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CONTENIDO

 RECURSO SOLAR (2 h)
 CÉLULAS Y MÓDULOS FOTOVOLTAICOS (3h)
 COMPONENTES BÁSICOS DE SISTEMAS FOTOVOLTAICOS (2 h)
 APLICACIONES DE SISTEMAS FOTOVOLTAICOS (1h)
 PROYECTO Y DIMENSIONAMENTO SFV AUTONOMOS : ESTUDO DE
CASO 1 (2 h)
 PROYECTO Y DIMENSIONAMENTO SFV CONECTADO A REDE:
ESTUDIO DE CASO 2 (2h)
 INSTALACIÓN DE SISTEMAS FOTOVOLTAICOS E RECOMENDAÇÕES
DE SEGURANÇA (2h)
 VIABILIDAD ECONOMICA DE PROYECTOS DE SISTEMAS
FOTOVOLTAICOS- ESTUDO DE CASO (2 h)
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Recurso solar
PHD. ING. CLODOMIRO UNSIHUAY
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Energia fotovoltaica (PV)

 Energia solar: radiação e calor


 Calor: Usinas heliotermica
 Radiação: Células fotovoltaicas
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Fonte : Sol

 Principal fonte de energia


da terra
 174 PW
 Bola de gas
 Energia gerada através
da fissão nuclear
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Sol-Terra

 Órbita quase circular


 Eixo de rotação com 23.45º em relação ao plano
orbital
 Eixo+translação = estações
 Declinaçao solar
 Angulo relativo entre
Sol e Equador
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Declinação Solar (δ)

n= número do dia no ano


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EXEMPLO

 Encontrar a declinação solar para o dia 21 de


Junho. n=172
 Aula 1/declinação solar .xls

Dia Seno (δ) Declinação


172 0,39792563 23,44856
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Ângulos da Geometria Solar
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Ângulos da Geometria Solar
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 Latitude (ϕ): ângulo de vértice no centro da Terra, formado pela


semirreta com direção do ponto considerado e plano do
Equador. Positivo no Hemisfério Norte.

 Ângulo horário (ω): ângulo diedro com aresta no eixo de


rotação da Terra, formado pelo semiplano que contém o Sol e o
semiplano que contém o meridiano local. Negativo nas manhãs.
Varia entre −180° 𝑒 180°, sendo os valores negativos para o
período da manhã, os positivos para o da tarde e o zero ao
meio-dia
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Ângulos da Geometria Solar

 θZ: Ângulo Zenital (0->90°)


 : Altura ou Elevação solar (0->90°)
 θZ + =90°
 γS: Ângulo Azimutal do Sol(-180 -> 180°)
 γ : Ângulo Azimutal de superficie (-180 ->180º)
 β: Inclinação da superficie (0 ->90º)
 θ : Ângulo de incidência (0->90º)
 ω : Ângulo horário do sol (-90 -> 90º)
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Esquema completo
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Ângulos

Ângulo Horário do Sol ou Hora Angular ( ω ):


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 A seguinte expressão relaciona a altura solar com a


latitude de um determinado local 𝜙, a declinação
solar 𝛿 e o ângulo horário 𝜔:
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Horas de dia

No por do Sol, θZ= 0; enta o Ws vale:

Considerando-se que o comprimento angular do dia varia entre -ws


e + ws, ao duplicar o valor de ws e converter a hora angular para
hora solar (15° = 1 h), obtém-se o número teórico de horas de sol
para o dia e local em questão.
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Exemplo

 Sabiendo la Latitude de una localidade 43 graus N,


dia 13 de febrero com Hs= 10,50 h. Calcule:
 A) ω = (HS – 12) × 15 = (10,50 – 12) × 15 = –22,50º
 B) n=44
 C) δ =–13,95º
 D) θz = 60,48º
 E) ωS = 76,60º.
 F) N = 10,2 h.
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Irradiância

 Energia que atinge a terra


 Irradiância extraterrestre
 Energia que chega à terra sem passar por
nenhuma atmosfera
 Constante solar: I0
 Irradiância extraterrestre sobre uma superficie
perpendicular
 ~1367 W/m²
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Comportamento anual
Radiação Solar Sobre a Terra

