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Tema: Identidade Regional Conteúdos 1- As Paisagens 2- O relevo e a natureza geológica 3-
Tema: Identidade Regional Conteúdos 1- As Paisagens 2- O relevo e a natureza geológica 3-

Tema: Identidade Regional

Conteúdos

1-

As Paisagens

2-

O relevo e a natureza geológica

3-

A rede hidrográfica e o regime dos rios

4-

A flora e a fauna

5-

As características humanas do território nacional

6-

O património histórico

7-

O património Cultural

8-

População, distribuição geográfica

9-

As atividades económicas

7- O património Cultural 8- População, distribuição geográfica 9- As atividades económicas 1
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Introdução Portugal, pequeno país, é rico em diversidade paisagística, económica e cultural. A norte temos

Introdução

Introdução Portugal, pequeno país, é rico em diversidade paisagística, económica e cultural. A norte temos os

Portugal, pequeno país, é rico em diversidade paisagística, económica e cultural. A norte temos os relevos vigorosos e abundantes cursos de água que correm em vales encaixados de rochas duras e onde existem recursos ainda não explorados, de onde as populações rurais saíram em busca das cidades do litoral, despovoando o interior. Ali ficou quase só uma população envelhecia que mantém, seculares hábitos e tradições. No sul, as mesmas gentes vivem em baixas e onduladas superfícies que terminam nas faixas das praias algarvias. Em contraste, o litoral de norte a sul, com a sua agitada vida ocupada na produção de bens e prestação de serviços, fez dos centros urbanos e das cidades, e sobretudo das metrópoles AML e AMP, o

seu refugio agora partilhado por emigrantes vindos de outras partes da Europa e do mundo. Nestas regiões assiste-se à redução dos traços antigos e tradicionais quer na paisagem quer nos modos de vida do presente e do futuro. Aqui e acolá restam tradições, costumes e identidades regionais e áreas protegidas que tentam preservar a continuidade dos recursos que as anteriores gerações nos deixarão e que nós queremos entregar

às que virão.

As Paisagens

Conceitos e elementos

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O Estudo da paisagem difere da sua simples observação. Cada pessoa vê na mesma paisagem coisas diferentes.

O entendimento do espaço geográfico é influenciado, por exemplo, pelos seguintes fatores:

Psicológico;

Grau de instrução;

Nível etário;

Formação pessoal.

A maioria das paisagens é composta por características físicas e também humanas. Um deserto não é a

menos complexo que uma floresta densa ou uma cidade e todos eles têm uma história associada.

Um deserto não é a menos complexo que uma floresta densa ou uma cidade e todos
Exemplos de elementos naturais são:  As estruturas construídas (pontes autoestradas, edifícios urbanos e industrias

Exemplos de elementos naturais são:

Exemplos de elementos naturais são:  As estruturas construídas (pontes autoestradas, edifícios urbanos e industrias

As estruturas construídas (pontes autoestradas, edifícios urbanos e industrias e vias de comunicação);

As alterações produzidas (nos campos, nas margens dos rios, nas praias). As paisagens falam por si. Observando-as, podemos descobrir pistas que identificam:

A que região do mundo pertence;

O clima respetivo;

A constituição e origem das rochas e relevo;

Tipos e espécies de vegetais.

 O clima respetivo;  A constituição e origem das rochas e relevo;  Tipos e
 O clima respetivo;  A constituição e origem das rochas e relevo;  Tipos e
 O clima respetivo;  A constituição e origem das rochas e relevo;  Tipos e
 O clima respetivo;  A constituição e origem das rochas e relevo;  Tipos e
 O clima respetivo;  A constituição e origem das rochas e relevo;  Tipos e
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A Terra que habitamos
A Terra que habitamos

A Terra que habitamos

Portugal fica situado no sudoeste da Europa fazendo fronteira:

A este e a norte com Espanha, numa extensão de cerca de 1300Km;

A oeste e a sul com o oceano Atlântico, numa extensão de cerca de 1400Km.

com o oceano Atlântico, numa extensão de cerca de 1400Km. 4 Em termos de coordenadas geográficas,
com o oceano Atlântico, numa extensão de cerca de 1400Km. 4 Em termos de coordenadas geográficas,
com o oceano Atlântico, numa extensão de cerca de 1400Km. 4 Em termos de coordenadas geográficas,
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Em termos de coordenadas geográficas, Portugal fica situado entre os paralelos 37° e 42° de latitude norte e os meridianos 6° e 9° a oeste de Greenwich.

