirar minha roupa e só ser como, Oi querido, é
uma boa ideia?

– Ele é realmente tão quente como você diz?

– Ele é mais quente que Jon Snow e Channing Tatum combinados.

– É uma combinação muito estranha, mas, hum, eu vou com ele – diz
Amélia. – Se ele é tão quente, Everly, leve o que quiser. Quer dizer, você está
indo para ser sua esposa, pode também mostrar–lhe que tipo de garota você
é.

Eu reviro os meus olhos. Foi uma má ideia de chamá–la. Ela não


entende, não entende o quão difícil isso é.

– Eu sou uma virgem nerd, Amélia. É o tipo de garota que eu sou.

Ela suspira. – Você já leu bastante romances para saber que eles
adoram virgens. O que mais amam?

– Eles adoram garotas que os deixam tomar as rédeas.

– Bom. Porque, querida, você não tem uma infinidade de experiência.


Deixe–o mostrar. Ele vai gostar. Oh, merda. Acho que meu marido está aqui.

– Você o vê?

– Apenas um caminhão. Bom. Eu te amo. Vá fazer sexo. Vou me


encontrar com meu homem.

Eu desligo o telefone e desligo a torneira. Eu ouço a entrega da nossa


refeição pelo serviço de quarto e penso sobre o meu próximo passo.

Se tirar a roupa agora, a comida vai esfriar e parecia que Silas estava
com muita fome. Quer dizer, ele ordenou dois cheeseburger de bacon.

Eu vou ficar nua depois de comer. Sim. Isso é o que vou fazer. Vou
tomar uma taça de vinho e relaxar e então ficar boba, como Amélia sugeriu.

Pisando fora do banheiro, sinto meus olhos se alargar quando olho


Silas. Minha boca fica seca, meu núcleo se aperta. Ele tirou a camisa,
revelando o conjunto mais firme de abdômen que já vi. Ele está em um par de
jeans baixo, e o V em sua pélvis faz com que meus olhos se demorassem na
protuberância em suas calças.

Ah, meu Deus. Não quero mais esse cheeseburger na minha boca.

Eu quero outra coisa inteiramente.


SILAS

Claramente, ela foi no banheiro para fazer um telefonema, e eu


entendi. Ela está oprimida, e eu preciso dar tempo a ela. Mas também quero
dar–lhe outra coisa.

Ela fica paralisada na soleira da porta do banheiro.

– Você está bem? – Pergunto, levantando uma sobrancelha. – O jantar


está aqui.

– Você tirou sua camisa – Ela diz, depois morde o lábio. Ela pende a
cabeça. Fica vermelha feito uma beterraba.

Eu rio. Essa garota é sexualmente reprimida ou alguma coisa parecida, e


eu preciso ajudá–la a sair de sua zona de conforto.

– Vamos jogar um jogo – digo, caminhando em sua direção.

– Nós vamos? – indaga, levantando a cabeça dela.

– Sim e talvez quando terminamos de jogar você não estará tão


assustada. – Diminuo a lacuna entre nós, nossos corpos a centímetro de se
tocarem. Eu me inclino para baixo, exalando suavemente no ouvido dela.

Ela toma uma respiração profunda. – Qual é o jogo? – ela sussurra.

Coloco minha boca contra a orelha dela. – Vinte perguntas.


A elevação do peito dela me deixa excitado. Eu posso ver o contorno
dos mamilos dela através de sua camisa de algodão, e eu quero apertar minha
boca contra eles, também. Mas eu me afasto, conhecendo um pouco Q & A6 ,
é o que Everly precisa para se sentir à vontade.

– Sente e coma, e vamos jogar nosso jogo.

Ela segue meus passos e começamos nossa refeição.

– Uma pergunta: Quantos anos você tem? – Pergunto.

–Vinte e dois. Você?

– Vinte e sete – Eu abro uma lata de cerveja e tomo um gole. Droga, eu


percebi, há um monte de perguntas, que quero fazer. – De onde vêm?

– Portland, Oregon. Me formei na faculdade há algumas semanas. – Ela


mergulha uma batata em um pouco de ketchup e a vejo abrir a boca e dar
uma mordida. Seus lábios são cheios e carnudos. Eu quero devorar essa boca.

Mas agora tenho que falar. Perguntas fáceis fazem o truque. – Você já
veio para o Alasca?

Ela balança a cabeça. – Nem uma vez.

– Filme favorito?

– Orgulho e preconceito. A versão da BBC. Você?

Sabia, desde que ela tem todos esses livros, que ela escolheria um filme
romântico.

– O Poderoso Chefão – Eu lhe sirvo um copo de vinho e então o


estendo para ela. – Vermelho ou branco?

– Vermelho – Ela sorri, pegando a taça de mim.


6
Perguntas e Respostas
Ah, olha, ela está se soltando.

– Com quem estava falando no banheiro?

Ela engasga com o vinho, mas rapidamente se recupera. – Hum. Um


amigo.

Um amigo? Que raio de resposta foi essa? Ela tem um cara que
Monique não sabia?

– Você tem um homem esperando por você em algum lugar? – Eu sei


que minhas palavras me traem, mas a ideia de Everly ter alguém me irrita.
Nunca pensei em mim como um homem ciumento, mas foda–se, meu sangue
ferve no pensamento das mãos de um homem sobre suas curvas. De outro
homem sussurrando no ouvido dela.

– O quê? – Seus olhos verdes confusos – Eu? – Então ela ri. – Hum, não.
Não há um cara. Em nenhum lugar. Nunca.

Eu relaxo. – Então com quem estava falando?

– Minha amiga Amélia. Amélia, e minha outra melhor amiga Delta


voamos juntas até Anchorage. Todas as três de nós se inscreveram para
sermos noivas por correspondência. Juntas...

Suas palavras param. Talvez ela não goste da ideia de ser uma noiva por
correspondência, mas é interessante que ela se inscreveu junto com suas
amigas. Faz–me questionar a sinceridade dela sobre tudo isso.

– Você assinou como uma piada ou algo assim?

– Não, Silas. Não é assim. Quer dizer, eu não posso responder por Delta
e Amélia, mas para mim? Eu....

– Você o que? – Eu pergunto a ela.


Ela está longe, como se envergonhada. – Eu nunca estive com um
homem antes. E não me imagino namorando e me preocupando sobre o que
o cara gosta em mim ou não. E além do mais, fico tão nervosa e com língua
presa com os homens.

– Você não parece com a língua presa agora.

– Bem – Ela dá de ombros timidamente. – Amélia deu–me uma


conversa estimulante.

– Ah, sim? – Eu sorrio para ela, amo este lado vulnerável de Everly.
Desde o aeroporto, ela parece estar escondida atrás de seus óculos, sua falta
de palavras e sua insegurança.

Mas, droga, ela não tem nada a ser insegura. Ela é adorável naqueles
óculos de tartaruga, e seu cabelo castanho suave está praticamente
implorando para eu passar os meus dedos através dele.

– Então que conversa foi essa?

Ela suprime um sorriso, tomando mais um gole de vinho. – Não ria


quando eu disser.

– Não vou rir de você.

– Ela me disse para superar meus nervos em estar aqui com você — um
cara que é muito mais bonito do que eu esperava — tirar todas as minhas
roupas e sair do banheiro. Pegar você desprevenido.

Não pude deixar de rir. Pouso a minha cerveja, eu inclino–me em minha


cadeira. – Bem, o que diabos aconteceu, mulher? Você parece muito bem
coberta agora.

Ela balança a cabeça, gemendo. – É estúpido, na minha lógica. Eu


pensei que você estava com fome, e que você não queria esperar para comer.
Passo minha mão pelo meu maxilar, meu pau duro como inferno,
imaginando ela despida e saindo para me surpreender.

De pé, eu a puxo de sua cadeira, tiro o cabelo de seus olhos e seguro


seu rosto em minhas mãos.

Então eu a beijo. Duro. Sua boca se abre e eu pressiono minha língua


dentro dela. Ela geme quando aprofundo o beijo, e meu corpo está vivo,
lembrando como se sente ao ter uma mulher em minhas mãos.

Nós separamos. Ela está ofegante, seus olhos pesados com desejo. Com
o calor. Com querer.

– Garota – digo–lhe – Não preciso de comida quando eu posso ter você


em vez disso.

Então a puxo para outro beijo.


EVERLY

Hum. Então acho que não estamos jogando vinte perguntas mais.

A boca dele está na minha de novo, seus lábios tão macios. Suas mãos
segurando meu rosto. Suas mãos são tão grandes que estou literalmente na
mão dele.

O beijo se aprofunda, e meu corpo responde se pressionando contra


ele. Claramente seu corpo está respondendo, também. O pau dele está contra
minha barriga, e cada polegada do meu corpo sente a pressão dos arrepios,
está vivo, como a língua que se une com a minha.

Ele cheira tão bem, como o solo, cedro e o ar fresco. Inspiro, tremendo,
com medo de que eu perca meu equilíbrio, porque ele respirando é como
uma dose extra de oxigênio: quase em demasiado e me deixa tonta.

– Você está bem? – Ele puxa para trás, seus olhos claros mais escuros
agora, como se capaz de mudar de cor com a mudança de humores. Passamos
de zero para totalmente carregados.

– Bem, estou só estou um pouco tonta. – Eu tiro meus óculos — não


preciso dele o tempo todo de qualquer forma — e coloco minhas mãos sobre
meus olhos.

– Cansada?

– Não estou cansada, só... Ufa, Silas. Quero dizer. – Eu aponto entre
nós, acenando com a minha mão. – Isto é, tipo, muita coisa para levar.

Ele inclina a cabeça, torso nu, zombando de mim. Suas calças cheias me
implorando. E os olhos dele me perfurando.

– Foi seu primeiro beijo, Everly?

Vejo a dica de um sorriso no canto da boca dele, mas não um sorriso


julgador. Um esperançoso? – Isso te faria feliz, Silas? – Pergunto. – Saber que
é o primeiro beijo da sua noiva por correspondência?

– Raios, sim faria – ele diz, levando a bainha da minha camisa e


levantando-a sobre minha cabeça. Instintivamente levantei meus braços e o
deixei escorregá–la para fora.

Meus seios estão cobertos com um sutiã de renda vermelho. Delta me


fez comprar lingerie para usar na noite do casamento patrocinado por
Monique. Compramos tantas calcinha e sutiã possíveis, mesmo que eu
quisesse gastar meu dinheiro para comprar livros da minha lista de desejos da
Amazon.

Mas agora estou feliz, que eu escutei minha amiga mais experiente.
Sinto–me bonita diante de Silas, e apesar de que minha primeira inclinação é
abaixar as mãos e cobrir minha barriga, eu não faço.

Ele se ajoelha, desabotoa minhas calças e a tira, até que estou sem
nada, além da calcinha vermelha. Não adianta esconder minha barriga agora,
quando estou completamente exposta diante dele.
Com o rosto perto de meu monte, não posso ajudar além de ronronar
ligeiramente, querendo que ele faça coisas comigo com as quais apenas
sonhei.

– Você foi meu primeiro beijo – eu admito, lambendo meus lábios,


olhando nos olhos dele.

– Eu vou ser seu primeiro de tudo – ele diz com voz áspera e profunda
que me faz esquecer de respirar. – Mas não esta noite. Estou esperando até
amanhã para levá–la. – Ele agarra minha bunda nua com a mão. – Você vai ser
uma virgem na noite de núpcias

Olhei para baixo para ele, observando enquanto ele planta beijos nas
minhas coxas, a boca tão perto de minha buceta que a tela inexistente da
tanga está encharcada com meu desejo.

– Então esta noite ... só vamos para cama? – Pergunto, sabendo que
pareço desesperada, mas neste momento não me interessa. Agora, eu só
quero mais.

Ele olhou para mim, sorrindo. – Oh, menina, não vamos dormir ainda.

– Mas?

– Não vou explodir sua cereja, mas tenho a certeza como o inferno que
vou te fazer gozar.

Ele se indireita e levanta–me em seus braços, me colocando na cama.


Em seguida, ele conecta os polegares sobre o cós da minha minúscula calcinha
e desliza-a sobre minhas coxas, até aos pés, revelando minha buceta recém
descoberta.

Parte de mim quer enterrar–me debaixo dos lençóis no embaraço, mas


uma parte maior, a parte que foi despertada para a ideia de estar com um
homem como Silas, quer ser expor assim ... Quer que Silas tome o que ele
precisa.

– Você é tão linda, Everly – ele diz, sua voz tão baixa que mal consigo
ouvi–lo.

A palma da mão pressiona contra meu monte, e minha buceta nunca foi
tocada assim antes. Nunca foi coberta com a força de um homem, com o
poder de um homem — e sei que Silas é esse tipo de homem. Seu corpo é
musculoso do trabalho duro, e ele tem o rosto barbudo de um homem da
montanha.

Minha cabeça repousa contra o travesseiro e quando Silas prensa a


boca em minha buceta, eu acho que eu vou desmaiar. A tontura retorna
enquanto ele planta beijos na minha entrada.

Ele pressiona suavemente minhas coxas para baixo, e eu inalo


agudamente no estado vulnerável, em que estou. Minha buceta está diante
dele, e nada está entre nós. Seu rosto desce pela a minha abertura, sua língua
lambendo minha fenda para acima e para baixo e para cima e para baixo.
Sinto–me cheia de prazer.

Entra a ponta da sua língua em minha buceta, e suas mãos abrem meus
lábios habilmente, quando ele começa a sugar contra meu clitóris latejante.
Eu me toquei, mas nunca foi assim, nunca capaz de realmente entender o
quão incrível poderia ser o prazer que eu poderia dar ao meu corpo.

Silas sabe o que ele está fazendo. Ele suga duro minha buceta, dois
dedos esfregando círculos em minha entrada. Sinto minhas coxas cerrar,
tentando fechar, mas sua força os pressiona para baixo, como se ele soubesse
que parar agora é uma má ideia.

E ele está certo, porque quando ele pressiona dois dedos dentro de
mim, suavemente alargando minha buceta, então ele os coloca contra meu
ponto G, eu gemo alto, sobrecarregada com os seus dedos contra mim, tão
apertado e tão bom.

– Silas, oh meu Deus, eu acho, não posso... Ah. – E então eu derreto em


uma poça orgásmatica, meu núcleo balança como se ainda estivesse excitado,
minha buceta enche sua mão com a minha libertação, eu estou inundada em
prazer, intoxicada. Meu corpo está encharcado de calor.

Quando finalmente paro de tremer — quando meus dedos se


desdobram e eu tomo fôlego — eu corro meus dedos sobre seu cabelo
quando ele paira acima de mim. Posso senti–lo assistindo quando os meus
olhos vibram.

– Não vamos parar – digo–lhe, de repente capaz de imaginá–lo dentro


de mim de uma forma que eu não podia ter até algumas horas atrás.

Ele balança a cabeça. – Hoje não, Everly. Você veio aqui uma virgem, e
não vou tirar isso até que seja minha mulher.
SILAS

Eu cuido do meu tesão no chuveiro quando Everly cai no sono. Eu não


duro muito, tudo em que eu preciso pensar é sobre a buceta e os seios
perfeitos de Everly. Peitos que eu realmente quero apertar meu pau entre
eles e vir em todos os lugares, mas é claro não disse isso a ela.

Meus desejos podem ser mantidos quietos até mais tarde. Quando ela
for minha esposa, eu vou lhe mostrar como fode–la, e com certeza não vou
ter nenhum problema de lamber a sua buceta bonita, tanto quanto ela gosta.

Eu sei que eu poderia ter dormido com ela — ela estava implorando e
claramente querendo — mas que droga, eu sei o tamanho do meu pau.
Apenas um olhar na sua pequena buceta perfeita, e eu sei que vai ser
apertado.

Acho que não poderia lidar com choro na cama no mesmo dia que a
conheci.

É melhor assim. Vou levá–la ao tribunal e fazer as coisas oficiais e


depois trazê–la para minha casa, do meu jeito e a colocarei em cima do meu
pau e a ensinarei como montá–lo da melhor maneira possível.

Ah, ela estava tão molhada, veio tão rápido, que não vejo a hora dela vir
novamente. Este serviço de correspondência não é brincadeira se estas são os
tipos de mulheres que Monique oferece a seus clientes. Uma virgem com uma
buceta perfeita e um lindo par de seios?

Nós vamos estar no maldito tribunal no raiar do dia. Não vou deixar
essa garota ir embora.

Na manhã seguinte, nós tomamos banho e nos vestimos discretamente.


Everly não está falante, e mal nos conhecemos para fazer muita conversa
fiada.

Também, está claro que ela não é uma pessoa da manhã a propósito,
ela dormiu durante dois despertadores, bebeu dois copos de café e não falava
sobre seu bacon e ovos.

Isso vai ter que mudar muito rápido quando chegarmos à minha
cabana. Os dias são longos e sempre há trabalho a ser feito.

Voltamos ao meu carro, e chegamos ao tribunal às 09:00.

