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l © 2000 by Os Autores
I I'LA PALAVRA*
111 IIIAII
DIRETORA DA COLEÇÃO HISTORIAL
E ORGANIZAÇÃO DOS ORIGINAIS
Etiane Mnrtn Tei xei ra Lope
CAPA E PROJETO GRÁFlCO
Jniro Aluarengn Fonsecn

EDlTORAÇÃO ELETRÓNICA
Waldênia Alvnrcnga Sa11tos At(lirl~

I REVISAo
Alexandra Cosia da Fonseca 1\1 H l di d 1546, os fontes autorizadas dos "ritos", pala-
Cilene De Santis I 11<11 ( unido na IV ses- vras e orações, das "cerimônias", g t;.
II 111 rll ' nto declara- tos e ações, do "magistério", P 'd r
COORDENAÇÃO EDITORIAL
Rejane Dias I' \ 111 11 J'I tlc I II l ola fide e! sola de instruir as almas, do "mlni _t ri ",
('II/II'II'tI (" fsó( com
com a es- ti poder de santificá-Ias, do "! ov r"
111\11' I") <11 t \ 1 1 r formada.' no", poder de dírlgl-l , I \ 1!'t'~)1
11 I ,I , MI I'LLI h utero tinha de- Católica.'
500 anos de educação no Brasil / organizado POI'
Q7 Eliane Marta Teixeira Lopes, Luciano Mcnd s .. tonuín I qt fi I d via pôr-se em Em SUl-) rlg nn, CCUí\ um \'J IJI
de Faria Filho; Cynthia Greive Veiga, - 3·ed., do b tant tívo, lr 1 ( \I I 11\
mllll)1) u por meio da leitu-
- Belo Horizonte: Autêntica, 2003,
o 608p. (Coleção Historial, 6)
I' 111da d íblla, dispensando a O r I r li I r J \ u II I )
~~ ~7
•• r.!"'-".: •.••
-ez: 111 \ 1 ~ d cl 1'0 e dos ritos e ceri- sobr um n 1/\ rn l r il c
ISBN 85·86583-61·8
<t u, o
m I I vi (v is da Igreja. Ao conde- paraa r lha. ra um m gi l ri vlv ,
"tr díçõ s humanas", afirmara uma pregaç o, um "I sternunho": "V6s
'~,,r.
c>
;'-'y" 1. Educação-História-Brasil. 2. Cultura-História-
11'11'
recebereis uma potência, a do Espíri-
... qu de vlrtuam a palavra de Deus
,"
w_ u,\-
Brasil. 3. Lopes, Eliane Marta Teixeira. 4. Faria Fi-
d 'cl'ltu.l'é\S: Omne quod in scripiu- to Santo, que virá sobre vós; sereis
lho, Luciano Mendes. 5. Velga, Cynthia Greive. I.
Título. 11. Série. ri nçn heoetur, hoc plane Saianae addi- meus testemunhos em Jerusalém, em
menlun: est ("Tudo que não está nas toda a Judéia, na Sarnária e até os con-
COU: 37 (081) (091) S rlturaa 11 simplesmente uma adi- fins da terra", ordena Cristo para seus
008 (81) (091)
ção de Satã"). 2 Contra a tese, a de- discípulos no dia da Ascensão. Inicial-
cl ração conciliar confirmou a traditio mente, na origem mesma do Cristia-
como fonte autorizada vinda direta- nismo, a palavra de Cristo tinha sido
m ntc "da boca mesma de Cristo". transmitida oralmente pelos apóstolos
Conforme o Concílio, a tradição. que no seio das comunidades; em um se-
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publicação poderá ser reproduz ida, seja por meios mecânicos, eletrônicos', nua e passada adiante" quase que ta nos Evangelhos; depois, através
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Belo Horizonte/Minas Gerais - Brasil

I
pelo autor ~' Editora.
PdR)(· ~"<1 AR1 4RhO
SUO éinos de CdUCi.1Çi.;'O no Brasil

discípulos de Cristo por blsp ., qu ndo apareceu a autorida- dos __ hebraicos e grc:sos p ir-
o_~ii2~2:'1~S abscondüum, n ver',1(1d0i;:o !')CLi.S ocul-
rnitir ia reto!nãi:'ã-p--;:;rézadas f nt s to, e, portanto o Sere. do ma 1, A COI.l-
de que tinha o discernirn I\l I üímo das tradições, foi feita
urna teologia das duas fontes da r velação: enfim, quando a escr ilur~-;sd esvir';;adas'-pclãS'l~ad i- seqüência p(~~lhca da tese iurera na é

questão da_~~t~~~iQ_a_c!e_!:0.Jgr s tornou mais e mais ins- ções dos homens. Os erros d as tra- a afirmação de que os r~[s~;~F;~~;~:,-'pyr
tCti:íClõ~al (concílios, p atr iar as, o bispo de Roma, a Sé após- d.L,lções, que a Igreja;~t~~p~~t~~~ (- "ci_~'cito divino" para impor oxs!emA
tólica), a autoridade da tradição se revestiu de um caráter continuou 11 interpretar como inter- irremediável anarquia da hurnanida-
rígido, em seus conteúdos e determinações." venções da Providencia divina, de- dedecaída. A.'tese--ieva a afir~n,~r que,
Em 1614, no tratado Defensio fidei, ou Dejensa de Ia Fe Ca- veriam ser eliminados, para se repor ;ê-~1;}Oe~viados por Dl~U,S, ()S_~~~S t,}rn
tolica y Aposiolicu contra los Errares dei Anglicanismo, que combate a doutrina em sua pureza original. autoridade para iegislar crn n'atérias
;1' tese do "direito divino" dos reis defendida por James I, rei da Contra a correção luterana, o Concí- -'~'sp'i'~itli'~L-'di-~F~-;;;'~'~1-d
d;-p-;d~'~ ct

Inglaterra, o jesuíta Francisco Suárez retomou a noç~~~es- lio determinou que as Escrit uras são a'lú:iõ-rhiisêIelei~d; por Cristo ao papa.
~~~o~afirmando que a tradição é o alta d'õEvangelho de a palavra de. Deus escrita; como é Principalmente por meio dos jesuítas.
Seio Lucas e o ômega do Eval1gelh()de São [cão? Ambos os textos impossível que Ele minta, também é que divulgaram a doutrina de ivíolina
A inscrição do fundamentam e autorizam a !ffi.JiÇãO_Ç,Q..!JJ_º-JJm_modo de trans- impossível haver erros, mentiras ou acerca da Craça inata. tentanch uma
tÚ/rnl!o diz: , missão_!.l.~o~~~_r:!!!?:.~~l?_'!J~\T@_çli..",Ül<U::ºn.firl).~~or
São Paulo falsidades nos textos sagrados. nova conciliação cn: re d p:'eciênc:a
"Vi-.:re-sc com '(1; "Tessalon. 2): "Quando recebestes de nós a palavra de Deus divina e o iivrc-arbitrio hurnuno, em
engenho. 11.5 Assim, a Igreja Católica concili-
dirigida ao ouvido, aceitaste-ia não como palavra de homens oposição ao augustiniZlnisnl0 c1C!S do-
restantes CLiist7.~ ar e pós-tridentina fez a defesa intran-
3L~Yi.jO di? morte", mas como realmente é, palavra de Deus"." minicanos, depois do Co nc il io de
sigenternente "tradicionalista" ela
A grav:irD é tivicn Tren to se afirmou em tod o o mundo
A redefinição da Igreja católica como comunidade de lransmissãooral das duas fontes da
da OPO:5i(tlD uida católico que o pecado não cOJ'l'ornpe
b::tltaf;.,ida
fé, magistério e autoridade levada a cabo pelo Concílio pres- Revelação, a tradição e as EscrituraSi)
totalmente a natureza humana c que
libcrtinn posta em creveu que a comn iun itas [idelium, a comunidade dos fiéis, in- Contra a diretiva luterana da leitura
a luz natural da Graça inata deve ser
circulação pdü cluía necessariamente todas as populações gentias das novas individual, determinou que apenas
COr! tr!l- Reforma terras conquistadas por espanhóis e portugueses, onde as no- universa lmente apregoada corno o
teólogos autorizados pelas duas fon-
n.{)~ Sl.h:/llo,,:;
vas ordens fundadas pa.ra combater a heresia, como a Com- critério ciefinidor da legitirrddade dos
XVi e XliíT tes da Revelação poderiam ler e inter-
panhia de Jesus, deviam exercer o magistério e o ministério códigos legais positivos inventados
pretar o Antigo e o Novo Testamento. A
da Igreja segundo a ordem de São Paulo na Segunda Epístola pelas comunidades humanas para
interpretação deveria garantir o mo-
aos Tessalonice}lse~ (3,15): tende traditiones, "conservar as tra- governar-sê, Nos SL:CU~0~_x\/r_B,L~~/II,
nop l io do sentido
ó profético da nas missões jes:liftlca-s-~io Brasii c do
dições". Conforme os teólogos do Concílio de Trento. o en-
sinamento de São Paulo fundamen tava e jus titicava a existência
concordância alegórica, analógica ou Ma[a~.J~ã; c G·~'~~·-l~ar~:
~
in~c:iativil'dE:
figural estabelecida segundo o mode- faze-t' d,ã-I:~regaç~;oral c instrumento
de um magistério legítimo OLlde uma autoridade que guarda-
lo da allegoria in [actis, a alegoria [aciual pr·ivilegi?lcio de d\vltlgaçii(, da. 1'a13-
va o "deposito da fé" - "dcposituni fidei" - da apoiogética'
da Patrística e da Escolástica, que pro- vra divinapressupunhaque a L.t:~ na-
levada para os gentios.
põe a especularidade entre aconteci- tural da ÇXi:lça i.f.\ªJél ilumina i.-:'.l}I~··.;üe.
Conforme o Concílio, a primeira regra da lei são as mentos, ações e homens de ambos os dosgentios objeto d~·-~~;le.-il.l'~~~(>, [0r-
Escrituras, livros inspirados pelo Espírito Santo. Nos séculos
XVI e XVII, os lutcranos e os anglicanos admitiam sua i'lutori'-
Testa mentos para demonstrar que a l~aJ-i.dé:i~c;s·prccl i sposros à convcrsô o.
verdade latente (latet) no Antigo está Em sua primeira c,,:-la da Ea h ia, de'
dade parcialmente, pois valorizavam os livros "da primeira
patente (pa!et) no Novo. 10 de abril de 154.9, escrevia c 1'),
série", mas não os deutcrocanônícos ou de "segunda série".
Contra Lutero, o Concílio declarou que todos os livros das O Concílio também firmou () Manuel da NóbrE'ga: "''::iÍ_''lInI ..;;II~~ti.,'"
Escrituras são inspirados por Deus; logo, qne devem ser si- dogrna da luz. natural da Craca inata ~!"~~~(~~i~·~
icJ.!.P.~,!,!i;lisque pa rn eJ:1 rt' t1.') c!tj·,s-
multaneamente mchud os no cânonc. S:ibecse que a tese lute- contra ,1 tese da lfx pecctit i, a lei do t40s J'10S5)!.1~1 p. .reni ~,i!'til',t..s~.Çzelo dn Ilt" tlTI7
rana da sola scriptun; foi nl.aterialn1\:Lll,; ,:,~n,-l;cion;;-d;·-;~i·a tJ(;cadc original. que,. s(~gllndo Lute- de f\Ja~5o Senhor I!é cú J'i !/ly n:'~ ::.',..:::al'i~) ",11\

~~!~~;:'~':~;I
~TIt~:i~~i~~~~;~'-
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~~~~:~, ~~~2~,:~:.;~-~~~;~~;;~:
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Hn;I:11'3, Lutcro pressupuuha
~)C- i

que \} ;~l(CSSO às ÚU\'~lS tradLlç~~~


U), mancha ~rrs::rlir-~ciiavc!rncutQ
t!.il(::~',a humana, tornando 0S homens
ti n~-

inc(!,?.;1r.'.es de discci uir I) -Oc. ·r~li1! Deu»:


A mesrua dirctiva ?.p,ln~ü; 11(':.(..IIJ ; )i(t
lO,go sob~'e a ("úl!7.J;!ysif(~ do G:;.';i! )::, d~~
or.c'c enCt::;lD, ;:~5 d.uc~:; r;:I.::: ....
