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MAQUIAVEL, Nicolal. O Princípe. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2010.

Cap I - Do Príncipiado

Quais os gêneros de principados e por que meios são conquistados

Todos os estados todos os domínios que tiveram e têm poder sobre os homens foram e são
repúblicas ou principados e os principados são: ou hereditários, nos quais o sangue do seu senhor
tenha rezado por longo tempo, ou novos.

São habituados uns a viver sobre um príncipe outros livres.

eles são conquistados por armas alheias ou por armas próprias, ou por fortuna ou por virtude p. 47

Cap II dos principados hereditários

Como Tais principados se podem governar em se manter?

Os estados estados e sujeitos ao sangue de seus príncipes as dificuldades em manter os dois são
bem menores que nos Estados novos, porque basta não preferir a ordem sucessória da estirpe e
contemporizar com os imprevistos, de modo que, tal príncipe for dotado de um Engenho mediano,
sempre se manter no poder, a menos que uma força desmedida e excessiva o prive dele; e, uma
vez privado do seu estado, ao primeiro revés sofrido pelos lutador, logo o reconquistará. p. 48

Capítulo III - dos principados mistos

o novo príncipe sempre precisará oprimir os novos súditos com suas tropas por meio de infinitas
violações necessária de uma conquista recente. p. 49

estados conquistados e anexados por outro, mais antigo, podem pertencer ao mesmo país e a
mesma língua ou não... competência mais fácil dominá-lo ...para possuir um segurança basta
extinguir a linhagem do príncipe que os governava... mesmo havendo algumas diferenças de línguas,
os costumes semelhantes podem facilitar a conciliação entre si. p. 50

quem conquistar esses estados deve extingue o sangue do príncipe anterior e não alterar as velhas
leis nem os impostos, de forma que em pouquíssimo tempo, desse modo, o príncipe ano novo se
tomará um só corpo com o antigo. p 50

mas quando se conquista um território de uma província com línguass, costumes e leis
contrastantes, é preciso grande Engenho para mantê-los. dois dos meios mais eficazes seria que o
conquistador fosse habita-los. O segundo melhor meio seria “enviar colônias para um ou dois pontos
estratégicos da província anexada, sem isso, seria necessário manter uma tropa numerosa na
província na escada (MAQUIAVEL….).

Maquiavel mostra as estratégias utilizadas pelos Romanos quando conquistaram províncias. sempre
enviaram colônia presenciaram os menos poderosos sem permitir que se tornassem mais fortes,
meteram os potentados e não deixaram que forças estrangeiras ganharam influência no território
(exemplos da província da Grécia com alianças com os aqueus e os ETÓLIOS)

a França por meio do Rei Luís 12 Manteve possessões na Itália introduzido pela missão doS
venezianos que desejavam invadir a lombardia, eu consegui atingir seu objetivo ele conseguiu
recuperar a reputação nada por Carlos VII, contudo ele cometeu alguns erros, ajudou o Papa
Alexandre romanha, isso enfraqueceu porque afastou os seus aliados que garante um proteção, ao
tempo que fortalecer a igreja acrescentando força espiritual lhe conferindo autoridade e grande poder
temporal, por cobiçar o reino de Nápoles. ... o Rei Luís cometeu cinco erros: enfraquecer os menos
poderosos; aumentou na Itália o poder de uma potência; introduziu nela um estrangeiro
poderosíssimo; não veio habitar no território conquistado; não assentou colônias aqui, mas não
satisfeito ele cometeu o pior de todos eles, “ apoderar todos domínios venezianos” P. 55

Regra geral: “ Quem criou o poder de outrem se a ruína, Por que tal poder se origina da astúcia por
acordo, Iana são suspeitas a quem se tornou poderoso”. p. 57

Cap IV - Por que o reino de Dario ocupado por Alexandre, não se rebelou contra seus
sucessores após a morte deste.

porque todos os principados que deixaram memória que se foram governados de dois modos
diversos:

1 - ou por um príncipe seus súditos ( os quais, por graça e concessão sua, o ajudou a governar o
reino como delegados;
2 - ou por um príncipe e vários barões, os quais não pô graça do soberano, mas o antiguidade de
sangue, mantenha aquele título. esses varões tem seus próprios estados e súditos, e os
reconhecem como senhores eles derrotam uma natural feição. os estados que são governados por
um único príncipe e seus súditos, porque no seu território não há homem que seja superior a ele,
obediência se dá pela delegação oficial e pela relação devoção e veneração ao soberano. p. 57

