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Aula 04

Noções de Direito Civil p/ MP-CE (Técnico Ministerial) Com Videoaulas

Aline Baptista Santiago, Renata Armanda

14676405812 - Luna Sandra Nascimento


Aline Baptista Santiago, Renata Armanda
Aula 04

1. Atos Ilícitos e Responsabilidade Civil ............................................................................. 2


1.1 Apresentação da Aula 06 ......................................................................................................... 2
2. Cronograma da Aula ..................................................................................................... 2
3. Atos Jurídicos Lícitos ...................................................................................................... 2
4. Ato Ilícito e o Abuso de Direito ...................................................................................... 4
5. Excludentes de Ilicitude ................................................................................................. 7
6. Da Responsabilidade Civil ............................................................................................ 10
6.1 A Culpa.................................................................................................................................... 12
6.2 O Risco e a Teoria Do Risco .................................................................................................... 14
6.3 Classificações Da Responsabilidade Civil................................................................................
1135986 15
6.4 O Dano .................................................................................................................................... 16
6.5 A Responsabilidade Civil e a Reparação Do Dano .................................................................. 17
6.6 O Nexo Causal......................................................................................................................... 19
6.7 Os Efeitos da Responsabilidade Civil Quanto aos Titulares da Ação Ressarcitória e Quanto
aos Devedores da Indenização ........................................................................................................ 20
6.8 A Coautoria e a Solidariedade ................................................................................................ 23
6.9 Outras Situações ..................................................................................................................... 24
6.10 A Responsabilidade Civil e sua Relação com a Esfera Penal ................................................ 25
7. Considerações Finais .................................................................................................... 26
8. Resumo da Matéria...................................................................................................... 27
9 Questões da FCC......................................................................................................... 31
9.1 Questões Comentadas ............................................................................................................ 31
9.2 Lista de Questões.................................................................................................................... 72
9.3 Gabarito .................................................................................................................................. 92

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1. ATOS ILÍCITOS E RESPONSABILIDADE CIVIL

1.1 APRESENTAÇÃO DA AULA 04

Olá!
A aula de hoje talvez foram apresentadas até aqui. É de boa
aplicabilidade prática e de fácil assimilação. Ao analisar questões que se referem aos atos ilícitos e à
responsabilidade civil tenha em mente a situação de inferioridade na qual é colocado aquele que
sofre o dano (em relação àquele que o causa) e que esta situação será sempre levada em
consideração pelo direito. Imagine as situações na prática, ficando clara esta ideia, você poderá
acertar questões mesmo sem um domínio absoluto do assunto.

Coragem.

2. CRONOGRAMA DA AULA

AULAS TÓPICOS ABORDADOS NO EDITAL DATA

Aula 04 Da Responsabilidade Civil. 14/10/2018

AULAS TÓPICOS ABORDADOS NO EDITAL ARTIGOS DA LEI

Art. 186 - 188


Aula 04 Atos jurídicos ilícitos. Da responsabilidade Civil. Código Civil
Art. 927 - 954

3. ATOS JURÍDICOS LÍCITOS


Já estudamos em outra aula que o ato para ser considerado um ato jurídico precisa ter repercussão
no mundo jurídico. Você se recorda disto?
Atos jurídicos lícitos (atos jurídicos em sentido amplo) são os ¹negócios jurídicos e, também, os
chamados ²atos jurídicos em sentido estrito (ou atos não negociais), sendo que estes últimos
desencadeiam consequências jurídicas independentemente da vontade do agente, e isto porque
seus efeitos estão previamente descritos na lei.

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Os efeitos desses atos se produzem ex lege1. É o que acontece, por exemplo, quando um pai
reconhece um filho, deste ato de reconhecimento que não é um ato negocial, mas é lícito, decorre
uma série de consequências jurídicas. Deste modo, existe um ato de vontade da pessoa, mas a
produção dos efeitos não se dá de acordo com o seu querer, mas sim de acordo com o que está
determinado na lei em relação aquele ato praticado. Isto não pode ser modificado pela pessoa
interessada.

✓Todo negócio jurídico é um ato lícito, mas nem todo ato lícito será um negócio jurídico, é o que
ocorre com os atos jurídicos em sentido restrito que são apenas lícitos ou meramente lícitos.
✓O ato ilícito, embora seja um fato jurídico, não será considerado ato jurídico, pois atenta contra
o direito (desta forma, sempre que você estiver diante da expressão ato jurídico estará diante de
um ato lícito).

2.Negócio
Jurídico

1.Ato jurídico
em sentido 3.Atos ilícitos
estrito

Fato
Jurídico

Figura 1. O Fato Jurídico compreende: O ato Jurídico em sentido amplo (1 e 2); e, também, os atos ilícitos (3). Todos estes atos devem ter
repercussão no mundo jurídico.

A responsabilidade civil poderá ter origem em um ato que a princípio é lícito (como, por exemplo, a
contratação de uma obrigação), mas que no seu inadimplemento (no seu não cumprimento) pode
gerar a necessidade de indenizar. E a responsabilidade civil poderá se originar pela não observação
de determinadas regras de convívio em sociedade.
Portanto, a responsabilidade pode advir de um não cumprimento contratual diz responsabilidade
civil ¹contratual ou negocial, ou poderá advir de um não respeito a regras de convívio em sociedade
e, neste caso, diz responsabilidade civil ²extracontratual ou aquiliana.

No Código Civil de 2002, a responsabilidade civil extracontratual ou aquiliana está baseada em dois
dispositivos legais, quais sejam: o art. 186 que trata do ato ilícito, e o art. 187 que trata do abuso
de direito.

1
Ex lege = de acordo com a lei.

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Passemos agora ao seu estudo mais detalhado!

4. ATO ILÍCITO E O ABUSO DE DIREITO


O ato ilícito, embora também decorra da vontade do agente, produz efeito jurídico involuntário,
gera obrigação de reparar o dano.

Conforme lição de Flávio Tartuce2:


D
causando prejuízos a outrem. Diante da sua ocorrência, a norma jurídica cria o dever de reparar o
dano, o que justifica o fato de ser o ato ilícito fonte do direito obrigacional. O ato ilícito é considerado
um fato jurídico em sentido amplo, uma vez que produz efeitos jurídicos que não são desejados pelo

Assim, estaremos no campo dos atos ilícitos se o agente, por ¹ação ou ²omissão voluntária, pratica
ato contra o direito, com ou sem a intenção manifesta de prejudicar, no entanto ocasiona o
prejuízo, ocasiona dano a outrem.

Observe que para o Direito Civil existirá interesse no ato ilícito se houver dano a ser reparado (um
dano a ser indenizado).
N D C N
interesse está na reparação do dano, com a recomposição patrimonial da pessoa que foi atingida
pelo ato ilícito.
Neste momento, surge, então, a outra figura do nosso estudo de hoje, qual seja: a responsabilidade
civil.
Cabe faze o ato ilícito na esfera civil (como já
explicado) e na esfera penal.
Na esfera do Direito Penal, há uma série de condutas denominadas típicas, que estão descritas na
lei, são condutas que atentam contra a lei penal, violam a lei, indo de encontro à vida social. Estas
condutas constituem os crimes ou delitos penais.

2
Manual de Direito Civil, vol. Único, ed. Método, 2ª ed., pg. 418.

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ENTÃO A VIOLAÇÃO DO DIREITO PODE “ER VI“TA “OB MAI“ DE UM


A“PECTO
Exatamente. Para o nosso estudo, no que se refere a esta aula, é importante
que você entenda que a violação do direito pode configurar ofensa à
sociedade, pela infração de preceito indispensável à sua existência (infração
a norma de direito público), ou configurar um simples dano individual (o
interesse lesado é o privado). No primeiro caso, estaremos diante de um
delito penal, consistente na violação da lei penal e que induz
responsabilidade penal, tendente à punição. No segundo caso, estaremos
diante de um civil, consistente na violação de um direito subjetivo
privado e que induz reparação (indenização) do dano, a chamada
responsabilização civil. Observe, no entanto, que existe a possibilidade de
um ato ilícito violar as duas esferas. Neste caso, existirão, ao mesmo tempo,
as duas responsabilidades, quais sejam: a penal e a civil.

Outra ótica que pode ser analisada, mas que não cabe nesta aula de direito civil o seu estudo
aprofundado, é a que diz respeito às infrações administrativas.

Ainda analisando a relação entre o direito civil e o direito penal, outra diferenciação que devemos
fazer, para um melhor entendimento da aula, é com relação à palavra culpa.

A culpa será um dos pressupostos da responsabilidade civil. No campo civil usa-se muito a palavra
culpa em sentido lato sensu, ou seja, a culpa em sentido amplo. Na responsabilidade, quando
falarmos em culpa, estamos nos referindo tanto ao dolo3 quanto a culpa4 propriamente dita. Em
sentido amplo a culpa abrange toda espécie de comportamento contrário a direito, seja ele
intencional ou não, bastando que seja imputável ao causador do dano.
Para o direito civil ato ilícito é aquele contrário à ordem jurídica e lesivo ao direito subjetivo
individual, criando o dever de reparar tal prejuízo, seja ele ¹moral ou ²patrimonial. Assim está
normatizado no artigo 186 do CC:
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, ¹violar direito e
²causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

3
No dolo o agente procura intencionalmente o resultado.
4
Na culpa o fato se dá por negligência, imprudência ou imperícia.

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Verificamos que o art. 186 menciona tanto o dolo como a culpa (assim considerados no campo
penal).
Q se refere ao dolo que é a situação em que o agente
quer o resultado ou assume o risco de produzi-lo. A culpa, segundo o art. 186, vem representada
. Na conduta culposa, há sempre ato voluntário
determinante de um resultado involuntário.
A pessoa não previu o resultado, mas a previsibilidade do evento existe, isto é, se nós olharmos
objetivamente para o evento observaremos que o acontecimento era previsível.

1.Ação

Negligência Violar direito e Imprudência


causar dano a

2.Omissão
Voluntária

Figura 2. Representação do CC art. 186. Ato ilícito.

Veja, então, que no art. 186 existem duas características marcantes:


¹A violação de direito e o ²dano a outrem.

No artigo 187 aparece a figura do abuso de direito:


Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede
manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons
costumes.

Assim, o abuso de direito consiste em um ato jurídico de objeto lícito, mas cujo exercício não observa
os limites que são impostos. Desta forma, o agente exercita um direito seu, mas exorbita seus limites
e acaba por desviar-se dos fins sociais para os quais estava voltado este direito.
O ato em si é lícito, mas perderá esta licitude (tornando-se ilícito) na medida de sua execução.
Atente que este artigo não fala em culpa, pois para que se caracterize o abuso de direito basta que
a pessoa seja titular de um direito e que, na utilização de suas prerrogativas, exceda os seus limites.

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Uma vez presentes os requisitos do art. 187, a responsabilidade será objetiva ou seja,
independente de culpa.

Os conceitos de responsabilidade objetiva (que independe de culpa) e de responsabilidade subjetiva


(que depende da comprovação de culpa) são bastante importantes e você verá isso no decorrer
desta aula.

Neste sentido, temos o enunciado 37 da I Jornada de Direito Civil do Conselho Nacional de Justiça:
Art. 187. A responsabilidade civil decorrente do abuso de direito independe de culpa, e fundamenta-
se somente no critério objetivo-

O Código Civil de 2002 (como vimos acima no art. 187) considera o abuso de direito um ato ilícito,
isto porque, extrapolar os limites de um direito em prejuízo de outra pessoa merece uma resposta,
em virtude de consistir em violação a princípios de finalidade da lei.

Aquele que transborda os limites aceitáveis de um direito, ocasionando prejuízo, deve indenizar.
A diferença básica entre os institutos vistos acima (ato ilícito e abuso de direito) é que no primeiro
o ato já nasce ilícito e assim também serão suas consequências; já no segundo o ato nascerá lícito,
mas será ilícito o exercício abusivo de suas prerrogativas.

Ainda sobre o art. 187 temos o enunciado 413 da V Jornada de Direito Civil que reforça a orientação
do atual código quanto ao princípio da sociabilidade, presente no mencionado artigo:
O CC subjetiva, destinada ao controle
da moralidade social de determinada época; e objetiva, para permitir a sindicância da violação dos
negócios jurídicos em questões não abrangidas pela função social e pela boa-

5. EXCLUDENTES DE ILICITUDE
O artigo 188 do CC enumera casos de exclusão de ilicitude. São os atos lesivos que não são
considerados ilícitos.
Art. 188. Não constituem atos ilícitos:
I - os praticados em ¹legítima defesa ou no ²exercício regular de um direito reconhecido;

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II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover ³perigo


iminente.
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o
tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do
perigo.

Portanto não se esqueça, há três casos excepcionais que não constituem atos ilícitos apesar de
causarem lesões aos direitos de outrem, isto ocorre porque a própria norma jurídica lhes retira a
qualificação de ilícito. São eles:
A legítima defesa;
Exercício regular (ou normal) de um direito reconhecido;
Estado de necessidade (quando há perigo iminente).

Vamos ver cada um deles!

1. A legítima defesa é considerada como excludente de responsabilidade civil, se com o uso


moderado de meios necessários alguém repelir injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou
de outrem.
Observe que existe um ato que é praticado contra um agressor, mas os meios utilizados para esta
defesa devem ser apenas aqueles estritamente necessários. A legítima defesa pode ser real ou,
então, pode ser putativa.
A legítima defesa putativa ocorre quando uma pessoa imagina estar sofrendo uma agressão, mas
na realidade isso não está acontecendo. Nesta situação, se a pessoa tomar alguma atitude com a
intenção de se defender deste perigo imaginável, caberá indenização para o prejudicado. Como
também caberá indenização se houver excessos na defesa.

Assim, para que ocorra a legítima defesa é preciso:


✓Que a ameaça ou a agressão ao direito seja atual ou iminente;
✓Que seja injusta;
✓Que os meios utilizados na repulsa sejam moderados, isto é, não vão além do necessário para a
defesa;
✓Que a defesa seja de direito.

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2. O exercício regular ou normal de um direito reconhecido exclui qualquer responsabilidade pelo


prejuízo, por não ser um procedimento que fere ao direito. Parte-se do princípio que quem usa de
um direito seu não causa dano a ninguém. Como exemplos podemos citar a pessoa que executa uma
construção nos parâmetros permitidos por lei em determinado terreno, mas que acaba por
prejudicar o imóvel vizinho, ocultando a sua visão ou recepção solar.

Mas cuidado! Conforme já explicado anteriormente, se houver abuso do direito será configurado
ato ilícito.

3. O estado de necessidade é a situação encontrada no inciso II:


II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover ³perigo
iminente.
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o
tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do
perigo.

O estado de necessidade consiste na ofensa do direito alheio (deterioração ou destruição de coisa


pertencente a outrem ou lesão a uma pessoa) para remover perigo iminente, quando as
circunstâncias o tornarem absolutamente necessário e quando não exceder os limites do
indispensável para a remoção do perigo.
Assim, por exemplo, age em estado de necessidade quem destrói a propriedade alheia para salvar
vida de alguém.

Para que se configure o estado de necessidade, exige-se:


✓Perigo atual que ameace um bem jurídico, não provocado voluntariamente pelo agente;
✓Prejuízo indispensável para evitar o dano iminente;
✓Limitação do prejuízo ao necessário para a sua remoção;
✓Proporção maior do dano evitado em relação ao dano infligido.

Embora a lei declare que a o estado de necessidade (inciso II do art. 188) e a legítima defesa (art.
188, inciso I) não tipificam um ato ilícito, em determinados casos, sujeitam o autor do dano à
reparação. É o que encontraremos nos arts. 929 e 930:
Art. 929. Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem culpados
do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram.

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Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este terá
o autor do dano ação regressiva para haver a importância que tiver ressarcido ao lesado.
Parágrafo único. A mesma ação competirá contra aquele em defesa de quem se causou o dano (art.
188, inciso I).

Portanto, se a pessoa lesada, ou dono da coisa destruída ou deteriorada não forem culpados do
perigo, estes terão direito a indenização e o autor do dano será responsável pela reparação, ficando,
contudo, com ação regressiva contra seu causador.

FICOU COMPLICADO VOCÊ“ PODEM E“CLARECER MELHOR I“TO


Sim. Observe que nas hipóteses dos arts. 929 e 930 existem terceiros
envolvidos.

Ocorre mais ou menos o seguinte:


¹Paulo lesa ²José, mas em virtude de causa provocada por ³Mário (causador do perigo). Nesta
situação, ²José, não é o culpado pelo perigo e fará jus a indenização paga por ¹Paulo que lhe causou
dano. ¹Paulo, por sua vez, terá direito de ação (regressiva) contra ³Mário (o verdadeiro culpado pelo
perigo).
Observe que não há como não associarmos o assunto Atos ilícitos (arts. 186 a 188) com a
Responsabilidade Civil (arts. 927 a 954). Pois o dano, principal efeito dos atos ilícito, gera a obrigação
de reparação, a responsabilização civil.

6. DA RESPONSABILIDADE CIVIL
Para que uma pessoa seja responsabilizada civilmente e assim surja o dever de indenizar, três5 são
os pressupostos6 que devem estar presentes, quais sejam:
✓Fato lesivo voluntário ou conduta humana, causado pelo agente por ação ou omissão, que
ocasione dano a outrem, ainda que exclusivamente moral. Normalmente ocorre uma ação positiva
ou seja, o sujeito pratica uma ação que ocasionará o dano. Já a omissão é mais trabalhosa para ser

5
Existe divergência entre os doutrinadores sobre quais são os pressupostos do dever de indenizar. Alguns acrescentam aos três
a conduta, o nexo e o dano - a culpa genérica ou lato sensu. Nós optamos por explicar a culpa em separado, por uma questão
didática, mas vale o esclarecimento.
6
Vocês também poderão encontrar estes pressupostos como elementos da responsabilidade civil.

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comprovada, uma vez que se precisa provar que existia um dever de agir e também que se tivesse
ocorrido esta ação, o dano não se teria concretizado. O fato poderá estar relacionado tanto a ato
próprio como a ato de terceiro e que esteja sob a guarda da pessoa.

✓Ocorrência de um dano, seja ele ¹patrimonial (material) ou ²moral (extrapatrimonial). Não pode
haver responsabilidade civil sem a existência de um dano, é também necessário que exista prova,
real e concreta, desta lesão.

✓Nexo de causalidade entre o dano e o comportamento do agente. É uma ligação virtual entre a
ação e o dano resultante. A causa do dano deve ser o comportamento do agente. Este nexo ficará
afastado, excluindo a responsabilidade, por exemplo, se o evento se deu por culpa exclusiva da
vítima, no chamado estado de necessidade, na legítima defesa e no caso fortuito ou força maior.

São elementos necessários a configuração do ato ilícito:


³Nexo de causalidade entre:
¹Violação de direito ²Ocorrência do dano

O código coloca o Título - Da Responsabilidade Civil dentro da Parte Especial, no Direito das
Obrigações, e o divide em dois capítulos: ¹Da Obrigação de Indenizar (arts. 927 a 943) e ²Da
Indenização (arts. 944 a 954).
A responsabilidade civil dirige-se à restauração de um equilíbrio moral e patrimonial desfeito. É a
perda ou a diminuição verificada no patrimônio do lesado ou o dano moral que desencadeiam a
reação legal, movida pela ilicitude da ação do autor, pela lesão ou pelo risco.

O dano causa desequilíbrio

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Assim, todo aquele que causar dano7 a outrem fica obrigado a repará-lo, restabelecendo assim o
equilíbrio rompido. É uma espécie de contraprestação.

Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-
lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos ¹casos
especificados em lei, ou ²quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar,
por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

6.1 A CULPA

Conforme já explicamos, a culpabilidade no campo do direito civil envolve ¹a culpa stricto sensu
(ou aquiliana) e ²o dolo.
Não há de se confundir os conceitos de dolo e de culpa que são bastante distintos, mas as
consequências, no que diz respeito às indenizações civis, serão as mesmas.
A indenização baseia-se no dano sofrido, no entanto a culpa poderá ser analisada. Veja o que dizem
os artigos 944 e 945:
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o
juiz reduzir, equitativamente, a indenização.
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será
fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.

