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11/10/2016

Crescimento microbiano

Biologia IV
Profa. Ilana Camargo

Crescimento microbiano

Células natatórias (expansivas)

Pedúnculo

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Fissão Binária

Cromossomo, cópias de ribossomos


complexos macromoleculares, Cromossomo, cópias de ribossomos
monômeros e íons inorgânicos complexos macromoleculares, monômeros e
íons inorgânicos

Tempo que demora para ocorrer = tempo de geração 3

Crescimento populacional
O aumento do número de células também pode ser medido pelo aumento da
massa microbiana

Taxa de crescimento: variação de número de células ou da massa celular por unidade


de tempo;

Geração: intervalo em que uma célula origina duas novas;

Tempo de geração: tempo necessário para que uma população dobre de número
(Tempo de duplicação);

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Crescimento populacional

O padrão de aumento populacional, em que o


número de células é duplicado a cada período
de tempo, é denominado crescimento
exponencial.

Escala aritmética: difícil de obter informações sobre a taxa de crescimento 5


Construir Gráficos semilogarítmicos

Tempo de geração
•Tempo de Geração: intervalo de tempo em que uma célula origina duas novas células ou
tempo necessário para uma população dobrar de número.
Muitas das bactérias estudadas apresentam tg de 1 a 3 h (pode variar de 10 min a >24h).
• Tg de E. coli = 20 min
• 20 gerações (~7 horas), 1 célula torna-se em > 1 milhão de células!
•Tg pode ser influenciado pelas condições de cultivo (tipo de meio, temperatura, etc.).

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Fases do crescimento de uma população

Curva de crescimento típica de uma população bacteriana, a partir de uma cultura


em batelada* (Madigan et al., 2004).
* Cultura que se desenvolve em um volume fixo de meio de cultura.
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Fases do crescimento

LAG
• Pouca ou ausência de divisão celular.
• Síntese enzimática e de moléculas variadas.
• Pode ser curta ou longa, dependendo das
condições fisiológicas do inóculo.
• Aumento na quantidade de proteínas, no peso
seco e no tamanho celular
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Fases do crescimento

EXPONENCIAL OU Log
• Crescimento exponencial das células – Tempo de Geração
constante – linha reta no gráfico.
• Fase que as células estão mais “saudáveis” – utilizadas
para estudos enzimáticos e de outros componentes
celulares.
• Taxa de crescimento exponencial (número de gerações
por unidade de tempo) de uma população pode ser
influenciada pelas condições de cultivo, por exemplo.
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Fases do crescimento

ESTACIONÁRIA
• Não há crescimento líquido da população, ou seja, o número de células que
se divide é equivalente ao número de células que morrem (crescimento
críptico).
• Síntese de vários metabólitos secundários (antibióticos e algumas enzimas).
Também pode ocorrer a esporulação das bactérias.
• Alterações de fenótipo por quorum sensing (processo de comunicação
celular mediado pela densidade populacional).
• Causas: esgotamento de nutrientes essenciais, acúmulo de produtos de
excreção em concentrações inibitórias, alterações no pH.

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Fases do crescimento

MORTE OU DECLÍNIO
• Número de células mortas excede o de células vivas.
• Na maioria dos casos, a taxa de morte é inferior à taxa de
crescimento exponencial.
• A contagem total permanece relativamente constante,
enquanto a de viáveis cai lentamente. Em alguns casos há
a lise celular.

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Fatores necessários para o crescimento

Fatores físicos: temperatura,


pH, pressão osmótica

Fatores químicos: fontes de


Crescimento carbono, nitrogênio,
microbiano* enxofre, fósforo,
oligoelementos, oxigênio,
fatores orgânicos de
crescimento (vitaminas,
aminoácidos, purinas,
pirimidinas).

* Crescimento microbiano: em microbiologia, refere-se


ao aumento no número de células.

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Efeito da temperatura na taxa de crescimento


(Fonte: Madigan et al., 2004).

