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UFCD: 8329

Restauração - informação
turística
25h

Formadora: Maria José Pinto


Peso da Régua, 2018
ÁREA DE FORMAÇÃO

Técnico/a de Restaurante/Bar

DESTINATÁRIOS

Ativos empregados com escolaridade mínima 9º ano e desempregados com formação igual ou
superior ao 12º ano

MODALIDADE DE FORMAÇÃO/ FORMA DE ORGANIZAÇÃO

Formação Pós-laboral e contínua.

OBJETIVOS

• Definir o conceito de visitante.

• Identificar os diferentes tipos de visitantes.

• Identificar as tendências e produtos turísticos.

• Prestar informações de caráter turístico.

Conteúdos

• Conceito de Visitante: Turista; Excursionista.

• Turismo: Perfil do visitante; Oferta Turística.

• Informação turística e hoteleira; Património e os aspetos culturais; Factos históricos,


lendários e gastronómicos de cada região; Locais de interesse cultural; Locais de diversão;
Desportos; Folclore; Artesanato.

EQUIPAMENTOS E MATERIAL DIDÁTICO

Computador (para o formador); Caneta; Papel; Quadro; Tela de Projeção; Videoprojector; Ligação
à internet (para o formador).
INDICE

1. CONCEITO DE VISITANTE .................................................................................................. 1


2. TURISMO ................................................................................................................................... 4
2.1. Conceito de turismo ............................................................................................................... 5
2.2. Oferta turística ....................................................................................................................... 9
2.3. Perfil do visitante ................................................................................................................. 12
3. INFORMAÇÃO TURÍSTICA E HOTELEIRA ................................................................... 14
3.1. Património cultural .............................................................................................................. 15
3.2. Locais de interesse cultural .................................................................................................. 18
3.3. Símbolos turísticos .............................................................................................................. 22
Bibliografia ................................................................................................................................... 27
Sites consultados ........................................................................................................................... 27
1. CONCEITO DE VISITANTE

• Turista

• Excursionista

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Em termos concetuais o turismo remete-nos para o sujeito de toda a prática turística, o
turista, sendo este a chave principal de toda a atividade pois, tudo gira em torno de si. É certo que
este constitui uma atividade complexa, em que o produto final que é apresentado ao turista, sendo
este o resultado do trabalho de diversos intervenientes, com diferentes competências, saberes e
profissões, que confluem para esse objetivo semelhante.

Numa abordagem em termos de conceitos, considera-se:

(1) Viajante: qualquer pessoa que se desloca entre dois ou mais países (viajante internacional) ou
entre duas ou mais localidades dentro do seu país de residência habitual (viajante doméstico).

(2) Visitante: qualquer pessoa que viaja para qualquer lugar fora do seu ambiente habitual por
menos de 12 meses consecutivos e cujo motivo principal da visita não seja o de exerceu uma
atividade remunerada no local visitado.

(3) Turista: Visitante que permanece, pelos menos, uma noite no local visitado (não
necessariamente em alojamento pago).

(4) Visitante do Dia (excursionista): Visitante que não permanece uma noite no local visitado.

(5) Ambiente Habitual: O principal objetivo da introdução deste conceito é excluir do conceito
de visitante pessoas que se deslocam diária ou semanalmente entre a sua casa e o local de trabalho
ou estudo, ou outros lugares visitados frequentemente. A definição de ambiente habitual baseia-se
nos seguintes critérios:

a) Distância percorrida;

b) Duração mínima de ausência do local de residência habitual;

c) Mudança de localidade ou de unidade territorial administrativa;

d) Exclusão explicita de certas deslocações ordinárias;

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(6) Residencial Habitual: É um dos critérios-chave para determinar se uma pessoa que chega a
um país é um <<visitante>> ou <<outro viajante>> e sendo visitante se é nacional ou não residente.
A classificação dos visitantes internacionais segundo a sua origem é feita pelo país de residência e
não pelo da nacionalidade. (Fonte: UN/OMT, Recommendations on Tourism Statistics, 1994. (Cit
in Cunha & Abrantes, 2013:19).

