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Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira

Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira

Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira
ELEMENTOS ORGÂNICOS DE MÁQUINAS II AT-102 Dr. Alan Sulato de Andrade alansulato@gmail.com
ELEMENTOS ORGÂNICOS DE MÁQUINAS II
AT-102
Dr. Alan Sulato de Andrade
alansulato@gmail.com
Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira ELEMENTOS ORGÂNICOS DE MÁQUINAS II AT-102 Dr.
EIXOS
EIXOS
EIXOS DEFINIÇÃO:  Elementos de máquinas utilizados para suportar componentes rotativos e/ou transmitir potência ou movimento
EIXOS
DEFINIÇÃO:
Elementos de máquinas utilizados para suportar
componentes rotativos e/ou transmitir potência ou
movimento rotativo ou axial. Os eixos trabalham em
condições extremamente variáveis de carregamento.
EIXOS INTRODUÇÃO:  Apresentam normalmente forma cilíndrica (existem exceções). Podendo apresentar perfis lisos e compostos, bem
EIXOS
INTRODUÇÃO:
Apresentam normalmente forma cilíndrica (existem
exceções). Podendo apresentar perfis lisos e
compostos, bem como se apresentarem com seções
cheias ou vazadas, com grande variedade de
tamanhos, consequentemente podendo ser utilizados
em diversos campos de aplicação na engenharia.
EIXOS INTRODUÇÃO:  Normalmente são construídos em materiais metálicos, porém em função de novos materiais ou
EIXOS
INTRODUÇÃO:
 Normalmente
são
construídos
em
materiais
metálicos, porém em função de novos materiais ou
aplicações específicas, materiais alternativos
passaram a ser utilizados.
EIXOS INTRODUÇÃO: Exemplo de eixos
EIXOS
INTRODUÇÃO:
Exemplo de eixos
EIXOS INTRODUÇÃO: Eixos utilizados em diversos equipamentos motrizes e operatrizes
EIXOS
INTRODUÇÃO:
Eixos utilizados em diversos equipamentos motrizes e operatrizes
EIXOS INTRODUÇÃO:  Eixos de transmissão ou simplesmente eixos, são utilizados em praticamente todas as partes
EIXOS
INTRODUÇÃO:
Eixos de transmissão ou simplesmente eixos, são
utilizados em praticamente todas as partes de
máquinas que possuem algum movimento rotativo
para transmitir o movimento de rotação e torque de
um ponto ao outro.
Unidade
Unidade
Eixo
Geradora
Consumidora
EIXOS CLASSIFICAÇÃO:  Podem ser classificados de duas formas:  Eixos propriamente ditos,  Eixos-árvore.
EIXOS
CLASSIFICAÇÃO:
Podem ser classificados de duas formas:
Eixos propriamente ditos,
Eixos-árvore.
EIXOS CLASSIFICAÇÃO:  Eixos propriamente ditos Sua característica principal é que nesta situação, este elemento trabalha
EIXOS
CLASSIFICAÇÃO:
Eixos propriamente ditos
Sua característica principal é que nesta situação, este
elemento trabalha fixo. Ex.: eixos não tracionados de
veículo ou equipamento (eixo que sustenta a roda de
um carrinho de mão).
EIXOS APLICAÇÃO: Eixos que suportam cargas
EIXOS
APLICAÇÃO:
Eixos que suportam cargas
EIXOS CLASSIFICAÇÃO:  Eixos-árvore Nesta situação, o elemento está em movimento. Ex.: Eixos que compõem a
EIXOS
CLASSIFICAÇÃO:
Eixos-árvore
Nesta situação, o elemento está em movimento. Ex.:
Eixos que compõem a caixa de transmissão de um
veículo, ou um eixo de uma serra circular.
EIXOS APLICAÇÃO:  Um eixo tipicamente transmite diretamente torque de um dispositivo de comando (motor elétrico
EIXOS
APLICAÇÃO:
Um eixo tipicamente transmite diretamente torque de
um dispositivo de comando (motor elétrico ou de
combustão interna) através da máquina.