– Eu tenho a licença de casamento – Explico enquanto eu estaciono o


carro. – Só precisamos nos encontrar com o juiz,

Ela fecha o espelho do painel de controle, que ela usou para aplicar o
batom rosa pálido. – Eu pareço bem? – indaga. – Eu devia ter usado lente de
contatos.

– Você está ótima – Reparei em seu vestido de verão rosa luz e cardigã
amarelo pálido.

– Você não tem família que quer estar aqui? – Ela indaga, parecendo
nervosa de repente. Diabos, talvez ela esteve nervosa toda manhã e eu
confundi com estar cansada.

– Eu não tenho família – respondi friamente. – O que acha? Você não


tem família que gostaria de ver que você está se casando?

– Minha família está morta – ela disse suavemente.

– Oh, merda, Everly. Me desculpe

– Por que uma garota estaria bem em morar com um estranho? – ela
indaga, sacudindo a cabeça. – Obviamente, a maioria das garotas não faria
isso.

– Claramente não é a maioria das garotas

Não sei realmente o que ela quer de mim. O arranjo de todo o noivado
por correspondência funciona quando as pessoas não passam meses para
decidir se querem ou não. Funciona quando não há tempo para adivinhar.
Funciona quando ambas as pessoas estão dispostas a arriscar e tentar.

Ele falhará se pensarmos em termos de a maioria das pessoas.

– Tenho certeza que não sou como a maioria dos caras –continuo. –
Não quero a besteira de sair com pessoas. Disse a Monique o que queria em
uma esposa, e ela te mandou para mim. O negócio é bem simples. Eu pago
seus empréstimos estudantis e prometo cuidar de você, você promete ser
minha legítima esposa.
– Muito romântico, certo? – ela diz, um sorriso triste, jogando na boca
dela.

– Você quer romance, Everly? – Eu rio – Eu acho que você se inscreveu


para o show errado, então.

– Você foi romântico ontem... suave.

– Eu ainda sou aquele cara, mas porra, eu não estou brincando aqui. Se
você quer ser minha mulher, andaremos até lá agora, sem questionamentos,
e nós estamos arquivando nossa certidão de casamento.

– Você não tem que ser um idiota sobre isso – ela diz firmemente.

– Eu não sou um idiota. Pergunto–me porque você está levantando está


merda sobre a família e o romance antes de irmos para dentro.

– Não sei nada sobre você. Meu Deus, Silas. Me desculpe, você não tem
família, e é uma droga que a minha família morreu, mas não vê como isso
ainda é um pouco assustador?

– Se está com tanto medo, então sabe o que deve fazer Everly? – Digo,
quase ficando doido. – Então você precisa sair do carro e pegar minha mão e,
porra, confiar em mim nisto. Nunca tive uma esposa antes, e com certeza
nunca imaginei ter uma malditamente tão linda como você.

Os olhos de Everly se ampliam. Ela cobre a boca dela e foda–se, ela está
seriamente rindo agora?

– Porque está rindo? – Pergunto.

– Você foi todo homem das cavernas em mim. Toda proteção é sexy, e
bem, isso foi muito romântico.

– Bom – digo, não cedendo um sorriso ainda. Eu quero que ela saiba
que isto não é uma piada — que ela é minha mulher e eu não estou brincando
com isso. – Porque eu te comprei um anel.

– Sério?

– Que tipo de marido acha que sou?

Eu estico e pego uma caixa preta do porta luvas.

Estendo a mão para ela, e ela olha para ele com cautela.

– É um anel, querida. Não vai te morder.

– Eu sei, Silas – ela diz, atirando–me um olhar irritado. – Mas este é um


momento que eu sempre vou lembrar. É importante para mim, mesmo se
você comprou este anel sem saber meu nome.

Os olhos dela explodem em esmeraldas brilhantes quando ela abre: um


anel de ouro cravejado com um solitário incolor de oito quilates.

Ela o desliza no dedo dela. Um ajuste perfeito.

– Não é prático, eu sei disso. E você não precisa usá–lo todos os dias, ou
para alguma coisa quando chegarmos em casa, mas percebo que essa merda
é importante para as mulheres. E você é minha mulher, então isso é
importante para mim.

Não digo nada mais, porque diabos, eu sou um homem, não um tolo
dominado.

Ainda, não posso deixar de notar o largo sorriso no rosto dela, o fato de
que ela limpa uma lágrima do olho. Não posso ajudar, mas sei que a fiz, porra,
realmente feliz.

Ela pressiona os lábios inchados, macios contra a minha boca, seu


prazer inocente revelou em seus gemidos leves. Quando ela puxa longe o
beijo, só consigo pensar em como quero encher sua buceta virgem.
Sorrindo, eu não posso me ajudar, mas acho que existem maneiras
piores de passar o dia de seu casamento.

EVERLY

A cerimônia no tribunal foi rápida e sem costura.

Eu sabia pela Monique que eu iria assinar um acordo pré–nupcial, o que


compreendo perfeitamente. Silas tem uma fortuna, embora eu não saiba os
detalhes sobre quão grande é.
Antes da cerimônia, assinamos a papelada, e é isso. Eu poderia ter lido
sobre isso mais intimamente, mas o fato é que não trouxe nada para este
casamento exceto algum débito de empréstimo estudantil e duas maletas
com livros.

Então vemos o juiz e oficializamos o casamento. Um momento, eu sou


Srta. Everly Matters e no próximo sou Sra. Everly Sutton. Nós não nos
beijamos. Foi tudo muito formal, com o advogado de Silas como testemunha.

Depois do Tribunal, paramos em um supermercado e Silas obtém várias


sacolas de compras que anteriormente pediu. Levanto minhas sobrancelhas
nisto, porque nunca ouvi falar de alguém fazendo isso — mas então
novamente, nunca vivi com um homem antes.

Não vamos a nenhum lugar mais depois disso, e eu sou grata. Meu
estômago está embrulhado, imaginando onde eu vou morar. É difícil saber
que tipo de lugar Silas é dono.

Ele é áspero e selvagem, mas também sem esforço e não tem problema
em navegar em qualquer um dos encontros que tivemos com o manobrista,
serviço de quarto, o balcão de check–out ou o tribunal. Imagino a sua casa
como uma linda cabana aninhada em uma pequena cidade — mas não muito
pequena — onde todos sabem uns dos outros.

Meu anel brilha quando a luz do sol bate. Nós dirigimos em direção ao
avião, e sinto–me mais contente do que em anos. O casamento foi um caso
mágico, mas é o ponto crucial deste acordo. Escolher ser uma noiva por
correspondência significa que eu vou desistir da ideia de um casamento
tradicional, um romance enlouquecedor, mas quando eu viro minha cabeça,
olhando para Silas, gostaria de saber se o verdadeiro amor pode crescer entre
nós.

Quer dizer, depois de ontem com o Silas posso imaginar essa


possibilidade. Ele me tratou bem, mais do que bem. E mesmo que a nossa
cerimônia de casamento não foi romântica, nosso argumento no
estacionamento nos permitiu demonstrar muitas emoções reprimidas. A
energia sexual entre nós é real, até agora, enquanto ele dirige, eu vejo os
olhos dele passar por minhas pernas e o peguei olhando para meu peito.

E quando chegarmos a casa dele, eu sei que vamos consumar este


casamento, não há dúvida sobre isso. Eu abro a janela, me sentindo toda
quente e perturbada, imaginando a noite por vir.

Estacionamos o carro em um lago, onde um punhado de hidroaviões


estão encaixados.

– O piloto vai nos encontrar aqui? – Pergunto.

– Que tipo de homem você acha que eu sou? – ele tosse, balançando a
cabeça quando ele abre a porta, então caminha até a meu lado,
inesperadamente, abrindo para mim. Aparentemente, agora que sou esposa
dele, ele vai tratar–me diferente. – No Alasca a maioria dos que vivem no
interior podem voar com seus próprios aviões.

– Você é o piloto? – Pergunto, olhando para ele e depois os pequenos


aviões atrás dele. – Tipo, você vai pilotar até a sua casa?

– Minha cabana? Sim. Agora pegue alguns das compras e vou pegar a
bagagem.

Segurando as alças sobre os sacos de papel, eu o sigo para um pequeno


avião amarelo encaixado na borda do lago. Não esperava o avião ser tão
pequeno, o que, está bem, eu posso envolver minha mente em torno disso.
Mas confiar em Silas com minha vida? Quer dizer, eu sei que ele é meu
marido, mas não sei como me sinto sobre ele me pilotar.

– Há quanto tempo você voa?

– Toda minha vida.


Eu ando até a doca em um par de sandálias, e estava tão distraída com
os acontecimentos das últimas vinte e quatro horas que só agora estou
percebendo Silas está em alguma roupa de trabalho — Carhartt jeans e botas
de couro para trabalho, uma camisa de flanela com as mangas enroladas. E
isto foi o que ele escolheu usar no dia do seu casamento.

Olhando para mim, sinto–me exagerada. Meu vestido de verão parece


bobo, meus sapatos impraticáveis. Tudo isso parece ridículo, subir no avião de
um estranho e viver como sua esposa.

Olhando para o meu anel, lembro–me que fui demasiado longe para
voltar atrás agora. Legalmente somos marido e mulher. Já fizemos o
compromisso. E claro, sempre posso deixar, obter um divórcio ou uma
anulação — mas não hoje.

Eu estou com tanto medo, assisto Silas pegar minhas malas pesadas
com facilidade, flexionando seus bíceps quando ele carrega a carga e verifica o
combustível, isso me acalma. Ele levanta seus braços para terminar de
arrumar o avião e seu estômago cinzelado entra em modo de exibição. Essa
tira nua de pele faz o meu coração palpitar e minha barriga revirar.

Pode haver mais coisas do que passar uma noite de núpcias com um
homem como ele.

Ou seja: ser uma sem teto, sem emprego e sem amigas em Portland.

– Pronta para dizer adeus à cidade? – ele indaga, segurando a porta do


avião aberta para mim, segurando a minha mão para me ajudar.

– O que você quer dizer? – Subo no banco do passageiro e vejo uma


ligeira carranca no rosto dele.

– Anchorage. Não iremos voltar aqui por um tempo.

– Isso está bem. Estou animada para chegar ao seu lugar. Para começar
a coisa toda.

Ele acena, batendo com a porta fechada e verificando pela terceira vez
de é seguro.

Ele pula na cabana do piloto, como se ele fizesse isso milhares de vezes.
Ele começa o motor, se move em torno de alguns mostradores e ajusta as
engrenagens, e então nós estamos fora.

Silas está no comando no assento do piloto. Seu corpo poderoso enche


tanto do avião que eu já não estou questionando sua habilidade de pilotar
essa coisa. Tudo nele exala confiança e habilidade. Eu confio nele com isso.

São só as outras coisas que estão começando a me oprimir. Ou seja,


que eu sou na verdade a esposa dele.

Eu tento respirar, mas é difícil. Se meu coração estava palpitando antes,


está batendo completamente agora. Meu estômago revira e minhas mãos
seguram firme a maçaneta da porta até que meus dedos ficam brancos.

– Você está bem? – Ele indaga em voz alta, por causa do barulho do
motor. Eu não confio em mim para formular palavras coerentes, então só
balanço a cabeça e foco em não ficar doente.

Não porque estou enjoada, mas porque olhando pela janela para o
majestoso Lago, enormes árvores verdes, montanhas com suas tampas de
neve brilhante e o sol brilhante, não posso me ajudar, mas acho que isto tudo
não me faz sentir em casa.

Casa. Não é como se eu tivesse uma desde que meus pais morreram,
desde que meus avós morreram alguns anos depois. Eu escolhi vir aqui e fazer
um novo lar para mim. Uma nova vida. Mas enquanto nós voamos mais longe
de Anchorage, instala–se a verdade do que eu fiz no meu peito, e dói, essa
percepção.
Eu estou voando longe de tudo que já conheci, dizendo adeus a uma
vida que eu nunca me dei a chance de ter.

Espero que Delta e Amélia estejam bem. Nenhuma delas atendeu seus
telefones esta manhã, e eu deixei mensagens, deixando–as sabendo que as
amava e esperava que estivesse tudo certo, mas talvez elas não tenham sinal
onde moram seus maridos.

Ontem à noite, quando Silas abriu minhas pernas, eu podia ver a


possibilidade de abrir meu coração para ele, mas agora sinto partes minhas
fechando novamente. Lágrimas fluem pelas minhas bochechas e eu viro–me
para minha janela enquanto eu limpo as lágrimas, não querendo que Silas as
veja. Preciso ser corajosa, ser forte.

Mas enquanto nós voamos, torna–se claro que vamos a algum lugar
remoto, um local isolado. Não há nenhuma cidade. Voamos sobre florestas
densas, sobre enormes lagos.

E então começamos a aterrissar.

Silas manobra o avião sobre a água cristalina, até a semelhante doca de


Anchorage, exceto que não há nenhum outro avião aqui.

– Não te matei – Ele ri.

Elevo os meus olhos. – Não achei que você iria.

– Você parecia apavorada, Everly. O voo inteiro, você estava pálida


como um fantasma.

– Foi umas grandes vinte e quatro horas. Eu só quero descompactar e


instalar–me.

– Bom – Os olhos dele ficam nos meus, hesitando em algo.

– O quê?
– Nada – Ele me ajuda a sair do avião e descarregamos na doca. Ele tem
um carro grande no final do cais, e nós o enchemos com as nossas coisas.

Antes que ele feche a porta para o avião, ele pega um rifle na parte de
trás do mesmo.

– Você carrega uma arma? – Pergunto, balançando a cabeça.


Aparentemente eu estava tão oprimida pelas opiniões quando nós voamos
que eu não percebi o rifle.

Silas dá–me um olhar de soslaio, balançando a cabeça como se eu fosse


uma tola. – Claro que sim, Everly. Você nunca sabe que tipo de emergência,
você pode encontrar aqui. Pelo o menos, até que eu te ensine a atirar, não
precisa andar por aí sozinha. Há um monte de ursos aqui.

Eu me arrepio com suas palavras, não gosto que me digam o que eu


posso ou não fazer. Ainda, um calafrio percorre minha espinha ao pensar em
me cruzar com um urso na natureza.

Eu o sigo fora da doca, observando como absolutamente tranquilo é


aqui. Como é completamente parado. Não acho que já estive em algum lugar
tão silencioso.

O lago está vazio. Ninguém está andando de barco ou esqui aquático ou


pescando e eu me pergunto onde mora o seu vizinho mais próximo.

Nós fazemos nosso caminho por um caminho bem definido através da


floresta, e quando ele para e olha para cima.

– Bem–vinda, Everly

Meus olhos se ampliam enquanto eu absorvo ... Nem sei como chamá–
la. Uma choupana? Uma cabana de caça? Um casebre?

Não sei o que chamar este lugar, mas certamente não é um lar.
SILAS

Eu estou na cabana, chegando para abrir a porta, antes de eu perceber


que ela não está mais me seguindo.

– Há algum problema? – Pergunto.

Juro que fui um perfeito cavalheiro todo o dia. Dei–lhe o maldito e inútil
anel, abri a porta, e peguei umas garrafas de vinho para ela na mercearia. Eu
me comprometo a não a irritar no primeiro dia que somos casados.

Mas caramba, ela chorou no passeio de avião, embora ela tentasse


escondê–lo. E agora ela está aqui, congelada. Pode ter alguns anos desde que
tive uma mulher, mas que merda, eu não me lembro delas agindo assim.

– Onde estamos? – Everly pergunta.

– Na minha casa – Tento não soar irritado, mas eu sei que minhas
palavras são curtas. Indo para a abordagem de novo, bom marido, adiciono. –
Bem, nosso lugar.

– Não entendo – ela diz. – Soube que você era ...

– Era o que? – Eu balanço a cabeça, não entendendo onde ela quer


chegar.

– Rico? Tipo... com o acordo pré–nupcial e tudo mais, parecia que você
era... e Monique disse que os clientes dela tinham fortunas... não... – Ela
aponta para a cabana, deflacionada. – Isto.

– Isto é sobre dinheiro? – Eu balanço a cabeça, instantaneamente


chateado.

Talvez tenha lido a doce, sexy, e genuína Everly tudo errado. Talvez ela
seja tão ruim quanto aquelas meninas da cidade que querem dias de spa e
personal shoppers. Pensei que era outra coisa. Pensei que ela era a mulher
para mim.

– Não é o dinheiro, exatamente, mas... Silas, isto é uma cabana rústica.


Não a casa de um milionário. – Ela acena as mãos como se tentando
esclarecer as coisas. – Não que eu precise de um milionário. Ou sequer
procuro. Mas eu achava que tinha casado com um.

Eu caminho em direção a ela, querendo que ela saiba exatamente quem


eu sou e quem eu não sou. Dinheiro não me define, e tenho a certeza que não
preciso de uma mulher que pensa que isso acontece.

– Não sei o que Monique disse a você, mas esta é minha casa. Eu vivo
nesta terra, e eu vou morrer nesta terra. E eu preciso que minha esposa
entenda isso.