O homem atual valoriza cada vez mais o modo como ocupa o seu tempo livre, associado à
participação e ao desenvolvimento intelectual, criando-se deste modo uma dinâmica importante
entre o turismo e o turista.

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2. Turismo

• Conceito de Turismo

• Oferta turística

• Perfil do visitante

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2.1. Conceito de turismo

Entre uma diversidade de conceitos existentes relativo ao turismo e para tentar encontrar
uma definição concreta e específica, temos que tentar descobrir como este surgiu.

Com efeito, ao longo dos séculos o ser humano viajou sempre de acordo os seus meios,
conhecimentos e crenças.

Contudo, acredita-se que o verdadeiro sentido da palavra turismo aparece no século XVII,
a quando o desenvolvimento industrial. Porém, é no século XX que a prática do turismo se
evidencia em grande escala, graças às alterações provocadas pela revolução industrial, um século
marcado por profundas transformações tecnológicas, melhorias sociais e económicas.

Para o autor Ferreira, (2007:20) o conceito de turismo surge no século XVII na Inglaterra.

A palavra TOUR é de origem francesa.

Tour quer dizer VOLTA

Turn em latim utiliza-se a expressão Tornare

TUR aparece na Bíblia com significado de viagem de reconhecimento

Viajar implica voltar, há, portanto, um deslocamento

Condições para que ocorra Turismo: sujeito, deslocamento e motivação.

Daqui se depreende que até então o turismo era uma prática apenas para algumas classes
sociais, passando a partir dessa época, a ser extensível à classe trabalhadora, através de conquistas
dos seus direitos, reivindicações sindicais, férias pagas e folgas, podendo estes, aderir a toda a
atividade turística.

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Considera-se que a revolução industrial foi o ponto de partida na posição do homem perante
o trabalho e no direito ao tempo livre.

Segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT) (1985), o turismo é:

Um “conjunto de atividades desenvolvidas por pessoas durante as viagens e estadas em


locais situados fora do seu ambiente habitual por um período consecutivo que não ultrapasse um
ano, por motivos de lazer, de negócios e outros” (Cit in Almeida, 2003:48).

Um momento reconhecido que concede ao ser humano o direito ao seu tempo e espaço
social, segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 10 de dezembro de 1948, “Toda
a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres”.

E segundo “O código Mundial de ética do turismo, artigo 7º, todo o ser humano tem:

1) A possibilidade de aceder, direta e pessoalmente, à descoberta das riquezas do planeta


constitui um direito aberto a todos os habitantes do mundo. (…)

2) O direito ao turismo para todos deve ser visto como resultado do direito ao repouso e aos
tempos livres (…)

O turismo acessível não diz respeito apenas à conceção de acessibilidade das pessoas com
incapacidade, mas também à criação de ambientes de desenho universal que possam apoiar as
pessoas com alguma incapacidade temporária, famílias com crianças pequenas, a população idosa,
bem como a criação de um ambiente mais seguro para a população trabalhadora.

Consta no guia de boas práticas de Acessibilidade na Hotelaria (turismo de Portugal) o


seguinte: O Turismo é um bem social, de importância primordial, que deve estar ao alcance de

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todos os cidadãos, sem que nenhum grupo da população deva ser excluído, independentemente
das circunstâncias, sejam elas pessoais, sociais, económicas ou de qualquer outra índole.

Existe uma diversidade de tipos de turismo. Refletindo sobre as suas causas, motivações ou
objetivos das viagens, estas traduzem-se numa multiplicidade de tipologias.

