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TRANSC RITA-AULA 1 N2- PRINCIPIOS DA TC (LISIA)

(Lembrando que meu teclado está com problema no acento)

As diferenças de densidades que eu vou conseguir avaliar melhor entre as estruturas.


Nosso organismo é composto por agua, partes moles, osso, gás e gordura. Então cada estrutura
dessa tem uma densidade especifica, assim consigo ter tons de cinza diferentes que determinam
o que significa aquela imagem, daí consigo ter melhor resolução entre as estruturas. No
mediastino, você tem no raio-x os tons de preto e branco, isso é o contraste. O pulmão e preto,
osso branco (mais branco que as partes moles), são poucas as diferenças de densidade que eu
tenho no raio-x. Já na tomografia tenho mais tons de cinza, por isso consigo determinar melhor
as estruturas. No mediastino, por exemplo, se tem suspeita de lesão vai pedir tomo, exame que
determinará o que está comprometido. Tb Utilizo nomenclaturas baseadas no tom de cinza,
mais escura: hipodensa; mais clara, branca: hiperdensa. Então a gente vai trabalhar com a
palavra densidade. Músculo é uma estrutura isodensa (intermediaria). Se você tiver
comparando uma estrutura ao todo, você pode usar essa estrutura e isodensa a gordura.

Estruturas mais escura de todas, PRETO: gás.

Mais BRANCA de todas: metais (próteses, clipes metálicos, cirurgias ortopédicas).

+ HIPODENSO -------------------------------------------------------------------------------------- + HIPERDENSO


Gás, gordura, agua (liquido), partes moles, partes moles com contraste, osso e estruturas metálicas.

Mensuração da densidade indo de mais negativo a maior densidade. O gás e o mais negativo.

Gás: -1000 UH (unidades Hounsfield);

Gordura: -100 UH;

Agua: 0-20 UH;

Partes moles: média 30 UH;

Partes moles com contraste: média de 50UH;

Osso: de 100 pra cima, e os metais bem maiores.

Aqui nós temos um TC de crânio no plano axial, e vemos que osso é uma estrutura
anatômica hiperdensa, branca. Aqui e o parênquima cerebral e ventrículos laterais (dentro tem
liquor- hipodenso). E esse paciente tem uma alteração, espontaneamente densa- ou eh sangue
na fase subaguda ou calcificação. No crânio do paciente, com sinal neurológico focal(?) Com a
perda súbita do... vai pensar diante dessa tomo um AVC hemorrágico, hematoma
intraparenquimatoso. ( na tabelinha, depois das partes moles com contraste vem o sangue na
fase subaguda (sangue se comporta de forma diferente dependendo da degradação da Hb, fase
aguda/subaguda ele eh hiperdenso (branco), nas fases mais tardias vai ficando mais hipodenso,
semelhante ao liquido).

Outra tomo, lesão é hipodensa- AVC isquêmico (uma das hipóteses). Pac com perda da força
motora do lado E (lembra que no crânio eh ao contrário, o sinal neurológico focal vai se
manifestar do lado contralateral da lesão). Repetindo: na primeira imagem, a lesão está do lado
E do paciente, no crânio quando a lesão é de um lado, a manifestação vai ser de outro lado, pq
nossas fibras no nível da pirâmide, fara um cruzamento das fibras, por isso tem manifestação
para o outro lado. Nesse outro paciente, a lesão e do lado D, manifestação lado E- e é outro tipo
de lesão, apesar da manifestação clinica poder ser a mesma, pode ter perda súbita da força
motora só que do lado contralateral. “Prof, o que eh isso branco?” Calcificação do plexo coroide,
plexo coroide pode fisiologicamente se calcificar, calcificação como achado de imagem
hiperdensa na tomo, achado normal, n tem repercussão clinica nenhuma.

