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UNIVERSIDADE ZAMBEZE

FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA

CURSO DE CIÊNCIAS ACTUARIAIS – PÓS LABORAL

3º NÍVEL

CADEIRA: PRÁTICAS DE SEGURO

NOME: JOSÉ APOLINÁRIO CAETANO JAMAL

TEMA: ACTUAÇÃO ACTUARIAL NAS PRINCIPAIS CARREIRAS

DOCENTE: dr. Gideon Mateus Sevene

BEIRA, NOVEMBRO DE 2018


LISTA DE QUADROS
Quadro 1: Modelos de carreira ............................................................................................... 7

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ÍNDICE
1.1. Objectivos do Trabalho ................................................................................................. 5

1.1.1. Objectivo Geral ............................................................................................................. 5

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .................................................................................. 6

2.2. Desenho de carreira nas organizações........................................................................... 7

2.3. Principais áreas de actividade do Actuário ................................................................... 8

2.4. Perfil profissional .......................................................................................................... 8

2.5. Princípios que Norteiam a actuação profissional .......................................................... 9

2.5.1. Do Risco ........................................................................................................................ 9

2.5.2. Da Aleatoriedade ........................................................................................................... 9

2.5.3. Do Mutualismo ........................................................................................................... 10

2.5.4. Da lei dos grandes números ........................................................................................ 10

2.5.5. Da Equiprobabilidade.................................................................................................. 10

2.5.6. Da Classificação Dos Riscos ....................................................................................... 10

2.5.7. Da Mensuração Do Risco............................................................................................ 11

2.5.8. Da Administração E Gerenciamento Do Risco ........................................................... 11

2.5.9. Da preservação do poder aquisitivo no tempo (valor monetário) ............................... 11

2.5.10. Da materialidade e relevância ................................................................................ 11

2.5.11. Da segregação patrimonial ..................................................................................... 12

2.6. A função dos actuários na segurança social ................................................................ 12

2.7. O actuário da segurança social e a sua função central na governação social .............. 12

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................ 13

4. REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA .............................................................................. 14

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1. INTRODUÇÃO
A carreira nas organizações tem sido tradicionalmente associada à ocupação e à profissão,
como um caminho a ser trilhado profissionalmente, e que possibilita progresso em posições
ao longo do tempo. A perspectiva tradicional de carreira na sociedade capitalista está
associada ao sucesso e à ascensão social. Usualmente a trajectória profissional pressupunha
diferentes fases, no formato de um ciclo similar ao desenvolvimento humano. As
intervenções partiam da exploração de fantasias sobre o trabalho e o ingresso no mundo
profissional, até abordarem o desligamento da empresa (ou a aposentadoria).
A Área Actuarial pode ser entendida como sendo a ciência da avaliação de riscos e do cálculo
dos prémios e reservas relativas às operações de seguros. Normalmente, divide-se em ramo
vida e ramo não-vida. O ramo vida trata das consequências das principais contingências da
vida (nascimento, morte, doença, invalidez, desemprego, aposentadoria) e o ramo não-vida
são todos os demais (veículos, fogo, transportes, responsabilidade civil, habitacional, garantia
de obrigações contratuais).
O objectivo fundamental do profissional do actuário é desenvolver acções estratégicas para
o diagnóstico de problemas e a construção de modelos para a avaliação e mensuração desses
riscos. O actuário é também um profissional capacitado para trabalhar gerenciamento no
âmbito das diferentes actividades das instituições de previdência, bem como em outros
ambientes empresariais do mercado financeiro e de capitais.
Exigi-se uma sólida formação básica no contexto das Ciências Matemáticas nesse trabalho e
não se admite respostas sem uma forte justificativa técnico-científica.
O actuário deve ter sólida formação em cálculo de riscos subjacentes aos negócios, possuindo
acentuado acervo de economia, administração, contabilidade, matemática, finanças,
estatística e demografia.
Alguns desses profissionais não são formados hoje em Ciências Actuariais, mas sim em um
desses campos. E com a internacionalização em alta do sector, o mercado para esse
profissional tende a crescer 30%. Uma área em crescimento é a dos fundos de pensão
fechados, existem cerca de 350 fundos no país, e cada um deles precisa ter a frente pelo
menos um actuário.