Relativamente às causas ou intenções que levam as pessoas a viajar, os autores Cunha &
Abrantes (2013:33-37), reconhecem os seguintes tipos de turismo:

Turismo de Repouso – As deslocações incluídas neste tipo são aquelas que tem na sua
origem motivos de relaxamento físico e mental, obtenção de um beneficio para a saúde, de
recuperação dos desgastes provocados pelo stress, ou pelos desequilíbrios psicológicos provocados
pela agitação da vida moderna ou pela intensidade do trabalho. (…)

Turismo Cultural – (…) Dada a impossibilidade de separar a cultura da história, incluímos


no turismo cultural as viagens provocadas pelo desejo de ver coisas novas, de aumentar os
conhecimentos, de conhecer as particularidades e os hábitos de outros povos, de conhecer

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civilizações e culturas diferentes, do passado e do presente, ou ainda a satisfação de necessidades
espirituais. (…)

Turismo Étnico – (…) o turismo étnico é constituído pelas viagens que têm por fim
observar as expressões culturais ou modos de vida dos «povos exóticos», incluindo as visitas às
casas dos nativos, observação de danças e cerimónias, bem como a possibilidade de assistir aos
rituais religiosos. Neste sentido, o turismo étnico refere-se às deslocações de pessoas para
estabelecerem contacto com grupos de pessoas ou comunidades que se caracterizam por modos de
vida e de cultura exóticos ou muito distintos daqueles que se verificam nas civilizações de tipo
urbano, como é o caso dos esquimós, bosquímanos, javaneses, etc. (…)

Turismo de Natureza – O turismo de natureza manifesta-se de duas maneiras diferentes:


o turismo ambiental e o turismo ecológico. O ambiental relaciona-se com os vários aspetos da terra,
do mar, e do céu, e com o seu estado de pureza; por sua vez, o turismo ecológico ou ecoturismo
inclui as viagens para as áreas naturais com o fim de observar e compreender a natureza e a história
natural do ambiente tendo o cuidado de manter inalterável a integridade do ecossistema. (…)

Turismo de Negócios – Os negócios e as profissões têm como consequência a deslocação


de grande número de pessoas, dando origem a importantes movimentos turísticos de grande
significado económico. (…)

Turismo Desportivo – As motivações desportivas respeitam a camadas cada vez mais


vastas das populações de todas as idades e de todos os estratos sociais, quer para assistir a
manifestações desportivas (Jogos Olímpicos, campeonatos de futebol, corridas de automóveis) ou
para praticar as mais variadas atividades desportivas (ténis, golfe, esqui) (…).

Turismo interno (ou doméstico) - considerado como aquele que é realizado pelos
visitantes viajam dentro de seu próprio país;

Turismo recetivo - o qual é realizado pelos visitantes que não são residentes no país, na
região ou na localidade;

Turismo emissor (ou emissivo) - sendo esse o turismo realizado pelos residentes fora do
país, da região ou da Localidade.
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Turismo nacional – refere-se aos movimentos dos residentes de um dado país e
compreende o turismo doméstico e emissor.

Turismo internacional – abrange unicamente as deslocações que obrigam atravessar uma


fronteira, consiste no turismo recetor adicionado do emissor.

Toda a atividade turística é direcionada para o ser humano, seus gostos e preferências,
proporcionando o contacto com outras civilizações, uma diversidade de tipos de turismo cada vez
mais complexa quer pela segmentação do mercado quer pela integração de novos produtos que
satisfaçam o visitante.

Assim, o turismo é um fenómeno que se interliga em diversas áreas:

✓ Economia. O turismo é uma indústria de serviços, nomeadamente:

✓ Geografia. O turismo é a deslocação de pessoas de um lugar para outro.

✓ Direito. O turismo é um exercício do direito à liberdade de circulação que as pessoas têm.

✓ Sociologia. O turismo é uma prática social enquadrada no tempo de lazer do turista.

✓ Antropologia. O turismo é um fenómeno sociocultural complexo que possibilita a turistas


e residentes a vivência da alteridade.

✓ Ecologia. O turismo enquanto atividade humana realizada num médio ambiente específico
e ao qual afeta.