Vertebra-hiperdenso; sempre vai ver de superficial para profunda, de anterior para


posterior. Aqui e a direita do paciente, aqui E (ao contrário da nossa); olha a tomo como se
tivesse olhando dos pés do paciente. Pulmão, nível toracoabdominal, parte mais proximal do
abd, ainda no tórax, aqui e gás e aqui gordura da parede torácica, que e a segunda coisa mais
hipodensa. Estomago do paciente cheio de liquido- hipodenso. Partes moles, e lembrem-se que
a musculatura e a parte isodensa. Partes moles com contraste. Osso. Se eu to descendo,
mostrando fígado (Hipocond D); estomago estava colabado, bebeu agua estendeu. Baço.
Adrenais. O fígado e do lado D, na imagem fica no E. Esse fígado aqui está sem contraste, essas
aqui são as veias hepáticas, é a mesma ideia da US, mais hipodensa quando o sangue está dentro
do vaso. Qnd houver um hematoma, será hiperdenso. Mas qnd injeto contraste, o vaso vai ficar
hiperdenso, pq vai contrastar. Esse fígado está esteatotico, gordura, mais escuro.

O exame tem limitação no tom de cinza, então tenho que trabalhar a imagem com uma
ferramenta chamada janela; pode escurecer ou clarear, isso e janelar- limita os tons de cinza e
as diferenças de densidade que seu olho humano vai durar(?). Na tomo, trabalha mais isso. A
gente adquire o exame no plano axial, mas se cortar fino, tiver vários cortes que sejam de
espessura similiar e pequena, consigo reconstruir essa imagem em outros planos, no coronal,
sagital ou fazer reconstruções em 3D, mas isso depende do número de detectores do meu
aparelho, se e mais avançado ou não. A partir de 16 canais, consigo ter uma resolução boa.
Tomógrafo de multidetectores e a partir de 16 canais. Vocês sabem que a imagem eh formada
por pixels na câmera, e o conjunto de pixels formam voxel (pixel-quadradinho; voxel-cubo de
quadrados); para que eu consiga reconstruir as imagens, tem que ser vários pixels, não posso
colocar pixel nem mt grande, nem deixar faltar, porque não posso deixar de completar a
imagem. E esses voxels tem que ser do mesmo tamanho pra formar um cubo mesmo, não
formar um paralelepípedo, nada disso. Quando coloco a imagem num corte coronal, se o corte
foi isovolumétrico, se esses quadradinhos forem todos iguais, então ai tenho possibilidade
reconstruir no coronal, sagital, fazer 3D, pq tenho como completar essa imagem de uma mesma
forma, mesmo tamanho. Ex.: fazer essa sala aqui, se faço aquisição só dessa fileira aqui, pulo
faço aquela de lá, pulo e faço daquela fileira de lá, se eu for juntar, vai dar a mesma ideia da
visão que você está tendo aqui? Não, ne? Vai ficar faltando imagens para completar. Então da
mesma forma é na TC. Então para fazer com que eu tenha a aquisição toda dessa parte da sala,
eu não posso pular as imagens, não posso pular as fileiras, pq se eu pular vou deixar de pegar
alguma coisa, e na hora de reconstruir vai ficar errado a minha imagem, na hora vai me mostrar
de uma outra forma. Da mesma forma aqui, se eu pego a fileira de vocês, pego a do meio, pego
a do canto, e estou mostrando a sala da t2 pra outra pessoa, se eu fizer uma foto tirando vocês
aqui? Não. Eh a mesma coisa na TC. Pra que vocês apareçam eu tenho que cortar mais fino, não
posso pular. Então é isso, está relacionado com a espessura e quantidade dos cortes.

Quais as vantagens da TC? Mais densidade, mais detalhes, mais tons de cinza; eh um
método que não eh invasivo, não tem que seccionar o paciente, submeter a cirurgia pra ver as
estruturas intracavitárias, intracranianas; consigo adquirir as imagens e guardar num arquivo de
banco de dados, consigo digitalizar essas imagens; “Quanto tempo demora uma TC?” “Depende,
TC de que?” De abdome. Se for um exame completo, vocês vão aprender que na verdade faz
sem contraste mais 3 fases, que chama estudo trifásico, então são 4 etapas de aquisição de
imagens, dá em média de 10 min de exame, que não é pelo tempo de aquisição da imagem, mas
pelo tempo de esperar pra cortar, mas uma TC de crânio, faz em 1 min (uma aquisição de TC de
crânio, se for um tomógrafo rápido, faço em 10s). Então TC eh um exame bem rápido,
dependendo da quantidade de canais que for, mais rápido vai ser. Diferente da ressonância que,
enquanto na TC e de 10-15min, na ressonância e 1h30min.