Cap V - De que modo se pode administrar cidades ou principados que, antes de conquistados
tinham suas próprias leis

Quando conquistados conforme se diz que estados estão à frente da divisão de suas próprias leis e
em liberdade

deve se respeitar a três regras caso Siqueira mantê-los


1. arruiná-los
2. habitá-los pessoalmente
3. deixá-los viver sobre suas leis, mas auferindo tributos e criando ali dentro um governo
oligárquico, que os mantenha fiéis - pois, tendo sido criados por esse príncipe, os governos
sabem que não poderão prescindir de sua amizade e força e farão de tudo para preservá-lo;
e mais facilmente se domina uma cidade acostumada a viver livre por meio de seus cidadãos
que por qualquer outro meio, caso se queira preservá-la (ex: espartanos e romanos). p. 60

...não há modo seguro de controlar as cidades se não as destruindo; aquele que se torna senhor de
uma cidade a situada a viver em liberdade e não a reduzir a ruína será mais cedo ou mais tarde
arruinado por ela: pois sempre se abrigam nas rebeliões o nome da liberdade e suas antigas leis, leis
coisa se esquecem, nem pela duração do tempo nem por quaisquer benefícios. p. 61

no entanto, quando as cidades ou as províncias estão acostumados a viver sob um princípio sangue
deste é extinto, estando, de um lado a feitas a obediência e, de outro, dúvidas do antigo príncipe,
são incapazes de fazer um soberano, e viver livre não o sabem; de modo que demoram mais a
rebelar-se, e com mais facilidade um príncipe pode batê-las apossar-se delas. p. 61

Cap VI - Dos Principados novos que são conquistados por virtude e armas próprias
...os principados novos, onde é o novo príncipe, a dificuldade em manter luz varia segundo a maior ou
menor virtude de quem os Conquista.

…. “a passagem de homem privado pressupõe virtude ou fortuna, Parece que um outro destes
atributos pode mitigar, em parte, muitas dificuldades, …. aquele que menos se baseou na
fortuna se manteve por mais tempo. De resto, mais facilidade de encontrar o príncipe, não tendo
outros estados, será postado habitar somente o novo domínio”. p. 62

Moisés não teve fortuna contudo a partir dos recursos que dispunha para seguir seu destino conforme
sua determinação, precisou da virtude espiritual para seguir seu curso pela busca do povo de Israel
que era escravo e oprimido pelos egípcios, objetivo de escapar da servidão pudessem segui-lo. Sem
virtude teria fracassado.

Maquiavel vai mostrando fatos históricos caracterizando comportamentos e situações e foram


construindo as figuras políticas A exemplo da necessidade de que Rômulo não deveria permanecer
em Alba, de onde foi expulso ao nascer, para que ele se tornasse rei de Roma e fundador aquela
Pátria. diz que era Uma condição tecido encontrados peças descontentes com Império dos medos
em função de sua paz duradoura, diz ainda que e Teseu para mostrar sua virtude foi necessário
encontrar os atenienses dispersos. E assim ele conclui que “as ocasiões fizeram a felicidade desse
homens, e sua grande virtude permitiu que é ocasião fosse escolhida, de modo que sua Pátria
saiu enaltecida e felicíssima”. p. 63

...Aqueles que se torna um príncipes, por vias tortuosas, conquistam o principado com dificuldade,
mas o conservam com facilidade; e as dificuldades que tem em conquistar o Principado nascem, em
parte, dos novos ordenamentos e usanças que são obrigados a estabelecer para fundar seu domínio
em sua segurança. p. 63

os que querem produzir mudanças dispõe de autonomia ou dependem de outros; isto é, se precisar
de favores para empreender suas ações ou se podem valer-se apenas de sua força.

