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DIEGO CONSTANTINI

FABIO PEREIRA
ISADORA POMPEU
JOSÉ CARLITO

CONTROLE DE QUALIDADE DO GESSO:


REALIZAÇÃO DE ENSAIOS TÉCNICOS ANALISANDO AS PROPRIEDADES
FÍSICAS DO PÓ E PROPRIEDADES MECÂNICAS.

Professora Orientadora Dra. Eliane C. Gallo Aquino.


Professor Co-orientador Msc. Renato Augusto Nascimento.

Amparo
2018
AGRADECIMENTO
À Deus por ter dado condições de poder comparecer a esta jornada de aprendizado.
Ao Professor Renato Augusto Nascimento por ter instruído integralmente a este trabalho e a
Professora Dra. Eliane C. Gallo Aquino pelo suporte e orientação.
À instituição de ensino ETEC João Belarmino por ter proporcionado os equipamentos
necessários para a realização dos ensaios técnicos.
E exclusivamente a todos os professores que fortaleceram cada caminhada à caminho de
nossa formação, nossos sinceros obrigados.

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO………………………………………………………………………………………..03
2. OBJETIVO GERAL…………………………………………………………………………………..03

1
2.1. Objetivo específico……...……….……………………………………….............................03
3. METODOLOGIA…………...………………………………………………………………………...03
4. DESENVOLVIMENTO
4.1.
Definição…………………………………………………………………………………………04
4.2. Histórico…………………………………………………………………………………………04
4.3. Fabricação………………………………………………………………….…………………...04
4.4. Produção e consumo…………………………………………………….…………………...04
4.5. Propriedades……………………………………………………………….............................05
4.6. Gesso x meio ambiente……………………………………………………………………….06
4.7. Aplicações na Construção
Civil……………………………………………………………..06
4.8. Normas e Propostas de ensaio
4.8.1. Normas
Publicadas…………………………….………………………..…………………..07
4.8.2. Proposta de ensaio…………………………………………………………………….07
4.8.2.1. Propriedades físicas do pó…………………………………...........................07
4.8.2.2. Propriedades
mecânicas………………………………………………………..07
4.8.2.3. Determinação da água livre e de cristalização……………………………..08
5. RESULTADOS
5.1. Propriedades físicas do pó………………………………………………………………..…08
5.1.1. Granulometria………………………………………………………...........................08
5.1.2. Massa unitária…………………………………………………………………………..09
5.2. Propriedades mecânicas……………………………………………………………………..11
5.2.1. Resistência à compressão…………………………………………………………...11
5.3. Determinação de água livre e de cristalização…………………………………………...15
6.
CONCLUSÃO…………………………………………………………………………………….…...1
7
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS……………………………………………………………….17

2
1 INTRODUÇÃO

O gesso é um dos materiais mais antigos utilizados na construção civil e sua utilização
está assumindo um papel cada vez mais importante, com o desenvolvimento de novas técnicas de
aplicação e o surgimento de novos produtos, levando agilidade, leveza, limpeza e menos desperdício
nos canteiros de obra.
É obtido através do mineral Gipsita e conhecer todos os processos que envolvem a
manipulação deste minério, desde a sua extração, os processos industriais de obtenção do gesso, a
fabricação e uso dos produtos manufaturados e também as questões econômicas e normativas são
fundamentais para os profissionais que atuam neste ramo.
Existem várias normas que descrevem os métodos de ensaios necessários para garantir
a qualidade do gesso, determinando se o material utilizado na obra está de acordo com parâmetros de
aceitação estabelecidos pelas normas. Deste modo, nosso projeto será um estudo comparativo entre
4 marcas de gesso disponíveis no mercado, através da realização de ensaios técnicos de análise das
propriedades físicas do pó, das propriedades mecânicas do gesso, da quantidade de água livre e da
quantidade de água de cristalização.

2 OBJETIVO GERAL

Analisar a qualidade do gesso de diferentes marcas que estão disponíveis no mercado e


comparar o resultado de suas propriedades físicas, químicas e do desempenho mecânico.

2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Identificar entre as marcas analisadas quais apresentam a melhor qualidade para


aplicação de acabamento no revestimento interno de paredes de uma obra.

