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CURSO: Administração (Noite)

ALUNO(A): Camila Maria Santiago Cavalcante


MATRÍCULA: 18.1.001005

TED nº 2: Influências Históricas na Administração.

Os conhecimentos de administração/gestão remetem à Pré-História,


tempos remotos em que o homem dependia da caça e da colheita para
sobreviver. Naquela época, princípios gerenciais eram aplicados na formação
de exércitos, no estoque de alimentos para períodos em que a caça seria
dificultada (como no inverno), na divisão de tarefas, etc. Desta feita, observa-se
que o esforço coletivo sempre foi visto como algo extremamente necessário
para a sobrevivência do homem.
Na Antiguidade, diversos povos, por sua vez, continuaram a aplicar
princípios gerenciais. Dentre eles pode-se citar os povos sumérios, babilônicos,
assírios, egípcios, hebreus, chineses, gregos, romanos, etc.
A Suméria, localizada ao Sul da Mesopotâmia, estava organizada em
torno de grandes cidades, distribuídas estas em templos geridos por
sacerdotes-reis. As terras ao redor das cidades eram tratadas por sistemas de
irrigação. A agricultura era o forte dos sumérios, que adquiriram
autossuficiência ao armazenar as comidas e matérias-primas nos templos.
Esses templos tinham um controle e contabilidade próprios, o que fez com que
surgissem os funcionários públicos (homens que se encarregavam de controlar
o estoque dos templos e de contar os produtos lá armazenados). A escrita
cuneiforme, inclusive, surgiu do controle de estoques que era feito em pedras,
através de riscos. A partir de tudo isso, percebe-se a importância dos sumérios
para a ciência da Administração.
A Babilônia e a Assíria, por sua vez, também foram essenciais ao
desenvolvimento da gestão como um todo. O Código de Hamurabi trazia o
princípio da responsabilidade (“se eu cometer um erro, devo assumir as
consequências”). A Lei De Talião (“olho por olho, dente por dente”) foi
necessária para mostrar na prática o que é autoridade e poder, bem como o
que acontece quando se deixa de obedecer às regras estipuladas pela
autoridade no comando. Tudo isso reflete diretamente na Administração, a qual
parte do pressuposto de que são necessárias uma autoridade e uma cadeia de
comando para que um coletivo alcance determinadas metas, dentro de um
bem-estar possível. Além disso, há outros fatores que contribuíram com os
princípios de gestão, como: práticas de controle de transações comerciais;
logística e controle de estoques pelas organizações militares; exército de longo
alcance; pagamento das tecelãs por produção individual; etc.
Os egípcios, não menos que os demais povos, contribuíram com
hieróglifos, construção de pirâmides, detalhamento de trabalhos e
decomposição em tarefas minuciosas. O senso de trabalho coletivo para os
egípcios era quase que inerente à sua cultura em si. O governo egípcio,
durante o Velho Império, o Médio Império e o Novo Império, aplicou princípios
de centralização e descentralização fiscal, bem como outros critérios de
controle.
Os hebreus contribuíram significativamente com o conceito de liderança:
Moisés, cuja capacidade de articulação e coordenação impressionava a todos,
garantiu a liberdade coletiva de seu povo.
Os chineses, no Oriente, elaboraram a Constituição de Chow, na qual se
previam oito regras para a administração pública: alimento; mercado; ritos;
ministério do emprego; ministério da educação; administração da justiça;
recepção dos hóspedes; exército. Atenta-se para a obra “A Arte da Guerra”, de
autoria do filósofo chinês Sun Tzu, que traz diversos pensamentos passíveis de
serem aplicados nas empresas modernas. O filósofo dizia que “o exército deve
conseguir prevalecer sem ter de lutar”.
Os gregos estimularam o desenvolvimento e a aplicação do método
científico. Os filósofos gregos contribuíram de maneiras diferentes. Aristóteles
distinguiu três formas de administração pública (monarquia ou governo de um
só; aristocracia ou governo de uma elite; democracia ou governo do povo);
Francis Bacon fundou a Lógica Moderna com seu método experimental e
indutivo; René Descartes fundou a Filosofia Moderna e contribuiu com seu
método cartesiano, o qual reunia os princípios da dúvida sistemática ou da
evidência, da análise ou de decomposição, da síntese ou da composição e da
enumeração ou da verificação.
Os romanos influenciaram a Administração principalmente com o
surgimento de fortes instituições como a Igreja Católica e o Exército Romano. A
Igreja, com sua liderança, hierarquia e estrutura organizacional até hoje serve
de parâmetro para empresas de sucesso. O Exército Romano, por sua vez,
com sua disciplina, espírito de equipe, hierarquia, autoridade (poder, controle)
também teve grande importância no surgimento da ciência da Administração.
As organizações militares em si, até hoje, são estudadas pelas empresas, pois
seu corporativismo e princípio da unidade de comando (pelo qual cada
subordinado só pode ter um superior) inspiram os empreendedores.
No século XIX, as organizações eram poucas, predominando as oficinas
artesanais e os profissionais autônomos. Com o tempo, elementos diversos de
gestão foram surgindo em decorrência da necessidade de serem resolvidos
problemas decorrentes de trabalhos e tarefas realizadas por conjuntos de
indivíduos. Por isso mesmo, a teoria Geral da Administração é uma área
recente.
Fato é que a Administração surgiu reunindo o que havia de essencial a
uma boa gestão, utilizando-se dos princípios de gestão acima citados e de
ensinamentos contidos em ciências como o Direito, a Matemática, a
Contabilidade, a Sociologia, a Psicologia, a Filosofia, a Biologia, etc. Seu
surgimento como ciência, no entanto, ocorrerá de fato apenas no início do
século XX, após a Revolução Industrial, com a criação das empresas
modernas.