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1.1.Objectivos do Trabalho
1.1.1. Objectivo Geral
O trabalho tem como o objectivo geral, estudar a actuação actuarial dos profissionais desta
área nas principais carreiras.

1.1.2. Objectivo Específicos


 Abordar o significa da carreira no actual contexto de trabalho;
 Conhecer o perfil profissional do actuário;
 Descrever os princípios da actuação do actuário;
 Identificar as principais áreas de actuação do actuário.

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2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1.O significado de carreira no actual contexto do trabalho
Carreira encontra-se entre as temáticas tradicionais quando se trata da gestão de pessoas nas
organizações e, portanto, do campo de actuação dos psicólogos organizacionais. Entretanto,
existe uma heterogeneidade visível nesse campo, sendo que em um extremo estão as
organizações que têm um sistema elaborado para articular a trajectória dos profissionais às
estratégias da empresa, e, no outro, estão aquelas organizações nas quais predominam as
escolhas subjectivas de pessoas para a ascensão.
Esse quadro reflecte o contexto actual que cerca o trabalho e a gestão das empresas. O
ambiente preponderantemente estável de alguns anos atrás, no qual o modelo de organização
como máquina era paradigmático, deixa de apresentar a mesma eficácia. Essa mudança vai
de encontro aos pressupostos de linearidade adoptados no taylorismo, levando a uma série de
questionamentos sobre o desenvolvimento de carreira e as suas perspectivas (Gadrey, 1991).

De acordo com Schein (1995) a carreira é uma questão muito importante para o futuro,
porque as rápidas mudanças no trabalho e nas organizações enfatizam actividades que
exigem mais flexibilidade, permeadas por redes mais complexas de relações. O autor salienta
que a globalização e as novas tecnologias reduzem os limites das organizações, dos empregos
e dos papéis exercidos pelos profissionais, gerando aumento nos níveis de ansiedade. As
mudanças em nível macro levam as organizações a se reestruturarem através de downsinzing,
em decorrência dos efeitos do aumento da competitividade e da formação de novos tipos de
relacionamentos no trabalho. Por seu lado, o trabalho torna-se mais complexo, com mais
pessoas trabalhando em actividades de serviço, de concepção e funções de assessoria. Dentro
desse quadro, as organizações estão horizontalizando as suas estruturas hierárquicas e
concedendo poder aos empregados, ao mesmo tempo em que se tornaram mais diferenciadas
e complexas. As subunidades organizacionais estão mais interdependentes e valoriza-se mais
os canais de comunicação laterais. Os valores socioculturais de preocupação com a família,
o próprio indivíduo e o trabalho, estão mudando.
Os gerentes estão se deparando com um contexto profissional mais complexo, onde se faz
necessário estar preparado para actuar em uma sociedade plural. Os gestores encontram mais
profissionais dispostos a recusar promoções ou recolocações, prontos para consentir "retirar

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do emprego" o necessário para realizar actividades com a família ou lazer e decididos a sair
de uma carreira de alto-potencial para possuir "segundas carreiras". As carreiras paralelas são
percebidas como mais estimulantes e/ou recompensadoras, quando considerados critérios
outros que não a hierarquia formal e o salário.
Embora o termo carreira venha sendo amplamente utilizado, não significa que tenha a sua
definição estabelecida de forma clara. Pode adquirir significados diversos, tais quais: relativo
à mobilidade ocupacional, à estabilidade profissional ou a uma vida profissional bem
estruturada. Pode incluir também a ideia de progresso constante, denotando uma concepção
de um percurso sistematizado, com características espaciais e temporais, percurso esse a ser
percorrido por um indivíduo (Dutra,1996; Schein, 1996).

