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INTRODUÇÃO

No inicio não havia nada. Porém com o passar dos anos e com a necessidade e o
surgimento de enfermidades que afetavam e ainda afetam milhares de pessoas, novas políticas
de saúde foram desenvolvidas, e atualmente, qualquer cidadão tem por direito garantido na
Constituição Federal acesso gratuito à saúde. No Brasil é recente a preocupação dos
medicamentos como fundamentais no processo de promoção da saúde, refletindo na qualidade
de vida da população.

A American Pharmaceutical Association descreve a missão da farmácia, de modo a


servir á sociedade, como "a profissão responsável pelo uso adequado de medicamentos,
dispositivos e serviços, com a finalidade de alcançar resultados terapêuticos ideais".

A missão da saúde pública é definida adicionalmente como sendo dirigida a quatro


frentes: otimizar o fornecimento de serviços de saúde pública, proteger a comunidade contra
os riscos ambientais, auxiliar e reforçar o sistema de fornecedores de cuidados de saúde
pública, bem como auxiliar as pessoas a alcançar o estado de saúde ótima através da
promoção dos princípios de auto-ajuda médica.

Não é possível imaginar a consolidação do SUS, cujos princípios básicos são a


universalidade, a equidade e a integralidade, sem que os medicamentos se encontrem
acessíveis a todos os indivíduos. Os farmacêuticos estão em uma posição única para promover
a saúde pública, por causa do seu acesso e capacidade de comunicação.

Neste trabalho consta um breve histórico da saúde pública no mundo e no Brasil, o


papel do farmacêutico dentro desse contexto histórico, definição e funções da UBS,
especificamente a estrutura física da UBS Maria Leonor Brilhante, que é composta de
recepção, salas de preparo, vacinas, curativo, enfermagem, consultórios médicos, farmácia e
etc. Juntamente com os programas que atendem a população, e como carro forte o Programa
Hiperdia, que atende os pacientes com Diabetes e Hipertensão, seguido dos Programas de
Controle da Tuberculose, Hanseníase e Combate a Raiva.
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1 CONTEXTO HISTÓRICO DA SAÚDE PÚBLICA

1. 1 O farmacêutico e a Saúde Pública

A saúde pública constitui um esforço da sociedade para proteger, promover e


restaurar a saúde do público. É uma combinação das ciências, capacidades e crenças
direcionadas á prevenção, manutenção e melhoria da saúde de todas as pessoas através de
ações coletivas ou sociais. Os programas, serviços e instituições envolvidos enfatizam a
prevenção da doença e as necessidades de saúde da população como um todo.

As atividades de saúde pública modificam-se com a tecnologia e os valores sociais


mutáveis, mas os objetivos permanecem idênticos: reduzir a quantidade de doença, a morte
prematura bem como o desconforto e incapacidade produzidos pela doença na população.
Desta maneira, a saúde pública é uma instituição social, uma disciplina e uma prática. O
Institute of Medicine define a missão da saúde pública como o preenchimento do interesse da
sociedade na garantia de condições em que as pessoas podem ser saudáveis.

Desde os anos 70 do século XX, surgiram novas questões de saúde pública, as quais
englobam os surtos de doenças infecciosas, como a AIDS; o acesso a cuidados de saúde de
qualidade para todos; os problemas ambientais, como a exposição e descarte de substâncias
químicas e resíduos tóxicos, resíduos nucleares, assim como fumaça e poluição do ar; e os
problemas sociais, tais como a necessidade de cuidar da crescente população de idosos,
gravidez em adolescentes e vícios em drogas. A saúde do público foi e continua a ser
influenciada pelas politicas governamentais; recentes discussões exigiram a reforma global do
sistema de cuidados de saúde. Durante os últimos 50 anos, a infraestrutura de saúde pública
expandiu-se, para incluir tudo, desde a segurança do trabalho até a proteção ambiental.

Durante as últimas décadas, como os tradicionais serviços agudos de cuidados de


saúde tiveram efeito limitado sobre a melhoria do estado de saúde nacional geral, os
profissionais de saúde estão atualmente iniciando estratégias de promoção da saúde e
prevenção da doença (sanidade) em suas práticas. Os farmacêuticos, com a nova ênfase sobre
o paciente, foram estimulados a usar estratégias de cuidados farmacêuticos, para manter a
saúde dos pacientes aos quais servem. A prevenção é um componente importante desta
filosofia. Os farmacêuticos estão em uma posição única para promover a saúde pública, por
causa do seu acesso e capacidade de comunicação- eles contribuem, de acordo com as
recentes pesquisas do Gallup, a profissão de maior confiabilidade.
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O primeiro grupo de alvos de saúde nacional foi publicado, em 1979, como Healthy
People: The Surgeon General's Report on Health Promotion and Disease Prevention. Os
relatos do Departamento of Health na Human Services (DHHS) Healthy People 1990 e
Healthy People 2000 colocam forte ênfase sobre os programas abrangentes de prevenção
baseados no consultório, comunidade ou população. Estes relatos servem como um
fundamento á melhoria da saúde das pessoas nos Estados Unidos. Várias organizações
farmacêuticas nacionais e a liderança de farmácia do US Public Health Service subeteram
novos objetivos á consideração no desenvolvimento do relato Healthy People 2010, liberado
em Janeiro de 2000.

Objetivos Orientados para a Farmácia no Healthy People 2010


1. Reduzir em 50% as internações em hospitais de emergência de curta permanência devido a
problemas de controle da terapia medicamentosa
2. Aumentar em 75% a proporção de benefícios para os pacientes diabéticos que recebem
serviços preventivos e educacionais apropriados.
3. Aumentar para 25% a proporção de farmácias que fornecem a administração de vacinas
para a influenza e pneumococos para adultos.
4. Aumentar o número de farmacêuticos que fornecem aconselhamento sobre a cessação do
tabaco, apoio e referências destinadas a fumantes para 90%.
5. Abuso de drogas: acrescentar os medicamentos prescritos ao álcool outras substancias que
contribuem para o vicio com drogas.
6. Aumentar o número de farmácias que oferecem aconselhamento ao paciente sobre o
diabetes e outras doenças crônicas.
7. Reduzir em 50% o número de séries de antibióticos prescritos para o resfriado comum por
população.
8. Aumentar o número de programas de treinamento acadêmico, médico, enfermagem, saúde
pública, farmácia, odontologia e profissionais de saúde correlatos que inclua uma unidade
sobre a prevenção e controle das doenças infecciosas emergentes, re-emergentes e resistentes
aos medicamentos.
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Os farmacêuticos, nos ambientes de cuidados primários, tem frequente oportunidade


de rastrear muitas afecções, como educar os pacientes e estimulá-los a tentar modificar seus
comportamentos de saúde. A missão da saúde pública é definida adicionalmente como sendo
dirigida e quatro frentes: otimizar o fornecimento de serviços de saúde pública, proteger a
comunidade contra os riscos ambientais, auxiliar e reforçar o sistema de fornecedores de
cuidados de saúde pública, bem como auxiliar as pessoas a alcançar o estado de saúde ótima
através da promoção dos princípios de auto-ajuda médica.

