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Parque da Cidade – Sara

Kubitschek
Equipe:
Arthur Rodrigues – 58N
Anacléa Bernardo – 58N
Erick Calixto – 58N
Amália Gomes – 58N
Carlos Araujo – 58N
Parque da Cidade -
Sara Kubitschek
O lugar - Brasilia
Histórico do Parque da
Cidade
Brasília, a nova capital, concebida nos anos 50 e
inaugurada em 1961, é um exemplo significativo
da introdução do parque no contexto urbano
brasileiro, já que foi idealizada como uma cidade-
parque. Nesse sentido, a maioria dos edifícios do
Plano Piloto estão envolvidos por extensos
gramados e arvoredos, permitindo aos seus
moradores o desfrute cotidiano, ao menos visual,
de espaços cenicamente tratados como um
parque. Em seu plano, Lúcio Costa dispôs
simetricamente ao longo do Eixo Monumental
dois grandes espaços: o Jardim Botânico de um
lado e o Zoológico de outro, constituindo duas
imensas áreas verdes que ele compara a dois
pulmões. A área prevista para o Jardim Botânico
(que não foi construído) pode ser considerada a
origem de criação do Parque da Cidade
Histórico do Parque da
Cidade
Quanto aos espaços de lazer do Eixo Monumental,
a principal alteração em relação ao plano foi a
decisão da equipe de implantação da cidade de
juntar no mesmo espaço o Jardim Botânico e o
Jardim Zoológico, formando o Parque Zoobotânico
de Brasília. Por meio desta reunião o grande
espaço vazio deixado pelo plano naquela área
seria preenchido, formando uma barreira à
expansão da área urbanizada no entrono das
Superquadras. O projeto ficou sob a
responsabilidade de Burle Marx e a sua data é de
1961. Sobre esse Parque encontram-se desenhos
publicados em livros e referências nas
conferencias, no entanto, ele não foi construído e
o seu espaço veio a ser ocupado posteriormente
pelo Parque da Cidade. A comparação das figuras
abaixo mostra que a área do parque sofreu uma
grande ampliação. Nos seus limites encontra-se o
Eixo Monumental, o bairro Asa Sul, o Setor de
Industrias Gráficas, o bairro Cruzeiro Novo, o
cemitério e posteriormente foi construído o bairro
Sudoeste.
As Origens do Parque
da Cidade
De acordo com as fotografias dos anos 70 é
possível observar a vegetação nativa ainda
remanescente no local, o Reservatório de água da
CAESB (existente até os dias de hoje) e um bosque
de pinheiros utilizado como camping na época.
Esta área também abrigou no início dos anos 70, o
parque infantil Iolanda Costa e Silva (atualmente
denominado Ana Lídia), onde se instalavam as
Figure 56: O Eixo Monumental em 1970 e ao seu atividades de lazer itinerantes que chegavam à
lado direito parte do Parque da Cidade. Fonte:
Arquivo Público do Distrito Federal. cidade, como circos e parques de diversões.

Figure 55: Comparação entre o Plano de Lúcio Costa e a implantação da


cidade. Fonte: Tanuré, 2007.