3 METODOLOGIA

Primeiramente, este trabalho apresenta a definição de gesso, histórico, a forma de


produção, os dados de consumo na construção civil, as propriedades físicas e químicas, a relação com
o meio ambiente e sua aplicação na construção civil. Na sequência, serão descritos os ensaios
propostos de acordo com suas respectivas normas da ABNT e os resultados obtidos de cada ensaio.

4 DESENVOLVIMENTO

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4.1 Definição
O gesso é um mineral aglomerante inorgânico, não hidráulico e aéreo, embora necessite
de água para endurecer, depois de assumir sua forma final o gesso não resiste à ação da mesma
(CINCOTTO, 1998).
É um dos três aglomerados minerais mais utilizados na construção civil, os outros dois
são o cimento e a cal. Quanto a sua composição química, o gesso é caracterizado como sulfato de
cálcio hemi-hidratado.
A matéria prima para produção de gesso é a gipsita (sulfato de cálcio di-hidratado),
classificada como um mineral compacto, de baixa dureza (pode ser riscado pela unha), pouco solúvel
em água e muito solúvel em ácido clorídrico.

4.2 Histórico

O gesso é conhecido a mais de 9.000 anos e é um dos materiais mais antigos utilizados
na construção fabricados pelo homem. É muito encontrado nas ruínas da Síria, Turquia e Egito. Nas
pirâmides de Queóps foi empregado gesso na sua construção, com uma técnica de assentamento
estanques de precisão, entre imensos blocos de pedras de até 16 toneladas, até hoje não esclarecidas.
O filósofo Theo Ratés, que viveu entre os séculos IV e III A.C, um dos discípulos de Platão
e Aristóteles, tornou-se conhecido por seu Tratado das Pedras, que é o mais antigo documento dos
autores que se interessam pelo gesso.

4.3 Fabricação

A fabricação do gesso se inicia com a mineração através de explosivos, onde a gipsita é


retirada do subsolo e transportada por tratores. Em seguida ocorre a britagem, que é o processo de
quebra da gipsita em partes pequenas através de um britador específico para gesso. Após a britagem,
as pedras são colocadas em fornos, onde é extraído o excesso de água, este processo é denominado
calcinação. Depois de calcinado, a gipsita é moída, obtendo-se o gesso em pó.

4.4 Produção e Consumo

No último ano, comparando com os Estados Unidos onde o consumo é de 10m2 por
habitante ao ano, o consumo no Brasil ainda é muito baixo, de apenas 0,25 m² por habitante ao ano.
Segundo a Associação Brasileira de Drywall, o consumo por lá é 40 vezes maior do que o adotado no
Brasil.
De acordo com o IBGE, enquanto a construção civil teve um PIB negativo de 7,6%, o
drywall com gesso aumentou seu mercado em 40% no biênio 2014/2015, com 70 milhões de m2. A
maior presença de fábricas de Drywall no país é outro indicativo do potencial deste mercado.

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Apesar do crescimento médio do segmento de drywall ter sido acima do registrado pela
construção civil nos últimos anos, o país é o pior em termos de adoção deste método construtivo. Fora
os Estados Unidos, que é o maior mercado, os australianos e franceses puxam a demanda, com
respectivamente, 6,4 m²/habitante ano e 3,8 m²/habitante ano. O consumo no Chile, por exemplo, é
cinco vezes mais do que no Brasil. Um exemplo importante é que temos a maior fábrica de placas
acartonadas da América Latina, a da Gypsum.
As principais jazidas de gipsita se encontram na Alemanha, França, Itália, Reino Unido e
no Brasil, mais precisamente nos estados da região nordeste, como Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte
e Pernambuco.