O território nacional ocupa uma superfície total de 92 152 Km², com 561 Km de comprimento máximo e uma largura compreendida entre os 112 e os 218 Km, sendo composto por uma parte continental (Portugal Continental) e uma parte insular (arquipélagos dos Açores e da Madeira).

Apesar de o nosso país apresentar uma relativa homogeneidade em termos físicos, é possível observar contrastes regionais, não só entre as áreas situadas a norte e a sul do rio Tejo, mas também entre as do litoral e as do interior.

Características físicas (naturais) da região

Através da observação da paisagem, que pode ser direta ou indireta, podemos identificar

físicas (naturais) da região Através da observação da paisagem, que pode ser direta ou indireta, podemos
elementos que caracterizam, do ponto de vista físico, a região onde vivemos. - Relevo; -
elementos que caracterizam, do ponto de vista físico, a região onde vivemos. - Relevo; -

elementos que caracterizam, do ponto de vista físico, a região onde vivemos.

- Relevo;

- Hidrografia;

- Vegetação.

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RELEVO

Portugal Continental apresenta grandes

contrastes morfológicos entre o norte e o sul

e entre o litoral e o interior. De uma forma

geral verifica-se que a altitude aumenta à

medida que nos aproximamos do interior e

do norte do país. No norte do país
do norte do país.
No norte do
país

predominam as montanhas e os altos

planaltos, o terreno é mais escarpado e

cortado por profundos vales. A norte

encontramos os sistemas montanhosos da

Estrela, do Larouco e do Gerês, com altitudes

superiores a 1500 m. Entre-Os-Rios Minho e

Douro encontra-se a cadeia montanhosa

Galaica-Duriense, que se ramifica até à linha

da costa.

O sul do país apresenta outra

configuração, predominando a planície e os

planaltos de baixa altitude. Encontramos, no

entanto, algumas serras que correspondem a

predominando a planície e os planaltos de baixa altitude. Encontramos, no entanto, algumas serras que correspondem
predominando a planície e os planaltos de baixa altitude. Encontramos, no entanto, algumas serras que correspondem
é composto por nove ilhas, sendo na ilha do Pico que se encontra a maior
é composto por nove ilhas, sendo na ilha do Pico que se encontra a maior

é composto por nove ilhas, sendo na ilha do Pico que se encontra

a maior altitude de Portugal o Pico -, com 2351 m. É também nos Açores que se localizam os cinco sistemas montanhosos com altitude máxima superior a mil metros. Os Açores têm origem vulcânica, com atividade ainda recente. O vulcão dos Capelinhos, na Ilha do Faial, entrou em atividade em 1957/1958. A última erupção verificada nos Açores ocorreu no mar, ao largo da Serreta, a Ilha Terceira, em 1998/200. Dada a origem vulcânica das ilhas dos Açores, formaram-se montes altos e cónicos, caldeiras profundas e enormes falésias.

O arquipélago dos Açores

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dos Açores, formaram-se montes altos e cónicos, caldeiras profundas e enormes falésias. O arquipélago dos Açores
dos Açores, formaram-se montes altos e cónicos, caldeiras profundas e enormes falésias. O arquipélago dos Açores
O arquipélago da Madeira É composto pelas ilhas da Madeira e Porto Santo e pelos

O arquipélago da Madeira

O arquipélago da Madeira
O arquipélago da Madeira É composto pelas ilhas da Madeira e Porto Santo e pelos ilhéus

É composto pelas ilhas da Madeira e Porto Santo e pelos ilhéus desertas e Selvagens. No arquipélago da Madeira encontramos nove sistemas montanhosos com uma altitude máxima superior a mil metros. O arquipélago é muito montanhoso, cortado por profundos vales, aumentando a altitude do litoral para o centro. Os pontos mais altos são o Pico Ruivo, com 1862 m de altitude, o Pico das Torres, com 1850 m, e o Pico do Arieiro, com1818m.