o primeiro caso de sempre acaba mal e não alcançam nada, porém quando depende exclusivamente
de sua Força É raro que fracassem… convém estar preparado para convencer o povo pela força,
quando já não estiverem convencidos por si mesmos. p. 64

muitos obstáculos vão apresentar pelo caminho porém é preciso ter virtude para superar os
obstáculos que irão apresentar se a sua frente dessa forma derrotar o invejavam suas qualidades…
64

uma analogia com hierão de siracusa, que era um homem privado, e que acendeu-se ao Principado
de siracura por causa de sua fortuna, pois estando os siracusanos oprimidos, o elegeram seu
capitão, e ele se mostrou merecedor do seu príncipe. Mesmo quando ainda era Um Homem
Comum, sua virtude era tanta que quem escreve a seu respeito afirma “que nada lhe faltava
para reinar, exceto o reino. Hierão extinguiu antigamente se organizou uma nova; abandonou as
velhas amizades e fez outras; e, com essas amizades e saudades de sua confiança, o dia de
ficar sobre trás fundamentos quaisquer Edifício; de modo que muito lhe custou chegar ao
poder, mas pouco mantê-lo. p. 65

Cap VII - dos principados novos que são conquistados por armas alheias e pela Fortuna

Aqueles que passam de homens preparados a príncipes exclusivamente por obra da Fortuna por
conseguem um pouco esforço, mas muito custo se mantém; não encontro Nenhum obstáculo no
caminho, já que sobrevoam: mas todas as dificuldades na Tam depois que são empossados.
a chegada ao poder se dar pela concessão de um estado por algum interesse econômico ou graças
ao favor de quem concede ( exemplo da Grécia,, nas cidades da Jônia e do Helesponto, onde
homens comuns foram transformados em imperadores, os quais chegaram império corrompendo o
exército). p 65

[...] os Estados que surgem … como tudo que nasce e cresce depressa na natureza - não são
capazes de lançar raízes Profundas e subdesenvolvidas, de forma que a primeira Tormenta pode
abatê-los; a menos que, ...ESSES QUE SE TORNARAM PRÍNCIPES DE REPENTE TENHAM UMA
VIRTUDE A PONTO DE SABER PRESERVAR COM PRESTEZA O QUE A FORTUNA LHES PÔS
NO COLO, Construindo os alicerces que outros erigiram antes de se tornarem príncipes. p. 66

Dois exemplos relativos a duas maneiras de se tornar príncipe, isto é, POR VIRTUDE OU POR
FORTUNA. P. 66

Aquilo que com mil aflições, conseguiu conquistar, com pouco esforço se manteve. Mas o
príncipe que conquistou o poder graças a fortuna do pai com ela mesmo perdeu, conquanto
tem agido e feito tudo aquilo que um homem prudente virtuoso deveria ter empreendido a fim
de lançar raízes nos territórios que as armas e a fortuna alheias e haviam concedido. Pois, [...]
quem antes não constrói não constrói os alicerces pode, COM GRANDE VIRTUDE, fazê-los depois,
ainda que se sobrecarregue o arquiteto e põe em risco o edifício. neste caso o excesso do novo
príncipe pode estar relacionado com a malignidade extraordinária e extrema da Fortuna. p 66

A conquista da força e reputação se sustentam por si mesmo, não precisamos mais Pretender
da Fortuna nem das forças alheias, mas apenas de seu poder e de sua virtude. p. 71

Alexandre, dispunha de “tanta bravura e virtude, ele sabia tão bem como ganhar os homens ou fazê-
los perder, eram tão sólidos os fundamentos que em tão pouco tempo assenta, que, se ele não
tivesse tido aqueles exércitos contra si, ou se estivesse em boa saúde, teria suportado qualquer
dificuldade, pela solidez dos seus fundamentos”.

Alexandre [...] “ele é comparável a todos aqueles que, o fortunas ou armas alheias ascenderam ao
poder imperial; porque, tendo ele grande espírito e a elevadas aspirações, não poderia ter governado
de outro modo, e seus desígnios só foram frustrados pela brevidade da vida de Alexandre e por sua
própria doença”. p. 71

Cap VIII - daqueles que, por atos criminosos, chegam ao principado

Além dos dois modos de passar de homem privado a príncipe sem que se deva atribuir tudo à
fortuna ou a virtude, existem outros modos em que se “ascende ao principado por meios nefandos
e acelerados ou nos quais um homem Comum se torna príncipe de sua pátria pelo favor de
outros concidadãos”. P. 73

Uso da violência para massacrar treinadores de homens mais ricos do povo para não haver
contestação civil a sua ocupação do principado. não por favor mas pela carreira militar pode-se
chegar ao principado.

