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19/08/2014

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

Disciplina: MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL - I


Código: ENG1071

Tópico: AULA 2 – Agregados

Turma/curso: Engenharia Civil

Professor: Elias Rodrigues Liah, Engº Civil, M.Sc.


Goiânia - 2014

AGREGADOS
Introdução
Os agregados são materiais granulares, sem forma e
volume definidos.
Ocupam de 60 a 80% do volume total do concreto,
portanto sua qualidade é de grande importância para a
qualidade final do mesmo.
Representam cerca de 20% do custo do concreto
(motivação econômica);
As características dos agregados que mais se destacam
para a fabricação do concreto são:
porosidade,
composição granulométrica,
absorção de água,
forma e textura superficial das partículas,
resistência à compressão,
módulo de elasticidade e,
os tipos de substâncias deletérias presentes.

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AGREGADOS
Essas características dos agregados influem nas
propriedades do concreto.
No estado fresco podem afetar sua coesão,
consistência e trabalhabilidade e no estado
endurecido a resistência à compressão, estabilidade
dimensional, durabilidade, resistência à abrasão e
aspecto visual.
Têm emprego variado: como material filtrante e de
drenagem, como lastro de vias férreas, material para
execução de bases rodoviárias, em misturas
betuminosas e, principalmente, como material inerte
para a produção de argamassas e concretos.

AGREGADOS
Dentre os materiais que são comumente empregados como agregados,
pode-se destacar:
Seixo Rolado;
Pedregulho;
Cascalhos;
Granito (quartzo, feldspato e mica);
Gnaisse;
Calcários;
Mármore;
Dolomita (Carbonato de Cálcio e Magnésio - Siderita, Magnesita);
Basalto;
Diabásio;
Escorias de alto-forno;
Escorias de aciaria;
Entulho Reciclado da Construção;
Saibro (mistura de areia e argila);
Areia de rio;
Areia de várzea;
Areia de cava;
Dentre outros.

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AGREGADOS
2. Classificação
Quanto à origem:
Naturais: encontrados na natureza e podem requerem
processos simples de lavagem ou seleção. Ex: areia, seixo
rolado, cascalho, pedregulhos;
Artificiais: materiais processados industrialmente, incluindo-
se britagem, a partir de matérias-primas naturais. Ex: brita
(pedra britada), pedrisco, concreto reciclado de demolições.
Industrializados: aqueles que são obtidos por processos
industriais. Ex.: argila expandida, escória britada.
Quanto à massa específica:
Leves: agregados com massa específica menor que 2000 kg/m3.
Ex: argila expandida, vermiculita;
Normais: agregados com massa específica entre 2000 kg/m3 e
3000 kg/m3. Ex: areias naturais de cava ou praia, pedras
britadas, pedregulho, etc;
Pesados: agregados com massa unitária acima de 3000 kg/m3.
Pesados
Ex: barita, magnetita, hematita, etc.

AGREGADOS
Agregados Industrializados
Agregados Leves:
Argila expandida: a argila é um material muito fino,
constituído de grãos lamelares de dimensões inferiores a dois
micrômetros, formada, em proporções muito variáveis, de
silicato de alumínio e óxidos de silício, ferro, magnésio e outros
elementos.
Para se prestar para a produção de argila expandida, precisa
ser dotada da propriedade de piro-expansão, isto é, de
apresentar formação de gases quando aquecida a altas
temperaturas (acima de 1000 oC). Nem todas as argilas
possuem essa propriedade.
O principal uso que se faz da argila expandida é como agregado
leve para concreto, seja concreto de enchimento, seja concreto
estrutural ou pré-moldados – com resistência de até
fck∼30MPa.
O concreto de argila expandida, além da baixa densidade de 1,0
a 1,8, apresenta muito baixa condutividade térmica – cerca de
1/15 da do concreto de britas de granito.