(NC-UFPR / UFPR 2017)


A indenização é medida pela extensão do dano, mas se houver excessiva desproporção entre
a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz reduzir a indenização.
Comentários:
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Gabarito: Correto.

7
Pessoa natural ou pessoa jurídica.

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No artigo 945 aparece a figura da culpa concorrente, que trará a diminuição dos efeitos do ato ilícito
como consequência.

E O QUE VEM A “ER A CULPA CONCORRENTE


A concorrência de culpas se dá quando tanto o agente quanto a vítima
agem com culpa. A culpa da vítima acaba por diminuir a culpa do agente.
Portanto, quando a vítima também concorreu para o evento danoso, com
sua própria conduta, é comum a indenização ser concedida pela metade
ou em fração diversa, dependendo da contribuição da vítima. Pois como
ambas as partes cooperaram para o evento, não seria justo que uma só
respondesse pelos prejuízos.

Quando ocorre culpa exclusiva da vítima não há de se falar em indenização, porque, aqui, a outra
parte não contribuiu para o evento danoso.

Quando se tem a culpa como elemento necessário para a caracterização do dever de indenizar,
estaremos diante da responsabilidade subjetiva esta depende da culpa do agente causador do
dano.
O contrário também foi previsto no nosso ordenamento jurídico. Existem várias situações
para as quais o ordenamento dispensa a culpa para o dever de indenizar, bastando ¹o dano, ²a
autoria e ³o nexo causal, o que se denomina responsabilidade objetiva.

Em questões de prova, principalmente as que envolvem a chamada responsabilidade indireta, você


deve dominar alguns conceitos, quais sejam:
✓culpa in comittendo está relacionada a uma ação.
✓culpa in omittendo está relacionada a uma omissão.
✓culpa in eligendo - está relacionada a má escolha do preposto.
✓culpa in vigilando está relacionada a falta de atenção com o procedimento de outrem, cuja
pessoa é responsável.
✓culpa in custodiendo está relacionada a falta de cuidados com a guarda de animal ou de objeto.

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Vamos falar um pouquinho da imputabilidade.

A imputabilidade, é o termo jurídico utilizado para aferir se alguém pode ser responsabilizado por
seu ato, é elemento constitutivo da culpa, se refere a condições pessoais 8 daquele que praticou o
ato lesivo, é a verificação se o ato é resultado de uma vontade livre. Existem casos que afastam a
imputabilidade:
✓A menoridade porém o ato ilícito por ele praticado acarretará a responsabilidade objetiva (art.
933 e 932, que será visto mais afrente);
✓A demência ou estado de grave desequilíbrio mental, acarretado pelo alcoolismo ou pelo uso de
drogas, ou de debilidade mental, que torne o agente incapaz de controlar suas ações. Também neste
caso haverá a responsabilidade objetiva do responsável pelo incapaz;
✓A anuência da vítima que por ato de vontade interna ou de simples escolha elege um de seus
interesses em detrimento de outro.

Além disso, temos os três excludentes:


✓Exercício normal de um direito, como por exemplo, um credor que penhora bens do devedor para
pagamento de dívida;
✓Legítima defesa;
✓Estado de necessidade.

6.2 O RISCO E A TEORIA DO RISCO

O parágrafo único do art. 927 é taxativo quando diz que haverá casos onde não se cogita a culpa do
agente, são hipóteses em que o dano é reparável mesmo sem o fundamento da culpa
(responsabilidade objetiva), baseando-se simplesmente no risco objetivamente considerado.
Neste caso, de responsabilidade sem culpa, é preciso esclarecer que o perigo deve resultar do
exercício da atividade e não do comportamento do agente. A atividade é lícita, mas causa perigo a
outrem.

Art. 927. Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos
¹casos especificados em lei, ou ²quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano
implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

8
Se no momento da prática do ato, a pessoa tinha consciência do que fazia e mesmo assim o praticou.

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São duas as situações da chamada responsabilidade objetiva:


✓¹Casos especificados em lei.
✓²Atividade que por sua natureza implique risco ao direito de outro.

Segundo Caio Mario da Silva Pereira9: N -se a teoria do risco


proclamando ser de melhor justiça que todo aquele que disponha de um conforto oferecido pelo
progresso ou que realize um empreendimento portador de utilidade ou prazer, deve suportar os
riscos a que exponha os outros .
A teoria do risco muda o foco, que até antão estava localizado na culpa. Agora a responsabilidade
baseia-se no risco. A culpa não é substituída apenas deixa de ser o principal elemento a ser
observado.

6.3 CLASSIFICAÇÕES DA RESPONSABILIDADE CIVIL

Muito importante! (Pensando em provas de concursos)

As espécies de responsabilidade:
✓Quanto ao seu fundamento, poderá ser: responsabilidade subjetiva que é a teoria clássica e
pressupõe a culpa em sentido amplo como elemento necessário, como fundamento, para a
responsabilização civil; e responsabilidade objetiva que se fundamentada no risco, no dano mesmo
sem culpa, sendo necessários apenas o dano e o nexo de causalidade.

✓Quanto ao seu fato gerador, como já falado anteriormente, poderá ser: responsabilidade
contratual (quando oriunda de inexecução de negócio jurídico bilateral ou unilateral);
responsabilidade extracontratual ou aquiliana (a fonte dessa responsabilidade é a inobservância da
lei, é a lesão a um direito, sem que entre as partes exista qualquer relação jurídica).
A responsabilidade contratual está localizada principalmente no que diz respeito ao
Inadimplemento10 de obrigações:

9
Caio Mario da Silva Pereira, Instituições de direito Civil, volume I, 25 ed., pág. 560.
10
Não cumprimento.

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Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualização
monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado.
Art. 390. Nas obrigações negativas o devedor é havido por inadimplente desde o dia em que executou
o ato de que se devia abster.
Art. 391. Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor.
Art. 392. Nos contratos benéficos, responde por simples culpa o contratante, a quem o contrato
aproveite, e por dolo aquele a quem não favoreça. Nos contratos onerosos, responde cada uma das
partes por culpa, salvo as exceções previstas em lei.
Art. 393. O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior, se
expressamente não se houver por eles responsabilizado.
Parágrafo único. O caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário, cujos efeitos não
era possível evitar ou impedir.
...
Art. 402. Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidas ao credor
abrangem, além do que ele efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar.
Art. 403. Ainda que a inexecução resulte de dolo do devedor, as perdas e danos só incluem os
prejuízos efetivos e os lucros cessantes por efeito dela direto e imediato, sem prejuízo do disposto na
lei processual.

✓Quanto ao agente (quanto à pessoa que pratica a ação), poderá ser: direta (se proveniente da
própria pessoa responsabilizada), e indireta ou complexa (se derivada de ato de terceiro na vigência
de vínculo legal de responsabilidade; ou de responsabilidade sobre animais (fato de animal) e
objetos que estão sob sua guarda).

6.4 O DANO

Após detalharmos a culpa e o risco passemos para o dano. Já falamos anteriormente que não pode
haver responsabilidade civil sem um dano, para que haja pagamento de indenização, é necessária a
comprovação da existência de lesão.

Pensando em provas você precisa ter os seguintes entendimentos:


Ao lado do dano individual que constitui lesão a patrimônio ou a direito de personalidade, nós
temos também o dano social - que é uma lesão à sociedade no seu nível de vida, tanto por
rebaixamento de sua segurança, quanto por diminuição de sua qualidade de vida.

O dano individual basicamente poderá ser:

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✓O dano patrimonial é lesão concreta, a um interesse relativo a patrimônio da vítima, consistente


na perda ou deterioração, total ou parcial, dos bens materiais que lhe pertencem, sendo suscetível
de avaliação pecuniária e de indenização pelo responsável.
✓O dano moral é lesão aos direitos da personalidade, de pessoa natural ou jurídica. A indenização
por dano moral inclusive encontra respaldo constitucional federal em seu art. 5, incisos V e X:
Art. 5º.
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano
material, moral ou à imagem;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito
a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

6.5 A RESPONSABILIDADE CIVIL E A REPARAÇÃO DO DANO

Como você já pode perceber, a responsabilidade civil constitui uma relação obrigacional que tem
por objeto a prestação de ressarcimento, ou seja, a reparação do dano procurando, na medida do
possível, desfazer seus efeitos, restituindo o prejudicado ao status quo ante.
Portanto a função da responsabilidade é servir como sanção civil, punindo o lesante e
desestimulando a pratica de atos lesivos, mas é também, principalmente, a garantia ao direito do
lesado, tendo natureza compensatória, mediante a reparação do dano causado a vítima.

A obrigação de ressarcir o prejuízo causado pode originar-se:


✓Inexecução contratual, pois se origina de responsabilidade contratual, o não cumprimento da
obrigação, seja total ou parcial, bem como nos casos de retardamento de seu cumprimento.

✓A Lesão a direito subjetivo ocorre sem que preexista entre o lesado e lesante qualquer relação
jurídica. Nesta responsabilidade extracontratual aparecerão, por exemplo, os casos de
¹responsabilidade por fato de terceiro, ²de animais e ³de coisas, que configuram a responsabilidade
indireta.

Vamos dar uma olhada em alguns artigos do Código Civil onde temos a possibilidade da
responsabilidade indireta:
Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários individuais e as
empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em
circulação.
...

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Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da
vítima ou força maior.
Art. 937. O dono de edifício ou construção responde pelos danos que resultarem de sua ruína, se
esta provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta.
Art. 938. Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente das coisas que
dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido.

O princípio que rege a profundidade de alcance da responsabilidade, até onde ela atingirá o
patrimônio da pessoa que deve indenizar, é o princípio da responsabilidade patrimonial. Ou seja, a
pessoa deverá responder com seu patrimônio pelos prejuízos causados a terceiros.
A responsabilidade deverá ser total, cobrindo o dano em todos os seus aspectos, de modo que todos
os bens do devedor, com exceção dos inalienáveis, respondam pelo ressarcimento.
Além disso, a obrigação de prestar a reparação transmite-se com a herança e o lesado poderá
demandar o espólio até onde este alcançar o saldo positivo deixado pelo de cujus aos seus
sucessores.

O QUE I“TO QUER DIZER


Quer dizer que os herdeiros responderão até os montantes deixados como
herança. Os herdeiros não responderão com seu patrimônio pessoal.

Continuando!

Em tese, apenas o lesado ou seus herdeiros teriam legitimação para exigir a indenização do prejuízo,
porém, atualmente, se tem admitido que a indenização possa ser reclamada pelos que viviam sob a
dependência econômica da vítima.
Havendo direito à reparação do dano, surge à liquidação, que é a operação de vai concretizar a
indenização, fixando o quanto e o modo do ressarcimento.
Este ressarcimento não poderá exceder o valor do dano causado por não se permitir enriquecimento
indevido. Ao credor se deve dar aquilo que baste para restaurar a situação ao status quo ante, sem
acréscimos nem reduções.

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Para se chegar ao quantum devido, de acordo com os arts. 944 e 945 deverá o magistrado analisar
o grau de culpa do lesante e se houve participação (culpa) do lesado:
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o
juiz reduzir, equitativamente, a indenização.
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será
fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.

O juiz deverá analisar também:


✓A situação da vítima e do causador do dano;
✓A influência de acontecimentos exteriores ao fato prejudicial (visto que a responsabilidade civil
requer nexo de causalidade entre o dano e a ação que o produziu);
✓A possibilidade de lucro obtido pela vítima com a reparação do dano.

6.6 O NEXO CAUSAL

O nexo causal vem a ser o vínculo entre o prejuízo sofrido e a ação. Para caracterizar este nexo,
basta que se verifique que o dano11 não ocorreria se o fato não tivesse acontecido.
Você precisa tomar cuidado com a negação da causalidade, as excludentes de responsabilidade.
As principais excludentes de responsabilidade civil são: o estado de necessidade; a legítima defesa
(já vistos quando analisamos os excludentes de ilicitude do art. 188); a culpa da vítima; o fato de
terceiro; o caso fortuito ou força maior 12 e a clausula de não indenizar.
Todos os casos de excludentes de responsabilidade deverão ser devidamente analisados e
comprovados, porque sua comprovação deixa o lesado sem a composição do dano sofrido.

11
O dano poderá ter um efeito indireto, como por exemplo, quando uma pessoa quebra a vitrine de uma loja, e por causa desta
atitude objetos são furtados da loja. Terá que indenizar o vidro e também os objetos que foram furtados, por ser dano indireto,
embora efeito necessário da ação de quebrar a vitrine.
12
Se o evento danoso foi resultado de caso fortuito ou força maior, deixa de existir o elemento culpa, deixando de existir a
responsabilidade. Neste caso, existem dois elementos: um de ordem interna que é a inevitabilidade do evento, e outro de ordem
externa que é a ausência de culpa do agente. A alegação de caso fortuito ou força maior cabe ao réu, ou a pessoa que está sendo
acusada de ter cometido o ato.

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6.7 OS EFEITOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL QUANTO AOS TITULARES DA AÇÃO


RESSARCITÓRIA E QUANTO AOS DEVEDORES DA INDENIZAÇÃO

6.7.1 TITULARES DA AÇÃO RESSARCITÓRIA:


No momento da consumação do fato lesivo surge para o lesado a pretensão de indenização, mas
seu direito de crédito apenas se concretiza com a decisão judicial. Além disso, tal direito transmite-
se com a herança. Assim temos o art. 943:
Art. 943. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança.

PROFE““ORE“ MA“ PARA O DIREITO O QUE “ÃO A“ PE““OA“ O QUE


EU PRECI“O “ABER
Você precisa entender que em nosso estudo iremos utilizar a conceituação
jurídica, onde a pessoa é o ente físico ou moral, susceptível de direitos e
obrigações, é o sujeito da relação jurídica, o sujeito de direito.

(NC-UFPR / UFPR 2017)


O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança.
Comentários:
Art. 943. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança.
Gabarito Correto.
O direito de ressarcimento do dano atinge a todos os efetivamente experimentarem o prejuízo. As
pessoas jurídicas, públicas ou privadas, poderão propor ação fundada em dano material e em dano
moral objetivo.

6.7.2 DEVEDORES DA INDENIZAÇÃO:


Como vimos o dano é pressuposto da responsabilidade civil e terá obrigação de repara-lo aquele
para qual a lei impôs tal responsabilidade.
Em regra, a obrigação de reparar o dano será individual, mas nem sempre vai ser direta (como já
vimos nas espécies de responsabilidade), será indireta, por exemplo, quando a pessoa responder
por fato de outrem, por animais ou coisas sob sua guarda.
A responsabilidade direta e a responsabilidade indireta:

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✓A responsabilidade direta, simples ou por fato próprio - é a que decorre de um fato pessoal do
causador do dano, resultando, portanto, de uma ação direta de uma pessoa ligada à violação ao
direito ou ao prejuízo ao patrimônio, por ato culposo ou doloso.

✓A responsabilidade complexa ou indireta - é aquela que só poderá ser vinculada indiretamente ao


responsável. Compreende: A ¹responsabilidade por fato de terceiro; a ²responsabilidade pelo fato
do animal; e a ³responsabilidade pelo fato da coisa.

¹RESPONSABILIDADE POR FATO DE TERCEIRO, art. 932:


Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;
II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições;
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do
trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro,
mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;
V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia.

O artigo 932 é muito importante para fins de prova!!

O fato de terceiro não exclui a responsabilidade, mas aquele que ressarcir o dano causado por
outrem, se este não for seu descendente, absoluta ou relativamente incapaz, poderá reaver o que
pagou.

Com relação a responsabilidade civil dos incapazes e a reparação do dano há outro artigo no código:
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis ¹não
tiverem obrigação de fazê-lo ou ²não dispuserem de meios suficientes.
Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não terá lugar se
privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.

E também o Enunciado nº 41 da I Jornada de Direito Civil: 41 Art. 928: a única hipótese em que
poderá haver responsabilidade solidária do menor de 18 anos com seus pais é ter sido emancipado
nos termos do art. 5º, parágrafo único, inc. I, do novo Código Civil .

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(FGV/ ALERJ 2017)


Adriano, 15 anos de idade, modelo de grande sucesso, com vários contratos com grifes
internacionais, fotografado em capas de revistas de moda nacionais e internacionais, com
evidente independência financeira, sai para passear na orla da cidade do Rio de Janeiro com
seu cachorro da raça pitbull. Acontece que o animal, irritado com o barulho causado por um
grupo de crianças que estavam em excursão escolar, consegue se soltar da coleira e morde três
meninos, causando-lhes sérias lesões físicas e estéticas. Considerando que os pais de Adriano
são pessoas de origem humilde e não dispõem de meios para arcar com a indenização, é
correto afirmar que Adriano: apesar de menor absolutamente incapaz, responde civilmente
pelos danos causados, devendo ser arbitrado valor equitativo de indenização.
Comentários:
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis
¹não tiverem obrigação de fazê-lo ou ²não dispuserem de meios suficientes.
Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não terá lugar
se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.
Gabarito: Correto.

²RESPONSABILIDADE PELO FATO DO ANIMAL, caso do art. 936:


Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da
vítima ou força maior.

³RESPONSABILIDADE PELO FATO DA COISA:


Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários individuais e as empresas
respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em
circulação.

O art. 931 é caso de responsabilidade objetiva (independente de culpa).


Art. 937. O dono de edifício ou construção responde pelos danos que resultarem de sua ruína, se esta
provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta.

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O titular do domínio ou possuidor, ao usar coisa inanimada que lhe pertencer ou que tem permissão
para possuir, pode originar acidentes lesivos ao patrimônio e à integridade física do terceiro, caso
em que deverá reparar o dano causado.
Como exemplos podemos citar os prejuízos resultantes de: ruína total ou parcial de um edifício;
queda de árvore; instalações domésticas; queda de elevador por falta de conservação.

Art. 938. Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente das coisas que
dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido.

Funda-se na obrigação geral de não colocar em risco a coletividade.

6.8 A COAUTORIA E A SOLIDARIEDADE

Se houver coautoria ou cumplicidade no fato lesivo, responderão estas pessoas solidariamente, de


acordo com o art. 942:
Art. 942. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à
reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão
solidariamente pela reparação.
Parágrafo único. São solidariamente responsáveis com os autores os co-autores e as pessoas
designadas no art. 932.

Assim a solidariedade possibilita que qualquer um dos codevedores seja demandado pelo total da
dívida, permite que o titular do crédito possa exigir de qualquer deles o que lhe é devido e instaura
o direito de reembolso do devedor, que, demandado pelo débito solidário, satisfez a dívida por
inteiro. Este direito de reembolso ou direito de regresso está autorizado nos arts. 930 e 934:
Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este terá o
autor do dano ação regressiva para haver a importância que tiver ressarcido ao lesado.
Parágrafo único. A mesma ação competirá contra aquele em defesa de quem se causou o dano (art.
188, inciso I).
Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele
por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente
incapaz.

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(NC-UFPR / UFPR 2017)


Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por
quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente
incapaz.
Comentários:
Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago
daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou
relativamente incapaz.
Gabarito: Correto.

6.9 OUTRAS SITUAÇÕES

A responsabilidade do demandante por dívida não vencida está no art. 939:


Art. 939. O credor que demandar o devedor antes de vencida a dívida, fora dos casos em que a lei o
permita, ficará obrigado a esperar o tempo que faltava para o vencimento, a descontar os juros
correspondentes, embora estipulados, e a pagar as custas em dobro.

Estamos falando de excesso de pedido, onde o autor, movendo ação de cobrança de dívida, pede
mais do que aquilo a que faz jus.
Por este motivo, o demandante de má-fé deverá esperar o tempo que falta para o vencimento,
descontar os juros correspondentes e pagar as custas em dobro. Se agiu de boa-fé, deverá pagar tão
somente as custas vencidas na ação de cobrança, de que decairá, por ser intempestiva.

A responsabilidade por dívida já solvida rege-se pelo art. 940:


Art. 940. Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem ressalvar as quantias
recebidas ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a pagar ao devedor, no primeiro caso, o
dobro do que houver cobrado e, no segundo, o equivalente do que dele exigir, salvo se houver
prescrição.