~:)~ I,
IJtrt;;· -,:t.1dcf-;
, '- ,,---~.,-"-- _._"
I 11111't ,I pc!n pnlsvrn -.loiro Adolto Hansen

que então constituíam a missão jesuític.1 !lI" rllll ( I, 1'( 111 solenemente pelo rei .!2.:..?~~stião,
corno Gonçalo, um típico letrado r 11i1:,l'!'1\ 11 I, I, 111' "I liI1 que os à~.cl~::..().~.-'~i._.~~.
B:~~r:o cinco
manista erudito. e a de missionários como rJ111'1I 11I, \1111I I dias depois. Então, o Catecismo roma-
reiro ignorante, mas de ié ardorosa. '0'11')' liu " /I,II/r, (I no, terminado em Roma depois do
conclui que, dada a.!nconstância da a h dll, 1., 'I ,1,)'1\ 111" encerramento do Concílio, definiu os
sileiros, a catequese Çf~,/~j;~g1i"ir o. mcd»] ) li ,ltllIllIl\" 11\1111,1 preceitos da fé para as massas. Ci Bre- .
dos ..b..?I!.:;.e.~c_n.1pI~se d_as.boas obras 10 rl'III'1II1' 1,11 1'1li viário romano (1568) e o Missa! romano
priamente o c!p_palav,a escrita do humum 1,( (1570) restabeleceram a !:.'DÍd~~ro-
A partir do século XVI, as pr 11'1r)111,\'I 1'111'11 mana dos ritos, ().I2gt:..~_~.~~ ..ft~..p.ªrJi-
cas que se apropriam cristãmente c! L 10:' I,IIII\C\' di' l'l'h ~jYIi.i~~~~.~c!.Q~5.~~·º~.[1~.si:S!Da~~.
rica afirmam que no ato da invenção d . dl,,( \11 \\ (I )111"ti". ~().~_..~~i.rio§_Pl.ín<:~p'~~..e_uL·op(,i..1Sque
autores é aconseUladopeíà'!uznã'tural da "',,\,( 11\11.1 A loll( disputavam o poder espiritual com
ça ~~·i~~1i.~l~~i·§~éf~it;s ~~~~ eficã i< di ili ,1,1".1111 1'111\I' o papa.
n.hoso e cnvolvimerifo p'ersuasivo~ Logo, nas ""lld, Pll\111111, • Nesse tempo e no século XVTI,
verossímeis e adequações decorosas dr f [m,I, li (' 1110 di'
I
em ~_~tu~ e_~~q-ª-l~~~il'_".erc açs
r:29.~l~I:r_aE~~p.r.::~:.::çadivina no mundo c m I <ll'lk J1\ H 0\1 .!i~Ürgic,:;-~osdias de prec>itoc-il-pl"
al.lalo}~~d:: :t~~.u.:i.ç~9.:.-prõp-õrçã"o·-pro'p '~ciOl 1111Il\dl', I. I' 1I gação extraordinária na époc: ci
pà~ssuposto que está na·baseC!~:~ª!if:!ÍvçfL Ia (lulol'ldllL!I' , 1,\ I Advento, Quaresma, P nt '0 Lv, I

efi,cá.~iilqap~egaç~o .~.<ltóii~~.·F~lar de m do justo evlel 'lI I ( Rogações. n: s fest 5 das il v aç e.'


ternamente tin jcro exlcl'llrJ) 11111'('1'1\ 1\ I
, de Cristo c Mari , nos r.ovcru rios'
da luz divina aces na c 1\, ' 11<'11\ (1/1 oitavários das s I nldad ' Snn
foro interno) como a ;lId('I'/'Sf d(llllrll\ll tos, nos tríduos das Almas. 1\0. ,1111
da por Santo Tomás d Aqulno, "i1 versá rios de tundaçt O d (,~I1V ntos
telha da consciênci 'lu' I'i '1Illl ( e l mplos, nas tornadas de I r blto,
livre-arbítrio. Com for il11 '1'111, li nas exéquias e nas inúrn ras açõ s d '
consciência humana im] 1'.!l1 'nl graças por acontecimentos de natu-
"foro de Deus". 5 gundo 'lI, r ,;"", reza muito variada passaram a ser
"fO~?'~.s.!.f;niIis..~.()..illgar.?.I:td~ ~E:! executa oju ízo: assim, tud uma preseIlça extremamente a tua n-
quanto o Estado solicita ou concede deve ser eXi111 in,\d te na vida dos fié is.I" Estes eram
luz da razão desse foro, que contém como perman nt rn 'nl(' (~bri~q.()'!. ~_~~~0!i.~.~ ...P.!t:B"~Sil..~de
escrita a lei natural de Deus. Se o ill.~~<?conclui qu E t, 10 âmbito paroquial. Em Ço~nü~ra, por
está de acordo com a. luz natural c tem validade m lia ns exemplo, na última década do sécu-
ciência ou Iôro'd~ De~I;, acat~·~ q~~ é s~i;citad ou' c nc di lo XVi, as constituições do bispado
d.o como se o próprio Deus o mandasse: mas se a dirctiva do (1591) determinavam que ~~s.92~~}in-
E~t:~~,<:l.i~!YE~.~~~~e.i.[1~~~~~:~C~~:se op.6(" a ela, con IUl.CJLIC'\ g05, nos dias.de.Nossa Senhora e nas
i~'Ll::tO e que tem de fazer tudo quanto'to'r: necessário par, ··f~~~â~.dg g~l~~r:ci_a - q ua ndo era p roi-
corrigí-lo: "i\ injustiça não pode encontrar-se senão /1, s leis Como é sabido, o ~?_n.~~~.~<::.?e bid o ter tendas abertas ou vender
dadas pelos homens ...; logo, não podem ser guardadas tais T.r~nl9J<:J.i..~_r:g;rr_a.ª.9..ern 4 de dezem- coisas com elas fechadas, (~não ser
leis contra. a obediêrjçia de Deus"12. Logo, quando um indiví- bro d .l.?.6} Em maio de 1564, seus para doentes-e nccessit ..id os --- as
~i,\.lÇlo1).~8~c~_il:._~li::r.ca.!~i
justa, é corno se o m~;;~~~·Dcü·"-o·Õ;:de· vários decretos e: medidas foram con- padeiras. peixeiras, vendecíeiras c ta-
1!.~~~_~f~P5:~~
SU2 justiça e~peTi~~-ã-il:~z-n~t~·;~ãC·P0·~·-;-~,:lrc~·~·1;~I~~;as. firmados. Em P'xtugal, a Coroa deu- ber neiros só estavam (\!..ib·..'!.dz~.dQ ..~.. ,ª
(, pregador i:,s'pir~dó ·pêlo E~pírlt(;~;~J;t:~mantém-se animado lhos apoio totilCi:i;; id~-~cte·[11G·~õ·~i~ ~x~rcer suas d·Ú,.;i·~J-',~~!~~~ r'iil).~:,(;".~k·
..' -d··· .,- , 3i.~ {J_ '-'6,16
do ideal de justiça revelado nas E~crit:l;-!1S e 112 tra.utio CC:1W 15G~~"~~;:-'dt::c~~tos foram publicados ': -d"~':"I'
pOIS ~ saircrn
. . , . _. . .
.i'l1·:I.Çb'1",,~.l:cl.'''.x .
.

22
Desde o século XVI, os d cr tos e as medidas quc com- cLa__~ã(l educacional E' catequética ela Pari' obter tal " suborrl inação li-
•..•\ .j ';.: <
batiam a tese da sola scril'tllrn confirmavam a origem divina e prczaç~'a d;-':I;-oITtica··cat6[ic--;;;:'D~~,e- vre", que interessa é10 "bem comum".
a infalibilidade da persona mvstica do papa. Ao dispensar o sc-je-mb,~r~pi:uiclpãrn1'elite:-~ doutrina ~ ~~~~~~~ ~_C_\~~_~~_~C~~}l~L.!~~~~i?J~19.~nf;rlJ li,

clero, os ritos e as cerimônias visíveis, a ~~~~~!:_~'i.Qi?-p~n- do "pactuni subjectionis 'I, essencial na l~.~~~"ç!?_.!~a~~~~. s.~((dionlin usacio pela
sava a mediaçào da auto!:.\AAcle_e.s.P-!Ú,tlJ,aLct.cLp-il..P.a.
Ora, des- doutrina católica do poder monárqui- C:?rnpan!~ia _d_P.J'<:~~l~"~i~~!lr,~,,, jelt}ei-
de-que Jesüsnoffi'~'~;;Si~ão Pedra seu primeiro vice-Cristo, co e na conceituação do "bem comum". rC:,ci.t'..J.?y?,'r'Ou seja, A~vc: .c.~a~.c'?l1ta
a transmissão do vicariato é hereditária, fazendo com que o Os reformados afirmam que o poder que, segundo a fi-
das ~l~~~,~~c_ulc!~;jg$
papa atual tenha duas pessoas, a pessoa humana, pecadora e dos reis decorre diretamente de DeLLs, losofia escolástica. definem.,<;_p'~.:;~oa
falível, e a pessoa [icia ou mystica, absoluta e infalível, como que os envia para impor ordem à anar- humana: a memória, q vo:~t~ctd!~ e a in-
pessoa do vigário de Cristo que proclama Omnia pOSSUnI et ita quia dos homens corrompidos após a t~~igê~c-i~~'f\Ofaz~-lo, .~:~~~..?~l_~_~·jl.~.~~-
volo ("Tudo posso e assim o quero"). A pessoa mística do Queda; conforme os católicos, como lhes o "illlto-controle, v is arido a
papa é infalível e tem a potestas ligandi et sol vendi, o poder de , 1:~1~I~~n~,1~l~siipehtc~i~19i\'i,j':J;:is e a
o cardeal Bell;;~~;'~;:'15cus'certamen-
unir e separar, como poder das claves [uris, as chaves do di- "
te-cQncec!~~J:l0ct..er, l~~~i;d;~eta- amizade do res.~antt?('~~pcyo!iti~o.. do
reito, delegadas a Pedro por Cristo. Como foi dito, a ,tgsJ.' Estado. Por outras palavras é .':rnais rÓ.
mente, pois este decorre de U~E~cto_
luterana negava. ,~~~~~~s,pessoas do 'paE,-,,~r_~!l~f~.riI1g,o,()po- homen,':_Cl uer:2"P rende a agi.r ~",-:gLlll-
de sujeição. O povo,)odo, corno um
d~<~~piri.~-;:;~(pali!,gê J~i~-: '-'- --- -----~ r--- do a I'eet.~.mtio,t:lgil,ilillrn l:. a rect a ratio
único corpo de vontades unificadas.