Desvantagens: Você utiliza radiação ionizante; e se são vários raio-x, obvio que será
muito mais radiações que o pac será submetido que no raio-x, mas você tem que avaliar o custo-
benefício daquele exame em relação ao paciente, se só aquele exame vai dar o diagnostico ou
ainda se aquele exame é o mais necessário para o paciente, eu n vou fazer raio-x, vou fazer TC.
Por ex, TCE (traumatismo cranioencefalico) pra que eu vou pedir raio-x de crânio se eu posso
pedir TC para o paciente, o que importa mais não é a calota craniana, mas o que está dentro do
crânio. Então na TC eu consigo ver o osso, principalmente a parte interna. Então no TCE, se eu
quero avaliar o pac, se ele tem critérios para isso, eu vou pedir TC e não raio-x. Contraste iodado-
eu utilizo na TC um tipo de contaste que é pra me dar mais diferença nos tons de cinza, para as
estruturas ficarem mais hiperdensas. Posso utilizar por via venosa, mais comum, ou por via oral,
pac ingere, e pela via retal. Mas o contraste que a gente utiliza geralmente é o iodado.
Diferentemente do exame contrastado do raio-x, a gente pode usar um contraste baritado, pra
avaliar trato gastrointestinal. Se eu vou fazer um esofagografia, o esôfago normalmente a gente
não vê se não der contraste no raio-x, então esse contraste do esôfago, dou o contraste baritado,
porque é mais denso, mais pesado que o iodado. E a TC como tem melhor resolução pra dar
densidades diferentes, então o baritado fica muito denso (restante não entendi). “Tem alguma
coisa a ver pra proteger, o baritato?” O baritato é mais nocivo ao paciente, digamos, se o pac
tiver uma fistula comunicando com o mediastino, no abdome, o contaste baritato é mais
limitativo (?), não é absorvível. Já o iodado eu aplico na veia, o baritato não. Na veia, ou eh
contraste iodado na radiação ionizante ou na ressonância magnética é o carbolim, não vai ser
baritato na veia, pq a pessoa morre se aplicar. “Todos os exames serão com contraste na TC ou
o médico tem que pedir?” O médico tem que pedir. (não entendi a pergunta) Na TC são todos
iodados, baritato é extremamente denso, não pode usar na TC. Será usado em raio-x, como dei
exemplo, na esofagografia, que dá contraste para ver esôfago.

Outras desvantagens, todo exame terá artefato. Se a estrutura for muito densa,
atrapalha na aquisição da imagem, quanto o pac tem prótese, por ex, o mais hiperdenso que eu
falei a vocês, vai ter artefato. Vocês verão a imagem borrada. Se o paciente se movimentar
durante a TC, também dará artefato, a aquisição da imagem será em momentos diferentes. Eh
igual a foto, se você se mexe durante a foto, da artefato. Então quando o paciente vai fazer TC
de abdome ou de tórax, a gente pede pra respirar fundo e prender a respiração, fazer apneia,
porque se ele se mexer durante o exame, vai ficar uma imagem borrada. O exame inteiro
demora 10 min, mas a aquisição demora 10s (tempo de apneia). O abdome tem a fase em
contraste e mais três fases, e cada fase tem seu tempo certo de adquirir. Então eu adquiro a
fase sem contraste, ai injeta o contraste, daí a primeira fase é arterial, de 35s, depois fase portal
70s da administração do contraste, e a tardia media 3-5min ou mais. Então vocês vão aprender
que tem tempo pra começar a cortar, mas o corte em si, a aquisição em si e em média 10s. O
paciente fica em apneia 10s. Pessoas idosas as vezes não conseguem, crianças tb não,
inconscientes também não. Então claro que vai ter limitação, mas isso não e impeditivo pra fazer
o exame. Por ex, uma pessoa inconsciente e entubada pode fazer TC, porque e um exame rápido,
mas é claro que terá prejuízo na imagem, mas mesmo assim você consegue dar bastante
diagnostico com isso. E a outra desvantagem é que e um método menos acessível, mais oneroso,
bem mais caro que o raio-x, mas tem suas vantagens que a gente tem que valorizar de acordo
com o contexto clinico.