Este artigo trata do excesso de pedido, e tem por finalidade impedir que se exija uma segunda vez,
dívida que já foi paga no todo ou em parte.

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Art. 941. As penas previstas nos arts. 939 e 940 não se aplicarão quando o autor desistir da ação
antes de contestada a lide, salvo ao réu o direito de haver indenização por algum prejuízo que
prove ter sofrido.

Portanto, se o credor desistir da ação, antes da outra parte ter respondido, não se aplicarão as penas
previstas, salvo se o réu (devedor) tiver tido algum prejuízo por conta da ação.

6.10 A RESPONSABILIDADE CIVIL E SUA RELAÇÃO COM A ESFERA PENAL

Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre
a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas
no juízo criminal.

Trata-se do princípio da independência relativa da responsabilidade civil em relação à criminal. O


indivíduo poderá não ser penalmente responsabilizado e, no entanto, ser obrigado a reparar o dano
civil ou, vendo por outra ótica, a pessoa poderá ser civilmente responsável, sem ter que prestar
contas de seu ato na esfera criminal.
No entanto, ainda conforme art. 935, no que diz respeito à existência do fato ou de quem seja o
seu autor, se estas questões já estiverem decididas na esfera criminal, não se pode mais questioná-
las na esfera civil.

(NC-UFPR / UFPR 2017)


A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a
existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando essas questões se acharem
decididas no juízo criminal.
Comentários:
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais
sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem
decididas no juízo criminal.
Gabarito: Correto.

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Assim, podemos definir a responsabilidade civil como a aplicação de medidas que obriguem alguém
a reparar dano moral ou patrimonial causado a terceiro em razão de: ato próprio; ato de pessoa por
quem ele responde; ou de fato decorrente de coisa ou animal sob sua guarda; ou, ainda, de simples
imposição legal.

Outro assunto que, por vezes, é pedido em provas é a responsabilidade civil relacionada aos
contratos de transporte, tal temática é encontrada nos artigos abaixo (A cobrança deste assunto,
quando ocorre, tende a literalidade da lei. Se você tiver dúvidas com relação a algo, por favor, entre
em contato conosco):
Art. 733. Nos contratos de transporte cumulativo, cada transportador se obriga a cumprir o contrato
relativamente ao respectivo percurso, respondendo pelos danos nele causados a pessoas e coisas.
§ 1o O dano, resultante do atraso ou da interrupção da viagem, será determinado em razão da
totalidade do percurso.
§ 2o Se houver substituição de algum dos transportadores no decorrer do percurso, a
responsabilidade solidária estender-se-á ao substituto.
Art. 734. O transportador responde pelos danos causados às pessoas transportadas e suas bagagens,
salvo motivo de força maior, sendo nula qualquer cláusula excludente da responsabilidade.
Parágrafo único. É lícito ao transportador exigir a declaração do valor da bagagem a fim de fixar o
limite da indenização.
Art. 735. A responsabilidade contratual do transportador por acidente com o passageiro não é elidida
por culpa de terceiro, contra o qual tem ação regressiva.
Art. 736. Não se subordina às normas do contrato de transporte o feito gratuitamente, por amizade
ou cortesia.
Parágrafo único. Não se considera gratuito o transporte quando, embora feito sem remuneração,
o transportador auferir vantagens indiretas.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos ao final da nossa aula, e mais uma vez reiteramos o pedido de que façam todas as
questões propostas, e caso fiquem em dúvida entrem em contato através do fórum.
Bons estudos!
Aline Baptista Santiago.

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8. RESUMO DA MATÉRIA
8.1 O ATO ILÍCITO, para o direito civil, é aquele contrário à ordem jurídica e lesivo ao direito
subjetivo individual, criando o dever de reparar tal prejuízo, seja ele ¹moral ou ²patrimonial. Assim
está normatizado no artigo 186 do CC:
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, ¹violar direito e
²causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

Lembre- culpa.
Q dolo que é a situação em que o agente
quer o resultado ou assume o risco de produzi-lo.

8.2 A CULPA, . Na
conduta culposa, há sempre ato voluntário determinante do resultado involuntário. A pessoa ou o
agente, não prevê o resultado, mas existe a previsibilidade do evento, isto é, se olharmos
objetivamente para o evento veremos que este era previsível. O agente é que não prevê o resultado,
pois, se ele previsse o que iria acontecer e mesmo assim praticasse a conduta, estaria agindo com
dolo e não com culpa.

São elementos necessários a configuração do ato ilícito:


³Nexo de causalidade entre:
¹Violação de direito ²Ocorrência do dano

No artigo 187 aparece a figura do abuso de direito:


Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente
os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.

Casos de exclusão de ilicitude: são os atos lesivos que não são considerados ilícitos.

Art. 188. Não constituem atos ilícitos:

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I - os praticados em ¹legítima defesa ou no ²exercício regular de um direito reconhecido;


II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover ³perigo
iminente.
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o
tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do
perigo.

Há, então, três casos excepcionais que não constituem atos ilícitos apesar de causarem lesões aos
direitos de outrem, isto ocorre porque a própria norma jurídica lhes retira a qualificação de ilícito.
Informação: Não constitui ato ilícito a destruição de coisa alheia ou a lesão a pessoa a fim de remover
perigo iminente.

Mas lembre-se de que, em regra, todo aquele que causar dano a outrem fica obrigado a repará-lo.

8.3 FORMAS DE RESPONSABILIDADE:


✓Responsabilidade extracontratual ou aquiliana. (está relacionada ao ilícito civil)
✓Responsabilidade contratual. (está relacionada ao inadimplemento de obrigação o não
cumprimento de obrigações) Exemplo: Se um escritor, culposamente ou não, não entregar ao editor,
no prazo estipulado no contrato, a obra prometida.

Quanto ao fundamento:
✓Responsabilidade Subjetiva Depende de culpa do agente.
✓Responsabilidade Objetiva - independe de culpa. Exemplo: O empregador ou comitente, por ato
lesivo de seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício de trabalho que lhes competir ou em
razão dele, responsabiliza-se objetivamente pela reparação civil, pouco importando que se
demonstre que não concorreu para o prejuízo por culpa ou negligência de sua parte.
(responsabilidade objetiva por fato de terceiro não precisa demonstrar a concorrência de culpa)

8.4 ALGUMAS ESPÉCIES DE CULPA:


O proprietário de um automóvel, que vier a emprestá-lo a um sobrinho, sem carta de habilitação,
ocasionando um acidente, terá culpa aquiliana (culpa extracontratual, culpa por não ter tido o
devido cuidado)

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Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e
causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

Culpa in comittendo relacionada a uma ação


Culpa in omittendo relacionada a uma omissão
Culpa in ilegendo - relacionada a má escolha do preposto
Culpa in vigilando relacionada a falta de atenção com o procedimento de outrem, cuja pessoa é
responsável
Culpa in custodiendo falta de cautela ou atenção em relação a uma pessoa, animal ou objeto sob
os cuidados do agente, que provoca dano a alguém.

Alguns casos de responsabilidade por fato de terceiro e independentemente de culpa do


responsável (responsabilidade objetiva):
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;
II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições;
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do
trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro,
mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;
V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia.
Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele
por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente
incapaz.

Informação: A responsabilidade, fundada no risco, consiste na obrigação de indenizar o dano


produzido por atividade exercida no interesse do agente e sob seu controle, sem que haja qualquer
indagação sobre o comportamento do lesante.

8.5 RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO:


Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus
agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os
causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.

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Outras informações:
Há responsabilidade objetiva e solidária do empregador pelos erros e enganos de seus prepostos
para evitar que ele possa exonerar-se dela, provando que não houve culpa in eligendo ou in
vigilando.
O empregador responde, por exemplo, por incêndio provocado por empregado ao consertar
canalização de água, enquanto atendia a cliente seu.
O empregador tem ação regressiva contra empregado para reaver o que pagou ao lesado, por ato
lesivo culposo praticado durante o exercício do trabalho. (se houver culpa do empregado)

Os empresários e as pessoas jurídicas respondem pelos danos causados pelos produtos postos em
circulação.

Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários individuais e as empresas
respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em
circulação.

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9 QUESTÕES DA FCC

9.1 QUESTÕES COMENTADAS

1. (FCC / DPE-AP 2018)


Sobre responsabilidade civil, considere as assertivas a seguir:
I. O incapaz que venha a causar dano tem responsabilidade subsidiária e condicional para a
reparação.
II. A atualização monetária do valor da indenização por danos materiais deve incidir a partir da data
do ajuizamento da ação.
III. A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral, independentemente de prova
do prejuízo sofrido pela vítima.
IV. O sujeito que, em estado de necessidade, causa prejuízo a terceiro, é isento de responsabilidade
pelo dano, em virtude da excludente de ilicitude.
Diante da legislação em vigor e do entendimento predominante no Superior Tribunal de Justiça, está
correto o que se afirma APENAS em
(A) II e IV.
(B) I e IV.
(C) I, II e III.
(D) I e III.
(E) III e IV.

Comentários:
Afirmativa I correta.
A responsabilidade do incapaz é subsidiária (só quando o pai NÃO tiver condições de arcar com o
dano); condicional (não ultrapassa o patrimônio do incapaz).

Afirmativa II errada.
Súmula 54 do STJ: "os juros moratórios fluem a partir do evento danoso, em caso
de responsabilidade extracontratual."

Afirmativa III correta.


Súmula 388 do STJ: "A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral,
independentemente de prova do prejuízo sofrido pela vítima."

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Afirmativa IV errada.
Art. 188. Não constituem atos ilícitos:
I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido;
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo
iminente.
Art. 929. Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem culpados
do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram.
Gabarito: Letra D.

2. (FCC / DPE-AM 2018)


Gabriel manobra seu carro em ré e, por breve e leve distração, encosta o veículo em Dona Olímpia,
de setenta anos de idade, que se desequilibra, cai e morre ao bater a cabeça no meio-fio. Já Rafael
dirige um Porsche a 120 km por hora na zona urbana, desrespeita faixa de pedestres e atropela a
jovem Renata, de vinte anos, matando-a. Examinando ambos os casos, as consequências jurídicas
(A) serão diferentes, não em razão do grau diverso de culpa dos motoristas ofensores, mas porque
uma das vítimas era maior de sessenta anos e, como idosa, sua família receberá valor mais vultoso,
pela proteção integral devida ao idoso.
(B) serão as mesmas, pois é indiferente o grau de culpa dos agentes se a extensão do dano é a
mesma, em ambos os casos tendo ocorrido a morte das vítimas.
(C) poderão ser diferentes, uma vez que, embora a indenização se meça pela extensão do dano, que
é o mesmo, se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, o Defensor
poderá pleitear a redução equitativamente a indenização cabível.
(D) serão as mesmas pela natureza e circunstâncias dos fatos, ambos envolvendo a direção de
veículos automotores, o que implica iguais indenizações.
(E) serão diferentes porque uma das vítimas tinha somente vinte anos de idade e, portanto,
expectativa de maior tempo futuro de vida, o que implica indenização mais vultosa à sua família,
pelos lucros cessantes e danos morais de maior intensidade, mas a gravidade da culpa é
absolutamente irrelevante para a fixação da indenização.

Comentários:
O enunciado da questão apresenta duas situações em que o resultado, o dano, é o mesmo, no
entanto, a culpa é diferente, sendo assim, será aplicado o art. 944, § único do CC/2002:
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o
juiz reduzir, equitativamente, a indenização.
Gabarito: Letra C.

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3. (FCC / DPE-AM 2018)


Quanto ao dano moral, considere:
I. A pessoa jurídica pode sofrer dano moral.
II. A correção monetária do valor da indenização do dano moral incide desde a data do evento
danoso.
III. Não caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado.
IV. O contrato de seguro por danos pessoais compreende os danos morais, salvo cláusula expressa
de exclusão.
Corresponde a entendimentos sumulados pelo Superior Tribunal de Justiça o que se afirma APENAS
em
(A) II e III.
(B) I e III.
(C) I e IV.
(D) II e IV.
(E) I e II.

Comentários:
Afirmativa I correta.
Súmula 227/STJ: A pessoa jurídica pode sofrer dano moral.

Afirmativa II errada.
Súmula 362/STJ: A correção monetária do valor da indenização do dano moral incide desde a data
do arbitramento.

Afirmativa III errada.


Súmula 370/STJ: Caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado.

Afirmativa IV correta.
Súmula 402/STJ: O contrato de seguro por danos pessoais compreende os danos morais, salvo
cláusula expressa de exclusão.
Gabarito: Letra C.

4. (FCC / TRT - 21ª REGIÃO 2017)

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Em ação penal promovida pelo Ministério Público, Paulo foi definitivamente condenado à pena de
um mês de detenção pela prática de crime de dano, por ter dolosamente destruído aparelho celular
pertencente a Regina. Em seguida, Regina ajuizou contra Paulo ação de indenização por perdas e
danos por conta desse mesmo fato. Nessa ação, de acordo com o Código Civil,
(A) não se poderá mais questionar sobre a existência do fato, mas será admitida a contestação sobre
a sua autoria, pois a responsabilidade civil é independente da criminal.
(B) não se poderá mais questionar sobre a existência do fato nem sobre a sua autoria, pois a
responsabilidade civil é dependente e subordinada à criminal.
(C) poderá se questionar tanto sobre a existência do fato quanto sobre sua autoria, pois a
responsabilidade civil é independente da criminal.
(D) não se poderá mais questionar sobre a existência do fato nem sobre sua autoria, em que pese a
responsabilidade civil seja independente da criminal.
(E) poderá se questionar tanto sobre a existência do fato quanto sobre sua autoria, em que pese a
responsabilidade civil seja dependente e subordinada à criminal.

Comentários:
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre
a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas
no juízo criminal.
Gabarito: Letra D.

5. (FCC / PROCON-MA 2017)


Sobre a responsabilidade civil, segundo o Código Civil brasileiro, é correto afirmar:
(A) Exige sempre que a culpa do ofensor seja provada, mesmo nos casos de responsabilidade
objetiva por atos perigosos à coletividade.
(B) Nunca atinge o incapaz, mas somente seu representante legal ou judicial, por não ter o incapaz
discernimento quanto à prática dos atos da vida civil.
(C) Os empresários individuais e as empresas respondem, apenas se provada sua culpa, pelos danos
causados pelos produtos postos em circulação no mercado consumidor.
(D) Pode dar-se objetivamente, isto é, independentemente de culpa do ofensor, por exemplo
quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco
para os direitos de outrem.
(E) O direito de exigir reparação pelos danos causados e a obrigação de ressarci-los nunca se
transmitem com a herança, pois são personalíssimos.

Comentários:

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A errada.
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-
lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos
especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar,
por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

A errada.
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não
tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.

==115572==

A errada.
Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários individuais e as empresas
respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulação.

A correta.
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-
lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos
especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano
implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

A errada.
Art. 943. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança.
Gabarito: Letra D.

6. (FCC / TRT - 11ª REGIÃO 2017)


Um empregado de João causou culposamente o atropelamento de um pedestre, causando-lhe
ferimentos. Luiza esqueceu a panela no fogo e causou incêndio na casa de sua empregadora. O filho
menor de Pedro, que estava sob sua autoridade e em sua companhia, arremessou um objeto contra
outro menor, ferindo-o. A responsabilidade de João, de Luiza e de Pedro pela reparação civil é
(A) objetiva.
(B) subjetiva, objetiva e objetiva, respectivamente.
(C) objetiva, objetiva e subjetiva, respectivamente.
(D) objetiva, subjetiva e objetiva, respectivamente.

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(E) subjetiva.

Comentários:
O empregado de João enquadra-se no caso do art. 932, III do CC/2002
O caso de Luiza (que é a empregada) é de responsabilidade subjetiva, com base no art. 186 do
CC/2002.
E a responsabilidade de Pedro, que é o pai, é objetiva, com base no art. 932, I do CC/2002.
Gabarito: Letra D.

7. (FCC / TRT - 20ª REGIÃO 2016)


Gabriel, pessoa menor de 16 anos, lançou pedras no veículo de Rogério, causando-lhe danos
materiais. No momento do ato ilícito, Gabriel estava sob a autoridade e companhia de seu pai,
Arnaldo. Rogério ajuizou ação contra Arnaldo, que
(A) Responde objetivamente pelo ato de Gabriel e não tem direito de regresso contra o filho, que é
pessoa absolutamente incapaz.
(B) Responde subjetivamente pelo ato de Gabriel e tem direito de regresso contra o filho, que é
pessoa relativamente incapaz.
(C) Não responde pelo ato de Gabriel, tendo em vista que a responsabilidade civil é pessoal e
intransferível.
(D) Responde objetivamente pelo ato de Gabriel e tem direito de regresso contra o filho, que deverá
ressarci-lo quando atingir a maioridade civil.
(E) Responde subjetivamente pelo ato de Gabriel e não tem direito de regresso contra o filho, que é
pessoa absolutamente incapaz.

Comentários:
A alte
De acordo com o Código Civil:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de
sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.
Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele
por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente
incapaz.
Gabarito: Letra A.

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8. (FCC / SEGEP-MA 2016)


Considere as proposições abaixo, sobre a exclusão da responsabilidade civil:
I. A responsabilidade civil do Estado por atos comissivos de seus agentes não admite causa de
exclusão.
II. A culpa exclusiva da vítima afasta o elemento culpa, porém não o nexo de causalidade e a
obrigação de indenizar.
III. O caso fortuito e a força maior nem sempre excluem a responsabilidade pelo dano.
IV. Não constitui ilícito, e por isto não enseja a responsabilização civil, o exercício de direito
reconhecido, ainda que exercido de maneira antifinalística, excedendo manifestamente os limites
impostos por seu fim e econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I, II e III.
(B) I e II.
(C) II e III.
(D) III.
(E) I, III e IV.

Comentários:
A afirmativa I está errada.
O empregador responde pela conduta de seus empregados no exercício do trabalho que lhes
competir, ou em razão dele. Só que esta responsabilidade objetiva é também indireta, e neste caso,
a culpa do empregado, em sentido amplo, será levada em conta.
Assim, para que esta responsabilidade objetiva ocorra, é necessário verificar se todos os
pressupostos da responsabilidade civil estão presentes na conduta do empregado. Como por
exemplo, se ele de fato agiu com dolo ou culpa, ou se foi um caso fortuito ou força maio, ou, até
mesmo, culpa exclusiva da vítima.

A afirmativa II está errada.


A culpa exclusiva da vítima afasta o nexo de causalidade.

A afirmativa III está correta.


A regra é que o caso fortuito e a força maior excluam a responsabilidade civil, no entanto, se decorrer
de omissão do Estado, não terão o poder de excluir o nexo de causalidade.

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A afirmativa IV está errada.


Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente
os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.
Gabarito: Letra D.

9. (FCC / PREFEITURA DE TERESINA-PI 2016)


A respeito da responsabilidade civil, é correto afirmar:
(A) Caso o ato ilícito seja causado por agente incapaz, este poderá responder com o seu próprio
patrimônio pelos danos que causou, de forma subsidiária em relação aos seus pais, tutores ou
curadores.
(B) O dano moral tem natureza personalíssima, de modo que a legitimidade para pleitear a sua
reparação é exclusivamente daquele diretamente ofendido pelo ato ilícito, vedado no ordenamento
jurídico brasileiro o dano moral por ricochete.
(C) A jurisprudência predominante no Superior Tribunal de Justiça sustenta que a quebra de um
contrato gera dano moral presumido (in re ipsa).
(D) Na responsabilidade civil subjetiva, o valor da indenização deve se medir pela extensão do dano
causado, de modo que é irrelevante o grau de culpa para fins de fixação do montante da indenização.
(E) O caso fortuito e a força maior são excludentes da responsabilidade civil subjetiva, pois afastam
a culpa genérica (lato sensu) e, assim, não se aplicam às hipóteses em que a lei impõe a
responsabilidade civil objetiva.