Kantorowiczs demonstrou que, nos séculos XVI e XVII, tÍ1~·t·ibiiil~1Il d; Escol.istica. " ,e~2 razão
ou seja, como um "único corpo rrusti-
a doutrina do poder espiritual do papa segundo o modelo dos ~dãs-c0-~s-as- igJvC'í.S···i~a- ·;:eta j"2.·z(~ê)· das
co", aliena-se do poder e o t;:ansf~r~
dois corpos ou duas pessoas foi apropriada várias vezes nas cois~;s--f~·~:·t{\~·CG.~·\~·is-Zl·[laÓ··
o i'b[;~n ~.()-
2ara a pesso~ii~ªE,~::::-clq~,~-Cquc é
doutrinas do poder temporal dos reis das monarquias absolu- pessoa sagrada P~.I:.q~l~t:t;12.r~?~J.1..t"l.ti- mum" de: .~?.!1có~~~i~_e_s~?! PZl?~.q~.~?do
tas. Assim, enquanto sob a autoridade do papa como princeps do Estado.
e verlls imperaior o aparelho da Igreja romana tendeu a tornar-
i~4~'~<?,~ii~~~_P'?'p~:,l~r Esta dou-
trina, sistematizada pür Suárez, foi Já no século XVI, os jesuítas
se o protótipo perfeito de uma monarquia absoluta e racional passaram a definir a repr seutação r,\
difundida pelos Jesuítas na Universi-
sobre uma base mística, os-_._- novos Estados manifestaram
.. -_ ... ~--.~-._--_.~---~._-- ... mais
.. _._-_ ... _ .. ~
.,.
e maisuma .tendênciaajomar-se
.~~o_n..''1.~'L~.~_r::tf~.~ca
~l~l!:lÇJl\ª-!?ldgr.E'ja,
sobre uma base racional."
como uma
-- -.-

'~~I;Y:i~~:27t~~;f:~~~~!~!íl~!-a~: em. geri\1 como theairum SI1C1'lII'11, l c-


tro sacro. ou encenação da sacrnlida-
de da teolog ia-política que ..I_~!~'.~gi.va ..a
'~~~~fi~:L~Is.~,c,-p:él00~~q Li~s:~~)~om,
Na !~()jo.g~a::política que regula o absolutismo c~~lico, ,,,.L9_qüêI'lC ~a_.çjg_~_ªl,\!igQ~ a,\!.tp;-,:~, pa ..
bal, em 1.759 Ela implica que J edu-
~,()!?j;~,~CtS do Velho'~' d;Novõt~Stii;l:le;~iõ a p;;;~~-Z;;:;:;
__E!:'.?.i9,()s cação deve ievar oSli;~ii~;id~~;)5';~~~~a
g os e dos. p adres c doutores
ã da
-'com enunciados de antig,<l~_.doytrinasp~!H.Lças'l} definindo a Igreja patrística e cscoiasrica como
ii1tegi·ãçao:Fi~~!:r,'é;;1;?s:1·c9i'ilÕ_$údítos
natureaad o pºº,~r i;-~)orC\ld~sréís segundo o modelo do modelo oral parélO;; p,nc:gªçlqr~,?con'
no corpo político cl!?I:~t~go, d~fi;'i'n-
·:-1·:.
'p-od~~espiritual 90 8ªp-a. Em J~lli:h.,g~C'os
J.~~~~~_e_9,s_d,.p_mi-
do-se-_.-;'liberdade" como "servidão li-
tra-reform ad os. A escolha ---~- .._.-.
da via
nicanos neo-esc<:J~~~t~Ç,9..? autores e divulgadores desses textos ~._-----~_.- ._------ _ .. .•.. _.-
~.:'_: .: ~
..
vre" ou suborclinacàoà
-

cabeça real:
oral par.:1. transmitir a "../erdade C(1nÔ-~·
d;'~t~jnaram~~rganizaram a '29Jí~~sa~.<l.~~.Ii~~"
da Coroa como ·;~i~i1c~·nfirrnada no Concílio de Trc,(,\-
açãoíndissociavel da ética cristã, opondo-se enfaticamente a to resultou em urr.a e xtra o rcli ná ri a
"A liberdade cristã não consiste
Luteroe a Maquiavel;·sei11pi.:e·identificados conto autores "di- em estar isentos das justas leis reativaçào ,<1..<1 I.z.<:,~,~:'ic.~_~.r\_t~~gêt
A cori-
abólicos", É no âmbito dessa "política católica" que aS,D~ humanas, nern em estar imunes junção. nos decretos trident.uos, de
~:_e~Llcar'~,.'~d.ucação:':'_.:Siyi!!zar'~ e "civilização" devem ~r,_ da justa coação. do castigo dos pe· um a rcfo rma do s a cerd óci o c do
definidas, evitando-se a generalizaçiotranslSTõ(lcadcSlrasig- cados quando se cometem contra ep iscop ado. de um iado, e de urna
~ificaçãõ'~ ~~-;tid~~"---'-'----------'--- a paz c a justiça: mas consiste em
re fo r mu da clo qüêr.eia. de o u t r o .
uma ::~~_~~~9ª.Q_J!..Y.f€.!.por ..4!n().~·_.~._
_
Por outros termos, é a conccituação do reino p or tu- teve por conseqüência dota r o ~dcê\l
çª!JL~~,de,que não contradizo re-
~ C0!:!l()_L~"corpo místico" de e::;t':l.~~~ntose 5:~~~2SI~~r$" gL.'l1<? riuruano mas ~nte;; o ajuda. do _?-J:9~~~~~.i_'::::~~~~l.ic1nü d_C_J-~':I~:.l_.aut-o-
cuja ~ntade u~~ificãda-seaCiên-;i'a(;'i.)ode-;:'c;lnosubmissão. à se ~feti\"an\ente existe. e SE !1.?!O !~ic!..~:.0.~,
:~E: Ll!~la ~}~~~sJ.ª-~~~(~_~~ (te u rn
-.:~. p,e5~oa ~,ís:ica_.~? r.Pi.1~~~,ª~2:.ei~~_~é~~,~~~)~~~T~;~~i~~~~.~~;:; existe, a supr2 corri a co.icào ". L~ ca rnpc uc (·t(;(:o._.~.2~~:~I._~:':':~~.1~~!~.2-:.~~.l~

24 25
I • /I li, 7\.11', da patnvr» - 1001('Adoito Hnnscn

com o prestígio que lhe havia sido cone mld 1",1" 1111111,1111
mo ci':t~roniano anterior." A Retórica cf liví1I1\('II\I' IIIIIH,' h,1
i .':"' ~.I::~. i • -'.';3 -~i~i;.;ad;:;-êiees't?~:-present;,~;:;:;-t:-~~ê1 a t i iI1r'll' dll '1'1111"
XV! sua presença no ensino fosse por assim dlll'l 1\1111'" 111011
modesta. como é o caso doseu emprego n,1 ""li' 11\1'd 1'\ " dI'
escrever cartas, a {]rs dictuminis, Na si tu c;, o pllil Illdl'l\lIl\l1,
no entanto, tornou-se ~1l2~~_d~~p~~~I2c:P_~!~!i~eilliJ\.Ii' di) (11 l/li
_0~j~~.~:.í!,i_c:_c::.,
sendo generalizada em~r.s,,1 (()1110 11W 1,,10
F'ara_t~'.S2i.?_jl,,,-_pr.átiGlLdl?~_j2les~n,~:..ç.ã, P I) 11H'11) .llc O
fina! do século xvrrr e, no caso dQ..B.Lª~i1.El h ru !\\, !, l \1'(1 ,
como pode evidenciar um rápido exame d _curn 'til) I gu
L~_~~~~o_~ç!.l:QJLna segunda n~~:~~,_d) :-."ull J I
0, Ratio studiarum, publicado pela COlT\p<\I1h,,; dI J' li

em janei·ro -de-1599~pecifica que a Retórica d 'Vl' d.u' 11l.\


deJr~$_çºj,;:;as_,~~_s_e.!.lçia_~~_q_~xn.Lii.o
__n~S.llmg_Q1 ,. n 11'm, 111..1111
toda a educação, os "preceitos", o "estilo" c, "erudl , '',
i)a;a'el1sil~ãr- ilst-rÚ-cois;~-~~~~~-~;~-~;légi~snã"r 1'1\1<çc ~l H Ao;; };(:...;!;o prcgi/lhJ.'· 1111Iii,'II11~h) ~Jclr1 tuz
nat urn! da Graça vêell1·se !.1:' dif,(:ir:fillll,';
futuros pregadores, o5..iGSJ,ÚlªugcLll~~~~~~I, c1••. autorkl: Ic~
do triviurn e quadrivium.
ille_t.igé1s,principalmente as Partições oratórias e o D~ oratore, dI'
---e;icer(7~ Retorica pllra Herênio, do Anôraimo. entao atribu ícla
a··Ciéé-ro, e a Lnstituiçiio oratória, de Cj~~nt~lia~o, qLI r 1'1\ '"('111
regrils OU preceitos da eloqüência. Nl~~~cLllo XVI L,,, R l rie,1 ler sempre frente aos lhos. I~"

e nsi nad a segundo essas fontes fundal:;:;:;;~~-tõéii;s H ci;:l",


G1 r a cdificação de seu' r[.'<.l 1'1í -
0LIe-ê;;tJ;--s~ ;~~;cianlii1iín:1:ime-nte 'à_ªil~_;,do· _111 ,1 i ) I, LII· tico que é a Igreja ur.anirncm 'I l'
catolica"."
tural do cortesão, como ap-ºI2.gi~ __d o.Ideal. civiliza] rio Ia
"d i;C:riçXo;;ê;'-tÓliciI fundamentada na _prud~l1çia d<1Sê1Ç~':-', Vi s a n do a p'g,Lfi.Q),Ç;~<?,_;i~ssc
n~-agU(:l~~a-ciã êUcçãb e i\a cí\;ilídad-c d-as~1aneiras, tal c· I~' "corpo nl.~~ti.~o",Santo Agostinho ti-
o modelo ap;-~e'ce'Lietíi1Ia~; c·xp~~to,
por exemplo. n text n!;~~Ciiip~~~~'(~}i pr~gi_ç]',:(i.';l5:õ-Ôc doe-
de f.li1ldassarc Castiglione. O Livro do Cortesão (L528), e I o ele Irilu;---;:il~lstia1'11l, as _t~:~?_,gJ_",)}d_s;;
Ciovanni Della Casa. Galateo ouuero de' Cost umi (1558). funções .ret.QL\Cª" ,da_~lQqüh:c:i(l_üs:_e-
Nas c<:>~~ti_~~is?'::?Le~~~s_~nt~~ l}_~.§~}?,5Q I?,ara os c~I~K~g:;
__ rorua na: docere (ensinar), delectare
di'. Conep_.c\pJÜi\d~. ].('S.I,f5, o Pc. [oão Polanco, secretário rol nanc
do Pe. Inácio de Loyola. determinou que aos domingos tos-
·~i~;i\~~~~,-:il·~~i:s
-
na-se o ofício do .00c!01', o doutor,
t~r~
sem sustentadas conclusões públicas deJ~S!t~ric:il, e Poética.P
Loyola enviou o I'c. [erônimo Nada i a Portugal. com o fim de que conhece" verdade; o detectare,
organizar os colégios da Companhia. Nos ~~?l~gi~?J~~iJ_~t~~9s,a ofício do Dejensor, que defende a
J~etóric!:1_~(:l:E~~-_,!_q,lIÜIºJJ.ord~;:_<:li~, duas pela manhã t: verdade; e o I/w,'ere (Santo AGosti,
... __..•---:" . (1':::;''.. , ~. ,_ .
d uas a tMde:-O'-)Aos preceitos dos tratados o.e CICCro lOe Or:7- nh o prefere escrever j7ecterc), elo De-
tore), Qu mtiliano (J,:-;.stitufio oratoruú, Aristótcles (Rhcrorica) I.~ ocllator (lue, por meio da verdade, faz
Santo Agostinho (De drcir;rJ!i christimiai, juntavam-se então no- co m que os p ocadores se envcrgo-
vos tirulos. que sintetizavarn essas autoridades pê;ra os ini- nliem. Na c:r~91'~~S~~_j~~S~·~.t~~~_~~~:
.. o orador cristão n30 deve bus-
ciantcs. Data de I ~~'1.9 _co~n.pê_~~.iodo jesuíta Cipriano $.oares, ca:' sua própria glória, mas a de na 9il_.l3~~~~~r_!caan ti ga, 'lU;1 nd o a
. - - f ,_ _'.~-"::'f--'.•.:,~.- 1-..... .~-
L>c Arfe l<hefl)ricf.~-·Ubri tres t?x liri~t~~·i~~l;~. CiCfl~(i;',e ;~t i....~uint ilian» )'5\.15 Cristo a quem deve desejar
r") ,,;: _ ~-.- •.