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HIDROGRAFIA

Atravessado por diversos rios, Portugal usufrui de uma apreciável rede hidrográfica, no entanto, mais uma vez se verifica o contraste entre o norte e o sul. A rede hidrográfica é mais intensa a norte do que a sul, o que reflete os tipos de clima, a natureza das rochas e os acidentes tectónicos.

Os rios de maior caudal nascem em Espanha, salientando-se pela sua extensão e navegabilidade o Douro, com uma extensão da nascente à foz (Porto) de 927 Km (322 km em Portugal), sendo o que tem a maior bacia hidrográfica da Península Ibérica; o Tejo, com uma extensão da nascente à foz (Lisboa) de 1.100 Km, sendo o mais extenso da Península Ibérica, (275 km em Portugal) e o Guadiana, com uma extensão da nascente à foz (Vila Real de Santo António) de 810 Km (260 km em Portugal), o segundo mais extenso, que desaguam no Atlântico. Os dois primeiros têm numerosos afluentes nas duas margens.

Mencione-se, ainda, o rio Minho, com uma extensão da nascente à foz (Caminha) de 300 km, cujos últimos 70 Km do seu curso fazem fronteira entre Portugal e Espanha.

70 Km do seu curso fazem fronteira entre Portugal e Espanha. As escarpas do Douro O

As escarpas do Douro

O maior rio nascido em Portugal, na serra da Estrela, é o Mondego (220 km).

Mencione-se, também, o Cávado, com uma extensão da nascente à foz (Esposende) de 129 Km e o Zêzere, afluente da margem direita do Tejo ao qual se junta em Constância. É o principal rio português pela sua bacia hidrográfica: 5.000 Km2.

Embora todos os rios tenham regime irregular, no Norte são mais numerosos e com maior caudal ao longo do ano.

No todo hidrográfico, deve referir-se, ainda, pela sua

importância no equilíbrio ecológico das zonas ribeirinhas, a ria de Aveiro, os estuários do Tejo e do Sado e a ria de Faro.

no equilíbrio ecológico das zonas ribeirinhas, a ria de Aveiro, os estuários do Tejo e do
FLORA O território português apresenta uma grande diversidade de culturas e arborização, ao longo do
FLORA O território português apresenta uma grande diversidade de culturas e arborização, ao longo do

FLORA

O território português apresenta uma grande diversidade de culturas e arborização, ao longo do seu território. O Norte, excetuando a região Nordeste, é caracterizado pela densidade de vegetação, resultante de condições climatéricas favoráveis.

Sucedem-se, conforme as zonas, florestas de pinheiros e carvalhos. Nas terras menos frias do interior, seguindo o curso do Douro superior, numa e noutra margem, as amendoeiras florescem ainda no rigor do Inverno.

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Castanheiro

Conforme se caminha em direção ao centro, aparecem também as oliveiras e os soutos de castanheiros, cobrindo largas extensões, que no Norte já surgiam, embora não em tão grandes conjuntos.

no Norte já surgiam, embora não em tão grandes conjuntos. Oliveira A região centro enquadrava a

Oliveira

A região centro enquadrava a maior mancha verde contínua de pinheiros da Europa e, mesmo dizimada pelos fogos do Verão, é ainda uma grande fonte de riqueza e de qualidade de vida para as populações locais.

No Ribatejo e no Alentejo, a oliveira é predominante, a par do

e no Alentejo, a oliveira é predominante, a par do Sobreiro sobreiro e da azinheira .

Sobreiro

sobreiro e da azinheira. A figueira prefere o Ribatejo e o Algarve. E é também na zona algarvia, no extremo sul, que volta a aparecer a amendoeira e surge a alfarrobeira.

e o Algarve. E é também na zona algarvia, no extremo sul, que volta a aparecer
Seara de trigo no Alentejo Quanto às plantas herbáceas, o milho, o centeio, o feijão
Seara de trigo no Alentejo Quanto às plantas herbáceas, o milho, o centeio, o feijão

Seara de trigo no Alentejo

Seara de trigo no Alentejo Quanto às plantas herbáceas, o milho, o centeio, o feijão e

Quanto às plantas herbáceas, o milho, o centeio, o feijão

e a batata são mais frequentes no Norte e no Centro; o arroz nas

bacias do Mondego, Tejo e Sado; o trigo doira nas planícies da beira Tejo e ao sul deste rio.