Comentários:
A
Regra descrita no art. 928 do CC/2002, trata-se de responsabilidade subsidiária (secundária, pois
primeiro o lesado deve cobrar dos responsáveis, se estes não tiverem condições, cobra-se do
incapaz) em relação a seus pais.
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não
tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.
Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não terá lugar se
privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.
A
Dano em ricochete ou dano moral reflexo é aquele que mira em uma pessoa mas acaba acertando
em outra. Como no caso de difamação de uma pessoa morta, onde o morto não será atingido em
sua personalidade, tendo em vista que esta surge com o nascimento e se extingue com a morte, mas
as outras pessoas da família podem vir a sofrer, por reflexo, a dor e o sofrimento. Por este motivo,

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é aceita a legitimidade de irmãos, pais, filhos, dentre outros, para requerer a indenização por tal
dano.

A
Este não é o entendimento do STJ, vide jurisprudência a seguir colacionada:
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NEGATIVA DE CIRURGIA
ESTÉTICA. DANOS MORAIS. MERO DESCUMPRIMENTO CONTRATUAL DECORRENTE DE
CONTROVÉRSIA A RESPEITO DE COBERTURA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência desta
Corte entende que, quando a situação experimentada não tem o condão de expor a parte a dor,
vexame, sofrimento ou constrangimento perante terceiros, não há falar em dano moral, uma vez
que se trata de circunstância a ensejar mero aborrecimento ou dissabor, mormente quando mero
descumprimento contratual, embora tenha acarretado aborrecimentos, não gerou maiores danos
ao recorrente. 2. No caso, não ficou demonstrada nenhuma hipótese de excepcionalidade. O Tribunal
de origem, mediante análise do contexto fático-probatório dos autos, entendeu não estarem
presentes elementos que caracterizem a indenização por danos morais. 3. A reversão do julgado
afigura-se inviável, tendo em vista a necessidade de reexame do contexto fático-probatório dos
autos. Incidência da Súmula 7/STJ. 4. Agravo regimental não provido.

A
Atente para o seguinte artigo:
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o
juiz reduzir, equitativamente, a indenização.

A
Caso fortuito é aquele que ocorre independente da vontade das partes, como greve, guerra, e a
força maior deriva de acontecimentos naturais, como terremotos, por exemplo. Ambos são
considerados excludentes de ilicitude. Observe a seguinte jurisprudência:
Ementa: EMENTA ADMINISTRATIVO CONSTITUCIONAL RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO
ESTADO HEMOFÍLICOS CONTAMINAÇÃO PELO VÍRUS HIV DEVER DE FISCALIZAÇÃO DO PODER
PÚBLICO AUSÊNCIA DE DIAGNÓSTICO PRECISO SOBRE A AIDS AO TEMPO DA TRANSFUSÃO
EXCLUSÃO DO NEXO DE CAUSALIDADE. Embora a hipótese seja de conduta omissiva, a qual, em
princípio, se insere no campo da responsabilidade subjetiva, não prescindindo da presença do
elemento culpa, não há como elidir a responsabilidade objetiva, a qual encontrava-se expressamente
prevista na Emenda Constitucional nº 1, de 1969, em seu art. 107, e atualmente disposta no art. 37,
§ 6º da Constituição Federal de 1988, vez que o evento danoso decorreu do próprio fato
administrativo em si considerado. A responsabilidade objetiva não se reveste de caráter absoluto,
eis que se admite a exclusão do nexo causal nas hipóteses de caso fortuito, força maior, fato
exclusivo da vítima ou de terceiro. No caso específico, à época do contágio do filho dos Autores

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com o vírus HIV ainda não havia um diagnóstico preciso sobre a AIDS, e, por conseqüência, não existia
um teste eficiente que pudesse detectar a doença na amostra de sangue do doador voluntário. O
paciente em questão foi submetido a transfusões de sangue e contaminado em época que sequer
havia conhecimento detalhado sobre a AIDS, o vírus HIV, suas formas de contaminação e métodos
de prevenção e detecção. Não se poderia exigir da União e tampouco do Estado do Rio de Janeiro
a devida fiscalização do sangue, de forma a se detectar a existência do vírus HIV, se ao tempo da
contaminação não havia uma previsibilidade de contágio da AIDS por transfusão de sangue. Com
efeito, não se pode responsabilizar os Réus pela demora da ciência no desenvolvimento do teste de
detecção do vírus HIV. Não se pode imputar aos Réus o descumprimento de um dever inexistente.
Excluído o nexo causal, não há como imputar à União Federal e ao Estado do Rio de Janeiro qualquer
responsabilidade civil pelo ocorrido....
Gabarito: Letra A.

10. (FCC / PREFEITURA DE TERESINA-PI 2016)


A respeito da responsabilidade civil, considere:
I. Não são cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato.
II. A desproporção excessiva entre a gravidade da culpa e o dano permite ao juiz reduzir
equitativamente a indenização.
III. A responsabilidade decorrente de abuso de direito é objetiva.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) II e III.
(C) I e III.
(D) I.
(E) II.

Comentários:
A afirmativa I está errada.
Súmula 37 do STJ: “

A afirmativa II está correta.


De acordo com o Código Civil:
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.

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Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o
juiz reduzir, equitativamente, a indenização.

A afirmativa III está correta.


Enunciado 37 da Jornada de Direito Civil: "A responsabilidade civil decorrente do abuso do direito
independe de culpa, e fundamenta-se somente no critério objetivo-finalístico".
Gabarito: Letra B.

11. (FCC / PGE-MT 2016)


Marcelo exerce, com habitualidade, atividade que, por sua natureza, implica risco para os direitos
de outrem. Se desta atividade advier dano, Marcelo responderá de maneira
(A) Subjetiva, não sendo necessária a comprovação do elemento culpa, mas se exigindo, em regra,
a existência de nexo de causalidade.
(B) Subjetiva, a qual exige, em regra, a comprovação de nexo de causalidade e culpa.
(C) Objetiva, não sendo necessária, em regra, a comprovação dos elementos culpa ou nexo de
causalidade.
(D) Objetiva, não sendo necessária a comprovação do elemento culpa, mas se exigindo, em regra, a
existência de nexo de causalidade.
(E) Objetiva, a qual exige, em regra, a comprovação de nexo de causalidade e culpa.

Comentários:
A
Quanto ao fundamento a responsabilidade pode ser:
Responsabilidade Subjetiva Depende de culpa do agente.
Responsabilidade Objetiva - independe de culpa. Exemplo: O empregador ou comitente, por ato
lesivo de seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício de trabalho que lhes competir ou em
razão dele, responsabiliza-se objetivamente pela reparação civil, pouco importando que se
demonstre que não concorreu para o prejuízo por culpa ou negligência de sua parte.
(responsabilidade objetiva por fato de terceiro não precisa demonstrar a concorrência de culpa)
Assim, todo aquele que causar dano a outrem fica obrigado a repará-lo, restabelecendo assim o
equilíbrio rompido. É uma espécie de contraprestação.
De acordo com o Código Civil:
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-
lo.

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Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos ¹casos
especificados em lei, ou ²quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano
implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
Gabarito: Letra D.

12. (FCC / PREFEITURA DE SÃO LUIZ-MA 2016)


No que concerne à responsabilidade civil,
(A) O enriquecimento sem justa causa confunde-se com o enriquecimento ilícito.
(B) O sistema civil em vigor não contempla hipóteses de responsabilidade objetiva, somente
subjetiva.
(C) A caracterização do caso fortuito ou da força maior no âmbito civil é a mesma para as relações
de consumo.
(D) O dano moral abrange a indenização pelo mero desgosto ou frustração.
(E) O Código Civil de 2002 adotou a gradação da culpa como critério de redução da indenização.

Comentários:
A
Geralmente a doutrina usa estas duas expressões como sinônimas.

A
Temos a responsabilidade objetiva e subjetiva. Todos os casos de responsabilidade objetivas
estão previstas em lei, como este exemplo:
Art. 927. Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa,
nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do
dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

A
Pois para as relações de consumo o caso fortuito e a força maior não se encontram elencados
de modo expresso no CDC, é mais uma construção doutrinária e jurisprudencial.

A
A jurisprudência afirma que

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A
De acordo com o Código Civil:
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá
o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização
será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.
Gabarito: Letra E.

13. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO 2016)


Marcelo praticou crime de roubo contra um supermercado, subtraindo R$ 10.000,00, dos quais doou
R$ 2.000,00 a seu irmão José. Descoberta a autoria do crime, bem como a ocorrência da doação, o
supermercado ajuizou ação de indenização contra Marcelo e contra José, visando à reparação do
dano. José
(A) Responderá apenas se comprovada culpa, até a quantia de R$ 2.000,00.
(B) Responderá, de maneira objetiva, até a quantia de R$ 2.000,00.
(C) Responderá, de maneira objetiva, até a quantia de R$ 10.000,00.
(D) Não responderá por nenhuma quantia, ainda que proveniente de ilícito.
(E) Responderá, apenas se comprovada culpa, até a quantia de R$ 10.000,00.

Comentários:
A
De acordo com o Código Civil:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;
II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições;
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do
trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro,
mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;
V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia.
Gabarito: Letra B.

14. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO 2016)

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João e Rodrigo entraram em luta corporal depois de uma discussão no trânsito. Sem que Rodrigo
pudesse se defender, João desferiu-lhe socos e pontapés, causando lesões corporais. Muito
machucado, Rodrigo representou pela persecução criminal e ajuizou ação de indenização. A
responsabilidade civil
(A) Independe da criminal, podendo ser rediscutida no juízo civil qualquer questão já decidida no
juízo criminal.
(B) Independe da criminal, mas, se João for absolvido, na ação penal, por falta de provas, Rodrigo
não poderá pleitear indenização na esfera civil.
(C) Depende da criminal, devendo o juiz extinguir a ação de indenização, sem resolução de mérito,
se ainda não tiver havido trânsito em julgado da decisão proferida na ação penal.
(D) Depende da criminal, devendo sempre o juiz suspender a ação de indenização até o julgamento
definitivo da ação penal.
(E) Independe da criminal, mas, se a existência do fato for decidida, em definitivo, no juízo criminal,
não poderá ser discutida novamente no juízo civil.

Comentários:
A
De acordo com o Código Civil:
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre
a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas
no juízo criminal.
Trata-se do princípio da independência relativa da responsabilidade civil em relação à criminal. O
indivíduo poderá não ser penalmente responsabilizado e, no entanto, ser obrigado a reparar o dano
civil ou, vendo por outra ótica, a pessoa poderá ser civilmente responsável, sem ter que prestar
contas de seu ato na esfera criminal.
No entanto, ainda conforme art. 935, no que diz respeito à existência do fato ou de quem seja o
seu autor, se estas questões já estiverem decididas na esfera criminal, não se pode mais questioná-
las na esfera civil.
Gabarito: Letra E.

15. (FCC / PREF. DE CAMPINAS 2016)


Marcel abalroou o veículo de Henrique, que sofreu danos materiais. Visando à reparação do dano,
Henrique acionou direta e exclusivamente a seguradora de Marcel. De acordo com o Código Civil e
com jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça,
(A) Não pode Henrique acionar direta e exclusivamente a seguradora.

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(B) O Juiz deverá, de ofício, incluir no polo passivo da ação a pessoa de Marcel, o qual responderá,
solidariamente com a seguradora, pelos danos que houver causado culposamente a Henrique.
(C) A obrigação da seguradora é aferida independentemente da responsabilidade civil do segurado.
(D) A seguradora responderá de maneira objetiva, no âmbito de referida ação, se ficar comprovado
que Marcel agiu com culpa.
(E) A seguradora responderá de maneira objetiva, no âmbito de referida ação, independentemente
de prova de que Marcel agiu com culpa.

Comentários:
A
Questão que exigia o conhecimento de súmula do STJ, mais especificamente da súmula nº 529 N
seguro de responsabilidade civil facultativo, não cabe o ajuizamento de ação pelo terceiro

Gabarito: Letra A.

16. (FCC / TJ-PI 2015)


O incapaz
(A) Responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação
de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.
(B) Não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, em nenhuma hipótese, se a
incapacidade for absoluta.
(C) Não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, devendo suportá-los somente seus
responsáveis.
(D) Apenas responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem
obrigação de fazê-lo.
(E) Apenas responde com seus bens pelos prejuízos que causar, se a incapacidade cessar, ficando
até esse momento suspenso o prazo prescricional.

C
A
De acordo com o Código Civil:
A O

Gabarito: Letra A.

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17. (FCC / TRT - 9ª REGIÃO 2015)


Em ação criminal, decidiu-se, por decisão transitada em julgado, que L desferiu um tapa em B. De
acordo com o Código Civil, no juízo cível, em ação na qual se busca a responsabilização civil de L,
(A) Poderá ser questionada a existência do fato e seu autor, independentemente da existência de
provas novas, pois a responsabilidade civil independe da criminal.
(B) Poderá ser questionada a existência do fato e seu autor, se houver provas novas.
(C) Poderá ser questionada a existência do fato, porém não seu autor, se houver provas novas.
(D) Não poderá ser questionada a existência de nenhum dos elementos para a responsabilização
civil.
(E) Não poderá ser questionada a existência do fato nem seu autor.

Comentários:
A
De acordo com o Código Civil:
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre
a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas
no juízo criminal.
Trata-se do princípio da independência relativa da responsabilidade civil em relação à criminal. O
indivíduo poderá não ser penalmente responsabilizado e, no entanto, ser obrigado a reparar o dano
civil ou, vendo por outra ótica, a pessoa poderá ser civilmente responsável, sem ter que prestar
contas de seu ato na esfera criminal.
No entanto, ainda conforme art. 935, no que diz respeito à existência do fato ou de quem seja o
seu autor, se estas questões já estiverem decididas na esfera criminal, não se pode mais questioná-
las na esfera civil.
Gabarito: Letra E.

18. (FCC / TRT - 9ª REGIÃO 2015)


N reside no décimo andar de um edifício, em apartamento do qual caiu um vaso de flor que acabou
por acertar Z, que sofreu danos. N será responsabilizado de maneira
(A) Subjetiva, independentemente de demonstração do elemento culpa.
(B) Objetiva, independentemente de demonstração do elemento culpa.
(C) Subjetiva, desde que demonstrado que agiu com culpa.
(D) Objetiva, desde que demonstrado que agiu com culpa.
(E) Subjetiva, desde que demonstrado que agiu com dolo, direto ou eventual.

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Comentários:
A
Trata-se de responsabilidade objetiva.
De acordo com o Código Civil:
Art. 938. Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente das coisas que
dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido.
Enunciado 557 da VI Jornada de Direito Civil: Nos termos do art. 938 do CC, se a coisa cair ou for
lançada de condomínio edilício, não sendo possível identificar de qual unidade, responderá o
condomínio, assegurado o direito de regresso.
Gabarito: Letra B.

19. (FCC / TJ-SE 2015)


Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do
dano causado e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão:
(A) Solidariamente, devendo o ofendido cobrar deles a dívida toda, ou a cota parte de cada um em
ações autônomas ou em litisconsórcio, dividindo-se, porém, entre eles a cota parte do insolvente,
se houver, e acrescentando-se, ao do preponente ou responsável indireto, o que tocar ao preposto
ou responsável direto.
(B) Conjuntamente pela reparação, devendo o ofendido cobrar de cada um sua cota parte na dívida,
dividindo-se, porém, por todos, a do insolvente.
(C) Conjuntamente, pela reparação, exceto nas hipóteses previstas na lei, em que uma pessoa
responde pelos atos do outro, como no caso do preponente e preposto, devendo naquele caso o
ofendido demandar a todos os ofensores e nestas, aquele que pagar por inteiro a dívida, salvo em
relação a descendente absolutamente incapaz, poderá cobrar dos demais a respectiva cota parte,
dividindo-se entre os pagantes a cota do insolvente, se houver.
(D) Solidariamente pela reparação, podendo o ofendido cobrar de qualquer um deles a dívida toda,
mas aquele que pagar por inteiro a dívida, salvo as exceções legais, poderá exigir de cada um dos
co-devedores a sua quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se houver.
(E) Solidariamente, exceto se algum for descendente absolutamente incapaz de um deles, cabendo
a este suportar sozinho essa cota parte, mas os que pagarem serão remidos do que tocar ao
insolvente se houver, tendo o ofendido, neste caso, de habilitar-se no concurso de credores, para
receber proporcionalmente a parte que o insolvente lhe dever.

Comentários:
A

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De acordo com o Código Civil:


Art. 942. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à
reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente
pela reparação.
Art. 283. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos co-devedores
a sua quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-se iguais,
no débito, as partes de todos os co-devedores.
Gabarito: Letra D.

20. (FCC / TRT - 15ª REGIÃO 2015)


O motorista de um supermercado, dirigindo veículo da empresa e no horário de trabalho, envolveu-
se em acidente, do qual resultou a morte de ocupante de outro veículo, mas foi absolvido na ação
penal por insuficiência de prova. Sua culpa, entretanto, assim como os demais requisitos para a
responsabilização civil, foram provados em ação indenizatória movida pelo cônjuge e filhos da vítima
contra aquele motorista e seu empregador. Neste caso,
(A) O motorista e seu empregador serão solidariamente responsáveis pela indenização.
(B) Somente o empregador será responsável pela indenização, porque o empregado foi absolvido
no juízo criminal.
(C) Somente o motorista será responsável pela indenização, se o seu empregador provar que
diligenciou na escolha do preposto e o vigiou, mas ambos serão solidariamente responsáveis se essa
prova não for realizada.
(D) O motorista e seu empregador serão conjuntamente responsáveis pela indenização, sendo
subsidiária a responsabilidade do empregador.
(E) Não haverá obrigação de indenizar, porque a sentença penal absolutória eliminou a
responsabilidade civil.

Comentários:
A
Informativo 517 STJ: A norma do art. 935 do Código Civil consagra a independência relativa das
jurisdições cível e criminal (independência das instâncias). Somente na hipótese de a sentença penal
absolutória fundamentar-se na inexistência do fato ou na negativa de autoria está impedida a
discussão no juízo cível. A decisão fundamentada na falta de provas aptas a ensejar a condenação
criminal não restringe o exame da questão na esfera cível.
Além disso, para que a sentença criminal produza efeitos no juízo cível é necessário que ela já tenha
transitado em julgado.
De acordo com o Código Civil:

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Art. 942. Parágrafo único. São solidariamente responsáveis com os autores os co-autores e as
pessoas designadas no art. 932.
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho
que lhes competir, ou em razão dele;
Gabarito: Letra A.

21. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO 2015)


Carlos foi vítima de golpe por meio do qual fraudadores utilizaram-se de documentos falsos a fim de
realizar operações bancárias em seu nome. Procurada por Carlos, a instituição financeira afirmou
não ter tido culpa pelo incidente, negando-se a restituir o prejuízo. A negativa é
(A) Ilícita, configurando abuso do direito, decorrente da inobservância do princípio da boa-fé
subjetiva, que impõe às partes, dentre outros, o dever anexo de segurança, independentemente da
existência do elemento culpa.
(B) Lícita, pois, para caracterização do abuso do direito, é necessária a existência do elemento culpa.
(C) Lícita, por ausência de nexo de causalidade entre a atividade da instituição financeira e o prejuízo
experimentado por Carlos.
(D) Lícita, pois somente comete ato ilícito aquele que, por ação ou omissão voluntária decorrente
de negligência ou imprudência, viola direito e causa dano a outrem.
(E) Ilícita, configurando abuso do direito, decorrente da inobservância do princípio da boa-fé
objetiva, que impõe às partes, dentre outros, o dever anexo de segurança, independentemente da
existência do elemento culpa.

Comentários:
A
Atente para o seguinte enunciado e súmula:
Enunciado 26 da I jornada de direito civil Art. 422: A cláusula geral contida no art. 422 do novo
Código Civil impõe ao juiz interpretar e, quando necessário, suprir e corrigir o contrato segundo a
boa-fé objetiva, entendida como a exigência de comportamento leal dos contratantes.
Súmula 479 STJ: As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por
fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações
bancárias.
De acordo com o Código Civil:
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente
os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.
Gabarito: Letra E.