A declaração da política de 1981 da American Public Health Association focalizou o


papel do farmacêutico na saúde pública bem como a importância e a necessidade do maior
envolvimento dos farmacêuticos nos ambientes de saúde pública. E ainda afirma o problema -
aproveitamento deficiente - a necessidade de maximizar o aproveitamento dos profissionais e
instalações de cuidados de saúde existentes; e fornece posições e recomendações – identifica
as funções atuais e futuras para os farmacêuticos na saúde pública, fornece as informações
básicas essenciais sobre estas funções e descreve os meios de implementar ou maximizar tais
funções.

Em programas gerais e individuais de prevenção de doença e promoção da saúde, as


atividades de saúde pública do farmacêutico podem incluir os cuidados primários, referência,
educação de saúde, informação medicamentosa, toxicologia e planejamento de saúde. Os
farmacêuticos devem considerar o maior envolvimento nos programas de imunização,
educação e monitoração do vício e drogas, educação sobre doenças sexualmente
transmissíveis, planejamento familiar, fluoretação, prevenção contra intoxicações, proteção
ambiental, segurança ocupacional, revisão com os colegas e coleta de dados de saúde.

Os educadores de farmácia devem desenvolver profissionais comunitários que


possam fazer a interligação entre a profissão farmácia e as repartições de planejamento de
saúde comunitária. Atualmente, estes farmacêuticos frequentemente realizam atividades de
prevenção da doença e promoção saúde, como fornecer aconselhamento medicamentoso e
nutricional, rastrear hipertensão e diabete, empreender programas de controle de peso,
fornecer aconselhamento sobre o uso adequado dos medicamentos prescritos e/ou de venda
livre, referir os pacientes para profissionais de saúde específicos e obter a história
medicamentosa e clínica.
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1. 2 Saúde Pública no Mundo

As primeiras organizações de saúde pública nos Estados Unidos foram desenvolvidas


no final do século XVIII, em cidades portuárias ao longo da costa leste, em grande parte e
resposta ás ameaças provenientes de doença infecciosa, como a epidemia da febre amarela em
1793, na Filadélfia. Em torno da metade do século XIX, os reformistas defendiam que se
continuasse a coleta das estatísticas vitais, registros de nascimento/morte e dados mais
abrangentes sobre a saúde da população, principalmente sobre os surtos das doenças
transmissíveis.

Antes da Segunda Guerra Mundial, os programas tradicionais consistiam na massa


do trabalho de saúde pública, tratamento dos resíduos sanitários, fornecimento de água
potável, controle das doenças transmissíveis e o cuidado de mães e crianças. A educação de
saúde constituía a principal arma de ataque. Entretanto, isso modificou-se com o advento dos
antibióticos e a expansão das vacinas, os quais reduziram os riscos de infecções.

Quando as doenças crônicas começaram a assumir um papel importante na


morbilidade e mortalidade, o cuidado hospitalar substituiu o domiciliar. Alterações
comparáveis na saúde pública sofreram uma aceleração, á medida que os recursos federais
aumentaram; os departamentos de saúde forneceram crescente quantidade de cuidados diretos
para o paciente nas clínicas e em casas. Os recursos obtidos nos níveis nacional e estadual
reverteram um pouco esta tendência, mas se continuou a apontar para o surgimento de um
serviço de cuidados médicos organizado, com ênfase em manter as pessoas em bom estado,
precursor de um serviço de saúde nacional.

No início dos anos 90 do século XX, os problemas econômicos do mundo,


juntamente com o nacionalismo do Mundo Novo após a queda da União Soviética, criaram
um enorme problema mundial de saúde pública, a qual constitui importante encruzilhada por
causa da convergência dos problemas ligados aos fatores sociais e biológicos, problemas
comunitários e individuais, bem como amplas questões de politica econômica e social.

Uma revisão da literatura de saúde pública demonstra as principais preocupações dos


anos 90 do século XX:

 Ampla gama de estudos epidemiológicos e bioestatística – infecção pelo HIV e AIDS


em crianças;
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 Hantavírus como agente etiológico da febre hemorrágica com síndrome renal;

 Apropriada quantidade de atividade física para a boa saúde e dieta, hormônios e


câncer;

 Saúde ambiental e ocupacional – efeitos sobre a saúde decorrente da radiação


ionizante de baixo nível, preocupações de saúde ocupacional nos bombeiros, efeitos adversos
potenciais sobre a saúde em virtude dos campos magnéticos de frequência extremamente
baixas das linhas de transmissão de energia, teste de substâncias nos locais de trabalho e
subprodutos tóxicos no mundo moderno, onde os dejetos perigosos são gerados pela indústria
a cada nova descoberta;

 Prática de saúde pública – imunização global, erradicação da pólio no hemisfério


ocidental, questão de saúde para os estudantes universitários, mortalidade dos lactentes dos
índios norte-americanos, prática de saúde pública do controle do fumo e as lições aprendidas,
a epidemiologia mutável da morbilidade e mortalidade da asa, uso e custo-eficiência da
mamografia;

 Aspectos comportamentais da saúde-depressão e saúde pública, desafios da pobreza e


da diversidade cultural para a promoção da saúde entre os desprovidos de assistência médica,
fumo na gravidez e transmissão heterossexual do HIV;

 Serviços de saúde-cirurgia desnecessária, baixa cobertura de imunização pré-escolar,


implicações de acesso e custo das limitações estaduais sobre o reembolso do Medicaid para
produtos farmacêuticos, contenção de custos enquanto melhora a qualidade dos cuidados, o
hiato do seguro, benefícios de saúde para os aposentados, serviços médicos de emergência,
uso impróprio de antibióticos, envelhecimento e sistemas de saúde nacionais por todo o
mundo.

1. 3 Saúde Pública no Brasil

A saúde no Brasil praticamente inexistiu nos tempos de colônia. O modelo


exploratório nem pensava nessas coisas. O pajé, com suas ervas e cantos, e os boticários, que
viajavam pelo Brasil Colônia, eram as únicas formas de assistência á saúde. Para se ter uma
idéia, e 1789, havia no Rio de Janeiro, apenas quatro médicos.
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Com a chegada da Família Real Portuguesa em 1808, as necessidades de corte


forçaram a criação das duas primeiras escolas de medicina do país: o Colégio Médico-
Cirúrgico no Real Hospital Militar da Cidade de Salvador e a Escola de Cirurgia do Rio de
Janeiro. E foram essas as únicas medidas governamentais até a República.

Foi no primeiro governo de Rodrigues Alves (1902-1906) que houve a primeira


medida sanitarista no país. O Rio de Janeiro não tinha nenhum saneamento básico e, assim,
várias doenças graves como varíola, malária, febre amarela e até a peste espalhavam-se
facilmente. O presidente então nomeou o médico Oswaldo Cruz para dar um jeito no
problema. Numa ação policialesca, o sanitarista convocou 1.500 pessoas para ações que
invadiam as casas, queimavam roupas e colchoes. Sem nenhum tipo de ação educativa, a
população foi ficando cada vez mais indignada. E o auge do conflito foi a instituição de uma
vacinação anti-varíola. A população saiu ás ruas e iniciou a Revolta da Vacina. Oswaldo Cruz
acabou afastado.

