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Compêndio para a Sustentabilidade: Ferramentas de Gestão de responsabilidade Socioambiental

7

normas e certificações

7.1 introdução

7.2 Suécia - international organization for Standardization - iSo 26000 iSo

7.2 Suécia - international organization for Standardization - iSo 26000 iSo
7.2 Suécia - international organization for Standardization - iSo 26000 iSo
7.2 Suécia - international organization for Standardization - iSo 26000 iSo

7.3 Suécia - international organization for Standardization - iSo 14064/5 iSo

7.3 Suécia - international organization for Standardization - iSo 14064/5 iSo

7.4 Alemanha - Forest Stewardship Council FSC-iC

 
7.4 Alemanha - Forest Stewardship Council FSC-iC  

7.5 Alemanha - valuesmanagementSystemZFW - vmS dnWe/ZFW

7.5 Alemanha - valuesmanagementSystemZFW - vmS dnWe/ZFW

7.6 Austrália - Australian Standards - AS 800 ASCSR

 
7.6 Austrália - Australian Standards - AS 800 ASCSR  
7.6 Austrália - Australian Standards - AS 800 ASCSR  
7.6 Austrália - Australian Standards - AS 800 ASCSR  

7.7 israel - Standard israel - Si 10000 Sii

 
7.7 israel - Standard israel - Si 10000 Sii  
7.7 israel - Standard israel - Si 10000 Sii  
7.7 israel - Standard israel - Si 10000 Sii  

7.8 Brasil - Associação Brasileira de Normas técnicas - ABNt NBR 16001 Abnt

 
7.8 Brasil - Associação Brasileira de Normas técnicas - ABNt NBR 16001 Abnt  
7.8 Brasil - Associação Brasileira de Normas técnicas - ABNt NBR 16001 Abnt  
7.8 Brasil - Associação Brasileira de Normas técnicas - ABNt NBR 16001 Abnt  

7.9 Comissão Européia - Eco management and Audit Scheme - emAS Ce

7.9 Comissão Européia - Eco management and Audit Scheme - emAS Ce

7.10 Dinamarca - Det Social index dSi

7.10 Dinamarca - Det Social index dSi

7.11 Espanha - Sistema de Gestión ética Y Responsabilidad Social - SGE 21 FoRÉtiCA

 
7.11 Espanha - Sistema de Gestión ética Y Responsabilidad Social - SGE 21 FoRÉtiCA  
7.11 Espanha - Sistema de Gestión ética Y Responsabilidad Social - SGE 21 FoRÉtiCA  
7.11 Espanha - Sistema de Gestión ética Y Responsabilidad Social - SGE 21 FoRÉtiCA  

7.12 EUA - occupational Safety & Health Administration - oHSAS 18001 oHSAS

 
7.12 EUA - occupational Safety & Health Administration - oHSAS 18001 oHSAS  

7.13 EUA - Social Accountability - SA 8000 SAi

7.13 EUA - Social Accountability - SA 8000 SA i

7.14 França - Sustainable Development - SD 21000 AFnoR

 
7.14 França - Sustainable Development - SD 21000 AFnoR  

7.15 itália - QRES CeLe

7.15 itália - QRES CeLe
7.15 itália - QRES CeLe
7.15 itália - QRES CeLe

7.16 Japão - Ethics Compliance management System Standard - ECS2000 jSbeS

 
7.16 Japão - Ethics Compliance management System Standard - ECS2000 jSbeS  
7.16 Japão - Ethics Compliance management System Standard - ECS2000 jSbeS  
7.16 Japão - Ethics Compliance management System Standard - ECS2000 jSbeS  

7.17 Reino Unido - AccounAbility - AA 1000 ACCountAbiLitY

 
7.17 Reino Unido - AccounAbility - AA 1000 ACCountAbiLitY  

7.18 Reino Unido - British Standards - BS 8555 bSi

7.18 Reino Unido - British Standards - BS 8555 bSi

7.19 Reino Unido - British Standards - BS 8800 bSi

7.19 Reino Unido - British Standards - BS 8800 bSi

7.20 Reino Unido - British Standards - BS 8900 bSi

7.20 Reino Unido - British Standards - BS 8900 bSi
7.20 Reino Unido - British Standards - BS 8900 bSi
7.20 Reino Unido - British Standards - BS 8900 bSi

7.21 Reino Unido - Good Corporation Good Corporation Ltd

7.21 Reino Unido - Good Corporation Good Corporation Ltd
7.21 Reino Unido - Good Corporation Good Corporation Ltd
7.21 Reino Unido - Good Corporation Good Corporation Ltd

8

8

7.22 Reino Unido - Comunity mark bitC

7.23 Reino Unido - investors in People Standard / investors in People UK

8 7.22 Reino Unido - Comunity mark bitC 7.23 Reino Unido - investors in People Standard
8 7.22 Reino Unido - Comunity mark bitC 7.23 Reino Unido - investors in People Standard

intro 7.

A normatização é um processo característico de grandes empresas porque envolve grande investimento financeiro, organizacional e humano. Para as pequenas, a normatização ocorre geralmente por pressão da concorrência e de grandes empresas compradoras ou contratantes de serviços.

As várias normas existentes não se resu- mem, porém, à padronização de procedi- mentos. Elas propiciam à empresa uma

ampla reflexão a respeito das ferramentas

de gestão a serem utilizadas para garantir

o planejamento da evolução sustentável. Elas implicam, sobretudo, a mobilização interna necessária para realizar um diag- nóstico detalhado e fiável do comprome- timento da organização. Nesse sentido, as normas são também parte da estratégia das organizações.

Podemos distinguir dois tipos de nor- mas de acordo com os objetivos de seus promotores.

Há aquelas que são publicadas por me-

canismos oficiais de normatização, entre

as quais destacamos:

iSo 14000 (meio ambiente)

iSo 9000 (qualidade)

CE EmAS (ambiental)

BS 8800 (condições dignas de trabalho)

BS 8855 (ambiental)

O

mercado incentivou a criação de ins-

tituições que normatizassem certos ele- vados padrões de gestão em áreas como segurança e condição do trabalho, entre outros. Neste domínio, as normas de maior destaque são:

• SA 8000 (direitos sociais)

• oHSAS 18001 (riscos/acidentes)

• AA 1000 (prestações de contas)

Especificamente na área de RSE, o Brasil já possui sua norma de responsabilida- de social, que tem caráter de sistema de gestão e propósito de certificação.

• ABNt NBR 16001

Também possuem normas de responsa- bilidade social os seguintes países:

• inglaterra (BS 8900)

• Austrália (AS 8003)

• França (SD 21000)

• israel (Si 10000)

• Japão (EC S2000)

• itália (Q-Res)

• Alemanha (vmS)

Com base na demanda mundial sobre o tema da responsabilidade social, está em andamento e previsto para 2009 a criação de uma terceira geração de nor- mas — a de Responsabilidade Social — apresentando diretrizes sem propósito de certificação.

• iSo 26000

Mas é na área ambiental que encontra- mos o maior número de normas e tam- bém as mais avançadas, com instrumen- tos aceitos e estabelecidos. Elas são úteis para a divulgação da RSE e também por- que oferecem modelos já consagrados que podem servir de inspiração para o aprimoramento das normas sociais.

7.

iSo 26000

7. iSo 26000

iSo 6000

international organization for Standardization – iSo

“Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos atentos e comprometidos pode mudar o mundo. Na verdade, isso é o que sempre ocorreu.”

Margaret Mead, antropóloga (1901-1978)

0

PAíS

Suécia

o que É

A ISO 26000, como a norma será chamada, estabelece um padrão internacional de diretrizes de Responsabi- lidade Social. Diferentemente da ISO 9001 e da ISO 14001, esta não será uma norma para certificação, pelo menos nesta primeira versão.

oRiGem

A International Organization for Standardization

(ISO) foi criada em 1946 como uma confederação in- ternacional de órgãos nacionais de normalização de todo o mundo. Promove normas e atividades que fa- voreçam a cooperação internacional nas esferas inte- lectual, científica, tecnológica e econômica. Com sede em Genebra, Suíça, está presente em mais de 150 pa- íses, nos quais é representada por organismos nacio- nais de normalização. No Brasil, sua representante é a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

As séries de sistemas de gerenciamento atualmente disponíveis na ISO são consideradas como dois dos grandes sucessos de modelos da gestão do final do sé- culo 20, superando mais de 600 mil certificados com base na ISO 9001 e ISO 14001 (dados de maio de 2005, site ISO: www.iso.org).

O Brasil, representado pela Associação Brasileira de

Normas Técnicas (ABNT), em conjunto com o Swe- dish Standard Institute (SIS), da Suécia, são responsá- veis pela condução dos trabalhos, liderando o Grupo de Trabalho (ISO/TMB WG – Working Group) de Responsabilidade Social da ISO (com mais de 430 pes- soas de 72 países e 35 organizações internacionais). Este processo inaugura um fato histórico na ISO: é a primeira vez que um país em desenvolvimento está na

liderança de um processo dessa magnitude.

O processo de elaboração da ISO 26000 é inovador

dentro da ISO por ter como premissa a construção coletiva do conhecimento e a participação multis- takeholder: consumidores, empresas, governos, orga- nizações não-governamentais, trabalhadores, além de organismos de normalização e entidades de pesquisa. Assim, um de seus destaques é a ampliação da parti-

cipação de partes interessadas, em geral excluídas de processos dessa natureza — trabalhadores, consumi- dores e ONGs — historicamente elaborados, sobretu-

do por empresas e organismos de normalização.

Por essa razão, deverá ter legitimidade, profundidade e abrangência que a tornem capaz de consolidar as di- versas iniciativas já existentes no campo da responsabi- lidade social. Esse é um trabalho permanente. As mes- mas características que o legitimam fazem com que, à medida que os debates avançam, cresça a demanda por sua universalização. O desafio continua sendo trazer mais organizações para participar desse processo.

Esse grupo terá três anos para finalizar a norma, que deverá estar disponível em 2009.

Cronograma de construção

Set 0 – Conselho da iSo cria Strategic Advisory Group

jun 0 – iSo decide pela normalização

jan 0 – iniciam os trabalhos do Gt de RS da iSo

mar 0 – i Reunião internacional em Salvador, Brasil (março de 2005)

Set 0 – ii Reunião internacional em Bangkok, tailândia (setembro de 2005)

mai 06 – iii Reunião internacional em Lisboa, Portugal (maio de 2006)

jan 07 – iv Reunião internacional em Sidney, Austrália (fevereiro de 2007)

nov 07 – v Reunião internacional em viena, Áustria (novembro de 2007)

nov 0 – Publicação da iSo 26000

Capítulo 7

normas e certificações

objetivo

Sua finalidade consistirá em apresentar diretrizes de

responsabilidade social (sem ter caráter de sistema de gestão) e orientar organizações de diferentes portes e naturezas — pequenas, médias e grandes empresas, governos, organizações da sociedade civil, entre ou- tras — a incorporá-las a sua gestão. Por ser aplicável

a diversos tipos de organização e não somente às em-

presas, a ISO 26000 utilizará a terminologia respon- sabilidade social (RS) e não responsabilidade social empresarial (RSE).

ConteÚdo

A futura ISO 26000 será consistente, e não conflitante,

com normas da ISO e outros documentos, tratados

e convenções internacionais já existentes. A intenção

é que se torne um documento-guia de RS, capaz de

orientar organizações em diferentes culturas, socieda- des e contextos, para estimular a melhoria de desem-

penho e resultados.

temAS CentRAiS AboRdAdoS nA FutuRA iSo 6000

GovERNANÇA oRGANiZACioNAL

• Comando

• Legitimidade

• Conduta Justa e ética

• Responsabilidade

• transparência

• Desempenho

DiREitoS HUmANoS

• Direitos civis e políticos

• Grupos vulneráveis

• Direitos econômicos, sociais e culturais

• Direitos fundamentais do trabalho

PRÁtiCAS DE tRABALHo

• Emprego

• Direitos no trabalho

• Proteção Social

• Diálogo Social

• Saúde e Segurança

mEio AmBiENtE

• Uso sustentável da terra

• Uso sustentável de recursos

• Conservação e restauração de ecossistemas e natureza

• Prevenção da poluição

• mudanças climáticas

• Energia

• Água

QUEStõES RELAtivAS Ao CoNSUmiDoR

• informações adequadas e verdadeiras

• Produtos seguros e confiáveis

iSo 26000 7.

• mecanismos para recall

• Serviço e suporte pós-fornecimento

• Resolução de disputas

• Práticas justas de propaganda e marketing

• Produtos ambientalmente e socialmente benéficos

• Segurança da informação e privacidade

PRÁtiCAS LEAiS DE oPERAÇÃo

• Práticas justas de fornecimento e pós-fornecimento

• Práticas éticas e transparentes

• Combate à corrupção

• Promoção dos stakeholders Desfavorecidos

• Promoção de concorrência justa

• Respeito pelos direitos de propriedade

DESENvoLvimENto SoCiAL

• Envolvimento comunitário

• Contribuição para o desenvolvimento social

• Contribuição para desenvolvimento econômico

deFinição PReLiminAR de RS ACoRdAdA em SidneY

Responsabilidade de uma organização pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente, por meio de um comportamento transpa- rente e ético que:

- seja consistente com o desenvolvimento sustentável e o bem-estar da sociedade;

- considere as expectativas dos stakeholders;

- esteja em conformidade com a legislação aplicável e seja consistente com normas internacionais;

- seja integrado por toda a organização.

PASSo-A-PASSo

De acordo com as deliberações realizadas até o pre- sente momento, a ISO 26000 será estruturada nas se- guintes seções:

0. introdução

1.

2. Referências Normativas

3. termos e definições

4. o contexto da RS no qual as organizações operam

5. Princípios de RS

6. Diretrizes em temas principais da RS

7. Diretrizes para as organizações na implementação da RS

Anexos

Bibliografia

Escopo

ReFeRÊnCiAS

www.iso.org/sr

www.uniethos.org.br

7.

iSo 14064

7. iSo 14064

iSo 06/6

international organization for Standardization – iSo

“Os participantes do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em 2007, destacaram as mudanças climáticas como a ameaça mais grave que pesa sobre a economia mundial. As séries ISO 14064 e ISO 14065 são um bom exemplo dos esforços que a ISO faz para desenvolver e promover ferramentas práticas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do Planeta.”