 Irradiância (Radiação) Solar:


 Potencia por metro quadrado W/m2. Uma densidade de Potencia.
 Irradiação Solar: Energia por metro quadrado durante um período
de tempo, recebida pelo sol ao nível do solo em determinado local.
Exemplo Wh/m2/dia.
 Onde conseguir esses dados:
 Mapas de insolação. Estudos de potencial solar.
 Base de dados: Sundata, calculadora solar, Radiasol, SWERA.
 Medições usando transdutores apropriados.
Radiação Solar sobre a Terra

➢ A potência total disponibilizada pelo Sol a Terra, no topo


da atmosfera, é de aproximadamente 174 TW;
➢ Segundo estudos cerca de 54% da irradiação que incide
no topo da atmosfera, 7% é refletida e 47% é absorvida.
➢ Ou seja, cerca de 94 mil TW chega efetivamente a
superficie terreste
➢ Radiação direta provêm diretamente da direção do Sol
e produz sombras nítidas;
➢ Radiação Difusa é aquela proveniente de todas as
direções e que atinge a superfície após sofrer
espalhamento pela atmosfera;
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Radiação Solar sobre a Terra
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Componente difusa e Albedo

 Mesmo em um dia sem


nuvens, 20% da luz é
difusa
 Nublado -> 100% difusa
 Se o PV estiver inclinado,
ainda existe o Albedo
 Reflexão solar de
superficies próximas
 Subtraindo-se todas as
perdas atmosféricas, se
tem aproximadamente
1000W/m², que é usada
como potencia padrão
para teste de células PV
Distribuição da irradiação solar
média diária no mundo

 Os projetos de sistemas fotovoltaicos normalmente exigem uma


irradiação de no mínimo 3 a 4 kWh/(m2.dia) (125 a 166 W/m² no
mapa), valores estes disponíveis para quase todas as áreas entre
os trópicos.
 Pode-se observar como o potencial disponível no Brasil é maior
quando comparado com países da Europa, onde a conversão
fotovoltaica já é utilizada largamente. Além do tamanho do país,
observa-se que em todo o território brasileiro há disponibilidade
de irradiação solar equivalente ou melhor que nos países do Sul
da Europa e superando países como, por exemplo, a Alemanha,
país com capacidade instalada significativa de sistemas de
geração fotovoltaica.
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Irradiação: Brasil X Europa

Fig 8. Irradiação Solar no Brasil


Fig 9. Irradiação Solar na Europa
Observa-se que o
oeste da Bahia é dos
lugares mais
favoráveis, bem como
o Vale do São
Francisco, Piauí, Mato
Grosso do Sul, leste de
Goiás e oeste do
Estado de São Paulo.
Potencial Solar

 Ainda segundo NOTA TÉCNICA EPE - Análise da Inserção da


Geração Solar na Matriz Elétrica Brasileira (2012), a irradiação
média anual brasileira varia entre 1.200 e 2.400 kWh/m2/ano,
valores que são significativamente superiores a maioria dos
países europeus, cujas estatísticas indicam intervalos entre 900 e
1.250 kWh/m2/ano na Alemanha, entre 900 e 1.650 kWh/m2/ano
na França e entre 1.200 e 1.850 kWh/m2/ano na Espanha.
 Mesmo sendo bastante inferior às áreas de maior insolação,
como as regiões secas de baixas latitudes como o nordeste
brasileiro, Curitiba apresenta uma média de irradiação solar
superior à Alemanha, que é ícone mundial em produção e
consumo de energia solar fotovoltaica.
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http://del
tavolt.pe
/atlas/atl
assolar
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http://eliseosebastian.co
m/irradiacion-en-peru-
para-dimensionar-
paneles-fotovoltaicos/
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Melhor Brasil: 6,2 kWh/m2/dia (Oeste Bahia)


Melhor do Perú: 6,5 kWh/m2/dia(Costa Sur)
Melhor Alemanha: 4,52 kWh/m2/dia
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Melhor Brasil: 6,2 kWh/m2/dia (Oeste Bahia)


Melhor Perú: 6,5 kWh/m2/dia(Costa Sur)
Melhor Alemanha: 4,52 kWh/m2/dia (Sur oeste)
Instrumentos de Medição