Con .. a- ""'_1 o r i n 'I. 0i-'~'S ,id<1 ~"·_at,, "

,. ~ ! '.-
26 27
vida libertina, Santo A!;O linho outros padres da Igreja, como imitados e emulados. Deve-se rclati- como Moisés e Cristo C>!.1 f1 fuga do
São [erôriimo, que afirmara l r tido um sonho em que Cristo vizar a ação real desses textos impres- EgilO c é1 Ressurreição t;'!'.T'..IJPrn e,:;ta-
lhe dizia que ele não era cristão porque ainda era ciceroniano. sos junto ao clero secular .. no entanto, belcccnd o a concordância de terna
forneceram crité~~~~U<:.qI6g~~C:>~_Ear~.~_1~10ralização da R~~~..0ca especialmente o rural, lembrando-se das Escrii uras específico da CL:-ll<:1 li túr-
na aprendÚ:&gc;n e na prática das técniêas-;;~ã-tÓ~iãs·. Tanto o C]ue a pregação paroquial costumava gica c algUI11 assunto circunstancial.
ensino pós-tridcntino da Retórica quanto a.~egação sacra re- limitar-se às breves homílias da missa As t.c:g..!.~~
...ci_o_J:rofes:3()r de re·
aliz;;m' o @;fcí0.i}j.:.~·!~;j~:'~_~PQ$.~9-PQr. Cíç;~!i~9.~0.:at~;:'·~do dominical. E como os p rcg a dores tórica do Bafio stu diorinn prescrevi-
governo 9as-ãTi'nas por rIlt;.i9 ciª.r.ªlª~~:a. Neste, as virtudes e dominicais se baseavam na técnica, am que os ~'Xlõ.s..~~.~ÇT~c~'() deviam
e:itiTõ; ass~d-;;'d;;- ~;d;)~ere e ao movere tendem a dominar os então desprezada pelos oradores fa- ser moddo~. E'.<:11:.~'1.0_ estudo e o exer-
efeitos agradá vei,s~ ,S:l~a_~e-6!~i-ª--;-d~iCcinrê.-E;-;;~·~-da ~l;~e~ mosos, de apostila r sentenças do cício'd~ ~i~CLLÇãO e ~i~'disj;osição.30
_~ª-d~S.P-9,'>.il;ãg, __Pr.op._o..!:>tª_
eD.u_e_m~Qi'dg~ililllçi_a.9~:O-Z;d~-;;b/ i- Evangelho do dia, os sermões realiza- No érisir;;~ TcsI.lCticü:·C1cer'· ~1·<1. ao
mitas in humiiuate, o estilo sublime no humilde, que Bernardo dos quase !1W1Caeram peças conside- mesmo tempo objeto d;p-l:eíeçi;;-~1~~-
de Clara vai havia doutrinado como o mais adequado ao pre-
gador, que revelaria com ele a presença sublime de Deus san-
tificando as coisas mais humildes.
radas dignas de serem conservadas."
Em Portugal, o sermão jesuírico. ~BE~~~~~~~~~{~~~
pondia à cog-I'l:"tio"7ér;.liiI e à cognitio
tal corno praticado por Vieira e contem-
A mesma crítica contra-reformista feita por preceptis- porâneos, previa a noção d€.Ji.lli;l;ll..5 de- verbonrm, o conhecimento Jê.S coisas
tas italianos das artes plásticas à maniera de Michelangelo finida por Fortunato e Marciano Capela (re,:) da invenção, lugares Cl)lTIUllS,
Buonarrotti encontra-se na doutrina. do sermão sacro. Cio- como ~_q':~~QLqçlQ.Lç~tªPskçe argun1C:l.tos ou tópicos/ e das pala-
vanni Andrea Gilio escreve então que a .il'~~~nçã~~_pi~to- entre o ~~.~<:~~_espedfico da pregação vras (verba) da clocução. o r natos, tro-
rç.?_g~§:.imjtª_rS!?_5.'!~?~_~~~·~'.l.9-o~u.1,;'!hLs.J.óxtª-_s_<:~ga.~
Segun- e o~iJ!u.w<.a_Ln_tens;.ª-Q exterior ao pos, figu.ras. E5S~1 erudição era
do as diretivas do Concílio, o novo tipo de pregador também discurso. Na oratória sacra, conside- adquirida n30 pelo estudo direto de
deve fundir, na invenção oratória e na ação da pregação, os rado o calendário litúrgico e a preso manuais de história ou letras. mas
modelos do orador ciceroniano e do doutor agostiniano. Ou crição de tratar assuntos bíblicos p()r meio d a leitura E' expl icacão de
seja, a Retórica e a Teologia, mas s_'o.lpg!::i!..r1-ª.Dsio a primeira à preestabelecidos, os temas eram co- autores. Como ressalta Fr.inçois de
segun:ci-; pa~;-t-;~~;a'paTavra não só eloqüen.-t;;:'ii~f~ii.?.i!;:;-" dificados de modo totalmente irnpo- Da invi lle. os jesuítas tinham. optado
e~!~ai no sentido ci~ero;~'iano~ Il~~~-p~í;~'ip~T;hente para fa- sitivo:" no entanto, oradores hábeis, ror um hllnl~iilsl;'~~) de culturn l~ de:
zer dela ~ma..rev~lé'lçgí9..$_llp.s.té'lrl...ciªLda como é o caso de vários jesuítas do forn1aç~(j-~"'O~;;'1l~{O~ SC-"!.1ll idt.~rn.en te ao
sua Causa. Eficiente, Deus, segundo tempo das guerras portuguesas de hlln-..;;~ismt)-C{eer~ldi'çA'()." Ó ~n~'iJ1.o
as duas fontes autorizadas, a tradiiio Restauração, entre 1640 e 1668, con- jesuírico da ~~!.<J~ic~ feito corno e:,~~-
e as Escrituras. No sermão da Sexagé- duziam os temas para o ccmsiiiu nt, tra- cício v!sa:,,~a agiLidade no manejo da
sima.que
~
1f~~
'.. -----
pregc;u na Capela Real
'",,'.'"
tando de assuntos contemporâneos "-e;~;({'i.;-iío, principa Imente <1 erudição
de h~?_b.<?5'f.n:.J655 e que desde então de interesse coletiv..J relacionados ao ~j~~ltri;~árié\ Um célebre tratado he-
foi consideradouma teoria do "méto- "bem comum". Quando relacionavam lerustico de Retórica, o ProgYl1iJ'lI?S{)W-
do rs:>nL!$tJ.ês"de.pr.egi'H", a critica dos "es ti lãs êL~í-t;~;;'b~'~;a- "tema" c ccnsiliun., ocupando-se da ta, do grego A tt ón i-o, íoi usad íssi mo
~J?E~pgrç-ª9
(t~s em cO.r:.,::~~~()sJ"l(2~iC:~12~Ei:Jt~~~gL.i~~?Y!~:~~iLi~~~ guerra contra Espanha. da luta contra em exercícios com que o" alunos
teológica, explícita a..?~~?<:ig.~ia conciliar. Equipar-;:ndo a ora- , -
\:.~ :...~-;.t: " I.~."";- ) j holandeses, da escravidão de índios e aprendiam a construir urna h:dSC CVi1\.
i6riã-cfosdõi:n·li~icat·;os rivais a-~;rnã-ê2na de comédia, Vieiré'. a africanos, di'! missão profética de Por- dois, três, quatro e .u ais n\('~lbL'()S;
desqualifica como falta de decoro e farsa. Então, ~~éas refor- tugal no mundo etc., dispunham do ou a transpor U1T\ texto cru pr·,)~í-:. p~li'n.
mas pornbalinas na segunda metade do s§culo'XVm, os -trat:l- método da\ü':tctpreta-çiio·aleg6fic'ã'-~as o verso e vice-versa. ou ;:t r!2pr:'?scn·"..
_~'2..sJ~t!2I.iQJ.B..:ºe I'cregrini, Pallavicino. C~·il.cián,· Tes-a-i.7;;-; tar um terna dc~ertninado ora em ('3-
os manuais de Valicro. Es+ella e Pa nigaro!a: as antologias ~:~~~~~~:<'~ ~'gr~~~·~~~i·t:'~~~'i7~~&~:~[~ til o nbund ante. ora C:ln estilo conciso.
de sermões de Paravicino, .DijN1.,. Aveudano, Musso e do ãr::ãlõ8iC'Ce·rtfr-(;"d()is-··h0n:~ens ou dois oro com 5....
:~nbd(l f'l'(·"prio. ei.':; (i;;i.Lr,i·'
mesmo Vieira tiveram extraordinária difusão, sendo muito e v e r. tos di 5 ta nr: i a(lõ·s····r·:I·õ·_·i·~~·~y~i)
oI
do e:(~. C) ~~.:.t_l.~.~.-.:"-t'2,~,~r-,,~.i.~.~,.
,~-:;~.~';l·;.r:~lr

78 29
;--

r I , 11111 ,1\ ,/lI/ld,1

I
pslavrn - joão A do/fio I [snsen

"algtana coisa" significa o terna so-


um discurso segundo as oito partes da c17I'/(I,11'11I11I1'."'f\" IJlII' bre o qual se fala. E5l>~ era classifica-
significa °senlença" ou dito sentencias d [1<'1 11I\'lf\f'1I1 1\1' I I do e d s trib u íd o em elencos de
rico: "preárnb ulo". "paráfrase". "causa", "c 111', I lu", •. 1/11\111 t í

tópicas e argumentos, que os prega-


tude". "exemplo", "testemunho" e "epíl go" )\1 ''1'1/1\\11,1 ,I I dores "achavam", "encontravam" ou

I
compor umir::.;{.õl't:r!:9lumaRç:r§i:ã.:ç~2L9\eoutras 1',1111' dll li 1\11'- "levantRvam", usando-os no ato da
50, para escrever, depois de dominar a técnica di' "I 1,\ \1111,1 Invenção.P No caso, o bom orador
delas, um texto à moda asiática de Cícero, um pigl .1\l\.I, \11 1 1,1 memorizava os eiencha auciorurn, os
de Marcial, um discurso de estilo ático à moda (h' SI'I'II,1 I'l ,Jl !
elencos dos !luctores, tradições canô-
!
Enquanto aprendia a e[ydis~g.' os pr (I'IL,H; " \l, 1".Li nicas e autoridades escriturais. além
105, exercitando-~~-!~as--v-i;~;~s tópicas ci~-
fl;UI.'IIt!CI, 11.1 V.II i,11, dos topei. loci, "lugares comuns" ou ar-
"~,~
-í- '- ~

')'~>'".,
~':l~'~
; •

. ~-~d-ens da disoositio
al~;r;-o -tâ~~boé~~ra
e
;rcinado
nos
\~~ios-o~~~~-;;ent
na
s d,1 ('10(,11110, o
_JJr;~~;,;ti'~~Lo" 1('r.I,\ IIldt;,il, \
gumentos genéricos próprios de CReia
gênero de sermão pêlra repeti-tos a
aprendendo a acompanhá-la.degesto;2ÇPr.PLr
!,élziamopa,rteo da aclioretórica Loyola mandava
i: (JIII' 111111h\ m
s indiv d\lO:,
I cada nova pregação.
Nos colégios jes.~.l.Lt_~co~,desde
que manifestavam dons oratórios exercitar, v Z CJH HI'IloS
I p
cedo os all;;1osa r'endiaITlu;na arte
I da memÓrC~ qL;e-[~at°\.;alizava "s-t-,i~-
nas ruínas da antiga Roma, em presença d alg II1!> uvlntos,
I ~:';íca~;';{ner;16nicas expostas na !~2tôri-
------~_
informa o Pe. Nadal.:" Neste sentido, a atividad .. t '1111'1\1 tnm-
I
o bém t~Y..:'-~~l~p!a,~iift~s~Cl._:,()-s-~~l~g~os,
o
-s, ·
~::?~~~::..9 s t 'I li f,
!
c(.! para Herênio e nos tra tad cs de
Cícero e Qui ntiliano. Não se tratava
cas orais da eloqüência
_._ ... _~ .. ---- _ ...._ .._._ ..~
,-
sacra,
..... ---------_ .. ! de mera mernorização mecânica ou de

ii
O Concílio determinou
j?~-"S.!i<2J?_,:~~~)ral
ou ordiriária
duas d ireti vas para a I'r(' I a :
c a p.-:_<:g~S~o_de l'il~i lu ç li
I erudição passiva, A extraordinária" )"";
extraordinária, A p rirnci ra tinha ca racre rís ticas d i I, tic,'~ L! ê.!'o,~s~ ,P95 t<LJl<,_o,l}.lem_S:ria.-..2'\.S~'::'_~_
~1
:'.' ..