Outras vezes, aos eixos, encontramos engrenagens,
polias, correntes que transmitem o movimento
rotativo para outra unidade.
EIXOS APLICAÇÃO: Transmissão direta e indireta através de correia em bombas centrífugas – Cortesia Derrick
EIXOS
APLICAÇÃO:
Transmissão direta e indireta através de correia
em bombas centrífugas – Cortesia Derrick
EIXOS APLICAÇÃO: Eixos encontrados em um diferencial
EIXOS
APLICAÇÃO:
Eixos encontrados em um diferencial
EIXOS APLICAÇÃO:  O eixo pode ser parte integral do acionador, tal como um eixo de
EIXOS
APLICAÇÃO:
O eixo pode ser parte integral do acionador, tal como
um eixo de motor (elétrico ou a combustão), ou pode
ser livre conectado a seu vizinho por algum tipo de
acoplamento.
EIXOS APLICAÇÃO: Exemplo de transmissão direta
EIXOS
APLICAÇÃO:
Exemplo de transmissão direta
EIXOS APLICAÇÃO: Transmissão realizada por dispositivos de acoplamento
EIXOS
APLICAÇÃO:
Transmissão realizada por dispositivos de acoplamento
EIXOS APLICAÇÃO:  Máquinas de produção automatizada frequentemente possuem eixos em linha que se estendem pelo
EIXOS
APLICAÇÃO:
Máquinas de produção automatizada frequentemente
possuem eixos em linha que se estendem pelo
comprimento da máquina e levam potência para
todas as estações de trabalho.
Unidade
Unidade
Unidade
Consumidora 1
Consumidora 2
Consumidora 3
Unidade
Motora
EIXOS APLICAÇÃO: Industria Madeireira – Serrarias Eixos de Serras, Sistemas de Movimentação de Peças e Resíduos
EIXOS
APLICAÇÃO:
Industria Madeireira – Serrarias
Eixos de Serras, Sistemas de Movimentação de Peças e Resíduos
EIXOS MONTAGEM:  Os eixos são montados sobre apoios (mancais), em duas configurações possíveis: uma configuração
EIXOS
MONTAGEM:
Os eixos são montados sobre apoios (mancais), em
duas configurações possíveis: uma configuração
biapoiada (montagem em sela) ou em balanço
(montagem saliente), dependendo da configuração
da máquina. Cada tipo de montagem apresenta seus
prós e seus contras.
EIXOS MONTAGEM E CONEXÕES : Montagem biapoiada Montagem em balanço
EIXOS
MONTAGEM E CONEXÕES :
Montagem biapoiada
Montagem em balanço
EIXOS PERFIL:  Às vezes é possível projetar eixos de transmissão úteis que não têm variações
EIXOS
PERFIL:
Às vezes é possível projetar eixos de transmissão
úteis que não têm variações do diâmetro de seção ao
longo de seu comprimento, mas é mais comum que os
eixos tenham um número de degraus ou ressaltos
onde o diâmetro mude para acomodar elementos
fixados tais como mancais, catracas, engrenagens
entre outros. Assim, a forma homogenia ou
heterogênea, dependerá dos elementos suportados
pelo eixo ou pontos de solicitações.
EIXOS PERFIL: Exemplo de eixos
EIXOS
PERFIL:
Exemplo de eixos
EIXOS CONEXÕES E TRAVAMENTO:  Chavetas, anéis retentores ou pinos transversais são freqüentemente usados para segurar
EIXOS
CONEXÕES E TRAVAMENTO:
Chavetas, anéis retentores ou pinos transversais são
freqüentemente usados para segurar elementos
fixados ao eixo a fim de transmitir o torque requerido
ou para prender a parte axialmente.
EIXOS MATERIAIS PARA OS EIXOS:  Normalmente se utiliza materiais metálicos resistentes na produção de eixos
EIXOS
MATERIAIS PARA OS EIXOS:
 Normalmente
se
utiliza
materiais
metálicos
resistentes na produção de eixos tais como:
Aço de baixo ou médio carbono laminados a frio
ou a quente: são os mais usuais, devido ao falo
de apresentar elevado módulo de elasticidade.