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22. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO 2015)


Caminhão da Transportadora Ribeirão, conduzido por seu empregado Lúcio, abalroou veículo
pertencente a Paulo, que ajuizou ação pugnando pela condenação da empresa. Esta será
responsabilizada de maneira
(A) Subjetiva, se provado que Lúcio agiu com culpa.
(B) Objetiva, independentemente de prova de que Lúcio agiu com culpa.
(C) Subjetiva, por culpa presumida, se provado que Lúcio agiu com culpa.
(D) Objetiva, se provado que Lúcio agiu com culpa.
(E) Subjetiva, por culpa presumida, independentemente de prova de que Lúcio agiu com culpa.

Comentários:
A
Trata-se de responsabilidade objetiva impura ou imprópria, onde a empresa será responsabilizada
de modo objetivo, mas a culpa de Lúcio será levada em conta.
O empregador responde pela conduta de seus empregados no exercício do trabalho que lhes
competir, ou em razão dele. Só que esta responsabilidade objetiva é também indireta, e neste caso,
a culpa do empregado, em sentido amplo, será levada em conta.
Assim, para que esta responsabilidade objetiva ocorra, é necessário verificar se todos os
pressupostos da responsabilidade civil estão presentes na conduta do empregado. Como por
exemplo, se ele de fato agiu com dolo ou culpa, ou se foi um caso fortuito ou força maio, ou, até
mesmo, culpa exclusiva da vítima.
Gabarito: Letra D.

23. (FCC / TJ-AL 2015)


A responsabilidade civil decorrente do abuso do direito
(A) Determina indenização material, independentemente de comprovação de prejuízo.
(B) Não acarreta consequência pecuniária, se não houver dano moral.
(C) Rege-se pelo critério subjetivo, só sendo indispensável o dano.
(D) Rege-se pelo critério subjetivo, sendo indispensável o dano apenas quando configurado dolo.
(E) Independe de comprovação de culpa.

Comentários:
A

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Enunciado nº 37 da I Jornada de Direito Civil: A responsabilidade civil decorrente do abuso do direito


independe de culpa e fundamenta-se somente no critério objetivo-finalístico.
Gabarito: Letra E.

24. (FCC / MPE-PB 2015)


João recebeu a importância de R$ 20.000,00 de sua amiga Joana, a título de doação, valor este que
era parte de quantia maior que a mesma havia subtraído do cofre da residência em que trabalhava
como doméstica. Nesse caso, João
(A) Está obrigado à reparação civil, até o limite do que recebeu.
(B) Não está obrigado a devolver o que recebeu, porque foi objeto de doação.
(C) Está obrigado à reparação civil da totalidade da quantia subtraída por Joana.
(D) Está obrigado a reparar a metade do prejuízo causado por Joana
(E) Só está obrigado à reparação civil se sabia da origem ilícita do valor que recebeu.

Comentários:
A
De acordo com o Código Civil:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia.
Gabarito: Letra A.

25. (FCC / TCM-RJ 2015)


Joãozinho, de quinze anos de idade, pega o carro de seu pai, Ambrósio, sem seu conhecimento, e
atropela a vizinha, Dona Candinha, causando-lhe danos materiais e estéticos no valor total de R$
100.000,00. Seu pai não tem patrimônio e é aposentado, ganhando um salário mínimo por mês, mas
Joãozinho tem depositados R$ 500.000,00, que recebera por testamento deixado por seu avô
Custódio. Nessas condições, Dona Candinha
(A) Poderá pleitear indenização direta de Joãozinho, que é solidariamente responsável porque agiu
sem o consentimento de seu pai e possui patrimônio suficiente.
(B) Só poderá responsabilizar Ambrósio pelo ocorrido, por não ter vigiado Joãozinho
adequadamente, obrigação decorrente do poder familiar, nada podendo contra o menor,
absolutamente incapaz.
(C) Poderá pleitear indenização de Joãozinho, após provar-se que Ambrósio não tem patrimônio
pessoal suficiente, devendo a indenização ser fixada equitativamente e cuidar que não prive do
necessário Joãozinho ou quem dele dependa.

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(D) Poderá pleitear indenização de Joãozinho, após a prova de que Ambrósio não possui patrimônio
suficiente, fixando-se essa indenização sem qualquer limite ou restrição patrimonial no tocante a
Joãozinho ou seu núcleo familiar, salvo se houver bem de família.
(E) Deverá aguardar a maioridade de Joãozinho, quando então poderá propor ação indenizatória
contra ele e contra Ambrósio, solidariamente; antes disso, só poderá ajuizar a demanda
indenizatória contra Ambrósio.

Comentários:
A
De acordo com o Código Civil:
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não
tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.
Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não terá lugar se
privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.
Gabarito: Letra C.

26. (FCC / TRT - 3ª REGIÃO 2015)


Saulo foi condenado criminalmente, por decisão transitada em julgado, em razão de lesões corporais
causadas em Anderson, tendo sido reconhecidos, dentre outros elementos, a existência do fato e
seu autor. Se Anderson ajuizar ação na esfera civil, Saulo
(A) Poderá questionar a existência do fato e sua autoria independentemente de qualquer requisito,
tendo em vista que a responsabilidade civil é independente da criminal.
(B) Poderá questionar a existência do fato e sua autoria desde que, no juízo cível, apresente provas
novas.
(C) Não poderá questionar a existência do fato nem sua autoria.
(D) Poderá questionar apenas a autoria do fato e desde que, no juízo cível, apresente provas novas.
(E) Poderá questionar apenas a existência do fato e desde que, no juízo cível, apresente provas
novas.

Comentários:
A
De acordo com o Código Civil:
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre
a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas
no juízo criminal.

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Gabarito: Letra C.

27. (FCC / TCE-CE 2015)


João é dono de um cão feroz que atacou Maicon quando este passava em frente de sua residência.
João responderá de maneira
(A) Objetiva pelos danos causados pelo animal, salvo se provar culpa exclusiva da vítima ou força
maior.
(B) Subjetiva pelos danos causados pelo animal, não se admitindo causa excludente de
responsabilização.
(C) Objetiva pelos danos causados pelo animal, não se admitindo causa excludente de
responsabilização.
(D) Subjetiva pelos danos causados pelo animal, salvo se provar força maior.
(E) Subjetiva pelos danos causados pelo animal, salvo se provar que não agiu com dolo ou culpa.

Comentários:
A
Trata-se de responsabilidade objetiva, indireta.
De acordo com o Código Civil:
Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da
vítima ou força maior.
Gabarito: Letra A.

28. (FCC / TRT - 1ª REGIÃO 2015)


Victor pediu a Jussara, sua empregada doméstica, que fosse ao mercado comprar mantimentos e
passasse na lotérica para apostar na mega-sena com os seus números da sorte, pois estava
acumulada em R$ 30.000.000,00. Após realizar as compras, Jussara voltou para casa e, no caminho,
encontrou uma amiga e acabou esquecendo de fazer a aposta. No dia seguinte, ao chegar ao
trabalho, soube que os números sorteados na mega-sena foram exatamente aqueles que ela deixou
de apostar. Despedida por justa causa, Jussara sentiu-se injustiçada e ingressou com uma ação
trabalhista. Em contraditório, Victor contestou e apresentou reconvenção, pleiteando indenização
pela omissão de sua ex-empregada. O caso trata de
(A) Excludente de responsabilidade civil pelo caso fortuito, uma vez que Jussara encontrou com uma
amiga ao acaso e viu-se impossibilitada de apostar.
(B) Responsabilidade civil subjetiva, haja vista os danos emergentes produzidos pela conduta de
Jussara.

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(C) Responsabilidade civil subjetiva, haja vista os lucros cessantes produzidos pela conduta de
Jussara.
(D) Responsabilidade civil subjetiva pela perda de uma chance de Victor diante da omissão de
Jussara.
(E) Responsabilidade civil objetiva, haja vista a irrelevância jurídica da conduta culposa de Jussara.

Comentários:
A
RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. PERDA DE UMA CHANCE. DESCUMPRIMENTO DE
CONTRATO DE COLETA DE CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS DO CORDÃO UMBILICAL DO RECÉM
NASCIDO. NÃO COMPARECIMENTO AO HOSPITAL. LEGITIMIDADE DA CRIANÇA PREJUDICADA. DANO
EXTRAPATRIMONIAL CARACTERIZADO.
1. Demanda indenizatória movida contra empresa especializada em coleta e armazenagem de
células tronco embrionárias, em face da falha na prestação de serviço caracterizada pela ausência
de prepostos no momento do parto.
2. Legitimidade do recém nascido, pois "as crianças, mesmo da mais tenra idade, fazem jus à
proteção irrestrita dos direitos da personalidade, entre os quais se inclui o direito à integralidade
mental, assegurada a indenização pelo dano moral decorrente de sua violação" (REsp. 1.037.759/RJ,
Rel. Min. Nancy Andrighi, TERCEIRA TURMA, julgado em 23/02/2010, DJe 05/03/2010).
3. A teoria da perda de uma chance aplica-se quando o evento danoso acarreta para alguém a
frustração da chance de obter um proveito determinado ou de evitar uma perda.
4. Não se exige a comprovação da existência do dano final, bastando prova da certeza da chance
perdida, pois esta é o objeto de reparação.
5. Caracterização de dano extrapatrimonial para criança que tem frustrada a chance de ter suas
células embrionárias colhidas e armazenadas para, se for preciso, no futuro, fazer uso em tratamento
de saúde.
6. Arbitramento de indenização pelo dano extrapatrimonial sofrido pela criança prejudicda.
7. Doutrina e jurisprudência acerca do tema.
8. RECURSO ESPECIAL PROVIDO.
(REsp 1291247/RJ, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em
19/08/2014, DJe 01/10/2014)
Gabarito: Letra D.

29. (FCC / TCE-CE 2015)

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Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei,
ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza,
risco para os direitos de outrem.
Esse enunciado aplica-se à responsabilidade
(A) Objetiva, na modalidade de risco atividade, que admite as excludentes de responsabilidade da
culpa exclusiva da vítima e do caso fortuito ou força maior.
(B) Objetiva, na modalidade de risco criado, que não admite excludentes de responsabilidade, a não
ser a culpa exclusiva da vítima.
(C) Subjetiva, na modalidade de culpa presumida pela atividade, com excludentes de culpa exclusiva
da vítima e caso fortuito ou força maior.
(D) Objetiva, na modalidade de risco integral e, portanto, sem excludentes de responsabilidade
possíveis.
(E) Objetiva, na modalidade de risco administrativo, que admite somente o caso fortuito ou força
maior como excludente de responsabilidade.

Comentários:
A
De acordo com o Código Civil:
Art. 927. Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa,
nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do
dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
O parágrafo único do art. 927 é taxativo quando diz que haverá casos onde não se cogita a culpa do
agente, são hipóteses em que o dano é reparável mesmo sem o fundamento da culpa
(responsabilidade objetiva), baseando-se simplesmente no risco objetivamente considerado.
Neste caso, de responsabilidade sem culpa, é preciso esclarecer que o perigo deve resultar do
exercício da atividade e não do comportamento do agente. A atividade é lícita, mas causa perigo a
outrem.
H , independentemente de culpa, nos ¹casos especificados em
lei, ou ²quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua
natureza, risco
São duas as situações da chamada responsabilidade objetiva:
Casos especificados em lei
Atividade que por sua natureza implique risco ao direito de outro.

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Segundo Caio Mario da Silva Pereira13: N -se a teoria do risco


proclamando ser de melhor justiça que todo aquele que disponha de um conforto oferecido pelo
progresso ou que realize um empreendimento portador de utilidade ou prazer, deve suportar os
riscos a que exponha os outros
A teoria do risco muda o foco, que até antão estava localizado na culpa. Agora a responsabilidade
baseia-se no risco. A culpa não é substituída apenas deixa de ser o principal elemento a ser
observado.
Gabarito: Letra A.

30. (FCC / TJ-RR 2015)


Os menores Joaquim, com dezessete anos e João, com dezesseis anos de idade, causaram lesões
corporais em um transeunte, quando praticavam esporte violento, tendo o pai deles, Manoel, sido
condenado a pagar os danos. Nesse caso, Manoel
(A) Só poderá reaver de João, depois que ele atingir a maioridade, metade do que pagou, porque
era relativamente incapaz quando praticou o ato ilícito.
(B) Não poderá reaver dos filhos o que pagou a título de indenização, mesmo depois de eles
atingirem a maioridade.
(C) Poderá reaver de ambos o que pagou a título de indenização, mas não incidirá correção
monetária, nem vencerão juros, até que cada um deles atinja a maioridade.
(D) Não poderá reaver o que pagou a título de indenização, mas esses filhos terão de trazer à colação
o que o pai despendeu, se houver outro irmão, a fim de se igualarem as legítimas.
(E) Poderá reaver de ambos os filhos o que pagou a título de indenização com correção monetária,
mas sem acréscimo de juros, mesmo depois que atingirem a maioridade.

Comentários:
A
De acordo com o Código Civil:
Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele
por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente
incapaz.
Gabarito: Letra B.

31. (FCC / TJ-PE 2015)

13
Caio Mario da Silva Pereira, Instituições de direito Civil, volume I, 25 ed., pág. 560.

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Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa,


(A) Sempre que o juiz, verificando a hipossuficiência da vítima, inverter o ônus da prova.
(B) Apenas quando o dano for ocasionado por agente público ou preposto de empresa
concessionária de serviço público, no exercício de seu trabalho.
(C) Quando a lei não estabelecer que a hipótese se regula pela responsabilidade civil subjetiva.
(D) Quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza,
risco para os direitos de outrem.
(E) Somente nos casos especificados em lei.

Comentários:
A
De acordo com o Código Civil:
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-
lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos
especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar,
por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
Gabarito: Letra D.

32. (FCC / MANAUSPREV 2015)


Analise as proposições abaixo, a respeito da responsabilidade civil:
I. O médico, em regra, responde civilmente somente se o autor da ação fizer prova de dolo ou culpa.
II. O pai é objetivamente responsável pelos danos decorrentes de culpa do filho menor que estiver
sob sua autoridade e companhia.
III. Não se responsabiliza o incapaz se os seus responsáveis tiverem obrigação de fazê-lo e
dispuserem de meios suficientes para tanto.
Está correto o que se afirma em
(A) I e III, somente.
(B) III, somente.
(C) I, II e III.
(D) I e II, somente.
(E) II e III, somente.

Comentários:

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A afirmativa I está correta.


De acordo com o Código Civil:
Art. 951. O disposto nos arts. 948, 949 e 950 aplica-se ainda no caso de indenização devida por aquele
que, no exercício de atividade profissional, por negligência, imprudência ou imperícia, causar a morte
do paciente, agravar-lhe o mal, causar-lhe lesão, ou inabilitá-lo para o trabalho.

A afirmativa II está correta.


De acordo com o Código Civil:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de
sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.

A afirmativa III está correta.


De acordo com o Código Civil:
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não
tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.
Gabarito: Letra C.

33. (FCC / TRE-RR 2015)


Durante as eleições para Governador do Estado realizadas no ano de 2014, Simone, de 16 anos de
idade, pegou escondido da família o carro de seu pai, João, para fazer propaganda com seus amigos
de seu candidato preferido. Durante o percurso, Simone atropelou uma família matando um homem
de cinquenta anos de idade ao invadir uma loja de alimentos. Neste caso, de acordo com o Código
Civil brasileiro, João
(A) Responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha e poderá reaver de Simone o valor
total que pagar pelo ressarcimento do dano causado.
(B) Não responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha uma vez que ela é relativamente
incapaz.
(C) Responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha mas não poderá reaver de Simone o
que pagar pelo ressarcimento do dano causado.
(D) Responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha e poderá reaver de Simone somente
50% do valor total que pagar pelo ressarcimento do dano causado.
(E) Só responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha se esta não possuir patrimônio
pessoal.

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Comentários:
A
De acordo com o Código Civil:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;
Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele
por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente
incapaz.
Gabarito: Letra C.

34. (FCC / SEFAZ-PE 2015)


O titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim
econômico ou social
(A) Comete ato ilícito, consubstanciado em abuso do direito, sujeitando-se à responsabilidade civil.
(B) Não comete ato ilícito, mas, apenas, viola regra moral, sem consequências jurídicas.
(C) Não comete ato ilícito, mas se sujeita à responsabilidade civil de natureza objetiva.
(D) Comete ato ilícito, sujeitando-se a sanções administrativas, mas não à responsabilidade civil.
(E) Comete abuso do direito, que a lei não reputa ato ilícito para fins indenizatórios.

Comentários:
A
De acordo com o Código Civil:
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente
os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-
lo.
Neste sentido, temos o enunciado 37 da I Jornada de Direito Civil do Conselho Nacional de Justiça:
Art. 187. A responsabilidade civil decorrente do abuso de direito independe de culpa, e fundamenta-
se somente no critério objetivo- .
Gabarito: Letra A.

35. (FCC / SEFAZ-PE 2015)

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José propôs, contra João, ação de indenização, alegando danos morais por este tê-lo caluniado. José
e João morreram no curso do processo. Nesse caso,
(A) O processo terá de ser extinto, porque o direito e a obrigação que se discutem são
intransmissíveis.
(B) O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança.
(C) Extingue-se o direito à indenização se o autor morrer primeiro, porque a ação é personalíssima.
(D) Extingue-se o direito à indenização se o réu morreu primeiro, porque a pena não pode passar da
pessoa do ofensor.
(E) O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la não se transmitem com as respectivas
heranças, exceto se ocorrer comoriência.

Comentários:
Aa
De acordo com o Código Civil:
Art. 943. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança.
Gabarito: Letra B.

36. (FCC / SEFAZ-PI 2015)


Raul, dirigindo em alta velocidade, abalroou o veículo de Daniel, que ajuizou ação de indenização. A
responsabilização de Raul se dará mediante comprovação de
(A) Dano, nexo de causalidade e culpa, na modalidade subjetiva.
(B) Dano e nexo de causalidade, na modalidade objetiva.
(C) Dano e nexo de causalidade, na modalidade subjetiva.
(D) Dano, nexo de causalidade e culpa, na modalidade objetiva.
(E) Dano apenas, na modalidade objetiva.

Comentários:
A
Trata-se de responsabilidade subjetiva.

São elementos necessários a configuração do ato ilícito:

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³Nexo de causalidade entre:


¹Violação de direito ²Ocorrência do dano
Gabarito: Letra A.

37. (FCC / TCM-GO 2015)


No direito brasileiro, a responsabilidade civil é
(A) Tanto subjetiva como objetiva, nesse último caso enquadrando-se a responsabilidade do
profissional liberal e dos fornecedores de produtos e serviços.
(B) Sempre subjetiva, com a necessidade de compro- vação de imprudência, negligência ou
imperícia, além do nexo causal e dano.
(C) Objetiva, em regra, na modalidade de risco atividade, configurando-se independentemente de
culpa.
(D) Subjetiva, em regra, implicando a necessidade de prova da ação ou omissão voluntária, nexo
causal, culpa e dano.
(E) É sempre objetiva, na modalidade de risco criado ou risco atividade, sem necessidade de
demonstração de imprudência, negligência ou imperícia.

Comentários:
A
Responsabilidade subjetiva que é a teoria clássica e pressupõe a culpa em sentido amplo como
elemento necessário, como fundamento, para a responsabilização civil.

São elementos necessários a configuração do ato ilícito:


³Nexo de causalidade entre:
¹Violação de direito ²Ocorrência do dano
Gabarito: Letra D.