\
'

apologéticas. estando a CMgO dos bisp;;s-e-l-~iÍi:ZJC '5 nu (' I'd- exercitar, ocla repeticào dos lllgê•.res
°ci-~de- ~{I'~:~~de almas, Dividia-se em dois subgôn I" s, C) 1",ll,'
plcfezda in-
;;;'"n"1lu-\s~ai-oeí.:~~iré;1õ~i;-I:a
'_I:; i.:' v~-nç~c~cd~~loc~~~~~:-tec;~i;ad;~ ~~;;mo
q ué tico e o homiletico. A pregação extraord inária 111 l tr"
vários subgeneros do sermão, como o eucorniást ic (pai Aí
~~~d~ed~<;~~~~;:~01~~~!~:;:~l~t~~:1~1:~:~ "1'0':"·
rico e oração fúnebre}, dcpreca tór io. gratulatório c CLIC:1l'Ísti-
nindo. analisando e classi ficando os
co. O estudo da Retórica _pgr meio dos exercícios I'al.i" c m
ternas em tópicos por meio das 10 ca-
que o p'{c-gadõr d~se:lVOI\'f.'sse ~I~al~iti~iadcod~rl'c.!~n.tllr!.l di,'
curso~,?_yárLél;;0(!S.p0.cie~_cJ~_al:l~lêí1.~:03--ão q-~c
diri!;,i r s -
tcgórias aristotélicas)
1;~'
c ólver~atiJida-'
(capacirlade de substlt~~r e orna!
gL;'ndo os generos da pregação, podendo-se falar de! pl" .gaçft1
cada definição assim obtida com ltCr-
eu l_ta_ç_RºEl~a. r 0'.\, em termos do sécu 10 XI/H, ".-I is I L " e
pos e f!gur"s, como metáfO!OdS e ale ..
';~~ulgar", que imp íicavarn questões cspC!cíticas~s .tgIl'i~it.;(
gorias, agudas qt;C eviderlciavam
de l:ngLlagern rC:;KiDmldas-te~;0~,I)~l11 ã-Lli'í~"dit::~tíÍri Pll$'l-'~ill i
aspectos ainda não conhecidos dos
e5pedfico~'-~();~-; é o caso dos sermões de missão." Frei Luís í
de Cremada é cxplícuo acerca do macio de dirigir-se 11 plebe:
i conceitos)." Os lugares cr arn il·t;;·UPct
"
[;"" o dos em conjuntos de tópicos, I"i, for-
"Por'1u~.la ruda y nccia n.l,uchcdun:li)l~E; ha ele baJl('\~·.sc c~' l,íu-
l ' ma de frases e senten~3.s dispostas
bt"1S oraC10I,)()S: pUcs, pena que ella no SCl\.!St::pi:1Y cnt-Icnda. s.n t· por ordcru alfabética. gMiintilldü-se
que haga 10 que queremos. ill:1pü~I.0:lt·~IT~\rl~l.yç()pn~()Y.i:'.;=l~, no a autoridade das citil,;óes sem '-1,w [o
solamenie (1,);") silügis:y\o5, ;:;{t-lo"tctn~G'l~~l
con .:(~~tps~·.con ..un \ pn:~g(~dt")r tivcsse n:::,~c~·~5sicL.~dC'
de :-l!-
~~:~í
J~~~;2~~;';~ t,~,(1~;;-:~ol~~
;~:, i:~:i~,i,;~~~~~~
~:;
~:~
~)(:~:
;:~~~:~-;
ieruo 11li
1
correr .103 ()C~gi!""i1.is.

31
30
A civilizar/ia pel» pulavr» -Joiio Adolro [·1:117>'<"/7

Na Itália, Espanha Portugal, no início do século xvrr, Sua doutrina era fundamenralmente a autoridade de; sua posição institu-
foi verdadeira moda o hábito de colecionar "conceitos predi- a neo-)?scoIâSl:iL;rr:tos juristas e padres clpj~~T~S:~Qi!}!~.-iúf(;.lG?-=-~·.rr~2-.~:1
~'i~d~ r .. i~e-
cáveis" em caderriinhos, ou seja, palavras, sentenças e trechos cOEltra~71~1ãcros, traduz ida como tor icam e nto, o orador l~l·~~·L~La'.'a o
extraídos das Escrituras e de comentaristas que eram usados a·teologia-política do Direito Canô-
corno terna ou exemplos sobre os quais os oradores exerciam -- --~_._-------- "eu" da cnunciaçào aplicando "pai-
'.~~9..sl.:.~~.0.9-ªgl.i.!-:<iaoJ::s_ta~? com<=: xões" da Ética Nicomnuucia, de Ar is-
sua perspicácia, corno análise dialética ou "anatomia", e sua
~~~~9.1P_~J?.QJ ítico_de..ox.ç[g..!l~º!dg~@- tóteles. e caractercs, co n s ta n tes ou
versatilidade, como elocução retórica. Em geral, os lugares
mentos em que a desigualdade é na- provisórios, de Ccrocteres, o br a de
correspondiarn aos !l~~_EE~~~~,sg~!,~r()_s .._ºL,!~?ri~s,o delibe-
rativo, O judicial E.' o demonstrativo. Como é sabido, o dclibe-
.~~T~i :-FeTtii--;'-eI11 pre-seg~~;d-o-·~sse Teofrasto. aluno de Aris tó te les . O
pressuposto hierárquico, a pregação ll.'iQQ~sitilções latinas evidenciava a
rati \:0 ocupa-se ·de temas rela tivos ao futuro, tr a tando do
fundamentava e reiterava a hierar- discriçã~)-·feti::-ad-;d-;;-;;e·~;;;·~b ·el~~l-n~·
conselho e da dissuasào. Com ele, o pregador exortava os
ouvintes a tornarem determinada atitude c para isso argumen-
quia. Como se lê nas cartas de Manuel ~'i-~-ç
~~-~-.~.q~.!-~_-J~I~~~~~~.·~~
!5~~j~í--~\i!;
~~
~na ~j __ ~~.

da Nóbrega e na obra sermonística e a ud iç ç.t~!t.a, e nq u a nt o re c icl a va


tava sobre determinada questão, tentando pers uad i-Ios da ãç __

teatral de Anchiela, no século XVI, a exemplos ele poetas (Virgilio, Ov ídio,


validade e conveniência de escolherem uma entre duas ou mais
comunicação oral da doutrina para Horácio .. Lucano). o ra do ros (' rot o-
possibilidades de ação. Pa~c:_.::?~\'~~~~--.e~~~i_co, o orador
-ªPl~a\'ªafetos ~~~~_~~r3~çi'l~'.~:~!':..edo", tentar-to levá-Ia a ade- uma audiência composta de índios, res (Cícero, Qurnt ili ano. Sf,neca, Mar-
rir afetivarnente a ação proposta. Já os tópicos de gênero judici- africanos e colonos portugueses pu- ciano Capela) e lustorin.iorcs (T,icitc;,
al, aplicados para o julgamento de eventos, ações e personagens nha em circulação os Exercícios Espiri- Ti to Lívio. Suetóruo. Polfb io ) :'XH110
do passado, eram tratados em termos de "certo/errado" ou de tuais, de lnácio de Loyola, a lérn de e:\€J:'~ll?los e ava listas da a.u torid acle
"inocência z'culpa". Como hoje ocorre nos tribunais, o orador ritos e cerimônias da trndiíio, textos do ÇJcue.:,ü:i:i;';.·E\·id~,;t~mer;t~, ·;;(;U"
tentava persuadir o público com representações de "justo" e das Escrituras e comentários canórii- da euunciacão preenchia sua p(~siçi1c
"injusto", constituindo (desjfavoravelrnente a causa debatida. coso As mesmas referências se acham de fala com v citação de d,)gnlils c
O terceiro grande gênero, o demonstrativo ou epidítico, cor- nos sermões e nas cartas de Vieira, costumes da traduio e de "conceitos
responde à exaltação que celebrava feitos e qualidades de per- no século XVII, e nas 12rã.t~<:.él.~
de<;:()- predicáveis" das Escrituvos c C0I1112'1-
sonalidades da hierarquia ou à vituperação que diminuía os légio.sjesuí!jC:.9~_enas orações acadê- tadores gregos e latinos da l',llríSli-
méritos 0lf aumentava os defeitos de um inimigo. ~·icas_e.discur.?os liis_!~~y~~~d~s C3. e da Esco lás tic a, ~vld.enc.i<u,ck.

Nos sermões portugueses dos séculos XVI, XVII e XVUI, academias baianas e cariocas do sé-
s~_1~F~5~~ :..~.l.g~l". ~~..ç fªJ2;_~~
...\:l~l.~_~~!~t._.~ ..çr~~,)
o "eu" da ~-nuné.:Ti;çãô-c-õ-~iTtli"-darecepção não eram catego- cLd o·xvíü~·E;;{··;~d;;-s~l~;,
··~p~d;io lugar instiru5;i<.?r~~l ~~ ..UI\~ !jJ~,qd~~p.re-
;;a~ psicológicas, mas re..p~~~~~t?,çõ.es.ç!ep_o~ições sociais prc- d~-~·r;[idade il~~f~;ireTe;-i;~Z;;~-d~ t;~- gad~;[3.llo" assim como um ai:·osl~i~)
enchidas por ou trasrepresentações tos de ju-ristãs~o~tr·a~ref~l:n1is(as, dos pri1~"G:'os-'l~lni~~sda (_~'ri~i'and-a-
hierárquicas eglr,:aid<ts~:do-todo-socia.l como De Soto, Cajctano, Bellarmino, de, estava autorizado a fê\lar porque
objetivo. Um~· ·\.:e;~'·qLie·osdiscursos e, principalmente, de Dellá Raggiol1 di '-É!"t:Cl um ~J~ni~sá.ri(:).~n~l;i_raao ..;i.·.~~1()
.fs-
eram retoricamente produzidos, "eu" Sta/(), de Giovanni 13õtéi·o, estudado ptrito Santo. conhecendo asa utcri-
e "tu" re~~i~y'~rr~c:!~.a.2~icé1çã?c:l.e.L~nta no curso de Càn()n~~ de
Coirnbra e dades que dcv ia m '1('CeSS.fl ri:lr:.:icille
técnica que construía tipos, ou seja, nos colégios jesurticos do l3.~·i1sii, além
no ato. .~~~~=~~_~.?~
se~ 1~~n"l~'),r~d_~1s ..?0··
~~o e~-ã~l-exrressi'fo-dall;te·rioridade r- dos -t~;;tadosJ;;·let~;:;dos de Francis-
psicológica ~::~m .:>~j~~;;~cl; d-~~u~o~~1.L~~di~Gt~~;I co Suárez. D: legious c [)~re.nsi(J lidei, ~~~l;~~;'~~.i~~I~:1::~~~L~};':i::;):·.~;[:·:'~[:~:~·
::
õu·-ãutôr-ãCêomo ocorre hoie com a livre-concorrência libc- ad aotados {l" questões locais.i.'> ': ..'::"Ú
t- {o·,~·'t·l "eu" d.r eriunciaçào dos apij·
~jetTi.II~h~>
;~TIZeSult;'ndo de uma ra~iona1idade não-psicológica, os foi dito, ('; :'2U" da pl"ega-
COlTtO ca'.·~\~.~~~_si::~?~.~~~.:
d iri gi l..•.
do-se a ct.:~~-

~~i~~~~~;~~;(~j~~~~1.~~~~~
ção n2.0 é UD1é1 c?,tegoria psicológica, tina de
tários posiçao n.2.0 s uper ior,

mas um, tipo ~f.'tórico consti tu ído ((>,11 era [ocoso: J. destina ta r ios i.gUillS; n~~\~
representações do todo social objetivo era dcscortôs, e êl dt:~~ir"\2ttf~.::l,-,;::;;ilf~>
aplicadas p2::a constituir ti aucioriuis ou riores. r.ão era otgLdhe.-s().

,\ .\..'-.;3
I ,'I,h ./1'.1, pel« palavra - foiio Actolti» Hanscr:

o -ª~~t!J~~~ári5:~_~ ..?~.!11p~~,'~~e~~<:Inll- '?