Apesar do fim conflituoso, o sanitarista conseguiu resolver parte dos problemas e


colher muitas informações que ajudaram seu sucessor, Carlos Chagas, a estruturar uma
campanha rotineira de ação e educação sanitária. Durante a transição democrática, finalmente
a saúde pública passa a ter uma fiscalização da sociedade. Em 1981, ainda sob a égide dos
militares, é criado o Conselho Consultivo de Administração da Saúde Previdenciária
(Conasp). Com o fim do regime militar, surge outros órgãos que incluem a participação da
sociedade civil como o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e o
Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems). Os constituintes da
transição democrática começaram a criar um novo sistema de saúde, que mudou os
parâmetros da saúde pública no Brasil, o Sistema Único de Saúde – SUS.

Nas últimas décadas, os avanços na saúde pública no Brasil foram significativos,


principalmente no tocante aos progressos tecnológicos da indústria farmacêutica,
proporcionando medicamentos cada vez mais eficazes e seguros. A utilização de
medicamentos tornou-se prática indispensável na contribuição para o aumento da qualidade e
da expectativa de vida da população.

Assim, garantir o acesso aos medicamentos considerados essenciais e, ainda, o seu


uso racional são alguns dos aspectos que contribuem para a valorização e o aperfeiçoamento
dos serviços de assistência farmacêutica como estratégia peculiar da atenção básica de saúde.
Da mesma maneira, percebe-se que o abastecimento satisfatório de medicamentos indica
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qualidade e efetividade nos serviços de saúde, evitando a desmotivação dos profissionais e o


descontentamento da sociedade.

Buscando essas realizações o setor farmacêutico brasileiro tem passado por


importantes transformações, nos últimos quarenta anos, destacando-se entre elas a criação da
Central de Medicamentos (CEME), a regulamentação do Sistema Único de Saúde (SUS), a
aprovação da Politica Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a Lei dos Genéricos, e
mais recentemente, a realização da Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência
Farmacêutica, a criação do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos
(DAF), e a aprovação da Politica Nacional de Assistência Farmacêutica (Pnaf).

Com a Constituição Federal em 1988, e a consequente criação do SUS, a saúde


passou a ser um direito do cidadão e um dever do Estado, devendo o último a garantir a
população, através de politicas sociais e econômicas, o pleno acesso universal e equitativo ás
ações e serviços de saúde.

1. 4 Assistência Farmacêutica no SUS

Diante da preocupação da Politica Nacional de Medicamento (PNM) com a


reorientação da assistência farmacêutica é válido destacar como este serviço encontra-se
atualmente organizado no âmbito do SUS. Segundo a PNM Assistência Farmacêutica é
definida como: "Grupo de atividades relacionadas com o medicamento, destinadas a apoiar as
ações de saúde demandadas por uma comunidade. Envolve o abastecimento de medicamentos
em todas e em cada uma de suas etapas constitutivas, a conservação e controle de qualidade, a
segurança e a eficácia terapêutica dos medicamentos, o acompanhamento e a avaliação da
utilização, a obtenção e a difusão de informação sobre medicamentos e a educação
permanente dos profissionais de saúde, do paciente e da comunidade para assegurar o uso
racional de medicamentos".

Quando analisamos essa descrição sobre o que seria Assistência Farmacêutica,


percebemos que sua correta aplicação contribuiria efetivamente nas ações do SUS. Todavia, é
importante ressaltar, que na área da Assistência Farmacêutica, que o SUS se depara com as
maiores dificuldades, e onde ficam mais evidentes as distorções e problemas que são gerados
pelas grandes desigualdades sociais e econômicas ainda existentes no país e que determina
restrições ao pleno acesso aos medicamentos pela população. Dessa forma, a desarticulação
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da Assistência Farmacêutica, no Brasil, conduz a um grave cenário de comprometimento da


qualidade de vida do cidadão.

Na tentativa de organizar um processo coletivo que permita a estruturação e a


consolidação da assistência Farmacêutica, o estabelecimento de uma gerência efetiva na
execução dessas atividades assume um papel prioritário, apresentando como resultado a
disponibilidade de medicamentos de qualidade e uma melhor utilização dos recursos públicos.

Para a efetiva implementação da Assistência Farmacêutica é fundamental ter como


princípio básico norteador o Ciclo da Assistência Farmacêutica, que é um sistema constituído
pelas etapas de seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição e dispensação,
com suas interfaces nas ações da atenção em saúde. Entretanto, não é possível considerar que
se está oferecendo atenção integral à saúde quando a Assistência Farmacêutica é reduzida à
logística de medicamentos.

Nota-se, portanto, que para o eficiente desenvolvimento da Assistência


Farmacêutica, permitindo valorizar as ações e os serviços de saúde, há algumas necessidades:
trabalhadores qualificados, selecionar os medicamentos mais seguros eficazes e custo-
efetivos, programar adequadamente as aquisições, adquirir a quantidade certa e no momento
oportuno, armazenar, distribuir e transportar adequadamente para garantir a manutenção da
qualidade do produto farmacêutico; gerenciar os estoques, disponibilizar protocolos e
diretrizes de tratamento, além de formulário terapêutico; prescrever racionalmente, dispensar
(ou seja, entregar o medicamento ao usuário com orientação de uso); monitorar o surgimento
de reações adversas, entre tantas outras ações.

Visto que Assistência Farmacêutica constitui parte fundamental dos serviços de


atenção à saúde do cidadão, compreendida através de um conjunto de atividades relacionadas
ao medicamento e que deve ser realizada de forma sistêmica, tendo, como beneficio maior, o
paciente, é importante lembrar que esta atividade é de caráter multiprofissional, não sendo
privada ao profissional farmacêutico, pois representa a união entre as tecnologias de gestão e
de uso de medicamentos.
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2. DEFINIÇÃO E FUNÇÕES DA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE

Por definição é uma Unidade Básica de Saúde, onde realizam a atenção de uma
população específica que está em um território definido. Assumem, portanto, a
responsabilidade sanitária e o cuidado destas pessoas, e trabalham considerando a
dinamicidade existente no território em que vivem essas populações.

As equipes utilizam tecnologias de cuidado complexas e de baixa densidade (ou seja,


mais conhecimento e pouco equipamento), que devem auxiliar no manejo das demandas e
necessidades de saúde de maior frequência e relevância em seu território. Observam critérios
de risco, vulnerabilidades, resiliência e o imperativo ético de que se deve acolher toda e
qualquer demanda, necessidade de saúde ou sofrimento.

A atenção básica deve ser o contato preferencial dos usuários com o Sistema Único
de Saúde, uma vez que é a principal porta de entrada das redes de atenção à saúde. Orienta-se
pelos princípios da universalidade, da acessibilidade, do vínculo, da continuidade do cuidado,
da integralidade da atenção, da responsabilização, da humanização, da equidade e da
participação social.

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) são a porta de entrada preferencial do Sistema


Único de Saúde (SUS). O objetivo desses postos é atender até 80% dos problemas de saúde
da população, sem que haja a necessidade de encaminhamento para hospitais.

Até setembro de 2011, o país contava com 38 mil UBSs. Nelas, os usuários do SUS
podem realizar consultas médicas, curativos, tratamento odontológico, tomar vacinas e coletar
exames laboratoriais. Além disso, há fornecimento de medicação básica e também
encaminhamentos para especialidades dependendo do que o paciente apresentar.

A expansão das Unidades Básicas de Saúde tem o objetivo de descentralizar o


atendimento, dar proximidade à população ao acesso aos serviços de saúde e desafogar os
hospitais.

3. UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE MARIA LEONOR BRILHANTE

Fundada em 22 de Dezembro de 2005, a UBS Maria Leonor Brilhante, tem este


nome em homenagem a Enfermeira Maria Leonor Brilhante, está situada na Avenida Autaz
Mirim, S/N (próximo à entrada do Mutirão), Tancredo Neves, Manaus-AM. Funciona de
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07:00 horas da manhã até as 21:00 horas, de segunda-feira à sexta-feira e aos sábados de
08:00 horas da manhã até 12:00 horas.

Entrada da UBS Maria Leonor Brilhante

3. 1 Setores de atendimento da UBS Maria Leonor Brilhante

É composta por Recepção, SISREG (Sistema de Regulação), Sala de Preparo, Sala


de Curativo e Nebulização, Sala de Vacina, Sala de Ações em Saúde, Sala de Enfermagem,
Almoxarifado, Cozinha, Consultório Pediátrico, Consultório Ginecológico, Consultório
Odontológico, Depósito da Farmácia, Farmácia, Laboratório, Auditório, Secretaria e
Diretoria. No entanto, apenas alguns setores estão detalhados abaixo:

3. 1. 1 Recepção

É neste local, onde a comunidade tem o primeiro contato com os serviços da UBS.
Desenvolve atividades de cadastro do paciente, informações sobre os outros setores, onde
ficam armazenados todos os prontuários, pois todas as vezes que o paciente precisa de
atendimento este utiliza o mesmo prontuário.

Os deveres atribuídos à recepção se compõem por telefonemas, roteamento de


chamadas, encaminhamento de mensagens, saudações aos pacientes e visitantes, cuidados aos
documentos e agendamento de consultas. Os membros da equipe também fazem chamadas de
saída a fim de lembrar os pacientes das próximas consultas. De modo geral, os funcionários
trabalham para manter o bom funcionamento da UBS de forma eficiente, deixando tudo
organizado e manipulando as transações e documentos de uma maneira adequada.
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Os recepcionistas são responsáveis pela atualização e arquivamento dos


prontuários médicos e, por conta disso, é necessário que tenham uma compreensão geral da
terminologia e dos processos médicos.

3. 1. 2 Sistema de Regulação (SISREG)

O SISREG é um Sistema on-line desenvolvido pelo DATASUS – Departamento de


Informática do SUS/MS passou a integrar com o Cartão Nacional de Saúde (CADWEB 4.5)
higienizado, através de um serviço que faz parte do projeto Barramento SOA-SUS. Esta
integração visa agilizar e garantir qualidade ao processo de regulação nacional, dando assim
uma maior credibilidade aos dados dos pacientes atendidos.

O sistema funciona com navegadores (Internet Explorer, Mozila Firefox, etc.)


instalados em computadores conectados à internet. Esse software é disponibilizado pelo
Ministério da Saúde para o gerenciamento de todo Complexo Regulatório, indo da rede básica
à internação hospitalar, visando à humanização dos serviços, maior controle do fluxo e a
otimização na utilização dos recursos, além de integrar a regulação com as áreas de avaliação,
controle e auditoria.

É também disponibilizado um espaço on-line denominado ambiente de treinamento


para que gestores estaduais, municipais, profissionais de saúde e profissionais de informática
para que naveguem e conheçam o escopo de funcionalidades que permite compor uma central
de regulação de maneira rápida e prática.

Para ter acesso ao sistema é necessário ter realizado o treinamento e encaminhar um


ofício para CGRA - Coordenação Geral de Regulação e Avaliação, solicitando acesso.

Atualmente o sistema atua em 1600 municípios em todo o Brasil com 204 centrais de
regulação ambulatorial e 19 centrais de regulação hospitalar.

3. 1. 3 Sala de Preparo

Como o próprio nome já sugere, é a sala destinada à preparação de todos os pacientes


prioritários (idosos, gestantes, pacientes com necessidades especiais e crianças). Neste local é
realizado agendamentos de consultas e retornos aos médicos e enfermeiros, aferição de
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pressão arterial, medição de altura e peso. Todos os pacientes quando chegam nesta sala
passam por esses procedimentos, com exceção das crianças que não fazem aferição de pressão
arterial.

Paciente sendo atendida para


agendamento de consulta.

3. 1. 4 Sala de Curativo

Área destinada ao tratamento de lesões, Um dos principais procedimentos realizados


pela equipe de enfermagem, ao termos a classificação de feridas podemos elencar curativos de
1º e 2º grau, a princípio esta correta seleção parece que não irá influenciar em nada além do
correto preenchimento do prontuário do cliente, classificação essa que muitas vezes nem é
realizada. É muito comum encontrar somente o termo “curativo” nos prontuários sem nem ao
menos conter a discrição do procedimento realizado.

Tendo como base a classificação encontramos as seguintes definições:


Curativo grau I com ou sem debridamento - tratamento de lesão aberta, caracterizada por
pequena área de tecido afetado nos aspectos de extensão, profundidade e exsudato (grau I),
com a finalidade de promover cicatrização, evitar contaminação e/ou tratar infecção realizado
em serviços de saúde e no ambiente domiciliar.

Curativo grau II com ou sem debridamento - tratamento de lesão aberta, em que há


grande área de tecido afetado nos aspectos de extensão, profundidade e exsudato (grau II),
com a finalidade de promover cicatrização, evitar contaminação e/ou tratar infecção.
Necessitando de cuidados mais complexos.
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3. 1. 5 Sala de Vacina

A vacinação é uma das medidas mais importantes de prevenção contra doenças. É


muito melhor e mais fácil prevenir uma doença do que tratá-la, e é isso que as vacinas fazem.
Elas protegem o corpo humano contra os vírus e bactérias que provocam vários tipos de
doenças graves, que podem afetar seriamente a saúde das pessoas e inclusive levá-las à morte.

A vacinação não apenas protege aqueles que recebem a vacina, mas também ajuda a
comunidade como um todo. Quanto mais pessoas de uma comunidade ficarem protegidas,
menor é a chance de qualquer uma delas – vacinada ou não – ficar doente. Além disso,
algumas doenças preveníveis por vacina podem ser erradicadas por completo, não causando
mais doença em nenhum local do mundo. Até hoje, a varíola é a única já erradicada
mundialmente. O último registro da doença no mundo é de 1977.

No Brasil, o Ministério da Saúde oferece gratuitamente um grande número de


vacinas contra diversas doenças graves. Todos devem estar atentos ao calendário básico de
vacinação, devem levar seus filhos e estimular os parentes a irem aos postos de saúde para
serem vacinados nas idades recomendadas.

Paciente sendo vacinado

É importante destacar que as vacinas não são necessárias apenas na infância. Os


idosos precisam se proteger contra gripe, pneumonia e tétano, e as mulheres em idade fértil
devem tomar vacinas contra rubéola e tétano, que, se ocorrerem enquanto elas estiverem
grávidas (rubéola) ou logo após o parto (tétano), podem causar doenças graves ou até a morte
de seus bebês. Os profissionais de saúde, as pessoas que viajam muito e outros grupos de
pessoas, com características específicas, também têm recomendações para tomarem certas
vacinas.
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As vacinas podem ser aplicadas por meio de injeção ou por via oral (pela boca).
Quando a pessoa é vacinada, seu corpo detecta a substância da vacina e produz uma defesa, os
anticorpos. Esses anticorpos permanecem no organismo e evitam que a doença ocorra no
futuro. Isso se chama imunidade.

