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Décio Mallmith

Estranho
Sinto-me às vezes estranho,
Não sei se finjo ser o que não sou
Ou se sou aquele que finjo ser.
E o tempo não me ajudou muito
Nessa empreitada soturna
Só um pouco, no desnecessário.

Sigo sendo um estranho a mim mesmo


Alguém sem identidade, nem idade
E, assim mesmo, velho e Ignorado.
Que sina essa minha, que conhecimento
Que insiste em incidir em minha alma
E fomentá-la com mais esse trauma.

Sinto-me às vezes estranho,


Mas na minha idade isto não cola mais
E mesmo que estranho não fosse
Nada mais me interessa
A não ser não parecer estranho.

Décio Mallmith, Gaúcho de Porto Alegre, muito bem casado, pai de um casal de filhos e avô por vocação.
tem formação em Física e Direito, Especialização em Psicopedagogia e eme Gestão de Segurança e Mestrado
em Sensoriamento Remoto. Perito Criminalístico aposentado, Professor de Física, Matemática, Matemática
Financeira, Criminalística e Tutor Ead para a área de Segurança Pública e Perícia Criminal. Nas horas vagas,
arrisca-se nas artes: literatura, música e pintura. Em termos literários, tem diversos poemas, contos e textos
variados publicados em antologias, revistas, jornais e sites especializados. Publicou, ainda, alguns livros solos
e textos de caráter técnico.

Página 42 Inspiração