Dose da TC que o pac será exposto é maior que a dose do raio-x. Dose máxima de uma
exposição da uma pessoa comum, sem ser profissional de radiologia, é uma média de
0,5rem/ano (medição de radiação), que equivale a 5 mSv/ano. Já pra trabalhadores da radiação,
olha como há um aumento de 10x mais. Essa é a dose máxima que pode ser exposto. (não
entendi).

Indicações de exames: Via venosa- maioria das aquisições dos exames que vai pedir.
Oral- cada vez mais está se restringindo o uso de contraste oral, porque os tomógrafos novos
você tem a imagem muito melhor, melhor resolução, consequentemente não precisa tanto de
contraste, como o oral. O oral vai dedicar pra algumas situações, quando você suspeita de
fistulas, deiscência, anastomose (?). Retal- menos utilizado ainda, é uma situação que expõe o
paciente, não muito agradável, utiliza para as mesmas situações, suspeita de fistula, de
deiscência. O contraste iodado fica branca a imagem, hiperdensa. Mas existe o contraste neutro,
a agua, você vai dar um liquido, como no estômago, estendeu e eu consegui limitar mais o
estômago. As veze quero estudar o pâncreas, a cabeça, vocês lembram que a segunda porção
duodenal está em intimo contato com a cabeça do pâncreas, as vezes da agua pra distender o
duodeno pra saber o que é pâncreas o que é duodeno. “Prof, fora a agua, dos outros contrastes
o que muda entre eles é a densidade?” Sim, a densidade e a distensão das estruturas, igual na
bexiga, da agua pra distender a bexiga. O contraste pode ser injetado de forma manual, ai você
faz uma fase apenas, como no crânio, só preciso de uma fase, então faço injetado na mão, ai
faço uma fase sem contaste e uma com contraste, no tórax tb. Já no abdome, vou fazer estudo
dinâmico ou trifásico do abdome, primeiro faço uma fase sem contraste, depois com contraste.
Pra que eu saiba o tempo certo de fazer a aquisição, existe um aparelho chamado bomba
infusora/injetora, que é parecida com atividade da bomba infusora da UTI, pra controlar o fluxo
que está entrando no paciente e a velocidade desse fluxo. Ou seja a quantidade de contraste
que está entrando e velocidade, de forma pra controlar a sua introdução. E ai com esse aparelho
consigo delimitar o tempo certo de adquiri o exame, sabe-se que cerca de 10s da fase da adm
do contraste, tenho a fase arterial: o contraste vai chegar na artéria, é aplicado na veia,
geralmente na porção (?) e passa pelo caminho, geralmente pelo Ventrículo D depois chega na
outra câmara e vai pra fase arterial. A fase arterial é precoce, inicial. Ah, prof, tenho suspeita de
uma dilatação aneurismática, daí faz esse exame, que chama angiotomografia do abdome, pra
estudar o quadro da aorta, então é uma fase bem precoce. Fase arterial intersticial- estudar
estruturas parenquimatosas- fígado, rins, etc. Ai eu vou adquirir a imagem com 35s da adm de
contraste; fase portal/venosa, o contraste vai sair da artéria e vai passar pra veia, vai fazer a
circulação e vai pra veia, é com 70s da adm do contraste. Fase tardia/excretora, o contraste já
fez seu fluxo, seu caminho, e agora está sendo excretado pelo rim, agora só tenho contraste do
ureter, do sist. Coletor urinário. Então ai essa fase e em média de 3-5 min da adm do contraste.
Eh fisiologia pura, o contraste primeiro chega no córtex renal, ai depois se concentra no rim, ai
chega no córtex e medula renal, ai será eliminado por esse rim na fase tardia/excretora.
Repetindo: o contraste iodado, pode ser pela via venosa, oral e retal. A mais comum é a venosa,
pode ser feita de forma manual ou dependendo pela bomba injetora, se precisar controlar o
tempo. Angiotomografia precisa controlar o tempo de quando chegou o contaste na artéria ou
na veia, na que vc quer estudar. E, o estudo trifásico do abdome, tb é adquirido por bomba
injetora. Então são essas as fases do estudo. No raio-x falava incidências, na TC fala fases.