Vacina para Crianças

BCG - Vacina contra Tuberculose: BCG, obtida a partir de bactéria viva atenuada, é
aplicada por via intradérmica (injeção sob a pele) de preferência no braço direito. É necessária
somente uma dose da vacina e o Ministério da Saúde recomenda uma dose de reforço de seis
a dez anos. É preciso tomar após o nascimento, na maternidade, em apenas uma dose. Os
benefícios da vacina são: Proteção contra as formas graves da tuberculose, doença contagiosa,
produzida por bactéria que atinge principalmente os pulmões e que, se não tratada, pode
provocar sérios problemas respiratórios, emagrecimento, fraqueza e até levar à morte.

VOP - Vacina contra Poliomielite ou Paralisia Infantil: VOP, produzida a partir de


polivírus vivo atenuado. Por via oral. É aplicada em três doses, com intervalo de sessenta dias
entre cada dose. Cada dose corresponde a duas gotas. Todas as crianças menores de cinco
anos, a partir de dois meses de idade devem ser vacinadas. É preciso tomar aos dois, quatro e
seis meses de idade, com reforço aos quinze meses. No Brasil, além disso, todas as crianças
menores de cinco anos de idade devem receber a vacina nos dias de Campanha Nacional de
Vacinação contra a Poliomielite, independentemente de já estarem com suas vacinas em dia.
Os benefícios são proteção contra a poliomielite ou paralisia infantil, doença contagiosa,
provocada por vírus e caracterizada por paralisia súbita geralmente nas pernas. A transmissão
ocorre pelo contato direto com pessoas ou contato com fezes de pessoas contaminadas, ou
ainda contato com água e alimentos contaminados.

Difteria, Tétano, Coqueluche e Meningite causada por Haemophilus (vacina


tetravalente): Combinação da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP), feita com
bactérias mortas e produtos de bactérias (toxinas), com a vacina contra Haemophilus
Influenzae tipo b (Hib), produzida com substâncias da parede da bactéria. É aplicada por
injeção via intramuscular no vasto lateral da coxa (em crianças com menos de dois anos) ou
na parte superior do braço – músculo deltóide (em crianças com mais de dois anos). Em três
doses, com intervalo de sessenta dias entre cada uma. Todas as crianças devem tomar, aos
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dois, quatro e seis meses. Aos quinze meses, é necessária uma dose de reforço só com a DTP.
A criança deverá receber ainda uma outra dose aos dez ou onze anos com a vacina dupla
adulto (difteria e tétano). A difteria é causada por um bacilo, produtor de uma toxina
(substância tóxica) que atinge as amídalas, a faringe, o nariz e a pele, onde provoca placas
branco-acinzentadas. É transmitida, por meio de tosse ou espirro, de uma pessoa contaminada
para outra.

Sarampo, Rubéola e Caxumba (Tríplice Viral - SRC): a vacina é a combinação de


vírus vivos atenuados. Aplicada por injeção via subcutânea (sob a pele). Deve ser aplicada na
parte superior do braço – músculo deltóide. É necessária somente uma dose da vacina. Todas
as crianças devem tomar aos doze meses de idade e nos momentos em que ocorrerem as
campanhas de seguimento para vacinação contra o sarampo. O sarampo é uma doença muito
contagiosa, causada por um vírus que provoca febre alta, tosse, coriza e manchas
avermelhadas pelo corpo. É transmitida de pessoa a pessoa por tosse, espirro ou fala
especialmente em ambientes fechados. Facilita o aparecimento de doenças como a pneumonia
e diarréias e pode levar à morte, principalmente em crianças pequenas.

Hepatite B: é obtida por técnicas de engenharia genética, a partir de componentes do


vírus da Hepatite B. É aplicada por injeção via intramuscular no vasto lateral da coxa (em
crianças com menos de dois anos) ou na parte superior do braço – músculo deltóide (em
crianças com mais de dois anos). São necessárias três doses da vacina: a primeira logo após o
nascimento, a segunda trinta dias após a primeira, a terceira seis meses após a primeira. Todas
as crianças devem tomar a primeira dose, ainda na maternidade. A segunda dose, com um mês
de idade. A terceira dose, com seis meses. Entre os benefícios estão, proteção contra Hepatite
B, doença causada por um vírus e que provoca mal-estar, febre baixa, dor de cabeça, fadiga,
dor abdominal, náuseas, vômitos e aversão a alguns alimentos. O doente fica com a pele
amarelada. A Hepatite B é grave, porque pode levar a uma infecção crônica (permanente) do
fígado e, na idade adulta, levar ao câncer de fígado.

Febre Amarela: Constituída de vírus vivos atenuados e aplicada por injeção via
subcutânea (sob a pele) na parte superior do braço – músculo deltóide. Uma dose, com reforço
a cada dez anos. Devem tomar as crianças, a partir dos seis meses de idade, em regiões
endêmicas (onde há casos da doença em humanos). Devem tomar também as crianças de seis
ou as de nove meses, dependendo da região. Os adultos podem tomar em qualquer idade. A
vacina protege o organismo por apenas dez anos. Portanto, é necessário tomar uma nova dose
22

da vacina a cada dez anos. É Proteção contra a febre amarela, doença infecciosa, causada por
um vírus transmitido por vários tipos de mosquito. O Aedes aegypti pode transmitir a febre
amarela, causando a febre amarela urbana, o que, desde 1942, não ocorre no Brasil. A forma
da doença que ocorre no Brasil é a febre amarela silvestre, que é transmitida pelos mosquitos
Haemagogus e o Sabethes, em regiões fora das cidades. É uma doença grave, que se
caracteriza por febre repentina, calafrios, dor de cabeça, náuseas e leva a sangramento no
fígado, no cérebro e nos rins, podendo, em muitos casos, causar a morte.

Vacinas para Adolescentes

Difteria e Tétano (dupla adulto- dT), Febre Amarela, Hepatite B, Sarampo e Rubéola
(dupla viral - SR).

Vacinas para Homens

Difteria e Tétano (dupla adulto – dT), Febre Amarela, Sarampo e Rubéola (dupla
viral - SR).

Vacinas para Mulheres Grávidas

Difteria e Tétano (dupla adulto – dT).

Vacinas para Mulheres não – Grávidas

Sarampo e Rubéola (dupla viral – SR), Difteria e Tétano – (dupla adulto – dT), Febre
Amarela.

Vacinas para Idosos

Gripe (Influenza), Pneumonia (pneumococo), Difteria e Tétano (dupla adulto – dT).


23

3. 1. 6 Ações em Saúde

Sala exclusiva para atendimento dos programas antirrábico, tuberculose, hanseníase.


Aqui também é realizado teste glicêmico, para quem deseja saber a quantidade de açúcar
presente no sangue, tendo prioridade para os diabéticos. Ao fim de cada mês é feito a
estatística de todos os programas e estes dados são repassados á diretora da UBS, que
encaminha para a Comissão de Saúde do Estado.

Sala de atendimento de Ação em Saúde.