Ela engole e eu uso o dedo para levantar o queixo dela, assim ela me
olha nos olhos.

– Se esta casa não vai funcionar para você, você precisa me falar.

– Porquê? – indaga. – Se mudaria para outro lugar?

Eu rio. – Você não ouviu o que eu disse? Eu pretendo viver e morrer


aqui. Ficamos em um hotel na noite passada porque tivemos que esperar pelo
tribunal abrir. Mas não espere ser algo muito frequente. Vou para Anchorage
talvez uma vez por mês, no máximo

– Mas a Monique... – Everly morde o lábio, aparentemente


sobrecarregada.

Merda, essa garota nem sequer entrou. Eu poderia agora matar


Monique. Explicitamente disse que precisava de uma mulher que
compreendesse o que significava viver no interior, em uma cabana. É isolado
pra caralho, e que não está mudando.

– Silas, não posso viver aqui. É no meio do nada.

– Isso é o ponto, querida.


Eu me afasto dela. Eu não sou o tipo de homem que vai convencê–la a
ficar, mas merda... Eu não vou levar ela de volta a Anchorage a qualquer
momento, ou em breve. Deixei essa cidade de merda, e eu preciso montar
armadilhas e conseguir pescar. Plantar um jardim — algo que eu esperava a
ajuda dela.

Se ela quer ir embora, posso levá–la de volta em uma semana, mas


tenho a certeza que não vou mudar meus planos para qualquer um.

Antes de entrar na cabana, eu pego algumas sacolas de compras do


carro. Minha irritação com Everly cresce à medida que eu piso na minha
cabana e penduro minha espingarda na parede, em seguida, defino os sacos
de comida no balcão da cozinha.

Eu vivo fora da grade porque quero, não porque eu sou um robô. Foda–
se, não há eletricidade para aquecer a água, para executar o frigorífico e
fogão. Painéis solares, inversores, baterias e um gerador a diesel me impede
de viver como Travis e sua mãe em seu lugar a três milhas de distância. Agora
essa uma família real do interior.

Eu? Eu quero viver nas montanhas e esculpir meu próprio caminho, mas
eu admito que é mais fácil o arranque desta vida com uma poupança. Muita
gente tem que trabalhar mais e mais para obter dinheiro suficiente para sair
daqui do bosque.

Mas para Everly, não saber onde estava se metendo me irrita


profundamente. Monique omitiu algumas coisas dela. A última coisa que
quero é uma mulher que não quer viver esse tipo de vida extrema.

Acabo de colocar a comida que eu comprei, e estou prestes a ir para


uma segunda carga quando viro e vejo Everly de pé na porta, a mala ao lado
dela, pronta para dar seu primeiro passo provisório dentro.

– Você planeja entrar? – Pergunto. – Porque ninguém te obriga a ficar


aqui.

– Eu não sei o que estou planejando fazer, Silas – ela disse, sua voz alta
e apagada.

– Não quero uma mulher aqui contra a vontade dela.

– Sim, eu ouvi você. – Ela balança a cabeça. – Mesmo que eu peça, não
acho que iria entrar naquele avião e me levar em qualquer lugar esta noite.

Ela aperta seus lábios, olhando ao redor da cabana de um quarto, ainda


não dando um único passo para dentro.

– Você está certa sobre uma coisa – digo a ela, pisando em direção à
porta. – Eu não vou deixar essa propriedade por uma semana.

Ela engasga, como se percebendo que ela não tem para onde ir agora.
Sacudindo a cabeça como se ela não acreditasse que isto é a vida dela.

E eu entendo — se ela realmente não tinha ideia que eu vivia assim, eu


iria ficar muito puto, também. Mas não é minha culpa que Monique fez isso
com ela. Não vou mudar quem eu sou e onde moro para Everly. Mas também
não tenho intenção de fazer sua vida um inferno. Existem algumas coisas que
eu queria muito considerar.

Ou seja: ela.

– Então eu sou sua prisioneira? – ela diz. – Certo?

– Você pode chamá–lo do que você quiser – Eu disse, em pé, à sua


frente, bloqueando a entrada. – Mas tenho bastante certeza que eu vou
chamar você de minha esposa.

Eu sei que ela me quer. Ela lambe os lábios, eu poderia arrancar o


vestido dela e ter aquela pequena buceta bonita, minha calça aperta com o
meu desejo.
Ah, vai ver que logo, logo.

– Então agora vou chamá–lo de meu marido – ela suspira, como se


surpreendendo no quanto ela quer tomar o controle.

Eu vou buscá–la. Seus braços seguram em meu pescoço. Ela não quer
largar mais do que eu.

– Muito bem então. – digo a ela, minha voz baixa quando eu olho em
seus olhos verdes profundos. – Mas primeiro, preciso levar minha noiva pela
maldita soleira.

Trago–a para dentro, não incomodado em fechar a porta. O sol está


para fora, as florestas estão escuras e Everly é minha.

Esta terra é minha, esta é minha cabana, e levarei minha esposa a


qualquer momento, por favor.
EVERLY

Quando ele me põe em cima de sua cama, me esqueço de que a


Monique me enganou e que ele não é o que eu queria ou esperava, porque
tudo que consigo pensar é o fato de que ele é exatamente o que eu preciso.

Neste momento. Ele. Eu.

Sim, somos quase estranhos, mas ele também é meu marido e eu


também sou esposa dele. E quero que dê certo, porque eu já me comprometi
com ele.

E se ele vai me carregar nos braços todas as noites, então talvez este
casamento possa melhorar para fora da floresta. Porque agora, sua força
parece ser o suficiente para me livrar do humor mais abominável.

E deixe–me dizer, isso é alguma coisa — porque esta cabana é


deprimente como o inferno.

Então eu não foco no fato de que ele vive num quarto solitário, que é a
pior versão de um apartamento de solteiro que já vi. Em vez disso eu foco em
sua boca quando se inclina sobre mim, enquanto pressiona duro nos meus
lábios, com a língua dele contra a minha volta.

Então fico com aquela sensação de tontura de novo, onde tudo o que
posso fazer é me lembrar de respirar. Indo e vindo. Indo e vindo. Isso se torna
especialmente importante porque ele rosna meu nome. – Everly – ele diz. –
Eu estou reivindicando você como minha, aqui e agora.

Ele tira a camisa, desabotoa seu jeans, arranca suas botas.

Eu assisto, sem palavras, como ele se despe. Eu nunca vi um homem nu


antes, nunca vi um pau. Eu apenas os imaginei. Só li sobre o comprimento e a
grossura no meu Kindle depois de baixar um novo romance.

Mas essas histórias não são reais. Isto é real.

E droga, a coisa real não é nada como a minha imaginação.

Primeiro, a coisa real é maior. Muito maior.

Eu assisto quando Silas coloca os polegares na cintura de sua cueca


boxer, quando ele os puxa para fora, revelando um pau tão duro como rocha,
saindo direto para mim, praticamente implorando para ser tocado, acariciado.

Chupado.

Ufa. Bem, eu nunca vi um antes e já imagino a minha boca em sua


ponta redonda, sua espessura me enchendo até lançar contra minha garganta
quando eu o engolir.

Talvez eu devesse abrandar.

Respire. Indo e vindo. Indo e vindo.

Delta e Amélia tentaram me ensinar sobre o que esperar da minha


primeira vez, mas elas não me prepararam para um homem da montanha, seu
pau sólido, seu abdômen definido, seu cabelo desalinhado e seus olhos azuis
claro e sua barba áspera.

Elas não me prepararam para o Silas.

Bom... Não quero que elas saibam como é estar com um homem tão
selvagem como Silas. Para saber o que é ter suas calejadas mãos deslizando
sob meu vestido, minhas coxas, rasgando a minha calcinha, não quero que
elas saibam o quanto minha buceta escorre quando seus dedos passam sobre
minha bunda, me puxando em direção a sua masculinidade.
Eu o ajudo, jogando meu casaco de lã no chão e tirando o meu vestido.
Ele levanta–o acima da cabeça, deixando–me nua, exceto por meu sutiã
branco.

– Oh – digo, me lembrando da minha lingeri para a noite de nupicias


embrulhado na minha mala. – Vou vestir algo especial para minha primeira
vez.

– Quero você sem nada – ele rosna. Os olhos com fome bebem–me
quando ele desvincula meu sutiã no fecho do centro. – Quero ver seus peitos,
em toda sua glória – Suas mãos empurraram, massageando–os e então puxam
meus mamilos apertados. – Eu quero você nua e quero você pronta. Eu vou
me lembrar da primeira vez que entrei em você para o resto da minha vida,
mas com certeza não vou me lembrar de algumas camisola que você usou.

Ele está certo. Eu vou lembrar como ele sabia o que ele queria e como
ele pegou. Eu vou me lembrar que me queria.

Eu.

Sra. Everly Sutton.

Ele tira meus óculos e define–os na mesa de cabeceira e corre as mãos


pelo meu cabelo, de alguma forma conseguir fazer meu cabelo marrom chato,
parecer bonito. Sinto–me bonita.

E caramba, isso é um feito, considerando a metade do tempo que eu


nem consigo olhar para um homem sem perder a voz.

No entanto, para ser justa, Silas está fazendo eu me esquecer até de


respirar. Repetidamente.

– Você está bem? – indaga, viro a cabeça até dele. Nós estamos ambos
ajoelhado na cama, e o pau dele pressiona contra minha barriga.
Não quero isso entre nós. Eu quero em mim.

– Eu estou. Estou me esquecendo de respirar – Suspiro, minha cabeça


volta a cair. – Você é muito bonito.

Ele me dá um sorriso lento. – Não tem muitos elogios por aqui – ele diz.

– Eu posso imaginar. – Mais uma vez eu ri agudamente, espantada que


esta é a minha vida real. – É muito quieto aqui.

– Mhhhmm – diz Silas, plantação de beijos no meu pescoço, à direita


para baixo para os meus seios. – Mas as coisas irão ficar muito barulhentas
aqui.

– Por que isso? – Peço, perdendo a inibição e saboreando a maneira


que sua boca cobre minha pele, a maneira que ele me puxa para mais perto
para ele, a maneira que o pau dele me excita com tal proximidade.

– Porque, Everly, estou prestes a te fazer gritar.

Ele espanca minha bunda divertidamente, e eu solto um grito, rindo


enquanto ele aperta minha bunda.

– Você é mau, Silas – digo–lhe com gravidade simulada, apontando um


dedo para ele. Ele morde o meu dedo, captura–o entre os dentes e, em
seguida, sugando–o sedutoramente.

Eu nunca me senti tão leve e boba, e estou me comportando como


Amélia disse–me para agir. Gosto de mim. E aqui estou eu, nua, com um
homem que é mais quente que o inferno, em uma cabana na floresta, e eu
estou mais leve do que estive antes.

– Está tomando a pílula? – indaga.

Eu aceno. Estou tomando a pílula há anos por causa de cólicas, mas


pela primeira vez na história, eu usaria isso para evitar a gravidez.
– Bom, porque eu odeio camisinha.

Eu mordo meu lábio, não tenho uma opinião sobre o assunto e grata
que Monique esteve nos testando para se certificar de que estavam
totalmente limpos.

Ele me deita contra os travesseiros, abre minhas pernas e passa as


palmas das mãos largas na minha barriga, até a minha entrada. Olhando para
mim, ele perde o seu sorriso, ele perde a borda da brincadeira, nós estamos
arfando.

O humor muda, e de repente é intenso. Algo que detém uma


profundidade que nunca experimentei com um homem em minha vida. E ele
pressiona o seu pau enorme dentro de mim, enchendo–me, lentamente... e
dói como o inferno. Esta perda de minha inocência e esta queda livre em seu
corpo.

Espero como o inferno que ele me pegue.

Mas a real “des–virginização” ... não é dolorosa. É lindo. Não usei


branco e eu não carrego algo azul, mas pedi algo.

Pedi toda a coragem que pareço ter armazenado para a totalidade da


minha vida. Me empreste a proeza de Delta e me empreste a força de Amélia,
e dou–lhes a Silas.

Dou–lhe tudo.

Eu dei tudo de mim.


SILAS

Não quero magoá–la. Não quero fazê–la chorar. Mas não importa quão
lento vou, sua buceta é apertada e meu pau é enorme, e não se pode negar
que ela derrama uma lágrima.

Mas, caramba, eu a limpo e mexo nela suavemente, meu corpo


pairando sobre o dela enchendo–a. Não entro todo o caminho. Eu sei que é
demais para uma virgem tão pequena como ela.

Em vez disso, vou devagar — e mate–me agora, é a melhor buceta que


eu já tive. Não sei por que essa garota, com seus livros e seus óculos sexy e
seu corpo perfeito e curvilíneo, acabou na minha cama, mas ela é quente e
apertada. Eu a vejo se contorcer debaixo de mim quando eu bato seu ponto
G, devagarzinho. E outra vez.

– Silas, isso é tão bom... é bom demais, é demais – ela geme, seus
dedos cavando nas minhas costas, quando ela se aproxima de seu clímax. Eu
sorrio, adorando a maneira que os seios dela saltam acima e para baixo
quando transo com ela, amo a maneira que seus olhos estão fechados como
se ela visse uma luz.
– Você vai gozar, não é, garota? – Vou mais rápido, sabendo que ela
está tão perto, tão pronta.

Meu pau está pegando fogo, pronto para vir dentro dela até ela chorar.
Pronto para vir dentro dela até que sua buceta se encha com meu gozo, até
que sua buceta implore por mais.

Eu sei que vai.

– Oh, oh, Silas. Ah ... – ela chora, treme sob meus pés, seu orgasmo
envolvendo–a.

A enchi com minha libertação, amando o fato de que ela é minha


esposa e sua buceta é preenchida com meu gozo. Não quero ninguém tendo o
prazer de sua buceta, além de mim.

Eu recupero o fôlego, passo a mão pelo cabelo, e olho para aqueles


olhos como joias.

– Bem, isso foi divertido – ela diz, um riso escapa de sua boca. Ela
morde o lábio, instintivamente puxando para trás aquele som perfeito.

– Não vá embora na primeira oportunidade? – Talvez seja injusto pedir


a ela agora, quando apenas consumamos nosso casamento e meu pau ainda
está em lá, mas não consigo evitar.

Ela engole, dizendo tudo com sua longa pausa.

Está brincando merda?

Finalmente, ela diz. – Isto não é o que eu esperava.

– Certo – Eu rolo dela, não estou interessado em implorar para dizer


algo diferente.

– Silas, não. – ela disse, agarrando meu cotovelo.


– O quê? – Eu me encolho, de pé, puxando minha calça jeans. – O que
você quer dizer?

– Não sei – Ela senta, puxando o lençol em torno dela, as pernas


dobradas abaixo.

– Isso não é suficiente para mim, Everly. E eu acho que você sabe. Está
com muito medo para dizer...

– Não tenho medo – Ela se senta reta, seus ombros e seus olhos
focados. – Saí com você, um estranho. Eu assinei meu nome e tornei–me sua
esposa e dei–lhe minha virgindade. Eu não tenho medo.

– Então, qual é o problema? – Eu puxo uma camisa, sabendo que tenho


muito que fazer aqui, depois ter ido por vinte e quatro horas. Não estou
interessado em ficar sentado discutindo se o que essa garota tem é ou não é
medo, se ela fica ou se ela quer ir.

Não me inscrevi para essa merda. Eu me inscrevi para uma noiva que
queria viver nas montanhas comigo. Inscrevi–me para uma mulher que
poderia viver na natureza.

Não isso. Não para uma garota como Everly.

E, caramba, é uma pena. Porque além do fato de que sua buceta é a


coisa mais doce que já provei, a buceta mais apertada que eu já preenchi,
quando eu a vi no aeroporto eu jurei que ela seria minha.

Mas muita coisa pode mudar em um dia.

– O problema é que Silas — e eu sei que parece malcriado ou o que


quer que seja, mas vamos lá — não achava que onde você morava era um
barraco. No meio do nada. Isto é mais do que eu esperava.

– Bem, isso é o que te ofereço, porra, Everly. É pegar ou largar.


Ela morde os lábios dela, totalmente lixados. – Mas não até que você
aceite voar e sair daqui certo? – Ela diz olhando para as mãos dela. – Estamos
de volta para onde estávamos, antes de você me pegar em seus braços e me
carregar para a cama. Estamos onde começamos.

Eu cruzo a geladeira e pego uma cerveja. Abro, e tomo um longo gole,


em seguida, olho para ela. – Eu não vou ficar aqui e lutar com você até a
próxima semana. Eu tenho trabalho a fazer.

Deixo a cabana pela porta dos fundos, pego um machado e sigo para a
floresta para cortar uma árvore filha da puta.

Eu queria uma noiva por correspondência para evitar as besteiras de


uma garota da cidade que era exigente e não aberta para isso. Essa foi à razão
solitária, que eu me inscrevi com o serviço de Monique em primeiro lugar.

Mas quando eu ando na floresta, vejo como fodido essa ideia foi. Eu
tenho uma esposa com quem não posso fazer uma vida.

Então como é que vamos funcionar?