Quando utilizados com mancais de deslizamento,
devem ser endurecidos superficialmente (total ou
parcial);
Ferro fundido nodular: empregado principalmente
quando há engrenagens ou junções integralmente
fundidas ao eixo;
Bronze e aço inoxidável: utilizados em ambientes
corrosivos ou marítimos
EIXOS MATERIAIS PARA OS EIXOS: ABNT DESIGNAÇÃO TENSÃO DE RUPTURA  (N/mm²) TENSÃO DE escoamento e
EIXOS
MATERIAIS PARA OS EIXOS:
ABNT
DESIGNAÇÃO
TENSÃO DE
RUPTURA  (N/mm²)
TENSÃO DE
escoamento e (N/mm²)
Dureza Brinell DB
(N/mm²)
1025
ST 42,11
50
23
120/140
1035
ST 50,11
60
27
140/170
1045
ST 60,11
70
30
170/195
1060
ST 70,11
85
35
195/240
Aço ABNT- 1020; 1025; 1045;
Aço ABNT- 2340 (Cromo Níquel);
Aço ABNT- 4143; 4140 (Cromo Molibdênio);
Aço ABNT- 6115; 6120; 6140 (Cromo Vanádio);
Aço ABNT- 8640; 8660 (Cromo Níquel Molibdênio);
Aço ABNT- 51210; 51410 (Aço Inoxidável).
EIXOS MATERIAIS PARA OS EIXOS:
EIXOS
MATERIAIS PARA OS EIXOS:
EIXOS CONSTRUÇÃO DE EIXOS:  Torneamento a partir de barras  Trefiladas: até 60 mm 
EIXOS
CONSTRUÇÃO DE EIXOS:
Torneamento a partir de barras
Trefiladas: até 60 mm
Laminadas: de 60 mm a 150 mm
Forjadas: acima de 150 mm
Fundição
Extrusão
EIXOS CONSTRUÇÃO DE EIXOS:  Os eixos de um modo geral, que em função do dimensionamento
EIXOS
CONSTRUÇÃO DE EIXOS:
Os eixos de um modo geral, que em função do
dimensionamento possuírem diâmetro de menor do
que 150mm, podem ser construídos através de
processos como torneamento ou trefilação a frio. Em
casos mais específicos, estes podem ser produzidos
por métodos de fundição e posterior retificação por
meio de usinagem.
EIXOS CONSTRUÇÃO DE EIXOS:  Podem ser utilizados tratamentos térmicos e revestimentos para aumentar a resistência
EIXOS
CONSTRUÇÃO DE EIXOS:
Podem
ser
utilizados
tratamentos
térmicos
e
revestimentos
para
aumentar
a
resistência
ao
desgaste.
Reparação
de
partes
danificadas
podem
ser
realizadas a partir de processos de eletrodeposição e
posterior retífica.
EIXOS CONSTRUÇÃO DE EIXOS:  O estudo e dimensionamento dos eixos é relativamente complexo. Isto acontece
EIXOS
CONSTRUÇÃO DE EIXOS:
O
estudo
e dimensionamento dos eixos é
relativamente complexo. Isto acontece porque,
normalmente há uma grande quantidade
de
solicitações que este elemento pode sofrer. Por
exemplo, torções, flexões,
esforços
cortantes
e
esforços normais. Não há de forma contundente uma
única rotina que pode ser empregada para tal
trabalho. Mesmo assim algumas serão propostas,
porem um bom conhecimento na área de Mecânica
(estática e dinâmica) e Resistência dos Materiais é
indispensável.
EIXOS CONSTRUÇÃO DE EIXOS:  Solicitações
EIXOS
CONSTRUÇÃO DE EIXOS:
Solicitações
EIXOS CONSTRUÇÃO DE EIXOS:  Uma metodologia empregada é a de calcular as solicitações por separado
EIXOS
CONSTRUÇÃO DE EIXOS:
Uma metodologia empregada é a de calcular as
solicitações
por
separado
e,
após,
somar
os
resultados para identificar a força resultante.