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Escória de alto-forno: é um resíduo resultante da produção
de ferro gusa em altos-fornos, constituído basicamente de
compostos oxigenados de ferro, silício e alumínio.
A escória simplesmente resfriada ao ar, ao sair do alto forno
(escória bruta), uma vez britada, pode produzir um agregado
graúdo.
Normalmente, após receber um jato de vapor, a escória é
resfriada com jatos de água fria, produzindo-se, então, a escória
expandida, de que resulta um agregado da ordem de
12,5/32mm.
Quando é imediatamente resfriada em água fria, resulta a
escória granulada, que permite obter um agregado miúdo de
graduação 0/4,8mm, aproximadamente.
A escória granulada é usada na fabricação do cimento Portland
de alto-forno.
Usa-se a escória expandida como agregado graúdo e miúdo no
preparo de concreto leve em peças isolantes térmicas e
acústicas, e também em concreto estrutural, com resistência a
28 dias da ordem de 8-20 MPa e densidade da ordem de 1,4.

AGREGADOS
Quanto às dimensões:
Miúdos: agregados cujos grãos passam pela peneira 4,75 mm
ressalvados os limites estabelecidos na ABNT NBR 7211:2009,
em ensaio realizado de acordo com a NBR NM 248;
No comércio a areia é classificada como:
grossa (grãos com diâmetro entre 2 e 4,8 mm),
média (grãos com diâmetro entre 0;42 e 2 mm) ou,
fina (grãos com diâmetros entre 0,07 e 0,42 mm).
A areia média é ideal para produção de concretos e a fina para
fabricação de argamassas de revestimento.
A areia média serve para argamassas de bases (mais grossas) e
para compor com areia grossa ou fina para melhorar a
distribuição de tamanho dos grãos.
Areia de brita ou areia artificial: obtida dos finos resultantes
da produção da brita dos quais se retira a fração inferior a
0,15mm. Sua graduação é 0,150 / 4,8 mm.
Filler: é o material que passa na peneira nº 200, cuja abertura
de malhas tem dimensão de 0,075 mm. Os grãos são da mesma
ordem de grandeza do cimento. É chamado de pó de pedra.

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Quanto às dimensões:
Graúdos: agregados cujos grãos passam pela peneira 75 mm e
ficam retidos na peneira 4,75 mm, ressalvados os limites
estabelecidos na ABNT NBR 7211:2009, em ensaio realizado de
acordo com a NBR NM 248.
Bica-corrida: material britado no estado em que se encontra à
saída do britador. Chama-se primária quando deixa o britador
primário (graduação na faixa de 0 a 300 mm) e secundária,
quando deixa o britador secundário (graduação na faixa de 0 a
76 mm).
Rachão: agregado constituído do material que passa no
britador primário e é retido na peneira de 76mm. É a fração
acima de 76 mm da bica corrida primária.
É a fração acima de 76mm da bica-corrida primária. O rachão
também é conhecido como “pedra de mão” e geralmente tem
dimensões entre 76 e 250mm.
Pedra de mão: são blocos de pedra britada ou cascalho com
dimensões acima de 200 mm.
Seixo rolado ou cascalho: É um sedimento fluvial de rocha,
também chamado de pedregulho, possui grãos com diâmetro
maior que 5 mm até cerca de 100 mm.

AGREGADOS
A classificação das pedras é feita basicamente pelo seu diâmetro,
sendo que esta classificação varia um pouco. Veja a seguir uma
classificação corrente:

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AGREGADOS
3. Distribuição granulométrica
Para a determinação da distribuição granulométrica dos
agregados, são utilizadas duas séries de peneiras: normal
e intermediária, conforme a Tabela 1.
A distribuição granulométrica deve atender aos limites
das Tabelas 2 e 3.
Definições (NBR 7211:2009):
Dimensão Máxima Característica: grandeza
associada a distribuição granulométrica do agregado,
correspondente a abertura nominal, em milímetros da
malha da peneira da série normal ou intermediária na
qual o agregado apresenta uma porcentagem retida
acumulada igual ou imediatamente inferior a 5% em
massa;
Módulo de finura: soma das porcentagens retidas
acumuladas em massa de um agregado, nas peneiras da
série normal, dividida por 100.

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Nota: módulos de finura das faixas granulométricas variam:


a. Entre 2,20 e 2,90 para a zona ótima;
b. Entre 1,55 e 2,20 para a zona utilizável inferior;
c. Entre 2,90 e 3,50 para a zona utilizável superior.