EVERLY

Depois de puxar a minha roupa, procuro no minha bolsa pelo meu


celular, com a esperança estúpida, que, por algum acontecimento milagroso,
há um sinal.

Não há.

Obviamente.

Silas saiu chateado. Que, tudo bem, eu pessoalmente acho que é uma
jogada muito injusta. Não é minha culpa que Monique me fez acreditar que
estava me casando com algum homem rico do Alasca. Não é culpa minha, que
eu pensei que eu estaria vivendo em civilização e não em um barraco. Tipo,
nem sequer é uma cabana de madeira. É algum abrigo de merda. Isto não é
um lar.

E é tudo o que eu não queria.

Sim, eu estava fora–da–minha–mente bêbada quando eu preenchi os


formulários on–line com Delta e Amélia. E sim, eu estava sóbria quando falei
com a Monique no dia seguinte, mas eu também estava desesperada.

E talvez isso me fez parecer uma idiota do século XXI, uma tola faminta
de dinheiro, mas a verdade é que eu sou idiota. Não achava isso. Pensei
ingenuamente... o que? Que era romântico? Que isto era algo sobre o que eu
poderia escrever um livro? Que era melhor do que um companheiro de
quarto aleatório do Craigslist e um emprego no Taco Bell?

Então agora o que?

Não sei, nem remotamente. Se eu tivesse um namorado anteriormente,


talvez teria uma pista de como navegar a espécie masculina agora, mas
considerando que á dois dias atrás eu nunca tinha sido capaz de
cumprimentar corretamente um homem sem murmurar sílabas incoerentes,
eu acho que vou descobrir agora, por conta própria.

Preciso de Delta e Amélia.

Jogando meu telefone na cama eu olho ao redor da “cabana”. Um rádio


chique na mesa me tenta por um momento, antes de eu perceber que utiliza-
lo iria exigir realmente saber como funciona essa porcaria.

A cabana tem um pequeno fogão, uma pia de utilitário, uma geladeira e


uma mesa com duas cadeiras. Um fogão de madeira é o ponto focal deste
lugar, e uma pilha considerável de madeira ao lado dele.

Há uma cama de casal, uma mesa de cabeceira, segurando uma


lanterna. De pé, eu coloco minha cabeça dentro da única porta e encontro
uma modesta casa de banho com um chuveiro, um banheiro e uma pia.
Linha de ganchos na parede de toda a cabana. Não há um único
armário... Em vez disso, Silas tem seus casacos pendurados, e existem vários
outros vazios. Para mim, presumivelmente.

Há uma caixa de gavetas, e eu abro a gaveta de cima e encontra–a


vazia. Lá dentro é há um sachê de lavanda e carrego no meu nariz, sem saber
se devo chorar ou rir com a sinceridade do gesto.

As duas primeiras gavetas estão vazias, as duas inferiores estão


preenchidas com suas cuecas, calças de brim, flanelas e meias.

As duas gavetas vazias me lembram que Silas sabia que eu viria. Ele se
preparou para sua esposa. E talvez ele não tenha o dinheiro como eu pensei,
mas talvez isso seja o certo?

Oh meu Deus, Everly. Isto é uma loucura. Estou sériamente permitindo


que alguns botões de flores secos me influenciem tão severamente? Isso é
maluquice.

Falando de frutas, estou morrendo de fome. Eu ando até a cozinha para


tentar descobrir o que Silas tem em termos de comida. Abrindo os armários,
encontrei sacos de feijão, arroz, amendoim e quinoa. Há cubos de caldo de
carne, sal e pimenta, juntamente com sacos de jerky seco, desidratados,
frutas e nozes.

Na geladeira há um caixa de Budweiser, algumas garrafas de vinho


branco e uns sacos de legumes aleatórios — que ele deve ter comprado hoje.

O congelador é recheado com carnes e peixes congelados —


principalmente rotulados como alce, mas vejo alguns pacotes identificados
como coelho.

Ah, Deus me ajude.

Estou fora da minha mente aqui. Não posso comer sem uma grave
preparação. E eu nunca cozinhei feijão na minha vida. Eu era uma estudante
universitária. Eu vivia a base de burritos congelados, massas e fast–food. Bem,
também de champanhe. E tequila.

Segurando um saco de cenouras na geladeira, mastigo algumas,


considerando o meu próximo passo. O que quero mesmo é chorar à moda
antiga. Porque sexo com Silas explodiu minha mente. Fez meu coração
quebrar, me fez sentir viva, mas é assustador pensar o que ficar aqui pode
significar.

Não acho que eu posso cortar isso, mas, mais importante, eu mesmo
quero cortá–lo? Claro, Silas é lindo, mas eu não sei nada sobre ele. Nada de
substancial. Nada além do fato de que seu corpo pressionado contra o meu, é
delicioso.

Mas sexo louco não é igual a um relacionamento. E a verdade é que eu


vim aqui sob falsos pretextos.

Pego minha mala da varanda e arrasto para dentro. Eu preciso tomar


banho e vestir roupa limpa, mas eu não vou desempacotar. Vou ficar por uma
semana, no máximo, até Silas concordar em me levar para Anchorage — que
eu pedirei em um ritmo irritante — e então vou pegar uma anulação, ou um
divórcio.

Porque, sim, Silas é o único homem que me fez vir, mas isso não
significa que eu tenho que ficar.
SILAS

Você sabe o que é mais chato do que não ter uma esposa? Ter uma
esposa que está decidida que ela quer acabar com o casamento em menos de
um dia.

Isso é besteira, a atitude dela.

Quando chego depois de derrubar uma grande tonelada de lenha


desnecessária, a vejo sentada na mesa da cozinha bebendo vinho com um
laptop aberto na frente dela.

Quero perguntar o que ela está fazendo com ele — não há nenhum
WiFi aqui, obviamente. E ali sentada mexendo em um computador é a
maneira menos produtiva para passar uma tarde na floresta. Ela poderia ter
pelo menos cozinhado para nós.

– Você planeja começar o jantar? – Pergunto.

– Não, eu já comi. – Seus olhos fixos na tela de computador.

Eu aprovo, recusando–me a perguntar qualquer outra coisa. Quando


entrei aqui, ela deveria ter me oferecido desculpas, por ficar toda arrogante
comigo, não esta atitude fresca para onde ela não vai nem encontrar meus
olhos.

Foda–se. Tomo uma cerveja, vai levar um tempo, e em seguida, encho


um pote com água. Vou fazer arroz e pico alguns dos legumes que trouxe da
mercearia. Eu fiz minha maldita comida por tempo o suficiente — posso fazer
isso hoje à noite, também.

Enquanto a comida cozinha, eu tomo um banho, tentando pôr a cabeça


em linha reta.

Ela quer ir embora, isso está muito claro. Embora ela tenha arrastado
todas as três malas, vejo que nada está descompactado. Tentando engolir
meu orgulho arruinado, eu ando até á minha cômoda e procuro uns calções.
Uma toalha é acondicionada em torno de minha cintura e, quando eu a largo
para me vestir, sinto um conjunto de olhos verdes esmeralda em mim.

Eu pego Everly olhando, mas depois ela deixa cair o queixo


rapidamente, retornando para tudo o que ela está fazendo no laptop.

Sorrindo, aproveito meu tempo para encontrar um par de shorts.


Sabendo que ela adora meu pau, eu me certifico de provocá–la com ele, e em
vez de vestir, deixei minha mão cobrir o comprimento do meu eixo, correndo
lentamente minha mão subindo e descendo até que está bonito e duro.

Uma ingestão acentuada de respiração me tem virando para olhar para


minha noiva. Ela está mordendo o lábio com avidez, e foi quando eu vesti os
calções.

Bom... Eu quero que ela fique carente e com tesão. Eu quero que ela se
lembre do que eu tenho para oferecer. Ela pode não gostar desta cabana, mas
sei que vai ser difícil para ela se afastar do meu pau.

Mas agora estou duro para caramba e faminto por algo além de jantar.

Como minha comida em silêncio no balcão da cozinha. Não posso


esquecer a maneira que ela gritou meu nome quando transamos há algumas
horas. Não posso esquecer como o som do meu nome era bom em seus
lábios.

Gemendo na minha miséria, lavo meu prato e garfo, panela, então eu


vou começar um fogo no fogão a lenha. Fica frio aqui tarde da noite e nas
primeiras horas da manhã.

Eu a sinto me observando quando eu começo o fogo, quando fecho a


cabana para a noite, quando vou dar uma mijada e depois quando vou para a
cama. O silêncio está me matando, mas droga, eu não vou implorar.

Eu sei o que tenho para lhe oferecer, mas não quero uma noiva com
base no meu patrimônio líquido. Não quero uma mulher aqui que acha que
meu dinheiro pode mudar a maneira que eu vivo. Nada vai mudar o meu
estilo de vida.

Uma vez que o jardim for plantado, que é a minha principal prioridade
esta semana vou leva–la de volta para Anchorage. Porra, eu vou chamar
Monique e deixá–la saber o que realmente penso sobre o seu moderno
serviço de noiva por correspondência.

Eu vou lhe dizer que ela fez bem em me encontrar uma noiva virgem,
que é tão linda que tenho que me masturbar no chuveiro, me faz gozar mais
rápido que nunca na vida. Mas eu também vou lhe dizer que quando se trata
de encontrar uma mulher que satisfaça minhas necessidades mais básicas, ela
fez um trabalho muito ruim.

Não consigo dormir, sabendo que Everly está aqui, acordada e não ao
meu lado na cama. Eventualmente eu a ouço lavar seu copo de vinho, usando
o banheiro e em seguida deslizando em minha cama.

De costas um para outro, e não digo uma palavra.

Ela também não.

Mas que droga, eu a ouço chorar até adormecer sozinha — soluços


macios, silenciosos. E que merda, eu tinha pedido uma mulher, mas eu não sei
como lidar com uma mulher.
EVERLY

Eu não durmo. É impossível, quando o homem que tinha me fodido e


desfeito estava tão perto. As costas contra as minhas, e quando ele passa em
seu sono o braço na minha cintura. É perfeito, como se ele fosse feito para
estar lá.

O problema é que, mesmo que eu queria estar aqui, não faço ideia de
onde caberia em sua vida.

Passei à noite no meu laptop. Pensei que eu tivesse esperado para ser
uma escritora, até que tivesse um pouco de experiência de vida sob a minha
cintura, e eu certamente tinha material para trabalhar no momento.

Mas enquanto estava ali sentada à mesa da cozinha, eu continuei


escrevendo uma lista de prós e contras. Continuar sendo esposa do Silas.
Contras para voltar para Portland.

Para todos os pros, havia um golpe. A lista era uma. Eu apaguei a coisa
toda, odiando ter começado. Senti–me tão imatura, e eu sou uma adulta. Uma
adulta.

Uma esposa.

A coisa é, o quão longe está a noite de ontem, quando nos casamos. E


isso significa algo para mim. Significa alguma coisa para o Silas? Porque ele
não parece realmente se importar se eu ficar.

E quero mais do que isso com o meu marido. Queria a matéria, como
uma pessoa, com ele.

Mas acho que o fato de que ele estava bem em casar com uma
estranha, responde à pergunta que eu quero fazer a ele. Ele não quer saber
quem eu sou. Ele concordou em casar–se com alguém que nunca viu.

Mas posso segurar isso contra ele, quando eu fiz a mesma coisa? Estas
perguntas ficaram pela minha cabeça toda a noite, e quem me dera, eu
poderia resolver isso tudo com Delta e Amélia..., mas estou aqui sozinha. Se
eu quero alguma coisa com alguém, terá de ser com meu marido.
Que não vai acontecer. Ele é um homem, uma espécie que não estou
muito familiarizada.

Especialmente seu tipo: um homem tão sexy, tão completamente


confiante. Um homem que realmente não precisa de mim aqui.

Ele fez café, se vestiu e saiu pela porta sem dizer uma palavra. O tempo
todo, tenho minhas costas virada para ele, determinada a não falar. Porque eu
estou sendo mesquinha e não sei nada sobre como navegar em
relacionamentos.

Mas isso não é verdade, não é mesmo. Eu tenho as minhas amigas; eu


tinha os meus pais e meus avós. Eu sei que a honestidade é o primeiro passo
na compreensão de outra pessoa.

O problema é que ontem eu fui honesta com o Silas. E ele não gostou.
Não gostou que eu admitisse que isso não era para o que eu me inscrevi. Ele
me quer acomodada e disposta e não uma pessoa com sentimentos em tudo.

Talvez é por isso que noivas por correspondência saíram de moda ao


mesmo tempo que o Oeste foi conquistado. Posso votar, eu posso ir para a
escola e eu tenho uma voz. Eu preciso estar com um homem que entende
isso.

Vestindo jeans e uma camiseta, sirvo o café em uma caneca de esmalte.


Percebendo que o Silas não tomou nem metade, eu reclamo no líquido preto
e grosso. Eu tomo um gole, desistindo em seguida, puxo meu Converse e
deslizo para fora.

Nem é 07:00, mas a floresta está acordada há horas, considerando o


rosa do sol às três da manhã, árvores farfalham com o movimento dos
pássaros, e ramos quebram debaixo dos meus pés enquanto ando em direção
ao lago. Talvez a doce serenidade da água vítrea vai acalmar meus nervos.
Ontem, quando eu dei meu corpo para Silas, eu experimentei um livre fluxo
de emoções. mas agora eles parecem estar engarrafados mais uma vez.

Vejo Silas pescar na doca, mas não quero ir vê–lo. Não sei o que dizer.
Sinto–me enganada em estar aqui.

E talvez não seja culpa dele, mas não é minha também. Só preciso ficar
durante a semana e sair de sua floresta. Claro, ele foi fantástico para mim na
cama ontem à noite — e na noite anterior — mas isso não é um casamento.

Eu vou precisar de um projeto para passar a semana.

Ontem de manhã, depois do Tribunal, ele mencionou querer plantar um


jardim. Querendo algo para fazer, eu ando ao redor do perímetro da cabana
por uma parcela de terreno onde uma escavadora já quebrou acima do solo.

Em um pequeno barracão acho pás, sementes e luvas de jardinagem.


Não querendo estragar seus planos, eu decido começar a remoção de ervas
daninhas, até que ele volte do lago e me dê instruções.

Algumas horas depois, já removi as ervas daninhas da maioria da área


que está marcada. Faço um intervalo, precisando de um pouco de água.

Silas está na cabana e ele dá–me um aceno lacônico, claramente não


está interessado em fazer reparações em breve, também.

– Você sabe onde você quer as coisas plantadas? – Pergunto, quando


encho um copo de água para mim. Eu não olho para ele. Não suporto.

– Sei sim. Fiz um desenho do jardim, você pode acompanhar isso.

– Certo. Que vai fazer hoje à tarde?

– Você quer conversar, Everly? Porque não estou interessado nisso.

Minhas emoções sobem à superfície. Quem me dera que ele fosse mais
gentil comigo, mais gracioso. Esta é uma curva de aprendizagem ridícula,
contudo ele parece irritado que eu não estou abalada por estar tão fora do
meu elemento.

– Então o que te interessa? – Pergunto.

Ele me olha de cima a baixo, e eu não posso dizer que ele está
pensando em tudo.

– Estou apenas interessado em você se você quer ser minha esposa.

Eu cruzei meus braços, frustrada que ele não está me dando nenhum
espaço de manobra para descobrir o que eu quero.

– Apenas me mostre o mapa para o jardim, Silas. – digo, caminhando


até lá fora.

CAPÍTULO DEZESSETE

SILAS

Nos próximos cinco dias, tudo que fazemos é cruzar caminhos. Everly se
levanta depois de mim, e enquanto eu estou no lago, ela trabalha no jardim.

Droga, porém, cada vez que ando de volta para casa, vejo sua bunda no
ar quando ela se inclina, trabalhando no solo.

Eu gostaria de trabalhá–la de cima para baixo. Eu teria passado meus


dedos em sua pele, e eu ia mostrar–lhe com o meu pau. Nossa noite juntos
não estava perto de ser suficiente.

Eu sei que ela me quer, também. No meio da noite, eu acordo, e o


corpo dela está subconscientemente se esfregando contra meu pau. Seus
braços caem no meu peito enquanto ela sonha.

E droga, leva tudo dentro de mim para não puxar para baixo a calcinha
dela e levá–la enquanto ela dorme.

Porém, o que quero mesmo, é levá–la enquanto ela está acordada. Eu


quero ver seus lindos olhos e o sorriso dela. Eu quero ver a surpresa dela,
quando eu a foder de forma que ela não consegue sequer compreender
ainda.

Eu entro no lago, carregando minha caixa de ferramentas. Eu tenho um


peixe no meu balde.

– Eu vou fritar está coisa aqui, Everly. – digo–lhe enquanto passo. Ela
está pressionando as sementes no solo rico e olha para mim, sorrindo. Não vi
isso no rosto dela durante toda a semana. – O que colocou você de bom
humor?