38. (FCC / TRT - 24ª REGIÃO 2014)


A atriz Maria, ao atravessar a rua, em local proibido, foi atropelada por um carro, cujo motorista não
tinha habilitação para dirigir e que trafegava em velocidade incompatível com aquele local. Do
acidente resultaram cicatrizes que lhe comprometeram a formosura, tendo perdido trabalhos
durante alguns meses. Neste caso, poderá pleitear

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(A) Apenas indenização por danos materiais, porque de acidentes de veículo não se podem extrair
danos morais, e os estéticos só serão indenizáveis quando, também, se reconhecerem danos morais.
(B) Somente metade da indenização dos dias em que ficou sem trabalhar e que, comprovadamente,
não lhe tiverem sido ressarcidos pelo empregador, por seguro privado ou pela previdência social, já
levando em consideração a culpa recíproca.
(C) Indenização por danos materiais, morais e estéticos cumulativamente, mas o juiz deverá, ao fixar
a indenização, ter em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.
(D) Apenas indenização por danos materiais e morais ou, alternativamente, por danos materiais e
estéticos, mas o juiz deverá, ao fixar a indenização, ter em conta a gravidade de sua culpa em
confronto com a do autor do dano.
(E) Indenização por danos materiais, morais e estéticos, cumulativamente, mas o juiz não poderá
levar em conta a culpa da vítima, porque o motorista não possuía habilitação para dirigir.

Comentários:
A
Trata-se de culpa concorrente:
De acordo com o Código Civil:
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será
fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.
Súmula 387 do STJ: É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral.
Gabarito: Letra C.

39. (FCC / TJ-AP 2014)


André, motorista não profissional, colidiu seu veículo com o de Isaac, que o acionou judicialmente.
A responsabilidade de André é
(A) Subjetiva, dependendo da comprovação de culpa, além de nexo de causalidade e dano.
(B) Subjetiva, dependendo apenas da comprovação de nexo de causalidade e dano.
(C) Objetiva, dependendo da comprovação de culpa, além de nexo de causalidade e dano.
(D) Objetiva, dependendo apenas da comprovação de nexo de causalidade e dano.
(E) Objetiva, dependendo apenas da comprovação do dano.

Comentários:
A

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Responsabilidade subjetiva que é a teoria clássica e pressupõe a culpa em sentido amplo como
elemento necessário, como fundamento, para a responsabilização civil.

São elementos necessários a configuração do ato ilícito:


³Nexo de causalidade entre:
¹Violação de direito ²Ocorrência do dano
Gabarito: Letra A.

40. (FCC / TJ-AP 2014)


Caio, menor impúbere, sob autoridade e companhia de Roberto, foi atingido por um veículo
desgovernado enquanto andava de bicicleta. Com o impacto, foi lançado sobre um ponto de ônibus,
atingindo Maria, que sofreu lesões corporais. Caio sobreviveu ao acidente. Em razão dos danos que
experimentou, Maria ajuizou ação contra Roberto, que no caso concreto
(A) Possui responsabilidade objetiva, porque Caio estava sob sua autoridade e companhia.
(B) Não possui responsabilidade, pois Caio não praticou o ato causador de dano.
(C) Possui responsabilidade subjetiva, havendo presunção de culpa de Roberto porque Caio estava
sob sua autoridade e companhia.
(D) Somente possuirá responsabilidade se os bens de Caio forem insuficientes para compensar
Maria.
(E) Possui responsabilidade subjetiva, cabendo a Maria provar culpa de Roberto pela falha na
vigilância de Caio.
Comentários:
A al
No caso apresentado na questão Roberto não vai ser responsabilizado pois Caio não praticou a ação.
Gabarito: Letra B.

41. (FCC / DPE-CE 2014)


A Q B M L C empresa,
chocou-se com veículo de Thiago, causando- E Q
B M L C
(A) Objetivamente, desde que se comprove que este agiu com culpa.
(B) Objetivamente, pela teoria do risco integral.

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(C) Subjetivamente, independentemente de prova de que este agiu com culpa.


(D) Objetivamente, independentemente de prova de que este agiu com culpa.
(E) Subjetivamente, desde que se comprove que este agiu com culpa.

Comentários:
A
Trata-se de responsabilidade objetiva.
De acordo com o Código Civil:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho
que lhes competir, ou em razão dele;
No entanto, para que a empresa responda Carlos deve ter praticado o ato.
Gabarito: Letra A.

42. (FCC / TJ-CE 2014)


Entre os poderes do juiz, ao fixar a indenização por responsabilidade civil extracontratual, acha-se o
de
(A) Impor a pessoa incapaz, qualquer que seja a sua situação econômica ou financeira, condenação
a indenizar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem
de meios suficientes.
(B) Desconsiderar, em qualquer hipótese, a sentença absolutória proferida no Juízo criminal.
(C) Desconsiderar a circunstância de a vítima ter concorrido culposamente para o evento danoso.
(D) Reduzir, equitativamente, a indenização, se houver excessiva desproporção entre a gravidade da
culpa e o dano produzido.
(E) Reconhecer a responsabilidade objetiva do causador do dano discricionariamente, segundo as
circunstâncias do evento danoso.

Comentários:
A
De acordo com o Código Civil:
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis ¹não
tiverem obrigação de fazê-lo ou ²não dispuserem de meios suficientes.
Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não terá lugar se
privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.

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A
De acordo com o Código Civil:
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre
a ¹existência do fato, ou ²sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas
no juízo criminal.

A
De acordo com o Código Civil:
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será
fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.

A
De acordo com o Código Civil:
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o
juiz reduzir, equitativamente, a indenização.

A
O juiz não reconhecerá a responsabilidade objetiva de modo discricionário, mas sim, de acordo com
a Lei, mais precisamente com o art. 932.
Gabarito: Letra D.

43. (FCC / TRT - 19ª REGIÃO 2014)


A fim de justificar o alto preço de imóvel, João afirma a José que o terreno possui linda vista para o
mar. Convencido por tal argumento, José compra o imóvel, pagando o preço pedido por João. Cerca
de ano e meio depois, embora sem o objetivo de prejudicar José, e não obstante não tivesse tal
intenção quando realizou a venda, João adquire o terreno da frente e edifica prédio que retira de
José a vista para o mar. João cometeu ato
(A) Lícito, pois não teve o objetivo de prejudicar José.
(B) Ilícito, pois, ao quebrar a expectativa que havia incutido em José, ofendeu os limites impostos
pela boa-fé objetiva.
(C) Ilícito, pois a lei proíbe que o vendedor construa nas proximidades do imóvel alienado pelo prazo
de 5 anos.
(D) Lícito, pois está amparado pelo direito de propriedade.

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(E) Lícito, pois não tinha intenção de comprar o terreno da frente quando da realização da venda.

Comentários:
A
O abuso de direito consiste em um ato jurídico de objeto lícito, mas cujo exercício não observa os
limites que são impostos. Desta forma, o agente exercita um direito seu, mas exorbita seus limites
e acaba por desviar-se dos fins sociais para os quais estava voltado este direito.
O ato em si é lícito, mas perderá esta licitude (tornando-se ilícito) na medida de sua execução.
De acordo com o Código Civil:
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede
manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons
costumes.
Além do mais temos os seguintes Enunciados do STJ :
362 Art. 422. A vedação do comportamento contraditório (venire contra factum proprium) funda-
se na proteção da confiança, tal como se extrai dos arts. 187 e 422 do Código Civil.
363 Art. 422. Os princípios da probidade e da confiança são de ordem pública, estando a parte
lesada somente obrigada a demonstrar a existência da violação.
Gabarito: Letra B.

44. (FCC / TJ-AP 2014)


O empregador responde civilmente pelos atos praticados por seus empregados no exercício dos
trabalhos que lhes competir,
(A) Mesmo que o empregado tenha sido absolvido em processo criminal, no qual tenha ficado
provado não ser ele o autor do ato ilícito.
(B) Apenas se tiver sido negligente na escolha do empregado ou sobre ele não exerceu vigilância.
(C) Ainda que não tenha agido com culpa, na escolha ou na vigilância do empregado.
(D) Em qualquer circunstância, porque a responsabilidade civil do patrão é sempre objetiva.
(E) Somente se o empregado for condenado em processo criminal.

Comentários:
A
De acordo com o Código Civil:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:

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III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do


trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de
sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.
Desta forma, o empregador responde civilmente pelos atos praticados por seus empregados no
exercício dos trabalhos que lhes competir, ainda que não tenha agido com culpa, na escolha ou na
vigilância do empregado.
Gabarito: Letra C.

45. (FCC / TRT 18ª REGIÃO 2014)


Embora preso em canil que respeitou todas as normas técnicas de construção, Átila, cão da raça
pastor alemão, pertencente a Cássio, consegue pulá-lo e morde gravemente o vizinho, Fábio, que
na ocasião conversava com Cássio no quintal do imóvel, ao lado do canil. Nessas circunstâncias,
(A) Cássio é responsável objetivo pelas lesões causadas, pelo só fato da coisa, inexistentes causas
excludentes na hipótese formulada.
(B) Nenhuma responsabilidade aquiliana cabe a Cássio, haja vista culpa exclusiva da vítima, Fábio,
consistente em estar ao lado do canil por ocasião dos fatos.
(C) A responsabilidade de Cássio e Fábio é de igual intensidade, caracterizada culpa concorrente de
Fábio por estar ao lado do canil quando dos fatos.
(D) Nenhuma responsabilidade cabe a Cássio, que agiu diligentemente, sem culpa, ao construir o
canil de acordo com as normas técnicas pertinentes.
(E) Nenhuma responsabilidade cabe a Cássio, já que o ocorrido equiparou-se a caso fortuito ou força
maior, tendo em vista o canil ter sido construído de modo adequado.

Comentários:
A
De acordo com o Código Civil:
Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da
vítima ou força maior.
E também Enunciado nº 452 da V Jornada de Direito Civil:
452 Art. 936: A responsabilidade civil do dono ou detentor de animal é objetiva, admitindo-se a
excludente do fato exclusivo de terceiro.
Gabarito: Letra A.

46. (FCC / TRT 2ª REGIÃO 2014)

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No C “ ) L denúncias graves
A Ó
seu movimento de clientes caiu por volta de 50%. Meses mais tarde, prova-se que as denúncias eram
falsas, mas parte da clientela jamais retornou.
Nessas circunstâncias, poderá o advogado do restaurante, ao acionar o jornal,
(A) Pleitear apenas danos materiais, pois os danos morais são cabíveis exclusivamente às pessoas
naturais ou físicas, inexistindo atributos da personalidade às pessoas jurídicas nesse sentido.
(B) Pleitear tanto danos materiais, pelo que o restaurante deixou de lucrar, como danos morais, pois
pessoas jurídicas também possuem atributos da personalidade e, no caso, foi lesada sua honra
objetiva.
(C) Pleitear apenas danos morais, pela lesão à honra objetiva da pessoa jurídica, que, no caso,
englobam os danos materiais, não podendo ser cumulados.
(D) Pleitear danos materiais por lucros cessantes e por danos emergentes, bem como danos morais
por lesão à honra objetiva e subjetiva da pessoa jurídica.
(E) Nada poderá fazer, judicialmente, pois o direito de crítica jornalística é amplo, não respondendo
o jornal pela falsidade posteriormente verificada da notícia que fez veicular, ainda que em editorial
que explicite seu posicionamento sobre a matéria.

Comentários:
A
Lembre-se da Súmula 227, que diz:

Porém, atente que o dano moral será objetivo, relativo a atributos sujeitos à valoração
extrapatrimonial da sociedade, como o bom nome, por exemplo.
Gabarito: Letra B.

47. (FCC / TRT 2ª REGIÃO 2014)


Carlinhos, de quatorze anos de idade, para vingar-se de uma surra que levou do irmão de Caio, de
apenas seis anos, bate neste até machucá-lo gravemente. Caio é hospitalizado e, ao fim da
internação, os gastos montam R$ 10.000,00, suportados por seus pais, que querem agora ser
indenizados do que despenderam. Considerando que Carlinhos vive com seus pais, o advogado dos
pais de Caio
(A) Poderá propor ação somente contra Carlinhos, pois o ato envolveu dois menores, absolutamente
incapazes, sem qualquer envolvimento dos pais de Caio ou de Carlinhos.
(B) Poderá propor ação somente contra os pais de Carlinhos, pois este, sendo absolutamente
incapaz, não responde judicialmente por seus atos.

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(C) Poderá propor ação tanto contra os pais de Carlinhos como contra ele próprio, direta e
solidariamente, sem restrições quanto à responsabilidade patrimonial de ambos, dada a natureza
do ilícito cometido.
(D) Poderá propor ação tanto contra os pais de Carlinhos como contra o próprio Carlinhos, que
apesar de ser absolutamente incapaz responderá equitativamente com seu próprio patrimônio se
os recursos de seus pais não forem suficientes, só não podendo ser privado do necessário, a si ou às
pessoas que dele dependem.
(E) Não terá como propor ação indenizatória alguma contra Carlinhos ou contra seus pais, já que,
sendo Carlinhos absolutamente incapaz, a questão resolvesse, exclusivamente, pelo Estatuto da
Criança e do Adolescente, sem implicações indenizatórias civis.

Comentários:
A
De acordo com o Código Civil:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis ¹não
tiverem obrigação de fazê-lo ou ²não dispuserem de meios suficientes.
Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não terá lugar se
privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.
Gabarito: Letra D.

48. (FCC / SABESP 2014)


Responde objetivamente, em regra,
(A) O partido político, por quaisquer atos de seus agentes ou representantes.
(B) O prestador de serviços, independentemente da natureza do serviço prestado.
(C) Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral.
(D) O Município, pelos danos que seus agentes causarem a terceiros no exercício da respectiva
função pública.
(E) O agente público que, em serviço ou fora dele, causar dano a particulares, mesmo que o dano
não tenha ocorrido no exercício de sua função.

Comentários:
A

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A responsabilidade do Estado é OBJETIVA fundada na Teoria do Risco, assim, em regra, o Município


responderá objetivamente, pelos danos que seus agentes causarem a terceiros no exercício da
respectiva função pública.
Gabarito: Letra D.

49. (FCC / PREF. DE CUIABÁ 2014)


Aracy hospedou-se no Hotel Bela Vista e levou consigo um poodle aparentemente inofensivo. Este,
porém, fugiu do quarto de Aracy, por descuido dela, e atacou os pés de Ana Tereza, causando-lhe
rompimento de tendão. Ana Tereza poderá pedir indenização contra
(A) Aracy, que responde objetivamente pelos danos causados pelo animal, e contra o Hotel Bela
Vista, que responde subjetivamente por seus hóspedes.
(B) Aracy, que responde objetivamente pelos danos causados pelo animal, e contra o Hotel Bela
Vista, que responde objetivamente por seus hóspedes
(C) Aracy, que responde subjetivamente pelos danos causados pelo animal, mas não contra o Hotel
Bela Vista, que não teve culpa pelo incidente.
(D) O Hotel Bela Vista, apenas, por se tratar de relação de consumo.
(E) Aracy, que responde objetivamente pelos danos causados pelo animal, mas não contra o Hotel
Bela Vista, que não teve culpa pelo incidente.

Comentários:
A
Tanto a responsabilidade de Aracy quanto a do Hotel será objetiva, de acordo com o arts. 932, IV;
933 e 936 do CC/2002:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro,
mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de
sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.
Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da
vítima ou força maior.
Gabarito: Letra B.

50. (FCC / TRF 3ª REGIÃO 2014)


Considere as seguintes situações hipotéticas:

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I. Mario, dezessete anos de idade, escondido de seu pai, Golias, pegou a chave do carro da família e
atropelou Xisto.
II. Fabiana, dezesseis anos de idade, com a permissão de sua mãe, Maria, que lhe entregou as chaves
do veículo da família, dirigiu alcoolizada e colidiu o referido veículo com a moto de Fabrício.
III. C CC “ M
Fátima, ferindo-a.
IV D AA N
quarto, no qual estava hospedado, vasos, um abajur e um lustre, ferindo Simone, uma transeunte.
De acordo com o Código Civil brasileiro, responderão pelos atos praticados pelos terceiros
mencionados nas situações hipotéticas,
(A) Golias, Maria e Carlos, apenas.
(B) Maria, Carlos e Diogo, apenas.
(C) Maria e Diogo, apenas.
(D) Golias, Maria, Carlos e Diogo.
(E) Carlos e Diogo, apenas.

Comentários:
A

Todos os casos descritos na questão se enquadram no art. 932:


Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;
II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições;
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho
que lhes competir, ou em razão dele;
IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro,
mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;
V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia.
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de
sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.
Gabarito: Letra D.

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9.2 LISTA DE QUESTÕES

1. (FCC / DPE-AP 2018)


Sobre responsabilidade civil, considere as assertivas a seguir:
I. O incapaz que venha a causar dano tem responsabilidade subsidiária e condicional para a
reparação.
II. A atualização monetária do valor da indenização por danos materiais deve incidir a partir da data
do ajuizamento da ação.
III. A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral, independentemente de prova
do prejuízo sofrido pela vítima.
IV. O sujeito que, em estado de necessidade, causa prejuízo a terceiro, é isento de responsabilidade
pelo dano, em virtude da excludente de ilicitude.
Diante da legislação em vigor e do entendimento predominante no Superior Tribunal de Justiça, está
correto o que se afirma APENAS em
(A) II e IV.
(B) I e IV.
(C) I, II e III.
(D) I e III.
(E) III e IV.

2. (FCC / DPE-AM 2018)


Gabriel manobra seu carro em ré e, por breve e leve distração, encosta o veículo em Dona Olímpia,
de setenta anos de idade, que se desequilibra, cai e morre ao bater a cabeça no meio-fio. Já Rafael
dirige um Porsche a 120 km por hora na zona urbana, desrespeita faixa de pedestres e atropela a
jovem Renata, de vinte anos, matando-a. Examinando ambos os casos, as consequências jurídicas
(A) serão diferentes, não em razão do grau diverso de culpa dos motoristas ofensores, mas porque
uma das vítimas era maior de sessenta anos e, como idosa, sua família receberá valor mais vultoso,
pela proteção integral devida ao idoso.
(B) serão as mesmas, pois é indiferente o grau de culpa dos agentes se a extensão do dano é a
mesma, em ambos os casos tendo ocorrido a morte das vítimas.
(C) poderão ser diferentes, uma vez que, embora a indenização se meça pela extensão do dano, que
é o mesmo, se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, o Defensor
poderá pleitear a redução equitativamente a indenização cabível.
(D) serão as mesmas pela natureza e circunstâncias dos fatos, ambos envolvendo a direção de
veículos automotores, o que implica iguais indenizações.

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(E) serão diferentes porque uma das vítimas tinha somente vinte anos de idade e, portanto,
expectativa de maior tempo futuro de vida, o que implica indenização mais vultosa à sua família,
pelos lucros cessantes e danos morais de maior intensidade, mas a gravidade da culpa é
absolutamente irrelevante para a fixação da indenização.

3. (FCC / DPE-AM 2018)


Quanto ao dano moral, considere:
I. A pessoa jurídica pode sofrer dano moral.
II. A correção monetária do valor da indenização do dano moral incide desde a data do evento
danoso.
III. Não caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado.
IV. O contrato de seguro por danos pessoais compreende os danos morais, salvo cláusula expressa
de exclusão.
Corresponde a entendimentos sumulados pelo Superior Tribunal de Justiça o que se afirma APENAS
em
(A) II e III.
(B) I e III.
(C) I e IV.
(D) II e IV.
(E) I e II.

4. (FCC / TRT - 21ª REGIÃO 2017)


Em ação penal promovida pelo Ministério Público, Paulo foi definitivamente condenado à pena de
um mês de detenção pela prática de crime de dano, por ter dolosamente destruído aparelho celular
pertencente a Regina. Em seguida, Regina ajuizou contra Paulo ação de indenização por perdas e
danos por conta desse mesmo fato. Nessa ação, de acordo com o Código Civil,
(A) não se poderá mais questionar sobre a existência do fato, mas será admitida a contestação sobre
a sua autoria, pois a responsabilidade civil é independente da criminal.
(B) não se poderá mais questionar sobre a existência do fato nem sobre a sua autoria, pois a
responsabilidade civil é dependente e subordinada à criminal.
(C) poderá se questionar tanto sobre a existência do fato quanto sobre sua autoria, pois a
responsabilidade civil é independente da criminal.
(D) não se poderá mais questionar sobre a existência do fato nem sobre sua autoria, em que pese a
responsabilidade civil seja independente da criminal.
(E) poderá se questionar tanto sobre a existência do fato quanto sobre sua autoria, em que pese a
responsabilidade civil seja dependente e subordinada à criminal.