A vinha e os pomares são cultivados um pouco por todo o País,

havendo, no que respeita à vinha, várias regiões demarcadas, sendo de salientar, pela sua qualidade e importância, o generoso

Vinho do Porto, que se produz nos socalcos das encostas do rio Douro.

FAUNA

A predominância de uma ou outra espécie de gado varia conforme as condições do solo e do clima.

Na faixa litoral norte e centro, o gado bovino é mais abundante, devido aos prados e pastagens que se mantêm verdes ao longo de quase todo o ano.

O gado caprino é principalmente das terras montanhosas, de pastagem pobre, como em algumas zonas do Norte e do Centro interior.

pobre, como em algumas zonas do Norte e do Centro interior. Bovinos Nas lezírias do Tejo,

Bovinos

Nas lezírias do Tejo, pascem belas manadas de touros e cavalos. Ao sul, nos montados do Alentejo, o gado suíno encontra o seu elemento mais adequado, enquanto nos flancos das montanhas e até nas planícies, surge o gado ovino e caprino facilmente adaptável às mais diversas condições. Por isso se encontra representado em todo o País, com especial referência para a região da serra da Estrela.

com especial referência para a região da serra da Estrela. Ovinos As zonas ostreícolas e de

Ovinos

As zonas ostreícolas e de outros moluscos são numerosas em Portugal, especialmente nas margens do estuário do Tejo, ria de Aveiro, lagoa de Óbidos e na costa algarvia. A

em Portugal, especialmente nas margens do estuário do Tejo, ria de Aveiro, lagoa de Óbidos e
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pesca faz-se ao longo dos 840 km de costa e nalguns rios e lagoas, sendo
pesca faz-se ao longo dos 840 km de costa e nalguns rios e lagoas, sendo

pesca faz-se ao longo dos 840 km de costa e nalguns rios e lagoas, sendo notável a variedade de peixes e crustáceos existente em águas portuguesas.

A fauna selvagem é representada pelo lobo ibérico,

lince, javali, veado, texugo, lontra, marta, tourão, garranos (Serra do Gerês), gato bravo, raposa, saca-rabos, ouriço, texugo, toupeira, gato bravo, coelho bravo, lebre, morcego, lontra.

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A

avifauna portuguesa é abundante: águia real, abetarda, perdiz, grifo, falcão peregrino, bufo real, pega azul, alfaiate, cruza-bicos, mergulhão, galinha-de-água, galeirão, coruja-das-torres, rabirruivo, corvo-marinho, mocho, noitibó, papa- ratos, felosa, pintassilgo, guarda-rios, águia-pesqueira, perna-longa, pardela-preta, pato-real, milhafre, gavião, painho, garça-boeira, peneireiro, milhano, codorniz, caimão, sisão, alcaravão, borrelho, tarambola, abibe, pilrito, narceja, galinhola, maçarico, gaivota, tordo, calhandra, cotovia, laverca, alvéola, ferreirinha, rouxinol, fuinha, toutinegra, chapim, gralha, gaio, estorninho, pintarroxo, tentilhão,

chapim, gralha, gaio, estorninho, pintarroxo, tentilhão, pardal, trigueirão, siserão, etc. Cães de raça

pardal, trigueirão, siserão, etc.

Cães de raça portuguesa mais conhecidos: Castro Laboreiro, Serra da Estrela, cão de água, rafeiro alentejano, Serra de Aires, podengo, cão de fila de S.Miguel, pastor alentejano.

CLIMA

Tal como o relevo, também o clima do nosso país é marcado pelo contraste entre o norte e o sul e entre o litoral e o interior do país.

No norte registam-se invernos frios e chuvosos, com queda de neve, e em média o período chuvoso e nebuloso dura cerca de seis meses.

O sul regista temperaturas mais elevadas ao longo de todo o ano. O período chuvoso e nebuloso é

mais curto do que a norte, durando cerca de três meses.