– Eu sei que é calmo aqui em cima, mas também é meio mágico, não é?
– ela indaga. – Continuo escutando as aves e eu vi um veado bebe e a mãe
passar por ali.

Eu aceno, não querendo revelar a emoção que me dá seu pequeno


interesse no Alasca. Talvez eu possa convencê–la a ficar mais alguns dias.
Talvez eu ainda possa convencê–la a ficar para sempre.

– Tenho um guia de viagem na cabana, se você quiser usá–lo, para


identificar as aves

Ela permanece descascando as luvas de jardinagem. – Identificar aves,


Silas?

– Ei, é solitário aqui.

Ela revira os olhos. – Você não tem que viver aqui, sabe. – ela diz.

Assim quando eu estou prestes a dizer algo mais, um hidroavião paira


acima de nós. Vemos como isso faz a sua aterragem no meu lago.

– Quem está aqui? – indaga.

– Provavelmente, Travis. Meu vizinho.

Eu pouso o meu equipamento de pesca, ando em direção a doca com


Everly. Uma vez que o avião pousou, Travis salta para fora.

– Obrigado novamente pela carona, homem. – Travis fala para o piloto.


Eu o reconheço como um cara que vive cerca de vinte milhas a leste de nós.

– Você voltou. – Digo, batendo em suas costas em saudação.

– Claro que sim, filho da puta. – diz Travis, antes de levantar as mãos
em falso pedido de desculpas. – Desculpe, senhora, este bastardo nunca tem
uma mulher aqui. Esqueci como falar na presença de uma senhora.

– Na presença de minha esposa. – Declaro, não sabendo porque eu


insistia em dizer considerando que esta mulher quer voltar para Anchorage e
cancelar tudo logo que possível.

– Silas disse–me que estava vindo, mas droga, eu não tinha ideia que
seria tão bonita. – Travis deixa de fora um assobio baixo. – Ele é um sortudo.
Sou o Travis, e você? – Ele estende a mão, e Everly a aperta.

– Eu sou Everly. – ela disse calmamente.


– Você teve um bom tempo na grande cidade? – Pergunto.

– Pode crer. Muitas mulheres bem–dispostas a gastar tempo comigo.


Eu acho que elas acham a coisa toda de lenhador atraente.

Eu rio. Travis usa suspensório e uma camisa de flanela, uma barba


desalinhada e um boné de caminhoneiro. – Isso ou elas gostam de caras que
pagam suas bebidas.

Ele sorri. – Uma bebida? Por mim tudo bem. – Olhando Everly avaliativa
mente. – Você vai para ser capaz de fazer isso, querida? É solitário, passar o
poderoso inverno aqui. É por isso que eu tenho que aproveitar agora, na
cidade, antes do lago congelar e ficarmos presos aqui por meses.

Eu podia socar Travis no intestino. A última coisa que quero é dar Everly
mais razões de que viver aqui é uma má ideia.

– Meses? – Everly pergunta, olhos arregalados.

– Inferno, sim, muito solitário. Mas você pode sempre vir com raquetes
de neve para casa da minha mãe, vamos tomar um ensopado de coelho, e
podemos beber meu uísque. Parece bom?

Everly sorri firmemente. – Prazer em conhecê–lo, Travis. Eu vou voltar


para o jardim e terminar algumas coisas.

Ela caminha da doca, Travis e eu a encaramos. Eu expiro, sentindo–me


derrotado.

– Ela não quer ficar. – admito. – Ela diz que quer que eu a leve de volta
no final da semana.

– Caramba, Silas. Você não pode perder aquele pedaço de bunda


facilmente. Ela é a mulher mais gostosa no Alasca.

– O que sugere? Porque não quero ela aqui contra a vontade dela, mas
ela tem sido tranquila, toda a semana trabalhando no jardim, ou digitando em
seu computador.

– Bem, porra, computadores e jardins não são a razão pela qual


vivemos aqui no interior. Mostre–lhe a razão pela qual que você ama este
lugar. Mostre a ela sua montanha, filho da puta.
CAPÍTULO DEZOITO

EVERLY

Um dia mais e então Silas vai me levar para casa.

Bem, não para casa... só voltar de onde eu vim. Porque nem sei mais o
que significa casa. Não há ninguém e nada esperando por mim.

Eu me preparo para o dia, na esperança de que antes de eu sair eu


posso chegar a algum tipo de reparações com o Silas. Toda semana, eu e ele
conseguimos evitar qualquer conversa de verdade, mas se nós vamos
conseguir uma anulação, quero que ele saiba que não sou uma vadia
completa.

Não é que eu não queira ... Só quero algo diferente do que a vida que
ele oferece.

Eu acho.

Mesmo com esta semana sob a minha cintura, não estou inteiramente
certa que deixa–lo é a decisão certa. Eu tenho mais um dia para descobrir isso.
E eu preciso dele.

Quando eu chego ao lago, vejo Silas lançando uma linha na água. Ele
fica em sua doca, uma caixa de ferramentas ao lado dele, uma garrafa térmica
a seus pés.

De costas, ele é tão grande e forte. Vejo a gravura de seus músculos,


mesmo com uma camisa. Ele usa um boné, eu olho o céu. O sol está brilhante,
brilhando sobre ele. Ele parece tão natural aqui, tão à vontade.
O braço flexiona quando ele começa a enrolar sua vara de pescar em
um clipe rápido, e ele ajusta o equilíbrio quando ele puxa–se. Voa um peixe
fora da água clara e descaradamente assobia na sua captura.

Não faço ideia de que tipo de peixe é, mas sei que é facilmente dezoito
polegadas longas e prateadas, chicoteando ao redor furiosamente.

Silas, sem esforço, usa uma faca para cortar a cabeça para matá–lo,
então estripa–lo rapidamente. Então ele joga a sujeira dentro do lago e
enxágua rapidamente o peixe.

Então, ele me vê. Ele acena e se volta para a água, onde ele se ajoelha e
enxagua as mãos.

– Bom dia. – eu digo timidamente. Posso estar decepcionada com a


forma como esta relação se foi, mas sendo fria agora vai apenas piorar tudo.
Além disso, eu fiz o tratamento do silêncio durante toda a semana ... e isso
não fez nada, exceto a dor de cabeça e confusão.

– Bom dia.

– Você pega todas as manhãs o mesmo tipo de peixe?

– Não. – Ele fica, na minha frente.

– Espero que não se importe que fiz um segundo pote de café. – Eu


disse, levantando a minha caneca.

Seus olhos estreitos para mim, mas antes que eu realmente posso vê–
lo, ele olha do outro lado do lago. – É a sua casa, tanto quanto minha
enquanto está aqui.

Não sei o que dizer a isso. – Escute. Silas. Estou só ...

Antes que eu possa terminar meu pensamento, ele levanta as mãos, me


dizendo para parar. – Eu não quero suas desculpas. Eu quero uma mulher que
quer isso, e se você não é ela, é o seu negócio. Eu vou te levar hoje.

– Hoje? – Eu estalo, apanhada desprevenida. – Eu pensei que você disse


amanhã ... Acho que não ...

– Não importa o que eu disse quando estava com raiva. Eu deveria tê–la
levado de volta no dia depois de termos chegado. Eu ouvi você chorando
naquela primeira noite e não fiz nada sobre isso. Me sinto um idiota
mantendo–a aqui, quando você não está interessada.

Ele tira o chapéu, em seguida, tira sua camiseta e seca as mãos com ela.
Seu peitoral brilha com suor e sol — e, lamentavelmente, lambi meus lábios.

Eu assisto ele puxar o cinto de sua calça, soltando–o na doca. Olho de


soslaio, tentando lê–lo. É impossível. Ele é um homem. Um homem. Um
homem que neste momento é o meu marido, e eu pensei que teria mais um
dia para decidir o que eu realmente queria.

Mas não há nenhum espaço de manobra.

Droga. Ele arranca os sapatos dele, desabotoa seu jeans, os passos


deles.

Ele está com sua cueca boxer, bem na minha frente. O que diabos é
esse homem quer fazer?

– Hum … o que está fazendo Silas? – Parte de mim — bem, todas – quer
que ele me tira da minha roupa, também. Para me levar bem aqui, agora,
nesta doca.

Quero que ele me diga que não posso sair, que diga que não sou só sua
esposa, mas dele para fazer o que ele gosta. Quero que me pegue contra o
corpo dele e nunca me deixe fora de sua vista.

Em vez disso, suas palavras vazias acabam com a esperançosa energia


surgindo através de mim.

– Vou dar um mergulho, Everly.

– Oh.

Se lembre de respirar. Dentro e fora. Dentro e fora.

Silas sorri, como se ele soubesse exatamente o que está fazendo. E ele
tem sorte de conhecer a si mesmo tão bem. Para saber o que ele quer e para
tê–lo e para não duvidar ou questionar. Silas levanta as sobrancelhas,
sorrindo.

Então ele tira sua cueca e ficando diante de mim com seu pau enorme e
o corpo sólido, e tudo o que eu quero fazer é tocar cada polegada de sua pele
e ser carregada por aqueles braços fortes.

Ele mergulha na água gelada, sem me dizer outra palavra.

Eu franzo a testa sentindo a rejeição. Mas não posso dizer quem é que
rejeitou. Eu quase choro. Eu sou uma bagunça hormonal.

Quando ele surge, espero que ele nade na direção contrária. Em vez
disso, seus olhos brilhantes olham para mim. Ele chega ao limite do cais e
eleva–se até pelos cotovelos.

– Sra. Sutton. Você pode pensar que você quer sair, mas dá–me um dia
para te mostrar do que você está desistindo.

– Um dia com você?

Ele acena, gotas de água escorrendo pelo seu nariz. Ajoelho–me à beira
da doca, pouso a minha caneca e olhando aqueles olhos azuis claro, refletindo
as coisas dentro de mim que eu não entendo.

– O que fazemos primeiro? – Pergunto.


Ele agarra minha mão e rapidamente me puxa. Colido com o lago de
cabeça, pergunto–me quantas vezes eu vou cair para este homem.

A contagem está ficando muito alta.

CAPÍTULO DEZENOVE

SILAS

Nós não ficamos na água por muito tempo porque, diabos, está um
gelo. Ela grita, adoravelmente quando ela está encharcada como um rato
afogado, e quando corremos para a cabana, eu sou um cavalheiro e a deixo
usar o chuveiro quente primeiro.

Mas eu vou assistir ela tirar essas roupas ensopadas.

– É impossível tirar calça jeans molhadas. – ela ri, lutando, eu ofereço–


lhe uma mão. Ela mexe seus jeans para fora enquanto me usa para equilíbrio
... E eu descaradamente a vejo, enquanto ela arranca as roupas dela. Deus,
aqueles peitos são perfeitos, os mamilos dela estão duros e apertados pelo
lago congelante.

Ela pisa no chuveiro estreito, e vejo–a por trás da cortina clara. Eu não
esperava dar–lhe outro dia aqui, mas Travis deu–me uma ideia.

Não. Não consigo imaginar deixá–la ir sem uma última vez com ela no
meu pau, sem ter outro sabor de sua buceta.
Não posso deixá–la ir antes de devorar o corpo dela mais uma vez.

Então, quando eu fui em busca de ar após meu mergulho, propus um


último dia aqui. Monique pode não ter explicado que tipo de homem eu sou
— onde eu vivo e como vivo — e Everly pode nunca ter considerado uma vida
assim, mas nós somos casados.

Ela é minha mulher, puta que pariu, e não vou deixá–la ir embora sem
uma luta.

Fatio o peixe que apanhei esta manhã e o coloco na geladeira para o


jantar. Desde que ela está tomando seu precioso tempo no banheiro, eu vou
para o barracão, e pego algumas pranchas de madeira bem talhada, pregos e
uma serra.

Quando ela sai do banheiro toda fresca e limpa, sinto meu pau
endurecer com a visão dela.

– O que você está fazendo? – indaga, olhando para os suprimentos.

– Estou construindo uma prateleira. Você pode tornar–se útil e ajudar.

– Certo. – Ela pressiona um dedo para a boca. – E como exatamente


devo ajudá–lo?

– Segure nesse nível, vou marcar a parede com um lápis onde a


prateleira vai ficar.

Trabalhando juntos, nós marcamos a parede, pondo a prateleira com


suportes de madeira simples. As prateleiras serão feitas ao longo da parede,
acima da linha de ganchos. É espaço vazio.

Ela mantém os olhos em mim, observando atentamente enquanto eu


meço e corto, e em seguida, martelo as placas no lugar.

Eu passo minha mão sobre a minha barba quando eu termino. Nada de


extravagante, mas fará o trabalho.

– É para o que? – Everly pergunta.

Dou de ombros, olhando para baixo. – Seus livros.

– Sério? – Ela balança a cabeça. – Silas... não era necessário.

– Sei que não era.

– Mas se eu sair ...

– Você vai? – Faço a pergunta difícil, que ela está com medo de
responder. Ela pode dizer que ela não tem medo de nada, mas ambos
sabemos que isso é uma mentira.

– Não sei.

– Bem, até que você decida, ponham os livros na prateleira. Esta é sua
casa, Everly, até deixá–la. Então você deve agir como se fosse.

– Certo. – diz ela. Mordendo o lábio, ela atinge uma de suas malas. Ela
começa a retirar pilhas de romances e os passa para mim.

Eu os coloco na prateleira e eles não a curvam em tudo. Eu a construí


rapidamente, mas é sólida. E ela precisa ser. Ela trouxe estes livros até aqui
em cima, eles devem significar algo para ela.

Ela descarrega a segunda mala e logo cem livros se alinham na


prateleira.

– Tudo isso. – ela diz.

Eu vejo como ela os reorganiza e, certificando–se de todos os livros


estão ali.

– Você sempre foi uma leitora? – Pergunto. – Não leio um livro desde
que me formei na faculdade.

As sobrancelhas dela se erguem, está surpresa, mas não sei em que


parte. A faculdade ou a falta de leitura.

– Eu acho que nós não conversamos muito sobre nós mesmos. – diz ela,
sentada na cama. – Mas sim, eu cresci lendo. Minha mãe e meu pai sempre
me compraram qualquer livro que eu queria. E então, na faculdade, eu era
uma chefe inglês.

– Curso de inglês? – Eu balanço a cabeça. – Merda. Monique fodeu


tudo. Você provavelmente gosta de cultura e museus de arte e tudo isso,
hein? Não me admira que odeia isso aqui.

– Eu não odeio isso aqui. – ela disse rapidamente.

– Ah, sim? Poderia ter me enganado. Parecia nunca tinha visto algo tão
nojento como uma casa na floresta.

– Não era a floresta. – Quando eu atiro em um olhar descrente, ela


acrescenta. – Não é só isso. Fiquei surpresa, Silas. Mas mais do que a floresta,
era esse lugar. É a casa de um solteirão. Só não tem um Xbox. Isto não parece
uma casa.

– Eu nunca joguei jogos de vídeo.

– Você cresceu aqui na floresta Denali? – ela indaga.

– Não. – Não gosto de falar sobre mim e eu tento mudar de assunto,


agarrando suas mãos, sabendo que há mais para fazer, lhe mostrando todas
as coisas boas sobre o Alasca.

– Onde você cresceu então?

Sabendo que as mulheres gostam de fazer perguntas, até conseguirem


o que querem, aceno, chegando ao ponto mais rápido possível. – Eu cresci em
Anchorage. Fui para a faculdade em Seattle. Voltei o mais rápido que pude.

– Mas por que a floresta?

– Para uma garota que diz que não sabe como falar com os homens,
parece que você já tem muitas perguntas

– Você sabe. – ela diz. – Não acabamos nosso jogo de vinte perguntas.
Talvez nós devêssemos terminá–lo.

– Agora não. – digo a ela. – Agora vou te levar para o lago. Podemos
almoçar lá fora.

– Eu não vou entrar naquela água outra vez.

– Eu sei. – Eu sorrio, agarrando as cervejas na geladeira e jogando–as


em um refrigerador. Eu encho um saco com mistura de carne seca e trilha,
algumas maçãs, um saco de batatas fritas de pacote e um frasco de salsa. –
Pronta para relaxar, mulher?

Ela fica fora da cama, franzindo os lábios. – Certo, marido.

– Essa palavra parece muito sexy saindo de seus lábios. –digo–lhe,


pegando o braço dela e a puxando para perto de mim. – Diga novamente.

Ela faz, e depois a beijo.


CAPÍTULO VINTE

EVERLY

O lago é tão belo quanto Silas prometeu. Estou aprendendo algo sobre
esse homem: ele não é nenhum exagerado. Ele diz como ele é.

E ele diz que gosta de mim... muito.

O que faz meus sentimentos em conflito impossível de classificar.

Porque realmente? Se eu ficasse aqui seria só eu e ele, todos os dias ...


para sempre.

É muita pressão.

Caminhando para seu barco de pesca, estou tão distraída por sua bunda
a alguns passos na minha frente, que eu quase caio na água.