Taxa de crescimento = variação do número de células ou da massa celular por


unidade de tempo

Temperaturas cardeais: mínima, ótima e máxima (variáveis nos diferentes


microrganismos) 13

Temperatura
• Temperatura de crescimento pode ser mínima, ótima e máxima. Maioria cresce em um intervalo de
30oC entre mínima e máxima.
• Psicrófilos: profundezas de oceanos e regiões polares (algas clorofíceas e diatomáceas).
• Mesófilos: Temperatura ótima entre 25 e 40oC. Maioria das bactérias.
• Termófilos Temperatura entre 45 e 80oC. Fontes termais, camadas superiores de solos que sofrem
intensa radiação solar, esterco e silo em fermentação.
• Hipertermófilos: Temperatura ótima superior à 80oC. Fontes termais, como as do Parque
Yellowstone. Principalmente membros de Archaea.

Relação da temperatura com as taxas de crescimento. As temperaturas ótimas


de cada organismo estão indicadas. (Fonte: Madigan et al., 2004). 14

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Adaptações moleculares à psicrofilia:


• Enzimas ativas em baixas temperaturas apresentam maior
quantidade de estruturas secundárias em alfa-hélice
(estrutura mais flexível).
• Conteúdo elevado de ácidos graxos insaturados, que auxilia
na manutenção do estado semi-fluido.
Obs.: Adição de crioprotetores (glicerol 10%) ao meio ajuda
na preservação de culturas em baixas temperaturas (-70 a -
196oC).

Adaptações moleculares à termofilia:


• Lipídeos da membrana ricos em ácidos graxos saturados – geram ambientes altamente
hidrofóbicos colaborando para estabilidade da membrana citoplasmática.
• Proteínas termoestáveis tendem a formar núcleos altamente hidrofóbicos,
diminuindo a tendência ao desdobramento.
• DNA girase reversa em Archaea: promove um superenovelamento positivo do DNA, mais
termoestável.
• Outras proteínas termoestáveis ajudam a manter a dupla fita do DNA unida.
• Membrana citoplasmática em monocamada lipídica nas Archaea (estruturalmente mais
resistente que a bicamada). 15

pH
pH ótimo de crescimento refere-se ao pH do meio externo; o pH intracelular deve
permanecer próximo à neutralidade.

•Maior parte das bactérias cresce


entre pH 6,5 e 7,5.
•Acidófilos: muitos fungos (pH
ótimo em torno de 5 ou inferior),
vários gêneros de Archaea.
•Alcalifílicos: muitas espécies de
Bacillus e algumas arquéias (que
também são halofílicas).
• Adição de sais de fosfato
(KH2PO4) em meios de cultura
funcionam como tampão para
neutralizar, por exemplo, ácidos
produzidos por bactérias em
crescimento.
A escala de pH. (Fonte: Madigan et al., 2004).
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Pressão osmótica
Os microrganismos que tem necessidades específicas de NaCl para seu
crescimento ótimo podem ser :
• halófilos discretos: [ ] baixas – 1 a 6%
• halófilos moderados: [ ] moderadas – 6 a 15%
• halófilos extremos: [ ] altas – 15 a 30%

Efeito da concentração do íon sódio no crescimento de microrganismos com


diferentes tolerâncias ou necessidades de sal.
(Madigan et al., 2004). 17

Pressão osmótica

plasmólise

Inibição do crescimento no momento em que a membrana plasmática se


separa da parede celular.
Preservação de alimentos!!!

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Relações dos microrganismos com o oxigênio

Aeróbios estritos ou obrigatórios

Aeróbios Microaerófilos

Aeróbios facultativos

Obrigatórios
Anaeróbios
Aerotolerantes

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Relações dos microrganismos com o oxigênio


Microrganismos variam quanto suas necessidades ou tolerância ao oxigênio

- Aeróbios – microrganismos capazes de utilizar o Oxigênio molecular, O2. (Ar contém


21% de O2)
-Produzem mais energia a partir do uso de nutrientes.

- Aeróbios estritos ou obrigatórios: São os microrganismos que necessitam de O2 para


sua sobrevivência.

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Relações dos microrganismos com o oxigênio

- Microaerófilos

Aeróbias necessitando de O2, mas em concentrações menores do que a encontrada no ar.

São sensíveis aos radicais superóxidos ou peróxidos, produzidos em concentrações letais


quando em condições de altas concentrações de oxigênio.