Quanto em média um paciente pode receber de contraste? Você pode trabalhar de 1-


2ml/kg, de iodado. Você calcula o máximo da dose que o pac pode tomar, ex, pac de 50kg, máx.
que pode tomar e 100ml, adm na veia. Oral, não, você pode diluir e dar mais volume pra ele.
Mas venoso, é o máx. que o rim tolera. E ai então tenho as fases do estudo dinâmico do abdome.
Fase arterial, contraste na artéria; fase venosa/portal, contraste na veia e concentrando nas
estruturas parenquimatosas; fase tardia, contraste vai ser excretado pelo ureter.

Vou abrir uns exames pra vocês verem. Antes de tudo, vocês têm que saber, diferenciar
um exame com contraste e um sem. Essa aqui e uma tomo do abdome, plano axial. Vocês tem
que olhar para o vaso, se suspeitar que tem contraste venoso. Se oral, olhar para o trato
gastrointestinal, lembrando que se não tiver contraste, vai ficar ou com densidade do gás ou
liquida. Esse aqui e um exame sem contraste, bexiga tem sem, intestino ta sem e aqui vou passar
de cranial pra caudal. Então aqui, fígado, baço, estomago. Adrenais parecem um “y”. Rim D e E.
E os vasos do retroperitônio, aqui a aorta e aqui a veia cava. O exame sem contraste é mais difícil
pra quem não está acostumado a ver as estruturas que tem menos diferença de densidade. Mas
vocês já conseguem ver se tem contraste ou não. Ai vocês conseguem ver que no estudo
dinâmico do abdome vai ter fase arterial, portal e tardia. Na fase arterial, o contraste está só na
artéria. E você pode encontrar o contraste na veia porta, porque vocês lembram que a veia porta
e diferente, ela carreia 75% do suprimento hepático, então também terá contraste (só essa veia,
veias hepáticas, por ex, não terão contraste nesse momento). (Com contraste consegue
delimitar mais as estruturas, ficam mais densas; se tiver com dúvida, você vai olhar pra vasos e
rins). Saber se tem contraste venoso: olhar pra rim e vaso; contraste oral: trato gastrointest. Na
maioria das tomo se faz com contraste, mas não sempre. Quando quer poupar a pessoa de
radiação, um bebe, dependendo do estudo já vai direto pra tomo. Uma pessoa com vários
linfomas tb, já vai direto pra tomo.

Fase arterial- contraste na artéria e veia porta (pode ter um pouco na cava por causa do
refluxo, nos ventrículos pode ter um pouco). Rim identifica bem a diferença entre o córtex e a
medula (parte central, hipodensa); baço mais heterogêneo, rendilhado;

Fase portal- rim fica todo preenchido; baço mais homogêneo. Fase nefrográfica no rim

(Isso é o famoso janelar, fecha o tom de cinza.)

Fase tardia/excretora-vocês veem que quase não tem contrate nas estruturas, sabe o
que é isso branco denso? eh o ureter, tem dos dois lados.

Exame de crânio: aqui to indo de caudal pra cranial, to subindo. Olhar para o vaso para
saber o que tem contraste, se tiver branco no vaso, tem contraste. Aqui são ventrículos laterais
que são hipodensos. Aqui, descendo é o terceiro ventrículo. Descendo mais, Quarto ventrículo.
Fossa posterior, cerebelo, bulbo. Subindo, ponte, mesencéfalo (parece cabeça do Mickey).
Frontal D e E; Parietal D e E; desço mais, ai aparece occiptal. Em outro plano, aqui está o coronal
(você esta olhando de frente para o paciente). Frontal D e E; sagital; fossa posterior, ponte,
mesencéfalo, e aqui já começa o corte que vocês estão vendo, aqui occiptal, na frente, frontal.