Silas dirige o barco para o centro do lago e, em seguida, joga a âncora e


abre uma cerveja, entregando–a a mim. Seu barco não é enorme, mas não sei
literalmente nada sobre barcos em geral. Então, se este é levado á mão ou
tem a execução de um motor, não faço ideia. Mas sei que ele tem um inferno
de um lote de engrenagem, e abaixo do convés há armazenamento adicional.

– Então o que planeja fazer com o seu diploma de inglês? –indaga, me


pegando desprevenida novamente. Ele tinha estado olhando meus seios,
desde que ele me beijou na cabana, e eu tive quase a certeza que tudo o que
ia acontecer em seguida envolveria a boca em outros lugares meu.

E talvez minha boca na suas coisas ...

Mas claramente ele não está pensando em sexo. Desde quando me


tornei aquela maníaca sexual?

– Sempre quis ser uma escritora. – digo–lhe.

– De quê?

Dou de ombros. – Isso é o tipo de questão. Eu não sei. Sempre achei


que precisava de mais experiência de vida para ter uma história para contar.
Mas então às vezes pergunto–me se era um sonho infantil que venho
carregando por muito tempo.

– Seus pais, eles apoiaram você em querer ser uma escritora?

– Eles morreram quando eu era adolescente. Meus avós me criaram ...


mas eles morreram há alguns anos.

Seu rosto, tinha vincos com preocupação, e não quero que ele sinta
pena de mim.

– Então é por isso que estava sendo uma noiva por correspondência,
não te sobra ninguém – afirma. – Você não tem ninguém.

– Aí. – digo, sentindo mais do que uma picada.

Ele olha de sobrancelhas franzidas e cruzo minhas pernas debaixo de


mim, praticamente tentando virar uma bola para que eu possa desaparecer.
Eu não gosto do jeito que ele está olhando para mim. Como se ele me
entendesse

– Sinto muito. – Ele encolhe os ombros assumidamente. –Quero dizer,


eu entendo. Meus pais morreram quando eu estava na faculdade. Acidente de
carro.

Eu engulo, percebendo que na verdade somos pessoas reais que têm


que conhecer um ao outro. Podemos estar em um barco na superfície do lago,
mas nós estamos mergulhando de cabeça seja no que for. Marido. Esposa.
Casamento.

Vida.

– Então souberam que queria ser uma escritora? – indaga, na ponta dos
pés.

– Sim. – Eu sorrio para a memória de minha mãe a comprar–me revistas


e meu pai lendo as histórias que eu escrevi como uma criança de dez anos.
Eles provavelmente eram tudo sobre princesas e fadas madrinhas a conceder
desejos. Nenhuma delas era sobre uma garota que se tornou uma noiva por
correspondência. – Eles nunca questionaram isso. Meus avós, também. Acho
que sempre tive pessoas que realmente me apoiaram. Eu tenho sorte nisso.

– Tinha também. – diz Silas. – Não tenho um passado ferrado. Uma


criança que tinha pais agradáveis. Até que eu não tinha mais.

– Muitas pessoas, não sabem a importância — sempre minimizei esse


assunto, até que eu os perdi, mas eu foi amada. Sempre soube que o
procurava.

– E então? – Silas pergunta.

– Então não consegui um trabalho fora da faculdade. Não tenho


qualquer poupança, eu sei que fui irresponsável. Sempre fui capaz de fazer
várias coisas e encontrar, mas não muito mais. E, sem uma família, não tenho
ninguém para me apoiar.

– Então você se inscreveu para o serviço da Monique.

– Sim. – Suspiro, olhando o céu azul brilhante, desejando um lugar no


infinito. – Decepcionei você? A razão pela qual que me tornei sua mulher?

Silas sorri, melancólico. – Sinto–me como merda que Monique a trouxe


até aqui sob falsos pretextos. Mas com os diabos, Everly, você não me
decepcionou.

– Mas eu sou não o que você quer. Você quer uma mulher que quer
viver na floresta e estar ... o que? Descalça e grávida? Plantando um jardim e
fazendo conservas de feijão verde?

– Eu nunca disse que você não era o que eu queria. Você é aquela que
não quer estar aqui. Eu sabia que seria difícil encontrar uma mulher que ia
querer esse tipo de vida. Mas, Everly, se isto é muito para você, é melhor ir.
Porque, querida, você nem sabe a metade disso. Claro, a cabana é pequena,
mas estamos aqui sentados bebendo cerveja em um lago no início do verão.
Não é o frio de menos quinze graus. Não são os lagos congelados e não ter
para onde ir, conservas de alimentos e veado congelado por meses a fio. Este
é o molho, nós aqui, sem esforço, esta é a parte boa.

Eu torci meus lábios, ouvindo este homem da montanha barbudo


colocar tudo lá em cima da mesa. Ele diz as coisas tão facilmente e por algum
motivo achei que um homem tão bonito como ele me colocaria toda nervosa
... mas Silas faz minha preocupação se desvanecer.

– Você não se sente sozinho aqui, Silas?

– Foda–se, sim, sim. – Ele balança a cabeça. – Mas garota, a vida é


solitária em qualquer lugar.

Eu engulo, ouvindo a verdade nisso.

– Silas, não sei nada sobre jardins e congelamento de carne, e ainda não
fiz uma fogueira desde que eu era escoteira.

– O que não sabe não é a questão aqui.

– Qual é o problema, então? –Pergunto.

– O que você está disposta a aprender.

Sentamos no silêncio absoluto que a natureza oferece na água lisa


como vidro. Suas palavras atravessam minha mente, e não sei a resposta a
ele. Não agora. Só sei que, mesmo que o lago fosse tão sereno, Silas é o tipo
de homem que poderia acalmar qualquer tempestade.

Quebrando o silêncio, Silas abre outra cerveja. – Você pode escrever


em qualquer lugar, não é? – indaga. – No seu computador? Quer dizer, não é
como um trabalho de escritório?

– Sim, eu poderia, em teoria.

Silas só acena, me olhando, e então ele deu–me sua cerveja aberta.

– Beba, mulher. – ele diz. – Estamos muito sérios.

Tomo um longo gole, limpo minha boca com orgulho. –Agora o quê?

– Eu acho que você sabe a resposta para isso.


CAPÍTULO VINTE E UM

SILAS

Ela coloca a lata de cerveja no porta–copo junto ao banco do Capitão, e


a puxo para meu colo. Ela atravessa–me sem esforço, e adoro a maneira como
ela se sente em meus braços, contra meu pau, sua respiração doce tão perto
de minha boca.

Eu queria colocá–la à vontade hoje, mas juro que toda vez que ela abre
a boca e me diz mais sobre sua vida, eu só a quero com uma ferocidade mais
profunda.

Só a quero completamente.

– Peço desculpa sobre o passado. – digo, minha boca perto da sua


orelha, perto o suficiente para cobrir o corpo arrepiado. –E eu sinto que isto
não é a vida que você pensou que encontraria. Mas não sinto muito sobre
isto.
– Silas. – ela geme, afundando–se no meu peito, as mãos, passam no
meu cabelo, trazendo meu rosto ao dela. Os lábios dela são tão cheios, peças
do meu desejo, ela inclina–se mais perto de minha boca disposta.

Há beijo, minha mão em sua bochecha. Minha outra mão se move


debaixo da sua camisa, passando a palma da minha mão sobre a pele macia
de volta. Ela pressiona contra mim, como se ela não pudesse estar perto o
suficiente.

Levanto as mãos e puxo a camisa sobre a cabeça dela. Tomo esses


peitos deliciosos em minhas mãos, puxando para baixo o tecido do seu sutiã,
então eu posso lambê–los corretamente. Os mamilos estão firmes e
apertados, e levo minha boca contra eles, ela se estica de volta, oferecendo–
se para mim.

– Eu quero ver seu pau, Silas. – ela disse, suavemente. – Eu quero tanto
vê–lo.

– Você gosta de meu pau, garota?

– Tão grande.

Eu começo a beijar o seu outro peito, a plenitude enchendo minha


mão.

– O você gosta disso, Everly?

Ela se contorce em meu colo, e sei que esse movimento significa que
sua buceta está ficando quente e gostosa.

– Eu gosto de como é grande. Como ele me encheu. Como você veio


em mim.

– Você gosta quando eu entro? Você gosta da sua buceta sendo fodida
por mim?
– Sim. – ela geme. – Eu quero você me enchendo de novo.

– O que mais você quer? – Pergunto, abrindo o sutiã para que eu possa
ver esses peitos perfeitamente. Eu desabotoo seus jeans, querendo tanto ver
sua calcinha encharcada, para ver a sua buceta gotejando.

– Quero te provar na minha boca. – Suas bochechas são vermelhas, e


sei que estas palavras nunca cruzaram os lábios dela antes. Posso dizer que
ela nunca brincou de falar sujo e eu amo como ela fica quente e incomodada.

– Você vai provar o meu pau. Agora mesmo.

Ela timidamente fica de joelhos, lambe os lábios, abre meu jeans. Ajudo
a retirar minhas calças e a cueca, e a deixo com meu pau duro em suas mãos.

– Eu nunca fiz isso. – diz ela, segurando meu pau apreensivamente,


olhando para mim. Eu posso dizer que ela se sente intimidada — e droga, eu
sei que meu pau é muito para lidar até mesmo para uma mulher mais
experiente. Mas, por hoje, pelo menos, Everly é minha esposa, e não vou
deixar que ela se assuste.

– Você consegue, garota. Só abra a boca e leve–o devagar.

– É tão grande. – diz ela.

Eu coloco minha mão sobre a dela quando ela segura o meu eixo. – Só
me acaricie e então me lamba. – digo a ela, ensinando–lhe como me tomar de
uma maneira agradável e boa. – E então você me coloque na sua boca e
chupa–me duro.

Ela escuta, movendo a mão para cima e pra baixo. Em seguida,


abaixando sua boca em minha dureza grossa, ela pergunta. – Cuspo ou
engolo? Eu ouço as pessoas brincar com isso, mas não sei qual é o caminho
certo?
– Mulher – digo–lhe, facilitando a cabeça dela até meu pau. – Não há
nenhuma maneira certa ou errada comigo. Vamos encontrar nosso próprio
caminho.

Ela lambe o comprimento do meu eixo, e ela faz isso com tanto
cuidado, não querendo deixar uma única polegada do meu pau para fora.
Minhas bolas estão apertadas e quentes, e estou adorando a forma que a
língua dela passa pela minha pele cheia de veias. Quando ela amplia sua boca,
ela relaxa sobre os joelhos, e eu posso dizer que ela está gostando, a
propósito ela geme baixinho.

Meu pau enche a boca dela, e os dedos dela encontram meu saco
instintivamente, acariciando–o. Carrego minha mão na sua cabeça, incitando a
chupar mais de mim, e ela obedece, a cabeça balançando para cima e pra
baixo, rápido, ela me chupa tão bem.

Sinto minha libertação vindo, e ela também, porque ela levanta a mão,
procurando a minha, eu prendo os meus dedos com os dela e venho na boca
dela. Enchendo–a, e ela continua chupando como se ela não se cansasse

– Isso é tão bom, menina. – digo a ela. – Foi o melhor sexo oral da
minha vida.

Quando ela tira meu pau da boca dela, ela limpa os lábios com as costas
da mão.

– Honestamente? – Um sorriso se espalha sobre o rosto dela.

– Juro por Deus, foi. – Digo a ela.

– Tem um sabor salgado. Mas não foi nojento. Foi. ..

Eu bobo, nunca tendo tido uma mulher descrevendo o sabor de meu


gozo antes — mas eu amo essa inocência sobre Everly. Ela diz como ele é.
– Eu gosto do seu gosto. – ela disse simplesmente. E droga, por alguma
razão isso excita–me tão rápido.

Sinto meu pau ficar duro novamente e os peitos dela estão ainda firmes
e redondos bem na minha cara, e eu juro que eles precisam de uma chupada,
caralho. Mas primeiro eu preciso de sua buceta e sua buceta precisa de mim.

Eu estou retrocedendo fora meu jeans e busco–a para que as pernas


dela acabem na minha cintura.

– Vou levar–te para baixo do convés, Everly, e eu vou te ensinar uma


coisa.

– O quê? – indaga, rindo quando eu aperto a bunda dela. As mamas


dela estão pressionadas na minha cara quando a carrego sob o barco, e abro
uma porta para uma cama de solteiro.

Não precisamos de algo maior. Porque estarei em minhas costas e vou


ensinar essa garota um sessenta e nove. Eu quero que ela sente na minha
cara, eu quero chupar o clitóris da mesma forma que ela chupou meu pau.

Desta vez, não vou gozar em sua boca. Os peitos dela vão ser revestidos
por mim.

CAPÍTULO VINTE E DOIS

EVERLY

Quando eu lhe monto, não estou nervosa, principalmente porque


minha buceta está tão molhada e necessitada que tudo que eu quero no
mundo é, liberar tudo o que ele fez comigo.

Levá–lo na minha boca, o chupando, me excitou tão completamente


que só quero fazê–lo novamente, para prová–lo, para que ele goze e me
revista.

Eu pensei que eu seria capaz de fazer isso novamente, quando nós


estávamos na posição sessenta e nove, mas não posso, porque tudo o que ele
está fazendo com meu clitóris está me fazendo perder todo o controle.

– Oh, Silas. – gemo, incapaz de colocar seu eixo grosso na minha boca.
Eu fico me contorcendo em cima dele.

Basicamente estou sentada nele e minha buceta na boca dele, e ele


parece saber exatamente como me lamber até que eu estou bêbada com
desejo.

Eu inclino–me sobre ele, meus seios pressionados contra o pau dele,


enquanto ele lambe minha fenda acima e para baixo, em seguida, ele
pressiona um dedo em mim e contra meu clitóris tão agradável e duro que eu
literalmente suspiro. – Oh, meu Deus, oh, Deus ... – E, em seguida, caio no pau
dele, incapaz de qualquer coisa além de gemer quando ele bate–me mais e
mais profundamente, pressionando o outro dedo no meu clitóris apertado até
sentir que vai explodir.

– Sente–se tão bem, querida. – diz ele, beijando minhas pregas com sua
barba áspera e a mistura de seu dedo bruto me dedilhado, e com os seus
beijos suaves que causam uma ondinha orgástica. – Você está despejando em
cima de mim, menina. – ele diz, não me deixando por um segundo.

Ele está me tocando, tão bom, que quando ele cheira minha bunda e
me diz para virar e obedecer, faço sem um único pensamento em minha
cabeça. Só estou focada no raio de seu dedo.
Ele coloca–me no colo, e a próxima coisa que sei é que minhas coxas
estão moendo contra ele, quando eu afundo no seu pau duro.

– Ah, Silas. – minhas mãos arranhando o seu peito. Eu mordo meus


lábios, incapaz de gritar mesmo corretamente. A maneira que o pau dele me
bate tão profundo, me faz cair para trás, e então firmemente giro meus
quadris. Meu corpo parece saber exatamente o que fazer.

– É isso aí, garota. – Silas diz, as mãos correndo sobre meus seios,
circulando os meus mamilos. – Monta–me apenas assim ...

– Sinto–me tão bem. – Eu reclamo. – Oh. – Dirijo as minhas mãos sobre


o seu peito, nossos corpos revestidos em suor, minha buceta batendo em
prazer e meus olhos nele.

– Você é tudo, Everly. – Ele grunhe quando ele vem em mim sua
masculinidade em meu núcleo. E eu venho também, sobrecarregada com a
intensidade da conexão.

Eu desmorono sobre ele, seus braços apertados em volta de mim, meus


dedos correndo pelo cabelo dele quando eu fecho meus olhos. Inalo o seu
suor e sua força, eu estou envolvida por ele.

Não consigo imaginar deixá–lo ir.

***

Mais tarde, depois que acordamos de nosso cochilo no meio do lago,


trazemos o barco de volta para a praia. Silas agarra jaquetas da cabana, me diz
que ele vai me levar em um passeio.

Ele me leva para um ATV estacionado no bosque e diz–me para


continuar.

Eu entro atrás dele e ele faz rotações do motor. Ele conduz ao longo de
uma estrada de terra, e um dossel de pinheiros nos cobre. Ele ressalta que o
Travis vive no caminho de sujeira em outra direção.

– Sai com ele? – Pergunto.

– Sair? Não sei sobre isso. Ele é um cara bom, mas não há mais nada
para mim.

– Ele precisa de uma mulher?

– Talvez, mas ele gosta de Anchorage. Sempre vai lá quando ele tem
uma chance. Não consigo imaginá–lo assentar–se com uma mulher.

Eu sorrio, segurando firme em Silas, gostando da ideia de que ele não


tem uma veia selvagem nele. Gosto da ideia de que eu sou suficiente para ele.

– Para onde vamos? – Pergunto, quando vamos atravessar uma estrada


de terra.

– Estamos na floresta nacional Denali agora, vamos de carro até ao pico


Black Diamond.

– Então você mora na floresta?

– Sim, o trecho de terra que minha cabana fica, é qualquer pedaço de


floresta pode parecer para você, mas a propriedade é rara. Ter uma cabana no
lago com tal acesso fácil ao parque? Tenho sorte em tê–la.