No dimensionamento dos elementos de máquinas ou
estruturas, como os eixos, vários são os critérios que
podem ser utilizados para o estabelecimento de suas
dimensões mínimas, compatíveis com as
propriedades mecânicas dos materiais utilizados.
EIXOS CONSTRUÇÃO DE EIXOS:  Tais critérios surgem quando se busca a resposta do ponto onde
EIXOS
CONSTRUÇÃO DE EIXOS:
Tais critérios surgem quando se busca a resposta do
ponto onde ocorrerá a deterioração do material, por
ruptura, por plastificação, por ser ultrapassado o
limite de proporcionalidade, ou de escoamento etc,
dependendo de seu uso). Assim o dimensionamento
do eixo deve ser realizado considerando que o
material é elástico e linear, (Lei de Hooke).
EIXOS CONSTRUÇÃO DE EIXOS:
EIXOS
CONSTRUÇÃO DE EIXOS:
EIXOS CONSTRUÇÃO DE EIXOS:  O projetista de máquinas está frequentemente envolvido com a tarefa de
EIXOS
CONSTRUÇÃO DE EIXOS:
 O projetista de máquinas está frequentemente
envolvido com a tarefa de projetar um eixo (tipo de
material, comprimento e principalmente o diâmetro)
que atenda de forma segura todos os requisitos
solicitados.
Sub-dimensionado
Dimensionado corretamente
Eixos
Super-dimensionado
EIXOS CONSTRUÇÃO DE EIXOS: Falha Imagem detalhando a falha do elemento
EIXOS
CONSTRUÇÃO DE EIXOS:
Falha
Imagem detalhando a falha do elemento
EIXOS CARGAS EM EIXOS:  A carga em eixos de transmissão de rotação é predominantemente uma
EIXOS
CARGAS EM EIXOS:
A carga
em
eixos de transmissão de
rotação é
predominantemente uma de dois tipos:
Torção devido ao torque transmitido
Flexão
devido
às
cargas
transversais
em
engrenagens, polias e catracas.
Calculando-se a carga resultante.
Essas cargas normalmente ocorrem em combinação,
porque, o torque transmitido pode estar associado com
forças nos dentes das engrenagens ou de catracas
fixadas aos eixos. O caráter de ambas as cargas pode ser
fixo (constante) ou variar no tempo.
EIXOS CARGAS EM EIXOS:  O dimensionamento de eixos se baseia na teoria de vigas, de
EIXOS
CARGAS EM EIXOS:
O dimensionamento de eixos se baseia na teoria de
vigas, de Resistência dos Materiais
Função ajustada para seção transversal circular.
=tensão, M=momento fletor, W=módulo de resistência, b=fator de forma
EIXOS DIMENSIONAMENTO:  Torque no eixo – T,  Esforços na transmissão – Ft, Fr, Fn,
EIXOS
DIMENSIONAMENTO:
Torque no eixo – T,
Esforços na transmissão – Ft, Fr, Fn,
Momento Fletor Resultante – Mr (max) , Mc
Momento Fletor Ideal – Mi,
Coeficiente de Bach – a,
Fator de Forma – b,
Diâmetro do Eixo – d.
EIXOS DIMENSIONAMENTO: Engrenagens Polias
EIXOS
DIMENSIONAMENTO:
Engrenagens
Polias
EIXOS TORQUE NO EIXO: P   T       T 
EIXOS
TORQUE NO EIXO:
P
T 
T
Torque N m
(
.
)
P
Potência W
(
)
T
Torque N m
(
.
)
x
1000
N mm
.
2.
. N
60
 Vel angular rad
.
(
/
s
)
N
Rotação rpm
(
)
EIXOS TORQUE NO EIXO:  Calcule o torque em N.m e N.mm que um motor transmite
EIXOS
TORQUE NO EIXO:
Calcule o torque em
N.m
e
N.mm
que
um
motor
transmite a um eixo.