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Relações dos microrganismos com o oxigênio

- Aeróbios facultativos

Podem utilizar o O2 quando disponível, mas na sua ausência, são capazes de continuar
seu crescimento através da respiração anaeróbia ou da fermentação.

A eficiência na produção de energia diminui quando o O2 não está disponível.


Exemplo: Escherichia coli

Outras bactérias substituem o oxigênio, durante a respiração anaeróbia, por aceptores


de elétrons como os íons nitrato.

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Relações dos microrganismos com o oxigênio


Alguns microrganismos não são capazes de respirar oxigênio:
Anaeróbios

Obrigatórios Aerotolerantes

- Anaeróbios obrigatórios ou estritos

São microrganismos que não utilizam o O2 para reações de produção de energia.

O2 pode ser um produto danoso para muitos destes.

Exemplo: Gênero Clostridium = tétano e botulismo

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Relações dos microrganismos com o oxigênio

- Anaeróbios aerotolerantes

Toleram a presença do oxigênio, mas não podem utilizá-lo para seu crescimento.

Fermentam carboidratos produzindo ácido lático.


O acúmulo deste ácido inibe o crescimento da microbiota competitiva aeróbia
estabelecendo um nicho ecológico.
Exemplo: Lactobacillus

Podem tolerar o oxigênio devido a produção de SOD.

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Oxigênio
Relações dos microrganismos com o oxigênio
Tipo de
Grupo Relação com o O2 Exemplo Habitat típico
metabolismo

Aeróbios

Obrigatórios Exigido Resp.aeróbia Micrococcus luteus Pele, poeira

Não exigido,
Resp.
mas com
aeróbia, Intestino grosso de
Facultativos melhor Escherichia coli
anaeróbia, humanos
crescimento
fermentação
em O2
Exigido, mas
em níveis
Microaerofilos Resp. aeróbia Spirillum volutans Água de lagos
inferiores ao
atmosférico

Anaeróbios

Não exigido,
sem melhor Streptococcus Trato respiratório
Aerotolerantes Fermentação
crescimento na pyogenes superior
presença de O2
Lodo de digestores
Fermentação
Methanobacterium de esgoto,
Obrigatórios Nocivo ou letal ou resp.
formicicum sedimentos de lagos
anaeróbia
anóxicos

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Adaptado de Madigan et al., 2004.

Oxigênio

Representação dos tipos de crescimento bacteriano quanto à presença de oxigênio


em meio caldo tioglicolato + ágar (+ denso). (a) aeróbios obrigatórios. (b)
anaeróbios obrigatórios. (c) aeróbios facultativos. (d) microaerófilos. (e) anaeróbios
aerotolerantes.
Fonte: Madigan et al., 2004. 26

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Controle do
crescimento microbiano

Controle do crescimento microbiano

 Termos importantes
 Controle antimicrobiano por agentes físicos
 Controle antimicrobiano por agentes químicos
 Agentes antimicrobianos utilizados in vivo
 Resistência a antimicrobianos

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Termos importantes
• Esterilização: destruição de todas as formas de vida microbiana
(incluindo os endósporos e vírus).

• Desinfecção*: processo de eliminação das formas vegetativas de


praticamente todos os microrganismo patogênicos de objetos ou
superfícies inertes (não garante a eliminação de todos os
microrganismos, nem endósporos).
 quando em tecido vivo = Anti-sepsia
• Descontaminação: tratamento que torna seguro o manuseio de um
objeto ou superfície inanimada (= remoção dos microrganismos).
• Desinfetante: Agente antimicrobiano utilizado em objetos
inanimados, mas pode ser prejudicial aos tecidos humanos.
• Agente anti-séptico: agente antimicrobiano, voltado para a
destruição dos microrganismos patogênicos, suficientemente atóxico
para ser aplicados em tecidos vivos.

*atenção para este termo no livro do Tortora, 8ª. edição português , que em
alguns trechos está definido erroneamente como “destruição dos patógenos de
vegetais”.

Termos importantes

• Sanitização: tratamento que reduz as contagens microbianas


nos utensílios alimentares até níveis seguros de saúde pública.

• Sepse: do termo grego para estragado, podre, indica


contaminação bacteriana.

• Assepsia: ausência de contaminação significativa.


 ambiente asséptico = livre de patógenos

• Esterilização comercial: tratamento de calor suficiente para


matar os endósporos de Clostridium botulinum nos alimentos
enlatados.