..D.b.Q:"
..0<l lei e da regra dadas em espe-
táculo na p reg açào. Dito de outra
maneira, o destinatário é constituído
corno públ;;:os~;~~'1'te"'tip-ela"- rii~)re-
s~~t~çã;:";-I~~';~
reprcscntaçãc ~e"Ii~~o-rnu"
r~p~esen til-Ç~~i\> - - ""

Logo, ~~1:~ e5F'.:5=ificil.~~_na tu-


reza, a est~~t.!:~~-,,-J~t..~~j:l.2rega-
çKü-eã-tólica J2ós-tridenlin;- C;-I~"lO
"&E;:~;~ç,~',Q~~:.:~l-;;iTj;;çãop;la-p~i; -
\;~~~: é fllndamentaT'~~;)-;~~;~';~;;:isal-
..-_ .._~-_.__ .._._--_.-_._._ ... .. -----
_ ------ -
--"'--"' - ----

guns dos pressupostos e dire tivas


0~<:'-=-~'?.!?1~IZ~~cfº-::,çQ[}!QJ.D1,:!i,s:9.:~~
f!1._Q!~.lllJ.u..:"LP.C'.LtU.gL~!;Lsi.l.1.~!:~~_~~os
XY.!LXYJlc.);:YLILFoi d.ito que a "1'0-
lítica católica" levada a efeito como
catequese e conquista espiritual das
novas terras ocupadas pela expansão
mercantilistada monarquia portugue-
U"'pct,b' 5", pressupunha a definição do reino
preg;.l pnn~ Limo como "corpo místico" de ordens so-
oudiênciu de
ciais integradas como subordinação à
C!1~r0rCU3 e
017ICI"{no'io"5,
pessoa mística do rei. Na expressão
US!lna.{}·qiwdros "corpo .rnistico", convergem. d uas ~r-
dt: pnixãn rir tícurãcoeS:--lln1a-~'; rOD ria me;~i'~-t~ló-
Cl'i~!:} parn glC;,"~-'ct~;
corpo ~t~ Cristo tcorp ue
ilustrar l,$ pl~50S
Christiv, nome da hóstia consagrada
do seu scrmã»,
pela Eucaristia e. logo, a concepção
do corpo da Igreja, 'e outra jurídico-
Por outras palavras. não se encontram, m:SSé1S p rá ticas. polüica. corno a concepção romana da
as categorias iluruinistas e pos-ilurninistas quase sempre gen .- corporaçào exposta por Santo Tomás
ralizadas transistorica mcnte como evidentes. caso da expres- de Aquino em Di' Regllo como teoria
silo' psicoiógica da individualidade .. da originalidad c dos do p o dcr moriá rqu ico. Segundo a
direitos autorais qLl'~g,\rantem a propriedade d as obras e no- doutrina, o público da pregação <' a
ções correlatas. como "plágio", "crítica". "nega tividad e", "rup- totalidade do "corpo místico" da co-
tura estética". "autonomia política", "estética", "literatura". l.10diarn f\:"'agi.r a eles de maneiras bas- muriid adc. Corno retoricarnente a efi-
"autonomia estética", "psicologia" etc. /-....oratóri~l s~l(:l'a foi 'um tant« variadas, inclusive contraria- ca ci a ela p rcg aça o dc co r ria da
dos princpais meios de exposição i.' d(;bc~;e-d-e'q,:~(;~tõ;;'--de men te ao que il'tes era prescri to pelo persuasão - (~C0I110 só se pode per-

;;~0;i~~f~~1~;~:~~~~~~~~~~~:1~;'~~;~.~A~L~~~:~Wlr2~2~~~~~~
ll:~~l·_.ª~_E<icr~~,::
preg''1dor. É, básico observar, no en- suadir a respeito d equ ilo que já se
tanto, que os ser~ô?~~_i].ll2.º~Dl'::~p.Le.s.:. conhece -- c o ra do r r e pe tia. na
extremamente cloqü~nt(. c frUilOS0, corno acon-
tecia com Paravicino na corte espanhola do século )\\'1 ou com ~:'~~~tí~~0~;~~i2~:~~~i~~~i;(;~~:~t~ g;íande varicd adc dos i02rl:.J.:: pclrü-
culares tratacios. a cena a.l'"1..1~:-chpiC:Zl

,~
3·1 .'.1
r•
Ii

.~J~;I~~~_~i:f~~
da transferência do poder da om uuida dc pi\rél o rei. O ~e~ lembrar que nesse tempo, en~X?~_tllgal
e suas colônias, o tern~I)._:'.C.Q..r:D~II!,:~~
era
mão pós-trid~_r:En.Q..J.~licl'(\ "t.lU1.ã~ill~~~_~~g.@®~tc!_p~~,?~
s~;erç.ã~~ íazê-Io, tarnb sm reiterava como natural a desi- lln~ Su1-0~1i~0-d~;~Pl;biico", e que "b~m"
g-ual~Edc das várias posições hierárquicas encenadas na sua r~j:,~_~_~;:~~S?~_L~l~~~ã}~.gºri!a~~_()~co- era. antes de tudo., .1l.ma_.c1.1.1,~Jjd.ade
nôruica oupolítica. mas antes de tudo a : i'~-teiect~;~l, ';:;;'~'~cndQ e.3r)~cífiG, de
audição. A e\.2gii_e.!!0.~5,rª~.'lg!:ªçl.a,assim, não só pelos temas
da traditio ; das Escriiura» concord ad os com a data litúrgica, i p~~mc;'cfa7,'p;-
l;~l:l c:ãfeú~i'!_!~~91'ill,es ~~él:;hüinêsl~ ;~'p~l:~;l~~;(;~~~
:~~;;~ ~....-.
mas por~~Ll:-ªLi?-J~~~_!I_J!'.~~lÓ~i~ ..9-~~..ti~~s..~ coletiva._0o lítica católica" fundamentada nas anti- Por meio dê, Iórrnulr integral
podeEy·d':1_suQ.oJ;ilillª-Ç~.-5=.2.~tiva ,~yoder no alo mesmo em gas virtudes e vícios aristotélicos e da proposição -- "alguéru diz algo
que a e rru nci açâo produzia o destinatário e a audição ade- e~tÓic;~:-6~re2.re_~~~taç·~o··da- p'~~iàçã~ sobre alguma coisa pai.:a alguénl/' -
quada Desta maneira,~_p..!!2g':lS_~?_~~~~f':~~<:lê!_nt~.".JÇQfl\g-<!sa- ~r~ a reprodução visí~.:efde-~Iíla·reG- pode-se insistir ~~go[a e m 2-dgurnas
-, Çã~hl~ld~~~en·tal.-d: _poder distinções básicas. Primeira d.i:,tinção:
si~.Cl_<:,.~_9,~!.eY_~_Ee~D.c~~:taya
publicarr:e~te a dCl.t:l~ri!:la9:()p()der
p'()lft.ic.?_C:01!l?.!11tegyação d~...ir:':~i'lí?u()~.e ..e!5.~.am~ntoS~l:rt..um Como foi dito, o sermão sacro o fato de que "alguma coisa" existia
todo subordinado ao "bem comum" dg "corpo 111íS.tico':: inscreve o destinatário em uma tipolo- em elencos de tópicas prcccd.ficadas
. -Éss~ ~~~pr~~isso fund-;;e~t~1~.?~_E'.l.I~".!~_?ral.~on2 as gia da memória, da vontade e do en- e armazenadas ;~;lmemória do ·:)r?.-
\Q.ê.tituições- ~p;~e~~;(I~~C[~-p-séc~loXVL na. de.fu1t.窺~ jes ~líJiça tendimento, que classifica e distribui as dor, que as atualizava 11(l invt:uÍ"io; se-
da ;~pres~~t~5ª9:~m. geraLco.~1..,-q.thçatUII!I~'1Cnl!).1-,Corno foi vis- formas sociais da audição entre dois gunda distinção. o fab..:.~de ":.üg uém 11 ,

to, ;; ci::fir;Tção propõe a representação como espe~.!:-t1o que modelos, "discrição" e "vulgaridade". o pregador, ser um tif~~í)insti tucio-
encena os preceitos fu,r:t_<:I.':l~~e;1t~If".dé-~e~~~da·~idaJ?olític.a. Os tipos do "discreto" e do "vulgar" n a lrne ntc investido de a u t o r ida de
Á-p-@gª.Çi9J2i~~f~i~!ic~'.~
..~~_c:le~Ú?Qmi::a~~: :'~lpO_~~s~<:..o:', são compostos nele com técnicas diver- pa~'êl Ialar e, portanto, também a,] au-
pondo-a em evidência para que seus sas; as citações latinas de autoridades roridadc de interpretar os tópicos da
membros, desde os mais humildes es- de vários gêneros. como Lucano, Oví- fala segundo GS preceitos doutriná-
cravos até 05 príncipes da casa real, tor- dio, Cícero, Sêneca, Tácito, Tito Lívio. rios da "política católica": terceira
nem a reconhecer-se como membros e Quintiliano: a erudição canônica , que distinção, o fato de a enunciaçào c a
ordens integrados ou subordinados no cita textos dos doutores da Patrística e recepçào do sermão serei .. h""l~;()l'ié\~
"bem cornum", ou seja, "como ordens da Escolástica; a prudência, o juizo, o retóricas, ou seja, Cd tegori;:,s não-psl-
em um !ugar da ordem ligada por rela- engenho, a perspicácia, a versatilidade, cológicas ou efeit ... :s da apli:.:( çãü de
ções pessoais fundadas nos privilégios" A p_regaçã~~eite~il_.? agudeza, o decoro, a etiqueta especifi- preceitos técnicos Lji.lc· cousn tucm o
s~çralidª-de da classificação jurídica, J?or isso relf~~a_.i'I.N"..@t:.:: cam o discreto. Quanto ao vulgar, fala "eu corno posição instituciona i c o
quia, incl;';:inc~<;!:5cna·0~~ma_<:~·[110·.v()~_da. a~~ó.r~~~?=.:r:~~
a daquilo que não entende, ou seja, não "público" como testemunho di! rel)rc-
~nllnci~·e·iú.itoriza com a tradiiio e as Escrituras. . entende o que ouve, tendo a memória. scntaçàc. Quarta d istinção: a. "civili-
L~g~:é\:;~-~'i:iso'~~)~r~~~~~~;'l{-i~e;~~;~'; público da pre- a vontade e o. inteligência corrompidas ,za.·;{lr). PCLl pa lavra ' da pregação
gação dos sermões não correspondia à,"opinião pública" de pelo gosto das aparências e deixando- pós-tridentina siz nificava incluir tc)d() ','; ,.',i

.hÇlje, definida como um conjunto virtual de particulares in- se levar pelos efeitos sem conhecer as n "cor p o nú~lic0" do lm pé ri o no
teressados crlti~é\rrlf'nte na representação como autonomia causas. Na i'lntiga sociedade de ordens, "bem comum" ti'::·1 í..'i~:il,T:; Dei, C':"i, seja,
política de "opi nião" partidária de tal ou qual ideologia. Os a .oposição If.s!isc!:g!º-lxulg~t:" l:@..O ..cor- integrar e subordinar. ~-:egundo ? ra-
p ~rti ç..\.!J<:!.r:~§ ..~g \~~_il.p[egél:sã.9.srª.f::l1~~~reçada ~~:.~~i.!\':.<3._Y_<'l.:n- re~J2C!..11.ci!.,,-
sirr:~l:.r:~~?~rn.~r.~t~,
~~r.,t_~?~),à cionalid adc hierárquica própria c!.u
S-e corno membros de ordens integ!:~.!J.?_üi§:::P-ª.Ç.lQ_.~~~~i- ()posiçà.,~ so<:.~~l?gi~a__q~_',:"dg.1:!"lir~~!
te I Antigo Estado português.