Motor trifásico de 3KW e 1750 rpm.
Calcule o torque em N.m que um motor 1.4 (50KW)
transmite ao eixo quando este trabalha num regime de
5000 rpm.
EIXOS POTÊNCIA NO EIXO:  A potência transmitida por um eixo pode ser encontrada a partir
EIXOS
POTÊNCIA NO EIXO:
 A
potência
transmitida
por
um
eixo
pode ser
encontrada a partir de princípios básicos. A potência
instantânea para um sistema rotativo é o produto do
torque pela velocidade angular:
SI = W
Onde a velocidade angular é expressa em radianos
por unidade de tempo (rad/s) e o torque em N.m
EIXOS ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:  Como visto anteriormente, existe elementos de transmissão (engrenagens, polias, correntes, rodas
EIXOS
ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:
 Como visto anteriormente, existe elementos de
transmissão (engrenagens, polias, correntes, rodas
entre outros) acoplados ao eixo. Nesses pontos onde
ocorrem os acoplamentos dos elementos e onde este
eixo está apoiado (mancais) deve-se realizar o
levantamento dos esforços para que se possa efetuar
o dimensionamento.
EIXOS ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:  Força Tangencial (Ft) - Engrenagem 2. T =T/rp =P/.rp Ft 
EIXOS
ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:
Força Tangencial (Ft) - Engrenagem
2. T
=T/rp =P/.rp
Ft 
dp
Ft
F Tangencial(N)
.
dp
D.primitivo(m)
ou
Ft
P
Ft 
vp
vp
V periférica m
.
(
/
s
)
.
dp n
.
vp 
60.1000
EIXOS ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:  Força Radial (Fr) - Engrenagem Fr  Ft . tan 
EIXOS
ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:
Força Radial (Fr) - Engrenagem
Fr
Ft . tan
Fr
F radial(N)
.
Fr
ang pressão engrenagens
.
( )
EIXOS ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:  Força Resultante (Fn) - Engrenagem 2 2 Fn Fn  Ft
EIXOS
ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:
Força Resultante (Fn) - Engrenagem
2
2
Fn
Fn
Ft
Fr
Ft
Fr
Fr
Fn 
ou
cos
sen
Fn
F resul
.
tan
te(N)
Ft
EIXOS ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:  Determinar Fn para a seguinte situação: P=3KW dp=50mm N=1730rpm T=? Ft=?
EIXOS
ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:
Determinar Fn para a seguinte situação:
P=3KW
dp=50mm
N=1730rpm
T=?
Ft=?
=20
Fr=?
Fn=?
Motor
EIXOS ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:  Determinar Fn para a seguinte situação: P=3KW N=1730rpm Ft=662N Fr=240N Fn=704N
EIXOS
ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:
Determinar Fn para a seguinte situação:
P=3KW
N=1730rpm
Ft=662N
Fr=240N
Fn=704N
EIXOS ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:  Força Resultante (Fn) – Polia Para calculo da força resultante em
EIXOS
ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:
Força Resultante (Fn) – Polia
Para calculo da força resultante em polias, existe a
necessidade de se realizar a soma vetorial de duas
forças (F1-motora e F2-resistiva). Esta soma é igual a
Ft.
n
n
dp
EIXOS ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:  Força Tangencial (Ft) - Polia 2. T Ft  dp Ft
EIXOS
ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:
Força Tangencial (Ft) - Polia
2. T
Ft 
dp
Ft F Tangencial(N)
.
dp D.polia(m)
Ft
EIXOS ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:  Força Resultante (F1, F2) – Polia Sabemos que: F 1 
EIXOS
ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:
Força Resultante (F1, F2) – Polia
Sabemos que:
F
1
F
2
Ft
μ.α rad
F 1
F 1
sen (  / 2)
 
.
rad
 e
 e
Planas:
Trapezoidal:
F 2
F 2
.
rad
Onde:
180
F1=Força Motora (N), F2=Força Resistiva (N)
e=base dos logaritmos neperianos =e=2,71...