Isso não quer dizer que haja Virtude em exterminar concidadão, trair os amigos , não tem fé nem
piedade na religião; Pois é possível conquistar o poder por esses meios, mas não há glória (por meio
do terror, impôs a obediência de todos e a formação de um novo governo). p. 74

Cap IX - Do Principado civil


um caso em que um cidadão comum se torna Príncipe de sua parte É não por crueldade ou qualquer
violência Implacável, Mas pelo favor de seus concidadãos - Principado civil ( e para chegar a ele
não é preciso nem toda virtude, nem por da Fortuna, mas astúcia afortunada -, [...] e acende a tal
1
Principado ou com apoio popular, ou com os dois poderosos ).

Em toda cidade se encontra essas duas tendências opostas:

de uma parte, o pouco que não quer ser comandado nem oprimido pelos poderosos , de outra, os
poderosos querem comandar e oprimir o povo;

desses dois desejos antagônicos advém nas cidades uma das três consequências: principado,
liberdade ou desordem. p. 77

O principado: instituído pelo povo ou pelos poderosos, segunda ocasião aproveitadas por uma
dessas forças: quando poderosos veem que não podem resistir ao povo, começam a favorecer um
deles até torná-lo príncipe, a fim de poder criar o próprio apetite a sua sombra; […] quando o povo
percebe que não pode resistir aos poderosos, favorece um deles e o torna príncipe a fim de ser
protegido por sua autoridade. p. 78

A chegada ao Principado com ajuda dos poderosos se mantém com mais dificuldade do que quem se
torna príncipe com apoio popular, Por que este está cercado de homens que se criem seus iguais e
por isso não pode comandar nem governado como quiser. [...]

Mas quem chega ao Principado pelo favor do povo se encontra só, entendo a sua volta ninguém ou
pouquíssimos que não estejam prontos a obedecer. Além disso, não é possível satisfazer aos
poderosos com honestidade e sem prejudicar os outros, ao povo, sim: por as metas do povo
são mais honestas do que a dos poderosos, Pois estes terem oprimir e, aquele, não ser oprimido.

... Um príncipe nunca poderá estar seguro se tiver contra si a inimizade dos homens do povo,
que são muitos; mas pode estar seguro se tiver contra si os poderosos, por serem poucos.

O pior que um príncipe pode esperar de um povo inimigo é ser abandonado por ele, e por outro lado
não deve ter medo o abandono dos poderosas hostis, mas também ser atacado por eles, os quais
sendo mais evidentes e astuciosos, sempre agem a tempo de salvaguardar e buscam agradar a
quem esperam que vença. ...um príncipe está obrigado a viver sempre com o mesmo povo, mas pode
prescindir dos poderosos …. p. 78

… os poderosos devem ser considerados principalmente de duas maneiras: os compostos de modo


a sujeitar-se inteiramente a fortuna do príncipe, ou agem por conta própria. p. 78

...os que não se sujeitam deve ser examinados de duas maneiras: aos que fazem
pusilanimidade ou falta natural de coragem [...] há os que não se sujeitam por astúcia e
ambição [...]. Estes últimos pensam mais em si do que no soberano e o Príncipe precisa se precaver,
tremendo como se fossem franco inimigos, porque nas adversidades eles sempre concorrerão para
arruiná-lo. P. 79

Alguém que se torne príncipe pelo favor do povo deve preservar sua amizade Bastando não oprimi-lo.

mas aquele que, com o apoio dos poderosos, deve antes de tudo obter a simpatia popular. p. 79

1
Maquiavel contrapõe os poderosos ao povo, sendo que este é mais frágil que os Nobres.
Maquiavel acreditava que, na Roma Antiga, a utilidade dele era construtiva; em Florença, ela se
mostraria catastrófica. Ver (história Fiorentini - história de Florence, livro III).
...um príncipe precisa ter o povo ao seu lado, do contrário não terá apoio nas adversidades. p. 79

mais um príncipe que se baseia no povo [...] que seja um homem de coração [...] nunca será traído
pelo seu e ver aqui seus fundamentos são bons. p. 80

Esses principados costumam correr perigo quando estão prestes a passar da ordem civil ao poder
absoluto isso porque tais princípios comandam ou pcie mesmo ou por meio de magistrados quando
eles comandam por meio de magistrados os seus governos são débeis e correm maiores riscos que
depende da vontade daquele cidadão que foram nomeados magistrados, os quais em tempos
adversos podem tomar-lhe o estado, seja abandonando soberano, seja atacando-o. p. 80