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5. (FCC / PROCON-MA 2017)


Sobre a responsabilidade civil, segundo o Código Civil brasileiro, é correto afirmar:
(A) Exige sempre que a culpa do ofensor seja provada, mesmo nos casos de responsabilidade
objetiva por atos perigosos à coletividade.
(B) Nunca atinge o incapaz, mas somente seu representante legal ou judicial, por não ter o incapaz
discernimento quanto à prática dos atos da vida civil.
(C) Os empresários individuais e as empresas respondem, apenas se provada sua culpa, pelos danos
causados pelos produtos postos em circulação no mercado consumidor.
(D) Pode dar-se objetivamente, isto é, independentemente de culpa do ofensor, por exemplo
quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco
para os direitos de outrem.
(E) O direito de exigir reparação pelos danos causados e a obrigação de ressarci-los nunca se
transmitem com a herança, pois são personalíssimos.

6. (FCC / TRT - 11ª REGIÃO 2017)


Um empregado de João causou culposamente o atropelamento de um pedestre, causando-lhe
ferimentos. Luiza esqueceu a panela no fogo e causou incêndio na casa de sua empregadora. O filho
menor de Pedro, que estava sob sua autoridade e em sua companhia, arremessou um objeto contra
outro menor, ferindo-o. A responsabilidade de João, de Luiza e de Pedro pela reparação civil é
(A) objetiva.
(B) subjetiva, objetiva e objetiva, respectivamente.
(C) objetiva, objetiva e subjetiva, respectivamente.
(D) objetiva, subjetiva e objetiva, respectivamente.
(E) subjetiva.

7. (FCC / TRT - 20ª REGIÃO 2016)


Gabriel, pessoa menor de 16 anos, lançou pedras no veículo de Rogério, causando-lhe danos
materiais. No momento do ato ilícito, Gabriel estava sob a autoridade e companhia de seu pai,
Arnaldo. Rogério ajuizou ação contra Arnaldo, que
(A) Responde objetivamente pelo ato de Gabriel e não tem direito de regresso contra o filho, que é
pessoa absolutamente incapaz.
(B) Responde subjetivamente pelo ato de Gabriel e tem direito de regresso contra o filho, que é
pessoa relativamente incapaz.
(C) Não responde pelo ato de Gabriel, tendo em vista que a responsabilidade civil é pessoal e
intransferível.

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(D) Responde objetivamente pelo ato de Gabriel e tem direito de regresso contra o filho, que deverá
ressarci-lo quando atingir a maioridade civil.
(E) Responde subjetivamente pelo ato de Gabriel e não tem direito de regresso contra o filho, que é
pessoa absolutamente incapaz.

8. (FCC / SEGEP-MA 2016)


Considere as proposições abaixo, sobre a exclusão da responsabilidade civil:
I. A responsabilidade civil do Estado por atos comissivos de seus agentes não admite causa de
exclusão.
II. A culpa exclusiva da vítima afasta o elemento culpa, porém não o nexo de causalidade e a
obrigação de indenizar.
III. O caso fortuito e a força maior nem sempre excluem a responsabilidade pelo dano.
IV. Não constitui ilícito, e por isto não enseja a responsabilização civil, o exercício de direito
reconhecido, ainda que exercido de maneira antifinalística, excedendo manifestamente os limites
impostos por seu fim e econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I, II e III.
(B) I e II.
(C) II e III.
(D) III.
(E) I, III e IV.

9. (FCC / PREFEITURA DE TERESINA-PI 2016)


A respeito da responsabilidade civil, é correto afirmar:
(A) Caso o ato ilícito seja causado por agente incapaz, este poderá responder com o seu próprio
patrimônio pelos danos que causou, de forma subsidiária em relação aos seus pais, tutores ou
curadores.
(B) O dano moral tem natureza personalíssima, de modo que a legitimidade para pleitear a sua
reparação é exclusivamente daquele diretamente ofendido pelo ato ilícito, vedado no ordenamento
jurídico brasileiro o dano moral por ricochete.
(C) A jurisprudência predominante no Superior Tribunal de Justiça sustenta que a quebra de um
contrato gera dano moral presumido (in re ipsa).
(D) Na responsabilidade civil subjetiva, o valor da indenização deve se medir pela extensão do dano
causado, de modo que é irrelevante o grau de culpa para fins de fixação do montante da indenização.

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(E) O caso fortuito e a força maior são excludentes da responsabilidade civil subjetiva, pois afastam
a culpa genérica (lato sensu) e, assim, não se aplicam às hipóteses em que a lei impõe a
responsabilidade civil objetiva.

10. (FCC / PREFEITURA DE TERESINA-PI 2016)


A respeito da responsabilidade civil, considere:
I. Não são cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato.
II. A desproporção excessiva entre a gravidade da culpa e o dano permite ao juiz reduzir
equitativamente a indenização.
III. A responsabilidade decorrente de abuso de direito é objetiva.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) II e III.
(C) I e III.
(D) I.
(E) II.

11. (FCC / PGE-MT 2016)


Marcelo exerce, com habitualidade, atividade que, por sua natureza, implica risco para os direitos
de outrem. Se desta atividade advier dano, Marcelo responderá de maneira
(A) Subjetiva, não sendo necessária a comprovação do elemento culpa, mas se exigindo, em regra,
a existência de nexo de causalidade.
(B) Subjetiva, a qual exige, em regra, a comprovação de nexo de causalidade e culpa.
(C) Objetiva, não sendo necessária, em regra, a comprovação dos elementos culpa ou nexo de
causalidade.
(D) Objetiva, não sendo necessária a comprovação do elemento culpa, mas se exigindo, em regra, a
existência de nexo de causalidade.
(E) Objetiva, a qual exige, em regra, a comprovação de nexo de causalidade e culpa.

12. (FCC / PREFEITURA DE SÃO LUIZ-MA 2016)


No que concerne à responsabilidade civil,
(A) O enriquecimento sem justa causa confunde-se com o enriquecimento ilícito.
(B) O sistema civil em vigor não contempla hipóteses de responsabilidade objetiva, somente
subjetiva.

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(C) A caracterização do caso fortuito ou da força maior no âmbito civil é a mesma para as relações
de consumo.
(D) O dano moral abrange a indenização pelo mero desgosto ou frustração.
(E) O Código Civil de 2002 adotou a gradação da culpa como critério de redução da indenização.

13. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO 2016)


Marcelo praticou crime de roubo contra um supermercado, subtraindo R$ 10.000,00, dos quais doou
R$ 2.000,00 a seu irmão José. Descoberta a autoria do crime, bem como a ocorrência da doação, o
supermercado ajuizou ação de indenização contra Marcelo e contra José, visando à reparação do
dano. José
(A) Responderá apenas se comprovada culpa, até a quantia de R$ 2.000,00.
(B) Responderá, de maneira objetiva, até a quantia de R$ 2.000,00.
(C) Responderá, de maneira objetiva, até a quantia de R$ 10.000,00.
(D) Não responderá por nenhuma quantia, ainda que proveniente de ilícito.
(E) Responderá, apenas se comprovada culpa, até a quantia de R$ 10.000,00.

14. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO 2016)


João e Rodrigo entraram em luta corporal depois de uma discussão no trânsito. Sem que Rodrigo
pudesse se defender, João desferiu-lhe socos e pontapés, causando lesões corporais. Muito
machucado, Rodrigo representou pela persecução criminal e ajuizou ação de indenização. A
responsabilidade civil
(A) Independe da criminal, podendo ser rediscutida no juízo civil qualquer questão já decidida no
juízo criminal.
(B) Independe da criminal, mas, se João for absolvido, na ação penal, por falta de provas, Rodrigo
não poderá pleitear indenização na esfera civil.
(C) Depende da criminal, devendo o juiz extinguir a ação de indenização, sem resolução de mérito,
se ainda não tiver havido trânsito em julgado da decisão proferida na ação penal.
(D) Depende da criminal, devendo sempre o juiz suspender a ação de indenização até o julgamento
definitivo da ação penal.
(E) Independe da criminal, mas, se a existência do fato for decidida, em definitivo, no juízo criminal,
não poderá ser discutida novamente no juízo civil.

15. (FCC / PREF. DE CAMPINAS 2016)


Marcel abalroou o veículo de Henrique, que sofreu danos materiais. Visando à reparação do dano,
Henrique acionou direta e exclusivamente a seguradora de Marcel. De acordo com o Código Civil e
com jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça,

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(A) Não pode Henrique acionar direta e exclusivamente a seguradora.


(B) O Juiz deverá, de ofício, incluir no polo passivo da ação a pessoa de Marcel, o qual responderá,
solidariamente com a seguradora, pelos danos que houver causado culposamente a Henrique.
(C) A obrigação da seguradora é aferida independentemente da responsabilidade civil do segurado.
(D) A seguradora responderá de maneira objetiva, no âmbito de referida ação, se ficar comprovado
que Marcel agiu com culpa.
(E) A seguradora responderá de maneira objetiva, no âmbito de referida ação, independentemente
de prova de que Marcel agiu com culpa.

16. (FCC / TJ-PI 2015)


O incapaz
(A) Responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação
de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.
(B) Não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, em nenhuma hipótese, se a
incapacidade for absoluta.
(C) Não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, devendo suportá-los somente seus
responsáveis.
(D) Apenas responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem
obrigação de fazê-lo.
(E) Apenas responde com seus bens pelos prejuízos que causar, se a incapacidade cessar, ficando
até esse momento suspenso o prazo prescricional.

17. (FCC / TRT - 9ª REGIÃO 2015)


Em ação criminal, decidiu-se, por decisão transitada em julgado, que L desferiu um tapa em B. De
acordo com o Código Civil, no juízo cível, em ação na qual se busca a responsabilização civil de L,
(A) Poderá ser questionada a existência do fato e seu autor, independentemente da existência de
provas novas, pois a responsabilidade civil independe da criminal.
(B) Poderá ser questionada a existência do fato e seu autor, se houver provas novas.
(C) Poderá ser questionada a existência do fato, porém não seu autor, se houver provas novas.
(D) Não poderá ser questionada a existência de nenhum dos elementos para a responsabilização
civil.
(E) Não poderá ser questionada a existência do fato nem seu autor.

18. (FCC / TRT - 9ª REGIÃO 2015)

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N reside no décimo andar de um edifício, em apartamento do qual caiu um vaso de flor que acabou
por acertar Z, que sofreu danos. N será responsabilizado de maneira
(A) Subjetiva, independentemente de demonstração do elemento culpa.
(B) Objetiva, independentemente de demonstração do elemento culpa.
(C) Subjetiva, desde que demonstrado que agiu com culpa.
(D) Objetiva, desde que demonstrado que agiu com culpa.
(E) Subjetiva, desde que demonstrado que agiu com dolo, direto ou eventual.

19. (FCC / TJ-SE 2015)


Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do
dano causado e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão:
(A) Solidariamente, devendo o ofendido cobrar deles a dívida toda, ou a cota parte de cada um em
ações autônomas ou em litisconsórcio, dividindo-se, porém, entre eles a cota parte do insolvente,
se houver, e acrescentando-se, ao do preponente ou responsável indireto, o que tocar ao preposto
ou responsável direto.
(B) Conjuntamente pela reparação, devendo o ofendido cobrar de cada um sua cota parte na dívida,
dividindo-se, porém, por todos, a do insolvente.
(C) Conjuntamente, pela reparação, exceto nas hipóteses previstas na lei, em que uma pessoa
responde pelos atos do outro, como no caso do preponente e preposto, devendo naquele caso o
ofendido demandar a todos os ofensores e nestas, aquele que pagar por inteiro a dívida, salvo em
relação a descendente absolutamente incapaz, poderá cobrar dos demais a respectiva cota parte,
dividindo-se entre os pagantes a cota do insolvente, se houver.
(D) Solidariamente pela reparação, podendo o ofendido cobrar de qualquer um deles a dívida toda,
mas aquele que pagar por inteiro a dívida, salvo as exceções legais, poderá exigir de cada um dos
co-devedores a sua quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se houver.
(E) Solidariamente, exceto se algum for descendente absolutamente incapaz de um deles, cabendo
a este suportar sozinho essa cota parte, mas os que pagarem serão remidos do que tocar ao
insolvente se houver, tendo o ofendido, neste caso, de habilitar-se no concurso de credores, para
receber proporcionalmente a parte que o insolvente lhe dever.

20. (FCC / TRT - 15ª REGIÃO 2015)


O motorista de um supermercado, dirigindo veículo da empresa e no horário de trabalho, envolveu-
se em acidente, do qual resultou a morte de ocupante de outro veículo, mas foi absolvido na ação
penal por insuficiência de prova. Sua culpa, entretanto, assim como os demais requisitos para a
responsabilização civil, foram provados em ação indenizatória movida pelo cônjuge e filhos da vítima
contra aquele motorista e seu empregador. Neste caso,
(A) O motorista e seu empregador serão solidariamente responsáveis pela indenização.

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(B) Somente o empregador será responsável pela indenização, porque o empregado foi absolvido
no juízo criminal.
(C) Somente o motorista será responsável pela indenização, se o seu empregador provar que
diligenciou na escolha do preposto e o vigiou, mas ambos serão solidariamente responsáveis se essa
prova não for realizada.
(D) O motorista e seu empregador serão conjuntamente responsáveis pela indenização, sendo
subsidiária a responsabilidade do empregador.
(E) Não haverá obrigação de indenizar, porque a sentença penal absolutória eliminou a
responsabilidade civil.

21. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO 2015)


Carlos foi vítima de golpe por meio do qual fraudadores utilizaram-se de documentos falsos a fim de
realizar operações bancárias em seu nome. Procurada por Carlos, a instituição financeira afirmou
não ter tido culpa pelo incidente, negando-se a restituir o prejuízo. A negativa é
(A) Ilícita, configurando abuso do direito, decorrente da inobservância do princípio da boa-fé
subjetiva, que impõe às partes, dentre outros, o dever anexo de segurança, independentemente da
existência do elemento culpa.
(B) Lícita, pois, para caracterização do abuso do direito, é necessária a existência do elemento culpa.
(C) Lícita, por ausência de nexo de causalidade entre a atividade da instituição financeira e o prejuízo
experimentado por Carlos.
(D) Lícita, pois somente comete ato ilícito aquele que, por ação ou omissão voluntária decorrente
de negligência ou imprudência, viola direito e causa dano a outrem.
(E) Ilícita, configurando abuso do direito, decorrente da inobservância do princípio da boa-fé
objetiva, que impõe às partes, dentre outros, o dever anexo de segurança, independentemente da
existência do elemento culpa.

22. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO 2015)


Caminhão da Transportadora Ribeirão, conduzido por seu empregado Lúcio, abalroou veículo
pertencente a Paulo, que ajuizou ação pugnando pela condenação da empresa. Esta será
responsabilizada de maneira
(A) Subjetiva, se provado que Lúcio agiu com culpa.
(B) Objetiva, independentemente de prova de que Lúcio agiu com culpa.
(C) Subjetiva, por culpa presumida, se provado que Lúcio agiu com culpa.
(D) Objetiva, se provado que Lúcio agiu com culpa.
(E) Subjetiva, por culpa presumida, independentemente de prova de que Lúcio agiu com culpa.

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23. (FCC / TJ-AL 2015)


A responsabilidade civil decorrente do abuso do direito
(A) Determina indenização material, independentemente de comprovação de prejuízo.
(B) Não acarreta consequência pecuniária, se não houver dano moral.
(C) Rege-se pelo critério subjetivo, só sendo indispensável o dano.
(D) Rege-se pelo critério subjetivo, sendo indispensável o dano apenas quando configurado dolo.
(E) Independe de comprovação de culpa.

24. (FCC / MPE-PB 2015)


João recebeu a importância de R$ 20.000,00 de sua amiga Joana, a título de doação, valor este que
era parte de quantia maior que a mesma havia subtraído do cofre da residência em que trabalhava
como doméstica. Nesse caso, João
(A) Está obrigado à reparação civil, até o limite do que recebeu.
(B) Não está obrigado a devolver o que recebeu, porque foi objeto de doação.
(C) Está obrigado à reparação civil da totalidade da quantia subtraída por Joana.
(D) Está obrigado a reparar a metade do prejuízo causado por Joana
(E) Só está obrigado à reparação civil se sabia da origem ilícita do valor que recebeu.

25. (FCC / TCM-RJ 2015)


Joãozinho, de quinze anos de idade, pega o carro de seu pai, Ambrósio, sem seu conhecimento, e
atropela a vizinha, Dona Candinha, causando-lhe danos materiais e estéticos no valor total de R$
100.000,00. Seu pai não tem patrimônio e é aposentado, ganhando um salário mínimo por mês, mas
Joãozinho tem depositados R$ 500.000,00, que recebera por testamento deixado por seu avô
Custódio. Nessas condições, Dona Candinha
(A) Poderá pleitear indenização direta de Joãozinho, que é solidariamente responsável porque agiu
sem o consentimento de seu pai e possui patrimônio suficiente.
(B) Só poderá responsabilizar Ambrósio pelo ocorrido, por não ter vigiado Joãozinho
adequadamente, obrigação decorrente do poder familiar, nada podendo contra o menor,
absolutamente incapaz.
(C) Poderá pleitear indenização de Joãozinho, após provar-se que Ambrósio não tem patrimônio
pessoal suficiente, devendo a indenização ser fixada equitativamente e cuidar que não prive do
necessário Joãozinho ou quem dele dependa.
(D) Poderá pleitear indenização de Joãozinho, após a prova de que Ambrósio não possui patrimônio
suficiente, fixando-se essa indenização sem qualquer limite ou restrição patrimonial no tocante a
Joãozinho ou seu núcleo familiar, salvo se houver bem de família.

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(E) Deverá aguardar a maioridade de Joãozinho, quando então poderá propor ação indenizatória
contra ele e contra Ambrósio, solidariamente; antes disso, só poderá ajuizar a demanda
indenizatória contra Ambrósio.

26. (FCC / TRT - 3ª REGIÃO 2015)


Saulo foi condenado criminalmente, por decisão transitada em julgado, em razão de lesões corporais
causadas em Anderson, tendo sido reconhecidos, dentre outros elementos, a existência do fato e
seu autor. Se Anderson ajuizar ação na esfera civil, Saulo
(A) Poderá questionar a existência do fato e sua autoria independentemente de qualquer requisito,
tendo em vista que a responsabilidade civil é independente da criminal.
(B) Poderá questionar a existência do fato e sua autoria desde que, no juízo cível, apresente provas
novas.
(C) Não poderá questionar a existência do fato nem sua autoria.
(D) Poderá questionar apenas a autoria do fato e desde que, no juízo cível, apresente provas novas.
(E) Poderá questionar apenas a existência do fato e desde que, no juízo cível, apresente provas
novas.

27. (FCC / TCE-CE 2015)


João é dono de um cão feroz que atacou Maicon quando este passava em frente de sua residência.
João responderá de maneira
(A) Objetiva pelos danos causados pelo animal, salvo se provar culpa exclusiva da vítima ou força
maior.
(B) Subjetiva pelos danos causados pelo animal, não se admitindo causa excludente de
responsabilização.
(C) Objetiva pelos danos causados pelo animal, não se admitindo causa excludente de
responsabilização.
(D) Subjetiva pelos danos causados pelo animal, salvo se provar força maior.
(E) Subjetiva pelos danos causados pelo animal, salvo se provar que não agiu com dolo ou culpa.

28. (FCC / TRT - 1ª REGIÃO 2015)


Victor pediu a Jussara, sua empregada doméstica, que fosse ao mercado comprar mantimentos e
passasse na lotérica para apostar na mega-sena com os seus números da sorte, pois estava
acumulada em R$ 30.000.000,00. Após realizar as compras, Jussara voltou para casa e, no caminho,
encontrou uma amiga e acabou esquecendo de fazer a aposta. No dia seguinte, ao chegar ao
trabalho, soube que os números sorteados na mega-sena foram exatamente aqueles que ela deixou
de apostar. Despedida por justa causa, Jussara sentiu-se injustiçada e ingressou com uma ação

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trabalhista. Em contraditório, Victor contestou e apresentou reconvenção, pleiteando indenização


pela omissão de sua ex-empregada. O caso trata de
(A) Excludente de responsabilidade civil pelo caso fortuito, uma vez que Jussara encontrou com uma
amiga ao acaso e viu-se impossibilitada de apostar.
(B) Responsabilidade civil subjetiva, haja vista os danos emergentes produzidos pela conduta de
Jussara.
(C) Responsabilidade civil subjetiva, haja vista os lucros cessantes produzidos pela conduta de
Jussara.
(D) Responsabilidade civil subjetiva pela perda de uma chance de Victor diante da omissão de
Jussara.
(E) Responsabilidade civil objetiva, haja vista a irrelevância jurídica da conduta culposa de Jussara.