(Tortora, Funke e Case)

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Termos importantes

• Agentes bactericida, fungicida, viricida: que matam bactérias,


fungos e vírus, respectivamente.

• Agentes bacteriostático, fungistático, viriostático: que inibem o


crescimento de bactérias, fungos e vírus, respectivamente.
Log do número de células

Contagem de células totais


Efeito bacteriostático
Contagem de células viáveis

Efeito bactericida

Efeito bacteriolítico
Tempo
(Tortora, Funke e Case)

Fatores que influenciam a efetividade dos


tratamentos antimicrobianos

• O número de microrganismos:
quanto maior o número, mais tempo
se leva para eliminar toda a
população.

• Influências ambientais: presença de


matéria orgânica pode inibir a ação de
antimicrobianos químicos. Sangue,
vômitos e fezes determinam a escolha
do antimicrobiano, por exemplo.

• Tempo de exposição: antimicrobiano


químico requer mais tempo para
eliminar endósporos, por exemplo.

• Características microbianas: se a
bactéria é Gram-positivo ou -
negativo, micobactérias, vírus, cistos
de protozoários.

Resistência microbiana a biocidas químicos.

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Ações dos agentes de controle microbiano

• alteração da permeabilidade da membrana plasmática

• danos às proteínas e aos ácidos nucléicos

Físicos
Agentes
Químicos

(Tortora, Funke e Case)

Ações dos agentes de controle microbiano

• alteração da permeabilidade da membrana plasmática

Regula ativamente a passagem de nutrientes para a célula e a


eliminação de dejetos da mesma.

 Lesão aos lipídeos ou proteínas da membrana plasmática por


agentes antimicrobianos, como os compostos de amônio
quarternário, causa tipicamente o vazamento do conteúdo
celular no meio circundante e interfere com o crescimento da
célula

(Tortora, Funke e Case)

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Ações dos agentes de controle microbiano

• Danos às proteínas e aos ácidos nucléicos

Bactérias = “sacos de enzimas”

Proteínas vitais para atividades celulares

dependem da sua forma tridimensional

Calor ou produtos químicos  rompimento das


pontes de hidrogênio

Pontes dissulfeto

Dano aos ácidos nucléicos  calor, radiação ou substâncias químicas


impedem a realização de funções metabólicas, replicação

(Tortora, Funke e Case)

Agentes físicos de controle

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Agentes físicos de controle

Úmido Desnaturação
de enzimas
Calor
Seco

Resistência ao calor difere entre os microrganismos

(Tortora, Funke e Case)

Métodos físicos de controle microbiano

(Tortora, Funke e Case)

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(Tortora, Funke e Case)

Métodos físicos de controle microbiano

• Fervura (100°C ao nível do mar)  mata formas vegetativas dos


patógenos bacterianos, quase todos os vírus, e os fungos e seus
esporos dentro de “ 10 minutos

• Vapor de fluxo livre (não pressurizado) equivalente à água fervente,


no entanto, endósporos e alguns vírus não são destruídos tão
rapidamente

• Vírus da hepatite pode sobreviver até 30 minutos de fervura

• Alguns endósporos bacterianos podem resistir à fervura por mais de


20 horas

 Fervura nem sempre é um bom procedimento confiável de


esterilização, mas a fervura breve matará a maioria dos
microrganismos patógenos  alimentos e água seguros para ingestão

(Tortora, Funke e Case)

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Autoclave

Maior volume  mais tempo

Método preferencial para esterilização a menos que o


material seja danificado pelo calor ou umidade

Vapor de fluxo livre  100°C pressão atmosférica ao


nível do mar
1 ATM acima (15 psi)  121°C  15 minutos

Mata todos os microrganismos e seus endósporos


(Tortora, Funke e Case)

Autoclave

Autoclave
(Tortora, Funke e Case)

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Autoclave
Controle de qualidade do
processo

Indicadores de temperatura
Controle de esterilização:
Temperatura - OK
Tempo - ???

