Você está na página 1de 23

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

CENTRO DE CIENCIAS BIOLÓGICAS DA SAÚDE


DEPARTAMENTO DE MORFOLOGIA

SISTEMA
CARDIOVASCULA

MONITORES 2017.1/2
Sistema Cardiovascular
Artérias são vasos os quais o sangue circula centrifugamente em relação ao
coração, ou seja, que se afastam do coração.
Veias são vasos os quais o sangue circula centripedamente em relação ao coração,
ou seja, que se aproximam do coração.

1. SANGUE
É constituído pelo plasma, que é a parte líquida do sangue e por elementos figurados que
são as plaquetas, as hemácias (eritrócitos ou glóbulos vermelhos) e os glóbulos brancos (ou
leucócitos).
Informação Adicional: artéria nem sempre leva sangue arterial (rico em oxigênio), mas toda
artéria sempre sai do coração. Já a veia nem sempre leva sangue venoso (rico em gás
carbônico), mas sempre chega ao coração. O sangue venoso está localizado no lado direito do
coração enquanto o sangue arterial está localizado no lado esquerdo do coração.

1.1 FUNÇÕES DO SANGUE


• Transporte de gases (CO2 e O2)
• Transporte de nutrientes
• Regular a temperatura – quando o fluxo sanguíneo aumenta em um determinado local,
há um aumento de temperatura.
• Possui células de defesa – leucócitos, células fagocitárias ou anticorpos.
• Remoção de resíduos metabólicos, excretas.
• Determinar ou regular a pressão arterial
• Transporte de hormônios
• Conter hemorragias através das plaquetas.

Informação Adicional: Algumas estruturas são avasculares, como a unha, epiderme, córnea e
boa parte das cartilagens.
Hipoxia: falta de oxigenação
Isquemia: falta de irrigação

2. ESTRUTURA DOS VASOS SANGUÍNEOS


2.1 Túnica íntima: camada mais interna, formada por endotélio;
O capilar é formado apenas por endotélio, por isso os capilares são os vasos
sanguíneos mais finos, uma vez que é a partir destes que ocorrem trocas gasosas. As funções
dos capilares são: conexão entre artérias e veias, troca de nutrientes e resíduos no interior dos
tecidos.

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 1


2.2 Túnica média: formado por músculo liso (involuntário) e fibras elásticas (servem
para distender a artéria quando há aumento da pressão do sangue no vaso). Mais bem
desenvolvida nas veias do que nas artérias
2.3 Túnica adventícia: formada por tecido conjuntivo, constituindo a parte mais
externa do vaso.

Informação Adicional: Volume e pressão são inversamente proporcionais, logo quando há


um aumento de pressão, ocorre diminuição do volume do vaso e vice-versa.
Quando o ser humano envelhece ocorre uma perda de elasticidade, ou seja,
enrijecimento do tecido.
O músculo gastrocnêmio é um exemplo de bomba muscular, pois impulsiona o sangue
das veias da porção inferior do corpo das pernas para o coração.

DIFERENÇAS ENTRE ARTÉRIAS E VEIAS

Artérias Veias

Maior espessura de músculo liso Menor espessura de músculo liso

Ausência de válvulas Presença de válvulas

Muito tecido elástico Pouco tecido elástico

Podem contrair Não contraem

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 2


3. TIPOS DE CIRCULAÇÃO

3.1 Circulação pulmonar: leva sangue do ventrículo direito do coração para os


pulmões e de volta ao átrio esquerdo do coração. Ela transporta o sangue pobre em oxigênio
para os pulmões, onde ele libera o dióxido de carbono e recebe oxigênio. O sangue
oxigenado, então, retorna ao lado esquerdo do coração para ser bombeado para a circulação
sistêmica.
Ventrículo Direito → Tronco Pulmonar → Pulmões;
Pulmões→ Veias Pulmonares → Átrio Esquerdo;

3.2 Circulação sistêmica: é a maior circulação. Ela fornece o suprimento


sanguíneo para todo o organismo. A circulação sistêmica carrega oxigênio e outros nutrientes
vitais para as células, saindo do coração pelo ventrículo esquerdo, e capta dióxido de carbono
e outros resíduos das células, retornando ao coração pelo átrio direito.
Ventrículo Esquerdo→ A. Aorta→ Grandes artérias → médias artérias → pequenas
artérias → arteríolas → capilares;
Capilares → vênulas → pequenas veias → veias médias → grandes veias →Veias
Cavas→ Átrio Direito;

4. CORAÇÃO
O coração é um músculo oco com quatro câmaras e aproximadamente o tamanho de
um punho fechado. Tem a função de bombear o sangue nos vasos sanguíneos para todo o
corpo;
Está localizado na cavidade torácica entre os pulmões, no mediastino inferior médio e
prevalece no lado esquerdo. Aproximadamente dois terços do coração estão localizados no
lado esquerdo da linha mediana, com seu ápice para baixo e para a esquerda repousando sobre
o diafragma. A base do coração é a extremidade superior larga onde se fixam os grandes
vasos e está dirigida para trás, para cima e para a direita.
O coração é revestido pelo pericárdio, que separa o coração de outros órgãos. Esta
membrana possui uma parte fibrosa (externa) e uma parte serosa (interna). A serosa é dividida
ainda em uma lâmina parietal e uma lâmina visceral que é também chamada de epicárdio.
Entre as lâminas parietal e visceral existe o espaço pericárdico que é preenchido pelo líquido
pericárdico, tendo como função evitar e diminuir o atrito.
Informação Adicional: Quando a lâmina visceral está revestindo os principais vasos
como o tronco pulmonar, aorta ascendente e veias pulmonares denominam-se mesocárdio
venoso e mesocárdio arterial.
Base do coração
Ápice do coração
Cone arterial
Incisura do ápice do coração