Figure 57: A área do Parque da Cidade e o


reservatório de água da CAESB ao lado direito da
foto. Fonte: Arquivo Público do Distrito Federal.
As Origens do Parque
da Cidade
Até a segunda metade da década de 1970 não
haviam sido implantadas duas grandes áreas de
lazer previstas pelo Plano de Brasília. Nesse
período, uma noticia do Jornal Correio Braziliense
de 04 de outubro de 1975 chama a atenção para
a carência de opções de lazer em Brasília. De
acordo com a notícia, a população da cidade era
de cerca de 800 mil habitantes, 52% dos quais
constituídos de jovens com menos de 20 anos de
idade e que não tinha muitas opções de lazer,
além de alguns clubes situados às margens do
Figura 58: Parque Iolanda Costa e Silva nos anos 70. Lago Paranoá. As opções para as crianças eram
Fonte: Arquivo Público do Distrito Federal. consideradas por essa noticia ainda mais precárias
por causa da falta de parques infantis
devidamente estruturados e com condições de
atender bem aos 250 mil jovens situados na faixa
etária de 0 a 14 anos (TANURÉ, 2007).
As Origens do Parque
da Cidade
Na época, o governador Elmo Serejo Farias
demonstrou preocupações em relação à mal
administração do setor cultural. Ele pretendia
ocupar a faixa jovem da população por meio da
implantação de centros de lazer, quadras de
esportes e parques. Como as atividades de lazer e
itinerantes estavam se desenvolvendo de forma
satisfatória, o Departamento de Turismo (DETUR),
juntamente com o Departamento de Arquitetura e
Urbanismo (DAU), da antiga Secretaria de Viação e
Obras, propuseram a criação do Parque Municipal
Figure 59: O bosque de pinheiros utilizado como camping em de Recreação naquele local. Essa proposta foi
1976 Fonte: Arquivo Público do Distrito Federal.
posteriormente analisada e aprovada pelo
Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU). O
início das obras do Parque Recreativo de Brasília
foi anunciado a partir do projeto elaborado pela
Secretaria de Viação e Obras do DF. O secretário
de Viação e Obras da época justificava a criação do
parque afirmando que Brasília carecia de locais de
encontros, lazer para todas as idades, e de um
programa de espaços turísticos que servisse tanto
ao habitante quanto ao turista com variados tipos
de diversões como meio de integrar a população.
As Origens do Parque
da Cidade
Assim, a criação do parque era considerada de
interesse público. Conforme notícia publicada no
ano de 1975, a Secretaria de Viação e Obras
reuniu Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Roberto
Burle Marx para a criação do Parque Recreativo de
Brasília e, apesar de o projeto criado pela mesma
Secretaria não ter sido implantado, permaneceu o
seu programa de atividades, que foi
posteriormente desenvolvido pelo escritório de
Burle Marx (TANURÉ, 2007). De acordo com a
referida publicação, o planejamento urbanístico
Figura 60: Inauguração. Fonte: Arquivo Público 1978. Figura 61: Placa de inauguração. Fonte: Arquivo
Público 1978. foi executado por Lúcio Costa, os edifícios e alguns
equipamentos do Parque foram entregues à Oscar
Niemeyer, que fez estudos preliminares e
encarregou o desenvolvimento dos projetos ao
arquiteto Glauco Campello, e o paisagismo ficou
sob a responsabilidade da empresa Burle Marx &
Cia Ltda. Em 1997, considerado já consolidado o
Parque da Cidade como principal parque público
de lazer e recreação desta área central do
Conjunto Urbanístico de Brasília, estabeleceu-se a
denominação de Parque da Cidade Dona Sarah
Kubitschek em homenagem à mulher do presidente
Juscelino Kubitschek, que iniciou a construção de Brasília.
As características do
projeto
Burle Marx escreveu um texto que se encontra
publicado na Revista Cadernos Brasileiros da
Arquitetura, no qual ele apresenta as
características gerais do projeto do Parque. Este
artigo constitui-se em um registro único, já que a
equipe não elaborou um memorial do projeto.
Para o maior entendimento das explicações do
texto, encontra-se uma imagem do painel do
projeto apresentado na Bienal de Veneza no ano
de 1978 e a planta do projeto executivo.

Figura 62: Planta do projeto executivo. Fonte: Tanuré, 2007.