Os períodos adversas, quando o estado necessita dos cidadãos, então poucos se apresentam.
essa experiência é ainda mais perigosa que só pode ser realizada uma única vez; é por isso que um
príncipe sábio deve cogitar um meio de fazer com que seus cidadãos, não importa o tempo que faça,
precisem sempre dele e do Estado - e daí em diante serão sempre fiéis. p. 80

Cap X - de que modo se deve avaliar força dos principados

As aminas modalidades desses principados convém fazer mais uma distinção:

se o Príncipe de um estado muito poderoso seria capaz de sustentar a si por si mesmo ou se


sempre precisará de proteção de outrem.

O Príncipe de estado muito poderoso conseguirá resistir autonomamente porque com a mudança de
armas ou de riquezas podem reunir um bom exército da combate a qualquer um que vem a atacá-los.

[...] também julga o que o príncipe do Estado que precisa de proteção de outrem por não poder
comparecer diante do inimigo no campo de batalha, deve refugiar dentro de suas muralhas e
defendê-las. p. 81

[...] quanto ao segundo, deve ser incentivado a fortificar e municiar a sua própria cidade, sem se
preocupar com o resto do território. porque quem é capaz de fortificar bem sua cidade e manejar seus
súditos será sempre atacado com grande cautela. [...] Pois não deve haver facilidade em atacar
alguém que domina uma cidade vigorosa e não seja odiado por seu povo. p. 81

assim sendo, um príncipe que tem uma cidade ordenada de tal modo que não se faça de a não ser
atacado; e aquele que ousasse atacá-los teria postado a uma retirada vergonhosa: [...]. p. 82

...o príncipe Prudente corajoso sempre será capaz de superar todas essas dificuldades, hora dando
os súditos a esperança de que o mal não seja duradouro, ora incutindo-lhes o medo da crueldade do
inimigo, hora precavendo-se com destreza contra aqueles que lhe parecer sem pousadas demais. p.
82

... não será difícil príncipe Prudente manter firme de início ao fim, o ânimo de ser cidadão durante o
cerco, que não nos falte o necessário para viver e se defender. p. 83

Cap XVIII - como o príncipe deve Honrar sua palavra

o príncipe deve manter sua palavra viva com integridade não astúcia.
Existem duas matrizes de combate: as leis e o uso da força

as leis são próprias dos homens

uso da força é próprio dos animais. p. 104-105

Quando a primeira não basta recorre-se a segunda Por esta razão príncipe precisa valer-se do
animal e do homem.

um príncipe deve saber usar ambas as naturezas (a metade homem metade animal).

E, posto que é necessário é um príncipe saber usar do animal com destreza, dentre todos eles
devem escolher a Raposa e o leão, pois o leão não pode defender-se de Armadilhas, e a Raposa
em defesa diante dos lobos; é preciso, pois, de raposa para conhecer as armadilhas e leão para
afugentar os lobos - aqueles que simplesmente adotam o lobo não entendem do assunto. portanto,
um soberano Prudente não pode nem deve manter a palavra quando talvez herança se reverta contra
ele e já não existam os motivos que o levaram a empenhar lá. se todos os homens fossem bons,
este preceito não seria bom; mas, como elas são maus e não mantém a palavra dada ao príncipe,
Este também não deve manter a perante eles; [...] e número pazes e inúmeras promessas foram
invalidados pela infidelidade dos Príncipes. Aquele que prevalece da raposa se saiu melhor. é
necessário camuflar bem essa natureza, ser um grande fingidor e de simulador; ... os homens
não são tão simplória e obedientes às necessidades imediatas que aquele que engana sempre
encontrará quem se deixe enganar. É não se afastado bem mas saber entrar no mal, se
necessário. p. 105

Cap XXI - Como um príncipe deve agir para obter a honra

um príncipe de verdade se vem morar país exemplos

o rei da Espanha, Fernando de Aragão, de rei fraco tornou-se por fama e glória o primeiro rei dos
cristão

suas ações todas foram notáveis e algumas até extraordinárias, a Vitória da Guerra Ele trouxe mais
prestígio

o príncipe deve acima de tudo ao fim de todas as suas ações a fama de grande homem e Engenho
excepcional página 123

o príncipe também estimado quando se mostra o verdadeiro homem o verdadeiro inimigo, Quando
vence grupo se revela favor de alguém que compra ouro, batida mais útil do que a neutralidade para
que o vencido tema o vencedor O Vencedor tema o vencido.

o príncipe deve precaver-se de jamais aliás se alguém mais poderoso que ele para oprimir outros, a
menos que a necessidade o constrinja a isso [...]. p. 124-125

o príncipe deve ainda mostrar um amante das virtudes, dando qualidade aos homens virtuosos e
honrados que sejam excelentes tem alguma arte.