Verificam-se igualmente algumas diferenças de clima em termos de litoral e interior. No norte interior o período seco é mais longo e verificam-se maiores amplitudes térmicas, quer diárias quer anuais, do que as verificadas no litoral. O clima no norte litoral sofre grande influência atlântica, apresentando valores elevados de precipitação e temperaturas suaves.

norte litoral sofre grande influência atlântica, apresentando valores elevados de precipitação e temperaturas suaves.
O conjunto de serras que separam o nordeste do país dificulta a entrada dos ventos
O conjunto de serras que separam o nordeste do país dificulta a entrada dos ventos

O conjunto de serras que separam o nordeste do país dificulta a entrada dos ventos húmidos, o que atribui uma característica continental ao clima, registando-se entre o verão e o inverno grandes contrastes térmicos.

O arquipélago dos Açores apresenta um clima temperado com baixas amplitudes térmicas - 13°C

no inverno e 24°C no Verão. A temperatura das águas do mar mantém uma média anual entre os 17°C e os 23°C, devido à influência da corrente do Golfo. O ar é húmido e verifica-se, com alguma frequência, a ocorrência de tempestades tropicais.

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O arquipélago da Madeira apresenta, tal como os Açores, um clima temperado, principalmente na

costa norte e subtropical na costa sul. Não se verificam acentuadas amplitudes térmicas: - 16°C no inverno

e 23°C no Verão. A precipitação varia um pouco nas encostas norte e sul da ilha, registando-se uma precipitação anual de 500mm nas encostas do sul e de cerca de 2000mm nas encostas a norte.

Apesar destas variações apresentadas pelo clima português, é possível afirmar que uma das suas características principais é, sem dúvida, o ritmo irregular das precipitações.

As divisões administrativas

irregular das precipitações. As divisões administrativas AS PROVÍNCIAS DE PORTUGAL Portugal está dividido em 11

AS PROVÍNCIAS DE PORTUGAL

Portugal está dividido em 11 regiões, chamadas também de províncias portuguesas. As províncias foram criadas em 1936. A divisão provincial baseou-se nos estudos do geógrafo Amorim Girão, publicados entre 1927 e 1930, que dividiam o continente de Portugal em 13 "regiões naturais". Acabaram por ser criadas 11 províncias, correspondendo, cada uma, às regiões naturais de Amorim Girão, com duas exceções: as regiões naturais de Trás-os-Montes e do Alto Douro e as regiões naturais da Beira Alta e da Beira Transmontana foram reunidas, respetivamente, na Província de Trás-os-Montes e Alto Douro e da Província da Beira Alta. Paralelamente à divisão em províncias, manteve-se a divisão em distritos, cujos limites não coincidiam

da Beira Alta. Paralelamente à divisão em províncias, manteve-se a divisão em distritos, cujos limites não
Mapa dos distritos 12 Para conhecer a forma como o país se organiza territorialmente é

Mapa dos distritos

Mapa dos distritos 12 Para conhecer a forma como o país se organiza territorialmente é necessário
Mapa dos distritos 12 Para conhecer a forma como o país se organiza territorialmente é necessário
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Para conhecer a forma como o país se organiza territorialmente é necessário conhecer as

suas divisões administrativas.

A divisão administrativa do território português é muito antiga, remontando à formação do

país e encontrando-se associada ao processo de fixação das fronteiras à medida que o território se ia

consecutivamente alargando, fruto das conquistas.

Atualmente, a organização administrativa do território português encontra-se dividida em:

18 distritos no continente e ilhas no caso das duas regiões autónomas dos Açores e da Madeira;

308 municípios (antigos concelhos);

4252 freguesias.

Os distritos constituem uma divisão administrativa de 1º nível. Em cada distrito existe

uma assembleia deliberativa que é composta por representantes de cada um dos municípios.

Os municípios constituem divisões administrativas de 2º nível e são subdivisões do

distrito, existindo em Portugal Continental 278 municípios e 30 nas Regiões autónomas.