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 3


Sulcos interventriculares anterior e posterior
Sulco coronário
Átrio direito e átrio esquerdo
Auricula direita e auricula esquerda
Ventrículo direito e ventrículo esquerdo

4.1 ANATOMIA MACROSCOPICA EXTERNA


Base do coração
Ápice do coração
Cone arterial
Incisura do ápice do coração
Sulcos interventriculares anterior e posterior
Sulco coronário
Átrio direito e átrio esquerdo
Aurícula direita e aurícula esquerda
Ventrículo direito e ventrículo esquerdo

4.2 FACES DO CORAÇÃO


• Face anterior (esternocostal): formada principalmente pelo ventrículo direito e átrio
direito.
• Face diafragmática (inferior): formada principalmente pelo ventrículo esquerdo, ela
está relacionada principalmente com o tendão central do diafragma.
• Face pulmonar esquerda: formada principalmente pelo ventrículo esquerdo e átrio
esquerdo, ela ocupa a impressão cardíaca do pulmão esquerdo.

4.3 MARGENS DO CORAÇÃO


• Margem direita: formada pelo átrio direito e estendendo-se entre as veias cavas
superior e inferior.
• Margem inferior: formada principalmente pelo ventrículo direito e, ligeiramente, pelo
ventrículo esquerdo. Pode-se localizar essa margem através da artéria marginal direita.
• Margem esquerda: formada principalmente pelo ventrículo esquerdo e, ligeiramente
pela aurícula esquerda.
• Margem superior: formada pelos átrios e pelas aurículas direita e esquerda em uma
vista anterior. A parte ascendente da aorta e o tronco pulmonar emergem da margem
superior, e a veia cava superior entra no seu lado direito.

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 4


4.4 PAREDES DO CORAÇÃO
As paredes do coração são formadas por três camadas distintas. A camada externa é o
epicárdio, também chamada lâmina visceral do pericárdio seroso. A camada mais espessa da
parede do coração é chamada de miocárdio, está constituída de tecido muscular cardíaco e
disposta de tal modo que a contração dos feixes musculares resulta na compressão ou torção
das câmaras cardíacas. A espessura do miocárdio varia conforme a força necessária para
ejetar o sangue de determinada câmara. Assim, a porção mais espessa do miocárdio envolve o
ventrículo esquerdo enquanto as paredes dos átrios são relativamente finas. A camada interna
da parede, chamada endocárdio, é contínua com o endotélio dos vasos sanguíneos. O
endocárdio também recobre as válvulas do coração.

4.5 CÂMARAS E VALVAS


O interior do coração é dividido em quatro câmaras: duas superiores, átrios direito e
esquerdo e duas inferiores, ventrículos direito e esquerdo.
Os átrios se contraem e se esvaziam simultaneamente para o interior dos ventrículos,
que também se contraem conjuntamente. As paredes dos átrios são reforçadas pelos músculos
pectíneos em forma de treliça. A contração destes músculos cardíacos modificados lança o
sangue dos átrios para os ventrículos. Cada átrio tem um apêndice expandido em forma de
orelha chamado aurícula. Os átrios estão separados um do outro por um fino septo interatrial,
muscular; os ventrículos estão separados um do outro pelo espesso septo interventricular
muscular.
As valvas atrioventriculares encontram-se entre os átrios e os ventrículos, e as válvulas
semilunares estão localizadas nas bases dos dois grandes vasos do coração (aorta e tronco
pulmonar). As valvas do coração mantêm o fluxo do sangue em uma só direção.

Depressões sulcadas na superfície do coração indicam as separações entre as câmaras


e também contêm os vasos cardíacos que suprem de sangue as paredes musculares do
coração. O sulco mais evidente é o sulco coronário que contorna o coração e marca a divisão
entre os átrios e ventrículos. A separação entre os ventrículos direito e esquerdo é visível por
dois sulcos interventriculares (anterior e posterior).

Existem quatro valvas no coração que são:

• Mitral ou bicúspide - Possui dois folhetos lembrando o formato de uma mitra. Permite
o fluxo sanguíneo entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo.
• Tricúspide - Possui três folhetos. Permite o fluxo sanguíneo entre o átrio direito e o
ventrículo direito.
• Aórtica - Permite o fluxo sanguíneo de saída do ventrículo esquerdo em direção à
aorta.
• Pulmonar - Permite o fluxo sanguíneo de saída do ventrículo direito em direção à
artéria pulmonar.

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 5


As valvas pulmonar e aórtica (chamadas também de valvas semilunares) permitem que o
sangue vá do ventrículo para a artéria, mas não permitem que o sangue reflua para trás da
artéria para o coração:

• Na diástole o coração está relaxado, abrem-se as cavidades cardíacas, entra o sangue


nos átrios e depois nos ventrículos, mas não reflui o sangue para trás da artéria para
coração porque as valvas pulmonar e aórtica estão fechadas nesse momento.
• Na sístole o coração se contrai e o sangue deve ir dos ventrículos para as artérias,
então as valvas pulmonar e aórtica estão abertas, O sangue não reflui para trás em
direção aos átrios porque na sístole ventricular as valvas tricúspide e mitral se fecham.