2.2.Desenho de carreira nas organizações


A carreira, em uma perspectiva tradicional, pode ser vista como um ajustamento do indivíduo
a uma ocupação escolhida ou à imagem que dela possui e esse processo de ajustamento
implica critérios dos quais nasce à noção de hierarquia ou de sequência de papéis com
maiores responsabilidades dentro de uma ocupação. Experiências passadas e expectativas
futuras devem ser usadas no planeamento de carreira (MALVEZZI, 2000). Traçar um
objectivo de vida e carreira tornará a identificação com as oportunidades oferecidas mais
claras a partir também de uma auto-avaliação, quando a carreira é idealizada pelo próprio
funcionário. Isso, no entanto, não significa que o indivíduo tenha que implantar esse
planeamento na íntegra. No decorrer do tempo ele pode perceber competências, interesses e
oportunidades antes não perceptíveis claramente e tomar outro rumo para sua carreira. O
quadro a seguir mostra as principais mudanças na evolução do modelo de carreiras
(CHANLAT, 1995).

Quadro 1: Modelos de carreira


Fonte: Chanlat, 1995.

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2.3.Principais áreas de actividade do Actuário
Empresas Seguradoras: nas actividades de cálculo de prémios, acompanhamento de
contratos de apólices, planeamento de produtos, avaliação actuarial dos planos, assessoria
técnica;

Entidades Fechadas de Previdência Privada ou Fundos de Pensão: nas actividades de


avaliação e acompanhamento actuarial, estudos de novos planos de benefícios, avaliação de
desempenho de carteira de aplicações;

Entidades Abertas da Previdência Privada e Bancos: nas actividades de avaliação e


acompanhamento actuarial, desenvolvimento de produtos (planos de benefícios), avaliação
de desempenho de carteira de aplicações;
Empresas de Capitalização: desenvolvendo produtos e elaborando notas técnicas;
Mercado Financeiro: na avaliação dos riscos financeiros, "rating" de empresas financeiras,
estratégia de investimentos.

2.4.Perfil profissional
O Actuário é um profissional especializado em precificação, avaliação, análise e
gerenciamento de riscos que afectam as pessoas, as propriedades e as actividades
económicas.
O objecto de estudo do Actuário, a Ciência Actuarial, é uma área de conhecimento
multidisciplinar e interdisciplinar destacando-se a necessidade do domínio de conceitos nas
áreas das Ciências Matemáticas (Matemática, Estatística e Informática) Demografia,
Economia, Finanças, Contabilidade, e Direito.
Quanto ao objecto de sua actuação, a Actuária pode ser dividida em dois grandes ramos, a
saber, Vida e Não-Vida.
O ramo “Vida” estuda os modelos relacionados com as principais contingências dos seres
viventes, tais como: nascimento, morte, doença, invalidez, desemprego e aposentadoria.
O ramo “Não-Vida” estuda os modelos relacionados a todas as demais contingências relativas
a automóveis, transportes, habitação e responsabilidade civil, entre outros.

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Uma outra classificação possível da Actuária decorre da divisão dos constructos securitários
entre previdência e seguros em geral. Comparando essa classificação com a primeira, o ramo
“vida” seria classificado como “Previdência” e o ramo “Não-Vida” como “Seguros em
Geral”. Outros ramos de actuação da Ciência Actuarial dizem respeito ao Risco Financeiro,
aos Planos de Saúde e aos Planos de Sorteio e Capitalização.
Sendo assim, os principais segmentos de actuação do actuário são:
 Previdência social e complementar;
 Seguros em geral;
 Resseguro;
 Planos de Saúde;
 Riscos financeiros e actuariais;
 Riscos empresariais; e Capitalização e Sorteio.

2.5.Princípios que Norteiam a actuação profissional


Segundo os preceitos técnicos presentes nas actividades actuariais, são estes os princípios que
devem nortear a sua actuação profissional:

2.5.1. Do Risco
É o evento ou condição incerta, cuja ocorrência se dá em qualquer momento futuro,
independentemente de vontade das partes, que causam consequências financeiras. A
incerteza é condição necessária, porém não suficiente para a avaliação do risco. Logo, todo
o objecto ou serviço, tais como: coisa, pessoa, bem, responsabilidade, obrigação, garantia ou
direito, estão sujeitos a um fato futuro e incerto, ou de data incerta, sendo que a principal
actividade do actuário é analisar e quantificar esses riscos.

2.5.2. Da Aleatoriedade
A possibilidade de algo ocorrer ou não é um dos elementos essenciais da ciência actuarial. A
noção de aleatoriedade baseia-se na experiência dos jogos de azar. Esse termo é utilizado
para exprimir quebra de ordem, propósito ou imprevisibilidade. A natureza aleatória do
contrato advém de sua própria função económico-social, cujo risco dos envolvidos dependerá
de fatos futuros e incertos, os quais devem independer da vontade das partes.