As características humanas do território nacional

O Património histórico

Em Portugal, a cultura e o património têm caraterísticas únicas que resultam dos acontecimentos históricos e da maneira de ser de um povo que foi aprendendo com o resto do mundo e adaptando essas novidades à sua forma de estar e ao território.

ser de um povo que foi aprendendo com o resto do mundo e adaptando essas novidades
Ao visitar o país vamos percebendo em cada lugar quais são esses elementos que fazem
Ao visitar o país vamos percebendo em cada lugar quais são esses elementos que fazem

Ao visitar o país vamos percebendo em cada lugar quais são esses elementos que fazem parte da personalidade portuguesa. Encontram-se em cidades, monumentos e paisagens que de uma maneira ou de outra contam também uma parte da história do mundo. E foram, por isso, classificados Património da Humanidade.

A UNESCO já efetuou 19 classificações de Património da Humanidade, entre centros históricos, sítios arqueológicos, paisagens culturais, parques naturais e património intangível. Estes contributos portugueses para a história mundial são de visita obrigatória e um bom pretexto para conhecer o país de norte a sul. São por exemplo:

Centro Histórico de Guimarães

Guimarães tem um alto valor simbólico para a identidade

portuguesa, por ter sido aqui que Portugal teve origem no séc.

XII. A cidade, muito bem preservada, reflete a evolução da

arquitetura civil desde a Idade Média até ao séc. XIX. As

técnicas especializadas de construção que aí se

desenvolveram foram aplicadas no mundo inteiro, nas

colónias portuguesas, em África e no Novo Mundo.

nas colónias portuguesas, em África e no Novo Mundo. Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro As
nas colónias portuguesas, em África e no Novo Mundo. Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro As

Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro

As vinhas que produzem o famoso Vinho do Porto

crescem no grandioso vale do Rio Douro, a mais antiga

região vinícola demarcada do mundo. As suas

caraterísticas e o trabalho do Homem que moldou o vale

em socalcos durante séculos transformaram-na numa

paisagem única e de grande beleza.

Centro Histórico do Porto

Todo o casario que se vê na colina descendo até à

Ribeira, junto ao Rio Douro, e a zona ribeirinha de Vila

Nova de Gaia retratam a história desta cidade ligada à

atividade marítima desde os tempos romanos. A Sé e a

Torre dos Clérigos, símbolos do Porto, a riqueza dos

edifícios, as igrejas barrocas, a Bolsa neoclássica

tornam esta paisagem urbana excecional, herdeira de

uma história milenar.

as igrejas barrocas, a Bolsa neoclássica tornam esta paisagem urbana excecional, herdeira de uma história milenar.
as igrejas barrocas, a Bolsa neoclássica tornam esta paisagem urbana excecional, herdeira de uma história milenar.
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Universidade de Coimbra, Alta e Sofia Fundada em 1290, a Universidade de Coimbra é a
Universidade de Coimbra, Alta e Sofia Fundada em 1290, a Universidade de Coimbra é a

Universidade de Coimbra, Alta e Sofia

Fundada em 1290, a Universidade de Coimbra é a mais antiga de Portugal e uma das mais antigas na Europa. Com particular incidência no séc. XVIII determinou o desenvolvimento do caráter estudantil da cidade, a nível urbano, arquitetónico, artístico e social. Disso são exemplo o Paço das Escolas, os Colégios da Graça e de Jesus, a Biblioteca Joanina, o Jardim Botânico, a Alta de Coimbra, a Rua da Sofia e as tradições e práticas académicas seculares. Desde a sua origem, a universidade tem sido um polo difusor de conhecimento científico e uma referência da língua e cultura portuguesas em todo o mundo.

da língua e cultura portuguesas em todo o mundo. A DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO PORTUGUESA 14 –

A DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO PORTUGUESA

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Tendências espácio-temporais de distribuição da população portuguesa

de distribuição da população portuguesa A partir da análise à figura 1, podemos verificar que

A partir da análise à figura 1, podemos verificar que Portugal, é um país marcado por características assimétricas na variação

da população.