4.6 ÁTRIO DIREITO


O átrio direito recebe sangue venoso sistêmico da veia cava superior, que drena a parte
superior do corpo e da veia cava inferior, que drena a parte inferior. O seio coronário que
conduz o sangue venoso do miocárdio do próprio coração é uma abertura a mais no átrio
direito.
Além do seio coronário, no átrio direito chegam a veia cava superior – que traz sangue
da cabeça, membros superiores, pescoço e maior parte do tórax – e veia cava inferior – que
traz sangue dos membros inferiores, abdome e pelve.
A parede posterior do átrio direito é formada pelo septo interatrial que divide o átrio
direito do esquerdo. Devido ao posicionamento do coração, o septo interatrial constitui a
parede anterior do átrio esquerdo.
No septo interatrial, na parede posterior do átrio direito, existe uma fossa oval, que no
período embrionário constituía o forame oval, já que o feto não necessita respirar e o sangue

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 6


só é transportado em pequena quantidade para o pulmão. Sendo que nesta fase, a maior parte
do sangue passa diretamente do átrio direito para o átrio esquerdo.
Com a sístole do átrio direito e diástole do ventrículo direito, o sangue é enviado para
o ventrículo direito passando através do óstio atrioventricular direito, logo a valva tricúspide é
aberta.
• A valva tricúspide é formada por três válvulas: anterior, posterior e septal.
• Óstios da veia cava superior, da veia cava inferior e do seio coronário.
• Músculos pectíneos na parede anterior e na parte interna da aurícula direita
• Crista terminal
• Fossa oval
• Limbo da fossa oval

4.7 VENTRÍCULO DIREITO


O sangue do átrio direito passa através da valva atrioventricular (AV) direita (também
chamada de tricúspide) para encher o ventrículo direito. A valva AV direita se caracteriza por
possuir três válvulas (anterior, posterior e septal) ou cúspides. Cada cúspide é mantida em
posição por resistentes filamentos tendinosos chamados cordas tendíneas. As cordas tendíneas
estão presas às paredes ventriculares através dos músculos papilares em forma de cones. Essas
estruturas evitam a eversão das valvas, como um guarda-chuva em uma ventania, quando os
ventrículos se contraem e a pressão interventricular aumenta.
A contração ventricular leva a valva AV direita a se fechar e o sangue deixa o
ventrículo direito através do tronco pulmonar para entrar nos capilares dos pulmões através
das artérias pulmonares direita e esquerda. A valva do tronco pulmonar, formada por três
válvulas semilunares (anterior, direita e esquerda), encontra-se na base do tronco pulmonar,
onde ela impede o refluxo do sangue ejetado pelo ventrículo direito.
O tronco pulmonar divide-se em artéria pulmonar direita e esquerda.
O sangue dirige-se para o pulmão, este possui alvéolos que são circundados por
capilares, ocorrendo uma hematose. Sendo que o oxigênio passa do alvéolo ao capilar por
uma diferença de pressão parcial. O mesmo ocorre com o gás carbônico.

4.8 ÁTRIO ESQUERDO


Após a troca de gases ter ocorrido no interior dos capilares dos pulmões, o sangue
oxigenado é transportado para o átrio esquerdo através de duas veias pulmonares direitas e
duas veias pulmonares esquerda.
No septo interatrial (na parede anterior do átrio esquerdo) observa-se a válvula do
antigo forame oval.
Óstios das veias: pulmonar superior direita, pulmonar inferior direita, pulmonar
superior esquerda e pulmonar inferior esquerda.
• Válvula do forame oval

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 7


O átrio esquerdo se contrai e envia o sangue para o ventrículo esquerdo. O sangue
passa pelo óstio atrioventricular, que possui uma valva bicúspide ou mitral, formado por duas
válvulas, uma anterior e outra posterior.

4.9 VENTRÍCULO ESQUERDO


O ventrículo esquerdo recebe o sangue do átrio esquerdo. Estas duas câmaras estão
separadas pela valva atrioventricular (AV) esquerda (válvulas anterior e posterior) chamada
também de bicúspide ou valva mitral. Quando o ventrículo esquerdo está relaxado, a valva
está aberta, permitindo o fluxo do átrio para o ventrículo; quando o ventrículo esquerdo se
contrai, a valva se fecha. O fechamento da valva durante a contração ventricular impede o
refluxo do sangue para o átrio.
As paredes do ventrículo esquerdo são mais espessas do que as do ventrículo direito
porque o ventrículo esquerdo suporta uma carga maior de trabalho e bombeia sangue para o
corpo inteiro. O endocárdio de ambos os ventrículos se caracteriza por revestir saliências
distintas chamadas trabéculas cárneas. O sangue oxigenado deixa o ventrículo esquerdo
através da parte ascendente da aorta. A valva da aorta (formada por três válvulas semilunares
posterior, direita e esquerda), localizada na base da parte ascendente da aorta, fecha em
consequência da pressão do sangue quando o ventrículo esquerdo relaxo e, assim, impede o
refluxo do sangue para o interior do ventrículo relaxado.