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2.5.3. Do Mutualismo
Princípio fundamental que constitui a base de toda operação de seguro. O mutualismo na
actividade actuarial nasce da convergência de duas virtudes cardeais da humanidade: boa-fé
e solidariedade. A credibilidade da palavra do segurado, ao declarar suas condições pessoais
na contratação e/ou adesão, e do segurador, ao prometer protecção, é pilar essencial para a
actividade de seguro, haja vista que as partes repartem entre si o preço da protecção ao
património, às rendas, à vida ou à saúde, em face da imprevisibilidade do risco. O
mutualismo, por definição, é a associação entre membros de um grupo no qual suas
contribuições são utilizadas para propor e garantir benefícios aos seus participantes, portanto
está relacionado à união de esforços de muitos em favor aleatório de alguns elementos do
grupo.

2.5.4. Da lei dos grandes números


Princípio geral das ciências de observação, segundo o qual a frequência de determinados
acontecimentos tende a se estabilizar cada vez mais, a partir de um certo número de
observações e à medida que aumenta o número de casos análogos observados, aproximando-
se dos valores esperados pela teoria das probabilidades. O número de observações necessárias
será maior nos casos de eventos com baixa probabilidade de ocorrência, como também no
caso de eventos de alta probabilidade de ocorrência.

2.5.5. Da Equiprobabilidade
Indica que os acontecimentos têm a mesma probabilidade quando não há razão para se
presumir que um deles deva acontecer preferencialmente ao outro, isto é, quando se trata das
mesmas características.

2.5.6. Da Classificação Dos Riscos


Consiste no agrupamento referente ao objecto do seguro, sob o aspecto físico ou moral, no
qual o risco deverá ser incluído com o propósito de tarifação pelo actuário. Está relacionado
com o princípio da equiprobabilidade, o qual corresponde à característica de similaridade que
um conjunto de riscos apresenta, relacionada ao tipo, natureza, valor ou objecto a ser
segurado.

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2.5.7. Da Mensuração Do Risco
Consiste na aplicação da teoria das probabilidades e/ou outras técnicas disponíveis, pela qual
o actuário vai prever e mensurar os indicadores de ocorrência de eventos, segundo o nível
observado de exposição ao risco, o qual refere-se a quaisquer objectos, pessoas ou interesses
seguráveis, diante da maior ou menor possibilidade de materialização futura do mesmo.

2.5.8. Da Administração E Gerenciamento Do Risco


Conjunto de técnicas que tem por objectivo atingir o correcto dimensionamento dos riscos,
sob a óptica actuarial, definindo o tipo de tratamento a ser aplicado com vistas à sua
mitigação, assegurando padrões de segurança económico-financeira, com fins específicos de
preservar a liquidez, a solvência e o equilíbrio do segurador.
Trata-se do processo de formular metodologias que permitam ao actuário medir, de forma
mais apurada, o valor médio esperado e sua variância ou sua distribuição de probabilidade,
bem como de gerir o risco de determinados acontecimentos de uma carteira. Tal processo
deve passar por algumas etapas, tais como: identificar o risco, avaliá-lo, seleccionar a técnica
mais adequada para administrá-lo, implementar a acção de sua gestão e manter a permanente
revisão do mesmo.

2.5.9. Da preservação do poder aquisitivo no tempo (valor monetário)


Determina à observação dos efeitos da oscilação natural do poder aquisitivo da moeda
vinculada a planos, provisões ou outros itens do trabalho do actuário, de cujos reflexos devem
ser aplicados ou reconhecidos nos respectivos cálculos, avaliações, pareceres e/ou análises
técnicas atinentes, observado o princípio da materialidade e relevância.

2.5.10. Da materialidade e relevância


O actuário deve elaborar seu trabalho com base na materialidade dos valores envolvidos,
cujos parâmetros e os indicadores devem ser por ele mensurados, observando-se os demais
princípios actuariais em vigor, assim como a relevância dos valores envolvidos frente ao
volume de provisões técnicas, indicadores de liquidez e de solvência ou outros valores que o
actuário possa observar no contexto técnico, económico e financeiro envolvido.