3. 1. 7 Sala de Enfermagem

No âmbito do SUS, o processo de trabalho dos enfermeiros caracteriza-se pelo


desenvolvimento de ações que apresentam maior proximidade com os usuários e,
normalmente, representam o maior quantitativo de profissionais dentro das instituições, o que
tem trazido à inserção da profissão na atenção pública à saúde grande visibilidade importância
social e política. Destaca-se ainda como característica do processo de trabalho dos
enfermeiros no contexto nacional atual a frequente assunção de cargos de direção e de
gerência nas instituições de saúde, em diferentes níveis governamentais, imprimindo
características próprias à gestão e ao desenvolvimento do sistema de saúde brasileiro.

Nesse contexto, para que os objetivos do SUS sejam atingidos, exige-se o


desenvolvimento de determinado processo de trabalho de enfermagem, que vem se
diversificando em atividades assistenciais, de gerência, de ensino e de pesquisa. Os
enfermeiros atuam na concretização dos princípios do SUS, a partir das especificidades da
24

própria profissão, com destaque para a humanização da assistência e para o trabalho


multidisciplinar.

A existência e o desenvolvimento do processo de trabalho de enfermagem


considerado profissional na rede de saúde do Brasil datam da última década do século XIX, o
que tem permitido a construção de uma memória coletiva acerca das diversas dimensões
presentes nos sistemas de saúde que o país, ao longo do tempo, elaborou e vivenciou. Essa
memória se expressa a partir das representações sociais construídas e transformadas pelos
profissionais acerca da saúde de um modo geral, do seu papel profissional e do próprio
sistema de saúde. Antes, que os pacientes passem com o médico, estes, primeiro será avaliado
pelas enfermeiras. Elas observam seu histórico, examinam e orientam.

Realizam também consulta de enfermagem, solicitam exames complementares e


prescrevem medicações, conforme protocolos ou outras normativas técnicas estabelecidas
pelo gestor municipal, observadas as disposições legais da profissão, planejam, gerenciam,
coordena e avaliam as ações desenvolvidas pelos agentes de saúde e técnicos de enfermagem,
realizam assistência domiciliar, quando necessário; enviam mensalmente ao setor competente
as informações epidemiológicas referentes às doenças/agravo na área de atuação da UBS e
analisar os dados para possíveis intervenções; orientam os auxiliares/técnicos de enfermagem,
para o acompanhamento dos casos em tratamento e/ou tratamento supervisionado, contribuem
e participam das atividades de educação permanente dos membros da equipe quanto à
prevenção, manejo do tratamento, ações de vigilância epidemiológica e controle das doenças.

3. 1. 8 Ginecologia

Em 1984, o Ministério da Saúde, atendendo às reivindicações do movimento de


mulheres, elaborou o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM),
marcando, sobretudo, uma ruptura conceitual com os princípios norteadores da política de
saúde das mulheres e os critérios para eleição de prioridades neste campo.
O PAISM incorporou como princípios e diretrizes as propostas de descentralização,
hierarquização e regionalização dos serviços, bem como a integralidade e a equidade da
atenção, num período em que, paralelamente, no âmbito do Movimento Sanitário, se concebia
o arcabouço conceitual que embasaria a formulação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Incluía ações educativas, preventivas, de diagnóstico, tratamento e recuperação, englobando a
25

assistência à mulher em clínica ginecológica, no pré-natal, parto e puerpério, no climatério,


em planejamento familiar, DST, câncer de colo de útero e de mama, além de outras
necessidades identificadas a partir do perfil populacional das mulheres.
Destacamos que o Sistema Único de Saúde tem três níveis de direção, quais sejam:
federal, estadual e municipal. Tendo o nível federal, principalmente, as atribuições de
formular, avaliar e apoiar políticas; normalizar ações; prestar cooperação técnica aos Estados,
ao Distrito Federal e municípios; e controlar, avaliar as ações e os serviços, respeitadas as
competências dos demais níveis. A direção estadual do SUS tem como principais atribuições
promover a descentralização de serviços; executar ações e procedimentos de forma
complementar aos municípios; prestar apoio técnico e financeiro aos municípios. À direção
municipal do SUS compete, principalmente, a execução, controle, avaliação das ações e
serviços das ações de saúde.

3. 1. 9 Odontologia

Os recursos são destinados à melhoria da tecnologia, estrutura e contratação de


profissionais para a promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal da população. Muito
mais que a questão estética, a ausência de dentes interfere diretamente na vida social da
pessoa, causando problemas emocionais e fisiológicos, prejudicando o funcionamento de todo
o corpo. Por isso, a recuperação da mastigação reflete diretamente na saúde, na auto-estima e
na qualidade de vida do paciente.

O consultório é equipado com cadeira odontológica, kit de pontas (motor), cadeira


do dentista (mocho), refletor, amalgamador e fotopolimerizador (equipamentos que fazem o
preparo dos produtos utilizados nas restaurações dos dentes), aparelho de raios-X e autoclave
(para esterilização dos instrumentais), com ar-condicionado, lavatório, reservatórios de água,
armários para armazenagem de material e gerador de energia.

O cirurgião-dentista foi a categoria de nível superior que mais cresceu no SUS, em


quantidade de profissionais, nos últimos dez anos. Só no período de 2003 a 2012, a
quantidade cirurgiões aumentou 60%, o que revela a importância deles para o SUS.
26

3. 1. 10 Farmácia

Espaço destinado à recepção, armazenamento, controle e dispensação de


medicamentos. Funciona nos turnos, diurno e noturno de segunda-feira á sábado. É disposta
de boxes para armazenamento de medicamentos, geladeira para armazenamento de Insulina
NPH e Insulina Regular para tratamento de pacientes diabéticos, um armário para
medicamentos controlados, onde só quem tem autorização do manuseio são as farmacêuticas.
Armários para armazenamentos de medicamentos e materiais para a saúde.

Também é composta por dois computadores, um a disposição da farmacêutica para


fazer pedidos de medicamentos, fazer lançamento de entrada e saída de medicamentos e
outros procedimentos burocráticos referentes á gerência da farmácia. E outro computador,
para o administrativo lançar diariamente a saída dos medicamentos e pesquisas para o bom
funcionamento da farmácia.

Geladeira para armazenamento de Insulina


NPH e Insulina Regular

Os medicamentos que são o carro forte da Farmácia são os pertencentes ao Programa


Hiperdia (Diabéticos e Hipertensos), onde os mais procurados são o Ácido Acetil-Salicílico,
Alondipino, Atenolol, Carvedilol, Enalapril, Gliclazida, Glibenclamida, Hidroclotiazida,
Losartana, Metformina, Propanolol, Sinvastatina, Insulina NPH e Insulina Regular, estes são
os mais dispensados, porém existem outros medicamentos.
27

3. 1. 11 Laboratório

Com funcionamento de 06:00 horas da manhã até as 18: 00 horas, o laboratório de


Análises Clínicas, atua na coleta de sangue, recebimento de amostras de fezes, urina e
escarro(somente na período da manhã). Faz-se também marcação destes exames e entrega dos
resultados, somente no período da tarde a partir de 13:00 horas até 18:00 horas.

Paciente fazendo coleta de sangue

São atendidas aproximadamente de 50 á 100 pacientes diariamente, dependendo da


quantidade de reagentes disponíveis para a realização dos exames e da demanda da
comunidade. Todos os pacientes são cadastrados, onde são geradas etiquetas individuais, para
a identificação dos tubos e frascos dos pacientes de acordo com o exame solicitado.