5. SONS CARDÍACOS
Os fechamentos das valvas AV e semilunares produzem sons que podem ser ouvidos
na superfície do tórax com um estetoscópio. Estes sons são verbalizados como “Tum – Tum”.
O primeiro som (primeira bulha cardíaca) é produzido pelo fechamento das válvulas
das valvas atrioventriculares.
O segundo som (segunda bulha cardíaca) é produzido pelo fechamento das válvulas
das valvas da aorta e do tronco pulmonar.
Assim sendo, o primeiro som é ouvido quando os ventrículos se contraem na sístole, e
o segundo som é ouvido quando os ventrículos se relaxam no começo da diástole.
O tronco pulmonar possui válvulas semilunares: anterior, direita e esquerda. E a aorta
possui válvulas semilunares também: posterior, direita e esquerda. Estas se fecham quando o
sangue tenta retornar ao ventrículo já que tem formato de bolsas que são preenchidos por
sangue, obstruindo a passagem. Quando o sangue tenta voltar ao ventrículo e as válvulas
semilunares se fecham, ouve-se a segunda bulha cardíaca (segundo TUM).
Os sons cardíacos são de importância clínica porque eles proporcionam informações
sobre as condições das valvas do coração e podem indicar problemas no coração. Sons
anormais são denominados sopros cardíacos e são causados por vazamentos ou estreitamentos
vasculares e pela subsequente turbulência do sangue quando passa pelo coração. Em geral três
condições causam sopros cardíacos:
• Insuficiência valvar – na qual as cúspides das valvas não se fecham adequadamente.

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 8


• Estenose – na qual as paredes que circundam a valva estão endurecidas ou
constringidas.
• Sopro funcional – que é frequente em crianças e é causado por turbulência do sangue
que se movimenta através do coração durante exercícios pesados. Estes não são
patológicos e são considerados normais.

6. FOCOS DE AUSCULTA CARDÍACA

• Foco aórtico: encontra-se imediatamente à direita do esterno, no segundo espaço


intercostal.
• Foco pulmonar: está à esquerda do esterno, quase na mesma direção do foco aórtico.
• Foco bicúspide (mitral): está no quinto espaço intercostal a esquerda do esterno,
abaixo do mamilo (altura do ápice do coração).
• Foco tricúspide: quinto espaço intercostal a esquerda do esterno.

Informação Adicional:
Tanto o ventrículo esquerdo quanto o direito possuem músculos trabeculares e
músculos papilares. A cada músculo papilar está fixado uma corda tendínea que se liga às
válvulas e quando os ventrículos se contraem, fecham-se as valvas mitral e tricúspide
(primeira bulha cardíaca).
A parede anterior do átrio direito e a aurícula direita possui músculos pectíneos. Já no
átrio esquerdo esses músculos pectíneos são encontrados apenas na aurícula esquerda.
• Sístole: contração
• Diástole: relaxamento

VASCULARIZAÇÃO DO CORAÇÃO
As paredes do coração têm seu próprio suprimento de vasos sanguíneos sistêmicos
para satisfazer suas necessidades vitais. O miocárdio é suprido com sangue das artérias
coronárias direita e esquerda. Estes dois vasos originam-se da parte ascendente da aorta, no
nível das válvulas semilunares da valva da aorta. As artérias coronárias circundam o coração
no interior do sulco coronário, a reentrância entre os átrios e os ventrículos.
❖ A artéria coronária direita lança os ramos:
• Artéria marginal direita
• Artéria interventricular posterior
• Ramo para o nó sino-atrial

❖ A artéria coronária esquerda lança os ramos:


• Artéria interventricular anterior
• Artéria circunflexa:
• Artéria marginal esquerda

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 9


• Artéria posterior do ventrículo esquerdo

As veias do coração saem do miocárdio e seguem em direção ao seio coronário. O seio


coronário é uma estrutura venosa que percorre o sulco coronário posteriormente ao átrio
esquerdo indo drenar no átrio direito, traz sangue do próprio coração, uma vez que se o
sangue entrasse diretamente pelas paredes do coração haveria uma mistura de sangue venoso
e arterial, o que não seria vantajoso.
Veias tributarias do Seio Coronário:
❖ Veia cardíaca magna – veia interventricular anterior
• Veia marginal esquerda
• Veia posterior do ventrículo esquerdo (as vezes é tributaria da veia cardíaca magna,
mas normalmente é do seio coronário)
• Veia cardíaca media – veia interventricular posterior

❖ Veia cardíaca parva


• Veia marginal direita
• Veia obliqua do átrio esquerdo
• Veia posterior do ventrículo esquerdo

SISTEMA DE CONDUÇÃO ELÉTRICA


Nó do sino atrial. Estabelece o ritmo cardíaco, sendo considerado o marca-passo do coração.
Nó do átrio ventricular
Trato internodal (anterior, médio e posterior)
Feixe de His
Ramo direito e Ramo esquerdo
Fibras de Purkije

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 10


ARTÉRIAS

O principal vaso responsável por irrigar o corpo é a artéria aorta.