Alan Bryden, secretário-geral da ISO

PAíS

Suécia

o que É

Normas internacionais que estabelecem diretrizes

e procedimentos para a implementação de Projetos

MDL

(Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), pre-

vistos

no Protocolo de Kyoto, englobando os concei-

tos sobre mudanças climáticas, emissões e remoções

de gases de efeito estufa.

oRiGem

A norma ISO 14064:2006 relacionada com a quanti-

ficação e verificação de GEE foi publicada em março

de 2006 para dar suporte às organizações quanto aos

seus projetos e inventários de GEE. Ela consolida o resultado do trabalho de 175 especialistas internacio- nais de 45 países.

Principais Características e Princípios Direcionadores:

• interação com os relatórios do iPCC.

• Norma neutra (aplicável a todos os tipos de programas ou regimes).

• Rigor técnico, pois há conceitos novos e de difícil aferição e medição.

• Ampla participação de países.

• Compatibilidade e consistência com:

o

Protocolos de GEE do WBCSD e WRi;

o

mecanismos de flexibilização de Kyoto.

A ISO 14064 foi complementada pela ISO 14065:2007

- Gás de Efeito Estufa, que especifica requisitos para

entidades de validação e verificação de GEE para o uso em acreditação ou outras formas de reconhecimento. Esta norma foi elaborada por um grupo de trabalho integrado por cerca de 70 experts internacionais pro-

cedentes de 30 países (entre eles o Brasil) e de nume-

rosas organizações em rede, inclusive o Fórum Inter- nacional de Credenciamento (IAF).

objetivo

A norma ISO 14064 aparece como um diferencial

para as empresas que possuem ou estão desenvolven-

do projetos de MDL na busca da credibilidade e trans- parência do projeto, bem como para a valorização dos seus créditos de carbono.

Os objetivos da ISO 14064 são:

• melhorar a confiabilidade ambiental da quantificação de GEE;

• aumentar a credibilidade, a consistência e a

transparência da quantificação, do monitoramento e da elaboração de relatórios de GEE sobre reduções de emissões e melhorias de remoções de projetos de GEE;

• facilitar o desenvolvimento e a implementação de

planos e estratégias de gerenciamento de GEE de uma

organização;

• facilitar o desenvolvimento e a implementação de projetos de GEE;

• facilitar a capacidade de acompanhar o desempenho e

o progresso na redução de emissões de GEE e/ou aumento nas remoções de GEE;

• facilitar a concessão de créditos de carbono originados de reduções de emissão ou melhorias de remoção de GEE

e sua negociação.

ConteÚdo

iSo 14064-1:2006 - Especificação com guia no nível or- ganizacional para a quantificação e relato de emissões e remoções de Gases de Efeito Estufa, focando empresas e outras organizações que pretendem reportar seus in- ventários de emissões de gases de efeito estufa.

Conteúdo

1 Escopo

2 Definições

3 Princípios

4 Planejamento e Desenvolvimento de inventários de GEE

4.1 Limites organizacionais

4.2 Limites operacionais

4.3 Quantificação de Emissões e Remoções de GEE

5 Componentes do inventário de GEE

5.1 Emissões e Remoções de GEE

5.2 Atividades da organização para reduzir emissões ou

ampliar remoções de GEE

5.3 Ano-base do inventário de GEE

Capítulo 7

normas e certificações

iSo 14064 7.

6 Gerenciamento da informação de inventários de GEE

6.1 Gerenciamento da informação de GEE e

monitoramento

6.2 Retenção de documentos e dados

7 Relatórios de GEE

7.1 Planejamento

7.2 Conteúdo

7.3 Formato

7.4 Distribuição

8 verificação (1ª parte)

iSo 14064-2:2006 - Especificação com guia no nível de projetos para a quantificação, monitoramento e relato de reduções e remoções de Gases do Efeito Estufa, fo- calizando projetos de Mecanismos de Desenvolvimen- to Limpo ou outros que tenham por objetivo a redução de emissões.

Conteúdo:

1 Escopo

2 Definições

3 Princípios

4 introdução aos projetos de GEE

5 Requisitos para projetos de GEE

- Anexo A

- Anexo B

- Bibliografia

iSo 14064-3:2006 - Especificações com guia para validação e verificação de afirmações de Gases do Efeito Estufa.

Conteúdo

1 Escopo

2 Definições

3 Princípios

4 Requisitos de validação e verificação

4.1 Geral

4.2 Seleção do validador por verificador

4.3 objetivos, escopo, critérios e nível de incerteza da

validação ou verificação

4.4 Abordagem da validação ou verificação

4.5 Avaliação do sistema de informações e seus controles

4.6 Avaliação das informações e dados de GEE

4.7 Avaliação contra critérios de validação ou verificação

4.8 Avaliação da Declaração sobre os GEE

4.9 Declaração de validação e verificação

4.10 Registros da validação ou verificação

ReSuLtAdoS A Norma mostra que é possível compatibilizar a ativi- dade industrial, geradora do crescimento econômico, com a responsabilidade social e com o meio ambiente preservado e protegido, e que não deverá haver difi- culdades para a aplicação dos requisitos estabelecidos pela nova norma ISO 14064.

ReFeRÊnCiAS

www.creaes.org.br/downloads/ciclo/pasta05/

SeminarioCreaES1005.pdf

http://magazine.meioambienteindustrial.com.br/

?sessaoiD=949118625107821126619491321570&aiD=7

A ReLAção entRe AS tRÊS PARteS dA iSo 06 e iSo 06

Mostra a inter-relação das normas focadas nos gases de efeito estufa (GEE).

Requisitos do

programa de

GEE aplicável

ou interessados

impactáveis

ISO 14064-1 Planos e desenvolvimento de inventário de GEE organizacionais ISO 14064-2 Plano e implementação

ISO 14064-1 Planos e desenvolvimento de inventário de GEE organizacionais

ISO 14064-2 Plano e implementação de projetos GEE

ISO 14064-2 Plano e implementação de projetos GEE Relatórios e documentação de inventário GEE
ISO 14064-2 Plano e implementação de projetos GEE Relatórios e documentação de inventário GEE
ISO 14064-2 Plano e implementação de projetos GEE Relatórios e documentação de inventário GEE
Relatórios e documentação de inventário GEE Relatórios e documentação de projetos de GEE Declaração de
Relatórios e documentação de inventário GEE Relatórios e documentação de projetos de GEE Declaração de

Relatórios e documentação de inventário GEE

Relatórios e documentação de projetos de GEE

Declaração de GEE Verificação
Declaração de GEE
Verificação

Nível de confiança consistente com as necessidades do interessado impactável

Declaração de GEE Validação e/ou verifacação
Declaração de GEE
Validação e/ou
verifacação

ISO 14064-3

Processo de verificação, Processo de validação e verificação processo

Por exemplo ISO 14064-1 Requisitos para os órgãos de validação ou verificação Específico do programa

Por exemplo ISO 14064-1 Requisitos para os órgãos de validação ou verificação

Específico doPor exemplo ISO 14064-1 Requisitos para os órgãos de validação ou verificação programa

programa

Fonte: ISO 14064 - Greenhouse gases - Part 1, 2 and 3. Introduction

7. FSC

7. FSC Princípios, Critérios e Padrões FSC Forest Stewardship Council - FSC  PAíS Alemanha (sede)

Princípios, Critérios e Padrões FSC

Forest Stewardship Council - FSC

PAíS

Alemanha (sede)

o que É

Para manter o diálogo sobre o uso sustentável das flo- restas, a iniciativa estabeleceu princípios, critérios e padrões que envolvem preocupações econômicas, so- ciais e ambientais.

oRiGem

Após processos de ampla consulta em vários países e com apoio de movimentos socioambientais, em 1993 foi criada a organização Forest Stewardship Council - IC, em assembléia de fundação com mais de 130 participantes de 26 países na cidade de Toronto, no Canadá.

A principal missão do FSC-IC é desenvolver Princí-

pios e Critérios universais, conciliando os interesses de stakeholders (grupos de interesses) das câmaras ambientais, sociais e econômicas. Por meio de pa-

drões, políticas e guias, o FSC promove o manejo res- ponsável das florestas do mundo.

O Conselho Brasileiro de Manejo Florestal - FSC Bra-

sil é uma organização não-governamental indepen- dente e sem fins lucrativos. reconhecida como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e inscrita no Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas (CNEA).

objetivo

Os padrões do FSC, hoje amplamente disseminados, representam o mais forte sistema mundial para o ma- nejo de florestas, que visam à sustentabilidade.

ConteÚdo

São dez princípios e 57 critérios que remetem a ques- tões legais, direitos indígenas, direitos trabalhistas,

benefícios múltiplos e impactos ambientais, levando-

se em conta o gerenciamento florestal.

Os dez Princípios

Princípio 1: obediência às Leis e aos Princípios do FSC

Princípio 2: Responsabilidades e direitos de posse e uso da terra

Princípio 3: Direitos dos Povos indígenas

Princípio 4: Relações Comunitárias e dos Direitos dos trabalhadores

Princípio 5: Benefícios da Floresta

Princípio 6: impacto Ambiental

Princípio 7: Plano de manejo

Princípio 8: monitoramento e Avaliação

Princípio 9: manutenção de florestas de alto valor de conservação

Princípio 10: Plantações

Ver detalhamento dos 57 critérios:

www.fsc.org.br/arquivos/P&C%20originais%20português.doc

O FSC apóia o desenvolvimento de padrões nacionais

ou regionais de manejo florestal, adaptados às realida- des dos diferentes países.

Padrões para download:

Padrão SLimF Amazônia brasileira (453 Kb) www.fsc.

org.br/arquivos/Padrão%20SLimF%20Amazônia%20bra

sileira.pdf

Padrão mata Atlântica (219 Kb)

www.fsc.org.br/arquivos/Padrão%20mata%20Atlântica

1.pdf

Padrão Castanha da Amazônia (539 Kb)

www.fsc.org.br/arquivos/Padrão%20Castanha%20da%

20Amazônia.pdf

Padrão Floresta Amazônica de terra Firme (319 Kb)

www.fsc.org.br/arquivos/Padrão%20Floresta%20Amazô

nica%20de%20terra%20Firme.pdf

Padrão de Plantações (409 Kb)

www.fsc.org.br/arquivos/Padrão%20de%20Plantações

.pdf

Capítulo 7

normas e certificações

FSC 7.

PASSo-A-PASSo

A certificação é um processo voluntário em que é rea-

lizada uma avaliação de um empreendimento florestal, por uma organização independente, a certificadora, e verificados os cumprimentos de questões ambientais, econômicas e sociais que fazem parte dos Princípios e Critérios do FSC.

O processo pode ser resumido em macroetapas:

Contato inicial - a operação florestal entra em contato com a certificadora.

Avaliação - consiste em uma análise geral do manejo, da documentação e da avaliação de campo. o seu objetivo é preparar a operação para receber a certificação. Nessa fase são realizadas as consultas públicas, quando os grupos de interesse podem se manifestar.

Adequação - após a avaliação, a operação florestal deve adequar as não-conformidades (quando houver).

Certificação da operação - a operação florestal recebe a certificação. Nessa etapa, a certificadora elabora e disponibiliza um resumo público.

monitoramento anual - após a certificação é realizado pelo menos um monitoramento da operação ao ano.

O processo da certificação é conduzido pela certifica-

dora. O Conselho Brasileiro de Manejo Florestal não emite certificado. Cabe às certificadoras avaliar opera- ções de manejo florestal ou de cadeias de custódia pa-

ra conceder o uso do selo FSC nos produtos, e auditar

operações certificadas, seja de manejo florestal ou de cadeia de custódia. Também cabe à certificadora pre- cificar e cobrar por este serviço.

O Conselho Brasileiro de Manejo Florestal não recebe

qualquer subsídio ou repasse financeiro pelas certifi- cações concedidas no País.

carti-

lha_fsc_nr6.pdf

Saber mais: www.fsc.org.br/arquivos/05abr2006

ReFeRÊnCiAS

www.fsc.org.br

www.fscus.org

FSC Iniciativas Nacionais e Centro Internacional

FSC Iniciativas Nacionais e Centro Internacional PARCEIROS Representantes dos setores social, ambiental e econômico

PARCEIROS Representantes dos setores social, ambiental e econômico

FSC Iniciativas Nacionais e Centro Internacional PARCEIROS Representantes dos setores social, ambiental e econômico

PADRÕES (Príncipios e Critérios)

ambiental e econômico PADRÕES (Príncipios e Critérios) CERTIFICADORAS Credenciadas pelo FSC IC 5 atuando no Brasil

CERTIFICADORAS Credenciadas pelo FSC IC 5 atuando no Brasil

ambiental e econômico PADRÕES (Príncipios e Critérios) CERTIFICADORAS Credenciadas pelo FSC IC 5 atuando no Brasil
PRODUTORES Manejo Florestal e Cadeia de Custódia madeireiros e não madereiros CONSUMIDOR Corporativo ou indivíduo
PRODUTORES Manejo Florestal e Cadeia de Custódia madeireiros e não madereiros CONSUMIDOR Corporativo ou indivíduo
PRODUTORES Manejo Florestal e Cadeia de Custódia madeireiros e não madereiros CONSUMIDOR Corporativo ou indivíduo

PRODUTORES Manejo Florestal e Cadeia de Custódia madeireiros e não madereiros

CONSUMIDOR Corporativo ou indivíduo

PRODUTORES Manejo Florestal e Cadeia de Custódia madeireiros e não madereiros CONSUMIDOR Corporativo ou indivíduo

7.

vmS ZfW

7. vmS Z f W valuesmanagementSystemZfW - vmSZfW Rede Alemã de ética Empresarial - DNWE PAíS

valuesmanagementSystemZfW - vmSZfW

Rede Alemã de ética Empresarial - DNWE

PAíS

Alemanha

o que É

É a norma alemã de gerenciamento de valores que

integra a dimensão moral das transações econômi-

cas e outras questões de valores às estratégias, po-

líticas e procedimentos das companhias (norma de procedimentos).

oRiGem

O ValuesManagementSystem ZfW foi desenvolvido

pelo Zentrum für Wirtschaftsethik - ZWF (Centro para a Ética Empresarial), fundado em 1988 pela Rede

Alemã de Ética Empresarial (DNWE) 1 para promover a prática da ética negocial na Alemanha e na Europa,

em

estreita cooperação com outros institutos científi-

cos

e econômicos.