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AGREGADOS

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AGREGADOS
4. Substâncias nocivas
As quantidades de substâncias nocivas devem
atender aos limites da Tabela 3.
No caso de agregados miúdos produzidos pela
britagem de rochas (areia industrializada), os limites
para material fino apresentados na Tabela 3 podem
ser alterados de 3% para 10% em concreto
submetido a desgaste superficial e de 5 % para 12%
em concreto protegido de desgaste superficial, desde
que se comprove, por apreciação petrográfica, que o
material não interfere nas propriedades do concreto.

AGREGADOS
5. Durabilidade
a. Em agregados de regiões litorâneas ou extraídos de
águas salobras ou ainda quando houver suspeita de
contaminação natural ou industrial, os teores de cloretos
e sulfatos não devem ultrapassar os limites da Tabela 4;
b. A apreciação petrográfica indica a natureza
mineralógica potencial reativa ou não do agregado.
Agregados potencialmente reativos devem ser ensaiados
pelo método ASTM C 1260, não devendo apresentar
expansão maior que a estabelecida na Tabela 4.
Agregados com expansão superior a 0,10% só podem ser
utilizados em concretos com teor total de álcalis menor ou
igual a 3 kg/m3 ou quando for comprovado que o cimento
utilizado atua como inibidor da reação álcali-agregado,
como ocorre em alguns cimentos com adições minerais.
Alternativamente pode-se verificar a reatividade do
agregado de acordo com a NBR 9773. Se a apreciação
petrográfica fornecer indicações de que o agregado não é
reativo e não houver histórico do comportamento danoso
do material, pode-se prescindir do ensaio de reatividade.

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AGREGADOS
Obtenção de agregados
Os agregados para concreto podem ser obtidos por
meio das seguintes instalações:
• Instalação de lavagem e peneiramento – para areias
e cascalhos;
• Instalação de britagem, lavagem e peneiramento –
para pedras britadas.
Areia natural e cascalho
a) Extração
A extração de areia e cascalho é feita em depósitos
aluvionares ou leito de rios. Mediante utilização de
equipamentos tais como: draga, trator de lâmina,
escavadeira e pá carregadeira.
Para obtenção de 1 m3 de cascalho, de modo geral, é
necessário a escavação de 3 a 4 m3 de jazida.
Para obtenção de 1 m3 de areia, de modo geral, é
necessário a dragagem de 1 m3 de jazida.

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b) Beneficiamento
O beneficiamento de cascalho e areia consiste de
lavagem e peneiramento do material bruto,
estocando-se separadamente cada graduação de
agregado.
Na instalação de beneficiamento de cascalho, o
material bruto é introduzido em peneira rotativa,
onde o peneiramento com água separa o cascalho
da areia e finos.
O cascalho é peneirado nas diversas graduações
enquanto a areia é separada dos finos em lavador
de parafuso.
As Figuras 22 e 23 mostram esquemas de
instalações de beneficiamento de areia e de
cascalho

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Pedra britada
a) Extração da rocha
O processo produtivo se inicia com a detonação da rocha
através do uso de explosivos, devidamente licenciados e
fiscalizados pelos órgãos competentes, (Ministério do
Exército e Polícia Civil), e manuseados por funcionários
habilitados.
Desta forma acontece o desmonte da rocha que será
preparada por um rompedor de rocha e em seguida
encaminhada para a instalação de britagem.

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b) Fragmentação secundária
Após a extração de grandes blocos, dependendo do seu
tamanho, poderá ser necessário reduzi-los para tamanhos
adequados para alimentar um britador primário.
Esta operação poderá ser realizada por detonações (fogachos)
ou por meio mecânico, como o “dropp ball”, que consiste em
uma grande bola de aço que, por meio de um guindaste,
deixa-se cair sobre o material, fraturando-o.

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c) Transporte
Após as operações de extração e fragmentação, o material é
transportado até o alimentador do britador primário.
A escolha do tipo de transporte deve ser bem estudada, tendo
em vista os custos envolvidos e as características do local.
Pode-se utilizar transporte rodoviário, ferroviário, fluvial ou
marítimo, além de esteiras, cabos aéreos, dentre outros.
d) Britagem
Em geral, uma instalação de processamento de agregados
conta com um britador primário e um secundário. É grande a
variedade de tipos e tamanhos de britadores que existem no
mercado. Pode-se classificar os britadores nos
seguintes tipos principais:
• De movimento alternativo ou britador de mandíbula;
• De movimento contínuo – giratórios ou de rolos;
• De martelos, de bolas ou de barras.