A aorta tem suas partes que são:
❖ Aorta Ascendente. Dela sai as artérias coronárias direita e esquerda
❖ Arco da aorta ou cajado. Localizada no mediastino superior. Irriga cabeça, pescoço,
membro superior e maior parte do tórax.
❖ Aorta descendente, que é dividida em:
• Artéria aorta descendente torácica: parte superior do Hiato aórtico no
diafragma
• Artéria aorta descendente abdominal: parte inferior do Hiato aórtico no
diafragma, que vai se bifurcar em L4 dando origem as Artérias Ilíacas comuns direita
e esquerda

Informação Adicional: A artéria aorta ascendente, o arco da aorta e a artéria aorta


descendente são ramos colaterais da Artéria Aorta, já as artérias ilíacas comuns (direita e
esquerda) são ramos terminais, dando fim a Artéria aorta.

1. ARCO DA AORTA
❖ 1º ramo: Artéria Tronco Braquio-cefálico, vai estar a direita no arco, servindo de
extensão para seus ramos que vão para a direita, já que o arco da aorta fica a esquerda.
Bifurca-se na altura do ligamento esternoclavicular.
• Artéria carótida comum direita
• Artéria subclávia esquerda
❖ 2º ramo: Artéria Carótida comum esquerda
❖ 3º ramo: Artéria Subclávia esquerda

❖ Artéria subclávia
Ramos: artéria vertebral e artéria torácica interna
Artéria vertebral: sobe em C6 ou C7, passando pelos forames dos processos
transversos das vertebras cervicais até chegar em C1 onde se dirige posteriormente e
medialmente, entrando pelo forame magno. Quando as artérias vertebrais direita e esquerda se
unem forma a Artéria Basilar.
• Artéria torácica interna (internamente ao gradil costal e paralela ao esterno)
• Pericárdio frênica (D e E)
• Ramo colateral que irriga pericárdio e diafragma
• Intercostais anteriores (D e E)
• Ramos colaterais abaixo de cada costela
• Musculofrênica

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 11


• Ramo terminal
• Epigástrica superior
• Ramo terminal, localizado medialmente

QUANDO A ARTÉRIA SUBCLAVIA ULTRAPASSA A BORDA EXTERNA DA


PRIMEIRA COSTELA PASSA A SER ARTERIA AXILAR
❖ Artéria axilar

Ramos: circunflexa anterior do úmero e circunflexa posterior do úmero que garantem


a irrigação da cabeça do úmero (colo cirúrgico)

QUANDO A ARTÉRIA AXILAR ULTRAPASSA O BORDO INFERIOR DO MUSCULO


REDONDO MAIOR PASSA A SER A ARTÉRIA BRAQUIAL
❖ Artéria braquial

Ramos: braquial profunda, nutrícia do úmero, colateral ulnar superior e colateral ulnar
inferior (ramos colaterais) e artérias radial e ulnar (ramos terminais)
Artéria braquial profunda alanca um ramo que é a artéria radial colateral que é
anastomosada com a artéria recorrente radial (ramo da artéria radial). Caso ocorra uma
obstrução distal na artéria braquial, essa anastomose vai garantir que o antebraço receba
sangue
• Artéria nutrícia do úmero: irriga úmero por dentro
• Artéria colateral ulnar superior
• Artéria colateral ulnar inferior

Informação Adicional: Fossa cubital


Limite superior: prega
Limite lateral: margem medial do musculo braquiorradial
Limite medial: margem lateral do musculo pronador redondo
Conteúdo: tendão do musculo bíceps braquial, artéria braquial, veias braquiais, nervo
mediano, artéria radial, veias radiais, artéria ulnar, veias ulnares e veia intermedia do cotovelo
(superficial).

NA FOSSA CUBITAL A ARTÉRIA BRAQUIAL SE BIFURCA DANDO SEUS RAMOS


TERMINAIS: AS ARTÉRIAS RADIAL E ULNAR.
❖ Artéria radial

Vai ser lateral no antebraço passando pela tabaqueira anatômica.


Artéria recorrente radial

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 12


Artéria arco palmar profundo: a arterial radial vai passar por trás do 1º metacarpo e
forma o arco, que lança os seguintes ramos:
• Principal do polegar
• Radial do indicador
• Metacárpicas palmares

❖ Artéria ulnar

Vai ser medial no antebraço. Maior ramo da artéria braquial.


Arterial recorrente ulnar palmar: anterior no antebraço e vai anastomosar com a artéria
colateral ulnar inferior
Artéria recorrente ulnar dorsal: posterior no antebraço e vai anastomosar com a artéria
colateral ulnar superior
Essas anastomoses vão ser um mecanismo de segurança caso haja pressão na artéria
braquial, garantindo o suprimento do antebraço.
• Artéria interossea comum
• Interossea palmar
• Interossea dorsal
• Ramo carpal dorsal
• Ramo palmar profundo
• Ramo carpal palmar
• Artéria arco palmar superficial
• Aa. Digitais palmares comuns

2. ARTÉRIAS DA CABEÇA E DO PESCOÇO


A cabeça e o pescoço vão ser irrigados pela artéria carótida comum (direita e
esquerda), além das artérias vertebrais (ramos da artéria subclávia)
A artéria carótida comum esquerda é ramo do arco da aorta enquanto a artéria carótida
comum direita é ramo do tronco braquio-cefalico.
O seio carotídeo é o espaço na artéria carótida comum quando ela se bifurca (C4) em
artérias carótidas interna e externa.
❖ Artéria carótida interna

Posterior a artéria carótida externa na bifurcação da artéria carótida comum. Entra no


crânio através do canal carotico no osso temporal indo irrigar o encéfalo.
❖ Artéria carótida externa