O VMS ZfW foi desenvolvido com base em uma década

de experiências práticas e cooperação com grandes

companhias alemãs, desde pequenas e médias empre-

sas até multinacionais.

objetivoS

Oferecer uma estrutura de proteção sustentável às empresas e ao seu desenvolvimento, em todas as di- mensões (jurídicas, econômicas, ecológicas, sociais);

Auxiliar as empresas a fim de que alcancem o geren- ciamento sustentável, nas suas dimensões econômi- cas, morais, jurídicas e políticas.

De

acordo com a organização, “credibilidade e reputa-

ção

moral são os pré-requisitos para o sucesso corpora-

tivo em sua relação com os mercados e a sociedade”.

ConteÚdo

A base do VMS ZfW é a idéia fundamental de que o va-

lor de um negócio depende de seus valores. Os valores

morais, de cooperação, de desempenho e de comuni- cação de uma organização têm de estar interconecta-

O método essencial do VMS ZfW é desenvolver uma

estrutura de referência para a governança de valores através de um sólido compromisso por parte da em- presa. Dessa forma, o VMS ZfW implementa o conceito

de autogovernança baseada em valores. Sua credibi-

lidade se baseia na comunicação contínua e transpa- rente do processo de comprometimento com o tema em cada uma de suas etapas, dentro da empresa e para

com seus parceiros externos.

os princípios do vmS são os seguintes:

• Sustentabilidade: manter a possibilidade de opera-

ção e crescimento, nos sentidos jurídico, econômico, ecológico e social do termo.

• Adequação: mostrar integridade e honestidade em todos os aspectos do negócio.

• Competência: organizações e indivíduos devem ter

os recursos para lidar com a responsabilidade social

corporativa assim como lidam com os casos práticos.

• Integração: cada componente e elemento de um

VMS devem integrar e fazer parte do processo de ge- renciamento da empresa como um todo.

• Compromisso: um VMS só pode ser sustentável e

bem-sucedido se os atores se comprometerem com o programa.

• orientação Gerencial: um VMS deve ser uma par-

te integrante de todas as áreas de gerenciamento re-

levantes.

• Liderança: um VMS necessita do envolvimento dos

escalões superiores da administração, como exemplo

para todos e como atores responsáveis.

• Valores efetivos: programas de adequação impostos

por lei, isoladamente, não podem ser bem-sucedidos,

a adequação deve ser acompanhada por uma orienta- ção baseada em valores.

• orientação do Processo: as melhores práticas em

Responsabilidade Social Corporativa precisam de um foco voltado para o desenvolvimento de competências éticas dentro da corporação.

dos, de forma a gerar uma identidade e uma orienta-

Validação: qualquer VMS sério precisa de avaliação

ção

específica no processo decisório.

e

auditoria. O VMS alemão (VMSZfW) concentra-se

1 A Rede Alemã de Ética Empresarial (DNWE) é uma rede fundada em maio de 1993. Conta atualmente com cerca de 500 membros registrados, muitos dos quais vindos dos setores empresarial, político, da Igreja ou da comunidade científica. O DNWE visa estimular o intercâmbio de idéias relacionadas a aspectos éticos no comércio e encorajar atividades empresariais a seguir uma orientação ética. O DNWE é o ramo alemão da Rede Européia de Ética Empresarial (EBEN), que foi fundada em 1987 em Bruxelas, e busca promover um diálogo intercultural sobre várias questões de ética empresarial. Atualmente, a EBEN é formada por cerca de 1.000 membros, espalhados por 33 países e mantém contato com todas as principais associações voltadas ao tema da ética.

6

Capítulo 7

normas e certificações

em comprometimento e auto-avaliação, embora uma avaliação externa possa aumentar a credibilidade.

PASSo-A-PASSo

Todo sistema de gerenciamento de valores baseia-se na definição e codificação dos valores que determinam a identidade de uma companhia e estruturam suas de- cisões. O foco do processo de gerenciamento na reali-

zação de um VMS é integrar os quatro passos citados abaixo nos sistemas da corporação – ou seja, no geren- ciamento estratégico, no desenvolvimento operacional

e no treinamento, nas políticas e procedimentos, na co- municação interna e externa e no controle.

Processo de gerenciamento O VMS deve ser integrado

na estratégia de negócios específica da empresa e em sua operação. Isso dá apoio à relevância do VMS dentro da corporação para as operações do dia-a-dia e garante

a eficiência de sua aplicação. Dessa forma, o processo de gerenciamento VMS torna-se parte do processo estra- tégico e operacional “normal”, e não um processo sepa- rado, em um departamento separado da empresa.

definição de valores essenciais O VMS ZfW não pres-

creve um conjunto definido de valores mas, em vez disso, deixa ao processo dentro da corporação a tarefa de encontrar os valores apropriados para sua missão. Esse processo tem de começar de cima para baixo, e deve ser continuado de baixo para cima. Os escalões superiores da administração têm de liderar o processo

e envolver pessoas de diferentes níveis dentro da orga- nização, assim como seus representantes.

A declaração dos valores básicos de um VMS é imple- mentada através de um processo em quatro passos:

1. Codificação – O gerenciamento de valores baseia- se na definição de quatro tipos de valores empresa- riais: valores de desempenho, valores de cooperação, valores de comunicação e valores morais. Eles devem ser codificados em um documento escrito (Código de Ética, Declaração de Objetivos, Valores e Visão Cor- porativa, Declaração de Princípios etc.).

2. Comunicação – Os valores comunicados têm de ser codificados dentro da companhia, entre companhias

e clientes e em relação à sociedade. A comunicação

é o meio crucial para estimular padrões de conduta

vmS ZfW

7.

socialmente responsável. Essa forma de comunicação distingue-se pelo fato de ser integrada nas atividades operacionais e nos procedimentos-padrão. Políticas e procedimentos são importantes meios de comunica- ção, porque têm conseqüências para o modo como as empresas atuam de forma responsável.

3. Implementação – A implementação pode ser reali- zada e auditada por meio de programas de adequação e/ou valores. Programas de adequação concentram-se fortemente nos aspectos jurídicos das decisões em- presariais e das ações dos funcionários. Geralmente consistem em informação sobre os deveres legais e so- bre a intenção da companhia em cumpri-los. Progra- mas de valores, por outro lado, visam a um compro- metimento para com os valores e o autocontrole da

companhia. Tópicos como treinamento, métodos de recrutamento, “barômetros éticos”, avaliações de cima para baixo e auditoria ética interna são todos parte de um programa de valores. Programas impostos por lei

e programas baseados em valores devem ser coorde- nados a fim de serem bem-sucedidos.

4. organização – Embora um “Supervisor de Ética” tenha um papel preponderante no contexto norte- americano, o VMS alemão prefere uma integração funcional nos departamentos já existentes de uma empresa. Isso pode ser feito através de um Supervisor de Adequação, de departamentos de Gerenciamento de Qualidade ou Auditoria Interna ou de um encarre- gado, respondendo diretamente à administração su- perior. Todas as possibilidades são produtivas desde que haja um compromisso da administração superior para com o programa, e disposição de sua parte em ser um modelo a ser seguido.

ReSuLtAdoS

O VMS é uma certificação e já foi aplicado por empresas

como ABB, BASF ou Fraport (aeroporto de Frankfurt).

ReFeRÊnCiAS

www.dnwe.de/2/content/bb_01.htm

PDF: www.dnwe.de/2/files/wms_en.pdf

http://bas.sagepub.com/cgi/reprint/44/1/74.pdf

www.dnwe.de/2/files/200401_eu_report.pdf

Exemplos de valores VMS:

• Valores de desempenho: lucro, competência, desempenho, flexibilidade, criatividade, inovação, qualidade.

• Valores de Cooperação: lealdade, espírito de equipe, resolução de conflitos, abertura.

• Valores de Comunicação: respeito, afiliação, abertura, transparência, comunicação.

• Valores Morais: integridade, justiça, honestidade, sinceridade, responsabilidade social, cidadania.

7

7.6 AS 8003

7 . 6 AS 8003 AS 800 Standards Australia Australian Standards Corporate Social Responsibility 8 PAíS

AS 800 Standards Australia

Australian Standards Corporate Social Responsibility

8

PAíS

Austrália

o que É

A Norma AS 8003 é uma das primeiras no mundo

direcionada para implantação de Responsabilidade

Social Corporativa integrada às políticas e cultura

da empresa. Essa norma faz parte de um conjunto de

compromissos de governança:

A publicação e divulgação da AS 8003, assim como

outros produtos e serviços da Standards Australia, é

feita por meio da Standards Web Shop, mas apenas empresas associadas têm acesso.

AS 8000 Bons Princípios de Governança.

AS 8001 Controle de Fraude e Corrupção.

AS 8002 Código de Conduta.

AS 8003 Responsabilidade Social Corporativa (a que tratamos agora).

AS 8004 Programa de Proteção de testemunhas para Empresas (Whistleblower Protection).

oRiGem

As normas australianas (Australian Standards), de- senvolvidas pela Standards Australia (SAI), são o pri- meiro consenso no mundo baseado em Diretrizes para Governança Corporativa e foram desenvolvidas com envolvimento de um grupo extenso de stakeholders. A SAI tem publicado todas as séries da AS — AS 8000, AS 8001, AS 8002, AS 8003 e AS 8004 —, para apoiar o desenvolvimento das organizações e a implementação efetiva de práticas de governança corporativa.

objetivo

O objetivo da norma AS 8003 é fornecer elementos

essenciais para estabelecer, implementar e geren- ciar um Programa de Responsabilidade Social Cor-

porativa dentro da organização e orientá-lo em sua

metodologia:

• Fornecer às empresas um processo de implantação e

manuseio da cultura de Responsabilidade Social por meio de um comitê auto-regulatório;

• Fornecer uma estrutura efetiva para um Programa de RSC,

de forma que seu processo possa ser monitorado e avaliado.

ConteÚdo

O conteúdo dessa norma é revista periodicamente

pela Standards e atualizada sempre que necessário. Tais ajustes também podem ser feitos até mesmo du- rante uma edição já pronta da norma. A AS 8003 com- plementa algumas diretrizes produzidas pela IFSA

(Investment and Financial Services Association), ASX (Australian Securities Exchange) e Corporate Gover- nance Council.

1. Escopo geral

1.2 Escopo

1.3 objetivos

1.4 Documentos de Referência

1.5 Definições

1.6 Estrutura Regulatória

2. Elementos estruturais

2.1 Compromisso

2.2 Políticas de Resp. Social Corporativa

2.3 Responsabilidades

2.4 implementação

2.5 Recursos

2.6 melhoria Contínua

3. Elementos operacionais

3.1 identificação de RSC

3.2 Desenvolvendo procedimentos para RSC

3.3 implementação

3.4 Feedback

3.5 Controle de registros

3.6 identificação e correções

3.7 Relatar

3.8 transparência

3.9 Engajamento de Stakeholders

3.10 Supervisão

3.11 Política e Procedimentos de ética no Negócio

4. manutenção de elementos

4.1 Educação e treinamento

4.2 visibilidade, Comunicação e influência

4.3 monitoramento e Avaliação

4.4 Revisão

4.5 integração

4.6 Prestação de contas

4.7 verificação da 3ª Parte

5. implementação dos elementos essenciais

5.1 Diretrizes para Elementos Estruturais

5.2 Elementos operacionais

5.3 Elementos de manutenção

ReFeRÊnCiAS

www.saiglobal.com/PDFtemp/Previews/oSH/as/

as8000/8000/8003-2003(+A1).pdf

www.ifap.asn.au/about/csr.html

www.erc.org.au/goodbusiness/page.php?pg=0412infocus70

CoLAboRAção

Beat Grüninger, marco Perez

Business and Social Development (www.bsd-net.com)

Si 10000 7 . 7

Si 10000 7.7

Standard israel - Si 0000

Standards institution of israel - Sii

PAíS

Israel

o que É

A Norma SI 10000 aborda práticas de “responsabili-

dade social e envolvimento com a comunidade”.

oRiGem

A SI 10000 foi desenvolvida pela Standards Institu-

tion of Israel (SII), em 2001.

objetivoS

Exigências específicas de práticas de responsabilidade social e envolvimento com a comunidade buscam ca- pacitar as companhias a:

• Desenvolver, manter e reforçar políticas e procedimentos para controlar suas ações de RS e interação com a comunidade;

• Demonstrar para as partes interessadas que as políticas e procedimentos com foco na comunidade estão sendo seguidas de acordo com as exigências da norma.

ConteÚdo

A SI 10000 propõe critérios para implementação de

políticas de responsabilidade social e interação com a

comunidade, incluindo gerenciamento sênior e com- promisso dos funcionários, alocação de recursos para propostas sociais, gerenciamento do impacto ambien- tal da organização, coerência entre negócios e ética, transparência e prestação de contas, prevenção, trei- namento e mecanismos de documentação.

