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Objetivo.

Este trabalho objetiva pela análise bibliográfica, inferir sobre o campo de


aplicação do sensoriamento remoto e as vantagens do uso desta tecnologia
nos diversos ramos onde é aplicada.

Conceito.

A luz solar que atinge o planeta Terra é uma onda eletromecânica, pois
possui a propriedade de propaga-se no vácuo (diferindo-se do som), seu
espectro visível compreende o intervalo 400nm a 750nm, este intervalo
compõe-se de sete cores constituindo a luz branca (radiação visível). Deve-se
distinguir esta da radiação ultravioleta, raio x e infravermelho (radiação não
visível).

Os corpos terrestres reagem a essas radiações de maneira bem


especificas. Dependendo de seus compostos, podem refletir, absorver ou
refratar a luz. Em vista destes pressupostos é possível reconhecer um
determinado objeto em estudo.

Sensores presentes em satélites conseguem medir a radiação


na superfície, e cada tipo de objeto possui um perfil diferente, a
depender de como sua estrutura física reflete a energia do sol.
As diferenças observadas nessas energias podem então
fornecer pistas para sua interpretação pelo cientista.
(MONTEIRO, Marko. Construindo imagens e territórios:
pensando a visualidade e a materialidade do sensoriamento
remoto. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de
Janeiro, v.22, n.2, abr.-jun. 2015, p.577-591.).

As imagens geradas por satélites trazem pistas, indicações, matrizes,


“denominados pixel” que permitirá a identificação de um objeto em estudo, que
será posteriormente analisado por especialistas. Endossam Liane Solange
Petry, Valderez Marina do Rosário Lima e Regis Alexandre Lahm:

Novo (1998, p. 52) define sistema sensor como “[...] qualquer


equipamento capaz de transformar alguma forma de energia
em um sinal passível de ser convertido em informação sobre o
ambiente. No caso especifico do sensoriamento remoto, a
energia utilizada é a eletromagnética”. Quanto à fonte de
energia, eles são classificados como sensores passivos e
sensores ativos. Os sensores passivos dependem de uma
fonte externa de energia para que possam operar como as
fotografias aéreas e as imagens de satélites. Os sensores
ativos são os que produzem sua própria energia como as
imagens de radar. ( PETRY, Liane Solange; LIMA, Valderez
Marina do Rosário e LAHM, Regis Alexandre. Estudo de
ecossistemas utilizando como recurso didático o sensoriamento
remoto: um estudo de caso. Revista Electrónica de Enseñanza
de las Ciencias Vol. 11, Nº 2, 431-454 (2012)).

Possibilita-se desta forma inferir que: o sensoriamento remoto é a análise


de imagens obtidas por satélites de uma dada região da superfície terrestres,
considerando, desta forma, variáveis como: intervalos de tempo, interação a
radiação solar e banco de dados compostos como suas respectivas reações a
radiação. Geram-se comumente tabelas e planilhas com as informações
obtidas, então se pode inferir com precisão sobre o objeto fotografado.
No Brasil entre as décadas de 1960 a 1970, iniciou-se, com foco na
região Amazônica a utilização dessa tecnologia. Sugue neste Instituto Nacional
de Espaciais (INPE) desenvolvendo trabalhos de pesquisas a partir de imagens
obtidas por satélites. Hoje esta tecnologia tem sido amplamente utilizada nos
mais diversos setores, deste salas de aulas à previsões de escassez de
recursos hídricos.

Aplicações.
Significativa parcela das escolas brasileiras possui laboratórios de
informática, possibilitando a análise de imagens obtidas por sensoriamento
remoto em diversas disciplinas, tais como Ciências, Geografia, História. Como
o uso desta tecnologia como ferramenta didática estimula o alunato não só a
buscar identificar o ambiente onde se situa, como também a estudar os
biomas, a hidrografia, desmatamento, relevo, entre outros de sua região.
As percepções dos sujeitos dessa pesquisa a respeito da
aprendizagem efetuada, além de expressarem o quanto o
envolvimento na tarefa foi significativo para estes estudantes,
mostram que elas são fundamentais para que o professor
possa refletir sobre sua prática pedagógica, qualificando-a.
Destacam-se e transcrevem-se as falas de alguns estudantes,
a fim de mostrar suas percepções diante do processo. (PETRY,
Liane Solange; LIMA, Valderez Marina do Rosário e LAHM,
Regis Alexandre. Estudo de ecossistemas utilizando como
recurso didático o sensoriamento remoto: um estudo de caso.
Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias Vol. 11, Nº
2, 431-454 (2012)).

Pode-se perceber que além de ferramenta didática, o sensoriamento remoto é


utilizado fundamentalmente para monitoramentos territoriais, no combate a
desmatamento, queimadas, análise de recursos hídricos. Inicialmente no Brasil, como
fora citado acima, para acompanhar as atividades na região Amazônica. Hoje sua
aplicabilidade estar em realidades antes impensáveis, é possível mensurar biomassa,
produção agrícola, emissão de poluentes na atmosfera e até mesmo o aumento da
temperatura nas cidades.

[...] Mais do que mensurar ou revelar verdades sobre o


desmate, as inscrições e visualizações ajudam a constituí-lo
enquanto tal, quando integram infraestruturas tecnológicas de
monitoramento, auxiliam a implementar políticas de mitigação e
contenção de desmate ou redefinem a fronteira entre biomas,
integrando teorias de maior alcance[...] (MONTEIRO, Marko.
Construindo imagens e territórios: pensando a visualidade e a
materialidade do sensoriamento remoto. História, Ciências,
Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.22, n.2, abr.-jun. 2015,
p.577-591).

Enfatiza-se também a diferenciação de espécies vetais, áreas urbanas,


uso do solo, qualidade da água, cursos de rio, delimitação de lacustres, áreas
úmidas, tipos de vegetação, mapeamento geológico, etc. como variáveis que
podem ser estudadas a partir do sensoriamento remoto, haja vista sua
versatilidade e eficiência na leitura das assinaturas de radiação.

Vantagens.

Como a utilização de imagens de satélites é possível uma o estudo em


tempo real de regiões em estudo, evitando-se fraudes por partes de
agricultores, por exemplo, que ampliaram suas fronteiras, desmatando sem
previa autorização do IBAMA de órgãos competentes. Prática muito como no
Brasil.
Como ferramenta didática amplia o alcance do professor, fomenta a
pesquisa por parte dos discentes, rompe-se com a rotina de sala de aula e livro
didático.
No que concerne a desastres naturais é possível atenuar os impactos,
acompanhar as bacias hidrográficas, identificando eventos críticos e
minimizando-os.
[...]A tentativa de mitigar desastres naturais, como aqueles
advindos de enchentes, é atualmente preocupação crescente
de políticos em todo o país. O desmatamento, no entanto,
parecer ser a questão em que o uso de imagens de satélite
como forma de manejo e como ferramentas para políticas
públicas é mais central. (MONTEIRO, Marko. Construindo
imagens e territórios: pensando a visualidade e a materialidade
do sensoriamento remoto. História, Ciências, Saúde –
Manguinhos, Rio de Janeiro, v.22, n.2, abr.-jun. 2015, p.577-
591).

Figura 5- Aplicações das bandas da Câmara CCD do satélite CBERS


https://www.google.com.br/search?hl=pt-
BR&biw=1366&bih=657&tbm=isch&sa=1&ei=VdMHXLjjNsaXwgTL4ZLQBw
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