Começa na bifurcação da artéria carótida comum e termina no processo condilar da


mandíbula quando lança seus ramos terminais. Ramos da artéria carótida externa:

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 13


• Artéria tireóidea superior, (ramo colateral)
• Artéria faríngea ascendente, (ramo colateral)
• Artéria lingual, (ramo colateral)
• Artéria Profunda da língua (RT)
• Artéria Sublingual (RC)

• Artéria facial (ramo colateral)

Medial ao ramo da mandíbula e passa para o lado externo do nariz


a) Submental (RC) ramo cervical
b) Labial superior (RC) ramo facial
c) Labial inferior (RC) ramo facial
d) Angular (RT) irriga a raiz do nariz ramo facial

• Artéria occipital, (ramo colateral). Passa pelo sulco da artéria occipital no osso
temporal
• Artéria auricular posterior (ramo colateral). Passa lateralmente ao processo mastoideo
do osso temporal
• Artéria maxilar (ramo terminal). Passa medial ao colo da mandíbula
a) Meníngea media e meníngea acessória – passa pelo forame espinhoso
b) Alveolar inferior – anastomosa com a artéria submental – passa pelo forame
mentual
c) Temporal profunda anterior
d) Temporal profunda posterior
e) Bucal (da bochecha)
f) Alveolar superior posterior
g) Palatina descendente
h) Infra-orbital
i) Esfenopalatina
j) Pterigoidea

• Artéria temporal superficial (ramo terminal)


a) Transversa da face
b) Temporal média
c) Ramo frontal
d) Ramo parietal

3. ARTÉRIA AORTA DESCENDENTE TORÁCICA


• Artérias pericárdicas
• Artérias esofágicas
• Artérias intercostais posteriores. Percorrem o sulco costal e se anastomosam com as
artérias intercostais anteriores
• Artérias subcostais. Irrigam as últimas costelas

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 14


• Artérias frênicas superiores. Irriga parte inferior do diafragma

4. ARTÉRIA AORTA DESCENDENTE ABDOMINAL


• Artérias frênicas inferiores (RC)
• Tronco celíaco (RC)
• Artéria Mesentérica superior (RC)
• Artérias supra-renais médias (RC)
• Artérias renais (RC)
• Artérias gonadais (RC)
• Artéria mesentérica inferior (RC)
• Artérias lombares (RC)
• Artéria sacral mediana (RC)
• Artérias ilíacas comuns (RT)

❖ Artéria frênica inferior


• Artérias supra-renais superiores

❖ Tronco celíaco
• Artéria gástrica esquerda: irriga a parte esquerda da curvatura gástrica menor e vai se
anastomosar com a artéria gástrica direita
• Artéria esplênica ou lienal
a) Artérias gástricas curtas: irrigam o fundo do estomago.
b) Artéria gastroomental esquerda: irriga a metade esquerda da curvatura gástrica
maior e vai se anastomosar com a artéria gastroomental direita
c) Ramos esplênicos: irrigam o baço
d) Ramos pancreáticos: irrigam o pâncreas

• Artéria hepática comum


a) Artéria gastroduodenal
➢ A.gastroomental direita (ou gastroepiplóica direita): vai irrigar a metade
direita da curvatura gástrica maior.
➢ A.pancreaticoduodenal superior (ramos anterior e posterior): irriga a cabeça
do pâncreas e a segunda parte do duodeno.

b) Artéria gástrica direita: irriga a metade direita da curvatura gástrica menor e


vai se anastomosar com a artéria gástrica esquerda.
c) Artéria hepática própria
➢ A.hepática direita: vai irrigar o fígado e possui um ramo: Arteria Cística,
que vai irrigar a vesícula biliar.
➢ A.hepática esquerda: irriga o fígado
➢ A.hepatica média: vai irrigar o fígado. Pode ser ramo da artéria hepática
própria ou da hepática media

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 15


❖ Artéria mesentérica superior
• Artéria pancreaticoduodenal inferior (ramos anterior e posterior). Irriga cabeça do
pâncreas e segunda parte do duodeno. Anastomose com a artéria pancreaticoduodenal
superior
• Artérias intestinais (jejunais ou ileais)
• Artéria ileocólica. Irriga parte terminal do íleo, apêndice vermiforme, ceco e um pouco
do colo ascendente do intestino grosso
• Artéria cólica direita. Divide-se em ramos ascendentes e descendentes para irrigar o
colo ascendente do intestino grosso
• Artéria cólica média. Irriga a metade direita do colo transverso do intestino grosso
a) Alças anastomóticas (artérias arcadas)
b) Artérias retas

❖ Artérias supra-renais médias. Vão irrigar a glândula supra-renal (adrenal) junto com as
artérias supra-renais superiores e inferiores.

❖ Artérias renais. Posterior a veia renal.


• Artérias supra-renais inferiores

❖ Artérias gonadais

Podem ser artérias testiculares nos homens ou artérias ováricas nas mulheres.
Artérias pares que vão estar coladas na parede abdominal posterior, passando
anteriormente ao musculo psoas maior. Possui ramos que vão irrigar o ureter.

❖ Artéria mesentérica inferior


• Artéria cólica esquerda. Irriga a metade esquerda do colo transverso e o colo
descendente do intestino grosso
• Artérias sigmoideas. Irriga o colo sigmoide do intestino grosso
• Artérias retais superiores. Irrigam a parte superior do reto

❖ Artérias lombares. Irrigam os músculos da parede abdominal posterior na região


lombar.