2.2. Oferta Turística

Reconhecendo a relevância do turismo como fator de desenvolvimento, a oferta turística


manifesta-se pelo planeamento de atividades que permitem a interpretação e visualização dos
espaços envolventes. Uma variedade de ofertas que cooperam na satisfação das necessidades
físicas e psicológicas dos indivíduos, apesar das motivações de cada um.

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A oferta turística desenvolve-se na base dos recursos naturais, nas infraestruturas, nos bens
e serviços existentes num determinado local que irá influenciar a preferência do mesmo.

Cunha & Abrantes (2013:161) define:

(…) em sentido amplo, oferta turística como sendo o conjunto de todas as facilidades, bens e
serviços adquiridos ou utilizados pelos visitantes bem como aqueles que foram criados com o fim
de satisfazer as suas necessidades e postos à sua disposição e ainda elementos naturais que
concorrem para a sua deslocação.

Segundo o Turismo de Portugal, PLANO ESTRATÉGICO NACIONAL DO TURISMO,


Para o Desenvolvimento do Turismo em Portugal, disponível em:
http://www.turismodeportugal.pt/Portugu%C3%AAs/turismodeportugal/publicacoes/Documents/PENT%202007.pdf

Portugal dispõe das “matérias-primas” – condições climatéricas, recursos naturais e culturais –


indispensáveis à consolidação e desenvolvimento de 10 produtos turísticos estratégicos: Sol e Mar,
Touring Cultural e Paisagístico, City Break, Turismo de Negócios, Turismo de Natureza, Turismo
Náutico, Saúde e Bem-estar, Golfe, Resorts Integrados e Turismo Residencial, e Gastronomia e
Vinhos.

Na generalidade, a oferta turística numa região manifesta-se pelos produtos e serviços


disponíveis para o visitante. Cunha & Abrantes (2013:163), indica como principais componentes
da oferta turística:

a) Recursos turísticos (naturais ou criados pelo homem) constituem a componente


fundamental da oferta. (…)

b) Infraestruturas consistem nas construções subterrâneas e de superfície tais como os


sistemas de abastecimento de águas, sistemas de esgotos, gás e eletricidade, sistemas de drenagem,
estradas, aeroportos, parques de estacionamento, marinas, facilidades de transporte. (…)

c) Equipamentos são construídos pelos equipamentos que satisfazem diretamente as


necessidades da procura turística: alojamento, restaurantes, entretenimento e diversões,
estabelecimentos comerciais, etc. (…)

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d) Acessibilidades e transportes são constituídos pelas vias de acesso bem como pelos meios
de transporte e sua organização. (…)

e) Hospitalidade e acolhimento, o espírito de hospitalidade, a cortesia, a deferência, o desejo de


bem servir, bem como a atmosfera, a limpeza, a informação e as condições criadas para bem servir
os visitantes, constituem uma componente importante da procura turística. (…)

Considerando-se um sistema turístico na perfectiva da oferta:

Reconhecendo a relevância do turismo como fator de desenvolvimento, a oferta turística


manifesta-se pelo planeamento de atividades que permitem a interpretação e visualização dos
espaços envolventes. Uma variedade de ofertas que cooperam na satisfação das necessidades
físicas e psicológicas dos indivíduos, apesar das motivações de cada um.

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O Turismo tem cada vez dado mais provas de que ajuda na economia e de que é um dos
setores que mais empregos gera atualmente, contudo é o consumo turístico que define a oferta
turística, sendo esta composta pelos produtos turísticos, que são nada mais do que um conjunto
combinado de elementos que isoladamente possuem valor turístico.

Na vanguarda encontram-se os destinos, produtos turísticos e tipos de turismo que consigam


combinar os valores naturais, sociais e a comunidade, possibilitando assim aos turistas conhecer
essas regiões, ou seja, criar uma maior interação entre o turista e o local visitado.

Deste modo, e dada a sua peculiaridade, Portugal é cada vez mais um destino turístico e
mantém o estatuto do 12º país mais procurado por viajantes.