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e) Peneiramento
Após o material ser britado, ele é passado por uma série de
peneiras, objetivando dividi-lo em grupos de tamanhos
denominados de “graduação”.
f) Lavagem
É comum o agregado obtido pela fragmentação da rocha
possuir uma excessiva quantidade de finos, o que prejudica
consideravelmente a sua qualidade.
É comum utilizar-se, então, lavadores de agregados, que em
geral são acoplados às peneiras, de forma que a água com as
impurezas são colhidas após a última peneira.
Em algumas instalações esta água, contendo areia artificial e
finos, é conduzida a um lavador de parafuso, onde um fluxo
de água provoca a separação entre o material utilizável e as
impurezas.
A areia, mais densa que as impurezas, se deposita no fundo,
de onde é arrastada pelo parafuso sem fim até a parte
superior do lavador, de onde é conduzida até o silo de
estocagem.

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g) Estocagem
A partir daí começa o processo de classificação da
pedra em diversos subprodutos: britas de diversas
granulometrias, pó-de-pedras e areia artificial.
Nesta fase utilizam-se correias transportadoras
que levam os materiais diretamente aos seus locais
de estocagem.
São necessários cuidados nesta fase, evitando-se
que haja segregação do agregado nas pilhas de
estocagem, contaminação por material fino ou solo.
A Figura 24 mostra esquema de instalação de
britagem de agregado.

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Qualificação de agregados
As características principais de um agregado são as seguintes:
Resistência mecânica
A resistência à compressão, a resistência à abrasão e o módulo
de elasticidade dos agregados são propriedades inter-
relacionadas, que são influenciadas pela porosidade.
Os agregados naturais comumente usados para a produção de
concreto convencional são geralmente densos e resistentes.
A resistência à compressão dos granitos, basaltos, arenito
quartzitico e calcáreos densos varia de 210 a 310 MPa.
6.4.2 Módulo de elasticidade
É a relação entre a tensão e a deformação no regime elástico,
conforme expressão abaixo.
É determinado em testemunhos de rocha, preparados da
mesma forma que os utilizados nos ensaios de resistência à
compressão, porém utilizando relação altura/diâmetro dos
corpos de prova de 2,5 a 3.

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Massa específica e Massa unitária
Os agregados naturais são porosos, valores de
porosidade de até 2% são comuns para rochas ígneas
intrusivas, de até 5% para rochas sedimentares
densas e de 10% a 40% para arenitos e calcáreos
muito porosos.
Para efeito de dosagem do concreto, é importante
conhecer o volume ocupado pelas partículas do
agregado, incluindo os poros existentes dentro das
partículas.
Portanto, é suficiente a determinação da massa
específica, que é definida como a massa do material
por unidade de volume, incluindo os poros internos
das partículas, como dado pela expressão:

AGREGADOS
Para rochas comumente utilizadas, a massa específica
varia entre 2600 e 2700 kg/m3, valores típicos para
granito, arenito e calcáreo denso são 2690, 2650 e 2600
kg/m3, respectivamente.
A massa unitária é definida como a massa das partículas
do agregado que ocupam uma unidade de volume.
O fenômeno da massa unitária surge porque não é
possível empacotar as partículas dos agregados juntas, de
tal forma que não haja espaços vazios.
O termo massa unitária é relativo ao volume ocupado
pelos grãos de agregado e pelos espaços vazios entre os
grãos, conforme expressão:

A massa unitária dos agregados comumente usados em concreto


varia de 1300 a 1750 kg/m3.

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Dimensão máxima Característica – DMC ou DMA
A dimensão máxima do agregado é, designada pela dimensão da
abertura da peneira em milímetros na qual fica uma porcentagem
retida acumulada igual ou imediatamente inferior a 5% em massa.
Um dos fatores que governam a escolha da dimensão máxima do
agregado para uma mistura de concreto é a compatibilização do
tamanho do agregado com as dimensões da peça e espaçamento
das ferragens dentro desta peça.
Considerando este fator, a dimensão máxima do agregado não deve
ser superior a:
• 1/4 da menor distância entre as faces internas das formas;
• 1/3 da espessura das lajes;
• 0,83 do espaço entre duas barras horizontais da armadura;
• o dobro do espaço entre duas barras verticais da armadura.