Indicadores biológicos
Controle de esterilização:
Temperatura - OK
Tempo - OK

(Tortora, Funke e Case)

Filtração

Poros de 0,22 µm

(Tortora, Funke e Case)

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(Tortora, Funke e Case)

Tipos de membranas / filtros: (a) filtro de profundidade. (b)


membrana filtrante convencional. (c) filtro Nuclepore.

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Filtração: Filtros HEPA


Filtros de partículas de ar de alta eficiência (high efficiency particulate air)

Removem quase todos os


microrganismos maiores que
cerca de 0,3 m de diâmetro

(Tortora, Funke e Case)

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Filtração: Filtros HEPA

Filtros de partículas de ar de alta eficiência (high efficiency


particulate air)

(Tortora, Funke e Case)

Radiação esterilizante não-ionizante e ionizante

Ionização da água produzindo íons hidroxila altamente reativos que agem no


DNA e componentes orgânicos celulares

ionizante

Ex. Cobalto radioativo 

> 1nm = não ionizante


(Tortora, Funke e Case)

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Radiação não-ionizante: UV
Luz Ultra-violeta  danifica o DNA das células
expostas produzindo ligações entre timinas
adjacentes na cadeia de DNA

Inibem a replicação correta do DNA durante a


reprodução da célula

 comprimento de onda mais efetivo: 260 nm

Desvantagem
Luz não muito penetrante
 microrganismos devem estar expostos, se
estiverem protegidos por uma superfície não
serão atingidos

 Pode lesar os olhos humanos e a exposição


prolongada pode causar queimaduras e
câncer de pele em seres humanos
(Tortora, Funke e Case)

Câmara de Biossegurança
-Ligue o fluxo laminar (filtração do ar)
-Limpe a superfície interna com álcool 70%
-Ligue a luz UV por 15 minutos antes de usar

Filtros HEPA

Luz Ultra-violeta

(Tortora, Funke e Case)

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Congelamento a baixas temperaturas


• Diminui o metabolismo das bactérias;
- 80°C
• Devido a temperatura ótima da atividade
enzimática e devido ao fato de não ter água
no estado líquido disponível para reação;
• Efeito bacteriostático.

(Tortora, Funke e Case)

Congelamento a baixas temperaturas

Ideal para bactérias: congelamento rápido!!

Usar criopreservantes como glicerol ou DMSO

Com o crescimento lento há a formação de cristais de gelo


que rompem a estrutura celular e molecular das bactérias

Uma parte da população morre, mas sempre há


sobreviventes!

(Tortora, Funke e Case)

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Métodos químicos de controle microbiano

Tecidos vivos

Objetos inanimados

Poucos atingem a esterilidade, a maioria reduz a população


para níveis seguros ou removem as formas vegetativas

http://www.answersingenesis.org/assets/images/articles/aid/v4/antiseptic-surgery.jpg

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Clorexidina

CB-30 T.A. tem como principal composto o cloreto de alquil dimetil benzil
amônio, que é um agente catiônico de atividade em superfície, com poderosa
ação germicida. Usado corretamente nas diluições recomendadas é altamente
eficaz contra bactérias, fungos e esporos.

Herbalvet T.A. é um produto para desinfecção e desodorização de ambientes à


base de amônia quaternária associada a um produto tensoativo (detergente); o
que dispensa o uso de qualquer outro produto para limpeza. As amônias
quaternárias (cloreto de benzalcônio) são conhecidas por seu excelente poder
desinfetante, atuando em bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, fungos,
algas e alguns tipos de vírus; e por sua alta segurança em termos de toxicidade.

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O óxido de etileno é irritante da pele e mucosas,


provoca distúrbios genéticos e neurológicos. É um
método, portanto, que apresenta riscos
ocupacionais.

Métodos químicos de controle microbiano

• Avaliando um desinfetante – Método de disco-difusão

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Métodos químicos de controle microbiano

Métodos químicos de controle microbiano

Mata as bactérias e
fungos, mas não tem
ação em endósporo e
vírus não-envelopados

- Não deixa resíduos!!

70% é a concentração mais usada

60-95% parecem matar coma mesma rapidez

Desnaturação das proteínas requer água!!