~[2~7.~~;·ti~~l~-;:~ '~~~h~;n:;;~tonorr,ia, a 'nao ser aquela
-conferida pelos seus privilégios que faziam COIT\ que , justa-
mente, fos'se autonomia subordinada, de um modo que tal-
vez pareça paradoxal para a consciência ilurninista. Isso porque
c. esfera de publicidade de sua marufestação. caso os particulares
se nlanifestasscrn , era sempre n "bern comum". dC:\iendo-se

37
I I/I/li .11'.1 rela p.1J,:iF"~- /050 Adoltc Hanscn

11 11, "I 1\1 JI '/lI


1,1 I /1/1111 I" 111111 1111 ont icne n Ia P ••labra de Dios Y sou til regi" primaria de Ia
1 "O sant,:) Concilio de Trcnto. ecu mênico e geral, tendo Sell1pr (r ~:llll t\O~ ulht"l., <' ill"\ 11\ I. I , I1 dlll'llIl I Jld 111MI!~critur.\ en cuanto que ta interpreta y n05 transmite vcrda-
conservar na 19rejil, desrr uindo todos os erros, a pureza mesma do I~\'t.lng,li" [ue, de d, '1111,111111111 1II\IlIJlltI $ en ella (0'0) La Iglesía excede a Ia Escritura y Trad ición
pois d", ter sido prometido antes pelos profetas nas Santas E,;cI il ur: s. ftl1 pu llr Illn 11.1.) 1'11111'111dll\llllll,1 11 ( '111m cI' b Escritura y Ias vcrdaderas tr ••d iciorics .. I", conserva V
boca de N·:)sso Senhor Jesus Cristo. Filho de Deus, em segulda P r S 'U' 01 (\ tnl ~ ,1 1: 1111 111'1111111111111111111111' ti su sentido, En cambio, Ia Escri tu ra y Ia Tradició; exceder,
quais ele deu a missão de anunciá-Ia a toda criatura corno sendo a fonte J(. todn v rd,) e li, I I•• I 1"11'1111"01'/1 nen la revclación divina ( .. o) La Escritu ra, finalmente>, excede"
sa lvífica e de l od a disciplina dos costumes: e considerando que esta v rdade . 1.1 l'I:gr,) 1,1 1 I , I" 11\11)1 I1 1'1 d ,rilllcl()l'\es de I~ Iglesia por Ia prerrogativa de Ia inspiración (o .. )
moral estão contidas nC1S Livros escritos e nas tradições nào escritas (il/ Ii/Jri$ $cripti" ai Ntl 111\ I, 1111/ It\l\1 101\ I t ologia católica lugar parZt u na 110rrna l1orr.~/.'1n$ /!OH r;:"irln!lnda
sine scriplo trad,tiollibllsj qL!I~, recebidas da própria boca de Cristo 1",105 ,11" siolos, ou 1111""1111>11 ,,\I /111110, ~()1\10 pretendian nos protestantes." V,~.RCi\S-lv(!\C!o{(jCA, Sol.
pelos apóstolos a quem o Espírito Santo as havia ditado, trans miud as qua C qu' lk 11"\(l I " li 1111', 1",,/1 1(111t! " h·sifll.. .•0I110 reglas de [e segtln F rnilcisco Suârez. Cranada: F~~CLdtRd de
ern 111;;0 (ql.lasi per marlU, tradiíac), chegaram até nós: o Concílio, portanto, ~l'f\IIIl1dll (1 11'11111\1,r 1%7,11 27-8 eu, pur ALVAREZ, D. Francisco. "lutroducción". ln: SUi\KÉZ,
exemplo du-:> í'ai~, ortodoxos, recebe todos ~)S livros tanto do Antig.;.'J qu: I lo do Novo ", )., "1,(11., p, X.
Tr-sturncnto ( ,.) ~S~ir.l C01"":)l"'as tradições concernentcs e à fé e aos costumes, corno vlndos lUN JIII{li :A ',J" f' . M, nuel da. "Carta do P. Manuel da Nóbregil ao P. Simão Rodrígues,
di\ LldCO n11~:-;ln~ de ric.;tu I,.)U ditadas pelo Espírito Santo ~ conservadas na IAI'0J., 1 I IlCf' I I Illtl 11.1111.\,10cI abril de 1549". In: LE1TE S.)., Pe. Serafi m (Org.). Cartas d os I'rirnei-
\'111' un1.' l:oill''':t:S~~~Ocontinua: ele .:"1$ recebe e as venera com u m igual respclt i um: 1~)\.h,1 111 JJI'Hlflll do 81' si}. São Paulo: Comissão do TV Centenário da Cidade de SAL) Paulo
I !('d,h.!C. ~., al";Ll 'nl n,;o receber inteiros esses livros e se desprezar com C( nh .clrm-nto cI . lI) 4,:\ v" v, 1. p. 113-4.
e.\lI:;.1 C' propósi:» dp!Jberado essas tradicóes, que seja anátema." DI:NlZI ~IZR. II I' " "lJAI~I':í'. f),' h:,ibIlS. A Trearise on lhe l.aws and God the Lawgivcr. l ·,i.püles. 1872,2\'. Ill, XX!. I.
!;CII )~JME'j'I..r:R, .".. Lllclll'ridion symbolomr1'l. dcfinit ionunt et d,'claraliollll"l d(' r('/III~
pdei et I/liJl'iI/!!. Ed. XXXVI. l~arceloni!-Fr('iblll'g-Romil: l-lerder. 1976, n" 1501. I" :~IiI-~.
I' 'Ui\I<"Z. I c 1(' ibus. i\ Treatise on U1e Laws and Coei the Lawgivcr Nápoles. 1872,2\', r. rx. 6.
1i I{O( 1\1' 1.1., J s M. Gallegos. [G doctrina poliiica dei 1'. Fmr:cisl.'O Sruir-:z: !Y!éxico, t:di-
'Llll,,,.o-'. !.~21. BOUTRY, Philippe. "Tr adition et écriture. Une consrruction ihéolo lqu -".
I Irl.1! J,I • I 48. p. 190.
ln: U:;ng:~,..;de 1n trdd:l!0fl. l n: Enquéie. Paris, CNL/EHE55/Editions P r nth ~~l ~I ~ ICe; nd
serne~;!:r.c 19~)5. n" 2. p. 43. 11l'vl I,~ÁN, MAI1U€'1 e ANDRt:S-CALLECO, [osé. "F! I're-Iicador". In VILLAI7.[, ROS:lr;':'
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referente à irodit io rcconfir mada nu Concílio de Trcnto: .'IA açâo l:túrgicil l -v iníc: \ 1..1\.ltn- IIj :vfI\RQ A jJ,:rcilética portug uesa ..••.? Rt:~li.1llrl.:\:â!l 164f)-1668. Porto,
85, J(,)30 Francisco,
do a 19r1~.i?c t"Ol d iviria mcritc criada Os crbti)OS dos primeiros tempos. c rn feito. ('1\ '11 [1'SlltllloN()ci nal de [nvestigaçá(1 Cielltifl':a/Ct~Ptr~J í..k Histór ia d.~ Unívcrsidade do
assíd c •..)~:;Ü preg<1çã:1 dos Apóstolos e à con1UI11 fração do pão e às orações. cmprc que o:". I'ol'l , 1989.2 v., p. 51.
Pastores F(JLt~.?inl reunir O~ fiéis, ãí erigi;:nl um altar, sobre ;,) qua l orereciaru Se cri rio, ,., M,\ I{QUES, np. cit., p. SI.
Ern volta do altar rC'~11i7.aI11-.~e os demais ritos. pelos qua is pUs.sZlnl os horn .ns s: "li 1CI1I'''5
"Ki\NTOR WiCZS. E. in COURTINE, [ean-Fr anço is. "L'heritage scotasfique ct"n, !~
e ~ fJc'.!s pr;.'.star (1 gióriJ devida. r~ntre esses ritos os Sacra rnentos ncupélrn (I pl'in\ 'iro
probléruatíque théologico-polüique de I' Age Class.que". In: ~'l(CHOL;LAN, Hcnry 0,0;;.
l~lg'-ir: :--f1'.1 il~ sete pr in ..:ipais fonk;; dn salvação. Vern em seguiria a celebração do louv r
L' l~t, ~ R., roque 1610-1652. Regar ds SUl" Ia penséc polrtiquc de l;'l Fr,1!1CCdu prcrnier XV!te
d;\'il~(' por !~n..::it: ('S r!~i.-; ta rube m t>11"\ co.nunidade obedecem .i rxorti\~ilo do r\r6st \0
,i,'çk'. p, ris: Libra irie Philosophique VRIN, 19S5, p. uo.
r: i)U lc-: 'Em lod'·l ::'dbec1o["i.-:=, :~'rbl!1..;nd(' e ao vcrtindo-vos é) \'I..)S Ini~:-~n-,O:-;I)()I" snlruns, hll\L"I,:. \"1
c;)r·,tic,)S cspuituais. ria gr.lç ..l cantando em \',)~;SUS coraçôes a Deus' Sf::'gUl\ então a li\~(l drl 1:1 [J\)!, exemplo. Platão (!~('pú!~licn), Ar istóteles (Poi;·ticiJ'i; S0ni·~1 .'\~',}~tinho (Cid!id,; d:··Deu:,);
lei. d'.I';: prl)(I..'t()~,de E\·clngelhu c das epi;tvl;lS dus Apóstolos. e por ulurno CI hl..111,illilI)LI " Jnh!l de Salisbury (Policrctícusi, Santo Tornas de Aquino ([l,: r c' SI/a) ele.
1'/ (,.' '..
_, .'\ IUOZ.
. .... -.• : rrrv
[I.. _V. .'
pn.:'·F"~'~'-'t\.)Silcrrl rel~ qUi':l l) presidente (t" rcuníào recorri. e t>~:F:dica,r'i1l"cl unlidadc de D,fCIiSIO jlile"

I~Jdp5. o: m;·;!"lr!..11lH::r:,l"ps dl' Di\:i!KI i\!Í:..:'stn:::~,C{1n1(~ll1CH.:1 C.::i momentos e f(\t"y.:.. F'Irin~ip;'li~da ~url~/\f'\:C,1..\S.J., P~. Le(\oel. () ';·I'.::todt~ fJfda~ô((;icu dos [L'S! !·t.'13. (! ,. J·:gtiL.l StIl.diClI"~IIJj' . LJir'.Jr.iuçih)
\.·,.:1(i l;e C:·!>tll ~ .1 k..,dllS üS ~""'r~:;(~ntcs.:lni!f\rl (l1111 e.xi)r~açí.1e:;-: e C:\CiTlj."'loi opt..1rtur,t""'ls". (' Tr"drt(ll(l. Rio J~ Ja::ciõ'o: ACn~, ly.52.
I !1()L} I·~,Y, ;"Ir>. cit.. p. -1:'. ~,I:lj [\1.'\!~()LI. t'ví?.r..:. r:ngc:fe f"t:/{li.flil.';!Ct'. 1~l!éttlr!·1:!c l..'!. "n.::: : i [rera n·~l'..i~':;1 RCJ/:ú.";~{lJ!;':t'!? li SCiúl

=:; ·'f):·bh) ~111eji1 J!~Ul\:'; inktõtJf·Jl~1. escrever os sucessos q~te.se '.'ertl:!c.l!"~ln~ i.:ntr<:' nós. st:~IJn~ d ...' !'épcq!{:"' c!C1~$il;IlC. Par:;;: Alhin :-"'"fi...:hel.I 99:L p. 142-8.
do II rnC)·.1d
Ci..·)f(":."l i~:('3 n,.)::·
. fef;::lil1 tr.ln~nlitido5 p'J~'~("!;.;~:l:..·~.
que' .:ic.:.:dc .;) (:11i'.K:-';d (nr:"lill ..~ C/·.S~R(), .-\:·:ib..'\lf'il";to .j~. Rtf ÔJ'it-, I L' tc':"',·i:!1Çd~) lit::·,·,":,·i" ~'JJ; !\lrt:I,~{:!. DI) rlJ!ni!~!:; ..;1i"!i~ ,!O

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\)CU!~:·f.":-:c ~"\lnjslrCJ~ d2. jJi'da'..-ra, decidi eu t ..lIl1bén"'í et·.:."( L:.lca-::,"1:1-21.; "H~ l\',·(lcllb.-;it:I::::H(~. COii11brt!.: Centro de E~tt.dí..)S RC'Tl(í~i("()s, ·!(j~3: ~1. 34.

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l·:.:.i.ud:.~~ r;tl:iti.: ...u~:, ·i':'-.l~'~J,'·i v., \ .. I p.4<.t.