 Identificação e seleção da localização mais


adequada para instalação do sistema fotovoltaico;
 Dimensionamento do gerador fotovoltaico;
 Cálculo da produção de energia anual, mensal ou
diária;
 Estabelecimento de estratégias operacionais e
dimensionamento do sistema de armazenamento;
 Os instrumentos são importantes para a obtenção
experimental do valor do fluxo energético solar ao
longo do tempo.
Pireliômetro -
Piranômetro -
Irradiância
Irradiância global
direta
Piranômetro
 Termoelétrico: utilizado para medir a irradiância global (direta +
difusa), normalmente no plano horizontal. O sensor é uma
termopilha, colocada no interior de duas esferas concêntricas.
 Fotovoltaico: composto célula voltaica de pequenas dimensões.
Oferece menos precisão, porém a resposta é praticamente
instantânea.
 Classificados pela World Metereological Organization como
instrumentos de razoável qualidade (erro máx de 10%) o fotovoltaico
e de boa qualidade (erro máx de 5%) o termoelétrico.
Pireliômetro
 Mede a irradiância direta.

 A irradiância difusa é bloqueada instalando-se o sensor termoelétrico


dentro de um tubo de colimação, com paredes enegrecidas e
apontado diretamente ao Sol (dispositivo de rastreamento).

 Segundo a WMO, são classificados como instrumentos de alta


qualidade (erro máx de 2%).
Tratamento e Análise dos
Dados Solarimétricos

➢ Utilização das medições para desenvolvimento de projetos e


avaliação de sistemas solares instalados;
➢ Validação de modelos de estimativa da radiação solar onde
não existam informações medidas;
➢ De grande importância para projetos de sistema fotovoltaico;
➢ A avaliação sobre a consistência e qualidade dos dados
obtidos é crucial nos projetos;
➢ Podem ser utilizadas bases de dados solarimetricos, programas
computacionais, informações a partir de medições de
superficie e a partir de satélites;


Informações a partir de
medições

 SIMEPAR.
 SENAHMI
 CRESEB, CEPEL
http://www.cresesb.cepel.br/index.php?section=s
undata
 INMET:
http://www.inmet.gov.br/portal/
SONDA - Sistema de Organização Nacional de Dados
Ambientais
http://sonda.ccst.inpe.br/
Programas computacionais

❑ Sundata - contêm
valores de
irradiação diária
média no plano
horizontal para
cerca de 350
pontos no Brasil e
em países
Limítrofes;

Fig 13. Imagens do site - Sundata


Informações a partir de medições
por satélite

 SWERA: http://maps.nrel.gov/swera
 NASA: https://eosweb.larc.nasa.gov/sse/
 SODA: http://www.soda-is.com/eng/index.html
Informações a partir de
programas computacionais

 SUNDATA
 http://www.cresesb.cepel.br/index.php?section=sunda
ta
 RADIASOL da UFRGS:
https://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/45987/stats
?locale=pt_BR
 RETSCREEN
 HOMER, etc
Programas computacionais

❑ Radiasol 2 – desevolvido pela UFRGS,


o usuário deve entrar com dados de
irradiação diária e dados de
temperatura, selecionar a localização
e a orientação do plano de estudo e
o programa sintetiza dados horários de
irradiação global, divide em os dados
em valores de radiação direta e difusa
para cada horário ao longo do ano e
calcula a irradiação horária sobre o
plano inclinado;

Fig 14. Imagens do software


Radiasol 2
Programas computacionais

❑ Meteonorm – desenvolvido
na suiça, possui uma base
de dados climatológicos
para vários países do
mundo e de uso em
aplicações para
aproveitamento
energético. Além disso,
incorpota também
mecanismos de
sintetização de séries de
dados.

Fig 15. Imagens do software


Meteonorm
Exemplo: Avaliação do potencial
energético solar
 Para obter-se a irradiação do local é
utilizado a ferramenta SunData, fornecida
pelo CRESESB e disponibilizada na internet:
 http://www.cresesb.cepel.br/index.php?sec
tion=sundata&

http://www.cresesb.cepel.br/index.php#localidade_90