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Ação oligodinâmica dos metais pesados

Capacidade de quantidades muito pequenas de metais pesados,


especialmente a prata e cobre, exercerem atividade
antimicrobiana

Ação de íons do metal pesado se combinam com grupos sulfidrila nas proteínas
celulares  desnaturação

Agentes antimicrobianos utilizados in vivo

http://www.sjtresidencia.com.br/invivo/?p=5913

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Paul Ehrlich – Bala mágica

“Que mate um microrganismo, sem


matar seu hospedeiro”

Idéia de Toxicidade Seletiva!

Agentes antimicrobianos utilizados in vivo

• Agentes quimioterápicos: sintéticos ou naturais (antibióticos).


• Antibiótico: substância produzida por microrganismos que, em
pequenas quantidades, inibe o crescimento de outros
microrganismos.
• 1940: primeiro teste clínico da penicilina por um grupo de
cientistas da Universidade de Oxford, liderados por Howard Florey e
Ernst Chain.
• Mais da metade dos antibióticos produzidos são obtidos de
espécies de Streptomyces – bactéria filamentosa do solo. Alguns de
Bacillus e outros dos fungos Penicillium e Cephalosporium.

• Droga antimicrobiana ideal é a que tem


toxicidade seletiva: capacidade do composto de inibir
bactérias ou outros agentes patogênicos sem provocar
efeitos adversos no hospedeiro.

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Ação das drogas antimicrobianas


Onde agir???

Ação das drogas antimicrobianas

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Ação das drogas antimicrobianas


• Inibição da síntese da parede celular:
 antibióticos beta-lactâmicos inibem síntese completa
do peptideoglicano – impedem a ligação peptídica
cruzada, ligando-se às transpeptidases.

• Inibição da síntese protéica:


 inibem a formação de ligações polipeptídicas durante
o alongamento da cadeia, por meio da união com a
subunidade 50S;
 reagem com a subunidade 30S, interferindo na fixação
do tRNA, portanto impedindo a adição de aminoácidos no
alongamento da cadeia polipetídica;
 alteração da conformação da subunidade 30S,
impedindo a leitura correta do mRNA;

Ação das drogas antimicrobianas

• Danos à membrana plasmática


 polimixina B liga-se ao fosfolipídeo da membrana,
rompendo-a (uso tópico).
drogas antifúngicas agem sobre o ergosterol (esterol da
MP); não tem efeito sobre bactérias.

• Inibição da síntese de ácidos nucléicos


 interferência nos processos de replicação e transcrição do
DNA dos MO (baixo grau de toxicidade seletiva).

• Inibição da síntese de metabólitos essenciais


 Um tipo de sulfa, p.e., compete com o PABA (ácido
paraminobenzóico), um substrato para a síntese do ácido
fólico (vitamina que atua como co-enzima para a síntese de
aminoácidos e bases dos ácidos nucléicos).

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Ação de peptídio antimicrobianos catiônicos em S. aureus

membrane cracks,
leakage of cytoplasmic contents, membrane
potential disruption, and eventually the
disintegration of the membrane
(Pouny et al., 1992)

Midorikawa et al., 2003

Ação da polimixina na membrana citoplasmática

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Inibição da síntese protéica por antibióticos.

Ácido para-aminobenzóico

Mecanismo de ação da maioria dos agentes quimioterápicos


antimicrobianos.
THF = tetraidrofolato, DHF = diidrofolato, PABA = ácido paraminobenzóico.

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Espectro de ação do antibiótico


amplo espectro: que atua tanto em Gram + como em Gram -
pequeno espectro (ou espectro estreito): atua em um único grupo.

Espectro de ação antimicrobiano de uma seleção de agentes


quimioterápicos.

Agentes antimicrobianos utilizados in vivo

Drogas sintéticas
• Análogos de fatores de crescimento:
sulfas, isoniazida.

 Sulfonamidas ou Sulfas: sulfanilamida,


análogo ao ácido p-aminobenzóico, um
componente do ácido fólico.

 Isoniazida: análogo da nicotinamida, tem


espectro de ação estreito, eficaz apenas contra
Mycobacterium tuberculosis, interferindo na
síntese do ácido micólico (componente
específico da parede das micobactérias).

• Quinolonas: classe de drogas sintéticas que interage com a DNA girase bacteriana,
impedindo o superenovelamento do DNA bacteriano. Amplo espectro. Quinolona
protótipo é o ácido nalidíxico. Fluoroquinonas são utilizadas em avícolas, na prevenção
de doenças respiratórias.