Algumas outras normas serviram de referência no complemento da SI 10000:

Si 1432 – Qualidade no Gerenciamento e Assurance

Si 4481 – Sistemas de Saúde e Segurança em indústrias

iSo 9000 séries – Gestão de Qualidade

iSo 14001 séries – Sistema de Gestão Ambiental

PASSo-A-PASSo

1. GERAL

1.1 Escopo e Proposta da Norma

1.2 Referências

1.3 Definições

2. RESPoNSABiLiDADE SoCiAL E

ENvoLvimENto Com A ComUNiDADE

2.1 Responsabilidades da Diretoria

2.2 Alocação de Recursos para Gerenciamento

2.3 Envolvimento e Responsabilidades dos Colaboradores

2.4 Qualidade do ambiente de trabalho

2.5 Qualidade do meio Ambiente

2.6 ética

2.7 transparência e Publicação

2.8 Ações Preventivas e Corretivas

2.9 treinamento

2.10 Controle

2.11 Registro de Documentação

ReFeRÊnCiAS

http://209.85.165.104/search?q=cache:ULle8G2X5qEJ:

www.jisc.go.jp/policy/pdf/DrSi%252010000%2520in%

2520English-modified.pdf+%22si+10000%22&hl=pt-

BR&ct=clnk&cd=1&gl=br

Colaboração Beat Grüninger, marco Perez Business and Social Development www.bsd-net.com

0

7.8 ABNt NBR 16001

Abnt nbR 600

Associação Brasileira de Normas técnicas - ABNt

nbR 600 Associação Brasileira de Normas técnicas - ABNt PAíS Brasil o que É É uma

PAíS

Brasil

o que É

É uma norma brasileira de responsabilidade social que

tem caráter de sistema de gestão e propósito de cer- tificação.

oRiGem

Fundada em 1940, a Associação Brasileira de Nor- mas Técnicas (ABNT) é o órgão responsável pela

normalização técnica no País, que fornece base ne- cessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.

É entidade privada, sem fins lucrativos e membro

fundador da International Organization for Standar- dization (ISO); da Comissão Pan-americana de Nor-

mas Técnicas (Copant) e da Associação Mercosul de Normalização (AMN).

A ABNT, como representante oficial da ISO no Brasil,

estabeleceu em dezembro de 2002 um grupo-tarefa para o desenvolvimento de uma Norma Brasileira de Requisitos em Sistema de Gestão de Responsabilida- de Social.

O projeto foi submetido a consulta nacional. O Grupo

teve mais de 140 participantes cadastrados em suas discussões e elaborações, das mais diversas partes interessadas, que representaram empresas privadas, públicas, governos, ONGs, universidades, normaliza- dores, entre outros.

Após dois anos de preparação, foi publicada, em de- zembro de 2004, a norma ABNT NBR 16001 – Res- ponsabilidade Social – Sistema de Gestão – Requi- sitos, responsabilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que pode ser adquirida por meio do site da ABNT: www.abnt.org.br.

Atualmente, além de dar continuidade ao desenvol- vimento dos documentos complementares à ABNT

NBR 16001, a comissão é o fórum onde se reúne a delegação brasileira para a discussão das posições na- cionais a serem levadas ao Grupo de Trabalho da ISO 26000, de Responsabilidade Social.

objetivo

Esta Norma estabelece os requisitos mínimos relati- vos a um sistema da gestão da responsabilidade social, permitindo à organização formular e implementar uma política e objetivos que levem em conta os requi- sitos legais e outros, seus compromissos éticos e sua preocupação com a:

• promoção da cidadania;

• promoção do desenvolvimento sustentável, e

• transparência das suas atividades.

A NBR 16001 tem por objetivo fornecer às organiza- ções os elementos de um sistema da gestão da respon- sabilidade social eficaz, passível de integração com outros requisitos da gestão, de forma a auxiliá-las a alcançar seus objetivos relacionados com os aspec- tos da responsabilidade social. Não se pretende criar barreiras comerciais não-tarifárias, nem ampliar ou alterar as obrigações legais de uma organização. Ela não prescreve critérios específicos de desempenho da responsabilidade social e se aplica a qualquer organi- zação que deseje:

• implantar, manter e aprimorar um sistema da gestão de responsabilidade social;

• assegurar-se de sua conformidade com a legislação

aplicável e com sua política da responsabilidade social;

• apoiar o engajamento efetivo das partes interessadas;

• demonstrar conformidade com esta Norma ao:

- realizar uma auto-avaliação e emitir autodeclaração da conformidade com esta Norma;

- buscar confirmação de sua conformidade por partes que possuam interesse na organização;

- buscar confirmação de sua autodeclaração por uma parte externa à organização; ou

Capítulo 7

normas e certificações

ABNt NBR 16001

- buscar certificação do seu sistema da gestão da responsabilidade social por uma organização externa.

Os requisitos da NBR 16001 são genéricos, para que possam ser aplicados a todas as organizações. Sua aplicação dependerá de fatores como a política de responsabilidade social da organização, a natureza de suas atividades, produtos e serviços; da sua localidade e das condições em que opera.

ConteÚdo

A NBR 16001 utiliza, como um dos seus fundamen- tos, as três dimensões da sustentabilidade – econô- mica, ambiental e social –, conceitos descritos como sustentabilidade. Está fundamentada na metodologia conhecida como PDCA (Plan-Do-Check-Act, ou pla- nejar-fazer-verificar-atuar).

Os objetivos e metas devem ser compatíveis com a política de responsabilidade social e devem contem- plar (mas não se limitar a):

a) boas práticas de governança;

b) combate à pirataria, sonegação e corrupção;

c) práticas leais de concorrência;

d) direitos da criança e do adolescente, incluindo o

combate ao trabalho infantil;

e) direitos do trabalhador, incluindo o de livre associação,

de negociação, a remuneração justa e benefícios básicos,

bem como o combate ao trabalho forçado;

f) promoção da diversidade e combate à discriminação

(por exemplo: cultural, de gênero, de raça/etnia, idade, pessoa com deficiência);

g) compromisso com o desenvolvimento profissional;

h) promoção da saúde e segurança;

i) promoção de padrões sustentáveis de desenvolvimento, produção, distribuição e consumo, contemplando fornecedores, prestadores de serviço, entre outros;

j) proteção ao meio ambiente e aos direitos das gerações

futuras; e

k) ações sociais de interesse público.

SumÁRio

Prefácio

introdução

1 objetivo

2 Definições

3 Requisitos do sistema da gestão da responsabilidade

social

3.1 Requisitos Gerais

3.2 Política da responsabilidade social

3.3 Planejamento

3.3.1 Aspectos da responsabilidade social

3.3.2 Requisitos legais e outros

3.3.3 objetivos, metas e programas

3.3.4 Recursos, regras, responsabilidade e autoridade

3.4 implementação e operação

3.4.1 Competência. treinamento e conscientização

3.4.2 Comunicação

3.4.3 Controle operacional

3.5 Requisitos de documentação

3.5.1 Generalidades

3.5.2 manual do sistema da gestão da responsabilidade

3.5.3 Controle de documentos

3.5.4 Controle de registros

3. 6 medição, análise e melhoria

3.6.1 monitoramento e medição

3.6.2 Avaliação da conformidade

3.6.3 Não-conformidade e ações corretiva e preventiva

3.6.4 Auditoria interna

3.6.5 Análise pela Alta Administração

Anexo A (informativo) Bibliografia

Anexo B (informativo) outros termos

ReFeRÊnCiAS

www.abnt.org.br

www.iadb.org/EtiCA/Documentos/abn_norma-p.doc

7.8

7. EmAS

eco management and Audit Scheme – emAS

Comissão Européia

eco management and Audit Scheme – emAS Comissão Européia o que É Eco Management and Audit
eco management and Audit Scheme – emAS Comissão Européia o que É Eco Management and Audit

o que É

Eco Management and Audit Scheme (EMAS) é um sistema de gestão ambiental (SGA), assim como a ISO 14001. É altamente reconhecido por entidades governamentais e reguladoras do ambiente e opção vantajosa para algumas empresas que cumprem re- quisitos regulamentados e têm envolvimento em programas governamentais.

De fato, muitas empresas implementam os dois refe- renciais (EMAS e ISO 14001) e mantêm quer a certi-

ficação ISO 14001, quer o registo EMAS. Pelas regras

do referencial EMAS, a empresa se obriga a reportar,

em declaração pública, seu desempenho ambiental.

oRiGem

A norma EMAS, lançada em 1995 pela Comissão

Européia, é uma ferramenta de gestão para todos os tipos de organizações, que permite avaliar, melhorar e dar conta do seu desempenho ambiental.

ConteÚdo

Em 2001, reservada até então unicamente às em- presas, a norma EMAS estendeu-se a outras orga-

nizações (ONG, serviços públicos etc.) e integrou

as diretrizes da ISO 14001 como sistema de gestão ambiental de referência.

Em 2002, a Comissão Européia adotou a nova es- tratégia referente à Responsabilidade Social das Empresas (RSE), que visa realçar a contribuição das empresas para o desenvolvimento sustentável. A RSE passou a ser vista como “a integração voluntária de

preocupações sociais e ambientais por parte das em- presas nas suas operações e na sua interação com outras partes interessadas”. A esta estratégia segue consulta pública, que foi lançada em 2001, via Livro Verde, cujo objetivo é melhorar os conhecimentos sobre RSE e facilitar o intercâmbio de experiências e boas práticas.

A proposta da Comissão Européia inclui a criação de um fórum europeu multilateral sobre RSE (CSR EMS Fórum) que conduza a avaliação e o benchmarking externos do desempenho social e ambiental das em- presas e dos códigos de conduta existentes. A fim de fazer a RSE crível, a estratégia apela para caminhos que promovam a convergência e a transparência das práticas e ferramentas no domínio da RSE.

objetivo

Os sistemas de ecogestão, como são formalizados na ISO 14000 e no regulamento europeu EMAS, defi- nem o modus operandi que as empresas devem ado- tar a fim de atingirem uma gestão integrada do meio ambiente, permitindo a melhoria contínua dos seus desempenhos ambientais.

Esta operação é realizada apenas após ter determi- nado a situação ambiental da empresa. No caso da EcoAuditoria (EMAS), esta etapa é pedida explicita- mente, não é o caso da ISO 14001, no entanto, a apli- cação da ISO 14001 não pode ser feita corretamente sem esta etapa prévia.

EMAS é instrumento importante da RSE, reconhe- cido como ferramenta-chave para orientar as exi- gências ambientais e para promover a inovação e

Capítulo 7

normas e certificações

a modernização dos processos. Conseqüentemen-

te, contribui para a competitividade das empresas. Neste contexto, solicita-se ao fórum do CSR EMS que explore a oportunidade de aplicar a abordagem EMAS ao desempenho social das empresas e de ou- tras organizações.

PASSo-A-PASSo

Uma organização que deseja beneficiar-se desta certi- ficação deve validar as quatro seguintes etapas:

• Elaboração de diagnóstico ambiental, levando-se em

conta o conjunto dos aspectos ambientais das atividades da organização, dos seus produtos e serviços, dos seus métodos de avaliação interna etc.;

• Definição de um sistema de gestão ambiental em face

dos resultados do diagnóstico e dos objetivos fixados pelos executivos da empresa. Este sistema deve definir as

responsabilidades, os objetivos, os meios para atingi-lo, os procedimentos operacionais, as necessidades de formação

e os sistemas de informação.

• Realização de auditoria ambiental, levando-se em conta

a implantação deste sistema sua conformidade com os objetivos ambientais da empresa, bem como sobre o respeito das leis ambientais pertinentes.

• Redação de declaração do desempenho ambiental da

organização, que permita comparar os resultados atingidos com os objetivos estabelecidos, bem como as próximas

etapas de melhoria do desempenho.

O diagnóstico ambiental, o sistema de gestão, o pro-

cedimento de auditoria e a declaração final devem ser auditados por um organismo de certificação aprovado pela comissão.

EmAS

7.

Ao contrário das exigências da norma ISO 14001, o regulamento EMAS prevê a publicação de uma decla- ração ambiental que deve incluir uma avaliação dos problemas ambientais, um resumo dos dados quan- tificados.

ReFeRÊnCiAS

www.emas.org.uk

http:// ec.europa.eu/environment/emas/index_en.htm

http:// ec.europa.eu/environment/emas/about/summary_en.htm

www.emas.org.uk/aboutemas/mainframe.htm

7.0

DSi

7.0 DSi

det Sociale indeks

ministério dos Assuntos Sociais

PAíS

Dinamarca

o que É

O Det Social Indeks é uma ferramenta de gestão de

responsabilidade social passível de certificação com

foco na relação das organizações com seus funcioná- rios enquanto uma de suas partes interessadas.

oRiGem

Det Social Indeks, ou “índice empresarial”, é um ins- trumento de autodiagnóstico elaborado em 2000 pelo Ministério dos Assuntos Sociais da Dinamarca e distribuído pelo Ministério do Emprego. Trata-se de uma tentativa original de construir uma avaliação das práticas oficiais e certificadas para o público.

objetivo

O Det Social Indeks é o primeiro instrumento de pro-

cesso destinado a organizações privadas ou públicas de todos os portes que desejam avançar o seu grau de res-

ponsabilidade social com relação ao seu público inter- no. A ferramenta foca no diálogo entre os empregados

e a empresa, oferecendo a esta uma oportunidade de se

certificar como um local de trabalho socialmente res- ponsável, sendo assim também uma ferramenta para a comunicação do compromisso social da organização.

O Det Social Indeks é uma ferramenta de avaliação que

geralmente é utilizada para os seguintes objetivos:

Avaliação do status da empresa em relação à responsabilidade social.

• Planejamento de ações específicas para melhorias que

podem ser diretamente incluídas em planos de trabalho

com responsabilidade social.

• Comunicação para a sociedade do comprometimento social da organização.

O Det Social Indeks relaciona as políticas gerais da

empresa, o estágio atual de implementação, os resul- tados e o acompanhamento. A ferramenta é flexível

e pode ser adaptada às necessidades e circunstâncias das empresas.

Avançando no processo do Det Social Indeks, a em- presa ganhará uma visão geral de seus pontos fortes e das possibilidades de melhora. As ferramentas podem também funcionar como base do trabalho futuro da empresa com responsabilidade social.

ConteÚdo

O questionário proposto busca avaliar o grau de ade-

são aos três pilares do DS nas ações e nas políticas (as respostas variam entre “sempre” e “nunca”), o grau de motivação de RSE, o nível de atividade RSE da empre- sa, além de avaliar os resultados obtidos.

O questionário compreende três partes:

• o que queremos - avaliar os objetivos e intenções da

organização ao trabalhar com responsabilidade social.

• o que fazemos - avaliar as ações em curso.

• o que ganhamos - avaliar os resultados da prática da

responsabilidade social da organização com relação aos

objetivos traçados. observação: Se estes forem limitados,

o desempenho pode ser muito bom, apesar de uma ambição modesta.

No total, as três categorias reúnem 18 tópicos espe- cíficos, os quais a empresa pode discutir e decidir de que modo o Det Social Indeks pode se transformar num processo de diálogo que debate os diferentes pontos de vista sobre como a empresa lida com a res- ponsabilidade social.