2.3. Perfil do visitante

Segundo um estudo realizado em 2017 pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento


do Turismo (IPDT), em parceria com a Entidade Regional de Turismo do Porte e Norte de Portugal
(ERTPNP) e o Aeroporto Sá Carneiro, para saber o perfil dos turistas que visitam o Porto e/ou o
Norte de Portugal e que deixam este destino via Aeroporto do Porto, concluísse que o perfil do
turista que visita o norte de Portugal:

Os turistas fizeram-no maioritariamente em lazer/férias (40,9%), os principais mercados


emissores foram a França, Suíça e Espanha, o Porto destacou-se largamente como local de
alojamento, absorvendo quase 51% dos turistas inquiridos, quanto à tipologia de alojamento
destacaram-se o hotel (40%), as atividades mais praticadas foram experimentar a gastronomia
(81%).

O índice de satisfação com a visita numa escala de 1 a 7 pontos, cifrou-se nos 6,4 pontos.
A intenção de recomendar é semelhante a este valor (6,4 pontos), contudo a intenção de regressar
é inferior (5,7 pontos). A zona histórica do Porto, as praias, o Rio Douro, a gastronomia e vinhos,

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o Vinho do Porto e a ribeira foram os principais atrativos identificados espontaneamente pelos
turistas. De uma ampla panóplia de atrativos identificados mereceram ainda algum destaque:

O Vale do Douro; O património arquitetónico; A paisagem/natureza e Guimarães. No seio dos


turistas internacionais que visitaram o NP (norte de Portugal) verifica-se uma quase igualdade no
que respeita ao sexo.

Os turistas inquiridos eram, na sua maioria, casados ou em união de facto (49%), seguindo-
se os solteiros (41%), com distribuições semelhantes entre segmentos. Cerca de 59% dos turistas
internacionais que visitaram o NP (norte de Portugal) trabalhavam por conta de outrem. Os
restantes distribuem-se pelas outras situações profissionais, com destaque para os trabalhadores
por conta própria (13%) e para os estudantes e reformados (12% em ambos).

Em relação às habilitações literárias deve-se referir que perto de 56% dos inquiridos
concluíram, no mínimo, o ensino superior. Os turistas internacionais vivem em agregados
familiares com duas pessoas, sendo estes mais frequentes nos turistas em lazer/férias. Os agregados
compostos por quatro elementos são mais frequentes nos segmentos de visita a familiares/amigos
e negócios.

Os millennials (São apresentados como a primeira geração de nativos digitais, são também
designados de geração Y e da Internet. Nasceram na era dos equipamentos eletrónicos, ‘online’ e
do mundo das redes sociais, criaram uma relação íntima com as novas tecnologias e dominam a
internet como ninguém) foram o principal segmento de turistas internacionais em visita ao NP
(53% apresentavam idades entre os 19 e 40 anos), seguindo-se o grupo da geração X (36% com
idades entre 41 e 60 anos).

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3. Informação turística e hoteleira
• Património e os aspetos culturais

• Factos históricos

• Lendários e gastronómicos de cada


região

• Locais de interesse cultural

• Locais de diversão

• Desportos

• Folclore

• Artesanato

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3.1. Património cultural

Conjunto de todos os bens, materiais ou imateriais, que, pelo seu valor próprio, devam ser
considerados de interesse relevante para a permanência e a identidade da cultura de um povo.

Integram o património cultural todos os bens que, sendo testemunhos com valor de
civilização ou de cultura portadores de interesse cultural relevante, devam ser objeto de especial
proteção e valorização.

Designadamente histórico, paleontológico, arqueológico, arquitetónico, linguístico,


documental, artístico, etnográfico, científico, social, industrial ou técnico, dos bens que integram o
património cultural refletirá valores de memória, antiguidade, autenticidade, originalidade,
raridade, singularidade ou exemplaridade.