~~j~:;::~,;{:~~:iL::~~~:~;'o:~f~~'~;;;é~~~~~'~~'~~;~:~)~_~;I~~(2r;~1~0:0
38
1

cornentava-se. durante a pr irneira hora, 1.111'\ discurso d e Cícero. faz cndo no fi rn ii:;.~i- "( ...) junto da aldeia do ES nos espeC'«\'flln ~ I\HI'I", qllP dt'ld \t'ln c.uid ado. deb;;:.t'l-:o de
ras repetiçõe.s,tp.1'tlUi"!::tu a segunda era consagrada aO.~?tlld(:t.de.,llltnre~_grego:j, CD!nO 1.•IT,a fresco ramada qUt! t irvha uma fonte pnl'Li ti I. "'lllI •.' l\llr 1.\1,\'1 I t'\llhl (r',d,'r), alem da boa
Demóstenes. Xerio íontc, !"h)n1er~), Píndaro. Eurtpides, Sófoclcs e ~,,~~~_i_~ij~s" (C:\:.;n~o, sr2ça refrescava o lugar; debaixo d a fJIllt\ I, 1)' n'p'~'\I·I'l(HI.rK'I\h ("dl,,~, \.11"\ c!dlot;o

1983, p 47). pastoril em :íngua brasflica, portugu\:!srt c cast ,11\",\:\ ...• d\dl ,'11\ l'I'tIÇj',HI\O I U,10', .ll(' .1
i[;l'eja COIll. varias invenções'! (p. 76); os índios corneça n ~\ 1"'1'1',1\1' "., I'l di', por j~SPI\I\()
"CASTRO, 1983.. p. 36.
correm I'"
fi ..•

de meia hora. depois s" levantam e lodo ,1 a!-! '1<1 p" .uvtc rHU' d",,~~,\, (' (l
" FUMAROL!, op. cit., p. 145.
pregar também é pauscl<... ío. fleugmãtico e vagaros\), repetem nlllilfl:-\ V('I»~ tt.~ pdldVI'tIS,
,. V P. LADÉS, Fray Diego. Retórica Crisiiana. 2. ed. Introd. Esteban J. Palomcra. Advertencia
de Alfonso Castro
Pallares.Preambulo de Tarsicio Hcrrcra Zapién. México: Universidad
por gravidadt~, contam nestas pregações todos Ü~.; t rabalhos. t('1l1peSUd",}!ÕI, pi"l'igu!\ d .
morte que o Padre padeceria. vindo de tão longe J.'ara os visita: (, consol.vr", "C ..) (um

F
Nacional Autónorna de México z'Fendo dE' Cultura Econômica, 1989, p. 65.
GiUO, Ciovanni Aridrea. "Due dialogi" (1564). ln i3AROCCHf, Paola. Scritti dArte dei
Recife) fornosrecebidos do Padre Luiz da Cr;; (...) S8 lt'stE'jOCldentre' (h cas.i. r()I)\O d "
costume () ma rt irio do Pe. Ignácio'de Azevedo e seus companheiros. ,':orn urn.: o rnçào em
Cinqueccnto. Milano-Napoli: Riccardo Ricciardi Editore. 197i, 3 t., t. I. verso no refeitório, outra em língua de Angola (...) f'·lo rel11pO do repouso. qu, e.:.t;::V,1 bC111
'" :\'(ORAN e ANDRÉS-GALLECO apud VIU.AR!. 1993, P 178. enrarnado O chão, [uncado de rnangericôes. se (?':'\·.p!ic~1í<1:n aigun.:-i (';1i.~jt';.idS L' GCt':1nl prê-
mios" (p. ô3) de.
'" [\·fENDES. 1989, p. 244-245.
Os _~ ..~.!g2._for~stQ~~:..!i~LI!..~~!.~~.pctÇ~;:; ã~J_.~..':'~?e ns ino (~~c~~i
...Rª.q_,:~s..~~êl..J~~·~:g~S to d a
:<O Ratio 51 "diOrllnl, Regvlae projceeoris rhetorícae, 6, 8,1599 apud FRANCA, 1952.
....p.!:?~a
e da P~.~?~~,,~_~_am
íundarnentados em urna tr(}diç.0i~ lí.,l'~n{l_g~!crt:c~be-:1d'~:tpt'êlÇÔ(::s
" DAINVILLE 5.j., François de. L'ed ucatiou de; jésIlites (XVie-XVllle
1979, p. 188
" DAI\JVILLE S.J., François de. L'éducation des jéslliles (XVle-XVlílc
sieclcs). Paris: Minuit,

siccles). Paris: Minuit.


~::·~;~~;_~\~~~'~:al!.D!i;~~tf~~~-~~};;~;.~~~~~
va r, nos exemplos
;~::~\~~J;;, ~~~\\:.~;~;~:a
~)~:i~~)~~;',:;',~i'~~,;;;
i
r;feridOs~ que algunl~·s··tÓ·pic.]s ou !'_If,arCS_.~~!-:~t1ns rf'~6rjcos -- oor
1979, p. 188.
"DAINVILLE S.J., François de. f.'édllCLItiol1 des jésui!i!s (X\'I!'·XV{i!c sicclc«). Paris: Mi nuit.
~::.~~~~~~.~~~:~.~~;~~~:~'.;~~,~)~!~~::~~~~~~:~:~~~~,~~:il~~§,t;i:~;;~
cursos operôtn com categorias específicas d a exra.:1s·~;~)
P(;~tllgU~S.:1, r(".!..~5(:I;.:'\n::ic!
G1tegori-
i 979, p. 189.
as retóricas, teológico-políticas e éticas que d efinern. no ("SC" urna pOSi::;~~l)n!tl(~.;H":.,ent~
" MARQUES. úp. cit., p. 8. aut iluteran a, antirnaquiavclica e. ern serit ido geral, ant i-hercsi a. Qu~~n.(h; l:·ê1tar.": dl
~: MORÁNI ANDRÉS-GALLECO ap ud VfLLARl. 1993, p. 169. .~.~:.\.:~_t~~T_~!~"~.~~i:?~~.~.
n P'.~~~_~~_~ç~n
retórica latina e ~die\·~d,
i!; •. qUI? i:"';l~'.:é n'l)d0l·.>s rara il

,ir,Deve ser evidente que, na Retór ica. o termo


~ da ~ibnific.aç5.o romântica de "iuvençáo"
irwen1io, "invenção",
corno "originalidade"
significa .,tgü diverso
assoclada a ele a partir ~;~i~~~.~~~~~;ni~~:;E:,~~~1:-:~;:~~)l
público europeu, que lia os textos produzidos pe!n,5 p?\drE'S no Bra:;ii, dorr.i nn vam os
do século XIX. No (aS0, "!.~:·t>nçé1o" pre$s~F~~ ..~_~le~.~'ii(t de t:~1-~~~.~j~~_d()
~~~~!~~~:_~:!5:~l~~~~sus:
.. qu~ f~.~.q~.§~!-'l.J~p<!Ú~·~?>;·l~·j.-.~i:~!~~!J'2.J??~_i.~!~:0._Ef~-
p:'I~I.~.<?_\l meso1.OS padrões. Quando ()~. ~U~s.YX.~.9~
__ __
~~!::)_j1.d.0.p.1l-1.d.ns.
~..0H~~~ç:~~ d,~ inci~i.ts, pP!·(·n1, (I .••
37 Por exemplo. OS sermões inventados e ornados C0I11 a extrema engenhos idade é GS
agudezas sutilíssirnas do franciscano Frei Antonio do Rosario. o mesmo prec;ou ern
Salvador. no final. do S~CLtlO >:\'[1. três sermões em honra d. VÜ·gen\. Publicados com f)
títu!o de Frutas do Brasil, aplicam os nomes de mais de 20 frutas tropicais, corno o
ananás, a coroa, o urnbu,
a [abuucaba, o caju, a rí\upurunga, o camboi, O oitiroco, O
piquiá, O jenipapo, a capucaia, a ~?.rg.::\üba, a ubaia, a pitornba, () rnoreci, o joá etc., para
figurar 0$ mistérios do amor d~ \lij·genl. [.'~OSÁR10, Frei Antônio do .. Frutas do Brosi!
n;;lllti nova <.' asceiica 111OHarc}úa. ::u/i~ÚJrt1da n Sfi"i'ilí$siI1Ul Senlll)ii? Jl)·::~~<'~~ític..
Lisboa: Antonio
I'cd roso C3lriln1, '1.7ü1. provid :"l"i211 do . pad"'e .-- t :·ç.·,'\;"i as p~'rrpi~e cc c, .. - ~~~';:~',qf;::"'-
._ ~._.".~~.~ :-.. __ ~._._ ..::
O·Te\:·i'I.[·t;)·11E'n~()
• ',l l
dessas
~ _", __ •• ~t.l_,-:-""'" _ \._ i.)_'_1,
... _': I")~);' "'-~'t' .. 1\..0,

:;;.;No Códice 62(1, da Seção do Arquivo Colonial c Provincial .:11.} Arquivo Iubuco d a (1':: mod os da. representação discur siva. CODfcr~ 626. Scçãl-' do .'\:"~lui\·{, Co lo n ia l e
Bahia. encontr arn-se trechos sobre ~t nussáo do Pc. Ferr.ão Ca r dirr. ns Hahia, nu Espmto Provincial do Arquivo Público da Baiua.
Santo e em Fcrnarnbucc. no finc1t ck) século XVl; são elucidativos das ad aptaçóes locais 5~ "Ai nsi, du XVTIe au .xVIH<? s iccle. Ia rna niere (h~ r-enser le nub!ic ces t r.-ldi·:()l(,~"!\i2;H
de modelos escritos transunitidos oralmente: d"éplacéc. A l'ãge de Ia polinquc 'barocuc. les t:':-dts qui 1('' : \.h~finiss(-:·-..tSO;it ;::~~u;.·-l;:'
"O Pe. Manoel di'; Barros, lente do curso, leve uma eloqüente oração,.e os estudanrcs mêmes qu.i caractérisent le pubiit: du tneátre: h~2tér(~ser..e,luéro rciusé. (,0~5':itu.~ sculc-
duas em prosa e verso, e recitaram-se alguns epígramas. houve b\)<t música de vozes, rnent par ic sr.cctacle qui lui est d('l:1n~ à ·~··:)i!'f.:'t à croirc (... ) rY,.~uti:·? part ..il (~st '.:r';:;!J{ q':..J':i
cravos e descantes (...) daí fi dois Ou três dias, vindo 0 Ilmo. GovernadGr a ça~?" ~';~ [a u t 'mencr par le nez ' L'~i 'séd uire et tlo:!"l.per p.Jr k:::.:ê.pr(ir2r~cc~·, Cl·I:1-:';lH:.,~l.c;·it i:"':a: .•.d/~
2slu.dantes o receberam r.Olll. a r(~e5n);:'1festti, i"ecitdndiJ"lhe :!.'..uitos f'pigr~rni1s. f.p. ?T)" f.F" se Fait Je théoricl0n. d·ur.c i~olitiquc (.IÜ ir.:; efrp~5 t:·.::. piu.-;; :';t-I::!c:~~CU!<!.:I~~~~d.oi\'cnt
~Ol.;'Jl.)l..tr= tl1.a':;quer ~n.nt lC$ n1.Jchi!'..f'S q:"li les Clnt f'r:_"('~u~t_:;qU.e j(~:, but:~':I~~~~o::-\t ;2:.)k~~r:3
"o::; ll:1C'/\Ü·I.os Índios, escondidl-,s eín 1..1:.1 fr·~sco bosque C(lnt;:1\'(H~'.. \;il"ii1~ •..
·•.'\;-:tlg,~s d:,:'·:utêl.:i
;\ ir'\:J i jr::...:.rr:~·'s, cZ\pturés,
f'i1.Jnip:'112S. if!S Sp'2ct?tt:;~urs d'_: th.:a'~(~i:ri:'I!IIi,:i i'.:.: cr...'~-.~i':'~t.e;'lt
Q:.
?nquãí1i:o cOl1'ü::nu.Js, qw; caU5c\'\·é'.,.:n devoçã.o no !:'leio daqu2tes nl:~k\;.,princi;).:di'':.''..cnte u.i'n?i
{t~n Ltn~ 'r:-pinion publ!CpU:2' "( .. : (C!·L\RTlER~pud ~\'ltJ~Lif--r, f·tt:",:~t:t::.J';u,.': ,-:'; i'~:,I,.,rLje
?;,st0tit f~itit de novo, parê, U I.'e[.:':.·b::':.··.~nt(. d0 Padr(: '.:i::itt:t::ior, .sC'I.:nO\'t) pi1_·~t(lr.. .'·(~. :.::~);
el'~ Fr:;nCi~ :7!i .\"VIJc :iif:cl~. Pêli'is: L.es 5r.;ilc= !_e~t:··.!~, : r.;q_l:, i-'. ·~I..!.)

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