Para cada um dos 18 tópicos é realizado um diagnós- tico quantitativo numa escala de 0 a 100, que forne-

ce uma visão de como a empresa lida com a área em

questão. Ao final do processo, a empresa terá um dia- gnóstico total do seu comprometimento social.

PASSo-A-PASSo

A ferramenta está disponível gratuitamente. Sua apli-

cação deve ocorrer mediante o apoio e o compromis- so da liderança da organização em complementar o processo. A partir daí, um coordenador de projeto é designado, e um grupo de trabalho multifuncional e representativo (incluindo a gerência), é selecionado

para discutir os diferentes aspectos de ser socialmen-

te responsável. Isso envolve lidar com tópicos como

Capítulo 7

normas e certificações

ausência de funcionarios por doença, equilíbrio entre família e trabalho, política para funcionários mais ve- lhos, desenvolvimento de competências, integração de equipes com redução da capacidade de trabalho, entre outras questões.

A ferramenta é baseada no diálogo e dá aos funcio-

nários oportunidade de discutir na organização como ela lida com a responsabilidade social e de construir uma visão de futuro sobre o tema.

A certificação não é um requisito para se trabalhar com o Det Social Indeks. A empresa que desejar certificação deve passar por um processo que envolve o preenchi- mento e envio do questionário ao Secretariado do Det

Social Indeks seguido de auditoria externa (que evolve visitas à organização para análises críticas, entrevistas com funcionários e gerentes, exame de documentação e observação, e a avaliação final e independente sobre

os 18 tópicos do questionário respondidos pela empre-

IMPlEMENTAçãO DE PlA- NOS DE AçãO

DSi

7.0

sa). Caso a documentação seja satisfatória, os requisitos para certificação sejam observados na prática e a orga- nização receba uma nota entre 60 e 100, ela poderá uti- lizar o logo do Det Social Indeks por três anos.

Caso a organização ou empresa não queira passar pelo processo, o Det Social Indeks pode funcionar como inspiração, mas a experiência demonstrou que o diá- logo com os stakeholders é muito benéfico à empresa, pois aumenta a compreensão e fornece uma base para identificar as iniciativas que poderão melhorar o de- sempenho social da empresa. A ferramenta é baseada no diálogo e dá principalmente ao público interno a oportunidade de discutir a empresa e melhorar seus resultados dentro da área de RES/DS.

ReFeRÊnCiAS

www.detsocialeindeks.dk

www.detsocialeindeks.dk/extweb/dsi/dsi.nsf/DocNo/eng-01-02-01

Decisão de trabalhar com o Det Social Indeks IMPlEMENTAçãO DE PlANOS DE AçãO Reunião inicial
Decisão de trabalhar com
o Det Social Indeks
IMPlEMENTAçãO DE
PlANOS DE AçãO
Reunião inicial
Reunião de reavaliação
Sugestões de melhorias
transformadas em planos de ação
Avaliação individual dos
18 tópicos
Reunião para consenso –
avaliação conjunta dos 18 tópicos

7.

SGE 21

7. SGE 21

Sistema de Gestión Ética Y Responsabilidad Social - SGe

Fórum para a Avaliação da Gestão ética – FoRétiCA

PAíS

Espanha

o que É

Norma voluntária que permite a avaliação da gestão ética e responsável das organizações (estabelecendo um sistema de gestão) passível de auditoria e certi- ficação.

oRiGem

O Fórum para a Avaliação da Gestão Ética – Forética

é uma associação sem fins lucrativos fundada em Bar-

celona. Espanha, no ano de 1999, com a missão de fo- mentar a cultura da gestão ética e a responsabilidade

social das organizações. Tem como membros diversos profissionais, acadêmicos, empresas e ONGs dedica- dos à prestação de serviços e ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de ferramentas que melhorem a ges- tão da responsabilidade social para organizações de todos os tamanhos e setores de atividade.

Lançada em 1999, a Norma de Empresa SGE 21 foi

uma das primeiras iniciativas do Forética e se tornou

a base do primeiro Sistema de Gestão Ética e Social- mente Responsável (SGE) 1 europeu, que permite, de maneira voluntária, alcançar uma certificação.

objetivo

Introduzir valores éticos e auditáveis nas áreas de ges- tão de uma organização de qualquer porte e setor que deseja assumir compromissos sociais, permitindo a avaliação e a verificação dos compromissos adquiridos pela alta direção em termos de responsabilidade social.

A Norma desenvolve os critérios que permitem es-

tabelecer, implantar e avaliar nas organizações o Sistema de Gestão Ética e Socialmente Responsável

proposto pelo Forética, que, por sua vez, permite às empresas gerenciar (planejar, monitorar e avaliar), de acordo com seus valores, as relações com todas as partes interessadas. O sistema garante a integração estratégica dos valores organizacionais nas opera- ções, mediante um enfoque de processos, avaliações e planos de melhoria.

ConteÚdo

A Norma de Empresa SGE 21 é parte de uma família

de normas do Forética para avaliação da gestão ética, pertencendo à série SG20 Empresa. Ela parte de va- lores comuns a toda organização, os quais formam a cultura organizacional e sobre os quais se dá o proces- so de reflexão estratégica.

A Norma se estrutura em nove Áreas de Gestão sobre

as quais se implementam uma série de protocolos e requerimentos conforme a política de Responsabili- dade Social baseada nos valores da organização.

Processo de Planejamento Estratégico Código de Conduta Missão Visão Valores POlÍTICA RSE Objetivos Comitê de
Processo de Planejamento Estratégico
Código de Conduta
Missão
Visão
Valores
POlÍTICA RSE
Objetivos
Comitê de RSE
Abordagens estratégicas

A implantação de cada Área de Gestão é avaliada ob-

jetivamente e, portanto, com possibilidade de subme-

ter-se a auditoria. São elas:

1 O SGE é composto por uma família de normas, guias e documentos formais desenvolvidos pelo Forética e baseia-se em uma série de diretrizes de RSE:

Diretrizes OCDE e OIT, Pacto Mundial das Nações Unidas, Comunicação da Comissão Européia relativa à Responsabilidade Social das Empresas (2002), Livro Verde da Comissão Européia (2001), ISO 9001:2000, ISO 14001:2004 e ISO 19011:2002, OHSAS 18000, SA8000.

6

Capítulo 7

normas e certificações

SGE 21

7.

1. Alta Direção

2. Clientes

3. Fornecedores e terceiros

4. Recursos Humanos

5. Entorno Social

6. Entorno Ambiental

7. investidores

8. Competidores

9. Administradores Competentes

Acionistas Governo Entorno Social e Alta Direção Clientes Entorno Ambiental Recursos Concorrência Fornecedores
Acionistas
Governo
Entorno Social e
Alta Direção
Clientes
Entorno Ambiental
Recursos
Concorrência
Fornecedores
Humanos

PASSo-A-PASSo

A SGE 21 pode ser utilizada por microempresas até

grandes multinacionais. Ela pode ser implantada em toda a organização de maneira integrada, por graus de implantação (sendo a certificação em Gestão Ética a de maior reconhecimento) ou ainda por áreas de gestão.

O sistema é totalmente compatível com as normas

ISO 9000:2000 e ISO 14000, permitindo auditorias

conjuntas e assim redução de custos.

O

sistema deve ser revisado e avaliado periodicamen-

te

de forma a garantir a melhoria contínua.

• Auditoria interna - auditores designados e capaci- tados avaliam o cumprimento da norma e desenvol- vem planos de melhoria submetidos a um comitê de responsabilidade social.

A empresa opta por uma auditoria ou avaliação de

conformidade a ser realizada anualmente:

• Auditoria externa – realizada por uma certificadora

de qualidade e meio ambiente acreditada pela ENAC

e reconhecida pelo Forética. O relatório de auditoria

é revisado por um comitê de certificação designado

pela Direção Técnica do Forética, que inclui membros do Forética (presidente, especialista em RSE e área técnica), a entidade certificadora envolvida no pro- cesso, outra certificadora oficial e uma ONG. Com a

Certificação

Nível de Implementação
Nível de
Implementação

SGE 21

Implementação por Áreas

Códigos de Conduta

Política de

Responsabilidade

conformidade, o Forética emite o Certificado de Ges- tão Ética e Responsabilidad Social. Este selo é revisado anualmente com auditorias de acompanhamento e a cada três anos com auditorias completas.

• Avaliação de conformidade – avaliação por terceiro sem necessidade de solicitar certificação. Pode ser rea- lizada por uma certificadora ou consultoria reconheci- da pelo Forética. O objetivo é emitir um informe sobre o grau de operação do sistema, que permita à direção estabelecer planos de melhoria para o cumprimento de objetivos de suas políticas de responsabilidade social.

ReFeRÊnCiAS

www.foretica.es

www.foretica.es/imgs/foretica/sge21.pdf

7

7.

oHSAS 18001

7. oHSAS 18001

occupational Health and Safety Assessment Series 800 - oHSAS

U.S. Department of Labor - occupational Safety & Health Administration

8

PAíS

EUA

o que É

Norma voltada à saúde e segurança ocupacional. É passível de auditoria e certificação.

oRiGem

A OHSAS 18001, cuja sigla significa Occupational

Health and Safety Assessment Series — entrou em vigor em 1999, após estudos de um grupo de organis- mos certificadores e de entidades de normalização da Irlanda, Austrália, África do Sul, Espanha e Malásia.

objetivo

Esta norma visa auxiliar as empresas a controlar os ris- cos de acidentes no local de trabalho. É uma norma para sistemas de gestão da Segurança e da Saúde no Trabalho (SST). A certificação por essa norma garante o compro- misso da empresa com a redução dos riscos ambientais e com a melhoria contínua de seu desempenho em saú-

de ocupacional e segurança de seus colaboradores.

A criação dessa norma levou em conta algumas

normas nacionais já existentes, como a BS 8800, na

Inglaterra. A norma se baseia no conceito de que a companhia deve periodicamente analisar e avaliar seu sistema de gestão da SST, de maneira a sempre iden- tificar melhoras e implementar as ações necessárias. Por isso, ela não estabelece requisitos absolutos para

o desempenho da Segurança e Saúde no Trabalho

— mas exige que a empresa atenda integralmente à

legislação e regulamentos aplicáveis e se comprometa com o aperfeiçoamento contínuo dos processos.

Por não estabelecer padrões rígidos, duas organizações que desenvolvam atividades similares, mas que apresen- tem níveis diferentes de desempenho da SST, podem, simultaneamente, atender aos requisitos da norma.

ConteÚdo

A norma OHSAS 18000 integra-se no mesmo modelo

das normas ISO 9000 e ISO 14000, apresentando uma

abordagem por processo.

Estas normas são baseadas na utilização do “ciclo de Deming”, que permitem uma melhoria contínua dos desempenhos.

A OHSAS 18000 compõe-se de um sistema de gestão

que integra:

• o compromisso de seguir uma política de gestão dos riscos,

• a identificação e a avaliação dos fatores e áreas de riscos,

• a identificação de objetivos e programas,

• a formação do pessoal,

• a implantação de processos de controle,

• a preparação a situações de emergência,

• o estabelecimento de procedimentos de medida de vigilância,

• a implantação de medidas de prevenção dos acidentes,

• a instauração de um procedimento regular de verificação.

PASSo-A-PASSo

O procedimento de certificação desenvolve-se em três etapas:

• a pré-avaliação efetuada pelo organismo responsável pela auditoria de certificação;

• o estudo dos documentos fornecidos pela empresa;

• a auditoria de certificação a fim de examinar e verificar a implantação efetiva dos procedimentos por parte da empresa.

ReFeRÊnCiAS

www.osha.gov

www.osha-bs8800-ohsas-18001-health-and-safety.com

www.osha-bs8800-ohsas-18001-health-and-safety.com/

electronic.htm (para compra)

http://emea.bsi-global.com/oHS/index.xalter

SA 8000 7.

SA 8000

7.

Social Accountability 8000

Social Accountability international – SAi

PAíS

EUA

o que É

A SA 8000 é uma norma que estabelece padrões para as

relações de trabalho, passível de auditoria e certificação.

oRiGem

Foi elaborada em 1997 pela organização não-governa- mental norte-americana Council on Economic Prio- rities Accreditation Agency (Cepaa), hoje chamada Social Accountability International (SAI) e que ficou responsável pelo seu desenvolvimento e pela sua su- pervisão. Elaborada por grupos de trabalhos que in-

cluem especialistas e representantes de stakeholders,

a SA 8000 é a primeira certificação internacional de responsabilidade social e foi revisada em 2001.

objetivo

A

SA 8000 é cada vez mais reconhecida mundialmen-

te

como um sistema de implementação, manutenção

e

verificação de condições dignas de trabalho e res-

peito dos direitos fundamentais dos trabalhadores. É destinada principalmente às empresas que possuem centros de compra ou de produção em países onde é necessário assegurar-se de que os produtos são reali- zados em condições de trabalho decentes.

ConteÚdo

Apresenta-se como um sistema de auditoria similar à ISO 9000, mas com requisitos baseados nas diretrizes internacionais de direitos humanos, incluindo a De- claração Universal dos Direitos Humanos da ONU, as convenções da OIT, bem como as convenções da ONU sobre os direitos da criança.

As principais áreas objeto de atenção da SA 8000 são:

• trabalho das crianças,

• trabalho forçado

• higiene e a segurança

• práticas

• discriminação

• direito de reunião (sindicatos)

• tempo de trabalho

• remuneração

• sistema de gestão

PASSo-A-PASSo

Há duas opções para a implantação da SA 8000:

. Certification SA 8000

Para obter a certificação, a empresa deve se submeter

à avaliação de auditor independente, que verifica o

cumprimento das normas estabelecidas pela SAI em relação a gestão, operações e prestação de contas. O processo de certificação é conduzido por organizações credenciadas e supervisionadas pelos próprios audito- res da SAI, que promovem visitas regulares de inspeção a agências credenciadas e empresas certificadas.

informações: www.sa-intl.org/index.cfm?fuseaction=Page.

viewPage&pageiD=617

Lista de facilitadores www.sa-intl.org/index.

cfm?fuseaction=Page.viewPage&pageiD=745

. Corporate involvement Program (CiP)

As empresas que vendem mercadorias, ou têm etapas

de

produção e venda desses produtos, podem integrar

o

Corporate Involvement Program SA 8000, que aju-

da as empresas a implementarem os padrões da SA 8000 e a avaliá-los. Há dois níveis de participação:

SA 8000 Explorer (CiP Level one) - o objetivo é avaliar a SA 8000 como uma ferramenta ética para as relações de trabalho.