É um passeio bonito, e paramos algumas vezes assim Silas pode apontar


perspectivas. Ele conhece bem a terra.

– Não pode caçar aqui, no entanto, você pode?

– Não, eu fico fora do parque, por isso, mas não me serve de qualquer
maneira. Tenho cem hectares para caçar, e o lago é meu.

Não sabia que ele era dono do lago, e é difícil para mim compreender
até mesmo a quantidade de terra.

– Travis vive em sua propriedade?

– Sim, ele e a mãe dele estavam lá antes de eu comprar a terra. Eu não


ia chutá–los.

Eventualmente nós paramos, para que possamos ver a vista do vale de


Healy. É de tirar o fôlego, as flores estão abertas, contudo as montanhas à
distância estão cobertas de neve e pitoresca.

– Preciso fazer xixi. – digo–lhe. – Vou descer lá, atrás da árvore.

– Não quero você fora da minha vista. – Ele agarra minha mão, não me
deixando contorcer–me para ir embora.

– Silas, posso ser sua noiva por correspondência, mas não estou pronta
para me agachar na sua frente.

– Pode ser perigoso aqui.

Eu rio, vou embora, balançando a cabeça. – É tudo grama verde e céu


azul, marido. Além do mais, eu sou uma menina grande.

Eu ando por um caminho pequeno e encontro uma árvore. Abro as


minhas calças, e cuido dos negócios. Eu estou, me sentindo mais leve e não
apenas porque eu esvaziei minha bexiga. Silas tem sido tão bom para mim
hoje. Cada coisa nova que aprendi chama a atenção para mim. Talvez viver
aqui não seja tão assustador quanto pensei.

Sorrindo, volto para o caminho onde o deixei, mas o que vejo me faz
parar
Meus olhos se ampliam, meu coração acelera. É por isso que viver no
interior do Alasca é uma péssima ideia.

Um urso pardo está a uns 10 metros de distância.

CAPÍTULO VINTE E TRÊS

SILAS
Eu a ouço gritar e num instante eu pego minha mochila, e estou
correndo para o caminho em direção a ela.

Eu nunca deveria ter a deixado ir fora da minha linha de visão.

Na trilha, vejo um urso de dez pés de altura, aproximando–se dela.


Everly está apavorada, e com razão, a mão dela está apertada sobre sua boca.
Quando ela me vê, seu terror atinge meu núcleo.

Usando minhas mãos, eu indico que ela deve levantar seus braços sobre
a cabeça dela, e eu ando devagar, não querendo dar ao urso a chance de me
pegar, também.

Mão no bolso do lado do meu saco, eu agarro o spray repelente. Pronto


para usá–lo, eu me aproximo do lado do urso, deixando muito espaço entre
mim e ele. Ele está tão perto da minha mulher, e não o deixarei atacá–la.

Ele está tão focado na Everly que ele não registra que eu estou
chegando até que eu tenho meu dedo pressionado no bocal, pulverizando–o.

– Corre. – Eu chego para o braço dela, puxando–a para cima quando o


urso rosna. Tempo estará apenas do nosso lado por segundos.

Impulsionando o caminho, podemos chegar ao ATV em momentos. Nós


estamos correndo montanha abaixo antes que o urso pode retaliar.

Everly adere–se às minhas costas, seu corpo apertado contra o meu. Eu


dirijo tão rápido quanto eu posso controlar. Ela chora na minha camisa,
segurando tão apertado. Porra, nunca quero deixá–la ir.

Eu sinto a picada de lágrimas em meus olhos, sabendo o quão ruim


poderia ter sido o encontro, tínhamos sorte por sair tão rápido, por termos
saido vivos.
Quando eu paro na minha propriedade, em meu quintal, eu desligo o
motor e puxo Everly em meus braços. Levo–a para a cabana, onde a coloco na
cama.

Ela está histérica, chora mais do que eu já vi alguém chorar. Colocando


meus braços em volta dos seus ombros, seguro–a perto, odiando vê–la tão
apavorada.

– Silas, eu pensei que eu ia morrer.

Já tive alguns encontros com ursos e sempre acabou bem, mas eu sei
bem que tipo de descarga de adrenalina que vem quando se vê um monstro
cara a cara

– Está tudo bem menina. – digo–lhe, beijando a testa dela.

– Não sei como viver aqui, se há ursos tão perto.

– Naturalmente há ursos. É a floresta, Everly.

– Eu sei. – ela diz, funga, a respiração irregular e rochosa. – Mas é tão


assustador. Nunca me senti insegura. E se — e se o urso me ataca? Ou pior, e
se ele tivesse te atacado? Iria ficar presa lá, vendo você morrer, sozinha. Silas,
eu não posso cuidar de você se há uma crise, uma emergência. E se ...

– Bebê, sempre há incertezas. Mas não aconteceu nada. – Eu tento


acalmar sua preocupação, mas, caramba, não está funcionando.

– Nada de terrível aconteceu hoje. – diz ela. – Mas pode ser a próxima.
Silas, eu não posso pilotar um avião ou trabalhar no maldito rádio.

Parte de mim ouve sua preocupação e me sinto como uma merda, a


outra parte mantém uma réstia de esperança quando eu a ouço chorar. Ela
está dizendo palavras que soam como se ela não quisesse me deixar.

É a porra de um bom momento. Nenhuma maneira no inferno eu a


deixo ir. E agora parece que ela não quer me deixar ir, também.

– Você pode aprender como funciona um rádio, Everly. Eu posso te


ensinar a disparar uma arma.

– E as crianças? – ela chora, puxando para fora dos meus braços. –F inja
que eu fiquei, e tivemos um filho ... Silas, não há nenhum médico aqui. Quem
iria cuidar dos nossos filhos? Como funcionaria mesmo? Não há nenhuma
escolas, isto é longe.

Passo as minhas mãos sobre seu rosto. – Eu não tenho todas as


respostas, mas as pessoas fazem isso. Eles têm feito isso desde o início dos
tempos.

– Eu pensei que o problema maior sobre a vida aqui seria o isolamento.


Mas não é isso, Silas. – ela disse, balançando sua cabeça agressivamente,
como se um novo amanhecer de informações chega nela de uma vez. – A
verdadeira questão sobre estar aqui na floresta com você não é o fato que
estamos aqui sozinhos, é o fato de que é perigoso.

– Eu vou te proteger. – digo ferozmente.

– Ambos sabemos que não pode estar sempre lá para mim. E eu sei que
não posso protegê–lo.

– Podemos proteger um ao outro. É uma parceria.

– Eu não sei, Silas. Parece tanta pressão. Não quero estragar tudo e te
perder.

Meu maxilar está tenso quando eu assisto essa mulher linda pensar
bem nisto.

– Parece um lugar terrível de se ficar.

– Com você? – indaga, enxugando as lágrimas. – Se fosse esse o único


fator, então sim. Eu estou apaixonada por você, é tão difícil. E eu sei que você
está apaixonado por mim... e isso é só a cereja no bolo considerando que já
somos casados.

– Mas ...?

– Mas não é a única coisa em que pensar. Aquele urso poderia ter me
matado.

– Há 1 milhão de maneiras de morrer, Everly. – digo a ela.

– Mas Silas ... – ela sussurra, apertando a mão no meu coração. – Há


também 1 milhão de maneiras de viver.

***

Mais tarde, deitamos na cama e tenho Everly em meus braços. Ela


finalmente está começando a se acalmar, mas o encontro com o urso abalou
o mundo dela. Eu não posso ajudar, mas a puxo para mais perto, não
querendo que nada de ruim aconteça com ela sob a minha supervisão.

– Não quero te deixar, Silas. – ela sussurra, suas mãos segurando


minhas mãos que estão na cintura dela. – Mas estou com medo de ficar.

Beijo seu pescoço, querendo apagar todos os seus medos, mas sem
saber como fazer isso. Mesmo se eu pegar uma arma e lhe ensinar a atirar,
não vai eliminar algumas das suas preocupações. Ela está certa sobre partos
aqui, criar os filhos na floresta. Nunca pensei que iria tão longe quando me
mudei para cá. Eu só queria pegar meu dinheiro e deixar o teatro.

Mas quando meu pau pressiona contra Everly, crescendo apenas pela
proximidade de seu corpo quente, posso ver como ela estar aqui muda tudo.
Ela puxa para baixo a calcinha dela e chega por trás dela, tomando
conta do meu pau.

– Você é a única coisa que faz sentido agora, Silas. – ela sopra. – Só
você.

Ela me acaricia, e me guia em sua abertura. Ela abre as pernas,


deixando–me levá–la enquanto ela fica embalada nos meus braços. Eu meti
nela, suavemente, e sua buceta lisa congratula–se com minha dureza.

– Garota, você está abalando minha mente. – Minhas mãos segura seus
seios redondos, apertando–os para levá–la mais profundamente, moendo–a
contra mim, me encaixando na bunda dela.

Baixo a mão para a buceta dela nua, circundando as dobras macias


enquanto eu bato nela por trás.

– Ah, isso é bom Silas. – ela geme, seu corpo arqueando quando lhe bati
profundamente, sua buceta derramando seu suco doce sobre minha mão com
o meu pau enchendo–a. Levo–a com mais força, percebendo que esta é a
única maneira de libertar nossa adrenalina acumulada de antes.

Estamos ambos sem fôlego quando nós agarramos em uníssono.

Nós gozamos, nenhum de nós sabe para onde vamos a parti daqui.

CAPÍTULO VINTE E QUATRO

EVERLY

Pela manhã, a cama está vazia, e um frio profundo se estabeleceu sobre


a cabana. Eu percebendo que precisamos de um pouco de calor, me ajoelho
diante da lareira de madeira e abro–a.

Está vazia, coloco alguns pequenos troncos para enchê–lo, adicionando


o papel amassado como lenha para a pilha. Risco um fósforo, tento acender
um tronco. Ele apaga–se imediatamente, eu tento novamente e novamente,
até que finalmente consigo uma pequena chama.

Uma vez que o fogo é iniciado, eu olho para ver se o Silas fez o café.
Estou espantada por ter dormido tanto, nem o vi acordar esta manhã, mas as
horas de luz do dia mais longas tem mexido com meu relógio interno.

Eu sorrio, vendo que ele realmente me deixou um pouco de café. Eu


rapidamente despejo em uma caneca para mim e então vou lá fora para ver
se ele está por perto.

Supondo que ele está à beira do lago, eu acho que eu vou lá


cumprimentá–lo antes de voltar para dentro e fazer café para nós.

Ele está na doca pescando tal como ontem, e eu suprimo um sorriso


enquanto o olho nas costas, sua bunda firme e seus ombros largos. Lembro–
me a maneira que os braços dele me seguraram ontem à noite, consolou–me
após o encontro e então me reivindicando como sua própria, quando nós
fizemos amor.

Amor.

Isso é o que está se desenvolvendo aqui?

Piscando na verdade, eu sei que é.

– Silas?

Ele se vira, um sorriso suave toca em seu rosto barbudo e faz meu
coração palpitar. Ele fica ao lado do seu barco e pela primeira vez que vejo o
nome escrito em todo o lado dele.

Everly.

– O nome do seu barco é Everly? – Pergunto.

Ele dá de ombros. Droga, ele é sexy.

– Era o nome de solteira da minha mãe, o que me pareceu um pouco


como destino quando você apareceu no aeroporto.

Eu passo em direção a ele, me perguntando se Monique sabia ou não.


Porque ela pode ter me enviado para um homem na floresta, mas ela me
entregou para o homem do meu coração.

Os olhos de Silas não estão em mim. Estão atrás de mim.

– Você sente esse cheiro? – ele indaga.

Cheiro o ar, notei um cheiro de queimado. – Sim, sim. – Viro–me,


seguindo o seu olhar.

– O que? – ele resmunga.

– Acho que a cabana está pegando fogo. – Ele corre em direção a ele, e
eu o sigo.

– Filho da puta. – ele grita ao chegarmos a varanda. Fumo ondula de


porta aberta, e vemos chamas laranja piscando dentro.

– Ligue a mangueira. – ele grita.

Eu entro em ação, sabendo que não há alternativa. A mangueira está


ligada à torneira que corre do lago, e algumas dezenas de pés da cabana.
Liguei–a, executando a mangueira com ele e vejo que ele está rebentando nas
janelas, deixando a fumaça sair.
Cobrindo o rosto com a camisa dele, ele leva a mangueira e corre para a
cabana.

– Silas, tenha cuidado. – eu grito. Sentindo–me impotente, pego baldes


de seu equipamento de pesca, na varanda e vou ao lago, preenchê–los.

Deixo–os na varanda, Silas sai, agarra–os e retorna para jogar nas


chamas.

Eu assisto, com um sentimento de impotência e meu estômago se


transforma, sabendo que meu fogo deve ter começado isso.

Ele vem de fora, a mangueira na mão, água por toda parte quando ele
estende para mim. Seu rosto está coberto de fuligem e as mãos estão ásperas
e os olhos dele estão em chamas. Estou com medo que ele vai gritar e pôr a
culpa do evento onde ele pertence.

Ele agarra–me, puxando-me contra seu corpo. Seu corpo sólido cobre–
me com força, sua aderência e sua feroz posse não me deixa mover uma única
polegada. Ele olha para mim, sua mandíbula tensa.

– Precisamos ir. – diz ele. – A cabana está arruinada. Não podemos ficar
aqui.

– Silas ... – Eu começo, mas minha voz desaparece, porque não sei o
que dizer.

– Nenhuma das nossas coisas é recuperável. Está destruído. Todos os


seus livros. Tudo.

– Silas, me desculpe. Eu sou tão estúpida. É tudo minha culpa.

Ele puxa para trás, engolindo tudo o que pode na superfície. Segurando
a mangueira, ele retorna para a cabana, e eu sigo em seus calcanhares,
cobrindo meu rosto com minha camisa. É difícil respirar, o ar é espesso. E ele
está certo, tudo está danificado.

Eu sou uma tola, porra.

Não há nada aqui que podemos salvar. Meus livros nas prateleiras,
arruinados com fumaça, fogo e água.

Arruinados, porque não sei como viver aqui, e eu destruí tudo o que nos
pertence no processo. O que eu estava pensando? Ainda não havia começado
um fogo desde que eu era uma pré–adolescente. E foi em torno de um parque
de campismo, com adultos, assumindo a liderança.

– A porta para o fogão a lenha estava aberta. Acho que foi


sobrecarregado com gravetos. Papel ou varas devem ter caído quando o fogo
cresceu, pego na lenha que estava no chão e pegou fogo rápido.

Eu engulo, sabendo que ele está certo. Queria um fogo e então fiquei
distraída com o café, e então só sai pela porta. Uma idiota absoluta.

Silas, um homem que sabe se virar no deserto, nunca iria querer uma
menina tola como eu.

– Temos de ir quando eu terminar isso. Não adianta ficar aqui. – Silas


está em sua casa destruída, pulverizando com a mangueira.

Viro olhando o barracão queimado, me perguntando: se nós não


ficarmos, para onde vamos?

Ele não me olha, mas está com os olhos cheios de saudade. Tudo o que
ele deve ver é uma garota que destruiu a vida dele. Uma noiva por
correspondência que apareceu aqui e ateou fogo a até a última coisa que ele
amava.

CAPÍTULO VINTE E CINCO

SILAS
Decolamos no meu avião, Everly ao meu lado, eu estou esgotado. Esse
não era o plano.

Limpando minha casa, eu sento alívio que o fogo não se esticou para
fora pela porta da frente da cabana e atingiu a floresta — mas, merda, ele fez
muito estrago.

Ela não está falando, só chorando, e eu juro por Deus, Everly passou
mais tempo chorando do que qualquer outra coisa desde que ela chegou ao
Alasca.

Bem, ela tirou sua calcinha, muitas vezes, também.

Ainda assim, isso não é engraçado. A menina tímida, insegura, mas


engraçada que conheci há uma semana já está longe. O que resta é essa
mulher, rasgada e discriminada, só porque ela me conheceu.

Foda–se.

Preciso ir para Anchorage, e preciso falar com meu advogado. Fazer um


novo plano para a minha vida.

***

Depois de pousarmos, vamos ao mercado e pego um carrinho de


compras cheio de necessidades: comida e algumas peças de roupa. Nada disso
é alegre, estamos todos muito conscientes de que essas compras
representam aos dois. O que significam que nós perdemos.

Tudo.
Podemos ficar em um hotel, precisamos tirar os destroços e a roupa
suja, precisamos de um banho e estou morrendo de fome. Quero puxar Everly
para perto, mas não sei como. Ela finalmente parou de chorar, mas ela não
encontra os meus olhos, não diz uma palavra. Estamos de volta aonde
começamos.

Depois de tomar banho, e me vestir e fico na porta, chaves na mão.


Digo–lhe que estarei de volta em breve.

– Quer que eu vá com você? – indaga. Ela está sentada na cama, sem
roupa, com uma toalha enrolada ao seu redor. Ela parece pequena e
assustada, e ela precisa descansar.

– Fique aqui, tenho coisas para cuidar.