❖ Artéria sacral mediana. Irriga a face anterior do sacro

❖ Artérias Ilíacas comuns (direita e esquerda)

Vão ser os ramos terminais da artéria aorta descendente abdominal que acaba na altura de
L4. As artérias ilíacas comuns vão se dividir em artéria ilíaca externa e artéria ilíaca interna.
• Artéria ilíaca externa
a) Artéria epigástrica inferior

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 16


b) Artéria circunflexa ilíaca profunda
• Artéria ilíaca interna

A ARTÉRIA ILÍACA EXTERNA QUANDO PASSA POSTERIORMENTE AO


LIGAMENTO INGUINAL RECEBE O NOME DE ARTÉRIA FEMORAL
(RESPONSÁVEL POR IRRIGAR O MEMBRO INFERIOR).
❖ Artéria femoral

Começa quando a artéria ilíaca externa passa posterior ao ligamento inguinal. Percorre
a coxa anteriormente passando pelo trigono femoral onde envia seu ramo: a artéria profunda
da coxa, passando por seguinte no Canal dos adutores (vasto medial, sartório, adutor longo e
magno) se dirigindo posteriormente passando pelo hiato do adutor (magno) onde vira a artéria
poplítea.
Informação Adicional: o trígono femoral é formado por: nervo femoral, artéria femoral e
veia femoral. Os limites são: ligamento inguinal (limite superior), bordo medial do músculo
sartório (limite lateral) e bordo lateral do músculo adutor longo (limite medial), o assoalho é
formado pelos músculos iliopsoas, pectíneo, adutor magno e o teto é a fáscia lata
• Artéria profunda da coxa

No trígono femoral se dirigindo posteriormente a fim de irrigar os músculos


posteriores da coxa.
QUANDO A ARTÉRIA FEMORAL PASSA PELO HIATO DO ADUTOR MAGNO
PASSA A SER A ARTÉRIA POPLÍTEA.

❖ Artéria Poplítea

Começa depois da artéria femoral, possuindo ramos colaterais e terminais


Ramos colaterais:
• Artéria superior medial do joelho
• Artéria superior lateral do joelho
• Artéria inferior medial do joelho
• Artéria inferior lateral do joelho
Ramos terminais:
• Artéria tibial anterior
• Artéria tibial posterior

Informação Adicional: REGIÃO POPLITEA


Limite supero-lateral: bordo medial do musculo bíceps femoral
Limite supero-medial: bordo lateral do musculo semimembranáceo
Limite ínfero-lateral: bordo medial da cabeça lateral do musculo gastrocnêmico

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 17


Limite ínfero-medial: bordo lateral da cabeça medial do musculo gastrocnêmico.
Na região poplítea a posição da artéria e da veia é o inverso do trígono femoral.
Artéria poplítea (medial), veia poplítea (intermedia) e nervo tibial (lateral).

❖ Artéria tibial anterior

Anterioriza-se perfurando a membrana interóssea passando para a frente


Quando a artéria tibial anterior cruza a articulação do tornozelo vira a Artéria dorsal do pé.

❖ Artéria tibial posterior


• Artéria plantar medial
• Artéria plantar lateral

Informação Adicional: Algumas artérias vão lançar ramos para irrigar os músculos,
chamados de artéria musculares (ou perfurantes) que vão perfurar o musculo a fim de irriga-
lo. Algumas artérias que lançam esses ramos são as artérias braquial e femoral.

VEIAS

1. TIPOS DE VEIAS:
• Veia superficial: superficial em relação a fáscia
• Veia profunda: profunda em relação a fáscia
• Veia comunicante: interliga duas veias superficiais, sendo de menor calibre.
• Veia perfurante: interliga veia superficial a veia profunda, perfurando a fáscia o
musculo.

2. VEIAS DA FACE
❖ Veias Superficiais Da Face
• Veia temporal superficial
• Veia occipital
• Veia retromandibular (Veia temporal superficial e veia maxilar)
• Veia facial. Drena na jugular interna

❖ Veias Profundas Da Face

• Veia maxilar
• Plexo pterigoideo (vai para a veia maxilar)

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 18


❖ Veias Do Crânio
• Veias do encéfalo
• Veias que drenam o encéfalo, uma delas é a veia cerebral magna.
• Seios da dura-mater
• Seios: sagital superior, sagital inferior, reto, occipital, esfenoparietal, cavernosos,
intercavernosos, sigmoide, petroso superior, petroso inferior e o plexo basilar.
• Veias diploicas
• Drenam o sangue da díploe do osso.
• Veias emissárias
• Atravessam o crânio. Exemplo: veia nasal que passa pelo forame cego do osso frontal.