SA 8000 Signatory (CiP Level two) - visa implementar a SA 8000 na cadeia produtiva pela certificação de fornecedores e comunicação do processo de implementação aos stakeholders.

Lançado em 1999, o CIP atraiu membros que represen- tam faturamento anual superior a US$ 100 bilhões. Os programas incluem cursos para gestores, fornecedores, trabalhadores e assistência técnica para a implementa- ção da SA 8000, além do direito de uso da logomarca da SAI na comunicação com os stakeholders.

www.sa-intl.org/index.cfm?fuseaction=Page.

viewPage&pageiD=527

ReFeRÊnCiA

www.sa-intl.org

7. SD 21000

7 .   SD 21000 Sd 000 Association Française de Normalisation - AFNOr 60 PAíS

Sd 000

Association Française de Normalisation - AFNOr

60

PAíS

França

o que É

O Guia SD 21000 representa a contribuição francesa para o debate internacional sobre as normas de de- senvolvimento sustentável organizado pelas instân- cias da ISO. Porém, as recomendações do Guia SD 21000 não são destinadas para certificação; ele pre- tende ser um guia de boas práticas e não a implanta- ção de uma nova norma.

oRiGem

Criada em 1926, a Associação Francesa de Normali- zação – AFNOR é reconhecida como utilidade públi- ca e colocada sob a tutela do Ministério responsável pela Indústria. Conta com cerca de 3.000 empresas associadas. AFNOR é o membro francês do CEN e da ISO.

Após dois anos de elaboração por um grupo de traba- lho de mais de 50 parceiros que representam o con- junto do mundo econômico (patronato, sindicatos, associações, poderes públicos), a AFNOR chegou em 2003 a um consenso final referente ao Guia SD 21000, que visa apresentar recomendações de ordem estraté- gica e operacional para levar em consideração os de- safios do desenvolvimento sustentável na estratégia e na gestão das organizações.

objetivo

“O Guia SD 21000 não é uma receita do desenvolvimen- to sustentável. É uma ferramenta pedagógica de sensibi- lização que ajuda os chefes de empresa a colocar boas perguntas. Trata-se de uma ajuda à reflexão estratégica que permite identificar os desafios ‘significativos’ e instau- rar uma iniciativa de progressos do controle das relações

com as PI, da integração dos sistemas de gestão e de in- formação (avaliação, indicadores, reporting). Apóia-se sobre um mecanismo de transação sobre desafios que não são unicamente econômicos.”

O Guia visa responder a duas problemáticas:

• Ajudar as empresas a construir uma estratégia que leva em conta os desafios do desenvolvimento sustentável e levá-lo a efeito.

• organizar um sistema de transação com as partes

externas à empresa numa visão estratégica e construir as ações com base em desafios julgados como significativos.

ConteÚdo

O Guia SD21000 propõe bases para ajudar técnica e

culturalmente a adaptar o sistema de gestão de uma empresa a fim de integrar progressivamente os objeti- vos do desenvolvimento sustentável.

A abordagem estratégica inicial proposta pelo Guia

SD 21000 fará emergir um grande número de desafios potenciais para a empresa e a necessidade de anali- sar os próprios riscos da empresa. Esta oportunidade permitirá que a empresa identifique os desafios mais significativos.

Na seqüência, a empresa estará então em condições de determinar a sua visão, a sua estratégia, a sua polí- tica e os seus objetivos para elaborar o seu programa plurianual. Ela deduzirá assim o seu plano de ações. As ações serão acompanhadas, avaliados e os impac- tos dos desafios significativos serão medidos e comu- nicados às partes interessadas.

O instrumento de diagnóstico é “informatizado”.

Um acompanhamento de cinco dias permite ajudar a empresa a familiarizar-se com o Desenvolvimento Sustentável e a construir um plano de ação relevante, além do apoio de um programa de formação adaptado aos atores locais.

Capítulo 7

normas e certificações

PASSo-A-PASSo

A primeira fase tem por objetivo uma reflexão inicial,

quando da elaboração da estratégia da empresa com suas conseqüências à escala mundial sobre a vida e o funcionamento das empresas.

A segunda fase tem por objetivo a operacionalização,

propondo recomendações hierarquizadas que visam ajudar a empresa a fixar os seus objetivos em relação ao SD, integrando a gestão aos objetivos RS.

identiFiCAção doS deSAFioS

• Princípios de desenvolvimento sustentável

• Boas práticas setoriais

• Regulamentação e Normas

• Expectativas das partes interessadas

eStRAtÉGiA de ReSPonSAbiLidAde emPReSARiAL

Escolhas e prioridades:

• Desafios significativos

• visão e valores da empresa

PoLítiCA

• Programa

• Ação

• objetivos

• indicadores

oPeRACionALiZAção

• Sistema de gestão

• Plano de ação

• Formação

• Comunicação

• Quadro de controle

RePoRtinG

• Avaliação e Comunicação dos desempenhos

• Retorno de informação às partes interessadas

• melhoria contínua

• Atualização da identificação dos desafios

A iniciativa de reporting — dar informação aos inves-

tidores em potencial, referente aos diferentes resulta- dos da empresa, bem como levar em consideração as partes interessadas, vítimas ou beneficiárias — cons- titui os dois eixos das ferramentas formatadas para atingir o Desenvolvimento Sustentável. A obrigação de prestar conta torna-se uma necessidade e uma no- ção indispensável ao funcionamento da sociedade.

SD 21000 7.

ReSuLtAdo

Um ano depois do seu lançamento, 200 empresas fo- ram mobilizadas em nove regiões.

diCA

O guia para a hierarquização dos desafios do de-

senvolvimento sustentável (FD X 30-023) é um do- cumento de ajuda à aplicação do Guia SD 21000 para identificar e hierarquizar os desafios de desenvolvi- mento sustentável.

Apóia-se sobre uma metodologia desenvolvida, que permite, com base nos instrumentos de pilotagem já existentes na empresa:

• identificar os desafios de desenvolvimento sustentável;

• Hierarquizar estes desafios, em termos de riscos e oportunidades;

• Considerar o grau de maturidade da empresa em relação

aos diferentes desafios de desenvolvimento sustentável bem

como o grau de maturidade das práticas empresariais;

• implementar ações a fim de construir a sua estratégia

referente ao desenvolvimento sustentável e construir um

programa que visa a melhoria contínua;

• Elaborar o plano de ações prioritárias adaptado;

• Dialogar sobre o assunto internamente e externamente com as partes interessadas.

O método apóia-se numa lista de 34 desafios que var- rem o conjunto dos domínios cobertos pelo desenvol- vimento sustentável.

O Guia SD 21000 versão Autarquias Locais (AF-

NOR AC X30-022) visa ajudar as comunidades locais e apropriar-se do conceito e tem por objetivos:

• Favorecer uma tomada de consciência das comunidades sobre os princípios e desafios do desenvolvimento sustentável;

• Favorecer uma reflexão prospectiva para a integração dos princípios de desenvolvimento sustentável;

• Localizar alguns métodos e instrumentos de aplicação de uma iniciativa de desenvolvimento duradoura.

Este guia dirige-se principalmente aos atores que de- verão impulsionar a iniciativa e tem o poder de deci- são e orientações estratégicas bem como ao pessoal que contribuirá para a aplicação da iniciativa.

Efetivamente, o desenvolvimento sustentável é uma iniciativa participativa que mobiliza todas as energias dos atores em todos os níveis.

ReFeRÊnCiAS

www.afnor.org/developpementdurable/default.html

www.afnor.org/developpementdurable/normalisation/

referentiels.html

www.afnor.org/developpementdurable/normalisation/

sd21000.html

6

7.

Q-RES

q-ReS

Centro para ética, direito e Economia - CELE

Q-RES q-ReS Centro para ética, direito e Economia - CELE 6 PAíS Itália o que É

6

PAíS

Itália

o que É

Sistema de gestão para a responsabilidade social e ética que pode ser adaptado para empresas privadas, organizações públicas e associações, baseado no con- ceito de gestão estratégica, justa e eficaz das relações com stakeholders. Princípios de ética empresarial (business ethics)(*).

(*)Aéticaempresarial sugerecomocritériodeequilíbrio

o conceito de um “contrato social” justo e eficiente entre

a empresa e todos os demais participantes (stakehol- ders), não um contrato real, mas um contrato ideal, um conjunto de critérios, uma pedra de toque. Ele se fundamenta em um conceito de justiça que vê como justo o que as pessoas aceitam de forma racional, con- sensual e unânime.

Para que se obtenha um acordo justo, algumas condi- ções têm de ser preenchidas:

• os interesses de todos devem ser levados em consideração;

• todos devem ser informados, e não enganados;

• Ninguém pode sofrer ou ter sofrido violência ou constrangimento; e

• o acordo tem de ser obtido voluntariamente, pela racionalidade.

oRiGem

Concebido em 1998 pelo Centro para Ética, Direito e Economia (CELE), da Universidade Castellanza (Va- rese, Itália), o sistema foi desenvolvido por um gru- po de trabalho (Mesa Q-RES) que integra empresas, consultorias e ONGs que tem por objetivo criar fer- ramentas de gestão para promover a responsabilidade social e a ética nos negócios.

O

Q-RES mantém diálogo com iniciativas semelhantes

na

Europa, entre elas o Sigma Project, do Reino Unido,

e o Values Management System, da Alemanha, além do

próprio governo italiano e da Comissão Européia, a fim

de estudar conjuntamente a definição de um padrão eu-

ropeu para a gestão da responsabilidade social.

As diretrizes Q-RES Guidelines para aplicação da fer- ramenta foram lançadas em 2001. Em 2002 e 2003, iniciaram-se os primeiros projetos-pilotos. Já em 2003

foi elaborada a primeira versão da Norma Q-RES (cer- tificável), que traduz o Sistema de Gestão Q-RES em um padrão certificável por organismos independentes e está em processo de consulta.

objetivo

O projeto Q-RES visa elaborar um padrão de qualida-

de de responsabilidade social e ética das corporações que possa ser certificável e capaz de proteger a repu- tação social e ética, além de construir confiança nas relações com stakeholders. A idéia é que as empresas reconhecidas como socialmente e eticamente respon- sáveis possam gozar de melhores relações com os seus stakeholders e ter uma vantagem competitiva em ter- mos de reputação, confiança e credibilidade.

ConteÚdo

O documento Diretrizes Q-RES (Q-RES Guidelines),

publicado em 2001, descreve seis instrumentos pro- postos para gerenciar a qualidade social e ética (RSE) das organizações:

1. visão ética Corporativa

Define o conceito de justiça da organização que fun- damenta o comportamento responsável que ela deve estabelecer e seguir nas relações com seus stakehol- ders. Expressa um contrato social entre empresa e stakeholders, caracterizado pela imparcialidade e ade- são livre, a fim de que cada parte contribua para o al- cance da missão da empresa.

2. Código de ética

Conjunto de princípios, regras e parâmetros que re- gulam questões relativas ao poder discricionário e governança corporativa. Visa proteger as partes inte- ressadas dos abusos de poder da empresa, estender os padrões de relação aplicados a investidores aos demais stakeholders e fornecer elementos para a avaliação da reputação organizacional pelas diversas partes inte- ressadas, a fim de construir relações de confiança.

3. Formação ética

Visa criar as condições para a melhor compreensão dos empregados quanto às regras e os princípios éti-

cos da organização. A “formação ética” procura prever

as zonas de conflito (indivíduo/empresa) e criar um

diálogo para favorecer o respeito, pelos empregados, aos códigos de condução e às regras da empresa. Pre- para o funcionário para que esteja apto a identificar

Capítulo 7

normas e certificações

e lidar com questões de natureza ética no ambiente organizacional.

4. Sistema de implementação e Controle

Trata-se da “infra-estrutura” para apoiar a implemen-

tação das práticas de responsabilidade social e ética, monitorar seu cumprimento e melhorar a performan-

ce ética. O guia define dois processos para isso:

• o processo "de baixo para cima" visa medir o

desempenho ético e social via Balanced Score Card (BSC) ajustado e adaptado. o BSC engloba quatro dimensões de desempenho organizacional: finanças, clientes, processos internos, aprendizagem e desenvolvimento, cada qual com políticas, objetivos e estratégias definidas no sistema. Poderia ser utilizado para medir o desempenho social e ético (ou sustentabilidade) da organização ao se incorporar essas questões nas dimensões do sistema. Desta forma, o BSC poderia se tornar um instrumento de gestão da RSE.

• o processo "de cima para baixo" propõe a avaliação e a

melhoria dos processos de controle, gestão de riscos, e governança corporativa associados às questões de ética via

auditoria ética interna.

5. Prestação de Contas da Responsabilidade

Social e ética

Visa informar as partes interessadas sobre o desem- penho de RSE da organização, ampliando o escopo e

a transparência da comunicação corporativa. Vários

modelos e abordagens de relatório que consideram o triple bottom line são referenciados no Q-RES: GRI, The World Business Council for Sustainabale Develo- pment, AccountAbility etc.

6. verificação externa

A verificação por um auditor externo confere maior

credibilidade e valor à “declaração” da empresa em termos de RSE. O auditor avalia o cumprimento das diretrizes e instrumentos propostos pelo Q-RES, de acordo com critérios de excelência fornecidos. Os modelos de referência de maior relevância para o Q-

RES são SA 8000 e AA 1000.

Para cada instrumento de gestão do modelo Q-RES,

o Guia traz: definição, função, conteúdo, metodologia

de desenvolvimento, evidências de auditoria e critérios de excelência para a adoção da responsabilidade social

e ética. Além disso, o modelo de RSE descrito no guia

Diretrizes Q-RES foi desenvolvido, levando, sistemati- camente, em conta a observação e a verificação externa das práticas da empresa pelas partes interessadas.