=coeficiente de atrito – polia e correia (adimensional)
  Borracha  0,2  0,8
rad=arco de contato – abraçamento da polia menor (radianos)
EIXOS ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:  Força Resultante (Fn) – Polia Desta forma calculamos Fn:  2
EIXOS
ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:
Força Resultante (Fn) – Polia
Desta forma calculamos Fn:
 2
Fn  F  F 
1
2
2 2.( 1. 2. cos )
2
F F
Fn
Onde:
Fn=Força resultante (N)
=2.
=(180-)/2
+ =180
= 2 -180
EIXOS ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:  Determinar Fn para a seguinte situação: P=735,5W dp=65mm N=1730rpm F1 T=?
EIXOS
ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:
Determinar Fn para a seguinte situação:
P=735,5W
dp=65mm
N=1730rpm
F1
T=?
Ft=?
173
Fn
Borracha
=0,25
F2
 rad =?
Motor
F1=?
F2=?
Fn=?
EIXOS ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:  Determinar Fn para a seguinte situação: P=735,5W N=1730rpm T=30.P/.N=4,06N.m Ft=2.T/dp=125N =0,25
EIXOS
ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO:
Determinar Fn para a seguinte situação:
P=735,5W
N=1730rpm
T=30.P/.N=4,06N.m
Ft=2.T/dp=125N
=0,25
 rad =(/180).173=3,02rad
Sistema de equações:
F1/F2=e .rad 1
F1-F2=Ft
2
F1/F2=2,7182 0,25.3,02
F1=2,13F2
Subst. 1 em 2 = F2=110N e F1=235N
Fn=345N
EIXOS MOMENTO FLETOR:  Determinação do momentos fletores nos pontos de apoio. Fn  Fx 
EIXOS
MOMENTO FLETOR:
Determinação do momentos fletores nos pontos de
apoio.
Fn
Fx
 0
Fy
 0
F  
F  
M
 0
Apoio A
Apoio B
M
 
(
anti
horário
)
M
  (
horário
)
EIXOS MOMENTO FLETOR: Fn V H Apoio A Apoio B FC + - MF Mr(max) +
EIXOS
MOMENTO FLETOR:
Fn
V
H
Apoio A
Apoio B
FC
+
-
MF
Mr(max)
+
EIXOS MOMENTO FLETOR:  Exemplo: 704N  Ma  0 60mm 120mm 180. Rb  704.60
EIXOS
MOMENTO FLETOR:
Exemplo:
704N
Ma
 0
60mm
120mm
180.
Rb 
704.60
Rb
 235
N
Fy
 0
Ra
Rb
Ra
Rb
 704
Ra
 469
N
EIXOS MOMENTO FLETOR:  Exemplo: Parte 1 A  Fn   0 x  60
EIXOS
MOMENTO FLETOR:
Exemplo:
Parte 1
A
Fn
 
0
x
60
Fc
469
N
,
M
0
N mm
.
X
0
Fc
469
N
,
M
28140
N mm
.
X
60
Parte 2
Fn
B
60
x
180
Fc
 
235
N
,
M
28140
N mm
.
X
60
Fc
 
235
N
,
M
0
N mm
.