Os objetivos do projeto
Dotar uma cidade de um parque das dimensões e
riqueza do parque recreativo de Brasília é, sem
duvida, um empreendimento ambicioso, cuja
realização envolvera os esforços e a dedicação de
muitos profissionais, por longo período de tempo.
A verdadeira feição do parque só surgira apos
anos de trabalho, como que num lento
amadurecimento daquilo que administradores,
entidades e os mais diversos técnicos souberem
hoje criar. Mas, muito embora gostássemos de ver
o parque já em funcionamento pleno, entre à
população, acreditamos que a possibilidade de
presenciar a implantação poderá acarretar uma
valiosa lição para os futuros usuários. Terão a
oportunidade, assim, de verificar, na prática, no
decurso da obra, o custo, o trabalho e o tempo
Figura 63: Planta apresentada na Bienal de Veneza em 1978. Fonte: Tanuré, 2007.
envolvidos na implantação de um bosque, no
desenvolvimento de uma muda, ou na simples
manutenção de um canteiro. (MARX, 1978, p.30)
Zoneamento do Parque
da cidade
Zoneamento do Parque
da cidade
Zoneamento do Parque
da cidade
Zoneamento do Parque
da cidade
Implantação
Esporte e Lazer
• 26 quadras poliesportivas; • 01 pista de Cooper está sendo construídos,
• 03 quadras de vôlei de areia;
serão 10 km ao todo, para ciclistas;
• 01 Lago Artificial;
Equipamentos
• 02 quadras de futevôlei;
• 150 Patos e/ou Gansos;
• 09 campos de futebol;
• Piscina de Ondas (desativada);
• 05 PEC- Ponto de Encontro Comunitário;
• Pedalinho (desativado).
• 04 CIM- Circuito Inteligente de Malhação;
• 49 churrasqueiras (individuais e duplas);
• 06 parques infantis;
• 01 pista de skate;
• 01 ciclovia no anel interno de 10 km para
pedestre;
Relatório de Usos do
Parque
COSTA, Lúcio. Relatório do Plano Piloto. EBA/UFRJ, 2004.

LEITÃO, Lúcia (org.). As praças que a gente quer. Recife-

PE: Prefeitura de Recife, 2002.

MACEDO, Silvio Soares. Quadro do Paisagismo no Brasil.

São Paulo, 1999. Figuras


MACEDO, Silvio Soares; ROCHA, Fábio. Praças Brasileiras.
Figura 1: Google. Disponível em:
Editora da Universidade de São Paulo, 2003.
http://agentegostaassim.blogspot.com.br/2012/09/parqueda-
MACEDO, Silvio Soares; Site Quapá. Quadro do Paisagismo.
cidade.html. Acessado em 18/11/2014.
http://www.quapa.fau.usp.br/quapa_desenv/default.htm.
Figura 2: Google. Disponível em: http://palazzovictoria.com/
SCALISE, W. Parques Urbanos – Evolução, projetos,

Referências
Acessado em 30/09/2014.
funções e uso. Revista Assentamentos humanos, 1, p17-24,
Figura 3: Google Disponível em:
2002. SILVEIRA, John. Parque Urbano: Sustentabilidade e um
http://lilliverdi.blogspot.com.br/ Acessado em 30/09/2014.
Processo de Construção Social.
Figura 4: Google. Disponível em: http://flores.culturamix.com/
http://www.caugo.org.br/?p=5184, 2013.
Acessado em 30/09/2014.
TANURÉ, Joana Dias. O projeto de paisagismo de Burle
Figura 5: Google. Disponível em:
Marx e equipe para o “Parque da Cidade” em Brasília/DF.
http://capitaldocerrado.wordpress.com/ Acessado em
Universidade de Brasília, Faculdade de Arquitetura e
30/09/2014.
Urbanismo, Programa de pesquisa e pós-graduação, 2007.
Figura 6: Disponível em AutoCad e adaptado pela autora.
TERRA, C.G. (Coord.); VASCINCELLO V.M. (Apres.);
Acessado em: 18/11/2014.
ANDRADE, R. TRINDADE,J.A. da; BENASSI, A. H.

Arborização: ensaios historiográficos. Rio de Janeiro:

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