4.5 Propriedades

Entre as diversas propriedades do gesso, podemos destacar o tempo de pega, dureza,


resistência à tração e compressão e isolamento térmico e acústico.
Se o tempo de pega for muito rápido, o preparo da pasta fica condicionado a pequenos
volumes, reduzindo a produtividade do gesseiro. Em geral os gessos nacionais tem o início de pega
entre 3 e 16 minutos e o tempo de fim de pega entre 5 e 30 minutos.
O processo da pega se inicia entre 2 a 5 minutos após a mistura com a água e termina entre
10 a 20 minutos após. Esse processo ocorre com liberação de calor (processo exotérmico). O processo
de ganho de resistência do gesso pode durar semanas e é influenciado por alguns fatores, como o
tempo e temperatura de calcinação da gipsita, a finura do gesso, a quantidade de água de
amassamento (água utilizada na mistura) e a presença de impurezas.
A quantidade de água da mistura funciona negativamente no fenômeno de pega, pois quanto
mais água, mais lenta se dá a pega e o endurecimento. Quanto maior a quantidade de água na mistura,
menor será a resistência à compressão da peça após endurecida.
Podemos utilizar alguns retardadores de pega na mistura, para facilitar o trabalho. Os
retardadores mais utilizados são os ácidos orgânicos fracos (ácidos cítrico, fórmico, acético, láctico, e
seus sais alcalinos, como os citratos, acetatos e lactatos) e ácido bórico, ácido fosfórico, glicerina,
álcool, éter, acetona e açúcar. Tais produtos retardam a pega, pois formam membranas protetoras
entre os grãos, isolando-os.
As pastas de gesso, depois de endurecidas, atingem as seguintes resistências:
• à tração de 7 a 35 kgf/cm2
• à compressão entre 50 e 150 kgf/cm2.
O gesso é um bom isolante termo acústico e elevada resistência ao fogo. As pastas de gesso
aderem bem a blocos, tijolos, pedras e revestimentos de argamassas e o material é de baixo consumo
energético na sua produção, cerca de 350ºC.

4.6 Gesso x Meio Ambiente

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A indústria da Construção Civil designa seu crescimento tecnológico conforme a
empregabilidade e existência de determinados materiais, que partem graças à prósperos estudos e
resultados conquistados pelo homem, que assim mantém suas necessidades de ambientar e assim
gerir com economia.
Junto à esse crescimento, vêm a prioridade à obras mais sustentáveis, seja desde a
escolha de técnicas de construção, até a reciclagem dos resíduos de materiais, sendo que estes
podem causar grande impacto ambiental, se não dirigidos corretamente. E como no caso estudado, o
gesso, além de modificar o local de sua extração, pode provocar graves consequências ao meio, pois
segundo Oliveira e Carvalho (p.3).

“ esse resíduo é um material tóxico que libera


íons Ca2+ SO42 alterando a alcalinidade do solo
e contaminando o lençóis freáticos [...] A
decomposição do resíduo de gesso em aterros
leva a geração de gás sulfídrico, devido às
reações do sulfato com a matéria orgânica”,

Assim visando a sustentabilidade, a gestão gesso na obra requer atenção desde, a


“escolha do material, passando pelo treinamento dos aplicadores e a utilização do produto, até a fase
de coleta, segregação, transporte e destinação de resíduos" (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS
FABRICANTES DE CHAPAS PARA DRYWALL, 2009, p.8).

4.7 Aplicações na Construção Civil

O uso do gesso na construção civil vêm ganhando espaço graças à suas variadas
vantagens, tais como: facilidade de moldagem, boa aparência, excelente propriedade térmica e
acústica, boa aderência à alvenaria e ao concreto, possui uma produtividade elevada e custeio em
determinados serviços. Possui propriedades aglomerantes, ou seja, sua mistura com a água pode
proporcionar, depois de um tempo, características ligantes e resistência.
O contato do gesso (depois de curado) com a água pode resultar em patologia, como o
seu dissolvimento, limitando assim o uso em áreas externas (contato com as chuvas). O mesmo não
acontece em áreas internas úmidas (banheiro, lavanderia etc), desde que haja um tratamento para
assegurar sua proteção.
As principais aplicações do gesso são em revestimentos de alvenarias (gesso liso), blocos
para execução de divisórias (bloquetes), placas de acartonado para forros e divisórias (sistema
DryWall), ornamentos pré-moldados (molduras, painéis, faixas, placas decorativas, florões...etc).