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Agentes antimicrobianos utilizados in vivo


Drogas naturais – antibióticos
• Antibióticos produzidos por procariotos: aminoglicosídeos, macrolídeos
e tetraciclinas.
• inibidores da síntese protéica.

• Aminoglicosídeos: contêm aminoaçúcares unidos entre si por ligações


glicosídicas.
• ex.: estreptomicina, kanamicina, gentamicina, neomicina.
•empregados contra as Gram-negativas, hoje são considerados
antibióticos-reserva.
• correspondem a apenas 3% do total de antibióticos produzidos no
mundo.

• Macrolídeos: o mais conhecido é a eritromicina, útil no tratamento de


legionelose (Legionella pneumophila).

• Tetraciclinas: um dos primeiros antibióticos de amplo espectro, produzidos


por Streptomyces spp.
• em alguns países é empregada como suplemento nutricional para aves
domésticas e suínos.

Agentes antimicrobianos utilizados in vivo


Drogas naturais – antibióticos
• beta-lactâmicos: penicilinas , cefalosporinas e cefamicinas.

• Modo de ação: inibem síntese completa do peptideoglicano – impedem a ligação


peptídica cruzada, ligando-se às transpeptidases, tornando a parede “fragilizada”,
além de estimular a liberação de autolisinas, que digerem a parede.

• Penicilina (Penicillium chrysogenium) e cefalosporina (Cephalosporium sp)


correspondem a mais da metade de todos os antibióticos produzidos no mundo.

• Penicilina G (composto protótipo) é ativa contra bactérias Gram-positivas. Algumas


penicilinas semi-sintéticas (com modificações na cadeia lateral) atuam contra
algumas Gram-negativas (passam pela membrana externa).

• Penicilina G é sensível à beta-lactamase –


enzima produzida por algumas bactérias
resistentes à penicilina.
• Algumas penicilinas semi-sintéticas são
resistentes à beta-lactamase.
Estrutura comum das penicilinas. Os mais de 50 tipos
de penicilina distinguem-se pela cadeia lateral.

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Tipos de resistência
aos antimicrobianos

Tipos de resistência
Resistência natural ou constitutiva ou intrínseca:
- Gene de resistência no cromossomo, característica da espécie bacteriana.
- Não apresenta o sítio-alvo ou é impermeável ao antibiótico.

Resistência adquirida: a bactéria pode se tornar resistente por


um dos três mecanismos:
Alteração do sítio-alvo,
Alteração da absorção
Inativação enzimática do antimicrobiano.

Decorrente a uma alteração genética que se expressa


bioquimicamente
- Mutações cromossômicas
- Transferência de genes através da aquisição de plasmídeos com

genes de resistência (transposons, cassetes).

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Tipos de resistência

• Adquirida
– Plasmídeos
– Transposons
– Genes cassetes
Trazem genes que expressam proteínas que irão alterar a estrutura do
sítio alvo, ou com menos afinidade pela droga

•Alteração genética
- Mutação em genes que irão resultar em proteína alterada com
baixa afinidade pela droga

Mecanismos de resistência

• Alguns plasmídeos, chamados de Fatores R, contêm genes para a


resistência a muitos antibióticos.

• Os plasmídeos, incluindo os Fatores R, podem ser transferidos a


outros organismos, sempre relacionados.

Conjugação
Transformação
Transdução

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Mecanismos de resistência em bactérias

Como uma bactéria resistente se dissemina?

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Como uma bactéria resistente se dissemina?

Bactérias resistentes
são selecionadas no
organismo ou
ambiente!!!

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Como saber se a bactéria é resistente?


Determinação da concentração inibitória mínima de um
antimicrobiano – método quantitativo

Como saber se a bactéria é resistente?


Teste de Disco Difusão – Kirby Bauer
Método qualitativo
Escala de Mc Farland

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Bibliografia

- Madigan et al., Microbiologia de Brock. São


Paulo:Prentice-Hall, 10ª ed., 2004. Capítulos
17 e 21.

- Tortora et al., Microbiologia. Porto Alegre;


ArtMed, 8ª ed., 2005. Capítulos 7, 15 e 20.

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