PASSo-A-PASSo

A adesão à Norma pode ocorrer em duas modalidades:

1. Adesão à mesa Q-RES

Fórum de discussão e elaboração científica de princí- pios, metodologias e instrumentos de RSE, por meio

da apresentação dos resultados e propostas originadas

Q-RES 7.

de pesquisas do time e da comparação entre experi-

ências das organizações participantes. Podem se unir

à Mesa Q-RES empresas públicas e privadas, asso-

ciações, ONGs e fornecedores de serviços sociais no campo da RSE que compartilhem a Missão do Projeto e pretendam contribuir para a manutenção do progra- ma de pesquisa realizado pelo grupo do Q-RES.

As atividades têm como objetivos:

• Revisão do Guia e da Norma Q-RES de acordo com

os resultados das pesquisas em curso, financiadas pela Comissão Européia, sobre o desenvolvimento de um padrão comum de gestão RSE, realizadas em parceria com o Projeto Sigma, Accountability e Universidade de Constanza;

• Refinamento dos instrumentos do sistema de gestão Q-

RES à luz da experiência das empresas participantes dos projetos-pilotos;

• Colocar em processo de auditoria e futura certificação da Norma Q-RES;

• Promoção da consciência e adoção do Guia de Diretrizes Q-RES junto a empresas e associações.

2. Realização de um projeto-piloto

A equipe Q-RES pode ser contratada pela organiza-

ção para a realização de um projeto-piloto, que por sua vez levará à adoção e/ou melhoria de um ou mais instrumentos previstos no Sistema de Gestão Q-RES (código de ética, balanço social, formação ética, siste- mas de auditoria externa etc.).

Tipicamente um projeto-piloto prevê as seguintes ati- vidades realizadas pela equipe Q-RES:

• Gap Analysis - para se desenvolver um plano operacional para a implementação ou melhoria dos instrumentos Q- RES existentes na organização;

• Suporte ao planejamento dos instrumentos de acordo com as Diretrizes Q-RES;

• Suporte ao desempenho dos instrumentos Q-RES;

• verificação da aplicação dos instrumentos com base na Norma Q-RES.

A realização de projetos-pilotos ocorre de acordo com

acordos específicos entre o time Q-RES e a organiza- ção interessada, visando identificar nível e modalida- des de envolvimento da equipe.

ReSuLtAdoS

Durante as atividades do Projeto Q-RES, foram iniciados projetos-pilotos com as seguintes empresas: ENEL Coop Consumers, The Northeast Freeways for Italy.

ReFeRÊnCiAS

www.qres.it

www.liuc.it

www.liuc.it/ricerca/cele/qres.pdf

6

7.6 ECS2000

Capítulo 7

normas e certificações

ethics Compliance management System Standard - eCS 000

Japan Society for Business Ethics Study

6

PAíS

Japão

o que É

A ECS 2000 é uma norma que auxilia na implemen-

tação de Sistemas de Conformidades Legais e Éticas nas organizações, de acordo com os princípios dos Direitos Humanos e de Liberdade e Co-Prosperidade

dentro do mercado econômico.

Os Direitos Humanos e de Liberdade são condições básicas para a democracia, e sem elas a economia em termos gerais não funciona.

oRiGem

A Sociedade Japonesa de Estudos de Ética nos Ne-

gócios (Japan Society for Business Ethics Study) foi criada em 1993, 15 anos depois da criação da Socie- dade de Estudos de Ética nos Negócios, dos Estados

Unidos.

Coube à sociedade japonesa estabelecer um Centro de Pesquisa de Ética nos Negócios que direcionasse empresários para a introdução de programas de éticas em suas companhias. Como fruto desse trabalho, em 1999 foi publicada no Japão a primeira Norma adota- da para a Ética nos Negócios — a ECS 2000.

objetivoS

Esta norma visa permitir que as organizações possam encontrar meios mais avançados de precaução contra negociações duvidosas – ilegais e/ou injustas – con- duzidas pelos próprios membros da diretoria da em- presa, violando o Código de Ética ou Política de Tra- balho. Assim, permite que essas violações e as pessoas responsáveis possam ser identificadas. Para conseguir isso é necessário:

• Estabelecer e administrar um Sistema de Conformidades

Legais;

• Criar um Sistema interno de “ouvidoria” (coleta de sugestões e críticas) para os stakeholders e também criar um Código de ética (caso não tenha) e uma filosofia de trabalho.

ConteÚdo

A estrutura básica dessa norma pode ser ilustrada em quatro estágios:

1º) Cada organização deve esclarecer sua Política de ética

e em seguida planejar e desenvolver o Código de ética e as

Regulamentações internas requeridas para a compreensão

dessa política;

2º) Uma pessoa treinada ou um departamento deve

assumir responsabilidade pela conformidade ética e legal.

A área de comunicação também deve direcionar mais seu

trabalho para esse assunto.

3º) Uma auditoria independente deve ser contratada pela

organização, para auditar os membros da organização.

o departamento responsável pelas Regulamentações e

Código de ética deve publicar o funcionamento e resultado

dessas auditorias.

4º) Baseando-se nos resultados dessa auditoria, reformas potenciais devem ser identificadas e implementadas, incluindo desde a revisão nos Códigos de ética até a criação de Programas de Educação e treinamento e Sistemas de Consultas.

PASSo-A-PASSo

1. ESCoPo

2. REFERÊNCiAS NoRmAtivAS

3. DEFiNiÇõES

4. SiStEmA DE REQUERimENto E GERENCiAmENto DA étiCA

4.1. Requerimentos Gerais

Capítulo 7

normas e certificações

4.2. FoRmULANDo PoLÍtiCAS BÁSiCAS DE

CoNFoRmiDADE NA étiCA E PRoDUÇÃo DE mANUAiS

4.2.1. Formulando Políticas Básicas de Conformidade

na ética

4.2.2. Divulgação das Políticas Básicas de

Conformidade na ética e Produção de manuais

4.3. PLANEJAmENto

4.3.1. implementação do Planejamento

4.3.2. Legislação; outras Regulamentações e Leis

relatadas

4.3.3. Regulamentações internacionais

4.4. IMPLEMENTAÇÃO E OPErAÇÃO

4.4.1.

Estrutura e Responsabilidades

4.4.2.

Educação e treinamento

4.4.3.

Comunicação

4.4.4.

Sistema de documentação de Conformidades na

ética

4.4.5.

Controle de Documentos

4.4.6.

Controle operacional

4.4.7.

Nível de Preparação de Emergência

4.5. MONITOrAMENTO E COrrEÇÕES

4.5.1. monitoramento e Avaliação

4.5.2. Ações Preventivas e Correções

4.5.3. Registro

4.5.4. Sistemas de Gerenciamento das Conformidades

éticas da Auditoria

4.6. rEVISÃO GErENCIAL

4.7. SISTEMA dE rEFOrMA drÁSTICA dECOrrENTE dE

SITUAÇÕES EMErGENCIAIS

ReSuLtAdo

Com o apoio da ECS 2000 e o empenho de várias com- panhias japonesas no “desenvolvimento de programas de ética nos negócios”, devido à demanda e exigên-

ECS2000 7.6

cia mundial, as organizações japonesas tiveram suas estruturas da governança corporativa reformuladas, dando maior ênfase à Ética nos Negócios.

O governo japonês também decretou a Lei de Proteção

a Testemunhas (Whistleblower Act) e revisou os siste-

mas internos de controle das companhias japonesas.

A grande mudança foi percebida rapidamente no re-

lacionamento com os stakeholders, o qual era mar- cado por grandes escândalos, nas décadas de 70 a 90. Um bom exemplo são os consumidores, que normal- mente nunca denunciavam as grandes companhias, e hoje isso já não acontece com tanta freqüência.

ReFeRÊnCiAS

Business Ethics & Compliance Center

Reitaku University

http://ecs2000.reitaku-u.ac.jp

www.seattleu.edu/asbe/abei/papers%20for%202006%20c

onference/Nobuyuki%20Demise.pdf

COLABOrAÇÃO

Beat Grüninger, marco Perez

Business and Social Development

www.bsd-net.com

6

7.7 AA 1000

AA000

institute of Social and Ethical Accountability - iSEA

PAíS

Reino Unido

o que É

Norma internacional certificável composta por prin- cípios e padrões de processo focados no engajamento com as partes interessadas.

oRiGem

A norma, que tem o desafio de ser o primeiro padrão

internacional de gestão da RSE, foi lançada em 1999 pelo ISEA - Institute of Social and Ethical Accounta- bility, uma organização não-governamental com sede em Londres. A organização foi fundada em 1995 para promover inovações na prestação de contas a fim de avançar as práticas de negócio responsáveis e ampliar

a prestação de contas da sociedade civil e de órgãos

públicos. É formada por 350 membros entre empre- sas, ONGs e organismos de pesquisa que elegem um conselho composto por representantes do Brasil, Índia,

América do Norte, Rússia, África do Sul e Europa.

Módulo mais recente da Série AA 1000. Em 2005 a AccountAbility lançou o segundo módulo da AA 1000 Series, o AA 1000SES Stakeholder Engagement Standard. Essa ferramenta traz uma série de conside- rações práticas sobre engajamento das partes interes- sadas e formata um processo de diálogo propriamente dito. Os princípios aplicados neste processo são: In- clusão, Materialidade, Completude e Resposta.

objetivo

A série de normas AA 1000 define melhores práticas

para prestação de contas a fim de assegurar a qualida- de da contabilidade, auditoria e relato social ético de todos os tipos de organizações (públicas, privadas e ONGs de todos os portes). Os padrões de processo da AA 1000 associam a definição e a integração dos valo- res da organização com o desenvolvimento das metas de desempenho e com a avaliação e comunicação do desempenho organizacional. Por meio desse processo,

66

do desempenho organizacional. Por meio desse processo, 66 focado no engajamento da organização com as partes

focado no engajamento da organização com as partes interessadas, vincula questões sociais e éticas à gestão estratégica e operações do negócio.

O engajamento das partes interessadas é o ponto-chave

do padrão AA 1000. É por meio deste que a organiza- ção fará a priorização dos pontos críticos a serem ende- reçados, determinará indicadores e metas e escolherá o sistema de relatório mais adequado à empresa.

A série favorece a aprendizagem organizacional e a

inovação. Traz benefícios ao desempenho geral — nos aspectos social, ético, ambiental e econômico — e

contribui para que a organização caminhe na direção do desenvolvimento sustentável.

A norma é certificável, porém não define padrões de

certificação ou desempenho real, mas especifica o pro- cesso a ser seguido na construção do relatório de desem- penho e não os níveis de desempenho desejados. Assim, a norma não atesta comportamento ético e socialmente responsável para uma organização, mas garante que ela aja conforme a sua missão e valores e cumpra as metas definidas a partir do diálogo com stakeholders.

Algumas das mais importantes contribuições da AA 1000 são os processos e definições que dão suporte à prática da responsabilidade social empresarial. Enfati- za-se a inovação na forma de adotar as regras, permi- tindo que cada empresa defina seu próprio caminho. Isso confere às companhias maior responsabilidade. Seguir esse padrão tem sido visto como uma garantia para os sócios e demais partes interessadas de que há consistência nas ações da empresa.

ConteÚdo

Série AA 1000 é composta por Padrões Principais (AA1000 Framework, AA 1000AS – Assurance Stan- dard e AA 1000SES – Stakeholder Engagement), No- tas de Direcionamento e Notas para Usuário.

A norma apresenta os principais tópicos ligados à res-

ponsabilidade social, os pontos de divergência e de convergência com os demais padrões, como as ISO,

SA 8000 e GRI.

Capítulo 7

normas e certificações

A estrutura da AA 1000 (AA 1000 Framework) con- tém processos e princípios para relatórios, prestação de contas e auditoria. Existem 11 princípios de quali- dade que devem ser seguidos pela organização, agru- pados por área de referência:

i. Escopo e Natureza do Processo de organização

. Completude – inclusão imparcial das áreas apropriadas e atividades relacionadas com desempenho social e ético nos processos de contabilidade.

. materialidade – inclusão de informação significativa que podem afetar as partes interessadas e sua avaliação do desempenho social e ético da organização.

. Regularidade e Conveniência – disponibilidade de ação e informação sistemática dos processos de contabilidade, auditoria e relato social para apoiar a tomada de decisão organização e partes interessadas.

ii. Significância da informação

. Garantia da qualidade – processo de auditoria da organização realizado por um auditor externo ou partes independentes e competentes.

. Acessibilidade – comunicação apropriada e efetiva para as partes interessadas da organização sobre seus processos de contabilidade, auditoria e relato social e ético e seu desempenho.

iii. Qualidade da informação

6. Comparabilidade – capacidade de comparação de

desempenho da organização com períodos anteriores, metas de desempenho, benchmarks externos, regulamentação e normas não obrigatórias.

7. Confiabilidade – garantia para a organização e partes

interessadas de informação íntegra e imparcial proveniente da contabilidade, auditoria e relato social e ético.

8. Relevância – informação útil para a organização e

partes interessadas para construção de conhecimento e suporte à tomada de decisão.

. entendimento – garantia de compreensão da informação (incluindo questões de língua, estilo e formato) pela organização e partes interessadas.

iv. Gerenciamento do Processo em Base Contínua

0. integração – de informações ou sistemas, garantia de que os processos de contabilidade, auditoria e relato

AA 1000 7.7

social e ético façam parte das operações, sistemas e políticas da organização e não sejam apenas destinados à produção de relato social e ético.

. melhoria Contínua – ações tomadas, reconhecidas e externamente auditadas, para melhorar o desempenho em resposta aos resultados dos processos de contabilidade, auditoria e relato social e ético, oferecem oportunidade para o desenvolvimento contínuo do processo.

PASSo-A-PASSo

A AA 1000 pode ser usada isoladamente ou em con-

junto com outros padrões de prestação de contas, como a Global Report Initiative (GRI) e as normas ISO e SA 8000.

O processo de implantação da AA 1000 segue um

ciclo definido de atividades agrupadas nos cinco ele-

mentos da norma:

• Planejamento

• Contabilidade

• Auditoria e Relato

• integração

• Engajamento das Partes interessadas

É importante frisar que a seqüência das etapas descri- tas no processo não é sempre cronológica.