Cap XXII - os ministros de um príncipe

... para que o cliente possa conhecer seu Ministro, deve considerar que “ quando você vir que o
ministro pensa mais em signo soberano, e que em todas as suas ações elas são risal próprio
interesse, tal sujeito jamais será bom Ministro, e já poderá confiar nele. Pois aquele que tem um
estado de alguém nas mãos jamais deve pensar em si, mas sempre no príncipe, tem o importunar
com assunto que não lhe dizem respeito..

o príncipe deve pensar no Ministro honrá-lo enriquecê-lo e tornar o devedor compartilhado com ele
as honrarias e os encargos de tal modo que torna indispensável estar com princípe... p. 127

Quantos ministros e seus pés estão assim prepostos podem confiar um no outro do contrário
Imperatriz da noite para um para o outro página 127

Cap - XXV - em que medida a fortuna controla as coisas humanas e como se pode resistir a
ela

a convicção de que as coisas do mundo são governados pela Fortuna e por Deus cria a visão de que
os homens não podem corrigir lá com a sua sensatez. essa postura pode provocar um descuido
uma desatenção em promover transformações e mudanças sobre as coisas .

contudo, para que o nosso livre-arbítrio não se anule, penso que se pode afirmar que a fortuna
decide sobre metade de Nossas ações, mas deixa nosso governo a outra metade, ou quase.

Maquiavel faz uma analogia com rio devastadores que provocam catástrofes nos momentos que se
tornam caudalosos em função das chuvas das enchentes provocando destruições na cidade
derrubam árvores derrubam construção etc, e todos se curvam a sua força devastadora mas quando
passa seus efeitos os homens constroem Soluções para que numa próxima enchente os mesmos
problemas não reapareçam.

eu disse que „algo semelhante ocorre com a fortuna, que demonstra toda sua potência ali onde a
virtude não lhe pôs anteparos; e para aí ela volta a seus impetos, Onde está que não se
construíram Barreiras nem dicas para dete-la. p. 132

comentário de Manoel: a virtude é o exercício da ação correta e adequada julgada como necessária
para refletir um determinado efeito positivo sobre as condições de vida de experiência dos cidadãos.

o princípio pode rejubilar hoje e desmoronar amanhã, em que o vejamos mudar minimamente de
natureza qualidade

o príncipe que se apoia inteiro na fortuna se a ruína tão logo ela varia

é feliz quem parelha seu modo de proceder com a qualidade dos tempos… e aí feliz quem Age
desacordo com os tempos a busca pela glória e riqueza

um com prudência outro com ímpeto um com violência outro com atitudes e não com paciência ou ao
contrário . e cada um pode ter êxito por diversos meios…

dois que operam diretamente atingir o mesmo efeito e de dois que operam do mesmo modo um
alcança seu fim e outro não. disso Depende a variação do bem; bem pois se um príncipe se conduz
com prudência e paciência e os tempos e as coisas tiram de modo que seu governo seja bom, ele
terá sucesso, mas, se o tempo e as coisas mudam, ele se a ruína, Por que não muda seu modo
de proceder. p. 132-134

[...] variando a fortuna e os tempos, enquanto os homens permanecem obstinados em seus modos,
eles só são felizes uma vez que concordam reciprocamente e, assim que entram em desacordo, e
felizes. Tenho para mim que é melhor ser impetuoso que prudente: porque a fortuna é mulher, e é
preciso, caso se queira manter a submissa, dobrar lá e forca-la. De resto, vê-se que ela se deixa
vencer mais por esse por aqueles que procedem friamente; no entanto, na condição de mulher, ela é
sempre amiga dos jovens, os quais são menos respeitosos, mais ferozes e, com maior audácia, a
comandam. P. 134

Cap XXVI - Evocação a tomar a Itália e a libertá-la dos bárbaros

a questão A grande questão de Maquiavel coloca na Itália correria tempo favoráveis a um novo
princípe? haveria matéria que Nessa ocasião a um homem prudente Virtuoso capaz de introduzir ela
uma fortuna que ele trouxesse honra para ele e bem para a maioria dos que nela vivem?