Módulo de Finura – MF
Soma das porcentagens retidas acumuladas em massa de um
agregado, nas peneiras da série normal, dividida por 100.

AGREGADOS
Textura superficial
A textura superficial do agregado influencia mais as propriedades
do concreto no estado fresco do que no estado endurecido.
É o grau de quanto a superfície do agregado é lisa ou áspera,
baseado em uma avaliação visual. A textura superficial do
agregado depende da:
• Dureza;
• Granulação;
• Porosidade da rocha matriz e da sua exposição à ação de atrito.
A resistência do concreto, particularmente a resistência à flexão,
pode ser afetada pela textura do agregado; uma textura mais
áspera parece favorecer a formação de uma aderência mecânica
mais forte entre a pasta de cimento e o agregado.

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Forma dos grãos
Da mesma forma que a textura superficial, a forma dos grãos do
agregado influencia mais as propriedades do concreto no estado fresco
do que no estado endurecido.
Quanto mais arredondada for a forma dos agregados, mais trabalhável
será o concreto e argamassa com eles produzidos.
Além do mais, com estes agregados serão produzidos concretos com
menor consumo de cimento, o que é vantagem tanto no aspecto técnico
como no econômico.
Os grãos do agregado podem ter formas:
• Arredondadas – formadas pelo atrito, com conseqüente
perda de vértices e arestas. Ex: areia e pedregulho de rio;
• Angulosas – resultantes da britagem de rochas, possuindo
vértices e arestas bem definidos;
• Lamelares ou achatadas – quando uma das dimensões
(espessura) é bem menor que as outras duas dimensões;
• Alongadas - quando uma das dimensões (comprimento) é
bem maior que as outras duas dimensões.
A medida da lamelaridade do agregado é realizada pelo método do
paquímetro, onde se determina a relação entre a maior e a menor
dimensão do agregado, considerando como lamelar o agregado que
apresente esta relação superior a 3.

AGREGADOS
Composição mineralógica de agregados
Diversos processos podem levar a formação de rochas com diferentes
características e aplicações.
Rocha pode ser definida como agregado de minerais formado por
processos naturais. Esses agregados podem conter, ainda, matéria
orgânica e vidro.
Em outras palavras, as rochas são registros de processos naturais
ocorridos em algum lugar do passado.
A identificação de cada tipo de rocha – ígnea ou magmática,
sedimentar e metamórfica – baseia-se em um conjunto de
características essenciais: a composição, a textura e a estrutura.
Composição: a composição mineral e química da rocha;
A textura é o termo que se refere às características de tamanho, forma
e arranjo dos grãos minerais que constituem a rocha. A característica
textural de uma rocha é diretamente relacionada ao processo
formador, sendo, portanto, um critério fundamental para sua
classificação.
Entende-se por estrutura a ocorrência de agregados de minerais
formando padrões bem definidos, muitas vezes geométricos, na rocha.
Embora nem sempre presente, as estruturas refletem em geral as
condições dinâmicas do ambiente de sua formação, sendo, assim, um
aspecto valioso na identificação e classificação das rochas

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AGREGADOS
Assim, podemos esperar que as rochas formadas por cada
processo apresentem um conjunto de características
texturais e estruturais, que, aliadas à composição mineral,
permita reconhece-las e classificá-las.
Rochas Ígneas ou Magmáticas
As rochas ígneas são formadas a partir do resfriamento e
conseqüente cristalização de um magma. O magma é uma
fusão, geralmente de composição silicática (ou seja, rica em
SiO2), gerada em profundidade pela fusão parcial de outras
rochas.
Granito
Dá-se ao nome de granito a uma rocha eruptiva que é
composta por três minerais essenciais, sendo eles: o quartzo,
o feldspato alcalino e as micas.
Outros minerais como o piroxênio, biotita, anfibólio e mica
branca podem fazer parte da composição desta rocha, sendo
que a partir destes minerais é que se designa o tipo de
granito.