TC de Tórax: pode ser com filtro de partes moles e filtro de parênquima. Pensem o
seguinte, se eu quero estudar pulmão, como vou ver em filtros de partes moles? Que foi aquele
do abdome que mostrei pra vocês, que o gás fica preto. Então tenho que fazer uma coisa
especial para o tórax. Cada estrutura vai ter seu filtro especifico; no crânio, filtro de crânio. De
abdome, filtro de partes moles. No tórax, filtro de partes moles pra estudar mediastino, e filtro
de parênquima pulmonar pra estudar o pulmão, vejam que fica parecendo um raio-x de tórax.
Já o outro filtro, me mostra partes moles, não vou ver mais pulmão, porque quero avaliar partes
moles. Para dar uma aula de exame todo, eu olho tudo, osso, parênquima, partes moles. Precisa
o médico pedir tudo isso? Não. O técnico já sabe, quando chegar pra vocês, vocês já têm que
saber. Quero olhar uma alteração de pulmão? Filtro de parênquima. Quero olhar um linfoma,
olhar partes moles. Cada filtro vai me responder uma coisa.

Janelar, eu posso fazer. Filtro, o técnico faz de acordo com o exame. Se o pac tiver um
TCE, além do parênquima cerebral, faz um filtro tb só de osso, para estudar algumas estruturas.
Então digamos que vocês já sabem olhar os exames. Digamos que o exame precisa ser com
contraste. Então vocês precisam saber em que precisa usar contraste.

CONTINUAÇÃO TRANSCRIÇÃO TC (CAROL)

Resumo rápido de quando usar contraste!

1º. Investigação de tumor

2º. Diferenciação de lesão sólida de cística

(Para saber se um cisto é complexo ou não, tem que injetar contraste, pois é o contraste que vai
dizer se é cístico ou tem componente sólido. Se for cístico, não vai impregnar pelo meio de
contraste pq não tem vaso lá dentro. Agora se for um tumor, vai impregnar o contraste).

3º. Avaliação de abscessos (se comporta como cisto complexo) – verificar impregnação apenas
periférica ou central.

4º. Avaliação de abdômen – exceção: avaliação de cálculo renal, avaliação de apendicite.

PRINCIPAIS INDICAÇÕES DE CONTRASTE: Investigação de tumor, lesões sólidas ou císticas e


abscessos.

Exemplo: Chega um paciente com suspeita de Carcinoma Hepatocelular (CA fígado). Fez USG de
abd e verificou paciente cirrótico e nódulo hepático. Tem que pedir TC do abd com estudo
bifásico com CONTRASTE!

PREPARO PARA REALIZAÇÃO DE TC COM CONTRASTE (Princ em CONTRASTE VENOSO!!)

JEJUM (4 horas): pois o contraste por via venosa causa náuseas e vômitos. O mínimo são 4
horas de jejum para esvaziar o estômago e evitar que o paciente vomite. Porque é
desconfortável para o paciente além de evitar quadro de broncoaspiração.

A reação adversa mais preocupante é a REAÇÃO DE HIPERSENSIBILIDADE (ALÉRGICA) AO


CONTRASTE.

O uso do contraste pode causar NÁUSEAS E VÔMITOS, NEFROTOXICIDADE e REAÇÃO DE


HIPERSENSIBILIDADE.

Fatores de risco para reação adversa ao contraste:

- Paciente atópicos (asma, rinite, dermatites, em uso de outra medicação apresentar


eritema ou edema de glote);

- Insuficiência renal: Em idosos, rim único, pessoa com função renal deprimida, em uso de
drogas nefrotóxicas, diabéticos.

 PARA PACIENTES ATÓPICOS:


- Evitar efeito histamínico
- Preparo (Protocolo CAC): Corticoide VO 13h, 7h e 1 hora antes do exame + anti-
histamínico VO 1h antes do exame + protetor gástrico. (Prednisona 50mg VO 13h, 7h, 1
hora antes do contraste + Difenidramina VO 1 hora antes do contraste).
Agora digamos que o paciente do exemplo acima (CA hepático) apresentou urticária durante o
exame, esse paciente NÃO PODERÁ MAIS USAR CONTRASTE. Não adianta fazer o preparo
antialérgico! O preparo é pra inibir a IgE e não as células de memória. Quando você tem uma
ação direta da substância, tem as células de memória e vai produzir IgG que vão ficar retidas e
a partir do momento que tiver uma exposição com a mesma substância, a igG será liberada e
esse preparo antialérgico não vai inibir IgG. E a tendência é a reação adversa ser mais grave!