Maquiavel acredita assim que for possível mas acrescenta que, “ era necessário que a Itália se
reduzisse aos termos atuais, e que ela fosse mais escrava que os judeus, Mas saiba que os persas,
mas detesta que os atenienses: sem líder, sem ordem, derrotada, espoliada, dilacerada, varrida,
tendo suportado toda sorte de ruína. Esta esta condição ideal para quê o novo príncipe Surgiu
promovendo uma unificação da Itália a partir da construção de uma vontade geral constituída numa
vontade política unificando o Estado-Nacional, Por ora fica limitado.

Alguém já havia se apresentado como essa possibilidade porém mais da sua trajetória foi abatido
pela Fortuna, a Itália neste momento encontra-se uma condição de crise de fragmentação
necessitando que o novo líder seja capaz de erguer Estado garantindo sua proteção das crueldades e
insolências bárbaras.

ele lamenta a situação em que depois de tantas revoluções na Itália e tantas operações de guerra a
virtude militar tem atrapalhado, para eles ocorreu porque as antigas instituições não eram boas e não
descontou nem um novo líder capaz de encontrar novas Soluções novas invenções novas instituições

ele considera que a Itália tem esse Cabedal cultural que elementos que possam Florescer grande
virtude nos membros desde que sejam Racionais, pianos tem força destreza são engenhosos mas
quando se trata de exército as suas prioridades desaparecem. por causa da fraqueza dos chefes, por
falta de coalizão política dois chefes, não tendo surgido assim alguém que seja capaz de sobressair
pela questão da virtude da Fortuna, maneiras de provar que fotos são os outros a recuarem, a
cederem ou a apoiarem. o exército da Liana é ruim, é preciso um exército forte armado e Unido de
forma que comandado por um príncipe Conrado e acolhido, preparar esse exército objetivo de por
meio da virtude Itálica defender-se dos estrangeiros. capacidade de o objetivo de ler e escrever livro é
propor uma diretriz uma orientação para que o novo príncipe ao assumir o poder na Itália pudesse
fazer alterações no exército não é de forma aqui trocando a Infantaria pela cavalaria em trocar
algumas posições pudesse qualificados exército para resistir às invasões estrangeiras e assim
defender o território italiano.

a todos cheira mal e Bárbaro domínio. que a vossa ilustre cada uma, pois, este empenho com o
mesmo ânimo e a mesma Esperança com que se assumir as campanhas justas, de modo que, sob
a insígnia, esta Pátria seja no nobilitada e, sob seus auspícios, se realizem aqueles versos de
Petrarca quando ele disse:

Virtu contro a furore


Penderà l’armi, e fia el combatter corto,
che l’antico valore
nelli italici cor non è ancor moto

Tradução:

Armas contra furor/ visto de tomará; e a luta é breve/ que o antigo valor/ no coração da Itália não
prescreva”.
Anotações de Sentra Wendel Antunes. estado e sociedade. Salvador uf ba faculdades de direito
2017

Unidade 1 estado e sociedade nos clássicos da teoria política

política estado e sociedade

como classificar os diferentes tipos de Estados

o surgimento do Estado de pressão do processo civilizatório ou o estado representaria o domínio


dos mais fortes sobre os mais fracos, instituição repressiva cuja função principal consiste na
vigilância e controle sobre os indivíduos?

na Grécia antiga o pensamento ocidental para explicar a natureza do estado e seu papel na vida
social mas as teorias do Estado não tem o modo linear e cumulativa ao longo do tempo

mesmos autores da teoria política divergiram e continua a divergir sobre as concepções de Estado
de sociedade p. 9

A estudar política é conhecer a riqueza e diversidade histórica das Comunidades humanas também
nas possibilidades de transformação da realidade existente p. 10

a dignidade da política: a lição dos antigos

a palavra política deriva de polis, polis é entendida como cidade-estado, mas pode assumir outras
definições, como modo de vida Urbano em oposição ao campo a vida rural, como aspecto cultural
referindo-se a uma forma de vida civilizada superior aos bárbaros estrangeiros na visão dos gregos,
e também pode ser compreendido como comunidade autônoma. ... uma Polis não se submete a
nenhuma autoridade externa e é capaz de produzir todos necessários para a vida de seus habitantes.
essa característica é denominada de autarquia (WOLFF, 1999 apud CINTRA, p. 11, 2010).