Desta forma podemos destacar que a variação da população entre 1991 e 2001 foi positiva, ou seja teve crescimento nas regiões do litoral, nomeadamente nas NUTS do Algarve, Cavado, Baixo Vouga e Península de Setúbal, sendo também

de destacar no interior a NUT de Cova da Beira (a sua explicação será feita mais adiante). No entanto, em traços gerais verificamos que a variação percentual positiva da população se fez sentir sobretudo nas NUTS do litoral (os 12 NUT do litoral congregam 64,2% da população total). O conhecimento da população portuguesa absoluta de 10 356 mil habitantes, em 2001, não é suficiente para conhecermos a sua repartição, desta forma é necessário conhecermos a sua distribuição espacial, através da densidade populacional, a qual em 2001 era em média de 112,4 habitantes por km2, o que denota fraca concentração populacional.

A distribuição espacial da população portuguesa é assim marcada por grandes assimetrias regionais, opondo

regiões atrativas a outras menos atrativas. O crescimento populacional verificado em Portugal nas últimas décadas

regiões atrativas a outras menos atrativas. O crescimento populacional verificado em Portugal nas últimas décadas
tem sido assim um crescimento assente em assimetrias , que se caracterizam pela contínua atração
tem sido assim um crescimento assente em assimetrias , que se caracterizam pela contínua atração

tem sido assim um crescimento assente em assimetrias, que se caracterizam pela contínua atração que o litoral exerce sobre a população do interior.

Densidade Populacional: Intensidade do povoamento expressa pela relação entre o número de habitantes e a superfície do território (número médio de habitantes por km2).

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Assimetrias Regionais: Significativas e problemáticas variações espaciais entre as regiões, que resultam em situações de desequilíbrio territorial.

DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO PORTUGUESA

A análise à distribuição da população residente em Portugal em 2001 feita por NUTS III, permite destacar três grandes tendências que vêm já desde a década de 70: a litoralização, pela grande concentração da população na faixa litoral que se situa entre Viana do Castelo e Setúbal, em oposição ao despovoamento do interior, e ainda, a bipolarização em torno das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto que exercem a sua atração sob a população e as atividades económicas, sociais e culturais

de Lisboa e Porto que exercem a sua atração sob a população e as atividades económicas,
de Lisboa e Porto que exercem a sua atração sob a população e as atividades económicas,
Por outro lado, o interior do país, o litoral alentejano e o Algarve, bem como
Por outro lado, o interior do país, o litoral alentejano e o Algarve, bem como

Por outro lado, o interior do país, o litoral alentejano e o Algarve, bem como a maioria das ilhas da Região Autónoma dos Açores, apresentam fracas densidades populacionais. Reforçando-se assim as assimetrias regionais já anteriormente destacadas com o crescimento populacional entre 1991 e 2001.

Litoralização: Processo de progressiva concentração de atividades e de pessoas ao longo da faixa litoral, sem que o interior acompanhe esse ritmo ou mesmo com o recuo da importância em termos absolutos.

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Despovoamento: Declínio do número de pessoas que vive numa determinada área, devido mais a perdas por migrações do que a uma mortalidade excessivamente alta. Em áreas campestres, a estas perdas dá-se o nome de despovoamento rural.

Bipolarização:

concentração de atividades comerciais, industriais e de serviços.

Crescente

centralização

do

desenvolvimento

em

dois

aglomerados

urbanos,

baseada

na

Analisada à escala do concelho, a densidade populacional em Portugal continua a ter as mesmas tendências no entanto, estas aparecem mais atenuadas, uma vez que atualmente já temos cidades de média dimensão no interior do país capazes de fixar população, é o caso de algumas capitais de Distrito e também algumas cidades médias como Chaves, Mirandela, Covilhã. No entanto estes ganhos destas cidades de média dimensão devem-se sobretudo ao facto de esvaziarem as áreas rurais que estão sob a sua influência. Na última década assistiu-se também a um outro fenómeno que consiste nos movimentos pendulares entre a habitação e o local de emprego por parte de muita população que reside próximo das cidades de Lisboa e Porto, pois o elevado preço da habitação leva-os a optarem por concelhos vizinhos onde a habitação é mais barata, mas mantendo os empregos nas cidades de referência. Nas regiões autónomas, há a destacar a vertente Sul da Ilha da Madeira, nomeadamente o Funchal. Quanto aos Açores a maioria das ilhas apresenta fraca densidade populacional, destacando-se apenas S. Miguel e Terceira.