4.8 NORMAS E PROPOSTA DE ENSAIO

4.8.1 Normas Publicadas

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No Brasil, existem 25 normas referentes ao gesso publicadas pela ABNT. Neste artigo
serão utilizadas as normas ABNT NBR 12127:2017 - Gesso para construção civil - Determinação das
propriedades físicas do pó e ABNT NBR 12129:2017 - Gesso para construção civil - Determinação das
propriedades mecânicas.
A relação de todas as normas existentes e também dos projetos de normas em
andamento podem ser obtidas no site da ABNT.

4.8.2 Proposta de ensaio

Para analisar a qualidade das marcas de gesso, iremos submetê-las aos ensaios previstos
nas normas ABNT, descritas abaixo:

4.8.2.1 - Propriedades Físicas do Pó

Para analisar as propriedades físicas do pó de gesso, seguiremos a norma ABNT NBR


12127:2017, que prescreve o método para realizar esta determinação. As propriedades físicas são
determinadas através da granulometria, que segundo a norma é a classificação das partículas quanto
ao tamanho através de uma série de peneiras-padrão e a massa unitária, que é a relação entre a
massa não compactada do material e o volume do recipiente.

4.8.2.2 - Propriedades Mecânicas

As propriedades mecânicas serão analisadas através da norma ABNT NBR 12129:2017.


Esta norma descreve o método para determinação dessas propriedades, que são a dureza e a
resistência à compressão.
A dureza do gesso é calculada pela profundidade de impressão de uma esfera, sob uma
carga fixa, em um corpo de prova, enquanto a resistência à compressão é obtida em função da carga
de ruptura em corpos de prova. Neste trabalho, foi aplicado somente o teste de resistência à
compressão.

4.8.2.3 Determinação da Água Livre e de Cristalizacao

Estas determinações são especificadas na norma ABNT NBR 12130:2017. Esta norma
descreve os métodos para determinação de água livre e água de cristalização.

5 RESULTADOS

5.1 Propriedades Físicas do Pó

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As propriedades físicas do pó foram obtidas de acordo com a norma ABNT NBR
12127:2017.

5.1.1 Granulometria

A granulometria foi determinada em laboratório e os valores foram obtidos através do


ensaio que consiste em passar uma quantidade de gesso em uma série de peneiras determinadas
pela norma. Na preparação para o ensaio é necessário passar 300g de gesso em pó na peneira de
2,00mm e secar 210g da amostra em estufa. Feito isso, foi dado início ao ensaio utilizando as peneiras
0,600mm, 0,420mm, 0,180mm e 0,150mm e o agitador mecânico. Finalizado o processo de
peneiramento e anotados os valores retidos e passantes em cada peneira, pode-se calcular o
percentual de material retido em cada uma.

Figura 1 - Equipamentos utilizados para determinar a granulometria


Fonte: Constantini, 2018

O gráfico abaixo representa a curva granulométrica com todas as marcas testadas. Para
preservar cada marca analisada omitimos o nome fantasia de cada uma e denominados apenas
como marca A, B, C e D.

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Gráfico 1 - Resultado do ensaio de granulometria
Fonte: Constantini, 2018

Analisando a curva granulométrica, verificamos que a marca A possui uma quantidade


menor de finos do que as marcas B, C e D. Enquanto o módulo de finura da marca A é de 0,425mm,
o módulo de finura das marcas B, C e D é de 0,180mm.

5.1.2 Massa Unitária

A massa unitária de um elemento é a sua densidade com todos os espaços vazios, ou


seja, os espaços vazios são os "vãos" entre um grão e outro e seus espaços internamente. Podemos
dizer que a massa unitária é a massa real do elemento, pois engloba todos os espaços existentes.
O ensaio foi realizado de acordo com as instruções e equipamentos estabelecidos pela
norma.

Figura 2 - Equipamentos utilizados para determinar a massa unitária.

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Fonte: Constantini, 2018.

A tabela abaixo representa os resultados obtidos, conforme determinada pela norma, a


média da massa unitária é obtida com a análise de 2 amostras do material.

Massa Unitária
Volume Massa
Amostra 1 Amostra 2 Diferença
Marca Média (g) Recipiente Unitária
(g) (g) (%)
cm3 g/cm3
A 900 900 0,00 900 0,97 928
B 674 678 -0,59 676 0,97 697
C 676 672 0,60 674 0,97 695
D 662 670 -1,19 666 0,97 687
Tabela 1 - Resultado do ensaio de determinação da massa unitária.
Fonte: Constantini, 2018.