– Você vai conseguir uma anulação? – ela indaga, sua voz estridente e
desesperada.

– O que diabos você está falando?

– Não sei se você pode me perdoar. – Ela balança a cabeça, seu queixo
tremendo com a ameaça de lágrimas. – Não sei se você me odeia.

Merda. Eu dou três passos longos e a puxo de pé. Sua toalha cai, mas eu
não me importo.

Não posso deixar este quarto com minha esposa pensando que vou
deixá–la.

– Escute–me, Everly. – Meu coração queima e minhas veias correm,


cheios de paixão e cheios de dor. Odeio vê–la assim, e eu odeio saber, que sou
quem a empurrou para o ponto de ruptura. No momento em que ela disse
que não servia para a floresta, deveria tê–la colocado naquele avião e levado a
algum lugar que ela queria estar.
Porque, caramba, eu posso amar viver em um estado selvagem, mas
não é nada comparado com a adrenalina de tê–la ao meu lado.

– Graças a Deus – Eu disse, segurando seu rosto com minhas mãos. –


Graças a Deus nada aconteceu com você naquele incêndio.

Ela parece derreter em meus braços, e fico feliz que a estou segurando,
porque eu juro que nunca vou deixá–la ir. Seus olhos estão vidrados com
lágrimas e meu coração está transbordando de amor por ela.

– Silas, me desculpe. Eu sou tão estúpida. É tudo minha culpa. – ela


chora.

– Não quero te perder, Everly. – Digo, puxando seus lábios para os


meus. Prometendo coisas com minha boca — prometo, em meu coração, que
a manterei. Beijo–a duramente e digo–lhe uma verdade profunda: – Eu te
amo, Everly.

Ela se afasta, olhando para mim com surpresa. Sem dizer uma palavra.

A deixei sem palavras, e está tudo bem. Ela vai ficar.

– Pronto. – digo a ela. – E tenho muita merda para fazer, mas eu estarei
de volta. Eu vou estar de volta para você.

Eu saio do hotel, pego o meu carro, e vou direto para o escritório do


meu advogado. Não quero uma anulação, mas porra, eu tenho uns assuntos
para resolver antes de voltar para Everly.

Ela não pode saber se ela me ama, mas eu vou mostrar a ela que ela
tem motivo para ficar.
CAPÍTULO VINTE E SEIS

EVERLY

Eu vou para a recepção e peço para usar o computador no lobby. Após


o login, procuro o site da Monique, Modern Mail Order Brides, e faço uma
chamada para seu escritório. É um saco perder meu celular, meu computador,
tudo — mas agora não posso reclamar sobre coisas assim.

Neste momento, estou apenas grata que Silas e eu estamos vivos.

Não há resposta, e eu tento me segurar quando eu deixo uma


mensagem de voz.

–Hum, Monique, é Everly Matters. Er, quer dizer, Everly Sutton. Eu


estou ligando porque houve um incêndio. Tudo o que Silas e eu possuímos
está perdido. Além disso, eu tenho algumas preocupações com o que me
prometeste aqui. – Eu deixo os detalhes do hotel e o número do meu quarto e
desligo.
Eu rolo em torno de seu site à procura de pistas sobre se a coisa toda
foi uma farsa, mas cada depoimento sobre as conversações de site sobre os
CEOs e milionários e nenhum deles menciona uma porcaria de cabana no
meio da floresta.

Não é a casa do Silas que é a razão pela qual que eu estou hesitando
sobre este casamento. Ele provou ser o homem mais incrível, e um homem
que ama e luta e não desiste.

Silas é o tipo de homem que eu teria escolhido para mim, mas eu não
tenho que escolhê–lo. Nos encontramos por causa da Monique

A razão pela qual que eu estou hesitando é porque a terra é tão isolada
e isso me assusta. E se o fogo tivesse sido pior hoje e ele precisasse de mim
para salvá–lo? Não poderia colocá–lo em segurança. Não salvaria a vida dele.

Conhecendo o número de telefone de Amélia de cabeça, chamo–lhe,


esperando que ela atenda. Ela não atende, e nem Delta.

Caminhando para o meu quarto de hotel, caio na cama, decidindo o


que fazer.

Silas disse que me amava. E, no fundo, sei que meus sentimentos por
ele não são inconstante. Eles são reais.

O telefone toca. Eu atendo. –Olá?

– Everly? – uma voz de mulher pergunta. – Esta é a Monique. Ouvi sua


mensagem; não acredito no que você passou, querida.

– Bem, estamos vivos. Voamos para Anchorage, e felizmente Silas foi


capaz de parar o fogo antes de se alastrar. Mas seu lugar está completamente
queimado.

– Parece que você salvou seu homem da montanha.


Eu posso sentir seu calor pelo telefone e isso me irrita. – Falando de
homem da montanha ... Monique, você me disse que seus clientes eram ricos.
Isso foi um dos pontos de venda da sua oferta inteira. Mas esse homem não é
o Silas. Você deve ver a casa dele.

– Eu entendo que as coisas podem ser difíceis, quando você é uma


noiva por correspondência, mas a boa notícia é que eu estava certa para
combiná–la. Seu desejo de ser uma escritora em algum lugar sereno,
juntamente com sua inexperiência, complementa Silas e sua atitude fácil. Ele
pode falar com qualquer um, querida e você disse que sempre mistura suas
palavras.

– Suponho que sim. Silas é muito fácil

– Ouça, peço desculpa pelo fogo e que bom que a gente conversou,
mas tenho uma reunião.

Antes de dizer mais alguma coisa, ela desliga.

Olhando para o telefone na minha mão, é impossível não me sentir um


pouco ofendida. Minha vontade de jogar junto como sua noiva por
correspondência é a razão pela qual ela tem esse negócio em tudo.

Eu desligo, sinto falta das minhas amigas e estou irritada com a


Monique, mas principalmente desejando que Silas estivesse aqui, para poder
dizer–lhe que Monique disse sobre nossa compatibilidade. Eu me perguntei
como ela pensou que ele e eu seríamos um bom par — mas o modo como
fala, tão conciso, fazia sentido.

Silas e eu somos um bom par. Claro, não tenho muito para lhe oferecer
em termos de habilidades de sobrevivência, mas posso aprender. E, claro,
talvez ele não tenha o dinheiro que inicialmente pensei que meu marido teria,
mas nunca gostei tanto de dinheiro de qualquer maneira. Me sinto orgulhosa
de Silas, sabendo que ele trabalha a terra e fornece para si mesmo, e que ele
quer sustentar–me.

Me levanto e olho através dos sacos de compra. Quando ia comprar


sutiãs e calcinhas, vesti algo que pensei que ele poderia pensar que era sexy.
Me senti como uma estranha na última compra, mas no meu coração eu sabia
que ele gostaria de me ver acanhada na lingerie.

Eu quero que ele me veja

E mais do que isso, eu sei, que eu simplesmente o quero. Ele é o


homem para mim — merda, ele já é meu marido. Ele tem sido tudo nas
minhas primeiras vezes.

E ele me perdoou de maneiras que eu ainda preciso me perdoar.

Eu comecei o fogo porque fui descuidada, mas vou aprender a viver na


floresta — fora da grade e da terra. Eu vou ser uma boa esposa e uma boa
parceria, e eu preciso dele para voltar aqui para que eu possa dizer–lhe.

Eu tiro minha roupa e visto a camisola minúscula. Quando meu marido


voltar, eu vou mostrar–lhe que ele nunca precisara sair do meu lado
novamente.

Preciso que ele volte em breve... porque só de olhar para esta lingerie
está me deixando excitada. Vou colocar essa tanga, apenas para ele arrancá–
la. Seus braços fortes separarão as minhas pernas enquanto eu me seguro em
seu peito.

Eu fecho meus olhos, sentindo–me em paz — e com muito tesão —


sabendo que não vou a qualquer lugar que não seja com Silas.

Percebendo que a vida com o meu marido é a única vida que quero
levar.
CAPÍTULO VINTE E SETE

SILAS

Com uma pasta na mão, eu faço meu caminho de volta para o quarto
de hotel. A reunião correu melhor do que eu esperava. E eu preciso que Everly
saiba que eu estou disposto a desistir de tudo para estar com ela — afinal, ela
desistiu de tudo para estar comigo.

Bato na porta para que ela saiba que eu vou entrar, mas quando abro a
porta não espero vê–la assim.

Ela está deitada na cama, as pernas separadas me mostrando onde está


enterrada a mão dela.

– Estou interrompendo alguma coisa? – Pergunto, soltando meu casaco


em uma cadeira e colocando a pasta na mesa. Everly senta–se, os seios dela
estão altos no espartilho vermelho, sem alças brilhantes. Ela se parece com
uma sirigaita, uma versão suja da doce Everly eu que cheguei a conhecer.

– Esperei muito tempo para você voltar, marido. – ela diz, lambendo os
lábios e passando suas mãos sobre as coxas dela quando ela se senta sobre os
joelhos, à beira da cama.

Sorrindo, eu caminho em direção a ela. As lágrimas de anteriormente


sumiram, ela parece mais leve, mais descontraída. Em paz. Decidida.

Além disso, ela está pronta para ser fodida. Eu envolvo meus braços ao
redor de seus ombros, olhando nos olhos dela.

– Você está bem, Everly? Quando saí, estava tão chateada.

Ela pega uma das minhas mãos que está no pescoço dela e a pressiona
em sua buceta. Eu gemo, sentindo quão molhada ela está, amo saber que ela
estava se tocando antes de eu voltar para o quarto.

– Tenho pensado muito – ela disse, beijando meu pescoço. – Eu tenho


pensado no que realmente quero.

Minha mão está sobre as dobras suculentas, e eu quero fodê–la, mas


preciso contar–lhe algo, também.

– Eu tenho algo a lhe dizer em primeiro lugar, Everly – Eu disse.

Ela balança a cabeça. – Não, eu quero ser a primeira. Preciso saber o


que eu quero. O que eu preciso de você.

Eu engulo, retiro minha mão da sua buceta macia.


– Coloque lá, marido. Faz parte do que temos para falar.

Fazendo o que ela pede, mergulho dois dedos em sua abertura,


fazendo–a soltar um gemido, completamente surpresa com minha força. –
Sua bucetinha gosta disso duro, Everly

– Eu sei – Ela abaixa as tacas do seu espartilho, deixando seus seios


transbordem em sua glória redonda e volumosa.

Foda–se, seus mamilos estão duros e apertados. Eu corro minha mão


livre sobre um deles, meu pau esticando meu jeans quando toco tanto o
clitóris dela como um mamilo.

– Silas – diz ela. – Eu só quero um homem. Nunca mais. Eu só quero um


homem para conhecer o meu corpo, só um homem que conheça minha
buceta. Só um homem para saber o que significa me foder.

– Você está falando tão sujo, Everly – digo a ela. – O que te deixou tão
quente e agoniada?

– Pensando em você. Sobre minha vida com você, querido. Sobre nosso
para sempre. – Ela desabotoa o meu jeans, puxando–os para baixo, então ela
pode tocar meu pau duro, grosso. Meu pau está tão pronto para ela, pronto
para arar com ela. É um pau pronto para pegar sua mulher e nunca a deixar ir.

– Você quer ficar para sempre comigo? – Perguntei, sabendo que eu


disse a ela que eu a amava, mas não sabendo se ela vai se sentir da mesma
forma.

– Eu quero tudo com você. – ela disse, olhando nos meus olhos com
sinceridade, desejo e verdade – Eu te amo, Silas. Eu amo que você é tudo o
que eu não sou, você é o homem que eu preciso e o homem que eu quero. E
agora eu preciso de você. Preciso que me leve.

Ela acaricia meu eixo, e caramba, não aguento mais.


Preciso dela agora. No meu pau.

Eu a pego e sento na cama, ela em meu colo.

– Não vá devagar. – ela implora. – Esperei horas para você voltar. Eu


preciso disso duro.

– Onde você quer gozar? – Eu brinco com ela, ela pousa na minha vara
enorme.

– Quero gozar no seu pau. Eu quero ser preenchida com o seu grande,
duro, pau e eu quero gozar por todo ele.

– Oh, eu vou fazer você me montar com tanta força que nunca
esquecerá.

– Eu nunca vou esquecer de você. – Ela afunda em cima de mim, sua


buceta esticando quando ela leva–me totalmente. – Não importa onde
vivemos e como vivemos, eu só quero viver com você. – Ela balança seus
quadris sobre mim, gemendo como a cabeça cai trás em prazer.

Meu pau incha dentro dela, amando o calor ao seu redor.

– Mesmo no meio do nada? – Quero pedir para fodê–la duro.

– Com você me protegendo? – Ela sorri, beijando meus lábios antes de


responder. – Sim.

– Mesmo sem vizinhos, médicos ou amigos?

– Eu daria tudo se isso significa que eu posso ter você.

– Droga, mulher, você é a melhor coisa que já aconteceu comigo.

Ela gira os quadris quando eu empurro profundamente em seu núcleo,


sua buceta aperta em torno meu comprimento.
– Querido. – ela geme, as coxas dela tremem quando cai de volta, meus
braços a segurando.

Meu pau continua nela quente e duro.

– Oh, sim – ela chora, quando o orgasmo a consome.

Quando ela para de gozar, ela envolve seus braços em volta do meu
pescoço e eu tenho essa garota em um abraço muito apertado.

– Mesmo que isso signifique que vamos reconstruir uma cabana como
aquela que pegou fogo, você vai ainda ficar comigo? – Pergunto

Ela corre as mãos pelo meu cabelo. – Silas, mesmo se isso significa viver
em uma cabana de merda, sim. Não vou te deixar. Você me deu um anel e me
fez sua mulher. Eu sou sua.

Eu bobo, sabendo que eu vou fazer aquela garota feliz novamente no


momento em que ela ver o que eu tenho para ela.

– Então seja uma boa esposa e traga–me aquela pasta. –Aponto para a
pasta que deixei em cima da mesa.

Ela pisa para longe de mim, sua bunda redonda tão cremosa e doce,
onde eu só quero pressionar meu rosto. E agora eu sei que eu vou a ter para
sempre.

E isso foi antes dela saber o que eu tenho para ela.

Ela me deu a pasta. – O que é?

– Algumas coisas. Eu tenho uma casa nova para minha esposa. Isso é
onde estive esta tarde, em uma reunião com meu advogado e um agente.

Seus olhos estreitos em confusão. – Eu pensei que você estava


construindo uma.
Dei de ombros. – Abra

Ela abre a pasta e começa a ler as impressões. Há meia dúzia de opções


de hospedagem para ela.

– Silas – diz ela, balançando a cabeça, confusa. Ela fica de pé diante de


mim completamente nua e tão quente e tão completamente fora do circuito.
– Estas não são cabanas.

– Construí essa cabana em Denali para mim. Eu fui um idiota por trazer
uma mulher e esperar que ela seja feliz. Escolha um desses lugares, Everly.
Você merece.

– Silas, estas listas são para casas de dez milhões de dólares.

– Estas casas ainda são remotas o suficiente, nós vamos ter o melhor
dos dois mundos. Abundância de propriedade, mas com uma casa de verdade,
que você pode chamar de sua.

– Você tem o dinheiro para fazer isto? – ela indaga.

– Monique não é nenhuma mentirosa. Seus clientes são legítimos, e eu


sou um deles. Apenas gosto de saber que você me ama por quem eu sou, não
pelo que eu tenho.

Ela balança a cabeça, enchendo as listas na pasta e empurrando–o para


mim. – Não preciso de tudo isso.

– Eu sei. Mas isso não significa que você não pode ter.

– Eu não previ isso. – Ela caminha em direção a mim, envolvendo seus


braços em volta do meu pescoço.

– Não vou levar a pasta de volta, esposa. – digo, tirando os braços dela
do meu pescoço e colocando a pasta em suas mãos novamente. – E você tem
que escolher logo. Nós literalmente não temos nenhum lugar para ir.
– Porque eu queimei sua casa.

– Praticamente. – Eu agarro sua bunda, passo minha mão sobre sua


pele sedosa.

– Isso é loucura. – diz Everly. – Eu realmente pensei...

– Que eu esta falido?

Ela aspira. – Sim, tipo isso ... – Ela morde o lábio, suprimindo um sorriso.
– Espero que você saiba o que eu disse anteriormente é verdade. Eu te amo
por você. Cabana de merda ou mansão, eu sou sua.

–Eu sei que você é, Everly olhe o último pedaço de papel na pasta.

Ela vira através das folhas e vai até a última folha de papel. Ela fica com
ele e, em seguida, os olhos dela olham os meus com surpresa.

É o acordo pré–nupcial anulado.

– Realmente, Silas? – Os olhos dela brilham, percebendo que estou


completamente comprometido com ela. Agora e para sempre.

– Realmente. Eu sou o seu homem da montanha, Everly, até o dia em


que eu morrer. – digo a ela, puxando seu rosto ao meu, beijando seus lábios, a
reclamando novamente. Da mesma forma que eu pretendo fazer para o resto
da minha vida.

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