Após a realização das coletas, as amostras são organizadas em caixas para o


transporte até o laboratório terceirizado que realiza o procedimento de análises. As amostras
de escarro são conferidas individualmente e anotadas no livro de registro próprio do programa
de Tuberculose.

4. PROGRAMAS DESENVOLVIDOS NA UBS MARIA LEONOR BRILHANTE

4. 1 Planejamento Familiar

Em 1996, um projeto de lei que regulamenta o planejamento familiar foi aprovado


pelo Congresso Nacional e sancionado pela Presidência da República. A Lei estabelece que as
instâncias gestoras de Sistema Único de Saúde (SUS), em todos os seus níveis, estão
28

obrigadas a garantir á mulher, ao homem ou ao casal, em toda a sua rede de serviços,


assistência a concepção e contracepção como parte das demais ações que compõem a
assistência integral á saúde. Uma questão fundamental desta Lei é a inserção das práticas da
laqueadura de trompas e da vasectomia dentro das alternativas de anticoncepção, definindo
critérios para sua utilização e punições para profissionais de saúde que as realizarem de
maneira inadequada e/ou insegura.

A escolha do método anticoncepcional é definida após uma conversa entre o


profissional, a mulher, o homem ou o casal, onde ficam esclarecido as indicações, as
contraindicações e suas implicações de uso de acordo com o método escolhido. Estão
disponíveis os Métodos de Barreiras: Preservativos masculinos e preservativos femininos e
Métodos Hormonais: Injetáveis trimestrais e injetáveis mensais.

Medicamentos disponíveis para Planejamento Familiar

Etinil Estradiol + Levonorgestrel: Ciclo 21


Levonorgestrel: Pílula do dia seguinte
Acetato Medroxiprogesterona (trimestral; injetável)
Norestisterona: Noregyna
Enatato de Norestisterona + Valerato de Estradiol: Noregyna (injetável).

4. 2 Programa Hiperdia

O programa Hiperdia engloba as doenças hipertensão arterial e diabetes mellitus


doenças crônicas não-transmissíveis, apresentando a maior magnitude elevado número de
consultas de rotina, de emergência e urgência, alta demanda por especialistas e internações
hospitalares grande número de seqüelados necessitando de visitas domiciliares.

Medicamentos disponíveis para Diabetes

Glibenclamida
Gliclazida
Insulina NPH
Insulina Regular
Metformina
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Medicamentos disponíveis para Hipertensão

Ácido Acetil-Salicílico
Amiodarama
Anlodipino
Atenolol
Carvedilol
Digoxina
Enalapril
Espirolactona
Furosemida
Hidroclorotiazida
Losartana
Metildopa
Propanolol
Verapamil

Livro de registro dos pacientes do Programa


Hiperdia

4. 3 Programa de Combate a Raiva

Atende pessoas que foram mordidas por cães, ratos, morcegos e macacos. Estes são
orientados para que notifiquem imediatamente a Unidade de Saúde se o animal morrer,
desaparecer ou se tornar raivoso, uma vez que podem ser necessárias novas intervenções de
forma rápida, como a aplicação do soro ou o prosseguimento do esquema de vacinação.

A equipe avalia, sempre, os hábitos do cão e gato e os cuidados recebidos. Podem ser
dispensados do esquema profilático as pessoas agredidas pelo cão ou gato que, com certeza,
30

não tem risco de contrair a infecção rábica. Por exemplo, animais que vivem dentro do
domicílio (exclusivamente); não tenham contato com outros animais desconhecidos; que
somente saem à rua, acompanhados dos seus donos e que não circulem em área com a
presença de morcegos.

Se o animal for procedente de área de raiva controlada não é necessário iniciar o


esquema profilático. Manter o animal sob observação e só iniciar o esquema profilático
indicado (soro + vacina) se o animal morrer, desaparecer ou se tornar raivoso. O soro deve ser
infiltrado na(s) porta(s) de entrada. Quando não for possível infiltrar toda dose, aplicar o
máximo possível e a quantidade restante, a menor possível, aplicar pela via intramuscular,
podendo ser utilizada a região glútea. Sempre aplicar em local anatômico diferente do que
aplicou a vacina.

Quando as lesões forem muito extensas ou múltiplas a dose do soro a ser infiltrada
pode ser diluída, o menos possível, em soro fisiológico para que todas as lesões sejam
infiltradas. Nos casos em que se conhece só tardiamente a necessidade do uso do soro anti-
rábico ou quando o mesmo não se encontra disponível no momento, aplicar a dose de soro
recomendada antes da aplicação da 3ª dose da vacina de cultivo celular. Após esse prazo o
soro não é mais necessário. Nas agressões por morcegos deve-se indicar a soro-vacinação
independentemente da gravidade da lesão, ou indicar conduta de reexposição.

Depósito de fichas de pacientes que


sofreram mordidas
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4. 4 Programa de Controle da Tuberculose

Há uma década, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a tuberculose


(TB) em estado de emergência no mundo, onde ainda é a maior causa de morte por doença
infecciosa em adultos.

O Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) está integrado na rede de


Serviços de Saúde. É desenvolvido por intermédio de um programa unificado, executado em
conjunto pelas esferas federal, estadual e municipal. Está subordinado a uma política de
programação das suas ações com padrões técnicos e assistenciais bem definidos, garantindo
desde a distribuição gratuita de medicamentos e outros insumos necessários até ações
preventivas e de controle do agravo. Isto permite o acesso universal da população às suas
ações.

Segundo estimativas da OMS, dois bilhões de pessoas correspondendo a um terço da


população mundial estão infectadas pelo Mycobacterium tuberculosis. Destes, 8 milhões
desenvolverão a doença e 2 milhões morrerão a cada ano. No ano de 2012, cerca de 8,6
milhões de pessoas tiveram tuberculose no mundo e 1, 3 milhões evoluíram para o óbito. Já
no ano de 2013, 9 milhões, dentre elas 1,3 milhões de mortes.

A tuberculose, doença com profundas raízes sociais, está intimamente ligada à


pobreza e a má distribuição de renda, além do estigma que implica na não adesão dos
portadores e/ou familiares/contactantes. O surgimento da epidemia de AIDS e o aparecimento
de focos de tuberculose multirresistente agravam ainda mais o problema da doença no mundo.
O tratamento te duração de seis meses e para cada situação clínica é abordada uma terapêutica
padrão.

Diante da atual situação, há necessidade de investimentos na qualificação dos


serviços de saúde, na capacitação dos recursos humanos para as atividades de vigilância,
avaliação e controle, de modo a ampliar a capacidade de diagnóstico por meio da
baciloscopia, promover a cura, intensificar a busca do sintomático respiratório e dos contatos
dos pacientes, nos municípios brasileiros e especialmente nos municípios prioritários para o
Programa Nacional de Controle da Tuberculose.
32

Imagem representativa do encarte de


conscientização do Programa de Controle da
Tuberculose

4. 5 Hanseníase

É uma doença infecciosa, crônica, de grande importância para a saúde pública devido
à sua magnitude e seu alto poder incapacitante, atingindo principalmente a faixa etária
economicamente ativa. Acomete principalmente a pele e os nervos periféricos, mas também
se manifesta como uma doença sistêmica comprometendo articulações, olhos, testículos,
gânglios e outros órgãos. O alto potencial incapacitante da hanseníase está diretamente
relacionado à capacidade de penetração do Mycobacterium leprae na célula nervosa e seu
poder imunogênico. O M. leprae é um bacilo álcool-ácido resistente e gram-positivo, em
forma de bastonete. É um parasita intracelular, sendo a única espécie de micobactéria que
infecta nervos periféricos, especificamente as células de Schwann. Este bacilo não cresce em
meios de cultura artificiais, ou seja, não é cultivável in vitro.