Analisando os resultados, podemos verificar que a marca A apresentou ser o material com
maior massa unitária, com 928 g/cm3, enquanto as outras marcas analisadas apresentaram quase a
mesma massa comparadas entre si, com uma diferença menor do que 10% entre elas. Este resultado,
juntamente com o resultado do ensaio de granulometria, indica que quanto maior a concentração de
finos em sua mistura, menor será sua massa unitária do gesso.
Somente a marca A atendeu o requisito da massa unitária da NBR 13207/94, cuja
exigência é de >= 0,700 g/cm³, as outras marcas apresentaram valores bem próximos dos exigidos
pela da norma. O gráfico comparativo abaixo retrata os resultados obtidos pelo ensaio.

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Gráfico 2 - Gráfico do resultado obtido no ensaio de determinação da massa unitária.
Fonte: Constantini, 2018.

5.2 Propriedades Mecânicas

As propriedades mecânicas foram mensuradas através da norma ABNT NBR


12129:2017. Como já foi dito anteriormente, neste trabalhos mensuramos somente a resistência a
compressão do gesso.
5.2.1 Resistência à compressão

Neste ensaio foram moldados os corpos de prova de gesso, utilizando o teor de


água/gesso indicado pelo fabricante e também variando essa relação, de forma a analisar a resistência
de cada relação analisada. A tabela abaixo representa a relação água/gesso utilizada neste ensaio.

Amostra Relação Água (ml) Gesso (g)

1 0,65 260 400

2 0,75 300 400

3 0,85 340 400


Tabela 2 - Relação Água/Gesso
Fonte: Constantini, 2018.

Para a moldagem, utilizamos 400 g de gesso peneirado de acordo com a norma e


preparamos a massa polvilhando o gesso sobre o recipiente com água. A massa foi colocada em
repouso por 2 minutos, a fim de obter aderência ideal. Em seguida foi iniciada a mistura por 1 minuto.
Depois disso, os corpos foram moldados utilizando o molde com as dimensões especificadas pela
norma. No total foram moldados 36 corpos de prova, sendo 3 corpos de cada marca para cada relação
analisada.

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Figura 3 - Moldagem dos corpos de prova.
Fonte: Constantini, 2018.

Os corpos de prova ficaram em processo de secagem até que suas massas ficassem
estáveis, ou seja, sem perda de massa entre uma pesagem e outra. O gráfico abaixo demonstra o
comportamento de cada corpo de prova durante o processo de estabilização.

Gráfico 3 - Gráfico de variação da massa dos corpos de prova.


Fonte: Constantini, 2018.

Analisando o gráfico, os corpos de relação 0,65 estabilizaram-se com uma massa próxima
de 140 gramas, os corpos de relação 0,75 a massa próxima de 130 gramas e os de relação 0,85 com
115 gramas. Após a estabilização da massa dos corpos de prova, foram realizados o rompimento dos

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mesmos, para analisar a resistência à compressão de cada marca. Para isso, cada corpo foi colocado
na máquina de compressão e as forças foram empregadas até o rompimento dos mesmos.

Figura 4 - Rompimento dos corpos de prova.


Fonte: Constantini, 2018.

Seção
Marca - Carga Resistência
Transversal Carga (tnf) Carga (N)
Relação (kgf) (Mpa)
(mm2)

A - 0,65 2500 0,84 843,33 8273,10 3,31

A - 0,75 2500 0,56 560,00 5493,60 2,20

A - 0,85 2500 0,44 443,33 4349,10 1,74

B - 0,65 2500 2,18 2176,67 21353,10 8,54

B - 0,75 2500 1,71 1710,00 16775,10 6,71

B - 0,85 2500 1,26 1263,33 12393,30 4,96

C - 0,65 2500 1,58 1580,00 15499,80 6,20

C - 0,75 2500 1,40 1403,33 13766,70 5,51

C - 0,85 2500 0,96 956,67 9384,90 3,75

D - 0,65 2500 1,96 1963,33 19260,30 7,70

D - 0,75 2500 1,70 1703,33 16709,70 6,68

D - 0,85 2500 1,13 1126,67 11052,60 4,42


Tabela 3 - Resultado do ensaio de resistência à compressão.
Fonte: Constantini, 2018