29. (FCC / TCE-CE 2015)


Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei,
ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza,
risco para os direitos de outrem.
Esse enunciado aplica-se à responsabilidade
(A) Objetiva, na modalidade de risco atividade, que admite as excludentes de responsabilidade da
culpa exclusiva da vítima e do caso fortuito ou força maior.
(B) Objetiva, na modalidade de risco criado, que não admite excludentes de responsabilidade, a não
ser a culpa exclusiva da vítima.
(C) Subjetiva, na modalidade de culpa presumida pela atividade, com excludentes de culpa exclusiva
da vítima e caso fortuito ou força maior.
(D) Objetiva, na modalidade de risco integral e, portanto, sem excludentes de responsabilidade
possíveis.
(E) Objetiva, na modalidade de risco administrativo, que admite somente o caso fortuito ou força
maior como excludente de responsabilidade.

30. (FCC / TJ-RR 2015)


Os menores Joaquim, com dezessete anos e João, com dezesseis anos de idade, causaram lesões
corporais em um transeunte, quando praticavam esporte violento, tendo o pai deles, Manoel, sido
condenado a pagar os danos. Nesse caso, Manoel
(A) Só poderá reaver de João, depois que ele atingir a maioridade, metade do que pagou, porque
era relativamente incapaz quando praticou o ato ilícito.
(B) Não poderá reaver dos filhos o que pagou a título de indenização, mesmo depois de eles
atingirem a maioridade.

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(C) Poderá reaver de ambos o que pagou a título de indenização, mas não incidirá correção
monetária, nem vencerão juros, até que cada um deles atinja a maioridade.
(D) Não poderá reaver o que pagou a título de indenização, mas esses filhos terão de trazer à colação
o que o pai despendeu, se houver outro irmão, a fim de se igualarem as legítimas.
(E) Poderá reaver de ambos os filhos o que pagou a título de indenização com correção monetária,
mas sem acréscimo de juros, mesmo depois que atingirem a maioridade.

31. (FCC / TJ-PE 2015)


Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa,
(A) Sempre que o juiz, verificando a hipossuficiência da vítima, inverter o ônus da prova.
(B) Apenas quando o dano for ocasionado por agente público ou preposto de empresa
concessionária de serviço público, no exercício de seu trabalho.
(C) Quando a lei não estabelecer que a hipótese se regula pela responsabilidade civil subjetiva.
(D) Quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza,
risco para os direitos de outrem.
(E) Somente nos casos especificados em lei.

32. (FCC / MANAUSPREV 2015)


Analise as proposições abaixo, a respeito da responsabilidade civil:
I. O médico, em regra, responde civilmente somente se o autor da ação fizer prova de dolo ou culpa.
II. O pai é objetivamente responsável pelos danos decorrentes de culpa do filho menor que estiver
sob sua autoridade e companhia.
III. Não se responsabiliza o incapaz se os seus responsáveis tiverem obrigação de fazê-lo e
dispuserem de meios suficientes para tanto.
Está correto o que se afirma em
(A) I e III, somente.
(B) III, somente.
(C) I, II e III.
(D) I e II, somente.
(E) II e III, somente.

33. (FCC / TRE-RR 2015)


Durante as eleições para Governador do Estado realizadas no ano de 2014, Simone, de 16 anos de
idade, pegou escondido da família o carro de seu pai, João, para fazer propaganda com seus amigos

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de seu candidato preferido. Durante o percurso, Simone atropelou uma família matando um homem
de cinquenta anos de idade ao invadir uma loja de alimentos. Neste caso, de acordo com o Código
Civil brasileiro, João
(A) Responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha e poderá reaver de Simone o valor
total que pagar pelo ressarcimento do dano causado.
(B) Não responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha uma vez que ela é relativamente
incapaz.
(C) Responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha mas não poderá reaver de Simone o
que pagar pelo ressarcimento do dano causado.
(D) Responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha e poderá reaver de Simone somente
50% do valor total que pagar pelo ressarcimento do dano causado.
(E) Só responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha se esta não possuir patrimônio
pessoal.

34. (FCC / SEFAZ-PE 2015)


O titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim
econômico ou social
(A) Comete ato ilícito, consubstanciado em abuso do direito, sujeitando-se à responsabilidade civil.
(B) Não comete ato ilícito, mas, apenas, viola regra moral, sem consequências jurídicas.
(C) Não comete ato ilícito, mas se sujeita à responsabilidade civil de natureza objetiva.
(D) Comete ato ilícito, sujeitando-se a sanções administrativas, mas não à responsabilidade civil.
(E) Comete abuso do direito, que a lei não reputa ato ilícito para fins indenizatórios.

35. (FCC / SEFAZ-PE 2015)


José propôs, contra João, ação de indenização, alegando danos morais por este tê-lo caluniado. José
e João morreram no curso do processo. Nesse caso,
(A) O processo terá de ser extinto, porque o direito e a obrigação que se discutem são
intransmissíveis.
(B) O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança.
(C) Extingue-se o direito à indenização se o autor morrer primeiro, porque a ação é personalíssima.
(D) Extingue-se o direito à indenização se o réu morreu primeiro, porque a pena não pode passar da
pessoa do ofensor.
(E) O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la não se transmitem com as respectivas
heranças, exceto se ocorrer comoriência.

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36. (FCC / SEFAZ-PI 2015)


Raul, dirigindo em alta velocidade, abalroou o veículo de Daniel, que ajuizou ação de indenização. A
responsabilização de Raul se dará mediante comprovação de
(A) Dano, nexo de causalidade e culpa, na modalidade subjetiva.
(B) Dano e nexo de causalidade, na modalidade objetiva.
(C) Dano e nexo de causalidade, na modalidade subjetiva.
(D) Dano, nexo de causalidade e culpa, na modalidade objetiva.
(E) Dano apenas, na modalidade objetiva.

37. (FCC / TCM-GO 2015)


No direito brasileiro, a responsabilidade civil é
(A) Tanto subjetiva como objetiva, nesse último caso enquadrando-se a responsabilidade do
profissional liberal e dos fornecedores de produtos e serviços.
(B) Sempre subjetiva, com a necessidade de compro- vação de imprudência, negligência ou
imperícia, além do nexo causal e dano.
(C) Objetiva, em regra, na modalidade de risco atividade, configurando-se independentemente de
culpa.
(D) Subjetiva, em regra, implicando a necessidade de prova da ação ou omissão voluntária, nexo
causal, culpa e dano.
(E) É sempre objetiva, na modalidade de risco criado ou risco atividade, sem necessidade de
demonstração de imprudência, negligência ou imperícia.

38. (FCC / TRT - 24ª REGIÃO 2014)


A atriz Maria, ao atravessar a rua, em local proibido, foi atropelada por um carro, cujo motorista não
tinha habilitação para dirigir e que trafegava em velocidade incompatível com aquele local. Do
acidente resultaram cicatrizes que lhe comprometeram a formosura, tendo perdido trabalhos
durante alguns meses. Neste caso, poderá pleitear
(A) Apenas indenização por danos materiais, porque de acidentes de veículo não se podem extrair
danos morais, e os estéticos só serão indenizáveis quando, também, se reconhecerem danos morais.
(B) Somente metade da indenização dos dias em que ficou sem trabalhar e que, comprovadamente,
não lhe tiverem sido ressarcidos pelo empregador, por seguro privado ou pela previdência social, já
levando em consideração a culpa recíproca.
(C) Indenização por danos materiais, morais e estéticos cumulativamente, mas o juiz deverá, ao fixar
a indenização, ter em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.

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(D) Apenas indenização por danos materiais e morais ou, alternativamente, por danos materiais e
estéticos, mas o juiz deverá, ao fixar a indenização, ter em conta a gravidade de sua culpa em
confronto com a do autor do dano.
(E) Indenização por danos materiais, morais e estéticos, cumulativamente, mas o juiz não poderá
levar em conta a culpa da vítima, porque o motorista não possuía habilitação para dirigir.

39. (FCC / TJ-AP 2014)


André, motorista não profissional, colidiu seu veículo com o de Isaac, que o acionou judicialmente.
A responsabilidade de André é
(A) Subjetiva, dependendo da comprovação de culpa, além de nexo de causalidade e dano.
(B) Subjetiva, dependendo apenas da comprovação de nexo de causalidade e dano.
(C) Objetiva, dependendo da comprovação de culpa, além de nexo de causalidade e dano.
(D) Objetiva, dependendo apenas da comprovação de nexo de causalidade e dano.
(E) Objetiva, dependendo apenas da comprovação do dano.

40. (FCC / TJ-AP 2014)


Caio, menor impúbere, sob autoridade e companhia de Roberto, foi atingido por um veículo
desgovernado enquanto andava de bicicleta. Com o impacto, foi lançado sobre um ponto de ônibus,
atingindo Maria, que sofreu lesões corporais. Caio sobreviveu ao acidente. Em razão dos danos que
experimentou, Maria ajuizou ação contra Roberto, que no caso concreto
(A) Possui responsabilidade objetiva, porque Caio estava sob sua autoridade e companhia.
(B) Não possui responsabilidade, pois Caio não praticou o ato causador de dano.
(C) Possui responsabilidade subjetiva, havendo presunção de culpa de Roberto porque Caio estava
sob sua autoridade e companhia.
(D) Somente possuirá responsabilidade se os bens de Caio forem insuficientes para compensar
Maria.
(E) Possui responsabilidade subjetiva, cabendo a Maria provar culpa de Roberto pela falha na
vigilância de Caio.

41. (FCC / DPE-CE 2014)


A Q B M L C
chocou-se com veículo de Thiago, causando- E Q
B M L C
(A) Objetivamente, desde que se comprove que este agiu com culpa.
(B) Objetivamente, pela teoria do risco integral.

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(C) Subjetivamente, independentemente de prova de que este agiu com culpa.


(D) Objetivamente, independentemente de prova de que este agiu com culpa.
(E) Subjetivamente, desde que se comprove que este agiu com culpa.

42. (FCC / TJ-CE 2014)


Entre os poderes do juiz, ao fixar a indenização por responsabilidade civil extracontratual, acha-se o
de
(A) Impor a pessoa incapaz, qualquer que seja a sua situação econômica ou financeira, condenação
a indenizar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem
de meios suficientes.
(B) Desconsiderar, em qualquer hipótese, a sentença absolutória proferida no Juízo criminal.
(C) Desconsiderar a circunstância de a vítima ter concorrido culposamente para o evento danoso.
(D) Reduzir, equitativamente, a indenização, se houver excessiva desproporção entre a gravidade da
culpa e o dano produzido.
(E) Reconhecer a responsabilidade objetiva do causador do dano discricionariamente, segundo as
circunstâncias do evento danoso.

43. (FCC / TRT - 19ª REGIÃO 2014)


A fim de justificar o alto preço de imóvel, João afirma a José que o terreno possui linda vista para o
mar. Convencido por tal argumento, José compra o imóvel, pagando o preço pedido por João. Cerca
de ano e meio depois, embora sem o objetivo de prejudicar José, e não obstante não tivesse tal
intenção quando realizou a venda, João adquire o terreno da frente e edifica prédio que retira de
José a vista para o mar. João cometeu ato
(A) Lícito, pois não teve o objetivo de prejudicar José.
(B) Ilícito, pois, ao quebrar a expectativa que havia incutido em José, ofendeu os limites impostos
pela boa-fé objetiva.
(C) Ilícito, pois a lei proíbe que o vendedor construa nas proximidades do imóvel alienado pelo prazo
de 5 anos.
(D) Lícito, pois está amparado pelo direito de propriedade.
(E) Lícito, pois não tinha intenção de comprar o terreno da frente quando da realização da venda.

44. (FCC / TJ-AP 2014)


O empregador responde civilmente pelos atos praticados por seus empregados no exercício dos
trabalhos que lhes competir,

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(A) Mesmo que o empregado tenha sido absolvido em processo criminal, no qual tenha ficado
provado não ser ele o autor do ato ilícito.
(B) Apenas se tiver sido negligente na escolha do empregado ou sobre ele não exerceu vigilância.
(C) Ainda que não tenha agido com culpa, na escolha ou na vigilância do empregado.
(D) Em qualquer circunstância, porque a responsabilidade civil do patrão é sempre objetiva.
(E) Somente se o empregado for condenado em processo criminal.

45. (FCC / TRT 18ª REGIÃO 2014)


Embora preso em canil que respeitou todas as normas técnicas de construção, Átila, cão da raça
pastor alemão, pertencente a Cássio, consegue pulá-lo e morde gravemente o vizinho, Fábio, que
na ocasião conversava com Cássio no quintal do imóvel, ao lado do canil. Nessas circunstâncias,
(A) Cássio é responsável objetivo pelas lesões causadas, pelo só fato da coisa, inexistentes causas
excludentes na hipótese formulada.
(B) Nenhuma responsabilidade aquiliana cabe a Cássio, haja vista culpa exclusiva da vítima, Fábio,
consistente em estar ao lado do canil por ocasião dos fatos.
(C) A responsabilidade de Cássio e Fábio é de igual intensidade, caracterizada culpa concorrente de
Fábio por estar ao lado do canil quando dos fatos.
(D) Nenhuma responsabilidade cabe a Cássio, que agiu diligentemente, sem culpa, ao construir o
canil de acordo com as normas técnicas pertinentes.
(E) Nenhuma responsabilidade cabe a Cássio, já que o ocorrido equiparou-se a caso fortuito ou força
maior, tendo em vista o canil ter sido construído de modo adequado.

46. (FCC / TRT 2ª REGIÃO 2014)


N C “ ) L
co A Ó
seu movimento de clientes caiu por volta de 50%. Meses mais tarde, prova-se que as denúncias eram
falsas, mas parte da clientela jamais retornou.
Nessas circunstâncias, poderá o advogado do restaurante, ao acionar o jornal,
(A) Pleitear apenas danos materiais, pois os danos morais são cabíveis exclusivamente às pessoas
naturais ou físicas, inexistindo atributos da personalidade às pessoas jurídicas nesse sentido.
(B) Pleitear tanto danos materiais, pelo que o restaurante deixou de lucrar, como danos morais, pois
pessoas jurídicas também possuem atributos da personalidade e, no caso, foi lesada sua honra
objetiva.
(C) Pleitear apenas danos morais, pela lesão à honra objetiva da pessoa jurídica, que, no caso,
englobam os danos materiais, não podendo ser cumulados.

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(D) Pleitear danos materiais por lucros cessantes e por danos emergentes, bem como danos morais
por lesão à honra objetiva e subjetiva da pessoa jurídica.
(E) Nada poderá fazer, judicialmente, pois o direito de crítica jornalística é amplo, não respondendo
o jornal pela falsidade posteriormente verificada da notícia que fez veicular, ainda que em editorial
que explicite seu posicionamento sobre a matéria.

47. (FCC / TRT 2ª REGIÃO 2014)


Carlinhos, de quatorze anos de idade, para vingar-se de uma surra que levou do irmão de Caio, de
apenas seis anos, bate neste até machucá-lo gravemente. Caio é hospitalizado e, ao fim da
internação, os gastos montam R$ 10.000,00, suportados por seus pais, que querem agora ser
indenizados do que despenderam. Considerando que Carlinhos vive com seus pais, o advogado dos
pais de Caio
(A) Poderá propor ação somente contra Carlinhos, pois o ato envolveu dois menores, absolutamente
incapazes, sem qualquer envolvimento dos pais de Caio ou de Carlinhos.
(B) Poderá propor ação somente contra os pais de Carlinhos, pois este, sendo absolutamente
incapaz, não responde judicialmente por seus atos.
(C) Poderá propor ação tanto contra os pais de Carlinhos como contra ele próprio, direta e
solidariamente, sem restrições quanto à responsabilidade patrimonial de ambos, dada a natureza
do ilícito cometido.
(D) Poderá propor ação tanto contra os pais de Carlinhos como contra o próprio Carlinhos, que
apesar de ser absolutamente incapaz responderá equitativamente com seu próprio patrimônio se
os recursos de seus pais não forem suficientes, só não podendo ser privado do necessário, a si ou às
pessoas que dele dependem.
(E) Não terá como propor ação indenizatória alguma contra Carlinhos ou contra seus pais, já que,
sendo Carlinhos absolutamente incapaz, a questão resolvesse, exclusivamente, pelo Estatuto da
Criança e do Adolescente, sem implicações indenizatórias civis.

48. (FCC / SABESP 2014)


Responde objetivamente, em regra,
(A) O partido político, por quaisquer atos de seus agentes ou representantes.
(B) O prestador de serviços, independentemente da natureza do serviço prestado.
(C) Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral.
(D) O Município, pelos danos que seus agentes causarem a terceiros no exercício da respectiva
função pública.
(E) O agente público que, em serviço ou fora dele, causar dano a particulares, mesmo que o dano
não tenha ocorrido no exercício de sua função.

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49. (FCC / PREF. DE CUIABÁ 2014)


Aracy hospedou-se no Hotel Bela Vista e levou consigo um poodle aparentemente inofensivo. Este,
porém, fugiu do quarto de Aracy, por descuido dela, e atacou os pés de Ana Tereza, causando-lhe
rompimento de tendão. Ana Tereza poderá pedir indenização contra
(A) Aracy, que responde objetivamente pelos danos causados pelo animal, e contra o Hotel Bela
Vista, que responde subjetivamente por seus hóspedes.
(B) Aracy, que responde objetivamente pelos danos causados pelo animal, e contra o Hotel Bela
Vista, que responde objetivamente por seus hóspedes
(C) Aracy, que responde subjetivamente pelos danos causados pelo animal, mas não contra o Hotel
Bela Vista, que não teve culpa pelo incidente.
(D) O Hotel Bela Vista, apenas, por se tratar de relação de consumo.
(E) Aracy, que responde objetivamente pelos danos causados pelo animal, mas não contra o Hotel
Bela Vista, que não teve culpa pelo incidente.

50. (FCC / TRF 3ª REGIÃO 2014)


Considere as seguintes situações hipotéticas:
I. Mario, dezessete anos de idade, escondido de seu pai, Golias, pegou a chave do carro da família e
atropelou Xisto.
II. Fabiana, dezesseis anos de idade, com a permissão de sua mãe, Maria, que lhe entregou as chaves
do veículo da família, dirigiu alcoolizada e colidiu o referido veículo com a moto de Fabrício.
III C CC “ M
Fátima, ferindo-a.
IV. Diogo é do AA N
quarto, no qual estava hospedado, vasos, um abajur e um lustre, ferindo Simone, uma transeunte.
De acordo com o Código Civil brasileiro, responderão pelos atos praticados pelos terceiros
mencionados nas situações hipotéticas,
(A) Golias, Maria e Carlos, apenas.
(B) Maria, Carlos e Diogo, apenas.
(C) Maria e Diogo, apenas.
(D) Golias, Maria, Carlos e Diogo.
(E) Carlos e Diogo, apenas.

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9.3 GABARITO

1. D 26. C
2. C 27. A
3. C 28. D
4. D 29. A
5. D 30. B
6. D 31. D
7. A 32. C
8. D 33. C
9. A 34. A
10. B 35. B
11. D 36. A
12. E 37. D
13. B 38. C
14. E 39. A
15. A 40. B
16. A 41. A
17. E 42. D
18. B 43. B
19. D 44. C
20. A 45. A
21. E 46. B
22. D 47. D
23. E 48. D
24. A 49. B
25. C 50. D

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14676405812 - Luna Sandra Nascimento

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