Quanto aos Açores a maioria das ilhas apresenta fraca densidade populacional, destacando-se apenas S. Miguel e
Quanto aos Açores a maioria das ilhas apresenta fraca densidade populacional, destacando-se apenas S. Miguel e
Atividades económicas No âmbito da caracterização da atividade económica podemos categorizar a população como ativa

Atividades económicas

Atividades económicas No âmbito da caracterização da atividade económica podemos categorizar a população como ativa

No âmbito da caracterização da atividade económica podemos categorizar a população como ativa ou inativa. Todos os indivíduos que exercem uma profissão remunerada, que constituem mão-de-obra disponível para a produção de bens ou serviços ou se encontram desempregados, fazem parte da população ativa.

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A população inativa é constituída por todos os indivíduos que não exercem qualquer tipo de atividade (não disponíveis para o trabalho), como por exemplo: os reformados, as crianças, os estudantes e as domésticas.

As atividades económicas encontram-se agrupadas pelos três tipos de setores de atividade: primário, secundário e terciário.

económicas encontram-se agrupadas pelos três tipos de setores de atividade: primário, secundário e terciário.
económicas encontram-se agrupadas pelos três tipos de setores de atividade: primário, secundário e terciário.
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19 Assimetrias espaciais e indicadores de desenvolvimento A taxa de atividade e a repartição da
19 Assimetrias espaciais e indicadores de desenvolvimento A taxa de atividade e a repartição da
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Assimetrias espaciais e indicadores de desenvolvimento

A taxa de atividade e a repartição da população ativa por setores de atividade difere de país para país e de região

para região, tendo em conta o seu nível de desenvolvimento. Por exemplo, nos países desenvolvidos a taxa de

atividade é mais elevada do que nos países em desenvolvimento e a maior parte da sua população ativa enquadra-

se no setor terciário. Nos países menos desenvolvidos é o setor primário que ocupa a maior parte da população ativa, devido à baixa mecanização neste setor.

As atividades económicas em Portugal

A estrutura profissional portuguesa tem vindo a alterar-se. No início do século XX, o setor predominante em

Portugal era o primário. Desde então tem-se vindo a assistir a um aumento das atividades terciárias, cujo fenómeno

se designa de terciarização, devido a vários fatores:

diminuição da mão de obra ativa do setor primário, justificada pela emigração, pelo êxodo rural, pelos avanços tecnológicos (mecanização agrícola), pelo aparecimento de novas atividades ligadas ao lazer, ao turismo e à cultura, à expansão do comércio, dos serviços financeiros, de educação e de saúde;

libertação da população ativa do setor secundário, cada vez mais automatizado;

novas exigências sociais, que se refletiram no aumento da quantidade e diversidade de emprego no setor terciário (exemplo: valorização da arte, do turismo e da investigação). Um outro fenómeno que marca a evolução da estrutura profissional portuguesa é a feminização da mão-de-obra, resultante da evolução social e cultural (conquista da igualdade de direitos e oportunidades).

da mão-de-obra, resultante da evolução social e cultural (conquista da igualdade de direitos e oportunidades).
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BIBLIOGRAFIA Esta sebenta foi elaborada a partir de fonte direta e indireta de textos, opiniões,

BIBLIOGRAFIA

BIBLIOGRAFIA Esta sebenta foi elaborada a partir de fonte direta e indireta de textos, opiniões, classificações

Esta sebenta foi elaborada a partir de fonte direta e indireta de textos, opiniões, classificações e demais explicações, das seguintes obras/manuais:

SILVA, Elsa, MOINHOS, Rosa, Área de Integração, Vol. II, Lisboa, Plátano Editora, 2007

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José Carlos Almeida, José Dias Lourenço, Ser Global, Porto, Porto Editora, 1º Edição, 2013

Foi, ainda, utilizada a internet como fonte de pesquisa constante em diversos pontos da atualidade e para esclarecimento pontual de informações.

internet como fonte de pesquisa constante em diversos pontos da atualidade e para esclarecimento pontual de