Do património cultural fazem parte bens imóveis tais como:

•Castelos •Conjuntos urbanos

•Igrejas •Locais com expressivo valor para a história


do país
•Casas

•Praças

Nos bens móveis incluem-se, por exemplo:

•Pinturas •Artesanato

•Esculturas

Nos bens imateriais considera-se:

•Literatura •Música
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•Folclore •Costumes

•Linguagem

Podemos incluir nos principais traços da expressão cultural portuguesa:

• O folclore • O desporto

• O artesanato • A gastronomia

O ARTESANATO

Algumas das áreas que podemos destacar no artesanato português são:

• JOALHARIA (exemplo: corações de viana)

• TAPEÇARIA (exemplo: tapetes de Arraiolos)

• RENDAS E BORDADOS (exemplo: renda de bilros)

• TECELAGEM (exemplo: manta lobeira)

• CESTARIA (exemplo: cestos de vime)

• CERÂMICA (exemplo: galo de Barcelos)

O DESPORTO

O desporto é uma área bastante importante na cultura Portuguesa, sendo o futebol a modalidade
mais popular no nosso país. Além do futebol, existem muitas outras modalidades a nível
profissional e amador:

• Ténis de mesa • Atletismo

• Basquetebol • Ginástica

• Natação • Andebol
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• Voleibol

• Surf, entre outros…

A GASTRONOMIA

A Tradição Portuguesa revela-se no sabor de uma gastronomia riquíssima diretamente relacionada


com as qualidades únicas dos produtos com que o solo e o mar a presenteiam. A Gastronomia
Portuguesa tem referências mediterrânicas e atlânticas, tendo como base o pão, o azeite e o vinho,
extensivo a todo o país, adicionando-se os produtos de origem hortícola e fruta fresca.

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3.2. Locais de interesse cultural
NUT é a sigla de Nomenclatura de Unidade Territorial. A Nomenclatura das Unidades
Territoriais para fins estatísticos. As NUT compreendem 3 níveis – I, II, III.

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Contudo em termos turísticos, nestas regiões destacam-se:

•LISBOA (Lisboa, Fátima, Caldas da Rainha, Sintra, Santarém, Cascais, Setúbal, Leiria, Sesimbra)

•PORTO E NORTE •ALGARVE

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•COIMBRA E CENTRO •MADEIRA

•ALENTEJO •AÇORES

Fatores históricos: Lendas

A lenda é uma pequena história localizada no tempo e no espaço.

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Não se conhecem os autores das lendas, mas as suas personagens são, de uma maneira geral, bem
identificadas. Características da lenda: conta uma história anónima, de origem indeterminada, mas
cujos factos relatados são considerados verdadeiros relativamente ao tempo e lugar em que
ocorreram.

Narra acontecimentos históricos, religiosos ou outros que explicam a origem de aspetos


geográficos ou relacionados com fenómenos da natureza. Tem habitualmente poucas personagens
que costumam estar identificadas pelo nome.

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3.3. SÍMBOLOS TURÍSTICOS

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Bibliografia

Cunha, L., & Abrantes. A.(2013). Introdução ao Turismo (5º Ed.). Editor: Lidel.

Ferreira, V. H. M. (2007). Teoria Geral do Turismo: Design instrucional (2º Ed.). Edição – Livro Didático.

Sites consultados:

http://docs.deloitte.pt/perfil-do-turista.pdf

http://travelbi.turismodeportugal.pt/pt-
pt/Documents/An%C3%A1lises/Estudo%20Satisfa%C3%A7%C3%A3o%20dos%20Turistas/pnp-verao-
2017.pdf

http://www.turismodeportugal.pt/PORTUGU%C3%8AS/TURISMODEPORTUGAL/DESTAQUE/Docu
ments/turismo-2020-cinco-principios-para-uma-ambicao.pdf

http://www.idesporto.pt/DATA/DOCS/LEGISLACAO/doc159.pdf

http://www.turismodeportugal.pt/Portugu%C3%AAs/Documents/Guia_boas_praticas_acessibilidades.pdf

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