X
180
EIXOS MOMENTO FLETOR: V  Exemplo: 704N 60mm 120mm H Ra Rb FC + - MF
EIXOS
MOMENTO FLETOR:
V
Exemplo:
704N
60mm
120mm
H
Ra
Rb
FC
+
-
MF
Mr(max)
+
EIXOS MOMENTO FLETOR:  Calcule o momento fletor máximo encontrado no diagrama: 400N 20mm 80mm Engrenagem
EIXOS
MOMENTO FLETOR:
Calcule
o
momento
fletor
máximo
encontrado
no
diagrama:
400N
20mm
80mm
Engrenagem
Mancal
Mancal
A
B
EIXOS MOMENTO IDEAL:  Para calcular o momento ideal: V 2  a  2 Mi
EIXOS
MOMENTO IDEAL:
Para calcular o momento ideal:
V
2
a
2
Mi
Mr (max)
. T
2
H
Onde:
a=Coeficiente de Bach
EIXOS COEFICIENTE DE BACH:  Para calcular o Coeficiente de Bach:  tadm flexão a 
EIXOS
COEFICIENTE DE BACH:
Para calcular o Coeficiente de Bach:
tadm
flexão
a 
tadm
torção
Onde:
Tensões
admissíveis
(Normalmente
fornecidas)-
N/mm², N/m² (Pa)
EIXOS COEFICIENTE DE BACH:  r = Tensão de ruptura,  e = Tensão de escoamento,
EIXOS
COEFICIENTE DE BACH:
 r = Tensão de ruptura,  e = Tensão de escoamento,  t = Tensão admissível à tração
 c = Tensão admissível à compressão,  f = Tensão admissível à flexão,  t = Tensão admissível à torção
EIXOS FATOR DE FORMA:  Para calcular o fator de forma (b): b   1
EIXOS
FATOR DE FORMA:
Para calcular o fator de forma (b):
b
 
1
maciço
d
1
b 
 vazado
4
d
1 
D
D
b
1,065
vazado
d
/
D
0,5
EIXOS DIÂMETRO DO EIXO:  Para calcular o diâmetro do eixo: Mi d  2,17 b
EIXOS
DIÂMETRO DO EIXO:
Para calcular o diâmetro do eixo:
Mi
d
 2,17
b
.
3
tadm
flexão
EIXOS DIÂMETRO DO EIXO:  Existem diversas outras formas citadas em bibliografia de se calcular o
EIXOS
DIÂMETRO DO EIXO:
Existem diversas outras formas citadas em bibliografia
de se calcular o diâmetro.
Por exemplo:
1/ 3
32. fs
1/ 2
2
2
d  
. Mr
T
(max)
 
.
tadm
flexão
ou
Soderberg
conservadora
fs=Fator de segurança, adimensional ex.:1,2-2,5
fs leve, fs moderado e fs pesado.
EIXOS DIÂMETRO DO EIXO:  Calcule o diâmetro do eixo (Utilizar as informações já calculadas). Material:
EIXOS
DIÂMETRO DO EIXO:
Calcule o diâmetro do eixo (Utilizar as informações já
calculadas).
Material: ABNT 1035
=50N/mm²
=40N/mm²
EIXOS DIÂMETRO DO EIXO:  Calcule o diâmetro mínimo do eixo (maciço) projetado. a ser 80N
EIXOS
DIÂMETRO DO EIXO:
Calcule o diâmetro mínimo do eixo (maciço)
projetado.
a
ser
80N
120N
20mm
50mm
30mm
Mancal
Mancal
A
B
Material: ABNT 1025
=40N/mm²
=30N/mm²
fs=2,8
EIXOS DIÂMETRO DO EIXO:  Calcule o diâmetro mínimo do eixo (maciço) projetado. a ser Motor:
EIXOS
DIÂMETRO DO EIXO:
Calcule o diâmetro mínimo do eixo (maciço)
projetado.
a
ser
Motor: 2,6KW
Material:
=35N/mm²
=30N/mm²
EIXOS DIÂMETRO DO EIXO: mm mm F2x mm F1x 5KW F2y F1y
EIXOS
DIÂMETRO DO EIXO:
mm
mm
F2x
mm
F1x
5KW
F2y
F1y
EIXOS DIÂMETRO DO EIXO: Material: ABNT 1035 =50N/mm² =40N/mm² Fn1 Fn1 Fn1=1,1KN Fn2=2,2KN Fn2 7,2 KW
EIXOS
DIÂMETRO DO EIXO:
Material: ABNT 1035
=50N/mm²
=40N/mm²
Fn1
Fn1
Fn1=1,1KN
Fn2=2,2KN
Fn2
7,2 KW
A
Fn2
B
A>Fn1=35mm
B>Fn1=20mm
A>Fn2=15mm
B>Fn2=40mm