Então, nesse caso o paciente terá que fazer seguimento com outro exame: RM com contraste.

PACIENTE QUE TIVER REAÇÃO ALÉRGICA NÃO PODE MAIS USAR CONTRASTE.
(Urticária, edema de glote, broncoespasmo..)

 PACIENTES COM RISCO DE NEFROTOXICIDADE:


- Grupo de risco: Idosos, rim único, doença renal conhecida ou alguma doença que pode
afetar os rins.
CUIDADOS:
- Calcular o Clearance de Creatinina (AVALIAR A FUNÇÃO RENAL)
Clearance acima de 100 – ok! – Só orientações gerais
Clearance abaixo de 60 – Hidratação do paciente por via venosa antes e depois do
procedimento (Hiper-hidratação do paciente). Uso de N-acetilacisteína (controverso)
Clearance abaixo de 30 – NÃO FAZER CONTRASTE NESSE PACIENTE, salvo se ele tiver
uma diálise programada para depois do procedimento no mesmo dia.

 PACIENTES COM DIABETES MELLITUS

Cuidado com a Metformina – Risco de acidose láctica e se associar com outra substancia
pode aumentar o risco. Suspender por 48 horas após a administração do contraste. Se
descompensar a Dm, pode aplicar insulina ou outro medicamento.

Contraste?

Jejum 4h Sim

Risco
DM Insuficiência Alérgico
Renal

Calcular
Suspensão da Preparo anti-
Clearance
metformina 48h alérgico
Creatinina

Risco de Acidose
<60 e >30 <30
láctica

Somente após
Hidratação
diálise
Exemplo 2: Paciente HIV positivo, com crise convulsiva e cefaleia (suspeita de tumor, então tem
que injetar contraste. É um sinal neurológico focal), suspeitando de neurotoxoplasmose.
Durante o exame de TC com contraste, paciente começa a “se coçar” (Urticária). Qual a conduta
a seguir?

Primeiro: examinar o paciente clinicamente!!!

Conversar com o paciente, verificar se as vias aéreas estão pérvias, respiração normal, ausculta
pulmonar, pressão arterial, sinais vitais.

Antialérgico VO para reações leves. Se for uma reação mais grave, corticoides via venosa. Reação
mais grave = eritema difuso, rosto edemaciado, placas maiores. Se ele não melhorar, adrenalina
subcutânea (se houver risco de edema de glote, dependendo do estado geral do paciente).

Exemplo 3: Paciente asmática, com nódulo hepático a esclarecer. Durante o exame, paciente
começa a ficar dispneico (Dispneia). Qual a conduta?

Examinar o paciente (ABCDE). Conversar com o paciente, auscultar, monitorização, saturação,


pressão, sinais vitais.

Beta 2 agonista via inalatória. Se não melhorar, considerar adrenalina subcutânea ou


intramuscular. Se não melhorar, chamar a equipe e pensar em entubar o paciente, se rebaixar
o nível de consciência.

Nunca pular etapas! Primeiro examinar o paciente, depois a monitorização, verificar sinais vitais.
Se confirmar a dispneia, começar com a medicação e assim por diante.

Agora a mesma paciente não consegue mais falar (Disfonia). O que está acontecendo com essa
paciente? Edema de glote. A conduta é chamar ajuda e começar a fazer adrenalina subcutânea
ou intramuscular. Não adianta tentar intubar. Primeiro é as vias aéreas!

Exemplo 4: Às vezes o paciente vai fazer o exame muito ansioso. Por investigação de alguma
doença grave, ou por não ter se alimentado (jejum). E isso pode causar hipotensão. A conduta
é fazer volume para o paciente. A média é de 2 litros aberto, se o paciente não tiver restrição de
volume – em adultos. No caso de pacientes pediátricos é calculado o volume. Após o volume,
vai monitorando a pressão. Se não melhorar, vai ter que considerar drogas vasoativas (atropina,
por exemplo). Fazer um ABCDE de nível mais avançado.

Exemplo 5: Paciente cardiopata, compensada, TC com contraste de suspeita de doença no tórax.