AGREGADOS
Quartzo
É o mineral mais comum, composto por dióxido de silício (SiO2).
Ocorre em todo o mundo como componente de rochas ou em forma de
depósitos puros e é um elemento essencial das rochas ígneas. Nas
rochas metamórficas, é componente principal de diferentes tipos de
gnaisses e de xisto.
O quartzito é formado basicamente de quartzo.
O quartzo branco tem cor leitosa devido à presença de pequenas
inclusões de líquidos ou gases.
Mica
Termo que se aplica a um grupo de minerais que se caracterizam por
uma esfoliação basal perfeita, que separa o material em folhas muito
finas e um tanto elásticas.
São silicatos complexos de alumínio cuja cor varia de acordo com sua
composição. As mais importantes são a moscovita, que contém potássio
e alumínio, e a biotita, que contém potássio, magnésio, ferro e
alumínio.
Basalto
É uma rocha efusiva, de cor preta ou cinza escura, podendo apresentar
vesículas, que quando preenchidas formam as amígdalas, cuja
constituição pode apresentar minerais como o quartzo, que vem sendo
explorado no Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

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AGREGADOS
Rochas Sedimentares
Em geologia, rochas compostas por materiais transformados,
formadas pela acumulação e consolidação de matéria
mineral pulverizada, depositada pela ação da água e, em
menor quantidade, do vento ou do gelo.
Arenito
Rocha sedimentar com granulado grosso, formada por
massas consolidadas de areia. Sua composição química é a
mesma da areia; assim, a rocha compõe-se essencialmente de
quartzo.
Na cidade de Vila Velha, no Estado do Paraná, existem
muitas formações rochosas de arenito. Ele é muito utilizado
na construção civil.
Calcário
Tipo comum de rocha sedimentar, composta por calcita. O
calcário cristalino metamórfico é conhecido como mármore.
Muitas variedades formaram-se pela união de conchas do
mar de diferentes animais marinhos

AGREGADOS
Rochas Metamórficas
São rochas cuja composição e textura originais foram alteradas
pelo calor e pela pressão existentes nas profundidades da crosta
terrestre.
Gnaisse
Rocha metamórfica na qual os minerais separaram-se em camadas
paralelas, criando uma estrutura laminar ou de bandas.
Ardósia
É uma argila alterada sob forte calor e pressão. Em determinadas
regiões, usam-se placas de ardósia para cobrir as casas. Essas
placas são leves e impermeáveis.
Mármore
Variedade cristalina e compacta de calcário metamórfico, que pode
ser polida até que se obtenha um grande brilho. Empregada
principalmente em construção e como material para esculturas.
Comercialmente, o termo amplia-se para incluir qualquer rocha
composta de carbonato de cálcio que possa ser polida, como, por
exemplo, alguns calcários comuns.
Inclui também, em termos genéricos, pedras como o alabastro, a
serpentina e, às vezes, o granito.

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AGREGADOS – ENSAIOS E NORMAS


Agregados Para Concreto (NBR 7211: 2009)
Amostragem de agregados e redução para ensaios de laboratório (NBR NM 26:
2009 E NBR NM 27: 2001)
Composição Granulométrica dos Agregados (NBR NM 248: 2003)
Determinação do teor de material pulverulento (NBR NM 46: 2003)
Teor de argila em torrões e materiais friáveis (NBR 7218: 2010)
Índice de forma de agregado graúdo pelo método do paquímetro (NBR 7809:
2006) versão corrigida 2008
Agregados – determinação da massa unitária e volume de vazios (NBR NM 45:
2006)
Agregado graúdo - ensaio de abrasão "los angeles" (NBR NM 51 – 2001)
Massa específica, massa específica aparente e absorção do agregado graúdo
(NBR NM 53: 2009)
Massa específica, massa específica aparente e absorção do agregado miúdo
(NBR NM 52: 2009 E NBR NM 30: 2001)
Impurezas orgânicas em agregados miúdos (NBR NM 49: 2001)
Ensaio de qualidade da areia (NBR 7221: 1987)
Ensaio de inchamento da areia (NBR 6467: 2006)
Determinação da umidade superficial em agregado miúdo - método do frasco
de Chapman (NBR 9775: 1987)
Agregados - determinação do teor de umidade total, por secagem, em agregado
graúdo (NBR 9939: 1987)

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