3. VEIAS DO PESCOÇO
❖ Veia jugular interna

Desce pelo pescoço, profunda ao musculo esternocleidomastoideo, envolvida pela


bainha carotica (junto com a artéria carótida comum e o nervo vago). Drena sangue do
interior do crânio – inclusivo do encéfalo.
Informação Adicional: A junção das veias jugular interna com a subclávia forma a veia
braquiocefalica.
❖ Veia jugular externa

Desce pelo pescoço, profunda ao musculo platisma e superficial ao musculo


esternocleidomastoideo.
Informação Adicional: a veia jugular externa drena na veia subclávia, antes da veia subclávia
se unir com a veia jugular interna e formar a veia braquiocefalica.
❖ Veias vertebrais

Drenam o sangue do encéfalo, passando pelos forames dos processos transversos das
vertebras cervicais.
Informação Adicional: Quando a veia braquiocefalica direita se une com a veia
braquiocefalica esquerda forma a Veia Cava Superior. A veia braquiocefalica esquerda é
maior do que a veia braquiocefalica direita.

4. VEIAS DOS MEMBROS SUPERIORES


❖ Veias superficiais
• Veia cefálica
• Lateral no antebraço e braço, passando pela tabaqueira anatômica e pela fossa cubital.
Após passar no sulco deltopeitoral entra e drena na veia axilar.
• Veia basílica
• Medial no antebraço e braço, drenando na veia braquial

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 19


• Veia mediana do cotovelo
• Comunica as veias cefálica e basílica
• Veia mediana do antebraço
• Rede venosa dorsal da mão
• Vai dar as veias cefálica e basílica.

❖ Veias profundas
• Veias ulnares
• Mediais no antebraço
• Veias radiais
• Laterais no antebraço
• Veias braquiais. Formada na fossa cubital com a união das veias ulnares e radiais.
Recebe a veia basílica.
• Veia axilar. Formada pela união das veias braquiais no bordo inferior do musculo
redondo maior. Recebe a veia cefálica.
• Veia subclávia. Formada quando a veia axilar passa pelo bordo externo da primeira
costela. Recebe a veia jugular externa e depois se une a veia jugular interna formando
a veia braquiocefalica.

5. VEIAS DO TÓRAX
❖ Veia cava superior

Formada pela convergência das veias braquiocefalicas direita e esquerda. Drena o


sangue da cabeça, pescoço, membros superiores e parte do tórax para o átrio direito do
coração.
❖ Veia ázigos

Tributária da veia cava superior. Drena o sangue das veias torácicas posteriores (na
parte posterior da parede torácica).
❖ Veia ázigos (hemicorpo direito), as tributarias são:
• Veia hemiázigos acessória: drena as veias intercostais posteriores do hemicorpo
esquerdo superior
• Veia hemiázigos: drena as veias intercostais posteriores do hemicorpo esquerdo
inferior
• Veias intercostais posteriores do lado direito
• Veias lombares ascendentes: drena região lombar e sacral

❖ Veias braquiocefálicas, suas tributarias são:


• Veia torácica interna (drena as veias intercostais anteriores)
• Veias vertebrais

6. VEIAS DO ABDOME E PELVE

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 20


❖ Veia cava inferior
Formada pela união das veias ilíacas comuns direita e esquerda
As tributarias da veia cava inferior são:
• Veias lombares
• Veias gonadais. A veia gonadal esquerda drena na veia renal esquerda. A veia gonadal
direita drena diretamente na veia cava inferior
• Veias renais. A veia renal esquerda passa anteriormente pela artéria aorta descendente
abdominal.
• Veias supra-renais medias
• Veias frênicas inferiores
• Veias hepáticas. Sai do fígado e vai para a veia cava inferior

❖ Veias Do Sistema Porta


As tributarias da veia porta são:
• Veia esplênica (lienal). A veia mesentérica inferior drena na veia esplênica.
• Veia mesentérica superior
• Veia gástrica esquerda
• Veia gástrica direita
• Veia cística
• Veias para-umbilicais
Informação Adicional: As veias esplênicas e mesentéricas superioras vão se unir e formar a
veia porta. A veia porta depois de formada se bifurca e entra no fígado. No fígado o sangue é
limpo e sai do fígado para a veia cava inferior pelas veias hepáticas.
A veia porta é formada posteriormente ao colo do pâncreas.

❖ Veias Da Pelve E Períneo


• Veias ilíacas externas. Formada quando a veia femoral passa pelo ligamento inguinal.
• Veias ilíacas internas
• Veia sacral mediana

7. VEIAS DO MEMBRO INFERIOR


Informação Adicional: O tríceps sural serve como bomba contrai, pulsiona as veias,
auxiliando o sangue venoso a retornar dos membros inferiores para o coração.
❖ Veias superficiais
• Veia safena magna
Vaso mais longo do corpo.

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 21


Vem da veia marginal medial do pé e drena na veia femoral. Na perna e na coxa é
antero-medial, mas no joelho passa para trás voltando para a frente.
• Veia safena parva
Vem da veia marginal lateral do pé, sendo posterior na perna e drenando na veia
poplítea.

❖ Veias profundas
• Veias tibiais anteriores
• Veias tibiais posteriores
Informação Adicional: Ambas as veias se unem na região poplítea formando a Veia poplítea
que recebe a veia safena parva, perfurando o hiato do adutor virando a Veia femoral que por
sua vez recebe a veia safena magna e a veia profunda da coxa. A veia femoral ao passar pelo
ligamento inguinal se dirigindo superiormente vira a Veia ilíaca externa

**Esse material é fruto da criação textual/digital da ex-monitora 2014, Dayane Coutinho


(graduanda de enfermagem), com reforma, revisão e adequação feita pelo monitor 2017.1/2,
Denisson Silva Nascimento.

MONITOR: Denisson Silva Nascimento Página 22