A verificação acompanha todo o processo segundo

modelo sugerido pelo ISEA. Para a verificação devem ser aplicados os princípios de garantia do Padrão de Garantia AA1000S: Completude, Materialidade, Pró- atividade, Acessibilidade e Evidência.

Em cooperação com o IRCA – International Register

of Certified Auditors, o ISEA certifica auditores pro-

fissionais de sustentabilidade cuja prática de audito-

ria segue o padrão específico da Série AA 1000, a AA

1000AS – Assurance Standard.

ReFeRÊnCiAS

www.accountability.org.uk

www.accountability21.net

www.accountability21.net/aa1000/default.asp

www.accountability21.net/aa1000/default.asp?pageid=286

67

7.8 BS 8555

7 .  8 BS 8555 british Standard 8 – bS 8 68 the Acorn trust

british Standard 8 – bS 8

68

the Acorn trust

PAíS

Reino Unido

o que É

Conjunto de padrões de gerenciamento ambiental voltado para Pequenas e Médias Empresas (PMEs).

oRiGem

Criado pelo Projeto Acorn, um projeto nacional cria-

do para ajudar pequenas e médias empresas a crescer

e desenvolver seus padrões de performance ambien-

tal, construídos a partir de necessidades específicas do próprio negócio. O projeto foi grenciado pela The Acorn Trust, fundação que visa tornar o gerencia- mento ambiental acessível e lucrativo para as PMEs.

A fundação é formada por representantes do governo

do Reino Unido, de associações comerciais, de orga- nizações não-governamentais, de pequenas e médias empresas e consultores ambientais. A norma foi lan- çada em abril de 2003 com o apoio do Ministério do Comércio e Indústria e o Ministério do Ambiente e Negócios Rurais ingleses. Um processo para a certi- ficação nacional pela BS 8555 está em estudo pelaThe Acorn Trust.

objetivo

Implementação (por fases) de um sistema de gestão ambiental, visando à melhoria contínua e preparação para a obtenção de certificação ISO 14001 e registro EMAS (European EMAS Regulation).

ConteÚdo

O processo de implantação é realizado em cinco ní-

veis. Um sexto nível permite às organizações para desenvolver sistemas com a possibilidade de atingir reconhecimento por padrões aceitos e reconhecidos

internacionalmente como a ISO 14001 e o EMAS.

PASSo-A-PASSo

A ferramenta está disponível on-line e pode ser con- sultada gratuitamente. As PMEs podem utilizar o método Acorn para realizar um processo por etapa (seis etapas ao todo) para instaurar práticas de gestão ambiental. Não há obrigatoriedade de se implementar todas as fases do processo.

As seis etapas previstas pela ferramenta são:

1. Compromisso e estabelecimento de uma base de trabalho

2. identificação das necessidades em matéria de

conformidade com as regulamentações: assegurar-se da conformidade

3. Desenvolvimento de objetivos e de programas

4. instauração de um sistema de gestão ambiental

5. Avaliação, auditoria e acompanhamento

6. Certificação do sistema de gestão ambiental

Após a implementação de cada etapa, a empresa pode

realizar auditorias internas, permitir a verificação pe-

los principais clientes ou ainda por terceiros, a fim de

assegurar que os requerimentos de cada fase foram alcançados. Na fase 6, a organização pode optar por uma auditoria adicional para verificar a conformidade com as exigências da ISO 14000 e da EMAS.

O instrumento propõe também um método men-

toring partnership pelo qual uma grande empresa acompanha a PME nas suas iniciativas. Este método refere-se, sobretudo, às PMEs que desejam instaurar uma gestão ambiental sob a pressão ou após um pedi-

do do seu grande cliente (cadeia de subcontratação).

ReFeRÊnCiAS

www.theacorntrust.org

www.theacorntrust.org/in_method_intro.shtml

www.theacorntrust.org/free_register.shtml

http://epi-tool.theacorntrust.org/

Capítulo 7

normas e certificações

BS 8555 7.8

ETAPA 1 – Compromisso e estabelecimento de uma base de trabalho (vide Figuras 2 a 9)

ETAPA 1 – auditoria

 
ETAPA 1 – auditoria  
ETAPA 1 – auditoria  
 
 

ETAPA 2 – Identificação das necessidades em maté- ria de conformidade com as regulamentações (vide Figuras 10 a 15)

ETAPA 2 – auditoria

 
ETAPA 2 – auditoria  
ETAPA 2 – auditoria  
 
 
 

ETAPA 3 – Desenvolvimento de objetivos, metas e programas (vide Figuras 16 a 23)

ETAPA 3 – auditoria

 
ETAPA 3 – auditoria  
ETAPA 3 – auditoria  
 
 

ETAPA 4 – Instauração de um sistema de gestão am- biental (vide Figuras 24 a 30)

ETAPA 4 – auditoria

 
ETAPA 4 – auditoria  
ETAPA 4 – auditoria  
 
 
 

ETAPA 5 – Avaliação, auditoria e acompanhamento (vide Figuras 31 a 36)

 
 

ETAPA 5 – auditoria

 
ETAPA 5 – auditoria  
 
ETAPA 6 – Certificação do sistema de gestão ambiental (vide Figuras 37 a 42) Preparação
ETAPA 6 – Certificação do sistema de
gestão ambiental (vide Figuras 37 a
42)
Preparação para avaliação
externa do sistema de gestão
(BS EN ISO 14001)
externa do sistema de gestão (BS EN ISO 14001) Preparação para registro EMAS (vide Etapa 6,

Preparação para registro EMAS (vide Etapa 6, passos 2 a 6)

Auditoria de clientes e certificação da rede de suprimentos (vide introdução)

6

7. BS 8800

7 .   BS 8800 british Standards 8800 – bS 8800 British Standard institution –

british Standards 8800 – bS 8800

British Standard institution – BSi

PAíS

PASSo-A-PASSo

Inglaterra

A compra pode ser feita on-line. Existe também a pu- blicação.

o que É

https://secure.element5.com/shareit/checkout.html?produc

70

Norma de origem inglesa voltada para a gestão da

saúde e segurança ocupacional, passível de auditoria

e certificação.

oRiGem

Criada pelo British Standard Institution (BSI), órgão britânico encarregado de elaborar normas técnicas, foi publicada em 1996 originalmente como BS 8750.

É considerada como a norma mais atual em todo o

mundo para a implantação de um sistema eficaz de gerenciamento das questões relacionadas com a pre- venção de acidentes e doenças ocupacionais. Sua sigla deverá ser ISO 18000 quando aprovada mundialmente pela Organização Internacional para a Normalização, nos comitês e workshop(s) internacionais, como o programado para Genebra, na Suíça. Diversos países,

inclusive o Brasil, estão fazendo eventos preparatórios

e discutindo os assuntos nas câmaras setoriais com o

objetivo de esclarecer e consolidar suas posições so- bre o assunto.

objetivo

Implantação de um sistema eficaz de gerenciamento das questões relacionadas à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.

ConteÚdo

A norma BS 8800 prescreve um Sistema de Gestão de

Saúde Ocupacional e Segurança compatível com a ISO 14001, apoiado nas mesmas ferramentas do ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act) de melhoria contínua. Esta com-

patibilidade permite a unificação de ambas as normas e

a integração com as normas da série ISO 9000, forman-

do uma poderosa ferramenta de gestão para a empresa.

tid=156337&language=English

Etapas necessárias para uma certificação:

. Comprometimento da alta administração.

. Seleção e designação formal de um coordenador.

. Formação do Comitê de coordenação.

. treinamento.

. Elaboração e divulgação da política de segurança.

6. Palestra sobre qualidade para todos os funcionários.

7. Divulgação constante do assunto segurança.

8. Estudo dos requisitos da norma e realização do

diagnóstico da empresa em relação a cada um deles.

. Plano de trabalho para cumprir o que estabelece cada requisito da norma.

0. Formação de grupos de trabalho com a participação dos funcionários para elaborar as instruções de trabalho.

. Elaboração do manual de segurança.

. treinamento dos funcionários na documentação.

. Formação dos auditores internos de segurança.

. Realização das auditorias internas.

. implantação das ações corretivas para as não- conformidades.

6. Seleção da entidade certificadora.

7. Realização da pré-auditoria (avaliação simulada).

8. Realização da auditoria de certificação.

ReFeRÊnCiAS

www.bsi-global.com

Download em português http://br.geocities.com/acisbr/

bs8800.htm

www.osha-bs8800-ohsas-18001-health-and-safety.com/

bs8800.htm

Capítulo 7

normas e certificações

BS 8900 7.0

british Standards 800 – bS 800

British Standard institution – BSi

PAíS

Inglaterra

o que É

Não é uma norma de sistema de gestão. É um guia de diretrizes, sem propósito de certificação para organi- zações de todos os tamanhos, tipos e setores, sobre as opções para o gerenciamento da sustentabilidade, por meio do balanceamento entre o capital social e os ca- pitais ambiental e econômico do negócio, tendo-se em vista a melhoria contínua do desempenho e a accoun- tability das organizações.

oRiGem

BSI – British Standards Institution - lançou na Ingla- terra a primeira norma do mundo para a Gestão do Desenvolvimento Sustentável. As novas diretrizes aju- darão as organizações na construção de uma aborda- gem equilibrada e duradoura da atividade econômica, da responsabilidade ambiental e do progresso social.

objetivo

Mike Low, diretor da BSI, diz:

Essa norma é um importante passo no sentido de aju- dar as organizações a concretizarem um futuro susten- tável, mantendo-se ao mesmo tempo o desempenho da empresa. Uma abordagem eficaz para gerenciar o desenvolvimento sustentável ajudará a assegurar que a organização tome decisões de alta qualidade que pro- movam sucesso contínuo e duradouro. Essas decisões geralmente estão relacionadas com as organizações, as quais se fazem as seguintes perguntas:

Como ter certeza de que nenhum grupo ou indivíduo está em desvantagem ou permanece na ignorância?

Como lidar com os outros com integridade?

As decisões organizacionais resultarão em mudanças ambientais ou societárias irreversíveis?

Como ter certeza de que informações pertinentes e confiáveis estão disponíveis em meios acessíveis, de baixo custo, e são comparáveis?

Como interesses, influências e beneficiários significativos são registrados, comunicados e gerenciados?

A Matriz de Maturidade do Desenvolvimento Susten-

tável contida na BS 8900 ajuda a responder a essas per-

guntas, fornecendo meios de rastrear o desempenho em relação aos critérios estabelecidos e trabalhando continuamente em direção à melhoria de cada área.

A BS 8900 também contribui com o desenvolvimen-

to da futura ISO 26000. Vale ressaltar que a norma inglesa está alinhada com as principais deliberações já aprovadas para a futura ISO 26000, quais sejam:

não terá propósito de certificação, não terá caráter de sistema de gestão e será aplicável a todos os tipos de

organização. A BS 8900 também ajuda as empresas a fazer a conexão entre as normas existentes relaciona- das ao tema (como, por exemplo, a série ISO 14000,

as diretrizes GRI e a AA 1000), além de contribuir no

processo mundial de elaboração da futura norma ISO 26000 de Responsabilidade Social.

ConteÚdo

A BS 8900 baseia-se na construção do aprendizado e

na implementação de estruturas de tomada de deci- são nas organizações para torná-las mais sustentáveis.

A norma estabelece os resultados que a organização

deve alcançar, e não os processos que ela deve seguir,

e aponta os meios para identificar a maturidade da

sustentabilidade da organização, de forma que sua posição atual possa ser mensurada e seu progresso, representado graficamente.

Apresentação

0 introdução

0.1 Generalidades

0.2 Resultados

1 Escopo

2 termos e definições

3 Princípios do desenvolvimento sustentável

4 o desenvolvimento sustentável colocado em prática

4.1 A organização

4.2 identificação de questões

4.2.1 Generalidades

4.2.2 identificação das partes interessadas

4.2.3 Engajamento das partes interessadas

4.2.4 Considerações adicionais

4.3 Capacidade da organização

4.3.1 Generalidades

4.3.2 Alocação de recursos

4.3.3 Construção da competência

4.4 Gestão

4.4.1 Generalidades

4.4.2 Avaliação de riscos e oportunidades

4.4.3 identificação de indicadores de desempenho

4.4.4 obtenção do progresso

4.5 Análise crítica

4.5.1 Generalidades

4.5.2 Análise crítica da estratégia

4.5.3 Análise crítica operacional

4.5.4 Follow-up

4.6 Construção da confiança

5 matriz de maturidade do desenvolvimento sustentável

ReFeRÊnCiAS

www.bsi-global.com/British_Standards/sustainability/index.xalter

www.qsp.org.br/bs8900.shtml

7

7. GooD CoRPoRAtioN

Good Corporation Standard

A Good Corporation Ltd.

Good Corporation Standard A Good Corporation Ltd. 7 PAíS Reino Unido o que É É uma

7

PAíS

Reino Unido

o que É

É uma certificação distribuída por uma empresa pri-

vada, a Good Corporation, às organizações que de- monstrem práticas de gestão responsável e melhoras em relação às questões sociais, éticas e ambientais de acordo com um conjunto de critérios definidos.

oRiGem

A Good Corporation Ltd. foi criada em 2000 por

ex-sócios da empresa de consultoria KPMG. É uma empresa privada que destina 5% de seus lucros a boas causas. Conta com o apoio de representações sindi- cais, organizações sem fins lucrativos, assim como de pequenas e grandes empresas. Com sede no Reino

Unido, a Good Corporation mantém uma rede inter- nacional de parceiros e assessores. O Good Corpo- ration Standard foi desenvolvido em conjunto com o Institute of Business Ethics e lançado em 2001.

objetivo

A Good Corporation confere às empresas uma cer-

tificação independente que as ajuda a proteger sua

reputação e a promover práticas de negócio respon- sáveis. A certificação destina-se a empresas de qual- quer tamanho ou setor. Para obtê-la, a empresa tem

de comprovar a adoção de boas práticas em relação

a funcionários, clientes, fornecedores, comunidade,

meio ambiente e acionistas.

ConteÚdo