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2.5.11. Da segregação patrimonial
Pressupõe que o actuário proceda a seu trabalho com base na identificação, na avaliação e na
segregação entre o património dos planos ou carteiras, em relação ao respectivo equilíbrio
actuarial.

2.6.A função dos actuários na segurança social


Desde o início do funcionamento de um regime de segurança social, o actuário desempenha
uma função crucial na análise do seu estado financeiro e na recomendação de medidas
adequadas para assegurar a sua viabilidade. Mais especificamente, o trabalho do actuário
inclui a avaliação das implicações financeiras da criação de um novo regime, o
acompanhamento regular do seu estado financeiro e a estimativa do efeito exercido por várias
modificações sobre o regime no decurso da sua existência.

2.7.O actuário da segurança social e a sua função central na governação social


Ao actuário cabe verificar se os múltiplos pressupostos demográficos, económicos, fiscais e
sociais colocados no processo de modelização são plausíveis. Ao actuário cabe avaliar se a
visão da futura evolução de uma dada sociedade e economia subjacente a todas estes
pressupostos é consistente e realista. Ao actuário cabe alertar o governo e os responsáveis
pela gestão de cada regime de segurança social para as inconsistências e incompatibilidades
óbvias nas políticas nacionais ao nível social, económico e fiscal. É necessário que o actuário
identifique situações de sobre financiamento, de subfinanciamento, de prestações de nível
demasiado baixo, bem como a afectação incorrecta de recursos e riscos para futuros
orçamentos do governo. Ao actuário cabe assumir o papel de guardião da racionalidade
financeira no processo de formulação da política social.

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3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A carreira constitui um importante indicativo das oportunidades de desenvolvimento
profissional que uma organização possibilita aos seus profissionais. A teoria da área tem
evoluído de uma perspectiva conceitual mais adaptada ao modelo de organização burocrática,
com critérios idênticos e estáveis para os diversos profissionais, para formatos que buscam
acompanhar a tendência de maior flexibilidade que predomina nas organizações alinhadas
com as novas perspectivas de gestão de pessoas.
Conforme articulado neste ensaio, actualmente a gestão de pessoas é actividade cercada de
controvérsias quanto a sua aplicação, tanto nos padrões tradicionais, quanto nos novos
formatos que tem adquirido. Se por um lado, a gestão tradicional de pessoas encontrava
dificuldades em propor um sistema de carreira adequado à realidade da empresa e que não
gerasse
Insatisfação aos sujeitos que trabalham, por outro lado, fala-se actualmente no fim da carreira
e do emprego. Na prática há tanto organizações que planejaram formas criteriosas de gerir a
carreira e desenvolveram sistemáticas bem projectadas (de modo especial nas empresas
americanas), quanto aquelas que deram margem à adoção de critérios subjectivos
(apadrinhamentos ou indicações).

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4. REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA
i. Actuarial practice in social security Quantitative Methods in Social Protection Series
Geneva, 2002, Copyright © International Labour Organisation (ISBN 92-2-110863-5)

ii. CHANLAT, J. F. Quais carreiras e para qual sociedade? (I) RAE - Revista de
Administração de Empresas, 35 (6): 67-75, 1995.

iii. DUTRA,j. S. Administração de carreiras: uma proposta para repensar a gestão de


pessoas. Atlas. São Paulo: 1996.

iv. GADREY,j. La notion de flexibilité. Em: GADREY,j.; GADREY, N. (Org.). La gestion


des ressources humaines dans les services et le comerse: flexibJlité? diversité?
compétitivité. L'Harmattan Collection Pour l' emploi. Paris: 1991. p. 8-17. Tradução livre
da autora. San Diego: 1995. Tradução livre da autora

v. MALVEZZI, S. A construção da identidade profissional no modelo emergente de


carreira. Organizações e Sociedade, v.7, n.17, 137-143, jan/abril, 2000.

vi. SCHEIN, E. H. Career survival: strategic job and role planning. Pfeifer e Company.

vii. SCHEIN, E. H. Identidade profissional: como ajustar suas inclinações a suas opções
detrabalbo. Nobel. Nobel: 1996.

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