a política é uma atividade que desenvolve Napoli e para os gregos era a atividade mais nobre que
poderia ser realizada pelos homens…

“a política hoje é vista como algo distante das pessoas comuns, como atividade profissional restrita
aqueles que disputam eleições e ocupam cargos públicos” p. 11

atualmente é comum associar a politica conchavos, fisiologismo, nepotismo e a corrupção. p. 12

essas percepções difundidos na sociedade indicam separação entre a política que se realiza no
estado e em suas instituições( poder legislativo e Poder Executivo) e a sociedade civil ( o mercado,
a família, as igrejas, etc).

mas existe uma tendência contemporânea hierarquizar a vida privada superior a vida pública

os gregos consideravam a vida privada, a economia, acumulação de bens materiais uma dimensão
necessária, mas não suficiente para boa vida. p. 12

A polis enquanto espaço público é um lugar em que os homens podem realizar todas as
potencialidades: o polítiko é o cidadão que participa na vida da Polis, da cidade, e tem prazer na
convivência com os seus iguais. Contudo, deve-se salientar que fazer política, o que significava
participar da vida comum na idade clássica, significa dizer que esta é uma atividade por excelência
atribuído aos Nobres (WOLFF, 1999). ou seja, a valorização da política em Atenas ocorria com
restrições dos direitos de cidadania, onde os estrangeiros, as mulheres e os escravos, eram figura
excluídas de participação na vida pública. [...] aquele que gozavam do status de cidadão, a
participação na vida pública era um ato rotineiro e socialmente valorizado. para os gregos, a política
não era um subsistema afastado da vida social massividade profissional separada das pessoas, mas
constitui-se no modo de atividade de cidadãos considerados nobres indígenas que ocupavam nesta
função. p. 13-14

A filosofia política e a constituição dos Estados modernos (Séc VXI-XVIII)

o pensamento político moderno estruturada a partir do século 16 rompeu com os postulados da


teoria aristotélica qual seria o homem como animal político, e que seriam resultado dessa natureza,
Qual a finalidade da realização de um ideal ético de vida. (CINTRA, 2010).

essa ruptura que deu no contexto histórico dos séculos 15 e 17, na transição que constitui os
primeiros estados absolutistas na Europa.

o termo estado foi utilizado apenas no século 16, especialmente a partir da difusão da obra de
Maquiavel, O Príncipe publicado 1513.

status: nesta época significava a situação, “ designava o conjunto de instituições e pessoas que
tinham o domínio sobre o território e seus habitantes (BOBBIO, 1999, p. 67).

o declínio da sociedade medieval, Provocou um novo tipo de ordenamento político. um dois três
principais do estado moderno passou a ser então a monopolização dos mês da violência legítima
(Weber) terminar o território. As leis que regem a vida social deixam de ter produtos da tradição de
costumes locais ( direito consuetudinário) e passam a ser uniformizadas de acordo com as decisões
do soberano. … nesta conjuntura as funções de arrecadação de tributos e defesa exército e policiais
passaram a ser centralizadas e serem submetidas ao controle direto do monarca absolutista. p. 15-16

o absolutismo teve como principal característica a concentração de poder político e administrativo no


Monarca, destruindo as bases do Poder local típicas do feudalismo medieval… p. 16

a formação dos estados modernos a partir do século XVI corresponde portanto a um processo de
concentração de poder, marcado pela expropriação dos antigos Barões feudais em favor do monarca
absolutista. o Estado Moderno cria um aparato administrativo separando as cidades e torna-se o
detentor do monopólio legítimo da força. p. 16

os principais teóricos políticos do século XVI e XVII

Jean Bodin
Nicolal Maquiavel
Thomas Hobbes

ele tem sobre o processo de consolidação e estabilização da autoridade estatal, apresentando


sempre ideal normativo de construção de uma ordem política estável e duradoura e que Estabeleça
critérios claros para obediência civil. p. 16-17

Maquiavel e o Estado como construção política

p. 17