De acordo com a tabela de resultados do ensaio de resistência à compressão, podemos


observar que quanto maior a quantidade de água na mistura, menor foi a resistência obtida e quanto
maior a massa unitária do material analisado, menor também é sua resistência. Somente a marca B
com relação 0,65 e resistência de 8,54 Mpa obteve a resistência especificada pela norma ABNT NBR

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13207/2017, que determina que a resistência deve ser > 8,40 Mpa. Abaixo, apresentamos
graficamente o comparativo da resistência à compressão de cada amostra.

Gráfico 4 - Gráfico do resultado ensaio de resistência à compressão.


Fonte: Constantini, 2018.

5.3 Determinação de Água Livre e de Cristalização

Estes ensaios foram realizados pelos alunos do segundo módulo do curso técnico em Química,
sob a supervisão do Prof. Paulo Maziero, com o intuito de contribuir com este trabalho e também ter a
oportunidade de aplicar os conhecimentos analíticos adquiridos durante as aulas de Análise Química
Quantitativa no desenvolvimento dos ensaios. Mais uma vez, deixamos registrado nossos
agradecimentos aos alunos e ao professor Paulo pela colaboração em nosso trabalho.
As quatro marcas foram analisadas no laboratório de química, seguindo o procedimento ABNT
NBR 12130:2017. Os resultados obtidos estão expressos nos gráficos abaixo:

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Gráfico 5 - Resultado do ensaio de determinação de água livre.
Fonte: Constantini, 2018.

Gráfico 6 - Resultado do ensaio de determinação de água de cristalização.


Fonte: Constantini, 2018.

De acordo com a norma ABNT NBR 13207:2017, o limite máximo de água livre é de 1,3%,
enquanto que os limites de água de cristalização é de 4,2% à 6,2%. Analisando os resultados obtidos,
todas as marcas estão de acordo com os limites estabelecidos de água livre, enquanto que para água
de cristalização somente as marcas B e D ficaram dentro dos limites estabelecidos pela norma.

6 CONCLUSÃO

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Analisando os resultados dos ensaios realizados notamos que não há uma conformidade na
granulometria, na massa unitária e na resistência à compressão de cada marca analisada.
Na questão da granulometria, todas as marcas de gesso analisadas enquadram-se na
categoria de gesso fino para revestimento, pois teve um módulo de finura menor que 1,10, atendendo
assim a exigência da norma regulamentadora.
Na análise na massa unitária, somente a marca A atendeu a exigência da norma, com valor
acima de 700 g/cm3. Já no teste de resistência à compressão, o único teste que se enquadra nas
exigências da norma foi a marca B com a relação água/gesso de 0,65, apresentando uma resistência
maior do que 8,4 Mpa.
Assim, concluímos que quanto maior for a presença de finos do pó de gesso utilizado, menor
será a sua massa unitária e também quanto maior a relação água/gesso na mistura, menor será a
resistência à compressão obtida.

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

http://infraroi.com.br/mercado-de-construcao-seco-com-gesso-cresce-15-ao-ano/
12/08/2018
http://www.tecomat.com.br/arquivos/informe/arquivo_070514_155915_9757.pdf

http://www.temsustentavel.com.br/gesso-mercado-material-conhecimento/

http://www.revistanegociospe.com.br/materia/O-mercado-de-gesso

https://minerals.usgs.gov/minerals/pubs/commodity/gypsum/mcs-2018-gypsu.pdf

http://www.sbm-mill.com/solution/gypsum-
powder.html?campaignid=1045843612&DEV=c&keyword=gypsum%20production&AD=282178
176892&feeditem=&rank=1t1&match=p&gclid=EAIaIQobChMI7NHc7ejj3AIVjIiRCh0bngZfEAAY
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https://maua.br/files/012016/analises-das-propriedades-fisicas-mecanicas-pasta-
gesso-reciclado-por-desidratacao-micro-ondas-081039.pdf

https://www.reportlinker.com/market-report/Building-
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