A principal via de eliminação do bacilo pelo doente e a mais provável via de entrada
deste no organismo são as vias aéreas superiores (mucosa nasal e orofaringe), através de
contato íntimo e prolongado, muito frequente na convivência domiciliar. Por isso, o domicílio
é apontado como importante espaço de transmissão da doença. A hanseníase não é de
transmissão hereditária (congênita) e também não há evidências de transmissão nas relações
sexuais. Os sinais e sintomas são: Manchas esbranquiçadas (hipocrômicas), acastanhadas ou
avermelhadas, com alterações de sensibilidade (a pessoa sente formigamentos, choques e
câimbras que evoluem para dormência - se queima ou machuca sem perceber); Pápulas,
infiltrações, tubérculos e nódulos, normalmente sem sintomas; Diminuição ou queda de pêlos,
localizada ou difusa, especialmente sobrancelhas; Falta ou ausência de sudorese no local e
pele seca.
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Lesão hipocrômica em face posterior de braço.

Fonte: Caderno de atenção básica: Hanseníase

5 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA ALUNA NA UBS

Devido a estrutura da farmácia ser pequena e não comportar todos os alunos, por
decisão da preceptora e consentimento da diretora da unidade, os alunos foram distribuídos
nos setores: Preparo, Vacina, Ações em Saúde, Laboratório e Farmácia. E por três dias
ficávamos em cada setor, isso contribuiu para um melhor aprendizado e conhecimento do
funcionamento dos principais setores da UBS Maria Leonor Brilhante. Abaixo estão listadas
as atividades realizadas nos setores, durante o período de estágio.

Ações em Saúde: realizado teste glicêmico, exame de pele, orientações sobre como
fazer a coleta de escarro e como usar as medicações, preenchimento de carteira de vacina do
programa antirrábica, preenchimento de prontuários de primeiro atendimento de paciente
mordido por cão, análises estatísticas de prontuários de pacientes em tratamento de
tuberculose e mordida de cão. Realizado telefonemas para pacientes confirmando presença
em consultas.

Preparo: Organização de pacientes prioritários (idosos, gestantes e crianças) em


filas de acordo com a ordem de chegada para atendimento. Informações de como proceder
para realizar o primeiro teste confirmativo de gravidez, e como iniciar o pré-natal.
Agendamento de consultas de pré-natal, para consultas com médicos e enfermeiros.

Vacina: Busca e abertura de prontuários de pacientes na recepção. Informações


sobre as vacinas disponíveis na unidade.

Laboratório: Cadastramento de pacientes, identificação em tubos e fracos com


etiquetas de pacientes que realizariam coleta para exames, recebimento de amostras de escarro
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e cadastramento. Limpeza de bancadas, organização do laboratório para iniciar coletas,


organização das amostras nas caixas para transporte.

Farmácia: Organização de medicamentos nos boxes, dispensação de medicamentos,


orientação e informações sobre uso de medicamentos. Preenchimento de dados pessoais de
pacientes com receita de controle especial.
35

6 AVALIAÇÃO DO ALUNO

Sem dúvidas esta até o presente momento, foi à experiência mais marcante da minha
vida escolar, a saúde pública é séria, crítica, necessária, porém há tantas barreiras, para que a
mesma seja executada de forma correta. Claro que o sistema público funciona, mas, não
consegue atender a demanda, falta estrutura física, organizacional, planejamento,
profissionais, materiais e equipamentos, medicamentos e a ausência destes trazem muitos
prejuízos para a população.

O contato com a saúde pública foi extremamente proveitoso, sendo que esta é a
realidade que encontrarei depois de graduada, mas confesso que muitas situações me
chocaram e me preocuparam bastante. Porém, estou agradecida por passar por esta etapa, e
principalmente pela oportunidade de esta frente a frente com a população, que em alguns
casos são bem duros e grosseiros, mas, a maioria sabe ser gentis e agradecidos.
36

7 CONCLUSÃO

A saúde pública no mundo e no Brasil, tem tido grandes avanços com o objetivo de
melhorar o atendimento á sociedade. No entanto, ainda existem lacunas a serem preenchidas
neste quesito. A UBS Maria Leonor Brilhante tem um grande problema de estrutura física,
pois a zona de atendimento populacional é ampla, e com as frequentes faltas de materiais,
equipamentos e profissionais é impossível atender a todos de forma satisfatória.

A realização deste estágio neste local me trouxe uma nova realidade sobre a função
do farmacêutico e de outros profissionais da saúde. Para que os serviços de saúde funcionem é
preciso comprometimento de todos, começando desde a mais alta esfera do governo até o
cidadão que busca por atendimento.
37

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GOMES, A. M. T; OLIVEIRA D. C; SÁ C. P. Universidade do Estado do Rio de


Janeiro. Psicol. teor. prat. v.9 n.2 São Paulo dez. 2007.

Manual de Estruturas Físicas das Unidades Básicas de Saúde. Saúde da Família.


Série A, Normas e Manuais Técnicos. Brasília, 2006.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de vigilância em Saúde. Programa Nacional


de Controle da Tuberculose. 2004.

PORTELA A. S; LEAL A. A. F. WERNER R. P. B SIMÕES M. O. S MEDEIROS


A. C. D. Políticas públicas de medicamentos: trajetória e desafios. Rev. Cien. Farm.
Básica Apl. 2010. 31 (1) 09-14.

REMINGTON J. P. (Joseph Price): a Ciência e a Prática da Farmácia/ Alfonso R


Gennaro; Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. 2210p

TOSCANO C; KOSIM L. Cartilha de vacinas: para quem quer mesmo saber das
coisas. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2003.40p.

Web sites consultados

http://dab.saude.gov.br/portaldab/smp_como_funciona.php

http://www.ehow.com.br/funcao-equipe-recepcao-consultorio-medico-sobre_

http://sisregiii.saude.gov.br/

http://datasus.saude.gov.br/projetos/57-sisreg

http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/47527/implicacoes-da-correta-
classificacao-de-curativo

www.portal.saude.gov.br

http://cfo.org.br/sem-categoria/assistencia-odontologica-no-sus
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ANEXOS
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Anexo 1: Entrada da USB Maria Leonor Brilhante

Anexo 2: Sala de Preparo


40
41

Anexo 3: Sala de Vacina


42

Anexo 4: Sala de Ações de Saúde


43

Anexo 5: Laboratório

Anexo 6: Farmácia
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Estagiária Karla e Administrativo Valério


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Anexo 7: Medicamentos do Programa Hiperdia

Anlodipino 5mg Atenolol 50mg Hidroclorotiazida 25mg

Losartana 50mg Cloridrato de Metformina Enalapril 10mg


850mg
46

Anexo 8: Medicamentos e contraceptivos do Programa de Planejamento Familiar

Anexo 9: Programa de Controle de Tuberculose

Anexo 10: Visão interna do Auditório


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