Começa a ficar com dispneia e dor no peito. Na ausculta pulmonar, presença de estertores
crepitantes em todo hemitórax direito (Edema agudo de pulmão).

Primeiro: examinar o paciente, monitorização, sinais vitais.

Uso de Furosemida, nitrato, morfina (tto para edema agudo de pulmão).

Crises convulsivas: Controlar o paciente para não se machucar. Se for persistente, fazer o tto de
crise convulsiva com Diazepam.

Hipoglicemia: utilizar o destro para cerificar. Paciente taquicardíaco, com 12-14 horas de jejum
geralmente. Avaliar sinais vitais e fazer volume de glicose 50%. Soro glicosado não adianta (não
hidrata e não oferece glicose necessária). Pode utilizar em associação com a glicose 50%, mas
não sozinho.
Crise de pânico: podem acontecer crises convulsivas, desmaios. Tratar a clínica! Se for
ansiedade, só uma conversa com o paciente já melhora. As vezes é difícil diferenciar uma crise
de ansiedade de uma crise convulsiva verdadeira ou de uma síncope.

Crise hipertensiva: Tratar a clinica. Se não for um aumento exorbitante, dá Captopril VO e depois
30 minutos examina. Se for uma pressão mais elevada, considerar um betabloqueador.
Geralmente o captopril resolve. Ou se for um paciente ansioso, deixar em repouso por um
tempo.

Parada cardíaca: ABCDE da reanimação.

MAIS COMUM: HIPOGLICEMIA, URTICÁRIA E HIPOTENSÃO

QUANDO INJETAR CONTRASTE?

1.
Paciente gênero masculino, jovem, brevemente hígido, começou a ter febre, dor em HD e
quando foi examinar Sinal de Torizoni? (dor a punho percussão), no hemograma leucocitose
com desvio. Na USG do abd (imagem heterogênea predominantemente hipoecogênica com
limites parcialmente definidos acometendo segmentos dos seios hepáticos, medindo
aproximadamente 5cm ). Ficou em dúvida. No doppler não conseguiu verificar, pois o paciente
não estava conseguindo respirar direito. Pediu TC de abd. Paciente sem alergia. TC de abd com
ou sem contraste?

Com contraste. Suspeita de abcesso. *Lesão focal hepática geralmente pedir TC com contraste.

2.
Paciente gênero feminino, com cefaleia de repetição, é jovem, faz uso de anticoncepcional. Sua
última crise de cefaleia foi absurda. Paciente sem alergia. TC de crânio com ou sem contraste?

Com contraste. Cefaleia se não tiver reação adversa, pedir com contraste. Pois pode ser
processo expansivo.

3.
Paciente vítima de acidente automobilístico, 30 anos, perdeu a consciência durante o trauma,
chega no PS. Qual exame fazer?

TC de crânio sem contraste. Em paciente politraumatizados, espera-se encontrar na TC


hematomas (Subdurais, epidurais e subaracnóideo). Hematomas são vistos até sem contraste.
Em associação, pode ser visto fraturas também.

TCE TC SEM CONTRASTE!

4.
Paciente gênero feminino, obesa, com dor em HD com mais ou menos 2 horas de evolução tipo
cólica e refere crise, mas já passou. Sem icterícia, sem febre.
Suspeita de lesão na vesícula – Melhor método é USG do abd!

5.
Paciente gênero masculino, jovem, refere emagrecimento, linfonodos palpáveis de consistência
pétrea na região cervical.

Suspeita de linfoma. TC do pescoço com contraste. No histopatológico positivo para linfoma,


pedir TC de pescoço e tórax para avaliar linfonodo mediastinal.

6.
Paciente do caso 3, também teve trauma no tórax, com equimose transversa no abd (faixa preta
no abd).

Pedir TC com contraste de tórax e abd – avaliar lesão vascular, laceração hepática, do baço, lesão
renal.

***Paciente politraumatizado: pedir TC sem contraste de crânio se tiver TCE, TC com contraste
de tórax e abd e coluna cervical (sem contraste)

Coluna cervical, dorsal e lombar sem contraste! - Só injeta contraste em caso de tumor. Para
trauma, hérnia é sem contraste.

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